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Queimadas nas rodovias: saiba o que fazer ao encontrar sinais de incêndio
O período de estiagem aumenta o risco de queimadas nas áreas de mata próximas às rodovias. A combinação de vegetação ressecada, baixa umidade do ar e ventos fortes favorece a propagação do fogo e reduz a visibilidade no trânsito. Por isso, os motoristas devem adotar cuidados para trafegar com segurança e saber como agir ao encontrar sinais de fogo próximos às pistas.
A Defesa Civil estima que nove em cada dez incêndios florestais no estado têm origem na ação humana, seja por descuido ou intencional. A alta incidência acende o alerta para a aumentar os cuidados durante a estiagem, época em que o vento e a vegetação seca aceleram o fogo. Práticas comuns, como jogar bitucas de cigarro na pista, queimar lixo à beira da estrada e fogo no meio rural são os vilões.
Além dos danos ambientais, a fumaça provocada pelas queimadas reduz a visibilidade nas pistas e aumenta o risco de acidentes no trânsito. O calor gerado pelas chamas também pode comprometer a infraestrutura viária, destruindo placas de sinalização, danificando o pavimento e atingindo sistemas de comunicação e cabos elétricos.
Rodoanel Sul e LesteNesse período de maior escassez de chuvas a SPMAR reforça nos Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) posicionados ao longo da rodovia alertas aos motoristas de que descartar bitucas de cigarro na via ou provocar fogo no entorno da rodovia constitui crime ambiental.
Além disso, a concessionária mantém equipes de combate a incêndio em prontidão, preparadas para agir rapidamente ao menor sinal de fumaça. O gerente de operações da SPMAR, Andrew Aquino, destaca:
“Nesse período, o monitoramento é intensificado e, ao menor indício de fumaça, nossas equipes de combate são imediatamente acionadas para conter o fogo e proteger a segurança dos usuários e do meio ambiente.”
Saiba como agir ao encontrar fumaça ou incêndio na rodovia- Reduzir a velocidade ao avistar fumaça na pista;
- Manter o farol baixo aceso;
- Fechar os vidros do veículo e colocar o sistema de ventilação na posição de recirculação de ar;
- Aumentar a distância em relação ao veículo da frente e evitar freadas bruscas;
- Não parar o veículo sobre a faixa de rolamento ou no acostamento em áreas de baixa visibilidade;
- Caso a fumaça esteja intensa, procurar um local seguro para estacionar (como postos de serviços ou bases operacionais), distante do ponto de incêndio.
Ao identificar um incêndio florestal ou uma queimada próxima à rodovia, o motorista deve ligar aos serviços de emergência: Corpo de Bombeiros pelo 193 e Defesa Civil pelo 199.
Os motoristas podem comunicar também ocorrências de incêndio ou fumaça às concessionárias por meio das centrais de atendimento 0800 disponíveis em cada rodovia. Nas vias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP), as ocorrências podem ser informadas pelo telefone 0800 055 5510.
A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) também disponibiliza informações atualizadas sobre as condições das rodovias concessionadas e ocorrências que podem afetar o tráfego, por meio do site da agência https://ccm.artesp.sp.gov.br/rodovias/ocorrencias .
Nas 24 rodovias concedidas, frases com orientações e telefone de denúncia estão sendo divulgadas nos 370 Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs), distribuídos no Estado de São Paulo até final de outubro.
Animais na estradaOs incêndios próximos às rodovias também impactam a fauna silvestre. Com o fogo, os animais buscam locais seguros e podem acabar transitando pelas vias. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), em caso de atropelamento ou queimadura de animais, o motorista deve entrar em contato pelos canais de atendimento da rodovia para acionar os responsáveis que irão resgatá-los.
Já nas rodovias onde é comum encontrar animais na pista, há sinalização alertando os motoristas, pedindo que respeitem a velocidade e sigam as orientações se visualizarem um animal silvestre. Em algumas vias, há também a passagem de fauna, que é uma espécie de corredor que cruza a via e permite que os animais se desloquem em segurança.
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Veja como identificar gasolina adulterada e evitar danos ao veículo
Em um cenário de oscilações nos preços dos combustíveis no Brasil, muitos consumidores têm priorizado postos com valores mais baixos na hora de abastecer o veículo. Contudo, a escolha acende um alerta importante: como identificar se o preço reduzido é resultado de competitividade ou sinal de irregularidade, como a venda de gasolina adulterada?
A gasolina adulterada é produto da adição ilegal de substâncias como álcool fora do permitido, solventes e até óleos lubrificantes. Essa prática compromete a qualidade do combustível e pode trazer uma série de prejuízos ao veículo e impactos negativos ao meio ambiente.
De acordo com o assessor de assuntos econômicos do Sindipostos-CE, Antônio José Costa, o preço não deve ser o único critério na hora de escolher onde abastecer.
“O consumidor precisa ficar muito atento. Nem sempre o combustível mais barato representa vantagem real. É importante observar a procedência e a credibilidade do posto, pois assim os prejuízos maiores são evitados”, destaca.
Principais riscos da gasolina adulterada- Problemas no motor: impurezas e substâncias inadequadas podem provocar superaquecimento, desgaste precoce de peças e acúmulo de resíduos;
- Aumento do consumo: a baixa qualidade reduz a eficiência da queima, fazendo o veículo gastar mais combustível;
- Maior emissão de poluentes: além de prejudicar o meio ambiente, pode gerar problemas em inspeções veiculares.
- Consumo acima do normal sem mudança na rotina;
- Dificuldade na partida ou falhas ao ligar o veículo;
- Perda de potência ou resposta lenta ao acelerar;
- Ruídos incomuns no motor;
- Luz de advertência acesa no painel;
- Cheiro mais forte ou diferente do habitual;
- Alteração na cor da gasolina;
- Preços muito abaixo da média do mercado.
A principal recomendação continua sendo abastecer em postos de confiança e com boa reputação. Para isso, o consumidor pode utilizar a ferramenta “ANP com VC – Postos”, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), para verificar se o estabelecimento está autorizado, consultar o histórico de fiscalizações e a procedência do combustível comercializado.
Ainda assim, caso haja suspeita de combustível irregular, é importante agir rapidamente para evitar danos maiores.
A orientação é interromper o uso do veículo ao perceber falhas, guardar o comprovante de abastecimento e comunicar o posto para que sejam realizados testes de qualidade. Também é recomendado procurar uma oficina mecânica de confiança para avaliação.
Além disso, o consumidor pode formalizar a denúncia junto à ANP, por meio da seção Fale Conosco no site ou pelo telefone 0800 970 0267.
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Idosos aderem cada vez mais ao transporte por aplicativo, aponta levantamento
Os aplicativos de transporte estão ganhando espaço na rotina dos idosos. Na 99, a participação de usuários com mais de 60 anos nas viagens realizadas pela plataforma passou de 9% em 2025 para 14% em 2026, um crescimento de cinco pontos percentuais em um ano.
Os dados fazem parte de levantamento realizado pelo Datafolha e mostram uma mudança na relação do público 60+ com os serviços digitais de mobilidade. Os aplicativos são utilizados em diferentes situações do cotidiano, como deslocamentos para consultas médicas, visitas a familiares, compras e atividades de lazer, além da integração com outros meios de transporte.
O movimento ocorre ao mesmo tempo em que o Brasil passa por um processo acelerado de envelhecimento da população. Com mais pessoas chegando às faixas etárias mais elevadas, questões relacionadas a mobilidade, autonomia e acesso aos serviços urbanos também ganham importância.
Participação de passageiros com mais de 60 anos cresceO recorte apresentado pela 99 mostra uma evolução significativa em apenas um ano. Em março de 2025, usuários com mais de 60 anos representavam 9% das viagens realizadas pela plataforma. Em março de 2026, essa participação chegou a 14%.
Isso representa um avanço de cinco pontos percentuais na presença desse público entre os usuários do serviço.
“O crescimento da 99 entre o público 60+ mostra que os aplicativos deixaram de ser uma tecnologia voltada apenas aos mais jovens e conquistaram diferentes gerações, representando mais autonomia e praticidade no dia a dia”, afirma Fabrício Ribeiro, Diretor de Operações da 99.
A maior familiaridade com ferramentas digitais ajuda a inserir novas possibilidades de deslocamento na rotina das pessoas idosas. Nesse cenário, solicitar uma viagem pelo celular passa a fazer parte de atividades comuns, seja para acessar um serviço, realizar uma compra ou encontrar familiares.
Mobilidade ganha importância com envelhecimento da populaçãoO crescimento da participação dos idosos nos aplicativos ocorre em meio a uma transformação demográfica importante no país.
Conforme o Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 32.113.490 pessoas com 60 anos ou mais, equivalentes a 15,6% da população.
Na comparação com o Censo de 2010, o contingente de brasileiros nessa faixa etária aumentou 56%.
Considerando apenas a população com 65 anos ou mais, o país contabilizava 22.169.101 pessoas em 2022, correspondentes a 10,9% dos habitantes.
Esse envelhecimento amplia a relevância de soluções que permitam à população mais velha continuar realizando seus deslocamentos cotidianos e acessando diferentes espaços e serviços.
Aplicativos passam a fazer parte dos deslocamentos cotidianosOs dados indicam que o transporte por aplicativo deixou de ser uma solução concentrada apenas entre usuários mais jovens.
Para a população idosa, o serviço pode estar presente em deslocamentos bastante distintos, desde uma consulta médica até atividades de lazer e visitas a familiares.
A presença desses serviços em diferentes localidades também amplia as possibilidades de utilização. A 99 informa estar disponível em mais de 4.400 cidades brasileiras, o equivalente a oito em cada dez municípios do país. A plataforma reúne mais de 60 milhões de usuários e mais de 2,5 milhões de condutores parceiros.
O crescimento do público com mais de 60 anos dentro desse universo chama atenção principalmente quando observado ao lado das mudanças demográficas brasileiras.
À medida que a população envelhece, a discussão sobre mobilidade passa a envolver não apenas a oferta de diferentes meios de transporte, mas também a possibilidade de as pessoas continuarem se deslocando para cumprir compromissos e participar das atividades cotidianas.
Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoasO levantamento mais recente do Datafolha foi realizado entre os dias 9 e 12 de março de 2026, com 2.003 entrevistados de 16 anos ou mais.
A pesquisa anterior ocorreu entre 11 e 14 de março de 2025 e ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios.
De acordo com as informações divulgadas, a amostra é representativa da população nacional nessa faixa etária.
O avanço de cinco pontos percentuais registrado entre usuários com mais de 60 anos na 99 é, portanto, mais um sinal de uma transformação que acompanha o próprio perfil da população brasileira: com um país cada vez mais envelhecido, as necessidades e as formas de se deslocar também estão mudando.
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Segurança ao volante começa antes de ligar o carro: veja ajustes que fazem diferença
A segurança ao volante começa antes mesmo de o motorista ligar o veículo. Ajustar corretamente o banco, manter uma posição adequada em relação ao volante e aos pedais e conseguir alcançar os comandos sem esforço excessivo são cuidados que podem fazer diferença, principalmente para quem passa muitas horas dirigindo.
O tema ganha relevância com a aproximação da Semana Nacional de Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro. Em 2026, a campanha nacional tem como mensagem “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, chamando a atenção para incentivar a empatia, o respeito coletivo e a atenção redobrada aos usuários mais vulneráveis das vias (como pedestres e motociclistas).
Embora fatores como velocidade, distração pelo celular, manutenção do veículo e cumprimento das regras de trânsito estejam normalmente no centro das discussões sobre segurança viária, a ergonomia também merece atenção. Uma posição inadequada mantida durante longos períodos pode favorecer desconfortos musculares, dores nas costas e fadiga, ou seja, tornando a condução mais desgastante.
“Segurança não começa quando o veículo entra em movimento. Ela começa no momento em que o motorista se posiciona para dirigir. Banco, volante, pedais e comandos precisam estar ajustados para que os movimentos sejam naturais, sem exigir esforço excessivo ou posições desconfortáveis. Quando o condutor precisa compensar uma regulagem inadequada com o próprio corpo, isso pode gerar cansaço e desconforto ao longo do trajeto”, explica Ariane Monaro, diretora da Autonomoz.
Como a posição ao dirigir interfere na conduçãoA ergonomia ao volante envolve diferentes elementos. A forma como o motorista se acomoda no banco, o apoio da coluna, a distância em relação aos pedais e ao volante e a facilidade para alcançar os comandos fazem parte desse conjunto.
Uma regulagem inadequada pode obrigar o condutor a compensar a posição com movimentos ou esforços desnecessários durante o percurso.
A questão ganha ainda mais importância entre motoristas profissionais e pessoas que permanecem longos períodos ao volante. Nesses casos, permanecer durante horas em uma posição desconfortável pode favorecer dores e fadiga.
Por isso, preparar-se para dirigir não envolve apenas colocar o cinto de segurança e dar a partida. A posição do motorista também deve receber atenção antes do início do deslocamento.
Segurança começa antes da primeira viagemA ergonomia é apenas um dos cuidados que integram uma rotina de prevenção.
Para quem dirige diariamente, especialmente por períodos prolongados, também é importante considerar a verificação das condições do veículo, o uso correto dos equipamentos de segurança, o planejamento do trajeto, o respeito aos períodos de descanso e a atenção aos primeiros sinais de cansaço.
A lógica é evitar que fatores previsíveis se acumulem durante a jornada e tornem a condução mais desgastante.
“É preciso olhar para tudo aquilo que pode ser corrigido antes. Preparar o motorista, oferecer condições adequadas e manter a segurança presente na rotina são atitudes que ajudam a construir um trânsito mais responsável. Esse cuidado precisa acontecer durante o ano inteiro”, afirma Ariane.
Fadiga também merece atenção de quem dirige profissionalmenteNo transporte corporativo, esses cuidados ganham outra dimensão porque fazem parte não apenas das decisões individuais do motorista, mas também dos processos de gestão das empresas.
A Autonomoz, por exemplo, utiliza monitoramento das viagens em tempo real por videotelemetria e realiza orientações periódicas sobre direção defensiva e condução segura, além de recomendações relacionadas à manutenção preventiva e ao cumprimento das normas de trânsito. A empresa informa ter percorrido mais de 270 milhões de quilômetros ao longo de nove anos de atuação.
A experiência reforça a importância de incluir na rotina medidas relativamente simples, como orientações sobre postura, discussão sobre fadiga, revisão de comportamentos de risco e acompanhamento das condições de condução.
Trânsito deixou milhares de mortos e feridos no ParanáA discussão sobre prevenção ocorre diante de números expressivos de mortes e internações provocadas pelo trânsito.
No Paraná, dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam 2.660 mortes no trânsito em 2025.
No mesmo período, foram registradas 12.697 internações por lesões decorrentes do trânsito, que representaram mais de R$ 23,5 milhões em custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Os números reforçam que a segurança viária depende de diferentes frentes de prevenção. Evitar comportamentos de risco continua sendo fundamental, mas cuidados adotados antes de iniciar o deslocamento também fazem parte de uma condução responsável.
Para quem passa várias horas dentro do veículo, observar a própria posição, evitar regulagens que exijam esforço desnecessário e respeitar os sinais de cansaço são atitudes que podem tornar a jornada menos desgastante.
Nesse sentido, a mensagem da Semana Nacional de Trânsito pode ser aplicada antes mesmo de o veículo começar a se movimentar: dirigir com segurança também envolve preparar o motorista e o veículo para o trajeto.
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A viagem de volta começa antes de entrar no carro: 7 erros cometidos no último dia do feriadão
Muitos brasileiros aproveitaram o fim de semana prolongado do feriadão da Independência do Brasil 2026 para viajar. Na preparação, porém, o planejamento geralmente se concentra na ida: revisão do veículo, escolha do trajeto, organização das malas e definição do horário de saída. A viagem de volta, porém, nem sempre recebe o mesmo cuidado. Na tentativa de aproveitar o feriado até o último minuto, alguns motoristas deixam o retorno para o fim do dia e entram na rodovia já cansados, preocupados com o horário e diante de um fluxo mais intenso de veículos.
O risco, portanto, pode começar antes mesmo de o motorista ligar o carro. Dormir pouco, consumir bebida alcoólica no almoço, realizar atividades desgastantes durante o dia ou adiar repetidamente a partida são decisões capazes de comprometer a segurança no trajeto.
Conforme o Panorama CNT de Acidentes Rodoviários, o Brasil registrou 72.476 sinistros nas rodovias federais em 2025, com 6.040 mortes. Os dados reforçam a importância de evitar comportamentos que favoreçam erros, reações tardias e decisões arriscadas ao volante.
Veja sete erros comuns no último dia do feriadão e como evitá-los. 1. Tentar aproveitar o destino até o último minutoA ideia de permanecer “só mais um pouco” pode fazer com que a viagem comece muito mais tarde do que o planejado. Com isso, o motorista pode encontrar trânsito intenso, dirigir à noite ou se sentir pressionado a acelerar para chegar mais cedo.
Antes mesmo de sair de casa, o ideal é estabelecer um horário-limite para o retorno e considerar o tempo necessário para organizar as malas, abastecer o veículo e acomodar todos os passageiros.
Se houver atraso, a orientação é recalcular a previsão de chegada, e não tentar recuperar o tempo aumentando a velocidade ou realizando ultrapassagens arriscadas.
2. Confundir um dia sem dirigir com um dia de descansoNem sempre o último dia do passeio é realmente um período de recuperação. Praia, piscina, trilhas, passeios prolongados, exposição ao calor e atividades físicas também podem provocar desgaste.
Além disso, dormir pouco durante o feriado pode resultar em um cansaço acumulado que se manifesta justamente durante a viagem de volta.
Bocejos frequentes, dificuldade para manter os olhos abertos, perda de concentração, irritabilidade, esquecimento dos últimos quilômetros percorridos e dificuldade para manter o veículo dentro da faixa são sinais de alerta. Ao perceber qualquer um deles, o motorista deve parar em um local seguro e descansar.
Abrir a janela, aumentar o volume do rádio, conversar com os passageiros ou consumir café e energéticos não substitui o sono adequado.
3. Consumir bebida alcoólica porque a viagem será apenas algumas horas depoisO almoço de despedida do feriado pode se tornar uma armadilha quando o motorista pretende pegar a estrada no mesmo dia. Não existe uma conta simples e segura que permita determinar quando uma pessoa estará completamente livre dos efeitos do álcool.
A velocidade de metabolização varia de acordo com diversos fatores individuais. Além disso, café, banho, alimentação ou algumas horas de espera não dão ao condutor a garantia de que estará em condições de dirigir.
No Brasil, a legislação adota tolerância zero para a combinação entre álcool e direção. Por isso, se ainda houver viagem programada, a decisão segura é não beber. Caso o consumo tenha ocorrido, outra pessoa habilitada e em condições deve assumir a condução, ou o retorno precisa ser adiado.
4. Arrumar tudo somente na hora de sairDeixar malas, documentos e objetos pessoais para a última hora aumenta o estresse e pode atrasar a partida. A pressa também favorece esquecimentos e uma acomodação inadequada da bagagem.
Objetos soltos dentro do habitáculo podem ser projetados contra os ocupantes em uma frenagem brusca ou colisão. As malas devem ser transportadas preferencialmente no porta-malas, sem comprometer a visibilidade do motorista nem ultrapassar os limites do veículo.
Documentos, chaves, meios de pagamento e itens necessários durante o trajeto devem ser separados com antecedência. Crianças e animais também precisam ser transportados nos dispositivos ou condições adequadas.
5. Sair sem consultar as condições do caminhoMesmo quando o trajeto é conhecido, as condições da rodovia podem ter mudado. Obras, acidentes, chuva, interdições e congestionamentos podem alterar significativamente o tempo de viagem.
Antes da partida, vale consultar os canais oficiais das concessionárias, da Polícia Rodoviária Federal, dos departamentos rodoviários e dos órgãos de trânsito responsáveis pelo trecho.
A consulta deve ser feita antes de colocar o veículo em movimento. Durante a condução, o celular não pode ser manuseado pelo motorista. Se for necessário alterar o trajeto, a operação deve ficar sob responsabilidade de um passageiro ou ser realizada com o veículo estacionado em local seguro.
6. Deixar para abastecer durante o retornoEm horários de movimento intenso, postos localizados nas rodovias e em suas proximidades podem apresentar filas. Além disso, congestionamentos, desvios ou bloqueios podem elevar o consumo e aumentar a distância até o próximo ponto de abastecimento.
A recomendação é iniciar a viagem com combustível suficiente para o percurso e conhecer previamente os locais disponíveis para paradas. No caso de veículos elétricos, é importante verificar a autonomia e planejar os pontos de recarga, considerando que eles poderão estar mais disputados durante o feriado.
O planejamento também deve incluir alimentação, hidratação e locais seguros para descanso.
7. Insistir em dirigir porque é preciso trabalhar no dia seguinteO compromisso de retornar ao trabalho, levar os filhos à escola ou cumprir outros horários não torna o motorista mais resistente ao sono. Pelo contrário: a preocupação com a chegada pode incentivar decisões perigosas, como dirigir por muitas horas, deixar de fazer pausas ou aumentar a velocidade.
A Polícia Rodoviária Federal alerta que dirigir cansado ou com sono aumenta a possibilidade de erros e recomenda programar paradas durante o percurso. Em viagens mais longas, também é importante dividir a condução, desde que o outro motorista seja habilitado, esteja descansado e não tenha consumido bebida alcoólica.
Se não houver condições seguras para continuar, o correto é interromper o trajeto e descansar. Chegar depois do planejado é sempre preferível a seguir viagem sem condições físicas e mentais para dirigir.
Como planejar uma volta mais seguraAlgumas providências simples podem reduzir a pressa e o desgaste no retorno:
- defina antecipadamente o horário da partida;
- durma o suficiente na noite anterior;
- evite atividades muito cansativas antes da viagem;
- não consuma bebida alcoólica se ainda for dirigir;
- organize malas e documentos com antecedência;
- consulte o trânsito, o clima e as condições da rodovia;
- abasteça antes do período de maior movimento;
- identifique locais seguros para alimentação e descanso;
- mantenha uma margem de tempo para imprevistos;
- não estabeleça um horário de chegada que exija pressa.
Planejar o retorno não significa abrir mão do último dia de descanso, mas aproveitá-lo sem transformar a volta para casa em uma corrida contra o relógio.
Ao definir antecipadamente quando sair, quem irá dirigir e onde serão feitas as paradas, o motorista reduz a pressão durante o percurso e evita que o cansaço, a pressa ou um imprevisto determinem suas decisões.
A viagem só termina quando todos chegam em segurança.
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Manutenção preventiva reduz custos e aumenta disponibilidade da frota
Em um setor onde cada veículo parado representa perda de produtividade e impacto direto nos resultados do negócio, investir em manutenção preventiva tornou-se uma estratégia indispensável para transportadoras que buscam aumentar a disponibilidade da frota e controlar custos operacionais. Além de reduzir o risco de falhas mecânicas inesperadas, a manutenção planejada contribui para prolongar a vida útil dos componentes, melhorar o desempenho dos veículos e garantir maior previsibilidade às operações logísticas.
Conforme José Cesário Neto, coordenador de capacitação e suporte técnico dos lubrificantes Mobil™, adotar uma rotina preventiva permite que as empresas atuem antes que pequenos desgastes evoluam para problemas de maior complexidade.
“A manutenção preventiva é um investimento na disponibilidade da frota. Quando as inspeções e substituições são realizadas de forma planejada, é possível reduzir o risco de falhas inesperadas, otimizar os custos de manutenção e manter os veículos em operação por mais tempo.”
Entre os principais itens que merecem atenção estão o sistema de lubrificação, filtros, sistema de arrefecimento, freios e transmissão. A negligência em qualquer um desses componentes pode resultar em paradas não programadas, atrasos nas entregas e aumento dos custos com manutenção corretiva.
A lubrificação desempenha um papel estratégico nesse processo. Além de reduzir o atrito entre as peças móveis, o lubrificante ajuda a controlar a temperatura de operação, protege os componentes contra o desgaste e contribui para o desempenho do motor e da transmissão, fatores essenciais para veículos submetidos a longas jornadas e condições severas de operação. “A escolha do lubrificante adequado e o respeito aos intervalos de manutenção recomendados pelo fabricante fazem toda a diferença para a confiabilidade da frota. Um plano de lubrificação bem estruturado contribui para reduzir o desgaste dos componentes e aumentar a disponibilidade dos veículos.”
Planejamento gera economiaEmbora muitas empresas ainda concentrem esforços na manutenção corretiva, especialistas destacam que atuar de forma preventiva permite reduzir custos. Ao identificar antecipadamente potencias problemas e realizar as intervenções no momento adequado, as transportadoras evitam substituições emergenciais de componentes. Dessa forma, diminuem o tempo de veículos parados e conseguem planejar melhor as paradas para manutenção, minimizando impactos na operação.
Os lubrificantes Mobil™ oferecem um portfólio de lubrificantes desenvolvido para atender às necessidades de veículos comerciais em diferentes condições de operação. Assim, incluindo soluções para motores, transmissões e demais sistemas da linha pesada. “Quando a manutenção preventiva faz parte da estratégia da empresa, toda a operação ganha em eficiência. Mais do que evitar falhas, ela proporciona maior previsibilidade, melhor aproveitamento dos ativos e redução do custo operacional ao longo do tempo.”, conclui o especialista.
Em um cenário de margens cada vez mais apertadas e alta competitividade no transporte rodoviário, investir em manutenção preventiva deixa de ser apenas uma prática operacional. Ela passa a ser uma ferramenta estratégica para aumentar a confiabilidade da frota e garantir melhores resultados para o negócio.
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Pneu tem prazo de validade? Mitos e verdades sobre sua vida útil
Quantos quilômetros dura um pneu? Existe uma data de validade? Um pneu pouco utilizado pode envelhecer mesmo com a banda de rodagem aparentemente em boas condições? Essas são dúvidas frequentes entre os motoristas e mostram que determinar a vida útil de um pneu envolve mais fatores do que simplesmente observar há quanto tempo ele foi instalado no veículo.
De acordo com a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, não é possível estabelecer uma data máxima de validade aplicável a todos os pneus. Com o passar do tempo e a exposição a diferentes condições de utilização, os componentes do pneu podem perder gradualmente suas características originais. Ao mesmo tempo, fatores como hábitos de condução, calibragem, alinhamento, balanceamento, condições das vias e quilometragem percorrida também influenciam diretamente sua durabilidade.
“Não existe um único fator capaz de determinar a vida útil de um pneu. É preciso considerar tempo, quilometragem, condições de uso e, principalmente, seu estado de conservação. Dois pneus fabricados na mesma época podem apresentar condições bastante diferentes dependendo da utilização e da manutenção recebida ao longo dos anos. Por isso, a inspeção periódica é fundamental tanto para a segurança quanto para aproveitar adequadamente a vida útil do produto”, explica Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone no Brasil.
Mito ou verdade: pneu tem data de validade?Mito. Quando se entende validade como uma data fixa após a qual todo pneu necessariamente deixa de poder ser utilizado. Diferentemente de produtos que possuem uma data de vencimento determinada, os pneus não têm uma data fixa de validade.
A Bridgestone recomenda que, após cinco anos da data de fabricação, o pneu seja verificado por um técnico qualificado. A companhia também orienta não utilizar pneus depois de dez anos de sua fabricação. A idade pode ser identificada por meio do número de série DOT presente no pneu, que permite consultar a semana e o ano em que foi produzido. Por isso, mesmo um pneu que tenha rodado pouco merece atenção à medida que envelhece. Tempo e quilometragem devem ser considerados juntamente com as condições reais do produto.
Mito ou verdade: quilometragem é mais importante que a idade?Depende. Não há um único parâmetro que, isoladamente, determine quando um pneu precisa ser substituído. Um motorista que percorre longas distâncias diariamente pode atingir o limite de desgaste da banda de rodagem muito antes de outro que utiliza o automóvel apenas ocasionalmente.
A durabilidade pode variar de acordo com o tipo de pneu, carga transportada, maneira como o motorista conduz o veículo, condições das estradas, clima e manutenção. Por isso, mais importante do que estabelecer uma disputa entre tempo e quilometragem é acompanhar regularmente as condições reais dos pneus.
Mito ou verdade: pneu com sulcos ainda profundos está necessariamente em boas condições?Mito. A profundidade da banda de rodagem é um indicador fundamental, mas não deve ser observada isoladamente. O motorista também deve ficar atento a sinais como cortes, bolhas, deformações e desgaste irregular. Diante de qualquer avaria, a orientação é procurar uma revenda autorizada para avaliação, já que alguns danos podem ser reparados e outros podem exigir a substituição do pneu.
Outro ponto de atenção é o TWI (Tread Wear Indicator), indicador existente nos sulcos dos pneus que sinaliza quando a banda de rodagem alcançou o limite de desgaste de 1,6 milímetro. Ao atingir esse nível, o pneu deve ser substituído.
O desgaste irregular também merece atenção porque pode indicar problemas que vão além do próprio pneu. Componentes gastos ou com folgas, desalinhamento da suspensão ou desbalanceamento das rodas podem provocar esse tipo de desgaste, afetando a dirigibilidade do veículo e reduzindo a vida útil dos pneus.
Mito ou verdade: vale a pena comprar pneus usados?Exige atenção. Um pneu usado é aquele que já sofreu algum desgaste de sua banda de rodagem. Além disso, nem sempre o consumidor terá acesso ao histórico completo de utilização e manutenção daquele produto.
Antes de considerar esse tipo de pneu, é fundamental verificar aspectos como o nível e a uniformidade do desgaste, possíveis avarias e a compatibilidade com as especificações determinadas pelo fabricante do veículo. Em caso de dúvida sobre as condições do produto, a recomendação é buscar uma avaliação técnica especializada.
Escolha e manutenção adequadas ajudam a prolongar a vida útilAlém da manutenção preventiva, escolher o pneu adequado ao veículo é fundamental para aproveitar melhor sua vida útil. A orientação da Bridgestone é utilizar produtos que atendam às especificações estabelecidas pelo fabricante do automóvel, disponíveis no manual do proprietário. Na substituição, devem ser respeitados critérios como medida, construção, índice de carga e símbolo de velocidade. Preferencialmente, todos os pneus devem ser da mesma marca e modelo. Quando isso não for possível, pelo menos os pneus instalados no mesmo eixo devem ser iguais, uma vez que produtos diferentes podem apresentar comportamentos dinâmicos distintos.
Os cuidados devem continuar durante toda a utilização. A Bridgestone recomenda verificar a pressão semanalmente. Ou seja, sempre de acordo com a especificação indicada pelo fabricante do veículo, além de manter alinhamento, balanceamento e rodízio em dia. Também é importante evitar sobrecarga, acompanhar periodicamente o TWI e adotar uma condução que evite freadas fortes, mudanças bruscas de direção e impactos contra buracos, guias e outras imperfeições da pista. A combinação entre a escolha correta e a manutenção adequada contribui para preservar as características dos pneus e aproveitar melhor sua vida útil.
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Transporte escolar pode ter inspeção anual para veículos aprovados sem restrições
As regras para o transporte escolar poderão passar por mudanças caso seja aprovado o Projeto de Lei (PL) 3.226/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para permitir que parte dos veículos destinados ao transporte escolar deixe de realizar inspeção semestral, desde que apresente histórico satisfatório nas vistorias obrigatórias.
De autoria do deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), o projeto também revoga uma das exigências atualmente aplicadas aos condutores de transporte escolar. Conforme o autor, a intenção é reduzir entraves burocráticos e aperfeiçoar as condições para a prestação do serviço, preservando os mecanismos de segurança destinados aos estudantes.
De acordo com a tramitação da Câmara dos Deputados, o projeto aguarda despacho da Presidência da Casa para iniciar sua análise.
Inspeção poderá passar de semestral para anualHoje, os veículos destinados ao transporte coletivo de escolares precisam passar por inspeções periódicas em intervalos semestrais.
Pela proposta, essa regra poderá mudar para os veículos que forem aprovados sem qualquer restrição na inspeção obrigatória imediatamente anterior.
Nesses casos, a vistoria passaria a ocorrer uma vez por ano.
Entretanto, o benefício não seria permanente. Caso o veículo seja reprovado em qualquer inspeção obrigatória, ele retornará automaticamente ao regime de inspeção semestral até obter nova aprovação.
De acordo com o texto, a mudança busca adotar um modelo baseado no histórico de conformidade dos veículos, concentrando os esforços de fiscalização naqueles que apresentarem irregularidades.
Objetivo é reduzir burocraciaNa justificativa, Julio Cesar Ribeiro afirma que a exigência atual impõe uma carga administrativa significativa tanto aos transportadores quanto aos próprios órgãos executivos de trânsito.
Conforme o parlamentar, muitas vezes as estruturas de fiscalização precisam ser mobilizadas para reavaliar veículos que já demonstraram atender plenamente aos requisitos legais de segurança.
Para o deputado, permitir inspeções anuais para veículos aprovados sem restrições representa uma forma de “prestigiar a eficiência administrativa, reduzir custos operacionais e direcionar a atuação fiscalizatória para situações que efetivamente demandem maior acompanhamento”, sem reduzir os padrões de segurança previstos na legislação.
Fiscalização também ocorre no dia a diaOutro argumento apresentado pelo autor é que o transporte escolar possui uma característica diferente de outras modalidades de transporte coletivo.
Como os embarques e desembarques acontecem diariamente nas portas das escolas, os veículos permanecem sob observação constante de pais, responsáveis, professores, diretores e da própria comunidade escolar.
Na avaliação do deputado, esse acompanhamento cotidiano funciona como um mecanismo complementar de fiscalização, favorecendo a rápida identificação de eventuais problemas.
De acordo com ele, essa realidade reforça a viabilidade de um modelo que considere o histórico de conformidade do veículo para definir a periodicidade das inspeções.
Projeto também altera regras para os condutoresAlém das mudanças relacionadas às inspeções, a proposta revoga o inciso IV do artigo 138 do Código de Trânsito Brasileiro.
Na justificativa, o deputado argumenta que, mesmo após alterações promovidas na legislação em 2020, permaneceu em vigor uma exigência que submete os motoristas de transporte escolar a um tratamento mais rigoroso do que aquele aplicado a outros condutores profissionais.
Segundo Julio Cesar Ribeiro, essa restrição pode impedir o exercício da atividade por motoristas que permanecem regularmente habilitados e aptos para conduzir veículos.
“O que se busca é apenas eliminar tratamento desproporcional que acaba por restringir o exercício profissional mesmo em situações nas quais o condutor permanece regularmente habilitado perante a legislação de trânsito”, afirma o parlamentar na justificativa.
Segurança continuará sendo exigidaO autor ressalta que a proposta não reduz as exigências relacionadas à segurança viária.
Segundo ele, os motoristas de transporte escolar continuarão sujeitos às penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, inclusive às hipóteses de suspensão e cassação do direito de dirigir, além das demais exigências específicas para o exercício da atividade.
Da mesma forma, as infrações que resultam diretamente na suspensão do direito de dirigir continuarão produzindo todos os efeitos previstos na legislação.
Na avaliação do deputado, a proposta procura conciliar a proteção dos estudantes com maior segurança jurídica para os profissionais que atuam no transporte escolar.
“O projeto harmoniza a proteção dos estudantes com a necessária segurança jurídica para os profissionais que desempenham atividade indispensável ao acesso à educação”, afirma na justificativa.
Próximos passosCaso o projeto seja aprovado pelo Congresso Nacional e posteriormente sancionado, as alterações passarão a integrar o Código de Trânsito Brasileiro.
A proposta prevê a adoção do novo regime de inspeção anual apenas para veículos que atenderem às condições estabelecidas no texto, mantendo o retorno automático às inspeções semestrais em caso de reprovação.
Enquanto isso, o PL 3.226/2026 segue aguardando o início de sua tramitação na Câmara dos Deputados.
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Pesquisa: quase metade dos brasileiros se sente insegura em estacionamentos de estabelecimentos
Os estacionamentos aparecem como um dos grandes pontos de vulnerabilidade na experiência da população nos estabelecimentos comerciais. Em um cenário onde o país registrou 308.440 roubos e furtos de veículos em 2025 — segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública —, além das constantes tentativas de roubos e furtos, quase metade dos entrevistados em um estudo recente (45,2%) afirmaram se sentir vulneráveis dentro do estacionamento de espaços como shoppings, lojas e restaurantes.
Os dados acabam de ser divulgados pela Verisure, empresa de alarmes monitorados, que, nas últimas semanas, realizou pesquisas de opinião com centenas de respondentes para compreender suas percepções gerais em relação à segurança em pontos comerciais.
O levantamento identificou que o medo de ser vítima tem efeitos diretos no comportamento de compra. Não por acaso, 75% dos brasileiros ouvidos afirmaram já ter desistido de comprar presencialmente pelo menos uma vez devido à insegurança — resultado que mostra como a sensação de risco está presente em diferentes momentos, da chegada ao local à decisão de levar um produto para casa.
Dessa forma, a relação do consumidor com um estabelecimento não se limita ao espaço interno. O estacionamento também integra essa jornada e pode influenciar a forma como o local é percebido, especialmente quando o visitante associa aquele ambiente a uma maior sensação de vulnerabilidade.
Quando essa percepção é negativa, o desconforto pode afetar a forma como a pessoa se relaciona com o local. Isso pode influenciar desde a decisão de permanecer ali até a disposição para realizar uma compra, mostrando que a proteção também pode pesar na jornada de consumo.
Quais estabelecimentos despertam mais a sensação de insegurança?De forma geral, certas descobertas do estudo da Verisure apenas reforçam o que, para muitos, não é uma surpresa: seja pela maior exposição a notícias sobre crimes, seja por experiências pessoais ou de pessoas próximas, para uma parcela considerável das pessoas (33,8% dos entrevistados), a sensação de segurança em estabelecimentos comerciais piorou nos últimos anos.
A percepção de risco, vale dizer, encontra respaldo concreto em episódios vividos ou presenciados pelos próprios respondentes. Para se ter uma ideia, quase metade dos entrevistados (49,6%) afirmam já ter presenciado um furto ou roubo em um estabelecimento comercial, enquanto 28% já foram vítimas diretas desse tipo de ocorrência.
Segundo os respondentes, tal vulnerabilidade tende a aparecer sobretudo em espaços de acesso e circulação mais expostos, como mercados e restaurantes. Não por acaso, bares e lojas de rua lideram o ranking de locais que mais geram apreensão, citados por 55,2% e 55%, respectivamente. Postos de combustíveis (49%), agências bancárias (46,4%) e lojas de conveniência (30,8%) também figuram no topo das preocupações.
Afinal, o que faz um estabelecimento parecer menos seguro?De acordo com os entrevistados no estudo, a ausência de vigilância é o principal fator que torna um estabelecimento menos seguro no dia a dia: 68,8% apontam a falta de vigilantes e seguranças como o item de maior peso na percepção de risco. O histórico de ocorrências no ambiente ou na região vem em seguida, citado por 49,2% dos participantes, seguido pela grande circulação de pessoas nas redondezas do local (47,4%).
Outros pontos também pesam na avaliação do consumidor, como o pouco controle de entrada e saída (38,4%), ausência de soluções de monitoramento — como câmeras, sensores e alarmes — (37%) e iluminação inadequada (32,4%). A presença insuficiente de funcionários completa a lista, mencionada por 21,2% dos respondentes, e mostra como a percepção de segurança está diretamente ligada a elementos visíveis de vigilância e organização do próprio espaço.
Nesse sentido, os estacionamentos também ganham relevância para os estabelecimentos, por influenciarem a percepção do consumidor sobre o local antes mesmo da entrada e no momento da saída.
“Como parte importante da experiência do consumidor, os estacionamentos representam uma oportunidade para os estabelecimentos ampliarem a sensação de segurança desde a chegada”, reflete Rodrigo Monteiro, Diretor de Marketing da Verisure. “Investir em iluminação, monitoramento e controle de acesso nessas áreas é essencial para transmitir confiança em toda a jornada de compra”, conclui.
MetodologiaPara compreender as percepções e experiências dos brasileiros envolvendo a segurança em estabelecimentos comerciais, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que abordaram a sensação de vulnerabilidade em tais ambientes, os tipos de locais que mais despertam insegurança e os principais fatores que contribuem para essa percepção no dia a dia. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.
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Acidente que matou músico: recusa ao bafômetro não comprova embriaguez, mas gera penalidades
A morte do músico Diego Sanches, conhecido como Branco, após uma colisão entre dois carros em Porto Alegre, trouxe novamente ao debate uma dúvida frequente: a recusa ao teste do bafômetro significa que o motorista estava embriagado?
A resposta é não. A recusa não comprova, isoladamente, que o condutor havia consumido bebida alcoólica, mas constitui uma infração de trânsito autônoma, com penalidades semelhantes às aplicadas a quem é flagrado dirigindo sob influência de álcool. Além disso, negar-se a fazer o teste não impede que uma eventual embriaguez seja constatada por outros meios.
Diego Sanches, de 42 anos, era pandeirista do grupo de pagode D’Kara Nova. Ele estava como passageiro em um Peugeot 208 que seguia para uma apresentação quando ocorreu a colisão com outro automóvel, no cruzamento da Avenida Wenceslau Escobar com a Rua Doutor Barcelos, no bairro Tristeza, na zona sul da capital gaúcha.
O músico chegou a receber atendimento, mas não resistiu aos ferimentos. Os dois motoristas foram encaminhados ao hospital. Conforme as informações divulgadas, o condutor do carro em que Diego estava recusou o bafômetro, enquanto o motorista do outro veículo realizou o teste, que apresentou resultado negativo.
A Polícia Civil investiga a dinâmica da colisão e analisa imagens de câmeras de segurança. Até a conclusão das perícias e das demais diligências, não é possível apontar a responsabilidade pelo sinistro nem afirmar que algum dos envolvidos dirigia sob efeito de álcool.
Recusar o bafômetro é uma infração própriaO artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) pune o condutor que se recusa a realizar teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento destinado a verificar a influência de álcool ou de outra substância psicoativa.
A infração é gravíssima e prevê:
- multa de R$ 2.934,70;
- suspensão do direito de dirigir por 12 meses;
- retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado e em condições de dirigir;
- recolhimento do veículo ao depósito caso não seja apresentado outro motorista apto.
Se houver reincidência no período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro e chega a R$ 5.869,40.
Apesar de as penalidades serem semelhantes, recusar o bafômetro e dirigir sob influência de álcool são infrações diferentes. O artigo 165 pune a condução sob influência de álcool ou de outra substância psicoativa, enquanto o artigo 165-A pune especificamente a negativa em participar dos procedimentos de fiscalização.
Essa diferenciação já foi reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça. Conforme o entendimento da Corte, a recusa não presume embriaguez e não se confunde com a infração de dirigir sob influência de álcool. Trata-se de uma conduta autônoma, sujeita às penalidades previstas no CTB.
Recusa não impede a obtenção de outras provasO fato de o motorista não soprar o bafômetro não encerra a fiscalização ou a investigação. A legislação permite que se demonstre a influência de álcool por outros elementos.
A Resolução Contran nº 1.031/2026, que atualizou os procedimentos da Lei Seca, prevê a utilização de sinais de alteração da capacidade psicomotora. Para essa constatação, o agente deve registrar pelo menos dois sinais que, analisados em conjunto, indiquem a condição do motorista.
Entre os aspectos que é possível observar estão sonolência, olhos vermelhos, vômito, soluços, desordem nas vestes, odor de álcool no hálito, agressividade, exaltação, dispersão, dificuldade de equilíbrio e fala alterada.
Não é possóvel registrar essas características de forma genérica. Os sinais precisam constar no auto de infração ou em termo específico, com informações sobre o condutor, o veículo, a abordagem e as circunstâncias verificadas.
Imagens, vídeos, depoimentos de testemunhas, exames clínicos, exames de sangue e outros meios de prova admitidos pelo direito também podem contribuir para a apuração. Por isso, a recusa não funciona como um recurso capaz de impedir a investigação sobre eventual consumo de álcool.
Quando a recusa gera apenas a penalidade administrativa?Quando o condutor recusa o procedimento regularmente oferecido e não existem outros elementos suficientes para comprovar alteração da capacidade psicomotora, a autuação ocorre, em regra, pelo artigo 165-A do CTB.
A simples recusa não configura automaticamente o crime de embriaguez ao volante. Para a responsabilização criminal prevista no artigo 306, é necessário reunir provas capazes de demonstrar que a capacidade psicomotora estava alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa.
É possível caracterizar o crime por teste de etilômetro, exames laboratoriais, exame clínico ou sinais devidamente registrados. No bafômetro, a medição realizada a partir de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expirado pode enquadrar a conduta no artigo 306, observadas as margens de erro regulamentares.
A pena prevista para o crime de embriaguez ao volante é de detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a habilitação.
E quando há morte no trânsito?A ocorrência de uma morte torna a investigação mais complexa, mas não permite concluir automaticamente que houve crime por parte de um dos motoristas. É necessário esclarecer a dinâmica da colisão, identificar eventual violação do dever de cuidado e verificar se existe relação entre a conduta investigada e o resultado.
A Resolução Contran nº 1.031/2026 determina que, nos sinistros de trânsito com ou sem vítimas, os condutores sejam submetidos aos procedimentos de fiscalização de álcool e outras substâncias sempre que possível.
Nos casos de óbito decorrente de sinistro, a norma também estabelece, para fins de perícia oficial, a realização obrigatória de exame de sangue ou de outro exame laboratorial destinado à detecção de álcool ou de substâncias psicoativas.
Se ficar comprovado que um motorista, sob influência de álcool ou de outra substância psicoativa, provocou culposamente a morte de uma pessoa, poderá haver enquadramento no artigo 302, parágrafo 3º, do CTB. Nesse caso, a pena prevista é de reclusão de cinco a oito anos, além da suspensão ou proibição de obter a habilitação.
Esse enquadramento, entretanto, depende de provas. A recusa ao bafômetro, sozinha, não demonstra embriaguez, não define a causa da colisão e não estabelece a responsabilidade pela morte.
Recusar não é uma forma de evitar consequênciasA diferença entre recusa e constatação de embriaguez não significa que negar o teste seja uma alternativa sem consequências. Aplica-se a infração do artigo 165-A independentemente da comprovação de que o motorista bebeu.
Por outro lado, se houver sinais de alteração da capacidade psicomotora ou outras provas, é possível autuar o condutor por dirigir sob influência de álcool e ainda responder criminalmente, conforme o caso.
A nova regulamentação do Contran reforça justamente essa separação: quando não há sinais suficientes e o motorista se recusa, aplica-se o artigo 165-A. Quando existem os registros de pelo menos dois sinais, é possível caracterizar a infração do artigo 165, sem prejuízo da apuração do crime do artigo 306.
Em uma ocorrência com vítima fatal, a perícia e o conjunto de provas deve sustentar todas as conclusões. A divulgação de que um motorista recusou o bafômetro é uma informação relevante, mas não autoriza afirmar que ele estava embriagado ou que causou o sinistro.
No caso que matou Diego Sanches, caberá à investigação esclarecer a velocidade dos veículos, a sinalização do cruzamento, a trajetória de cada automóvel, a preferência de passagem e outros fatores que possam ter contribuído para a colisão.
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Aumento do etanol na gasolina: o que realmente muda para o motorista?
Por Gilles Laurent Grimberg*
A recente discussão sobre o aumento do percentual de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32), sequência direta da consolidação do E30 na matriz energética brasileira, trouxe de volta à tona uma série de dúvidas e mitos entre os motoristas. O consumo vai aumentar? O motor vai perder potência? Riscos de corrosão e danos a peças são reais? E, acima de tudo: o preço na bomba vai cair?
Para responder a essas questões sem alarmismo, é preciso olhar para a física, a química e a engenharia automotiva que balizam a frota nacional.
Consumo e Potência: o que diz a física dos combustíveisMatematicamente, é correto afirmar que o etanol possui menor conteúdo energético (poder calorífico) por litro do que a gasolina. Portanto, ao aumentar a proporção de etanol na mistura, reduz-se discretamente a energia disponível por litro de combustível. No entanto, estamos tratando de uma variação de apenas dois pontos percentuais (de 30% para 32%). Não se trata de uma mudança estrutural capaz de provocar um salto perceptível de consumo no dia a dia do condutor.
No que tange à potência, a imensa maioria dos condutores de veículos modernos praticamente não notará diferença. O etanol traz uma propriedade técnica extremamente positiva: uma elevada octanagem. A própria Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia elevado a especificação mínima da gasolina para RON 94 na transição para o E30, aproveitando exatamente esse ganho de octanagem.
Em motores modernos equipados com gerenciamento eletrônico, essa característica favorece uma combustão mais eficiente e proporciona maior resistência à detonação (a chamada “batida de pino”). Em suma: pode existir uma interferência milimétrica no consumo, mas é incorreto associar o aumento do etanol à perda de desempenho.
Compatibilidade da frota: carros modernos vs. antigos e importadosA frota brasileira moderna, sobretudo os veículos com tecnologia flexfuel, foi desenvolvida para conviver com elevadas concentrações de biocombustível. Seus componentes, sistemas de injeção e softwares de gerenciamento eletrônico já nasceram preparados para esse cenário.
Os ensaios técnicos realizados previamente à adoção do E30 demonstraram a viabilidade técnica da mistura para a maior parte dos veículos em circulação no país, sem impactos relevantes registrados nos testes de rodagem, emissões, partida a frio e diagnose eletrônica.
A atenção, contudo, deve ser direcionada aos veículos mais antigos, modelos importados que não foram calibrados originalmente para a realidade do combustível brasileiro e alguns automóveis movidos exclusivamente a gasolina.
Nesses casos, não significa que o veículo apresentará problemas obrigatoriamente, mas exige-se cautela: vale a pena consultar o manual do proprietário e as recomendações do fabricante quanto à compatibilidade de materiais e calibração da injeção/carburador.
O mito da corrosão nos componentes do motorÉ comum ouvir que “o etanol destrói o sistema de combustível”. Trata-se de uma simplificação imprecisa. O etanol possui maior afinidade com a água e propriedades físico-químicas distintas da gasolina. O verdadeiro fator causador de corrosão e degradação não é o biocombustível em si dentro das especificações técnicas, mas sim o combustível adulterado, a presença excessiva de água na mistura ou o uso em materiais incompatíveis.
Ao longo das últimas décadas, a indústria automotiva promoveu a substituição de materiais em bombas de combustível, bicos injetores, mangueiras, vedações e tanques exatamente para suportar a adição de etanol anidro. Em um veículo moderno utilizando combustível regulamentado, a transição para o E32 não é um fator causador de falhas prematuras nestes componentes.
Impacto econômico: a promessa de combustível mais baratoO raciocínio econômico por trás do aumento da mistura é válido: ao substituir uma fração maior do derivado de petróleo por etanol produzido nacionalmente, reduz-se a necessidade de importação de gasolina e a dependência de combustíveis fósseis — um ganho estratégico para a balança comercial e para a agenda de descarbonização do país.
Entretanto, não se deve esperar uma queda automática e na mesma proporção no preço final praticado na bomba. O preço ao consumidor é composto por uma cadeia complexa de variáveis: o custo da gasolina A refinada ou importada, o valor do etanol anidro (influenciado, inclusive, pelo mercado internacional do açúcar), tributação (federal e estadual), logística, margens de distribuição e revenda, além das dinâmicas regionais de concorrência.
Além disso, a análise financeira do motorista deve considerar o custo por quilômetro rodado (R$/km), e não apenas o valor facial por litro. Como a variação percentual da mistura é pequena, os efeitos no bolso tenderão a ser discretos. Há benefício para a matriz energética e para a segurança de abastecimento do país, mas não uma regra direta que garanta descontos imediatos no posto.
Recomendações práticas de manutençãoDiante dessa nova gasolina, a principal recomendação técnica permanece simples e pragmática: combustível de qualidade e, além disso, manutenção preventiva em dia.
Não há qualquer necessidade de realizar manutenções extraordinárias ou trocas preventivas atípicas apenas pelo incremento do etanol. Para garantir a longevidade do motor, o condutor deve focar em três pilares fundamentais:
Abastecimento em postos de confiança: Priorize estabelecimentos com alta rotatividade de combustível para mitigar o risco de adquirir produtos fora da especificação ou adulterados com água e pergunte nos postos: Vocês drenam os tanques? Quando limparam o tanque pela última vez?
Manutenção de rotina: Respeite rigorosamente os prazos de substituição dos filtros de combustível, velas de ignição, óleo lubrificante e elementos do sistema de injeção previstos pela montadora.
Cuidado com o combustível parado: Evite deixar o veículo parado por longos períodos com combustível envelhecendo no tanque — condição que favorece a absorção de umidade do ar pelo etanol e a degradação da gasolina.
Independentemente do percentual ser E27, E30 ou E32, o uso de combustível dentro dos padrões da ANP e o respeito às especificações do fabricante do veículo continuam sendo a melhor e mais eficaz proteção para o motor.
*Sobre Gilles-Laurent Grimberg
Gilles-Laurent Grimberg, CEO da Actioil do Brasil e CTO da Actioil Internacional, é um executivo francês com mais de 32 anos de experiência no Brasil e referência no setor de combustíveis. Há 15 anos lidera o crescimento técnico e comercial da Actioil na América Latina, empresa com mais de quatro décadas de expertise em soluções para tratamento de combustíveis e proteção de motores, homologada por mais de 20 grandes fabricantes nacionais. Com trajetória marcada por inovação e compromisso com a qualidade, Grimberg é membro do Conselho Diretor da AEA (2024-2026), já foi vice-coordenador da Comissão Técnica de Diesel/Biodiesel, lançou a primeira IA sobre combustíveis via WhatsApp e tem contribuído para a formação técnica do setor com cursos pioneiros e palestras em eventos estratégicos.
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Adolescente ao volante: entregar o carro a quem não tem habilitação traz consequências ao proprietário
Um adolescente de 16 anos ficou preso às ferragens após capotar um Audi na zona sul de São Paulo, na quarta-feira (2). Conforme as informações divulgadas, o veículo conduzido pelo jovem atingiu outro automóvel e o muro de uma oficina na Avenida Nova Independência, no Brooklin.
O adolescente precisou ser resgatado de helicóptero pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado a um hospital. Um jovem de 22 anos, que estava no banco do passageiro, também recebeu atendimento. Já o motorista do outro carro atingido não se feriu. O registro do caso ocorreu como ato infracional relacionado à condução sem habilitação e permanece sob investigação.
A ocorrência chama atenção não apenas pelo risco de um adolescente dirigir um veículo, mas também pelas consequências que podem atingir quem entrega, permite ou confia a direção a uma pessoa não habilitada. Dependendo das circunstâncias, o responsável pelo automóvel pode responder nas esferas administrativa, criminal e civil.
No caso de São Paulo, a presença do pai do adolescente durante o atendimento foi mencionada pelas autoridades, mas as informações divulgadas até o momento não esclarecem quem era o proprietário do Audi nem se o jovem recebeu autorização para conduzi-lo. Portanto, não é possível atribuir previamente qualquer responsabilidade específica aos familiares. Esse esclarecimento dependerá da investigação.
Dirigir sem habilitação é infração gravíssimaO artigo 162, inciso I, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), classifica como infração gravíssima dirigir sem possuir Carteira Nacional de Habilitação, Permissão para Dirigir ou Autorização para Conduzir Ciclomotor.
A penalidade prevista é multa multiplicada por três, atualmente no valor de R$ 880,41, além da retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.
Quando quem está ao volante é menor de 18 anos, não há aplicação de pontos em uma CNH, pois o adolescente não possui prontuário como condutor habilitado. Isso, porém, não elimina as demais consequências administrativas relacionadas ao veículo nem a apuração da conduta conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Se a maneira de dirigir gerar perigo de dano, o comportamento também pode corresponder ao ato infracional análogo ao crime previsto no artigo 309 do CTB. A avaliação depende das circunstâncias concretas da ocorrência.
Entregar ou permitir a direção também é infraçãoO CTB não pune somente quem dirige sem habilitação. O proprietário ou responsável que entrega o veículo ou permite que uma pessoa sem habilitação assuma a direção também é passível de autuação.
O artigo 163 trata de quem entrega a direção do veículo a uma pessoa nas condições previstas no artigo 162. Já o artigo 164 alcança quem permite que essa pessoa tome posse do veículo e passe a conduzi-lo.
Nos dois casos, aplicam-se as mesmas penalidades previstas para as respectivas situações do artigo 162. No caso específico de uma pessoa sem habilitação, a conduta atribuída ao proprietário ou responsável é uma infração gravíssima.
As autuações podem ocorrer separadamente: uma pela condução sem habilitação e outra pela entrega ou permissão. Isso acontece porque são condutas diferentes, praticadas por pessoas diferentes.
Conduta pode configurar crime mesmo sem acidenteAlém da infração administrativa, permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a uma pessoa não habilitada pode configurar o crime previsto no artigo 310 do CTB.
A pena é de detenção de seis meses a um ano ou multa. O dispositivo também se aplica quando a pessoa está com a habilitação cassada, com o direito de dirigir suspenso ou quando, por seu estado de saúde física ou mental, não apresenta condições de conduzir com segurança.
Para a caracterização do crime, não é necessário que ocorra acidente, lesão ou demonstração de perigo concreto. Conforme a Súmula 575 do Superior Tribunal de Justiça, o artigo 310 do CTB configura crime de perigo abstrato. É preciso, entretanto, comprovar que a pessoa efetivamente permitiu, confiou ou entregou a direção do veículo a alguém não habilitado ou enquadrado nas demais condições previstas no dispositivo. A propriedade do veículo, isoladamente, não basta para estabelecer a responsabilidade criminal.
Dessa forma, o argumento de que o adolescente dirigiria apenas por alguns metros, em uma rua tranquila ou sob a supervisão de um adulto não afasta automaticamente a responsabilização.
E se o adolescente pegou o carro sem autorização?A situação muda quando o proprietário afirma que o veículo foi utilizado sem seu conhecimento ou consentimento. Nesse caso, não se pode presumir automaticamente que houve entrega ou permissão.
Será necessário analisar as provas: onde estavam as chaves, como o adolescente teve acesso ao automóvel, se essa conduta já havia ocorrido anteriormente e quais providências foram tomadas pelo responsável.
Uma coisa é o adulto entregar as chaves e autorizar a condução. Outra é o jovem pegar o veículo escondido ou contra uma proibição expressa. A responsabilização administrativa e criminal exige a demonstração de que houve participação, consentimento ou negligência enquadrável nas situações previstas pela legislação.
Ainda assim, a guarda das chaves merece atenção especial em residências onde vivem crianças e adolescentes. Deixar o veículo facilmente acessível pode favorecer uma decisão impulsiva, especialmente quando o jovem já sabe ligar e movimentar o automóvel.
Proprietário e responsáveis podem pagar pelos prejuízosAs consequências também podem chegar à esfera civil. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça reconhece que o proprietário pode responder solidariamente pelos danos provocados por uma pessoa a quem confiou a condução do veículo.
Isso significa que prejuízos materiais, despesas médicas, lucros cessantes, danos morais e outras indenizações eventualmente reconhecidas pela Justiça podem ser cobrados tanto de quem causou o sinistro quanto do proprietário, conforme as circunstâncias.
O Código Civil também estabelece que os pais são responsáveis pela reparação civil dos danos causados pelos filhos menores que estejam sob sua autoridade e em sua companhia. Cada situação, entretanto, precisa ser analisada individualmente, considerando a propriedade do veículo, a autorização para o uso e as circunstâncias do acidente.
Também pode haver reflexos na cobertura do seguro. As condições variam entre as apólices, mas a condução por pessoa não habilitada pode fundamentar discussões ou a negativa de indenização, especialmente quando houver descumprimento contratual ou agravamento intencional do risco. Por isso, é necessário verificar as regras específicas do contrato.
“O difícil é evitar o acidente”Para Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, permitir que um filho dirija antes de estar legalmente habilitado não deve ser encarado como uma brincadeira ou uma forma de recompensa.
Mariano alerta que os pais podem agir com boa intenção, mas sem considerar a dimensão das consequências.
“Muitas vezes o pai ou mãe está movido pelo amor que tem pelo filho e quer dar um reconhecimento, porque o filho tirou nota boa na escola, acha que está fazendo um bem para o filho. Mas está pondo em risco o seu patrimônio e o patrimônio emocional, que é incalculável. Quanto vai custar a dor deste filho, por exemplo, de se envolver no acidente e tirar a vida de outra pessoa?”, questionou.
O especialista também chamou atenção para a facilidade com que uma decisão aparentemente simples pode terminar em uma ocorrência grave. “É muito fácil provocar um acidente de trânsito. O difícil é evitar o acidente de trânsito”, afirmou Mariano.
A falta de experiência aumenta a dificuldade para reconhecer perigos, avaliar corretamente distâncias e velocidades e reagir a situações inesperadas. Saber movimentar o carro, trocar marchas ou controlar os pedais não significa estar preparado para enfrentar a complexidade do trânsito.
Conforme o especialista, a formação de um condutor envolve conhecimento das normas, percepção de riscos, tomada de decisão, controle emocional e prática em condições seguras. “Mesmo com as recentes mudanças no processo de habilitação, dirigir em via pública continua sendo permitido apenas a quem atende aos requisitos legais”, explica.
Responsabilidade começa dentro de casaA prevenção passa por uma mensagem clara: veículo não é brinquedo e condução não pode ser apresentada aos adolescentes como prova de coragem, prêmio ou diversão. Mariano sugere que pais e responsáveis devem controlar o acesso às chaves e explicar que a proibição não é apenas uma exigência burocrática.
“Entregar o carro a uma pessoa não habilitada coloca em risco o jovem, os passageiros e todos os demais usuários da via. Também pode provocar consequências que permanecem muito depois do acidente: processos, indenizações, prejuízos materiais, traumas e perdas irreparáveis”, conclui.
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Feriado de 7 de Setembro: tentar “ganhar tempo” na estrada pode aumentar risco de acidentes
Com a chegada do feriado de 7 de Setembro, o aumento do movimento nas rodovias volta a exigir atenção dos motoristas. Congestionamentos, viagens mais longas e o desejo de chegar rapidamente ao destino podem levar a um comportamento comum: tentar compensar o tempo acelerando. Na prática, porém, os minutos economizados podem ser pequenos diante dos riscos assumidos.
Em uma viagem hipotética de 200 quilômetros, por exemplo, percorrer todo o trajeto a uma velocidade média de 100 km/h levaria duas horas. A 120 km/h, seriam cerca de 1 hora e 40 minutos – uma diferença de apenas 20 minutos. Na estrada real, com pedágios, trânsito, trechos urbanos e reduções de velocidade, essa economia tende a ser ainda menor.
“O motorista muitas vezes pensa na velocidade como uma forma de recuperar o tempo perdido, mas uma viagem não acontece em condições ideais e constantes. Aumentar a velocidade em determinados trechos dificilmente vai compensar um congestionamento ou uma saída atrasada. O mais seguro é aceitar que o horário de chegada pode mudar”, explica Ariane Monaro, diretora da Autonomoz, empresa especializada em mobilidade corporativa e gestão de transportes.
Conforme a OPAS/Organização Mundial da Saúde, um aumento de 1% na velocidade média está associado a um crescimento de 4% no risco de acidente fatal e de 3% no risco de acidente grave. A entidade também destaca que velocidades maiores aumentam tanto a probabilidade de uma colisão quanto a gravidade de suas consequências.
Além do excesso de velocidade, a pressa pode desencadear outros comportamentos de risco: ultrapassagens forçadas, menor distância em relação ao veículo da frente, mudanças frequentes de faixa e redução ou eliminação das pausas para descanso. “Uma viagem segura começa antes de o veículo entrar na estrada. Planejar o horário de saída, conhecer o percurso, prever pausas e considerar possíveis atrasos diminui a pressão sobre o motorista”, reforça Ariane.
Para quem pretende viajar no feriado, a diretora da Autonomoz reúne alguns cuidados que podem tornar o deslocamento mais seguro:
1. Não transforme o horário de chegada em uma metaAplicativos de navegação oferecem previsões úteis, mas o horário estimado não deve funcionar como um cronômetro. Trânsito, obras, acidentes e condições climáticas podem alterar o percurso. Tentar recuperar o atraso aumentando a velocidade cria uma pressão desnecessária sobre quem dirige.
2. Planeje a viagem antes de sairConsultar previamente o trajeto, as condições das rodovias, a previsão do tempo e os possíveis pontos de parada reduz improvisos durante a viagem. Também é recomendável considerar uma margem adicional de tempo, especialmente nos horários de maior movimento.
3. Mantenha distância do veículo à frenteNo trânsito intenso, aproximar-se excessivamente do carro da frente não faz a viagem avançar mais rápido e ainda reduz o espaço disponível para reagir a uma frenagem inesperada. Quanto maior a velocidade, maior deve ser a atenção à distância de segurança.
4. Não tente compensar congestionamentos acelerando depoisDepois de passar por um trecho congestionado, é comum surgir a sensação de que é preciso “recuperar” o tempo perdido. Essa tentativa pode levar ao excesso de velocidade e a ultrapassagens desnecessárias. O congestionamento já alterou a previsão da viagem; acelerar não elimina esse fato.
5. Faça pausas e reconheça os sinais de cansaçoEm trajetos mais longos, parar para descansar não deve ser visto como perda de tempo. Sonolência, dificuldade de concentração, bocejos frequentes e sensação de “piloto automático” são sinais de que seguir dirigindo pode comprometer a segurança.
A recomendação é interromper o trajeto em local seguro e descansar.
6. Evite distrações, mesmo em congestionamentosCelular, mensagens e ajustes no aplicativo de navegação desviam a atenção do trânsito. Sempre que for necessário alterar uma rota ou consultar informações que exijam interação com o aparelho, o ideal é que isso aconteça através de um passageiro ou com o veículo parado em local seguro.
7. Use a tecnologia para planejar, não para pressionarAplicativos podem ajudar a identificar congestionamentos, bloqueios e caminhos alternativos, mas a tecnologia deve servir para aumentar a previsibilidade da viagem, e não estimular uma corrida contra o horário previsto de chegada.
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Setor de mobilidade ganha iniciativa para fortalecer transparência e combater a corrupção
O Pacto Global da ONU – Rede Brasil lançou uma ação coletiva voltada à prevenção e ao combate à corrupção no setor de mobilidade. A iniciativa pretende reunir empresas, associações e representantes do poder público para desenvolver compromissos conjuntos de transparência, governança e integridade.
O projeto tem como foco, principalmente, organizações ligadas ao transporte rodoviário de cargas, às ferrovias e à operação de metrôs e trens metropolitanos. São segmentos que movimentam grandes investimentos, mantêm relações frequentes com o poder público e participam de contratos extensos e tecnicamente complexos.
Esse cenário exige mecanismos capazes de prevenir conflitos de interesse, fraudes, favorecimentos e outras irregularidades que possam comprometer a concorrência, os investimentos e a qualidade dos serviços prestados à população.
A Ação Coletiva Anticorrupção no Setor de Mobilidade será coordenada pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, com apoio da Siemens Integrity Initiative.
Por que a integridade importa para a mobilidade?Obras ferroviárias, concessões, contratos de transporte e sistemas de metrôs e trens envolvem valores elevados e costumam permanecer em vigor por longos períodos. Além disso, dependem da atuação conjunta de empresas, órgãos públicos, fornecedores, operadores e entidades fiscalizadoras.
De acordo com o Pacto Global, essas características tornam necessária a adoção de mecanismos de integridade compatíveis com a dimensão e a complexidade dos contratos.
Para o cidadão, os reflexos podem aparecer na qualidade dos serviços, na aplicação dos recursos públicos, na continuidade dos projetos e na segurança da infraestrutura. Processos transparentes e bem fiscalizados também favorecem a concorrência leal e ajudam a reduzir os riscos de atrasos, desperdícios e decisões que não priorizem o interesse coletivo.
Embora o lançamento esteja direcionado inicialmente a alguns segmentos específicos, a discussão tem alcance mais amplo. Integridade e governança fazem parte da construção de um sistema de mobilidade mais eficiente, previsível e capaz de receber investimentos de longo prazo.
Ação terá três compromissos principaisA iniciativa pretende mobilizar organizações do setor em torno de três frentes de atuação:
- promover padrões éticos e mudanças na cultura das organizações;
- prevenir e reduzir riscos de corrupção nas operações e nas cadeias de valor;
- estabelecer compromissos coletivos de integridade que produzam incentivos concretos no mercado.
Conforme o Pacto Global, uma ação coletiva permite que diferentes participantes de um mesmo setor enfrentem problemas comuns e estabeleçam referências de conduta. A metodologia também busca evitar que empresas comprometidas com controles mais rigorosos fiquem em desvantagem diante de concorrentes que não adotam os mesmos padrões.
“Agir setorialmente faz com que várias organizações avancem nas temáticas ESG mais rapidamente. Esperamos que as representantes do setor estejam com a gente para serem pioneiras e evoluir o cenário”, afirma Juliana Penelli, gerente de Governança e Integridade do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
Workshop gratuito marca o lançamentoO lançamento da iniciativa será marcado por um workshop on-line e gratuito na quinta-feira, 3 de setembro, das 10h às 11h30. O encontro será aberto ao público e apresentará a metodologia das ações coletivas anticorrupção, além de discutir riscos relacionados ao setor de mobilidade.
A programação prevê uma contextualização feita pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, explicações sobre o funcionamento e a importância das ações coletivas, apresentação de experiências práticas e o compartilhamento de aprendizados obtidos em uma iniciativa semelhante desenvolvida no setor da agroindústria.
Empresas, associações, profissionais e demais interessados podem consultar a programação e realizar a inscrição na página oficial do evento.
Organizações interessadas em integrar a ação também podem manifestar interesse pelo e-mail acoescoletivas@pactoglobal.org.br.
O que é uma ação coletiva anticorrupção?Uma ação coletiva é uma forma de cooperação entre organizações que enfrentam riscos e desafios semelhantes. Em vez de cada empresa desenvolver medidas isoladamente, os participantes discutem problemas comuns e constroem princípios, protocolos ou compromissos para elevar o padrão de integridade de todo o setor.
Essas iniciativas podem resultar em declarações públicas, princípios anticorrupção, pactos de integridade ou sistemas de monitoramento e certificação. A proposta é aumentar o alcance das medidas individuais e criar condições mais equilibradas entre os participantes do mercado.
A Rede Brasil do Pacto Global já coordenou projetos direcionados a setores como engenharia e construção, energia elétrica, agroindústria, limpeza urbana, resíduos sólidos e efluentes.
Combate à corrupção integra os princípios do Pacto GlobalO Pacto Global das Nações Unidas foi lançado em 2000 pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan. A iniciativa convoca empresas a alinharem suas estratégias e operações a dez princípios universais relacionados a direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
O décimo princípio estabelece que as empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, incluindo extorsão e suborno. A orientação tem como uma de suas referências a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.
Apesar da ligação com a ONU, o Pacto Global não funciona como órgão regulador ou fiscalizador das empresas participantes. Trata-se de uma iniciativa voluntária que fornece princípios, diretrizes e ferramentas para incentivar práticas empresariais responsáveis e uma cultura de integridade.
Atualmente, o Pacto Global reúne mais de 25 mil participantes, está presente em mais de 160 países e conta com mais de 60 redes nacionais. A Rede Brasil foi criada em 2003 e, segundo a própria organização, é a segunda maior rede local do mundo, com mais de 1.900 participantes.
No Brasil, a entidade desenvolve iniciativas ligadas a temas como direitos humanos, trabalho, meio ambiente, clima, água, agricultura, comunicação e combate à corrupção.
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Mudanças na CNH e no CTB ficam para depois das eleições
A votação de um amplo conjunto de mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ficou para depois das eleições de 4 de outubro. A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema adiou a apreciação do parecer do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), que reúne 270 propostas de alteração na legislação de trânsito.
A votação estava prevista para ontem (2), mas não aconteceu. O adiamento foi anunciado pelo presidente da comissão especial, deputado Coronel Meira (PL-PE).
Conforme ele, um dos motivos é a ausência justificada do relator, que sofreu um acidente e fraturou o pé.
“Não podemos ser irresponsáveis e não podemos atropelar o processo. Em virtude disso, vamos aguardar para depois da eleição a votação do relatório”, afirmou Meira.
A decisão posterga a análise de um texto que pode provocar mudanças em diferentes áreas do trânsito brasileiro, entre elas formação de condutores, segurança viária, exames médicos, psicológicos e toxicológicos, limites de velocidade, radares móveis, free flow e circulação de veículos de mobilidade elétrica leve.
Parecer reúne 270 propostas sobre trânsitoO relatório de Aureo Ribeiro é resultado do trabalho da comissão especial criada para analisar o Projeto de Lei 8.085/2014 e propostas que tramitam em conjunto.
Ao todo, 270 proposições estão sendo analisadas.
O parecer já havia sido apresentado pelo relator, mas sua votação vinha sendo adiada. Agora, conforme o anúncio feito pelo presidente da comissão, a análise deverá ocorrer somente depois das eleições de 4 de outubro.
Entre os assuntos incluídos no debate estão mudanças relacionadas à formação dos futuros motoristas e às regras para obtenção da habilitação, além de temas diretamente ligados à fiscalização e à segurança viária.
O relatório também contempla a possibilidade de jovens dirigirem a partir dos 16 anos.
Nenhuma dessas alterações previstas no parecer, porém, passa a valer em razão da discussão realizada pela comissão. O relatório ainda precisa avançar no processo legislativo.
Outro projeto pode avançar antesEmbora a votação do relatório mais amplo tenha sido adiada, outro movimento relacionado à formação de condutores continua em discussão na Câmara.
Coronel Meira informou sobre a possibilidade de um acordo com a liderança do governo para permitir a votação de um substitutivo ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 1031/25, de sua autoria.
Esse projeto busca suspender parcialmente os efeitos da Resolução Contran 1.020/25 em relação às regras de aprendizagem e habilitação.
São, portanto, duas discussões diferentes que avançam paralelamente no Congresso.
De um lado está o parecer de Aureo Ribeiro, que reúne centenas de propostas de mudanças no Código de Trânsito e teve sua votação adiada para depois das eleições.
De outro está o PDL 1031/25, que trata especificamente de pontos da resolução do Contran sobre o processo de formação e habilitação de condutores.
Resolução do Contran não foi suspensaPara quem está tirando a CNH ou acompanha as mudanças recentes na formação de condutores, este é um ponto importante: a Resolução Contran 1.020/25 não foi suspensa pela decisão desta quarta-feira.
O que existe é uma proposta no Congresso para sustar parcialmente seus efeitos.
De acordo com Coronel Meira, uma nova versão do PDL conta com apoio de lideranças partidárias e poderá ter o regime de urgência aprovado. Se isso acontecer, o texto poderá ser analisado diretamente pelo Plenário da Câmara.
Mesmo nesse caso, ainda haverá outras etapas.Caso o projeto seja aprovado pelos deputados, a medida precisará passar pelo Senado Federal para entrar em vigor.
Portanto, neste momento, não há mudança decorrente do PDL nas regras estabelecidas pela Resolução 1.020/25.
Formação de condutores continua no centro das discussõesAs regras para obtenção da CNH estão presentes tanto no relatório mais amplo da comissão especial quanto no projeto que tenta suspender pontos da resolução do Contran.
Isso faz com que a formação dos novos motoristas permaneça no centro das discussões sobre trânsito no Congresso.
No caso do relatório que reúne as 270 propostas, porém, a definição ficará para depois do período eleitoral.
A decisão desta quarta-feira muda o cronograma, mas não encerra a discussão. Quando a comissão retomar a votação, estarão novamente em pauta propostas capazes de alterar diversos pontos do CTB.
Até lá, é importante diferenciar propostas em tramitação de regras efetivamente aprovadas e em vigor, principalmente em assuntos relacionados à CNH e à formação de condutores, que passaram por mudanças recentes e continuam sendo alvo de debates no Congresso Nacional.
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Está no limite de velocidade? Mesmo assim você pode ser multado por não dar passagem na faixa da esquerda
É uma cena comum nas rodovias brasileiras: um veículo trafega pela faixa da esquerda dentro do limite de velocidade, enquanto outro se aproxima por trás solicitando passagem com o acionamento dos faróis ou outro sinal regulamentar. Nessa situação, surge uma dúvida frequente entre os motoristas: quem está à frente é obrigado a liberar a faixa?
A resposta está no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A legislação determina que o condutor deve facilitar a ultrapassagem quando houver solicitação, desde que isso possa ser feito com segurança. O objetivo da regra é preservar a fluidez do trânsito e reduzir situações de conflito que podem resultar em sinistros.
Isso não significa, porém, que o motorista deva realizar manobras bruscas ou colocar a própria segurança em risco. A mudança de faixa deve ocorrer apenas quando houver condições seguras para isso.
O que diz o Código de Trânsito BrasileiroO artigo 198 do CTB considera infração de natureza média deixar de dar passagem pela faixa da esquerda quando outro veículo solicitar a ultrapassagem por meio de sinal regulamentar.
A penalidade prevista é multa e o registro de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A regra existe porque a faixa da esquerda, especialmente nas rodovias com mais de uma faixa no mesmo sentido, é destinada principalmente às ultrapassagens. Permanecer nela sem necessidade ou impedir deliberadamente a passagem pode comprometer a fluidez do trânsito e aumentar o risco de manobras perigosas.
E se eu estiver no limite de velocidade?Essa talvez seja a maior dúvida dos motoristas. Muitas pessoas entendem que, por estarem respeitando o limite de velocidade da via, não têm obrigação de liberar a passagem para um veículo que se aproxima mais rápido.
No entanto, uma situação não anula a outra.
Se o veículo que vem atrás estiver acima da velocidade permitida, o condutor poderá responder pela infração correspondente. Isso, porém, não autoriza quem está à frente a permanecer bloqueando a faixa da esquerda de forma deliberada.
Em outras palavras, o motorista não deve assumir o papel de fiscal do trânsito. Cabe aos órgãos de fiscalização identificar e autuar eventuais excessos de velocidade, enquanto cada condutor deve cumprir as regras que lhe cabem.
Dar passagem não significa agir de forma imprudenteEmbora a legislação determine que o motorista facilite a ultrapassagem, isso não significa mudar de faixa imediatamente, sem observar as condições da via.
Antes de liberar a passagem, é necessário verificar os retrovisores, avaliar a movimentação dos demais veículos, sinalizar a intenção de mudar de faixa e realizar a manobra somente quando houver espaço suficiente.
Também não é recomendado utilizar o acostamento para abrir passagem ou realizar movimentos bruscos que possam surpreender outros condutores.
A prioridade deve ser sempre a segurança.
Quando a faixa da esquerda deve ser utilizada?Em rodovias, normalmente se utiliza a faixa da esquerda normalmente para ultrapassagens ou quando as condições de circulação exigem seu uso.
Após concluir a manobra, sempre que possível e seguro, o motorista deve retornar à faixa da direita, permitindo melhor organização do fluxo de veículos.
Já nas vias urbanas, a dinâmica pode ser diferente. Conversões à esquerda, cruzamentos, semáforos, faixas exclusivas e o próprio volume de tráfego fazem com que a utilização da faixa varie conforme a sinalização e as características da via.
Independentemente do local, o princípio permanece o mesmo: utilizar a faixa de forma adequada e contribuir para um trânsito mais seguro e organizado.
Transformar o trânsito em uma disputa aumenta os riscosSituações envolvendo pedidos de passagem frequentemente acabam em discussões, gestos agressivos ou manobras perigosas.
Alguns motoristas aceleram para impedir a ultrapassagem. Outros permanecem propositalmente na faixa da esquerda como forma de “dar uma lição” a quem está atrás. Há ainda aqueles que utilizam os faróis altos ou trafegam excessivamente próximos do veículo à frente para pressionar o outro condutor.
Todos esses comportamentos aumentam o risco de colisões e comprometem a segurança de todos os usuários da via.
Dirigir exige cooperação. Mesmo quando outro motorista comete uma infração, responder com outra atitude inadequada apenas aumenta a possibilidade de um sinistro.
Mais do que evitar multas, respeitar as regras de circulação e agir com cordialidade contribui para um trânsito mais fluido e seguro.
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Seu carro pode avisar antes de os freios falharem: conheça 7 sinais de alerta
Ruídos ao frear, vibrações no volante, mudanças na sensação do pedal ou um carro que demora mais para parar não devem ser tratados como características normais do uso. Esses comportamentos podem ser sinais de problemas no sistema de freios e merecem atenção, principalmente porque a capacidade de reduzir a velocidade ou parar o veículo está diretamente relacionada à segurança no trânsito.
Em muitos casos, o sistema de frenagem apresenta indícios de desgaste antes que o problema se torne mais grave. Reconhecê-los e procurar uma avaliação pode evitar a deterioração de outros componentes e reduzir o risco de uma falha durante a condução.
Conforme Denis Slwczuk, gerente geral de pós-vendas do Grupo T-Line, os problemas normalmente não aparecem sem qualquer aviso.
“Os freios normalmente dão sinais de que precisam de atenção. Quanto mais cedo o motorista procura uma avaliação, maiores são as chances de resolver o problema com uma manutenção simples, preservando o desempenho do veículo e evitando danos a outros componentes”, alerta.
Veja sete sinais que podem indicar problemas nos freios e que não devem ser ignorados. 1. Chiados e ruídos metálicos ao frearUm dos sinais mais facilmente percebidos pelo motorista é o surgimento de barulhos durante a frenagem.
Chiados frequentes podem estar relacionados ao desgaste das pastilhas ou à presença de sujeira entre os componentes. A situação exige ainda mais atenção quando o motorista percebe um som metálico. “Já sons metálicos costumam sinalizar que o material de atrito já se esgotou e que o metal está em contato direto com o disco, situação que acelera o desgaste e aumenta o custo do reparo”, explica Denis.
2. Pedal baixo, duro ou sem firmezaMudanças no comportamento do pedal também devem ser observadas. Se ele passa a afundar além do normal, fica excessivamente rígido ou apresenta sensação de falta de firmeza, pode haver problemas relacionados ao fluido de freio, vazamentos ou falhas hidráulicas.
Nessas situações, a orientação é buscar avaliação imediatamente.
3. Vibração durante a frenagemSentir o volante ou o próprio pedal vibrar quando o freio é acionado é outro sinal de que algo pode não estar funcionando corretamente.
Uma das causas mais comuns é o empenamento dos discos de freio.
“Além de reduzir o conforto ao dirigir, essa condição compromete a eficiência da frenagem”, diz o especialista.
4. Carro puxa para um dos ladosAo acionar os freios, o veículo deve manter uma trajetória previsível. Se ele começa a desviar para um dos lados durante a frenagem, é preciso investigar a causa.
O comportamento pode estar relacionado ao desgaste irregular das pastilhas, travamento das pinças ou outros problemas que façam uma das rodas frear com intensidade diferente das demais.
5. Veículo está demorando mais para pararO aumento da distância de frenagem é especialmente importante do ponto de vista da segurança viária.
Se o motorista percebe que precisa de mais espaço para conseguir parar o carro, inclusive em velocidades baixas, pode haver perda de eficiência do sistema. “Essa alteração pode estar relacionada ao desgaste de componentes ou à perda das propriedades do fluido de freio”, observa Denis.
No trânsito, perceber essa mudança rapidamente é fundamental, já que a capacidade de parar o veículo influencia diretamente a possibilidade de evitar uma colisão diante de uma situação inesperada.
6. Luz do sistema de freios acendeu no painelA luz de advertência relacionada aos freios não deve ser ignorada. O alerta pode estar associado desde ao nível baixo do fluido até a problemas eletrônicos ou mecânicos. A causa precisa ser identificada por profissionais qualificados.
Continuar utilizando o veículo sem descobrir o motivo do aviso pode significar manter em circulação um automóvel com uma possível deficiência em um de seus principais sistemas de segurança.
7. Cheiro de queimado depois de utilizar muito os freiosO motorista também deve prestar atenção ao olfato. Odor de queimado vindo da região das rodas após frenagens intensas pode indicar superaquecimento dos freios.
Nessa situação, a eficiência do sistema pode ser reduzida temporariamente, além de haver aceleração do desgaste dos componentes.
Manutenção preventiva ajuda a preservar os freiosAlém de reconhecer os sinais, alguns hábitos podem ajudar a prolongar a vida útil do sistema de frenagem.
Evitar freadas bruscas, manter distância segura do veículo à frente, cumprir os intervalos de manutenção determinados pelo fabricante e verificar regularmente o nível e as condições do fluido de freio estão entre as recomendações.
Manter distância adequada, por exemplo, não é importante somente para a conservação do veículo. Ao dispor de mais espaço para reagir às mudanças do trânsito, o motorista também reduz a necessidade de frenagens bruscas.
“A manutenção preventiva é sempre a melhor escolha. Além de aumentar a segurança, ela reduz o desgaste dos componentes e evita que pequenos problemas evoluam para consertos mais caros. Também é fundamental que inspeções e reparos sejam realizados em concessionárias ou oficinas de confiança, com profissionais qualificados e utilização de peças originais, garantindo o desempenho e os padrões de segurança previstos pelo fabricante”, conclui o especialista do Grupo T-Line.
Assim, mais do que esperar o momento previsto para uma revisão, o motorista deve permanecer atento às mudanças no comportamento dos freios. Ruídos, vibrações, alterações no pedal, aumento da distância necessária para parar ou alertas no painel são sinais que justificam uma avaliação do sistema.
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Breque dos Apps: entregadores cobram taxa mínima e transparência nos bloqueios
Entregadores de aplicativos realizaram, na última terça-feira (1º), uma paralisação nacional para reivindicar melhores condições de trabalho. Batizada de “Breque Geral dos Apps”, a mobilização ganhou repercussão nas redes sociais.
Entre as principais reivindicações estão a criação de uma taxa mínima de R$ 10 para entregas de até quatro quilômetros, o pagamento de R$ 2,50 por quilômetro percorrido e maior transparência nos bloqueios e suspensões de contas realizados pelas plataformas.
Também há críticas à modalidade “+Entregas”, do iFood, e ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que trata da regulamentação do trabalho intermediado por plataformas digitais. Parte dos trabalhadores considera que a proposta ainda não atende adequadamente às demandas relacionadas à remuneração e à proteção previdenciária.
Protestos ocorreram em diferentes cidadesEm São Paulo, centenas de motociclistas participaram da mobilização. O grupo se concentrou na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e seguiu em motociata até as sedes da 99 e do iFood.
Também foram registrados atos e paralisações em outras cidades, como Santos, Goiânia e Anápolis. Durante o movimento, a orientação dos organizadores era para que os entregadores permanecessem desconectados dos aplicativos.
Os participantes afirmam que os valores pagos atualmente nem sempre são suficientes para cobrir os custos da atividade, como combustível, manutenção da motocicleta, pneus, equipamentos de proteção, alimentação e contribuição previdenciária.
Outro ponto levantado pela categoria é a falta de clareza nos bloqueios de contas. Segundo os organizadores, alguns profissionais são suspensos por decisões automatizadas sem receber explicações detalhadas ou ter um canal adequado para contestar a medida.
Bônus oferecidos durante a paralisação viraram alvo de denúnciaDurante o protesto em São Paulo, entregadores acusaram a 99Food e a Keeta de oferecer bônus para estimular os profissionais a permanecerem trabalhando. Capturas de tela divulgadas pelos participantes mostrariam valores adicionais de R$ 3 a R$ 9 por entrega em determinados horários e regiões.
Uma representação foi encaminhada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), com pedido de investigação sobre uma possível prática antissindical. A denúncia solicita que sejam analisados os horários, as áreas, os valores e os critérios utilizados para liberar os incentivos.
A oferta de remuneração dinâmica não é, por si só, considerada irregular. O questionamento apresentado pelos trabalhadores está relacionado à coincidência entre os bônus e o horário da mobilização.
A Keeta afirmou que os incentivos faziam parte de seu programa regular, sem relação com a greve. A empresa também declarou respeitar o direito de manifestação e destacou que os entregadores têm autonomia para escolher quando ficar conectados e quais pedidos aceitar. A 99Food não havia se manifestado sobre a acusação até a publicação das reportagens consultadas.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como iFood, 99 e Uber, declarou respeitar as manifestações pacíficas. A entidade também disse manter canais de diálogo com os profissionais e defender uma regulamentação que ofereça proteção social aos trabalhadores e segurança jurídica às plataformas.
iFood defende modelo de remuneraçãoO programa “+Entregas” também está no centro das discussões. Na modalidade, o entregador trabalha em áreas e períodos previamente definidos e pode receber valores menores por pedido individual.
O iFood afirma que a adesão é opcional e que o modelo oferece maior previsibilidade. Segundo a empresa, a combinação entre pagamentos fixos adicionais e maior direcionamento de pedidos pode proporcionar ganhos superiores aos obtidos na modalidade tradicional.
Representantes dos entregadores, entretanto, argumentam que os valores individuais mais baixos e as regras de permanência no programa podem prejudicar os profissionais, inclusive aqueles que optam por não aderir.
A divergência mostra que a discussão não envolve apenas o valor de cada corrida. Também passa pela forma como os pedidos são distribuídos, pela transparência dos algoritmos e pela possibilidade de o trabalhador conhecer antecipadamente quanto receberá e quais custos precisará assumir.
Condições de trabalho também afetam a segurança viáriaEmbora a mobilização tenha como foco principal a remuneração e a regulamentação da atividade, o debate está diretamente relacionado à mobilidade e à segurança no trânsito.
Entregadores passam várias horas por dia circulando entre automóveis, ônibus, caminhões, bicicletas e pedestres. Quanto maior o tempo de exposição, maiores são as situações de risco que precisam administrar. Chuva, baixa visibilidade, pavimento irregular, jornadas extensas e pressão por produtividade podem tornar a atividade ainda mais desgastante.
Um modelo de remuneração baseado principalmente na quantidade de entregas também exige atenção. Isso porque o incentivo para realizar mais pedidos em menos tempo não pode resultar em excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho, uso do celular em movimento ou outras condutas perigosas.
A responsabilidade pela segurança, no entanto, não deve ser atribuída somente ao motociclista. Plataformas, poder público, estabelecimentos, consumidores e demais condutores fazem parte desse sistema.
As empresas podem contribuir com regras que não estimulem comportamentos de risco, programas de capacitação, seguros, equipamentos de proteção e pontos de apoio. O poder público deve fiscalizar, melhorar a infraestrutura e incluir os profissionais nas políticas de prevenção de sinistros. Já os consumidores precisam compreender que condições adversas de trânsito e clima podem aumentar o tempo necessário para uma entrega segura.
Para os demais condutores, a recomendação é manter distância lateral e frontal das motocicletas, verificar os retrovisores antes de mudar de faixa e evitar movimentos bruscos. Também é importante lembrar que o ponto cego de automóveis, ônibus e caminhões pode esconder completamente uma motocicleta.
Regulamentação continua em debateA paralisação ocorre em meio às discussões nacionais sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos. Os pontos mais sensíveis envolvem remuneração mínima, contribuição previdenciária, transparência dos algoritmos, critérios de bloqueio, jornada, seguros e responsabilidade em caso de acidente.
Ainda não existe consenso entre trabalhadores, empresas e governo sobre o modelo mais adequado. A repercussão do Breque dos Apps mostra, entretanto, que a discussão deverá continuar.
Mais do que uma disputa entre entregadores e plataformas, o tema envolve milhares de profissionais que fazem do trânsito seu local de trabalho. Qualquer proposta de regulamentação precisará considerar não apenas o valor pago por corrida, mas também a saúde, a proteção social e a segurança viária de quem passa o dia sobre duas rodas.
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Doença pode impedir a renovação da CNH? Veja o que diz a regra
Uma doença pode impedir a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas isso não acontece de forma automática. A legislação não estabelece uma lista simples de diagnósticos que levam à inaptidão. O que o médico perito avalia é se a condição de saúde, seus sintomas ou o tratamento comprometem a capacidade de dirigir com segurança.
Essa distinção é importante porque ter uma doença crônica, fazer uso contínuo de medicamentos ou estar em tratamento médico não significa, por si só, que o motorista perderá o direito de dirigir.
Na prática, cada caso deve ser analisado individualmente durante o exame de aptidão física e mental. Perda de consciência, alterações importantes da visão, redução da coordenação motora, comprometimento cognitivo, crises convulsivas, episódios graves de hipoglicemia e efeitos colaterais de medicamentos estão entre os fatores que podem interferir no resultado.
O que diz a regra sobre doenças e renovação da CNH?A principal norma sobre o assunto é a Resolução nº 927/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta o exame de aptidão física e mental e a avaliação psicológica nos processos de habilitação.
A resolução não determina a inaptidão apenas pela existência de uma doença. O resultado depende das repercussões da condição sobre as funções necessárias para conduzir um veículo com segurança.
No exame médico, são realizadas a anamnese — que consiste no levantamento do histórico de saúde —, a aplicação de um questionário, o exame físico geral e avaliações específicas.
Entre os aspectos observados estão:
- visão;
- audição;
- condições cardiorrespiratórias;
- coordenação motora;
- força muscular;
- mobilidade e equilíbrio;
- atenção, memória e concentração;
- comportamento e compreensão;
- uso de medicamentos;
- indícios do uso de substâncias psicoativas;
- possibilidade de perda súbita de consciência.
O médico perito examinador também pode solicitar exames complementares ou especializados quando considerar necessário.
Por isso, motoristas que fazem acompanhamento médico podem levar receitas, exames recentes e relatórios que apresentem informações sobre o diagnóstico, a evolução do quadro, os medicamentos utilizados e o nível de controle da condição.
Quais condições de saúde exigem mais atenção?Não existe uma lista simples de doenças que automaticamente “cancelam” a CNH. Algumas condições, no entanto, precisam ser avaliadas com mais cuidado porque podem comprometer habilidades essenciais para a direção.
Epilepsia e crises convulsivasA epilepsia não representa necessariamente uma inaptidão definitiva. A Resolução Contran nº 927/2022 estabelece critérios específicos para esses casos.
O motorista que declarar ter epilepsia ou utilizar medicamento antiepiléptico deverá apresentar informações do médico que acompanha o tratamento. O relatório deve ser preenchido por um profissional que acompanhe o paciente há, no mínimo, um ano.
Para o condutor que ainda utiliza medicação, a norma prevê, entre os requisitos para a aprovação, estar há pelo menos um ano sem crises epilépticas, apresentar parecer favorável do médico assistente e demonstrar adesão ao tratamento.
Também existem critérios específicos para quem está em processo de retirada da medicação. Nessa situação, são considerados o período sem crises, a forma como ocorreu a suspensão do medicamento e o parecer do profissional responsável pelo acompanhamento.
Quando considerado apto, o condutor pode ter restrições relacionadas à categoria permitida e ao prazo de validade do exame.
Doenças cardiovascularesArritmias, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares precisam de atenção principalmente quando podem provocar desmaios, tonturas, perda de consciência ou comprometimento funcional.
A existência do diagnóstico não determina automaticamente a inaptidão. O resultado dependerá da gravidade, das repercussões da doença e das informações apresentadas pelo médico assistente.
Em algumas situações, o condutor poderá ser considerado temporariamente inapto até realizar o tratamento necessário ou apresentar uma avaliação cardiológica favorável.
A própria resolução também estabelece parâmetros para a pressão arterial. Dependendo dos valores encontrados no momento do exame, o médico poderá reduzir o prazo de validade, solicitar acompanhamento ou considerar o motorista temporariamente inapto até que a pressão esteja controlada.
Diabetes e hipoglicemiaO diabetes controlado não impede a renovação da CNH. A preocupação aumenta quando o motorista apresenta episódios de hipoglicemia grave, especialmente aqueles acompanhados de confusão mental, alteração da visão, desorientação, desmaio ou perda de consciência.
Durante a avaliação, podem ser considerados a frequência desses episódios, o controle da glicemia, a capacidade de reconhecer os sinais de hipoglicemia e a adesão ao tratamento.
Mais uma vez, o diagnóstico isolado não é suficiente para determinar a inaptidão. O que importa é o risco de a condição provocar uma perda repentina da capacidade de conduzir o veículo.
Doenças neurológicas ou cognitivasCondições como Parkinson, Alzheimer e sequelas de acidente vascular cerebral podem afetar a coordenação motora, o equilíbrio, o tempo de reação, a orientação e a capacidade de tomar decisões.
Nesses casos, a avaliação considera o estágio e as repercussões da doença. Uma pessoa em fase inicial e com as funções necessárias à direção preservadas pode receber um resultado diferente de outra que já apresente comprometimento cognitivo ou motor relevante.
O médico poderá solicitar exames complementares ou relatórios especializados para obter mais informações antes de definir o resultado.
Transtornos psiquiátricosO diagnóstico de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia ou outra condição psiquiátrica também não gera inaptidão automática.
O que será analisado é se o quadro está controlado e se existem alterações de percepção, julgamento, comportamento, atenção, memória ou controle de impulsos incompatíveis com a condução segura.
Os efeitos dos medicamentos utilizados no tratamento também podem ser considerados. Alguns remédios podem provocar sonolência, tontura, redução da atenção ou aumento do tempo de reação, especialmente no início do tratamento ou após uma mudança de dosagem.
Por isso, o motorista deve seguir a orientação médica e nunca interromper a medicação por conta própria apenas para realizar o exame da CNH.
Dependência de álcool ou outras drogasO uso abusivo de álcool, drogas ilícitas ou outras substâncias psicoativas pode resultar em inaptidão quando comprometer a percepção, o comportamento, o julgamento ou a capacidade de condução.
É importante, porém, diferenciar o tratamento médico regular do uso abusivo ou da dependência. Informar corretamente os medicamentos utilizados ajuda o perito a avaliar seus possíveis efeitos sobre a direção.
Quais podem ser os resultados do exame?De acordo com a Resolução Contran nº 927/2022, é possível classificar o motorista como:
- Apto: quando não houver contraindicação para dirigir na categoria pretendida;
- Apto com restrições: quando houver necessidade de registrar alguma restrição na CNH ou exigir adaptação no veículo;
- Inapto temporário: quando é possível tratar ou corrigir o motivo da reprovação;
- Inapto: quando o impedimento for irreversível e não houver possibilidade de tratamento ou correção.
Em determinados casos, o médico pode reduzir o prazo de validade do exame para acompanhar mais de perto a evolução da saúde do motorista. Portanto, receber uma CNH com prazo menor não significa necessariamente que a pessoa esteja proibida de dirigir.
O prazo reduzido pode funcionar como uma medida de acompanhamento, permitindo que a condição seja reavaliada antes do intervalo normalmente previsto para a idade do condutor.
É possível contestar o resultado?Sim. O motorista que discordar do resultado pode solicitar uma reavaliação por Junta Médica ou Psicológica do órgão executivo de trânsito do estado ou do Distrito Federal.
Conforme a Resolução Contran nº 927/2022, deve-se apresentar o pedido no prazo de 30 dias, contado a partir do conhecimento do resultado.
Se a junta mantiver a inaptidão permanente, também será possível apresentar recurso ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) ou, no Distrito Federal, ao Conselho de Trânsito do Distrito Federal (Contrandife), igualmente no prazo de 30 dias.
Motorista não deve esconder informaçõesO condutor não deve omitir doenças, medicamentos ou tratamentos durante o exame. Além de ser responsável pelas informações prestadas, esconder uma condição pode impedir que o perito avalie corretamente os riscos e as medidas necessárias para uma condução segura.
Manter o acompanhamento médico, controlar adequadamente a doença e apresentar a documentação solicitada são cuidados que contribuem para uma análise mais precisa.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito & Mobilidade, o objetivo das normas de saúde aplicadas à renovação da CNH é garantir que os condutores mantenham condições físicas e mentais adequadas para permanecer nas vias.
“A fiscalização e a triagem desses requisitos protegem tanto os condutores quanto todos os usuários do trânsito, contribuindo para uma maior segurança das vias”, conclui.
Assim, a resposta para a pergunta do título é: uma doença pode impedir a renovação da CNH quando seus sintomas ou consequências tornam a condução insegura. No entanto, não há impedimento automático apenas pela existência de um diagnóstico. A decisão depende da avaliação individual, do controle da condição e da possibilidade de tratamento ou correção.
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CRLV 2026 já é obrigatório em Minas Gerais para estas placas; veja como evitar multa
Desde esta terça-feira, 1º de setembro, proprietários de veículos registrados em Minas Gerais com placas terminadas em 1, 2 e 3 precisam apresentar o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) referente a 2026. Com o início da primeira etapa do calendário estadual, circular sem o licenciamento regularizado pode resultar em multa, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e remoção do veículo.
A principal orientação ao motorista é não se limitar a verificar se o IPVA ou a taxa anual foram pagos. Antes de circular, é necessário confirmar se o CRLV 2026 foi efetivamente emitido. Multas vencidas, restrições administrativas e outros impedimentos vinculados ao veículo podem bloquear a liberação do documento, mesmo quando os principais tributos já foram quitados.
Quais placas já precisam do CRLV 2026 em Minas Gerais?A exigência foi dividida em três etapas, conforme o algarismo final da placa do veículo. O calendário estabelecido para Minas Gerais é o seguinte:
- Finais 1, 2 e 3: CRLV 2026 exigido desde 1º de setembro;
- Finais 4, 5 e 6: exigência a partir de 1º de outubro;
- Finais 7, 8, 9 e 0: exigência a partir de 1º de novembro.
O cronograma é aplicado aos veículos registrados em Minas Gerais. Proprietários que circulam em outro estado também devem observar o calendário definido pela unidade da Federação em que o veículo está registrado, pois as datas do licenciamento não são iguais em todo o Brasil.
Pagar o IPVA não garante a emissão do documentoUma confusão comum entre os proprietários é considerar que o pagamento do IPVA deixa automaticamente o veículo licenciado. Na prática, o imposto é apenas uma das obrigações que precisam estar regularizadas.
Para que o CRLV 2026 seja liberado, devem estar quitados ou resolvidos:
- IPVA;
- Taxa de Renovação do Licenciamento Anual do Veículo (TRLAV);
- multas de trânsito vencidas;
- outros débitos vinculados ao veículo;
- eventuais restrições ou impedimentos cadastrais.
Por isso, o comprovante de pagamento de uma taxa ou do IPVA não substitui o CRLV. O motorista deve consultar a situação do veículo e confirmar se o documento de 2026 já aparece nos canais oficiais.
Dependendo da forma de pagamento e do processamento bancário, a baixa de um débito também pode não ser imediata. Deixar a regularização para o momento de uma fiscalização representa um risco, pois a quitação feita durante a abordagem pode não atualizar instantaneamente o sistema nem liberar o novo documento a tempo.
Como consultar e emitir o CRLV 2026A situação do veículo pode ser consultada no portal da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito de Minas Gerais (CET-MG). Se houver pendências, o proprietário deve identificar o que está impedindo o licenciamento e providenciar a regularização.
Depois da emissão, o CRLV pode ser acessado pelos canais oficiais disponibilizados ao cidadão, como o aplicativo CNH do Brasil, o MG App, o portal da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e o site da CET-MG.
O documento eletrônico tem a mesma validade jurídica da versão impressa. Quem preferir pode imprimir o CRLV em papel comum, desde que o conteúdo esteja legível e o QR Code seja preservado.
No celular, é recomendável baixar o documento previamente. Ou seja, isso permite acessá-lo mesmo em locais sem sinal de internet e reduz o risco de transtornos durante uma abordagem. O condutor também deve manter o aparelho com bateria suficiente.
Veículo não licenciado é diferente de documento não apresentadoÉ importante distinguir duas situações. A primeira ocorre quando o veículo está com o licenciamento vencido, isto é, o CRLV 2026 não foi emitido dentro do calendário aplicável. A segunda acontece quando o licenciamento está regular, mas o condutor não consegue mostrar o documento naquele momento.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o porte do certificado pode ser dispensado quando o agente tem acesso ao sistema informatizado e consegue confirmar que o veículo está devidamente licenciado. Portanto, ficar sem bateria no celular não transforma, por si só, um veículo regular em não licenciado.
Ainda assim, levar o CRLV digital previamente baixado ou uma cópia impressa evita depender da conexão e da disponibilidade do sistema durante a fiscalização.
Qual é a penalidade por circular com o licenciamento vencido?Conduzir um veículo que não esteja devidamente licenciado é infração gravíssima, conforme o artigo 230, inciso V, do CTB. A penalidade prevista é:
- multa de R$ 293,47;
- sete pontos na CNH;
- remoção do veículo como medida administrativa.
A autuação recai sobre a condução de um veículo sem licenciamento válido. Assim, mesmo que o automóvel pertença a outra pessoa, o condutor abordado pode receber a pontuação correspondente à infração.
Além da multa, a remoção gera outros transtornos. O proprietário pode ter despesas com transporte e permanência no pátio e ainda precisará solucionar as pendências para recuperar o veículo.
Licenciamento também tem relação com segurança viáriaEmbora o CRLV seja frequentemente associado apenas à cobrança de impostos e taxas, o licenciamento anual é o mecanismo pelo qual o poder público verifica se o veículo está regular para circular. A impossibilidade de emitir o documento pode indicar não somente dívidas, mas também restrições administrativas ou cadastrais que precisam ser esclarecidas.
Para o motorista, a providência mais segura é consultar a situação com antecedência, confirmar o exercício indicado no CRLV e manter o documento acessível. Em Minas Gerais, esse cuidado já é indispensável para as placas terminadas em 1, 2 e 3 e se estenderá aos demais veículos ao longo de outubro e novembro.
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