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Atualizado: 26 minutos 21 segundos atrás

Áreas de escape já evitaram mais de 1.500 mortes em rodovias com trechos de serra

qui, 11/06/2026 - 14:30
Área de escape na BR-376 permite a parada segura de caminhões com falha nos freios e já contribuiu para preservar mais de 1.500 vidas. Foto: Divulgação Arteris

As áreas de escape instaladas pela Arteris em trechos de serra das rodovias BR-376, no Paraná, e BR-116, em São Paulo, ultrapassaram a marca de 1.500 vidas preservadas. Os dispositivos são uma das principais ferramentas de segurança viária para evitar acidentes graves envolvendo caminhões e outros veículos pesados que sofrem falhas no sistema de frenagem.

De acordo com a concessionária, os três equipamentos em operação representam um investimento de R$ 38 milhões e funcionam como estruturas capazes de desacelerar veículos sem controle de forma progressiva e segura. O número de vidas preservadas equivale, de acordo com a empresa, à lotação de aproximadamente nove aviões comerciais ou 38 ônibus urbanos cheios.

Como funcionam as áreas de escape

Inspiradas na tecnologia utilizada em pistas de Fórmula 1, as áreas de escape são instaladas em pontos estratégicos de descidas de serra, locais onde há maior risco de perda de freios por parte de veículos pesados.

Os dispositivos localizados nos quilômetros 671,7 e 667,3 da BR-376/PR, administrada pela Arteris Litoral Sul, e no quilômetro 353 da BR-116/SP, sob concessão da Arteris Régis Bittencourt, consistem em pistas com cerca de um metro de profundidade preenchidas com argila expandida.

Quando um caminhão acessa a estrutura, o material oferece resistência ao deslocamento, reduzindo gradualmente a velocidade do veículo até a parada completa, sem provocar impactos bruscos.

Além disso, todas as áreas de escape tem monitoramento por câmeras durante 24 horas por dia. Assim que um veículo entra no dispositivo, aciona-se as equipes do Centro de Controle e Segurança Operacional (CCSO) para prestar atendimento imediato.

“Nosso compromisso é com a preservação da vida. Cada vida salva reforça a importância dos investimentos em segurança viária e o impacto positivo que geramos para a sociedade”, afirma Cesar Sass, diretor-superintendente da Arteris Litoral Sul.

Infraestrutura ajuda, mas não substitui a responsabilidade do motorista

Apesar da importância das áreas de escape para reduzir a gravidade dos acidentes, a concessionária destaca que a segurança nas rodovias depende também do comportamento dos condutores e da manutenção adequada dos veículos.

Conforme a Arteris, os dispositivos fazem parte do conceito de uma infraestrutura viária mais segura, mas não eliminam a necessidade de condução responsável.

“A ‘rodovia que perdoa’ não é um convite ao descuido, mas um lembrete de que a segurança é responsabilidade de todos. Por isso, é fundamental que os motoristas sigam rigorosamente as leis de trânsito e dirijam com responsabilidade sempre para proteger a sua vida e a vida das outras pessoas que também utilizam as rodovias”, completa José Acacio Delmonego Junior, diretor-superintendente da Arteris Régis Bittencourt.

Cuidados ajudam a evitar falhas nos freios

Entre as orientações divulgadas pela concessionária para aumentar a segurança em viagens por trechos de serra está a manutenção preventiva dos sistemas de frenagem.

A recomendação é que motoristas realizem revisões periódicas em componentes como lonas, pastilhas e fluidos de freio, especialmente em veículos pesados.

Outro cuidado importante é utilizar corretamente o freio motor durante descidas prolongadas. A técnica ajuda a evitar o superaquecimento dos freios convencionais, situação que pode levar à perda de eficiência do sistema.

A empresa também alerta para o risco das chamadas “gambiarras” nos sistemas de frenagem, como o isolamento do freio de um dos eixos do veículo, prática que compromete a capacidade de parada e aumenta significativamente o risco de acidentes.

Além disso, considera-se a atenção à sinalização fundamental, principalmente em trechos onde existem áreas de escape. Identificar antecipadamente a localização desses dispositivos pode ser decisivo em situações de emergência.

Redução de acidentes e fatalidades

A Arteris informa que sua estratégia de segurança viária envolve ações de engenharia, tecnologia e educação para o trânsito.

Entre as medidas adotadas estão obras de infraestrutura, melhorias na sinalização, monitoramento operacional, reforço das equipes em períodos de maior movimento e campanhas educativas voltadas aos usuários das rodovias.

Segundo a concessionária, mais de 89 mil pessoas participaram de ações educativas em 2025.

De acordo com dados divulgados pela empresa, esse conjunto de iniciativas contribuiu para uma redução de 11,8% nas fatalidades e de 6,4% no total de acidentes registrados em 2025, na comparação com o ano anterior. Também houve redução de 15% no índice de fatalidades ponderadas pelo tráfego no mesmo período.

Conforme a concessionária, os resultados reforçam a importância da combinação entre infraestrutura segura, tecnologia, educação e comportamento responsável dos usuários para a preservação de vidas nas rodovias.

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Relatório sobre mudanças no CTB é adiado para a próxima semana

qui, 11/06/2026 - 10:12
Aureo Ribeiro, relator do projeto de lei. Foto: Agência Câmara de Notícias

A expectativa do setor de trânsito em torno da apresentação do parecer sobre as mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) terá que esperar mais alguns dias. O relator da proposta, deputado federal Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), adiou a leitura do relatório que seria apresentada ontem (10) pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados responsável por analisar o Projeto de Lei nº 8.085/2014.

Agora, a previsão é que o parecer seja lido na próxima quarta-feira (17), às 14 horas, durante reunião da comissão. Conforme o parlamentar, o texto ainda passa por ajustes finais para contemplar as diversas contribuições recebidas ao longo dos trabalhos.

A decisão frustrou a expectativa criada em torno daquela que pode se tornar uma das maiores revisões da legislação de trânsito brasileira dos últimos anos. O relatório reúne propostas discutidas ao longo de meses de audiências públicas e pode trazer mudanças significativas, especialmente no processo de formação de condutores.

“O texto ainda não está pronto”, diz relator

Ao justificar o adiamento, Aureo Ribeiro afirmou que a equipe segue trabalhando para aperfeiçoar a redação do documento.

“Não foi por falta de vontade, queria muito subir o texto hoje. Mas não está pronto. A gente depende de todas as correções necessárias para atender todos os anseios solicitados. Estamos desde ontem ajustando e vendo o que é melhor para o Brasil no trânsito seguro e eficiente”, declarou o deputado.

Apesar do adiamento da leitura oficial, o relator informou que o documento deverá ser disponibilizado no site da Câmara dos Deputados já nesta quinta-feira (11), permitindo que parlamentares, entidades e a sociedade conheçam previamente o conteúdo das propostas.

Permissão para dirigir aos 16 anos está entre as medidas

Um dos pontos que mais chamou atenção nos últimos dias é a possibilidade de criação de uma modalidade de Permissão para Dirigir (PPD) destinada a adolescentes com mais de 16 anos.

Na página da comissão, Aureo Ribeiro disponibilizou uma minuta do relatório prevendo essa possibilidade. Pela proposta, jovens entre 16 e 18 anos poderiam conduzir veículos, desde que observadas condições específicas.

Entre elas estão:

  • circulação restrita aos perímetros urbanos;
  • autorização para dirigir apenas entre 5h e 23h59;
  • obrigatoriedade da presença de um adulto habilitado acompanhando o condutor.

Embora a medida tenha ganhado destaque, é importante ressaltar que o texto ainda não foi oficialmente apresentado e poderá sofrer alterações antes da votação na comissão.

Além dessa proposta, o relatório deve abordar diversos temas relacionados ao trânsito brasileiro, incluindo mudanças na formação de condutores, no funcionamento das autoescolas e em procedimentos ligados à habilitação.

Setor acompanha discussões de perto

A possível reformulação das regras de trânsito tem mobilizado representantes de diferentes segmentos ligados ao setor. Ao longo das audiências promovidas pela comissão, participaram entidades representativas dos Centros de Formação de Condutores (CFCs), clínicas médicas credenciadas, especialistas em trânsito e profissionais diretamente impactados pelas mudanças em discussão.

O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), 2º vice-presidente da comissão, destacou o envolvimento dessas categorias nos debates.

“Hoje a Câmara está praticamente fechada. E estão vocês aqui fazendo o papel, não cuidando do umbigo, mas investindo recursos próprios para defender a categoria que representam”, afirmou.

A presença ativa desses representantes demonstra a preocupação do setor com os possíveis efeitos das mudanças, especialmente diante das discussões sobre flexibilização do processo de habilitação e novos modelos de formação de condutores.

O que acontece agora?

Com o adiamento, a próxima semana passa a ser decisiva para o futuro das propostas. A divulgação prévia do relatório permitirá que parlamentares e entidades analisem o conteúdo antes da leitura oficial.

Após a apresentação do parecer na Comissão Especial, os deputados poderão discutir o texto e apresentar sugestões. Somente depois dessa etapa será possível saber quais medidas terão apoio suficiente para avançar na tramitação legislativa.

Enquanto isso, o Portal do Trânsito seguirá acompanhando os desdobramentos da proposta, que pode redefinir aspectos importantes da legislação brasileira e impactar diretamente candidatos à habilitação, profissionais do setor e milhões de condutores em todo o país.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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Vai tirar a primeira CNH? Exame toxicológico agora é exigido para motos e carros

qui, 11/06/2026 - 08:15
O exame é feito diretamente em clínicas credenciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), sem a necessidade de ir à unidade do Detran/TO. Créditos: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

Os candidatos que pretendem obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B já precisam cumprir uma nova exigência prevista na legislação de trânsito. Conforme orientação do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), passou a ser obrigatório apresentar resultado negativo em exame toxicológico para a emissão da habilitação destinada à condução de motocicletas e automóveis. Apesar da orientação partir do Detran/TO, a regra é válida em todo país.

A medida decorre da Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) assim como ampliou a exigência do exame para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B.

Conforme o Detran/TO, o objetivo da medida é identificar o uso de substâncias psicoativas pelos futuros condutores e verificar se eles estão aptos a dirigir, contribuindo para a segurança no trânsito.

Quem precisa fazer o exame?

A obrigatoriedade vale para candidatos que iniciaram o processo de obtenção da primeira habilitação nas categorias A ou B a partir de 16 de maio de 2026, independentemente de exercerem ou não atividade remunerada.

Os processos iniciados antes dessa data continuam seguindo as regras anteriores e não estão sujeitos à exigência do exame toxicológico.

Resultado positivo não cancela o processo

De acordo com o Detran/TO, candidatos que obtiverem resultado positivo no exame não perderão o processo de habilitação.

Nesses casos, será necessário realizar um novo teste após 90 dias contados da data da coleta. O processo permanecerá ativo e poderá prosseguir normalmente quando um resultado negativo for registrado no sistema.

Onde fazer o exame toxicológico?

O exame deve ser realizado em clínicas credenciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Não é necessário comparecer a uma unidade do Detran para solicitar o procedimento.

Após a realização do exame, a própria clínica registra o resultado no sistema nacional de condutores, permitindo que o Detran tenha acesso às informações durante o andamento do processo de habilitação.

Em que momento o exame deve ser feito?

Uma das diferenças em relação às categorias C, D e E é que, para os candidatos das categorias A e B, o exame pode ser realizado em qualquer etapa do processo de habilitação.

No entanto, o resultado negativo deve estar registrado antes da emissão da Permissão para Dirigir (PPD), conhecida como CNH provisória. Ou seja, sem o exame, o documento não poderá ser emitido.

Como é feita a detecção das substâncias?

De acordo com o Detran/TO, a análise pode ser realizada a partir de diferentes tipos de amostras biológicas, como sangue, cabelo, pele ou unhas.

O objetivo é identificar a presença de substâncias psicoativas proibidas, permitindo a avaliação da aptidão do candidato para conduzir veículos.

Exame não precisa ser renovado nas categorias A e B

Outra diferença em relação aos motoristas das categorias C, D e E está na validade do exame.

Para os candidatos que obtiverem a primeira habilitação nas categorias A e B, o toxicológico não precisará ser renovado após a emissão da CNH provisória.

Já os condutores das categorias C, D e E continuam sujeitos às regras específicas da legislação, que exigem a realização periódica do exame.

Atenção ao tipo de exame realizado

O Detran/TO alerta que somente serão aceitos exames toxicológicos realizados especificamente para fins de habilitação.

Exames feitos para outras finalidades, como processos admissionais ou demissionais exigidos por empresas, não poderão ser utilizados para atender à exigência da primeira habilitação.

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Sono ao volante preocupa durante escoamento da safra; veja os sinais de alerta para evitar acidentes

qua, 10/06/2026 - 14:30
Durante viagens longas, pausas regulares para descanso ajudam a prevenir o microssono e reduzem o risco de acidentes nas rodovias. Foto: Assessoria de Imprensa EPR Paraná

O aumento da circulação de caminhões e veículos de carga nas rodovias paranaenses durante o período de escoamento da safra de grãos acende um alerta para um dos riscos mais difíceis de perceber por quem está dirigindo: o sono ao volante. Conforme a EPR Paraná e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a fadiga está entre os fatores que mais contribuem para acidentes graves, especialmente em viagens longas.

Com o crescimento do fluxo de veículos pesados nesta época do ano, as duas instituições reforçam a importância de reconhecer os sinais de exaustão física e mental e realizar paradas programadas para descanso. A ação integra o Programa Conviver, iniciativa da concessionária voltada à promoção de comportamentos mais seguros no trânsito.

Fadiga reduz reflexos e aumenta o risco de acidentes

Embora muitas vezes seja subestimado, o cansaço compromete diretamente a capacidade do motorista de reagir a situações inesperadas. De acordo com a EPR Paraná, a fadiga reduz os reflexos, prejudica a tomada de decisões e pode provocar episódios de microssono, quando o condutor adormece por alguns segundos sem perceber.

Esse curto período de inconsciência pode ser suficiente para provocar colisões traseiras, invasões de faixa ou saídas de pista, especialmente em rodovias de grande movimentação.

Durante o escoamento da safra, quando milhares de caminhões cruzam diariamente as estradas do Paraná, o problema ganha ainda mais relevância, já que muitos motoristas enfrentam jornadas prolongadas e trajetos extensos.

O corpo costuma avisar antes de chegar ao limite

De acordo com as orientações divulgadas pela EPR Paraná e pela PRF, o organismo apresenta sinais claros de que o motorista precisa interromper a viagem e descansar.

Entre os principais sintomas de fadiga estão pálpebras pesadas, ardência nos olhos, piscadas lentas, bocejos frequentes e dificuldade para manter a cabeça erguida. Também merecem atenção a perda de concentração, a dificuldade para manter o veículo centralizado na faixa e o esquecimento dos últimos quilômetros percorridos.

A irritabilidade e a sensação de inquietação ao volante também podem indicar que o corpo já está próximo do limite.

Pausas regulares são fundamentais

Para reduzir os riscos associados ao cansaço, a recomendação é que o tempo de direção contínua não ultrapasse duas horas.

A orientação é realizar pausas de 15 a 20 minutos a cada duas horas de viagem ou aproximadamente a cada 200 quilômetros percorridos. Nesse intervalo, o ideal é sair do veículo, caminhar, alongar o corpo, hidratar-se e recuperar o nível de atenção.

Além de contribuir para a segurança, essas paradas ajudam a reduzir o desgaste físico e mental provocado por longos períodos de condução.

Bases de apoio auxiliam motoristas nas rodovias

A infraestrutura disponível ao longo das rodovias também pode ajudar os condutores a adotarem hábitos mais seguros.

Nos trechos administrados pela EPR Paraná existem 14 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), distribuídas ao longo dos 628 quilômetros concedidos. As unidades funcionam 24 horas por dia e oferecem estrutura com sanitários, fraldário, água, café, estacionamento e outros serviços voltados ao atendimento dos usuários.

Conforme a concessionária, esses espaços foram planejados para servir como pontos de apoio aos motoristas, especialmente em períodos de tráfego intenso.

“A segurança viária é nosso principal pilar de atuação muito importante para o Grupo EPR e, por meio do Programa Conviver, buscamos informar sobre boas práticas de segurança e mobilizar escolhas que protegem a vida. Sabemos que o período de safra exige muito dos caminhoneiros, que representam papel fundamental para economia do Paraná. No entanto, o cansaço é um risco invisível que não pode ser subestimado. Nossas bases operacionais e equipes de atendimento ao longo da rodovia estão preparadas e são pontos de apoio para esses motoristas”, afirma o gerente de Operações da EPR Paraná, Mauro Bertelli.

Respeitar os limites do corpo salva vidas

A PRF destaca que a fiscalização é importante, mas que a principal medida de prevenção continua sendo a consciência do próprio motorista sobre seus limites físicos.

Conforme a corporação, muitos acidentes envolvendo veículos pesados acontecem quando o condutor tenta prolongar a jornada para ganhar tempo, ignorando os sinais de cansaço.

“O período de escoamento da safra transforma o fluxo das nossas rodovias e exige o dobro de atenção de todos. A fiscalização que realizamos é intensa, mas a educação e a autoconsciência do motorista são indispensáveis. Muitos acidentes graves envolvendo veículos pesados ocorrem porque o condutor ultrapassou seu limite fisiológico tentando ganhar tempo. Parar para descansar não é atraso, é a garantia de que a carga e, principalmente, o trabalhador chegarão ao destino. O trabalho em conjunto com concessionárias como a EPR Paraná nos permite potencializar essa mensagem: respeitar o cansaço é salvar vidas”, alerta o inspetor-chefe da Delegacia Regional da PRF em Maringá, Pedro Faria.

A orientação final das instituições é simples: diante de qualquer sinal de fadiga, a melhor decisão é interromper a viagem por alguns minutos. Em muitos casos, uma pausa breve pode ser suficiente para evitar um acidente grave e preservar vidas nas rodovias.

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Câmara analisa mudanças no CTB e futuro da formação de condutores entra em fase decisiva

qua, 10/06/2026 - 10:25
Relatório com 270 propostas de alterações no Código de Trânsito Brasileiro prevê mudanças na formação de condutores. Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

O futuro da formação de condutores no Brasil pode começar a ser redefinido nesta quarta-feira (10). Em Brasília, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados responsável por analisar propostas de alteração na legislação de trânsito apresenta e submete à votação um relatório que reúne cerca de 270 sugestões de mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A expectativa é grande entre profissionais, entidades e empresas ligadas ao setor, especialmente porque o processo de habilitação está entre os principais pontos debatidos. Caso as propostas avancem, o Brasil poderá passar por uma das mais amplas revisões da legislação de trânsito dos últimos anos.

Originalmente criada para discutir temas relacionados à formação de condutores, a comissão ganhou novo protagonismo após as recentes discussões envolvendo a Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e as propostas do Ministério dos Transportes para simplificar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ao longo dos últimos meses, representantes de autoescolas, especialistas, entidades do setor, órgãos públicos e parlamentares participaram de audiências e debates sobre possíveis mudanças nas regras atuais.

Formação de condutores é um dos focos centrais

Entre os temas que vêm sendo discutidos está uma ampla revisão do processo de obtenção da CNH. As propostas envolvem desde novos modelos de ensino até possíveis alterações no papel desempenhado pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs), popularmente conhecidos como autoescolas.

Também estão em análise mudanças relacionadas aos exames exigidos para habilitação, incluindo avaliações médicas e toxicológicas, além de alternativas para tornar o processo mais acessível à população.

A discussão ocorre em meio a um cenário de intensa movimentação no setor. Desde que o governo federal passou a defender a redução de custos para obtenção da CNH, entidades representativas das autoescolas manifestaram preocupação com possíveis impactos econômicos e operacionais.

Por outro lado, defensores das mudanças argumentam que o atual modelo pode representar uma barreira financeira para milhões de brasileiros que desejam obter a habilitação.

Independentemente do resultado, a votação desta quarta-feira é um marco importante para o futuro da formação de condutores no país.

Setor acompanha com atenção

O especialista em trânsito Celso Mariano destaca que o momento é decisivo para todos os envolvidos com a formação de condutores. “Entramos em uma fase decisiva. Ou seja, são nada menos que 270 propostas de mudança no Código de Trânsito Brasileiro. É a maior atualização dos últimos anos e a formação de condutores é um dos pilares centrais desse debate”, diz.

De acordo com ele, as discussões vão muito além de ajustes pontuais na legislação.

“O que está na mesa é uma revisão completa do processo de habilitação. Discutem-se novos modelos de ensino, o papel das autoescolas e até mudanças na dinâmica dos exames médicos e toxicológicos”, explica.

Para o especialista, o momento exige atenção não apenas dos empresários do setor, mas também dos futuros condutores e da sociedade como um todo. “O resultado dessa votação poderá definir os rumos da atividade de formação de condutores pelos próximos anos”, reflete Mariano.

Projeto prevê auxílio para autoescolas

Paralelamente às discussões sobre a reformulação do processo de habilitação, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que busca criar um programa emergencial de apoio financeiro para os Centros de Formação de Condutores.

A proposta surgiu justamente em função das preocupações apresentadas pelo setor diante das possíveis mudanças nas regras atuais.

A ideia é oferecer mecanismos de suporte às empresas que eventualmente sejam impactadas por alterações significativas no modelo de formação de condutores.

O tema ganhou força após representantes de entidades ligadas às autoescolas alertarem para os riscos de fechamento de empresas e perda de empregos caso as mudanças ocorram de forma abrupta.

Embora o projeto ainda esteja em tramitação, sua existência demonstra que o debate sobre a modernização do sistema de habilitação também envolve preocupações econômicas e sociais.

O que acontece agora?

Após a apresentação do relatório, os integrantes da Comissão Especial deverão discutir bem como votar o texto. Dependendo do resultado, as propostas poderão seguir para novas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

Nem todas as 270 sugestões necessariamente serão aprovadas ou incorporadas ao Código de Trânsito Brasileiro. Ainda assim, o relatório servirá como base para futuras discussões legislativas sobre mobilidade, segurança viária e formação de condutores.

Para profissionais do setor, a expectativa é de que as mudanças preservem a qualidade da formação dos novos motoristas sem comprometer a segurança no trânsito.

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Você tirou a carteira, mas ainda está em teste: entenda como funciona a CNH provisória

qua, 10/06/2026 - 08:15
A CNH provisória não deve ser vista como obstáculo, e sim como etapa educativa. Foto: Félix Carneiro/Detran-TO

Passar no exame prático e receber a habilitação é motivo de comemoração para milhares de brasileiros todos os meses. O que muita gente não percebe, porém, é que a jornada ainda não terminou. Ao conquistar a primeira habilitação, o motorista entra em uma fase decisiva: a da CNH provisória, oficialmente chamada de Permissão Para Dirigir (PPD).

Esse documento tem validade temporária e funciona como um período de avaliação do novo condutor no trânsito real. Durante 12 meses, a pessoa pode dirigir normalmente, mas precisa demonstrar comportamento seguro e respeito às regras para receber a carteira definitiva.

Em outras palavras: passar no exame garante o direito de dirigir, mas manter bons hábitos no primeiro ano é o que consolida a habilitação.

O que é a CNH provisória?

A chamada CNH provisória, ou oficialmente Permissão para Dirigir (PPD), é o documento entregue ao cidadão aprovado no processo de primeira habilitação. Ela é emitida para categorias iniciais, como A e B, e tem a mesma utilidade prática de uma carteira comum: permite conduzir veículos compatíveis com a categoria obtida.

Ou seja, o condutor pode circular na cidade, pegar estrada, viajar e apresentar o documento em fiscalizações. A diferença está nas exigências legais durante esse período.

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, muita gente acredita que a fase provisória é apenas burocrática, quando na verdade ela tem papel importante na formação do motorista.

“É no trânsito do dia a dia que o condutor mostra como reage à pressão, ao congestionamento, à pressa e aos imprevistos. A PPD serve justamente para verificar se a formação recebida virou comportamento seguro”, analisa.

Quanto tempo vale a CNH provisória?

A Permissão Para Dirigir vale por 12 meses a partir da data de emissão, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ao fim desse prazo, se o condutor tiver cumprido as exigências legais, poderá solicitar a emissão da CNH definitiva junto ao Detran.

Em alguns estados, esse processo pode depender de requerimento e pagamento de taxa. Por isso, o ideal é acompanhar as orientações do órgão de trânsito local.

O que pode fazer o motorista perder a CNH provisória?

Esse é o ponto mais importante para quem acabou de se habilitar.

Durante o período da PPD, o condutor não pode cometer:

  • infração grave;
  • infração gravíssima;
  • reincidência em infração média.

Se isso ocorrer, a CNH definitiva pode não ser concedida, e o motorista poderá precisar reiniciar etapas do processo de habilitação, conforme regras administrativas aplicáveis.

Infrações comuns que colocam a PPD em risco

Muitos recém-habilitados perdem a chance de obter a carteira definitiva por atitudes que parecem simples no cotidiano.

Uso do celular ao volante

Mexer no aparelho enquanto dirige compromete atenção e tempo de reação, além de gerar penalidade prevista na legislação.

Excesso de velocidade

Especialmente nos primeiros meses, alguns motoristas ganham confiança rapidamente e relaxam no respeito aos limites.

Desrespeito à sinalização

Avançar sinal vermelho, ignorar parada obrigatória ou não dar preferência pode resultar em infrações graves e sinistros.

Estacionamento irregular repetido

Dependendo do enquadramento, reincidências podem trazer problemas no período provisório.

Condutas impulsivas

Mudanças bruscas de faixa, fechadas e pressa excessiva também aumentam risco de autuações e colisões.

Pode viajar e dirigir em rodovias?

Sim. Quem possui CNH provisória pode trafegar normalmente em rodovias e outros estados. Não existe proibição específica para isso.

O cuidado recomendado é outro: experiência.

Rodovias exigem leitura de velocidade, distância segura, ultrapassagens corretas e atenção constante ao ambiente. Para quem está começando, trajetos menores e horários tranquilos costumam ser escolhas mais seguras.

A fase mais importante da vida do motorista

Para Celso Mariano, o primeiro ano ao volante costuma definir hábitos que acompanharão o condutor por muito tempo.

“Quem aprende a dirigir com responsabilidade desde o início tende a repetir esse padrão. Já maus hábitos adotados cedo também podem se consolidar e gerar risco permanente”, alerta.

Como garantir a CNH definitiva

Algumas atitudes simples ajudam bastante:

  1. Respeite sempre a sinalização.
  2. Não use celular enquanto dirige.
  3. Saia com antecedência para evitar pressa.
  4. Mantenha distância segura dos demais veículos.
  5. Revise o veículo regularmente.
  6. Consulte notificações no Detran.
  7. Dirija de forma defensiva e previsível.
Mais do que documento, responsabilidade

A CNH provisória não deve ser vista como obstáculo, e sim como etapa educativa. O trânsito brasileiro ainda convive com sinistros graves causados por imprudência, distração e excesso de confiança. Por isso, acompanhar o comportamento do novo motorista no primeiro ano faz sentido do ponto de vista da segurança viária.

Receber a carteira definitiva é importante. Mas mais importante ainda é chegar a essa fase como um condutor consciente, preparado e comprometido com a vida.

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Comissão da Câmara pode votar relatório que reúne 270 propostas de mudanças no CTB

ter, 09/06/2026 - 13:28
Comissão especial da Câmara deve analisar relatório que reúne 270 propostas de alteração no CTB. Foto: joasouza para Depositphotos

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) poderá dar um passo importante nesta quarta-feira (10). O colegiado tem na pauta a apresentação, discussão e votação do parecer do relator, deputado federal Aureo Ribeiro, responsável por consolidar 270 propostas de alteração na legislação de trânsito em um único relatório.

A reunião está marcada para as 14 horas e representa uma etapa decisiva dos trabalhos da comissão, criada para discutir uma ampla atualização do CTB. Entre os temas em debate estão a formação de condutores, regras para exames médicos, psicológicos e toxicológicos, segurança viária, fiscalização eletrônica, limites de velocidade, pedágio eletrônico no sistema free flow e normas para circulação de veículos de mobilidade elétrica leve, como bicicletas elétricas, patinetes e equipamentos semelhantes.

Revisão ampla da legislação de trânsito

O relatório é resultado de meses de debates realizados pela comissão especial que analisa o Projeto de Lei 8085/2014 e propostas apensadas. Ao todo, o colegiado avaliou centenas de sugestões que tratam de diferentes aspectos da mobilidade e da segurança viária.

A expectativa em torno da votação é grande porque a proposta pode impactar diretamente temas que afetam milhões de condutores brasileiros, desde o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até as regras de circulação nas vias urbanas e rodovias.

Nos últimos meses, a comissão promoveu audiências públicas para discutir diversos assuntos relacionados à atualização do Código de Trânsito. Entre os temas debatidos estiveram a segurança viária, a integração entre órgãos de fiscalização e a necessidade de modernização da legislação diante das novas formas de mobilidade que surgiram nos últimos anos.

Formação de condutores está entre os temas centrais

Um dos assuntos que têm recebido atenção especial da comissão é a formação de novos condutores. O tema ganhou destaque em diferentes audiências realizadas ao longo dos trabalhos e pode resultar em alterações importantes nas regras de habilitação.

A discussão ocorre em um momento de intenso debate nacional sobre os modelos de formação de motoristas. Além disso, sobre o papel dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e as exigências para obtenção da CNH.

Além disso, a comissão também vem analisando propostas relacionadas à realização de exames médicos, psicológicos e toxicológicos, assuntos que têm gerado discussões frequentes no Congresso Nacional nos últimos anos.

Mobilidade elétrica e fiscalização também estão em pauta

Outro ponto relevante da revisão é a regulamentação da circulação de equipamentos de mobilidade elétrica leve. O crescimento do uso de bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos semelhantes tem provocado debates sobre segurança, fiscalização e convivência com pedestres e demais usuários das vias.

Também estão entre os temas analisados pela comissão questões relacionadas aos radares móveis, aos limites de velocidade e ao sistema de pedágio eletrônico free flow. Esse é o modelo que elimina praças físicas de cobrança e permite a identificação automática dos veículos.

Próximos passos

Caso a comissão especial aprove o parecer, o texto seguirá sua tramitação legislativa conforme as regras aplicáveis ao projeto. O relatório representa uma das mais amplas tentativas de atualização do Código de Trânsito Brasileiro desde as reformas promovidas nos últimos anos.

A comissão tem como presidente o deputado federal Coronel Meira e como vice-presidentes os deputados federais Fausto Pinato, Jorge Goetten e Maria do Rosário.

As informações são da Agência Câmara

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Nova lei mantém nome, mas renovação automática da CNH não será como anunciada

ter, 09/06/2026 - 09:22
Um dos principais argumentos utilizados para a retomada dos exames durante a tramitação da proposta foi justamente a função preventiva dessas avaliações. Foto: Detran-PR

A sanção da Lei nº 15.428/2026 trouxe de volta ao debate um tema que vem gerando dúvidas desde a edição da Medida Provisória (MP) 1.327/2025: afinal, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vai realmente acontecer? A resposta exige uma análise mais cuidadosa do texto aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Isso porque, embora a nova legislação e a divulgação oficial do Governo Federal continuem utilizando a expressão “renovação automática da CNH”, o modelo que entrou em vigor ficou diferente daquele anunciado quando a proposta foi apresentada, em dezembro de 2025.

O motivo é simples: os exames de aptidão física e mental, que haviam sido dispensados na proposta original para determinados condutores, voltaram a ser obrigatórios durante a tramitação da matéria no Congresso.

Na prática, isso significa que a renovação continuará exigindo uma avaliação individual do motorista para verificar se ele permanece apto a dirigir.

O que previa a proposta original?

Quando editou a MP 1.327/2025, o Governo Federal apresentou a renovação automática da CNH como um dos principais benefícios destinados aos participantes do Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), conhecido como Cadastro Positivo de Condutores.

A ideia era utilizar a integração de sistemas e o aplicativo “CNH do Brasil” para simplificar o processo de renovação.

Pela proposta original, condutores que atendessem aos critérios estabelecidos poderiam renovar a habilitação sem a necessidade dos exames atualmente exigidos.

Foi justamente essa possibilidade que chamou a atenção da população e dominou boa parte da cobertura da imprensa na época.

O que mudou durante a tramitação?

Ao analisar a proposta, deputados e senadores passaram a discutir um aspecto considerado fundamental para a segurança viária: a renovação da CNH não serve apenas para atualizar um documento.

Ela também funciona como um mecanismo de verificação periódica das condições físicas e mentais dos condutores.

Por esse motivo, o Congresso decidiu restabelecer a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental. A mudança foi mantida no texto final sancionado pelo governo.

Dessa forma, ainda que se possa realizae parte dos procedimentos administrativos possa ser realizada digitalmente, a comprovação da aptidão do motorista continuará sendo exigida.

Então por que a lei continua falando em renovação automática?

É justamente esse ponto que tem gerado confusão entre muitos motoristas. Nos comunicados oficiais divulgados após a sanção da lei, o Governo Federal continua afirmando que a norma permite a renovação automática da CNH para condutores sem infrações sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses.

Ao mesmo tempo, o próprio material informa que o Congresso restabeleceu a obrigatoriedade do exame médico.

Para o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, a manutenção da expressão pode levar parte da população a interpretar a mudança de forma equivocada.

“Quando a medida foi anunciada, a ideia transmitida era de uma renovação sem necessidade de novas avaliações. Com a volta dos exames médicos, o cenário muda. O processo pode até se tornar mais digital e menos burocrático, mas continua dependendo da comprovação de que o condutor está apto a dirigir”, explica.

Conforme ele, é importante diferenciar digitalização de automatização. “Automatizar procedimentos administrativos é uma coisa. Eliminar a avaliação periódica das condições do motorista é outra completamente diferente. A segurança viária exige que exista algum mecanismo capaz de verificar se a pessoa continua reunindo condições para conduzir um veículo”, afirma.

Exame médico não é apenas burocracia

Um dos principais argumentos utilizados para a retomada dos exames durante a tramitação da proposta foi justamente a função preventiva dessas avaliações.

Ao longo dos anos, um condutor pode desenvolver condições que afetam diretamente sua capacidade de dirigir.

Problemas de visão, limitações motoras, doenças neurológicas, alterações cognitivas e até o uso de determinados medicamentos podem comprometer a condução segura de um veículo.

É durante o processo de renovação que essas situações podem ser identificadas e avaliadas.

Para Celso Mariano, esse é um aspecto que não pode ser ignorado em nome da simplificação administrativa.

“A renovação da CNH não existe apenas para emitir um novo documento. Ela também é um momento de verificação das condições do condutor. Isso tem impacto direto na segurança do próprio motorista e de todos os demais usuários das vias”, destaca.

O que muda na prática para os motoristas?

A nova lei deve trazer avanços na digitalização do processo de renovação da CNH. Ou seja, a tendência é que procedimentos administrativos sejam simplificados, que haja maior integração entre bancos de dados e que mais etapas possam ser realizadas por meios eletrônicos.

No entanto, a principal mudança anunciada quando a MP foi editada — a possibilidade de renovar a CNH sem passar por exames de aptidão — deixou de existir.

Por isso, especialistas avaliam que a legislação aprovada está mais próxima de uma renovação digital e simplificada do que de uma renovação automática propriamente dita.

Em outras palavras, o nome foi mantido. Mas o elemento que tornou a proposta conhecida nacionalmente acabou ficando pelo caminho durante a tramitação no Congresso.

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Detran alerta para golpe da CNH gratuita e orienta motoristas a redobrarem atenção

seg, 08/06/2026 - 13:30
Golpistas utilizam páginas que simulam programas oficiais relacionados à CNH gratuita. Foto: Divulgação Detran-GO

A promessa de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) gratuitamente tem sido usada por criminosos para atrair vítimas em um novo golpe que circula nas redes sociais. O alerta foi emitido pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), que identificou casos de usuários induzidos a realizar cadastros em plataformas falsas e, posteriormente, pressionados a pagar supostas taxas para ter acesso ao benefício.

Conforme o órgão, os golpistas utilizam páginas que simulam programas oficiais relacionados à CNH gratuita. Após o cadastro, as vítimas passam a receber mensagens direcionando para ambientes que reproduzem a identidade visual de portais governamentais, com cobranças indevidas e solicitações de informações pessoais.

Vítima desconfiou ao verificar endereço do site

Uma das pessoas que procurou o Detran-GO após identificar a tentativa de fraude foi A.L. Ela relata que encontrou uma página em rede social que anunciava a oferta de CNH gratuita e decidiu realizar a inscrição.

Pouco depois, começou a receber mensagens informando que seria necessário efetuar pagamentos para dar continuidade ao processo e garantir o suposto benefício.

Ao analisar os dados da página, percebeu um detalhe que chamou sua atenção: apesar de o visual ser muito semelhante ao de plataformas oficiais, o endereço exibido na barra do navegador era diferente.

A partir dessa desconfiança, ela procurou o Detran-GO para confirmar a situação.

De acordo com o relato, outras pessoas que também realizaram o cadastro chegaram a desembolsar valores de até R$ 800 acreditando que estavam participando de um programa legítimo, mas nunca receberam o benefício prometido.

Criminosos exploram temas em evidência

De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação do Detran-GO, Fabiano Bueno, os golpistas costumam adaptar suas estratégias aos assuntos que estão em destaque e despertam maior interesse da população.

“Eles criam golpes a partir daquilo que está sendo mais buscado nas redes, visando um maior número de vítimas”, pontua.

Segundo o órgão, os criminosos desenvolvem plataformas falsas que reproduzem a aparência dos serviços oficiais. Ao acessar esses ambientes, o cidadão pode ser induzido a fornecer dados pessoais e bancários. Em alguns casos, também são emitidos boletos ou cobranças indevidas, configurando fraude.

Como acessar serviços de forma segura

O Detran-GO reforça que não realiza cobranças por meio de aplicativos desconhecidos ou sites não oficiais.

Por isso, a recomendação é que os cidadãos evitem acessar links patrocinados e sempre verifiquem cuidadosamente o endereço eletrônico antes de fornecer qualquer informação ou efetuar pagamentos.

Para serviços relacionados à habilitação, o acesso deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais disponibilizados pelo governo e pelo Detran-GO.

Em caso de dúvidas sobre procedimentos, cobranças ou programas relacionados à CNH, a orientação é buscar atendimento diretamente junto ao órgão antes de concluir qualquer pagamento.

Cuidados para não cair em golpes

O Detran-GO também divulgou uma série de orientações para ajudar a população a identificar possíveis fraudes envolvendo a CNH gratuita e outros serviços de trânsito.

Entre as recomendações estão:

  • Desconfiar de promessas de descontos excessivos ou gratuidades;
  • Evitar clicar em links patrocinados encontrados em mecanismos de busca ou redes sociais;
  • Não utilizar aplicativos desconhecidos ou com nomes genéricos;
  • Acessar apenas canais oficiais dos órgãos de trânsito e plataformas governamentais;
  • Nunca fornecer dados pessoais ou bancários em páginas suspeitas;
  • Desconfiar de cobranças inesperadas durante qualquer processo;
  • Procurar atendimento oficial em caso de dúvida antes de efetuar pagamentos.
Atenção aos sinais de fraude

A tentativa de golpe identificada pelo Detran-GO reforça a importância de conferir cuidadosamente os endereços dos sites acessados e desconfiar de ofertas que exijam pagamentos não previstos inicialmente.

Com a crescente digitalização dos serviços públicos, criminosos têm investido em páginas cada vez mais parecidas com as oficiais para enganar usuários desatentos. Por isso, verificar a autenticidade do endereço eletrônico e buscar informações diretamente nos canais oficiais continuam sendo medidas fundamentais para evitar prejuízos financeiros e o uso indevido de dados pessoais.

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Metade das rodovias públicas brasileiras não “perdoa” erros e pode agravar acidentes, aponta CNT

seg, 08/06/2026 - 08:15
Pesquisa da CNT mostra que metade das rodovias públicas brasileiras possui baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes. Foto: Pesquisa CNT de Rodovias

O erro humano continua presente na maioria dos sinistros de trânsito, mas a infraestrutura viária tem papel decisivo para determinar se uma falha resultará apenas em um susto ou em uma tragédia. É o que mostra a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, que revelou um dado preocupante: metade das rodovias públicas brasileiras avaliadas apresenta baixa capacidade de reduzir a gravidade das consequências dos acidentes.

O levantamento, atualizado com dados de 2025, utiliza o chamado Índice de Perdão, indicador desenvolvido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) para avaliar o quanto as características físicas de uma rodovia ajudam a proteger os usuários quando um sinistro acontece.

Na prática, o conceito parte de uma premissa cada vez mais adotada pelas políticas modernas de segurança viária: pessoas cometem erros, mas a infraestrutura deve ser capaz de minimizar as consequências desses erros e evitar mortes e lesões graves.

Os dados do novo Anuário da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também mostram que o erro humano continua existindo, mas a infraestrutura muitas vezes define o tamanho da tragédia. Em um sistema viário que ainda não é tolerante ao erro, falhas como distração, reação tardia ou ultrapassagens indevidas frequentemente terminam em colisões graves e mortes, aponta o Anuário.

O que são as chamadas “rodovias que perdoam”?

O conceito de “rodovias que perdoam” é utilizado internacionalmente para descrever estradas projetadas ou adaptadas para reduzir os danos causados por acidentes. A avaliação considera elementos como defensas metálicas, barreiras de concreto, acostamentos adequados, áreas livres de obstáculos, atenuadores de impacto e outros dispositivos de segurança passiva.

Quanto melhor a presença e a qualidade desses recursos, maior é a capacidade da rodovia de proteger os ocupantes dos veículos em situações críticas, como saídas de pista, colisões ou capotamentos.

De acordo com a CNT, o Índice de Perdão não mede a ocorrência de acidentes, mas sim o potencial da infraestrutura para evitar que eles tenham consequências mais graves.

Rodovias públicas apresentam os piores resultados

Entre os trechos administrados pelo poder público, 50% da extensão analisada — equivalente a 42.052 quilômetros — foi classificada com Baixo Índice de Perdão. Isso significa que essas vias possuem menor capacidade de proteger os usuários quando ocorre um sinistro.

O dado chama ainda mais atenção quando comparado aos trechos considerados mais seguros. Apenas 4,8% das rodovias públicas avaliadas alcançaram classificação de Alto Índice de Perdão.

Segundo a CNT, houve inclusive redução desse percentual em relação ao levantamento anterior, indicando um cenário de deterioração ou insuficiência de investimentos voltados à segurança passiva das rodovias públicas.

Concessões apresentam cenário oposto

O estudo também evidencia uma diferença significativa entre os modelos de gestão das rodovias brasileiras.

Enquanto metade da malha pública avaliada apresenta baixo potencial de proteção aos usuários, nas rodovias concedidas o cenário é praticamente inverso. Segundo a CNT, 62% dos trechos administrados pela iniciativa privada foram classificados com Alto Índice de Perdão. Apenas 2,4% receberam classificação de Baixo Perdão.

Embora o levantamento não atribua diretamente essa diferença ao modelo de gestão, os resultados reforçam uma constatação recorrente em estudos sobre infraestrutura rodoviária: investimentos contínuos em segurança viária costumam refletir diretamente na proteção dos usuários.

Infraestrutura também salva vidas

A divulgação do estudo ocorre em um momento em que o Brasil busca reduzir os índices de mortalidade no trânsito por meio de ações previstas na Política Nacional de Trânsito e em iniciativas alinhadas ao conceito de Sistema Seguro.

Essa abordagem reconhece que falhas humanas sempre existirão. Por isso, além da educação, fiscalização e melhorias nos veículos, a infraestrutura precisa atuar como uma camada adicional de proteção.

Quando uma rodovia possui acostamentos adequados, barreiras de contenção bem instaladas, sinalização eficiente e áreas de escape livres de obstáculos, aumenta a chance de que um erro de condução não termine em morte.

A lógica é simples: um motorista pode errar, mas a estrada não deveria transformar esse erro em uma sentença fatal.

Debate vai além da imprudência

Os dados divulgados pela CNT ajudam a ampliar uma discussão frequentemente limitada ao comportamento dos condutores. Embora fatores como excesso de velocidade, distração, ultrapassagens indevidas e consumo de álcool continuem entre as principais causas dos sinistros, especialistas em segurança viária defendem que deve-se analisar a infraestrutura como parte da solução.

O Painel CNT de Rodovias que Perdoam reforça justamente essa visão. Mais do que apontar falhas na malha rodoviária, o levantamento mostra que investir em infraestrutura segura não é apenas uma questão de mobilidade ou logística, mas uma estratégia de preservação da vida.

Em um país que ainda registra milhares de mortes no trânsito todos os anos, a capacidade das rodovias de reduzir a gravidade dos acidentes pode representar a diferença entre voltar para casa ou entrar para as estatísticas.

Com informações da Agência CNT Transporte Atual

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Gasolina com mais etanol pode aumentar consumo e exigir atenção dos motoristas

dom, 07/06/2026 - 13:30
O chamado E32 — gasolina com 32% de etanol anidro — ainda não entrou em vigor oficialmente. Foto: Divulgação.

A gasolina vendida nos postos brasileiros poderá ter ainda mais etanol nos próximos meses. Atualmente, o combustível comercializado no país contém 30% de etanol anidro, percentual que pode subir para 32%, caso a mudança seja aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Conforme o Ministério de Minas e Energia, a proposta busca reduzir a emissão de poluentes, diminuir a dependência de importações e até baratear o litro da gasolina em cerca de R$ 0,20. Apesar disso, especialistas alertam que a alteração também pode trazer impactos no consumo, no desempenho dos veículos e na manutenção automotiva.

Mais etanol pode significar menor rendimento

De acordo com especialistas, o principal efeito percebido pelos motoristas tende a ser a redução da autonomia do veículo.

Isso acontece porque o etanol possui menor poder calorífico em comparação à gasolina, exigindo maior quantidade de combustível para gerar a mesma energia no motor.

“O carro vai acabar rodando menos quilômetros por litro. Com mais álcool na mistura, o consumo sobe progressivamente”, explica Cláudio Santos, CEO da Blumo Mecânica Automotiva.

Na prática, isso significa que o motorista poderá precisar abastecer com maior frequência, especialmente em trajetos longos ou no uso diário intenso.

Componentes podem sofrer desgaste maior

Além do impacto no consumo, o aumento do percentual de etanol também pode acelerar o desgaste de alguns componentes do veículo.

De acordo com Santos, o etanol tende a absorver mais umidade, favorecendo processos de corrosão e formação de resíduos no sistema de combustível.

“O etanol absorve mais umidade, o que favorece a corrosão, a formação de resíduos e até o entupimento dos bicos injetores”, explica.

A recomendação é que os motoristas mantenham as revisões em dia e observem sinais como falhas no funcionamento, perda de potência, dificuldade na partida ou aumento excessivo no consumo.

Veículos flex devem sentir menos impacto

Nos carros flex, a adaptação ao aumento do etanol tende a acontecer de forma automática.

Conforme o especialista, os sistemas eletrônicos desses veículos conseguem identificar a proporção de etanol presente no combustível e ajustam o funcionamento do motor conforme a necessidade. “Os sistemas eletrônicos conseguem identificar a quantidade de etanol presente no combustível e ajustam o funcionamento do motor. Nesses casos, o condutor tende a perceber pouca diferença”, aponta o CEO.

Mesmo assim, especialistas recomendam atenção ao comportamento do veículo, principalmente durante os primeiros meses após eventual mudança na composição da gasolina.

Carros somente a gasolina exigem cuidado maior

O cenário muda para veículos movidos exclusivamente a gasolina, especialmente modelos antigos ou importados.

Esses motores, segundo especialistas, não foram projetados para operar com índices tão elevados de etanol na mistura, o que pode afetar mangueiras, borrachas, vedações e outros componentes do sistema de alimentação.

Motocicletas também entram no grupo que exige atenção especial. Como possuem motores menores e mais sensíveis, alterações no combustível podem provocar falhas, perda de desempenho e aumento da necessidade de manutenção preventiva.

Motoristas devem observar sinais do veículo

Especialistas recomendam que os condutores fiquem atentos a qualquer alteração no funcionamento do veículo após o abastecimento.

Ruídos diferentes, perda de rendimento, aumento excessivo do consumo e dificuldades na partida podem indicar necessidade de avaliação mecânica.

“De qualquer forma, é importante que o motorista preste atenção ao comportamento do veículo. Ao perceber qualquer alteração no funcionamento, deve procurar um especialista para evitar problemas maiores”, finaliza Cláudio Santos.

Proposta do E32 ainda aguarda aprovação

O chamado E32 — gasolina com 32% de etanol anidro — ainda não entrou em vigor oficialmente.

A proposta está em análise no Governo Federal e deve ser apreciada pelo Conselho Nacional de Política Energética ainda neste semestre.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, testes técnicos realizados anteriormente já indicavam viabilidade para ampliação da mistura, inclusive durante os estudos que resultaram na aprovação do E30 no ano passado.

Caso a mudança seja confirmada, o Brasil passará a adotar um dos maiores percentuais de etanol misturado à gasolina no mundo, ampliando o debate sobre impactos econômicos, ambientais e também sobre o comportamento dos veículos nas ruas e estradas brasileiras.

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Pequenos cuidados com os pneus podem evitar gastos altos e melhorar a segurança

dom, 07/06/2026 - 08:15
Manutenção preventiva dos pneus ajuda a melhorar a segurança, reduzir o consumo de combustível e aumentar a vida útil do conjunto. Foto: Divulgação

A manutenção preventiva dos pneus pode fazer diferença não apenas na segurança do trânsito, mas também no bolso do motorista. Cuidados simples como calibragem correta, alinhamento, balanceamento e rodízio ajudam a evitar desgaste irregular dos pneus, melhorar a dirigibilidade e até reduzir o consumo de combustível, segundo orientações divulgadas pela Bridgestone.

De acordo com a empresa, a falta de manutenção adequada pode acelerar o desgaste dos pneus, provocar trocas prematuras e comprometer a estabilidade do veículo, aumentando riscos no trânsito.

“A manutenção preventiva ajuda o pneu a trabalhar da forma correta. Quando isso acontece, o desgaste é mais uniforme, a dirigibilidade melhora e o motorista evita trocas prematuras”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.

Calibragem influencia segurança e consumo

Entre os principais cuidados recomendados está a calibragem correta. Conforme a Bridgestone, pneus descalibrados aumentam o esforço necessário para movimentar o veículo, o que impacta diretamente o consumo de combustível.

Além disso, a pressão inadequada favorece o desgaste irregular dos pneus, reduzindo sua vida útil e comprometendo o desempenho do automóvel. “Rodar com pneus descalibrados faz o veículo exigir mais esforço para se movimentar. Além de reduzir a vida útil dos pneus, isso impacta diretamente o consumo de combustível”, explica Ayala.

A recomendação é que a calibragem seja verificada semanalmente, sempre com os pneus frios e seguindo a pressão indicada pelo fabricante do veículo.

Alinhamento e balanceamento ajudam na estabilidade

Outro ponto destacado pela Bridgestone é a importância do alinhamento e do balanceamento para manter a estabilidade e o conforto na condução.

Segundo a empresa, esses procedimentos ajudam a evitar desgaste irregular e melhoram a dirigibilidade do veículo, principalmente em velocidades mais altas ou em vias com irregularidades.

“Além de evitarem desgaste irregular, esses procedimentos ajudam a garantir estabilidade, conforto na condução e melhor dirigibilidade”, destaca Ayala.

A orientação é realizar alinhamento e balanceamento aproximadamente a cada 10 mil quilômetros ou sempre que surgirem sinais como vibração no volante, desgaste irregular dos pneus ou impactos em buracos e obstáculos.

Rodízio pode aumentar a vida útil dos pneus

O rodízio periódico também aparece entre os cuidados considerados importantes para prolongar a durabilidade dos pneus.

Isso ocorre porque os eixos do veículo sofrem desgastes diferentes durante o uso. Sem o rodízio, alguns pneus podem se desgastar mais rapidamente do que outros. “Cada eixo do veículo sofre desgastes diferentes ao longo do uso. O rodízio ajuda a equilibrar esse desgaste e prolonga a durabilidade dos pneus”, afirma o especialista.

Segundo a Bridgestone, o procedimento deve seguir as orientações do fabricante do veículo, respeitando o tipo de pneu e as condições de utilização.

Prevenção evita gastos maiores

Além da questão da segurança viária, a empresa reforça que a manutenção preventiva pode representar economia a longo prazo. Isso porque pequenos cuidados ajudam a evitar danos mais graves, reduzindo a necessidade de substituições antecipadas.

“Muitas vezes, pequenos cuidados evitam danos mais sérios e aumentam significativamente a vida útil dos pneus. Segurança e economia caminham juntas”, reforça Ayala.

Cuidados recomendados com os pneus

A Bridgestone orienta os motoristas a adotarem algumas práticas preventivas para aumentar a vida útil dos pneus e melhorar a segurança na condução:

  • verificar a calibragem semanalmente, sempre com os pneus frios;
  • realizar alinhamento e balanceamento periodicamente;
  • fazer o rodízio conforme recomendação técnica;
  • evitar impactos em buracos, guias e obstáculos;
  • observar sinais como vibração, ruídos ou desgaste irregular.

Segundo a empresa, a manutenção adequada ajuda não apenas a preservar os pneus, mas também a melhorar a eficiência do veículo e contribuir para uma condução mais segura no trânsito.

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Motoristas seguem usando celular ao volante e número de multas dispara no trânsito

sab, 06/06/2026 - 13:30
O tema também reforça a necessidade de empatia e atenção constante durante a condução. Foto: kkolosov para Depositphotos

O uso do celular ao volante continua entre os principais comportamentos de risco no trânsito brasileiro e os números recentes reforçam a preocupação com a distração durante a condução. Apenas na capital paulista, mais de 127 mil infrações relacionadas ao uso do telefone celular ao volante foram registradas, segundo levantamento divulgado pelo portal Mundo do Automóvel para PCD.

Os dados mostram que, apesar das campanhas educativas e da fiscalização, muitos motoristas ainda insistem em utilizar o aparelho enquanto dirigem, prática que compromete a atenção e aumenta significativamente o risco de sinistros.

Entre as infrações registradas, dirigir segurando o celular aparece como a ocorrência mais frequente, com 68.587 autuações. O número representa crescimento de 20% no período analisado.

Na sequência aparecem os casos de motoristas digitando no aparelho celular, que somaram 50.802 infrações.

Já as autuações envolvendo condutores falando ao telefone chegaram a 8.501 registros, com aumento de 5%.

Os números reforçam que diferentes formas de uso do celular continuam presentes no cotidiano do trânsito urbano.

Distração ao volante amplia risco de sinistros

O uso do telefone celular durante a condução é considerado uma das principais causas de distração no trânsito.

Mesmo em ações aparentemente rápidas, como ler mensagens, atender chamadas ou consultar aplicativos, o motorista reduz sua capacidade de reação e deixa de perceber riscos ao redor do veículo.

A preocupação aumenta especialmente em ambientes urbanos, onde há grande circulação de motociclistas, ciclistas, pedestres e usuários vulneráveis da mobilidade.

Além da infração prevista na legislação de trânsito, o comportamento também está diretamente associado ao aumento do risco de colisões e atropelamentos.

Goiânia também registra milhares de autuações

O cenário observado em São Paulo se repete em outras cidades brasileiras. Segundo dados da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), Goiânia registrou 40.077 infrações relacionadas ao uso de celular ao volante ao longo de 2025.

Em 2026, até o dia 15 de março, já havia a contabilização de 5.667 autuações.

Os números indicam que o problema permanece recorrente mesmo diante do aumento das campanhas de conscientização e das ações de fiscalização.

Maio Amarelo reforça importância da atenção no trânsito

A discussão ganha ainda mais relevância após o Maio Amarelo, que neste ano trouxe como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

A campanha buscou chamar atenção para comportamentos de risco e incentivar atitudes mais responsáveis no trânsito, especialmente diante da vulnerabilidade crescente de motociclistas nas cidades brasileiras.

O tema também reforçou a necessidade de empatia e atenção constante durante a condução.

Em situações de distração causadas pelo celular, por exemplo, o motorista pode deixar de perceber uma travessia de pedestres, uma frenagem brusca à frente ou a aproximação de motociclistas nos corredores urbanos.

Tecnologia e organização veicular entram no debate

Além das ações do poder público, empresas do setor automotivo e de serviços digitais também têm buscado associar tecnologia e conscientização no trânsito.

A Zapay afirma atuar na simplificação do acesso a informações sobre multas, débitos e licenciamento veicular, facilitando a regularização documental dos motoristas.

Segundo a empresa, o objetivo é contribuir para um trânsito mais organizado e estimular comportamentos mais responsáveis no cotidiano.

O debate sobre segurança viária, no entanto, vai além da regularização de documentos e envolve principalmente mudança de comportamento dos condutores.

Especialistas em trânsito alertam frequentemente que a distração ao volante pode ser tão perigosa quanto outras condutas de risco, especialmente em vias urbanas movimentadas.

Os números recentes mostram que, apesar das campanhas educativas, o uso do celular durante a direção continua sendo um dos principais desafios para a segurança no trânsito brasileiro.

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Deputada quer criar o Dia da Advocacia de Trânsito

sab, 06/06/2026 - 08:15
Na justificativa, a deputada afirma que a medida pode contribuir para um trânsito mais “seguro, humano e democrático”. Foto: Arquivo Tecnodata

Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados pretende incluir no calendário oficial brasileiro uma nova data ligada ao trânsito e à mobilidade urbana.

O PL 1239/2026, apresentado pela deputada Rosana Valle (PL/SP), cria o Dia Nacional da Advocacia de Trânsito, a ser celebrado anualmente em 22 de setembro.

Conforme a autora, o objetivo é reconhecer o papel técnico, jurídico e institucional de profissionais especializados em legislação de trânsito.

O que é a advocacia de trânsito

A chamada advocacia de trânsito reúne profissionais que atuam em temas como:

  • recursos de multas e penalidades;
  • processos de suspensão ou cassação da CNH;
  • defesa administrativa e judicial;
  • consultoria para empresas de transporte;
  • análise de normas e regulamentações do setor.

Na justificativa, a deputada afirma que a área vem ganhando relevância no contexto da mobilidade urbana, da segurança viária e da proteção de garantias constitucionais.

Por que 22 de setembro

A data escolhida coincide com o Dia Mundial Sem Carro e está inserida na Semana Nacional de Trânsito, realizada entre 18 e 25 de setembro.

De acordo com o projeto, essa ligação simbólica busca aproximar o reconhecimento profissional de debates já existentes sobre:

  • mobilidade sustentável;
  • segurança viária;
  • uso racional do espaço urbano;
  • trânsito mais humano e eficiente.
Participação em políticas públicas

O texto vai além da criação de uma data comemorativa. O projeto também prevê que o poder público possa firmar convênios com entidades da área para:

  • campanhas educativas;
  • seminários;
  • capacitação técnica;
  • debates sobre políticas públicas.

Além disso, propõe mecanismos de consulta pública para que entidades representativas da advocacia de trânsito possam participar de discussões sobre leis, resoluções e normas que impactem o Sistema Nacional de Trânsito.

Debate sobre novas datas comemorativas

Projetos que criam dias nacionais costumam dividir opiniões no Congresso.

Defensores argumentam que essas datas ajudam a dar visibilidade a temas relevantes e estimulam debates públicos. Críticos costumam questionar o excesso de datas simbólicas e a efetividade prática dessas medidas.

No caso desta proposta, a autora sustenta que o reconhecimento fortalece uma área técnica que atua na defesa de direitos e no aperfeiçoamento das políticas públicas de trânsito.

Na justificativa, a deputada afirma que a medida pode contribuir para um trânsito mais “seguro, humano e democrático”.

Próximos passos

O PL 1239/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.

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Nova lei mantém exame médico e muda renovação automática da CNH

sex, 05/06/2026 - 21:07
A manutenção dos exames foi defendida durante a tramitação da proposta como uma importante medida de segurança viária. Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

A sanção da Lei nº 15.428/2026, publicada nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da União, encerra a tramitação da Medida Provisória (MP) 1.327/2025 e confirma uma mudança importante para os motoristas brasileiros: a chamada renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não deve acontecer da forma como foi inicialmente apresentada pelo governo federal.

Quando a MP foi editada, um dos principais destaques divulgados era a possibilidade de que determinados condutores pudessem renovar a habilitação de forma automática por meio do aplicativo “CNH do Brasil”. Ou seja, sem a necessidade de realizar exames presenciais. A proposta foi apresentada como uma medida de modernização, desburocratização e ampliação dos benefícios para os participantes do Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).

No entanto, durante a tramitação no Congresso Nacional, parlamentares alteraram um dos pontos centrais da proposta: os exames de aptidão física e mental voltaram a ser obrigatórios.

Com isso, embora a legislação e o governo federal mantenham a expressão “renovação automática da CNH”, o modelo aprovado ficou bem diferente daquele que motivou a criação da medida.

O que previa a proposta original?

A MP 1.327/2025 surgiu com a promessa de simplificar a renovação da CNH para os chamados bons condutores.

A ideia era aproveitar a integração de bases de dados e os recursos digitais do aplicativo “CNH do Brasil” para automatizar etapas do processo. Na prática, o condutor que atendesse aos requisitos estabelecidos poderia ter a habilitação renovada sem passar pelos exames atualmente exigidos.

Foi justamente essa possibilidade que gerou repercussão nacional. Afinal, pela primeira vez se discutia a renovação da CNH sem a necessidade de uma nova avaliação da aptidão do motorista.

O que mudou no Congresso?

A discussão da proposta trouxe à tona uma questão considerada fundamental por especialistas em trânsito e por parlamentares: a renovação da CNH não serve apenas para atualizar um documento.

Ela também existe para verificar se o condutor continua apto a dirigir.

Por essa razão, o Congresso decidiu restabelecer a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental, entendimento que foi mantido no texto sancionado pelo presidente da República.

A decisão alterou significativamente a proposta original.

Se antes a renovação poderia ocorrer sem qualquer reavaliação médica, agora o motorista continuará precisando comprovar suas condições para conduzir um veículo.

Um nome que já não traduz a realidade

Embora a nova lei preserve a expressão “renovação automática da CNH”, a principal característica que justificava essa denominação deixou de existir.

Quando a medida foi anunciada, a renovação automática estava diretamente associada à dispensa dos exames médicos e à realização integral do procedimento por meios digitais.

Com a volta das avaliações obrigatórias, a renovação continua dependendo de uma etapa presencial e de uma análise individual das condições do condutor.

Na prática, o que a nova legislação cria é um processo potencialmente mais digital e simplificado, mas não uma renovação automática no sentido que foi amplamente divulgado quando a MP foi editada.

Por que os exames continuam sendo importantes?

A decisão do Congresso também recolocou em evidência o papel dos exames médicos dentro do processo de renovação da CNH.

Frequentemente vistos apenas como uma exigência burocrática, eles cumprem uma função essencial para a segurança viária.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, ao longo dos anos, um motorista pode desenvolver condições que afetam sua capacidade de dirigir, muitas vezes sem perceber.

“Problemas de visão, limitações motoras, doenças neurológicas, alterações cognitivas e até o uso de determinados medicamentos podem comprometer a condução segura”, explica.

Ainda conforme o especialista, a renovação periódica da habilitação permite justamente avaliar essas condições e verificar se o condutor continua apto para permanecer ao volante.

Nesse sentido, a manutenção dos exames foi defendida durante a tramitação da proposta como uma importante medida de segurança viária. Afinal, a avaliação periódica das condições físicas e mentais do condutor não protege apenas o próprio motorista, mas também os demais usuários das vias.

O que muda para o motorista?

Para a maioria dos condutores, o impacto prático da nova lei será diferente da expectativa criada quando a MP foi anunciada.

Os exames médicos continuam obrigatórios e permanecerão como uma etapa necessária da renovação da habilitação.

As mudanças devem ocorrer principalmente na parte administrativa do processo, com maior integração tecnológica, uso de sistemas digitais e possibilidade de automatização de procedimentos burocráticos.

Ou seja, o cidadão poderá encontrar um processo mais moderno e digitalizado, mas continuará precisando comprovar que reúne condições físicas e mentais para dirigir.

Modernização sem abrir mão da segurança

A trajetória da MP 1.327 mostra que existe consenso sobre a necessidade de modernizar os serviços públicos relacionados ao trânsito. Ferramentas digitais, integração de dados e redução de burocracias podem trazer benefícios importantes para os condutores e para a administração pública.

Ao mesmo tempo, a tramitação da proposta demonstrou que há limites para essa simplificação quando estão em jogo aspectos diretamente relacionados à segurança viária.

Ao restabelecer os exames de aptidão física e mental, o Congresso sinalizou que a renovação da CNH deve continuar cumprindo sua função principal: verificar periodicamente se o motorista permanece apto para dirigir.

Por isso, embora a lei tenha preservado o nome “renovação automática”, o modelo que saiu do Congresso e foi sancionado pelo governo está muito mais próximo de uma renovação digital e simplificada do que da renovação automática originalmente apresentada aos brasileiros.

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Dia Mundial do Meio Ambiente reforça avanço da descarbonização no transporte de cargas

sex, 05/06/2026 - 13:30
No cenário atual, adiar práticas ambientais já representa risco operacional e financeiro para as transportadoras. Foto: Divulgação Setcemg

Durante décadas, a eficiência no transporte rodoviário de cargas esteve associada principalmente a prazo, custo e capacidade de entrega. Agora, um novo fator passou a ocupar espaço estratégico nas decisões das empresas do setor: a sustentabilidade. Celebrado nesta sexta-feira (5), o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça um movimento que já ganha força na logística brasileira, impulsionado pela necessidade de reduzir emissões, atender novas exigências de mercado e responder às crescentes demandas por responsabilidade ambiental.

Responsável por mais de 60% do transporte de cargas no Brasil, o modal rodoviário também figura entre os principais emissores de gases de efeito estufa da cadeia produtiva nacional. O cenário fez com que sustentabilidade deixasse de ser apenas um discurso institucional e passasse a impactar diretamente contratos, financiamentos, competitividade e permanência no mercado.

No centro dessa mudança, empresas vêm apostando em soluções que combinam eficiência operacional, inovação tecnológica e redução de impactos ambientais. Frotas com menor emissão de poluentes, uso de inteligência artificial, telemetria, roteirização inteligente, combustíveis alternativos e gestão de emissões já começam a fazer parte da rotina de transportadoras e operadores logísticos.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Antonio Luis da Silva Junior, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a necessidade de o setor avançar em uma agenda ambiental conectada à realidade econômica do transporte brasileiro. Segundo ele, a pauta da sustentabilidade deixou de ser tendência futura e passou a integrar o presente das operações logísticas.

“O transporte rodoviário tem consciência da sua responsabilidade ambiental e vem buscando alternativas para reduzir impactos sem comprometer a eficiência das operações. Hoje, sustentabilidade e competitividade caminham juntas. Quem não acompanhar essa transformação corre o risco de perder mercado, contratos e acesso a crédito”, afirma.

A pressão vem de diferentes frentes.

Grandes embarcadores passaram a exigir inventários de emissões, metas ambientais e indicadores ESG de seus parceiros logísticos. Instituições financeiras também incorporaram critérios socioambientais em análises de crédito e concessão de financiamento. Na prática, reduzir emissões passou a influenciar diretamente a saúde financeira e a capacidade competitiva das empresas.

De acordo com o assessor jurídico-ambiental do Setcemg, Walter Cerqueira, o Brasil ainda vive uma fase de transição no processo de descarbonização do transporte rodoviário. “As soluções adotadas até hoje são mais incrementais do que disruptivas. Há avanços importantes, mas ainda existem gargalos estruturais que dificultam uma transformação mais acelerada”, avalia.

Entre os avanços já incorporados pelo setor, Walter destaca a ampliação da mistura de biodiesel na matriz energética do transporte. Apesar dos ganhos ambientais, ele ressalta que o setor também aponta desafios relacionados à qualidade do combustível e ao impacto sobre manutenção e durabilidade dos veículos. “A gente reconhece a importância do biodiesel para a redução das emissões. No entanto, também existe uma preocupação crescente com os custos operacionais, desgaste de peças e manutenção das frotas”, explica.

Além do biodiesel, outras alternativas começam a ganhar espaço no transporte rodoviário, como diesel verde, biometano e eletrificação. O uso do gás metano aparece principalmente em operações de frota cativa, nas quais as empresas conseguem maior previsibilidade de abastecimento e controle logístico. Já a eletrificação do transporte de longa distância ainda enfrenta obstáculos importantes. Como, por exemplo, o alto custo da tecnologia, baixa disponibilidade de infraestrutura de recarga nas rodovias e rede limitada de assistência técnica especializada.

Eficiência operacional impulsiona logística mais sustentável

À medida que o setor de transporte avança na agenda ambiental, a tecnologia vem assumindo papel central na redução das emissões e no aumento da eficiência logística. Mesmo com a substituição total da frota ainda distante da realidade brasileira, empresas já apostam em inteligência artificial, telemetria, roteirização inteligente e veículos menos poluentes para reduzir impactos ambientais e otimizar custos operacionais.

Segundo o CEO da Zero Carbon, Felipe Marçal, sustentabilidade e eficiência deixaram de caminhar separadas. “No Brasil, as soluções mais eficientes são aquelas que reduzem emissão enquanto melhoram a performance financeira da operação”, afirma. A empresa investe em frota elétrica para entregas urbanas, veículos Euro 6, energia renovável certificada e centros de distribuição estrategicamente posicionados para reduzir viagens vazias e ampliar a ocupação dos veículos.

A combinação entre tecnologia e gestão inteligente já apresenta resultados concretos. Em operações otimizadas, a empresa registrou redução de até 50% nas emissões de CO₂ em determinadas rotas. Em um projeto voltado ao setor de mineração, mais de 120 toneladas de carbono foram compensadas em apenas um mês.

Descarbonização ainda esbarra em desafios estruturais

Apesar dos avanços, a transição sustentável no transporte rodoviário enfrenta obstáculos importantes. Para o assessor jurídico do Setcemg, um dos principais entraves está na própria estrutura do setor. Ou seja, hoje ela é altamente pulverizada e formada majoritariamente por pequenos transportadores e autônomos. “Discutir transição energética sem criar mecanismos que permitam a participação dos pequenos transportadores é uma das principais questões que o Brasil precisa enfrentar”, alerta. Segundo ele, a descarbonização precisa ocorrer de forma gradual e equilibrada, evitando aumento excessivo dos custos do frete e perda de competitividade para empresas menores.

Além disso, o avanço regulatório ainda é insuficiente para atender às demandas do transporte de cargas. Embora programas como o Rota 2030 e a Lei do Combustível do Futuro representem avanços importantes, ainda faltam incentivos específicos para renovação de frota, eletrificação do transporte de longa distância e melhoria da infraestrutura rodoviária.

“A melhoria das estradas também reduz emissões e aumenta a eficiência das operações”, afirma.

ESG deixa de ser tendência e passa a ser exigência de mercado

No cenário atual, adiar práticas ambientais já representa risco operacional e financeiro para as transportadoras. Além das penalidades previstas em lei para danos ambientais, cresce a pressão de embarcadores, investidores e instituições financeiras por metas ambientais e inventários de emissões. Empresas que não se adaptarem às exigências ESG podem enfrentar dificuldades na renovação de contratos e no acesso a crédito. “O ESG funciona como uma corrente, quando a empresa principal muda seu posicionamento, toda a cadeia passa a ser pressionada a se adequar”, explica Walter.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o setor de logística mostra que a sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso institucional para se tornar um fator estratégico de competitividade. Entre inovação tecnológica, eficiência operacional e pressão regulatória, a redução das emissões já passa a definir quais empresas estarão preparadas para o futuro do transporte no Brasil.

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4 métodos para se proteger contra roubo remoto de carros

sex, 05/06/2026 - 13:00
Foto: Nomadsoul1 para Depositphotos

A inovação dos carros com sistema de entrada sem chave trouxe muita conveniência para os usuários, mas também abriu as portas para os crimes cibernéticos. Atualmente, em vez de forçar as fechaduras ou quebrar os vidros, os ladrões têm utilizado controles remotos ou outras ferramentas eletrônicas para roubar os veículos. Entender como esses métodos de roubo funcionam é o primeiro passo para proteger seu carro. 

Aqui estão quatro maneiras eficazes de reduzir o risco desses golpes.

1. Proteger contas e aplicativos do carro

Muitos veículos modernos estão conectados a aplicativos móveis que permitem funcionalidades como travamento ou partida do motor de modo remoto. Infelizmente, esses programas têm sido alvos cada vez mais comuns dos criminosos, sobretudo por causa do uso de conexões Wi-Fi públicas, que aumentam a possibilidade de exposição de dados.

É por isso que é importante evitar o uso de aplicativos do tipo em redes não seguras, como no Wi-Fi de aeroportos ou hotéis. Uma alternativa, caso seja necessário usar dessas conexões, é protegê-las com uma rede virtual privada (VPN). Mas é preciso atenção: nem todas as VPNs são iguais, e provavelmente a melhor VPN será uma paga, e não a gratuita que você encontrou num site suspeito.

2. Bloquear sinais de controle remoto

Uma das técnicas mais comuns usadas por ladrões é o ataque de retransmissão. Com amplificadores de sinal, os criminosos capturam a comunicação entre um veículo e seu controle remoto. O sinal amplificado engana o veículo, fazendo-o acreditar que a chave está por perto, o que permite o destravamento das portas e ignição do motor.

Uma defesa simples, porém eficaz, é guardar o controle remoto da chave dentro de um estojo com revestimento metálico quando não estiver em uso, já que isso bloqueia a transmissão de sinais de rádio. Alguns veículos também permitem que os proprietários desativem completamente o sinal da chave sem fio quando estacionados, o que pode reduzir ainda mais a exposição.

3. Usar dispositivos antifurto visíveis

Embora os métodos de roubo modernos sejam altamente tecnológicos, os dispositivos de segurança tradicionais ainda são importantes. Como destacou recentemente o aeroporto de Goiânia, travas de volante, de roda e de pedal criam obstáculos adicionais que dificultam a ação dos ladrões e atraem a atenção.

Criminosos geralmente preferem roubos rápidos e discretos. Se o seu veículo parecer mais difícil de roubar do que outros nas proximidades, eles certamente vão procurar um alvo mais fácil. 

4. Instalar rastreamento GPS e alertas de movimento

Mesmo com medidas preventivas, roubos ainda podem acontecer. Para remediar a situação, a instalação de rastreadores GPS pode ser essencial por aumentar as chances de recuperar o veículo.

Sistemas de rastreamento modernos enviam alertas quando movimentos suspeitos são detectados, como tentativas de reboque ou atividades inesperadas no veículo. Alguns dispositivos também fornecem atualizações de localização em tempo real, ajudando proprietários e autoridades a responderem mais rapidamente.

Combinar e vencer

Enquanto os criminosos inventam novas técnicas de roubo remoto de carros, a melhor defesa dos usuários é investir em múltiplas medidas de segurança concomitantes. Ao usar aplicativos seguros, tomar cuidado das chaves eletrônicas, manter dispositivos antifurto visíveis e monitorar por GPS, eles poderão aumentar a dificuldade do roubo e, assim, dissuadir os criminosos de atacarem.

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Micromobilidade avança no Brasil, mas cidades ainda não acompanham mudança no trânsito

sex, 05/06/2026 - 08:15
A micromobilidade pode reduzir congestionamentos, emissões e dependência do carro. Mas, sem planejamento, também pode ampliar disputas por espaço e insegurança. Foto: Kathleen77 para Depositphotos

A micromobilidade já faz parte da rotina de muitas cidades brasileiras. Bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos autopropelidos se consolidaram como alternativa para trajetos curtos, integração com transporte público e redução do uso do carro.

O crescimento desses modais responde a problemas reais, como congestionamentos, custo elevado de deslocamento e busca por opções mais sustentáveis. No entanto, a expansão ocorreu mais rápido do que a adaptação urbana.

Hoje, muitos usuários enfrentam um dilema diário: circular entre carros e ônibus em vias perigosas ou dividir espaço com pedestres em calçadas. Isso revela um problema central: cidades ainda são planejadas prioritariamente para veículos maiores, e não para deslocamentos leves e compartilhados.

Falta estrutura e informação

A legislação brasileira já traz regras para bicicletas elétricas, ciclomotores e autopropelidos, com critérios diferentes para cada categoria. O problema é que boa parte da população desconhece essas diferenças.

Na prática, isso gera confusão entre usuários, comércio e fiscalização. Há veículos vendidos como bicicleta, mas que se enquadram em outra categoria, além de circulação irregular em áreas inadequadas.

Sem informação clara, aumentam riscos e conflitos.

Usuários vulneráveis no centro do debate

Quem utiliza micromobilidade tem pouca proteção física e está exposto a quedas, colisões laterais, buracos e imprudência de terceiros. Ao mesmo tempo, também pode colocar pedestres em risco quando circula em calçadas ou em alta velocidade em áreas compartilhadas.

Por isso, o debate exige equilíbrio: proteger quem usa esses modais sem ignorar a segurança de quem anda a pé.

Maio Amarelo reforça necessidade de convivência

O Maio Amarelo 2026 ajuda a trazer visibilidade ao tema ao defender respeito entre todos os usuários das vias. No caso da micromobilidade, enxergar o outro significa reconhecer que o trânsito mudou — e que as cidades precisam mudar também.

O que precisa avançar

Celso Alves Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, aponta cinco medidas prioritárias:

  • ciclovias e rotas conectadas;
  • velocidades urbanas compatíveis;
  • fiscalização orientativa;
  • educação para todos os modais;
  • integração com transporte público.
O desafio urbano dos próximos anos

A micromobilidade pode reduzir congestionamentos, emissões e dependência do carro. Mas, sem planejamento, também pode ampliar disputas por espaço e insegurança.

“Mais do que discutir patinetes ou bicicletas elétricas, o Brasil precisa decidir se quer cidades preparadas para o futuro ou presas a um modelo centrado apenas no automóvel”, conclui Mariano.

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Jogar lixo pela janela do carro pode causar acidentes e render multa, alerta concessionária

qui, 04/06/2026 - 13:30
Equipe recolhe lixo no Rodoanel. Foto: SPMar divulgação

O hábito de jogar lixo pela janela do veículo, muitas vezes visto como algo sem importância, continua representando riscos para a segurança viária e para o meio ambiente. Durante a Semana do Meio Ambiente, a Concessionária SPMAR reforça o alerta sobre os perigos do descarte irregular de resíduos nas rodovias e lembra que a prática também é passível de multa prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Responsável por cerca de 100 quilômetros dos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, a concessionária chama a atenção para situações que podem surgir a partir de um simples objeto lançado para fora do veículo.

Conforme a gerência de Meio Ambiente da SPMAR, os riscos vão muito além da sujeira acumulada às margens das estradas.

“Um objeto lançado pela janela pode obrigar o carro de trás a realizar uma manobra brusca para desviar. Um pedaço de comida pode atrair um animal para o centro da via, gerando uma condição de perigo para quem trafega. Da mesma forma, pedaços de lixo abandonadas na via podem prejudicar o escoamento da água de chuva podendo gerar aquaplanagem aos veículos, situações que representam sérios riscos a vida dos motoristas”, alerta a gerente de Meio Ambiente da Concessionária SPMAR.

Como o lixo pode comprometer a segurança viária

Nas rodovias, qualquer objeto descartado inadequadamente pode se transformar em um obstáculo inesperado. Garrafas plásticas, latas, embalagens, restos de alimentos e outros resíduos podem provocar reações rápidas dos condutores, aumentando o risco de colisões e saídas de pista.

Além disso, o descarte de alimentos às margens das estradas pode atrair animais para a pista, criando situações de perigo para motoristas, motociclistas e demais usuários da via.

Outro problema apontado pela concessionária está relacionado ao sistema de drenagem. Resíduos acumulados podem dificultar o escoamento da água da chuva, favorecendo o acúmulo de água na pista e aumentando o risco de aquaplanagem, especialmente durante períodos de chuva intensa.

Impactos também atingem o meio ambiente

Os prejuízos não se limitam à segurança no trânsito. O descarte irregular de resíduos compromete a preservação ambiental e exige um trabalho contínuo de limpeza ao longo das rodovias.

De acordo com a SPMAR, nos últimos cinco anos foram recolhidas e encaminhadas para reciclagem 581 toneladas de pneus inteiros e de ressolagem, 147 toneladas de metais, 118 toneladas de papel e 52 toneladas de madeira.

O volume total desses materiais equivale, em peso, a aproximadamente 600 carros populares empilhados.

Os números ajudam a dimensionar a quantidade de resíduos abandonados nas vias bem como a necessidade de equipes permanentes para minimizar os impactos causados pelo descarte inadequado.

Risco de incêndios preocupa

Outro efeito do lixo jogado nas rodovias é a possibilidade de incêndios em áreas de vegetação próximas às pistas.

Bitucas de cigarro descartadas pela janela e até mesmo latas de alumínio abandonadas em locais com vegetação seca podem contribuir para o surgimento de focos de incêndio, especialmente em períodos de estiagem e altas temperaturas.

Para enfrentar esse cenário, a concessionária informa que mantém diariamente mais de 40 profissionais atuando nos serviços de limpeza e conservação da rodovia.

Ainda de acordo com a gerência de Meio Ambiente da empresa, a conscientização dos usuários é fundamental para reduzir o problema.

“É fundamental que a população entenda que o lixo tem lugar certo para ser descartado e não é na rodovia. Além de comprometer o meio ambiente, o descarte irregular coloca em risco a vida de motoristas e pedestres. Nosso trabalho de limpeza é constante, mas precisamos da colaboração de todos para reduzir esse problema”, reforça.

Jogar lixo pela janela gera multa

Além dos riscos para a segurança e para o meio ambiente, o comportamento pode resultar em penalidade de trânsito.

Conforme previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro, arremessar ou abandonar objetos na via é uma infração de natureza média. A penalidade é multa de R$ 130,16 assim como o registro de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A regra busca justamente coibir uma prática que, apesar de aparentemente simples, pode gerar consequências graves para quem utiliza as rodovias.

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CNT critica flexibilização de regras para motofretistas

qui, 04/06/2026 - 08:15
CNT alerta que retirada de curso obrigatório para motofretistas pode impactar a segurança viária e aumentar riscos no trânsito brasileiro. Foto: Divulgação Agência CNT Transporte Atual

A retirada da obrigatoriedade de cursos especializados para motofretistas e mototaxistas, prevista na Medida Provisória 1.360/2026, voltou a ampliar o debate sobre segurança viária, qualificação profissional e o aumento da violência no trânsito brasileiro. Em posicionamento divulgado na semana passada, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirmou que considera “essencial” a preservação de mecanismos de capacitação técnica para profissionais que atuam no transporte remunerado em motocicletas.

De acordo com a entidade, a flexibilização prevista pela medida ocorre justamente em um momento de agravamento dos índices de mortes no trânsito, especialmente entre motociclistas. Esse é o grupo que figura entre os mais vulneráveis do sistema viário brasileiro.

A CNT avalia com preocupação os dispositivos da MP que retiram a obrigatoriedade do curso especializado para motofretistas e mototaxistas. Para a entidade, a formação específica vai além de uma exigência administrativa. Ela representa uma política pública diretamente relacionada à prevenção de sinistros e à preservação da vida.

“A formação especializada dos profissionais que atuam nesse segmento constitui um instrumento importante de prevenção de acidentes, condução defensiva, gerenciamento de riscos e conscientização sobre responsabilidade no trânsito”, afirmou a entidade.

Ainda conforme o posicionamento divulgado, a qualificação técnica “não deve ser tratada como exigência burocrática”, mas como uma ferramenta de segurança operacional em atividades consideradas de alto risco.

Flexibilização reacende debate sobre formação de condutores

A discussão ocorre em meio a um cenário mais amplo de mudanças recentes na regulamentação da formação e da atuação profissional no trânsito brasileiro. Nos últimos anos, diferentes propostas de flexibilização envolvendo exigências para condutores têm gerado debates entre especialistas, entidades do setor e representantes ligados à segurança viária.

No caso específico dos motociclistas profissionais, o tema ganha ainda mais relevância devido à crescente participação das motos na mobilidade urbana e nas atividades econômicas, especialmente em serviços de entrega e transporte individual.

O avanço das plataformas digitais e o crescimento do trabalho por aplicativos fizeram aumentar significativamente o número de motociclistas circulando diariamente nas cidades brasileiras. Ao mesmo tempo, especialistas apontam que a exposição prolongada ao trânsito intenso, jornadas extensas e pressão por produtividade elevam os riscos enfrentados por esses profissionais.

Para a CNT, simplificar regras não pode significar redução de requisitos mínimos de segurança.

“A CNT reconhece a importância de iniciativas voltadas à simplificação regulatória e à ampliação de oportunidades econômicas. No entanto, entende que medidas de modernização normativa devem preservar requisitos mínimos de segurança e capacitação profissional em atividades de alto risco”, destacou a entidade.

Mortes de motociclistas preocupam autoridades e especialistas

O posicionamento da CNT também se apoia no crescimento da letalidade no trânsito brasileiro. Dados do Ministério da Saúde citados pela entidade mostram que o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, o maior número desde 2016.

Os números envolvendo motociclistas chamam atenção de forma especial. De acordo com a confederação, apenas na Região Nordeste, 6.116 ocupantes de motocicletas morreram em sinistros de trânsito em 2024. O volume é 60% superior ao registrado na Região Sudeste.

Além disso, nas regiões Norte e Nordeste, mais da metade das vítimas fatais do trânsito estava em motocicletas.

O cenário reforça uma preocupação recorrente de especialistas em segurança viária. Embora a motocicleta tenha se consolidado como importante instrumento de mobilidade e geração de renda, principalmente em regiões periféricas e cidades médias, os motociclistas continuam entre os usuários mais expostos à gravidade dos sinistros.

Curso especializado é visto como ferramenta de prevenção

Atualmente, os cursos especializados para motofretistas e mototaxistas incluem conteúdos relacionados à condução defensiva, legislação de trânsito, gerenciamento de riscos, comportamento seguro e responsabilidade profissional.

Entidades do setor defendem que esse tipo de formação ajuda a preparar os profissionais para situações críticas enfrentadas diariamente no trânsito urbano. Dessa forma, contribuindo para decisões mais seguras e para a redução de comportamentos de risco.

Na avaliação da CNT, retirar a exigência obrigatória da capacitação pode representar um enfraquecimento de políticas preventivas justamente em um dos segmentos mais vulneráveis da mobilidade brasileira.

O debate sobre a MP 1.360/2026 ainda deve avançar no Congresso Nacional, onde parlamentares poderão manter, alterar ou rejeitar os dispositivos relacionados às exigências para atuação de motofretistas e mototaxistas.

Enquanto isso, a discussão reacende um tema cada vez mais presente nas políticas públicas de trânsito: até que ponto a simplificação regulatória pode ocorrer sem comprometer a segurança viária e a formação adequada dos profissionais que circulam diariamente nas ruas e rodovias do país.

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