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Atualizado: 14 minutos 19 segundos atrás

Detran-MA alerta para cuidados essenciais ao dirigir sob chuva

6 horas 8 minutos atrás
A presença de água na pista reduz a aderência dos pneus as vias e aumenta consideravelmente o tempo de resposta do veículo em situações de frenagem. Foto: blasbike para Depositphotos

A chegada do período chuvoso exige uma mudança imediata no comportamento de quem dirige. O fenômeno, que marca os primeiros meses do ano, traz desafios extras para a mobilidade urbana e aumenta o risco de sinistros de trânsito devido às pistas escorregadias e comprometimento da visibilidade.

Essa mudança nas condições das vias compromete diretamente a segurança e exige atenção redobrada. A presença de água na pista reduz a aderência dos pneus as vias e aumenta consideravelmente o tempo de resposta do veículo em situações de frenagem.

Direção preventiva

Para garantir uma viagem segura, é necessário que os condutores adotem atitudes mais prudentes. Como, por exemplo, reduzir a velocidade e manter uma distância maior dos demais veículos são as regras de ouro. Além disso, com a pista molhada, freadas bruscas e mudanças repentinas de direção devem ser evitadas. Ou seja, elas podem provocar a perda total de controle do veículo.

Manutenção do veículo

A manutenção preventiva é decisiva. Pneus em bom estado, com profundidade adequada dos sulcos (estrias dos pneus), garantem o escoamento da água e reduzem o risco de aquaplanagem. Esse é o fenômeno em que os pneus perdem o contato com o asfalto devido a uma lâmina de água. Além disso, manter faróis baixos acesos, limpadores de para-brisa em dia e vidros desembaçados garante que o condutor veja e seja visto pelos demais usuários da via.

Motociclistas: redobre atenção

Para quem conduz motocicletas, os cuidados devem ser ainda maiores. Além da manutenção e velocidade reduzida, o Detran-MA destaca pontos essenciais:

  • Visibilidade: Use roupas claras ou com faixas reflexivas e mantenha a viseira do capacete sempre limpa.
  • Sinalização: Mantenha o farol aceso mesmo durante o dia.
  • Distanciamento: Guarde uma distância de seguimento e lateral ainda maior dos outros veículos e evite manobras arriscadas entre corredores em dias de chuva.
Fique atento à legislação

Além das questões de segurança, o respeito às normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é fundamental para evitar penalidades. De acordo com o Artigo 250, é uma infração média não manter as luzes do veículo (farol baixo) acesas durante a chuva, mesmo durante o dia. Já o Artigo 230 estabelece como infração grave conduzir o veículo sem acionar o limpador de para-brisa. Ou, ainda, utilizá-lo de forma defeituosa em dias de chuva.

É importante ressaltar ainda o Artigo 171, que tipifica como infração média o ato de utilizar o veículo para arremessar água ou detritos sobre pedestres ou outros veículos, reforçando que a prudência no trânsito deve vir acompanhada de cidadania e respeito ao próximo.

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CRV e CRLV: afinal, qual é a diferença entre os documentos do veículo?

11 horas 23 minutos atrás
Entender essa diferença é fundamental para evitar problemas legais, prejuízos em negociações e transtornos em abordagens de trânsito. Foto: Divulgação/Detran-AM

Apesar de estarem diretamente ligados ao registro e à regularização de veículos no Brasil, CRV e CRLV têm finalidades diferentes — e confundir esses documentos pode gerar dor de cabeça, especialmente na compra e venda de um automóvel ou em uma fiscalização de trânsito.

Nos últimos anos, mudanças importantes modernizaram esses documentos, migrando tudo para o meio digital. Ainda assim, as dúvidas persistem: qual documento comprova a propriedade do veículo? Qual autoriza a circulação? E o que mudou com o CRLV-e?

O que é o CRV?

O Certificado de Registro de Veículo (CRV) é o documento que comprova a propriedade do veículo. Ele é emitido no primeiro emplacamento e acompanha o histórico do automóvel ao longo de sua vida útil.

É no CRV que constam informações essenciais como:

  • dados do proprietário;
  • número do chassi;
  • características do veículo (marca, modelo, cor, tipo de combustível, entre outras).

Qualquer alteração de característica — como mudança de cor ou substituição de molas convencionais por molas esportivas — precisa ser comunicada ao Detran, para que a informação seja atualizada no registro do veículo.

Além disso, o CRV é obrigatório em caso de transferência de propriedade. Na venda de um veículo, é esse documento que formaliza a negociação e permite que o novo proprietário faça a transferência no órgão de trânsito.

Se o CRV for perdido, extraviado ou danificado, o proprietário deve solicitar uma segunda via junto ao Detran, seguindo os procedimentos definidos pelo estado.

CRV digital: o que mudou?

Desde 2021, o CRV passou a ser emitido exclusivamente em formato eletrônico, conforme norma do Conselho Nacional de Trânsito. A mudança trouxe mais praticidade e segurança, reduzindo fraudes e eliminando o antigo documento em papel moeda.

Na prática, o CRV deixou de ser um documento físico que o motorista guarda em casa. Ele passou a integrar o sistema eletrônico nacional e é possível acessá-lo digitalmente, principalmente nos processos de transferência.

O que é o CRLV?

Já o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) é o documento que autoriza a circulação do veículo nas vias públicas. Popularmente conhecido como licenciamento, ele comprova que o veículo está regular para trafegar.

A emissão do CRLV só ocorre após a quitação de todas as obrigações legais, como:

  • IPVA;
  • multas vencidas;
  • taxas administrativas.

Sem o CRLV válido, o veículo não pode circular, e o condutor está sujeito a penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, incluindo multa, pontos na CNH e remoção do veículo.

CRLV-e: documento único e digital

Uma das principais mudanças dos últimos anos foi a criação do CRLV-e (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo eletrônico). A norma promoveu a unificação das informações do CRV e do licenciamento em um único documento digital.

Hoje, o CRLV-e reúne:

  • dados de registro do veículo;
  • informações do proprietário;
  • situação do licenciamento anual.

É possível acessar o documento pelo celular, por meio do aplicativo oficial do governo, ou impresso em papel comum, sem perda de validade jurídica. Não há mais necessidade de ir ao Detran para retirar o documento físico.

Posso circular só com o CRLV digital?

Sim. O CRLV-e digital tem a mesma validade jurídica do documento impresso. Durante fiscalizações, o agente de trânsito pode consultar os dados diretamente pelo sistema, ou o condutor pode apresentar o documento no celular.

Ainda assim, muitos motoristas optam por manter uma cópia impressa no veículo, como medida de precaução em caso de falhas no aparelho ou falta de bateria.

Resumo prático: qual é a diferença?
  • CRV: comprova a propriedade do veículo e se usa principalmente na transferência.
  • CRLV: comprova que o veículo está licenciado e pode circular.
  • CRLV-e: documento digital que reúne as informações de registro e licenciamento.

Entender essa diferença é fundamental para evitar problemas legais, prejuízos em negociações e transtornos em abordagens de trânsito. Em um cenário cada vez mais digital, informação correta é tão importante quanto estar com os impostos em dia.

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Cinco infrações que o motorista comete sem perceber

seg, 23/02/2026 - 13:30
Muitas vezes o motorista não percebe que foi autuado até a notificação chegar no app da Carteira Digital. Foto: Divulgação CNL

Em um cenário onde a fiscalização em rodovias está cada vez mais tecnológica, muitas vezes o motorista não percebe que foi autuado até a notificação chegar no app da Carteira Digital.

Pensando nisso, Kaio Nascimento, Gerente de Operações da Concessionária Novo Litoral, responsável pela gestão de 212 quilômetros de rodovias nas regiões da Baixada Santista, Alto Tietê e Vale do Ribeira, trouxe explicações e dicas sobre esse tipo de infração.

1. Evasão de Pedágio

Com a expansão do sistema eletrônico, muitos motoristas passam pelos pórticos e esquecem que precisam pagar a tarifa em até 30 dias (via site ou app da concessionária), caso não tenham TAG e/ou conferir seu pagamento, caso tenham TAG. Essa prática se caracteriza como uma evasão de pedágio e, nesse caso, a infração é grave com multa de R$195,23 e 5 pontos na CNH. Em alguns casos, motoristas acreditam em “fake news” de que o tráfego em sentido oposto faz com que não se cobre sua tarifa. Além de infração, essa atitude traz insegurança para os condutores.

2. Luz de Rodagem Diurna (DRL) vs. Farol Baixo

Desde 2021, em rodovias de pista simples (fora de áreas urbanas), veículos que não possuem DRL (aquela luz de LED diurna) devem manter o farol baixo aceso mesmo durante o dia. Muita gente confunde a luz de posição (lanterna) com o farol baixo e acaba multada. A Infração é de nível médio e a penalidade é uma multa de R$130,16 e 4 pontos na CNH.

A luz acessa em pistas simples ou em qualquer outro local de tráfego, ajuda a ser visto e aumenta a segurança do condutor.

3. Cinto de segurança e celular

Hoje, câmeras de alta resolução e inteligência artificial conseguem flagrar, via videomonitoramento, o condutor ou o passageiro sem cinto, ou o motorista segurando o celular, mesmo a longa distância. Não precisa mais de um agente parado na beira da rodovia para isso. O não uso de cinto é uma penalidade grave, com multa de R$195,23 e 5 pontos na carteira, já a infração do celular é gravíssima, com multa de R$293,47 e 7 pontos na CNH. O risco de acidente é potencialmente alto.

4. Transitar pelo acostamento (mesmo que por “um segundinho”)

Em congestionamentos e/ou horários de pico, a tentação de usar o acostamento para acessar uma saída próxima é grande, mas câmeras de monitoramento das concessionárias focam exatamente nesses trechos. A infração é gravíssima e gera multa de R$880,41 e 7 pontos na CNH. Existem locais onde a portaria do DER autoriza esse tráfego. Esses pontos são devidamente sinalizados e informados aos condutores quando autorizados. É possível ainda consultar essas informações no site do DER.

5. Dirigir com o braço para fora da janela ou só com uma das mãos ao volante

O que para alguns motoristas é um simples hábito e uma forma de relaxar ao dirigir, é uma infração média. Ela está prevista no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o artigo 152 do CTB, só se permite colocar o braço para fora do veículo quando for para sinalizar uma conversão. A pena é de multa de R$130,16 e 4 pontos na CNH. O tempo de reação em caso de imprevistos é menor quando o condutor tem essa atitude.

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Exame da CNH muda regra histórica e acaba com a falta eliminatória no teste prático

seg, 23/02/2026 - 08:15
O fato de uma conduta não eliminar mais no exame não significa que ela deixou de ser perigosa ou aceitável na vida real. Foto: Ascom/Detran-PA

O processo de formação de condutores no Brasil passou por mudanças profundas recentemente, e uma das mais significativas — embora ainda pouco compreendida pelos candidatos — está no exame prático de direção veicular. Com a entrada em vigor da nova norma do Conselho Nacional de Trânsito, o modelo tradicional de avaliação foi substituído por outro completamente diferente.

Na prática, o conceito de “falta eliminatória”, como era conhecido até então, deixou de existir. A mudança altera não apenas a forma de corrigir a prova, mas também a lógica do exame, que historicamente se baseava em critérios objetivos e imediatos de reprovação.

Como era o exame prático antes da mudança

Até recentemente, o exame prático seguia o que determinava a Resolução nº 789/20 do Contran. O modelo era conhecido dos candidatos e dos instrutores: a avaliação era feita com base na pontuação negativa por faltas cometidas durante todas as etapas do exame.

O artigo 18 da norma era claro ao estabelecer quatro tipos de falhas:

  • Falta eliminatória: reprovação imediata;
  • Falta grave: três pontos negativos;
  • Falta média: dois pontos negativos;
  • Falta leve: um ponto negativo.

Ou seja, bastava uma única falta eliminatória para encerrar o exame, independentemente do desempenho anterior do candidato.

O que muda com a nova regra

Com a Resolução nº 1.020, em vigor desde dezembro de 2025, essa lógica foi completamente reformulada. O exame de direção veicular deixa de trabalhar com faltas eliminatórias e passa a adotar um sistema de pontuação variável.

Agora, o candidato inicia o exame com pontuação zero, que é acrescida conforme as infrações cometidas durante a prova. Cada infração gera pontos de acordo com sua natureza, multiplicados por um peso específico.

A nova regra funciona assim:

  • Infração leve: peso 1;
  • Infração média: peso 2;
  • Infração grave: peso 4;
  • Infração gravíssima: peso 6.

Na prática, isso significa que não existe mais reprovação automática por um único erro. Tudo passa a ser somado, ponderado e analisado ao final do exame, conforme critérios definidos pelo órgão executivo de trânsito.

O que isso representa na prática

A mudança altera profundamente a forma como o desempenho do candidato é avaliado. Antes, determinadas condutas encerravam a prova imediatamente por serem consideradas incompatíveis com a segurança viária. Agora, até infrações gravíssimas entram em um sistema de pontuação, em vez de resultarem em reprovação direta.

Esse novo modelo exige atenção redobrada de instrutores e candidatos, pois o exame deixa de ser um “passa ou reprova por erro específico” e se transforma em uma soma de comportamentos ao longo do percurso.

Exame mudou, trânsito não

É importante reforçar um ponto essencial: o fato de uma conduta não eliminar mais no exame não significa que ela deixou de ser perigosa ou aceitável na vida real. O trânsito não mudou na mesma velocidade que o exame.

Manobras, decisões e atitudes que colocam em risco pedestres, ciclistas e outros condutores continuam sendo causas frequentes de sinistros. Por isso, a responsabilidade da formação — especialmente das autoescolas e instrutores — se torna ainda maior nesse novo cenário.

Um exame mais flexível, mas também mais complexo

O novo formato do exame prático da CNH é, sem dúvida, mais flexível. Ao mesmo tempo, ele é mais subjetivo, mais técnico e menos intuitivo para o candidato comum, que já não pode se apoiar em regras simples como “errou, acabou”.

Diante desse cenário, entender como funciona a nova pontuação deixou de ser um detalhe burocrático e passou a ser parte fundamental do processo de habilitação. Afinal, o exame mudou — mas a responsabilidade de dirigir com segurança continua sendo a mesma.

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Mototaxistas e motofretistas economizam R$ 530 em taxas do Detran/AL em 2026

dom, 22/02/2026 - 13:30
A medida isenta os custos totais dos cursos especiais e das provas teóricas exigidas para esses cursos, além de reduzir valores para alteração características e de dados do veículo. Foto: Ascom Detran

Trabalhadores sobre duas rodas em Alagoas terão mais um alívio financeiro este ano. Graças à Lei Estadual nº 9.777/2025, sancionada pelo governador Paulo Dantas, mototaxistas e motofretistas vão economizar cerca de R$ 530 em taxas do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL).

A medida isenta os custos totais dos cursos especiais e das provas teóricas exigidas para esses cursos, além de reduzir valores para alteração características e de dados do veículo.

Por serem veículos mais acessíveis, práticos e econômicos, as motocicletas e os ciclomotores se tornaram importantes ferramentas de trabalho e geração de renda para milhares de alagoanos, que já eram beneficiados pelo programa Correria, do Governo do Estado, com a isenção total do IPVA e o desconto de 50% na taxa de licenciamento anual e em outras três taxas do Detran para mototaxistas, motofretistas e proprietários de ciclomotores.

“O governador Paulo Dantas tem um compromisso claro: desburocratizar e baratear a vida de quem trabalha e produz. Com a Lei 9.777, estamos garantindo mais de 500 reais de economia no bolso do mototaxista e do motofretista. O Detran Alagoas é um parceiro dos trabalhadores, incentivando a regularização e valorizando o esforço de quem está todos os dias prestando serviços à população”, afirma o diretor-presidente do Detran Alagoas, Marco Fireman.

Economia

Para o presidente da Associação dos Mototaxistas e Motoboys de Maceió, Erasmo Gomes, a economia estimada em R$ 530 e todos os demais benefícios concedidos pelo Governo de Alagoas trazem ainda mais dignidade às categorias de mototáxi e motofrete.

“Estamos diariamente nas ruas em busca de sustento para as nossas famílias. Todos esses benefícios e facilidades do Governo do Estado, por meio do Detran, tiram os trabalhadores da informalidade. Além disso, fazem com que eles consigam se regularizar. Com essa economia garantida pela redução das taxas, os profissionais poderão investir esse dinheiro na própria família”, disse Erasmo.

Texto de João Victor Barroso / Ascom Detran

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Governo anuncia R$ 10 bilhões em crédito para compra de caminhões

dom, 22/02/2026 - 08:15
Em dezembro, o governo já havia publicado Medida Provisória (MP) que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões. Rovena Rosa/Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, lançou o programa Move Brasil, que vai oferecer financiamento com taxas de juros mais baixas para empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos. O estímulo à renovação da frota deverá atender a critérios de sustentabilidade dos veículos e conteúdo local.

De acordo com o governo, o programa disponibilizará R$ 10 bilhões de crédito, entre recursos do Tesouro Nacional (R$ 6 bilhões) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados.

Em dezembro, o governo já havia publicado Medida Provisória (MP) que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões.

Por portaria, o MDIC definiu os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem para concessão dos financiamentos. Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações, incluindo juros, prazos e carência, com vantagens especiais a quem entregar veículo antigo para desmonte.

“Isso é importante para o meio ambiente, para saúde pública e para a economia, porque retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca nas rodovias veículos novos e mais seguros e ajuda a segurar emprego e estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou Alckmin durante visita a uma concessionária de caminhões, em Brasília. O vice-presidente estava acompanhado do presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida não terá impacto fiscal primário, já que os financiamentos são reembolsáveis, não contam com garantia da União e têm risco de crédito assumido pelas instituições financeiras participantes.

O valor máximo de financiamento é de R$ 50 milhões por beneficiário.

Segundo a regulamentação aprovada pelo CMN, o prazo de reembolso pode chegar a 60 meses; haverá carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela; não é permitida a capitalização de juros durante o período de carência; os pedidos de financiamento poderão ser protocolados até 30 de junho de 2026.

A fabricação do caminhão a se adquirir deverá ser pelo menos de 2012 em diante. O programa prevê ainda condições mais favoráveis de juros para caminhões movidos a eletricidade ou biometano, que costumam ter custo mais elevado do que os modelos a diesel.

Sobre a concessão de vantagens para aqueles encaminharem o veículo antigo para desmonte, o programa estabelece algumas regras, como veículo em condições de rodagem, possuir licenciamento regular relativo ao ano de 2024 ou posterior e ter data de emplacamento original superior a vinte anos. Também há regras para a baixa definitiva no órgão de trânsito e envio à empresa de desmontagem. O beneficiário do financiamento deverá se comprometer a entregar à instituição financeira, no prazo de até 180 dias, a certidão de baixa do registro do veículo e nota fiscal de entrada na desmontadora.

As informações são da Agência Brasil

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Carro com mais de 10 anos: 4 erros comuns de quem tenta protegê-lo ‘por conta própria’

sab, 21/02/2026 - 13:30
Com o envelhecimento da frota brasileira, cresce também a busca por soluções de proteção para veículos com mais de 10 anos de uso. Foto: AdobeStock

Com o envelhecimento da frota brasileira, cresce também a busca por soluções de proteção para veículos com mais de 10 anos de uso, modelos que, em geral, exigem mais manutenção e podem demandar reparos caros. Segundo levantamento da Fenabrave, os carros com idade acima de 10 anos representam cerca de 40% da frota nacional, o que aumenta a relevância de soluções de seguro adequadas para este nicho de mercado. 

“Proteger um carro mais velho vai muito além de guardar dinheiro para eventual reparo. Muitos motoristas acreditam que conseguem se proteger por conta própria, mas acabam sem cobertura completa, sujeitos a altos custos caso algo aconteça”, afirma Victor Horta, CPO da Pier, seguradora com o objetivo de mudar a relação dos brasileiros com os seguros. 

Diante desse cenário, o executivo cita os 4 principais erros cometidos por quem tenta proteger um carro com mais de 10 anos “por conta própria”. Confira! 

1 – Acreditar que seguro é desnecessário para carros mais velhos

É comum o motorista concluir que o carro “já não vale tanto” e, por isso, abrir mão do seguro. O erro é esquecer que, em uma batida, você pode ser responsabilizado pelo conserto do outro veículo. Se colidir com um carro novo, por exemplo, o custo do reparo pode ser muito superior ao valor total do seu próprio automóvel. Ter uma proteção para terceiros traz a tranquilidade de saber que, independentemente do valor do outro veículo, você estará seguro. 

2 – Não considerar coberturas específicas

Alguns seguros básicos cobrem apenas roubo e colisão. Para carros antigos, é importante incluir, por exemplo, a assistência 24h, que garante o socorro necessário em casos de panes elétricas ou mecânicas, mais comuns em veículos com idade avançada. 

3 – Deixar de avaliar o custo real de reparo

O valor de mercado de um carro antigo nem sempre reflete o custo real de suas peças. Por isso, optar pela cobertura de perdas parciais com franquia reduzida é uma estratégia inteligente para veículos mais antigos: em caso de sinistro, o seguro absorve a maior parte dos custos de reparo, mitigando o impacto financeiro para o segurado. Entender como a franquia reduzida funciona traz muito mais tranquilidade, garantindo o benefício de recuperar o seu veículo sem pesar no bolso. 

4 – Subestimar a importância de processos ágeis e tecnológicos

Contratar um seguro com processos complexos ou pouca transparência aumenta o risco de erros na cobertura e pode atrasar a resolução de sinistros. Ter acesso a uma contratação mais simples e ágil ajuda o motorista a entender exatamente o que está protegido e evita problemas quando se precisa. 

“Um carro com mais de 10 anos bem protegido exige atenção às coberturas certas e à forma como o seguro é contratado. Processos ágeis, claros e tecnológicos oferecem menos burocracia, mais transparência e maior segurança, evitando que o motorista tenha prejuízos evitáveis. Um seguro adequado é a melhor forma de garantir tranquilidade no dia a dia”, finaliza o CPO da Pier Seguradora.

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Pisca-alerta como aviso de perigo imediato entra no radar do Congresso

sab, 21/02/2026 - 08:15
O CTB trata do uso das luzes do veículo, mas não detalha quando o pisca-alerta pode ser acionado para avisar riscos adiante. Foto: Gudella para Depositphotos

A Câmara dos Deputados analisa o PL 340/2026, de autoria do deputado Bruno Ganem (Pode/SP), que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para regulamentar o uso excepcional do pisca-alerta como sinalização de perigo ou obstrução iminente à frente. A proposta busca dar clareza legal a uma prática comum entre motoristas e, segundo o autor, prevenir colisões, especialmente as traseiras.

Hoje, o art. 40 do CTB trata do uso das luzes do veículo, mas não detalha quando o pisca-alerta pode ser acionado para avisar riscos adiante. O projeto preenche essa lacuna ao permitir o uso por até 10 segundos, dirigido aos veículos que seguem imediatamente, em situações específicas de risco.

Quando o pisca-alerta estaria liberado

O texto altera o inciso V do art. 40 do CTB para autorizar o uso excepcional do pisca-alerta nas seguintes hipóteses:

  • acidente ou sinistro na via;
  • congestionamento súbito ou fila não previsível;
  • objeto ou animal na pista;
  • derramamento de combustível ou outras substâncias perigosas;
  • visibilidade reduzida por fenômeno meteorológico localizado.

A autorização vem acompanhada de limite temporal (até 10 segundos) justamente para evitar uso indiscriminado e confusão com outras sinalizações.

Lacuna legal e boa-fé do condutor

Na justificativa, o deputado afirma que a interpretação restritiva da lei criou um hiato entre a prática intuitiva de segurança e a “letra fria” do CTB. Conforme ele, ao não prever explicitamente o uso do pisca-alerta para avisar perigo à frente, a legislação “expõe condutores de boa-fé a penalidades por uma ação que, na prática, visa a prevenção de acidentes”.

Ganem lembra que o próprio CTB estabelece que o trânsito seguro é direito de todos e dever do Estado, e sustenta que a norma atual falha em reconhecer uma medida proativa que pode reduzir riscos imediatos.

Colisões traseiras e tempo de reação

A justificativa cita dados recorrentes de órgãos como a PRF, a SENATRAN e a CNT, que apontam as colisões traseiras entre os tipos mais frequentes de acidentes, sobretudo em rodovias e vias de alta velocidade, em cenários de freada brusca, fila inesperada ou visibilidade reduzida.

De acordo com o autor, estudos de comportamento no trânsito indicam que um alerta visual precoce — como o pisca-alerta — reduz o tempo de reação de quem vem atrás, permitindo frear ou desviar com maior antecedência.

Na justificativa, ele afirma que o pisca-alerta, por ser intermitente e simultâneo, “se distingue claramente das luzes de freio e das setas, comunicando uma situação atípica e potencialmente perigosa”.

Alinhamento com práticas internacionais

O parlamentar também compara a proposta com legislações de países europeus, onde o uso do pisca-alerta para avisar perigo à frente é aceito ou incentivado. Ele cita exemplos como Alemanha, França e Portugal, cujo código de estrada prevê o uso das luzes de perigo quando o veículo representa risco especial ou trafega em velocidade muito reduzida.

Para Ganem, ao não contemplar essa possibilidade, a legislação brasileira estaria defasada frente às melhores práticas internacionais de segurança viária.

Simples, sem custo e com foco na prevenção

Outro argumento central é o baixo custo da medida. O projeto não exige novos equipamentos nem adaptações veiculares: utiliza um recurso já presente em todos os veículos. A limitação de tempo e a lista objetiva de situações, segundo o autor, evitam abusos e preservam a coerência da sinalização.

Na justificativa, o deputado resume os ganhos esperados: “redução de acidentes, clareza legal, harmonização com a prática cotidiana e promoção de uma cultura de prevenção e colaboração entre condutores”.

Próximos passos

O PL 340/2026 seguirá para análise nas comissões temáticas da Câmara antes de eventual votação. Caso avance, a proposta pode mudar a interpretação do uso do pisca-alerta no Brasil, reconhecendo formalmente seu papel como aviso rápido de perigo iminente — com regras claras, tempo limitado e foco na segurança.

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Bike como terapia: por que pedalar ajuda a reduzir estresse e ansiedade

sex, 20/02/2026 - 13:30
Além do impacto fisiológico, o ciclismo reúne características que potencializam os benefícios para a saúde mental. Foto: Divulgação

Com o aumento dos níveis de estresse e ansiedade na vida moderna, o esporte tem ganhado espaço como uma forma complementar de cuidado com a saúde mental. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais – sendo ansiedade e depressão as condições mais prevalentes, cenário que tem levado especialistas a reforçar a importância da atividade física no equilíbrio emocional. Estudos publicados no The Lancet Psychiatry mostram que pessoas que praticam atividade física, como andar de bike, regularmente apresentam até 43% menos dias de sofrimento mental ao longo do mês — ou seja, menos dias com sintomas como estresse intenso, ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional, quando comparadas a pessoas sedentárias. 

Dentro desse contexto, atividades que combinam movimento contínuo, prazer e facilidade de acesso tendem a gerar maior adesão — e é aí que a bicicleta ganha protagonismo.

Diferentemente de práticas que exigem estruturas complexas ou horários rígidos, pedalar permite que a atividade física seja incorporada à rotina de forma mais leve, seja como lazer, deslocamento ou prática esportiva.

“A bike não resolve todos os problemas, mas pode ser uma ferramenta poderosa para quem busca mais equilíbrio, qualidade de vida e saúde mental”, afirma David Peterle, CEO da Oggi Bikes, fabricante de bikes no Brasil. 

Além do impacto fisiológico, o ciclismo reúne características que potencializam os benefícios para a saúde mental. Um estudo do ISGlobal aponta que pessoas que utilizam a bicicleta para ir ao trabalho pelo menos uma vez por semana apresentam 20% menos risco de estresse em comparação com quem nunca pedala. Entre aqueles que pedalam quatro dias por semana, essa redução pode chegar a 52%, reforçando a relação direta entre frequência da prática e bem-estar emocional.

O chamado “ponto ideal” para os benefícios mentais está na prática de exercícios de três a cinco vezes por semana, com sessões em torno de 45 minutos. 

Na avaliação da Dra. Andrea Beltran, psicologia analítica junguiana, o efeito do ciclismo vai além dos dados fisiológicos. “Pedalar pode ser uma forma simples e eficaz de acalmar a mente. Quando o corpo entra em movimento, o ritmo da pedalada ajuda a diminuir a agitação dos pensamentos e a liberar a tensão acumulada do dia a dia. Na psicologia junguiana, esse movimento contínuo contribui para organizar a energia emocional, trazendo uma sensação de presença e alívio do estresse”, explica. 

Conforme a especialista, a bicicleta também carrega um forte significado simbólico. “Ela representa autonomia e equilíbrio. Pedalar exige atenção ao caminho, ao ritmo e ao próprio corpo, o que ajuda a pessoa a sair do excesso de preocupações e voltar para o ‘aqui e agora’. Muitas vezes, é nesse momento que a ansiedade diminui e as emoções começam a se acomodar de forma mais natural”, afirma. Para a Dra. Beltran, o contato com o ambiente externo potencializa esse efeito. “Estar ao ar livre, sentir o vento e observar o entorno favorece uma reconexão com algo mais instintivo e vivo. Pedalar deixa de ser apenas exercício e passa a ser um cuidado emocional”. 

Outro diferencial do ciclismo está na sensação de autonomia que a prática proporciona.

Pedalar permite escolher o ritmo, o percurso e o tempo, respeitando limites individuais — um aspecto relevante para pessoas que convivem com ansiedade ou estresse crônico.

“Não existe cobrança de performance. Cada um pedala do seu jeito, no seu tempo, e isso faz diferença quando o objetivo é se sentir melhor”, completa David Peterle, CEO da Oggi Bikes.

Nesse contexto, a bicicleta passa a ocupar um lugar que vai além do exercício físico ou do deslocamento. Com o avanço das bicicletas elétricas, esse acesso se amplia ainda mais, permitindo que pessoas com diferentes níveis de condicionamento, idades ou rotinas consigam ir mais longe, explorar novos trajetos e incorporar o pedal ao dia a dia sem que o esforço seja uma barreira. Assim, pedalar se consolida como um recurso de autocuidado acessível e contínuo, capaz de transformar pequenos momentos da rotina em pausas reais para a mente e em um hábito que promove mais equilíbrio, presença e bem-estar ao longo do tempo.

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Rodovias federais: pistas simples concentram acidentes mais letais e 2024 registra pior índice da série histórica

sex, 20/02/2026 - 08:15
A separação física entre fluxos opostos é apontada como uma das medidas mais eficazes para eliminar o risco de colisões frontais. Foto: Divulgação PRF

Os acidentes mais graves nas rodovias federais brasileiras têm endereço certo: pistas simples, trechos retos e período diurno. É o que revela um levantamento da Fundação Dom Cabral, com base em dados oficiais de 2018 a 2024. O estudo mostra que a combinação entre infraestrutura limitada, excesso de velocidade e colisões frontais forma um cenário de alto risco — especialmente em um país onde a maior parte da malha federal ainda não é duplicada.

A pesquisa analisou registros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em rodovias com fluxo médio diário igual ou superior a mil veículos, cruzando essas informações com dados de tráfego do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Ao todo, houve a consolidação de 72 análises, permitindo recortes por tipo de via, horário, natureza do acidente e perfil dos veículos envolvidos.

2024: o ano mais letal da série

O levantamento aponta uma mudança importante na tendência dos últimos anos. Em 2020, durante o período mais restritivo da pandemia, o país registrou o menor número de acidentes da série: 48.416 ocorrências. A partir dali, porém, os índices voltaram a crescer.

Em 2024, foram contabilizados 56.116 acidentes nas rodovias federais — o maior volume desde 2018. Mais preocupante do que o aumento absoluto das ocorrências é a escalada da gravidade: 4.995 pessoas morreram e 15.916 ficaram gravemente feridas no último ano analisado, também os piores resultados do período.

Para o professor Paulo Resende, diretor do Núcleo de Logística e Infraestrutura da Fundação Dom Cabral, a configuração da malha rodoviária ajuda a explicar o padrão observado.

Predomínio de pistas simples amplia risco

Atualmente, o Brasil possui cerca de 65,8 mil quilômetros de rodovias federais estruturadas. Desse total, 83,5% são de pista simples — ou seja, sem separação física entre os fluxos opostos — e apenas 16,5% são duplicadas. Considerando todo o sistema viário nacional, que soma aproximadamente 1,7 milhão de quilômetros entre vias federais, estaduais e municipais, a dependência do modal rodoviário é evidente.

O problema é que, em pistas simples, uma ultrapassagem mal calculada pode resultar em colisão frontal — justamente o tipo de impacto com maior potencial de letalidade no trânsito. Diferentemente das rodovias duplicadas, onde há barreira física ou canteiro central separando os sentidos, nas pistas simples a divisão costuma ser feita apenas por sinalização horizontal, muitas vezes desgastada.

Nesse contexto, qualquer erro de julgamento pode ter consequências devastadoras. A ausência de separação estrutural entre os fluxos transforma decisões arriscadas em tragédias quase instantâneas.

Retas e luz do dia: a falsa sensação de segurança

Outro dado que chama atenção é a concentração de acidentes graves em trechos retos e durante o dia — cenário que contraria a percepção popular de que curvas fechadas e a condução noturna são os maiores vilões.

De acordo com o estudo, as retas transmitem uma sensação de controle absoluto ao condutor. Em plena luz do dia, com visibilidade aparentemente ampla, muitos motoristas se sentem seguros para desenvolver velocidades mais elevadas. Essa confiança excessiva, combinada ao aumento do fluxo no período diurno, amplia a interação entre comportamentos distintos e eleva o risco de colisões frontais.

O erro de avaliação, nesses casos, costuma ser fatal. A crença de que “nada inesperado vai acontecer” reduz a margem de cautela justamente em ambientes onde a infraestrutura já impõe limites.

Motocicletas elevam severidade em áreas urbanizadas

O levantamento também destaca a participação crescente de motocicletas nos acidentes mais graves, principalmente em trechos próximos a áreas urbanas, como anéis rodoviários e acessos às cidades.

À medida que as rodovias federais passam a absorver tráfego local — deslocamentos curtos e serviços de entrega, por exemplo — aumenta o conflito entre motos e veículos pesados. Colisões traseiras e laterais envolvendo motociclistas apresentam índices altíssimos de gravidade, devido à vulnerabilidade física do condutor.

Muitas dessas motos acessam a rodovia por entradas laterais sem controle adequado, inserindo-se no fluxo de caminhões e veículos de longa distância. Ou seja, no impacto com veículos de grande porte, as chances de lesões graves ou morte são significativamente maiores.

Caminhos para reduzir a gravidade

Conforme os pesquisadores, a redução da letalidade nas rodovias federais passa por três eixos principais: ampliação da duplicação das vias, controle de acessos laterais e fiscalização efetiva da velocidade.

Aponta-se a separação física entre fluxos opostos como uma das medidas mais eficazes para eliminar o risco de colisões frontais. Já o controle de velocidade é determinante para reduzir a severidade dos impactos, uma vez que a energia liberada em uma colisão aumenta exponencialmente conforme o veículo trafega mais rápido.

O estudo também defende políticas específicas voltadas aos motociclistas, especialmente em áreas sob influência urbana, a fim de reduzir a interação direta com veículos pesados.

O estudo reforça, ainda, que o enfrentamento do problema exige atuação integrada. Em um país fortemente dependente do transporte rodoviário, a responsabilidade pela segurança não pode recair apenas sobre os órgãos de fiscalização. Trata-se de uma agenda estrutural, que envolve planejamento, investimento em infraestrutura e políticas públicas consistentes.

Os dados deixam claro que o desafio vai além do comportamento individual. Enquanto a maior parte das rodovias federais permanecer como pista simples, o risco estrutural continuará elevado — e os números de 2024 mostram que o Brasil está longe de inverter essa curva.

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De volta à rotina: 5 dicas para retomar o trabalho e os estudos com mais equilíbrio

qui, 19/02/2026 - 13:30
Foto: Divulgação

Com o fim das férias e a retomada definitiva do ritmo de trabalho, o brasileiro começa a colocar em prática suas metas para o ano. Segundo dados do Datafolha de dezembro de 2025, 20% dos brasileiros estabeleceram como prioridade cuidar da saúde mental e emocional em 2026. No entanto, o retorno às grandes metrópoles impõe um desafio imediato a esse objetivo: o estresse dos congestionamentos e do transporte público saturado. 

Para quem busca equilibrar produtividade e bem-estar, a solução pode estar em pequenos ajustes diários. Cadu Souza, diretor de operações da Whoosh no Brasil – multinacional líder em micromobilidade urbana e responsável pelas patinetes elétricas amarelas – vivencia essa realidade diariamente e ressalta que, para ele, a forma como chegamos ao trabalho pode ditar o tom do expediente.

“O estresse urbano é um ladrão silencioso de produtividade. Muitas vezes, o profissional já chega ao escritório mentalmente exausto por causa de um trajeto caótico”, explica Cadu. 

Pensando como alguém que transita diariamente pelo coração das capitais, o executivo compartilha cinco estratégias que aplica em sua rotina para otimizar o tempo e preservar a saúde mental:
  1. Criar uma margem de segurança: Sair com alguns minutos de antecedência elimina a ansiedade do atraso. Para Cadu, essa folga permite que o deslocamento seja previsível, sem a pressão do relógio.
     
  2. Organização visual e priorização: O uso de planners, agendas ou apps como Notion e Trello para organização ajuda a descarregar o cérebro. “Visualizar o que é prioridade logo cedo evita que a mente fique tentando ‘lembrar’ de tudo enquanto você ainda está no trajeto”, afirma.
     
  3. Eliminar o estresse da “última milha”: “Em trechos curtos de até 2 ou 3 km, o transporte público lotado ou o trânsito parado geram um desgaste desnecessário. Eu substituo esses trajetos finais pela patinete elétrica. Além de evitar aglomerações, o vento no rosto e a agilidade ajudam a arejar a mente antes de entrar no escritório”, pontua.
     
  4. Blocos de foco com a Técnica Pomodoro: No escritório, Cadu sugere organizar o trabalho em ciclos de foco total. Isso evita a estafa mental e garante que o ritmo de retorno das férias não se torne uma sobrecarga imediata.
     
  5. Ritual de encerramento: Da mesma forma que o trajeto de ida prepara para o trabalho, o de volta deve desconectar. “Organizar as pendências para o dia seguinte antes de sair permite que você encerre o ciclo de trabalho e aproveite o deslocamento de retorno como um momento de transição para a vida pessoal”.

Por fim, o executivo reforça que, embora essas estratégias funcionem, o segredo está em adaptá-las ao que faz sentido para o ritmo de cada pessoa, e na força para a construção dos novos hábitos até que eles se tornem automáticos.

“No fim das contas, trocar um trajeto estressante por uma escolha mais leve é um exercício diário de tentar retomar o controle sobre o próprio tempo e bem-estar”.

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Renovação da CNH sem exames: por que ignorar o fator humano pode aumentar riscos no trânsito

qui, 19/02/2026 - 08:15
O especialista reforça que não se trata de defender burocracia excessiva, mas de reconhecer limites humanos e agir de forma preventiva. Foto: Félix Carneiro / Governo do Tocantins

O trânsito é, antes de tudo, uma atividade humana. Antes de qualquer tecnologia embarcada, de sistemas eletrônicos de assistência ou de normas que regulam a circulação, é o corpo humano que conduz, percebe, decide e reage. Braços, pernas, mãos, olhos, ouvidos e, sobretudo, o cérebro formam o principal recurso de segurança no trânsito. É a partir dessa constatação básica que o especialista em trânsito Celso Mariano faz um alerta contundente sobre os rumos que o Brasil vem adotando ao flexibilizar exigências na renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Em vídeo divulgado pelo Portal do Trânsito, Celso Mariano chama atenção para uma contradição preocupante: enquanto se reconhece que veículos precisam de manutenção periódica para continuar seguros, o mesmo cuidado não tem sido aplicado ao principal “sistema” do trânsito — o ser humano.

Assista ao vídeo com a análise completa do especialista ao final desta matéria.

Corpo e veículo: uma conexão que exige precisão

Conforme Celso Mariano, dirigir é resultado de um encaixe quase perfeito entre o homem e a máquina. “Parece que tudo foi feito para se conectar ao veículo e fazer o trânsito funcionar bem. A percepção na hora certa, a reação correta, precisa, a manobra perfeita”, descreve.

No entanto, assim como acontece com qualquer máquina, o veículo sofre desgaste natural com o tempo e o uso. Sistemas perdem precisão, peças se desregulam, componentes envelhecem. Por isso, considera-se revisões periódicas indispensáveis para garantir segurança.

O problema, como aponta o especialista, é que esse mesmo raciocínio raramente aplica-se ao condutor.

O desgaste humano também existe — e é inevitável

“Não só o veículo precisa de manutenção. A nossa máquina — o corpo e o cérebro — também se desgasta”, alerta Celso Mariano.

Com o passar dos anos, capacidades físicas, cognitivas e emocionais podem se alterar de forma significativa, muitas vezes sem que a própria pessoa perceba.

Reflexos mais lentos, perda de acuidade visual, alterações neuromotoras, dificuldades de atenção e mudanças no equilíbrio emocional fazem parte do envelhecimento natural e também podem ser consequência de doenças, acidentes ou eventos marcantes da vida. “Nossos recursos físicos e mentais precisam de revisão. Se a cada dia entregamos condições diferentes ao ato de dirigir, imagine ao longo dos meses e dos anos”, observa.

O impacto da ampliação do prazo de validade da CNH

Um dos pontos mais criticados por Celso Mariano é a ampliação do prazo de validade da CNH, que passou de cinco para até dez anos para determinados condutores. A mudança, adotada com o argumento de simplificação e comodidade, gerou preocupação entre profissionais da área da saúde e da segurança viária. “Se em três ou cinco anos uma pessoa já pode perder boas condições para conduzir com segurança, imagine em dez anos”, questiona.

De acordo com o especialista, o problema não está apenas no tempo em si, mas no que não se avalia ao longo desse período. Capacidades neuromotoras, cognitivas e emocionais podem sofrer alterações profundas sem qualquer acompanhamento formal.

Renovação da CNH: uma oportunidade desperdiçada

Na avaliação de Celso Mariano, o momento da renovação da CNH sempre representou uma “oportunidade de ouro” para verificar se o condutor ainda reúne condições mínimas para dirigir com segurança. Exames médicos e psicológicos não existem para punir, mas para proteger a coletividade. “O Brasil, inexplicavelmente, está abrindo mão dessa oportunidade”, critica.

Segundo ele, a lógica das simplificações recentes parece estar mais voltada a agradar o público do que a preservar vidas.

“Quando a ansiedade em agradar passa na frente do bom senso, adicionando riscos ao trânsito, o que temos é um quadro de irresponsabilidade”, afirma.

Bom comportamento não substitui aptidão física e mental

Outro ponto duramente questionado pelo especialista é a ideia de renovação automática da CNH baseada exclusivamente no bom comportamento no trânsito, como a ausência de infrações. “Isso é uma distorção que afronta a lógica e o bom senso”, avalia.

Conforme Celso Mariano, não há relação direta entre não cometer infrações e manter plena capacidade física e mental para dirigir.

“Mesmo bons condutores perdem habilidades naturalmente. Isso faz parte da condição humana”, explica. Ele usa um exemplo simples e direto: “Eu, por exemplo, já não consigo mais dirigir sem óculos”.

O alerta é claro: bons antecedentes no trânsito não garantem visão adequada, reflexos preservados ou plena capacidade cognitiva.

Um risco adicional em um trânsito já violento

Ao desconsiderar avaliações periódicas de saúde, o país corre o risco de inserir um fator adicional de perigo em um cenário já marcado por altos índices de violência no trânsito. “Desconsiderar essas avaliações é levar para o trânsito um risco adicional injustificável”, afirma Celso Mariano.

O especialista reforça que não se trata de defender burocracia excessiva, mas de reconhecer limites humanos e agir de forma preventiva. Ignorar o desgaste natural do corpo e da mente é, segundo ele, fechar os olhos para um problema real e previsível.

Um debate que precisa avançar

Ao final de sua reflexão, Celso Mariano lança uma pergunta que resume o cerne da discussão: “Aonde exatamente queremos chegar com essas simplificações?”

O questionamento vai além da renovação da CNH e toca em um ponto central das políticas públicas de trânsito no Brasil: até que ponto facilitar processos pode comprometer a segurança coletiva?

No vídeo, o especialista aprofunda essa reflexão e convida motoristas, gestores e a sociedade a repensarem o papel das avaliações na preservação da vida no trânsito.

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Treinamento constante e rigor regulatório mantêm o transporte de produtos perigosos entre os mais seguros do país

qua, 18/02/2026 - 13:30
O transporte rodoviário de produtos perigosos se diferencia por figurar entre os segmentos mais seguros da logística nacional. Foto: Divulgação

O transporte rodoviário é a base do sistema logístico brasileiro e responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, segundo dados do Atlas CNT do Transporte 2025. Em um cenário de grande escala e elevada complexidade operacional, o transporte rodoviário de produtos perigosos se diferencia por figurar entre os segmentos mais seguros da logística nacional, resultado de um ambiente altamente regulado e de um modelo operacional sustentado pela qualificação contínua de profissionais.

De acordo com a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), o setor opera atualmente sob 384 instrumentos legais vigentes, entre leis, decretos, portarias e resoluções voltadas à segurança, à prevenção de acidentes e à proteção das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio. A estrutura regulatória exige que motoristas, gestores e equipes técnicas passem por processos permanentes de capacitação, alinhando conhecimento operacional, atualização normativa e preparo para situações críticas.

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Para Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, a qualificação profissional é um pilar indispensável da atividade. “São indispensáveis treinamentos contínuos para motoristas e equipes operacionais, procedimentos operacionais, atendimento a emergências e principalmente o cumprimento das normas e legislações do setor. A ABTLP mantém, desde 2010, a realização de treinamentos in company junto às empresas associadas, e essa agenda seguirá ativa ao longo de 2026”, afirma.

Os avanços já se traduzem em dados concretos. Segundo dados da ABTLP, o setor registrou uma redução de 9% nas ocorrências envolvendo produtos perigosos no estado de São Paulo em 2025, resultado associado ao cumprimento rigoroso das normas, à intensificação das fiscalizações, ao investimento contínuo das empresas em capacitação profissional e tecnologia embarcada, além da maior integração entre transportadoras, órgãos reguladores e equipes de resposta a emergências.

A segurança das operações também está diretamente ligada à atuação coordenada dos profissionais envolvidos.

“O motorista exerce um papel fundamental na operação, pois está na linha de frente do transporte e é quem executa, na prática, a condução da carga. No entanto, a segurança da operação não depende apenas dele. Todos os profissionais envolvidos precisam estar capacitados e alinhados quanto aos procedimentos e responsabilidades do processo”, afirma Caixeta.

Em paralelo à formação dos motoristas, o setor exige uma estrutura operacional robusta, que envolve operadores capacitados, licenças e autorizações em dia, equipamentos homologados, certificações na construção e inspeções periódicas, bem como o cumprimento rigoroso das normas de trânsito, de transporte, ambientais e trabalhistas. O conjunto de exigências torna o transporte de produtos perigosos uma atividade altamente regulada e tecnicamente estruturada. 

Caixeta destaca que o desempenho positivo do setor é resultado direto de um ambiente altamente regulado e do comprometimento contínuo das empresas com a segurança operacional. “O transporte de produtos perigosos está entre as operações mais seguras do setor logístico, justamente em razão do elevado nível de regulamentação e controle existente. É uma atividade acompanhada de perto por diversos órgãos governamentais, o que resulta em exigências constantes de conformidade, fiscalização e melhoria contínua nas operações do dia a dia”, conclui o presidente.

Agenda de capacitação

No primeiro semestre de 2026, a ABTLP dará sequência à agenda de capacitação com a realização do ABTLP 360, em São José dos Pinhais (PR), evento técnico que reunirá palestras e debates ao longo de um dia, com foco nas operações do transporte de produtos perigosos e nas particularidades logísticas e regulatórias do estado do Paraná.

A programação da entidade ainda inclui ainda um simulado de atendimento a emergências no trecho norte do Rodoanel, em São Paulo, voltado à integração entre empresas, órgãos públicos e equipes de resposta, além do lançamento de um curso online sobre segurança no transporte de produtos perigosos, ampliando o acesso à qualificação profissional em todo o país.

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5 atitudes que você acha seguras no trânsito, mas não são

qua, 18/02/2026 - 08:15
O perigo não está apenas em quem desrespeita regras. Ele também pode estar em quem acredita, sinceramente, que já faz tudo certo. Foto: legion_satanic@hotmail.com para Depositphotos

Nem todo comportamento perigoso no trânsito parece imprudente. Pelo contrário: muitas atitudes que aumentam o risco de sinistros são socialmente aceitas, repetidas todos os dias e até vistas como sinal de experiência ou responsabilidade ao volante.

O problema é que o trânsito não reage à intenção do condutor, mas às consequências das escolhas feitas em frações de segundo. E, nesse cenário, o que parece seguro nem sempre é.

Em um momento em que o Brasil passa por mudanças no modelo de formação de condutores, com maior flexibilização de etapas e redução da mediação profissional, identificar esses falsos comportamentos seguros se torna ainda mais importante.

Veja cinco atitudes comuns que parecem inofensivas — mas não são.

1. “Dirijo devagar, então estou seguro”

Velocidade reduzida nem sempre é sinônimo de segurança. Circular muito abaixo do fluxo da via, frear sem necessidade ou hesitar excessivamente em cruzamentos pode surpreender outros condutores e provocar colisões.

Segurança no trânsito está ligada à previsibilidade. Quando um motorista foge do comportamento esperado para aquela via, mesmo em baixa velocidade, ele cria risco.

Dirigir bem não é apenas ir devagar, mas adequar a condução ao contexto, respeitando limites, fluxo e condições da via.

2. Confiar demais na tecnologia do veículo

Freios ABS, controle de estabilidade, assistentes de faixa, sensores e alertas sonoros são avanços importantes — mas não substituem o condutor.

O risco surge quando a tecnologia passa a ser vista como garantia absoluta de segurança. Sistemas falham, têm limites e dependem da correta interpretação humana.

Especialistas alertam que a excessiva confiança em recursos eletrônicos pode levar à distração, à redução da atenção e à falsa sensação de controle, especialmente entre motoristas menos experientes.

3. Dirigir cansado porque “não bebi”

A comparação é comum — e equivocada. Embora o álcool seja amplamente reconhecido como fator de risco, o cansaço extremo pode comprometer a condução de forma semelhante.

Reflexos lentos, lapsos de atenção, dificuldade de julgamento e até episódios de microsono fazem parte da fadiga ao volante. Ainda assim, dirigir cansado segue socialmente tolerado.

Em processos de formação mais rápidos ou superficiais, esse tipo de risco tende a ser subestimado, já que nem sempre recebe a devida ênfase educativa.

4. Fazer tudo “dentro da lei”, mas sem atenção real

Cumprir regras formais — como usar cinto, respeitar limites e não usar o celular — é essencial, mas não garante segurança plena quando feito de forma automática e desatenta.

O condutor que dirige no “piloto automático”, sem leitura ativa do ambiente, demora mais para reagir a pedestres, ciclistas, motociclistas ou mudanças repentinas na via.

Trânsito seguro exige presença mental, percepção de risco e capacidade de antecipação — habilidades que precisam ser trabalhadas desde a formação inicial.

5. Achar que experiência substitui formação contínua

“Aprendi na prática”, “nunca precisei de curso” ou “dirijo assim há anos” são frases que escondem um risco relevante: a desatualização.

O trânsito muda, os veículos mudam, as vias mudam — e o comportamento seguro precisa acompanhar essas transformações. Quando o condutor deixa de refletir sobre suas práticas, erros passam a ser repetidos como hábito.

De acordo com Celso Mariano, esse é um dos maiores desafios da segurança viária.

“O que mata no trânsito não é apenas a imprudência explícita, mas a soma de comportamentos aparentemente corretos, repetidos sem reflexão crítica”, costuma alertar.

Quando o risco se disfarça de normalidade

Atitudes perigosas nem sempre chamam atenção. Muitas vezes, elas se escondem justamente naquilo que parece correto, confortável ou já incorporado à rotina.

Em um cenário de flexibilização das regras de habilitação, cresce a responsabilidade individual de reconhecer limites, revisar comportamentos e compreender que segurança no trânsito não é apenas seguir normas, mas entender riscos.

O perigo não está apenas em quem desrespeita regras. Ele também pode estar em quem acredita, sinceramente, que já faz tudo certo.

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O Brasil encerrou 2025 com 2,69 milhões de veículos vendidos

ter, 17/02/2026 - 13:30
As projeções para 2026 antecipam um cenário de crescimento moderado. Foto: LuisLimaJr para Depositphotos

O mercado automotivo brasileiro voltou a mostrar sinais de recuperação em 2025, embora com um ritmo mais moderado do que o esperado pelos fabricantes e concessionárias. Após vários anos de volatilidade marcados pela pandemia, interrupções na cadeia de suprimentos e endurecimento das condições financeiras, o setor conseguiu fechar o ano com crescimento, mantendo o dinamismo comercial, mas sem atingir plenamente as metas traçadas no início do exercício. Os dados oficiais de matrículas permitem traçar um mapa bastante preciso de como a demanda evoluiu, quais segmentos impulsionaram o resultado e quais foram os fatores que limitaram uma expansão mais acelerada.

De acordo com os números divulgados pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de carros novos e veículos comerciais leves, categoria que inclui picapes e utilitários, cresceram 2,5% em 2025 e totalizaram 2.549.462 unidades. Trata-se do melhor desempenho anual desde 2019, quando foram registradas cerca de 2,65 milhões de matrículas nesses segmentos. Na comparação anual, o volume superou os 2,48 milhões de unidades comercializadas em 2024, confirmando uma tendência de melhora, embora mais contida do que o inicialmente projetado pela entidade.

De fato, o ano começou com previsões mais otimistas.

A Fenabrave havia estimado um crescimento de 5% para 2025, mas teve que revisar sua previsão em outubro e ajustá-la para um aumento de 3%. Mesmo essa meta revisada acabou ficando acima do resultado final. A própria entidade atribuiu boa parte da diferença a um evento pontual, mas de alto impacto: a destruição da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, no estado de São Paulo, após um fenômeno climático severo em setembro. Desde então, a montadora japonesa deixou de produzir motores localmente e passou a depender da importação do Japão, afetando a disponibilidade de unidades e os prazos de entrega.

No entanto, o final do ano apresentou um impulso significativo. Dezembro tornou-se um dos meses mais fortes de 2025 em termos de matrículas. Somente em automóveis e veículos comerciais leves foram registradas 267.117 unidades, um aumento de 9,6% em relação a dezembro do ano anterior. Considerando todas as categorias, incluindo caminhões e ônibus, o volume mensal subiu para 279.400 veículos, um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior e 17,1% acima de novembro. Foi o melhor dezembro em 11 anos, embora ainda abaixo dos máximos históricos anteriores à pandemia.

Ao ampliar a visão para todos os segmentos, o resultado anual apresenta outro número de referência.

Somando automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus, o Brasil atingiu em 2025 um total de 2.689.179 veículos novos vendidos. A diferença em relação ao número de 2,54 milhões responde ao alcance das categorias consideradas em cada medição. Sob essa metodologia mais ampla, o mercado também apresentou melhora e registrou o melhor nível desde 2019, quando foram matriculadas cerca de 2,78 milhões de unidades. Em termos comparativos de longo prazo, o volume de 2025 ficou cerca de 100.000 unidades abaixo daquele pico pré-pandêmico.

O desempenho por segmentos foi desigual. O setor automotivo acumulou 1.996.531 matrículas no ano, com um aumento de 2,49% em relação a 2024. Os veículos comerciais leves, por sua vez, totalizaram 552.931 unidades e cresceram 2,91%. Em contrapartida, o segmento de caminhões e ônibus apresentou uma contração de 6,26%, com 139.717 unidades registradas. A divergência reflete comportamentos distintos da demanda: enquanto o consumo particular e o uso comercial leve encontraram certa sustentação, o investimento em transporte pesado se mostrou mais sensível ao custo financeiro e à desaceleração de alguns setores produtivos.

Entre os modelos mais vendidos não houve grandes surpresas, o que confirma a estabilidade das preferências do consumidor brasileiro. O Fiat Strada voltou a liderar o ranking geral com 142.891 unidades, consolidando sua liderança entre os utilitários compactos. No segmento de automóveis de passeio, os mais procurados foram o Volkswagen Polo, com 122.672 unidades, seguido pelo Fiat Argo (102.630) e pelo Volkswagen T-Cross (92.837).

O top 10 foi completado pelo Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Hyundai Creta, Fiat Mobi, Volkswagen Saveiro e Jeep Compass. Em termos de marcas, a Fiat terminou na liderança do mercado, com uma vantagem clara sobre a Volkswagen e a Chevrolet, que ocuparam o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Do ponto de vista macroeconômico, o mercado automotivo enfrentou condições menos favoráveis do que em 2024.

O principal obstáculo veio do aumento das taxas de juros, que encareceu o crédito ao consumidor e reduziu a acessibilidade do financiamento. A compra de veículos novos depende em grande parte de planos de financiamento, empréstimos com garantia e ofertas associadas à concessionária, além de custos relacionados, como seguro automóvel, que incidem sobre o gasto total do comprador. De acordo com executivos da Fenabrave, o quadro jurídico de garantias e o custo financeiro ainda representam obstáculos para uma expansão mais vigorosa.

No entanto, também houve fatores de sustentação.

A melhora no emprego e na renda em determinados períodos do ano, juntamente com as vendas para empresas de locação de frotas, ajudaram a manter o nível das operações. A isso se somaram os incentivos fiscais do programa Autos Sustentáveis, promovido pelo governo federal, que concedeu descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos básicos de menor impacto ambiental. De acordo com a entidade, esse programa teve um efeito positivo no segmento de entrada e poderia ganhar relevância se fosse ampliado para mais categorias.

Paralelamente, as projeções para 2026 antecipam um cenário de crescimento moderado. A Fenabrave estima que as vendas de automóveis e veículos comerciais leves aumentarão cerca de 3%, para cerca de 2,65 milhões de unidades. A expectativa combina uma normalização gradual da oferta com um ambiente financeiro que ainda exige cautela. O desempenho final dependerá da evolução das taxas, do acesso ao crédito e da continuidade dos estímulos fiscais.

Assim, o balanço de 2025 deixa um mercado em avanço, mas a uma velocidade controlada. O Brasil conseguiu consolidar a recuperação iniciada após os anos mais críticos, melhorou seus registros interanuais e apresentou um fechamento de ano dinâmico. No entanto, a distância em relação às metas iniciais e aos níveis históricos anteriores lembra que a indústria automotiva continua estreitamente ligada ao pulso econômico geral e às condições de financiamento enfrentadas por consumidores e empresas.

O boom das motocicletas

Em linha com a evolução apresentada pelo mercado de automóveis e veículos comerciais leves, o segmento de motocicletas confirmou em 2025 uma mudança estrutural no padrão de mobilidade dos brasileiros. Dados oficiais da Fenabrave indicam que o país atingiu o maior número de matrículas de motocicletas de sua história, com 2.197.308 unidades registradas, o que representa um crescimento de 17,1% em relação a 2024, quando foram vendidas 1.875.890 unidades. A magnitude do salto não apenas marca um recorde estatístico, mas redefine o peso relativo das duas rodas no setor automotivo.

Esse desempenho torna as motocicletas o segmento de maior expansão do ano dentro do conjunto de veículos. Enquanto os carros cresceram a taxas moderadas, condicionadas pelo custo financeiro e pela oferta de crédito, as motocicletas capturaram uma demanda que buscava alternativas de menor valor inicial e custos operacionais mais baixos. Segundo explicou o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, a motocicleta passou a ocupar o papel de “segundo veículo da família”, em parte como resposta às altas taxas e às restrições para acessar empréstimos para unidades de preço mais elevado.

A tendência não é nova, mas acelerou-se. Em perspectiva, o mercado praticamente duplicou o seu tamanho desde 2020, configurando uma expansão que as entidades do setor consideram estrutural e não conjuntural. O fenômeno está intimamente ligado ao uso profissional, especialmente em entregas urbanas e transporte individual, onde a motocicleta oferece eficiência de custos, rapidez operacional e barreiras de entrada mais baixas. A consolidação das plataformas digitais de entrega e mensagens foi um catalisador fundamental nessa transformação.

A concentração por marcas também apresenta características definidas.

A Honda liderou amplamente o mercado, com 66,8% de participação e 1.468.229 unidades vendidas. Muito atrás ficou a Yamaha, com 14,2% e 311.011 matrículas, enquanto a Shineray completou o pódio com 5,9% e 130.600 unidades. O domínio dos fabricantes com forte presença em cilindradas baixas explica boa parte do volume, já que esse tipo de modelo representou cerca de 77% da produção nacional, de acordo com dados da Abraciclo.

Outra característica relevante é a mudança no perfil do usuário. A participação de jovens e mulheres motociclistas está crescendo: mais de 10 milhões de mulheres têm carteira de habilitação para conduzir motocicletas no Brasil, um aumento de 66% na última década. Assim, pela primeira vez, as vendas anuais de motocicletas superaram as de automóveis, refletindo não apenas um ciclo comercial favorável, mas uma profunda mudança nos hábitos de mobilidade e na estrutura do parque veicular.

Conteúdo do site O Melhor Trato

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Não é só imprudência: 5 atitudes comuns que colocam você em risco no trânsito

ter, 17/02/2026 - 08:15
Entenda por que a flexibilização da CNH exige ainda mais responsabilidade do condutor. Foto: KoliadzynskaIryna para Depositphotos

Quando se fala em risco no trânsito, é comum apontar o dedo para o outro motorista, para a imprudência alheia, para a falta de fiscalização ou para falhas na infraestrutura viária. No entanto, uma parte significativa dos sinistros de trânsito nasce de escolhas individuais que, à primeira vista, parecem inofensivas — e justamente por isso passam despercebidas.

No cotidiano acelerado das cidades, comportamentos perigosos acabam sendo normalizados. Pequenos desvios de conduta se repetem, viram hábito e constroem um cenário em que o risco deixa de ser exceção e passa a fazer parte da rotina. Esse cenário se torna ainda mais sensível em um momento em que o Brasil discute e implementa mudanças profundas no modelo de formação de condutores, com redução de etapas presenciais e maior flexibilização no processo de habilitação.

A seguir, o Portal do Trânsito lista cinco atitudes comuns que reduzem a sua própria segurança — muitas vezes sem que o condutor perceba.

1. Confiar demais na própria experiência ao volante

“Dirijo há anos”, “nunca me envolvi em acidente”, “conheço bem esse caminho”. Frases como essas revelam um dos riscos mais silenciosos do trânsito: o excesso de autoconfiança.

A experiência, quando não vem acompanhada de atualização e atenção constante, pode gerar relaxamento nas decisões. O condutor passa a subestimar riscos, ignora regras básicas e reage menos aos imprevistos.

Esse comportamento tende a se agravar em um contexto no qual a formação inicial do condutor passa a exigir menos horas práticas e menos acompanhamento profissional, transferindo para o próprio motorista a responsabilidade de reconhecer seus limites — algo que nem sempre ocorre.

2. Usar o celular “só um pouquinho”

Responder uma mensagem rápida, mudar a música, conferir uma notificação. A ilusão do “só um segundo” segue sendo uma das principais armadilhas do trânsito moderno.

O uso do celular ao volante não é perigoso apenas pelo tempo em que os olhos deixam a via, mas pela quebra de atenção cognitiva. Mesmo quando o condutor volta a olhar para a pista, o cérebro demora alguns segundos para retomar o foco total na condução.

Em um cenário de formação mais flexível, no qual a conscientização comportamental pode ser superficial ou desigual, práticas sabidamente perigosas tendem a ser naturalizadas com mais facilidade.

3. Adiar a manutenção do veículo

Pneus carecas, freios desgastados, iluminação deficiente e sistemas de segurança comprometidos não costumam provocar acidentes sozinhos, mas agravam drasticamente suas consequências.

A manutenção negligenciada cria uma falsa sensação de economia, quando, na prática, aumenta o risco de falhas mecânicas justamente em situações críticas.

Quando o processo de habilitação enfatiza menos a responsabilidade técnica e preventiva do condutor, esse tipo de cuidado acaba ficando em segundo plano — especialmente entre motoristas iniciantes.

4. Acreditar que “pressa” justifica tudo

A pressa altera o julgamento, encurta a paciência e faz com que o condutor aceite riscos que normalmente não aceitaria.

Avançar um sinal, ultrapassar em local proibido ou exceder a velocidade “só para não se atrasar” são decisões que parecem pequenas, mas aumentam exponencialmente a chance de sinistros.

Sem uma formação sólida que trabalhe percepção de risco e tomada de decisão, esse tipo de comportamento deixa de ser exceção e passa a ser regra no trânsito cotidiano.

5. Ignorar o próprio estado físico e emocional

Cansaço, estresse, ansiedade, uso de medicamentos e desequilíbrio emocional influenciam diretamente a capacidade de dirigir com segurança. Ainda assim, muitos condutores insistem em conduzir mesmo quando não estão em condições ideais.

De acordo com Celso Mariano, a segurança viária passa por reconhecer limites.

“O trânsito não perdoa falhas humanas. Quanto mais o condutor ignora seus próprios limites físicos e emocionais, maior é o risco de transformar um erro comum em uma tragédia”, alerta.

Esse tipo de percepção crítica, conforme especialistas, costuma ser melhor desenvolvido quando há mediação profissional, acompanhamento contínuo e formação estruturada — pontos que vêm sendo relativizados no novo modelo de habilitação.

Quando o sistema flexibiliza, a responsabilidade individual aumenta

A redução de etapas formais no processo de habilitação pode ampliar o acesso à CNH, mas também desloca para o condutor uma parcela maior da responsabilidade pela própria segurança e pela segurança coletiva.

Em um país onde o trânsito ainda figura entre as principais causas de morte evitável, especialistas alertam que flexibilizar regras sem fortalecer a educação e a consciência de risco pode produzir efeitos contrários aos desejados.

Mais do que nunca, segurança no trânsito começa nas escolhas individuais — mas depende de um sistema que prepare o condutor para fazê-las corretamente.

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Programa Respeito à Vida já habilita 170 municípios

seg, 16/02/2026 - 13:30
Programa, que passou por reestruturação e agora dá peso maior a evidências, eficiência técnica e formação educativa, segue para etapa de análise minuciosa das propostas recebidas. Foto: Agência SP

Um total de 170 municípios está qualificado para a 1ª edição do novo Programa Respeito à Vida (PRaVida), que passou por profunda reformulação em 2025 para alcançar a meta de reduzir mortes no trânsito paulista. O programa é alinhado ao 1º Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), que será lançado em breve e prevê uma série de ações em oito diferentes frentes, com potencial para diminuir até a metade as perdas no trânsito em cinco anos. Com as cidades agora habilitadas, o próprio PRaVida tem o potencial de impactar mais de 26 milhões de vidas, através de ações que promovem vias seguras, educação e fiscalização. 

Ao todo, 213 municípios manifestaram interesse em receber apoio especializado do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) no combate à letalidade no trânsito, durante o período de inscrições do novo PRaVida, de 15 de dezembro a 19 de janeiro. Alguns se inscreveram em mais de um componente ao mesmo tempo, enviando propostas de acordo com o foco pretendido. Deste total, 170 tiveram seus projetos qualificados por atenderem aos requisitos técnicos, aos padrões pré-estabelecidos e à coerência na análise da sinistralidade local, que ganhou maior peso na nova versão do programa. 

O novo PRaVida conta com três componentes ou frentes de atuação: Vias Seguras, Educação e Fiscalização.  Os municípios podiam se inscrever em um dos três componentes ou em mais de um ao mesmo tempo. O de Vias Seguras, que recebeu 183 manifestações de interesse, é voltado à implementação de soluções de alto impacto em locais críticos, intervenções em áreas onde a sinistralidade e o risco são comprovadamente elevados. 

O componente Educação, com mais de 120 interessados, é voltado à formação e qualificação de gestores e servidores públicos na criação de uma cultura de valorização da vida. Já o componente Fiscalização, que teve 121 inscritos, vai apoiar os municípios no alinhamento das ações locais à estratégia estadual de segurança viária e fortalecer as capacidades técnicas e operacionais dos municípios.  

Próximos passos

O componente de Vias Seguras avança com 104 municípios enquadrados nos requisitos do programa – a lista completa de cidades pode ser vista aqui. Aptos a receber recursos para a execução dos projetos, esses municípios seguem agora para uma 2ª fase do processo seletivo, em que suas propostas serão submetidas a uma minuciosa avaliação técnica para aferir sua aderência aos objetivos do PRaVida, com base no inédito Guia de Intervenção para Vias Seguras, elaborado em colaboração com a Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, parceira do Detran-SP, e aos critérios de priorização, como o grau de criticidade do trânsito em cada localidade. 

O componente Educação teve 115 municípios qualificados e automaticamente selecionados para ampliar suas capacidades e conhecimento por meio de ações formativas de Segurança Viária. Ao final, todos serão contemplados. Os municípios que se inscreveram, mas não se enquadraram no componente, podem receber apoio de ações formativas temáticas nesta frente desde que tenham indicado, na inscrição, que possuem em seu quadro um responsável técnico registrado no CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) ou CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). 

As cidades que não se habilitaram para as capacitações temáticas dos componentes 1 e 3 também poderão receber apoio de ações formativas, caso tenham indicado, no formulário de Manifestação de Interesse, não contar com nenhum responsável técnico ou autoridade de trânsito responsável para conduzir as ações de fiscalização e operação de trânsito. Essas cidades poderão aderir indiretamente ao componente Educação, mediante a apresentação de um ponto focal responsável pela gestão das ações educativas locais. A formação e engajamento de servidores municipais será de grande valia em rodadas futuras do programa. 

Na frente de Fiscalização, cerca de 65% das manifestações foram qualificadas para obter apoio através de repasses de recursos financeiros para a aquisição de materiais, condicionados à posterior avaliação técnica de aderência aos objetivos do programa e aos critérios de priorização. As 28 cidades que não se qualificaram para o 3º componente do Programa Respeito à Vida, mas afirmaram possuir autoridade de trânsito responsável para conduzir ações de fiscalização e operação de trânsito, estão pré-selecionadas para receber apoio de ações formativas temáticas na área de Fiscalização. 

A lista completa de municípios em cada situação pode ser encontrada aqui. Dúvidas podem ser encaminhadas para integracao.municipios@detran.sp.gov.br, com o assunto: “PRaVida – dúvidas”. 

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Trânsito na areia das praias é proibido e segue gerando riscos ambientais e à segurança

seg, 16/02/2026 - 08:15
As praias são ambientes de elevada biodiversidade e cumprem funções ecológicas essenciais. Foto: Divulgação Governo do ES

Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), órgão do Espírito Santo, reforçou recentemente a orientação sobre a proibição do trânsito de veículos na faixa de areia das praias, prática que, apesar de ilegal, ainda há registros em diferentes pontos do litoral capixaba. O alerta, no entanto, vale para todo o território nacional e envolve não apenas a proteção ambiental, mas também a segurança de banhistas, moradores e visitantes.

A circulação de carros, motos e quadriciclos nas praias é expressamente proibida pela Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio da Portaria nº 10, de 30 de janeiro de 1995. A norma estabelece que a faixa de areia é área de preservação, independentemente de estar localizada em zona urbana ou rural, justamente por sua relevância ambiental e social.

Impactos ambientais que vão além do que se vê

As praias são ambientes de alta biodiversidade e, além disso, desempenham funções ecológicas essenciais. Um dos principais impactos do tráfego de veículos é a compactação da areia, que altera a dinâmica natural do ecossistema e afeta diretamente a fauna associada a esse ambiente.

Entre as espécies mais prejudicadas estão as tartarugas marinhas, animais ameaçados de extinção e protegidos por legislação ambiental específica. Durante o período de desova — que ocorre, em grande parte do litoral brasileiro, entre setembro e março — a circulação de veículos pode danificar ninhos, comprometer o desenvolvimento dos ovos e apagar os rastros deixados pelas fêmeas, informações fundamentais para o monitoramento e a proteção dessas espécies.

Outro ambiente severamente afetado é a vegetação de restinga, responsável pela estabilização das dunas, pela proteção contra processos erosivos e pelo abrigo de diversas espécies. O trânsito irregular fragiliza essa vegetação, compromete o equilíbrio da faixa litorânea e amplia o risco de erosão costeira, problema que já afeta várias regiões do país.

Risco real à segurança de pessoas

Além dos danos ambientais, o tráfego de veículos na areia representa um risco direto à segurança. A presença de marcas de pneus, veículos circulando ou estacionados na praia é um indício recorrente da irregularidade e expõe banhistas — especialmente crianças — a situações de perigo.

No Espírito Santo, o Iema relatou que, no último dia 6 de janeiro, um veículo foi flagrado estacionado na faixa de areia, com o condutor orientado e autuado conforme a legislação ambiental vigente. Houve o registro de casos semelhantes em outros estados, especialmente em períodos de alta temporada, feriados prolongados bem como férias escolares.

Fiscalização e campanhas educativas

Para enfrentar o problema, o Iema, por meio da Área de Proteção Ambiental de Conceição da Barra (APACB), desenvolve ações contínuas de sensibilização e fiscalização. Uma das iniciativas é a campanha “Rastros de uma Vida”, que busca conscientizar motoristas e a população em geral sobre os impactos do trânsito de veículos nas praias, com abordagens educativas e distribuição de material informativo.

De acordo com a servidora do Iema, Fernanda Martins, a conscientização é parte essencial da proteção ambiental.

“O trânsito de veículos na faixa de areia causa danos que muitas vezes não são visíveis de imediato, mas comprometem a fauna, a vegetação e a segurança das pessoas. Respeitar essa proibição é essencial para garantir a preservação das praias e permitir que esses ambientes continuem cumprindo seu papel ecológico”, destaca.

É preciso respeitar a regra nacional

Embora muitas vezes associada a ações locais, a proibição do trânsito de veículos nas praias é uma regra nacional, respaldada por normas ambientais federais e por legislações estaduais e municipais complementares. O desrespeito pode resultar em multas, apreensão do veículo e outras sanções administrativas, além de configurar crime ambiental em determinadas situações.

Mais do que cumprir a lei, respeitar a faixa de areia é uma medida de responsabilidade coletiva, que protege vidas, preserva ecossistemas sensíveis assim como garante que as praias brasileiras continuem sendo espaços de lazer, convivência e equilíbrio ambiental.

As informações são da Assessoria de Comunicação do Iema

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Carnaval: erros comuns com pneus que podem comprometer a segurança no feriado

dom, 15/02/2026 - 13:30
Em meio à correria do feriado, é comum que alguns cuidados básicos com o veículo fiquem em segundo plano. Foto: Divulgação.

O Carnaval é um dos períodos mais intensos para a mobilidade no Brasil, com estradas cheias, deslocamentos urbanos frequentes e motoristas alternando viagens curtas e longas ao longo de vários dias. Em meio à correria do feriado, é comum que alguns cuidados básicos com o veículo fiquem em segundo plano e, entre eles, os pneus costumam ser negligenciados, mesmo sendo o único ponto de contato do carro com o solo. 

Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, a atenção aos pneus é decisiva para dirigir com mais tranquilidade durante o feriado, já que pequenos hábitos do dia a dia podem influenciar diretamente a estabilidade, a frenagem e o controle do veículo. 

“Durante o Carnaval, o carro passa por uma rotina diferente, com mais uso urbano, congestionamentos e viagens em sequência. Nesse cenário, os pneus acabam sendo mais exigidos e qualquer descuido pode comprometer a segurança”, afirma Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone. 

Calibrar “para economizar” pode comprometer a segurança

Um erro comum no feriado é rodar com pneus com pressões mais elevadas ou mais baixas, na tentativa de “economizar combustível” ou “compensar o carro vazio”. A recomendação é seguir sempre a pressão que o fabricante do veículo indica, disponível no manual ou na etiqueta do carro, e realizar a calibragem com os pneus frios, antes de sair. 

“Calibragem não é uma escolha pessoal. Pressão acima ou abaixo do recomendado altera o comportamento do veículo, afeta a dirigibilidade e acelera o desgaste dos pneus. O correto é sempre seguir a especificação do fabricante”, explica Ayala. 

Batidas leves em guias e buracos merecem atenção

No Carnaval, o aumento dos deslocamentos urbanos traz situações comuns, como impactos leves em guias, buracos e lombadas. Mesmo quando não há danos visíveis imediatos, esses choques podem afetar o pneu, a roda ou a suspensão. 

“Muitas vezes o motorista acha que foi só um ‘toquezinho’, mas esse impacto pode causar deformações internas ou desalinhamento. Sempre que isso acontecer, vale fazer uma inspeção visual e, se notar algo fora do normal, procurar avaliação técnica”, orienta o especialista. 

Uso contínuo do carro exige checagens simples

Outro hábito recorrente no feriado prolongado é usar o carro por vários dias seguidos sem nenhuma verificação, especialmente após longos períodos em congestionamentos ou deslocamentos repetidos. 

“Uma checagem rápida leva poucos minutos e pode evitar transtornos. Conferir a pressão dos pneus, observar o desgaste e prestar atenção a vibrações ou ruídos diferentes já ajuda muito”, destaca o gerente da Bridgestone. 

Pneu novo também precisa de atenção

A ideia de que pneu novo dispensa cuidados é outro equívoco comum. Mesmo pneus recém-instalados podem ter desempenho comprometido se rodarem com pressão inadequada, sofrerem impactos urbanos ou estiverem com alinhamento e balanceamento fora do ideal. “O pneu novo também precisa de manutenção correta. Sem isso, a vida útil diminui e se afeta o desempenho rapidamente, independentemente do tempo de uso”, reforça Ayala. 

Checklist rápido para rodar com mais segurança no Carnaval

Para enfrentar o feriado com mais tranquilidade, a Bridgestone recomenda: 

  • Verificar a calibragem dos pneus, sempre com o veículo frio, incluindo o estepe.
  • Fazer uma inspeção visual em busca de bolhas, cortes, rachaduras ou desgaste irregular.
  • Após impactos em buracos ou guias, avaliar o conjunto e procurar orientação técnica se necessário.
  • Manter alinhamento e balanceamento em dia, conforme recomendação especializada.
     

Para mais informações e orientação técnica especializada, localize uma das mais de 800 unidades da Bridgestone no Brasil aqui.

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Veja dicas para curtir o carnaval com segurança e alegria

dom, 15/02/2026 - 08:15
A primeira dica é: priorize deixar o carro em casa. Foto: Antonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Com a chegada do carnaval, os foliões devem ter a atenção redobrada para aproveitar a festa de forma segura, preservando a saúde, o bem-estar e a segurança. A época é de diversão, mas deve-se ter cuidado para não cair em golpes ou ser vítima de furtos.

Agência Brasil apresenta algumas dicas para que os foliões tenham uma diversão segura em meio aos blocos, trios, fanfarras e outras brincadeiras, ajudando a manter o ritmo até a quarta-feira de cinzas (18).

A primeira dica é: priorize deixar o carro em casa. Use o transporte público, vá a pé ou utilize outros meios para se deslocar. Afinal, além de dificuldades para encontrar um lugar para estacionar, deixar o carro em casa diminui as chances que algum sinistro ocorra com o veículo.

Para quem vai usar o carro no carnaval é a mais importante: se beber, não dirija. Sempre se informe sobre o trajeto a ser percorrido, pois são comuns mudanças no trânsito.

Em meio à folia e dança, é preciso manter o corpo hidratado. Por isso, é importante tomar água. Se possível, consuma também água de coco, sucos naturais e isotônicos, que também ajudam o corpo a repor os sais minerais.

Se for ingerir bebidas alcoólicas a primeira dica é moderação. O álcool é metabolizado principalmente pelo fígado. O excesso pode provocar uma intoxicação aguda e sistêmica: a famosa ressaca, o que inclui desidratação, cansaço e dor de cabeça. A ideia não é se privar, mas ter cautela, pois os exageros podem gerar danos ao organismo.

Outra dica é ficar atento na hora de comprar as bebidas. Procure sempre um lugar confiável. É importante se certificar de que as embalagens estejam lacradas ao comprá-las nas mãos de ambulantes.

Segurança

Priorize lugares que tenham segurança, com policiamento e também presença do Corpo de Bombeiros. Evite andar em locais desertos ou ficar sozinho. Fique perto das pessoas conhecidas e marque pontos de encontro caso se perca dos amigos. 

Se for brincar durante o dia, use protetor solar. Alguns adereços – chapéus, lenços e óculos de sol – também ajudam na proteção. Escolha sapatos fechados e antiderrapantes, que proporcionam maior estabilidade e podem evitar uma queda. Palmilhas acolchoadas também podem amenizar o impacto de horas de folia e melhorar o equilíbrio.

Também faça pausas estratégicas, procure um local para dar um descanso ao corpo.

Não use joias, relógios e acessórios de valor, incluindo os que possuem valor sentimental, que possam chamar a atenção. Em caso de assalto, não reaja. Procure manter a calma e entregue o que o criminoso pedir.

Golpes

Diante das aglomerações, é comum as pessoas caírem em alguns golpes relacionados ao pagamento com cartão ou celular, gerando muita dor e cabeça e prejuízos financeiros. Por isso, a recomendação é não levar objetos de grande valor, nem carteira e celular. 

Dê preferência para levar dinheiro em espécie para realizar os pagamentos. Se não for possível, preste bastante atenção ao usar o cartão. Afinal, um dos golpes mais comuns é a troca de cartão. Nesse tipo de golpe, quem aplica fica atento à senha digitada pelo cliente e troca o cartão por outro.  

Nas transações com Pix ou cartão é preciso redobrar a atenção. Nesses casos, antes de realizar qualquer pagamento via Pix ou cartão, a recomendação é verificar tudo com calma. Conferir o valor da transação, confirmar o nome do recebedor e observar a maquininha são atitudes que ajudam a evitar cobranças erradas e golpes bastante comuns em eventos lotados como o carnaval.

Se for levar o celular, certifique-se que o aparelho está com a bateria 100% carregada, se há conexão no local. É indicado também fazer o backup dos dados. Importante usar o bloqueio de tela inicial, biometria facial/digital para acessar o celular e os aplicativos. Ative o bloqueio automático de tela.

Cartão

Caso seja necessário levar o celular, não fique com ele na mão. Se sair de casa com cartão de crédito ou débito evite ao máximo entregar o cartão ao vendedor. Uma dica importante é guardar os pertences em lugares seguros como doleiras, pochetes, bolsas com um zíper ou outro tipo de fechamento, usado sempre na frente do corpo.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, o Brasil registrou mais de 900 mil aparelhos celulares subtraídos no último ano, sendo 498.516 furtos e 419.232 roubos. Muitas dessas ocorrências se concentraram durante o período de carnaval, época em que a aglomeração facilita a ação de criminosos.

Uma dica é utilizar o App (aplicativo) Celular Seguro, ferramenta do governo federal para bloqueio remoto instantâneo do aparelho e de aplicativos bancários. O aplicativo pode ser baixado aqui

Celular com seguro

Outra possibilidade é a contratação de um seguro para o aparelho, o que oferece, entre outras possibilidades, cobertura contra roubo, furto (simples e qualificado), quedas acidentais, quebra de tela e danos por líquidos. Também é possível contratar reparos rápidos e substituição do dispositivo.

Também é possível contratar apólices específicas ou extensões de cobertura para danos e perdas durante os dias de festa. É possível contratar algumas dessas modalidades online.

Dados da Federação de Seguros Gerais (FenSeg) apontam que apenas 4% dos cerca de 10 milhões de smartphones no país possuem seguro, deixando uma base de 167 milhões de usuários vulneráveis.

Para o diretor técnico de estudos e relações regulatórias da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Cnseg), Alexandre Leal, um bom planejamento é fundamental para evitar transtornos e garantir que se aproveite a festa em sua plenitude.

“O carnaval é uma das maiores expressões da cultura brasileira e costuma mobilizar milhões de pessoas em viagens, festas e eventos de rua. Nesse período, o planejamento e a adoção de medidas de prevenção ajudam a reduzir riscos e evitar transtornos, inclusive financeiros, que podem comprometer o aproveitamento das festividades. A adoção de práticas preventivas e o conhecimento sobre formas de proteção contribuem para que o carnaval seja aproveitado com mais segurança e tranquilidade”, disse.

As informações são da Agência Brasil

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