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Atualizado: 58 minutos 22 segundos atrás

Na hora de trocar apenas dois pneus deve se colocar os pneus novos na frente ou atrás?

ter, 23/12/2025 - 18:00
A Dunlop reforça que manter a pressão correta, realizar alinhamento e balanceamento regulares e seguir as recomendações de troca por pares são medidas simples, mas que fazem toda a diferença na segurança e na performance do veículo. Foto: Divulgação

Uma dúvida comum entre motoristas na hora de trocar os pneus é: onde instalar os pneus novos, no eixo dianteiro ou traseiro? A Dunlop Pneus explica que, quando for realizar a troca de apenas dois pneus, a resposta é simples, mas indispensável para a segurança: deve-se sempre colocar os pneus novos no eixo traseiro.

Essa regra de ouro, válida para veículos de tração dianteira, traseira ou integral, existe por um motivo simples: a traseira está diretamente ligada à estabilidade do carro e ao controle em emergências. Em uma situação de risco, como um desvio brusco ou asfalto molhado, pneus traseiros desgastados podem perder aderência subitamente, fazendo a traseira do carro derrapar e o veículo girar na pista (sobre-esterço). Enquanto uma derrapagem dianteira é mais intuitiva de o motorista corrigir, a perda de controle da traseira é perigosa e quase impossível de reverter sem treinamento específico.

“Em uma frenagem brusca ou em curvas sobre piso molhado, pneus mais aderentes na traseira são fundamentais para manter a estabilidade e evitar o deslizamento do carro. É o que chamamos popularmente de ‘saindo de traseira’, um movimento difícil de corrigir e que pode causar acidentes graves”, explica Hugo Issao Terazaki, Gerente de Serviços Técnicos na Dunlop Pneus.

Entre as principais razões para manter os pneus novos no eixo traseiro estão:
  • Controle de derrapagem: o eixo traseiro mantém o carro na trajetória correta. Pneus com sulcos mais fundos garantem a melhor expulsão de água e, consequentemente, maior aderência.
  • Dirigibilidade: o motorista atua diretamente nas rodas dianteiras (com o volante), mas não tem controle direto sobre as traseiras. Por isso, elas precisam ser o ponto mais seguro e aderente do conjunto.
  • Estabilidade na frenagem: durante uma freada de emergência, o peso do veículo se desloca para a frente; se os pneus traseiros estiverem mais desgastados, podem travar e causar a perda total de controle.
Trocar em pares é mais seguro

Além da posição correta, a Dunlop recomenda que se faça a substituição dos pneus sempre em pares, ou seja, os dois pneus do mesmo eixo. Isso garante que o carro mantenha equilíbrio na dirigibilidade, na frenagem e na aderência durante curvas.

Pneus com níveis de desgaste diferentes podem gerar desequilíbrio e comprometer a estabilidade do veículo. “Quando o motorista substitui apenas um pneu, cria-se uma diferença de comportamento entre os lados do carro, o que afeta diretamente o controle em curvas e frenagens”, complementa Hugo.

Outra boa prática é o rodízio de pneus a cada 5 mil ou 10 mil quilômetros (dependendo do desenho da banda de rodagem), de forma cruzada entre os eixos dianteiro e traseiro. Essa manutenção preventiva ajuda a equilibrar o desgaste dos pneus, prolongando sua vida útil e reduzindo a necessidade de substituição parcial.

Segurança em primeiro lugar

A Dunlop reforça que manter a pressão correta, realizar alinhamento e balanceamento regulares e seguir as recomendações de troca por pares são medidas simples, mas que fazem toda a diferença na segurança e na performance do veículo.

“Mais importante do que escolher o melhor pneu é garantir que ele seja instalado corretamente. É um cuidado que protege não só o motorista, mas todos que compartilham a estrada”, finaliza.

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Viagem segura no recesso ajuda a salvar vidas e evita sobrecarga do sistema de saúde

ter, 23/12/2025 - 13:30
A redução de acidentes passa, necessariamente, pela atenção à saúde física e mental de quem dirige. Foto: Divulgação SESA

Com a aproximação das festas de fim de ano e do período de férias, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforça o alerta para a importância do planejamento e da adoção de comportamentos seguros nas viagens rodoviárias. O aumento concentrado do fluxo de veículos nas estradas eleva o risco de sinistros graves e fatais, com impactos diretos não apenas na segurança viária, mas também na capacidade de atendimento do sistema de saúde.

Segundo a Sesa, os acidentes de trânsito geram uma demanda adicional por atendimentos de urgência e emergência que precisa ser absorvida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sobrecarregando hospitais e serviços especializados e afetando o atendimento de outras necessidades da população.

Dados preocupantes nas rodovias federais do Paraná

Os números da Polícia Rodoviária Federal (PRF) dimensionam o desafio enfrentado no Estado. Durante o período de Natal e Ano Novo de 2024, entre os dias 20 de dezembro e 1º de janeiro, foram registrados 262 acidentes nas rodovias federais do Paraná. Esses sinistros resultaram em 264 pessoas feridas e 23 mortes.

O cenário permanece preocupante ao longo de 2025. No primeiro semestre do ano, foram contabilizados 3.636 sinistros, com 4.017 feridos e 302 óbitos, representando um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024.

Já no trimestre de julho a setembro de 2025, a PRF registrou mais 151 mortes. Com isso, de janeiro a setembro, o total chegou a 453 vidas perdidas nas rodovias federais do Paraná.

Impacto direto na rede hospitalar

A violência no trânsito também se reflete de forma expressiva na rede hospitalar. Os acidentes estão entre as principais causas de atendimentos por trauma, exigindo equipes especializadas, leitos hospitalares e recursos de alta complexidade.

Dados da Sesa mostram que, de janeiro a outubro de 2025, o Paraná registrou mais de 22 mil procedimentos relacionados a traumas, com custo superior a R$ 39,5 milhões. O volume representa uma média mensal de 2.226 procedimentos, evidenciando o esforço contínuo do sistema de saúde para atender vítimas de sinistros viários.

Segurança viária como cuidado coletivo

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a prevenção no trânsito deve ser encarada como uma estratégia de cuidado coletivo e de preservação da vida.

“A atenção redobrada nas estradas é, portanto, uma estratégia de cuidado coletivo. A prevenção no trânsito é uma forma de cuidado com a saúde e com a vida. Cada escolha responsável evita perdas irreparáveis, protege famílias inteiras e contribui para que o sistema de saúde preserve sua capacidade de resposta às diferentes necessidades da população. Quando falamos em segurança nas rodovias, estamos falando de respeito ao outro e de compromisso com a vida”, destacou.

Saúde física e mental do condutor faz diferença

A Sesa ressalta que a redução dos acidentes passa, necessariamente, pela atenção à saúde física e mental de quem dirige. Viagens longas potencializam fatores como fadiga, privação de sono, desidratação e estresse, que comprometem a capacidade cognitiva e o tempo de reação — elementos essenciais para uma condução segura.

Com o objetivo de orientar a população durante o recesso, a Secretaria elaborou um guia de prevenção com condutas responsáveis que ajudam a evitar tragédias nas estradas.

Dicas para uma viagem mais segura Foco no percurso

O uso de celulares, GPS ou tablets desvia a atenção visual e cognitiva da via, especialmente em rodovias com velocidades mais elevadas. Alguns segundos de distração podem ser decisivos para a ocorrência de um sinistro grave.

Álcool e direção

Dirigir sob efeito de álcool compromete o julgamento, a coordenação motora e a percepção de risco. A orientação é clara: tolerância zero para quem vai conduzir.

Fadiga

Sono insuficiente e cansaço extremo reduzem a atenção e o tempo de resposta, com efeitos comparáveis à direção sob efeito de substâncias. Dormir de 7 a 8 horas antes da viagem é uma medida essencial de autoproteção.

Hidratação e pausas

Paradas a cada duas ou três horas ajudam a combater desidratação, estresse e perda de atenção. Alongar-se, caminhar e manter alimentação leve contribuem para manter o estado de alerta durante todo o trajeto.

Ao adotar essas medidas, o motorista protege a própria família e os demais usuários das rodovias. Além disso, contribui para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde durante o período de férias.

Programa Vida no Trânsito

As ações de vigilância, prevenção de lesões e redução de mortes no trânsito integram o Programa Vida no Trânsito (PVT). A iniciativa atua na identificação dos principais fatores de risco e no desenvolvimento de estratégias para reduzir acidentes, feridos e óbitos. O foco é a preservação da vida nas ruas e rodovias.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa)

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CNH Social 2026: veja quais estados já possuem o programa e quem pode participar

ter, 23/12/2025 - 08:15
A CNH emitida por meio do programa tem o mesmo valor legal da habilitação tradicional. Foto: Divulgação DetranRS

A CNH Social, também chamada de CNH gratuita, será realidade em boa parte do país a partir de 2026. A medida, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em junho deste ano e em vigor desde 12 de agosto, promete transformar o acesso à habilitação no Brasil, especialmente para cidadãos de baixa renda.

Com a nova lei, os estados passam a ter respaldo legal para custear integralmente o processo de obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), utilizando parte dos recursos arrecadados com multas de trânsito. Isso inclui exames médicos e psicológicos, aulas teóricas e práticas, taxas de prova e até a emissão do documento — o que antes representava um custo alto e muitas vezes inacessível para famílias em vulnerabilidade social.

Estados que já aderiram à CNH Social

De norte a sul do país, pelo menos 17 estados já contam com programas de habilitação gratuita, e outros dois estão em fase de implantação. Cada unidade federativa tem autonomia para definir as regras, o cronograma e o número de vagas, conforme a regulamentação dos respectivos Detrans.

No Paraná, a Lei nº 22.763/2025, sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, prevê a abertura do primeiro edital ainda neste ano, com 5 mil vagas disponíveis para início das aulas em 2026.

O Ceará, pioneiro com o programa CNH Popular, ampliou o público-alvo em 2025, incluindo estudantes universitários e de cursos técnicos das redes públicas.

No Piauí, o governo sancionou a lei da CNH Social em maio, com expectativa de beneficiar 10 mil estudantes ainda neste ano. Já o Maranhão é um dos mais avançados: mais de 317 mil candidatos já se inscreveram no programa estadual, e a lista de aprovados está disponível no site do Detran-MA.

Outros estados com programas ativos incluem Amazonas, Acre, Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul e Rondônia. Já Tocantins e Sergipe ainda preparam seus cronogramas e regulamentos.

Quem pode participar da CNH Social

O programa tem caráter assistencial e é voltado a cidadãos que se enquadram em critérios socioeconômicos específicos. Para participar, o candidato precisa:

  • Ter 18 anos ou mais;
  • Estar tirando a primeira habilitação;
  • Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) como titular ou dependente;
  • Ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa (atualmente, R$ 706).

A CNH Social contempla as categorias A (motocicletas), B (automóveis) e AB, que reúne ambas. Categorias profissionais — C, D e E — não estão incluídas no programa nacional, mas os estados têm liberdade para ampliar o benefício.

Custos cobertos pelo programa

A CNH Social cobre todas as etapas do processo de habilitação, garantindo igualdade de acesso para quem nunca pôde arcar com as despesas do documento. Os custos incluídos são:

  • Exames médicos e psicológicos;
  • Aulas teóricas e práticas;
  • Taxas de prova e de emissão da CNH;
  • Repetição de uma segunda prova, caso o candidato não seja aprovado de primeira.

A única despesa não coberta é a taxa para realizar uma terceira tentativa no exame, caso o candidato não obtenha aprovação nas duas primeiras.

Como se inscrever na CNH gratuita

O primeiro passo é ter cadastro atualizado no CadÚnico, realizado gratuitamente em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade. É preciso apresentar:

  • Documento com foto e CPF ou título de eleitor;
  • Comprovante de residência;
  • Documentos de todos os membros da família (como RG, CPF ou certidões).

Com o cadastro ativo, o candidato deve acompanhar as publicações oficiais do Detran do seu estado, onde há a divulgação de editais, prazos e critérios específicos de seleção. Os programas estaduais geralmente aparecem nas seções de “Habilitação” ou “Programas Sociais”.

Mesmo direito, CNH digital incluída

A CNH emitida por meio do programa tem o mesmo valor legal da habilitação tradicional e dá acesso à versão digital do documento por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). Pelo app, é possível consultar multas, baixar o CRLV e até pagar débitos de veículos.

Além disso, nada impede que o beneficiário utilize o documento para trabalhar como motorista, desde que atenda aos requisitos da atividade remunerada (EAR) e, quando necessário, faça a mudança de categoria para C, D ou E — as únicas que exigem exame toxicológico obrigatório.

Política pública de inclusão e mobilidade

Mais do que um benefício individual, a CNH Social é vista como um instrumento de inclusão social e econômica. Ao eliminar o custo de formação, o programa amplia as oportunidades de emprego e formalização para trabalhadores que dependem da habilitação — especialmente em setores como transporte, entregas e serviços.

A expectativa é de que, com a expansão nacional, milhares de brasileiros conquistem o direito de dirigir de forma segura, legal e gratuita, reduzindo também a informalidade e o número de condutores sem habilitação.

Com a regulamentação já em vigor e a adesão crescente dos estados, a CNH Social deve se consolidar como um dos programas mais relevantes de mobilidade e justiça social de 2026.

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Formação de condutores muda e Tecnodata lança solução para os CFCs

seg, 22/12/2025 - 19:31
Ao oferecer uma solução estruturada, imediata e pensada para o cotidiano dos CFCs, a Tecnodata aposta em um modelo que preserva aquilo que sempre foi central na formação de condutores: conteúdo de qualidade, orientação profissional e compromisso com a segurança no trânsito. Foto: Divulgação

As mudanças promovidas pela Resolução Contran nº 1.020/25 transformaram profundamente o processo de formação de condutores no Brasil, especialmente no que diz respeito ao curso teórico da primeira habilitação. A centralização do estudo na plataforma CNH do Brasil, acessada pelo Gov.br, trouxe a promessa de democratizar o acesso, mas também expôs um problema que já começa a bater à porta dos Centros de Formação de Condutores: nem todo candidato consegue aprender sozinho.

É diante desse novo cenário que a Tecnodata Educacional, empresa com mais de 25 anos de atuação na área de trânsito e formação de condutores, apresenta uma solução prática, imediata e pensada especialmente para os CFCs: um curso teórico complementar, estruturado para apoiar candidatos que têm dificuldade de estudar pelo aplicativo oficial e, ao mesmo tempo, permitir que as autoescolas continuem exercendo seu papel educativo.

Quer saber mais sobre a solução? Clique aqui!

Na prática, CFCs de todo o país relatam uma situação cada vez mais comum. O aluno chega dizendo que não conseguiu estudar pelo aplicativo, que não entendeu o conteúdo ou que já tentou o exame teórico e não atingiu o mínimo de 20 acertos exigidos entre as 30 questões da prova. O problema é que, em muitos estados, o curso presencial previsto na própria Resolução 1020 ainda não foi regulamentado pelos Detrans, deixando as autoescolas em um verdadeiro limbo operacional.

E agora? Como o CFC atende esse aluno?

Além da insegurança normativa, há outro desafio concreto: muitos CFCs já não mantêm instrutores teóricos em seu quadro, justamente porque o modelo anterior foi desmontado antes que o novo estivesse plenamente estruturado. Ainda assim, o aluno continua procurando a autoescola — não apenas para cumprir etapas burocráticas, mas para aprender de verdade.

É justamente para responder a essa realidade que a Tecnodata estruturou o novo curso. A proposta é oferecer aos CFCs uma alternativa independente da regulamentação local, de aplicação imediata, capaz de atender o candidato que precisa de orientação, método e explicação clara para compreender os conteúdos exigidos no exame teórico.

O especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional, Celso Mariano, com mais de 25 anos de atuação na área de trânsito e formação de condutores, ministra um curso focado na organização do conteúdo, no aprofundamento conceitual e em linguagem acessível, sem perder o rigor técnico necessário à formação.

Mas há também uma realidade diversa no país. E se o CFC ainda conta com instrutor teórico em sua equipe? Nesse caso, o cenário pode ser ainda mais favorável. Como destaca Celso Mariano, a combinação entre o curso estruturado da Tecnodata e a equipe do CFC permite agregar valor à formação, ampliar a qualidade do ensino e transformar o curso livre em uma importante fonte de renda.

Conforme ele, trata-se de uma oportunidade de oferecer ao aluno muito mais do que o básico.

“Com o curso e com a equipe do CFC, é possível entregar uma formação mais completa. É um cliente que vai ficar muito satisfeito — satisfeito por aprender trânsito”, resume.

Uma solução prática para não perder o aluno — e fortalecer o CFC

A proposta é simples, mas estratégica. O curso foi desenvolvido para que o CFC parceiro Tecnodata possa ofertar ao aluno uma alternativa real de aprendizagem, sem depender da regulamentação do curso presencial e sem deixar esse candidato “ir embora”.

Funciona assim:

  • o conteúdo e o suporte técnico são da Tecnodata;
  • as aulas teóricas são ministradas por Celso Mariano, em ambiente digital estruturado;
  • o aluno adquire o curso por meio do CFC parceiro, que mantém o vínculo educacional com o candidato;
  • o estudo ocorre de forma complementar ao aplicativo CNH do Brasil, preparando o aluno para se sair bem no exame do Detran.

Não se trata de substituir a matrícula oficial — que continua sendo feita obrigatoriamente pelo Gov.br —, mas de oferecer ao candidato aquilo que o aplicativo não entrega: explicação, método, profundidade e didática.

“Estudar sozinho não é exatamente um talento comum”

Um dos pontos centrais destacados na apresentação do curso é o reconhecimento de uma realidade muitas vezes ignorada pelo discurso oficial: autonomia de estudo não é uma habilidade universal. Embora exista um curso gratuito disponível, cresce o número de candidatos que percebem que precisam de um instrutor. Ou seja, de alguém que organize o conteúdo, explique conceitos e traduza a legislação para situações reais do trânsito.

Os CFCs já sentem esse movimento. Alunos estão batendo à porta das autoescolas em busca de ajuda — e muitos outros ainda farão o mesmo. O curso da Tecnodata surge, portanto, como uma ferramenta concreta para atender essa demanda reprimida, com qualidade pedagógica e viabilidade econômica.

Parceria que gera ensino e renda

Outro aspecto importante é que se pensou a solução não apenas do ponto de vista educacional, mas também como uma alternativa de sustentabilidade para os CFCs. Ao ofertar um curso completo, com metodologia testada e especialista reconhecido, a autoescola consegue:

  • manter seu papel educativo no novo modelo de formação;
  • apoiar o candidato com dificuldade real de aprendizagem;
  • gerar receita em um cenário de transição e incertezas regulatórias.

Para os CFCs que já são parceiros da Tecnodata, o modelo não é novidade. A lógica do “o curso é nosso, o suporte é nosso, mas a aula é sua” já é aplicada com sucesso em cursos especializados (formação e atualização EAD) e reciclagem.

Qualidade na formação continua sendo essencial

A Resolução 1020 ampliou o acesso à primeira habilitação, mas não eliminou a necessidade de formação sólida, responsável e bem estruturada. Iniciativas como a solução da Tecnodata mostram que, mesmo em um ambiente mais digital e flexível, aprender a dirigir exige mais do que cumprir etapas formais.

Ao oferecer uma solução estruturada, imediata e pensada para o cotidiano dos CFCs, a Tecnodata aposta em um modelo que preserva aquilo que sempre foi central na formação de condutores: conteúdo de qualidade, orientação profissional e compromisso com a segurança no trânsito.

Quer saber mais sobre a solução? Clique aqui!

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Brasil passa a ter norma específica para reparação de veículos elétricos e híbridos

seg, 22/12/2025 - 18:00
A iniciativa reforça a necessidade de preparar o setor automotivo brasileiro para um cenário de mobilidade cada vez mais eletrificada. Foto: oltrelautostrada para Depositphotos

O Brasil passa a contar, de forma inédita, com uma norma técnica voltada especificamente à atuação de profissionais na reparação de veículos elétricos e híbridos. A medida chega em um momento de forte expansão do segmento, cuja frota nacional já ultrapassa 480 mil unidades, exigindo maior padronização, qualificação técnica e segurança nas atividades de manutenção e reparo.

A nova referência é a ABNT PR 1025 – Veículos rodoviários – Veículo Propelido a Eletricidade – Competências de Pessoal, uma Prática Recomendada que estabelece os requisitos de competência para técnicos reparadores que desejam atuar com tecnologias veiculares eletrificadas. O documento foi lançado durante a COP30, realizada em novembro deste ano, em Belém (PA).

Competências essenciais para atuação com tecnologias eletrificadas

A ABNT PR 1025 define um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes considerados essenciais para intervenções em sistemas complexos presentes nos veículos eletrificados. Entre os temas abordados estão os sistemas de alta tensão, baterias avançadas, motores elétricos, componentes eletrônicos de potência e protocolos de segurança específicos para esse tipo de tecnologia.

Ao estabelecer parâmetros claros, a Prática Recomendada oferece ao mercado uma base técnica estruturada para orientar treinamentos, avaliações profissionais e programas de certificação, contribuindo para reduzir riscos operacionais e elevar o nível de qualificação da mão de obra.

Marco para a profissionalização do setor

Para o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), que participou da construção técnica da norma, a ABNT PR 1025 representa um marco importante para a profissionalização do setor automotivo no Brasil. Conforme a entidade, o documento eleva o padrão técnico exigido dos profissionais. Além disso, amplia a segurança nas operações de reparação, acompanhando a rápida evolução da frota eletrificada no país.

Além disso, a norma contribui para a padronização dos serviços e para a harmonização dos processos no pós-venda automotivo. Ou seja, um ponto considerado estratégico diante das transformações tecnológicas em curso na indústria da mobilidade.

Formação alinhada à segurança e à qualidade

De acordo com o IQA, a eletrificação da frota exige um novo perfil profissional, com competências específicas que vão além da mecânica tradicional. Esse entendimento está refletido nos critérios definidos pela ABNT PR 1025.

“A eletrificação demanda um novo perfil de competência profissional, e a ABNT PR 1025 traduz essa necessidade em requisitos claros e aplicáveis. Como coordenador do grupo e participante da construção da PR, o IQA reforça seu compromisso em apoiar a formação e certificação alinhadas às exigências da qualidade e segurança das operações no setor automotivo”, afirma Sergio Fabiano, gerente de Expansão e Inovação do IQA.

Preparação para o futuro da mobilidade elétrica

O Instituto da Qualidade Automotiva informa que seguirá atuando como referência nacional na promoção da qualidade automotiva. Assim, oferecendo trilhas de capacitação, orientações técnicas e apoio às oficinas e redes de serviços que buscam se adequar às novas demandas do mercado de veículos elétricos e híbridos.

A iniciativa reforça a necessidade de preparar o setor automotivo brasileiro para um cenário de mobilidade cada vez mais eletrificada. Nele segurança, qualificação profissional e padronização técnica passam a ser elementos centrais.

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Renovação automática da CNH é risco sanitário: quando a estatística ignora a saúde, a vida entra em perigo

seg, 22/12/2025 - 13:30
Foto: Félix Carneiro / Governo do Tocantins

Por Alysson Coimbra*

No Brasil, a cada 2 minutos uma pessoa é internada no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência de um sinistro de trânsito. Esse dado, por si só, já deveria impor prudência máxima a qualquer mudança estrutural no sistema de habilitação.

Somado a isso, dados técnicos amplamente utilizados no campo da medicina do tráfego, inclusive em análises e publicações da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET), indicam que aproximadamente 38% dos acidentes de trânsito guardam relação direta ou indireta com condições orgânicas de saúde do condutor. Estamos falando de alterações clínicas, neurológicas, oftalmológicas e psíquicas que interferem de forma concreta na capacidade de dirigir com segurança.

Ignorar esses números não é opção técnica, é uma escolha política com impacto direto sobre a saúde pública e a preservação da vida.

A discussão sobre a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), baseada exclusivamente em registros administrativos como o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), precisa ser recolocada no seu devido lugar. Não se trata de desburocratização, e sim de risco sanitário coletivo, por desconsiderar riscos individuais e coletivos no trânsito.

Visão: o sentido mais crítico da direção

Mais de 90% das informações utilizadas na condução veicular são captadas pela visão. Reduções de acuidade visual, alterações de campo visual, dificuldades de visão noturna, perda de sensibilidade ao contraste e doenças progressivas como catarata, glaucoma, retinopatias e degeneração macular evoluem de forma silenciosa e, frequentemente, não são percebidas pelo próprio motorista em seus estágios iniciais.

A ausência de envolvimento em ocorrências ou infrações de trânsito não significa ausência de risco:
significa, muitas vezes, sorte estatística.

Sem avaliação periódica por Especialistas em Medicins do Tráfego, condições oftalmológicas por exemplo seriam negligenciadas, permitindo que motoristas com déficits progressivos sigam conduzindo veículos até que o erro aconteça, e não até que o risco seja prevenido.

Doenças progressivas e silenciosas: o perigo invisível

Hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, distúrbios neurológicos, apneia do sono, transtornos cognitivos iniciais e efeitos adversos de medicamentos são condições altamente prevalentes na população economicamente ativa.

Muitas dessas doenças:

  • evoluem sem sintomas evidentes;
  • não geram afastamento imediato;
  • não aparecem em bases administrativas;
  • não impedem, no curto prazo, um histórico positivo de condução.

A avaliação médica periódica existe exatamente para interceptar o risco antes do sinistro, e não para justificar decisões depois que vidas já foram perdidas.

Saúde mental e comportamento no trânsito

Impulsividade, agressividade, baixa tolerância à frustração, transtornos de humor, transtornos de personalidade e uso abusivo de substâncias psicoativas são fatores reconhecidos pela literatura científica como determinantes do comportamento de risco no trânsito.

Nenhum algoritmo ou banco de dados administrativo é capaz de avaliar:

  • controle emocional;
  • julgamento de risco;
  • tomada de decisão sob estresse;
  • capacidade de adaptação a situações críticas.

A avaliação psicológica não é um entrave burocrático. É uma ferramenta de proteção coletiva.

Bom condutor não é, necessariamente, condutor apto do ponto de vista da saúde física, mental e psicológica.

É verdade que o Brasil possui um grande contingente de bons condutores. Estimativas indicam que cerca de 90% dos motoristas não se envolvem rotineiramente em infrações graves ou acidentes.

Mas esse dado, isoladamente, não autoriza a supressão dos exames de aptidão.

Conduta passada não garante aptidão presente. Histórico administrativo positivo não substitui avaliação de saúde.

A renovação automática parte de uma premissa perigosa: a de que ausência de registro negativo equivale à aptidão clínica e psicológica, algo que não encontra respaldo na medicina, na psicologia nem no direito brasileiro.

O limite legal: saúde não se presume

O artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro é claro e inequívoco ao estabelecer que os exames de aptidão física e mental e a avaliação psicológica são condições preliminares e obrigatórias para a obtenção e renovação da CNH.

Utilizar uma prerrogativa administrativa para suprimir atos técnicos de saúde significa extrapolar os limites legais, transformar um tema sanitário em formalidade burocrática e institucionalizar a negligência preventiva.

Ignorar os dados científicos, os números do SUS e o comando expresso da lei não é neutralidade administrativa. É assumir o risco de produzir danos previsíveis.

Código de Trânsito Brasileiro (CTB), segurança viária e responsabilidade histórica

O Código de Trânsito Brasileiro não nasceu por acaso, é resultado de décadas de construção técnica, científica e institucional, sempre orientado por um princípio central: a preservação da vida.

Atropelar essa história, relativizar a segurança viária e flexibilizar barreiras sanitárias fundamentais não pode ser tratado como ajuste administrativo, muito menos como estratégia política de curto prazo.

Quando a cada dois minutos um brasileiro é internado no SUS por causa do trânsito, e quando 38% dos sinistros têm relação com condições de saúde, ignorar esses dados é fechar os olhos para a realidade.

Nenhum projeto pessoal de poder, nenhuma ambição eleitoral e nenhuma narrativa construída a partir de um gabinete ministerial pode ser maior do que a segurança viária, a saúde pública e a história do Código de Trânsito Brasileiro.

Esse tema exige ser enfrentado com seriedade técnica, responsabilidade institucional e respeito à vida. Porque, quando a prevenção é descartada, a conta chega , e ela chega em vidas perdidas precocemente a partir de decisões desprovidas de conhecimento e cientificidade.

* Alysson Coimbra é Médico do Tráfego e coordenador da Mobilização Nacional de Médicos e Psicólogos do Tráfego – @alyssondotransito

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Como ficará a renovação da CNH com as novas regras em vigor

seg, 22/12/2025 - 08:15
O programa CNH do Brasil traz como principal novidade a possibilidade de renovação automática da CNH para condutores sem infrações. Foto: Divulgação Detran/PR

A Medida Provisória nº 1.327/25, publicada em dezembro de 2025, promove mudanças relevantes no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e inaugura uma nova lógica para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no país. O texto, que integra o pacote de medidas associadas ao programa CNH do Brasil, traz como principal novidade a possibilidade de renovação automática da CNH para condutores sem infrações, além de ajustes importantes nos exames, na validade do documento e na forma de emissão.

Na prática, a MP propõe uma mudança de paradigma ao valorizar o histórico do condutor e o cumprimento das regras de trânsito. No entanto, a dispensa dos exames de aptidão física e mental em determinadas situações tem gerado questionamentos técnicos e preocupação entre especialistas em segurança viária.

Renovação automática: simplificação com limites

A principal inovação está no novo §7º do artigo 268-A do CTB. Pela regra, o condutor que, ao término da validade da CNH, estiver cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) poderá ter sua habilitação renovada automaticamente, ficando dispensado dos exames previstos no artigo 147, como o exame médico e a avaliação psicológica.

A MP estabelece, contudo, restrições importantes:

  • a renovação automática não se aplica a condutores com 70 anos ou mais;
  • para condutores a partir de 50 anos, o benefício só pode ser utilizado uma única vez;
  • a regra não vale para condutores com redução do prazo de validade por recomendação médica, nos casos de doenças ou condições que possam comprometer a capacidade de dirigir.

Apesar desses filtros, o modelo levanta um debate sensível: é seguro renovar a CNH sem qualquer avaliação de saúde?

Exames médicos: etapa técnica que vai além da idade

Especialistas alertam que o exame de aptidão física e mental não é uma formalidade burocrática, mas uma ferramenta essencial de prevenção. Alterações na visão, audição, reflexos, coordenação motora, cognição e condições clínicas como diabetes, hipertensão ou doenças neurológicas podem surgir ou evoluir independentemente do histórico de infrações do condutor.

Para o diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, Celso Mariano, a dispensa automática dos exames exige cautela.

“Conduzir um veículo é uma atividade de risco permanente. O fato de o condutor não ter cometido infrações não significa, necessariamente, que ele mantenha plenas condições físicas e mentais para dirigir. O exame periódico cumpre um papel preventivo importante para a segurança viária”, avalia.

Conforme ele, a política de estímulo ao bom condutor é positiva, mas não pode ignorar a dimensão da saúde. “Premiar comportamentos seguros é válido, mas isso precisa caminhar junto com critérios técnicos que preservem vidas”, completa.

Validade da CNH permanece, mas com condicionantes

A MP não altera os prazos gerais de validade da CNH, que seguem definidos conforme a faixa etária:

  • 10 anos para condutores com menos de 50 anos;
  • 5 anos para condutores entre 50 e 69 anos;
  • 3 anos para condutores com 70 anos ou mais.

O texto reforça, no entanto, que sempre que houver recomendação médica para redução do prazo, a validade da CNH ficará condicionada ao período definido no exame, prevalecendo o critério clínico sobre a regra etária.

Digitalização e escolha do condutor

A MP também consolida a possibilidade de o condutor optar pela CNH física ou digital, eliminando a obrigatoriedade de emissão em ambos os formatos. Independentemente do meio, o documento mantém fé pública e validade como documento de identidade em todo o território nacional.

Entre a desburocratização e a segurança viária

Embora a MP 1.327/25 traga avanços em termos de simplificação administrativa e redução de custos, o debate sobre a renovação sem exame médico obrigatório tende a ganhar força nos próximos meses, especialmente durante a tramitação da medida no Congresso Nacional.

A implementação prática pelas autoridades de trânsito e a eventual regulamentação pelo Contran serão decisivas para definir se o novo modelo conseguirá equilibrar eficiência, justiça administrativa e, sobretudo, proteção da vida no trânsito.

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Viagem no fim de ano? Confira as dicas para saber quando trocar os pneus

dom, 21/12/2025 - 18:00
Apesar do clima de confraternização, o período exige atenção redobrada com a segurança. Foto: Divulgação

Com a chegada do fim do ano e o aumento das viagens, muitos brasileiros aproveitam para colocar o carro na estrada e celebrar. Apesar do clima de confraternização, o período exige atenção redobrada com a segurança. Entre os itens que merecem verificação antecipada estão os pneus, principal elo entre o veículo e o solo e responsáveis diretamente pela aderência, frenagem e estabilidade. 

Para Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, trocar os pneus no momento adequado vai muito além do conforto: é uma questão de prevenção.

 O especialista destaca que existem sinais claros de que a substituição é necessária e, em alguns casos, urgente:

“O primeiro ponto de atenção é a profundidade dos sulcos da banda de rodagem. Quando ela chega a 3 mm ou menos, o pneu já perde parte da capacidade de drenagem e a segurança fica comprometida, especialmente em pista molhada. O limite legal estabelecido é de 1,6 mm”, explica Ayala. 

Ele complementa que é possível identificar esse limite no próprio pneu. “É possível encontrar marcações indicando esse desgaste, conhecidas como TWI (Tread Wear Indicator). São ressaltos localizados nos sulcos que indicam o limite legal para substituição. Se, em qualquer ponto, o TWI estiver no mesmo nível da banda de rodagem, significa que o limite já foi ultrapassado. Além disso, cortes, bolhas, rasgos ou qualquer dano estrutural também exigem substituição imediata, sem exceção”, alerta. 

Outro indicador importante, conforme o especialista, é o desgaste irregular.

“Se o pneu apresenta desgaste diferente entre os lados ou entre as rodas, isso pode ser reflexo de problemas de alinhamento, calibragem inadequada ou falhas na suspensão. Nesses casos, além de trocar o pneu, é essencial investigar a causa para que o problema não volte a acontecer”, afirma Ayala.

Por que o fim do ano é o momento ideal para checar?

As viagens em família envolvem trajetos mais longos, diferentes tipos de vias e, muitas vezes, maior carga no veículo (bagagens, crianças, equipamentos). Um pneu em más condições pode comprometer a frenagem, a aderência em trechos molhados ou mesmo gerar surpresas desagradáveis. Ayala lembra que “a manutenção adequada contribui para que o motorista possa rodar com segurança, chegando com tranquilidade para celebrar o fim de ano com amigos e família”.

Dicas práticas antes de pegar a estrada

Para garantir que os pneus estão prontos para a viagem, recomenda-se:

  • Checar a calibragem dos pneus (incluindo o estepe) com o veículo ainda frio.
  • Verificar alinhamento e balanceamento, que reduzem desgaste irregular e melhoram a estabilidade.
  • Avaliar a profundidade dos sulcos e observar sinais visuais como bolhas, cortes ou rasgos.

Para mais informações, acesse aqui.

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Acidentes durante aulas de direção: seguros não cobrem e a conta é sua. Entenda a mudança que ninguém explicou!

dom, 21/12/2025 - 13:30
As estatísticas de trânsito não são apenas números, são vidas. Foto: Divulgação Detran/CE

Alysson Coimbra*

Imagine a cena: Um jovem de 18 anos, primeira vez ao volante, fazendo baliza em um veículo particular. Uma distração, um erro de cálculo nas aulas de direção e… batida. Prejuízo de R$ 15 mil. O seguro se recusa a pagar. Afinal, quem estava ao volante não tinha habilitação. Quem paga a conta? Você. Essa não é uma hipótese remota. É a nova realidade do treinamento de condutores no Brasil.

A mudança que ninguém te contou

Nos últimos meses, uma alteração profunda passou quase despercebida pela maioria dos brasileiros: agora é permitido que instrutores autônomos usem seus veículos particulares para ensinar pessoas que ainda não possuem CNH. Parece moderno? Flexível? Econômico?
Olhe mais de perto.

O problema bilionário escondido nas entrelinhas

A esmagadora maioria das apólices de seguro automotivo exclui cobertura quando o veículo é conduzido por motorista não habilitado. Traduzindo: em caso de acidente durante a aula, a seguradora tem o direito legal de negar o pagamento. Completamente. Legitimamente.
O prejuízo vai direto para o bolso do instrutor. E, consequentemente, será repassado para você ou seu filho. Mas fica pior.

Quando o acidente não é só “uma batidinha”

E se o acidente envolver terceiros? E se houver vítimas? Sem cobertura securitária adequada, o proprietário do veículo e o instrutor respondem pessoalmente, com seu patrimônio, sua casa, seus bens, por danos materiais, morais e até criminais.

As autoescolas tradicionais sempre operaram com veículos adaptados, identificados e seguros específicos exatamente porque o risco é mensurável e alto. Agora, esse risco foi silenciosamente transferido para pessoas físicas que talvez nem compreendam a dimensão da responsabilidade que assumiram.

O timing mais perigoso possível

E adivinha quando essa mudança está sendo intensificada? Agora, em dezembro. O mês que concentra maior fluxo de veículos nas estradas, viagens longas de férias e festas, maior consumo de álcool, condutores cansados e picos históricos de acidentes.

Introduzir condutores inexperientes, em veículos sem proteção adequada, nesse cenário é como acender um fósforo perto de um barril de pólvora.

A lacuna jurídica que protege ninguém

Aqui está a parte mais assustadora. Não existe marco regulatório claro. Ninguém definiu quais seguros são obrigatórios, quais coberturas mínimas devem existir, como se dará a responsabilização e como será a proteção de terceiros inocentes.

Essa ausência normativa não é apenas tecnicamente problemática. Ela coloca em risco real a vida e o patrimônio de milhares de famílias brasileiras.

A mensagem perigosa que estamos enviando

Quando simplificamos excessivamente o processo de habilitação, quando reduzimos exigências, quando aceleramos a formação, enviamos uma mensagem à sociedade: dirigir não é tão difícil assim. Mas o trânsito brasileiro conta outra história. Todos os anos, mais de 30 mil mortes, centenas de milhares de feridos e bilhões em prejuízos. O trânsito não perdoa improvisação.

Uma questão de saúde pública

Não se trata apenas de burocracia ou disputa entre setores. Trata-se de saúde pública. Cada condutor mal preparado que entra nas ruas representa um risco multiplicado para toda a sociedade. Hospitais públicos já sobrecarregados recebem diariamente vítimas de acidentes de trânsito,famílias são destruídas, jovens perdem a vida ou ficam com sequelas permanentes.
O Sistema Único de Saúde gasta bilhões com tratamentos que poderiam ser evitados com formação adequada de condutores. A comunidade médica tem alertado há anos: acidentes de trânsito são uma epidemia evitável. E qualquer política pública que fragilize a formação de condutores caminha na contramão da prevenção.

Os estados começam a reagir

A gravidade da situação não passou despercebida por quem está na linha de frente da implementação dessas mudanças. Na última sexta-feira, o Conselho Estadual de Trânsito de São Paulo (Cetran-SP) encaminhou à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) o Ofício nº 50/2025, demonstrando toda a impossibilidade dos estados da federação aplicarem de maneira imediata essas medidas.

O documento é técnico e contundente. Aponta falhas jurídicas e administrativas graves na nova regulamentação. Mais do que isso: alerta que a aplicação precipitada dessas mudanças pode representar complicações do ponto de vista da Lei de Responsabilidade Fiscal para os estados e exposição inaceitável em termos de responsabilidade civil.

Quando um Conselho Estadual de Trânsito, órgão técnico e especializado, manifesta preocupação dessa magnitude, não se trata de corporativismo ou resistência à inovação. Trata-se de responsabilidade institucional.

Mais que um debate técnico: um alerta urgente

Não se trata de resistência à mudança. Trata-se de responsabilidade coletiva. Não se constrói segurança viária com portarias apressadas, atos infralegais e experimentação na vida real. É construída com técnica, dados, diálogo e prudência.

Cada decisão administrativa mal planejada nessa área tem nome, sobrenome e família. Tem jovens com a vida pela frente, tem pais voltando de viagem, tem crianças no banco de trás. As estatísticas de trânsito não são apenas números, são vidas.

E quando transformamos a formação de condutores em um experimento de laboratório, especialmente no período mais crítico do ano, não estamos apenas arriscando prejuízos financeiros. Estamos colocando vidas em jogo.

A pergunta que fica

Com um Conselho Estadual de Trânsito apontando impossibilidades jurídicas e administrativas, com seguradoras negando cobertura, com o período mais perigoso do ano em curso e com a comunidade médica alertando sobre os impactos na saúde pública, quantos acidentes evitáveis, quantas famílias destruídas e quantos processos judiciais intermináveis serão necessários antes que essa política seja revista? Não espere virar estatística para agir.

Alysson Coimbra é Médico Especialista em Trânsito e Coordenador Nacional da Mobilização de Médicos e Psicólogos do Tráfego – @alyssondotransito ‎

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Qualidade das rodovias brasileiras melhorou em 2025, diz CNT

dom, 21/12/2025 - 08:15
A análise inclui a todas as rodovias federais pavimentadas, todas as rodovias concedidas e as principais rodovias estaduais do país. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O estado geral das rodovias brasileiras melhorou neste ano em relação a 2024. A conclusão é de uma pesquisa da CNT, a Confederação Nacional dos Transportes. O levantamento é feito desde 1995 e avaliou mais de 114 mil quilômetros de rodovias pavimentadas.

A análise inclui a todas as rodovias federais pavimentadas, todas as rodovias concedidas e as principais rodovias estaduais do país.

De acordo com o estudo, 38% da extensão pesquisada estão em condições ótimas ou boas, ante 33% em 2024. Os trechos avaliados como regulares, ruins ou péssimos caíram de 67% para 62%.

Rodovias privadas

As rodovias concedidas à iniciativa privada tiveram os maiores percentuais de melhorias em suas condições. Os trechos ruins nessas vias caíram mais de 60%. Nas estradas públicas, a redução foi de 23%.

Em 2009, conforme a CNT, frente à necessidade de investir quase R$ 78 bilhões, foram pagos pouco mais de R$ 19 bilhões. Em 2025, eram necessários cerca de R$ 50 bilhões, mas foram investidos R$ 11,7 bilhões.

Para a CNT, o setor privado consegue compensar a falta de investimento do poder público, como explicou a diretora-executiva da confederação, Fernanda Rezende.

“Em 2009, a gente tinha 6.855 quilômetros, em 2014, nós tínhamos 11 mil quilômetros de rodovias concedidas e agora, em 2025, a gente tem 15 mil quilômetros de rodovias concedidas. A partir do momento que a tira rodovias que tem essa viabilidade para ser concedida e passa isso para o investimento privado, o governo passa a ter menos rodovia para gerir e assim consegue dar mais vazão ao investimento e fazer um investimento de qualidade.

A CNT alerta que estradas ruins aumentam o custo do transporte, com mais gasto de combustível assim como desgaste dos veículos, além de outros impactos como detalhou Fernanda Rezende.

Quando a gente fala de impacto no transporte, a gente tem um impacto para toda a sociedade, porque o transporte move o Brasil. O transporte move todas as economias do nosso país. Então é por isso que quando a gente tem um impacto na qualidade da rodovia, gente tem impacto no custo do transporte e, por consequência, nos produtos que estão na prateleira de supermercados e na competitividade internacional do nosso país.

Conforme a pesquisa, a má qualidade do pavimento eleva, em média, em 31% o custo do transporte rodoviário no Brasil, com desperdício anual de R$ 7,2 bilhões.

Na segurança viária, o efeito da infraestrutura ruim é ainda mais grave. Entre 2016 e 2024, houve o registro de mais de 650 mil acidentes nas rodovias federais, com mais de 43 mil mortes.

Além das perdas humanas, o estudo da CNT estima que o custo anual médio com esses acidentes, incluindo atendimentos de emergência, perdas de cargas, danos aos veículos e impactos sociais ficou em  R$15,58 bilhões. O valor é superior ao investimento público federal médio de R$ 10,7 bilhões em estradas.

Veja também Segurança Multitarefa ao volante: o que o celular tira da sua atenção (e do seu tempo de reação)? Projetos de Lei Curso obrigatório de direção segura em rodovias pode passar a integrar formação de novos condutores Notícias PRF reforça orientação sobre Lei do Descanso e segurança dos motoristas profissionais nas estradas

As informações são da Agência Brasil

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Férias de final de ano: por que cada vez mais famílias estão optando por alugar carro para viajar

sab, 20/12/2025 - 18:00
A procura por veículos alugados durante as férias de final de ano tem aumentado significativamente. Foto: miniseries / iStock

O aluguel de carro tem se tornado uma escolha cada vez mais popular entre as famílias brasileiras durante as férias de final de ano. Com o turismo nacional em alta, muitos viajantes buscam essa opção para garantir mais flexibilidade em seus roteiros e evitar a dependência do transporte público. 

Por que as pessoas estão buscando cada vez mais os aluguéis de carros

A procura por veículos alugados durante as férias de final de ano tem aumentado significativamente. Uma pesquisa realizada pela Booking.com revelou que 91% dos turistas brasileiros consideraram alugar um carro durante suas viagens nos meses de verão. 

Essa preferência é especialmente forte entre jovens adultos de 25 a 34 anos, em que a taxa de interesse chega a 95%. Além disso, as mulheres também se destacam, com 93% delas demonstrando interesse em alugar um carro.

Essa busca crescente por aluguel de carro pode ser atribuída a diversos fatores.

  • Liberdade de itinerário: alugar um carro permite que as famílias explorem destinos no seu próprio ritmo, sem a necessidade de seguir horários de transporte público.
  • Conforto e privacidade: viajar em um carro alugado proporciona maior conforto e privacidade, especialmente em viagens longas.
  • Facilidade de acesso: muitas vezes, os melhores pontos turísticos estão longe das rotas de transporte público, e ter um carro facilita o acesso a esses locais.
Tudo o que você precisa saber sobre aluguel de carros

Antes de alugar um carro, é importante estar ciente de alguns aspectos que podem influenciar sua experiência.

  1. Documentação necessária: para alugar um carro, você precisará de uma carteira de motorista válida e, em alguns casos, de um cartão de crédito.
  2. Tipos de carros disponíveis: é importante escolher um veículo que atenda às suas necessidades, seja para uma viagem em família ou uma escapada romântica.
  3. Política de seguro: verifique se o seguro está incluído no valor do aluguel e quais coberturas estão disponíveis.

O levantamento da Booking.com revelou que 89% dos brasileiros consideram essencial ter um seguro incluído no valor do aluguel, seguido por 88% que valorizam a presença de ar-condicionado e 86% que buscam facilidade na reserva do serviço.

As vantagens de alugar um carro para as férias

Optar pelo aluguel de um carro durante as férias oferece uma série de vantagens que podem melhorar a experiência da viagem.

  • Flexibilidade: você pode mudar seus planos a qualquer momento, explorando novos lugares sem se preocupar com horários.
  • Conveniência: com um carro alugado, é mais fácil transportar bagagens e itens pessoais, especialmente se viajar com crianças.
  • Economia em grupo: para famílias ou grupos grandes, alugar um carro pode ser mais econômico do que pagar por múltiplos bilhetes de transporte público.
Dicas para fazer o melhor negócio no aluguel do carro
  1. Pesquise com antecedência: compare preços e condições de diferentes locadoras. Muitas vezes, reservar com antecedência pode resultar em melhores tarifas.
  2. Leia as avaliações: verifique as opiniões de outros clientes sobre a locadora e o estado dos veículos disponíveis.
  3. Entenda as taxas adicionais: fique atento a possíveis taxas extras, como para devolução em local diferente ou para condutores adicionais.
  4. Escolha o modelo certo: avalie suas necessidades e escolha um carro que ofereça conforto e espaço suficientes para todos os passageiros e bagagens.

Por isso, para quem quer aproveitar as festas com liberdade para explorar destinos próximos, o aluguel de carro pode ser uma peça-chave para programar a viagem, sem depender de ônibus lotados ou rotas fixas. 

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“Token no carro”: mil motoristas vão testar novo Passaporte Veicular Digital no Paraná

sab, 20/12/2025 - 13:30
Técnicos do TECPAR fazem vistoria de carros com aplicativo para tokenização. Foto: Hedeson Alves/TECPAR

O Paraná deu início a um dos projetos mais inovadores do País na área de mobilidade e tecnologia: a implantação do Passaporte Veicular Digital, um projeto-piloto que vai tokenizar mil veículos para testar, na prática, como a tecnologia blockchain pode transformar a relação do cidadão com o próprio automóvel. A iniciativa é do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) em parceria com o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).

O Passaporte Veicular Digital funciona como uma identidade eletrônica do veículo, registrada em blockchain, reunindo dados que vão desde as informações de fábrica até histórico de revisões, quilometragem, seguros, financiamentos, ocorrências e transferências. Cada carro receberá um token único, vinculado ao número do chassi. Assim, permitindo o rastreamento de todas as informações de forma segura, imutável e acessível ao longo de toda a vida útil do automóvel.

Implantação

A jornada de implantação do projeto-piloto foi estruturada para ocorrer ao longo de 120 dias, em um processo que começa pelo desenvolvimento do sistema que vai armazenar esses dados, dos portais de consulta das informações e de testes de segurança, privacidade e operação. Depois da homologação e dos ajustes finais, inicia-se a etapa mais esperada: a operação assistida com mil veículos do Paraná já tokenizados.

“Inicialmente, será feita uma prova de conceito e o Tecpar vai trabalhar com uma amostragem de 1000 veículos. Nos primeiros 120 dias vamos incluir todas as informações da base de dados do Detran-PR referentes a esses veículos e vamos inserir na tecnologia blockchain, que é o desenvolvimento da própria tecnologia em si”, explica o gestor do projeto e gerente do Centro de Tecnologia de Materiais do Tecpar, Wellington Vechiatto.

Um Comitê Gestor formado por equipes técnicas das instituições, que se reunirá quinzenalmente para validar marcos e entregas, acompanhará todo o processo.

Passaporte veicular 

Concluída a fase-piloto e validados os indicadores de desempenho, o Passaporte Veicular Digital poderá ser ampliado para toda a frota do Paraná. Assim, posicionando o Estado como referência nacional em inovação aplicada à mobilidade e à gestão pública, salienta o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

“A intenção é implantar o projeto até o final de 2026, com a meta de inserir toda a frota do estado neste banco de dados em um período de cinco anos, com a disponibilização de todas as informações possíveis sobre cada veículo. Conforme for aumentando a disponibilidade de funções do projeto, vamos entrar em contato com as montadoras para abranger mais informações até criar esse gigantesco banco de dados”, prevê Marafon.

Para o diretor-presidente do Tecpar, o projeto-piloto é um passo determinante para garantir que a tecnologia chegue com maturidade e confiabilidade à população. “Nossa intenção é validar a tecnologia em mil veículos antes de expandi-la. Queremos entregar algo seguro, funcional e que realmente facilite a vida das pessoas”, afirma.

A segurança e a transparência estão no centro da iniciativa. Por se basear em blockchain, a solução garante que não é possível alterar as informações indevidamente, reduzindo fraudes em quilometragem, registros e documentação. Além disso, o projeto já nasce alinhado à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com controle rigoroso de acessos.

Para o presidente do Detran- PR, Santin Roveda, o ganho para o cidadão é direto. São processos mais simples, menos burocracia, mais agilidade nas transferências e confiança no acesso a informações autênticas sobre o próprio veículo.

“O Passaporte Veicular Digital abre espaço para novos serviços e um fluxo contínuo de dados confiáveis que reforça a segurança para as empresas do setor automotivo, como seguradoras, revendas, montadoras e oficinas, e para os cidadãos. Este projeto coloca o Paraná entre os estados mais avançados do mundo na adoção de blockchain aplicada ao setor automotivo. É uma tecnologia que entrega confiança, transparência e velocidade, benefícios que impactam diretamente os paranaenses e toda a cadeia automotiva”, destaca.

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Perícia criminal é fundamental para esclarecer ocorrências de trânsito; veja como funciona

sab, 20/12/2025 - 08:15
Nos casos de acidentes de trânsito, por exemplo, os peritos utilizam uma combinação de técnicas precisas e recursos tecnológicos para reconstruir a dinâmica do ocorrido. Foto: PCIPR

A Polícia Científica tem um papel essencial na elucidação de ocorrências, sendo fundamental na análise técnica e científica de situações que exigem uma investigação detalhada. Nos casos de acidentes de trânsito, por exemplo, os peritos utilizam uma combinação de técnicas precisas e recursos tecnológicos para reconstruir a dinâmica do ocorrido.

Um recente laudo divulgado pela Polícia Científica do Paraná (PCIPR) sobre um acidente fatal em Maringá é um exemplo claro de como esses processos são aplicados na prática. Ele revelou que o carro envolvido no acidente estava trafegando a aproximadamente 67,3 km/h no momento do impacto. A velocidade foi estimada por meio de uma análise minuciosa da cena, com medições precisas da distância percorrida pelo veículo assim como o uso de imagens registradas por câmeras de segurança nas proximidades.

Essas imagens foram essenciais para calcular o tempo exato da colisão, permitindo que os peritos aplicassem princípios de física para determinar a velocidade do veículo com grande precisão. “Fizemos um trabalho multidisciplinar, começando pela perícia de local, com o objetivo de esclarecer a dinâmica do acidente”, explica a perita oficial da PCIPR Larissa Costa.

“Para isso, foi necessário um exame minucioso que consistiu na análise preliminar do local imediatamente após o fato, um retorno posterior em um dia com menor fluxo de veículos e uso de drone para complementar a análise”. 

A perícia em sinistros de trânsito envolve uma série de etapas específicas.

Os peritos começam com a avaliação detalhada do local, registrando vestígios como marcas de pneus, danos nos veículos e a posição final dos envolvidos. A análise de fatores como as condições da via, sinalização, iluminação e meteorologia também é crucial para entender as circunstâncias do acidente. 

“Cabe ao profissional realizar uma avaliação tridimensional do local dos fatos, anotar aferições, buscar vestígios relacionados com o acidente, analisar os danos produzidos nos veículos, recolher objetos de relevância para estudos complementares e registrar as velocidades para análise minuciosa, além de analisar outros fatores, como as condições meteorológicas”, explica o perito oficial da PICPR Luís Noboru Marukawa.

Para auxiliar nesse processo, a instituição tem incorporado novas tecnologias, como drones e softwares de modelagem tridimensional, que oferecem uma visão mais precisa e detalhada da cena do acidente. “O uso de drone facilita e agiliza registro de dados que auxiliam na elaboração mais rápida de laudos, pois em diversos casos é possível confeccionar o esboço com melhor clareza para o leitor desses trabalhos”, explica o perito.

A preservação do local do acidente também é fundamental para garantir a integridade dos vestígios, o que permite uma análise mais confiável. Embora em algumas situações emergenciais é preciso alterar a cena para o atendimento das vítimas ou para mitigar riscos, os peritos sempre fazem o possível para manter a qualidade das informações coletadas. “Quanto mais preservada a cena do crime, mais elementos confiáveis terá o profissional para observação, coleta e interpretação dos fatos ali ocorridos”, afirma Marukawa. 

Identificação

Além da reconstrução da dinâmica da ocorrência, o trabalho da Polícia Científica envolve a identificação da vítima bem como a realização de outros exames fundamentais para esclarecer o caso. No caso do acidente em Maringá, por exemplo, após as análises feitas no local, a equipe prosseguiu com os procedimentos de identificação do corpo, primeira etapa obrigatória antes de qualquer conclusão pericial. 

“É de praxe que todos os corpos admitidos na instituição sejam identificados por um método científico. Neste caso, foi necessário a identificação pelo método odontológico, comparando exames de imagem com radiografias realizadas na sede da PCIPR. Assim, uma identificação complexa pode ser concluída em apenas 20 minutos, proporcionando agilidade na liberação”, conclui a perita Larissa Costa, oficial da PCIPR.

As informações são da Agência Estadual de Notícias do Paraná

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5 principais dúvidas que todos deveriam tirar com o seu mecânico

sex, 19/12/2025 - 18:00
Em um cenário no qual grande parte dos condutores ainda posterga revisões importantes, reforçar a importância da manutenção preventiva torna-se essencial. Foto: Divulgação Promax Bardahl

No dia 20 de dezembro é celebrado o Dia do Mecânico, data que reconhece o trabalho de milhares de profissionais responsáveis por manter a segurança e a mobilidade no país. Muito além das cenas de pit-stops das corridas automobilísticas, esses especialistas desempenham um papel decisivo no cotidiano dos motoristas, garantindo que veículos circulem em boas condições e evitando falhas que podem resultar em graves acidentes. Em um cenário no qual grande parte dos condutores ainda posterga revisões importantes, reforçar a importância da manutenção preventiva torna-se essencial.

Entre 2011 e 2020, mais de 59 mil acidentes foram registrados em decorrência de defeitos mecânicos, segundo o Atlas da Década de Ações para Segurança Viária, da Polícia Rodoviária Federal. Dessas ocorrências, 1.399 resultaram em mortes. Os números reforçam que é possível evitar muitas tragédias com inspeções básicas e rotineiras, conforme recomenda o Código de Trânsito Brasileiro.

E o problema persiste. Apenas nos oito primeiros meses de 2022, mais de 150 mil motoristas foram multados por circular com veículos em mau estado de conservação, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Para marcar o Dia do Mecânico, além de reconhecer o trabalho desses profissionais, é importante saber quais questões não podem faltar durante uma revisão. A seguir, Arley Silva, Gerente de Engenharia e Lubrificação da Promax Bardahl, destaca cinco pontos essenciais que todo motorista deve esclarecer com o seu mecânico. Confira:

Condições dos sistemas de frenagem e suspensão

O sistema de frenagem e a suspensão são pilares da segurança veicular. Segundo Arley, falhas nesses componentes podem causar perda de controle e aumentar o risco de acidentes.

“Levar o veículo num especialista e checar o estado desses sistemas evita problemas que comprometem a dirigibilidade e a eficiência das frenagens”, afirma.

Desgaste de peças essenciais

Assim como a troca da correia dentada, pastilhas de freio, pneus e outros componentes sofrem desgaste natural com o uso. “Verificar o estado dessas peças é fundamental. Pequenos danos podem evoluir rapidamente e causar falhas graves, afetando diretamente a segurança”, explica o especialista.

Condição do óleo e lubrificante do motor

O óleo tem a função de reduzir o atrito entre as partes móveis do motor e evitar o desgaste e o superaquecimento. Arley lembra que “óleo velho ou insuficiente pode causar danos severos ao motor e comprometer o funcionamento do veículo, tornando a revisão desse item indispensável.”

Estado e carga da bateria

A bateria é responsável pela partida e alimentação de diversos sistemas do carro. “Uma bateria comprometida pode deixar o motorista na mão em situações críticas. Avaliar sua carga e o tempo de uso é fundamental para evitar contratempos”, destaca o especialista.

Funcionamento do sistema de direção

O fluido de direção hidráulica (ATF) é essencial para o bom funcionamento do sistema de direção. Ele lubrifica e protege componentes como bomba, a caixa de direção e demais partes do conjunto, garantindo suavidade e precisão nos movimentos.

“Se houver qualquer falha na direção, o risco de perda de controle aumenta significativamente”, alerta o especialista.

Com o tempo, o fluido perde suas propriedades, podendo causar desgaste prematuro e falhas graves. Por isso, é fundamental realizar revisões periódicas e substituir o fluido conforme a recomendação do fabricante, evitando danos progressivos e mantendo a condução segura.

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Seguro auto 2026: o que vai moldar o setor?

sex, 19/12/2025 - 13:30
Prepare-se para o futuro do seguro auto 2026, entendendo as principais mudanças, inovações e oportunidades que vão redefinir a proteção veicular no próximo ano. Foto: Aleksandarlittlewolf para Freepik

O setor de seguro auto em 2026 realmente vai mudar a forma como protegemos nossos veículos? O setor de seguros automotivos está passando por uma rápida transformação, impulsionada pela digitalização, mudanças no perfil do motorista brasileiro e aumento na demanda por apólices personalizadas.

Além disso, o mercado também é influenciado pelo modo como os motoristas utilizam seus veículos.

Muitas pessoas aumentam a renda com atividades secundárias, que vão desde entregas até colaborações com fornecedores de produtos consignados, o que exige um tipo de proteção mais adaptável, que se ajuste à realidade de quem utiliza o carro todos os dias.

Nesse contexto, seguradoras, insurtechs e plataformas de atendimento digital estão ampliando a oferta de soluções inteligentes para equilibrar custo, cobertura e rapidez no atendimento.

Desse modo, para compreender o que definirá o mercado no próximo ano, especialistas têm estudado as mudanças no comportamento dos motoristas, os avanços tecnológicos das empresas e as crescentes exigências por segurança e eficiência no trânsito.

Seguro auto 2026: fortalecimento das opções digitais e da contratação 100% online

O seguro auto em 2026 apresenta inovações que fortalecem a segurança e economia.

A consolidação dos seguros digitais e da contratação totalmente online fez com que a experiência digital deixasse de ser uma promessa e se tornasse o foco principal das seguradoras.

No ano seguinte, espera-se observar um aumento ainda mais significativo nas plataformas que permitem a comparação, contratação e gestão de apólices sem a necessidade de intermediação presencial.

É nesse contexto que surgem rankings e avaliações que auxiliam os consumidores a encontrar, por exemplo, os melhores seguros auto, especialmente em relação ao custo-benefício, tempo de resposta e qualidade do atendimento.

Esse processo é conduzido por três ações:

  • Consumidores mais esclarecidos, que avaliam preços antes de adquirir qualquer serviço;
  • Insurtechs em crescimento, oferecendo modelos mais simples e transparentes,
  • As seguradoras tradicionais estão se automatizando e expandindo suas áreas digitais para permanecerem competitivas.

Como resultado, o processo de contratação online torna-se direto, claro e mais eficiente, frequentemente finalizado em menos de dez minutos.

Apólices personalizadas conforme o perfil de uso

Uma das tendências mais significativas do seguro auto 2026 surge da mudança no comportamento do condutor.

Afinal, com o aumento de profissionais que dependem do carro para trabalho, seja como motoristas de aplicativo, entregadores ou pequenos empreendedores que utilizam o veículo como ferramenta comercial, cresce a necessidade de apólices ajustadas à intensidade de uso.

Isso inclui modelos que levam em conta, por exemplo:

  • Quantidade de quilômetros rodados;
  • Horários de maior circulação;
  • Regiões de risco;
  • Tipo de carga ou produto transportado,
  • Necessidade de carro reserva imediato.

Mas a personalização deve ir ainda além da precificação, pois as seguradoras estão analisando pacotes personalizados para motoristas que dirigem principalmente em áreas urbanas, para profissionais que transitam em rodovias e para aqueles que usam o carro apenas nos finais de semana.

Como resultado, há maior previsibilidade em relação aos custos e maior eficácia na gestão de riscos.

Expansão do seguro auto por uso (pay-per-use)

Esse modelo, anteriormente considerado “nichado”, deve se firmar entre motoristas que dirigem pouco, trabalham remotamente ou usam o carro apenas para compromissos ocasionais.

A lógica é simples: paga-se apenas pelo tempo ou pela quilometragem realmente usada.

Para esse grupo, os planos por uso constituem uma opção viável, econômica e com menos burocracia.

Inteligência Artificial na assistência e na gestão de sinistros

A Inteligência Artificial está passando de uma ferramenta experimental para um componente essencial do setor de seguro auto em 2026.

Como resultado, as seguradoras que mais investem em tecnologia já empregam algoritmos que podem, por exemplo:

  • Detectar fraudes com maior exatidão;
  • Agilizar a aprovação de sinistros;
  • Oferecer atendimento automatizado ininterruptamente;
  • Calcular prêmios de maneira mais eficaz,
  • Examinar tendências de conduta do motorista.

Uma redução no tempo de espera, principalmente em processos que anteriormente levavam dias, será o impacto mais imediato para o consumidor.

Fortalecimento da telemetria e dos dispositivos de segurança

Rastreadores, sensores e aplicativos que monitoram o estilo de direção devem se tornar ainda mais comuns.

Esses dispositivos ajudam as seguradoras a compreender os riscos reais associados a cada perfil, criando políticas mais precisas.

Além disso, o aumento de roubos e furtos em algumas regiões faz com que tecnologias de localização se tornem praticamente indispensáveis no próximo ano.

Isso beneficia tanto o consumidor, que reduz prejuízos, quanto as seguradoras, que diminuem a exposição a perdas totais.

Assistências expandidas e novos serviços unificados no seguro auto 2026

As seguradoras geralmente adicionam novos tipos de assistência, ampliando a noção convencional de proteção.

Entre os serviços que devem ser priorizados, estão:

  • Reboque sob demanda com previsão de chegada;
  • Suporte mecânico de prevenção;
  • Assistência para veículos elétricos (como carregamento de emergência);
  • Serviços domésticos incluídos na apólice (como chaveiro e encanamento),
  • Auxílio para viagens dentro do país.

A meta é converter a apólice em um conjunto de benefícios que ofereçam segurança, praticidade e suporte diário, em vez de apenas proteção contra acidentes.

Seguro auto 2026: aumento de opções voltados para veículos elétricos e híbridos

Com o aumento da frota de veículos eletrificados no Brasil, surgem desafios particulares. Por exemplo: baterias mais caras, equipamentos delicados, reparos especializados e novos tipos de risco.

Assim, as seguradoras estão ajustando seus produtos para atender a essas particularidades, proporcionando coberturas mais completas e condições especiais para a eletrificação doméstica.

Um mercado mais dinâmico, inteligente e focado no consumidor de seguro auto em 2026

A principal tendência para o próximo ano no setor de seguro auto será a combinação de tecnologia, personalização e competitividade.

Então, no cenário atual, onde os motoristas estão mais atentos ao custo total e mais criteriosos quanto à qualidade do serviço, as seguradoras que conseguirem oferecer simplicidade, clareza e um atendimento rápido estarão em posição privilegiada.

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O papel do Contran e da Senatran: o que cada órgão faz no trânsito brasileiro

sex, 19/12/2025 - 08:15

O Sistema Nacional de Trânsito é formado por uma complexa rede de órgãos e competências, o que frequentemente gera dúvidas — inclusive entre profissionais da área. Dois nomes aparecem com frequência quando novas regras são anunciadas: Contran e Senatran. Apesar de atuarem de forma integrada, eles possuem papéis distintos e níveis diferentes de poder decisório.

Compreender essa diferença é essencial para interpretar corretamente mudanças recentes no trânsito brasileiro, como as que ocorreram com a Resolução Contran nº 1.020, que alterou de forma profunda o processo de formação de condutores e reacendeu o debate sobre até onde vai o poder normativo do Contran.

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) é o órgão máximo normativo do Sistema Nacional de Trânsito. Isso significa que cabe a ele estabelecer regras gerais, editar resoluções, padronizar procedimentos e complementar o Código de Trânsito Brasileiro. As resoluções do Contran têm força obrigatória em todo o país e orientam desde a habilitação de condutores até critérios de fiscalização, sinalização e segurança veicular.

Já a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) exerce um papel executivo e coordenador. Ela é responsável por implementar políticas públicas de trânsito, coordenar tecnicamente os Detrans, administrar sistemas nacionais (como Renach e Renavam), além de apoiar estados e municípios na aplicação das normas definidas pelo Contran.

Em termos práticos, a lógica é clara: o Contran cria a norma; a Senatran viabiliza sua aplicação.

No entanto, essa divisão técnica nem sempre é percebida dessa forma na prática — especialmente quando decisões com alto impacto social e econômico são tomadas sem diálogo mais amplo com os atores diretamente afetados.

O caso da Resolução 1020 e o debate sobre decisões centralizadas

A publicação da Resolução Contran nº 1.020 evidenciou esse tensionamento institucional. A norma promoveu mudanças estruturais no modelo de formação de condutores, afetando diretamente candidatos à CNH, autoescolas (CFCs), instrutores, examinadores e os próprios Detrans.

Embora o Contran tenha competência legal para editar resoluções, a forma como o processo foi conduzido gerou questionamentos. Entidades do setor e profissionais do trânsito apontaram que as decisões foram tomadas de maneira centralizada, no âmbito do Contran, da Senatran e do Ministério dos Transportes, sem um processo de escuta pública efetiva ou construção coletiva mais ampla.

Esse cenário levantou uma pergunta legítima — que o Portal do Trânsito já explorou em matéria específica: o Contran pode decidir sozinho sobre temas que impactam todo o sistema?

Do ponto de vista legal, a resposta é objetiva: o Contran pode normatizar. Do ponto de vista institucional e democrático, porém, o debate é mais complexo. Mudanças profundas em sistemas consolidados exigem não apenas respaldo jurídico, mas também diálogo técnico, previsibilidade e tempo de adaptação.

A própria reação dos Detrans, que passaram a pedir prazos para implementação e ajustes operacionais, demonstrou que decisões normativas, quando desconectadas da realidade da execução, geram insegurança e, além disso, instabilidade no sistema.

Onde entram os limites institucionais

É importante destacar que normatizar não é o mesmo que operacionalizar. Ainda que o Contran tenha poder para editar resoluções, sua efetividade depende da capacidade dos órgãos executivos de aplicá-las com segurança, clareza e estrutura adequada.

Quando normas são publicadas sem transição, sem integração sistêmica e sem diálogo prévio com quem executa e com quem será diretamente impactado, o risco não é apenas administrativo — é também de perda de confiança institucional.

Por isso, o debate em torno da Resolução 1020 ultrapassa o conteúdo da norma. Ele toca em um ponto sensível do trânsito brasileiro: como equilibrar poder normativo, participação social e viabilidade prática.

Entender o papel de cada órgão ajuda o cidadão a acompanhar esse debate com mais clareza. Mais do que saber quem decide, é fundamental discutir como as decisões são tomadas — e quais são seus reflexos no dia a dia do trânsito.

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Marco Legal do Transporte Público avança na Câmara e é aprovado em comissão

qui, 18/12/2025 - 18:00
A proposta original busca uma alteração profunda nas normas legais para o funcionamento do transporte público no Brasil. Foto: Divulgação Agência CNT Transporte Atual

O Projeto de Lei nº 3.278/2021, que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano e promove uma ampla revisão da Política Nacional de Mobilidade Urbana, avançou em sua tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta foi aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU), marcando a primeira fase de análise do texto no Legislativo.

A aprovação ocorreu com a leitura do parecer favorável do relator, deputado federal José Priante (MDB-PA). O avanço do projeto é considerado estratégico para o setor de transportes e integra a agenda institucional prioritária da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

De autoria do ex-senador Antônio Anastasia, o PL propõe mudanças estruturais no modelo atual de funcionamento do transporte público no Brasil. Entre os principais objetivos estão a atualização de conceitos legais, a correção de lacunas regulatórias e a criação de condições mais sustentáveis para a operação dos serviços de transporte coletivo urbano.

Revisão da Lei de Mobilidade Urbana

Um dos pilares do projeto é a revisão da Lei nº 12.587/2012, que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Conforme a CNT, essa atualização é necessária diante das transformações sociais, econômicas e urbanas ocorridas nos últimos anos, que impactaram diretamente a demanda, o financiamento e a qualidade do transporte público nas cidades brasileiras.

Para a entidade, o transporte público coletivo é um direito social previsto na Constituição Federal e desempenha papel central no funcionamento das cidades, influenciando diretamente a mobilidade urbana, o acesso ao trabalho, à educação e aos serviços essenciais. Aponta-se ônibus, trens e metrôs como elementos estruturantes da política urbana e ambiental.

Sustentabilidade econômica e financiamento

O texto do PL 3.278/2021 concentra esforços no enfrentamento de um dos principais desafios do setor: a sustentabilidade econômica do transporte público. O projeto busca preencher lacunas regulatórias históricas e estabelecer bases mais claras para o equilíbrio financeiro do sistema.

Entre os pontos defendidos pela CNT está a necessidade de revisitar conceitos fundamentais, como a distinção entre tarifa de remuneração — aquela que garante o custeio da operação — e tarifa pública ou de utilização, paga pelo usuário. Além disso, o projeto propõe a revisão das regras de financiamento das gratuidades previstas em lei, tema sensível para operadores, gestores públicos e usuários.

Segundo a Confederação, a ausência de fontes de custeio claramente definidas para as gratuidades tem comprometido a qualidade dos serviços e pressionado o valor das tarifas pagas pela população.

Tramitação e próximos passos

O texto que passou pela Comissão de Desenvolvimento Urbano corresponde ao substitutivo que o Senado Federal já analisou e aprovou. Com a validação na CDU, o projeto segue agora para a Comissão de Viação e Transportes (CVT), onde acontecerão novos debates.

Na sequência, o PL ainda deverá passar pela Comissão de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). Essas são etapas fundamentais antes de uma eventual votação em plenário.

Posição da CNT

A CNT manifesta apoio ao Marco Legal do Transporte Público. Além disso, defende que a reforma contribua para a construção de um sistema mais eficiente, financeiramente sustentável e alinhado às diferentes realidades regionais do país.

Para a Confederação, é fundamental que a legislação reconheça as características populacionais, econômicas e territoriais das diversas regiões brasileiras. Dessa forma, permitindo soluções mais adequadas para cada contexto urbano.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual


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PRF inicia Operação Rodovida 2025/2026 com foco na segurança de motociclistas

qui, 18/12/2025 - 13:30
A Operação Rodovida é uma ação nacional integrada que concentra esforços para a redução da violência no trânsito. Foto: Divulgação PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início à Operação Rodovida 2025/2026, uma das principais ações nacionais voltadas à redução da violência no trânsito durante períodos de maior circulação nas rodovias federais. O evento de lançamento ocorreu no Auditório do Detran, em Maceió (AL).

A operação terá duração até 22 de fevereiro de 2026, abrangendo as festas de fim de ano, férias escolares e o período do carnaval — fases tradicionalmente marcadas pelo aumento significativo do fluxo de veículos e, consequentemente, do risco de sinistros de trânsito.

Atenção especial aos motociclistas

Neste ciclo da Rodovida, a PRF anunciou atenção redobrada aos motociclistas, grupo que, ano após ano, figura entre as principais vítimas de sinistros graves e fatais nas rodovias brasileiras. Em comparação aos ocupantes de automóveis, os motociclistas permanecem como os usuários mais vulneráveis do sistema viário, com índices elevados de mortalidade e tendência de crescimento.

O cenário reforça a necessidade de intervenções específicas, tanto no campo da fiscalização quanto na educação para o trânsito. Ou seja, especialmente em rodovias federais que registram alto volume de circulação de motocicletas.

Fiscalização e educação como pilares da operação

O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, participou da cerimônia de abertura da Operação Rodovida. Ele destacou que o trabalho da instituição vai além da fiscalização ostensiva, envolvendo também ações educativas e de conscientização da população.

“Nosso cuidado com a população vai muito além da fiscalização — ainda que esta seja, sim, um dos pilares fundamentais no enfrentamento da imprudência nas estradas. Atuamos também, e com igual vigor, na educação para o trânsito, porque entendemos que a educação é o alicerce de uma sociedade verdadeiramente civilizada. É nesses períodos que o povo brasileiro mais precisa de nós. E é nesses momentos que a PRF se mostra ainda mais presente”, afirmou.

Reforço das ações em Alagoas

Em Alagoas, a PRF informou que haverá intensificação das ações de fiscalização e policiamento ostensivo nas rodovias federais que cortam o estado. O foco será a prevenção de condutas de risco diretamente associadas a sinistros fatais envolvendo motociclistas.

Entre as principais frentes de atuação estão:

  • combate à combinação de álcool e direção;
  • fiscalização do excesso de velocidade;
  • repressão às ultrapassagens proibidas;
  • verificação do uso correto dos equipamentos de segurança, especialmente o capacete.

Segundo o superintendente da PRF em Alagoas, Juliano Quintella, a estratégia envolve ações integradas para reduzir riscos e preservar vidas.

“Serão ações conjuntas de fiscalização com foco em segurança para os motociclistas, combate ao excesso de velocidade, fiscalizações de alcoolemia e uso correto dos dispositivos de segurança, garantindo que nossas estradas sejam vias de celebração e não de luto”, destacou.

Compromisso com a vida no trânsito

A Operação Rodovida 2025/2026 reafirma o compromisso da PRF com a proteção da vida e o fortalecimento da segurança viária. A instituição reforça que a adoção de comportamentos responsáveis por parte de todos os usuários das rodovias é fundamental para a redução de sinistros e fatalidades.

Ao longo do período da operação, a PRF seguirá atuando de forma preventiva e ostensiva, com a convicção de que a redução das mortes no trânsito é possível. Além disso, de que cada ação educativa ou fiscalizatória representa um avanço rumo a um trânsito mais seguro e humano.

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Como ficará o novo exame prático do Detran com a CNH do Brasil

qui, 18/12/2025 - 08:15
A Resolução 1.020/25 entra em vigor imediatamente, mas sua aplicação prática dependerá, na ponta, da capacidade dos Detrans de regulamentar, estruturar e fiscalizar o novo modelo. Foto: Assessoria de Comunicação do Detran|ES

A publicação da Resolução Contran nº 1.020/25 marca uma das mudanças mais profundas já feitas no processo de formação de condutores no Brasil. Entre os pontos que mais chamam a atenção de candidatos, autoescolas e instrutores está a reformulação do exame prático de direção veicular, etapa decisiva para a obtenção da CNH e que, a partir de agora, passa a seguir novos critérios, fluxos e responsabilidades.

Embora o discurso oficial destaque a busca por um modelo mais “acessível, flexível e desburocratizado”, o novo formato do exame prático levanta questionamentos importantes sobre padronização, fiscalização, segurança viária e o papel do Detran nesse processo. A seguir, o Portal do Trânsito explica, ponto a ponto, o que muda — e o que permanece — na prova prática da CNH.

Quando o candidato poderá fazer o exame prático

Pelas novas regras, o exame de direção veicular só poderá ser realizado após o cumprimento de duas exigências obrigatórias:

  • aprovação no exame teórico;
  • registro, no Renach, da carga horária mínima de aulas práticas.

Para quem busca a CNH nas categorias A ou B, o exame prático só é liberado depois que o sistema confirmar que o candidato cumpriu pelo menos duas horas de aulas práticas. Esse é um dos pontos mais sensíveis da nova resolução, já que representa uma redução drástica em relação ao modelo anterior.

Nos processos exclusivos para Autorização para Conduzir Ciclomotor, a regra é ainda mais flexível: o candidato pode realizar o exame prático imediatamente após a aprovação na prova teórica.

Quem aplica o exame e onde ele acontece

O exame prático continua sendo de responsabilidade dos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, ou seja, os Detrans. A prova será realizada na circunscrição do domicílio do candidato, em trajeto previamente definido pelo próprio órgão de trânsito.

Até que seja publicado o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, previsto na resolução, os Detrans poderão manter seus trajetos e procedimentos atuais, desde que respeitem as diretrizes gerais da nova norma.

Como será a avaliação no exame prático

O exame de direção veicular passa a ter critérios mais claramente definidos na resolução. O candidato inicia a prova com pontuação zero, e os pontos são somados conforme as infrações cometidas durante o percurso.

Cada infração gera um ponto, multiplicado pelo seu peso:

  • infração leve: peso 1
  • infração média: peso 2
  • infração grave: peso 4
  • infração gravíssima: peso 6

Para ser aprovado, o candidato não pode ultrapassar 10 pontos ao final do exame. A decisão final cabe exclusivamente à comissão examinadora, que poderá, inclusive, interromper a prova se identificar incapacidade técnica ou instabilidade emocional que comprometa a segurança.

Comissão examinadora e acompanhamento do candidato

Outra mudança relevante está na composição e atuação da banca avaliadora. O exame será avaliado por uma comissão de direção veicular composta por três membros, sendo que pelo menos um deles deve ter habilitação igual ou superior à categoria pretendida pelo candidato.

Durante o percurso, o candidato será acompanhado por um preposto do Detran, responsável por transmitir instruções, zelar pela segurança e registrar ocorrências relevantes para a avaliação.

Veja também Primeira Habilitação Resolução 1020/25 do Contran é suspensa pela Justiça em MT CFCs ‘Estão desmontando a educação para o trânsito’, alerta especialista sobre mudanças na formação de condutores CFCs Entenda em 10 pontos a importância das autoescolas para a formação de condutores Monitoramento eletrônico no exame prático

A Resolução 1.020/25 abre espaço para a utilização de monitoramento eletrônico nos exames práticos, desde que essa tecnologia gere ganhos de eficiência administrativa e redução de custos.

Se houver a adoção do monitoramento eletrônico:

  • o candidato terá direito de acesso a todas as informações registradas;
  • será possível utilizar os dados para contestação do resultado;
  • a comissão poderá, inclusive, avaliar o exame de forma remota.

Importante destacar que, se o veículo utilizado for do próprio candidato, a instalação dos equipamentos de monitoramento deverá ocorrer sem qualquer custo adicional para ele.

Veículo utilizado no exame

Será possível realizar o exame prático:

  • com veículo fornecido pelo Detran;
  • com veículo do próprio candidato;
  • ou até mesmo com veículo de terceiros.

Em todos os casos, o veículo deve estar em conformidade com o Código de Trânsito Brasileiro e as normas do Contran. A resolução também deixa claro que não haverão exigências de adaptações especiais nos veículos, além das regras já previstas.

Tentativas, reprovação e nova chance

A nova regra mantém a possibilidade de múltiplas tentativas. O candidato que reprovar poderá refazer o exame quantas vezes forem necessárias, sendo que a segunda tentativa será possível agendar sem cobrança de taxa adicional. Também há previsão de nova tentativa no mesmo dia, desde que haja disponibilidade operacional.

O impacto das mudanças na formação do condutor

De acordo com Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, o novo modelo exige atenção redobrada do poder público.

“Reduzir etapas e cargas horárias não significa, automaticamente, melhorar o processo. O exame prático ganha ainda mais peso nesse cenário, porque passa a ser praticamente o único filtro real de habilidades mínimas para conduzir com segurança”, avalia.

Conforme ele, o risco é transformar o exame prático em uma etapa isolada, sem o devido lastro pedagógico. “Avaliar não substitui formar. Ou seja, se a formação prática for insuficiente, o exame tende a virar apenas um teste de sobrevivência no trânsito, e não de preparo efetivo”, alerta.

O papel do Detran daqui para frente

Com as novas regras, o Detran assume papel ainda mais estratégico. Cabe aos órgãos estaduais garantir:

  • trajetos adequados e seguros;
  • critérios técnicos claros;
  • comissões examinadoras capacitadas;
  • fiscalização rigorosa para evitar distorções, favorecimentos ou banalização do exame.

A Resolução 1.020/25 entra em vigor imediatamente, mas sua aplicação prática dependerá, na ponta, da capacidade dos Detrans de regulamentar, estruturar e fiscalizar o novo modelo. No Mato Grosso, por exemplo, a Resolução está suspensa até que haja regulamentação.

Até lá, o exame prático da CNH passa a ser não apenas uma prova, mas o principal termômetro da segurança viária no processo de habilitação.

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Detran-AM suspende serviços de habilitação para adequação devido à CNH do Brasil

qua, 17/12/2025 - 18:00
Para os condutores que já emitiram taxas de habilitação, os atendimentos seguem normalmente em todos os postos do órgão. FOTOS: Arquivo/Detran-AM

O Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) suspendeu, ontem (16/12), os serviços relacionados à habilitação em decorrência da adequação do sistema devido às mudanças determinadas pelo Governo Federal, por conta da CNH do Brasil.  A previsão é que a normalização do serviço ocorra na quinta-feira (25/12).

O órgão ressalta que para os condutores que já emitiram taxas de habilitação, os atendimentos seguem normalmente em todos os postos do Detran Amazonas.

“O Detran Amazonas, nesta terça-feira (16/12), suspendeu os serviços de CNH para implementar a nova resolução do Governo Federal que muda algumas tratativas da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Lembrando que quem fez o pagamento da taxa de renovação, segunda via e outros serviços de habilitação, vão conseguir finalizar. Apenas processos novos estão suspensos no momento. Essa melhoria é para a população, para que possa vir aqui e ter o melhor atendimento”, explica o diretor-presidente do Detran-AM, David Fernandes.

Novo modelo

A nova resolução prevê o curso teórico gratuito e digital, flexibilização das aulas práticas e aulas com instrutores credenciados.

A abertura do processo acontece diretamente pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da CNH do Brasil. Todos os conteúdos do curso teórico estão online gratuitamente no site do Ministério dos Transportes ou presencialmente, nas autoescolas.  O novo processo de obtenção de CNH determina ainda apenas duas horas de aulas práticas obrigatórias, podendo ser realizadas em autoescola ou com instrutor autorizado.

O Ministério dos Transportes destaca que a habilidade para dirigir continua sendo avaliada por exames teóricos e práticos obrigatórios realizados pelos Detrans. Caso o candidato reprove na primeira prova, ele terá o direito ao primeiro reteste sem custo adicional.

O novo processo oferece ainda maior flexibilidade na formação de condutores, permitindo que os candidatos organizem sua formação, utilizem seu próprio veículo nas aulas práticas, desde que acompanhado do instrutor autorizado. Outra mudança é o fim da exigência de prazo para finalizar o processo.

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