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Bombeiros alertam para erros simples no trânsito que aumentam risco de mortes e lesões
No trânsito, são comuns as campanhas que reforçam a importância do cinto de segurança, da cadeirinha infantil e do capacete. Mas, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), pequenos erros no uso desses equipamentos ainda aparecem com frequência nas ocorrências atendidas diariamente pelas equipes de resgate — e podem transformar colisões em situações muito mais graves.
Durante o Maio Amarelo, movimento de conscientização sobre segurança viária, os bombeiros decidiram chamar atenção justamente para essas atitudes aparentemente simples que fazem diferença nos segundos mais críticos de um sinistro de trânsito.
O cinto pode proteger — ou causar lesões gravesUm dos alertas feitos pelo CBMPR envolve o uso incorreto do cinto de segurança.
Muitos motoristas e passageiros utilizam o equipamento de forma inadequada, deixando a faixa apoiada sobre o abdômen. Em caso de colisão, isso pode provocar lesões internas graves.
Segundo a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná:
“O cinto de segurança precisa estar apoiado na região do quadril, na crista ilíaca. Quando ele fica sobre o abdômen, pode causar lesões internas graves em caso de colisão. Ele foi projetado para proteger, mas, se usado de forma incorreta, pode gerar outros tipos de lesões”.
O alerta reforça que segurança no trânsito não depende apenas de usar os equipamentos, mas também da forma correta de utilização.
Criança no colo continua sendo um dos erros mais perigososOutro comportamento apontado pelos bombeiros é o transporte de crianças sem os dispositivos adequados de retenção.
Mesmo em trajetos curtos, levar crianças no colo representa risco elevado em caso de freada brusca ou colisão.
Conforme a Capitã, bebê-conforto, cadeirinhas e assentos de elevação são indispensáveis e devem ser utilizados de acordo com a idade e o tamanho da criança.
“A ocorrência pode acontecer perto de casa, e o risco é muito alto. Os dispositivos de retenção são fundamentais para proteger os pequenos”, explica.
O CBMPR também lembra que a responsabilidade pela segurança de todos os ocupantes é do condutor do veículo.
Motociclistas exigem atenção redobradaOs bombeiros também destacam os riscos enfrentados diariamente pelos motociclistas, um dos grupos mais vulneráveis no trânsito brasileiro.
Entre as orientações estão:
- uso de capacete certificado pelo Inmetro;
- capacete corretamente afivelado;
- viseira abaixada durante a condução;
- atenção em cruzamentos;
- respeito aos limites de velocidade.
Outro ponto citado pelas equipes de resgate é o hábito de circular entre veículos em movimento, prática que aumenta o risco de colisões laterais e quedas.
Mesmo quando o motociclista está na preferencial, a recomendação é reduzir a velocidade e manter atenção ao entorno.
De acordo com Cavalca, mesmo quando o condutor está na preferencial, é fundamental reduzir a velocidade e verificar o entorno.
“Nem todos percebem a sinalização, e a prudência pode evitar um acidente”, orienta.
Pedestres também fazem parte da segurança viáriaO alerta dos bombeiros não se limita a quem dirige. Segundo o CBMPR, distrações causadas por celular e fones de ouvido em volume elevado têm aumentado situações de risco envolvendo pedestres.
A recomendação é atravessar sempre na faixa e buscar contato visual com o motorista antes de iniciar a travessia.
Conforme a oficial, olhar nos olhos do condutor e ter certeza de que ele percebeu sua presença faz toda a diferença. “Mesmo que o pedestre esteja com a razão, as consequências de um atropelamento são muito mais graves para quem está a pé”, finaliza.
Segurança no trânsito depende de comportamento coletivoAlém das orientações individuais, o Corpo de Bombeiros reforça que a redução de mortes e lesões no trânsito depende de uma postura coletiva.
Respeitar a sinalização, evitar álcool ao volante, reduzir distrações e dirigir de forma defensiva continuam entre as medidas mais importantes para evitar tragédias.
Segundo a corporação, muitas das ocorrências graves atendidas diariamente poderiam ter consequências menos severas — ou até ser evitadas — com atitudes simples adotadas antes mesmo de ligar o veículo.
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TDAH e CNH: por que dar mais tempo na prova teórica não é privilégio — e pode salvar vidas
Para muitas pessoas, a prova teórica da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é apenas uma etapa burocrática. Para outras, porém, ela pode representar uma barreira silenciosa entre a capacidade de dirigir e a dificuldade de provar isso dentro de um tempo limitado.
É o caso de candidatos com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), condição neurobiológica marcada por sintomas como desatenção, impulsividade e dificuldade de organização cognitiva. Em um ambiente de pressão, leitura extensa e limite rígido de tempo, o exame teórico pode deixar de medir apenas conhecimento sobre trânsito — e passar a medir velocidade de processamento mental.
Nos últimos anos, a discussão sobre acessibilidade no processo de habilitação ganhou força no Brasil. Mas junto com ela surgiu um debate delicado: garantir condições adequadas para candidatos neurodivergentes significa facilitar a obtenção da CNH?
Especialistas em trânsito, medicina e aprendizagem afirmam que não.
A questão, segundo eles, não é reduzir critérios de avaliação, mas assegurar que a prova realmente consiga medir o que o candidato sabe — e não apenas a rapidez com que consegue lidar com estímulos, ansiedade e pressão temporal.
O que mudou com a Resolução Contran nº 1.020/2025A discussão sobre inclusão no processo de habilitação ganhou um marco importante com a publicação da Resolução Contran nº 1.020/2025.
Entre as mudanças trazidas pela norma, uma delas impacta diretamente candidatos neurodivergentes: a regulamentação expressa do tempo adicional nos exames teóricos.
O texto determina que a duração da prova teórica será de, no mínimo, uma hora, devendo ser obrigatoriamente dobrada para candidatos com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Na prática, isso significa que esses candidatos passam a ter direito a duas horas para realização do exame teórico de habilitação, desde que atendidos os critérios e comprovações exigidos pelo processo.
A previsão representa um avanço importante porque traz segurança jurídica e padronização para uma questão que, muitas vezes, dependia de interpretações administrativas diferentes entre estados ou unidades do Detran.
Mais do que uma adaptação operacional, a medida reconhece oficialmente que determinados transtornos podem impactar:- processamento de informações;
- manutenção da atenção;
- velocidade de leitura;
- organização cognitiva;
- e gerenciamento simultâneo de estímulos.
E isso interfere diretamente no desempenho em provas cronometradas.
A mudança, porém, também ajuda a esclarecer um ponto frequentemente distorcido no debate público: o tempo adicional não altera o conteúdo da avaliação nem reduz a exigência técnica do exame.
O candidato continua precisando demonstrar conhecimento sobre os conteúdos específicos sobre o trânsito, o que muda é a condição oferecida para que ele consiga demonstrar esse conhecimento de maneira mais compatível com suas características cognitivas.
Especialistas em aprendizagem e trânsito defendem que esse tipo de adaptação não deve ser interpretado como privilégio, mas como um mecanismo de acessibilidade previsto justamente para evitar que a limitação temporal se transforme em uma barreira maior do que a própria avaliação do conteúdo.
Tempo maior não significa “vantagem”Em reportagem já publicada pelo Portal do Trânsito, especialistas explicaram que candidatos com TDAH podem ter direito a tempo adicional na prova teórica do Detran mediante avaliação e documentação adequada.
A medida costuma gerar reações divididas nas redes sociais. Há quem enxergue o recurso como privilégio. Outros defendem que se trata de uma adaptação mínima diante de uma condição reconhecida clinicamente.
O ponto central, no entanto, está em compreender o que o TDAH realmente afeta.
O transtorno não está necessariamente ligado à inteligência ou à incapacidade de aprender. Muitas vezes, o principal desafio está no gerenciamento da atenção, no processamento simultâneo de informações e na manutenção do foco em atividades prolongadas.
Em provas teóricas, isso pode significar:
- dificuldade de concentração contínua;
- perda de foco em textos extensos;
- impulsividade na leitura;
- erros por distração;
- e maior desgaste mental sob pressão de tempo.
Na prática, o candidato pode conhecer o conteúdo, mas não conseguir demonstrá-lo adequadamente dentro das mesmas condições cognitivas exigidas de alguém sem o transtorno.
O trânsito exige atenção constante — e o TDAH entra nessa discussãoO tema ganha ainda mais relevância porque dirigir é uma das atividades cotidianas mais complexas do ponto de vista cognitivo.
A condução veicular exige:
- atenção dividida;
- controle de impulsos;
- tomada rápida de decisões;
- leitura constante do ambiente;
- antecipação de riscos;
- e capacidade de lidar simultaneamente com múltiplos estímulos.
Pesquisas internacionais sobre atenção ao volante mostram que falhas de concentração estão entre os principais fatores associados a sinistros de trânsito.
Além disso, estudos sobre impulsividade indicam relação direta entre comportamentos impulsivos, infrações e maior envolvimento em ocorrências viárias.
No caso específico do TDAH, a literatura científica vem apontando um aumento relevante no risco de envolvimento em sinistros.
Conforme reportagem do Portal do Trânsito, baseada em dados da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), estudos epidemiológicos indicam que pessoas com TDAH apresentam risco significativamente maior de se envolver em ocorrências automobilísticas.
Conforme a Abramet, pesquisas observacionais identificaram risco quase duas vezes maior de envolvimento em sinistros, além de maior frequência de infrações de trânsito.
Inclusão responsável não é flexibilização indiscriminadaÉ justamente aí que o debate ganha profundidade. Garantir tempo adicional na prova não significa ignorar os desafios relacionados ao TDAH na condução veicular. Pelo contrário: significa reconhecer que a formação precisa ser mais precisa, mais individualizada e mais responsável.
Especialistas defendem que adaptação não deve ser confundida com aprovação automática.
O candidato continua precisando:
- demonstrar conhecimento;
- atingir os critérios mínimos;
- compreender normas de circulação;
- interpretar situações de risco;
- e provar aptidão para dirigir.
A diferença está no caminho utilizado para medir essa competência. Em outras palavras: inclusão responsável não reduz a exigência de segurança viária. Ela tenta tornar a avaliação mais justa e tecnicamente adequada.
A aprendizagem pode mudar completamente o resultadoOutro aspecto importante envolve o próprio processo de aprendizagem.
Estudos sobre TDAH mostram que estratégias pedagógicas adequadas podem melhorar significativamente desempenho, organização cognitiva e retenção de conteúdo.
Na área da direção veicular, isso ganha peso ainda maior porque o ensino não depende apenas de memorização. Ele envolve:
- construção de percepção de risco;
- automatização de comportamentos seguros;
- tomada de decisão;
- controle emocional;
- e desenvolvimento de atenção situacional.
Por isso, especialistas alertam que um modelo excessivamente acelerado ou superficial de formação pode gerar impactos diferentes em candidatos neurodivergentes.
E isso ocorre justamente em um momento em que o Brasil discute flexibilização do processo de habilitação.
O risco da interpretação simplistaUma das preocupações mais recorrentes entre especialistas é a forma simplista como o debate costuma aparecer nas redes sociais.
De um lado, há discursos que tratam qualquer adaptação como “facilidade”. De outro, existe o risco de romantizar o transtorno e minimizar impactos reais sobre a direção.
Nenhum dos extremos ajuda.
O próprio material técnico da Abramet destaca que o TDAH exige atenção especial quando relacionado à condução veicular, principalmente em situações envolvendo distrações, impulsividade e multitarefa.
Ao mesmo tempo, os especialistas reforçam que o transtorno, isoladamente, não impede uma pessoa de dirigir.
O que faz diferença é:
- diagnóstico adequado;
- acompanhamento;
- conscientização;
- adaptação responsável;
- e formação consistente.
- O trânsito ainda sabe pouco sobre neurodivergência
Apesar do crescimento do debate público sobre saúde mental e neurodivergência, o trânsito brasileiro ainda discute pouco como diferentes perfis cognitivos interagem com o processo de formação de condutores.
Em muitos casos, candidatos convivem não apenas com dificuldades de aprendizagem, mas também com estigma.
Para algumas pessoas com TDAH, a reprovação repetida em provas teóricas pode gerar sensação de incapacidade, ansiedade e abandono do processo de habilitação — mesmo quando possuem condições reais de desenvolver condução segura.
Isso ajuda a explicar por que o tema deixou de ser apenas uma pauta médica e passou a integrar outras discussões como acessibilidade, cidadania e mobilidade.
Segurança viária também passa por avaliações mais inteligentesDurante décadas, o debate sobre segurança no trânsito esteve concentrado principalmente em fiscalização, infraestrutura e punição.
Hoje, cresce a percepção de que formação de condutores também é uma questão central.
E uma formação eficiente depende de avaliações que consigam identificar competência real — não apenas desempenho sob pressão. A resposta talvez esteja justamente no equilíbrio.
Nem permissividade irrestrita. Nem exclusão silenciosa.
Mas um modelo capaz de compreender que inclusão responsável não reduz critérios. Ela tenta garantir que o processo seja mais justo, mais técnico e mais eficiente para todos.
Porque, no trânsito, compreender como as pessoas aprendem também pode ser uma forma de proteger vidas.
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Motorista que causar morte no trânsito pode perder CNH por 10 anos
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 276/26, que endurece as punições para motoristas envolvidos em homicídio culposo no trânsito — quando não há intenção de matar. A proposta aumenta o tempo de prisão previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e o condutor poderá perder por dez anos a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ou seja, amplia o prazo de suspensão do direito de dirigir.
O texto aprovado altera uma das penalidades mais relevantes previstas na legislação de trânsito brasileira e reacende o debate sobre responsabilização de condutores envolvidos em mortes nas vias.
Atualmente, o CTB prevê pena de detenção de dois a quatro anos para homicídio culposo na direção de veículo automotor. Com a proposta, a punição passaria a ser de reclusão de quatro a oito anos.
Além da mudança no tempo de prisão, o projeto estabelece que o motorista condenado ficará proibido de dirigir ou obter habilitação pelo prazo de dez anos, endurecendo significativamente a regra atual.
Proposta busca ampliar rigor em casos com morteA autora do projeto, deputada Delegada Ione (PL-MG), defende que a mudança é necessária diante da gravidade das consequências provocadas por condutas imprudentes no trânsito.
Conforme ela, a prática de homicídio culposo ao volante representa uma grave falha no dever de cuidado exigido dos condutores. A parlamentar argumenta que a medida tem caráter preventivo e reforça a proteção à vida no trânsito.
“A conduta culposa que resulta em morte demonstra ‘falha severa no dever objetivo de cuidado, legitimando, assim, que o Estado adote resposta penal mais rigorosa, com nítido caráter preventivo-especial, bem como a reafirmação do valor da vida no sistema penal de trânsito’”, afirmou.
O relator da proposta na comissão, deputado Bebeto (PP-RJ), também defendeu o endurecimento das punições e destacou que muitas mortes no trânsito estão relacionadas a comportamentos que violam regras básicas de segurança viária. “A elevação da pena representa medida proporcional à gravidade do resultado produzido, pois muitas mortes decorrem de violações graves do dever de cuidado”, disse.
O que muda na práticaSe o projeto virar lei, motoristas condenados por homicídio culposo no trânsito poderão enfrentar consequências mais severas tanto na esfera criminal quanto administrativa.
Na prática, além do aumento do tempo de prisão, a proposta amplia o período de afastamento da direção, impedindo que o condenado volte a dirigir ou consiga nova habilitação durante dez anos.
A discussão ocorre em um cenário de preocupação permanente com os altos índices de mortes no trânsito brasileiro e com a necessidade de fortalecimento de medidas voltadas à segurança viária.
O homicídio culposo no trânsito normalmente está associado a situações em que o condutor não teve intenção de provocar a morte, mas agiu com imprudência, negligência ou imperícia.
Próximos passos do projetoApesar da aprovação na Comissão de Viação e Transportes, o texto ainda precisa passar por novas etapas antes de se tornar lei.
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, posteriormente, seguirá para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.
Depois disso, a proposta ainda passará pelo Senado Federal.
Somente após a conclusão de todo o processo legislativo e eventual sanção presidencial as novas regras poderão entrar em vigor.
De acordo com a Câmara dos Deputados, o projeto busca reforçar o caráter preventivo das punições relacionadas às mortes no trânsito e ampliar a responsabilização de condutores envolvidos em ocorrências fatais.
As informações são da Agência Câmara de Notícias
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Motociclistas estão envolvidos em 6 de cada 10 acidentes com vítimas em Curitiba
Motociclistas representam 64% dos acidentes com vítimas registrados em Curitiba entre janeiro de 2025 e 20 de abril de 2026, segundo levantamento do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). No período, a capital contabilizou 4.464 ocorrências com vítimas, e os motociclistas correspondem a mais da metade dos feridos (51,9%) e a quase metade das mortes (46,4%).
A gravidade desse cenário também se reflete na rotina hospitalar. Referência em atendimentos de trauma em Curitiba e região, o Hospital Universitário Cajuru, com assistência 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), recebeu 3.560 vítimas de acidentes de trânsito entre janeiro de 2025 e 20 de abril de 2026. Do total de motociclistas acidentados registrados pelo BPTran no período, 82% foram atendidos pelo hospital. Considerando todos os acidentes de trânsito na cidade, o Hospital Universitário Cajuru foi responsável pelo atendimento de 80% das vítimas.
Diante desse cenário crítico, o movimento internacional Maio Amarelo ganha ainda mais relevância.No Brasil, a 13ª edição da campanha, lançada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), tem como tema oficial: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. Nesse contexto, a direção defensiva segue como o caminho mais eficaz para reduzir acidentes.
A médica emergencista do Hospital Universitário Cajuru, Danieli Dadan, lembra que os acidentes com motociclistas costumam resultar em quadros graves. “Mesmo em velocidades moderadas, vemos fraturas expostas, lesões na cabeça, nos membros e até amputações. São situações que muitas vezes exigem múltiplas cirurgias, longos períodos de internação e reabilitação”, explica.
No total, o BPTran registrou 7.313 ocorrências no período, sendo que 48% envolveram motocicletas. Na comparação entre março de 2026 e o mesmo mês de 2025, houve aumento de 8% no total de acidentes e crescimento de 3,4% nos casos com vítimas. Entre os principais fatores associados estão o consumo de álcool e a condução sem habilitação.
Maio registrou o menor volume mensal de atendimentos em 2025. Foram 174 casos no hospital, redução de cerca de 47% em comparação com maio de 2024. Para Danieli, a queda pode estar relacionada ao impacto das campanhas de conscientização no período. Além disso, à chegada do clima mais frio, que reduz a circulação de pessoas em relação aos meses de verão.
“O Maio Amarelo traz mais visibilidade para os riscos no trânsito, e isso tende a aumentar a atenção dos condutores. Quando há mais atenção e prudência, conseguimos observar reflexos também na redução dos atendimentos por acidentes”, afirma.
Impacto direto na saúde públicaAlém dos números, os acidentes com motocicletas geram impacto direto no sistema de saúde e em toda a sociedade. Segundo o Ministério da Saúde, apenas entre janeiro e outubro de 2025, o SUS investiu R$ 141,4 milhões em mais de 92 mil procedimentos hospitalares relacionados a esse tipo de ocorrência no Brasil.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que motociclistas respondem por cerca de 60% das internações por acidentes de trânsito. Em muitos casos, as vítimas são jovens entre 20 e 29 anos — faixa economicamente ativa da população —, o que amplia os impactos socioeconômicos.
De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), para cada pessoa hospitalizada, ao menos quatro outras são diretamente impactadas, seja pelo suporte durante a internação, pelos custos com tratamento ou pela reorganização da rotina familiar diante de possíveis sequelas. Os reflexos também chegam à Previdência Social, com afastamentos do trabalho, concessão de auxílios-doença, aposentadorias por invalidez e pensões por morte.
A médica destaca que a vulnerabilidade do motociclista exige a atenção de todos no trânsito.
“Diferentemente dos ocupantes de outros veículos, o motociclista está mais exposto, o que torna as consequências muito mais graves. É uma responsabilidade compartilhada, que envolve tanto quem pilota quanto os demais condutores. Em muitos casos, o impacto é para toda a vida”, completa.
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A importância da educação no trânsito para a segurança viária
Nos últimos anos, o trânsito nas grandes cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais caótico. O crescente número de veículos nas ruas, aliado à falta de infraestrutura adequada, tem aumentado significativamente os índices de acidentes de trânsito. A educação no trânsito surge como uma ferramenta essencial para a promoção de um ambiente mais seguro e harmonioso nas vias públicas.
A educação no trânsito visa conscientizar motoristas, ciclistas e pedestres sobre a importância de respeitar as leis e normas de circulação. Além disso, busca promover atitudes responsáveis e solidárias, fundamentais para a convivência pacífica entre todos os usuários das vias. Nesse contexto, é importante destacar como as atividades de lazer podem complementar essa conscientização. Muitas pessoas, após um dia agitado no trânsito, buscam formas de relaxar em casa, e plataformas como Betao oferecem opções de entretenimento online, proporcionando momentos de descontração e diversão.
O papel das escolas na formação de cidadãos conscientesAs escolas desempenham um papel crucial na formação de cidadãos conscientes e responsáveis no trânsito. Desde a infância, é importante que as crianças aprendam sobre as regras básicas de circulação e a importância do respeito ao próximo. Programas educativos, palestras e atividades lúdicas podem ser incorporados ao currículo escolar, promovendo uma cultura de segurança viária desde cedo.
Além disso, a inclusão de disciplinas específicas sobre trânsito nas grades curriculares do ensino fundamental e médio pode ser uma estratégia eficaz para reforçar a importância da educação no trânsito. Ao formar jovens mais conscientes, espera-se que no futuro tenhamos motoristas mais responsáveis e preparados para enfrentar os desafios das vias urbanas.
A tecnologia como aliada na educação no trânsitoA tecnologia tem se mostrado uma grande aliada na promoção da educação no trânsito. Aplicativos de navegação, por exemplo, oferecem informações em tempo real sobre o tráfego, permitindo que motoristas escolham rotas mais seguras e eficientes. Além disso, simuladores de direção e jogos educativos são ferramentas que podem ser utilizadas para ensinar boas práticas de condução de forma interativa e envolvente.
As campanhas de conscientização nas redes sociais também têm um impacto significativo na educação para o trânsito. Com o alcance massivo dessas plataformas, é possível disseminar mensagens educativas e alertas sobre segurança viária para um grande número de pessoas em pouco tempo.
A importância da fiscalização e das campanhas de conscientizaçãoA fiscalização eficiente é fundamental para garantir o cumprimento das leis de trânsito e coibir comportamentos imprudentes. No entanto, ela deve ser acompanhada de campanhas de conscientização que sensibilizem a população sobre os riscos e consequências de atitudes irresponsáveis no trânsito.
Campanhas educativas promovidas por órgãos governamentais e organizações não governamentais podem abordar temas como a importância do uso do cinto de segurança, os perigos do uso de celular ao volante e os efeitos do consumo de álcool na condução. Essas iniciativas devem ser contínuas e abrangentes, alcançando diferentes públicos e faixas etárias.
ConclusãoA educação no trânsito é uma peça-chave para a construção de um ambiente viário mais seguro e harmonioso. Ao investir na formação de cidadãos conscientes e responsáveis, estaremos contribuindo para a redução dos índices de acidentes e para a melhoria da qualidade de vida nas cidades. A integração de esforços entre escolas, tecnologia, fiscalização e campanhas de conscientização é essencial para alcançar esse objetivo. Além disso, ao promover momentos de lazer e relaxamento, plataformas de entretenimento online podem complementar essa jornada, proporcionando equilíbrio e bem-estar para todos.
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Mensagem sobre “novas multas valendo a partir de hoje” volta a circular e engana motoristas nas redes
Uma velha corrente sobre supostas “novas multas de trânsito” voltou a ganhar força nas redes sociais e aplicativos de mensagens nos últimos dias. O conteúdo afirma que teria entrado em vigor uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com reajuste de multas, novas infrações e até cancelamento automático da CNH vencida. Mas tudo isso é falso.
A mensagem mistura informações verdadeiras, dados desatualizados e afirmações inventadas para parecer confiável. Entre os trechos mais compartilhados estão multas inexistentes por “insultos entre motoristas”, valores incorretos para infrações já previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e a alegação de que a Carteira Nacional de Habilitação seria cancelada automaticamente após 30 dias do vencimento.
O Ministério dos Transportes desmentiu oficialmente o conteúdo e afirmou que não existe qualquer resolução do Contran com esse teor.
Fake news no trânsito pode gerar medo e desinformaçãoA circulação desse tipo de mensagem não é novidade. Correntes semelhantes aparecem há anos nas redes sociais, normalmente acompanhadas de expressões como “repassem para todos” ou “muita gente não sabe”. O problema é que, além de espalhar desinformação, elas acabam confundindo os condutores sobre as regras reais de trânsito.
De acordo o especialista Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito, esse tipo de conteúdo explora justamente a insegurança dos motoristas em relação às constantes mudanças legislativas.
“As pessoas sabem que o trânsito passa por alterações frequentes e acabam acreditando em mensagens alarmistas sem verificar a origem. O problema é que isso gera medo, desinformação e até banaliza temas realmente importantes da segurança viária”, analisa.
Conforme ele, outro fator que favorece a disseminação dessas correntes é o desconhecimento sobre como funcionam as normas de trânsito no Brasil. “Nenhuma mudança relevante entra em vigor dessa forma repentina, por mensagem de WhatsApp. Alterações em multas, regras de habilitação ou exigências do CTB passam por publicação oficial e ampla divulgação”, explica Celso Mariano.
O que realmente acontece com a CNH vencida?Um dos pontos que mais chamou atenção na corrente falsa é a alegação de que a CNH seria automaticamente cancelada caso não fosse renovada em até 30 dias após o vencimento. Isso não existe.
O que prevê o Código de Trânsito Brasileiro é diferente: o condutor pode dirigir por até 30 dias após o vencimento da habilitação. Depois desse prazo, dirigir com a CNH vencida passa a ser infração gravíssima.
Atualmente, a penalidade para quem dirige com a habilitação vencida há mais de 30 dias é multa de R$ 293,47 e retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.
Ou seja, não se cancela a CNH automaticamente e o motorista não precisa refazer todo o processo de habilitação apenas porque demorou para renovar o documento.
Valores das multas também foram inventadosOutro ponto da fake news é a divulgação de valores completamente fora da realidade. A mensagem fala, por exemplo, em multas acima de R$ 700 para avanço de sinal vermelho e quase R$ 2 mil para ultrapassagem proibida.
Na prática, os valores seguem os definidos pelo CTB:- infração leve: R$ 88,38;
- infração média: R$ 130,16;
- infração grave: R$ 195,23;
- infração gravíssima: R$ 293,47.
Em alguns casos específicos, como ultrapassagens perigosas, existe fator multiplicador, o que aumenta o valor da multa. Ainda assim, os números divulgados na corrente não correspondem aos valores oficiais.
Algumas infrações existem, mas os detalhes estão erradosA mensagem falsa utiliza infrações reais para dar aparência de legitimidade ao conteúdo. Película irregular nos vidros, pneus em mau estado, uso de celular ao volante e avanço de sinal vermelho realmente são infrações previstas no CTB.
No entanto, os valores apresentados estão incorretos e, em alguns casos, a descrição da infração também está errada.
Um exemplo é o suposto “crime” de fumar ao volante. Não existe multa específica para fumar dirigindo. O enquadramento pode ocorrer apenas se a conduta comprometer o controle do veículo, como dirigir usando apenas uma das mãos.
Já a alegada multa por “insultos entre motoristas” também não existe de forma específica no CTB. Dependendo da situação, o comportamento pode gerar outros enquadramentos relacionados à direção sem atenção ou uso indevido da buzina.
Como evitar cair em fake news sobre trânsitoEspecialistas orientam que deve-se conferir qualquer mudança relacionada a multas, CNH ou regras de circulação em canais oficiais ou de notícias, como:
- Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran);
- Detrans estaduais;
- Diário Oficial da União;
- Portal do Trânsito.
Além disso, mensagens sem data, sem link oficial ou com tom alarmista devem despertar desconfiança imediata.
Celso Mariano alerta que a desinformação também pode prejudicar o próprio comportamento do motorista.
“Quando o cidadão não sabe mais distinguir o que é regra real e o que é boato, cria-se um ambiente perigoso de insegurança jurídica e desinformação no trânsito. Educação para o trânsito também passa por informação de qualidade”, conclui.
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Lubrificantes automotivos: inovação e sustentabilidade impulsionam o mercado no Paraná
O mercado de lubrificantes automotivos atravessa um ciclo de transformação no Brasil, impulsionado pela busca por eficiência energética, maior desempenho dos motores e soluções sustentáveis. Em 2024, o setor registrou crescimento de 2,3%, refletindo a demanda crescente por produtos de alta performance e modelos logísticos mais inteligentes.
Apesar dos avanços tecnológicos, o segmento ainda enfrenta um desafio cultural importante: a manutenção preventiva. Segundo Wilson José Simas, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos do Paraná, a falta de revisões periódicas nos veículos impacta diretamente na segurança e nos custos para os motoristas. “A cultura brasileira ainda não é assídua na manutenção preventiva. Estamos tentando mostrar que ela é vital para evitar acidentes e reduzir custos. Quando a preventiva não é feita, a corretiva acaba gerando danos maiores e despesas muito superior ao esperado no ticket médio anual”, alerta.
Uso corretoO especialista destaca que o uso do lubrificante correto é determinante, especialmente nos motores de nova geração. “Existem veículos com correias banhadas a óleo; se o lubrificante não possuir os aditivos específicos, a correia pode se degradar rapidamente, levando até à quebra total do motor”, explica. Além da proteção mecânica, a lubrificação adequada permite que o motor opere de forma mais limpa e eficiente, reduzindo o consumo de combustível.
No ambiente corporativo, a adoção de lubrificantes de alto desempenho tem sido uma das estratégias para reduzir impactos da volatilidade dos preços do petróleo e aumentar a eficiência operacional. Embora o investimento inicial seja maior, o custo total de propriedade (TCO) tende a ser reduzido devido à maior durabilidade dos componentes e aos intervalos ampliados de troca.
Para Luiz Alberto Gomes Jr. diretor comercial da Acipar, distribuidora de lubrificantes, o Paraná vive uma transição importante, liderada principalmente pelo agronegócio e pelo transporte pesado.
“O cliente consegue mensurar o retorno com dados concretos: menor consumo de combustível, aumento da vida útil dos equipamentos e redução do impacto ambiental”, afirma.
A inovação também avança nos modelos de consumo. Um dos destaques é a chamada “Troca Inteligente”, sistema que permite a comercialização de óleo lubrificante a granel, diminuindo a necessidade de embalagens plásticas descartáveis. Em uma operação realizada em Carambeí (PR), por exemplo, a iniciativa evitou o descarte de mais de 400 quilos de plástico. Além do benefício ambiental, o modelo melhora a eficiência logística, otimiza a gestão de estoque e reduz o tempo de atendimento nas operações de troca de óleo.
Para os representantes do setor, o movimento de modernização é irreversível.A combinação entre inovação tecnológica, produtos de alta performance e práticas sustentáveis deve consolidar um mercado mais competitivo e alinhado às novas exigências da indústria automotiva.
“A sustentabilidade se tornou um novo padrão de valor. As empresas que adotam soluções inteligentes saem na frente porque unem eficiência econômica, inovação e responsabilidade ambiental”, conclui Luiz Alberto.
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Micromobilidade expõe falhas na fiscalização e aumenta riscos em ciclovias e calçadas
O avanço da micromobilidade elétrica nas cidades brasileiras vem transformando a dinâmica urbana e levantando novos desafios para a segurança viária. O crescimento no uso de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores autopropelidos intensificou a circulação desses veículos em ciclovias, calçadas e vias urbanas, mas também ampliou conflitos entre diferentes usuários do espaço público.
Com a expansão acelerada desse tipo de transporte, especialistas alertam para a falta de regulamentação mais clara e para a dificuldade de fiscalização nas cidades brasileiras.
Conforme levantamento da Aliança Bike, a frota de bicicletas elétricas no país chegou a 284 mil unidades em 2024. Paralelamente, o aumento da comercialização de veículos autopropelidos ampliou a presença desses modais em espaços originalmente projetados para pedestres e ciclistas convencionais.
O problema, porém, vai além do crescimento da frota. A convivência entre veículos com diferentes velocidades, pesos e níveis de potência vem expondo limitações tanto na legislação quanto na infraestrutura urbana disponível.
Acidentes envolvendo micromobilidade aumentamOs reflexos dessa expansão já aparecem nos números relacionados aos sinistros de trânsito.
No Rio de Janeiro, os acidentes envolvendo veículos de micromobilidade registraram aumento de 702% ao longo de 2024, segundo dados citados no levantamento.
Já no Espírito Santo, ocorrências envolvendo apenas bicicletas elétricas saltaram de 45 registros em 2024 para 304 em 2025.
Os dados reforçam que a micromobilidade deixou de ser uma tendência pontual e passou a representar um desafio nacional para o planejamento urbano e para a segurança viária.
Em muitas cidades, a ausência de separação adequada entre os diferentes modais faz com que pedestres, ciclistas e condutores de veículos elétricos disputem o mesmo espaço diariamente.
Especialista aponta “vácuo regulatório”Para a professora de Direito da UniCesumar, Gisele Bolonhez, o crescimento acelerado da micromobilidade ocorreu sem acompanhamento adequado do poder público.
“Criou-se um vácuo regulatório que dificulta a fiscalização, o registro de veículos e a responsabilização em casos de acidentes e infrações. A indefinição normativa coloca todos os usuários do espaço urbano em um cenário de risco ampliado, porque não há parâmetros objetivos sobre onde cada veículo pode circular ou a que velocidade”, explica a especialista.
O debate sobre a regulamentação desses veículos ganhou força especialmente após o aumento dos acidentes e dos conflitos em áreas urbanas movimentadas.
Entre os principais pontos discutidos estão a necessidade — ou não — de exigência de habilitação, emplacamento e definição clara sobre os locais permitidos para circulação.
Resolução do Contran ainda enfrenta desafios práticosO Conselho Nacional de Trânsito publicou a Resolução nº 996/2023 com o objetivo de estabelecer critérios para circulação e classificação desses equipamentos.
Apesar disso, especialistas avaliam que a aplicação prática das regras ainda enfrenta dificuldades, principalmente devido à ausência de fiscalização local e à rápida evolução dos veículos disponíveis no mercado.
Segundo Bolonhez, o conceito amplo de micromobilidade dificulta a adoção de uma única regra para todos os equipamentos. “O conceito amplo de micromobilidade engloba equipamentos muito distintos em potência e risco, o que torna juridicamente insustentável submetê-los a um conjunto único de regras. É fundamental a categorização precisa para garantir segurança jurídica e previsibilidade. A abordagem unificada criaria distorções: veículos muito distintos seriam submetidos a regras inadequadas”, afirma.
Responsabilidade em acidentes também entra no debateOutro ponto destacado pela especialista envolve a responsabilização civil em casos de acidentes.
Segundo ela, a falta de regulamentação clara pode dificultar a atuação do Estado, mas isso não impede eventual responsabilização de empresas fabricantes ou aplicativos de compartilhamento.
“O mercado já pode ser responsabilizado por outras vias judiciais. Quando empresas fabricantes ou aplicativos de compartilhamento ingressam na cadeia de fornecimento, passam a assumir deveres de informação e prevenção. É possível responsabilizá-los com base no Direito do Consumidor caso negligenciem instruções claras sobre limites de velocidade, áreas proibidas ou entreguem veículos mal conservados e sem alertas de segurança”, diz a docente.
Experiências internacionais entram na discussãoO debate brasileiro também observa modelos adotados em países europeus.
De acordo com o levantamento, nações como França, Alemanha e Espanha criaram parâmetros específicos para diferentes tipos de veículos de micromobilidade, estabelecendo limites de velocidade, potência e restrições de circulação.
O desafio brasileiro, segundo especialistas, é encontrar um equilíbrio entre incentivo ao transporte sustentável e garantia de segurança no trânsito.
A preocupação é que a ausência de regras claras e infraestrutura adequada continue ampliando os conflitos urbanos e o número de acidentes envolvendo veículos elétricos leves.
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Simulação de colisão com trem em Curitiba reforça cuidados em cruzamentos ferroviários
Uma simulação de grave colisão envolvendo trem, ônibus, caminhão com produtos químicos e automóvel chamou a atenção em Curitiba na semana passada. A ação teve como foco testar a integração entre equipes de emergência e reforçar a conscientização sobre os riscos em cruzamentos ferroviários.
A atividade foi promovida pela empresa Rumo Logística em parceria com a Defesa Civil de Curitiba, a Regional Matriz e outras instituições.
O cenário simulou um dos acidentes mais complexos possíveis envolvendo uma composição ferroviária. Na encenação, o trem colidiu inicialmente com um automóvel parado sobre a linha férrea. Em seguida, atingiu um caminhão que transportava produtos químicos e, posteriormente, um ônibus com 37 passageiros.
Voluntários participaram da ação representando vítimas feridas que precisavam de socorro médico imediato.
Treinamento simulou incêndio, vazamento químico e múltiplas vítimasDurante a operação, as equipes realizaram o isolamento da área, controle de incêndio no caminhão e atendimento às vítimas simuladas.
Parte dos “feridos” foi encaminhada ao Hospital Universitário Cajuru e ao Hospital São Marcelino Champagnat como parte da capacitação prática das equipes de resgate. O treinamento também contou com transporte de vítimas em ambulâncias e helicóptero.
De acordo com uma medição preliminar, toda a ação de atendimento e resgate durou cerca de uma hora e vinte minutos — tempo inferior às duas horas inicialmente previstas pelos organizadores.
Após o exercício, cada órgão envolvido deverá produzir relatórios técnicos para avaliação dos procedimentos adotados, identificando pontos positivos e aspectos que ainda podem ser aprimorados.
Integração entre equipes foi um dos focos da açãoA Defesa Civil de Curitiba coordenou as atividades a partir de um Posto de Comando, centralizando as ações das diferentes forças envolvidas na ocorrência simulada.
O chefe de Monitoramento da Defesa Civil, Paulo de Souza, destacou que a integração entre equipes é um dos principais objetivos desse tipo de treinamento.
“Devemos coordenar nossos esforços para que possamos agir com eficácia em uma situação real, salvando vidas, o que é o mais importante”, afirmou o agente.
Everton dos Santos José, técnico de segurança do trabalho da empresa Rumo, também ressaltou a importância da atividade para medir o tempo de resposta das equipes e conscientizar a população sobre os riscos no trânsito.
“Esta ação visa também medir o tempo de resposta dos órgãos competentes e gerar conscientização na comunidade sobre como agir no trânsito para evitar tragédias”, disse o técnico.
Maio Amarelo reforça alerta sobre segurança perto da linha férreaAlém do treinamento operacional, a ação também teve caráter educativo e foi integrada às atividades do movimento Maio Amarelo.
A diretora da Escola Pública de Trânsito de Curitiba, Melissa Puertas Sampaio, lembrou que motoristas e pedestres precisam redobrar a atenção ao atravessar cruzamentos ferroviários.
“A Escola Pública de Trânsito, faz questão de participar do evento, pois nosso foco é zelar pelo cuidado no trânsito. O cidadão tem que se conscientizar que o trem não freia rápido como um carro e deve ter seu espaço respeitado. Pare, Olhe e Escute”, ensinou a diretora.
O enfermeiro Marcos Teixeira, do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Curitiba (SAMU Curitiba), afirmou que exercícios realistas ajudam as equipes a atuar de forma mais eficiente em situações críticas.
“Este tipo de treinamento capacita as equipes para estarem preparadas para atuar com excelência em uma situação real, oferecendo o melhor atendimento ao cidadão”, declarou.
Diversos órgãos participaram da operaçãoA simulação reuniu equipes de diferentes áreas ligadas à segurança pública, trânsito, saúde e atendimento emergencial.
Participaram da operação a Defesa Civil de Curitiba, Urbs, Setran, Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, Samu Curitiba, Instituto Água e Terra (IAT), Detran-PR, além de equipes da Rumo Logística e empresas parceiras.
O treinamento reforçou a importância da atuação integrada em ocorrências complexas e também serviu como alerta sobre os riscos de desrespeitar a sinalização e as regras de segurança em cruzamentos ferroviários.
A ação ocorreu em meio às atividades do Maio Amarelo e destacou a necessidade de atenção redobrada em áreas de circulação de trens, especialmente em centros urbanos como Curitiba.
As informações são da Prefeitura de Curitiba
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Governo anuncia 41 novos pontos de parada para caminhoneiros nas rodovias brasileiras
A criação de 41 novos pontos de parada para caminhoneiros passou a integrar a agenda do governo federal voltada ao transporte rodoviário brasileiro. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o lançamento do programa Move Brasil 2.
A iniciativa amplia o alcance do pacote, que já previa R$ 21,2 bilhões em financiamentos para renovação de caminhões, e passa a incorporar investimentos em infraestrutura de apoio aos motoristas profissionais.
A proposta busca melhorar as condições de descanso, segurança e suporte aos caminhoneiros que circulam diariamente pelas rodovias do país.
Estrutura de apoio entra no centro do debateAlém da renovação da frota, o governo sinaliza agora uma preocupação maior com as condições operacionais da atividade. A criação das áreas de descanso surge em um cenário de discussões frequentes sobre:
- jornadas extensas;
- fadiga ao volante;
- dificuldade de acesso a locais adequados para parada;
- segurança nas rodovias;
- saúde dos motoristas profissionais.
Na cerimônia de lançamento, Lula afirmou que os novos espaços devem garantir melhores condições de assistência e descanso aos profissionais do transporte rodoviário de cargas.
Setor vê avanço na valorização dos caminhoneirosO Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), que reúne mais de 5 mil trabalhadores especializados no transporte de veículos zero quilômetro, avaliou a iniciativa como um avanço importante para a categoria.
Segundo José Ronaldo Marques da Silva, presidente do Sinaceg, a medida representa reconhecimento ao papel estratégico dos caminhoneiros na logística nacional.
“Quando o governo olha para infraestrutura de apoio, ele também olha para segurança, saúde e qualidade de vida do caminhoneiro. Ter locais adequados para parada melhora a rotina de quem vive na estrada e traz mais tranquilidade para o transporte de cargas em todo o país”, afirma.
Descanso também impacta segurança viáriaA ampliação de áreas de parada nas rodovias é apontada como medida relevante também para a segurança no trânsito.
A disponibilidade de locais adequados para descanso pode contribuir para o cumprimento das pausas previstas na legislação e ajudar a reduzir riscos relacionados à fadiga, um dos fatores associados a sinistros envolvendo veículos pesados.
Além disso, a estrutura de apoio tende a oferecer melhores condições de higiene, alimentação e recuperação física durante viagens longas.
Crédito e infraestrutura passam a caminhar juntosPara representantes do setor, o anúncio indica uma tentativa de tratar o transporte rodoviário de forma mais ampla.
Conforme Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, o desenvolvimento do setor depende não apenas de crédito para renovação de caminhões, mas também de melhoria da estrutura disponível nas estradas.
“É importante ver o transporte sendo tratado de forma mais completa. O caminhoneiro precisa de financiamento, mas também de estrutura, segurança e suporte nas estradas. Esse tipo de medida ajuda a modernizar o setor e valoriza quem mantém a logística do país funcionando todos os dias”, diz.
Move Brasil 2 amplia foco do programaA apresentação do Move Brasil 2 pelo governo federal ocorre como estratégia de modernização do transporte rodoviário nacional.
O programa pretende ampliar o acesso a financiamentos, especialmente para caminhoneiros autônomos, dentro de um cenário de renovação de frota e fortalecimento da logística brasileira.
Com a inclusão dos novos pontos de parada, o projeto passa a incorporar também questões ligadas à infraestrutura operacional das rodovias.
Divulgação das próximas etapasA expectativa do setor agora é pela divulgação do cronograma de implantação e da localização das 41 áreas de descanso previstas.
Os pontos de parada devem ser distribuídos em rodovias estratégicas para o transporte de cargas, embora os detalhes ainda não tenham sido apresentados oficialmente pelo governo federal.
A criação desses espaços vem sendo discutida há anos por entidades do setor, que apontam a falta de estrutura adequada como um dos desafios enfrentados diariamente pelos caminhoneiros brasileiros.
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Maio Amarelo: Pequenos cuidados com os pneus ajudam a salvar vidas no trânsito
O Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito, reforça a importância de atitudes preventivas para tornar a mobilidade mais segura. Entre os principais pontos de atenção para os motoristas estão os cuidados com os pneus, único ponto de contato entre o veículo e o solo e item essencial para estabilidade, frenagem e controle da direção.
Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, a direção defensiva começa antes mesmo de o veículo sair da garagem. Cuidados simples, como manter a calibragem correta, observar o desgaste dos pneus e utilizar modelos adequados ao veículo, têm impacto direto na segurança durante a condução.
“Quando falamos em direção defensiva, muita gente pensa apenas no comportamento do motorista, mas a condição do veículo também faz parte disso. Pneus em boas condições ajudam o carro a responder melhor em frenagens, curvas e mudanças repentinas de direção”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Calibragem correta melhora estabilidade e frenagemUm dos erros mais comuns entre motoristas é negligenciar a calibragem dos pneus. Rodar com pressão inadequada compromete a área de contato com o solo, aumenta o desgaste irregular e pode alterar o comportamento do veículo. “A calibragem correta influencia diretamente a estabilidade, a dirigibilidade e até a distância de frenagem. O ideal é verificar a pressão semanalmente, sempre com os pneus frios e seguindo a recomendação do fabricante”, explica Ayala.
Desgaste dos pneus aumenta riscos em situações de emergênciaOutro ponto de atenção é o desgaste da banda de rodagem. Em condições de chuva, por exemplo, pneus desgastados têm menor capacidade de drenagem da água, aumentando o risco de aquaplanagem e perda de controle do veículo. “Os sulcos têm a função de escoar a água e manter o contato do pneu com a pista. Quando estão desgastados, o desempenho no molhado diminui significativamente”, alerta o especialista.
O limite legal de desgaste é de 1,6 mm, indicado pelas marcações TWI, mas a recomendação é avaliar a troca antes desse nível, especialmente para quem dirige frequentemente em pistas molhadas.
Escolha correta do pneu também faz diferençaUtilizar pneus compatíveis com o veículo e com o tipo de uso é outro fator importante para segurança. “As características do pneu influenciam diretamente a condução. Existem modelos desenvolvidos para melhor desempenho no molhado, maior estabilidade ou menor resistência ao rolamento. Escolher o produto adequado ajuda a garantir segurança e eficiência”, destaca Ayala.
Direção segura começa na prevençãoPara a Bridgestone, pequenas atitudes preventivas ajudam a reduzir riscos no trânsito e estão alinhadas ao propósito do Maio Amarelo de promover uma mobilidade mais consciente.
“Manutenção preventiva não deve ser vista apenas como cuidado com o veículo, mas como uma atitude de segurança. Pneus em boas condições ajudam a preservar vidas”, reforça Ayala.
Cuidados essenciais para dirigir com mais segurançaA Bridgestone recomenda:
- • Verificar a calibragem dos pneus semanalmente, sempre com o veículo frio e seguindo as orientações do fabricante.
- • Avaliar regularmente a profundidade dos sulcos e observar as marcações TWI para identificar o desgaste.
- • Realizar inspeção visual frequente para identificar cortes, bolhas, rachaduras ou desgaste irregular.
- • Manter alinhamento e balanceamento em dia para garantir estabilidade e melhor dirigibilidade.
- • Utilizar pneus adequados ao veículo e ao tipo de uso recomendado pelo fabricante.
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Revisão de outono: o frio impacta diretamente o sistema de ignição e o consumo de combustível
Com a chegada do outono e a queda gradual das temperaturas, motoristas podem perceber mudanças no comportamento do veículo, especialmente no momento da partida. Em condições mais frias, o sistema de ignição passa a exigir maior eficiência para garantir o funcionamento adequado do motor, o que torna a revisão preventiva ainda mais importante, alerta a Niterra, multinacional japonesa detentora das marcas NGK e NTK.
A partida do motor a frio é uma das condições mais críticas, neste momento, as rotações são mais baixas. A baixa temperatura do meio ambiente dificulta a vaporização do combustível, onde somente o combustível que está na forma de vapor entra em combustão no motor, e o combustível no estado líquido não é aproveitado. Nesta condição, o correto funcionamento do sistema de ignição é fundamental. Nesse cenário, velas de ignição desgastadas, com aplicação incorreta ou que apresentem acúmulo de resíduo, podem comprometer o desempenho do motor, elevar o consumo de combustível e aumentar a emissão de poluentes.
Para facilitar este momento crítico, os motores são equipados com sistemas de partida a frio. Os motores mais antigos utilizam uma injeção de gasolina (reservatório de gasolina), que é mais volátil para facilitar a partida quando abastecido com etanol. Já nos modelos mais novos, os injetores possuem um sistema de aquecimento do combustível que facilita a vaporização do mesmo. Nos veículos que possuem injeção direta de combustível normalmente não utilizam sistemas de partida a frio, já que devido a alta pressão de injeção dentro da câmara de combustão facilitam a atomização do combustível (injeta o combustível na forma de micro gotículas), facilitando a partida do motor.
Veja três pontos de atenção com a chegada do outono:- Em temperaturas mais baixas, o motor precisa de mais energia para entrar em funcionamento. Velas de ignição em bom estado garantem uma centelha eficiente, facilitando a partida e evitando falhas logo nos primeiros segundos de uso.
- Quando há falhas na ignição, parte do combustível não é queimada corretamente, o combustível não queimado promove uma contaminação do óleo lubrificante do motor, além de exigir um maior volume de combustível do sistema de injeção. O resultado é um consumo maior, além de necessidades de manutenções mais precoces devido a contaminação do óleo lubrificante do motor.
- O esforço adicional durante partidas a frio pode acelerar o desgaste de componentes do sistema de ignição, como velas e bobinas, além de impactar outras partes do motor ao longo do tempo, como motor de partida e bateria do veículo.
“A eficiência do sistema de ignição é ainda mais crítica em temperaturas mais amenas. Uma centelha fraca ou irregular compromete a queima do combustível e afeta diretamente o desempenho do veículo, aumentando o consumo e as emissões”, afirma Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil.
Prevenção evita problemas mais gravesA manutenção preventiva é a melhor forma de evitar falhas durante os dias mais frios. A substituição das velas de ignição dentro do período recomendado pelo fabricante garante que o motor opere com máxima eficiência, além de contribuir para partidas mais rápidas e funcionamento mais estável. O uso do veículo em trânsito intenso, ou por períodos muito curtos, onde o motor trabalha fora das condições ideais, são considerados uso severo, necessitando uma adequação do plano de manutenção. O uso de combustível de má qualidade e motor com consumo de óleo lubrificante provocam acúmulo de resíduos nas velas de ignição, dificultando a partida a frio. A Niterra do Brasil recomenda a inspeção do sistema de ignição uma vez por ano ou a cada 10.000km.
Sinais como dificuldade na partida, principalmente quando o motor está frio, presença de falhas, aumento no consumo de combustível e perda de desempenho indicam que é hora de revisar o sistema de ignição. Ignorar esses alertas pode resultar em danos mais graves e custos elevados de manutenção.
“A revisão preventiva é uma decisão inteligente, especialmente em períodos de transição de temperatura. Garantir o bom funcionamento das velas de ignição é essencial para preservar o desempenho do veículo e evitar surpresas no dia a dia”, complementa Mori.
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Pequenos negócios no Brasil adotam reserva online sem intermediários
De salões de beleza em São Paulo a clinicas de estética em Curitiba, de estúdios de pilates em Porto Alegre a operadores de turismo no Recife, pequenos negócios brasileiros estão migrando para sistemas de reserva direta que eliminam a dependência de marketplaces e suas comissões. O movimento reflete uma mudança estrutural: com mais de 80% de penetração de smartphones no pais e o PIX consolidado como método de pagamento universal, não faz mais sentido pagar 15% a 25% para um intermediário processar agendamentos.
O cenário e conhecido por qualquer prestador de serviço: você constrói sua base de clientes com anos de trabalho, atendimento de qualidade e indicações boca a boca. Então, uma plataforma de agendamento convence você a se cadastrar prometendo “novos clientes”. O que acontece na pratica e que seus próprios clientes recorrentes passam a reservar pela plataforma por conveniência, e você começar a pagar comissão sobre receita que já era sua.
Negócios locais brasileiros buscam autonomia no agendamento online, sem depender de plataformas de terceiros. Foto: Divulgação. Transformação digital com cara brasileiraO Brasil vive um momento único de infraestrutura digital. O PIX, lançado em 2020, já processa mais transações que cartões de debito e credito combinados. O WhatsApp, com 99% de penetração, funciona como canal oficial de comunicação entre negócios e consumidores. Qualquer brasileiro com um smartphone pode pagar instantaneamente e receber confirmações em tempo real. A pergunta logica e: por que pagar um intermediário para fazer o que a tecnologia ja permite fazer diretamente?
Plataformas de reserva direta como Addagio operam nesse espaço. Em vez de funcionar como marketplace que concentra clientes e cobra comissão, a plataforma oferece ao negocio sua própria pagina de agendamento personalizada, com mais de 50 templates para diferentes setores. O sistema integra confirmações por WhatsApp, aceita pagamentos via Stripe (cartão e PIX) e permite que o proprietário tenha controle total sobre sua agenda e seus dados.
Exemplos em diferentes cidadesEm São Paulo, salões de beleza na Vila Madalena e Pinheiros utilizam QR Codes nos espelhos para que clientes agendem o próximo horário antes de sair. Em Curitiba, clinicas de estética enviam links de reserva via WhatsApp Business após cada consulta. Em Porto Alegre, estúdios de yoga compartilham sua pagina de agendamento no Instagram. No Recife, operadores de passeios de barco recebem reservas internacionais com pagamento antecipado em dólar.
A plataforma já opera com mais de 7.000 negócios em 52 cidades e oferece funcionalidades como calendário inteligente, lembretes automáticos, pagina personalizada com domínio próprio e relatórios de desempenho. O modelo de preços é simples: 5% por reserva sem mensalidade, ou US$29/mês para zerar a comissão.
Para pequenos negócios brasileiros que já construíram sua clientela, a reserva direta não e uma aposta. E o próximo passo logico de quem quer parar de subsidiar plataformas com dinheiro que deveria ficar no caixa. O cadastro pode ser feito em minutos na pagina de registro.
Saiba mais em addagio.io
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Mortes no trânsito no Brasil atingem maior nível desde 2019, aponta levantamento
O Brasil voltou a registrar alta nas mortes relacionadas a acidentes de transporte e alcançou, em 2024, o maior número de óbitos desde 2019. Segundo dados do DATASUS-SIM divulgados pelo Observatório da Saúde Pública, da Umane, foram contabilizadas 38.253 mortes no ano passado.
O levantamento mostra que a mortalidade no trânsito cresceu pelo sexto ano consecutivo no país. A taxa passou de 15,8 para 18 mortes por 100 mil habitantes entre 2019 e 2024, representando aumento de aproximadamente 14% no período.
Os números reforçam a preocupação com a segurança viária e os impactos dos sinistros de trânsito no sistema público de saúde brasileiro.
Homens representam mais de 82% das vítimasO estudo aponta que os homens seguem como as principais vítimas fatais no trânsito brasileiro, representando mais de 82% dos óbitos registrados em 2024.
Outro dado que chama atenção é o perfil etário das vítimas. As faixas entre 25 e 54 anos concentraram cerca de 21 mil mortes — o equivalente a 54% do total registrado no país.
Em relação ao recorte racial, os dados mostram predominância de vítimas pardas, com 21.296 mortes. Em seguida aparecem pessoas brancas, com 14.113 registros, e pretas, com 2.187.
O cenário evidencia que os impactos da violência no trânsito atingem principalmente a população economicamente ativa, ampliando os efeitos sociais e econômicos dessas ocorrências.
Internações de motociclistas disparam no SUSAlém das mortes, os acidentes de transporte continuam pressionando o Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em relação aos motociclistas.
De acordo com o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), mais de 150 mil motociclistas acidentados precisaram de internação hospitalar na rede pública apenas em 2024.
O crescimento é expressivo quando comparado aos dados de 2008, período em que foram registradas cerca de 41 mil hospitalizações. Na comparação, o aumento chega a aproximadamente 265%.
A gerente de Investimento e Impacto Social da Umane, Evelyn Santos, destacou que os acidentes de transporte representam um grave problema de saúde pública no país.
“O expressivo aumento nos acidentes de transporte não são apenas uma questão de mobilidade urbana como também um problema relevante de saúde pública, e figuram entre as principais causas evitáveis de internações e mortes no país, gerando impactos diretos no SUS. Medidas como controle do consumo de álcool, respeito aos limites de velocidade e regras de trânsito, além do uso de capacete, são ações simples que, uma vez respeitadas, trariam um grande benefício a toda a sociedade.”, afirmou.
Capitais do Norte e Nordeste lideram taxas de mortalidadeEntre as capitais brasileiras, Palmas apresentou a maior taxa de mortalidade por acidentes de transporte em 2024, com 30,6 mortes por 100 mil habitantes.
Na sequência aparecem Porto Velho, com taxa de 23,1, e Teresina, com 21,4.
Também figuram entre os índices mais elevados:
- Boa Vista – 19,8
- Cuiabá – 18,9
- Campo Grande – 18,8
- Goiânia – 18,7
Já as menores taxas foram registradas em São Paulo, com 4,3 mortes por 100 mil habitantes, Rio de Janeiro, com 4,5, e Salvador, com 7,4.
Curitiba apareceu com taxa de 11,1 mortes por 100 mil habitantes.
Segurança viária e saúde pública caminham juntasOs dados reforçam uma discussão cada vez mais presente nas políticas públicas brasileiras: o trânsito deixou de ser apenas uma questão de mobilidade e passou a ser também um tema diretamente ligado à saúde pública.
Além das perdas humanas, o aumento de mortes e internações gera impactos econômicos, sociais e estruturais no SUS, especialmente diante da elevada demanda por atendimentos de urgência, cirurgias e reabilitação.
O levantamento também evidencia a importância de medidas preventivas ligadas ao comportamento seguro no trânsito, como respeito aos limites de velocidade, combate à combinação entre álcool e direção e uso correto de equipamentos de proteção, especialmente entre motociclistas.
Segundo a Umane, os dados estão disponíveis no Observatório da Saúde Pública e ajudam a ampliar o debate sobre prevenção, fiscalização e políticas voltadas à redução de mortes e lesões no trânsito brasileiro.
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Primeira CNH: flexibilização na formação reacende debate sobre preparo real dos condutores
Conquistar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sempre foi vista como uma etapa importante da vida adulta. Para muitos brasileiros, receber o documento representa autonomia, oportunidade de trabalho e independência. No entanto, especialistas em trânsito alertam que a habilitação nunca deveria ser tratada como ponto final do aprendizado — e, agora, esse debate ganhou ainda mais força.
Desde dezembro do ano passado, mudanças nacionais no processo de formação de condutores flexibilizaram etapas históricas da habilitação, reduziram exigências formais e diminuíram o protagonismo dos Centros de Formação de Condutores (autoescolas). Para entidades do setor e profissionais da segurança viária, o novo modelo pode ampliar lacunas na preparação de quem vai assumir o volante.
O que mudou no processo de formaçãoEntre as alterações implementadas, estão medidas que reduziram a rigidez do modelo anterior e abriram espaço para formatos mais flexíveis de aprendizado, com menor centralidade das autoescolas no processo, como por exemplo retirada de carga horária mínima do curso teórico e redução drástica de carga horária mínima para aulas práticas.
Na prática, críticos sustentam que baratear ou simplificar o processo não pode significar empobrecer a formação. Esse é o principal ponto de tensão: facilitar o acesso à CNH sem comprometer a segurança coletiva.
CNH certifica o mínimo — não a excelênciaA habilitação comprova que o candidato atingiu requisitos mínimos legais para dirigir. Isso não significa que ele esteja plenamente preparado para o trânsito real, marcado por imprevisibilidade, pressão emocional e convivência constante com riscos.
Muitos condutores saem do processo ainda inseguros em situações como:
- chuva intensa;
- rodovias de alta velocidade;
- direção noturna;
- circulação entre motocicletas;
- estacionamento em espaços reduzidos;
- reação a emergências;
- convivência com pedestres e ciclistas;
- tomada de decisão sob estresse.
Com uma formação mais enxuta, o receio de especialistas é que essas lacunas aumentem.
Menor papel da autoescola preocupa especialistasOs Centros de Formação de Condutores sempre exerceram função que vai além de ensinar regras e manobras. Além disso, atuam na correção de vícios iniciais, no acompanhamento técnico, na disciplina do processo e na orientação comportamental.
Quando esse papel perde relevância, cresce a preocupação com modelos improvisados de aprendizagem, baseados apenas em “aprender com parentes”, repetição de maus hábitos ou foco exclusivo em passar no exame.
Especialistas lembram que nem todo motorista experiente sabe ensinar, e experiência acumulada nem sempre significa direção segura.
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a discussão não deve ser tratada apenas sob a ótica do custo ou da burocracia.
“O processo não foi barateado; foi empobrecido. Quando se reduz estrutura pedagógica, acompanhamento técnico e exigência formativa, o risco é colocar nas ruas pessoas menos preparadas para lidar com uma atividade complexa e potencialmente letal”, afirma.
De acordo com ele, dirigir não pode ser comparado a uma habilidade simples do cotidiano. “Conduzir um veículo exige conhecimento, técnica, autocontrole emocional e responsabilidade social. Quando o Estado sinaliza que isso pode ser aprendido de qualquer forma, passa uma mensagem perigosa para a sociedade”, acrescenta.
Celso Mariano também ressalta que o problema não está em modernizar métodos, mas em abrir mão da qualidade. “Inovação é bem-vinda. Flexibilização sem compromisso com aprendizagem real é outra coisa. O Brasil precisa elevar o padrão de formação, não reduzi-lo.”
O trânsito brasileiro exige mais preparo, não menosO Brasil convive há anos com números elevados de mortes e lesões no trânsito. Nesse cenário, parte dos profissionais da área questiona se o momento adequado para flexibilizar a formação seria justamente agora.
Para quem atua com educação para o trânsito, o desafio nacional deveria caminhar em direção oposta:
- mais consciência de risco;
- melhor formação prática;
- atualização permanente;
- valorização da direção defensiva;
- respeito aos usuários vulneráveis;
- preparo emocional para dirigir.
No Maio Amarelo 2026, que propõe enxergar o outro e preservar vidas, a discussão sobre formação ganha peso. Um condutor mal preparado não coloca em risco apenas a si mesmo, mas passageiros, pedestres, ciclistas, motociclistas e toda a coletividade.
Tirar a CNH não bastaReceber a CNH continua sendo importante. Mas transformar o processo em algo cada vez mais simplificado pode transmitir à sociedade a falsa ideia de que dirigir exige pouco preparo.
“No trânsito real, dirigir continua sendo uma atividade complexa, de alto risco e grande responsabilidade. E, reduzir a exigência na formação pode custar caro em vidas”, conclui Mariano.
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Uber anuncia novos recursos de segurança para motociclistas durante o Maio Amarelo
O aumento do número de motocicletas circulando nas cidades brasileiras também tem ampliado a preocupação com a segurança viária. Em meio ao Maio Amarelo — movimento de conscientização para redução de mortes e lesões no trânsito — a Uber anunciou novas ferramentas voltadas aos motociclistas parceiros da plataforma.
As medidas incluem atualização do Painel de Direção do serviço Uber Moto, ampliação da análise de comportamentos de risco durante as viagens e uma premiação para motociclistas com histórico considerado seguro.
Segundo a empresa, será possível disponibilizar os novos recursos nas próximas semanas.
Plataforma ampliará monitoramento de comportamentos de riscoDe acordo com a Uber, o sistema passará a utilizar novas camadas de dados obtidas por telemetria do celular e informações de GPS para ajudar motociclistas a identificar hábitos de condução que podem aumentar o risco de sinistros.
Entre os comportamentos monitorados estarão:
- frenagens bruscas;
- acelerações repentinas;
- uso do celular durante a condução;
- além das avaliações feitas pelos passageiros após as viagens.
A proposta, segundo a empresa, é permitir que os próprios motociclistas acompanhem pontos de melhoria relacionados à condução e segurança.
Rafael Thosi, líder de Operações de Segurança da Uber no Brasil, afirmou que a tecnologia pode contribuir para a prevenção de ocorrências no trânsito. “Nosso diferencial como empresa de tecnologia é a capacidade de construir soluções internas que nos permitem buscar avanços significativos para melhorar a segurança viária para todos”, afirmou.
“As novas funcionalidades buscam refletir o que os especialistas acreditam dar mais tranquilidade aos deslocamentos de moto e permitem que os recursos contribuam diretamente para um ecossistema de trânsito mais seguro”, completou.
Reconhecimento para motociclistas sem registros de incidentesOutra iniciativa anunciada pela empresa é a criação do reconhecimento “Top 10 Motociclistas Destaque Maio Amarelo 2026”. O programa foi desenvolvido em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária.
Segundo a Uber, serão escolhidos motociclistas parceiros com alto número de viagens, engajamento na plataforma e histórico sem registros de incidentes de segurança ou excesso de velocidade.
Os selecionados receberão premiação em dinheiro e homenagens em ações realizadas no Rio de Janeiro, Brasília e Salvador.
Para Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária, iniciativas de reconhecimento também podem incentivar mudanças de comportamento.
“Este tipo de reconhecimento é um estímulo positivo e coletivo para a mudança de comportamento no trânsito, pois, além de impactar diretamente os motociclistas que estão sendo reconhecidos, faz com que os demais motociclistas se sintam motivados a mudar o seu comportamento em busca desse importante reconhecimento”, afirmou.
Motociclistas estão entre os mais vulneráveis no trânsitoO anúncio acontece em um momento em que os motociclistas seguem entre os grupos mais vulneráveis no trânsito brasileiro.
Especialistas em segurança viária alertam que fatores como excesso de velocidade, uso do celular, desatenção e manobras bruscas aumentam significativamente o risco de lesões graves e mortes envolvendo motos.
Além disso, o crescimento dos serviços de entrega e transporte por aplicativo elevou a presença de motociclistas nas vias urbanas. Dessa forma, tornando o debate sobre segurança ainda mais relevante.
Nesse contexto, iniciativas que envolvem monitoramento de comportamento, educação para o trânsito e incentivo à condução segura vêm ganhando espaço dentro das plataformas de mobilidade.
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Senatran manda Detrans começarem a exigir toxicológico na 1ª habilitação de moto e carro
A exigência do exame toxicológico para quem vai tirar a primeira habilitação nas categorias A e B voltou ao centro do debate no trânsito brasileiro. Em novo ofício encaminhado aos Detrans de todo o país, a Secretaria Nacional de Trânsito determinou que os órgãos estaduais já observem a exigência prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mesmo antes da regulamentação definitiva do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
A orientação consta no Ofício-Circular nº 573/2026, assinado pela secretária nacional de trânsito substituta, Ana Beatriz Vasconcelos de Medeiros, no dia 15 de maio. O documento foi enviado aos órgãos executivos estaduais de trânsito e ao Detran do Distrito Federal.
O que muda na práticaNa prática, a Senatran orienta que os Detrans já passem a cumprir os §§ 10 e 11 do artigo 148-A do CTB nos novos processos de primeira habilitação das categorias A e B — ou seja, para quem busca tirar a CNH de moto ou carro pela primeira vez.
O ponto mais importante do documento é que ele define um procedimento operacional provisório até que o Contran publique regulamentação específica sobre o tema.
Segundo a orientação:
- o candidato poderá apresentar o resultado negativo do exame toxicológico até a etapa de emissão da Permissão para Dirigir (PPD);
- caberá ao Detran verificar eletronicamente, por meio do Renach, se existe resultado negativo válido antes da emissão do documento.
Ou seja, não necessariamente precisará apresentar o exame no início do processo de habilitação, mas deverá estar regular antes da expedição da PPD.
Tema ainda está em análise no ContranO próprio documento reconhece que a matéria ainda está em análise técnica na Câmara Temática de Saúde para o Trânsito do Contran e que ainda haverá uma publicação de regulamentação específica futuramente.
A Senatran afirma que existem questões técnicas, operacionais e regulatórias complexas envolvendo a implementação da medida.
Mesmo assim, o órgão entendeu que seria necessário garantir “efetividade imediata” à exigência legal já prevista no CTB.
Senatran muda entendimento anteriorOutro trecho que chama atenção é o item 6 do documento, que determina que seja desconsiderado o teor do Ofício nº 90/2026, publicado em fevereiro deste ano.
Na prática, isso indica uma mudança de posicionamento da própria Senatran sobre a aplicação da exigência do toxicológico na primeira habilitação.
Até então, havia dúvidas entre Detrans, autoescolas e candidatos sobre a obrigatoriedade imediata da medida, justamente pela ausência de regulamentação do Contran.
Agora, a nova orientação deixa claro que os órgãos estaduais devem exigir o cumprimento da regra já nos processos em andamento.
Debate continuaA ampliação da exigência do exame toxicológico para categorias A e B vem gerando debates desde a aprovação da Lei nº 15.153/2025.
Defensores da medida afirmam que ela pode ajudar na prevenção de sinistros relacionados ao uso de substâncias psicoativas por condutores iniciantes. Já críticos apontam dúvidas sobre efetividade, custos adicionais e operacionalização do sistema para milhões de novos candidatos à habilitação.
Com o novo ofício, porém, a tendência é que os Detrans acelerem adequações internas para cumprir a orientação da Senatran até a publicação das regras definitivas pelo Contran.
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Recorde de motos nas ruas reforça alerta sobre capacete e vestimenta de proteção
O Brasil registrou em 2025 o maior volume de vendas de motocicletas desde 2003. Foram 2.197.851 unidades emplacadas, de acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Para 2026, a Fenabrave projeta que o número ultrapasse 2,4 milhões de motos comercializadas.
O crescimento do setor reforça um debate importante para a segurança viária: a necessidade de equipamentos adequados para quem pilota. Em um cenário de expansão acelerada, capacete certificado, jaqueta com proteção e itens voltados à visibilidade no trânsito passam a ser cada vez mais relevantes para reduzir lesões e preservar vidas.
Cada nova motocicleta nas ruas representa também um novo condutor ou condutora exposto aos riscos do trânsito diário, especialmente em deslocamentos urbanos intensos e rodovias movimentadas.
Motociclistas estão entre os mais vulneráveisDados do Ministério da Saúde e da Senatran apontam que motociclistas figuram entre os grupos com maior índice de vítimas em sinistros de trânsito no país.
Entre as lesões graves mais frequentes estão traumas em:
- cabeça;
- pescoço;
- ombros;
- cotovelos;
- joelhos.
São justamente áreas que podem receber proteção adicional por meio de equipamentos apropriados.
Segundo informações, o uso de capacete de moto com certificação NBR 7471 ou ECE 22.06 pode reduzir o risco de lesão fatal em até 42%, com base em estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Capacete certificado deve ser prioridadeMais do que cumprir exigência legal, escolher um capacete regularizado e adequado ao uso diário é uma das decisões mais importantes para quem utiliza motocicleta.
Modelos certificados seguem critérios técnicos voltados à absorção de impacto, fixação e resistência, fatores essenciais em caso de queda ou colisão.
Marquinho, proprietário da Marquinho Motos, destaca a importância da orientação ao consumidor:
“A vestimenta correta para motociclistas já não pode ser tratada como opcional. Com o mercado de duas rodas em expansão acelerada, cresce também nossa responsabilidade como varejista especializado. Na Marquinho Motos, orientamos cada cliente sobre a importância da certificação do capacete e da proteção CE nas jaquetas, porque vender equipamento de segurança é, antes de tudo, um compromisso com a vida de quem pilota”.
Jaquetas técnicas ganham espaçoO mercado de vestuário motociclístico acompanha a expansão das vendas de motos. Fabricantes e lojas especializadas registram aumento na procura por jaquetas técnicas.
Entre os modelos mais buscados estão:
- jaquetas de couro, reconhecidas pela maior resistência à abrasão;
- jaquetas têxteis, que priorizam leveza, ventilação e praticidade no uso urbano.
Materiais como Cordura e Kevlar aparecem como opções voltadas à combinação entre proteção e conforto térmico.
A escolha depende do perfil de uso. Quem roda longas distâncias tende a buscar maior resistência. Já usuários urbanos costumam priorizar conforto no dia a dia.
Visibilidade também salva vidasAlém da proteção física, a vestimenta adequada pode aumentar a percepção do motociclista por outros condutores.
Jaquetas com elementos refletivos ou cores chamativas ajudam em situações de:
- chuva;
- neblina;
- trânsito noturno;
- baixa luminosidade.
Nesses cenários, ser visto rapidamente pode fazer diferença para evitar colisões.
Crescimento precisa vir acompanhado de cultura de segurançaCom mais motos nas ruas, especialistas defendem que o crescimento do setor seja acompanhado por educação no trânsito, uso correto dos equipamentos de proteção e condução responsável.
“A motocicleta já não é apenas uma alternativa de mobilidade, mas sim uma escolha definitiva de milhões de brasileiros”, afirmou Wendel Lazko, diretor da Shineray do Brasil.
Para o motociclista, equipar-se adequadamente não significa luxo. Em muitos casos, representa proteção para continuar trabalhando, cuidando da família e retornando para casa em segurança todos os dias.
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Usar carro para ameaçar mulher pode gerar perda da CNH, prevê projeto
Atropelar de propósito, perseguir de carro, bloquear passagem ou usar o veículo para intimidar uma mulher em contexto de violência doméstica pode passar a ter punições específicas no trânsito brasileiro. Essa é a proposta de um projeto em análise na Câmara dos Deputados.
O PL 1270/2026, apresentado pela deputada Ana Paula Lima (PT/SC), altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e a Lei Maria da Penha para criar sanções específicas contra agressores que utilizem veículo automotor como instrumento de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Entre as penalidades previstas estão multa gravíssima multiplicada por dez, suspensão do direito de dirigir e até cassação da CNH em determinados casos.
O que pode ser enquadradoO texto cria o artigo 165-E no CTB e define como infração gravíssima utilizar veículo automotor para praticar violência doméstica.
Entre as condutas citadas estão:
- atropelar ou colidir intencionalmente;
- ameaçar atropelar ou bater o veículo;
- perseguir, rondar ou vigiar para causar medo;
- bloquear passagem e impedir deslocamento;
- transportar a vítima contra a vontade dela.
Na prática, o projeto tenta reconhecer que o carro também pode ser usado como meio de intimidação, controle ou agressão.
CNH pode ser cassadaAlém da multa e suspensão imediata do direito de dirigir, o projeto também prevê cassação da CNH quando houver condenação judicial por crime de violência doméstica praticado com uso de veículo automotor.
O texto ainda permite que a Justiça aplique medida protetiva específica de suspensão do direito de dirigir por seis meses a dois anos, quando houver risco de o veículo ser utilizado para novas agressões.
Caso o agressor desrespeite a ordem judicial e volte a dirigir, poderá responder por descumprimento de medida protetiva.
Lacuna legal que o projeto quer preencherNa justificativa, a autora afirma que esse tipo de violência se tornou recorrente, mas ainda sem resposta legal específica.
De acordo com o texto, atropelamentos intencionais, perseguições de carro, rondas intimidatórias e bloqueios de passagem aparecem em registros policiais e processos judiciais, mas não possuem tipificação própria no CTB.
A deputada sustenta que isso fragiliza a atuação do Estado justamente nos momentos de maior urgência.
Na justificativa, ela afirma que “o veículo automotor converteu-se, no Brasil contemporâneo, em instrumento recorrente de dominação, perseguição e violência letal contra mulheres”.
Debate sobre violência além da agressão físicaO projeto também chama atenção para formas de violência que muitas vezes passam despercebidas.
A chamada “ronda de carro”, citada no texto, é descrita como a situação em que o agressor circula repetidamente no entorno da casa, do trabalho ou do trajeto da vítima para intimidar e restringir sua liberdade.
Embora não envolva contato físico imediato, esse tipo de comportamento pode gerar medo constante e limitar a locomoção da mulher.
Próximos passosO PL 1270/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.
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Maio Amarelo: qual a responsabilidade do engenheiro na segurança viária?
Por João Carlos Almeida Júnior*
As atribuições do engenheiro não se limitam ao planejamento da rodovia, ele também atua na manutenção e conservação da estrutura. Foto: PantherMediaSeller para DepositphotosEm 2025, mais de seis mil pessoas perderam a vida nas rodovias federais brasileiras, uma média de 16 mortes por dia. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que registrou 72 mil acidentes, com 83 mil feridos ao longo do ano. Apesar da leve redução em relação ao ano anterior, a comparação com 2020 indica uma alta de 14% no número de acidentes e de 18,3% nas mortes. Os números são preocupantes e colocam o Brasil com uma das maiores taxas de mortalidade nas Américas.
A maior parte dos acidentes registrados nas rodovias federais brasileiras são as colisões, que representam mais de 60% do total de ocorrências. As saídas de pista e os tombamentos são muito frequentes em trechos de serra ou quando o motorista perde o controle do veículo devido ao excesso de velocidade. Outro tipo de acidente bastante comum é o atropelamento, especialmente crítico para pedestres, ciclistas e motociclistas, que somam quase 40% das vítimas fatais.
Ainda de acordo com dados da PRF, os acidentes nas rodovias federais brasileiras representam cerca de 20% do total de mortes no trânsito no país. As causas são variadas e envolvem desde fatores comportamentais – como desatenção, excesso de velocidade, ingestão de álcool, ultrapassagens indevidas, cansaço e sono – até problemas na infraestrutura.
Erros no projeto geométrico, curvas perigosas, sinalização precária, falta de acostamento e falhas na drenagem contribuem para a gravidade dos sinistros. Além disso, em rodovias com pista simples, quando os dois sentidos do tráfego são separados apenas por uma pintura no asfalto, as colisões frontais são mais frequentes, e também mais fatais.
Segurança no trânsitoPara tentar reduzir o número de acidentes e de mortes nas rodovias, surgiu o Maio Amarelo, um movimento internacional e apartidário de conscientização sobre a segurança no trânsito. No Brasil, ele foi criado oficialmente em 2014 pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e, durante todo o mês, ocorrem blitzes, palestras, caminhadas e eventos para conscientizar condutores e pedestres. O objetivo principal é colocar o tema da segurança viária em pauta, mobilizando o poder público e a sociedade civil para discutir responsabilidades e adotar comportamentos mais seguros.
Para 2026, o tema oficial definido pelo ONSV é “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. A campanha chega em um momento em que o Brasil enfrenta um cenário crítico, especialmente pela alta vulnerabilidade dos motociclistas, que hoje representam uma parcela significativa dos usuários de rodovias. Neste ano, a iniciativa foca na empatia e na percepção dos elementos mais vulneráveis, reforçando que o cuidado humano é essencial para prevenir tragédias.
Engenheiros são essenciais para a segurança viáriaOs engenheiros podem – e devem – fazer parte desse movimento para diminuir o número de ocorrências e de fatalidades nas rodovias. A responsabilidade desses profissionais na segurança viária é abrangente e técnica, englobando todas as fases de uma estrada, desde o planejamento até a manutenção. Sua atuação é fundamental para garantir estruturas seguras, duráveis e eficientes, com o objetivo de proteger vidas e reduzir acidentes. Através da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), eles respondem por projetos que moldam como os veículos e as pessoas interagem nas rodovias.
Uma das principais atribuições do engenheiro é desenvolver projetos geométricos (curvas, declives, faixas de rolamento) considerando a velocidade da via e o volume de tráfego, com o objetivo de preservar vidas e garantir a fluidez nas estradas.
É esse profissional quem define um traçado seguro para a rodovia, considerando alinhamentos horizontais e verticais, raios de curvatura e largura das faixas para minimizar o risco de colisões. Por exemplo, ele deve projetar curvas com raios adequados e garantir a distância de visibilidade necessária para que o motorista consiga reagir a um obstáculo a tempo.
Além da geometria da via, o engenheiro também é responsável por projetar e implantar a sinalização vertical e horizontal, garantindo que as placas sejam visíveis em qualquer condição climática e que as informações sejam claras para manter o fluxo organizado. Esse profissional analisa a necessidade de dispositivos de segurança (como defensas metálicas, barreiras flexíveis, atenuadores de impacto e áreas de escape) e medidas de moderação de tráfego (traffic calming) para aumentar a fluidez e a segurança. Ele também deve projetar ciclovias e travessias para pedestres que protejam os usuários mais vulneráveis do sistema viário.
Prevenção e correção de riscosAs atribuições do engenheiro não se limitam ao planejamento da rodovia, ele também atua na manutenção e conservação da estrutura. É responsabilidade desse profissional garantir que o pavimento tenha rugosidade suficiente para evitar derrapagens e que os sistemas de drenagem sejam eficazes para impedir a aquaplanagem em dias de chuva. Ele deve liderar ações de conservação do pavimento e dos dispositivos de drenagem para prevenir riscos, além de manter as faixas pintadas e os sistemas de sinalização funcionais.
Por fim, o engenheiro identifica pontos críticos e realiza diagnósticos técnicos de trechos com altos índices de acidentes para propor intervenções e implementar medidas corretivas que aumentem a segurança viária. Em caso de ocorrências graves, profissionais especializados atuam como peritos para reconstruir a dinâmica do acidente, ajudando a identificar falhas na via. Eles elaboram laudos técnicos e analisam se houve problemas na infraestrutura, como falta de sinalização ou panelas, que possam ter contribuído para o sinistro.
Os engenheiros são essenciais para atingir as metas de redução de mortes no trânsito propostas pelo Maio Amarelo, pois eles atuam na raiz do problema. O papel desses profissionais é transformar normas técnicas em soluções práticas que considerem o comportamento humano e os limites físicos dos usuários. Ele trabalha para que a infraestrutura rodoviária seja tolerante a erros, minimizando as consequências de falhas humanas dos condutores e contribuindo para a segurança nas rodovias.
*João Carlos Almeida Júnior é engenheiro civil, especialista na elaboração de projetos geométricos, drenagem e sinalização viária, com vasta experiência no Brasil e no exterior.
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