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Seu carro pode avisar antes de os freios falharem: conheça 7 sinais de alerta
Ruídos ao frear, vibrações no volante, mudanças na sensação do pedal ou um carro que demora mais para parar não devem ser tratados como características normais do uso. Esses comportamentos podem ser sinais de problemas no sistema de freios e merecem atenção, principalmente porque a capacidade de reduzir a velocidade ou parar o veículo está diretamente relacionada à segurança no trânsito.
Em muitos casos, o sistema de frenagem apresenta indícios de desgaste antes que o problema se torne mais grave. Reconhecê-los e procurar uma avaliação pode evitar a deterioração de outros componentes e reduzir o risco de uma falha durante a condução.
Conforme Denis Slwczuk, gerente geral de pós-vendas do Grupo T-Line, os problemas normalmente não aparecem sem qualquer aviso.
“Os freios normalmente dão sinais de que precisam de atenção. Quanto mais cedo o motorista procura uma avaliação, maiores são as chances de resolver o problema com uma manutenção simples, preservando o desempenho do veículo e evitando danos a outros componentes”, alerta.
Veja sete sinais que podem indicar problemas nos freios e que não devem ser ignorados. 1. Chiados e ruídos metálicos ao frearUm dos sinais mais facilmente percebidos pelo motorista é o surgimento de barulhos durante a frenagem.
Chiados frequentes podem estar relacionados ao desgaste das pastilhas ou à presença de sujeira entre os componentes. A situação exige ainda mais atenção quando o motorista percebe um som metálico. “Já sons metálicos costumam sinalizar que o material de atrito já se esgotou e que o metal está em contato direto com o disco, situação que acelera o desgaste e aumenta o custo do reparo”, explica Denis.
2. Pedal baixo, duro ou sem firmezaMudanças no comportamento do pedal também devem ser observadas. Se ele passa a afundar além do normal, fica excessivamente rígido ou apresenta sensação de falta de firmeza, pode haver problemas relacionados ao fluido de freio, vazamentos ou falhas hidráulicas.
Nessas situações, a orientação é buscar avaliação imediatamente.
3. Vibração durante a frenagemSentir o volante ou o próprio pedal vibrar quando o freio é acionado é outro sinal de que algo pode não estar funcionando corretamente.
Uma das causas mais comuns é o empenamento dos discos de freio.
“Além de reduzir o conforto ao dirigir, essa condição compromete a eficiência da frenagem”, diz o especialista.
4. Carro puxa para um dos ladosAo acionar os freios, o veículo deve manter uma trajetória previsível. Se ele começa a desviar para um dos lados durante a frenagem, é preciso investigar a causa.
O comportamento pode estar relacionado ao desgaste irregular das pastilhas, travamento das pinças ou outros problemas que façam uma das rodas frear com intensidade diferente das demais.
5. Veículo está demorando mais para pararO aumento da distância de frenagem é especialmente importante do ponto de vista da segurança viária.
Se o motorista percebe que precisa de mais espaço para conseguir parar o carro, inclusive em velocidades baixas, pode haver perda de eficiência do sistema. “Essa alteração pode estar relacionada ao desgaste de componentes ou à perda das propriedades do fluido de freio”, observa Denis.
No trânsito, perceber essa mudança rapidamente é fundamental, já que a capacidade de parar o veículo influencia diretamente a possibilidade de evitar uma colisão diante de uma situação inesperada.
6. Luz do sistema de freios acendeu no painelA luz de advertência relacionada aos freios não deve ser ignorada. O alerta pode estar associado desde ao nível baixo do fluido até a problemas eletrônicos ou mecânicos. A causa precisa ser identificada por profissionais qualificados.
Continuar utilizando o veículo sem descobrir o motivo do aviso pode significar manter em circulação um automóvel com uma possível deficiência em um de seus principais sistemas de segurança.
7. Cheiro de queimado depois de utilizar muito os freiosO motorista também deve prestar atenção ao olfato. Odor de queimado vindo da região das rodas após frenagens intensas pode indicar superaquecimento dos freios.
Nessa situação, a eficiência do sistema pode ser reduzida temporariamente, além de haver aceleração do desgaste dos componentes.
Manutenção preventiva ajuda a preservar os freiosAlém de reconhecer os sinais, alguns hábitos podem ajudar a prolongar a vida útil do sistema de frenagem.
Evitar freadas bruscas, manter distância segura do veículo à frente, cumprir os intervalos de manutenção determinados pelo fabricante e verificar regularmente o nível e as condições do fluido de freio estão entre as recomendações.
Manter distância adequada, por exemplo, não é importante somente para a conservação do veículo. Ao dispor de mais espaço para reagir às mudanças do trânsito, o motorista também reduz a necessidade de frenagens bruscas.
“A manutenção preventiva é sempre a melhor escolha. Além de aumentar a segurança, ela reduz o desgaste dos componentes e evita que pequenos problemas evoluam para consertos mais caros. Também é fundamental que inspeções e reparos sejam realizados em concessionárias ou oficinas de confiança, com profissionais qualificados e utilização de peças originais, garantindo o desempenho e os padrões de segurança previstos pelo fabricante”, conclui o especialista do Grupo T-Line.
Assim, mais do que esperar o momento previsto para uma revisão, o motorista deve permanecer atento às mudanças no comportamento dos freios. Ruídos, vibrações, alterações no pedal, aumento da distância necessária para parar ou alertas no painel são sinais que justificam uma avaliação do sistema.
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Breque dos Apps: entregadores cobram taxa mínima e transparência nos bloqueios
Entregadores de aplicativos realizaram, na última terça-feira (1º), uma paralisação nacional para reivindicar melhores condições de trabalho. Batizada de “Breque Geral dos Apps”, a mobilização ganhou repercussão nas redes sociais.
Entre as principais reivindicações estão a criação de uma taxa mínima de R$ 10 para entregas de até quatro quilômetros, o pagamento de R$ 2,50 por quilômetro percorrido e maior transparência nos bloqueios e suspensões de contas realizados pelas plataformas.
Também há críticas à modalidade “+Entregas”, do iFood, e ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que trata da regulamentação do trabalho intermediado por plataformas digitais. Parte dos trabalhadores considera que a proposta ainda não atende adequadamente às demandas relacionadas à remuneração e à proteção previdenciária.
Protestos ocorreram em diferentes cidadesEm São Paulo, centenas de motociclistas participaram da mobilização. O grupo se concentrou na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e seguiu em motociata até as sedes da 99 e do iFood.
Também foram registrados atos e paralisações em outras cidades, como Santos, Goiânia e Anápolis. Durante o movimento, a orientação dos organizadores era para que os entregadores permanecessem desconectados dos aplicativos.
Os participantes afirmam que os valores pagos atualmente nem sempre são suficientes para cobrir os custos da atividade, como combustível, manutenção da motocicleta, pneus, equipamentos de proteção, alimentação e contribuição previdenciária.
Outro ponto levantado pela categoria é a falta de clareza nos bloqueios de contas. Segundo os organizadores, alguns profissionais são suspensos por decisões automatizadas sem receber explicações detalhadas ou ter um canal adequado para contestar a medida.
Bônus oferecidos durante a paralisação viraram alvo de denúnciaDurante o protesto em São Paulo, entregadores acusaram a 99Food e a Keeta de oferecer bônus para estimular os profissionais a permanecerem trabalhando. Capturas de tela divulgadas pelos participantes mostrariam valores adicionais de R$ 3 a R$ 9 por entrega em determinados horários e regiões.
Uma representação foi encaminhada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), com pedido de investigação sobre uma possível prática antissindical. A denúncia solicita que sejam analisados os horários, as áreas, os valores e os critérios utilizados para liberar os incentivos.
A oferta de remuneração dinâmica não é, por si só, considerada irregular. O questionamento apresentado pelos trabalhadores está relacionado à coincidência entre os bônus e o horário da mobilização.
A Keeta afirmou que os incentivos faziam parte de seu programa regular, sem relação com a greve. A empresa também declarou respeitar o direito de manifestação e destacou que os entregadores têm autonomia para escolher quando ficar conectados e quais pedidos aceitar. A 99Food não havia se manifestado sobre a acusação até a publicação das reportagens consultadas.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como iFood, 99 e Uber, declarou respeitar as manifestações pacíficas. A entidade também disse manter canais de diálogo com os profissionais e defender uma regulamentação que ofereça proteção social aos trabalhadores e segurança jurídica às plataformas.
iFood defende modelo de remuneraçãoO programa “+Entregas” também está no centro das discussões. Na modalidade, o entregador trabalha em áreas e períodos previamente definidos e pode receber valores menores por pedido individual.
O iFood afirma que a adesão é opcional e que o modelo oferece maior previsibilidade. Segundo a empresa, a combinação entre pagamentos fixos adicionais e maior direcionamento de pedidos pode proporcionar ganhos superiores aos obtidos na modalidade tradicional.
Representantes dos entregadores, entretanto, argumentam que os valores individuais mais baixos e as regras de permanência no programa podem prejudicar os profissionais, inclusive aqueles que optam por não aderir.
A divergência mostra que a discussão não envolve apenas o valor de cada corrida. Também passa pela forma como os pedidos são distribuídos, pela transparência dos algoritmos e pela possibilidade de o trabalhador conhecer antecipadamente quanto receberá e quais custos precisará assumir.
Condições de trabalho também afetam a segurança viáriaEmbora a mobilização tenha como foco principal a remuneração e a regulamentação da atividade, o debate está diretamente relacionado à mobilidade e à segurança no trânsito.
Entregadores passam várias horas por dia circulando entre automóveis, ônibus, caminhões, bicicletas e pedestres. Quanto maior o tempo de exposição, maiores são as situações de risco que precisam administrar. Chuva, baixa visibilidade, pavimento irregular, jornadas extensas e pressão por produtividade podem tornar a atividade ainda mais desgastante.
Um modelo de remuneração baseado principalmente na quantidade de entregas também exige atenção. Isso porque o incentivo para realizar mais pedidos em menos tempo não pode resultar em excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho, uso do celular em movimento ou outras condutas perigosas.
A responsabilidade pela segurança, no entanto, não deve ser atribuída somente ao motociclista. Plataformas, poder público, estabelecimentos, consumidores e demais condutores fazem parte desse sistema.
As empresas podem contribuir com regras que não estimulem comportamentos de risco, programas de capacitação, seguros, equipamentos de proteção e pontos de apoio. O poder público deve fiscalizar, melhorar a infraestrutura e incluir os profissionais nas políticas de prevenção de sinistros. Já os consumidores precisam compreender que condições adversas de trânsito e clima podem aumentar o tempo necessário para uma entrega segura.
Para os demais condutores, a recomendação é manter distância lateral e frontal das motocicletas, verificar os retrovisores antes de mudar de faixa e evitar movimentos bruscos. Também é importante lembrar que o ponto cego de automóveis, ônibus e caminhões pode esconder completamente uma motocicleta.
Regulamentação continua em debateA paralisação ocorre em meio às discussões nacionais sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos. Os pontos mais sensíveis envolvem remuneração mínima, contribuição previdenciária, transparência dos algoritmos, critérios de bloqueio, jornada, seguros e responsabilidade em caso de acidente.
Ainda não existe consenso entre trabalhadores, empresas e governo sobre o modelo mais adequado. A repercussão do Breque dos Apps mostra, entretanto, que a discussão deverá continuar.
Mais do que uma disputa entre entregadores e plataformas, o tema envolve milhares de profissionais que fazem do trânsito seu local de trabalho. Qualquer proposta de regulamentação precisará considerar não apenas o valor pago por corrida, mas também a saúde, a proteção social e a segurança viária de quem passa o dia sobre duas rodas.
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Doença pode impedir a renovação da CNH? Veja o que diz a regra
Uma doença pode impedir a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas isso não acontece de forma automática. A legislação não estabelece uma lista simples de diagnósticos que levam à inaptidão. O que o médico perito avalia é se a condição de saúde, seus sintomas ou o tratamento comprometem a capacidade de dirigir com segurança.
Essa distinção é importante porque ter uma doença crônica, fazer uso contínuo de medicamentos ou estar em tratamento médico não significa, por si só, que o motorista perderá o direito de dirigir.
Na prática, cada caso deve ser analisado individualmente durante o exame de aptidão física e mental. Perda de consciência, alterações importantes da visão, redução da coordenação motora, comprometimento cognitivo, crises convulsivas, episódios graves de hipoglicemia e efeitos colaterais de medicamentos estão entre os fatores que podem interferir no resultado.
O que diz a regra sobre doenças e renovação da CNH?A principal norma sobre o assunto é a Resolução nº 927/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta o exame de aptidão física e mental e a avaliação psicológica nos processos de habilitação.
A resolução não determina a inaptidão apenas pela existência de uma doença. O resultado depende das repercussões da condição sobre as funções necessárias para conduzir um veículo com segurança.
No exame médico, são realizadas a anamnese — que consiste no levantamento do histórico de saúde —, a aplicação de um questionário, o exame físico geral e avaliações específicas.
Entre os aspectos observados estão:
- visão;
- audição;
- condições cardiorrespiratórias;
- coordenação motora;
- força muscular;
- mobilidade e equilíbrio;
- atenção, memória e concentração;
- comportamento e compreensão;
- uso de medicamentos;
- indícios do uso de substâncias psicoativas;
- possibilidade de perda súbita de consciência.
O médico perito examinador também pode solicitar exames complementares ou especializados quando considerar necessário.
Por isso, motoristas que fazem acompanhamento médico podem levar receitas, exames recentes e relatórios que apresentem informações sobre o diagnóstico, a evolução do quadro, os medicamentos utilizados e o nível de controle da condição.
Quais condições de saúde exigem mais atenção?Não existe uma lista simples de doenças que automaticamente “cancelam” a CNH. Algumas condições, no entanto, precisam ser avaliadas com mais cuidado porque podem comprometer habilidades essenciais para a direção.
Epilepsia e crises convulsivasA epilepsia não representa necessariamente uma inaptidão definitiva. A Resolução Contran nº 927/2022 estabelece critérios específicos para esses casos.
O motorista que declarar ter epilepsia ou utilizar medicamento antiepiléptico deverá apresentar informações do médico que acompanha o tratamento. O relatório deve ser preenchido por um profissional que acompanhe o paciente há, no mínimo, um ano.
Para o condutor que ainda utiliza medicação, a norma prevê, entre os requisitos para a aprovação, estar há pelo menos um ano sem crises epilépticas, apresentar parecer favorável do médico assistente e demonstrar adesão ao tratamento.
Também existem critérios específicos para quem está em processo de retirada da medicação. Nessa situação, são considerados o período sem crises, a forma como ocorreu a suspensão do medicamento e o parecer do profissional responsável pelo acompanhamento.
Quando considerado apto, o condutor pode ter restrições relacionadas à categoria permitida e ao prazo de validade do exame.
Doenças cardiovascularesArritmias, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares precisam de atenção principalmente quando podem provocar desmaios, tonturas, perda de consciência ou comprometimento funcional.
A existência do diagnóstico não determina automaticamente a inaptidão. O resultado dependerá da gravidade, das repercussões da doença e das informações apresentadas pelo médico assistente.
Em algumas situações, o condutor poderá ser considerado temporariamente inapto até realizar o tratamento necessário ou apresentar uma avaliação cardiológica favorável.
A própria resolução também estabelece parâmetros para a pressão arterial. Dependendo dos valores encontrados no momento do exame, o médico poderá reduzir o prazo de validade, solicitar acompanhamento ou considerar o motorista temporariamente inapto até que a pressão esteja controlada.
Diabetes e hipoglicemiaO diabetes controlado não impede a renovação da CNH. A preocupação aumenta quando o motorista apresenta episódios de hipoglicemia grave, especialmente aqueles acompanhados de confusão mental, alteração da visão, desorientação, desmaio ou perda de consciência.
Durante a avaliação, podem ser considerados a frequência desses episódios, o controle da glicemia, a capacidade de reconhecer os sinais de hipoglicemia e a adesão ao tratamento.
Mais uma vez, o diagnóstico isolado não é suficiente para determinar a inaptidão. O que importa é o risco de a condição provocar uma perda repentina da capacidade de conduzir o veículo.
Doenças neurológicas ou cognitivasCondições como Parkinson, Alzheimer e sequelas de acidente vascular cerebral podem afetar a coordenação motora, o equilíbrio, o tempo de reação, a orientação e a capacidade de tomar decisões.
Nesses casos, a avaliação considera o estágio e as repercussões da doença. Uma pessoa em fase inicial e com as funções necessárias à direção preservadas pode receber um resultado diferente de outra que já apresente comprometimento cognitivo ou motor relevante.
O médico poderá solicitar exames complementares ou relatórios especializados para obter mais informações antes de definir o resultado.
Transtornos psiquiátricosO diagnóstico de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia ou outra condição psiquiátrica também não gera inaptidão automática.
O que será analisado é se o quadro está controlado e se existem alterações de percepção, julgamento, comportamento, atenção, memória ou controle de impulsos incompatíveis com a condução segura.
Os efeitos dos medicamentos utilizados no tratamento também podem ser considerados. Alguns remédios podem provocar sonolência, tontura, redução da atenção ou aumento do tempo de reação, especialmente no início do tratamento ou após uma mudança de dosagem.
Por isso, o motorista deve seguir a orientação médica e nunca interromper a medicação por conta própria apenas para realizar o exame da CNH.
Dependência de álcool ou outras drogasO uso abusivo de álcool, drogas ilícitas ou outras substâncias psicoativas pode resultar em inaptidão quando comprometer a percepção, o comportamento, o julgamento ou a capacidade de condução.
É importante, porém, diferenciar o tratamento médico regular do uso abusivo ou da dependência. Informar corretamente os medicamentos utilizados ajuda o perito a avaliar seus possíveis efeitos sobre a direção.
Quais podem ser os resultados do exame?De acordo com a Resolução Contran nº 927/2022, é possível classificar o motorista como:
- Apto: quando não houver contraindicação para dirigir na categoria pretendida;
- Apto com restrições: quando houver necessidade de registrar alguma restrição na CNH ou exigir adaptação no veículo;
- Inapto temporário: quando é possível tratar ou corrigir o motivo da reprovação;
- Inapto: quando o impedimento for irreversível e não houver possibilidade de tratamento ou correção.
Em determinados casos, o médico pode reduzir o prazo de validade do exame para acompanhar mais de perto a evolução da saúde do motorista. Portanto, receber uma CNH com prazo menor não significa necessariamente que a pessoa esteja proibida de dirigir.
O prazo reduzido pode funcionar como uma medida de acompanhamento, permitindo que a condição seja reavaliada antes do intervalo normalmente previsto para a idade do condutor.
É possível contestar o resultado?Sim. O motorista que discordar do resultado pode solicitar uma reavaliação por Junta Médica ou Psicológica do órgão executivo de trânsito do estado ou do Distrito Federal.
Conforme a Resolução Contran nº 927/2022, deve-se apresentar o pedido no prazo de 30 dias, contado a partir do conhecimento do resultado.
Se a junta mantiver a inaptidão permanente, também será possível apresentar recurso ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) ou, no Distrito Federal, ao Conselho de Trânsito do Distrito Federal (Contrandife), igualmente no prazo de 30 dias.
Motorista não deve esconder informaçõesO condutor não deve omitir doenças, medicamentos ou tratamentos durante o exame. Além de ser responsável pelas informações prestadas, esconder uma condição pode impedir que o perito avalie corretamente os riscos e as medidas necessárias para uma condução segura.
Manter o acompanhamento médico, controlar adequadamente a doença e apresentar a documentação solicitada são cuidados que contribuem para uma análise mais precisa.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito & Mobilidade, o objetivo das normas de saúde aplicadas à renovação da CNH é garantir que os condutores mantenham condições físicas e mentais adequadas para permanecer nas vias.
“A fiscalização e a triagem desses requisitos protegem tanto os condutores quanto todos os usuários do trânsito, contribuindo para uma maior segurança das vias”, conclui.
Assim, a resposta para a pergunta do título é: uma doença pode impedir a renovação da CNH quando seus sintomas ou consequências tornam a condução insegura. No entanto, não há impedimento automático apenas pela existência de um diagnóstico. A decisão depende da avaliação individual, do controle da condição e da possibilidade de tratamento ou correção.
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CRLV 2026 já é obrigatório em Minas Gerais para estas placas; veja como evitar multa
Desde esta terça-feira, 1º de setembro, proprietários de veículos registrados em Minas Gerais com placas terminadas em 1, 2 e 3 precisam apresentar o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) referente a 2026. Com o início da primeira etapa do calendário estadual, circular sem o licenciamento regularizado pode resultar em multa, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e remoção do veículo.
A principal orientação ao motorista é não se limitar a verificar se o IPVA ou a taxa anual foram pagos. Antes de circular, é necessário confirmar se o CRLV 2026 foi efetivamente emitido. Multas vencidas, restrições administrativas e outros impedimentos vinculados ao veículo podem bloquear a liberação do documento, mesmo quando os principais tributos já foram quitados.
Quais placas já precisam do CRLV 2026 em Minas Gerais?A exigência foi dividida em três etapas, conforme o algarismo final da placa do veículo. O calendário estabelecido para Minas Gerais é o seguinte:
- Finais 1, 2 e 3: CRLV 2026 exigido desde 1º de setembro;
- Finais 4, 5 e 6: exigência a partir de 1º de outubro;
- Finais 7, 8, 9 e 0: exigência a partir de 1º de novembro.
O cronograma é aplicado aos veículos registrados em Minas Gerais. Proprietários que circulam em outro estado também devem observar o calendário definido pela unidade da Federação em que o veículo está registrado, pois as datas do licenciamento não são iguais em todo o Brasil.
Pagar o IPVA não garante a emissão do documentoUma confusão comum entre os proprietários é considerar que o pagamento do IPVA deixa automaticamente o veículo licenciado. Na prática, o imposto é apenas uma das obrigações que precisam estar regularizadas.
Para que o CRLV 2026 seja liberado, devem estar quitados ou resolvidos:
- IPVA;
- Taxa de Renovação do Licenciamento Anual do Veículo (TRLAV);
- multas de trânsito vencidas;
- outros débitos vinculados ao veículo;
- eventuais restrições ou impedimentos cadastrais.
Por isso, o comprovante de pagamento de uma taxa ou do IPVA não substitui o CRLV. O motorista deve consultar a situação do veículo e confirmar se o documento de 2026 já aparece nos canais oficiais.
Dependendo da forma de pagamento e do processamento bancário, a baixa de um débito também pode não ser imediata. Deixar a regularização para o momento de uma fiscalização representa um risco, pois a quitação feita durante a abordagem pode não atualizar instantaneamente o sistema nem liberar o novo documento a tempo.
Como consultar e emitir o CRLV 2026A situação do veículo pode ser consultada no portal da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito de Minas Gerais (CET-MG). Se houver pendências, o proprietário deve identificar o que está impedindo o licenciamento e providenciar a regularização.
Depois da emissão, o CRLV pode ser acessado pelos canais oficiais disponibilizados ao cidadão, como o aplicativo CNH do Brasil, o MG App, o portal da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e o site da CET-MG.
O documento eletrônico tem a mesma validade jurídica da versão impressa. Quem preferir pode imprimir o CRLV em papel comum, desde que o conteúdo esteja legível e o QR Code seja preservado.
No celular, é recomendável baixar o documento previamente. Ou seja, isso permite acessá-lo mesmo em locais sem sinal de internet e reduz o risco de transtornos durante uma abordagem. O condutor também deve manter o aparelho com bateria suficiente.
Veículo não licenciado é diferente de documento não apresentadoÉ importante distinguir duas situações. A primeira ocorre quando o veículo está com o licenciamento vencido, isto é, o CRLV 2026 não foi emitido dentro do calendário aplicável. A segunda acontece quando o licenciamento está regular, mas o condutor não consegue mostrar o documento naquele momento.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o porte do certificado pode ser dispensado quando o agente tem acesso ao sistema informatizado e consegue confirmar que o veículo está devidamente licenciado. Portanto, ficar sem bateria no celular não transforma, por si só, um veículo regular em não licenciado.
Ainda assim, levar o CRLV digital previamente baixado ou uma cópia impressa evita depender da conexão e da disponibilidade do sistema durante a fiscalização.
Qual é a penalidade por circular com o licenciamento vencido?Conduzir um veículo que não esteja devidamente licenciado é infração gravíssima, conforme o artigo 230, inciso V, do CTB. A penalidade prevista é:
- multa de R$ 293,47;
- sete pontos na CNH;
- remoção do veículo como medida administrativa.
A autuação recai sobre a condução de um veículo sem licenciamento válido. Assim, mesmo que o automóvel pertença a outra pessoa, o condutor abordado pode receber a pontuação correspondente à infração.
Além da multa, a remoção gera outros transtornos. O proprietário pode ter despesas com transporte e permanência no pátio e ainda precisará solucionar as pendências para recuperar o veículo.
Licenciamento também tem relação com segurança viáriaEmbora o CRLV seja frequentemente associado apenas à cobrança de impostos e taxas, o licenciamento anual é o mecanismo pelo qual o poder público verifica se o veículo está regular para circular. A impossibilidade de emitir o documento pode indicar não somente dívidas, mas também restrições administrativas ou cadastrais que precisam ser esclarecidas.
Para o motorista, a providência mais segura é consultar a situação com antecedência, confirmar o exercício indicado no CRLV e manter o documento acessível. Em Minas Gerais, esse cuidado já é indispensável para as placas terminadas em 1, 2 e 3 e se estenderá aos demais veículos ao longo de outubro e novembro.
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Pagou multa ou pedágio falso por Pix? Veja se a nova regra ajuda a recuperar o dinheiro
Uma nova regra de segurança do Pix entrou em vigor nesta terça-feira, 1º de setembro, e despertou o interesse dos brasileiros. O assunto gerou dúvidas sobre a possibilidade de recuperar valores transferidos em golpes. Entre os motoristas, a mudança pode chamar a atenção de quem pagou uma falsa multa, uma cobrança fraudulenta de pedágio ou um débito inexistente de Free Flow.
É possível acionar a ferramenta criada pelo Banco Central que se chama Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED, quando a transferência estiver relacionada a fraude, golpe ou crime. Isso significa que o motorista enganado por uma página falsa pode solicitar ao banco a tentativa de recuperação do dinheiro.
O ressarcimento, entretanto, não é automático nem garantido. Ele depende da análise das instituições financeiras, da confirmação dos indícios de fraude e, principalmente, da existência de recursos nas contas utilizadas pelos criminosos.
O que mudou no Pix em 1º de setembro?A nova regra ampliou de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução considerada indevida ou fraudulenta dentro do MED.
Essa situação ocorre, por exemplo, quando uma pessoa recebe legitimamente um Pix pela venda de um produto ou pela prestação de um serviço, mas o pagador alega falsamente que foi vítima de fraude e consegue a devolução do valor. Com a mudança, quem recebeu o pagamento original passa a ter até 80 dias, contados da devolução, para questionar o procedimento.
Não se deve confundir esse prazo com o período disponível para quem caiu em um golpe. A vítima de fraude já pode solicitar a abertura do MED em até 80 dias após a transferência original.
Portanto, existem dois prazos semelhantes, mas destinados a situações diferentes:
- a vítima de golpe tem até 80 dias após fazer o Pix para solicitar o MED;
- quem recebeu legitimamente um pagamento e sofreu uma devolução possivelmente fraudulenta tem até 80 dias, contados da devolução, para contestá-la.
Apesar do prazo, a orientação do Banco Central é agir o mais rapidamente possível, pois os criminosos costumam transferir o dinheiro para outras contas logo após receber o pagamento.
O MED vale para golpes de multas e pedágios falsos?Sim. Se o motorista foi induzido por criminosos a fazer um Pix para pagar uma multa inexistente, um falso débito de pedágio ou uma cobrança fraudulenta de Free Flow, ele pode pedir ao banco a abertura do Mecanismo Especial de Devolução.
O MED é destinado a casos de fraude, golpe, coerção ou crime. A falsa cobrança se enquadra nessa possibilidade porque o pagamento ocorreu a partir de uma informação enganosa criada para obter vantagem financeira.
A ferramenta, contudo, não funciona como o cancelamento de uma compra no cartão. Também não obriga o banco a devolver o dinheiro com recursos próprios. O sistema tenta localizar, bloquear e devolver valores ainda disponíveis nas contas envolvidas.
Caso o dinheiro já tenha sido retirado ou transferido e não haja recursos disponíveis, a devolução pode ser parcial ou não ocorrer.
Como solicitar a devolução?Ao perceber que pagou uma cobrança falsa por Pix, o motorista deve acessar imediatamente o aplicativo do banco e procurar a opção para contestar a transação. Dependendo da instituição, a funcionalidade pode aparecer com nomes como “contestar Pix”, “relatar fraude” ou “Mecanismo Especial de Devolução”.
Se não encontrar a opção, o usuário deve entrar em contato com os canais oficiais de atendimento do banco e solicitar expressamente a abertura do MED.
O Banco Central informa que é possível registrar o pedido em até 80 dias após a transferência, mas destaca que quanto mais rápida for a comunicação, maiores serão as chances de encontrar e bloquear os valores. Banco Central.
A vítima deve guardar:
- comprovante da transferência;
- mensagens recebidas por SMS, WhatsApp ou e-mail;
- endereço da página acessada;
- boleto ou QR Code enviado;
- número de telefone utilizado pelos golpistas;
- nome e dados do recebedor exibidos no Pix;
- capturas de tela da falsa cobrança;
- protocolos de atendimento do banco.
Também é recomendável registrar um boletim de ocorrência e apresentar o documento à instituição financeira, caso haja solicitação.
Transferência errada ou desacordo comercial não entram no MEDNão é possível usar o MED simplesmente porque o usuário digitou a chave errada, se arrependeu de uma compra ou teve um desacordo comercial com o vendedor.
O botão de contestação se destina a situações de fraude, golpe ou coerção. Segundo o Banco Central, ele não funciona como um mecanismo comum de cancelamento nem substitui a negociação entre consumidor e estabelecimento. Banco Central.
Por outro lado, se o motorista acreditou estar acessando o site oficial de uma concessionária ou de um órgão de trânsito, mas foi direcionado para uma página clonada controlada por criminosos, há indícios de fraude e o MED pode ser solicitado.
E se o pagamento foi feito por boleto?O Mecanismo Especial de Devolução é específico para transações realizadas por Pix. Se a falsa multa ou cobrança de pedágio foi paga por boleto, a vítima deve comunicar imediatamente o banco utilizado no pagamento e a instituição responsável pela emissão ou recebimento do boleto.
O procedimento será diferente e dependerá da possibilidade de bloqueio ou rastreamento do valor. Também nesse caso é importante guardar todas as provas e registrar boletim de ocorrência.
Se o pagamento foi realizado com cartão, o usuário deve entrar em contato com a administradora para contestar a transação conforme as regras aplicáveis ao meio de pagamento.
Como evitar golpes de multas e pedágiosMensagens falsas costumam explorar a urgência e o medo de consequências, como suspensão da CNH, aumento do valor da multa, bloqueio do veículo ou cobrança de juros. No caso do Free Flow, os criminosos também podem alegar que o prazo está terminando para pressionar o motorista a pagar imediatamente.
O principal cuidado é não realizar pagamentos por links, boletos ou QR Codes recebidos de maneira inesperada. Antes de pagar, o motorista deve acessar diretamente:
- o aplicativo Carteira Digital de Trânsito;
- o portal oficial do órgão autuador;
- o site do Detran do estado;
- o canal oficial da concessionária responsável pela rodovia;
- os meios de consulta indicados nas placas do trecho com Free Flow.
Também é fundamental conferir os dados do destinatário antes de confirmar o Pix. Se o nome apresentado não tiver relação com o órgão ou a empresa responsável pela cobrança, o pagamento deve ser interrompido.
Nova regra não substitui a prevençãoA ampliação dos mecanismos de segurança aumenta as possibilidades de contestação e rastreamento de operações fraudulentas, mas não elimina os riscos. Mesmo quando o MED é aberto dentro do prazo, pode não haver dinheiro disponível para devolução.
Por isso, a medida mais eficaz continua sendo verificar a cobrança antes do pagamento. No caso de multas, pedágios e débitos de Free Flow, o motorista deve sempre consultar os canais oficiais, digitar o endereço diretamente no navegador e desconfiar de mensagens que exigem pagamento imediato.
Se o golpe já ocorreu, a rapidez é determinante: comunicar o banco, solicitar o MED, preservar as provas e registrar a ocorrência aumentam as chances de localizar o dinheiro e identificar os responsáveis.
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Mortes de motociclistas crescem 38% em cinco anos no Brasil; especialista analisa as causas
A motocicleta consolidou-se como uma ferramenta essencial de mobilidade e trabalho no Brasil, mas essa expansão também trouxe um grave desafio para a segurança viária. Os motociclistas são hoje as principais vítimas fatais do trânsito brasileiro, e o problema não está apenas na quantidade de sinistros: a intensidade das colisões e a gravidade dos ferimentos também preocupam especialistas.
Dados consolidados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024. Desse total, 15.459 eram motociclistas, o equivalente a 41,6% das vítimas. Entre 2019 e 2024, os óbitos desse grupo cresceram 38%, conforme análise apresentada pelo Atlas da Violência 2026.
Os números evidenciam um problema complexo, que não pode ser atribuído apenas a uma decisão individual do condutor. O cenário envolve o crescimento da frota, a maior utilização da moto como instrumento de trabalho, a exposição prolongada ao trânsito, a pressão por produtividade, falhas de infraestrutura e sinalização, formação insuficiente e ausência de fiscalização ostensiva.
De acordo com o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, Celso Mariano, a presença predominante de homens jovens entre as vítimas de sinistros com motocicletas não é uma particularidade brasileira.
“Quase todos os países que têm violência no trânsito apresentam, entre os casos mais problemáticos, os sinistros que envolvem justamente homens jovens em motocicletas. Essa combinação reúne um veículo com particularidades que aumentam o risco e um grupo que, de forma geral, tende a conduzir de maneira mais perigosa”, explica.
Isso não significa que todos os motociclistas jovens adotem comportamentos inseguros. A análise aponta, no entanto, que fatores associados à idade, à menor experiência e à maior propensão à exposição ao risco precisam ser considerados na formulação de políticas de prevenção.
Motocicleta exige habilidade, equilíbrio e atenção permanenteDiferentemente de um automóvel, a motocicleta não oferece uma estrutura de proteção ao redor do ocupante. Além disso, depende diretamente do equilíbrio do condutor e reage de forma mais sensível a buracos, óleo na pista, areia, chuva, desníveis e movimentos bruscos. “Moto é um veículo que não para em pé sozinho. Exige muita habilidade, muita presença e muita atenção”, ressalta Mariano.
Por isso, uma falha aparentemente pequena pode produzir consequências muito mais graves para quem está sobre duas rodas. Uma mudança de faixa sem observar os retrovisores, uma conversão sem sinalização, uma abertura inesperada de porta ou um obstáculo na pista podem causar uma queda ou colisão com potencial fatal.
A vulnerabilidade do motociclista também aumenta à medida que cresce a velocidade. Mesmo quando a quantidade de ocorrências permanece relativamente estável, colisões mais violentas podem elevar o número de mortes e de lesões graves.
“Uma triste característica dos últimos sinistros é o aumento da intensidade dos ferimentos. A melhora da segurança no trânsito depende de uma quantidade menor de ocorrências, mas, especialmente, de uma intensidade menor dos danos materiais e físicos”, afirma o especialista.
Conforme Mariano, nem sempre o agravamento da violência viária decorre de um aumento no total de sinistros. Em algumas situações, o que muda é a severidade das ocorrências, o que exige intervenções direcionadas aos fatores que aumentam a energia do impacto, principalmente a velocidade.
Pressão por entregas rápidas amplia a exposição ao riscoA expansão dos serviços de entrega por aplicativos alterou a dinâmica do trânsito das cidades. A motocicleta tornou-se fonte de renda para milhares de brasileiros, mas o modelo de trabalho frequentemente associa remuneração ao número de entregas realizadas, criando uma relação direta entre tempo e rendimento. “O delivery gera uma pressão enorme contra o relógio na cabeça do condutor, que, além de tudo, ainda precisa utilizar o telefone celular para receber e enviar informações. É uma combinação de fatores muito contrária ao nível de atenção minimamente razoável para um condutor de motocicleta”, alerta Celso Mariano.
A pressão por produtividade pode favorecer excesso de velocidade, ultrapassagens arriscadas, avanço de sinal e redução do intervalo destinado ao descanso. Ao mesmo tempo, o profissional permanece muitas horas exposto ao trânsito, inclusive em períodos de maior movimento e sob condições climáticas adversas.
O problema, portanto, não deve ser tratado apenas como imprudência individual. Empresas, plataformas, órgãos públicos e a própria sociedade precisam discutir modelos de remuneração, prazos e incentivos que não estimulem a pressa. O consumidor também participa desse sistema quando exige entregas cada vez mais rápidas, sem considerar as condições enfrentadas pelo trabalhador no trajeto.
Via bem estruturada não elimina o riscoUma avenida larga, pavimentada e bem sinalizada pode transmitir uma sensação de segurança que nem sempre corresponde às condições reais de circulação. Ao encontrar mais espaço, alguns condutores aumentam a velocidade, mesmo quando a via está congestionada ou apresenta grande quantidade de acessos, cruzamentos e mudanças de faixa. “Sempre que um condutor se aproxima de uma via bem estruturada, ele já vai com a sensação de que terá espaço para se movimentar e poderá desenvolver mais velocidade. Isso nem sempre é verdade, especialmente nas grandes cidades, por causa do volume de veículos”, explica Mariano.
Essa percepção ajuda a compreender por que vias aparentemente adequadas também podem concentrar sinistros. A infraestrutura é indispensável, mas precisa ser acompanhada por limites de velocidade compatíveis, sinalização clara, travessias seguras, fiscalização e preparação dos usuários para interpretar os riscos daquele ambiente.
Para o especialista, o condutor habilitado também deveria ter mais oportunidades de atualizar seus conhecimentos.
“Temos uma falha muito grande no tratamento de quem já é condutor. Não há, na renovação da CNH, uma etapa que faça as pessoas revisitarem os princípios básicos de segurança no trânsito”, avalia.
Fiscalização presencial pode mudar comportamentosRadares, câmeras e outros equipamentos eletrônicos são importantes para controlar infrações, mas não substituem completamente a atuação presencial dos agentes. A fiscalização ostensiva amplia a percepção de controle, permite intervenções imediatas e aproxima a autoridade dos usuários da via. “A presença do agente ou da autoridade de trânsito faz com que o comportamento se ajuste. Quem não tira o pé quando vê uma viatura ou um agente de trânsito?”, questiona Mariano.
De acordo com ele, a segurança não depende apenas de placas, sinalização, infraestrutura e monitoramento automatizado. “O ser humano precisa do olhar do outro ser humano no trânsito. O olho no olho do agente com o usuário faz diferença e traz benefícios para a segurança. A desumanização do trânsito começa quando não há agentes nas vias”, acrescenta.
Prevenção depende de medidas integradasReduzir as mortes de motociclistas exige atuação em várias frentes. Isso inclui melhorar a formação dos condutores, corrigir falhas na infraestrutura, fiscalizar comportamentos perigosos, controlar a velocidade, promover manutenção adequada dos veículos e criar condições de trabalho mais seguras para entregadores e motofretistas.
Também é necessário envolver motoristas de automóveis, ônibus e caminhões. Respeitar a distância lateral, sinalizar antes de mudar de faixa, verificar os pontos cegos e evitar movimentos repentinos são atitudes fundamentais para proteger quem circula de moto.
Para Celso Mariano, a prevenção começa antes mesmo do deslocamento. “É preciso conhecer o que se está fazendo, conhecer a máquina e o ambiente. É necessário ter habilidade e estar conectado ao momento, prestando atenção. O trânsito exige atenção e percepção do risco”, afirma.
A tomada de consciência não transfere toda a responsabilidade ao indivíduo, mas reforça que cada pessoa integra o sistema viário. Pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas precisam entrar nesse ambiente sabendo que qualquer distração ou escolha inadequada pode afetar não apenas a própria segurança, mas também a vida dos demais.
“Faria toda a diferença se os usuários, antes de começar o deslocamento, tomassem consciência de que estão indo para um ambiente potencialmente perigoso, que exige todas as suas capacidades. Estar realmente atento e presente faz muita diferença nos números da violência no trânsito”, conclui Mariano.
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TST afasta indenização à família de trabalhador que morreu em acidente de trânsito a serviço
Um trabalhador morreu em um acidente de trânsito enquanto retornava de uma reunião a serviço da empresa, mas a família não terá direito às indenizações que haviam sido reconhecidas nas instâncias inferiores. A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) entendeu que as provas do processo apontaram culpa exclusiva do vendedor pela ocorrência e afastou a responsabilidade da empregadora.
O caso envolveu um vendedor externo que passava boa parte de sua jornada dirigindo por rodovias. O próprio TST reconheceu que a atividade exercida pelo trabalhador era considerada de risco. Ainda assim, o colegiado concluiu que, naquele acidente específico, não havia elementos que permitissem responsabilizar a empresa.
Laudo pericial, relatório da Polícia Civil e parecer do Ministério Público apontaram que o trabalhador perdeu o controle da direção e invadiu a contramão. As provas também não identificaram falha mecânica, defeito no automóvel ou outro fator relacionado à atividade empresarial.
A decisão da Quinta Turma foi unânime.
Acidente ocorreu quando vendedor voltava de reuniãoO trabalhador atuava como vendedor externo e trafegava frequentemente por rodovias em razão da atividade profissional.
O acidente ocorreu na MG-133, na zona rural de Rio Novo (MG). Na ocasião, ele retornava de uma reunião de trabalho em Juiz de Fora e seguia em direção a Ponte Nova.
O vendedor dirigia um Palio alugado pela empresa Wurth do Brasil Peças de Fixação Ltda. quando houve uma colisão frontal com uma Ford Ranger. O trabalhador morreu no local.
Posteriormente, a viúva e os dependentes recorreram à Justiça do Trabalho em busca de indenizações por danos morais e materiais.
Entre os argumentos apresentados pela família estava a segurança do automóvel fornecido para o trabalho.
Família questionou ausência de ABS e airbagNa ação, a família alegou, entre outros pontos, que o veículo utilizado pelo vendedor não possuía equipamentos de segurança como freios ABS e airbag.
O argumento era de que esses dispositivos poderiam ter reduzido a gravidade do acidente e evitado a morte do trabalhador.
A empresa, por outro lado, sustentou que o inquérito policial havia apontado outro motivo para a colisão. Segundo a defesa, o vendedor trafegava em alta velocidade, perdeu o controle do automóvel, invadiu a pista contrária e atingiu a Ford Ranger.
A Wurth afirmou ainda que precisou arcar com as despesas hospitalares do motorista e do passageiro da Ranger e acionar a seguradora para ressarcir a locadora do Palio pelos prejuízos decorrentes do acidente.
Família havia conseguido R$ 100 mil em indenizaçõesA interpretação inicial da Justiça do Trabalho foi diferente daquela que prevaleceu posteriormente no TST.
Em primeira instância, a empresa foi responsabilizada e a família recebeu o direito a indenizações por danos morais e materiais no valor de R$ 100 mil.
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) manteve a sentença.
Para o Tribunal Regional, o trabalho como vendedor externo representava um risco maior do que aquele normalmente enfrentado pela população, uma vez que o funcionário circulava diariamente pelas rodovias.
Nesse entendimento, a empresa deveria responder pelos danos relacionados à atividade mesmo sem a necessidade de comprovação de culpa.
O TRT também considerou que não havia prova conclusiva de que excesso de velocidade, direção perigosa ou outra conduta imprudente do vendedor tivesse provocado o acidente.
TST considerou provas sobre a causa do acidenteAo analisar o recurso da empresa, entretanto, a Quinta Turma do TST chegou a outra conclusão.
O relator, ministro Douglas Alencar Rodrigues, reconheceu que a atividade desempenhada pelo vendedor externo era de risco e que, em tese, essa condição poderia levar à responsabilização da empregadora.
O ponto decisivo foi a análise das circunstâncias específicas da colisão.
Conforme o TST, o laudo pericial, o relatório da Polícia Civil e o parecer do Ministério Público apontaram culpa exclusiva do trabalhador.
As provas indicaram que ele perdeu o controle da direção e invadiu a contramão da rodovia. Também não foram identificados falha mecânica, defeito no automóvel ou outro elemento relacionado à atividade da empresa que tivesse contribuído para a ocorrência.
Por que a culpa exclusiva afastou a indenização?O TST adotou o entendimento de que o simples fato de a atividade profissional ser de risco não seria suficiente, naquele caso, para manter a obrigação de indenizar.
De acordo com o relator, é necessário que exista relação entre o risco decorrente da atividade e o dano sofrido pelo trabalhador.
Quando fica caracterizada a culpa exclusiva da vítima, essa relação pode ser rompida e, consequentemente, afastar a responsabilidade da empresa.
Foi esse entendimento que levou a Quinta Turma a retirar a condenação imposta à Wurth do Brasil Peças de Fixação Ltda.
A decisão foi unânime.
O caso chama atenção especialmente porque o acidente aconteceu durante um deslocamento profissional e a própria atividade do trabalhador foi reconhecida como de risco. Ainda assim, para o TST, as provas sobre como o acidente aconteceu foram determinantes para afastar a indenização.
A decisão se refere às circunstâncias específicas do processo analisado e não significa que todo acidente de trânsito envolvendo um trabalhador em serviço afaste automaticamente a responsabilidade da empresa.
Processo: Ag-ARR-10107-76.2017.5.03.0074
Com informações da Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior do Trabalho
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Alerta vermelho de tempestade: o que fazer se o motorista estiver na estrada?
O alerta vermelho de tempestade emitido para áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (31) exige atenção redobrada de quem precisa pegar a estrada. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há possibilidade de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros ao longo do dia, ventos que podem ultrapassar 100 km/h e queda de granizo.
O aviso de grande perigo alcança centenas de municípios dos dois estados e aponta riscos de alagamentos, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia e transtornos no transporte rodoviário. A previsão oficial indica que agosto termina com tempestades e granizo no Sul, enquanto outras regiões do país enfrentam calor intenso e baixa umidade.
Mais do que acompanhar a previsão, entretanto, quem pretende viajar precisa entender o nível de risco e avaliar se é possível adiar o deslocamento.
Alerta vermelho indica grande perigoOs avisos meteorológicos do Inmet são classificados por cores. O amarelo indica perigo potencial; o laranja representa perigo; e o vermelho sinaliza grande perigo, com maior probabilidade de danos e acidentes.
Diante de um alerta vermelho, a primeira recomendação é verificar se a viagem é realmente necessária. Quando houver possibilidade de adiar a saída ou alterar o trajeto, essa pode ser a decisão mais segura.
Antes de sair, o motorista deve consultar a previsão para todo o percurso, e não somente para a cidade de origem ou destino. Também é importante acompanhar os canais da Defesa Civil, da Polícia Rodoviária Federal, dos órgãos rodoviários estaduais e das concessionárias responsáveis pelas vias.
O que fazer se a chuva forte começar durante a viagem?Caso o motorista seja surpreendido por uma tempestade na estrada, deve reduzir gradualmente a velocidade, aumentar a distância em relação ao veículo da frente e manter os faróis baixos acesos.
Mudanças bruscas de direção e frenagens repentinas devem ser evitadas. A pista molhada reduz a aderência dos pneus e aumenta o espaço necessário para parar o veículo.
Também é importante:
- manter o para-brisa desembaraçado;
- utilizar os limpadores em velocidade compatível com a chuva;
- segurar o volante com as duas mãos;
- evitar ultrapassagens;
- observar possíveis acúmulos de água;
- manter distância de caminhões e ônibus, que levantam grande quantidade de água e reduzem a visibilidade;
- acompanhar as luzes dos veículos à frente sem utilizá-las como única referência.
O pisca-alerta não deve ser acionado com o veículo em movimento apenas porque está chovendo. O uso inadequado pode confundir os outros condutores e dificultar a identificação de uma parada ou emergência real.
Quando é mais seguro interromper a viagem?Se a chuva estiver tão intensa que não seja possível enxergar a pista, as faixas ou os veículos adiante, insistir em continuar pode ser mais perigoso do que interromper o deslocamento.
O motorista deve procurar um local seguro fora da rodovia, como um posto de combustíveis, uma base da concessionária ou um ponto de apoio. Parar sobre a pista ou no acostamento deve ser evitado, pois a baixa visibilidade aumenta o risco de colisões traseiras.
Ao encontrar um local protegido, o condutor deve aguardar a redução da tempestade e consultar as condições do trecho antes de retomar a viagem. A orientação oficial para situações de visibilidade muito baixa é buscar um ponto seguro fora da rodovia. Agência SP.
Como agir em caso de aquaplanagem?A aquaplanagem acontece quando os pneus perdem o contato com o pavimento por causa de uma camada de água. A direção pode ficar repentinamente leve e o motorista perder temporariamente o controle do veículo.
Caso isso aconteça, a Polícia Rodoviária Federal orienta a segurar firmemente o volante, mantê-lo reto e retirar gradualmente o pé do acelerador. O condutor não deve frear bruscamente nem fazer movimentos repentinos até que os pneus recuperem a aderência. PRF.
Para reduzir o risco, é fundamental diminuir a velocidade antes de chegar a trechos com água acumulada e manter os pneus em boas condições, com sulcos adequados e calibragem correta.
Ventos fortes podem desestabilizar os veículosRajadas superiores a 100 km/h podem alterar a trajetória dos veículos, especialmente em pontes, viadutos, áreas abertas e saídas de túneis. Caminhões, ônibus, motocicletas, veículos com reboque e automóveis que transportam cargas no teto são ainda mais vulneráveis.
Nessas condições, o motorista deve reduzir a velocidade, manter as duas mãos no volante e evitar manobras abruptas. Também é necessário aumentar a distância lateral ao ultrapassar veículos grandes, porque o deslocamento de ar pode afetar a estabilidade.
Se a ventania estiver muito forte, a orientação é interromper o deslocamento em um local seguro. O veículo não deve ser estacionado sob árvores, postes, outdoors, placas ou estruturas que possam cair.
Onde parar durante uma chuva de granizo?Ao perceber a aproximação de uma chuva de granizo, o motorista deve procurar uma área coberta e segura, localizada fora da pista. Postos de combustíveis e estabelecimentos às margens da rodovia podem servir de abrigo, desde que o acesso possa ser feito sem manobras repentinas.
Não se deve parar sob árvores, estruturas frágeis ou sobre a pista. Também é perigoso permanecer embaixo de viadutos ou túneis bloqueando faixas e acostamentos, pois essa conduta pode provocar engavetamentos e impedir a passagem de veículos de emergência.
Se não houver um abrigo próximo, o mais seguro é reduzir a velocidade, manter distância e procurar um ponto adequado para sair da rodovia.
Nunca atravesse um trecho alagadoO motorista não consegue avaliar com segurança a profundidade da água, a força da correnteza nem as condições do pavimento em um trecho alagado. A pista pode ter cedido ou estar escondendo buracos e obstáculos.
Mesmo veículos maiores podem ser arrastados. Por isso, ao encontrar uma área inundada, a recomendação é não avançar. O condutor deve retornar, procurar uma rota alternativa e respeitar eventuais bloqueios das autoridades.
Planejamento pode evitar que o motorista fique expostoAlém de acompanhar os alertas meteorológicos, alguns cuidados antes da viagem reduzem os riscos:
- verificar pneus, freios, limpadores e iluminação;
- abastecer o veículo antes de entrar em trechos mais isolados;
- manter o celular carregado;
- informar a alguém o trajeto previsto;
- evitar horários de maior intensidade da tempestade;
- conhecer pontos de apoio ao longo da rota;
- não seguir aplicativos de navegação por vias alagadas ou interditadas.
Em caso de emergência em rodovia federal, o motorista pode acionar a PRF pelo telefone 191. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199. Nas rodovias concedidas, o número de emergência costuma estar informado em placas ao longo do percurso.
Diante de um alerta vermelho de tempestade, chegar mais tarde ou adiar a viagem pode ser a escolha mais prudente. Nenhum compromisso compensa o risco de enfrentar chuva extrema, granizo, alagamentos e rajadas de vento sem condições seguras de circulação.
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Ciclista não é pedestre: veja as regras para circular de bicicleta no trânsito
Cada vez mais presentes nas cidades brasileiras, as bicicletas ganharam espaço como meio de transporte, lazer e atividade física. Ao mesmo tempo, o crescimento da circulação de bicicletas convencionais e elétricas também trouxe dúvidas sobre as regras para ciclistas no trânsito.
Afinal, bicicleta pode andar na calçada? É permitido seguir na contramão? Bicicletas elétricas obedecem às mesmas normas das convencionais?
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trata a bicicleta como um veículo. Isso significa que, embora tenha prioridade sobre os veículos motorizados em diversas situações, o ciclista também precisa cumprir deveres para garantir a segurança de todos os usuários das vias.
Bicicleta não é pedestreUma das dúvidas mais frequentes diz respeito ao uso das calçadas. Como regra geral, o ciclista não deve pedalar sobre a calçada. Esse espaço é destinado prioritariamente aos pedestres.
Se precisar utilizar o passeio, o correto é desmontar da bicicleta e empurrá-la. Nesse momento, o ciclista passa a ser equiparado ao pedestre e recebe a mesma proteção prevista na legislação.
Há uma exceção: a autoridade de trânsito pode autorizar a circulação de bicicletas na calçada, desde que exista sinalização específica permitindo essa utilização.
A bicicleta deve seguir o mesmo sentido da viaAssim como qualquer outro veículo, a bicicleta deve circular no mesmo sentido do fluxo da via.
Andar na contramão reduz o tempo de reação de todos os envolvidos e aumenta significativamente o risco de colisões, especialmente em cruzamentos e acessos a garagens.
Sempre que não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, o CTB determina que o ciclista circule pela pista de rolamento, preferencialmente junto ao bordo direito da via.
Semáforo e placa de “Pare” também valem para bicicletasOutro equívoco comum é acreditar que bicicletas podem avançar o sinal vermelho ou ignorar placas de parada obrigatória.
Não podem.
Por serem veículos, as bicicletas devem respeitar toda a sinalização de regulamentação, incluindo semáforos, placas de “Pare”, preferências em cruzamentos e demais normas de circulação.
O descumprimento dessas regras aumenta o risco de acidentes não apenas para o próprio ciclista, mas também para pedestres e motoristas.
Bicicleta elétrica não é igual a ciclomotorA popularização das bicicletas elétricas também gerou muitas dúvidas.
De acordo com as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a bicicleta elétrica continua sendo considerada bicicleta quando atende aos requisitos estabelecidos para essa categoria.
Entre eles estão:
- motor elétrico com potência nominal máxima de 1.000 watts;
- velocidade máxima de assistência de 32 km/h;
- funcionamento do motor condicionado ao ato de pedalar (pedal assistido);
- desligamento da assistência quando se atinge o limite de velocidade;
- equipamentos obrigatórios previstos na regulamentação.
Quando o veículo possui acelerador independente ou características superiores às previstas para bicicletas elétricas, ele deixa de ser enquadrado como bicicleta e passa a ser classificado em outra categoria, como ciclomotor, sujeitando-se a regras diferentes, incluindo necessidade de registro, emplacamento e habilitação quando exigidos pela legislação.
E as bicicletas elétricas podem andar na calçada?Não. As mesmas regras aplicáveis às bicicletas convencionais valem para as elétricas.
Como esses veículos costumam atingir velocidades superiores às bicicletas comuns, o risco para pedestres torna-se ainda maior quando circulam em passeios públicos.
Por isso, a circulação deve ocorrer nas áreas destinadas aos veículos ou na infraestrutura cicloviária disponível, respeitando sempre a sinalização existente.
Motoristas também têm deveresA convivência segura entre bicicletas e veículos motorizados depende de todos. O CTB determina que o motorista mantenha distância lateral mínima de 1,5 metro ao ultrapassar um ciclista.
Além disso, a legislação exige redução da velocidade durante a manobra, garantindo condições seguras para a ultrapassagem.
Essas medidas buscam proteger um dos usuários mais vulneráveis do trânsito e reduzir o risco de colisões e quedas.
Segurança depende do respeito às regrasO aumento do uso da bicicleta representa um avanço para a mobilidade urbana, mas também exige que todos conheçam seus direitos e responsabilidades.
Ciclistas devem respeitar a sinalização, circular no sentido correto da via e evitar pedalar em locais destinados exclusivamente aos pedestres.
Já os motoristas precisam compreender que a bicicleta é um veículo protegido pelo Código de Trânsito Brasileiro e merece espaço e respeito durante a circulação.
Quando cada usuário faz sua parte, o trânsito se torna mais seguro para todos.
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Preço frete cegonha: regulação digital reduz atrasos
O transporte de veículos passou a exigir mais planejamento à medida que compradores, vendedores e famílias ampliaram as operações entre estados e países. Nesse cenário, custos, prazos e exigências documentais deixaram de ser fatores isolados e passaram a compor uma decisão logística única. A digitalização de consultas e o acompanhamento das cargas também modificaram a forma de comparar propostas e avaliar riscos.
Como a cotação é formadaO preço de uma operação de transporte veicular resulta da combinação entre distância, tipo de veículo, modalidade escolhida, condições da rota e nível de urgência. Em trajetos rodoviários, o cálculo costuma considerar quilometragem, pedágios, combustível, seguros, tributos incidentes e eventuais serviços de coleta e entrega. Por isso, duas cidades com distâncias semelhantes podem apresentar valores diferentes quando estão em corredores logísticos com custos operacionais distintos.
Na modalidade de transporte em estrutura compartilhada, a consolidação de vários veículos pode reduzir o custo individual, mas também exige compatibilidade de rotas e maior flexibilidade de prazo. Já o serviço exclusivo tende a oferecer mais previsibilidade e atendimento personalizado, embora normalmente tenha preço superior. Uma consulta de preço frete cegonha deve informar origem, destino, modelo, dimensões, condições de funcionamento e data desejada para evitar estimativas incompletas.
Documentação e responsabilidadeA conferência documental é uma das etapas que mais interferem no tempo total da operação. Documentos do proprietário, comprovantes de origem, autorização para retirada e registros do veículo precisam estar coerentes entre si. Quando há divergências, a carga pode permanecer parada até que a situação seja esclarecida, gerando custos adicionais de armazenagem, reagendamento ou retorno.
Também é importante registrar o estado do veículo antes do embarque, com imagens, quilometragem e descrição de acessórios. Esse procedimento cria uma referência objetiva para a entrega e ajuda a resolver eventuais divergências. Em contratos mais completos, devem aparecer as responsabilidades de cada parte, os limites de cobertura, as condições para avarias e o procedimento de comunicação em caso de atraso ou incidente.
Motos exigem planejamento específicoMotocicletas apresentam características que alteram a preparação da carga. Peso concentrado, guidão, carenagens, baús, alarmes e peças móveis demandam fixação apropriada, além de proteção contra atrito e exposição durante o deslocamento. A posição de transporte também precisa ser definida conforme o modelo e o equipamento utilizado, sem pressionar componentes sensíveis.
Na pesquisa sobre transportar moto para outro estado valor, o consumidor deve observar mais do que o preço final. É necessário verificar se a proposta inclui retirada, embalagem ou proteção, seguro, emissão de comprovantes e entrega no endereço indicado. Em condições normais, a preparação pode acrescentar algumas horas ao processo, mas reduz a possibilidade de danos provocados por amarração inadequada ou movimentação durante a viagem.
Rotas internacionais e variáveis cambiaisO transporte para outro país amplia a quantidade de variáveis envolvidas. Além do trecho rodoviário ou marítimo, a operação pode depender de desembaraço, conferência aduaneira, documentação de propriedade, regras ambientais e exigências específicas do destino. A cotação também pode ser afetada por câmbio, taxas portuárias, armazenagem e contratação de serviços locais.
A pergunta quanto custa para transportar um veiculo para outro pais não tem resposta única porque o valor depende do país de origem e destino, do tipo de embarque, do volume ocupado e do regime documental aplicável. Em estimativas preliminares, despesas administrativas e taxas externas podem representar de 15% a 30% do orçamento total, embora a proporção varie significativamente conforme a rota e a necessidade de intermediários.
Equipamentos e segurança na operaçãoA escolha do equipamento deve acompanhar as características da carga e da estrada. Veículos convencionais podem ser movimentados em estruturas próprias para transporte coletivo, enquanto unidades pesadas, inoperantes ou com dimensões fora do padrão podem exigir soluções específicas. A análise considera peso, altura, distância entre eixos, possibilidade de movimentação e necessidade de carregamento por guincho.
A prancha carreta é uma alternativa frequente quando o veículo não pode ser conduzido ou precisa permanecer apoiado sobre uma plataforma durante todo o trajeto. O planejamento deve incluir capacidade de carga, pontos de amarração, acesso ao local e condições de embarque. A escolha incorreta do equipamento pode provocar atrasos, exigir transbordo e elevar o custo final.
Tecnologia e previsibilidade logísticaFerramentas digitais passaram a concentrar documentos, registros de coleta, atualizações de rota e comprovantes de entrega. O rastreamento não elimina imprevistos, mas permite identificar paradas prolongadas, alterações de itinerário e mudanças na previsão de chegada. Para o cliente, isso reduz a dependência de contatos esporádicos e facilita a organização de quem receberá o veículo.
Levantamentos operacionais do segmento indicam que o acompanhamento preventivo pode reduzir em cerca de 20% o tempo gasto na resolução de ocorrências simples, como endereço incompleto ou ausência de responsável na entrega. O indicador não representa uma garantia para todas as operações, mas ilustra o efeito de procedimentos padronizados. Ao comparar propostas, é recomendável avaliar prazo estimado, cobertura, canais de atendimento, política de cancelamento e clareza das condições contratuais, além do valor apresentado.
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Motocicleta parada também precisa de manutenção? Saiba como preservar o motor em períodos de pouco uso
Nem sempre a quilometragem é o principal fator de desgaste de uma motocicleta. Para muitos proprietários, o veículo permanece dias ou até semanas sem uso, seja porque é utilizado apenas aos fins de semana, como opção de lazer, ou em razão de mudanças na rotina. Nesses casos, a falta de utilização também exige atenção e alguns cuidados de manutenção são fundamentais para preservar o desempenho do motor.
Embora a motocicleta permaneça parada, componentes como bateria, pneus e sistema de lubrificação continuam sujeitos aos efeitos do tempo e das condições de armazenamento. A ausência de funcionamento por longos períodos pode favorecer a degradação do lubrificante, além de comprometer o desempenho de outros sistemas do veículo.
Segundo José Cesário, coordenador de capacitação e suporte técnico dos lubrificantes Mobil™, manter a motocicleta parada por muito tempo sem os devidos cuidados pode gerar problemas que só serão percebidos quando ela voltar a rodar.
“Mesmo sem uso frequente, a motocicleta continua exigindo manutenção. O lubrificante sofre alterações naturais ao longo do tempo e outros componentes também podem ser afetados pela umidade, pela oxidação e pelas condições de armazenamento. Por isso, é importante seguir as recomendações do fabricante e não considerar apenas a quilometragem para programar as revisões.”
RecomendaçõesAlém de respeitar os prazos de troca de óleo previstos no manual, especialistas recomendam dar partida no motor periodicamente, sempre seguindo as orientações do fabricante, manter a bateria em boas condições, calibrar os pneus e armazenar a motocicleta em local protegido da umidade e da exposição prolongada ao sol. A escolha do lubrificante adequado também desempenha papel importante na proteção do motor durante períodos de menor utilização. Utilizar produtos que atendam às especificações do fabricante ajuda a preservar os componentes internos e garante que a motocicleta esteja pronta para voltar à rotina de uso.
A marca de lubrificantes Mobil™ oferece um portfólio de lubrificantes para motocicletas desenvolvido para diferentes perfis de condução e tipos de motor, como a linha Mobil Super Moto™, formulada para proporcionar proteção e desempenho em diversas condições de uso. “Um erro comum é acreditar que, por rodar pouco, a motocicleta dispensa manutenção. Na prática, tanto o tempo quanto as condições de armazenamento influenciam a conservação do veículo. Pequenos cuidados preventivos ajudam a evitar falhas, preservam o desempenho do motor e aumentam a vida útil da motocicleta.”, conclui o coordenador.
Independentemente da frequência de uso, a manutenção preventiva continua sendo a melhor forma de garantir segurança, confiabilidade e desempenho. Para quem utiliza a motocicleta apenas ocasionalmente, acompanhar os prazos recomendados pelo fabricante é tão importante quanto respeitar a quilometragem indicada para as revisões.
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Acidentes respondem por 62% das perdas de carga no país e exigem nova gestão de riscos no transporte
O transporte rodoviário é um dos principais pilares da logística brasileira. No entanto, o risco da operação vai muito além da criminalidade: segundo dados do setor e estimativas da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com base na Polícia Rodoviária Federal (PRF), 62% das perdas de carga em rodovias têm origem em acidentes, gerando um custo estimado superior a R$ 5 bilhões anuais apenas em ocorrências com caminhões nas rodovias federais. Para que uma operação seja considerada realmente eficiente, não basta garantir que a carga chegue ao destino dentro do prazo.
Em um cenário marcado por tombamentos, colisões, avarias, interrupções de rotas e aumento da complexidade logística, as empresas precisam combinar planejamento, gestão de riscos, tecnologia e seguro de transporte de cargas para reduzir vulnerabilidades e preservar a continuidade do negócio.
Mais do que uma ferramenta para indenizar prejuízos depois que um sinistro acontece, o seguro pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de proteção da operação. Para João Paulo Barbosa, especialista em seguros de transporte de cargas e sócio-diretor da Mundo Seguro, a eficiência no transporte começa antes mesmo de o caminhão entrar na estrada.
“Quando falamos em eficiência no transporte rodoviário, é comum pensar apenas em prazo, custo de frete e produtividade. Mas uma operação verdadeiramente eficiente também precisa ser previsível e resiliente. Uma falha de planejamento, um acidente ou uma avaria pode interromper toda a cadeia e gerar um prejuízo muito maior. Por isso, gestão de riscos e seguro precisam deixar de ser tratados como áreas isoladas e passar a fazer parte da mesma estratégia. A empresa que conhece suas vulnerabilidades consegue agir antes do problema e, quando o imprevisto acontece, tem mais condições de responder rapidamente e preservar a continuidade do negócio”, explica João Paulo Barbosa.
Na avaliação do especialista, empresas que buscam aumentar a eficiência e a segurança do transporte rodoviário devem ficar atentas a pelo menos quatro sinais de que a proteção contratada pode não estar acompanhando a realidade da operação:
1. A apólice não foi revisada nos últimos 12 mesesA falta de revisão periódica da apólice é um dos principais sinais de que o seguro pode estar defasado. Mudanças na operação, como novas rotas, alteração no perfil dos clientes, novos tipos de mercadorias transportadas ou aumento no valor das cargas, podem modificar diretamente o nível de exposição ao risco.
“Quando a cobertura não é reavaliada ao longo do tempo, ela deixa de refletir a realidade da operação. Mudanças em rotas, perfil de clientes, tipo de mercadoria transportada ou aumento no valor das cargas alteram diretamente o nível de risco da atividade. Sem essa atualização, a empresa pode enfrentar restrições de cobertura, indenizações reduzidas ou até negativa de pagamento em caso de sinistro”, explica.
2. Falta de cobertura para riscos climáticosA ausência de cobertura específica para riscos climáticos também tem se tornado um ponto crítico. Eventos como enchentes, alagamentos e deslizamentos podem comprometer o transporte e gerar perdas significativas, mas nem todas as apólices contemplam esses danos automaticamente.
Segundo João Paulo, alguns contratos podem apresentar exclusões, limites restritivos ou exigências de contratação adicional, o que pode surpreender o segurado justamente no momento em que precisa acionar a proteção.
3. Desconhecimento das cláusulas e exclusõesOutro fator que pode fragilizar a proteção é o desconhecimento das cláusulas contratuais e exclusões previstas na apólice. Em muitos casos, determinadas coberturas estão condicionadas ao cumprimento de exigências operacionais, como utilização de rastreadores específicos, definição de rotas, horários de circulação ou adoção de protocolos de segurança.
Quando o gestor desconhece essas condições, aumenta o risco de descumprimento das exigências previstas no contrato e, consequentemente, de problemas no momento da regulação de um sinistro.
4. A contratação foi feita apenas pelo preçoPor fim, o especialista em gestão de riscos alerta para o risco de contratar o seguro exclusivamente pelo menor preço. Embora a redução de custos seja uma preocupação natural das empresas, uma apólice mais barata nem sempre representa a melhor proteção para a operação.
“Sem uma análise técnica adequada, o seguro pode até existir no papel, mas falhar justamente quando a empresa mais precisa dele. O preço é um dos fatores que devem ser considerados, mas não pode ser o único critério. É preciso avaliar se as coberturas, limites, condições e exigências da apólice realmente correspondem aos riscos aos quais aquela operação está exposta”, afirma João Paulo Barbosa.
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Free Flow: prazo para regularizar débitos sem multa termina em 16 de novembro
Motoristas que possuem passagens pendentes em sistemas de pedágio eletrônico Free Flow precisam ficar atentos ao calendário. A janela criada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a regularização sem aplicação de multas termina em 16 de novembro de 2026. A partir do dia 17, débitos não regularizados voltam a sujeitar o condutor às penalidades previstas.
A multa informada é de R$ 195,23, acompanhada do registro de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A penalidade pode ser aplicada a cada passagem que não tenha sido regularizada.
O fim do prazo ganha importância diante da rápida expansão do Free Flow pelas rodovias brasileiras. Entre 2024 e 2026, o volume de transações realizadas nesse modelo aumentou 174%. Atualmente, são 74 pórticos distribuídos por 15 concessionárias, em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Rondônia.
Com mais trechos adotando o pedágio sem cancela, acompanhar as passagens e os respectivos pagamentos passa a exigir mais atenção, especialmente de quem circula frequentemente por diferentes rodovias.
Por que o Free Flow exige atenção do motorista?Ao contrário de uma praça de pedágio convencional, o Free Flow não exige que o veículo pare para efetuar o pagamento no momento da passagem.
Essa característica torna a circulação mais fluida, mas transfere ao usuário a necessidade de acompanhar as cobranças e realizar o pagamento dentro do prazo.
Desde o início da implantação do modelo no país, foram emitidas aproximadamente 3,1 milhões de multas por evasão, segundo os dados apresentados. Apenas 7% delas teriam sido efetivamente pagas, acumulando um passivo estimado em R$ 563 milhões.
Nesse cenário, esquecer uma passagem ou deixar de verificar a existência de uma cobrança pode resultar em uma pendência.
A situação exige atenção ainda maior de empresas com vários veículos em circulação, já que o acompanhamento precisa ser feito para cada placa e cada passagem registrada.
Novas regras para o Free FlowA expansão ocorre também em meio a mudanças regulatórias. A Resolução ANTT nº 6.079/2026 estabeleceu novos requisitos para a operação do sistema, incluindo índices de leitura automática de placas superiores a 95% e confiabilidade de processamento de 99%.
A regulamentação também prevê interoperabilidade obrigatória entre operadores, requisitos mínimos de disponibilidade dos sistemas e oferta de diferentes meios de pagamento.
Para Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico, a evolução do modelo faz com que o desafio passe gradualmente da instalação dos equipamentos para a gestão das cobranças.
“Os primeiros anos do Free Flow foram marcados pela implantação da infraestrutura. Agora entramos em uma nova etapa, em que a prioridade passa a ser facilitar a vida do motorista e garantir que o pagamento aconteça de forma simples, integrada e segura. O grande desafio do mercado deixou de ser instalar pórticos e passou a ser oferecer uma experiência eficiente para quem utiliza as rodovias.”
Frotas precisam redobrar o controleSe um único motorista já precisa acompanhar suas passagens, o desafio se multiplica em empresas responsáveis por dezenas ou centenas de veículos.
“Uma passagem esquecida já gera transtornos para um motorista. Em uma operação com dezenas ou centenas de veículos, controlar manualmente os pagamentos passa a ser praticamente inviável. À medida que o Free Flow se expande, cresce também a necessidade de plataformas capazes de centralizar essa gestão e evitar que pendências se transformem em multas e custos operacionais”, afirma Hermano.
É nesse mercado que começam a surgir ferramentas destinadas a concentrar a gestão das cobranças.
Uma delas é o Pedágio Eletrônico, plataforma desenvolvida pela Movvia, empresa do Grupo Pumatronix. A ferramenta reúne consulta de passagens, verificação de débitos e pagamento das tarifas de concessionárias parceiras integradas.
Atualmente, a plataforma opera nas rodovias administradas pela Novo Litoral, em São Paulo, e Caminhos da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. A Via Campo tem integração prevista para os próximos meses, enquanto outras concessionárias estão em processo de adesão.
A ferramenta oferece pagamentos por PIX e cartão de crédito, carteira com saldo para quitação automática, cadastro de vários veículos, histórico de viagens e emissão de comprovantes. Também possui aplicativo para Android e iOS, com notificações sobre passagens e débitos pendentes.
Expansão aumenta a importância de acompanhar as passagensÀ medida que o Free Flow chega a novas rodovias, o motorista precisa incorporar um novo cuidado à rotina de viagem: não basta passar pelo pórtico e seguir viagem; é necessário verificar a cobrança e garantir que a tarifa tenha sido quitada no prazo.
Para Hermano, essa transformação tende a criar uma estrutura de pagamentos cada vez mais integrada.
“O Free Flow não representa apenas uma mudança na forma de cobrar pedágio. Estamos vendo nascer uma nova infraestrutura de pagamentos para rodovias, baseada em interoperabilidade, integração entre sistemas e diferentes meios de pagamento. Quanto maior for a adoção desse modelo, mais importante será oferecer plataformas que simplifiquem essa experiência para motoristas, transportadoras e concessionárias”, conclui.
Para quem já possui passagens pendentes, porém, a informação mais imediata é o calendário: a janela de regularização termina em 16 de novembro. Com a retomada das penalidades informada para 17 de novembro, conferir eventuais débitos antes do encerramento do prazo pode evitar multas e pontos na CNH.
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Semáforos com inteligência artificial começam a mudar a mobilidade urbana no Brasil
Durante décadas, a engenharia de tráfego trabalhou com uma lógica relativamente simples: programar os semáforos de acordo com horários, fluxos históricos e planos previamente definidos. O problema é que a cidade real não funciona como uma planilha. Chuva, acidentes, obras, eventos, mudanças no transporte público e alterações repentinas no comportamento dos motoristas podem transformar o trânsito em questão de minutos.
Em 2026, a inteligência artificial começa a mudar essa equação.Em vez de apenas reagir ao congestionamento depois que ele acontece, sistemas inteligentes podem combinar dados históricos e informações em tempo real para identificar padrões. Além disso, estimar como o fluxo deverá evoluir e ajustar a operação dos cruzamentos.
No Brasil, Belo Horizonte lançou em julho de 2026 o projeto Semáforos Inteligentes, que prevê a aplicação de IA em cerca de 50% do parque semafórico na primeira etapa. Curitiba também já utiliza semáforos com IA e tecnologia adaptativa, com a solução presente em 44 vias da cidade.
Um estudo publicado em fevereiro de 2026 na Scientific Reports reforça esse movimento. A pesquisa desenvolveu um modelo que combina diferentes fontes de dados, como fluxo de veículos, condições meteorológicas e eventos, com aprendizado por reforço para prever a dinâmica do trânsito e coordenar semáforos.
“Em muitos casos, não é preciso trocar todo o semáforo. A inteligência é adicionada à infraestrutura existente por meio de sensores, câmeras, controladores e uma camada de software capaz de analisar os dados e orientar a operação dos sinais. Isso permite modernizar a mobilidade sem necessariamente reconstruir toda a infraestrutura da cidade”, explica Marcos Santos, CEO da Aquarela Analytics, empresa brasileira pioneira em inteligência artificial e análise de dados.
Segundo o especialista, o diferencial está na capacidade de transformar os equipamentos em parte de uma rede inteligente. “A IA permite que o semáforo deixe de olhar apenas para o presente. O sistema consegue cruzar dados históricos e informações que estão acontecendo naquele momento para identificar padrões e estimar como o trânsito pode evoluir. A partir disso, os tempos dos sinais podem ser ajustados de maneira mais dinâmica”, afirma.
Na prática, o uso de inteligência artificial pode trazer ganhos diretamente ligados à rotina de quem se desloca pela cidade.Um estudo publicado em 2025 na IATSS Research avaliou sistemas de controle semafórico baseados em deep reinforcement learning, uma técnica de inteligência artificial que permite ao sistema aprender, a partir dos dados, quais decisões podem melhorar o fluxo. Em um dos cenários analisados, a tecnologia reduziu em 26,4% os atrasos, em 26,9% os conflitos entre veículos e em 12% as emissões de CO₂. Em testes realizados em cruzamentos reais em Hangzhou, na China, e em Colônia, na Alemanha, os pesquisadores também identificaram reduções de 10% a 15% nos atrasos.
Na vida cotidiana, ganhos desse tipo podem significar menos tempo parado nos cruzamentos e deslocamentos mais eficientes e previsíveis para quem vai ao trabalho, volta para casa ou utiliza o transporte público. A redução de paradas e esperas também pode contribuir para diminuir o consumo de combustível e a emissão de poluentes.
Essa evolução também é importante para a construção de Smart Cities.
“Uma cidade inteligente não é simplesmente uma cidade cheia de sensores. É uma região que consegue transformar os dados coletados em decisões melhores. No trânsito, isso significa reduzir congestionamentos, melhorar a circulação do transporte público e responder mais rapidamente às mudanças que acontecem nas ruas”, completa Santos.
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Como limpar o autopropelido sem danificar bateria, freios e componentes elétricos
O cuidado é importante porque esses equipamentos não devem ser higienizados da mesma maneira que uma bicicleta convencional. Mangueiras de alta pressão, excesso de água, determinados produtos de limpeza e até o hábito de guardar o veículo ainda molhado podem favorecer corrosão e comprometer componentes.
A expansão desse mercado ajuda a dimensionar a importância do tema. Dados da Abraciclo mostram que as bicicletas elétricas foram destaque da indústria no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram produzidas 34.122 unidades, crescimento de 87,2% na comparação com o mesmo período de 2025.
Com esse resultado, a categoria tornou-se a terceira mais produzida no Polo Industrial de Manaus, respondendo por 20,9% da produção nacional de bicicletas.
Conforme David Peterle, CEO da StreetGo, alguns problemas provocados por uma higienização inadequada podem não aparecer imediatamente.
“Muitas pessoas imaginam que basta lavar o autopropelido como fariam com uma bicicleta convencional ou até mesmo com uma motocicleta. Mas estamos falando de um equipamento que possui bateria, motor e conexões elétricas. Alguns cuidados simples fazem toda a diferença para preservar o desempenho e evitar manutenções desnecessárias”, explica.
1. Retire a bateria antes de começarAntes da limpeza, a orientação é remover a bateria do equipamento. Isso reduz a possibilidade de a umidade atingir os contatos elétricos e também facilita a higienização dos diferentes componentes.
A bateria deve ser limpa separadamente, utilizando apenas um pano levemente umedecido e evitando excesso de água.
Quando necessário, a recomendação é utilizar limpa-contato específico nas conexões elétricas. O cuidado ajuda na conservação dos terminais e reduz o risco de oxidação.
2. Evite mangueira e jatos de alta pressãoNão se recomenda lavar o autopropelido com uma mangueira, principalmente utilizando jatos fortes.
Embora os componentes tenham proteção contra respingos, isso não significa que estejam preparados para receber grande quantidade de água direcionada às conexões elétricas.
Para quadro, guidão, para-lamas e demais partes externas, a orientação é utilizar pano macio levemente umedecido com água. Se houver sujeira de difícil remoção, podem ser utilizados produtos específicos para bicicletas elétricas.
3. Cuidado com os produtos utilizadosNem todo produto disponível na garagem ou em casa é correto para a limpeza do equipamento.
Não se deve aplicar WD-40, sprays oleosos, desengraxantes domésticos e produtos de limpeza comuns nos discos de freio, pastilhas ou componentes elétricos.
Essas substâncias podem deixar resíduos, danificar acabamentos e, principalmente, comprometer a eficiência da frenagem.
A recomendação é dar preferência a produtos específicos para bicicletas e equipamentos de mobilidade elétrica.
4. Resistência à água não significa que pode ser encharcadoOutro erro é interpretar a resistência à chuva e aos respingos como uma autorização para lavar o equipamento com grande quantidade de água.
Um autopropelido preparado para enfrentar chuva durante um deslocamento não é necessariamente capaz de suportar jatos de alta pressão ou a submersão de seus componentes.
“Os autopropelidos são desenvolvidos para enfrentar o uso cotidiano e suportar chuva durante o deslocamento, mas isso é diferente de receber jatos de alta pressão ou ficar com componentes submersos. Água em excesso pode atingir conexões elétricas e acelerar processos de corrosão que nem sempre aparecem imediatamente”, afirma David.
5. Não guarde o autopropelido molhadoTerminada a limpeza, outro cuidado importante é garantir que o equipamento esteja completamente seco antes de guardá-lo.
A umidade acumulada pode favorecer a oxidação de parafusos, conectores, corrente e outros componentes metálicos.
A orientação é utilizar um pano seco e deixar o equipamento durante alguns minutos em um ambiente ventilado, de modo a eliminar o excesso de umidade antes do armazenamento.
6. Transforme a limpeza em uma inspeção preventivaA higienização também pode ser uma oportunidade para observar as condições gerais do autopropelido.
Durante o processo, o usuário pode verificar desgaste dos pneus, funcionamento dos freios, condições dos cabos, corrente, conectores elétricos e possíveis folgas nos parafusos.
A atenção a esses itens ganha importância não apenas para preservar o equipamento, mas também para a segurança durante os deslocamentos.
“A limpeza também é uma oportunidade para conhecer melhor o próprio equipamento. Muitas vezes, um pequeno ajuste ou uma revisão preventiva evita que o usuário fique sem o autopropelido justamente quando mais precisa dele.”
Conservação também está relacionada à segurançaCom mais equipamentos elétricos integrados aos deslocamentos urbanos, os cuidados de conservação passam a fazer parte da rotina de quem escolheu esse tipo de mobilidade.
Uma limpeza inadequada não representa somente o risco de reduzir a vida útil de componentes. Quando envolve pneus, freios, conexões elétricas ou outras peças relacionadas ao funcionamento do equipamento, a manutenção também pode ter reflexos na segurança de utilização.
Por isso, a orientação é evitar improvisações na higienização e aproveitar esse momento para observar sinais de desgaste ou necessidade de manutenção.
“O autopropelido é um meio de transporte pensado para acompanhar a rotina das pessoas por muitos anos. Pequenos hábitos de conservação ajudam a preservar bateria, componentes mecânicos e sistema elétrico, garantindo mais segurança, desempenho e economia ao longo do tempo”
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Motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool podem perder a CNH por dois anos
As punições para quem dirige sob influência de álcool poderão ficar mais severas caso se aprove o Projeto de Lei (PL) 3.207/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para aumentar a multa aplicada aos infratores, ampliar o período de suspensão do direito de dirigir e endurecer as consequências para motoristas reincidentes.
De autoria do deputado Ilacir Bicalho (Republicanos-MG), o projeto parte do entendimento de que as penalidades atualmente previstas na legislação não têm sido suficientes para desestimular a prática de dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas.
Segundo a tramitação da Câmara dos Deputados, a proposta aguarda despacho da Presidência da Casa para iniciar sua análise.
O que pode mudar para quem dirigir sob efeito de álcoolO projeto altera o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da infração de dirigir sob influência de álcool.
A principal mudança é o aumento da multa. Pela proposta, ela passaria de dez para vinte vezes o valor da infração gravíssima.
Além disso, o período de suspensão do direito de dirigir deixaria de ser de 12 meses e passaria para 24 meses, dobrando o tempo em que o motorista ficaria impedido de conduzir veículos.
Segundo o autor, o objetivo é reforçar o caráter preventivo da legislação e aumentar a percepção de risco para quem insiste em dirigir após ingerir bebida alcoólica.
Regras mais duras para reincidentesO projeto também modifica o artigo 263 do Código de Trânsito Brasileiro para endurecer as consequências aplicadas aos motoristas que reincidirem nessa conduta.
Pela proposta, quando houver cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em razão de reincidência na infração prevista no artigo 165, o motorista somente poderá requerer uma nova habilitação após o prazo mínimo de quatro anos.
Atualmente, o Código de Trânsito estabelece prazo inferior para essa situação. O projeto propõe ampliar esse período exclusivamente para os casos relacionados à reincidência por dirigir sob influência de álcool.
Autor afirma que penalidades atuais perderam efeitoNa justificativa, Ilacir Bicalho afirma que a condução de veículos após o consumo de álcool continua sendo um dos principais fatores de risco para a ocorrência de sinistros de trânsito no país.
Embora reconheça os avanços obtidos com a chamada Lei Seca e com os mecanismos de fiscalização existentes, o parlamentar entende que os registros de motoristas flagrados nessa condição demonstram a necessidade de tornar a legislação mais rigorosa.
Conforme o deputado, dirigir sob influência de álcool é um comportamento de “extrema reprovabilidade social”, pois o motorista expõe não apenas a própria integridade física, mas também a vida de passageiros, pedestres e demais usuários das vias.
Objetivo é aumentar o efeito preventivo da leiPara justificar o maior rigor das penalidades, o autor argumenta que a experiência desde a criação da Lei Seca indica que as sanções atualmente previstas no Código de Trânsito não são suficientes para impedir que parte dos condutores volte a dirigir após consumir bebida alcoólica.
“A presente proposição busca fortalecer o caráter preventivo e pedagógico da legislação de trânsito”, afirma Ilacir Bicalho na justificativa, ao defender o aumento da multa e da suspensão do direito de dirigir.
De acordo com ele, a ampliação das penalidades pretende desencorajar comportamentos que elevam o risco de acidentes graves, reforçando a percepção das consequências para quem decide assumir o volante após beber.
Reincidência demonstra maior desprezo pelas normas, diz deputadoOutro ponto destacado na justificativa é o tratamento dado aos reincidentes.
Para o parlamentar, quem volta a cometer a mesma infração depois de receber punição, demonstra um grau ainda maior de desrespeito às normas de trânsito.
Ao defender o aumento para quatro anos do prazo mínimo para obtenção de nova habilitação nesses casos, Ilacir Bicalho afirma que a medida reflete “a maior censura jurídica que deve recair sobre aquele que, mesmo após ter sido punido pela prática de dirigir sob influência de álcool, volta a reincidir na mesma conduta”.
Conforme o deputado, essa postura evidencia elevado desprezo pelas normas de segurança viária e pela proteção da vida humana.
Projeto também destaca caráter educativoNa justificativa, o autor ressalta que a proposta não tem finalidade arrecadatória.
Segundo ele, o agravamento das sanções busca principalmente ampliar o efeito educativo da legislação e fortalecer a prevenção.
“O objetivo principal é reforçar a percepção de risco associada à infração, desencorajando comportamentos que sabidamente aumentam a probabilidade de ocorrência de acidentes graves”, afirma.
O parlamentar acrescenta ainda que a combinação entre fiscalização efetiva e penalidades mais severas constitui instrumento relevante para reduzir a condução de veículos sob efeito de álcool.
Próximos passosCaso o projeto passe pela Câmara e pelo Senado e posteriormente seja sancionado, as novas penalidades passarão a integrar o Código de Trânsito Brasileiro.
Até lá, o PL 3.207/2026 segue aguardando o início de sua tramitação na Câmara dos Deputados.
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Logística inteligente e viagens sem perrengue: dominando os custos empresariais e a mobilidade urbana
A mobilidade empresarial deixou de ser apenas uma questão de deslocamento entre pontos. Hoje, ela influencia prazos, produtividade, experiência do cliente e até a percepção de segurança dos colaboradores em campo. Quando viagens, entregas e transporte de materiais são tratados como partes isoladas, a empresa perde visibilidade sobre gastos que se acumulam silenciosamente.
Uma operação mais inteligente começa pelo mapeamento dos trajetos e das necessidades reais de cada equipe. Reuniões presenciais podem exigir passagens aéreas, enquanto visitas em áreas centrais pedem alternativas urbanas ágeis e remessas urgentes dependem de uma cadeia de transporte bem coordenada. O ganho aparece quando cada escolha passa a obedecer a critérios de prazo, custo, risco e impacto operacional.
Planejamento financeiro para deslocamentos e cargasO controle de despesas precisa acompanhar o processo desde a solicitação até a prestação de contas. Políticas claras para viagens, limites por categoria e aprovação digital evitam decisões improvisadas, sem transformar cada deslocamento em uma burocracia interminável. Com dados organizados, o gestor identifica padrões de consumo e negocia melhores condições com fornecedores.
Na área de transportes, o pagamento de frete também merece atenção especial. Prazos, comprovantes, pedágios e taxas adicionais devem estar reunidos em um fluxo rastreável, capaz de reduzir divergências entre embarcadores, transportadoras e motoristas. A automação ajuda a conferir valores e libera o time financeiro para análises mais estratégicas.
Outro ponto é evitar que a urgência determine sempre o modal mais caro. O transporte rodoviário atende boa parte das rotas nacionais, mas existem situações em que o frete aereo reduz o tempo de parada de uma operação e protege contratos sensíveis ao prazo. A decisão madura compara custo total, valor da carga, janela de entrega e consequências de um atraso.
Mobilidade urbana com previsibilidadeEm grandes centros, o tempo perdido no trânsito pode custar mais do que a própria corrida. Rotas congestionadas, dificuldade de estacionamento e mudanças na agenda tornam necessário combinar diferentes meios de transporte. Para compromissos pontuais, o taxi sp pode oferecer praticidade, especialmente quando há necessidade de embarque rápido, transporte de equipamentos ou chegada a regiões pouco atendidas por outras opções.
Ainda assim, a escolha não deve ser feita apenas no momento da saída. Agendar viagens, agrupar compromissos por região e considerar horários de pico melhora a previsibilidade da agenda. Aplicativos de mobilidade, mapas com dados de trânsito e políticas de reembolso integradas permitem comparar alternativas sem deixar o colaborador desamparado.
A segurança também entra nessa conta. Profissionais que circulam de motocicleta precisam de equipamentos adequados às condições do percurso, sobretudo em períodos de chuva. Uma capa de chuva de moto bem escolhida contribui para preservar visibilidade, conforto e proteção, reduzindo a chance de interrupções causadas por uma mudança repentina no clima.
Tecnologia para transformar dados em decisõesPlanilhas isoladas raramente mostram o custo verdadeiro de uma operação. Sistemas de gestão podem reunir quilometragem, abastecimento, pedágios, notas fiscais, tempo de viagem e ocorrências em um mesmo painel. A partir daí, fica mais simples identificar rotas improdutivas, fornecedores com maior índice de atraso e despesas que não correspondem ao volume transportado.
O rastreamento em tempo real acrescenta uma camada operacional valiosa. Ao acompanhar a posição de veículos e entregas, a empresa consegue informar clientes com antecedência, reorganizar agendas e agir antes que um problema pequeno se transforme em descumprimento contratual. Alertas de desvio, paradas prolongadas e alterações de rota tornam a gestão mais preventiva.
A análise também pode orientar decisões de sustentabilidade. A consolidação de cargas reduz viagens parcialmente ocupadas, enquanto a escolha de pontos de apoio diminui deslocamentos vazios. Medir emissões, consumo e utilização da frota ajuda a estabelecer metas realistas, sem transformar a agenda ambiental em uma ação desconectada dos resultados financeiros.
Cultura operacional e experiência da equipeNenhuma plataforma corrige uma política confusa ou um processo que ninguém conhece. Por isso, motoristas, viajantes, compradores e responsáveis pelo financeiro precisam entender os critérios de contratação, os canais de suporte e as regras para situações excepcionais. Treinamentos curtos, manuais objetivos e atendimento acessível reduzem erros e aceleram a resolução de imprevistos.
A experiência do colaborador merece o mesmo cuidado dedicado ao cliente. Deslocamentos longos, conexões apertadas e falta de orientação aumentam o desgaste e podem comprometer o desempenho em reuniões ou entregas. Ao oferecer informações antecipadas, opções coerentes e suporte durante o percurso, a empresa transforma a mobilidade em uma extensão da sua cultura de organização.
No fim, logística inteligente não significa escolher sempre a alternativa mais barata, mas equilibrar eficiência, segurança e continuidade. A integração entre transporte de cargas, viagens corporativas e deslocamentos urbanos cria uma visão única dos custos e dos riscos. Com planejamento apoiado por dados e atenção às pessoas que executam a operação, os perrengues deixam de ser rotina e passam a ser exceções administráveis.
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Brasil implantou menos de 12 km de corredores de BRT, por ano, desde 1974, aponta estudo da NTU
Apesar de ter sido pioneiro na implantação do BRT, o Brasil avançou em ritmo lento na expansão desse modelo de transporte público, nas últimas cinco décadas. Desde 1974, quando o primeiro corredor entrou em operação, em Curitiba, o país implantou, em média, menos de 12 quilômetros de corredores, por ano. Atualmente, são apenas 556 quilômetros de vias dedicadas, exclusivamente, ao transporte público coletivo por ônibus.
EstudoO dado faz parte do estudo “BRT Brasil: sistemas em operação nas cidades brasileiras”, contratado e organizado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), e elaborado pela Oficina Consultores. O levantamento analisou aspectos institucionais, regulatórios, físicos, operacionais e econômicos dos sistemas em funcionamento no país e foi desenvolvido como contribuição da NTU ao BNDES, no âmbito do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU). A iniciativa do banco poderá ser uma das principais bases para a aceleração de investimentos no setor, contribuindo para a implantação e desenvolvimento de novos e mais modernos sistemas de transporte público de passageiros.
O diagnóstico revela que apenas 15 cidades do país operam 17 sistemas BRT, com ônibus circulando em 35 corredores. Apenas três dos 17 sistemas BRT foram viabilizados com processos licitatórios exclusivos. Na maioria das vezes, a delegação para a operação do BRT aconteceu por aditivo ou enquadramento em contratos de concessão vigentes, para o conjunto do sistema de transporte.
Além disso, os dados mostram que a implantação ocorreu de forma pontual, ao longo das últimas décadas, com maior concentração de investimentos entre 2012 e 2016, período relacionado à preparação das cidades brasileiras para a Copa do Mundo, em 2014, e para os Jogos Olímpicos, em 2016. Para o diretor-presidente da NTU, Francisco Christovam, o levantamento demonstra que o país precisa transformar experiências bem-sucedidas em uma política mais contínua de investimentos em transporte público de média e alta capacidades.
“O Brasil mostrou, há décadas, que o BRT é uma solução capaz de dar prioridade ao transporte coletivo, ampliar a capacidade dos corredores e melhorar a qualidade dos deslocamentos. O desafio agora é dar escala a essa experiência. Não podemos depender de ciclos isolados de investimentos. Precisamos de planejamento de longo prazo, projetos estruturados e fontes permanentes de financiamento, para que novas cidades possam contar com sistemas de transporte de alta capacidade”, afirma Christovam.
Infraestrutura existente também exige gestão com foco em manutenção e melhoriaO estudo chama a atenção não apenas para a necessidade de expansão dos sistemas, mas também para a manutenção e melhoria da infraestrutura já implantada, que é bastante robusta. Atualmente, os BRTs brasileiros em operação somam 99 terminais e 682 estações, além das vias dedicadas. Em 64,7% dos casos, a responsabilidade pela manutenção da infraestrutura permanece com os municípios. Conforme o levantamento, quando a manutenção da infraestrutura é de responsabilidade das prefeituras, a qualidade do serviço pode ficar comprometida, além de limitar as possibilidades de exploração comercial dos espaços, para a geração de receitas extra tarifárias.
“Não basta construir o corredor e colocar o sistema em operação. As áreas de acesso aos terminais e estações precisam receber a qualificação urbana adequada, com provisão de calçadas, ciclovias e mobiliário urbano acessível e seguro. Deve-se tratar os BRTs como parte de um patrimônio urbano que exige manutenção permanente, boa gestão e integração com a cidade. A qualidade percebida pelo passageiro começa antes mesmo de ele entrar no ônibus”, destaca Christovam.
Para a entidade, uma nova agenda para os BRTs deve combinar expansão da infraestrutura, melhoria dos modelos de gestão, implantação de sistemas de monitoramento e controle da operação e requalificação dos acessos e entornos de terminais e estações, especialmente para facilitar a integração com deslocamentos a pé e por bicicleta. Esses são alguns dos pontos que a NTU considera estratégicos, para ampliar a eficiência e a atratividade do transporte público coletivo.
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Após instalação de radares, trechos de rodovias registram forte queda nos atendimentos a acidentes
Trechos de rodovias sob concessão da EPR Litoral Pioneiro registraram redução expressiva no número de atendimentos a acidentes após a instalação de radares medidores de velocidade. Em um dos pontos monitorados, não houve nenhuma ocorrência desde a entrada em operação do equipamento.
Ao todo, são 28 radares instalados nas rodovias BR-153, BR-277, BR-369, PR-092, PR-151 e PR-407. Nos trechos federais, a fiscalização com cobrança de multa começou em agosto de 2025. Já nas rodovias estaduais, a operação teve início em outubro do mesmo ano.
Segundo a concessionária, a redução nos atendimentos já havia começado a ser observada ainda no período de testes dos equipamentos, antes do início efetivo da aplicação de multas.
“Observamos o impacto positivo dos radares na segurança viária ainda no período educativo e de testes dos equipamentos. Agora, um ano depois, é importante destacar que há uma contribuição real na segurança viária e na vida dos usuários quando os limites de velocidade são respeitados. Os dados de atendimentos a acidentes nas rodovias sob concessão comprovam”, avalia o gerente de Operações da EPR Litoral Pioneiro, Paulo Linck.
PR-151 teve a maior reduçãoEntre as rodovias monitoradas, a PR-151 apresentou a maior queda no número de atendimentos a sinistros.
Considerando os sete radares em funcionamento ao longo da rodovia, os registros passaram de 41 para 8 ocorrências, o que representa uma redução de 80%.
Em um ponto específico, no km 259, em Piraí do Sul, a concessionária informa que não houve nenhuma ocorrência desde a instalação do equipamento, o que corresponde a uma redução de 100% naquele trecho.
Outras rodovias também apresentaram quedas relevantes.
Na PR-407, a redução foi de 70%. Na BR-153, os atendimentos caíram 67%. Já na BR-277, no trecho da Serra do Mar, a redução registrada foi de 59%.
Os dados se referem aos atendimentos realizados nos trechos sob concessão e mostram uma mudança importante nos locais onde os equipamentos passaram a operar.
Novos radares estão em estudoDiante dos resultados observados, a concessionária informa que está discutindo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e autoridades rodoviárias a implantação de novos radares nas rodovias sob sua administração.
A quantidade de equipamentos e os pontos de instalação ainda não foram divulgados. “Em conjunto com as autoridades, identificamos oportunidades para ampliar ainda mais a segurança viária nas rodovias que administramos, por meio da instalação de novos dispositivos, que certamente alcançarão resultados tão positivos quanto os já em operação”, avalia Linck.
Respeito ao limite de velocidade continua sendo essencialA presença de radares tem como objetivo fiscalizar o cumprimento dos limites de velocidade. No entanto, a concessionária reforça que a condução segura não deve depender apenas da existência dos equipamentos.
“O respeito aos limites de velocidade é essencial, independentemente da presença de radares na rodovia. Também é fundamental não utilizar o celular ao dirigir, realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e de forma segura, manter distância de segurança dos demais veículos e garantir que todos os ocupantes, inclusive os pets, utilizem o cinto de segurança corretamente”, afirma Marcos Moreira, diretor-presidente da EPR no Núcleo Paraná.
A orientação reforça que a redução de riscos no trânsito depende de um conjunto de comportamentos, entre eles velocidade compatível com a via, atenção constante e respeito às normas de circulação.
Quem administra os radares e as multas?A EPR Litoral Pioneiro informa que, conforme previsto no contrato de concessão, é responsável pela aquisição, instalação e manutenção dos radares.
Já a emissão das multas e a gestão dos valores arrecadados ficam a cargo dos órgãos governamentais competentes.
A distinção é importante porque a concessionária mantém os equipamentos em funcionamento, mas não administra diretamente as penalidades aplicadas aos motoristas.
Os resultados apresentados após um ano de operação dos radares reforçam a discussão sobre o papel da fiscalização eletrônica na segurança viária. Nos trechos analisados, a queda nos atendimentos foi significativa, chegando a 100% em um ponto específico da PR-151 e variando entre 59% e 80% em outros corredores monitorados.
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Acidente na SP-340 chama atenção para o risco de engavetamentos; saiba como evitar
Um grave acidente registrado na tarde de quinta-feira (27) na Rodovia Deputado Mario Beni (SP-340), em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, deixou uma pessoa morta e outras três feridas. O engavetamento envolveu uma ambulância, um caminhão e duas carretas. Conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência, o motorista do caminhão morreu no local. Entre os feridos estavam uma paciente e o condutor da ambulância. As circunstâncias que provocaram a colisão ainda deverão ser esclarecidas.
Além da repercussão imediata, o acidente chama atenção para um dos riscos mais comuns nas ruas e rodovias: as colisões traseiras, que podem envolver vários veículos e adquirir proporções ainda mais graves quando há caminhões no fluxo.
O que causa as colisões traseiras?A falta de distância de segurança é um dos principais fatores relacionados às colisões traseiras. Quando o condutor segue muito próximo, o espaço disponível pode não ser suficiente para perceber uma redução de velocidade, reagir e parar o veículo.
Distrações ao volante, principalmente pelo uso do celular, também reduzem a capacidade de reação. Mesmo alguns segundos sem olhar para a pista podem fazer com que o motorista não perceba uma fila parada, uma frenagem ou outro obstáculo à frente.
Outras situações que aumentam o risco de engavetamentos incluem:
- excesso de velocidade;
- mudanças repentinas de faixa;
- frenagens bruscas e sem necessidade;
- cansaço ou sonolência;
- chuva, neblina e baixa visibilidade;
- pneus desgastados ou mal calibrados;
- problemas no sistema de freios;
- desatenção às condições do trânsito mais adiante.
Por isso, a direção defensiva exige que o motorista não observe apenas o veículo imediatamente à frente. Acompanhar o movimento de vários veículos adiante permite identificar antecipadamente luzes de freio, retenções e mudanças no fluxo.
Como calcular uma distância segura?O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não determina uma distância fixa em metros. O artigo 29 estabelece que o condutor deve guardar distância lateral e frontal de segurança, considerando a velocidade, as condições da via, da circulação, do veículo e do clima.
Uma maneira prática de avaliar esse espaço é utilizar a regra dos três segundos. O motorista deve escolher um ponto fixo na margem da via, como uma placa ou uma árvore. Quando o veículo da frente passar por esse ponto, deve iniciar a contagem de três segundos. Se chegar ao mesmo local antes do fim da contagem, está seguindo perto demais.
Em condições adversas, como chuva, neblina, pista escorregadia ou baixa visibilidade, esse intervalo deve ser ampliado. O mesmo vale quando o veículo da frente é um caminhão, que reduz a visão do trânsito adiante.
A distância segura precisa abranger tanto o tempo de reação do motorista quanto o espaço necessário para o veículo parar. Quanto maior a velocidade, maior será a distância percorrida antes e durante a frenagem.
Deixar de guardar distância de segurança é infração grave, conforme o artigo 192 do CTB.
O que fazer diante de uma retenção repentina?Ao perceber veículos reduzindo a velocidade ou uma fila parada, o motorista deve retirar o pé do acelerador e iniciar uma frenagem progressiva. Frear antecipadamente também permite que as luzes de freio alertem quem vem atrás.
O condutor deve evitar mudanças bruscas de faixa ou tentativas de desviar pelo acostamento. Além de serem manobras arriscadas, elas podem atingir motociclistas ou impedir o acesso de equipes de resgate.
Também é importante observar os retrovisores durante a redução. Caso o veículo que vem atrás pareça não ter percebido a retenção, o motorista deve manter o controle e evitar manobras precipitadas que possam provocar outra colisão.
Se precisar imobilizar o veículo por uma emergência, o pisca-alerta deve ser utilizado para reforçar a sinalização. Em situações normais de trânsito lento, entretanto, as luzes de freio e a redução gradual são as principais formas de avisar os demais condutores.
Por que caminhões precisam de uma distância maior?Caminhões e combinações de veículos de carga são maiores, mais pesados e possuem características de frenagem diferentes das de um automóvel. O peso transportado, a distribuição da carga, o estado dos pneus e dos freios, a velocidade e a inclinação da pista podem aumentar significativamente o espaço necessário para a parada.
Além disso, muitos veículos pesados utilizam sistemas de freios pneumáticos, cujo acionamento apresenta características próprias. Em uma situação inesperada, a soma do tempo de percepção do motorista, do tempo de reação e da frenagem pode fazer com que o caminhão percorra uma distância considerável até parar completamente.
Por essa razão, outros condutores não devem mudar de faixa e entrar imediatamente à frente de um caminhão, reduzindo o espaço de segurança mantido pelo motorista profissional. Da mesma forma, quem dirige um veículo de carga deve aumentar a distância em relação ao trânsito adiante, especialmente em descidas, pistas molhadas ou trechos congestionados.
Como agir quando há uma ambulância na via?Ambulâncias e outros veículos de emergência têm prioridade quando estão em serviço de urgência e devidamente identificados pelos dispositivos sonoro e luminoso acionados.
Nessa situação, o artigo 29 do CTB determina que os demais condutores deixem livre a passagem pela faixa da esquerda, desloquem-se para a direita e parem, se necessário. A movimentação deve ocorrer de maneira gradual, com atenção aos retrovisores e sem frenagens ou mudanças repentinas de direção.
O motorista também não deve aproveitar o espaço aberto para seguir logo atrás da ambulância. Além de perigosa, essa conduta constitui infração grave. Já deixar de dar passagem a um veículo de emergência caracteriza infração gravíssima.
A prioridade não elimina os cuidados de segurança. O próprio CTB determina que veículos de emergência reduzam a velocidade e adotem as precauções necessárias ao passar por cruzamentos.
Em rodovias, uma retenção pode surgir em poucos segundos. Manter distância, acompanhar o trânsito à frente e evitar distrações são medidas simples que aumentam o tempo disponível para reagir e podem impedir que uma colisão isolada se transforme em um engavetamento.
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