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Rodovias federais: pistas simples concentram acidentes mais letais e 2024 registra pior índice da série histórica
Os acidentes mais graves nas rodovias federais brasileiras têm endereço certo: pistas simples, trechos retos e período diurno. É o que revela um levantamento da Fundação Dom Cabral, com base em dados oficiais de 2018 a 2024. O estudo mostra que a combinação entre infraestrutura limitada, excesso de velocidade e colisões frontais forma um cenário de alto risco — especialmente em um país onde a maior parte da malha federal ainda não é duplicada.
A pesquisa analisou registros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em rodovias com fluxo médio diário igual ou superior a mil veículos, cruzando essas informações com dados de tráfego do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Ao todo, houve a consolidação de 72 análises, permitindo recortes por tipo de via, horário, natureza do acidente e perfil dos veículos envolvidos.
2024: o ano mais letal da sérieO levantamento aponta uma mudança importante na tendência dos últimos anos. Em 2020, durante o período mais restritivo da pandemia, o país registrou o menor número de acidentes da série: 48.416 ocorrências. A partir dali, porém, os índices voltaram a crescer.
Em 2024, foram contabilizados 56.116 acidentes nas rodovias federais — o maior volume desde 2018. Mais preocupante do que o aumento absoluto das ocorrências é a escalada da gravidade: 4.995 pessoas morreram e 15.916 ficaram gravemente feridas no último ano analisado, também os piores resultados do período.
Para o professor Paulo Resende, diretor do Núcleo de Logística e Infraestrutura da Fundação Dom Cabral, a configuração da malha rodoviária ajuda a explicar o padrão observado.
Predomínio de pistas simples amplia riscoAtualmente, o Brasil possui cerca de 65,8 mil quilômetros de rodovias federais estruturadas. Desse total, 83,5% são de pista simples — ou seja, sem separação física entre os fluxos opostos — e apenas 16,5% são duplicadas. Considerando todo o sistema viário nacional, que soma aproximadamente 1,7 milhão de quilômetros entre vias federais, estaduais e municipais, a dependência do modal rodoviário é evidente.
O problema é que, em pistas simples, uma ultrapassagem mal calculada pode resultar em colisão frontal — justamente o tipo de impacto com maior potencial de letalidade no trânsito. Diferentemente das rodovias duplicadas, onde há barreira física ou canteiro central separando os sentidos, nas pistas simples a divisão costuma ser feita apenas por sinalização horizontal, muitas vezes desgastada.
Nesse contexto, qualquer erro de julgamento pode ter consequências devastadoras. A ausência de separação estrutural entre os fluxos transforma decisões arriscadas em tragédias quase instantâneas.
Retas e luz do dia: a falsa sensação de segurançaOutro dado que chama atenção é a concentração de acidentes graves em trechos retos e durante o dia — cenário que contraria a percepção popular de que curvas fechadas e a condução noturna são os maiores vilões.
De acordo com o estudo, as retas transmitem uma sensação de controle absoluto ao condutor. Em plena luz do dia, com visibilidade aparentemente ampla, muitos motoristas se sentem seguros para desenvolver velocidades mais elevadas. Essa confiança excessiva, combinada ao aumento do fluxo no período diurno, amplia a interação entre comportamentos distintos e eleva o risco de colisões frontais.
O erro de avaliação, nesses casos, costuma ser fatal. A crença de que “nada inesperado vai acontecer” reduz a margem de cautela justamente em ambientes onde a infraestrutura já impõe limites.
Motocicletas elevam severidade em áreas urbanizadasO levantamento também destaca a participação crescente de motocicletas nos acidentes mais graves, principalmente em trechos próximos a áreas urbanas, como anéis rodoviários e acessos às cidades.
À medida que as rodovias federais passam a absorver tráfego local — deslocamentos curtos e serviços de entrega, por exemplo — aumenta o conflito entre motos e veículos pesados. Colisões traseiras e laterais envolvendo motociclistas apresentam índices altíssimos de gravidade, devido à vulnerabilidade física do condutor.
Muitas dessas motos acessam a rodovia por entradas laterais sem controle adequado, inserindo-se no fluxo de caminhões e veículos de longa distância. Ou seja, no impacto com veículos de grande porte, as chances de lesões graves ou morte são significativamente maiores.
Caminhos para reduzir a gravidadeConforme os pesquisadores, a redução da letalidade nas rodovias federais passa por três eixos principais: ampliação da duplicação das vias, controle de acessos laterais e fiscalização efetiva da velocidade.
Aponta-se a separação física entre fluxos opostos como uma das medidas mais eficazes para eliminar o risco de colisões frontais. Já o controle de velocidade é determinante para reduzir a severidade dos impactos, uma vez que a energia liberada em uma colisão aumenta exponencialmente conforme o veículo trafega mais rápido.
O estudo também defende políticas específicas voltadas aos motociclistas, especialmente em áreas sob influência urbana, a fim de reduzir a interação direta com veículos pesados.
O estudo reforça, ainda, que o enfrentamento do problema exige atuação integrada. Em um país fortemente dependente do transporte rodoviário, a responsabilidade pela segurança não pode recair apenas sobre os órgãos de fiscalização. Trata-se de uma agenda estrutural, que envolve planejamento, investimento em infraestrutura e políticas públicas consistentes.
Os dados deixam claro que o desafio vai além do comportamento individual. Enquanto a maior parte das rodovias federais permanecer como pista simples, o risco estrutural continuará elevado — e os números de 2024 mostram que o Brasil está longe de inverter essa curva.
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De volta à rotina: 5 dicas para retomar o trabalho e os estudos com mais equilíbrio
Com o fim das férias e a retomada definitiva do ritmo de trabalho, o brasileiro começa a colocar em prática suas metas para o ano. Segundo dados do Datafolha de dezembro de 2025, 20% dos brasileiros estabeleceram como prioridade cuidar da saúde mental e emocional em 2026. No entanto, o retorno às grandes metrópoles impõe um desafio imediato a esse objetivo: o estresse dos congestionamentos e do transporte público saturado.
Para quem busca equilibrar produtividade e bem-estar, a solução pode estar em pequenos ajustes diários. Cadu Souza, diretor de operações da Whoosh no Brasil – multinacional líder em micromobilidade urbana e responsável pelas patinetes elétricas amarelas – vivencia essa realidade diariamente e ressalta que, para ele, a forma como chegamos ao trabalho pode ditar o tom do expediente.
“O estresse urbano é um ladrão silencioso de produtividade. Muitas vezes, o profissional já chega ao escritório mentalmente exausto por causa de um trajeto caótico”, explica Cadu.
Pensando como alguém que transita diariamente pelo coração das capitais, o executivo compartilha cinco estratégias que aplica em sua rotina para otimizar o tempo e preservar a saúde mental:- Criar uma margem de segurança: Sair com alguns minutos de antecedência elimina a ansiedade do atraso. Para Cadu, essa folga permite que o deslocamento seja previsível, sem a pressão do relógio.
- Organização visual e priorização: O uso de planners, agendas ou apps como Notion e Trello para organização ajuda a descarregar o cérebro. “Visualizar o que é prioridade logo cedo evita que a mente fique tentando ‘lembrar’ de tudo enquanto você ainda está no trajeto”, afirma.
- Eliminar o estresse da “última milha”: “Em trechos curtos de até 2 ou 3 km, o transporte público lotado ou o trânsito parado geram um desgaste desnecessário. Eu substituo esses trajetos finais pela patinete elétrica. Além de evitar aglomerações, o vento no rosto e a agilidade ajudam a arejar a mente antes de entrar no escritório”, pontua.
- Blocos de foco com a Técnica Pomodoro: No escritório, Cadu sugere organizar o trabalho em ciclos de foco total. Isso evita a estafa mental e garante que o ritmo de retorno das férias não se torne uma sobrecarga imediata.
- Ritual de encerramento: Da mesma forma que o trajeto de ida prepara para o trabalho, o de volta deve desconectar. “Organizar as pendências para o dia seguinte antes de sair permite que você encerre o ciclo de trabalho e aproveite o deslocamento de retorno como um momento de transição para a vida pessoal”.
Por fim, o executivo reforça que, embora essas estratégias funcionem, o segredo está em adaptá-las ao que faz sentido para o ritmo de cada pessoa, e na força para a construção dos novos hábitos até que eles se tornem automáticos.
“No fim das contas, trocar um trajeto estressante por uma escolha mais leve é um exercício diário de tentar retomar o controle sobre o próprio tempo e bem-estar”.
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Renovação da CNH sem exames: por que ignorar o fator humano pode aumentar riscos no trânsito
O trânsito é, antes de tudo, uma atividade humana. Antes de qualquer tecnologia embarcada, de sistemas eletrônicos de assistência ou de normas que regulam a circulação, é o corpo humano que conduz, percebe, decide e reage. Braços, pernas, mãos, olhos, ouvidos e, sobretudo, o cérebro formam o principal recurso de segurança no trânsito. É a partir dessa constatação básica que o especialista em trânsito Celso Mariano faz um alerta contundente sobre os rumos que o Brasil vem adotando ao flexibilizar exigências na renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Em vídeo divulgado pelo Portal do Trânsito, Celso Mariano chama atenção para uma contradição preocupante: enquanto se reconhece que veículos precisam de manutenção periódica para continuar seguros, o mesmo cuidado não tem sido aplicado ao principal “sistema” do trânsito — o ser humano.
Assista ao vídeo com a análise completa do especialista ao final desta matéria.
Corpo e veículo: uma conexão que exige precisãoConforme Celso Mariano, dirigir é resultado de um encaixe quase perfeito entre o homem e a máquina. “Parece que tudo foi feito para se conectar ao veículo e fazer o trânsito funcionar bem. A percepção na hora certa, a reação correta, precisa, a manobra perfeita”, descreve.
No entanto, assim como acontece com qualquer máquina, o veículo sofre desgaste natural com o tempo e o uso. Sistemas perdem precisão, peças se desregulam, componentes envelhecem. Por isso, considera-se revisões periódicas indispensáveis para garantir segurança.
O problema, como aponta o especialista, é que esse mesmo raciocínio raramente aplica-se ao condutor.
O desgaste humano também existe — e é inevitável“Não só o veículo precisa de manutenção. A nossa máquina — o corpo e o cérebro — também se desgasta”, alerta Celso Mariano.
Com o passar dos anos, capacidades físicas, cognitivas e emocionais podem se alterar de forma significativa, muitas vezes sem que a própria pessoa perceba.
Reflexos mais lentos, perda de acuidade visual, alterações neuromotoras, dificuldades de atenção e mudanças no equilíbrio emocional fazem parte do envelhecimento natural e também podem ser consequência de doenças, acidentes ou eventos marcantes da vida. “Nossos recursos físicos e mentais precisam de revisão. Se a cada dia entregamos condições diferentes ao ato de dirigir, imagine ao longo dos meses e dos anos”, observa.
O impacto da ampliação do prazo de validade da CNHUm dos pontos mais criticados por Celso Mariano é a ampliação do prazo de validade da CNH, que passou de cinco para até dez anos para determinados condutores. A mudança, adotada com o argumento de simplificação e comodidade, gerou preocupação entre profissionais da área da saúde e da segurança viária. “Se em três ou cinco anos uma pessoa já pode perder boas condições para conduzir com segurança, imagine em dez anos”, questiona.
De acordo com o especialista, o problema não está apenas no tempo em si, mas no que não se avalia ao longo desse período. Capacidades neuromotoras, cognitivas e emocionais podem sofrer alterações profundas sem qualquer acompanhamento formal.
Renovação da CNH: uma oportunidade desperdiçadaNa avaliação de Celso Mariano, o momento da renovação da CNH sempre representou uma “oportunidade de ouro” para verificar se o condutor ainda reúne condições mínimas para dirigir com segurança. Exames médicos e psicológicos não existem para punir, mas para proteger a coletividade. “O Brasil, inexplicavelmente, está abrindo mão dessa oportunidade”, critica.
Segundo ele, a lógica das simplificações recentes parece estar mais voltada a agradar o público do que a preservar vidas.
“Quando a ansiedade em agradar passa na frente do bom senso, adicionando riscos ao trânsito, o que temos é um quadro de irresponsabilidade”, afirma.
Bom comportamento não substitui aptidão física e mentalOutro ponto duramente questionado pelo especialista é a ideia de renovação automática da CNH baseada exclusivamente no bom comportamento no trânsito, como a ausência de infrações. “Isso é uma distorção que afronta a lógica e o bom senso”, avalia.
Conforme Celso Mariano, não há relação direta entre não cometer infrações e manter plena capacidade física e mental para dirigir.
“Mesmo bons condutores perdem habilidades naturalmente. Isso faz parte da condição humana”, explica. Ele usa um exemplo simples e direto: “Eu, por exemplo, já não consigo mais dirigir sem óculos”.
O alerta é claro: bons antecedentes no trânsito não garantem visão adequada, reflexos preservados ou plena capacidade cognitiva.
Um risco adicional em um trânsito já violentoAo desconsiderar avaliações periódicas de saúde, o país corre o risco de inserir um fator adicional de perigo em um cenário já marcado por altos índices de violência no trânsito. “Desconsiderar essas avaliações é levar para o trânsito um risco adicional injustificável”, afirma Celso Mariano.
O especialista reforça que não se trata de defender burocracia excessiva, mas de reconhecer limites humanos e agir de forma preventiva. Ignorar o desgaste natural do corpo e da mente é, segundo ele, fechar os olhos para um problema real e previsível.
Um debate que precisa avançarAo final de sua reflexão, Celso Mariano lança uma pergunta que resume o cerne da discussão: “Aonde exatamente queremos chegar com essas simplificações?”
O questionamento vai além da renovação da CNH e toca em um ponto central das políticas públicas de trânsito no Brasil: até que ponto facilitar processos pode comprometer a segurança coletiva?
No vídeo, o especialista aprofunda essa reflexão e convida motoristas, gestores e a sociedade a repensarem o papel das avaliações na preservação da vida no trânsito.
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Treinamento constante e rigor regulatório mantêm o transporte de produtos perigosos entre os mais seguros do país
O transporte rodoviário é a base do sistema logístico brasileiro e responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, segundo dados do Atlas CNT do Transporte 2025. Em um cenário de grande escala e elevada complexidade operacional, o transporte rodoviário de produtos perigosos se diferencia por figurar entre os segmentos mais seguros da logística nacional, resultado de um ambiente altamente regulado e de um modelo operacional sustentado pela qualificação contínua de profissionais.
De acordo com a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), o setor opera atualmente sob 384 instrumentos legais vigentes, entre leis, decretos, portarias e resoluções voltadas à segurança, à prevenção de acidentes e à proteção das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio. A estrutura regulatória exige que motoristas, gestores e equipes técnicas passem por processos permanentes de capacitação, alinhando conhecimento operacional, atualização normativa e preparo para situações críticas.
Quer se motorista de transporte de produtos perigosos? Clique aqui!Para Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, a qualificação profissional é um pilar indispensável da atividade. “São indispensáveis treinamentos contínuos para motoristas e equipes operacionais, procedimentos operacionais, atendimento a emergências e principalmente o cumprimento das normas e legislações do setor. A ABTLP mantém, desde 2010, a realização de treinamentos in company junto às empresas associadas, e essa agenda seguirá ativa ao longo de 2026”, afirma.
Os avanços já se traduzem em dados concretos. Segundo dados da ABTLP, o setor registrou uma redução de 9% nas ocorrências envolvendo produtos perigosos no estado de São Paulo em 2025, resultado associado ao cumprimento rigoroso das normas, à intensificação das fiscalizações, ao investimento contínuo das empresas em capacitação profissional e tecnologia embarcada, além da maior integração entre transportadoras, órgãos reguladores e equipes de resposta a emergências.
A segurança das operações também está diretamente ligada à atuação coordenada dos profissionais envolvidos.
“O motorista exerce um papel fundamental na operação, pois está na linha de frente do transporte e é quem executa, na prática, a condução da carga. No entanto, a segurança da operação não depende apenas dele. Todos os profissionais envolvidos precisam estar capacitados e alinhados quanto aos procedimentos e responsabilidades do processo”, afirma Caixeta.
Em paralelo à formação dos motoristas, o setor exige uma estrutura operacional robusta, que envolve operadores capacitados, licenças e autorizações em dia, equipamentos homologados, certificações na construção e inspeções periódicas, bem como o cumprimento rigoroso das normas de trânsito, de transporte, ambientais e trabalhistas. O conjunto de exigências torna o transporte de produtos perigosos uma atividade altamente regulada e tecnicamente estruturada.
Caixeta destaca que o desempenho positivo do setor é resultado direto de um ambiente altamente regulado e do comprometimento contínuo das empresas com a segurança operacional. “O transporte de produtos perigosos está entre as operações mais seguras do setor logístico, justamente em razão do elevado nível de regulamentação e controle existente. É uma atividade acompanhada de perto por diversos órgãos governamentais, o que resulta em exigências constantes de conformidade, fiscalização e melhoria contínua nas operações do dia a dia”, conclui o presidente.
Agenda de capacitaçãoNo primeiro semestre de 2026, a ABTLP dará sequência à agenda de capacitação com a realização do ABTLP 360, em São José dos Pinhais (PR), evento técnico que reunirá palestras e debates ao longo de um dia, com foco nas operações do transporte de produtos perigosos e nas particularidades logísticas e regulatórias do estado do Paraná.
A programação da entidade ainda inclui ainda um simulado de atendimento a emergências no trecho norte do Rodoanel, em São Paulo, voltado à integração entre empresas, órgãos públicos e equipes de resposta, além do lançamento de um curso online sobre segurança no transporte de produtos perigosos, ampliando o acesso à qualificação profissional em todo o país.
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5 atitudes que você acha seguras no trânsito, mas não são
Nem todo comportamento perigoso no trânsito parece imprudente. Pelo contrário: muitas atitudes que aumentam o risco de sinistros são socialmente aceitas, repetidas todos os dias e até vistas como sinal de experiência ou responsabilidade ao volante.
O problema é que o trânsito não reage à intenção do condutor, mas às consequências das escolhas feitas em frações de segundo. E, nesse cenário, o que parece seguro nem sempre é.
Em um momento em que o Brasil passa por mudanças no modelo de formação de condutores, com maior flexibilização de etapas e redução da mediação profissional, identificar esses falsos comportamentos seguros se torna ainda mais importante.
Veja cinco atitudes comuns que parecem inofensivas — mas não são.
1. “Dirijo devagar, então estou seguro”Velocidade reduzida nem sempre é sinônimo de segurança. Circular muito abaixo do fluxo da via, frear sem necessidade ou hesitar excessivamente em cruzamentos pode surpreender outros condutores e provocar colisões.
Segurança no trânsito está ligada à previsibilidade. Quando um motorista foge do comportamento esperado para aquela via, mesmo em baixa velocidade, ele cria risco.
Dirigir bem não é apenas ir devagar, mas adequar a condução ao contexto, respeitando limites, fluxo e condições da via.
2. Confiar demais na tecnologia do veículoFreios ABS, controle de estabilidade, assistentes de faixa, sensores e alertas sonoros são avanços importantes — mas não substituem o condutor.
O risco surge quando a tecnologia passa a ser vista como garantia absoluta de segurança. Sistemas falham, têm limites e dependem da correta interpretação humana.
Especialistas alertam que a excessiva confiança em recursos eletrônicos pode levar à distração, à redução da atenção e à falsa sensação de controle, especialmente entre motoristas menos experientes.
3. Dirigir cansado porque “não bebi”A comparação é comum — e equivocada. Embora o álcool seja amplamente reconhecido como fator de risco, o cansaço extremo pode comprometer a condução de forma semelhante.
Reflexos lentos, lapsos de atenção, dificuldade de julgamento e até episódios de microsono fazem parte da fadiga ao volante. Ainda assim, dirigir cansado segue socialmente tolerado.
Em processos de formação mais rápidos ou superficiais, esse tipo de risco tende a ser subestimado, já que nem sempre recebe a devida ênfase educativa.
4. Fazer tudo “dentro da lei”, mas sem atenção realCumprir regras formais — como usar cinto, respeitar limites e não usar o celular — é essencial, mas não garante segurança plena quando feito de forma automática e desatenta.
O condutor que dirige no “piloto automático”, sem leitura ativa do ambiente, demora mais para reagir a pedestres, ciclistas, motociclistas ou mudanças repentinas na via.
Trânsito seguro exige presença mental, percepção de risco e capacidade de antecipação — habilidades que precisam ser trabalhadas desde a formação inicial.
5. Achar que experiência substitui formação contínua“Aprendi na prática”, “nunca precisei de curso” ou “dirijo assim há anos” são frases que escondem um risco relevante: a desatualização.
O trânsito muda, os veículos mudam, as vias mudam — e o comportamento seguro precisa acompanhar essas transformações. Quando o condutor deixa de refletir sobre suas práticas, erros passam a ser repetidos como hábito.
De acordo com Celso Mariano, esse é um dos maiores desafios da segurança viária.
“O que mata no trânsito não é apenas a imprudência explícita, mas a soma de comportamentos aparentemente corretos, repetidos sem reflexão crítica”, costuma alertar.
Quando o risco se disfarça de normalidadeAtitudes perigosas nem sempre chamam atenção. Muitas vezes, elas se escondem justamente naquilo que parece correto, confortável ou já incorporado à rotina.
Em um cenário de flexibilização das regras de habilitação, cresce a responsabilidade individual de reconhecer limites, revisar comportamentos e compreender que segurança no trânsito não é apenas seguir normas, mas entender riscos.
O perigo não está apenas em quem desrespeita regras. Ele também pode estar em quem acredita, sinceramente, que já faz tudo certo.
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O Brasil encerrou 2025 com 2,69 milhões de veículos vendidos
O mercado automotivo brasileiro voltou a mostrar sinais de recuperação em 2025, embora com um ritmo mais moderado do que o esperado pelos fabricantes e concessionárias. Após vários anos de volatilidade marcados pela pandemia, interrupções na cadeia de suprimentos e endurecimento das condições financeiras, o setor conseguiu fechar o ano com crescimento, mantendo o dinamismo comercial, mas sem atingir plenamente as metas traçadas no início do exercício. Os dados oficiais de matrículas permitem traçar um mapa bastante preciso de como a demanda evoluiu, quais segmentos impulsionaram o resultado e quais foram os fatores que limitaram uma expansão mais acelerada.
De acordo com os números divulgados pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de carros novos e veículos comerciais leves, categoria que inclui picapes e utilitários, cresceram 2,5% em 2025 e totalizaram 2.549.462 unidades. Trata-se do melhor desempenho anual desde 2019, quando foram registradas cerca de 2,65 milhões de matrículas nesses segmentos. Na comparação anual, o volume superou os 2,48 milhões de unidades comercializadas em 2024, confirmando uma tendência de melhora, embora mais contida do que o inicialmente projetado pela entidade.
De fato, o ano começou com previsões mais otimistas.A Fenabrave havia estimado um crescimento de 5% para 2025, mas teve que revisar sua previsão em outubro e ajustá-la para um aumento de 3%. Mesmo essa meta revisada acabou ficando acima do resultado final. A própria entidade atribuiu boa parte da diferença a um evento pontual, mas de alto impacto: a destruição da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, no estado de São Paulo, após um fenômeno climático severo em setembro. Desde então, a montadora japonesa deixou de produzir motores localmente e passou a depender da importação do Japão, afetando a disponibilidade de unidades e os prazos de entrega.
No entanto, o final do ano apresentou um impulso significativo. Dezembro tornou-se um dos meses mais fortes de 2025 em termos de matrículas. Somente em automóveis e veículos comerciais leves foram registradas 267.117 unidades, um aumento de 9,6% em relação a dezembro do ano anterior. Considerando todas as categorias, incluindo caminhões e ônibus, o volume mensal subiu para 279.400 veículos, um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior e 17,1% acima de novembro. Foi o melhor dezembro em 11 anos, embora ainda abaixo dos máximos históricos anteriores à pandemia.
Ao ampliar a visão para todos os segmentos, o resultado anual apresenta outro número de referência.Somando automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus, o Brasil atingiu em 2025 um total de 2.689.179 veículos novos vendidos. A diferença em relação ao número de 2,54 milhões responde ao alcance das categorias consideradas em cada medição. Sob essa metodologia mais ampla, o mercado também apresentou melhora e registrou o melhor nível desde 2019, quando foram matriculadas cerca de 2,78 milhões de unidades. Em termos comparativos de longo prazo, o volume de 2025 ficou cerca de 100.000 unidades abaixo daquele pico pré-pandêmico.
O desempenho por segmentos foi desigual. O setor automotivo acumulou 1.996.531 matrículas no ano, com um aumento de 2,49% em relação a 2024. Os veículos comerciais leves, por sua vez, totalizaram 552.931 unidades e cresceram 2,91%. Em contrapartida, o segmento de caminhões e ônibus apresentou uma contração de 6,26%, com 139.717 unidades registradas. A divergência reflete comportamentos distintos da demanda: enquanto o consumo particular e o uso comercial leve encontraram certa sustentação, o investimento em transporte pesado se mostrou mais sensível ao custo financeiro e à desaceleração de alguns setores produtivos.
Entre os modelos mais vendidos não houve grandes surpresas, o que confirma a estabilidade das preferências do consumidor brasileiro. O Fiat Strada voltou a liderar o ranking geral com 142.891 unidades, consolidando sua liderança entre os utilitários compactos. No segmento de automóveis de passeio, os mais procurados foram o Volkswagen Polo, com 122.672 unidades, seguido pelo Fiat Argo (102.630) e pelo Volkswagen T-Cross (92.837).
O top 10 foi completado pelo Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Hyundai Creta, Fiat Mobi, Volkswagen Saveiro e Jeep Compass. Em termos de marcas, a Fiat terminou na liderança do mercado, com uma vantagem clara sobre a Volkswagen e a Chevrolet, que ocuparam o segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Do ponto de vista macroeconômico, o mercado automotivo enfrentou condições menos favoráveis do que em 2024.O principal obstáculo veio do aumento das taxas de juros, que encareceu o crédito ao consumidor e reduziu a acessibilidade do financiamento. A compra de veículos novos depende em grande parte de planos de financiamento, empréstimos com garantia e ofertas associadas à concessionária, além de custos relacionados, como seguro automóvel, que incidem sobre o gasto total do comprador. De acordo com executivos da Fenabrave, o quadro jurídico de garantias e o custo financeiro ainda representam obstáculos para uma expansão mais vigorosa.
No entanto, também houve fatores de sustentação.A melhora no emprego e na renda em determinados períodos do ano, juntamente com as vendas para empresas de locação de frotas, ajudaram a manter o nível das operações. A isso se somaram os incentivos fiscais do programa Autos Sustentáveis, promovido pelo governo federal, que concedeu descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos básicos de menor impacto ambiental. De acordo com a entidade, esse programa teve um efeito positivo no segmento de entrada e poderia ganhar relevância se fosse ampliado para mais categorias.
Paralelamente, as projeções para 2026 antecipam um cenário de crescimento moderado. A Fenabrave estima que as vendas de automóveis e veículos comerciais leves aumentarão cerca de 3%, para cerca de 2,65 milhões de unidades. A expectativa combina uma normalização gradual da oferta com um ambiente financeiro que ainda exige cautela. O desempenho final dependerá da evolução das taxas, do acesso ao crédito e da continuidade dos estímulos fiscais.
Assim, o balanço de 2025 deixa um mercado em avanço, mas a uma velocidade controlada. O Brasil conseguiu consolidar a recuperação iniciada após os anos mais críticos, melhorou seus registros interanuais e apresentou um fechamento de ano dinâmico. No entanto, a distância em relação às metas iniciais e aos níveis históricos anteriores lembra que a indústria automotiva continua estreitamente ligada ao pulso econômico geral e às condições de financiamento enfrentadas por consumidores e empresas.
O boom das motocicletasEm linha com a evolução apresentada pelo mercado de automóveis e veículos comerciais leves, o segmento de motocicletas confirmou em 2025 uma mudança estrutural no padrão de mobilidade dos brasileiros. Dados oficiais da Fenabrave indicam que o país atingiu o maior número de matrículas de motocicletas de sua história, com 2.197.308 unidades registradas, o que representa um crescimento de 17,1% em relação a 2024, quando foram vendidas 1.875.890 unidades. A magnitude do salto não apenas marca um recorde estatístico, mas redefine o peso relativo das duas rodas no setor automotivo.
Esse desempenho torna as motocicletas o segmento de maior expansão do ano dentro do conjunto de veículos. Enquanto os carros cresceram a taxas moderadas, condicionadas pelo custo financeiro e pela oferta de crédito, as motocicletas capturaram uma demanda que buscava alternativas de menor valor inicial e custos operacionais mais baixos. Segundo explicou o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, a motocicleta passou a ocupar o papel de “segundo veículo da família”, em parte como resposta às altas taxas e às restrições para acessar empréstimos para unidades de preço mais elevado.
A tendência não é nova, mas acelerou-se. Em perspectiva, o mercado praticamente duplicou o seu tamanho desde 2020, configurando uma expansão que as entidades do setor consideram estrutural e não conjuntural. O fenômeno está intimamente ligado ao uso profissional, especialmente em entregas urbanas e transporte individual, onde a motocicleta oferece eficiência de custos, rapidez operacional e barreiras de entrada mais baixas. A consolidação das plataformas digitais de entrega e mensagens foi um catalisador fundamental nessa transformação.
A concentração por marcas também apresenta características definidas.A Honda liderou amplamente o mercado, com 66,8% de participação e 1.468.229 unidades vendidas. Muito atrás ficou a Yamaha, com 14,2% e 311.011 matrículas, enquanto a Shineray completou o pódio com 5,9% e 130.600 unidades. O domínio dos fabricantes com forte presença em cilindradas baixas explica boa parte do volume, já que esse tipo de modelo representou cerca de 77% da produção nacional, de acordo com dados da Abraciclo.
Outra característica relevante é a mudança no perfil do usuário. A participação de jovens e mulheres motociclistas está crescendo: mais de 10 milhões de mulheres têm carteira de habilitação para conduzir motocicletas no Brasil, um aumento de 66% na última década. Assim, pela primeira vez, as vendas anuais de motocicletas superaram as de automóveis, refletindo não apenas um ciclo comercial favorável, mas uma profunda mudança nos hábitos de mobilidade e na estrutura do parque veicular.
Conteúdo do site O Melhor Trato
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Não é só imprudência: 5 atitudes comuns que colocam você em risco no trânsito
Quando se fala em risco no trânsito, é comum apontar o dedo para o outro motorista, para a imprudência alheia, para a falta de fiscalização ou para falhas na infraestrutura viária. No entanto, uma parte significativa dos sinistros de trânsito nasce de escolhas individuais que, à primeira vista, parecem inofensivas — e justamente por isso passam despercebidas.
No cotidiano acelerado das cidades, comportamentos perigosos acabam sendo normalizados. Pequenos desvios de conduta se repetem, viram hábito e constroem um cenário em que o risco deixa de ser exceção e passa a fazer parte da rotina. Esse cenário se torna ainda mais sensível em um momento em que o Brasil discute e implementa mudanças profundas no modelo de formação de condutores, com redução de etapas presenciais e maior flexibilização no processo de habilitação.
A seguir, o Portal do Trânsito lista cinco atitudes comuns que reduzem a sua própria segurança — muitas vezes sem que o condutor perceba.
1. Confiar demais na própria experiência ao volante“Dirijo há anos”, “nunca me envolvi em acidente”, “conheço bem esse caminho”. Frases como essas revelam um dos riscos mais silenciosos do trânsito: o excesso de autoconfiança.
A experiência, quando não vem acompanhada de atualização e atenção constante, pode gerar relaxamento nas decisões. O condutor passa a subestimar riscos, ignora regras básicas e reage menos aos imprevistos.
Esse comportamento tende a se agravar em um contexto no qual a formação inicial do condutor passa a exigir menos horas práticas e menos acompanhamento profissional, transferindo para o próprio motorista a responsabilidade de reconhecer seus limites — algo que nem sempre ocorre.
2. Usar o celular “só um pouquinho”Responder uma mensagem rápida, mudar a música, conferir uma notificação. A ilusão do “só um segundo” segue sendo uma das principais armadilhas do trânsito moderno.
O uso do celular ao volante não é perigoso apenas pelo tempo em que os olhos deixam a via, mas pela quebra de atenção cognitiva. Mesmo quando o condutor volta a olhar para a pista, o cérebro demora alguns segundos para retomar o foco total na condução.
Em um cenário de formação mais flexível, no qual a conscientização comportamental pode ser superficial ou desigual, práticas sabidamente perigosas tendem a ser naturalizadas com mais facilidade.
3. Adiar a manutenção do veículoPneus carecas, freios desgastados, iluminação deficiente e sistemas de segurança comprometidos não costumam provocar acidentes sozinhos, mas agravam drasticamente suas consequências.
A manutenção negligenciada cria uma falsa sensação de economia, quando, na prática, aumenta o risco de falhas mecânicas justamente em situações críticas.
Quando o processo de habilitação enfatiza menos a responsabilidade técnica e preventiva do condutor, esse tipo de cuidado acaba ficando em segundo plano — especialmente entre motoristas iniciantes.
4. Acreditar que “pressa” justifica tudoA pressa altera o julgamento, encurta a paciência e faz com que o condutor aceite riscos que normalmente não aceitaria.
Avançar um sinal, ultrapassar em local proibido ou exceder a velocidade “só para não se atrasar” são decisões que parecem pequenas, mas aumentam exponencialmente a chance de sinistros.
Sem uma formação sólida que trabalhe percepção de risco e tomada de decisão, esse tipo de comportamento deixa de ser exceção e passa a ser regra no trânsito cotidiano.
5. Ignorar o próprio estado físico e emocionalCansaço, estresse, ansiedade, uso de medicamentos e desequilíbrio emocional influenciam diretamente a capacidade de dirigir com segurança. Ainda assim, muitos condutores insistem em conduzir mesmo quando não estão em condições ideais.
De acordo com Celso Mariano, a segurança viária passa por reconhecer limites.
“O trânsito não perdoa falhas humanas. Quanto mais o condutor ignora seus próprios limites físicos e emocionais, maior é o risco de transformar um erro comum em uma tragédia”, alerta.
Esse tipo de percepção crítica, conforme especialistas, costuma ser melhor desenvolvido quando há mediação profissional, acompanhamento contínuo e formação estruturada — pontos que vêm sendo relativizados no novo modelo de habilitação.
Quando o sistema flexibiliza, a responsabilidade individual aumentaA redução de etapas formais no processo de habilitação pode ampliar o acesso à CNH, mas também desloca para o condutor uma parcela maior da responsabilidade pela própria segurança e pela segurança coletiva.
Em um país onde o trânsito ainda figura entre as principais causas de morte evitável, especialistas alertam que flexibilizar regras sem fortalecer a educação e a consciência de risco pode produzir efeitos contrários aos desejados.
Mais do que nunca, segurança no trânsito começa nas escolhas individuais — mas depende de um sistema que prepare o condutor para fazê-las corretamente.
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Programa Respeito à Vida já habilita 170 municípios
Um total de 170 municípios está qualificado para a 1ª edição do novo Programa Respeito à Vida (PRaVida), que passou por profunda reformulação em 2025 para alcançar a meta de reduzir mortes no trânsito paulista. O programa é alinhado ao 1º Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), que será lançado em breve e prevê uma série de ações em oito diferentes frentes, com potencial para diminuir até a metade as perdas no trânsito em cinco anos. Com as cidades agora habilitadas, o próprio PRaVida tem o potencial de impactar mais de 26 milhões de vidas, através de ações que promovem vias seguras, educação e fiscalização.
Ao todo, 213 municípios manifestaram interesse em receber apoio especializado do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) no combate à letalidade no trânsito, durante o período de inscrições do novo PRaVida, de 15 de dezembro a 19 de janeiro. Alguns se inscreveram em mais de um componente ao mesmo tempo, enviando propostas de acordo com o foco pretendido. Deste total, 170 tiveram seus projetos qualificados por atenderem aos requisitos técnicos, aos padrões pré-estabelecidos e à coerência na análise da sinistralidade local, que ganhou maior peso na nova versão do programa.
O novo PRaVida conta com três componentes ou frentes de atuação: Vias Seguras, Educação e Fiscalização. Os municípios podiam se inscrever em um dos três componentes ou em mais de um ao mesmo tempo. O de Vias Seguras, que recebeu 183 manifestações de interesse, é voltado à implementação de soluções de alto impacto em locais críticos, intervenções em áreas onde a sinistralidade e o risco são comprovadamente elevados.
O componente Educação, com mais de 120 interessados, é voltado à formação e qualificação de gestores e servidores públicos na criação de uma cultura de valorização da vida. Já o componente Fiscalização, que teve 121 inscritos, vai apoiar os municípios no alinhamento das ações locais à estratégia estadual de segurança viária e fortalecer as capacidades técnicas e operacionais dos municípios.
Próximos passosO componente de Vias Seguras avança com 104 municípios enquadrados nos requisitos do programa – a lista completa de cidades pode ser vista aqui. Aptos a receber recursos para a execução dos projetos, esses municípios seguem agora para uma 2ª fase do processo seletivo, em que suas propostas serão submetidas a uma minuciosa avaliação técnica para aferir sua aderência aos objetivos do PRaVida, com base no inédito Guia de Intervenção para Vias Seguras, elaborado em colaboração com a Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, parceira do Detran-SP, e aos critérios de priorização, como o grau de criticidade do trânsito em cada localidade.
O componente Educação teve 115 municípios qualificados e automaticamente selecionados para ampliar suas capacidades e conhecimento por meio de ações formativas de Segurança Viária. Ao final, todos serão contemplados. Os municípios que se inscreveram, mas não se enquadraram no componente, podem receber apoio de ações formativas temáticas nesta frente desde que tenham indicado, na inscrição, que possuem em seu quadro um responsável técnico registrado no CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) ou CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).
As cidades que não se habilitaram para as capacitações temáticas dos componentes 1 e 3 também poderão receber apoio de ações formativas, caso tenham indicado, no formulário de Manifestação de Interesse, não contar com nenhum responsável técnico ou autoridade de trânsito responsável para conduzir as ações de fiscalização e operação de trânsito. Essas cidades poderão aderir indiretamente ao componente Educação, mediante a apresentação de um ponto focal responsável pela gestão das ações educativas locais. A formação e engajamento de servidores municipais será de grande valia em rodadas futuras do programa.
Na frente de Fiscalização, cerca de 65% das manifestações foram qualificadas para obter apoio através de repasses de recursos financeiros para a aquisição de materiais, condicionados à posterior avaliação técnica de aderência aos objetivos do programa e aos critérios de priorização. As 28 cidades que não se qualificaram para o 3º componente do Programa Respeito à Vida, mas afirmaram possuir autoridade de trânsito responsável para conduzir ações de fiscalização e operação de trânsito, estão pré-selecionadas para receber apoio de ações formativas temáticas na área de Fiscalização.
A lista completa de municípios em cada situação pode ser encontrada aqui. Dúvidas podem ser encaminhadas para integracao.municipios@detran.sp.gov.br, com o assunto: “PRaVida – dúvidas”.
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Trânsito na areia das praias é proibido e segue gerando riscos ambientais e à segurança
Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), órgão do Espírito Santo, reforçou recentemente a orientação sobre a proibição do trânsito de veículos na faixa de areia das praias, prática que, apesar de ilegal, ainda há registros em diferentes pontos do litoral capixaba. O alerta, no entanto, vale para todo o território nacional e envolve não apenas a proteção ambiental, mas também a segurança de banhistas, moradores e visitantes.
A circulação de carros, motos e quadriciclos nas praias é expressamente proibida pela Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio da Portaria nº 10, de 30 de janeiro de 1995. A norma estabelece que a faixa de areia é área de preservação, independentemente de estar localizada em zona urbana ou rural, justamente por sua relevância ambiental e social.
Impactos ambientais que vão além do que se vêAs praias são ambientes de alta biodiversidade e, além disso, desempenham funções ecológicas essenciais. Um dos principais impactos do tráfego de veículos é a compactação da areia, que altera a dinâmica natural do ecossistema e afeta diretamente a fauna associada a esse ambiente.
Entre as espécies mais prejudicadas estão as tartarugas marinhas, animais ameaçados de extinção e protegidos por legislação ambiental específica. Durante o período de desova — que ocorre, em grande parte do litoral brasileiro, entre setembro e março — a circulação de veículos pode danificar ninhos, comprometer o desenvolvimento dos ovos e apagar os rastros deixados pelas fêmeas, informações fundamentais para o monitoramento e a proteção dessas espécies.
Outro ambiente severamente afetado é a vegetação de restinga, responsável pela estabilização das dunas, pela proteção contra processos erosivos e pelo abrigo de diversas espécies. O trânsito irregular fragiliza essa vegetação, compromete o equilíbrio da faixa litorânea e amplia o risco de erosão costeira, problema que já afeta várias regiões do país.
Risco real à segurança de pessoasAlém dos danos ambientais, o tráfego de veículos na areia representa um risco direto à segurança. A presença de marcas de pneus, veículos circulando ou estacionados na praia é um indício recorrente da irregularidade e expõe banhistas — especialmente crianças — a situações de perigo.
No Espírito Santo, o Iema relatou que, no último dia 6 de janeiro, um veículo foi flagrado estacionado na faixa de areia, com o condutor orientado e autuado conforme a legislação ambiental vigente. Houve o registro de casos semelhantes em outros estados, especialmente em períodos de alta temporada, feriados prolongados bem como férias escolares.
Fiscalização e campanhas educativasPara enfrentar o problema, o Iema, por meio da Área de Proteção Ambiental de Conceição da Barra (APACB), desenvolve ações contínuas de sensibilização e fiscalização. Uma das iniciativas é a campanha “Rastros de uma Vida”, que busca conscientizar motoristas e a população em geral sobre os impactos do trânsito de veículos nas praias, com abordagens educativas e distribuição de material informativo.
De acordo com a servidora do Iema, Fernanda Martins, a conscientização é parte essencial da proteção ambiental.
“O trânsito de veículos na faixa de areia causa danos que muitas vezes não são visíveis de imediato, mas comprometem a fauna, a vegetação e a segurança das pessoas. Respeitar essa proibição é essencial para garantir a preservação das praias e permitir que esses ambientes continuem cumprindo seu papel ecológico”, destaca.
É preciso respeitar a regra nacionalEmbora muitas vezes associada a ações locais, a proibição do trânsito de veículos nas praias é uma regra nacional, respaldada por normas ambientais federais e por legislações estaduais e municipais complementares. O desrespeito pode resultar em multas, apreensão do veículo e outras sanções administrativas, além de configurar crime ambiental em determinadas situações.
Mais do que cumprir a lei, respeitar a faixa de areia é uma medida de responsabilidade coletiva, que protege vidas, preserva ecossistemas sensíveis assim como garante que as praias brasileiras continuem sendo espaços de lazer, convivência e equilíbrio ambiental.
As informações são da Assessoria de Comunicação do Iema
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Carnaval: erros comuns com pneus que podem comprometer a segurança no feriado
O Carnaval é um dos períodos mais intensos para a mobilidade no Brasil, com estradas cheias, deslocamentos urbanos frequentes e motoristas alternando viagens curtas e longas ao longo de vários dias. Em meio à correria do feriado, é comum que alguns cuidados básicos com o veículo fiquem em segundo plano e, entre eles, os pneus costumam ser negligenciados, mesmo sendo o único ponto de contato do carro com o solo.
Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, a atenção aos pneus é decisiva para dirigir com mais tranquilidade durante o feriado, já que pequenos hábitos do dia a dia podem influenciar diretamente a estabilidade, a frenagem e o controle do veículo.
“Durante o Carnaval, o carro passa por uma rotina diferente, com mais uso urbano, congestionamentos e viagens em sequência. Nesse cenário, os pneus acabam sendo mais exigidos e qualquer descuido pode comprometer a segurança”, afirma Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Calibrar “para economizar” pode comprometer a segurançaUm erro comum no feriado é rodar com pneus com pressões mais elevadas ou mais baixas, na tentativa de “economizar combustível” ou “compensar o carro vazio”. A recomendação é seguir sempre a pressão que o fabricante do veículo indica, disponível no manual ou na etiqueta do carro, e realizar a calibragem com os pneus frios, antes de sair.
“Calibragem não é uma escolha pessoal. Pressão acima ou abaixo do recomendado altera o comportamento do veículo, afeta a dirigibilidade e acelera o desgaste dos pneus. O correto é sempre seguir a especificação do fabricante”, explica Ayala.
Batidas leves em guias e buracos merecem atençãoNo Carnaval, o aumento dos deslocamentos urbanos traz situações comuns, como impactos leves em guias, buracos e lombadas. Mesmo quando não há danos visíveis imediatos, esses choques podem afetar o pneu, a roda ou a suspensão.
“Muitas vezes o motorista acha que foi só um ‘toquezinho’, mas esse impacto pode causar deformações internas ou desalinhamento. Sempre que isso acontecer, vale fazer uma inspeção visual e, se notar algo fora do normal, procurar avaliação técnica”, orienta o especialista.
Uso contínuo do carro exige checagens simplesOutro hábito recorrente no feriado prolongado é usar o carro por vários dias seguidos sem nenhuma verificação, especialmente após longos períodos em congestionamentos ou deslocamentos repetidos.
“Uma checagem rápida leva poucos minutos e pode evitar transtornos. Conferir a pressão dos pneus, observar o desgaste e prestar atenção a vibrações ou ruídos diferentes já ajuda muito”, destaca o gerente da Bridgestone.
Pneu novo também precisa de atençãoA ideia de que pneu novo dispensa cuidados é outro equívoco comum. Mesmo pneus recém-instalados podem ter desempenho comprometido se rodarem com pressão inadequada, sofrerem impactos urbanos ou estiverem com alinhamento e balanceamento fora do ideal. “O pneu novo também precisa de manutenção correta. Sem isso, a vida útil diminui e se afeta o desempenho rapidamente, independentemente do tempo de uso”, reforça Ayala.
Checklist rápido para rodar com mais segurança no CarnavalPara enfrentar o feriado com mais tranquilidade, a Bridgestone recomenda:
- Verificar a calibragem dos pneus, sempre com o veículo frio, incluindo o estepe.
- Fazer uma inspeção visual em busca de bolhas, cortes, rachaduras ou desgaste irregular.
- Após impactos em buracos ou guias, avaliar o conjunto e procurar orientação técnica se necessário.
- Manter alinhamento e balanceamento em dia, conforme recomendação especializada.
Para mais informações e orientação técnica especializada, localize uma das mais de 800 unidades da Bridgestone no Brasil aqui.
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Veja dicas para curtir o carnaval com segurança e alegria
Com a chegada do carnaval, os foliões devem ter a atenção redobrada para aproveitar a festa de forma segura, preservando a saúde, o bem-estar e a segurança. A época é de diversão, mas deve-se ter cuidado para não cair em golpes ou ser vítima de furtos.
A Agência Brasil apresenta algumas dicas para que os foliões tenham uma diversão segura em meio aos blocos, trios, fanfarras e outras brincadeiras, ajudando a manter o ritmo até a quarta-feira de cinzas (18).
A primeira dica é: priorize deixar o carro em casa. Use o transporte público, vá a pé ou utilize outros meios para se deslocar. Afinal, além de dificuldades para encontrar um lugar para estacionar, deixar o carro em casa diminui as chances que algum sinistro ocorra com o veículo.
Para quem vai usar o carro no carnaval é a mais importante: se beber, não dirija. Sempre se informe sobre o trajeto a ser percorrido, pois são comuns mudanças no trânsito.
Em meio à folia e dança, é preciso manter o corpo hidratado. Por isso, é importante tomar água. Se possível, consuma também água de coco, sucos naturais e isotônicos, que também ajudam o corpo a repor os sais minerais.
Se for ingerir bebidas alcoólicas a primeira dica é moderação. O álcool é metabolizado principalmente pelo fígado. O excesso pode provocar uma intoxicação aguda e sistêmica: a famosa ressaca, o que inclui desidratação, cansaço e dor de cabeça. A ideia não é se privar, mas ter cautela, pois os exageros podem gerar danos ao organismo.
Outra dica é ficar atento na hora de comprar as bebidas. Procure sempre um lugar confiável. É importante se certificar de que as embalagens estejam lacradas ao comprá-las nas mãos de ambulantes.
SegurançaPriorize lugares que tenham segurança, com policiamento e também presença do Corpo de Bombeiros. Evite andar em locais desertos ou ficar sozinho. Fique perto das pessoas conhecidas e marque pontos de encontro caso se perca dos amigos.
Se for brincar durante o dia, use protetor solar. Alguns adereços – chapéus, lenços e óculos de sol – também ajudam na proteção. Escolha sapatos fechados e antiderrapantes, que proporcionam maior estabilidade e podem evitar uma queda. Palmilhas acolchoadas também podem amenizar o impacto de horas de folia e melhorar o equilíbrio.
Também faça pausas estratégicas, procure um local para dar um descanso ao corpo.
Não use joias, relógios e acessórios de valor, incluindo os que possuem valor sentimental, que possam chamar a atenção. Em caso de assalto, não reaja. Procure manter a calma e entregue o que o criminoso pedir.
GolpesDiante das aglomerações, é comum as pessoas caírem em alguns golpes relacionados ao pagamento com cartão ou celular, gerando muita dor e cabeça e prejuízos financeiros. Por isso, a recomendação é não levar objetos de grande valor, nem carteira e celular.
Dê preferência para levar dinheiro em espécie para realizar os pagamentos. Se não for possível, preste bastante atenção ao usar o cartão. Afinal, um dos golpes mais comuns é a troca de cartão. Nesse tipo de golpe, quem aplica fica atento à senha digitada pelo cliente e troca o cartão por outro.
Nas transações com Pix ou cartão é preciso redobrar a atenção. Nesses casos, antes de realizar qualquer pagamento via Pix ou cartão, a recomendação é verificar tudo com calma. Conferir o valor da transação, confirmar o nome do recebedor e observar a maquininha são atitudes que ajudam a evitar cobranças erradas e golpes bastante comuns em eventos lotados como o carnaval.
Se for levar o celular, certifique-se que o aparelho está com a bateria 100% carregada, se há conexão no local. É indicado também fazer o backup dos dados. Importante usar o bloqueio de tela inicial, biometria facial/digital para acessar o celular e os aplicativos. Ative o bloqueio automático de tela.
CartãoCaso seja necessário levar o celular, não fique com ele na mão. Se sair de casa com cartão de crédito ou débito evite ao máximo entregar o cartão ao vendedor. Uma dica importante é guardar os pertences em lugares seguros como doleiras, pochetes, bolsas com um zíper ou outro tipo de fechamento, usado sempre na frente do corpo.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, o Brasil registrou mais de 900 mil aparelhos celulares subtraídos no último ano, sendo 498.516 furtos e 419.232 roubos. Muitas dessas ocorrências se concentraram durante o período de carnaval, época em que a aglomeração facilita a ação de criminosos.
Uma dica é utilizar o App (aplicativo) Celular Seguro, ferramenta do governo federal para bloqueio remoto instantâneo do aparelho e de aplicativos bancários. O aplicativo pode ser baixado aqui.
Celular com seguroOutra possibilidade é a contratação de um seguro para o aparelho, o que oferece, entre outras possibilidades, cobertura contra roubo, furto (simples e qualificado), quedas acidentais, quebra de tela e danos por líquidos. Também é possível contratar reparos rápidos e substituição do dispositivo.
Também é possível contratar apólices específicas ou extensões de cobertura para danos e perdas durante os dias de festa. É possível contratar algumas dessas modalidades online.
Dados da Federação de Seguros Gerais (FenSeg) apontam que apenas 4% dos cerca de 10 milhões de smartphones no país possuem seguro, deixando uma base de 167 milhões de usuários vulneráveis.
Para o diretor técnico de estudos e relações regulatórias da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Cnseg), Alexandre Leal, um bom planejamento é fundamental para evitar transtornos e garantir que se aproveite a festa em sua plenitude.
“O carnaval é uma das maiores expressões da cultura brasileira e costuma mobilizar milhões de pessoas em viagens, festas e eventos de rua. Nesse período, o planejamento e a adoção de medidas de prevenção ajudam a reduzir riscos e evitar transtornos, inclusive financeiros, que podem comprometer o aproveitamento das festividades. A adoção de práticas preventivas e o conhecimento sobre formas de proteção contribuem para que o carnaval seja aproveitado com mais segurança e tranquilidade”, disse.
As informações são da Agência Brasil
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Ano novo, carro novo? Guia prático para escolher o modelo ideal dentro do orçamento
Começar o ano com carro novo (ou seminovo) está entre as metas de muitos brasileiros. Mas, antes de se encantar pelo design, tecnologia embarcada ou status do modelo, é fundamental olhar com atenção para critérios técnicos e financeiros que fazem toda a diferença no bolso e na experiência de uso ao longo do tempo.
O bom momento do setor automotivo amplia as opções — e também os riscos de uma escolha mal planejada. De acordo com dados da FENAUTO (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), as vendas de veículos seminovos e usados em 2025 já superaram todo o volume registrado em 2024, com crescimento superior a 17%, caminhando para um novo recorde histórico, com cerca de 18 milhões de unidades comercializadas no ano.
Esse aquecimento reforça a importância de o consumidor ir além da aparência e tomar decisões baseadas em critérios objetivos. Para Alan Ladeia, especialista no setor automotivo e CEO da Carflix, o consumidor precisa adotar uma postura mais racional na hora da compra.
“O erro mais comum é escolher o carro apenas pelo visual ou pelo desejo do momento. Um bom negócio começa pela análise técnica: motor, quilometragem, histórico e custo de manutenção. Esses fatores impactam diretamente no bolso ao longo dos anos.”
Abaixo, o especialista indica um guia prático com 5 dicas do que avaliar antes de fechar o negócio.1. Aparência não sustenta carro: avalie o motor: por mais atraente que seja o visual, o motor é o “coração” do veículo. Verifique o tipo (aspirado ou turbo), histórico de manutenção, consumo médio e se o modelo é conhecido por problemas recorrentes. Um carro bonito, mas com mecânica sensível, pode virar dor de cabeça.
2. Quilometragem precisa fazer sentido: a quilometragem deve ser compatível com a idade do veículo. Rodagens muito baixas podem indicar longos períodos parado ou até alguma alteração duvidosa; já números excessivos exigem atenção redobrada à manutenção de peças como suspensão, embreagem e correias.
3. Histórico e procedência são indispensáveis: consultar se o carro já passou por leilão, sofreu sinistro ou teve múltiplos donos ajuda a evitar prejuízos futuros. Transparência na procedência é um dos principais fatores de segurança na compra.
4. Custos invisíveis pesam no orçamento: seguro, consumo de combustível, valor das revisões e peças de reposição variam bastante entre modelos. Um carro barato na compra pode se tornar caro no dia a dia.
5. Pense no uso real, não no ideal: o modelo deve se adaptar à rotina do motorista — seja trânsito urbano, estrada, família ou trabalho. Espaço interno, conforto e manutenção compatível com o uso fazem mais diferença do que itens de luxo pouco utilizados
6. Avalie com cuidado onde o carro está sendo comprado: tão importante quanto o veículo é o local da compra. Optar por revendas e plataformas consolidadas no mercado, com reputação, endereço físico, processos claros e garantia, reduz riscos de golpes, furtos e experiências inseguras.
Negociações informais, sem contrato ou transparência, podem colocar o consumidor em situações perigosas , além de gerar prejuízos financeiros.
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Projeto de Lei propõe normas nacionais para reforçar proteção ao pedestre e endurecer punições
A Câmara dos Deputados analisa o PL 7039/2025, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB/RR), que institui normas nacionais para proteção ao pedestre no trânsito. A proposta estabelece a obrigatoriedade de fiscalização automática, define padrões de infraestrutura inteligente de travessia e agrava penalidades para motoristas que desrespeitem a faixa de pedestres.
O projeto parte do reconhecimento de que o pedestre segue como o elo mais vulnerável do sistema viário, sobretudo em áreas urbanas com iluminação precária, sinalização insuficiente e baixa percepção de risco por parte dos condutores.
Na justificativa, o parlamentar afirma que o atropelamento é “uma das principais causas de morte no trânsito brasileiro” e classifica o fenômeno como uma “tragédia silenciosa que atinge milhares de famílias todos os anos”, destacando que grande parte desses episódios ocorre justamente em travessias urbanas mal protegidas.
O que são faixas de pedestres inteligentesO texto cria o conceito de faixa de pedestres inteligente, definida como a travessia equipada com um conjunto mínimo de dispositivos de segurança. Entre eles estão lombofaixa com padrão nacional, iluminação obrigatória direcionada, sinalização horizontal e vertical de alta visibilidade e, quando necessário, fiscalização automática.
Essas estruturas deverão ser implantadas de forma obrigatória pelos municípios e pelo Distrito Federal em locais considerados sensíveis, como áreas escolares, hospitais e unidades de saúde, terminais e estações de transporte coletivo, além de travessias com histórico de acidentes ou situadas em vias com limite de velocidade igual ou superior a 40 km/h em zonas residenciais e comerciais.
Conforme o autor, experiências internacionais mostram que a combinação entre infraestrutura adequada e fiscalização constante gera mudanças reais de comportamento. Na justificativa, Duda Ramos cita que países como Holanda, Espanha e Japão obtiveram reduções expressivas nos atropelamentos após adotarem lombofaixas, iluminação obrigatória e monitoramento eletrônico permanente.
Fiscalização automática passa a ser obrigatóriaUm dos pontos centrais do PL é a obrigatoriedade da fiscalização automática em travessias consideradas críticas ou de grande fluxo. Os equipamentos deverão registrar infrações como:
- deixar de dar preferência ao pedestre na faixa;
- avançar sobre a faixa com pedestre iniciando ou concluindo a travessia;
- trafegar em velocidade incompatível com a segurança do local.
Os sistemas deverão operar 24 horas por dia, registrar imagem, data, hora e identificação do veículo, além de serem integrados ao Sistema Nacional de Trânsito e possuir certificação de precisão.
Para o deputado, a dependência exclusiva da presença física de agentes contribui para a impunidade. Ele argumenta que “a baixa percepção de risco e a impunidade contribuem para a negligência cotidiana dos motoristas diante da faixa de pedestres”.
Penalidades mais duras e suspensão imediata da CNHO projeto também propõe endurecimento significativo das penalidades. Deixar de parar para o pedestre passa a ser infração gravíssima, com multa multiplicada por dez vezes, sete pontos na CNH e, além disso, curso obrigatório de reciclagem em caso de reincidência em menos de 12 meses.
Condutas como, por exemplo, avançar sobre o pedestre já na travessia, forçar passagem, intimidar ou acelerar com risco direto passam a gerar suspensão imediata do direito de dirigir, independentemente de haver colisão. Caso se atinja o pedestre, mesmo sem lesão grave, a penalidade prevê suspensão imediata da CNH, multa multiplicada por vinte vezes e curso de reciclagem presencial.
Na justificativa, o autor critica comportamentos naturalizados no cotidiano urbano, como “avançar enquanto o pedestre ainda está na travessia, acelerar para intimidá-lo ou simplesmente ignorar sua presença”, práticas que, segundo ele, exigem uma resposta legislativa firme.
Planos municipais e metas de redução de atropelamentosO PL determina ainda que municípios e o Distrito Federal elaborem, em até 12 meses, um Plano Municipal de Proteção ao Pedestre, com mapeamento de travessias perigosas, cronograma de implantação das medidas e metas anuais de redução de atropelamentos.
O não cumprimento dessas metas poderá resultar em restrições ao recebimento de recursos federais destinados à mobilidade urbana, enquanto cidades adimplentes terão prioridade em programas federais de trânsito seguro.
Educação permanente e próximos passosAlém das medidas estruturais e punitivas, o texto prevê campanhas nacionais permanentes de educação para o trânsito, reforçando a prioridade absoluta ao pedestre assim como o compartilhamento seguro do espaço viário.
De acordo com Duda Ramos, o projeto reúne ações articuladas e modernas.
Na justificativa, ele sustenta que a proposta é “tecnicamente viável, financeiramente sustentável e alinhada às melhores práticas de segurança viária do mundo”, com potencial para reduzir mortes, proteger pedestres e modernizar a política de trânsito brasileira.
O PL 7039/2025 ainda passará pelas comissões temáticas da Câmara antes de seguir para votação.
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Judiciário lança Serviço de Atendimento Imediato virtual para acidentes de trânsito sem vítimas
Com foco na modernização do Serviço de Atendimento Imediato (SAI), o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) lançou nesta semana o SAI Virtual, nova modalidade de atendimento online destinada a casos de acidentes de trânsito sem vítimas. O serviço segue totalmente gratuito para o usuário e passa a adotar um modelo híbrido de conciliação (presencial e virtual), com o objetivo de ampliar o acesso e dar maior celeridade à resolução de conflitos. A implantação do projeto-piloto ocorrerá nas comarcas de Cuiabá e Várzea Grande.
Passo a passoO cidadão, logo após o acidente de trânsito sem vítimas, deverá acessar o portal do TJMT (www.tjmt.jus.br), buscar a área “Portais Temáticos” e clicar em “SAI Virtual”, ou digitar https://www.tjmt.jus.br/paginas/servicos/sai. A nova página do SAI terá informações sobre o atendimento, tanto presencial quanto virtual. Para dar continuidade à conciliação online, deve clicar no botão “Acidente sem vítima”.
A diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), Shusiene Tassinari, explica que o novo sistema integra recursos do ecossistema Microsoft, permitindo agendamento online, videoconferência via Teams e confirmação automática por e-mail. O cidadão pode registrar o acidente, preencher formulários e participar da audiência de conciliação virtual, tudo em um ambiente digital intuitivo. Não se cobra nenhum valor pelo serviço. Os usuários devem ficar atentos caso qualquer pessoa peça dinheiro, se passando por representantes do serviço, e denunciar às autoridades a tentativa de golpe.
“O SAI Virtual foi desenvolvido para aproximar o cidadão da Justiça e facilitar o atendimento nos casos de acidentes sem vítimas. O formato híbrido elimina barreiras geográficas e amplia o alcance do serviço, garantindo rapidez, acessibilidade e economia de tempo para todos os envolvidos”, destacou a diretora.
Atualmente, o SAI funciona em veículo adaptado, atendendo as comarcas de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.A modernização permitirá a expansão gradual do serviço para todo o território mato-grossense após a validação do projeto-piloto, que ocorre na região metropolitana (Cuiabá e Várzea Grande).
Entre os principais benefícios esperados estão o aumento da acessibilidade, a redução de processos judiciais e o fortalecimento da política de conciliação. O sistema também contribui para desafogar o Judiciário, por meio de soluções rápidas e eficientes, e promove a pacificação social.
“O Poder Judiciário de Mato Grosso tem buscado inovação como meio de garantir uma prestação jurisdicional mais efetiva e próxima do cidadão. O SAI Virtual é um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para resolver conflitos de forma simples, célere e segura”, afirmou o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.
A conciliação é voluntária e gratuita, e é possível homologar os acordos firmados por sentença judicial, desde que se atenda os requisitos legais. Em casos com vítimas, ilícito penal ou veículos de órgãos públicos, não se realiza o atendimento pelo SAI. Nessas situações, as partes devem acionar a Polícia Militar (190) ou registrar ocorrência no site da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT).
O projeto está alinhado ao Planejamento Estratégico do Poder Judiciário de Mato Grosso e às Diretrizes da Corregedoria Nacional da Justiça (CNJ) para 2025. Eles incentivam a aceleração digital, a efetividade jurisdicional e o fortalecimento das soluções consensuais de conflitos.
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Carnaval aumenta acidentes de trânsito no Brasil e pressiona o SUS
O Carnaval é um dos períodos mais críticos do ano para a segurança viária no Brasil. A combinação de deslocamentos intensos, consumo de álcool, privação de sono e comportamentos de risco ao volante provoca um aumento expressivo nos sinistros de trânsito — e os reflexos vão muito além das ruas e estradas, atingindo diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS).
Levantamentos de entidades médicas e de segurança viária indicam que, durante o feriado prolongado, os atendimentos por acidentes de trânsito crescem entre 20% e 30% em relação à média de outros períodos do ano. A maior parte dos casos envolve condutores que misturam direção e álcool, prática que segue entre as principais causas de mortes e ferimentos graves no trânsito brasileiro.
Dados consolidados pela Observatório Nacional de Segurança Viária mostram que, entre 2021 e 2023, o uso de álcool ou outras substâncias psicoativas esteve associado, em média, a mais de 16 sinistros por dia durante o Carnaval, índice cerca de 25% superior ao observado em dias comuns. Os números ajudam a dimensionar o impacto do feriado não apenas na mobilidade, mas também na saúde pública.
Feriado prolongado, risco ampliadoEspecialistas alertam que o aumento dos acidentes no Carnaval não está ligado a um único fator, mas a um conjunto de condições que se somam e ampliam o risco. Viagens longas, muitas vezes para locais desconhecidos, condução noturna, calor excessivo e mudanças na rotina de descanso criam um cenário propício para falhas humanas.
Conforme Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito & Mobilidade, o problema está na falsa sensação de que o feriado “suspende” as regras do trânsito.
“O Carnaval não muda as leis da física nem os limites do corpo humano. Pelo contrário: é justamente quando estamos mais cansados, desidratados ou sob efeito de álcool que a margem para erro diminui drasticamente. O trânsito fica mais perigoso porque o condutor passa a dirigir em condições piores do que o normal”, explica.
Além da alcoolemia, fatores como excesso de velocidade, uso do celular ao volante, fadiga e sono insuficiente aparecem de forma recorrente nos registros de ocorrências graves. O resultado é um aumento não apenas no número de sinistros, mas também na gravidade das lesões. Ou seja, especialmente entre motociclistas, ocupantes de veículos sem cinto de segurança e pedestres.
Pressão direta sobre o SUSO crescimento dos acidentes durante o Carnaval se traduz em sobrecarga imediata para os hospitais públicos. São eles que concentram a maior parte do atendimento a vítimas de trauma no país. Internações prolongadas, cirurgias complexas e ocupação de leitos de UTI passam a disputar espaço com atendimentos de outras doenças graves.
De acordo com especialistas da área da saúde, vítimas de sinistros de trânsito costumam demandar recursos de alto custo. Como, por exemplo, procedimentos ortopédicos, neurocirúrgicos e longos períodos de reabilitação. Isso gera um efeito em cascata: cirurgias eletivas são adiadas, filas aumentam e equipes trabalham sob pressão máxima.
Celso Mariano reforça que esse impacto raramente é percebido pelo cidadão no momento da decisão de dirigir após beber ou acelerar além do permitido.
“Cada escolha insegura no trânsito tem um custo coletivo. Não é só o risco individual. É um leito ocupado por semanas, uma equipe mobilizada, um recurso público que deixa de atender outra urgência. O Carnaval escancara como o trânsito também é uma questão de saúde pública”, destaca.
Prevenção começa antes da festaApesar do cenário preocupante, especialistas são unânimes ao afirmar que é possível evitar a maioria dos acidentes com medidas simples e planejamento. A principal delas segue sendo clara e inequívoca: álcool e direção não combinam.
Planejar o retorno da festa, utilizar transporte por aplicativo, táxi ou motorista da vez, respeitar os limites de velocidade e dormir adequadamente antes de pegar a estrada são atitudes básicas, mas decisivas. Também é fundamental evitar o uso do celular ao volante e adotar uma condução defensiva, especialmente em vias com grande circulação de pedestres.
No verão, período marcado por chuvas intensas em várias regiões do país, cuidados adicionais são indispensáveis. Reduzir a velocidade, manter distância segura assim como revisar o veículo antes de viajar — com atenção especial a pneus, freios e limpadores de para-brisa — ajuda a reduzir riscos.
Pedestres e ciclistas também precisam redobrar a atenção durante o Carnaval. Ou seja, optando por roupas claras ou refletivas, respeitando a sinalização e atravessando as vias apenas em locais apropriados.
Como reforça Celso Mariano, o espírito da festa não pode se sobrepor à responsabilidade.
“Celebrar faz parte do Carnaval, mas voltar para casa em segurança precisa ser prioridade absoluta. No trânsito, não existe improviso sem consequência”, conclui.
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CNH Social: Paraná abre inscrições para 4 mil vagas de habilitação gratuita
O sonho de tirar a carteira de habilitação de forma gratuita agora é realidade no Paraná. O Governo do Estado, por meio do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), abriu nesta quinta-feira (12) as inscrições para o primeiro edital do programa CNH Social , que concede gratuitamente aulas de condução de veículos e isenta os candidatos de todas as taxas relativas aos exames e testes teóricos e práticos.
Serão 4 mil vagas para paranaenses com renda familiar de até três salários mínimos na modalidade “Habilita”, voltada para a primeira habilitação nas categorias A (motos) ou B (carros), nos 399 municípios do Paraná distribuídas em 5 macrorregiões: Curitiba, Guarapuava, Londrina, Maringá e Cascavel. As inscrições podem ser realizadas até o dia 14 de março no site do programa www.cnhsocial.detran.pr.gov.br, onde também está disponível o edital com mais informações sobre o processo.
“É um sonho se tornando realidade, tanto para nós, do Governo do Paraná, que tivemos a iniciativa para a mudança da lei, mas principalmente para aqueles que por muito tempo não tinham condições de tirar uma CNH, e agora vão poder fazer de forma 100% gratuita. Isso com certeza vai fazer toda a diferença para os que vão em busca de se qualificar ou do seu primeiro emprego”, disse o diretor-presidente do Detran-PR, Santin Roveda.
Por meio do portal do programa, desenvolvido pela Celepar, o candidato poderá acompanhar toda a sua jornada, desde o início com as aulas, passando pela biometria e exames, até finalizar com os testes e emissão do documento digital e físico. Para os candidatos que optarem pela categoria “B” (carros), ao final do processo a carteira já virá com a observação EAR (Exerce Atividade Remunerada), o que facilita a vida dos que pretendem usar o veículo para trabalho.
Como vai funcionarO candidato seleciona o município de residência e o sistema distribui de forma aleatória para uma das autoescolas parceiras e clínicas credenciadas na própria localidade. Estão previstas a reserva de 10% das vagas para estudantes da rede pública estadual, que atendem os critérios de rendimento e frequência, 10% das vagas para mulheres, e 5% das vagas para pessoas com deficiência (PCDs).
Roveda explica que o programa já está atualizado com as alterações no processo de habilitação realizadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
“Em tempo recorde, conseguimos tanto adaptar o programa quanto implementar as diversas mudanças previstas na resolução e na medida provisória. Apesar de as novas regras exigirem apenas 2h/aula de carga horária de aulas práticas, pelo CNH Social vamos garantir o mínimo de 10h/aula, com direito a mais 5h/aula em caso de reprovação no teste, para garantir a efetividade desta importante política pública”, completou.
Para participar será preciso comprovar renda familiar de até três salários mínimos, residir no Paraná há pelo menos 12 meses e no município onde haverá a concessão do benefício. Além disso, é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Não poderão participar pessoas que tenham algum tipo de restrição do direito de dirigir (habilitação suspensa ou cassada). A publicação da lista com a homologação final dos aprovados deverá ocorrer em 31 de março, no site do programa.
AutoescolasTambém está aberto, desde terça-feira (10), o edital de chamamento para os Centro de Formação de Condutores serem parceiros do programa. As autoescolas interessadas devem estar cadastradas no Sistema de Gestão de Obras, Materiais e Serviços (GMS), na Central de Segurança do e-Protocolo e apresentar a documentação necessária nos prazos previstos no edital, disponível AQUI, onde também é possível obter mais informações.
As informações são da Agência Estadual de Notícias
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Radar CNT do Transporte aponta redução de pontos críticos nas rodovias brasileiras
O número de pontos críticos, nas rodovias brasileiras, apresentou queda em 2025, de acordo com o Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2025. Elaborado a partir da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, o estudo registrou 2.146 ocorrências em todo o país, o que representa uma redução de 12,3% em relação a 2024, quando foram identificados 2.446 pontos.
Os pontos críticos correspondem a situações graves da infraestrutura rodoviária que comprometem a segurança dos usuários e interferem diretamente no fluxo do tráfego. A diminuição observada neste ano reforça a percepção de que os investimentos recentes começam a produzir efeitos positivos na conservação das estradas.
ProblemasOs buracos grandes seguem como o principal problema mapeado, com 1.716 registros, o equivalente a mais de 80% do total. Apesar da predominância, o volume é inferior ao verificado na edição anterior da Pesquisa, o que indica avanço no tratamento dos defeitos de pavimento.
Também se observou redução em outras ocorrências de alto risco, como erosões na pista, que somaram 248 registros, e quedas de barreiras, com 82 casos. Esses problemas costumam afetar trechos com maior fragilidade estrutural e risco geotécnico.
Na análise da geometria das vias, a Pesquisa CNT de Rodovias identificou 57 pontes estreitas, que permanecem como gargalos de capacidade e segurança, especialmente para o transporte de cargas. O levantamento também registrou uma ponte caída, ocorrência pontual, porém com elevado impacto logístico.
Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, a tendência de queda, ainda que gradual, sinaliza uma mudança de cenário.
“A redução no número de pontos críticos é um indicativo de que os investimentos começam a reverter um problema que se manteve por muitos anos nas rodovias brasileiras”, afirma.
A CNT disponibiliza um painel interativo com o georreferenciamento de todas as ocorrências identificadas no estudo. A ferramenta permite consultas detalhadas por tipo de ponto crítico e localização e é possível acessar em cnt.org.br/painel-ponto-critico
As informações são da Agência CNT Transporte Atual
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Brasil registra mais de 10 milhões de multas em rodovias federais em 2025 e atinge novo recorde histórico
O Brasil fechou 2025 com um número que chama atenção e impõe reflexão: mais de 10 milhões de multas aplicadas em rodovias federais, o maior volume desde o início da série histórica, em 2007. Os dados revelam não apenas um recorde estatístico, mas um retrato preocupante do comportamento de parte dos condutores nas estradas do país — especialmente quando o excesso de velocidade domina, com larga vantagem, o ranking das infrações.
Levantamento do Setor de Estatística Operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que 10.277.088 autuações foram registradas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. Em termos práticos, isso equivale a 27.397 infrações por dia, 1.141 por hora e cerca de 19 por minuto. O total supera inclusive 2024, que já havia estabelecido o maior índice até então.
Excesso de velocidade segue como principal infraçãoO excesso de velocidade aparece no topo do ranking, mantendo um padrão observado nos últimos anos, mas agora em patamares ainda mais elevados. A infração de transitar até 20% acima do limite permitido somou 6.170.111 registros, representando a maioria absoluta das autuações. Em segundo lugar, estão os motoristas flagrados entre 20% e 50% acima da velocidade máxima, com 985.967 multas.
Outras infrações recorrentes incluem veículos sem licenciamento, ultrapassagens em locais proibidos, desobediência às ordens de agentes de trânsito, além de problemas relacionados à conservação do veículo e equipamentos obrigatórios. O conjunto desses dados reforça um cenário já conhecido pelos especialistas em segurança viária: não se trata de um único problema, mas de um conjunto de condutas de risco que se repetem diariamente.
De acordo com Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, o excesso de velocidade não é apenas uma infração isolada.
“Velocidade é um multiplicador de risco. Quando o condutor decide acelerar além do permitido, ele reduz drasticamente o tempo de reação, aumenta a gravidade dos sinistros e transforma pequenos erros em consequências fatais”, afirma.
BR-101 lidera ranking de autuações no paísEntre as rodovias federais, a BR-101 lidera com folga o ranking nacional de infrações. A via, que se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, registrou 2.740.305 multas em 2025. Na sequência aparece a BR-116 (Presidente Dutra), com 2.519.257 autuações, e, em terceiro lugar, a BR-381 (Fernão Dias), com 577.619 registros.
Completam a lista das dez rodovias mais autuadas as BRs 153, 163, 364, 040, 277, 376 e 386, distribuídas por diferentes regiões do país. Em comum, essas rodovias concentram alto fluxo de veículos, trechos urbanos e interurbanos, intenso transporte de cargas e histórico de fiscalização eletrônica.
Conforme Celso Mariano, os números não devem ser analisados de forma simplista. “Rodovias com maior volume de tráfego e mais fiscalização naturalmente registram mais autuações. Mas isso não invalida o alerta: se há tanta multa, é porque há muito desrespeito às regras básicas de circulação”, pontua.
Fiscalização arrecada ou previne?O recorde reacende um debate antigo no trânsito brasileiro: a fiscalização estaria focada apenas na arrecadação? Para especialistas, essa leitura ignora dados fundamentais. Países que reduziram mortes no trânsito fizeram isso com combinação de fiscalização consistente, engenharia viária e educação — e não com a ausência de controle.
“O radar não multa ninguém sozinho. Quem gera a multa é o comportamento do condutor”, reforça Celso Mariano. “A fiscalização é uma resposta do Estado a um risco coletivo. Sem controle, o trânsito vira território da lei do mais forte.”
Ainda assim, o especialista destaca que a fiscalização precisa caminhar junto de transparência, sinalização adequada e políticas educativas contínuas, sob risco de perder credibilidade social.
Formação de condutores e cultura de riscoOs números de 2025 também dialogam diretamente com um debate que vem ganhando força no Brasil: a flexibilização do processo de formação de condutores. Para o Portal do Trânsito, é impossível dissociar o aumento de infrações de uma cultura que tolera atalhos, reduz exigências e trata a habilitação como mera formalidade burocrática.
“Quando se enfraquece a formação, o trânsito sente. O condutor mal preparado tende a errar mais, a assumir riscos desnecessários e a repetir comportamentos perigosos”, alerta Celso Mariano. “O trânsito não perdoa improviso.”
Um sinal de alerta para 2026O recorde de mais de 10 milhões de multas em rodovias federais em 2025 deve ser lido como um sinal de alerta, não apenas como estatística. Ele aponta para a urgência de políticas públicas integradas, que tratem o trânsito como questão de saúde pública, com foco na preservação de vidas.
Enquanto o Brasil segue debatendo mudanças em regras, exames e formação, os números das estradas mostram que o desafio central continua sendo o comportamento humano. E, como reforçam os especialistas, sem educação consistente e fiscalização responsável, o próximo recorde pode ser ainda mais preocupante — não apenas em multas, mas em vítimas.
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AMMA oferece suporte, cuidado e desenvolvimento para mulheres do setor automotivo
A AMMA inicia 2026 com um movimento que não pretende soar mais alto — pretende chegar mais fundo. O anúncio do primeiro ciclo de parcerias institucionais nasce da leitura atenta das necessidades reais das mulheres que vivem o setor automotivo por dentro: profissionais que equilibram múltiplos papéis, enfrentam barreiras estruturais e, muitas vezes, constroem seus caminhos com pouca rede de apoio. Para elas, a AMMA apresenta alianças pensadas para ampliar cuidado, suporte e desenvolvimento.
Neste bloco inicial, quatro organizações passam a compor o ecossistema da AMMA: Grupo FBN, ampliando o acesso a soluções de saúde e proteção; AlmeidaNascimento Advocacia, oferecendo suporte jurídico claro e acessível; Judi Cantarin Assessoria de Negócios, trazendo consultoria em gestão, sustentabilidade, processos e formação técnica; e Ultracar Tecnologia, disponibilizando sistemas de gestão que profissionalizam e organizam a rotina das oficinas.
Essas parcerias chegam para entregar respostas práticas — e não apenas promessas. A partir delas, a AMMA fortalece uma rede de apoio que contempla áreas muitas vezes negligenciadas no cotidiano das mulheres do mercado. Entre os benefícios oferecidos, destacam-se: orientação jurídica contínua, acesso facilitado a cuidados de saúde, treinamentos técnicos especializados, consultorias em gestão e sustentabilidade, melhorias operacionais para oficinas, tecnologia aplicada ao dia a dia, organização de processos, apoio em conformidade ambiental, atendimento prioritário, descontos exclusivos, material educativo, e formação profissional em temas essenciais para o setor.
Cada parceira assume uma função complementar nesse ecossistema.O Grupo FBN apoia o cuidado com saúde e bem-estar, área crítica para mulheres que carregam múltiplas jornadas. A AlmeidaNascimento fortalece decisões jurídicas e empresariais com orientação segura e acessível. A consultoria de Judi Cantarin aproxima as associadas de práticas modernas de gestão e conformidade que elevam a operação das oficinas. A Ultracar leva tecnologia para dentro dos negócios, organizando processos, melhorando o fluxo de trabalho e trazendo clareza estratégica.
O impacto dessas entregas vai além do benefício imediato. Ele cria condições para que as associadas tomem decisões com mais segurança, planejem seus negócios com mais informação, organizem suas rotinas com mais eficiência e encontrem suporte onde antes havia improviso. Esse é o tipo de estrutura que transforma o cotidiano — silenciosamente, mas de forma profunda.
É fundamental destacar: essas são as quatro primeiras parcerias.A AMMA já está em processo de seleção de novas empresas e especialistas para ampliar ainda mais essa rede de apoio, priorizando áreas como saúde emocional, desenvolvimento humano, estilo e presença profissional, gestão de carreira, educação continuada e novas trilhas técnicas. O objetivo é construir, com curadoria rigorosa, um conjunto de entregas que acompanhe a complexidade do que é ser mulher no setor.
Esse trabalho, conduzido com cuidado e responsabilidade, reflete o compromisso que sustenta a AMMA desde sua criação: oferecer caminhos possíveis, ferramentas práticas e um ambiente em que as mulheres possam se desenvolver com autonomia, apoio e equilíbrio. Não se trata de construir atalhos — trata-se de construir base.
Assim, a AMMA inicia o ano reafirmando seu papel: criar, expandir e fortalecer uma estrutura que permita às mulheres do mercado automotivo avançarem com verdade, com suporte e com pertencimento.
Uma construção contínua, feita de escolhas responsáveis e parcerias que entregam valor real — exatamente como o setor merece, e como as mulheres que o movem precisam.
Texto: AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Setor Automotivo
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SETCEPAR avalia impactos da CNH do Brasil no Transporte Rodoviário de Cargas
A implementação do programa CNH do Brasil, novo modelo nacional de habilitação em vigor desde dezembro de 2025, trouxe mudanças importantes no processo de obtenção das categorias C, D e E. A iniciativa prevê cursos teóricos online gratuitos, redução da carga horária prática e possibilidade de atuação de instrutores autônomos, o que pode reduzir significativamente o custo da habilitação e ampliar o acesso de novos profissionais ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a medida representa um avanço relevante, mas exige atenção do setor.
“A CNH do Brasil é um passo importante para facilitar o acesso às categorias profissionais e ajudar a enfrentar a escassez de motoristas. No entanto, esse movimento precisa vir acompanhado de capacitação adequada, para que o aumento no número de habilitados não comprometa a segurança nas estradas e a qualidade das operações”, afirma.
A falta de motoristas qualificados é um dos principais gargalos do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país.De acordo com Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados em 2025 com base no fechamento mais recente, menos de 10% dos vínculos formais de motoristas de caminhão no Brasil são ocupados por profissionais com até 29 anos, evidenciando a dificuldade de renovação da mão de obra no setor. Com a CNH do Brasil, o número de motoristas habilitados tende a crescer, o que reforça a necessidade de treinamento adequado para a atuação no Transporte Rodoviário de Cargas.
Conforme o instrutor técnico do SETCEPAR, Cláudio Ferreira, a capacitação complementar é um fator decisivo para a efetividade da iniciativa no setor.
“É fundamental que as empresas recebam esses motoristas recém-habilitados e ofereçam treinamentos que reflitam a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas. Sem essa preparação prática e técnica, há risco de aumento de sinistros, impacto nas operações e até elevação do custo das apólices de seguro”, explica.
Kasnodzei reforça o papel da entidade nesse processo. “O governo está correto em ampliar o acesso à habilitação, mas o setor também precisa assumir sua responsabilidade. O SETCEPAR está à disposição para contribuir com capacitação técnica, formação complementar e ações de conscientização, fortalecendo a segurança, a profissionalização e a sustentabilidade do Transporte Rodoviário de Cargas”, conclui.
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