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Tecnologia avança nas rodovias, mas erro humano ainda explica a maioria das mortes
Mesmo com a redução no número de mortes e acidentes, o trânsito nas rodovias ainda apresenta um grande desafio: o comportamento dos usuários. É o que mostram dados divulgados pela concessionária Arteris, que administra cerca de 3.200 quilômetros de rodovias nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.
De acordo com o levantamento, o número de mortes nas rodovias administradas pela empresa caiu 11,8% no último ano, passando de 585 para 516 óbitos. O total de acidentes também apresentou queda de 6,4%, passando de 33.402 registros para 31.273 ocorrências.
Apesar da redução, um dado chama a atenção: a maioria das vítimas fatais ainda é formada por usuários mais vulneráveis ou por pessoas que não utilizavam itens básicos de segurança.
Vítimas vulneráveis ainda são maioriaConforme os dados da Arteris, 78% das mortes registradas nas rodovias administradas pela concessionária envolveram vítimas consideradas mais vulneráveis no trânsito. Do total, 31% eram pedestres e ciclistas, 31% motociclistas e 16% pessoas que estavam sem cinto de segurança.
Na prática, isso significa que grande parte das mortes poderia ser evitada com atitudes simples, como respeitar os limites de velocidade, manter distância segura, usar o cinto e dirigir com atenção.
Engenharia e tecnologia ajudam, mas não resolvem tudoA redução no número de acidentes nas rodovias administradas pela concessionária está relacionada a uma combinação de fatores, como melhorias de engenharia, monitoramento por câmeras, uso de inteligência artificial para identificar comportamentos de risco, reforço operacional em períodos de maior movimento e campanhas educativas.
Segundo Marcelo Sato Mizusaki, superintendente de Núcleo de Operações da Arteris, a estrutura e o monitoramento ajudam a reduzir riscos, mas não substituem a responsabilidade dos usuários.
“Nossas equipes estão preparadas, mas a segurança é uma via de mão dupla e o motorista também precisa assumir seu papel, respeitando os limites de velocidade, usando o cinto de segurança e mantendo o foco total na condução. Um segundo de distração ou uma manobra arriscada pode impactar todo o esforço preventivo que realizamos 24 horas por dia”, afirmou.
Para o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, os dados mostram justamente isso: a tecnologia ajuda, mas o comportamento ainda é decisivo.
“A engenharia e a tecnologia evoluíram muito nos últimos anos e ajudam a reduzir acidentes, mas o comportamento humano ainda é o elo mais frágil da segurança viária. Enquanto as pessoas continuarem assumindo riscos, os números não vão zerar. Respeitar a velocidade, usar o cinto e manter a atenção ainda são as atitudes que mais salvam vidas.”
Feriados prolongados acendem alerta para 2026Outro ponto de atenção é o calendário de 2026, que terá vários feriados prolongados ao longo do ano. Ou seja, isso deve aumentar o fluxo de veículos nas rodovias em diversos períodos.
Historicamente, feriados prolongados concentram aumento no número de acidentes, principalmente por fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, dirigir com sono ou cansaço e uso do celular ao volante.
Por isso, especialistas reforçam que viajar com segurança depende muito mais do comportamento do motorista do que das condições da rodovia.
O que os dados mostram sobre os acidentesA análise dos tipos de acidentes também ajuda a entender o comportamento dos condutores. Entre as ocorrências mais comuns nas rodovias administradas pela Arteris estão:
- Choque contra objeto fixo: geralmente relacionado à perda de controle do veículo, excesso de velocidade ou sono ao volante.
- Colisão traseira: normalmente causada por distração, uso do celular ou falta de distância segura.
- Colisão lateral ou transversal: associada a ultrapassagens indevidas, conversões proibidas ou falhas de observação.
Ou seja, em grande parte das situações, o acidente não acontece por falha da via, mas por falha humana.
Segurança no trânsito ainda depende das escolhasA redução no número de mortes mostra que investimentos em engenharia, fiscalização e tecnologia são importantes e trazem resultados. Mas os números também deixam claro que ainda há um longo caminho pela frente — e esse caminho passa, principalmente, pela mudança de comportamento.
Respeitar limites de velocidade, usar o cinto de segurança, não usar o celular ao volante, manter distância segura e ter paciência são atitudes simples, mas que continuam sendo as que mais salvam vidas.
No trânsito, a tecnologia ajuda, a engenharia protege, a fiscalização orienta — mas, no fim, a decisão que evita ou provoca um acidente ainda está nas mãos de cada pessoa.
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Pequenas discussões no trânsito podem escalar para violência extrema: o que está por trás desse comportamento
Casos recentes de violência no trânsito, como a morte de um motorista após uma discussão em Sorocaba (SP), reacendem o alerta para um fenômeno cada vez mais frequente nas cidades brasileiras: conflitos cotidianos que rapidamente evoluem para agressões graves. Em um ambiente já marcado por estresse, pressa e sobrecarga emocional, situações aparentemente banais podem funcionar como gatilhos para reações desproporcionais.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que episódios de violência interpessoal têm crescido em contextos urbanos, muitas vezes associados a conflitos impulsivos. Já estudos da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) apontam que comportamentos agressivos ao volante, como xingamentos, perseguições e ameaças, são mais comuns entre motoristas sob altos níveis de estresse e fadiga.
Tensões acumuladasPara a psicóloga Dra. Andrea Beltran, o trânsito funciona como um espaço onde tensões emocionais acumuladas encontram uma via de descarga.
“O trânsito é um ambiente que reúne pressa, sensação de anonimato e baixa consequência imediata. Isso faz com que muitas pessoas se sintam mais autorizadas a agir de forma impulsiva, especialmente quando já estão emocionalmente sobrecarregadas”, explica.
De acordo com a especialista, pequenas frustrações, como uma fechada, uma buzina ou uma disputa por espaço, podem ser interpretadas de forma amplificada. “Não é apenas sobre o evento em si. Muitas vezes, a reação exagerada está ligada a conteúdos emocionais acumulados, que encontram naquele momento uma oportunidade de expressão”, afirma.
Esse processo está diretamente relacionado à dificuldade de regulação emocional e à baixa tolerância à frustração, características cada vez mais presentes na vida contemporânea. “Vivemos em uma cultura que estimula respostas imediatas e pouco espaço para elaboração emocional. Isso reduz a capacidade de lidar com contratempos e aumenta a tendência a reagir de forma explosiva”, diz a Dra.
Na prática, isso significa que o motorista não reage apenas ao outro, mas ao que aquele outro representa simbolicamente naquele momento, desrespeito, invasão, ameaça ou injustiça. “Quando a pessoa não consegue diferenciar o fato concreto da carga emocional que projeta na situação, qualquer conflito pode ganhar proporções muito maiores do que realmente tem”, pontua.
A psicologia também aponta que o carro pode funcionar como uma espécie de “extensão do eu”, o que intensifica a percepção de ataque. “É possível sentir uma simples fechada como uma agressão pessoal. E, sem recursos internos para elaborar essa sensação, a resposta tende a ser imediata e, muitas vezes, violenta”, explica.
Outro fator relevante é o efeito de desinibição provocado pelo ambiente.Dentro do veículo, há uma sensação de proteção e distanciamento que reduz o freio social. “O anonimato relativo e a ausência de contato direto favorecem comportamentos que talvez não acontecessem em outras situações sociais”, afirma a especialista.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de desenvolver maior consciência emocional no cotidiano. “Aprender a reconhecer os próprios limites, identificar sinais de irritação e criar pequenas pausas antes de reagir são estratégias fundamentais para evitar escaladas de conflito”, orienta Dra. Andrea.
Mais do que um problema de trânsito, esses episódios refletem dificuldades emocionais mais amplas.
“Quando uma discussão banal termina em violência extrema, isso indica que há um acúmulo psíquico que não está sendo elaborado. O trânsito apenas revela algo que já estava em ebulição”, conclui.
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Série da Netflix reacende debate: como funciona o transporte de produtos radioativos no Brasil
A repercussão da série Emergência Radioativa, da Netflix, voltou a chamar atenção para um tema pouco conhecido da população: como acontece o transporte de produtos radioativos no Brasil. A produção revisita o acidente radiológico de Goiânia, em 1987, considerado um dos mais graves do mundo, e reacende discussões sobre controle, manuseio e segurança envolvendo substâncias perigosas.
O episódio deixou quatro mortes diretas, centenas de pessoas contaminadas e milhares impactadas direta e indiretamente pelo Césio-137. O caso se tornou um marco para mudanças regulatórias no país e influenciou diretamente a forma como o Brasil passou a tratar operações envolvendo materiais radioativos.
Conforme a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), atualmente esse tipo de transporte segue rígidos padrões técnicos e operacionais, com fiscalização e normas específicas.
Quer fazer o curso de transporte de produtos perigosos? Clique aqui Mudanças após o acidente de GoiâniaUm ano após o acidente, foi publicado o Decreto nº 96.044, que estabeleceu diretrizes mais claras para o transporte de produtos perigosos no país.
Desde então, o Brasil estruturou um conjunto mais rigoroso de regras, com normas técnicas e exigências operacionais voltadas à redução de riscos e ao aumento da segurança nas operações logísticas envolvendo materiais sensíveis.
De acordo com Eduardo Leal, secretário executivo da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos, trata-se de uma atividade altamente controlada.
“O transporte de produtos radioativos é uma atividade altamente controlada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que estabelece normas rigorosas para garantir a segurança. Trata-se de uma operação especializada, que exige cumprimento técnico em todas as etapas e integração com regras de outros órgãos, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, afirma Leal.
Quais exigências existem no transporteConforme a entidade, o modelo atual envolve uma série de critérios técnicos obrigatórios para reduzir riscos durante deslocamentos.
Entre eles estão:
- classificação correta dos materiais transportados;
- padrões específicos de acondicionamento;
- rotulagem adequada;
- rastreabilidade da carga;
- definição de protocolos operacionais;
- integração entre transportadores, embarcadores e órgãos reguladores.
Essas medidas buscam evitar falhas humanas, acidentes operacionais e exposição indevida a materiais perigosos.
Leal reforça que o caso de Goiânia mostrou os riscos da ausência de controle técnico.
“O episódio em Goiânia evidenciou, de forma dramática, os riscos associados à falta de controle, informação e preparo técnico no manuseio de substâncias perigosas”, explica o executivo.
Onde materiais radioativos são usadosApesar de muitas pessoas associarem radioatividade apenas a acidentes, esses materiais têm uso amplo em setores estratégicos e essenciais para a sociedade.
Na saúde, por exemplo, são utilizados em exames de diagnóstico por imagem, como cintilografias, além de tratamentos como radioterapia no combate ao câncer.
Na indústria, aparecem em processos de medição de densidade, controle de qualidade, inspeção de soldas e estruturas metálicas, além da esterilização de produtos.
Já na pesquisa científica e na agricultura, ajudam no desenvolvimento de tecnologias, estudos laboratoriais e controle de pragas.
Cultura de segurança permanenteA ABTLP afirma que atua para fortalecer um ambiente operacional seguro, promovendo integração entre empresas, profissionais e órgãos públicos.
De acordo com a entidade, treinamentos, simulados e disseminação de boas práticas fazem parte da rotina do setor, especialmente em atividades que exigem alto nível de controle técnico.
“A ABTLP promove a conscientização por meio de treinamentos, simulados e da disseminação de boas práticas, além de atuar de forma integrada com órgãos reguladores, como a ANTT, no aprimoramento contínuo das normas do setor. Nosso foco é fortalecer a cultura de segurança e a corresponsabilidade em toda a cadeia do transporte de produtos perigosos, envolvendo empresas, motoristas, embarcadores e demais agentes”, conclui Leal.
Por que o tema importa ao cidadãoEmbora distante da rotina da maioria das pessoas, o transporte seguro de produtos radioativos impacta diretamente áreas essenciais como saúde, indústria e pesquisa. Também reforça a importância de fiscalização, qualificação profissional e cumprimento rigoroso das normas em operações que envolvem risco elevado.
Casos históricos como o de Goiânia mostram que prevenção, informação e controle técnico continuam sendo os principais pilares para evitar novas tragédias.
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Pesquisa Ipsos: 72% defendem leis de trânsito mais rigorosas
A nova edição do Relatório de Mobilidade da Ipsos, que ouviu pessoas em 31 países para entender como as escolhas de mobilidade moldam as nossas sociedades, revela que 72% dos brasileiros apoiam leis de trânsito mais rigorosas para melhorar a segurança rodoviária (66% na média global). O levantamento mostra também que, do total de entrevistados, em média 55% estão preocupados com a segurança rodoviária na sua área local. A preocupação é maior para aqueles que vivem numa área urbana (57%), em comparação com áreas rurais (51%) e suburbanas (52%).
Sobre o apoio a limites de velocidade mais baixos para diminuir a probabilidade de acidentes e a gravidade das lesões, as opiniões se dividem: nas áreas residenciais, as pessoas ficam felizes por haver limites de velocidade mais baixos (em média, 70% apoiam), mas quando se trata de vias expressas ou autoestradas, o apoio global cai para 56% a favor de um limite de velocidade mais baixo e, em 12 países, recebe apenas apoio minoritário.
Há, ainda, uma divisão entre homens e mulheres. Em todas as gerações, as mulheres são mais propensas do que os homens a apoiar limites de velocidade mais baixos nas autoestradas. A diferença no apoio entre homens e mulheres é maior entre os Baby Boomers, com 61% das mulheres a favor e apenas 47% dos homens.
Dependência do carroO Mobility Report 2026 destaca que a dependência do automóvel particular continua a ser uma realidade global. Ou seja, no Brasil, 33% dos entrevistados dizem ser impossível viver sem um carro. Globalmente, em média 43% dos motoristas dizem o mesmo, percepção que é ainda mais forte em países como os Estados Unidos, onde 65% dos entrevistados compartilham da opinião.
Os dados, por sua vez, mostram que o desejo de conduzir um automóvel vai além da necessidade: 49% dos entrevistados brasileiros dizem que poderiam viver sem o seu veículo, mas preferem tê-lo (43% na média global), e em 22 dos 31 países pesquisados, as pessoas dizem que conduzir é o seu meio de transporte favorito.
“Isto vai além da utilidade – as pessoas genuinamente gostam de conduzir”, diz a Diretora de Opinião Pública e Política da Ipsos-Ipec, Patrícia Pavanelli.
“Existe um profundo apego emocional e lealdade à posse de um veículo pessoal, o que oferece a oportunidade de explorar os aspetos experienciais/emocionais da posse de um carro no design, marketing e na mensagem da marca”, completa.
O local onde as pessoas vivem desempenha um papel importante em suas escolhas: seis em cada dez (60%) habitantes da área rural dizem que viver sem carro é impossível, enquanto 46% dos suburbanos e 37% dos da área urbana dizem o mesmo.
Entre os mais jovens e aqueles com baixos rendimentos, há mais variação. Para as pessoas com baixos rendimentos, a probabilidade de escolherem o seu carro (24%) como meio de transporte favorito é a mesma que escolherem o transporte público (24%) e caminhar (23%). Ainda que a Geração Z prefira o seu próprio carro para se deslocar (26%), como outras gerações, ela é muito mais propensa a gostar de transporte público (22%) em comparação com outras faixas etárias (Baby Boomers 14%, Geração X 16% e Millennials 15%).
MetodologiaA pesquisa foi realizada pela lpsos em 31 países, por meio de sua plataforma online Global Advisor e, na Índia, em sua plataforma IndiaBus, entre sexta-feira, 21 de novembro e sexta-feira, 5 de dezembro de 2025.
A lpsos entrevistou um total de 23.722 adultos com 18 anos ou mais na Índia, de 18 a 74 anos no Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, de 20 a 74 anos na Tailândia, de 21 a 74 anos na Indonésia e Singapura, e de 16 a 74 anos em todos os outros países.
No Brasil, a amostra consiste em aproximadamente 1.000 indivíduos. Os dados são ponderados para que a composição da amostra de cada país reflita melhor o perfil demográfico da população adulta, de acordo com os dados do censo mais recente.
Calcula-se a precisão das pesquisas on-line da Ipsos usando um intervalo de credibilidade, sendo que uma pesquisa com N=1.000 tem uma margem de erro de +/- 3,5 pontos percentuais e uma pesquisa com N=500 tem uma margem de erro de +/- 5,0 pontos percentuais. Para mais informações sobre o uso de intervalos de credibilidade pela Ipsos, visite o site da Ipsos.
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Jovens de 16 anos podem ganhar permissão para dirigir sob supervisão; proposta gera debate
A possibilidade de permitir que jovens de 16 anos dirijam com supervisão voltou ao centro do debate na Câmara dos Deputados. A proposta foi discutida em comissão especial que analisa mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e surge como alternativa à redução da idade mínima para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Durante a reunião, especialistas apresentaram sugestões para a criação de uma permissão temporária, com regras específicas e acompanhamento obrigatório de um responsável habilitado. A ideia é permitir que adolescentes iniciem um processo de formação no trânsito, sem exercer plenamente o direito de dirigir.
Proposta prevê formação supervisionadaA representante da Associação de Trânsito do Estado de Santa Catarina (Atraesc), Yomara Ribeiro, defendeu que a condução por adolescentes ocorra exclusivamente com supervisão de pais ou responsáveis.
“A permissão deve exigir carga horária teórica ampliada, prática supervisionada e registrada, avaliação psicológica contínua e acompanhamento de responsável habilitado”, afirmou Yomara.
Conforme ela, o modelo permitiria que o jovem participasse de um processo educativo mais estruturado, com foco na formação e na responsabilidade, antes da habilitação definitiva.
Riscos legais e responsabilidade em debateO tema, no entanto, levanta questionamentos jurídicos. O deputado Luiz Carlos Busato (União-RS) alertou para possíveis conflitos com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), especialmente em relação à responsabilização em caso de acidentes.
Mesmo assim, o parlamentar demonstrou concordância com a ideia de uma permissão provisória para jovens de 16 e 17 anos, desde que acompanhados por um responsável.
De acordo com ele, o período serviria como uma etapa de avaliação: caso o adolescente demonstre capacidade e não se envolva em acidentes, poderia avançar para a habilitação definitiva.
Restrições e limites para adolescentesEntre as propostas apresentadas, estão restrições específicas para esse público. O especialista em medicina de trânsito Alberto Sabbag defendeu que a permissão inclua limites claros.
As sugestões incluem proibição de dirigir em vias rápidas, restrição à condução no período noturno e impedimento de transportar passageiros menores de 18 anos.
A intenção, de acordo com os especialistas, é reduzir riscos e adaptar a experiência de direção à realidade e ao nível de maturidade dos adolescentes.
Realidade já existente no paísOutro ponto levantado no debate foi o fato de que muitos jovens já têm contato com veículos antes mesmo da idade legal para dirigir.
De acordo com o presidente da Associação dos Centros de Formação de Condutores de São Paulo (Acesp), Matheus Martins, 27% dos jovens entre 15 e 18 anos já tiveram esse tipo de experiência.
Para o relator da comissão especial, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), essa realidade reforça a necessidade de regulamentação.
“A proposta não é dar carteira de motorista a jovens de 16 anos, mas uma permissão para dirigir com acompanhamento de um adulto. Haverá limites de horários, vias e velocidade, para garantir a educação no trânsito”, disse.
Conforme ele, a proposta busca organizar uma prática que já ocorre de forma informal, estabelecendo regras e foco educativo.
Debate envolve formação e segurança viáriaO relator também destacou que estudos indicam maior capacidade de aprendizado aos 16 anos do que aos 25, argumento utilizado para defender o início antecipado da formação.
A discussão, no entanto, envolve diferentes aspectos, como segurança viária, responsabilidade legal e qualidade da formação dos futuros condutores.
A proposta segue em análise na Câmara dos Deputados e deve continuar gerando debates entre especialistas, parlamentares e representantes do setor de trânsito.
Com informações da Agência Câmara
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Off-road sem mitos: o que é verdade sobre a prática que cresce no Brasil
Por muito tempo, o off-road foi associado a risco, impacto ambiental e a um universo restrito a pilotos experientes. Mas esse cenário vem mudando. Impulsionada pela evolução tecnológica dos veículos e pela diversificação de usos, do lazer ao agronegócio, a prática cresce no Brasil e começa a se distanciar dos estereótipos que foram criados no passado.
Globalmente, o mercado de veículos off-road segue em expansão e deve ultrapassar os US$ 20 bilhões até o fim da década, segundo a Mordor Intelligence. No país, o avanço acompanha uma tendência clara: a busca por experiências ao ar livre com amigos e familiares e soluções eficientes para mobilidade em terrenos desafiadores.
Para quem está dentro desse universo, o maior desafio hoje não é o terreno, mas sim a percepção.
“Existe uma ideia muito distante da realidade. Muita gente ainda acha que off-road é algo extremamente perigoso ou exclusivo para profissionais, mas isso mudou muito com a evolução dos veículos”, afirma Fernado Alves, Country Manager da operação BRP no Brasil.
Mito ou verdade? O que ainda se entende errado sobre o off-road “Off-road é perigoso” — MITOA associação imediata entre off-road e risco ainda é comum, mas não reflete o estágio atual do segmento. Sistemas de tração inteligente, suspensão de alta performance e melhor distribuição de peso tornaram os veículos mais estáveis e previsíveis, mesmo em terrenos desafiadores. “Hoje, o equipamento ajuda muito o piloto. Claro que exige responsabilidade, mas a tecnologia trouxe muito mais controle, inclusive para quem está começando”, explica Fernando. Além disso, a popularização de trilhas guiadas e experiências monitoradas tem ampliado o acesso de iniciantes com mais segurança, além de contribuir na formação de condução.
“Off-road prejudica o meio ambiente” — MITO (quando praticado de forma responsável)Outro ponto frequentemente questionado é o impacto ambiental. Na prática, o off-road organizado segue regras claras e utiliza trilhas autorizadas e já consolidadas, evitando a abertura de novos caminhos e reduzindo danos ao ambiente. Eventos e comunidades do setor também vêm investindo em ações educativas e práticas sustentáveis. “Quem vive o off-road entende que preservar o ambiente é essencial. A experiência depende diretamente disso”, afirma Fernando.
“Off-road é só para profissionais” — MITOA evolução dos veículos ampliou significativamente o acesso à prática. Hoje, existem modelos pensados para diferentes níveis de experiência, desde iniciantes até pilotos mais avançados. Essa diversidade permite que novos públicos experimentem o off-road de forma gradual, muitas vezes com suporte de grupos ou experiências guiadas.
“Off-road é só lazer” — MITOTalvez a maior mudança esteja justamente aqui. O off-road deixou de ser exclusivamente uma atividade de aventura e passou a ter também um papel funcional, especialmente no campo. Quadriciclos (ATVs) e UTVs são hoje ferramentas importantes em propriedades rurais, auxiliando no transporte, na logística e no deslocamento em áreas de difícil acesso. Modelos utilitários recreativos, como a linha Outlander, da Can-Am, são projetados para enfrentar rotinas intensas, com capacidade de transportar cargas, rebocar equipamentos e manter desempenho em terrenos irregulares, como lama, areia ou trilhas fechadas.
“Os veículos são feitos para usos diferentes” — VERDADEUm dos principais fatores por trás da transformação do setor é a especialização dos veículos. De um lado, estão os modelos utilitários recreativos, voltados para trabalho pesado e uso em ambientes exigentes, como fazendas e áreas remotas. De outro, os modelos esportivos, da Can-Am, desenvolvidos para trilhas técnicas e terrenos extremos, com foco em potência, agilidade e controle.
“São propostas diferentes. Tem o veículo que resolve o dia a dia no campo e o que entrega performance na trilha. O off-road hoje atende perfis muito variados”, resume o executivo.
Além disso, essas comunidades mais distantes acabam sendo beneficiadas pelos novos acessos, presença e investimentos de turistas além de oferecer uma nova oportunidade profissional pra essa comunidade.
Uma prática mais próxima do que pareceCom a combinação de tecnologia, acessibilidade e novas aplicações, o off-road se reposiciona. Deixa de ser uma atividade de nicho e passa a dialogar com públicos diversos, de produtores rurais a iniciantes em busca de novas experiências. Seria legal dar uma dica sobre as operadoras que já oferecem isso pro iniciante em lugares diversos no Brasil, como a Sertões Experience (CE), Somos Adventure (RS), Leão da Montanha (SC) e Rox Motors (SP). “Quando a pessoa conhece de perto, e de forma responsável, percebe que muitos desses mitos não fazem sentido. O off-road hoje é muito mais democrático do que parece”, conclui Alves.
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O que você faz no trânsito pode salvar vidas: alerta marca o Dia Mundial da Paz no Trânsito
Celebrado em 21 de abril, o Dia Mundial da Paz no Trânsito propõe uma reflexão que vai além de uma data simbólica: o papel de cada cidadão na redução da violência viária. Em um país onde os sinistros de trânsito ainda representam um grave problema de saúde pública, a mudança de comportamento individual segue como um dos principais caminhos para salvar vidas.
No Brasil, o tema ganha relevância diante de um cenário persistente de mortes e lesões no trânsito, que impactam diretamente famílias, o sistema de saúde e a economia. Nesse contexto, iniciativas estaduais ajudam a reforçar a mensagem de que a segurança viária depende de ações contínuas e integradas.
É o caso do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), que utiliza a data para ampliar o debate e incentivar atitudes mais responsáveis entre condutores, pedestres e ciclistas.
Responsabilidade compartilhada no trânsitoA principal mensagem do Dia Mundial da Paz no Trânsito é clara: não existe solução isolada. A segurança nas vias depende da soma de comportamentos conscientes de todos os usuários.
Conforme o presidente do Detran/TO, Hercy Filho, essa responsabilidade é coletiva e começa nas escolhas do dia a dia.
“O dia 21 de abril nasce com o intuito de reforçar que a paz no trânsito é responsabilidade de todos, a partir de comportamentos responsáveis. Cada condutor, pedestre e ciclista tem um papel na promoção da paz no trânsito”, frisa o titular da pasta.
Além da conscientização, o órgão destaca que atua em três frentes principais: infraestrutura, educação e fiscalização. Entre as ações estão projetos de sinalização em municípios, campanhas educativas e operações para coibir infrações.
Falha humana ainda é o principal fator de riscoO alerta não é apenas local. Dados globais mostram a dimensão do problema: os sinistros de trânsito causam cerca de 1,19 milhão de mortes por ano no mundo, sendo a principal causa de morte entre jovens de 5 a 29 anos.
No Brasil, assim como em outros países, a falha humana segue como o principal fator associado aos sinistros. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), muitas dessas ocorrências estão relacionadas a comportamentos que desrespeitam a legislação e poderiam ser evitados.
Isso inclui excesso de velocidade, desatenção, consumo de álcool e o não uso de dispositivos de segurança — fatores que continuam presentes na rotina das vias brasileiras.
Pequenas decisões que fazem grande diferençaSe por um lado os números preocupam, por outro, exemplos do cotidiano mostram que atitudes simples podem reduzir riscos e tornar o trânsito mais seguro.
O estudante de Direito Guilherme Costa decidiu assumir a direção da família após perceber limitações de saúde do pai.
“Meu pai já completou 70 anos e me preocupou muito a segurança dele no trânsito, em decorrência da idade, já que, junto dela, vieram problemas na visão e um medo por causa de um histórico familiar complexo. Por isso, sentei com minha mãe e meu pai e pedi para que eu e meu irmão tivéssemos a habilitação. Então, assumimos a missão de levá-los aos lugares, a fim de evitar que eles ficassem expostos às violências do trânsito. Em rodovias, eu assumo o controle da direção, tendo sempre em mente chegarmos ao nosso destino em segurança”, relata o estudante.
Já a enfermeira Eduarda Pinho destaca como a rotina intensa exige planejamento e prudência. “Eu ando muito em diversos setores de Araguaína, já que visito diversos pacientes para atendimento de saúde. Isso somado a levar e buscar minha filha na escola, além de resolver coisas pessoais. É uma rotina extremamente agitada que exigiu de mim mais prudência e responsabilidade no trânsito. Sempre busco sair mais cedo de casa e transitar pelas vias menos movimentadas. Minha filha vai na cadeirinha no banco de trás. O uso do cinto é indispensável. Fico atenta às sinalizações e aos limites de velocidade da via”, relata a enfermeira.
Os relatos reforçam uma ideia central da segurança viária: decisões individuais têm impacto coletivo.
Resultados positivos, mas desafio permaneceNo Tocantins, os dados mais recentes indicam avanço. Houve redução de 10,82% nos sinistros de trânsito nos três primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior — passando de 1.238 para 1.104 registros.
Apesar disso, o cenário ainda exige atenção. A redução, embora importante, não elimina o problema — e reforça a necessidade de manter políticas públicas e, principalmente, o engajamento da população.
Atitudes simples que salvam vidasMais do que uma data no calendário, o Dia Mundial da Paz no Trânsito funciona como um lembrete prático para escolhas seguras no dia a dia. Entre elas:
- Respeitar limites de velocidade e a sinalização, especialmente à noite;
- Nunca dirigir após consumir bebida alcoólica;
- Utilizar sempre cinto de segurança e capacete;
- Realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e com segurança.
Em um país onde o trânsito ainda mata e fere milhares de pessoas todos os anos, a construção de um ambiente mais seguro passa, inevitavelmente, por uma pergunta simples — mas decisiva: que atitudes você adota ao circular pelas vias?
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Uber altera código de confirmação de viagens; veja o que muda
A Uber anunciou uma mudança no sistema de verificação de viagens no aplicativo que pode impactar diretamente a rotina de usuários e motoristas. A plataforma passa a adotar um código fixo de quatro dígitos para confirmação das corridas, substituindo o modelo anterior, em que a sequência mudava a cada viagem.
A funcionalidade é opcional e pode ser ativada tanto por passageiros quanto por motoristas. A lógica continua a mesma: o usuário informa o código ao motorista antes do início da corrida, garantindo que ambos estão na viagem correta.
O que muda na práticaAté agora, o aplicativo gerava um código diferente para cada corrida, o que exigia que o passageiro consultasse o celular a cada embarque.
Com o novo modelo, o código permanece o mesmo em todas as viagens, eliminando a necessidade de memorizar uma nova sequência a cada solicitação. A implementação da mudança começa nos próximos dias.
A ferramenta foi pensada especialmente para situações com maior fluxo de pessoas, como:
- aeroportos;
- rodoviárias;
- saídas de eventos;
- locais com grande aglomeração.
Nesses cenários, a identificação correta do veículo e do passageiro é um dos principais desafios.
Segurança continua sendo o focoConforme a empresa, a mudança busca facilitar o processo sem reduzir o nível de segurança da verificação.
“O Código Fixo melhora a experiência do usuário sem comprometer a segurança. Entendemos que nossos usuários enfrentam situações em que o tempo é precioso — quando a bateria do celular está acabando após já ter solicitado a corrida ou quando querem minimizar o tempo parado dentro do veículo para comunicar o código”, afirma Araceli Almeida, head de Operações de Segurança da Uber no Brasil.
Personalização do códigoO sistema gera automaticamente o primeiro código, mas o usuário pode alterá-lo sempre que quiser. A plataforma orienta evitar combinações fáceis de adivinhar e não permite sequências simples, como “1234” ou “0000”.
Também é possível configurar o uso do código:
- para todas as viagens;
- apenas em determinados horários, como à noite.
Mesmo que o passageiro não tenha ativado o recurso, o motorista pode exigir a verificação antes de iniciar a corrida, caso tenha a funcionalidade habilitada.
Ferramenta se soma a outras medidas de segurançaO uso de códigos para confirmação de viagens já é uma prática adotada por aplicativos de mobilidade como forma de reduzir erros de embarque e evitar situações de risco.
A adoção de um código fixo reforça essa estratégia, principalmente em locais com grande circulação de pessoas, onde é mais fácil confundir veículos ou passageiros.
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Renovação automática da CNH: veja como funciona e quem pode usar o serviço
A possibilidade de renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de forma automática ainda gera dúvidas entre os condutores. O processo, que já está disponível por meio de sistema nacional, tem regras específicas e não se aplica a todos os motoristas.
De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), a renovação automática é voltada a condutores com histórico de respeito às leis de trânsito e direção responsável, mas depende do cumprimento de uma série de critérios.
CNH do BrasilA renovação automática é oferecida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e realizada por meio do aplicativo CNH do Brasil, disponível gratuitamente para celulares.
Para utilizar o serviço, o condutor também precisa aderir ao Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que concede o selo de “Bom Condutor”. Esse cadastro não é automático e o próprio motorista deve fazer no aplicativo.
Quem pode renovar a CNH automaticamenteDe acordo com o Detran/TO, o serviço está disponível apenas para motoristas que atendem a todos os seguintes requisitos:
- Não ter cometido infrações nos últimos 12 meses;
- Estar com a CNH vencida a partir de 1º de dezembro de 2025;
- Não possuir restrições médicas;
- Ter completado o prazo de validade do documento.
CNHs vencidas antes dessa data continuam seguindo o processo tradicional, com atendimento presencial.
Exame toxicológico continua exigidoA automatização não elimina outras exigências previstas na legislação. O exame toxicológico segue obrigatório para condutores das categorias C, D e E.
O Detran/TO reforça que o exame deve estar válido, mesmo para motoristas que não exercem atividade remunerada. No estado, mais de 30 mil exames vencem em 2026.
Idade interfere no processoO uso da renovação automática também depende da idade do condutor:
- A partir dos 50 anos, é possível utilizar o serviço apenas uma vez;
- A partir dos 70 anos, deve-se fazer a renovação obrigatoriamente de forma presencial.
Após a solicitação, o sistema pode levar de 10 a 20 dias para concluir o processo. A orientação é acompanhar a atualização diretamente pelo aplicativo CNH do Brasil.
CNH digital e documento físicoNa renovação automática, atualiza-se apenas a versão digital da CNH. Para obter o documento físico, é necessário solicitar a segunda via junto ao Detran.
No Tocantins, é possível fazer o pedido através do aplicativo Detran TO Fácil, mediante pagamento de taxa. Após a solicitação, a retirada do documento ocorre presencialmente na unidade do órgão.
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Peça barata pode sair cara: 5 cuidados essenciais na manutenção dos veículos para evitar riscos e prejuízos
Na hora de fazer a manutenção do carro ou caminhão, escolher a peça mais barata pode parecer uma boa decisão, mas o risco de prejuízo e até de acidentes faz esse cálculo mudar rapidamente. Com a grande variedade de autopeças disponíveis no mercado brasileiro, especialistas alertam que nem todos os produtos oferecem o mesmo nível de qualidade, segurança e durabilidade. Dados reforçam a dimensão do problema. Levantamentos da Polícia Rodoviária Federal indicam que a falta de manutenção adequada está relacionada a cerca de 30% dos acidentes nas rodovias brasileiras, evidenciando o impacto direto na segurança viária.
Esse cenário é acompanhado por empresas globais do setor, como a thyssenkrupp Springs & Stabilizers, que atua no desenvolvimento de componentes de suspensão e observa uma crescente complexidade na manutenção veicular. A diversificação da frota no Brasil com mais modelos, tecnologias e veículos importados, ampliou os desafios na escolha de peças confiáveis.
Hoje, o mercado de reposição reúne desde fabricantes que fornecem para montadoras até importadores, recondicionadores bem como produtos de origem desconhecida.
Na prática, isso significa que peças aparentemente iguais podem apresentar diferenças relevantes nos materiais, na tecnologia e na durabilidade.
Em componentes visíveis, como lanternas, os sinais de baixa qualidade aparecem com o tempo: desbotamento, trincas e infiltração. Já em sistemas mecânicos, como freios e suspensão, os problemas podem ser mais graves e difíceis de identificar, incluindo perda de estabilidade, aumento da distância de frenagem e desgaste prematuro de outras peças.
Para reduzir riscos, especialistas da thyssenkrupp Springs & Stabilizers recomendam atenção a alguns pontos básicos na hora da manutenção. Veja cinco cuidados essenciais:- Desconfie de preços muito baixos: valores muito abaixo da média do mercado podem indicar uso de materiais inferiores, processos de fabricação menos rigorosos ou até peças fora de especificação. No curto prazo, a economia pode parecer vantajosa, mas a menor durabilidade e o risco de falhas acabam gerando custos maiores com novas trocas e até danos a outros componentes do veículo.
- Verifique a procedência da peça: priorizar fabricantes reconhecidos e produtos com certificação é fundamental para garantir qualidade, segurança e compatibilidade com o veículo. Peças de origem confiável seguem padrões técnicos e passam por testes que asseguram desempenho adequado, especialmente em sistemas críticos como freios e suspensão.
- Fique atento aos sinais do veículo: ruídos incomuns, vibrações, perda de estabilidade, aumento da distância de frenagem e desgaste irregular dos pneus são indícios claros de que algo não vai bem. Ignorar esses sinais pode agravar o problema e comprometer não apenas o desempenho, mas também a segurança durante a condução.
- Não adie a manutenção preventiva: revisões periódicas permitem identificar desgastes naturais antes que se tornem falhas graves. A manutenção preventiva tende a ser mais simples, rápida e barata do que a corretiva — além de reduzir significativamente o risco de panes inesperadas e acidentes.
- Procure oficinas e profissionais qualificados: a escolha da oficina é tão importante quanto a da peça. Profissionais capacitados garantem diagnóstico correto, instalação adequada e uso das ferramentas certas, evitando erros que podem comprometer o funcionamento do veículo e a vida útil dos componentes.
Responsáveis por manter o contato dos pneus com o solo assim como controlar as oscilações do veículo, eles impactam diretamente a segurança e o conforto. Quando desgastados, podem comprometer a dirigibilidade e aumentar o risco em situações de emergência.
Nesse sentido, marcas globais ganham espaço ao oferecer produtos com maior controle de qualidade e tecnologia embarcada. A thyssenkrupp Springs & Stabilizers, por exemplo, distribui no Brasil amortecedores da Bilstein, com certificação e foco em desempenho e segurança.
Com veículos cada vez mais tecnológicos, a manutenção deixa de ser apenas uma questão de economia imediata e passa a ser decisiva para evitar prejuízos maiores e garantir a segurança de motoristas, passageiros e cargas.
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Auditoria do TCU aponta falhas no Pnatrans e reforça necessidade de melhorar gestão para reduzir mortes no trânsito
Uma reunião realizada nesta semana colocou em evidência desafios importantes para a redução de mortes no trânsito no Brasil. O encontro, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), discutiu os resultados de uma auditoria operacional sobre o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).
A reunião contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que contribuiu com análises técnicas a partir da sua atuação nas rodovias federais.
Fragilidades na gestão e no monitoramentoDurante o encontro, o TCU apresentou os principais achados da auditoria, que apontam problemas estruturais na condução do plano. Entre os pontos destacados estão fragilidades na governança, dificuldades na coordenação entre diferentes níveis de governo e limitações nos mecanismos de monitoramento das ações.
Na prática, isso indica que, embora o Pnatrans exista como política pública, ainda há desafios relevantes para garantir sua efetividade e o cumprimento das metas de redução da letalidade no trânsito.
As análises também reforçam a necessidade de aprimorar instrumentos de gestão, com foco em resultados concretos — especialmente na diminuição de mortes e lesões.
Integração entre órgãos é o caminhoOutro ponto debatido foi a importância da atuação conjunta dos órgãos que integram o Sistema Nacional de Trânsito.
Durante a reunião, a PRF destacou sua experiência na execução de ações voltadas à segurança viária, reforçando que a integração entre instituições é essencial para ampliar o alcance das medidas e melhorar os resultados.
Esse alinhamento entre órgãos federais, estaduais e municipais é considerado estratégico para enfrentar um problema complexo como a violência no trânsito, que envolve múltiplos fatores — desde comportamento dos condutores até fiscalização e infraestrutura.
Papel do TCU no acompanhamento das políticas públicasA auditoria conduzida pelo TCU faz parte de um esforço de avaliação das políticas públicas voltadas à segurança viária no país.
O objetivo é identificar falhas, propor melhorias e contribuir para que as ações tenham maior efetividade, especialmente em um cenário em que os números de mortes no trânsito seguem sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil.
Segurança viária: necessidade de avanços estruturaisA discussão reforça que, além de campanhas e fiscalização, a redução de mortes no trânsito depende de uma gestão mais eficiente. Assim, baseada em dados, integração institucional e monitoramento contínuo.
Nesse contexto, o Pnatrans segue como uma ferramenta central. No entanto, ele ainda precisa avançar em aspectos estruturais para cumprir plenamente seu papel de orientar políticas públicas capazes de salvar vidas.
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Por que dirigir hoje exige mais estratégia do que habilidade
Você já aplica estratégia ao dirigir no seu dia a dia? Durante muito tempo, dirigir bem era praticamente sinônimo de saber controlar o carro. Fazer baliza, trocar marcha no tempo certo, manter atenção no trânsito… isso era o suficiente.
Mas, se você parar para observar o cenário atual, vai perceber que essa lógica mudou bastante.
Hoje, dirigir não é mais só uma habilidade técnica. É quase um exercício constante de tomada de decisão e isso tem muito mais a ver com o contexto ao redor do que com o volante em si.
Estratégia ao dirigir: o trânsito ficou mais imprevisível e não é só impressãoA estratégia ao dirigir garante mais segurança e economia em cada trajeto.
Não é raro ouvir alguém dizendo que o trânsito está mais “caótico” do que antes. Na prática, essa percepção faz todo sentido.
O aumento do número de veículos, a diversidade de perfis de motoristas e até o uso constante de aplicativos durante a condução tornaram o trânsito menos previsível.
Afinal, não estamos lidando apenas com regras, mas também com comportamentos. E isso tem a capacidade de mudar completamente a forma como conduzimos o veículo, exigindo mais estratégia ao dirigir no dia a dia.
Hoje, antecipar situações se tornou quase mais importante do que reagir a elas e aquela “atenção básica” já não é mais suficiente para evitar problemas.
O carro deixou de ser só um meio de transporteOutro ponto interessante é como o papel do carro mudou na vida das pessoas.
Para muita gente, ele continua sendo essencial para o deslocamento diário. Além disso, passou a representar investimento, patrimônio e até ferramenta de trabalho em alguns casos.
Por exemplo, motoristas de aplicativo, entregadores e profissionais autônomos dependem diretamente do veículo para gerar renda. Isso aumenta a responsabilidade envolvida em cada decisão relacionada ao carro, reforçando a importância da estratégia ao dirigir.
Desse modo, não se trata mais apenas de somente dirigir, mas de cuidar de algo que impacta diretamente a estabilidade financeira.
Estratégia ao dirigir: prevenir sempre em vez de remediarEsse cenário mais complexo trouxe uma mudança silenciosa no comportamento dos motoristas.
Se antes muita gente só pensava em soluções depois que algo dava errado, hoje cresce a preocupação em evitar problemas antes que eles aconteçam, um dos pilares da estratégia ao dirigir.
Isso aparece de várias formas: revisões mais frequentes, atenção redobrada na direção e maior interesse em proteção veicular.
Nesse contexto, algumas soluções passaram a ganhar espaço, como escolher contratar o melhor seguro online para carros, por exemplo. Afinal, as seguradoras oferecem praticidade em um momento em que ninguém quer perder tempo com processos complicados.
E a lógica é bem simples: se dá para resolver algo importante de forma rápida e segura, porque deixar para depois?
Informação mudou o jeito de escolherOutro fator que influencia bastante esse novo comportamento é o acesso à informação.
Hoje, antes de tomar qualquer decisão, a maioria das pessoas pesquisa, compara preços, lê avaliações, tenta entender exatamente o que está contratando. Isso vale para quase tudo e com seguros não é diferente.
É por isso que alguns termos deixaram de ser novidade e passaram a fazer parte da rotina de quem busca soluções mais práticas e transparentes como, por exemplo, o seguro automotivo online, por ser algo totalmente alinhado com a estratégia ao dirigir.
O consumidor atual não quer apenas contratar, ele quer entender, quer saber o que está incluso, quais são as condições e principalmente se aquilo realmente faz sentido para a sua realidade.
Dirigir também envolve gestão de riscoTalvez esse seja o ponto mais interessante de toda essa transformação: de certa forma, dirigir hoje envolve gerenciar riscos o tempo todo, o que sempre exige uma boa estratégia ao dirigir.
Risco de acidentes, de imprevistos mecânicos, de danos causados por terceiro… tudo isso faz parte do cenário.
Mesmo tendo toda a cautela do mundo, nem sempre é possível evitar situações inesperadas. Por isso, a forma como cada pessoa se prepara para lidar com esses riscos faz toda a diferença.
Alguns preferem não pensar muito sobre isso e preferem “evitar gastos”, enquanto outros adotam uma postura mais estratégica, buscando alternativas que tragam mais tranquilidade no dia a dia.
De fato, nenhuma dessas abordagens está necessariamente errada, mas é inegável que o contexto atual favorece muito quem prefere se antecipar.
Pequenas decisões que geram grandes impactosUma coisa curiosa é que, na maioria das vezes, não são as grandes escolhas que fazem a maior diferença na experiência de dirigir todos os dias. São as pequenas decisões.
Aqui, podemos incluir decisões como: escolher sair cinco minutos mais cedo para evitar pressa, manter uma distância segura, revisar o carro antes de uma viagem e até pesquisar melhor antes de contratar um serviço, tudo isso faz parte de uma boa estratégia ao dirigir.
Esses pontos podem parecer simples demais, mas possuem um impacto enorme no longo prazo.
É exatamente esse conjunto de pequenas atitudes que define se dirigir será uma experiência tranquila ou estressante.
Estratégia ao dirigir: o trânsito como reflexo do comportamento coletivoExiste ainda um outro ponto que vale a reflexão. O trânsito não é apenas um conjunto de regras, mas um reflexo direto do comportamento das pessoas.
Se mais motoristas estão distraídos, o risco aumenta. Se mais pessoas estão com pressa, o ambiente fica mais tenso. E se há menos paciência, surgem mais conflitos.
Portanto, dirigir bem hoje também envolve entender o outro. Não dá para pensar apenas na própria condução. É preciso considerar o contexto coletivo. Novamente, isso exige mais estratégia do que técnica.
Independentemente do que o futuro esteja reservando para a experiência da direção, uma coisa é clara: por enquanto, dirigir deixou de ser apenas uma habilidade mecânica.
Hoje, é uma combinação complexa de atenção, planejamento, responsabilidade e escolhas mais conscientes. Sem dúvida, tudo isso exige uma boa estratégia ao dirigir.
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Patinetes elétricos: PL pretende definir onde eles poderão circular
O uso de patinetes elétricos e outros equipamentos de mobilidade individual cresce rapidamente nas cidades brasileiras — mas ainda sem regras claras em nível nacional. Um projeto em análise na Câmara dos Deputados quer mudar esse cenário.
O PL 1550/2026, apresentado pelo deputado Fernando Rodolfo (PL/PE), propõe incluir no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) regras específicas para a circulação de equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos.
O ponto central da proposta é direto: esses equipamentos ficariam proibidos de circular no leito carroçável das vias destinadas a veículos automotores.
Onde os patinetes poderiam circularPelo texto, a circulação passaria a ser permitida apenas em locais considerados mais seguros, como:
- ciclovias e ciclofaixas;
- vias locais, desde que haja regulamentação municipal;
- áreas de uso compartilhado devidamente sinalizadas.
A proposta também deixa claro que caberá aos municípios definir regras complementares, como limites de velocidade, locais autorizados e exigências de segurança.
Fim da circulação no meio dos carrosHoje, um dos principais pontos de conflito no trânsito urbano envolve justamente a presença de patinetes e equipamentos similares em vias com tráfego de veículos.
Na justificativa do projeto, o autor afirma que a convivência entre veículos maiores e mais rápidos e equipamentos leves “expõe seus usuários a elevado risco de acidentes”, além de gerar insegurança para motoristas, motociclistas e pedestres.
Conforme ele, a ausência de regras claras tem contribuído para o uso desordenado desses equipamentos e para o aumento da sensação de desorganização no trânsito.
Regras nacionais, mas com adaptação localO projeto reconhece que muitas cidades já criaram suas próprias regras, mas aponta que há falta de uniformidade.
Na justificativa, o deputado afirma que essa regulamentação fragmentada gera interpretações diferentes e insegurança jurídica. Por isso, a proposta estabelece diretrizes nacionais, mas preserva a autonomia dos municípios.
A ideia é que cada cidade possa adaptar pontos como:
- velocidade máxima;
- locais específicos de circulação;
- exigências de segurança para os usuários.
Apesar do impacto da medida, o projeto não propõe o fim dos patinetes elétricos.
Na justificativa, Fernando Rodolfo destaca que o objetivo é organizar o uso, e não impedir a circulação. De acordo com ele, a proposta busca direcionar esses equipamentos para espaços mais seguros e adequados.
O parlamentar afirma que a iniciativa pretende “equilibrar inovação e segurança”, permitindo o uso da micromobilidade sem colocar em risco usuários e demais participantes do trânsito.
Debate sobre mobilidade e segurançaO avanço dos patinetes elétricos e de outros meios de micromobilidade tem provocado discussões em várias cidades brasileiras, especialmente após o aumento de acidentes e conflitos entre diferentes usuários das vias.
O projeto surge nesse contexto e reacende o debate sobre como integrar novas formas de deslocamento ao sistema de trânsito de forma segura.
O PL 1550/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.
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Feriado de Tiradentes terá reforço da PRF nas rodovias; veja o que será fiscalizado
Motoristas que pretendem pegar a estrada no feriado de Tiradentes devem encontrar reforço na fiscalização das rodovias federais. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia, a partir desta sexta-feira (17), uma operação especial para acompanhar o aumento do fluxo de veículos até a próxima terça-feira (21).
Embora o feriado não seja prolongado para todos os setores, a expectativa é de aumento no movimento em rodovias que ligam grandes centros urbanos, principalmente nos deslocamentos de ida e volta no próprio dia 21.
Fiscalização terá foco em comportamentos de riscoDurante o período, a PRF deve concentrar esforços em pontos considerados críticos, com maior registro de sinistros de trânsito. O objetivo é reduzir ocorrências e garantir mais segurança para quem trafega pelas BRs.
A fiscalização vai priorizar condutas que estão entre as principais causas de acidentes graves, como:
- Dirigir sob efeito de álcool;
- Excesso de velocidade;
- Ultrapassagens em locais proibidos;
- Não uso do cinto de segurança;
- Uso de celular ao volante.
Essas infrações, além de previstas no Código de Trânsito Brasileiro, estão diretamente relacionadas a colisões com maior gravidade, especialmente em rodovias de pista simples.
Movimento deve ser menor que outros feriadosDiferentemente de datas como Carnaval e Semana Santa, o fluxo de veículos neste feriado deve ser mais moderado, já que a segunda-feira (20) não será feriado para boa parte dos trabalhadores.
Ainda assim, a PRF alerta que mesmo com menor volume, o risco permanece — principalmente em trechos com ultrapassagens perigosas e alta velocidade.
Operação serve como “teste” para o próximo feriadoA mobilização também funciona como preparação para a próxima grande operação nas rodovias federais, prevista para o feriado do Dia do Trabalho, em 1º de maio, que deve ter fluxo mais intenso por coincidir com o fim de semana.
O que fazer antes de pegar a estradaAntes de viajar, alguns cuidados simples podem reduzir significativamente o risco de problemas durante o trajeto:
- Fazer revisão básica do veículo;
- Descansar antes de dirigir;
- Verificar as condições da rodovia;
- Conferir a previsão do tempo;
- Não consumir bebida alcoólica;
- Utilizar cinto de segurança em todos os ocupantes;
- Respeitar os limites de velocidade;
- Evitar o uso do celular ao volante;
- Realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e com segurança.
Em períodos de feriado, quando há aumento no fluxo e maior mistura de perfis de condutores nas rodovias, a atenção precisa ser redobrada.
Mais do que a fiscalização, a segurança depende do comportamento de cada motorista.
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Cidade e estado podem voltar às placas de veículos; proposta avança na Câmara
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou ontem (16/04) um projeto de lei que pode alterar novamente o modelo das placas de veículos no Brasil. A proposta prevê o retorno da identificação do município e do estado de registro dos veículos — informação que deixou de aparecer com a adoção do padrão Mercosul.
O texto altera o Código de Trânsito Brasileiro e também prevê a inclusão da bandeira da unidade federativa nas placas. A medida já havia passado pelo Senado e agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
O que muda na práticaCaso o projeto avance, as placas voltarão a exibir dados que eram comuns antes da adoção do modelo atual, implantado gradualmente no Brasil a partir de 2020. Atualmente, o padrão Mercosul apresenta apenas o nome do país e não traz a identificação da cidade ou do estado do veículo.
Com a mudança, além da sequência alfanumérica, as placas deverão indicar:
- o município de registro do veículo;
- o estado (UF);
- e a bandeira da unidade federativa.
O autor da proposta, senador Esperidião Amin, defende que a volta dessas informações pode facilitar o trabalho de fiscalização e segurança pública. Conforme ele, a identificação visual da origem do veículo ajuda autoridades em situações como infrações, furtos e roubos.
O relator na comissão, deputado Hugo Leal, também destacou que a medida pode ter impacto prático no dia a dia, permitindo que motoristas identifiquem com mais facilidade veículos de outras regiões.
Ainda não é leiApesar da aprovação na comissão, a proposta ainda precisa passar por outras etapas no Congresso Nacional. O texto será analisado pela CCJ e, se aprovado, segue para votação final antes de eventual sanção presidencial.
Se virar lei, a nova regra só entrará em vigor após um período de transição de um ano, permitindo a adaptação do sistema de emplacamento em todo o país.
Especialista aponta limites da medidaPara o especialista em trânsito Celso Mariano, a proposta traz um debate importante, mas não resolve os principais desafios relacionados à segurança viária.
De acordo com ele, a identificação visual do local de origem do veículo pode até ajudar em algumas situações específicas, mas tem impacto limitado diante das tecnologias atuais.
“Hoje, a fiscalização já é altamente digital. Sistemas integrados permitem identificar veículos em tempo real, independentemente da placa mostrar ou não a cidade de origem. A discussão é válida, mas não pode desviar o foco do que realmente salva vidas no trânsito”, avalia.
Ainda de acordo com o especialista, o debate deveria priorizar medidas com impacto comprovado na redução de mortes e lesões no trânsito. “A gente precisa tomar cuidado para não transformar uma questão mais estética ou cultural em prioridade, enquanto temas como comportamento do condutor, processo de primeira habilitação, fiscalização efetiva e políticas públicas de segurança viária continuam sendo os grandes desafios”, conclui.
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Brasil cria Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito; entenda por que 7 de maio foi escolhido
O Brasil passa a contar, oficialmente, com uma data dedicada à reflexão sobre a violência no trânsito. Foi publicada nesta quinta-feira (16) a Lei nº 15.389/26, que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito, a ser lembrado todos os anos em 7 de maio.
Mais do que incluir uma nova data no calendário, a legislação traz consigo um forte simbolismo. Isso porque o dia escolhido remete a um caso real que marcou o país e ajudou a impulsionar debates sobre responsabilidade e impunidade no trânsito brasileiro.
Uma lei que nasce de uma tragédiaDe acordo com o especialista em legislação de trânsito Julyver Modesto, a escolha da data não foi aleatória. Ela está diretamente ligada ao acidente ocorrido em 7 de maio de 2009, em Curitiba, que resultou na morte de dois jovens após uma colisão provocada por um motorista em alta velocidade, sob efeito de álcool e com a habilitação cassada.
O caso teve grande repercussão nacional e acabou se tornando um marco na discussão sobre crimes de trânsito no Brasil. A mobilização gerada a partir da tragédia extrapolou o âmbito das famílias envolvidas e chegou ao debate público e político.
Um dos desdobramentos mais relevantes foi a atuação de Christiane Yared, mãe de uma das vítimas, que passou a atuar como voz ativa contra a impunidade no trânsito e levou essa pauta ao Congresso Nacional.
Origem da propostaA lei tem origem em projeto de autoria do senador Fabiano Contarato, que escolheu a data como um marco de memória, alerta e responsabilidade.
Conforme Julyver Modesto, a proposta brasileira tem uma característica que a diferencia de iniciativas internacionais: ela não nasce de uma construção abstrata, mas de um episódio concreto, com forte carga simbólica.
Diferença em relação ao cenário internacionalO especialista também chama atenção para a distinção entre o modelo brasileiro e o já existente Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, reconhecido pela Organização das Nações Unidas e celebrado no terceiro domingo de novembro.
Enquanto a data global tem origem em um movimento coletivo e adota um caráter mais amplo, o modelo brasileiro se ancora em um fato específico.
Na prática, isso cria duas abordagens complementares:
- uma de caráter global, voltada à reflexão geral sobre o tema;
- outra nacional, marcada pela lembrança de um episódio concreto que simboliza os riscos e as consequências das escolhas no trânsito.
Para além do simbolismo, a nova lei reforça uma mensagem central: a segurança no trânsito não pode ser tratada apenas como estatística.
Ao associar a data a uma história real, a legislação busca dar visibilidade às vítimas. Além disso, reforçar que por trás dos números existem pessoas, famílias e consequências permanentes.
Nesse sentido, o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito surge como uma oportunidade anual para promover campanhas educativas, debates e ações de conscientização sobre comportamentos de risco. Como, por exemplo, excesso de velocidade, consumo de álcool e desrespeito às normas de circulação.
Um chamado à responsabilidadeA criação da data também dialoga com uma visão mais ampla de segurança viária, que envolve não apenas fiscalização, mas mudança de comportamento.
Ao institucionalizar um dia de memória, o Brasil reforça a importância de transformar tragédias em aprendizado coletivo — e de lembrar que decisões tomadas no trânsito têm impacto direto na preservação da vida.
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Waze aberto em blitz dá multa? O que a lei realmente permite ao motorista
O uso de aplicativos de navegação já faz parte da rotina de milhões de motoristas brasileiros. No entanto, uma dúvida ainda aparece com frequência: manter o Waze aberto, especialmente quando há alertas de blitz, pode gerar multa?
A resposta é direta: o aplicativo em si não é proibido. O problema está na forma como o motorista utiliza o celular durante a condução — e é justamente esse detalhe que pode transformar uma prática comum em infração gravíssima.
Aplicativo não é ilegal — mas há limites clarosDe acordo com as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não há qualquer proibição ao uso de aplicativos de navegação que informam condições da via, incluindo pontos de fiscalização.
Ou seja, utilizar o Waze ou apps similares é permitido.
No entanto, o uso precisa respeitar uma condição essencial: o motorista não pode segurar nem manusear o celular enquanto dirige.
Onde está o riscoA infração e o risco de um acidente, por exemplo, não está no aplicativo, mas no comportamento do condutor.
O CTB classifica como infração gravíssima:
- Segurar o celular ao volante;
- Digitar, mexer ou interagir com o aparelho durante a condução.
A penalidade inclui:
- Multa de R$ 293,47;
- Sete pontos na CNH.
De acordo com o especialista em trânsito Celso Mariano, a questão vai além da legalidade e envolve percepção de risco:
“O problema nunca foi o aplicativo, e sim a distração. O celular na mão tira a atenção do trânsito, e isso aumenta significativamente o risco de sinistros. A lei não proíbe a tecnologia, ela proíbe o comportamento perigoso”, explica.
Pode usar Waze na blitz, então?Sim — desde que o uso seja passivo e seguro.
Isso significa:
- O celular deve estar fixado em suporte adequado;
- O trajeto deve ser configurado antes de iniciar a condução;
- Não pode haver interação com o aparelho enquanto o veículo está em movimento.
Nessas condições, o uso do aplicativo é considerado regular.
Aplicativo não é “antirradares”Outro ponto importante é a diferença entre aplicativos de navegação e equipamentos ilegais.
Apps como o Waze funcionam com base em:
- Dados colaborativos de usuários;
- Informações de geolocalização;
- Integração com sistemas de trânsito.
Eles não detectam radares, apenas informam pontos registrados na plataforma.
Já dispositivos específicos para detectar radares — os chamados “antirradares” — são proibidos pela legislação e configuram infração gravíssima, podendo levar até à retenção do equipamento.
O detalhe que faz toda a diferençaNa prática, a linha entre o uso legal e a multa está em um ponto simples: o suporte do celular. Sem ele, qualquer interação com o aparelho pode resultar em autuação.
Com ele, o motorista consegue acessar as informações do aplicativo sem desviar a atenção da via.
Celso Mariano reforça que a tecnologia deve ser aliada, não distração.
“O aplicativo pode ajudar o condutor, inclusive na segurança e na escolha de rotas melhores. Mas, se for mal utilizado, vira um fator de risco. O foco precisa continuar sendo a direção”, diz o especialista.
Tecnologia no trânsito: aliada ou problema?O avanço dos aplicativos trouxe benefícios claros para a mobilidade, como:
- Informações em tempo real sobre trânsito;
- Rotas alternativas;
- Alertas de risco.
Por outro lado, o uso inadequado do celular ao volante segue entre as infrações mais registradas no país — e também entre as mais perigosas.
O que o motorista deve lembrarAntes de sair dirigindo com o Waze ligado, vale seguir três regras básicas:
- Configure tudo antes de iniciar o trajeto;
- Use suporte para fixar o celular;
- Nunca manuseie o aparelho com o veículo em movimento.
Respeitar essas orientações não só evita multa, como reduz significativamente o risco de sinistros de trânsito.
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Troca de óleo antes do prazo é cuidado ou desperdício?
A troca de óleo do motor está entre os principais procedimentos de manutenção para garantir o bom desempenho e a durabilidade do motor do veículo. Ainda assim, uma dúvida recorrente entre motoristas é se antecipar esse processo representa um cuidado adicional ou apenas um gasto desnecessário.
Arley Silva, Gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente, da Promax Bardahl, marca especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes automotivos, explica que a resposta depende diretamente das condições de uso do veículo e do ambiente em que ele circula.
“O que muitos motoristas não sabem é que o óleo recomendado no manual do veículo não é fruto de preferência da montadora, e sim de um rigoroso processo de desenvolvimento e validação que considera condições de uso, quilometragem e tempo de uso. No entanto, na prática, muitos veículos operam em condições severas de uso e os usuários não sabem disso, o que pode exigir uma atenção maior”, afirma.
DegradaçãoDe acordo com o especialista, trajetos curtos e frequentes, trânsito intenso com paradas constantes, transporte de carga — especialmente entregas porta a porta — e circulação em estradas de terra estão entre os fatores que aceleram a degradação do óleo. “Essas condições de uso são classificadas como severas, embora muitos motoristas considerem que apenas o tráfego em rodovias exige atenção especial. Em cenários de uso severo, o lubrificante pode se degradar prematuramente e perder suas propriedades, razão pela qual os manuais já recomendam a troca antecipada — normalmente, metade do prazo previsto para condições normais. Portanto, é fundamental conhecer o modo de uso do veículo e seguir as informações sobre o período de troca do lubrificante indicadas pelo fabricante”.
A qualidade do combustível também influencia diretamente na vida útil do óleo. “Combustíveis de baixa qualidade favorecem a deterioração do lubrificante e facilitam o acúmulo de resíduos no motor”, destaca.
Outro ponto essencial é a escolha do produto adequado. “Seguir as recomendações do fabricante e optar por lubrificantes de qualidade comprovada é fundamental. Cada motor possui especificações próprias, e o uso de produtos inadequados pode comprometer a lubrificação, aumentar o consumo de combustível e reduzir a vida útil do motor”, pontua.
Verificação periódicaPara garantir uma manutenção mais eficiente, é importante que o motorista tenha, através da etiqueta, o histórico da última troca, realize inspeções periódicas medindo o nível pela vareta e observe possíveis variações no desempenho do veículo. Essas práticas ajudam a identificar o momento ideal para a substituição, evitando tanto trocas prematuras quanto atrasos que possam comprometer o funcionamento do motor.
Por fim, Arley ressalta que, além dos prazos, alguns sinais indicam a necessidade de atenção, como aumento no consumo de óleo, ruídos incomuns no motor e perda de desempenho.
“Nesses casos, a orientação é buscar um profissional qualificado para avaliar o sistema. Mais do que antecipar ou estender intervalos, a manutenção eficiente está relacionada ao acompanhamento regular do veículo e ao uso de produtos confiáveis, garantindo melhor desempenho, proteção do motor e mais segurança no dia a dia”, finaliza.
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Arteris lança mapas interativos com condições de tráfego em tempo real
A Arteris, especialista em gestão de rodovias, lança mapas interativos em seu site oficial. Online e intuitivo, o recurso abrange, nesta primeira etapa, as rodovias federais sob concessão da companhia (Régis Bittencourt, Litoral Sul, Planalto Sul e Fluminense), mas ocorrerá a implementação também nos trechos estaduais da Arteris, que passam pelo interior paulista, em breve.
As condições de tráfego são atualizadas em tempo real por meio de integração junto ao sistema gerenciado por profissionais dos CCSOs (Centros de Controle e Segurança Operacional) das próprias concessionárias, garantindo que as informações nos mapas reflitam com precisão o cenário das pistas.
Para garantir mais previsibilidade nos deslocamentos, a nova ferramenta também permite visualizar estruturas de atendimento aos usuários e serviços disponíveis ao longo do trecho.
O recurso visual funciona como um guia logístico completo que inclui:- pontos de apoio: Localização de bases de atendimento da Arteris, de postos do Policiamento Rodoviário e de estruturas para descanso de caminhoneiros;
- praças de pedágio e valores das tarifas;
- radares de fiscalização;
- postos de pesagem;
- status de tráfego: Identificação de pontos de lentidão decorrências de ocorrências.
“Os mapas interativos representam mais um avanço no nosso compromisso com a segurança viária e a transparência. Ao disponibilizar, em tempo real, as condições de tráfego, ampliamos o acesso à informação e apoiamos decisões mais seguras nas viagens. Essa iniciativa conecta tecnologia, responsabilidade e cuidado com as pessoas. Esses são os pilares que sustentam a nossa Agenda ESG”, destaca Christiana de Almeida Costa, superintendente de Sustentabilidade e Comunicação da Arteris.
Os mapas interativos vêm somar aos canais de comunicação que a companhia disponibiliza junto aos usuários. Dessa forma, ampliando ainda mais a agilidade na troca de informações e o comprometimento em oferecer serviços de excelência a quem utiliza suas rodovias.
“A segurança é o principal compromisso da Arteris, mas ela é uma construção coletiva: o uso das ferramentas deve vir acompanhado da responsabilidade ao volante, do respeito aos limites de velocidade e do cuidado redobrado com as equipes que trabalham na via para, juntos, preservamos vidas no trânsito”, reforça Marcelo Sato Mizusaki, superintendente de Núcleo de Operações da Arteris.
ServiçoPara visualizar os mapas, basta acessar o site da Arteris. Depois, clicar na aba “Nossas Rodovias”, selecionar a concessionária e depois o botão “Em tempo real” no menu da própria página, informando locais de origem e de destino.
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Acidentes de trânsito estão entre as principais causas de morte de jovens, alerta ONU
Um relatório global divulgado por organismos das Nações Unidas acende um alerta importante para a segurança viária: os acidentes de trânsito continuam entre as principais causas de morte de jovens em todo o mundo, especialmente entre adolescentes do sexo masculino. O dado integra o levantamento sobre mortalidade infantil e juvenil apresentado pelo Grupo Interagencial da ONU para Estimativas de Mortalidade Infantil.
De acordo com o estudo, aproximadamente 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram em 2024. Entre adolescentes, as causas de morte mudam em relação à infância: enquanto doenças infecciosas ainda têm impacto entre crianças menores, na adolescência e juventude entram em cena fatores externos, como violência, suicídio e acidentes de trânsito.
No caso dos meninos entre 15 e 19 anos, os acidentes de trânsito aparecem como uma das principais causas de morte no mundo, evidenciando o impacto da mobilidade e da segurança viária na mortalidade de jovens.
Situação no BrasilO cenário brasileiro segue a mesma tendência, embora com algumas particularidades. Segundo o relatório, no Brasil, a violência é a principal causa de morte entre meninos de 15 a 19 anos, responsável por 49% dos óbitos. Em seguida aparecem as doenças não transmissíveis (18%) e, logo depois, os acidentes de trânsito, que respondem por 14% das mortes nessa faixa etária.
Ou seja, no país, os sinistros de trânsito estão entre as principais causas de morte de adolescentes, superando inclusive muitas doenças. Entre meninas da mesma faixa etária, os acidentes de trânsito também aparecem entre as causas relevantes de mortalidade, embora em menor proporção.
Os dados reforçam um ponto já conhecido por especialistas em segurança viária: o trânsito é uma das principais causas de morte de jovens no mundo e no Brasil, especialmente entre homens jovens, que estão mais expostos a comportamentos de risco, como excesso de velocidade, direção sob efeito de álcool e condução de motocicletas.
Trânsito como questão de saúde públicaEmbora o relatório da ONU trate principalmente da mortalidade infantil, o levantamento mostra que, à medida que as crianças crescem, os riscos deixam de ser apenas de saúde e passam a envolver fatores externos — e o trânsito aparece como um dos principais.
Esse cenário reforça que a segurança viária deve ser tratada como uma questão de saúde pública. Mortes no trânsito não são “acidentes” inevitáveis, mas eventos previsíveis e evitáveis, muitas vezes associados a fatores como velocidade excessiva, infraestrutura inadequada, falhas na fiscalização e comportamento de risco.
Desaceleração na redução de mortes preocupaO relatório também aponta que, embora as mortes de crianças menores de cinco anos tenham caído pela metade desde 2000, o ritmo de redução desacelerou desde 2015. A ONU alerta que, se o ritmo atual continuar, milhões de crianças e jovens ainda morrerão de forma precoce e evitável até 2030.
Entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU está a meta de reduzir mortes evitáveis, incluindo aquelas causadas por sinistros de trânsito. No entanto, muitos países ainda estão distantes dessas metas.
O que os dados revelamOs números reforçam que salvar vidas não depende apenas de hospitais ou medicamentos, mas também de políticas públicas de mobilidade segura. Medidas como redução de velocidade, fiscalização efetiva, educação para o trânsito, melhoria da infraestrutura viária e formação adequada de condutores estão entre as ações mais eficazes para reduzir mortes no trânsito — especialmente entre jovens.
Em outras palavras, quando se fala em mortalidade de adolescentes e jovens, falar de trânsito é inevitável. E os dados da ONU mostram que melhorar a segurança viária pode ser decisivo para salvar milhares de vidas todos os anos.
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