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Governador do ES cobra regulamentação nacional para ciclomotores, bikes elétricas e veículos autopropelidos
O aumento expressivo de ocorrências envolvendo ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos tem provocado alerta no Espírito Santo. Diante desse cenário, o governador Renato Casagrande enviou, na última sexta-feira (14), um ofício ao ministro dos Transportes, Renan Filho, solicitando ações urgentes para regulamentar a circulação e intensificar a fiscalização desses modais em vias públicas de todo o país.
No documento, Casagrande destaca que, embora esses veículos representem alternativas importantes e sustentáveis de mobilidade, o uso atual tem causado preocupação.
“Embora representem uma alternativa sustentável de mobilidade, esses tipos de veículos têm sido utilizados de forma preocupante. Este é o momento ideal para iniciarmos as discussões e podermos regulamentar esse modal, que teve um crescimento enorme nos últimos anos”, afirmou o governador.
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Casagrande enfatiza que esse cenário já tem consequência direta no número de sinistros — muitos deles graves ou fatais. “Infelizmente, isso tem resultado em acidentes graves e fatais, como o ocorrido recentemente em Vitória, quando uma senhora de 82 anos, em tratamento de hemodiálise, veio a óbito após ser atropelada”, lamentou.
O caso mencionado ocorreu na capital capixaba e reacendeu o debate sobre o uso crescente e desordenado desses veículos, que hoje circulam sem regulamentação unificada e, muitas vezes, sem fiscalização adequada.
Pedido ao Ministério dos Transportes e ao ContranNo ofício encaminhado ao governo federal, Casagrande solicita que o Ministério dos Transportes e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definam normas claras sobre:
- Classificação dos veículos;
- Registro e licenciamento;
- Exigências de habilitação para condução;
- Condições de circulação;
- Mecanismos de fiscalização e penalização para condutas irregulares.
A proposta é que o país avance para uma regulamentação uniforme, permitindo que órgãos estaduais e municipais tenham respaldo legal para fiscalizar e coibir excessos.
Estado oferece apoio técnicoCasagrande reforçou ainda que o Espírito Santo está disposto a colaborar com a construção dessas regras nacionais.
“É fundamental que tenhamos instrumentos para coibir excessos e assegurar a segurança de todos os usuários das vias públicas. O Espírito Santo está à disposição para colaborar tecnicamente, apresentando dados, sugestões e experiências locais que contribuam para normas nacionais mais adequadas à realidade da mobilidade urbana”, afirmou.
A iniciativa reacende a discussão sobre o papel dos novos modais na mobilidade urbana e a urgência de atualizar a legislação de trânsito frente ao aumento acelerado do uso de ciclomotores, bikes elétricas e equipamentos autopropelidos por todo o país.
As informações são da Assessoria de Comunicação do Governo do ES
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Tecnologia e trânsito: estamos preparados para os carros autônomos?
O avanço dos carros autônomos levanta expectativas e desafios em todo o mundo — e no Brasil não é diferente. A promessa de segurança, eficiência no trânsito e menos acidentes soa atraente, mas para tornar realidade é preciso vencer barreiras regulatórias, técnicas, culturais e de infraestrutura. Neste momento, o país caminha, mas ainda está distante de um cenário plenamente autônomo.
O que são carros autônomos: níveis de automaçãoO primeiro ponto para entender esse tema é saber que “autônomo” não significa “sem motorista” completamente. A classificação usada internacionalmente, da SAE International, divide os veículos em seis níveis (0 a 5) de automação.
- Nível 0: sem automação, totalmente controlado pelo condutor.
- Nível 1: assistência simples, como controle de cruzeiro adaptativo ou alerta de faixa.
- Nível 2: automação parcial — o veículo pode controlar direção e aceleração/frenagem, mas o motorista precisa estar atento e pronto para intervir.
- Nível 3: automação condicional — o sistema assume mais tarefas, mas exige que o motorista retome o controle em certas situações.
- Nível 4: alto nível de automação em condições específicas, com pouca intervenção humana.
- Nível 5: automação total em qualquer situação, sem necessidade de motorista humano.
Atualmente, no mundo real, a maioria dos carros com “assistência avançada” vendidos chegam até nível 2. Alguns testes, protótipos ou demonstrações estão em níveis 3 ou 4 em regiões específicas. Ainda não há veículos de uso amplo sendo comercializados com automação total (nível 5).
Panorama mundial: onde estão os avançosAlguns países têm sido pioneiros em testar ou regulamentar funcionalidades autônomas:
- A União Europeia investe em pesquisa colaborativa, testagem de veículos autônomos ou sistemas de assistência mais avançados, mas enfrenta desafios regulatórios e de privacidade de dados.
- No Japão, empresas e entidades estão experimentando veículos autônomos em ambientes urbanos controlados, com alto investimento em sensores, mapeamento e conectividade.
- A China lidera em experimentos e inovações aplicadas, por exemplo com robôs-táxis (robotaxis) e programas piloto para testes de veículos autônomos em cidades selecionadas.
No Brasil, ainda não há veículos autônomos em uso pleno comercializado como nível 4 ou 5. O que se observa hoje são tecnologias de assistência ao motorista (nível 1 ou 2), como controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão, sistemas de monitoramento de ponto cego, entre outros.
Do ponto de vista regulatório, também há lacunas claras:
- Ainda não existe legislação definitiva que regulamente todos os níveis mais elevados de automação para veículos de passeio no uso cotidiano em vias abertas.
- Testes e projetos-piloto são raros e bastante restritos, em geral envolvendo veículos de grande porte ou em ambientes controlados.
- Infraestrutura como sinalização adequada, mapeamento de alta definição, comunicação veículo-a-veículo e veículo-a-infraestrutura, redes 5G estável, sistemas redundantes de segurança ainda são desafios em muitas regiões do país — especialmente fora dos grandes centros urbanos.
A introdução de veículos com maior automação pode trazer benefícios, mas também exige adaptações:
- Redução de falhas humanas: distração, fadiga, erro de julgamento são causas frequentes de acidentes — sistemas bem projetados poderiam mitigar esses riscos.
- Desafios de responsabilidade: quando um veículo autônomo erra, quem responde? Fabricante, desenvolvedor de software, motorista ou governo?
- Educação do motorista: mesmo com automação, há a necessidade de o usuário entender os limites do sistema, quando intervir e como agir em casos de falha.
- Regulação e fiscalização: é vital que haja normas claras, certificação, testes e fiscalização para garantir que os veículos autônomos operem com segurança.
Algumas empresas globais demonstram avanço:
- A Waymo, nos EUA, já opera robotaxis em algumas cidades em níveis controlados, embora ainda com restrição e protocolos de supervisão humana.
- A Baidu, na China, com seu sistema Apollo, também já recebeu licenças para testar veículos autônomos em certas áreas, desenvolvendo tecnologias de sensores e piloto automático para tráfego real.
A resposta curta: ainda não completamente. O Brasil caminha para isso, mas há um caminho longo a percorrer. Aqui estão os principais pontos que ainda precisam avançar:
- Desenvolvimento de legislação específica que regule níveis mais altos de automação.
- Garantia de infraestrutura técnica e de segurança em todo o território, não apenas nos grandes centros.
- Formação de motoristas e usuários para lidar com automação — entender quando o carro deve ser assumido, como usar os sistemas, etc.
- Testes transparentes e regulamentados para demonstrar segurança estatística superior.
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Bahia se destaca em ações sustentáveis e Fenasdetran aponta caminhos para a COP30 no Brasil
A realização da COP30 no Brasil, em 2025, abre uma janela estratégica para que o país consolide sua liderança na agenda climática global. E, entre os estados que mais têm se destacado na discussão sobre o uso consciente de combustíveis e transportes, a Bahia ganha protagonismo ao sediar, no último mês de outubro, o congresso da FENASDETRAN — Federação Nacional das Associações de Detrans — em parceria com a ONU.
O encontro reforçou que o setor de trânsito tem papel central na defesa da vida, da segurança viária e também do clima. As discussões apontaram diretrizes que deverão ser levadas à COP30, com foco na transição energética e na redução de emissões de gases de efeito estufa.
Redução de combustíveis fósseis e incentivo a veículos híbridosEntre as orientações consolidadas pela Fenasdetran, a principal é a necessidade de diminuir a dependência dos combustíveis fósseis. A primeira etapa proposta prevê a ampliação do uso de veículos híbridos como estratégia inicial para reduzir em até 30% os efeitos negativos das emissões.
Segundo a entidade, essa transição gradual é essencial para que o país avance de forma consistente rumo a uma matriz de transportes mais limpa.
Transporte coletivo como eixo estratégicoA Fenasdetran também defende o fortalecimento dos sistemas de transporte coletivo, com investimentos contínuos em metrôs, VLTs e BRTs. A ampliação desses modais, afirma a entidade, não apenas reduz o volume de emissões, como melhora a mobilidade urbana e fortalece políticas públicas de desenvolvimento sustentável.
Essas medidas seguem o direcionamento de países da Ásia e de outras regiões do mundo que têm acelerado a migração para fontes de energia limpa no setor de transportes.
Brasil como liderança global na agenda do climaA entidade destaca ainda que a COP30 será um momento decisivo para o Brasil se consolidar como líder nas discussões sobre mudanças climáticas e sustentabilidade. Para isso, o país deve apresentar boas práticas e construir pontes entre governos, sociedade civil, pesquisadores e organismos internacionais.
“Os alertas que a Fenasdetran faz para a COP30 são no sentido de indicar caminhos para um clima melhor, com boas práticas de mãos dadas entre governos, sociedade civil e o papel do Brasil como líder nas discussões globais sobre mudanças climáticas e sustentabilidade”, reforça a instituição.
Energias renováveis e transição limpa no transportePara avançar nessa agenda, o direcionamento da Fenasdetran inclui esforços em áreas como:
- energias renováveis;
- biocombustíveis;
- agricultura de baixo carbono;
- políticas para transição energética no transporte;
- incentivo a fontes de energia sustentável para veículos e sistemas de mobilidade.
Essas iniciativas, segundo a entidade, são essenciais para que o Brasil aproveite a oportunidade inédita de sediar a COP30 e apresente resultados robustos, alinhados às metas globais de combate às mudanças climáticas.
O presidente da Fenasdetran, Mário Conceição, resume a relevância do momento:
“O direcionamento da Fenasdetran para os esforços em áreas como energias renováveis, biocombustíveis e agricultura de baixo carbono, além da implementação de políticas para a transição energética no transporte, será fundamental para um mundo muito melhor dentro desta discussão, com uma oportunidade única para o Brasil se posicionar como líder na agenda climática global e promover a transição energética e a sustentabilidade”.
Com as discussões avançando e o país cada vez mais presente no debate internacional, as expectativas para a COP30 são de que o Brasil consolide políticas que unam mobilidade, segurança viária e proteção ambiental — pilares essenciais para o futuro das cidades e do planeta.
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Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito: por trás dos números, a dor que não se vê
Adalgisa Lopes *
Um milhão, cento e dezenove mil. Guarde este número. Ele representa o total de vidas que o trânsito rodoviário ceifa ao redor do mundo a cada ano, segundo a ONU. Frio, impessoal e tão vasto que mal conseguimos dimensionar, este número perdeu sua capacidade de nos chocar. Morrer no trânsito tornou-se banal, uma nota de rodapé nos noticiários, um risco calculado e aceito em nosso cotidiano.
Mas por que, então, insistimos em ter um Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito?Insistimos porque é nosso dever lembrar que não estamos falando de estatística, mas de humanidade. Por trás de cada dígito, existe um rosto, uma história, uma cadeira que ficará para sempre vazia à mesa de jantar. Cada “unidade” dessa estatística era o amor da vida de alguém, o pai que ensinava a andar de bicicleta, a filha que sonhava em ser professora, o amigo cuja risada jamais será ouvida novamente.
Insistimos para expor a verdade inconveniente: o trânsito é um dos ambientes mais violentos que frequentamos. Ele mata mais que muitas guerras, mas não vemos seus responsáveis como criminosos. E quem são os algozes? Na maioria das vezes, somos nós. Eu, você. Pessoas comuns que, por um instante, julgam que uma olhada no celular, um quilômetro a mais no velocímetro ou aquela dose “inofensiva” de álcool não farão diferença. A diferença é a vida de alguém.
Ela atinge com mais força os mais frágeis. Pedestres, ciclistas, motociclistas. Atinge os que não podem comprar um carro com seis airbags e freios de última geração. Atinge, de forma brutal, nossos jovens: a maioria esmagadora das vítimas são homens entre 18 e 27 anos, futuros interrompidos no auge de sua potência.
Quando um acidente acontece, a vida não segue em frente para todos. Para a família que fica, o tempo congela. Pais enterram filhos, vivenciando a dor mais antinatural que existe. Filhos crescem com um vazio no lugar de um abraço. A estrutura emocional e financeira de uma família inteira desmorona, e essa ferida, ao contrário do que se diz, nunca cicatriza por completo.
Por isso, este dia não é apenas sobre saudade. É sobre cobrança. Sobre a urgência de exigir políticas de segurança viária que protejam vidas, e não apenas facilitem o fluxo de veículos. É sobre a necessidade de plantar a semente da educação para o trânsito desde a mais tenra idade, para que a empatia ao volante seja um reflexo, não uma opção.
Acima de tudo, este dia existe para nos arrancar da letargia.Para que olhemos para o número “1,119 milhão” e, em vez de indiferença, sintamos indignação. Que esta data nos sirva não apenas para o luto, mas para a determinação e a fúria. A determinação que gera mudança. E a fúria que nos fará, finalmente, escolher a vida todos os dias.
Adalgisa Lopes é psicóloga de Trânsito e presidente da Associação de Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (ACTRANS-MG)
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Tirar CNH sem prazo de validade? Entenda o que pode mudar no processo de habilitação
A proposta de nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que redefine o processo de formação de condutores no Brasil traz uma mudança que promete gerar muitas dúvidas — e também debates: o fim do prazo de validade do processo de habilitação.
Pela regra atual, prevista na Resolução nº 789/2020, o candidato tem até 12 meses para concluir todas as etapas exigidas, desde a abertura do processo até a aprovação nos exames teórico e prático. Caso o prazo expire, é necessário recomeçar do zero — o que significa pagar novamente taxas, realizar exames e refazer aulas.
A nova minuta, no entanto, propõe eliminar esse limite temporal. Conforme o texto, o processo permanecerá ativo por tempo indeterminado, sendo encerrado apenas em situações específicas, como a expedição da CNH, desistência do candidato ou falecimento.
FlexibilizaçãoA medida, de acordo com o governo, busca desburocratizar o sistema e reduzir custos, evitando que o candidato perca etapas já cumpridas. A proposta também permite que o processo seja transferido entre estados, com o aproveitamento das fases concluídas, o que é considerado um avanço em termos de mobilidade e digitalização do sistema.
Efeitos práticos para o candidatoNa prática, o fim do prazo pode beneficiar quem enfrenta dificuldades financeiras ou problemas de agenda para concluir o processo dentro de um ano. Por outro lado, há preocupação com a atualização do conteúdo aprendido e com a manutenção das habilidades práticas.
A minuta não esclarece se o candidato precisará refazer exames teóricos ou médicos após longos períodos de inatividade. Ou seja, quem deverá definir essa lacuna será os Detrans ou uma regulamentação complementar.
Um processo mais digital e contínuoOutro ponto relacionado é a centralização dos registros no RENACH, o que permitirá ao órgão máximo executivo de trânsito acompanhar todo o histórico do candidato, independentemente do estado.
Veja também Primeira Habilitação AND alerta para riscos na nova regulamentação da formação de condutores e recomenda ajustes à SENATRAN Primeira Habilitação Aulas práticas podem deixar de ser obrigatórias: entenda o que o governo pretende mudar para tirar a CNH CFCs O custo da vida: por que a educação no trânsito não pode ser flexibilizada às cegas Riscos da flexibilização das normasEm recente entrevista ao Portal do Trânsito, Paulo César Pêgas Ferreira, diretor-presidente do Instituto Zero Morte para a Segurança em Transportes alertou que “a proposta do governo para flexibilizar formação de condutores é uma bomba-relógio”. Conforme ele, trata-se de uma proposta “infeliz, premeditada e incoerente com as políticas de segurança viária” que o próprio governo diz adotar.
“Essa proposta ignora completamente o conceito de Visão Zero e desmonta o único processo estruturado de educação para o trânsito que existe no país”, afirmou o especialista.
A proposta ainda está em análise e poderá sofrer alterações.
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Mercado de veículos elétricos cresce quase 90% em um ano e ganha espaço entre consumidores brasileiros
O mercado brasileiro de veículos eletrificados segue em forte expansão. De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o setor registrou crescimento de 89% em 2024. Foram 177.358 unidades emplacadas, em comparação às 93.927 de 2023. Em 2025, os números continuam em ritmo acelerado. Somente até agosto, já foram 126.087 veículos eletrificados vendidos, o que representa 9,4% de participação no mercado automotivo leve do país. Em maio, o Brasil atingiu a marca de 16.641 unidades comercializadas em apenas um mês, consolidando recordes de vendas consecutivos.
Os veículos eletrificados, que englobam modelos híbridos e 100% elétricos, chamam a atenção pela eficiência energética, menor custo de manutenção e baixa emissão de poluentes.Quando comparados aos motores de combustão tradicionais, que têm aproveitamento médio de apenas 30% devido ao calor e atrito excessivos, os modelos elétricos oferecem melhor desempenho e uso de energia. Além disso, emitem pouco ou nenhum gás de efeito estufa e ruídos.
Segundo Gyovanna Alves e Silva Oliveira, coordenadora do curso de Engenharia Mecânica da Faculdade Anhanguera, embora a modalidade seja promissora, ainda existem desafios importantes.
“Apesar das vantagens ambientais e econômicas, é preciso considerar toda a cadeia, desde a produção até o descarte das baterias, que ainda gera impactos relevantes. Há propostas de reaproveitamento, como uso em sistemas de energia para edifícios, mas isso não elimina a preocupação com resíduos. Além disso, o Brasil ainda precisa expandir a infraestrutura de recarga e diversificar as opções acessíveis ao consumidor”, avalia.
Mesmo diante dessas barreiras, a docente acredita que a tendência é de consolidação. “Os números mostram que o interesse dos brasileiros cresce a cada ano. Com a chegada de novos modelos e preços mais competitivos, somados a políticas de incentivo e campanhas de conscientização, os veículos elétricos devem ocupar cada vez mais espaço no mercado automotivo nacional”, conclui a docente.
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Dirigir sob chuva forte: PRVias alerta motoristas e dá dicas para evitar sinistros nas rodovias
Quando o tempo fecha, a atenção no volante precisa ser redobrada. A PRVias, empresa do grupo Motiva, emitiu um alerta aos motoristas sobre os cuidados necessários ao dirigir sob chuvas fortes nas rodovias paranaenses. A concessionária, responsável pela administração de 569 quilômetros de estradas, reforça que o excesso de velocidade e a falta de atenção estão entre as principais causas de acidentes em dias de chuva. “Ao seguir essas orientações, o motorista está preservando não somente a vida dele, mas também a de outras pessoas”, destaca Arrison Szesz, gerente de Operações da PRVias.
“Nossas equipes de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e de tráfego atuam ininterruptamente, atentas a qualquer ocorrência, especialmente em períodos de instabilidade climática.”
Dicas da PRVias para dirigir com segurança sob chuvaA concessionária orienta que os condutores adotem medidas simples, mas eficazes, para garantir uma viagem mais segura mesmo com pista molhada:
- Mantenha o farol aceso durante todo o trajeto
A luz auxilia na visibilidade, tanto para o motorista quanto para os veículos que trafegam em sentido contrário. - Verifique o limpador de para-brisa
Palhetas desgastadas reduzem a eficiência da limpeza e prejudicam a visão. A revisão periódica do sistema é essencial. - Avalie o estado dos pneus
Use o marcador TWI (Tread Wear Indicator) como referência. Se o desgaste da borracha estiver no mesmo nível do marcador, é hora de substituir o pneu. - Evite parar no acostamento
Caso precise interromper a viagem, procure um local seguro como um posto de combustível, restaurante ou ponto de apoio — nunca pare na beira da rodovia. - Aumente a distância do veículo à frente
Em pista molhada, o espaço para frenagem deve ser maior. Assim, há tempo suficiente para desviar ou reagir a imprevistos. - Reduza a velocidade
A pressa é inimiga da segurança. Diminuir a velocidade ajuda a evitar a aquaplanagem, situação em que o carro perde o contato com o asfalto.
Além das orientações, a PRVias lembra que oferece atendimento gratuito 24 horas por meio do telefone 0800 376 0000, disponível para informações sobre condições de tráfego e emergências.
A concessionária também conta com 13 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) distribuídas ao longo das rodovias. Cada unidade dispõe de totem de autoatendimento, wifi gratuito, banheiros, fraldário, água potável e espaço para descanso, garantindo conforto e segurança aos usuários.
A importância de dirigir com prudênciaDirigir sob chuva exige paciência e preparo. A combinação de pista escorregadia, visibilidade reduzida e comportamento de risco é uma das principais causas de acidentes nas estradas brasileiras. Segundo especialistas em segurança viária, o respeito aos limites de velocidade e a manutenção preventiva do veículo são atitudes que salvam vidas.
Com a chegada do período chuvoso, o alerta da PRVias reforça uma mensagem fundamental: prudência é o melhor seguro para quem está ao volante.
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Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito: especialista alerta para riscos de afrouxar regras e medidas para salvar vidas
O trânsito brasileiro permanece entre os mais perigosos do mundo, com mais de 35 mil mortes registradas em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. Para o especialista Celso Mariano, as causas vão além da imprudência individual e envolvem falhas estruturais, culturais e políticas, e qualquer tentativa de afrouxar regras de habilitação pode agravar ainda mais essa tragédia.
“O trânsito seguro não depende apenas da educação do condutor. Estradas mal conservadas, sinalização inadequada e ausência de ciclovias aumentam o risco de acidentes. E se ainda afrouxarmos regras para habilitação, corremos o risco de colocar nas ruas motoristas menos preparados, aumentando vítimas e feridos”, alerta Mariano.
Segundo o especialista, problemas como buracos, iluminação deficiente, faixas de pedestre mal posicionadas e falta de ciclovias contribuem diretamente para acidentes graves, principalmente envolvendo pedestres, ciclistas e motociclistas. Ele reforça que investir em infraestrutura é tão essencial quanto conscientizar os condutores.
“Não basta orientar os motoristas. É preciso investir em vias planejadas, seguras e acessíveis, que protejam todos os usuários do trânsito. Afrouxar regras na formação de condutores seria um passo na direção contrária à segurança”, afirma Mariano.
Além da infraestrutura, comportamento cultural e hábitos de risco ainda contribuem significativamente para mortes no trânsito. Velocidade acima do limite, ultrapassagens perigosas, uso de celular ao volante e desrespeito à sinalização refletem uma cultura de impunidade, que pode se agravar se motoristas menos preparados forem liberados com facilidade.
“Grande parte das mortes acontece porque as pessoas ainda desrespeitam regras básicas, como limite de velocidade, uso do cinto e respeito ao pedestre. Se condutores menos preparados forem liberados com facilidade, veremos ainda mais acidentes graves e fatais”, explica Mariano.
A legislação brasileira evoluiu, mas a fiscalização insuficiente e a demora na aplicação de penalidades reduzem sua eficácia.Para Mariano, flexibilizar regras de habilitação, como reduzir aulas práticas ou dispensar exames, é uma temeridade que ameaça reverter avanços conquistados em segurança viária.
“Leis existem, mas se não houver fiscalização efetiva e condutores bem preparados, elas pouco adiantam. Afrouxar a formação de motoristas é um risco desnecessário para toda a sociedade”, reforça o especialista.
O impacto humano dessas mortes é profundo. Cada vítima representa uma família destruída, amigos traumatizados e altos custos sociais e econômicos, desde gastos com saúde até perda de produtividade. O Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito, celebrado em 16 de novembro, lembra que não se trata apenas de números, mas de vidas humanas, e que a prevenção é responsabilidade coletiva.
“O Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito é uma oportunidade para refletir sobre o que estamos fazendo para reduzir acidentes. Não basta lembrar; é preciso agir para que menos pessoas sofram com acidentes evitáveis”, reforça Mariano.
Entre as soluções apontadas pelo especialista estão:- Infraestrutura segura: iluminação adequada, faixas de pedestre bem posicionadas, ciclovias e acostamentos protegidos;
- Formação rigorosa de condutores: garantindo que todos estejam devidamente preparados antes de obter a CNH;
- Educação no trânsito desde a infância: reforçando respeito às regras, comportamento responsável e cultura de segurança;
- Fiscalização contínua e uso de tecnologia: radares educativos, monitoramento de velocidade e sistemas inteligentes de trânsito;
- Políticas públicas integradas: transporte público eficiente, engenharia de tráfego, campanhas educativas contínuas e fiscalização efetiva.
“A redução de mortes no trânsito depende de políticas consistentes, fiscalização e formação adequada de condutores. Afrouxar regras seria um retrocesso perigoso. Cada medida aplicada com seriedade tem potencial para salvar vidas”, conclui Celso Mariano.
O especialista reforça que, sem medidas coordenadas e condutores bem preparados, o Brasil continuará registrando milhares de mortes todos os anos. O Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito, em 16 de novembro, serve como alerta e compromisso. Tanto governos, sociedade e motoristas devem se unir para prevenir acidentes e salvar vidas. Assim, lembrando que é possível evitar a perda de vidas com políticas sérias e prevenção adequada.
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Comissão aprova projeto que obriga montadoras a divulgar ações sobre redução de acidentes
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga fabricantes e montadoras de veículos a fornecerem ao comprador, no ato da venda, informações sobre metas e ações do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).
Pelo texto, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), as informações deverão ser inseridas no manual em que já constam informações sobre regras de circulação, infrações, direção defensiva, primeiros socorros, entre outras.
Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Rubens Otoni (PT-GO), ao Projeto de Lei (PL) 1581/19, do deputado João H. Campos (PSB-PE). O novo texto proposto pelo relator exige que montadoras, encarroçadoras, importadoras e fabricantes forneçam as informações do Pnatrans por meio do manual do veículo.
“Entendemos que é importante que os condutores sejam informados e conscientizados das ações do Pnatrans, especialmente sobre educação no trânsito, segurança veicular e boas práticas ao dirigir”, disse o relator.
O texto aprovado prevê ainda que o manual pode ter um QR Code para um site do governo federal com informações atualizadas sobre o Pnatrans. “Com a previsão de que será possível acessar as informações via QR Code, entendemos ser desnecessária a penalidade de multa prevista no projeto original”.
A matéria já passou pelas comissões de Desenvolvimento Econômico e de Indústria, Comércio e Serviços, e teve rejeição em ambas.
Próximas etapasA proposta passará por análise, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ter a aprovação da Câmara e do Senado.
As informações são da Agência Câmara de Notícias
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Transformação digital: o que muda no mercado de seguros?
A forma como lidamos com carro, dinheiro e até com o que consumimos está passando por uma revolução. Com isso, a tecnologia acelerou tudo e o consumidor de hoje não quer apenas se deslocar de um ponto a outro. Ele quer praticidade, segurança, economia e soluções que façam sentido no seu estilo de vida.
Dirigir já não é só sobre estar ao volante. Envolve planejamento financeiro, proteção do patrimônio e escolhas mais conscientes sobre onde investir.
Nesse caminho, os serviços digitais se tornaram grandes aliados. Afinal de contas, eles resolvem problemas rapidamente, simplificam processos e deixam tudo mais acessível.
Essa mudança tem puxado dois movimentos muito fortes no mercado. De um lado, os seguros automotivos online, que oferecem contratação sem burocracia e atendimento mais ágil.
De outro, negócios que crescem com propósito, como franquia de cosméticos voltada para um público mais conectado, que busca praticidade, valores sustentáveis e boa experiência de compra. No fim das contas, o que está acontecendo é simples: o consumidor mudou e as empresas que acompanham essa evolução conseguem se destacar com muito mais facilidade.
Ambos refletem o mesmo comportamento: um consumidor que busca controle, independência e soluções alinhadas aos seus valores, seja ao proteger o carro, seja ao empreender de forma inteligente e sustentável.
A transformação digital no mercado de seguros e a era da conveniênciaA transformação digital no mercado de seguros está revolucionando clientes e negócios.
Os seguros de automóveis estão passando por uma transformação significativa. Até recentemente, adquirir uma apólice significava enfrentar muita burocracia: cotações demoradas, intermediários e uma quantidade excessiva de documentos.
No entanto, essa situação mudou com a popularização das plataformas digitais. Hoje, tarefas como comparar e contratar o melhor seguro online para carros se tornaram muito mais rápidas, fáceis e personalizadas.
Afinal, as insurtechs estão facilitando o acesso à proteção veicular ao disponibilizar cotações em tempo real, planos personalizados e atendimento por meio de aplicativos.
Com essas ferramentas, o motorista tem a opção de escolher coberturas específicas, acompanhar sinistros e até pedir o guincho com apenas alguns cliques. E mais: o processo é totalmente digital, o que reduz custos e aumenta a transparência
Proteção inteligente: comparando os melhores seguros de carros onlineO aumento da conectividade também transformou o comportamento do consumidor. Hoje, o motorista não busca apenas o preço mais baixo, mas sim o melhor custo-benefício, combinando coberturas úteis com atendimento eficiente.
Dentre as plataformas para encontrar os melhores seguros de carro online, as principais são aquelas que utilizam algoritmos de comparação e análise de risco, apresentando as opções mais vantajosas em questão de segundos.
Além disso, o conceito de seguro está se transformando: aparecem planos por assinatura, com pagamento mensal e cancelamento sem penalidade, além de seguros sob demanda, direcionados a motoristas que utilizam o veículo apenas em ocasiões específicas.
Essa adaptabilidade se alinha perfeitamente ao novo perfil do motorista urbano: mais conectado, econômico e consciente das consequências de suas decisões.
A personalização é outro aspecto relevante, uma vez que muitos motoristas, em especial os que residem em grandes centros urbanos, recorrem a aplicativos de mobilidade e acabam dirigindo menos.
Para esse grupo, é fundamental ter um seguro ajustado à quilometragem rodada. Enquanto para os viajantes habituais, coberturas mais abrangentes e serviços de assistência disponíveis 24 horas proporcionam maior tranquilidade e proteção.
Consumo consciente e novas formas de locomoçãoO consumo consciente está cada vez mais relacionado à mobilidade urbana. A escolha de um carro, o uso compartilhado de veículos e a contratação de serviços digitais seguem uma mesma lógica: gastar de maneira inteligente e com propósito.
Mas esse fenômeno não se restringe somente ao setor automotivo, ele reflete um padrão que afeta todos os segmentos. Isso acontece porque o consumidor atual não quer apenas comprar ou dirigir, ele também procura se identificar com suas decisões.
Ao escolher um carro elétrico ou um seguro inteligente, a experiência e a transparência são o que realmente importa. Essa mudança de mentalidade marca uma nova fase do consumo, em que confiança e propósito caminham lado a lado.
Tecnologia e confiança: pilares de um novo mercado automotivoA tecnologia passou a ser o principal parceiro da segurança viária e também da gestão financeira pessoal.
Com o auxílio de dispositivos de monitoramento, como rastreadores e aplicativos de telemetria, as seguradoras têm a capacidade de oferecer planos personalizados de acordo com o estilo de direção do usuário.
Esses dados diminuem despesas e recompensam motoristas que dirigem com responsabilidade.
Além disso, o progresso da inteligência artificial em plataformas de atendimento possibilita respostas imediatas e assistência humanizada, mesmo em interações digitais.
Como resultado, há um mercado de seguros mais dinâmico e acessível, pronto para atender às demandas emergentes da mobilidade urbana.
Essa combinação de dados e personalização está transformando o futuro do trânsito, com veículos conectados, seguros inteligentes, assim como motoristas mais responsáveis, criando um ecossistema em que a prevenção é tão importante quanto a segurança.
Transformação digital no mercado de seguros: o futuro do trânsito é digital e cada vez mais conscienteO trânsito do futuro será mais integrado, sustentável e inteligente, o que abrange também a maneira como contratamos, administramos e usamos nossos seguros.
A transformação digital no mercado de seguros proporcionou ao motorista contemporâneo o que antes era um privilégio de poucos: a liberdade para comparar coberturas, personalizar planos de acordo com o uso do veículo e receber suporte instantâneo na palma da mão.
Além de proteger o veículo, o seguro digital simboliza uma nova abordagem, fundamentada na conveniência, personalização e consciência do próprio consumo.
Em resumo, espera-se um futuro em que mobilidade e segurança coexistem, sendo impulsionados pela inovação, transparência e por um novo perfil de consumidor que entende que cuidar do carro é também uma forma de cuidar de si e dos outros ao seu redor!
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PL propõe cassar CNH de quem for flagrado abandonando animais com uso de veículo automotor
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 5384/2025, de autoria do deputado Geraldo Mendes (UNIÃO/PR), que propõe uma nova penalidade no Código de Trânsito Brasileiro (CTB): a cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de condutores que forem flagrados abandonando animais utilizando veículos automotores.
A proposta insere o artigo 263-A no CTB (Lei nº 9.503/1997), estabelecendo que será cassado o direito de dirigir do condutor que usar um veículo para abandonar um animal em via pública, zona rural ou outro local inadequado. A comprovação do ato poderá ocorrer por meio de imagens, flagrante ou auto de infração lavrado por autoridade competente.
O texto também define que a cassação não exclui outras formas de responsabilização — penal e civil — previstas na Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). Assim, além de perder o direito de dirigir, o infrator ainda poderá responder por crime ambiental, que prevê detenção de até cinco anos e multa.
De acordo com o projeto, caberá ao órgão executivo de trânsito instaurar processo administrativo após a comunicação da autoridade policial ou ambiental competente. O objetivo é dar segurança jurídica e garantir que se aplique a penalidade mediante provas formais e dentro do devido processo legal.
Abandono de animais e segurança no trânsitoNa justificativa, o deputado Geraldo Mendes afirma que o abandono de animais é “uma das práticas mais cruéis e recorrentes do país” e que, muitas vezes, comete-se com o uso de veículos automotores. Segundo ele, o ato não causa apenas sofrimento aos animais, mas também coloca em risco a segurança viária, especialmente em rodovias e áreas urbanas de tráfego intenso.
“Cães, gatos e outros animais abandonados às margens de estradas ou nas ruas acabam provocando acidentes, às vezes fatais, ao atravessarem repentinamente as pistas”, destaca o parlamentar. “Por isso, além de uma questão de proteção animal, trata-se também de uma medida de segurança no trânsito”, acrescenta.
A proposta busca, portanto, integrar as políticas de trânsito com a proteção ambiental, criando um elo entre o CTB e a Lei de Crimes Ambientais. Mendes argumenta que a cassação da CNH seria uma resposta proporcional à gravidade do ato e teria também caráter educativo, reforçando a responsabilidade de quem conduz um veículo.
Penalidade mais severa e caráter educativoHoje, considera-se o abandono de animais crime ambiental, mas não há previsão no CTB de penalidade específica para condutores que utilizam o veículo como instrumento do crime. Caso aprovado, o PL 5384/2025 preencherá essa lacuna, estabelecendo sanção direta no campo do trânsito.
A cassação da CNH é uma das punições mais severas previstas no sistema brasileiro. Ou seja, ela implica a perda total do direito de dirigir, exigindo novo processo de habilitação após o prazo determinado pela autoridade de trânsito, que pode chegar a dois anos.
Ao incluir o abandono de animais entre os motivos para essa penalidade, o projeto reforça a ideia de que o trânsito deve ser entendido como um espaço de convivência social responsável e ética, não apenas de circulação de veículos.
Avanço civilizatório e proteção integradaO texto do deputado Geraldo Mendes descreve o projeto como juridicamente viável, socialmente justo bem como tecnicamente compatível com o ordenamento jurídico atual. Ele ressalta que a medida representa um avanço civilizatório, ao promover a coerência entre diferentes áreas da legislação: proteção animal, segurança pública e trânsito.
“Trata-se de uma resposta firme e necessária a uma conduta que, além de cruel, ameaça a segurança coletiva. O Estado brasileiro precisa sinalizar que o abandono de animais é inaceitável sob qualquer circunstância”, conclui o parlamentar na justificativa.
O Projeto de Lei 5384/2025 ainda passará por análise nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação em plenário.
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Veículos elétricos e híbridos: o que muda na rotina, frequência e custo da manutenção
A venda de veículos eletrificados avança no Brasil, demonstrando que a confiança do consumidor brasileiro na tecnologia segue aumentando. Com mais motoristas dirigindo veículos elétricos e híbridos ou dispostos a comprar um, as dúvidas agora se voltam à manutenção. Agora, os consumidores buscam saber o que muda em termos de cuidado dos carros comparativamente aos movidos a combustão. Segundo a Osten Motors – operação de concessionárias da Osten Group, um dos principais grupos automotivos do mercado premium –, as dúvidas dos consumidores ainda são muito frequentes, e as principais se referem à frequência das revisões, aos itens a serem inspecionados e às peças a serem substituídas.
“A eletrificação automotiva representa um novo paradigma em termos de manutenção preventiva. E os consumidores ainda estão buscando entender e se adaptar a essa mudança”, afirma Caroline Rocha, Gerente Regional de Pós-Venda da Osten Motors.
No caso dos modelos 100% elétricos, ela explica que eles possuem uma quantidade muito menor de componentes mecânicos que devem ser inspecionados. Também o número daqueles que precisam ser substituídos é inferior. “Isso se reflete na menor frequência com que o veículo deve ser levado à concessionária, no tempo necessário para que o serviço seja realizado e até nas despesas envolvidas com a substituição de itens obrigatórios, que chegam a ser até 50% menores”, conta Caroline.
Ela destaca que cada montadora tem um esquema próprio de manutenção, e isso exige uma mudança no mind set dos proprietários.No caso de modelos 100% elétricos da BYD, como o Dolphin, Dolphin Mini, Yuan e o Seal, a manutenção deve ser realizada no prazo de 12 meses ou a cada 20 mil km. Ou seja, o dobro do prazo indicado para os veículos a combustão.
“Com menos itens a serem verificados e substituídos, o tempo in box é substancialmente reduzido. Além disso, o veículo fica disponível para o cliente em cerca de 2,5 horas”, informa Eduardo Santos, Gerente de Pós-Vendas da BYD Osten. Ele destaca que, conforme o manual do proprietário, nas manutenções ímpares, apenas o filtro do ar-condicionado é substituído. Já nas manutenções pares, além desse filtro, são trocados apenas os fluídos de freio e de transmissão.
Já para os modelos híbridos da montadora chinesa – incluindo a linha Song, o King e o Shark –, a manutenção preventiva deve ocorrer a cada 12 mil km ou 12 meses. Santos ressalta que, embora a frequência seja menor quando comparada a veículos a combustão, o tempo de parada é praticamente o mesmo, porque o número de componentes é maior do que nos veículos elétricos.
Já nos modelos da BMW, a estratégia adotada para determinar a frequência de manutenções preventivas é diferente de qualquer outra montadora do mercado. Ela segue o padrão dos modelos a combustão da marca. Isso porque não há um prazo definido para a realização da revisão. Ou seja, o momento adequado é indicado por meio de um software embarcado, o Condition Based Service (CBS). “A forma como o veículo é utilizado é o fator determinante do prazo para realização da manutenção”, observa Marcelo Tavares, Gerente de Pós-Vendas da BWM Osten – Barra Funda.
“Se tomarmos como referência dois proprietários de um mesmo modelo de BMW que rodam cerca de 50 km por dia, a necessidade de manutenção de cada veículo será diferente, dependendo de fatores como o trajeto que eles realizam, se circulam em um centro urbano ou na estrada, e das condições do trânsito”, explica.
Aviso do veículoNesse caso, o próprio automóvel, por meio de sensores e de conexão com o sistema central da BMW, indicará quando a manutenção deve ser feita. “Em média, as paradas preventivas dos carros elétricos da BMW ocorrem a cada dois anos. Já os modelos híbridos vão realizar a manutenção de acordo com o CBS pelo menos uma vez por ano. Dessa forma, variando um pouco de acordo com a forma de utilização do veículos”, afirma.
A maneira como o veículo é utilizado também é um fator determinante do tempo que ele ficará parado no box. Tavares conta que há proprietários de modelos híbridos que abastecem muito pouco seus veículos, optando por rodar com energia elétrica. “Nesses casos, a vida útil dos componentes do motor a combustão é prolongada. Assim, diminuindo a frequência da sua substituição e, consequentemente, reduzindo a estadia na concessionária. Tudo isso é determinado por software, que analisa e define o melhor momento para que a manutenção ocorra.”
Uma dúvida frequente, entre os motoristas de veículos eletrificados, de qualquer que seja a montadora, refere-se às configurações do carro. Embora o proprietário receba todas as informações quando retira o veículo da concessionária, as dúvidas surgem com o passar dos dias.
Dúvidas são frequentesEduardo Santos, Gerente de Pós-Vendas da BYD Osten, afirma que as dúvidas sobre as configurações do carro respondem pela maior parte das vezes que o cliente do veículo eletrificado busca o pós-vendas.
“Os carros elétricos são como os telefones celulares: no uso diário, apenas as funções básicas são necessárias. Por isso, surgem dúvidas quando o cliente quer acessar um recurso adicional.”
Embora as interfaces estejam cada vez mais amigáveis, nem todo mundo tem a mesma facilidade. Santos conta que as dúvidas vão desde uma luz que não acende em determinada situação, ao travamento das portas, que não ocorre como desejado, até o controle do ar-condicionado. “As montadores atualizam frequentemente a interface com os usuários para simplificar o acesso a todas as funcionalidades disponíveis. Mas, se mesmo assim, o cliente tiver alguma dificuldade ao navegar na central multimídia, basta procurar uma concessionária Osten que nossos consultores terão muito prazer em ajudar no que for preciso”, conclui.
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UNICA defende início imediato da transição com combustíveis sustentáveis na COP30
Na COP30, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) sustenta que a transição energética global precisa sair do discurso e entrar na fase de execução imediata, começando pelo que já está disponível em escala competitiva. A entidade defende que os sustainable fuels — em especial os biocombustíveis — são o caminho prático e comprovado para reduzir emissões no curto prazo e viabilizar o cumprimento das metas do Global Stocktake, que prevê triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030.
Transitioning away from fossil fuelsAo longo das negociações em Belém, ganha força a agenda de transitioning away from fossil fuels — a transição organizada para longe dos combustíveis fósseis. Nesse debate, o Belém 4X Pledge on Sustainable Fuels (Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis) se consolida como uma verdadeira plataforma de implementação. Dessa forma, oferecendo diretrizes para políticas públicas integradas, mobilização de investimentos e expansão de rotas tecnológicas maduras. Entre essas rotas estão os mandatos de mistura (blending), o Sustainable Aviation Fuel (SAF), os biocombustíveis para o setor marítimo e soluções de economia circular. Ou seja, esses são capazes de ampliar eficiência e impacto climático positivo já no curto prazo.
A entidade defende que a transição deve começar agora com o que está pronto, seguro e escalável.
“A COP30 marca uma mudança de fase. O clima não pode esperar por soluções que ainda dependem de décadas de maturação. O mundo precisa, agora, daquilo que já entrega redução de emissões em escala e é exatamente isso que os biocombustíveis oferecem. O etanol brasileiro é uma das rotas mais eficientes e acessíveis de descarbonização disponíveis hoje”, afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA.
Gussi ressalta que o Brasil reúne condições únicas para liderar essa agenda ao combinar produtividade agrícola, inovação tecnológica e governança socioambiental robusta. “O Brasil possui políticas públicas consolidadas, auditorias independentes, rastreabilidade total da cadeia e salvaguardas socioambientais reconhecidas internacionalmente. É uma base sólida que garante produção sustentável, amplia competitividade e inspira outros países a avançarem na transição energética. Temos capacidade real de contribuir de forma decisiva para as metas do Acordo de Paris”, conclui.
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Segurança no transporte escolar: o que motoristas e pais precisam saber para proteger as crianças
Mesmo com a proximidade do final do ano letivo, o Portal do Trânsito traz um alerta que precisa estar sempre presente: a segurança das crianças no transporte escolar. De acordo com a NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), agência norte-americana responsável pela segurança no trânsito, os ônibus escolares estão entre os veículos mais regulamentados e seguros das vias públicas, projetados para prevenir sinistros e reduzir ferimentos em caso de colisão.
Mesmo assim, especialistas reforçam que a segurança dos pequenos não depende apenas da robustez do veículo, mas também do comportamento dos motoristas e da educação das famílias.
“O transporte escolar é seguro quando todos os envolvidos cumprem o seu papel — motoristas, pais, escolas e, claro, as próprias crianças”, comenta o especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito.
A importância da conscientização dos paisDe acordo com a NHTSA, os motoristas têm papel essencial na prevenção de acidentes envolvendo ônibus escolares. No entanto, a segurança no transporte escolar também começa dentro de casa. Conforme o órgão, pais e responsáveis devem orientar seus filhos sobre como agir antes, durante e depois das viagens de ônibus.
As recomendações são simples, mas eficazes:
- Manter-se a uma distância de cerca de três metros (ou cinco passos largos) do meio-fio, evitando aproximação desnecessária do tráfego.
- Esperar o motorista sinalizar que é seguro embarcar antes de subir no ônibus.
- Uma vez a bordo, sentar-se rapidamente e olhar para a frente durante o trajeto.
- Ao desembarcar, esperar o ônibus parar completamente, olhar para a esquerda, direita e novamente para a esquerda antes de atravessar a rua.
Celso Mariano reforça que a educação no trânsito começa desde cedo. “Quando ensinamos uma criança a respeitar sinais, esperar o veículo parar e atravessar com segurança, estamos formando futuros condutores e pedestres mais conscientes”, explica.
A realidade brasileira: desafios e exemplosNo Brasil, embora os ônibus escolares sigam normas rigorosas de segurança — como o uso obrigatório de cinto de segurança, inspeções regulares e identificação padronizada —, a imprudência de motoristas de outros veículos ainda é um grande problema.
Casos de motoristas que não respeitam a parada de ônibus escolares são recorrentes. Em muitas cidades, faltam sinalizações adequadas, faixas de pedestres bem demarcadas e campanhas educativas contínuas.
“A travessia de uma criança sempre requer atenção máxima. Mesmo que a legislação brasileira imponha regras claras, a aplicação delas depende da consciência coletiva. É preciso empatia — lembrar que atrás daquele sinal de parada há uma vida em formação”, reforça Mariano.
Educação e respeito: pilares da segurança no entorno escolarGarantir a segurança das crianças vai muito além das normas. É um compromisso social que envolve escolas, motoristas, autoridades e famílias. Campanhas educativas permanentes, como as promovidas pela NHTSA e por órgãos de trânsito brasileiros, ajudam a criar uma cultura de respeito e responsabilidade.
Como resume o especialista, “o trânsito é o maior espaço coletivo que temos, e é nele que se revela o grau de civilidade de uma sociedade. Respeitar o ônibus escolar é respeitar o futuro”.
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STF mantém suspensão de lei que regulamenta mototáxi em SP
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana manter a suspensão da lei do estado de São Paulo que regulamentou o transporte remunerado de passageiros por meio de aplicativos de mototáxi.
Durante o julgamento virtual, a maioria dos ministros da Corte validou a decisão individual do relator, ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a norma estadual. A lei estabeleceu que os municípios do estado têm competência para regulamentar a prestação do serviço.
Em setembro deste ano, o ministro atendeu ao pedido de liminar feito pela Confederação Nacional de Serviços (CNS). De acordo com a entidade, somente o Congresso pode legislar sobre matérias de trânsito e transporte.
Veja também Mobilidade e Tecnologia Rio será primeira cidade no país a monitorar motociclistas de app Conscientização “Doutor no Trânsito”: médico lança assistente virtual gratuito para motoristas e passageiros Notícias Mototáxi por aplicativos é tragédia anunciada, diz pesquisador do Ipea Ao analisar o caso, Moraes concordou com os argumentos e suspendeu a lei paulista.“Tenho, assim, por aplicável ao caso os precedentes deste Supremo Tribunal Federal que censuram legislações locais editadas como escopo de regulamentar serviços de transporte urbano em contrariedade, ou sem o respaldo, de legislação federal”, disse o ministro.
Na sessão virtual, acompanharam o voto do relator os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia, André Mendonça, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
As informações são da Agência Brasil
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“Os Eleitos 2025”: donos de carros apontam os modelos mais bem avaliados do Brasil
A premiação “Os Eleitos 2025”, promovida pela plataforma QUATRO RODAS da Editora Abril, ouviu mais de 9 000 proprietários de veículos no Brasil para mapear qual carro mais satisfaz os seus donos. A pesquisa abrange modelos em oito categorias — hatches compactos, sedãs compactos, sedãs médios, SUVs compactos, SUVs médios, SUVs grandes, picapes intermediárias e picapes médias — além de conceder duas premiações especiais: o Grande Campeão (modelo com maior pontuação entre todos) e o prêmio de melhor pós‑venda para as marcas.
Para garantir confiabilidade, o levantamento exigiu dos participantes o CPF e a placa do veículo para validar a propriedade, adotando método semelhante ao que exige Renavam até 2023, e descartou respostas de modelos com pouco volume de avaliações. Os donos avaliaram seus carros em 23 itens distribuídos em 9 categorias (custos, confiança na marca, design/modelo, desempenho, segurança, dirigibilidade, conforto, manutenção) e o pós‑venda em 8 pontos.
Os índices obtidos seguem uma escala em que valores acima de 100,9 indicam que o veículo superou as expectativas dos proprietários; entre 100,3 e 100,9 o carro correspondeu ao esperado; e abaixo de 100,3 sinalizam alguma insatisfação.
Principais vencedores por categoria- Na categoria Hatches Compactos, o modelo destaque foi o Renault Kwid. Ele obteve nota 9,20 tanto no consumo urbano como rodoviário, e 9,09 no pacote de equipamentos — embora tenha sido criticado pelo ruído interno (nota 7,30) e desempenho em ultrapassagem (7,55).
- Em Sedãs Compactos, o vencedor foi o Volkswagen Virtus, pelo segundo ano consecutivo. Entre os destaques estão nota 9,83 para espaço interno, e 9,54 para consumo rodoviário — mas o acabamento interno recebeu apenas 7,13.
- Na faixa de Sedãs Médios, o campeão foi o BYD Seal, demonstrando a entrada da marca chinesa com força no segmento. O design recebeu nota 9,92, arrancadas 9,95… porém o valor de revenda ficou em 6,69 e o seguro em 8,15.
- Para SUVs Compactos, o destaque foi o Jeep Renegade. Ele obteve 9,60 no pacote de segurança e 9,48 no desempenho em ultrapassagens — embora tenha sido criticado quanto ao porta‑malas (nota 7,47) e à desvalorização (7,39).
- Na categoria de SUVs Médios, o vencedor foi o Jeep Compass. O que chamou atenção foi o equilíbrio geral – não apareceu como o melhor em todos os quesitos, mas mostrou consistência em segurança (9,54), materiais (9,23) e assistência à condução (9,55). Por outro lado, consumos urbanos (6,54) e revenda (6,69) foram pontos de insatisfação.
- No segmento de SUVs Grandes, o vencedor — e Grande Campeão da pesquisa — foi o Jeep Commander. O modelo atingiu índice final de 101,31 pontos — o mais alto da edição. Seus destaques: nota 9,75 para espaço interno, 9,79 para porta‑malas, 9,64 para segurança e 9,68 para facilidade de uso dos comandos. Seus pontos mais fracos: revenda (6,57) e disponibilidade de peças (7,11).
- Na categoria de Picapes Intermediárias, o vencedor foi o Ram Rampage. Os proprietários elogiaram acabamento (9,44), equipamentos de segurança (9,79) e design (9,68). Entretanto, seguro (7,86) e revenda (7,05) ficaram como pontos de atenção.
- E nas Picapes Médias, o campeão continuou sendo o Ford Ranger — título que acumula pelo terceiro ano consecutivo. Notas altas em modernidade (9,33) e equipamentos de segurança (9,76) contrastaram com consumo urbano (6,71) e custo de peças (7,49).
No quesito atender bem após a compra, a marca Jeep se destacou, conquistando o primeiro lugar no ranking de pós‑venda. O atendimento recebeu nota 9,10 e a pontualidade na entrega, 9,14. Os aspectos mais criticados foram os preços dos serviços (nota 7,54) e custo/benefício (8,02).
Reflexões para o consumidor e para o setorOs resultados da pesquisa são bastante relevantes tanto para quem está pensando em comprar um carro, quanto para quem acompanha o mercado automotivo. Afinal, não se trata apenas de ficha técnica ou marketing: é a experiência real do proprietário que está sendo avaliada. Modelos como o Jeep Commander ou o Virtus se destacam justamente porque combinam “bom em muitos aspectos” — e não apenas em um ou outro.
De acordo com o setor, o levantamento mostra que custos de uso, revenda e disponibilidade de peças continuam sendo gargalos para vários segmentos. Mesmo modelos que vencem em sua categoria ainda recebem notas baixas em revenda ou manutenção — um alerta para fabricantes e revendedores.
Para o consumidor, vale atentar não apenas às categorias tradicionais (consumo, desempenho, espaço), mas à experiência pós‑compra: valores com seguro, peças, revenda, atendimento da marca. Esses quesitos aparecem claramente na pesquisa como diferenciadores.
Em resumo: a edição “Os Eleitos 2025” reforça que qualidade percebida vai muito além da marca ou do prestígio — passa por equilíbrio entre o que o carro entrega no dia‑a‑dia e o quanto custa mantê‑lo. Marcas como Renault, Ford, Volkswagen, Ram, BYD e Jeep são mencionadas com destaque, mas cada uma com seus pontos fortes e fracos.
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Exames médicos e psicológicos com novas regras: veja o que pode mudar para quem vai tirar a CNH
Os exames de aptidão física e mental e o exame psicológico, etapas obrigatórias do processo de habilitação, podem passar por mudanças significativas caso seja aprovada a nova minuta de resolução que pretende substituir a Resolução nº 789/2020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
O documento bastante polêmico, que reestrutura o processo de formação de condutores, introduz novas regras para a realização, escolha de profissionais, recursos e dispensa dos exames. Conforme o Ministério dos Transportes, as alterações têm como objetivo tornar o procedimento menos burocrático.
Livre escolha de médicos e psicólogos credenciadosPela minuta, o candidato poderá escolher livremente os profissionais responsáveis pela avaliação médica e psicológica, desde que estejam credenciados junto ao órgão ou entidade executivo de trânsito. Será possível fazer a seleção entre peritos que atuam no município de residência ou domicílio do candidato.
Na prática, isso significa que não serão mais os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) que escolherão a clínica que o cidadão fará o exame, o próprio motorista poderá fazê-lo, podendo optar por qualquer profissional habilitado no sistema.
O texto também reforça que os resultados devem ser lançados eletronicamente no Registro Nacional de Condutores Habilitados (RENACH), o que permitirá o acompanhamento do processo de forma digital.
Veja também Primeira Habilitação Nova CNH: entenda as 10 etapas da formação de condutores que podem mudar tudo no processo de habilitação CFCs CNH mais barata? Especialistas alertam: proposta da Senatran pode gerar “caos” na formação de condutores Primeira Habilitação AND alerta para riscos na nova regulamentação da formação de condutores e recomenda ajustes à SENATRAN Dispensa de exames para determinados profissionaisA minuta mantém a possibilidade de dispensa dos exames médico e psicológico para tripulantes de aeronaves que possuam Certificado Médico Aeronáutico (CMA) válido. A proposta detalha os critérios de comprovação dessa condição e o procedimento para o reconhecimento da dispensa pelo órgão de trânsito.
O objetivo é evitar duplicidade de avaliações, considerando que o CMA já atesta a aptidão física e mental desses profissionais de forma rigorosa, conforme normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Procedimento detalhado para recursosOutra novidade importante é o detalhamento do processo de recurso para casos em que se considerar o candidato “inapto” em qualquer das avaliações.
Conforme a minuta, será possível encaminhar o recurso ao Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN) ou ao Conselho de Trânsito do Distrito Federal (CONTRANDIFE). Esses órgãos terão competência para analisar o pedido e, se entenderem necessário, encaminhar o caso a uma junta especial de saúde, composta por três médicos ou três psicólogos, conforme a natureza do exame questionado.
O procedimento cria uma instância adicional de revisão, com o objetivo de garantir maior clareza e uniformidade nas decisões, evitando interpretações divergentes entre os estados.
Registro eletrônico e centralização de dadosHaverá o registro das informações relacionadas aos exames, incluindo laudos, resultados e eventuais recursos, diretamente no RENACH. Ou seja, essa integração digital permitirá maior controle nacional sobre os processos.
Com a centralização dos dados, o candidato poderá acompanhar as etapas pelo sistema eletrônico do órgão máximo executivo de trânsito da União, sem necessidade de comparecimento presencial.
Continuidade do processo e próximos passosDe acordo com especialistas, a minuta promete modernizar a formação de condutores, mas está, na verdade, flexibilizando normas importantes para a segurança. Para o especialista em Gestão, Psicologia e Direito de Trânsito Eduardo Cadore, em declaração recente ao Portal do Trânsito, existem caminhos para facilitar o acesso à habilitação, especialmente para pessoas de baixa renda, mas sem desmontar o sistema educativo construído nas últimas décadas.
“Já tivemos uma alteração importante na legislação, permitindo o uso de valores de multas para custear a CNH de pessoas em vulnerabilidade. Isso é avanço. O que vemos agora é uma tentativa de alterar a formação de condutores por razões que não favorecem a população, mas outros interesses econômicos”, critica.
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Expo MotorHome 2025 marca crescimento do campismo e levanta questões sobre regularização desses veículos
A 9ª edição da Expo MotorHome, considerada a maior feira de campismo e caravanismo da América Latina, começou hoje e vai até 16 de novembro de 2025, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O evento deve reunir 180 expositores e gerar um volume de negócios superior a R$600 milhões, segundo estimativas da organização.
O evento marca o crescimento do turismo sobre rodas no Brasil e vem impulsionando a fabricação e adaptação de motorhomes, trailers e campers. Mas, junto com a expansão desse mercado, surge uma dúvida frequente entre os organismos de regulamentação e segurança no trânsito: você sabe como regularizar seu veículo adaptado?
A Associação Paranaense dos Organismos de Inspeção Veicular (Apoia-PR), entidade paranaense dedicada à inspeção e certificação veicular, busca orientar o público sobre segurança, legalização e documentação de veículos de recreação.
Segundo Everton Pedroso, presidente da Apoia-PR, a regularização é essencial para a segurança e valorização do veículo.
“Circular com motorhomes e campers sem o devido registro da transformação pode acarretar multas, apreensão e, o que é mais grave, acidentes. A inspeção é crucial para assegurar que o veículo atenda às normas técnicas e de segurança exigidas por lei”, esclarece.
Como regularizar o seu veículoApós adquirir o camper ou realizar adaptações em um veículo, transformando-o em um motorhome, o primeiro passo é ir ao Detran para solicitar autorização para incluir a nova carroceria. Com o documento liberado e as notas fiscais de compra e instalação, o proprietário deve agendar a inspeção de segurança veicular.
O processo é realizado por Organismos de Inspeção Veicular – empresas acreditadas pelo INMETRO e licenciadas pela SENATRAN – onde o veículo é inspecionado e quando aprovado é emitido o Certificado de Segurança Veicular (CSV), que é o documento que atesta a conformidade da modificação. Com o CSV em mãos, o motorista deve retornar ao Detran ou despachante para finalizar o processo e obter o novo CRLV. Esse é o documento que formaliza a regularização do veículo.
Pedroso reforça que o procedimento é rápido e garante tranquilidade ao viajante. “Com o CSV, o proprietário tem a segurança de que o veículo foi adaptado corretamente. Isso evita problemas em fiscalizações e garante que o sonho de viajar com liberdade aconteça dentro da lei e em segurança”, afirma.
Regularização facilitadaDesde 2018, com a Resolução 743/2018 do Contran, o processo de regularização de motorhomes e campers se tornou mais acessível. Antes disso, só era possível realizar as modificações em empresas que possuíam o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT).
Com as novas regras, os proprietários podem transformar seus veículos de forma segura e legal. Ou seja, desde que passem pela inspeção veicular obrigatória e sigam as exigências técnicas.
Turismo em alta e segurança em focoA Expo MotorHome 2025 promete ser um dos principais pontos de encontro do setor, com lançamentos, palestras, área de camping e programação voltada ao turismo sobre rodas. O evento também reforça a importância de unir inovação, liberdade e responsabilidade nas estradas.
“Nosso papel é mostrar que viajar sobre rodas pode ser sinônimo de liberdade e, também, de segurança. A legalização é o primeiro passo para garantir que esse estilo de vida cresça de forma sustentável”, conclui Pedroso.
Serviço:- Expo MotorHome 2025
- Data: 12 a 16 de novembro de 2025
- Local: Expotrade Convention Center – Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10.454, Pinhais (PR)
- Mais informações: www.expomotorhome.com
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Ceará lança programa de CNH gratuita para pessoas não alfabetizadas e mulheres vítimas de violência
O Governo do Ceará anunciou, na terça-feira (11), duas novas iniciativas voltadas à democratização do acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Juntas, elas disponibilizam 5,3 mil vagas gratuitas — sendo 4,8 mil para pessoas não alfabetizadas e 550 destinadas a mulheres vítimas de violência doméstica que possuam medida protetiva concedida nos últimos 12 meses.
As inscrições já podem ser realizadas no site oficial do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE)As ações fazem parte do programa CNH Popular 2025, que nesta edição contará com investimento total de R$ 25 milhões e a meta de ofertar 35 mil habilitações gratuitas em todo o estado.
ABCDetran: CNH gratuita para quem não sabe ler nem escreverBatizado de Programa ABCDetran, o novo projeto tem como principal público as pessoas não alfabetizadas, que tradicionalmente encontram barreiras no processo de formação de condutores. Serão oferecidas 4,8 mil vagas nas categorias A (motocicletas) e B (automóveis).
De acordo com o governador Elmano de Freitas, o diferencial do programa está na metodologia adaptada pelo Detran-CE, que garante mais acessibilidade e melhores resultados no processo de ensino e avaliação.
“Foi criada uma metodologia especial que amplia as chances de aprovação. Nos testes realizados, sete em cada dez pessoas conseguiram a habilitação”, afirmou o governador.
Além da gratuidade completa em todas as etapas do processo, os beneficiários que optarem pela categoria A também receberão um capacete.
O superintendente do Detran-CE, Waldemir Catanho, destacou o caráter social da iniciativa. “A carteira de habilitação é uma oportunidade de profissionalização, autonomia financeira e libertação do ciclo de vulnerabilidade. Essa é mais uma política do Governo do Estado para construir um Ceará mais igualitário”, declarou.
CNH gratuita para mulheres com medida protetivaO segundo eixo do anúncio contempla 550 vagas para mulheres vítimas de violência doméstica, com medida protetiva concedida judicialmente nos últimos 12 meses.
“Queremos dar a essas mulheres condições reais de autonomia econômica. A CNH é uma ferramenta que pode abrir portas para o trabalho e ajudar na reconstrução da liberdade e da dignidade”, destacou o governador Elmano de Freitas ao anunciar a ação em suas redes sociais.
Para participar, as candidatas devem apresentar decisão judicial, certidão processual ou declaração emitida pela Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) no momento da inscrição.
Assim como nas demais modalidades da CNH Popular, as participantes precisam estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) — base do Governo Federal que reúne informações sobre famílias de baixa renda.
Como se inscreverAs inscrições para os dois programas já estão abertas no site oficial do Detran-CE.
No caso do ABCDetran, o Detran recomenda que os candidatos solicitem ajuda de um familiar alfabetizado para realizar o cadastro online. Após essa etapa, os participantes passarão por uma capacitação digital de 81 horas/aula, que inclui conteúdos de letramento e educação para o trânsito, acompanhados por monitores.
Somente depois desse preparo pedagógico, os candidatos farão as aulas práticas nos Centros de Formação de Condutores (CFCs) credenciados. E, por fim, o exame prático na sede do Detran-CE.
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Para participar, é necessário ter 18 anos ou mais, estar inscrito no CadÚnico e residir em uma das cidades selecionadas.
Maior edição da CNH Popular da históriaConsidera-se o CNH Popular 2025 o mais inclusivo desde a criação do programa, em 2009. Até agora, já houve a emissão de 182 mil habilitações gratuitas.
A edição atual contempla também universitários, indígenas, quilombolas, pessoas surdas, analfabetas e candidatos à categoria D, voltada para condutores profissionais.
Com a criação do ABCDetran e a ampliação do público beneficiado, o governo reforça o caráter educacional e social da política pública, que une formação de condutores, inclusão social e estímulo à segurança no trânsito.
Conforme especialistas, programas como esse têm impacto direto na redução da informalidade e no aumento da segurança viária, ao garantir que mais pessoas passem por processos formais de formação e exame.
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Curso teórico para tirar a CNH pode mudar: entenda o que propõe a nova minuta do Governo Federal
A proposta de minuta do Governo Federal que passou por consulta pública pode transformar completamente o formato do curso teórico obrigatório para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O documento propõe novas modalidades de ensino, ampliação das formas de oferta e até a possibilidade de o conteúdo ser oferecido gratuitamente por órgãos públicos.
Entenda a situaçãoDesde o lançamento da minuta pelo Ministério dos Transportes, o governo tem defendido que o objetivo é “modernizar” o processo de formação, aproveitando tecnologias digitais para reduzir custos e facilitar o acesso à habilitação. No entanto, a ampliação do EAD para o curso teórico reacende uma preocupação antiga no setor: a falta de mecanismos eficazes de controle de presença e de autenticação de identidade dos alunos.
Esse alerta ganhou força com a representação encaminhada recentemente pelo Instituto Nacional Mulheres pelo Trânsito ao TCU, que aponta fraudes estruturais no sistema EAD de formação de condutores profissionais. Conforme o documento, há ausência de mecanismos obrigatórios de “prova de vida com reconhecimento facial ativo”, permitindo que terceiros realizem o curso no lugar do aluno.
O relatório traz exemplos graves: fotos estáticas validadas como presença, imagens de rostos impressos e até selfies seguradas por dedos. De acordo com o Instituto, a falta de rigor do modelo atual cria uma “corrida para o fundo”, em que empresas que seguem padrões mínimos de segurança acabam sendo prejudicadas por concorrentes que oferecem “facilidades” aos alunos.
A denúncia também cita a ausência de fiscalização efetiva por parte da Senatran e critica a resistência do órgão em adotar critérios antifraude obrigatórios.
“O custo social dessa omissão é invisível, mas altíssimo”, afirma o relatório, apontando reflexos diretos na segurança viária e na qualidade da formação dos motoristas.
Como é hoje o curso teóricoDe acordo com a Resolução nº 789/2020 do Contran, o curso teórico é obrigatório e deve ser realizado exclusivamente em um CFC, com carga mínima de 45 horas-aula.
O conteúdo abrange cinco módulos principais:
- Legislação de Trânsito;
- Direção defensiva;
- Noções de primeiros socorros;
- Meio ambiente e convívio social no trânsito;
- Mecânica básica.
Ao final do curso, o candidato precisa atingir frequência mínima de 100% assim como ser aprovado no exame teórico aplicado pelo Detran.
O que muda com a nova propostaA minuta amplia o leque de opções para a realização do curso teórico. O candidato poderá escolher entre CFCs, plataformas EaD, Escolas Públicas de Trânsito e até um curso gratuito nacional oferecido pela Senatran.
Além disso, a proposta permite que o curso seja feito presencialmente, de forma híbrida ou totalmente online, com diferentes critérios de avaliação e frequência.
Presencial, EaD síncrono e EaD assíncrono: entenda as diferenças- Presencial ou EaD síncrono: o aluno participa das aulas em tempo real, com acompanhamento do instrutor. Frequência mínima: 75%.
- EaD assíncrono: o candidato estuda nos próprios horários, e a aprovação depende de 70% de acertos nas avaliações.
Conforme o especialista em trânsito Celso Mariano, o curso teórico é a base da formação de condutores — e deve continuar sendo tratado com seriedade, independentemente do formato.
“O curso teórico não é um obstáculo, é o início da consciência de que dirigir é um ato social. É nesse momento que o futuro condutor aprende sobre responsabilidade, empatia e segurança. O formato pode evoluir, mas o compromisso com o aprendizado não pode enfraquecer”, afirma.
Ele reconhece o potencial positivo da digitalização, mas faz um alerta. “Se o curso virar apenas uma formalidade, perderemos a essência da educação para o trânsito. Ou seja, a tecnologia precisa servir à aprendizagem, não ao atalho.”
Mariano ressalta também que o debate sobre o curso teórico não pode ser reduzido a uma questão de burocracia.“O ensino teórico é o primeiro contato do futuro condutor com os valores da segurança no trânsito. Tratar essa etapa como mera formalidade é um erro grave. O EAD é bem-vindo se for uma ferramenta de qualidade, mas não se transformar em um atalho para reduzir custos e controles”, avalia.
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Entidades representativas de CFCs, sindicatos bem como especialistas em segurança viária já se mobilizam para apresentar sugestões e alertas técnicos.
De acordo com Mariano, o momento exige cautela e responsabilidade.
“A tecnologia é uma aliada, mas só quando usada com ética e transparência. Modernizar não é facilitar o atalho; é aprimorar o processo para formar motoristas mais conscientes e responsáveis.”
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