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Projeto estabelece pena de prisão para quem reincidir em barulho excessivo de veículos
O Projeto de Lei 4573/25 tipifica como contravenção penal a reincidência na condução de veículos com modificações que aumentem o barulho ou ruído, como o uso de descarga livre ou silenciadores adulterados. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê apenas infrações administrativas para esses casos.
Pela proposta, o motorista que for flagrado cometendo a mesma infração no período de 12 meses poderá ser punido com prisão simples ou multa de R$ 1 mil. Em caso de nova reincidência, o valor da multa será dobrado.
Resposta mais firmeDe acordo com o autor do projeto, deputado Kim Kataguiri (União-SP), a medida busca combater práticas que comprometem a ordem pública e o meio ambiente sonoro nos centros urbanos.
Conforme o parlamentar, a mudança fortalece a fiscalização contra condutores que ignoram as punições administrativas atuais.
“O Código de Trânsito Brasileiro já prevê penalidade administrativa para tais situações. No entanto, a reincidência demonstra elevado grau de desrespeito às normas e impõe ao Estado a necessidade de resposta mais firme”, disse.
O texto também deixa claro que qualquer equipamento instalado, desinstalado ou alterado com o objetivo de aumentar o ruído do veículo configura infração.
Próximas etapasA proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Administração e Serviço Público; Viação e Transportes; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Ou seja, para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
As informações são da Agência Câmara de Notícias
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Eleições 2026: Mobilidade é política de Estado e começa pelos trilhos
*Por Ana Patrizia Lira, diretora-presidente da ANPTrilhos
As cidades crescem, os carros se acumulam nas ruas, o tempo escorre pelos retrovisores. E o Brasil segue empurrando a mobilidade urbana para amanhã. Às vésperas das eleições de 2026, ainda tratamos os trilhos como uma ambição distante, quando eles deveriam ser o ponto de partida para um futuro melhor.
É tempo de fazer a pergunta necessária. Como um país que pretende ser competitivo, inclusivo e sustentável continua adiando decisões estratégicas sobre sua mobilidade? O futuro já não cabe nas velhas soluções. Ele exige visão de longo prazo, políticas de Estado e coragem para mudar prioridades. E isso, inevitavelmente, começa pelos trilhos.
A discussão já está posta.O Congresso avança no Novo Marco Regulatório do Transporte Público, que precisa ser encarado como prioridade nacional para modernizar regras, dar segurança jurídica, atrair investimentos e criar condições reais para expansão da malha de metrôs, trens e VLTs. Mas marco regulatório sozinho não entrega transformação. Mas marco regulatório, sozinho, não entrega transformação. Ele precisa vir acompanhado de incentivos concretos para novos investimentos e do reforço aos projetos já existentes, para que um plano não permaneça no papel e se converta em obras, serviços e expansão real da oferta. Isso só é possível quando há uma Política de Financiamento do Transporte Coletivo capaz de garantir previsibilidade, estabilidade e continuidade ao longo do tempo. É esse tipo de política que permite planejar a longo prazo, contratar, investir, modernizar sistemas e ampliar redes, como fazem países que, de fato, conseguiram democratizar sua mobilidade e torná-la sustentável.
Na França, por exemplo, a criação das Autoridades Metropolitanas de Transporte (AOM) reorganizou competências, integrou regiões inteiras e garantiu governança unificada para decisões estratégicas. Segundo dados do Ministère de la Transition Écologique e da Île-de-France Mobilités, o modelo permitiu ampliar a oferta de transporte coletivo em mais de 30% na região metropolitana de Paris nos últimos 15 anos, ao mesmo tempo em que fortaleceu a integração tarifária e operacional entre metrôs, trens, bondes e ônibus.
Esse avanço foi viabilizado por mecanismos estáveis de financiamento, como o versement mobilité, uma contribuição paga por empresas com mais de 11 funcionários. Hoje, essa fonte responde por cerca de 45% do financiamento do transporte público na Île-de-France, garantindo previsibilidade para expansão de linhas, renovação de material rodante e investimentos contínuos em qualidade e sustentabilidade.
Outros países também mostram caminhos inspiradores.Luxemburgo tornou-se, em 2020, o primeiro país do mundo a oferecer transporte público totalmente gratuito em todo o território nacional. Mas a gratuidade não veio sozinha, ela foi acompanhada de priorização política e investimentos reais na qualidade do serviço. Segundo o Ministério da Mobilidade e Obras Públicas de Luxemburgo, a medida foi sustentada por um orçamento permanente dedicado à mobilidade e acompanhada da ampliação dos investimentos em infraestrutura ferroviária, modernização dos sistemas e aumento da oferta. O resultado foi um crescimento de cerca de 23% na demanda por transporte coletivo nos dois primeiros anos, reforçando que tarifa zero só funciona quando vem associada a qualidade, capacidade e planejamento de longo prazo.
O sistema é financiado por receitas fiscais gerais, sustentado por um orçamento permanente dedicado à mobilidade, evidência de que, quando o transporte é prioridade, o financiamento deixa de ser circunstancial e passa a ser estrutural.
Já Portugal adotou uma estratégia complementar. Por meio do Fundo Ambiental, o país tem direcionado recursos para a modernização e descarbonização dos transportes públicos. Segundo dados do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, Portugal destinou mais de € 1 bilhão nos últimos anos para a renovação de frotas, eletrificação, melhoria da eficiência energética e expansão de sistemas ferroviários urbanos. Em valores atuais, isso equivale a cerca de R$ 5,5 bilhões. Considerando a escala do país , com pouco mais de 10 milhões de habitantes e um PIB aproximadamente oito vezes menor que o brasileiro, esse esforço representaria, em termos proporcionais, investimentos da ordem de dezenas de bilhões de reais no contexto do Brasil.
O dado mostra que a transição para uma mobilidade mais limpa não ocorre por discursos, mas por decisões orçamentárias consistentes e contínuas. Como resultado, o setor de transportes tem registrado reduções progressivas nas emissões de gases de efeito estufa, alinhando mobilidade urbana à política climática nacional.
O ponto em comum entre esses modelos é que financiamento estável cria planejamento; planejamento cria expansão; e expansão cria cidadania.O Brasil está diante dessa oportunidade. A recém-criada Política Nacional do Transporte Ferroviário de Passageiros aponta caminhos para conectar regiões, estimular polos produtivos e reduzir deslocamentos de longa distância baseados em modos de maior emissão. No âmbito do planejamento de longo prazo, o Plano Estratégico de Longo Prazo do Transporte (PELT) destaca os trilhos como infraestrutura essencial para a integração nacional e o desenvolvimento sustentável. Nos estados, iniciativas como o SP nos Trilhos, em São Paulo, demonstram que, quando há planejamento, coordenação e fontes de financiamento mais claras, é possível tirar projetos do papel, ampliar redes e modernizar serviços. Já o Plano Estratégico da Mobilidade Urbana sobre Trilhos, construído de forma colaborativa entre setor público, privado e especialistas, traz diretrizes objetivas para ampliar capacidade, qualificar serviços e inserir os trilhos no centro de uma agenda moderna de mobilidade sustentável.
Mas tudo isso depende de escolhas políticas.Depende de líderes que compreendam que trilhos não são apenas infraestrutura. São vetores de desenvolvimento, inclusão, competitividade e qualidade de vida.
Portanto, deixo aqui minha provocação: quem quer governar o Brasil precisa parar de prometer soluções paliativas e assumir compromissos estruturantes. O eleitorado brasileiro, que depende de transporte público todos os dias, merece candidatos que, não apenas falem a sério sobre mobilidade, mas atuem. Que tratem trilhos não como promessa futurista, mas como política pública essencial, estratégica e urgente.
O Brasil que queremos só chegará ao destino certo se escolhermos, finalmente, o caminho dos trilhos.
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Relatório DHL: logística reversa deixa de ser um centro de custos para se tornar uma vantagem competitiva
Concluída a temporada de pico das compras de fim de ano, a indústria logística global entrou na “temporada de devoluções”. Essa fase da cadeia de suprimentos do e-commerce desempenha um papel cada vez mais relevante. Nos últimos anos, as devoluções deixaram de ser apenas um custo administrativo para se tornarem um diferencial estratégico para a experiência de compra. Com base no Relatório de Tendências de E-Commerce 2025 da DHL e em dados operacionais recentes, os ‘vencedores’ do comércio global já não são aqueles que tentam eliminar as devoluções, mas sim os que dominam o ciclo de valor.
Essa abordagem é um pilar fundamental da Estratégia 2030 da DHL, que aproveita a rede global do Grupo e suas diversas capacidades para oferecer soluções logísticas de e-commerce completas, eficientes e sustentáveis em um mercado digital em crescimento. Como as devoluções fazem parte desse processo e hoje são uma demanda inevitável do consumidor, o foco do setor se deslocou para quem consegue gerenciá-las de forma mais eficiente e sustentável.
As devoluções no mercado de moda já não são uma nota de rodapé; em alguns segmentos, são o próprio modelo de negócio. O hábito do consumidor de pedir vários tamanhos ou cores (conhecido como bracketing) está impulsionando taxas médias de devolução acima de 50%. Em categorias de alta sensibilidade, como vestidos femininos, as taxas de devolução podem chegar a quase 90%, segundo um relatório do IHL Group sobre bracketing.
Quando as devoluções são tão frequentes, o resultado financeiro e o perfil de sustentabilidade de uma marca dependem fortemente da infraestrutura do provedor de logística reversa.A DHL enfrenta esse desafio por meio de um compromisso robusto com operações mais sustentáveis, utilizando 42 mil veículos elétricos em nível global e uma ampla rede de aproximadamente 170 mil pontos de acesso. Ao oferecer pontos de entrega “fora de casa”, a DHL reduz a distância física percorrida por uma devolução e maximiza a conveniência para o cliente. Esse esforço é complementado pela solução de devolução sem etiqueta da DHL, que permite aos consumidores devolver itens usando apenas um código QR, reduzindo o desperdício de papel e atendendo às expectativas de compradores nativos digitais, como a Geração Z.
Esse volume também gera o que os especialistas chamam de “bolsa de valor invisível”: um valor estimado de US$ 62,5 bilhões em receitas potenciais globais que permanecem inexploradas todos os anos. Esse número representa a oportunidade de ganho perdida quando produtos devolvidos são tratados como descarte em vez de ativos. Por meio de inspeção sistemática, recondicionamento e revenda, as empresas podem recuperar um valor significativo que, de outra forma, seria destinado a processos de descarte de baixo valor. Por exemplo, nos Estados Unidos, a National Retail Federation (NRF) estima que as devoluções do varejo atingiram US$ 890 bilhões em 2024, o que está impulsionando uma reavaliação da resiliência da cadeia de suprimentos por parte de muitos varejistas.
A América Latina não fica atrás: o comércio eletrônico na região alcançou aproximadamente US$ 162,24 bilhões em 2024 e, segundo a Deloitte, a taxa de devoluções pode variar entre 20% e 40%, dependendo da temporada. Isso representa um valor potencial de devoluções que pode variar entre US$ 32,4 bilhões e US$ 64,9 bilhões por ano.
Persistência no abandono do carrinho de compras (Click to Quit)Os dados do Relatório de Tendências da DHL eCommerce mostram ainda que um processo de devolução sem atritos é um fator-chave para a conversão. 79% dos compradores on-line abandonarão uma compra se a política de devoluções não atender às suas expectativas. Além disso, embora as empresas frequentemente culpem os “danos no transporte”, os compradores apontam de forma consistente que as verdadeiras causas da onda de devoluções são tamanhos incorretos (54%) e baixa qualidade do produto (55%).
Pablo Ciano, CEO da DHL eCommerce: “As devoluções agora são uma expectativa inevitável. Os dados mostram que os consumidores buscam uma experiência ‘híbrida’: comprar on-line, mas devolver por meio de uma densa rede de lockers ou pontos de atendimento. Estamos respondendo a essa demanda com cerca de 170.000 pontos de acesso em toda a Europa e soluções digitais como as devoluções sem etiqueta, preferidas por 32% dos compradores da Geração Z. Isso não apenas agrega conveniência, como também contribui diretamente para o nosso objetivo de reduzir as distâncias de transporte.”
Para explorar todos os principais achados dos Relatórios de Tendências da DHL eCommerce, visite: www.dhl.com/reportsThe post Relatório DHL: logística reversa deixa de ser um centro de custos para se tornar uma vantagem competitiva appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Negligência na manutenção impacta custos e segurança no trânsito
Ruídos ignorados, revisões adiadas e a falsa sensação de que “o carro está funcionando bem” ainda fazem parte da rotina de muitos motoristas. O problema é que esse comportamento está diretamente ligado ao surgimento de falhas graves, panes inesperadas e custos elevados com consertos emergenciais. Na maioria dos casos, os problemas não surgem de forma repentina, mas são consequência direta da falta de manutenção preventiva adequada.
Esse comportamento é reforçado por dados recentes do setor. Uma pesquisa apurada pela Webmotors mostra que, mesmo afirmando manter a manutenção em dia, 54% dos motoristas só decide levar o carro para revisão quando percebem um barulho estranho ou algum comportamento fora do normal. Ou seja, a ação preventiva acaba sendo substituída por uma resposta tardia ao problema.
Para Elias dos Santos, mecânico de manutenção industrial com 19 anos de atuação em montadoras de automóveis, os motoristas ainda subestimam a prevenção.
“Grande parte das falhas mecânicas não acontece de uma hora para outra. Elas se desenvolvem aos poucos e dão sinais claros, mas só são percebidas quando o dano já está instalado”, explica.
Na prática, muitos condutores procuram a oficina apenas quando o veículo apresenta um problema evidente.Esse modelo corretivo, além de mais caro, aumenta o risco de acidentes, compromete a confiabilidade do carro e reduz sua vida útil. “A manutenção preventiva não é trocar peça que já quebrou. É evitar que ela quebre”, destaca.
Ele informa que a manutenção preventiva vai além do calendário de revisões e dos checklists padronizados. Diferente da revisão anual, baseada em prazos fixos de tempo ou quilometragem, ela considera o comportamento real do veículo, o tipo de uso, as condições de rodagem e os sinais apresentados no dia a dia. Essa abordagem permite identificar desgastes de forma antecipada, reduz custos, melhora o desempenho do carro e garante mais segurança ao motorista, especialmente em viagens e períodos de uso intenso.
Conforme o especialista, existem indícios comuns de que o carro precisa de atenção e que as pessoas costumam ignorar no dia a dia, mas que indicam desgaste progressivo:
- Ruídos diferentes do habitual
- Vibrações fora do padrão
- Resposta mais lenta do motor
- Aumento no consumo de combustível
- Luzes de alerta no painel
“Quando esses alertas são negligenciados, o que poderia ser resolvido com um ajuste simples acaba se transformando em uma falha grave, com impacto direto no bolso e na segurança do motorista”, afirma.
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Poker no Brasil: regras, mãos e dicas para jogar
O poker é um jogo de cartas que combina estratégia, análise e blefe. Cada partida envolve de 2 a 10 jogadores competindo por fichas, tentando formar a melhor combinação de cinco cartas. Na partida, os participantes fazem rodadas de apostas com base no valor de suas mãos, podendo passar (fold), pagar (call) ou aumentar (raise) a aposta dos demais. Um dos aspectos marcantes do poker é o blefe – apostar forte mesmo sem ter uma boa mão, para fazer o oponente desistir. Por isso, o poker é considerado um esporte da mente, exigindo leitura de adversários e habilidade matemática.
O poker se tornou muito popular em todo o mundo, atraindo celebridades como Ronaldo e Neymar Jr.No Brasil, o poker ganhou popularidade nos últimos anos, tanto em clubes presenciais quanto em jogos online. Os torneios mundiais, como o World Series of Poker (WSOP), têm destaque internacional e atraem competidores brasileiros. Tradicionalmente visto como jogo de azar, hoje o poker é largamente reconhecido como jogo de habilidade, já que, no longo prazo, a vitória depende mais da estratégia do jogador do que da sorte das cartas.
Regras básicas e classificação de mãosUma partida típica de poker segue estas etapas: depois de distribuídas as cartas, ocorrem rodadas de aposta intercaladas com a revelação de cartas comunitárias (no Texas Hold’em, por exemplo, são o flop, o turn e o river). O objetivo é formar a melhor mão de cinco cartas entre as sete disponíveis (suas duas cartas fechadas mais as cinco comunitárias). As mãos são classificadas de acordo com a sua raridade e valor no jogo. Em ordem decrescente, as principais combinações são:
- Royal Flush (Sequência Real): A melhor mão do poker, formada por ás, rei, dama, valete e 10 do mesmo naipe (todos os naipes iguais).
- Straight Flush (Sequência de mesmo naipe): Cinco cartas em sequência num mesmo naipe, mas não do 10 ao Ás.
- Quadra (Four of a Kind): Quatro cartas do mesmo valor (por exemplo, quatro ases).
- Full House: Um trio (trinca) e um par juntos (por exemplo, três reis e dois 5).
- Flush: Cinco cartas do mesmo naipe, não necessariamente em sequência.
- Sequência (Straight): Cinco cartas em sequência, mas de naipes mistos.
- Trinca (Three of a Kind): Três cartas iguais, mais duas cartas quaisquer.
- Dois Pares: Duas cartas de um valor, duas de outro valor, e uma carta diferente.
- Par: Duas cartas do mesmo valor, mais três cartas quaisquer.
- Carta Alta: Quando nenhuma das combinações acima é formada, ganha quem tiver a carta mais alta no conjunto.
Além das combinações de cartas, o poker envolve conceitos como blinds (apostas obrigatórias, como o big blind e o small blind), check (optar por não apostar mas continuar na mão) e all-in (apostar todas as fichas). Aprender os nomes e a hierarquia das mãos é essencial para começar a jogar. Por exemplo, saber identificar uma trinca, dois pares ou um par médio já ajuda a tomar decisões nas apostas.
Principais variantes do pokerExistem várias modalidades de poker, cada uma com regras específicas, mas todas seguem a mesma mecânica básica de apostas e formação de mãos. Entre as variantes mais populares estão:
- Texas Hold’em: Cada jogador recebe 2 cartas fechadas (hole cards) e compartilha 5 cartas comunitárias na mesa. É a modalidade mais jogada em torneios e cassinos.
- Omaha Hold’em: Semelhante ao Texas Hold’em, mas cada jogador recebe 4 cartas fechadas e deve usar exatamente 2 delas com 3 das 5 comunitárias.
- Five Card Draw (poker fechado): Cada jogador recebe 5 cartas fechadas, podem trocar cartas uma vez, e depois fazem apostas. Muito comum em partidas informais.
- Seven Card Stud: Os jogadores recebem 7 cartas no total (algumas fechadas, algumas abertas), não há cartas comunitárias. Muito popular antes da era dos jogos online.
Cada variante exige estratégias adaptadas: no Hold’em, por exemplo, a posição na mesa é crucial, enquanto no Draw o controle da troca de cartas é determinante. No geral, todas as modalidades enfatizam o poker de conhecimento das combinações, gerenciamento de fichas e observação do comportamento dos oponentes.
Poker online e comunidade brasileiraCom a popularização da internet, o poker migrou com força para plataformas digitais. Hoje, é possível jogar pelo computador ou smartphone em salas de poker online, onde você encontra mesas virtuais com jogadores de todo o mundo. Nessas plataformas, os jogadores podem participar de torneios ou mesas cash em ambiente seguro, praticando sem sair de casa. Há opções gratuitas (apostas fictícias) para iniciantes experimentarem o jogo sem risco financeiro.
Você pode ter a experiência de jogar poker sem sair da sua casaNo Brasil, o poker é bastante popular entre entusiastas. Existem campeonatos nacionais (como o BSOP) e ligas amadoras onde muitos brasileiros competem por prêmios. Além disso, comunidades e fóruns online ajudam novos jogadores a aprender táticas e jargões. Jogar poker envolve também etiqueta e responsabilidade: manter a calma após perdas, saber quando desistir e jogar sempre dentro do próprio limite financeiro.
Para quem está começando no poker, é essencial conhecer as regras e mãos: estudar as combinações de cartas até memorizá-las ajuda a tomar decisões mais rápidas e eficazes durante o jogo. Praticar em jogos gratuitos também é uma excelente forma de adquirir familiaridade com a dinâmica das apostas, sem correr riscos financeiros. Observar os adversários é igualmente importante, pois identificar padrões de comportamento e reações pode ajudar a detectar possíveis blefes. Outro ponto fundamental é o gerenciamento de banca: é necessário definir um orçamento de fichas para cada sessão e manter-se fiel a ele, evitando perdas desnecessárias. Por fim, ter paciência é uma virtude no poker — nem toda mão merece ser jogada, e saber desistir quando as chances são desfavoráveis faz parte da estratégia de qualquer jogador experiente.
Em resumo, o poker é um jogo desafiante e divertido, que estimula o raciocínio e a leitura dos oponentes. Com prática e estudo, é possível desenvolver habilidades importantes dentro e fora do jogo. Seja jogado presencialmente ou online, o poker continua cativando novos jogadores pelo mundo – inclusive no Brasil – por sua combinação única de sorte, estratégia e inteligência social.
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Posso fazer a prova da CNH em carro automático? Estados começam a liberar a mudança
A prova prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passa por um processo grande de mudanças no Brasil. Entre as alterações que começam a ganhar corpo nos estados está a liberação do uso de veículos com câmbio automático durante o exame de direção, uma possibilidade que até pouco tempo era restrita a casos específicos, como candidatos com necessidade de adaptação veicular.
São Paulo e Espírito Santo já formalizaram a adoção da medida, alinhando seus procedimentos às diretrizes mais recentes do Conselho Nacional de Trânsito. A tendência é que outros estados avancem no mesmo sentido à medida que atualizam normas internas e sistemas operacionais.
São Paulo: prova prática em carro automático já está autorizadaEm São Paulo, o Detran-SP anunciou oficialmente a autorização para que candidatos realizem o exame prático de direção em veículos com câmbio automático. A medida vale para candidatos que não necessitam de adaptação veicular e desde que os veículos estejam regularmente cadastrados.
Segundo o órgão, a decisão leva em conta a crescente presença de automóveis automáticos na frota brasileira, ampliando as opções para os candidatos sem alterar os critérios técnicos já aplicados na avaliação. A mudança veio acompanhada da retirada definitiva da etapa de baliza, concentrando o exame na condução em circulação real.
O Detran paulista esclarece que o percurso do exame prático segue o modelo já adotado, incluindo conversões à direita e à esquerda, uso correto da seta, parada em local permitido e condução segura em condições normais de trânsito. Ou seja, apesar da modernização dos meios, o foco permanece no comportamento do condutor e no respeito às regras de circulação.
A liberação do carro automático faz parte de um pacote mais amplo de adequações do estado às normas federais sobre habilitação, que também envolvem mudanças no exame teórico, no formato do curso e na redução de custos de etapas obrigatórias.
Espírito Santo: liberação do uso de veículos automáticosNo Espírito Santo, o Detran-ES também confirmou a liberação do uso de veículos automáticos na prova prática. A decisão veio após a publicação de uma portaria complementar à resolução federal que trata do exame de direção.
Além de extinguir as manobras de baliza e ladeira, o Detran-ES esclareceu que não há restrição quanto ao tipo de câmbio do veículo, desde que ele esteja adequado à categoria, com documentação em dia e em bom estado de conservação.
O órgão reforça que a Resolução nº 1.020/2025 do Contran não define o tipo de veículo a ser utilizado no exame prático, o que abre margem para que automóveis automáticos sejam aceitos sem necessidade de autorização especial. Conforme informações oficiais, é possível utilizar qualquer veículo que atenda às regras de circulação na avaliação.
O Detran capixaba também destacou que a medida segue o mesmo entendimento adotado em São Paulo, reconhecendo a mudança no perfil da frota e a necessidade de atualizar os procedimentos de avaliação.
O que muda — e o que não muda — para o candidatoApesar da liberação do carro automático, os órgãos de trânsito deixam claro que a exigência de condução segura permanece a mesma. O examinador continua avaliando domínio do veículo, atenção ao ambiente viário, respeito à sinalização e tomada de decisões adequadas durante o percurso.
A diferença central está no meio utilizado para essa avaliação. Em vez de obrigar o candidato a realizar o exame em um veículo com câmbio manual, o foco passa a ser a capacidade de conduzir com segurança o tipo de automóvel que já faz parte da realidade do trânsito brasileiro.
Outro ponto importante é que a liberação do câmbio automático não cria, neste momento, uma CNH com restrição automática, nos estados que adotaram a medida. A habilitação continua válida para condução de veículos da categoria correspondente, conforme as regras vigentes.
Contexto nacional ainda é desigualEmbora São Paulo e Espírito Santo já tenham avançado, a situação ainda não é uniforme no país. Cada Detran precisa editar normas próprias, adequar sistemas e orientar examinadores antes de implementar oficialmente as mudanças.
Por isso, o candidato que pretende realizar a prova prática deve consultar o Detran do seu estado para verificar se a utilização de veículos automáticos já está autorizada e quais são os critérios exigidos.
As mudanças fazem parte de um conjunto maior de alterações nas regras de formação e habilitação de condutores no Brasil. Elas incluem flexibilizações no processo de aprendizagem e revisão de etapas consideradas burocráticas. O impacto dessas medidas na segurança viária ainda deverá ser acompanhado de perto pelos órgãos de trânsito.
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Volta das férias: DNIT reforça cuidados para um retorno seguro no trânsito
O fim das férias marca o reencontro com a rotina, o trabalho e os compromissos do dia a dia. Esse retorno costuma despertar sentimentos mistos: de um lado, a melancolia por deixar para trás os dias de descanso; de outro, a expectativa de recomeço, de novos projetos e planos para o ano que se inicia.
No trânsito, porém, esse momento vai além do simbolismo. Pegar a estrada sozinho ou com a família representa um compromisso direto com a própria vida e com a segurança de todos os ocupantes do veículo. Por isso, o retorno das férias deve ser feito com cautela, planejamento e respeito às leis de trânsito.
Para ajudar motoristas a reduzirem riscos e evitarem imprevistos, algumas medidas simples fazem toda a diferença antes e durante a viagem de volta. As dicas e orientações são de Diego Ramos, analista de infraestrutura de transportes do DNIT.
Revisão do veículo é o primeiro passoAntes de iniciar o trajeto, é fundamental verificar as condições gerais do veículo. Freios, pneus, nível de óleo e de água, motor, filtros, sistema elétrico e escapamento devem estar em perfeito funcionamento.
“Uma revisão preventiva reduz significativamente o risco de falhas mecânicas durante a viagem”, afirma o especialista.
Cinto de segurança é obrigatório para todosNenhum veículo deve sair antes que todos os ocupantes estejam devidamente protegidos. O uso do cinto de segurança é indispensável, inclusive no banco traseiro. No caso de crianças, é obrigatório utilizar os dispositivos adequados, como bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação, conforme a idade, altura e peso.
Respeito aos limites de velocidade e à sinalizaçãoA pressa para chegar em casa não pode se sobrepor à segurança. Respeitar os limites de velocidade da via e toda a sinalização de trânsito — placas indicativas, informativas e regulamentares — é uma das principais formas de evitar sinistros.
Atenção às condições climáticas e ao horário da viagemSempre que possível, evite dirigir à noite ou sob condições climáticas adversas. Em caso de chuva forte, o mais seguro é interromper a viagem e aguardar em um local apropriado, como um posto de combustível, até que as condições melhorem — especialmente em vias pouco conhecidas pelo condutor.
Nada de álcool ou substâncias que alterem a consciênciaAntes de assumir o volante, o motorista não deve consumir bebidas alcoólicas nem qualquer substância que comprometa a atenção, os reflexos ou a capacidade de decisão.
“Dirigir sob efeito de álcool continua sendo uma das principais causas de acidentes graves nas rodovias brasileiras”, alerta Ramos.
Planejamento do trajeto ajuda a evitar imprevistosSalvar o percurso previamente em um aplicativo de GPS é uma medida simples, mas eficaz. Dessa forma, mesmo que falte conexão com a internet em algum trecho da viagem, o motorista consegue seguir o trajeto com mais tranquilidade.
Direção defensiva é responsabilidade compartilhadaPrudência, respeito e empatia são pilares da direção defensiva. No trânsito, cada decisão impacta não apenas quem está ao volante, mas todos que compartilham a via. Adotar uma postura responsável contribui para um retorno mais seguro para todos.
Ao seguir essas orientações do especialista, a viagem de volta tende a ocorrer sem contratempos ou riscos desnecessários.
“Assim, o que fica na bagagem são apenas as boas lembranças das férias, as histórias para contar e a certeza de que a vida segue seu curso — com novos sonhos, planos e oportunidades pela frente”, conclui.
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O que o painel do carro tenta avisar e quase ninguém leva a sério
O painel do veículo é uma das principais formas de comunicação entre o carro e o motorista. Ainda assim, muitos condutores ignoram luzes de advertência ou seguem dirigindo acreditando que “dá para resolver depois”. O problema é que esses avisos raramente surgem por acaso e, quando desconsiderados, podem evoluir para falhas graves.
Algumas luzes indicam apenas funcionamento normal do sistema ao ligar o veículo, mas outras sinalizam problemas que exigem atenção imediata. O desafio é que nem todos os motoristas sabem diferenciar uma situação da outra.
A luz do óleo, por exemplo, é uma das mais críticas. Quando permanece acesa com o motor em funcionamento, indica falta de lubrificação adequada. Continuar dirigindo nessa condição pode causar danos severos ao motor em poucos minutos.
Já a luz da bateria não significa, necessariamente, que a bateria acabou.Ela pode indicar falha no alternador ou no sistema de carga. Ignorar esse aviso pode resultar em pane elétrica repentina, deixando o veículo imobilizado.
A luz do freio também merece atenção especial. Em alguns casos, indica apenas freio de estacionamento acionado. Em outros, aponta nível baixo de fluido ou falha no sistema de frenagem, situação que compromete diretamente a segurança.
Outro aviso frequentemente negligenciado é o da temperatura do motor. Superaquecimento pode causar empenamento de peças e danos irreversíveis. Muitos motoristas continuam rodando por alguns quilômetros “até chegar em casa”, agravando o problema.
Há ainda luzes relacionadas a sistemas eletrônicos, como controle de estabilidade e airbag. Embora o veículo continue andando, esses sistemas deixam de atuar corretamente, reduzindo a proteção em situações de emergência.
O hábito de ignorar avisos do painel costuma estar ligado à rotina e à pressa. O motorista acredita que, se o carro ainda anda, o problema não é urgente. Essa lógica, porém, costuma resultar em custos maiores e riscos desnecessários.
Consultar o manual do veículo é uma prática simples e pouco adotada. Nele, estão descritos os significados de cada símbolo e as orientações básicas de como agir. Em caso de dúvida, procurar assistência técnica é sempre a decisão mais segura.
O painel não está ali para assustar, mas para alertar antes que algo grave aconteça. Aprender a interpretar esses sinais e agir com rapidez é uma forma simples de prevenir panes, acidentes e gastos elevados.
No trânsito, atenção não se resume ao que acontece fora do carro. Ouvir o que o próprio veículo tenta avisar também faz parte de dirigir com responsabilidade.
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Brasil registra 37.150 mortes no trânsito em 2024 e perde avanços conquistados na última década
O Brasil fechou 2024 com 37.150 mortes causadas por sinistros de trânsito, segundo dados consolidados do Ministério da Saúde. O número representa não apenas um aumento em relação a 2023, mas um retrocesso histórico, ao recolocar o país próximo aos patamares mais altos da última década.
Após anos de queda consistente entre 2015 e 2019, quando o Brasil conseguiu reduzir significativamente as mortes no trânsito, a tendência se inverteu. Desde 2020, os óbitos voltaram a crescer ano após ano — e 2024 marca o ponto mais alto desse novo ciclo de alta.
Motociclistas seguem como principais vítimasA distribuição das mortes em 2024 reforça um padrão já conhecido, mas cada vez mais grave. Os motociclistas continuam liderando com ampla margem:
- Motociclistas: 15.459
- Ocupantes de automóveis: 7.511
- Pedestres: 5.682
- Ciclistas: 1.549
- Veículos pesados/ônibus: 1.222
- Outros: 5.344
Mais de quatro em cada dez vítimas pertencem a grupos mais vulneráveis no trânsito, especialmente motociclistas, pedestres e ciclistas.
Alta nas mortes ocorre em meio à flexibilização da formação de condutoresDe acordo com especialistas, é preciso analisar os números à luz do contexto atual. O aumento das mortes ocorre justamente em um período marcado por discussões e mudanças nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com redução de exigências e foco quase exclusivo na ampliação do acesso.
Conforme Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito & Mobilidade, os dados de 2024 acendem um sinal de alerta.
“Não é possível tratar a formação de condutores apenas como uma etapa burocrática. Quando o país começa a desmontar critérios técnicos, enfraquecer processos formativos e relativizar a importância da educação no trânsito, o reflexo aparece nas estatísticas”, afirma.
Ele ressalta que ampliar o acesso à CNH é um objetivo legítimo, mas que não pode ocorrer à custa da segurança coletiva. “O Brasil já provou, entre 2015 e 2019, que é possível reduzir mortes. O que estamos vendo agora é o abandono dessa lógica, substituída por soluções simplistas”, critica.
Educação estruturada e decisões técnicas ficaram pelo caminhoCelso Mariano também aponta que campanhas isoladas não compensam a ausência de políticas permanentes. “Campanhas são importantes, mas passageiras. O que salva vidas é educação continuada, fiscalização inteligente e decisões técnicas nos órgãos de trânsito. Quando isso é substituído por improviso ou conveniência política, o custo é humano”, alerta.
Um retrocesso que é preciso enfrentarAo atingir 37.150 mortes em 2024, o Brasil praticamente anula os avanços conquistados ao longo da década passada. O dado não é apenas estatístico: ele revela uma mudança de rumo que exige revisão urgente de políticas públicas, especialmente em um país que já assumiu compromissos internacionais de redução da violência no trânsito.
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Paraná bate recorde histórico de pagamentos à vista do IPVA em 2026
O estado do Paraná registrou em 2026 um marco histórico na arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). De acordo com dados da Secretaria da Fazenda (Sefa) e da Receita Estadual, este ano foi o maior volume de pagamentos à vista já registrado no Estado. Ao todo, cerca de 1,36 milhão de veículos já quitou o imposto em parcela única, o que corresponde a 32,6% da frota de 4,2 milhões de veículos tributados.
RecordeA nível de comparação, em 2025 houve o registro de um pagamento à vista de 27,2%, o que equivale a 1,10 milhão de veículos. Era o recorde até então. Já em 2024, o percentual de veículos que quitaram o imposto à vista ficou na faixa de 24,0%, equivalente a 1,13 milhão de veículos.
Em valores, o número corresponde a aproximadamente R$ 1,72 bilhão (37%) dos R$ 4,6 bilhões lançados em 2026. Além disso, cerca de 3,4 milhões de contribuintes foram beneficiados pela redução de 1,9% da alíquota. Esse fator contribuiu para o aumento da adesão ao pagamento antecipado.
“Este recorde histórico de pagamentos à vista demonstra a conscientização do contribuinte e o impacto positivo da alíquota reduzida. É um resultado que fortalece as finanças do Estado e garante recursos para investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, afirmou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
O pagamento à vista não está necessariamente vinculado ao desconto de 6%, já que, mesmo após o fim do prazo para ter direito ao benefício, os contribuintes ainda podem optar pela quitação integral do imposto. Para o exercício de 2026, a estimativa de arrecadação do IPVA é de R$ 4,54 bilhões.
Reflexo do IPVA mais baratoAlém do aumento nos pagamentos, a frota de veículos tributados pelo IPVA no Paraná ficou mais nova em 2026. Segundo dados, o número de veículos com até cinco anos de fabricação teve um aumento expressivo em relação a 2025. Foi um crescimento de mais de 131 mil veículos, indicando que mais paranaenses conseguiram trocar ou adquirir carros mais novos, movimento associado à redução do IPVA.
Entre 2025 e 2026, a quantidade de veículos nessa faixa de fabricação passou de 736 mil para 868 mil. Ou seja, o que representa uma alta de 17,9%. Esse foi, disparado, o maior avanço entre todas as faixas da frota tributada. No total, a frota tributada pelo IPVA no Paraná cresceu 1,5%, passando de 4.079.020 veículos em 2025 para 4.140.092 em 2026.
Redução históricaA nova alíquota do IPVA foi sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no dia 23 de setembro, em Curitiba. Assim, reduzindo o imposto de 3,5% para 1,9% do valor venal de automóveis, motocicletas e caminhonetes. A medida representa queda de 45% no valor do imposto por ano. A alíquota diferenciada não altera a cobrança para veículos especiais, como ônibus, caminhões, utilitários de carga, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV), que seguem tributados em 1%.
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O que o motorista precisa saber antes de comprar um carro usado
Comprar um carro usado é uma escolha comum para muitos brasileiros, seja pelo preço mais acessível, seja pela possibilidade de adquirir um modelo melhor equipado. No entanto, essa decisão também envolve riscos que nem sempre são percebidos no momento da negociação. Grande parte dos problemas enfrentados após a compra poderia ser evitada com atenção a detalhes básicos, que costumam passar despercebidos pela pressa ou pela empolgação.
Um dos primeiros erros está em focar apenas na aparência. Pintura brilhante, interior limpo e bom estado visual ajudam na venda, mas não garantem que o veículo esteja em boas condições mecânicas ou documentais. Problemas estruturais, histórico de sinistro ou manutenção negligenciada não aparecem em uma avaliação superficial.
HistóricoOutro ponto crítico é não verificar o histórico do veículo. Consultar registros de roubo, furto, sinistro, restrições administrativas ou financeiras é fundamental antes de fechar negócio. Muitos compradores só descobrem pendências depois de já terem pago parte ou todo o valor.
A vistoria cautelar, quando disponível, costuma ser vista como custo extra, mas funciona como investimento em segurança. Ela pode identificar indícios de colisões graves, adulterações ou problemas estruturais que comprometem a segurança do veículo.
Na parte mecânica, confiar apenas na palavra do vendedor é um risco. Sempre que possível, levar o carro a um mecânico de confiança antes da compra ajuda a identificar desgaste excessivo, vazamentos, ruídos e falhas que podem gerar despesas elevadas logo após a aquisição.
Outro erro comum é ignorar os custos futuros. Ou seja, seguro, manutenção, consumo de combustível e peças de reposição variam muito entre modelos. Um carro aparentemente barato pode se tornar caro no dia a dia se esses fatores não forem considerados.
DocumentaçãoA documentação merece atenção redobrada. Débitos de IPVA, multas pendentes e atraso no licenciamento podem impedir a transferência do veículo. Além disso, deixar a transferência “para depois” é uma das principais causas de dor de cabeça para compradores e vendedores.
Em negociações entre particulares, o cuidado deve ser ainda maior. É importante formalizar a transação corretamente, guardar comprovantes e acompanhar o processo até a efetiva emissão do documento em nome do novo proprietário.
Há também o fator emocional. Muitas compras, por exemplo, são feitas por impulso, motivadas por oportunidade aparente ou necessidade imediata. A pressa costuma ser inimiga de boas decisões, especialmente quando envolve valores altos e compromissos de longo prazo.
Comprar um carro usado não precisa ser um problema, mas exige atenção, planejamento e informação. Avaliar com calma, questionar, verificar assim como comparar são atitudes que protegem o consumidor e evitam frustrações.
No trânsito e na vida, boas escolhas começam antes de ligar o motor. E, no caso do carro usado, o cuidado na compra faz toda a diferença depois.
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Dirigir sem CNH em carro particular? Orientação atribuída à Senatran gera reação no setor de trânsito
Uma orientação administrativa atribuída à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) acendeu um sinal de alerta entre entidades ligadas à segurança viária e à formação de condutores em diferentes regiões do país. Conforme informações recebidas pelo Portal do Trânsito, uma circular recomenda que agentes de fiscalização deixem de autuar pessoas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que estejam conduzindo veículos particulares sob a alegação de estarem em “aulas práticas”, com base em diretrizes da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
A informação gerou reação imediata por ser considerada incompatível com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e com os próprios manuais que orientam a atuação da fiscalização. O entendimento predominante entre especialistas é de que o processo de aprendizagem da condução de veículos só pode ocorrer em veículos de aprendizagem, devidamente identificados, equipados com dispositivos de segurança e integrados ao sistema oficial de trânsito.
Questionamentos sobre legalidade e fiscalizaçãoO CTB é explícito ao classificar como infração gravíssima a condução de veículo por pessoa não habilitada e como crime a entrega da direção a quem não possui CNH. A legislação também estabelece que a aprendizagem deve ocorrer em veículos próprios para esse fim, identificados e preparados para a atividade.
Diante disso, a orientação atribuída à Senatran é vista com preocupação por representantes do setor, por sugerir que policiais rodoviários, policiais militares, guardas municipais e agentes de trânsito adotem uma postura permissiva nessas situações. Para críticos da medida, trata-se de um cenário no qual uma circular administrativa passaria a relativizar dispositivos legais que seguem plenamente vigentes.
O receio é que se fragilize a fiscalização e que se crie um precedente perigoso. Ou seja, de que condutas tipificadas em lei deixem de receber autuação por orientação administrativa, sem alteração formal do arcabouço legal.
“Normalização do risco”, avalia especialistaEm manifestação pública sobre o tema, o especialista Alysson Coimbra alertou para o que considera uma combinação de fatores de alto risco. São eles: pessoa sem CNH, conduzindo veículo particular, sem duplo comando, em via pública e, ainda assim, sob orientação para não receber autuação.
Para ele, esse conjunto não representa modernização do processo de formação de condutores, mas sim a normalização do risco no trânsito.
O especialista sustenta que lei não se altera por circular e que crime não se converte em regra administrativa. Em sua avaliação, iniciativas desse tipo tendem a ser questionadas judicialmente, com possível responsabilização de quem as subscreve.
Reação do setor e acionamento do MPFNo Ceará, o Sindicato das Autoescolas manifestou publicamente preocupação com a orientação. Para a entidade, a medida compromete a segurança viária. Além disso, expõe a sociedade a riscos desnecessários e coloca alunos e instrutores em um cenário de insegurança jurídica.
O sindicato avalia que permitir a condução de veículos por pessoas não habilitadas, mesmo sob o argumento de “aula prática”, significa afastar o processo de formação dos parâmetros legais e técnicos estabelecidos. Além disso, instrutores passariam a assumir responsabilidades elevadas sem respaldo normativo claro.
Diante da gravidade do tema, a entidade informou que acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que se analise a situação sob a ótica da legalidade e da proteção à coletividade.
“Estamos falando de um risco triplo: para a sociedade, que passa a conviver com pessoas não habilitadas dirigindo nas vias; para o aluno, que aprende fora das condições legais e seguras; e para o instrutor, que assume uma responsabilidade enorme sem qualquer respaldo jurídico. O treinamento não pode ser feito em veículos particulares, apenas em veículos de aprendizagem. O trânsito não comporta improvisos”, afirma Eliardo Martins, presidente do Sindicato das Autoescolas do Ceará.
Tema ganha dimensão nacionalEmbora a manifestação formal tenha partido de uma entidade estadual, o assunto rapidamente extrapolou o Ceará. Ele passou a ser tratado como um problema de alcance nacional. Profissionais da área destacam que a orientação, se confirmada, afeta diretamente a política pública de segurança viária em todo o país.
Em um contexto em que o trânsito brasileiro ainda figura entre as principais causas de mortes evitáveis, o setor avalia que qualquer mudança no modelo de aprendizagem precisa ocorrer dentro da legalidade. Assim como, com debate técnico, transparência e foco na preservação da vida.
Nota de apuraçãoO Portal do Trânsito recebeu as informações com preocupação e está realizando a apuração jornalística do caso. A reportagem entrou em contato com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para confirmar a veracidade da orientação mencionada. Além disso, solicitou esclarecimentos sobre seu conteúdo, alcance e fundamentação legal. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
A reportagem receberá atualização caso a Senatran se manifeste oficialmente.
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CNH sem baliza: mudança já vale em alguns estados e transforma a prova prática de direção
A prova prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) segue passando por alterações relevantes em diferentes estados do país. Uma delas chama atenção: a manobra de baliza deixou de ser exigida em parte dos exames práticos, abrindo espaço para questionamentos sobre critérios de avaliação e segurança viária.
A dispensa da baliza já foi confirmada oficialmente pelos Departamentos Estaduais de Trânsito de Amazonas, Espírito Santo, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Santa Catarina, a mudança está em fase de implementação. A orientação segue entendimento do Ministério dos Transportes, através da Resolução 1020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de que a exigência da manobra não é mais obrigatória em âmbito nacional, embora ainda falte a atualização do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular.
Enquanto isso, alguns estados optaram por manter o procedimento. Acre, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe informaram que continuam cobrando a baliza, alegando autonomia administrativa até a publicação do novo manual. De acordo com os próprios Detrans, essa situação é temporária e tende a ser uniformizada.
O que muda na prática sem a balizaNos estados que já adotaram a mudança, o exame prático passa a avaliar o candidato exclusivamente em percurso, sob acompanhamento do examinador de trânsito. A manobra de estacionamento paralelo à guia deixa de ser critério eliminatório, mas não significa, necessariamente, um exame mais simples.
Em nota, o Detran-SP esclareceu que o trajeto segue contemplando aspectos fundamentais da condução segura, como conversões à direita e à esquerda, uso correto das setas, parada obrigatória, respeito à sinalização e comportamento adequado no trânsito real. Ou seja, a avaliação passa a priorizar situações cotidianas de circulação urbana.
Mais tempo de prova e novos critérios de pontuaçãoNo Mato Grosso do Sul, por exemplo, a prova prática passou a ter tempo mínimo de 10 minutos, com exigência de uma série de manobras ao longo do percurso, incluindo conversões, retornos e estacionamentos laterais. O exame continua sendo realizado em vias públicas, urbanas ou rurais, pavimentadas ou não, com definição do local por sorteio em municípios com mais de uma área habilitada.
Outra mudança relevante está no sistema de pontuação. Antes, o candidato podia reprovar ao atingir três pontos. Com a nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito, os Detrans podem adotar um limite maior de pontuação, chegando a até 10 pontos, conforme regulamentação local.
Os erros agora seguem a mesma lógica das infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro:
- infração leve (1 ponto),
- média (2 pontos),
- grave (4 pontos) e
- gravíssima (6 pontos).
A resolução também abriu caminho para o uso de veículos com câmbio automático na prova prática. Essa mudança já está valendo em São Paulo.
De acordo com o Detran-SP, agora, candidatos que não necessitam de adaptação veicular poderão realizar o exame prático em carros automáticos, regularmente cadastrados. A medida reconhece a crescente presença desse tipo de veículo na frota brasileira e amplia as possibilidades para os candidatos, respeitando os critérios técnicos já adotados nos exames.
Por outro lado, os examinadores mantêm a prerrogativa de interromper o exame caso o candidato demonstre incapacidade técnica, instabilidade emocional ou comportamento incompatível com uma condução segura.
Em caso de reprovação, o candidato pode realizar novas tentativas sem limite, inclusive com possibilidade de reagendar uma segunda avaliação no mesmo dia, desde que haja disponibilidade, sem cobrança adicional de taxas.
Atenção às regras do seu estadoApesar das diretrizes nacionais, nem todas as mudanças já estão em vigor em todo o país. Os próprios órgãos de trânsito alertam que é preciso adaptar os sistemas e os procedimentos podem variar temporariamente.
Por isso, a recomendação é clara: antes de iniciar ou agendar o exame prático, o candidato deve consultar o Detran do seu estado para verificar quais regras estão efetivamente valendo.
As recentes alterações reacendem um debate central no trânsito brasileiro. Até que ponto flexibilizar etapas do exame contribui para ampliar o acesso à CNH sem comprometer a qualidade da formação e a segurança viária? Um tema que certamente continuará em pauta.
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Serviços de veículos do Detran-SP passam a dispensar vistoria em casos específicos; confira
O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) informa que, conforme a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº 941/2022, a apresentação de laudo de vistoria deixou de ser exigida em serviços de veículos específicos, desde que não haja transferência de propriedade, transferência de município ou alteração nas características do bem. A regra já está em vigor e representa menos uma etapa para o cidadão em situações determinadas.
A dispensa da vistoria se aplica aos seguintes serviços:
- Emissão de segunda via do CRV
- Conversão voluntária para o padrão Mercosul
- Cancelamento de intenção de venda
- Cancelamento de comunicação de venda
“Essa mudança elimina uma etapa desnecessária para o cidadão em situações em que não há qualquer alteração no veículo. É uma simplificação alinhada à norma do Contran, que reduz tempo, custo e deslocamentos, sem abrir mão da segurança do processo”, destaca Vinicius Novaes, diretor de Veículos Automotores do Detran-SP.
Quando a vistoria ainda é obrigatóriaA apresentação do laudo segue obrigatória nos serviços de Transferência de Propriedade, Transferência de Município ou Alteração de Dados.
O serviço “Solicitar Segunda Via do CRV com Vistoria de Outro Estado” também foi inativado, já que a regra do laudo não se aplica mais a esse tipo de pedido.
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Como o estresse muda a forma de dirigir — e nem percebemos
O estresse faz parte da vida moderna e, inevitavelmente, entra no carro junto com o motorista. Pressão no trabalho, problemas pessoais, cansaço acumulado e frustrações cotidianas moldam o estado emocional de quem dirige. O problema é que o estresse altera a forma de conduzir de maneira sutil, muitas vezes sem que o próprio motorista perceba.
Uma das primeiras mudanças provocadas pelo estresse é a redução da tolerância. Situações comuns do trânsito — como um semáforo fechado, um pedestre atravessando devagar ou um veículo hesitante — passam a gerar reações desproporcionais. Buzinas, gestos e acelerações surgem como respostas automáticas.
O estresse também compromete a atenção seletiva.O motorista passa a focar apenas no que considera obstáculo, ignorando sinais importantes ao redor. Isso reduz a capacidade de antecipar riscos e aumenta a chance de decisões impulsivas.
Outro efeito frequente é a perda da noção real de velocidade e distância. Motoristas estressados tendem a acelerar mais, aproximar-se demais do veículo à frente e assumir manobras com menor margem de segurança. A sensação subjetiva de urgência distorce a percepção do ambiente.
Há ainda impacto no processamento cognitivo. O cérebro sob estresse trabalha de forma mais reativa e menos analítica. Isso significa menos avaliação de consequências e mais respostas instintivas — um cenário perigoso no trânsito.
Muitos acreditam que dirigir ajuda a “esfriar a cabeça”. Em alguns casos, isso até pode acontecer. Mas, quando o estresse já está elevado, o trânsito costuma funcionar como amplificador, e não como válvula de escape.
O mais preocupante é que o motorista estressado raramente se reconhece assim. A irritação é normalizada, e o comportamento passa a ser visto como “jeito de dirigir”. Com o tempo, atitudes arriscadas se incorporam à rotina sem questionamento.
Reconhecer o próprio estadoAlém do risco de acidentes, o estresse ao volante gera desgaste físico e emocional. A condução deixa de ser uma atividade funcional e passa a ser fonte diária de tensão, afetando saúde, relacionamentos e bem-estar.
Reconhecer o próprio estado emocional é um passo fundamental. Pequenas atitudes — como reduzir expectativas, aceitar imprevistos, respirar antes de reagir e repensar horários — podem mudar significativamente a experiência ao dirigir.
No trânsito, não é apenas o veículo que precisa estar em condições adequadas. O motorista também precisa estar. Ignorar o impacto do estresse é abrir espaço para decisões que colocam todos em risco, mesmo quando não há intenção de errar.
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CNH do Brasil não é CNH gratuita: entenda a diferença
Desde que o governo federal passou a divulgar o chamado CNH do Brasil, uma dúvida se espalhou rapidamente entre candidatos à habilitação: afinal, a nova CNH é gratuita?
A resposta é direta e precisa: não.
A confusão acontece porque, ao mesmo tempo em que o país discute programas de CNH Social, baseados na gratuidade ou no subsídio do processo, também entrou em vigor um novo modelo de formação de condutores, criado a partir da Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito. Embora tratem do mesmo tema — tirar a CNH —, CNH Social e CNH do Brasil são coisas diferentes e têm objetivos completamente distintos.
Veja também Primeira Habilitação O preço de aprender a dirigir sem autoescola pode ser muito maior do que você imagina Notícias Mortes no trânsito têm alta no Brasil em 2024 e dados completos devem piorar cenário Carteira de Habilitação (CNH) Nova lei da CNH Social gera dúvidas: entenda o que é fato e o que é desinformação CNH do Brasil não é gratuita — e isso precisa ficar claroO CNH do Brasil não é um programa social e não garante gratuidade. O candidato continua arcando com aulas, exames e taxas. A promessa de “CNH mais acessível” está ligada à flexibilização do modelo, não ao financiamento público.
Reduzir custos por meio da redução ou reorganização de etapas não equivale a tornar o processo gratuito. E esse detalhe tem sido ignorado em boa parte da comunicação oficial e das redes sociais.
CNH Social é a única política que pode garantir CNH sem custoA CNH Social, por sua vez, é uma política pública de inclusão, voltada a pessoas de baixa renda, na qual o Estado assume parte ou todo o custo do processo. Ela não altera a formação, não muda carga horária nem critérios técnicos — apenas viabiliza financeiramente o acesso.
Se alguém obtém CNH sem pagar, isso acontece por meio da CNH Social, e não do CNH do Brasil.
Flexibilizar não é sinônimo de formar melhorÉ justamente nesse ponto que surgem as maiores críticas ao CNH do Brasil. Para o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, o problema não está na busca por eficiência. Está sim, na fragilização do processo formativo.
De acordo com ele, o novo modelo parte de uma lógica perigosa ao sugerir que a redução de etapas e a maior autonomia do candidato, por si só, resolveriam o problema do custo da CNH.
“Formação de condutores não é mercadoria. Não basta torná-la mais barata se isso comprometer o aprendizado e a segurança viária”, alerta.
Celso Mariano também chama atenção para o risco de se confundir política social com política de trânsito. “Inclusão social se faz com financiamento público, como ocorre na CNH Social. Já mudanças profundas na formação exigem debate técnico, avaliação de impacto e responsabilidade institucional. Misturar essas agendas é um erro”, avalia.
Uma confusão conveniente — mas tecnicamente frágilAo associar o CNH do Brasil à ideia de gratuidade, cria-se uma expectativa que não se sustenta na prática. Mais do que isso, essa confusão ajuda a neutralizar críticas legítimas ao novo modelo, ao envolvê-lo em um discurso social que ele, de fato, não é.
Para especialistas, o risco está em normalizar a ideia de que formar condutores pode ser simplificado sem consequências, quando o trânsito brasileiro já convive com índices elevados de mortes e lesões evitáveis.
O que o candidato precisa entender, sem rodeios- CNH do Brasil: novo modelo de formação, não é gratuita, vale para todos.
- CNH Social: política de inclusão, pode ser gratuita, depende do Estado e do perfil do candidato.
Se a promessa é “CNH sem custo”, o caminho é a CNH Social. Se a promessa é “CNH mais barata” por flexibilização, trata-se do CNH do Brasil — e isso merece análise crítica.
Informação correta também é segurança no trânsitoFormar condutores não é apenas reduzir custos ou acelerar processos. É preparar cidadãos para circular em um ambiente coletivo, complexo e de risco.
Por isso, esclarecer que CNH do Brasil não é CNH gratuita — e que o novo modelo levanta questionamentos técnicos importantes — é parte do papel do jornalismo especializado em trânsito.
O que preocupa os especialistas no CNH do BrasilPara o especialista em trânsito Celso Mariano, o maior risco do CNH do Brasil não está apenas no custo ou na forma como o modelo vem sendo divulgado, mas na lógica que sustenta a flexibilização do processo de formação.
Conforme ele, ao reduzir etapas, reorganizar cargas horárias e ampliar a autonomia do candidato sem um debate técnico aprofundado, o novo modelo coloca em segundo plano o papel pedagógico da formação. “Formar condutores não é apenas cumprir etapas burocráticas. É um processo educativo que exige acompanhamento, tempo e responsabilidade institucional”, alerta.
Celso também chama atenção para a confusão criada no discurso público. “Quando se mistura mudança estrutural na formação com políticas de inclusão social, como a CNH Social, o cidadão perde a referência do que está sendo oferecido. Inclusão se faz com financiamento público; formação exige critérios técnicos e foco na segurança viária”, afirma.
Na avaliação do especialista, o risco é que a promessa de uma CNH mais barata acabe naturalizando a ideia de que menos formação é aceitável. Ou seja, justamente em um país que ainda enfrenta altos índices de mortes e lesões no trânsito.
“Reduzir custos não pode significar reduzir preparo. O trânsito cobra caro quando o processo de formação falha.”
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Economia da mobilidade: seguros digitais e novos modelos de negócios
Os seguros digitais deixaram de ser apenas uma alternativa moderna para se tornarem uma peça central da economia da mobilidade, conectando tecnologia, comportamento do consumidor e novos modelos de negócios em um ecossistema cada vez mais dinâmico.
Nesse cenário, a forma como as pessoas se locomovem, compartilham veículos e contratam proteção mudou profundamente.
Nos últimos anos, o carro deixou de ser apenas um bem de posse para se tornar um serviço, um ativo compartilhado ou até uma fonte de renda.
Essa transformação abriu espaço para plataformas flexíveis, contratos sob demanda e soluções que dialogam diretamente com o usuário final.
É nesse contexto que surgem as seguradoras de carros online, que operam de forma mais transparente, com menos burocracia e foco total na experiência digital, acompanhando o ritmo acelerado da mobilidade contemporânea.
Por isso, mais do que proteger veículos, os seguros digitais passaram a proteger estilos de vida, rotinas urbanas e novas formas de consumo. Eles não apenas acompanham a economia da mobilidade, mas também ajudam a moldá-la.
Seguros digitais e a nova lógica da mobilidade urbanaOs seguros digitais acompanham a evolução da mobilidade urbana ao oferecer produtos mais flexíveis, personalizados e alinhados ao uso real dos veículos.
Em grandes centros, onde o carro já não é utilizado todos os dias, pagar por um seguro tradicional anual perdeu sentido para muitos consumidores.
Hoje, a lógica é simples: quanto menos você usa, menos você paga. Sensores, telemetria e aplicativos permitem que seguradoras entendam o comportamento do motorista em tempo real, ajustando preços, coberturas e benefícios.
No meio desse movimento, algo que se destaca são as melhores seguradoras de carros online, pois elas integram tecnologia, dados e atendimento ágil, criando relações mais próximas e transparentes com o cliente.
Essa proximidade permite ajustes rápidos de cobertura, contratos mais flexíveis e soluções pensadas para diferentes perfis de uso, acompanhando a velocidade com que os hábitos de mobilidade mudam nas cidades.
Além disso, a mobilidade urbana também se diversificou. Carros por assinatura, aluguel de curto prazo, caronas remuneradas e aplicativos de transporte exigem seguros que acompanhem essas novas realidades, algo que apenas modelos digitais conseguem entregar com eficiência.
Algumas das principais mudanças trazidas pelos seguros digitais na mobilidade incluem, por exemplo:
- Cobrança baseada no uso do veículo;
- Contratação, renovação e cancelamento 100% online;
- Personalização de coberturas em poucos cliques;
- Integração com apps de mobilidade e transporte,
- Resposta mais rápida em sinistros e assistências.
Esse novo modelo redefine o papel do seguro: de custo fixo para solução inteligente de proteção.
Novos modelos de negócios impulsionados pela mobilidade digitalA economia da mobilidade não transformou apenas o setor de seguros, mas também abriu espaço para novos modelos de negócios que antes não existiam.
Plataformas digitais, startups e empresas tradicionais reinventadas passaram a explorar nichos específicos, conectando mobilidade, tecnologia e serviços financeiros.
Nesse ambiente fértil, surgem oportunidades que dialogam diretamente com idéias de negócios online, especialmente aquelas baseadas em recorrência, dados e experiência do usuário.
Seguros sob demanda, proteção temporária para motoristas de aplicativos e planos personalizados para frotas compartilhadas são apenas alguns exemplos.
Por isso, empreendedores atentos perceberam que o seguro deixou de ser um produto isolado e passou a fazer parte de um ecossistema maior, que envolve mobilidade, logística, tecnologia e economia compartilhada.
Alguns modelos de negócios em destaque na economia da mobilidade incluem, por exemplo:
- Seguros pay-per-use (pague pelo que usar);
- Planos sob demanda para motoristas de app;
- Seguros integrados a plataformas de aluguel e assinatura;
- Proteção temporária para viagens específicas,
- Soluções B2B para frotas inteligentes.
Os seguros digitais só se tornaram viáveis graças ao avanço da tecnologia e à capacidade de coletar, interpretar e proteger dados com responsabilidade.
Machine learning, análise comportamental e Inteligência Artificial permitem avaliações de risco muito mais precisas do que os antigos modelos baseados apenas em perfil genérico.
Ao mesmo tempo, a transparência ganhou protagonismo. Afinal, aplicativos claros, contratos simplificados e comunicação direta aumentam a confiança do consumidor, que agora entende exatamente o que está contratando.
Sem dúvida, esse fator é decisivo em um mercado onde o usuário exige rapidez, clareza e autonomia.
O futuro da mobilidade passa pelos seguros digitaisOs seguros digitais representam muito mais do que uma evolução do setor segurador, pois são um reflexo direto de como a sociedade se move, consome e se relaciona com a tecnologia.
Afinal, à medida que a mobilidade se torna mais fluida, compartilhada e conectada, os seguros acompanham esse movimento com soluções inteligentes e adaptáveis.
No centro dessa transformação estão dados, experiência do usuário e modelos de negócios flexíveis, capazes de atender tanto grandes centros urbanos quanto novas demandas regionais.
Assim, a economia da mobilidade continuará evoluindo e os seguros digitais seguirão como protagonistas, conectando proteção, inovação e oportunidades de negócio em um único ecossistema.
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Operação Rodovida mantém reforço nas rodovias federais até o Carnaval
Mesmo com o encerramento dos deslocamentos intensos do Natal e do Ano Novo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém até o Carnaval as ações da Operação Rodovida, o maior programa de segurança viária do país. O objetivo é reduzir sinistros, mortes e feridos nas rodovias federais em um período que ainda concentra tráfego elevado, viagens de lazer, transporte de cargas e deslocamentos regionais.
A iniciativa combina fiscalização reforçada e ações educativas em trechos estratégicos das rodovias, buscando enfrentar um cenário que segue preocupante, especialmente para motociclistas — hoje o grupo mais vulnerável no trânsito brasileiro.
Motociclistas seguem liderando estatísticas de mortesNo balanço apresentado pela PRF no lançamento desta edição da Rodovida, os dados revelam que, em 2025, o número de condutores de motocicletas mortos em sinistros de trânsito nas rodovias federais foi 38% maior do que o total de óbitos de motoristas de automóveis.
As estatísticas mostram que o problema não é pontual. Em 2023, foram registradas 1.560 mortes de motociclistas; em 2024, o número subiu para 1.754. Já em 2025, considerando o período de janeiro a novembro, 1.594 motociclistas perderam a vida nas rodovias federais.
No mesmo intervalo, as mortes de condutores de automóveis ficaram abaixo desses números: 1.319 em 2023, 1.333 em 2024 e 1.151 em 2025 (janeiro a novembro).
Além da letalidade, também houve aumento no volume de ocorrências. De janeiro a novembro de 2025, a PRF contabilizou 29.317 sinistros de trânsito envolvendo motocicletas, contra 28.894 no mesmo período de 2024.
Comportamento do condutor é fator centralDe acordo com o levantamento da PRF, as principais causas dos sinistros com motocicletas em 2025 estão diretamente relacionadas à conduta dos condutores. A ausência de reação lidera o ranking, com 4.538 ocorrências, seguida pela reação tardia ou ineficiente (4.098) e por acessar a via sem observar a presença de outros veículos (3.860).
Outro dado que reforça a gravidade do cenário é a condução irregular. No mesmo período, mais de 32,5 milhões de pessoas eram proprietárias de motocicletas no país. No entanto, 17,2 milhões não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A, obrigatória para conduzir esse tipo de veículo.
O crescimento acelerado da frota também pressiona o sistema viário. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito indicam que, em outubro de 2024, o Brasil já somava 34,2 milhões de motocicletas em circulação. Ou seja, isso equivale a 28% de todos os veículos do país.
Rodovida segue até o CarnavalCriada em 2011, a Operação Rodovida foi transformada em programa de governo em 2021. Além disso, passou a integrar de forma permanente as ações de segurança viária em todo o país. Durante o período da operação, órgãos responsáveis pela fiscalização em vias urbanas e rurais atuam de forma coordenada para reduzir a violência no trânsito.
As metas estão alinhadas ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que segue as diretrizes da Organização das Nações Unidas. O compromisso é reduzir em pelo menos 50% o número de mortes no trânsito brasileiro até 2030.
Para a PRF, o reforço na fiscalização é essencial, mas a mudança de cenário depende, sobretudo, do comportamento dos condutores. O coordenador-geral de Segurança Viária da PRF, Jeferson Almeida, destaca que a atitude dos motociclistas é decisiva para reduzir a letalidade.
“É indispensável que os motociclistas estejam sempre atentos aos veículos e pessoas ao seu redor, e que sempre respeitem as normas de trânsito, como os limites de velocidade e as ultrapassagens em local permitido. Essas atitudes são importantes para reduzir a letalidade dos sinistros de trânsito envolvendo motociclistas no país.”
Com o Carnaval se aproximando, a Rodovida entra em uma fase decisiva. A expectativa da PRF é que a combinação de fiscalização contínua e conscientização ajude a evitar que estatísticas já tão elevadas se repitam nos próximos meses.
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Logística em 2026: 5 tendências que vão dominar o setor
O setor logístico brasileiro passa por uma evolução acelerada. Estimativas indicam que o mercado nacional deve movimentar cerca de US$ 111 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 140 bilhões até 2030, segundo levantamento da Mordor Intelligence, o que mostra um segmento cada vez mais estratégico para a economia e adepto às tecnologias. Esse cenário antecipa o que deve se consolidar em 2026: operações mais conectadas, inteligentes e sustentáveis, com empresas adotando tecnologias que aumentam eficiência e segurança.
“Nos últimos anos, vimos uma aceleração sem precedentes na digitalização das operações, desde a gestão de frotas, até o gerenciamento de armazéns e essa tendência tende a se aprofundar. Empresas que ainda operam processos manuais ou fragmentados correm o risco de perder competitividade”, afirma Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, startup de meios de pagamento com soluções completas para frota pesada.
Diante desse contexto, Seefeld aponta as 5 principais tendências que devem ganhar força na logística em 2026. Confira! 1. Gestão de frotas totalmente digital e integradaAs plataformas digitais para monitoramento e gestão de frotas devem se consolidar como padrão em 2026. Sistemas conectados permitem acompanhamento em tempo real de veículos, cargas e rotas, além de integrar dados financeiros, operacionais e de manutenção. Para empresas de transporte, essa adaptação significa redução de custos, otimização de rotas e mais previsibilidade de entregas.
2. IA e automaçãoO uso de inteligência artificial e automação se torna cada vez mais central na logística corporativa. Ferramentas de IA ajudam na previsão de demanda, otimização de rotas e manutenção preditiva, enquanto a automação agiliza processos repetitivos, reduz erros e aumenta a eficiência operacional. Empresas que adotarem essas soluções terão maior capacidade de decisão, produtividade e competitividade no mercado.
3. Sustentabilidade e logística verdeA pauta ESG passa a ocupar espaço central na operação de frotas e transporte de cargas. Soluções voltadas à redução de emissões de CO₂, otimização de consumo de combustível e monitoramento de impactos ambientais tornam-se diferenciais estratégicos. Além de atender à regulamentação e expectativas do mercado, a logística verde aumenta a competitividade de empresas que priorizam responsabilidade socioambiental.
4. Robótica aplicada à logísticaA robótica ganha protagonismo em armazéns, centros de distribuição e processos de carregamento e descarregamento. Robôs colaborativos e automatizados ajudam a reduzir custos, acelerar operações e minimizar erros humanos. Essa tecnologia, combinada com sistemas de gestão inteligentes, permite que grandes empresas consigam escalar operações de forma mais ágil e segura.
5. Logística colaborativa e plataformas integradasModelos de logística colaborativa e o uso de plataformas que conectam transportadoras, fornecedores e clientes prometem otimizar recursos e reduzir custos operacionais. O compartilhamento de informações, rotas e capacidade de carga favorece o aproveitamento máximo da frota e diminui o desperdício, criando uma cadeia mais eficiente e resiliente.
“O futuro da logística no Brasil é de integração, inteligência e responsabilidade. As empresas que conseguirem unir tecnologia, processos otimizados e visão estratégica estarão prontas para se diferenciar no mercado e capturar valor de forma consistente”, finaliza o CEO da TruckPag.
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Vai viajar? Confira os apps que ajudam no trânsito e no planejamento de rotas
Planejar uma viagem de carro nem sempre é fácil. Encontrar as melhores rotas, traçar o melhor roteiro para aproveitar o passeio ao máximo e, de preferência, fugir do trânsito e dos congestionamentos nas estradas são pontos que demandam cuidado, um pouco de conhecimento do trajeto e até mesmo sorte.
Porém, com o auxílio da tecnologia, esse planejamento fica muito mais fácil. Através de apps e demais ferramentas, é possível delinear o melhor caminho e saber até mesmo as condições da estrada em tempo real, do momento de saída de casa à chegada no destino.
Apps para planejamento de viagensAs vantagens na economia de tempo e dinheiro são evidentes. E um dos principais aliados nessa missão é o próprio Google Maps. A app possui rotas bem traçadas, estimativa de tempo de viagem, possibilidade de testar diferentes caminhos, bem como horários de chegada e saída, com atualização de trânsito, duração da viagem e distância percorrida.
O app permite ainda a visualização de rotas offline e até mesmo saber quantos são e qual é o valor estimado dos pedágios. Dessa forma, facilitando o planejamento financeiro da viagem. Outro aplicativo com funcionalidades parecidas e muito utilizado é o Waze.
Assim como o Maps, ele atualiza as rotas levando em conta o trânsito, blitz policiais, acidentes e até mesmo obras e buracos na pista. Contudo, sua comunidade é bem mais engajada e costuma sinalizar diversos problemas em tempo real, o que deixa a rota mais dinâmica. Radares e excesso de velocidade também são notificados pelo app.
Sendo assim, ambos são indispensáveis em questão de navegação GPS, embora a preferência possa variar de usuário para usuário. E, para não perder nada no caminho, apps como Google Viagens e TripAdvisor sugerem pontos de interesse, como restaurantes, pousadas e até mesmo pontos turísticos interessantes para uma parada.
Mais segurança e agilidade nas rodoviasNota-se logo que a tecnologia tem um papel cada vez mais fundamental nas estradas. Até mesmo o monitoramento do trânsito pelas autoridades tem ficado mais inteligente. O uso de inteligência artificial e sistemas de transporte inteligente auxilia na gestão das rodovias e detecta incidentes antes mesmo que aconteçam.
Sistemas como o Free Flow, já instalados em algumas rodovias, agilizam a trafegabilidade ao excluir a parada para pagamento do pedágio, dispensando igualmente o uso de tags e cabines de atendimento. Outro diferencial é que o trecho de entrada e saída do carro na rodovia é detectado, e o valor da tarifa é cobrado de maneira proporcional.
No mais, antes de qualquer viagem, é recomendado fazer uma revisão completa do veículo. Deve-se também respeitar todas as leis de trânsito e dirigir com cautela. Afinal, mesmo com a maior tecnologia disponível, o cuidado ao volante ainda é uma função humana, determinante para uma viagem segura e proveitosa.
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