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Atualizado: 18 minutos 26 segundos atrás

Tragédia no Paraná expõe risco silencioso nas estradas: veículos circulando sem manutenção

seg, 27/04/2026 - 13:30
Levantamentos da CNT indicam que mais de 30% da frota brasileira circula com algum tipo de deficiência de manutenção. Foto: Polícia Rodoviária Federal

Um grave acidente registrado na véspera do feriado de Tiradentes, no Paraná, voltou a chamar atenção para um problema recorrente nas estradas brasileiras: veículos circulando sem condições adequadas de segurança. A ocorrência envolveu um caminhão sem freios, que atingiu uma van e resultou na morte de um adolescente de 15 anos.

O caso reacende o alerta para a importância da manutenção veicular preventiva, especialmente em rodovias de alto fluxo, onde falhas mecânicas podem transformar situações comuns em tragédias.

Especialistas destacam que itens como freios, pneus e suspensão estão diretamente ligados à capacidade de reação do condutor e ao controle do veículo em momentos críticos.

Caminhão sem freios evidencia risco evitável

Conforme informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal no Paraná, o caminhão envolvido no acidente foi autuado após a ocorrência.

Para o diretor do Sindirepa-PR, Evaldo Kosters, o episódio vai além de um caso isolado.

“É mais um sinistro envolvendo veículos de carga com problemas no sistema de frenagem. Isso acontece porque muita gente prefere apostar na sorte e ainda encara a manutenção veicular como um item desnecessário. Nas rodovias, um veículo sem condições adequadas pode transformar uma situação comum em um acidente grave, como mostram as estatísticas”, analisa.

A declaração reforça uma preocupação constante no setor automotivo: a negligência com revisões básicas ainda é comum entre proprietários e operadores de frota.

Falhas mecânicas aumentam gravidade dos acidentes

Embora o Paraná tenha registrado redução de 2,3% no número de mortes em rodovias federais em 2025, acidentes graves continuam acontecendo no estado.

Na avaliação de especialistas, muitos desses casos estão associados a fatores evitáveis, como desgaste de componentes essenciais, manutenção atrasada ou circulação de veículos sem condições técnicas adequadas.

Evaldo Kosters destaca que a melhora nos indicadores não elimina o problema estrutural.

“A diminuição no número de mortes é importante, mas não muda o fato de que ainda estamos falando de acidentes que, em muitos casos, poderiam ser evitados. Quando a gente olha para manutenção, estamos falando de itens básicos, como freios, pneus, suspensão, que impactam diretamente na capacidade de resposta do veículo. Na estrada, qualquer falha vira risco real, e muitas vezes com consequências graves”, pontua.

Mais de 30% da frota circula com deficiência de manutenção

Levantamentos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que mais de 30% da frota brasileira circula com algum tipo de deficiência de manutenção.

Esse cenário preocupa porque defeitos mecânicos costumam aparecer justamente em situações críticas, como:

  • frenagens de emergência;
  • descidas de serra;
  • ultrapassagens;
  • pistas molhadas;
  • trechos com trânsito intenso;
  • longas viagens rodoviárias.

Quando isso ocorre com veículos pesados, como caminhões e carretas, o potencial destrutivo tende a ser ainda maior.

BR-277 e BR-376 exigem atenção redobrada

No Paraná, o problema ganha dimensão maior em corredores logísticos estratégicos como a BR-277 e a BR-376.

Nessas vias, o grande volume de caminhões, ônibus e veículos leves aumenta o impacto de qualquer falha mecânica. Um problema em freios ou pneus pode gerar colisões em sequência, bloqueios totais e vítimas graves.

Trechos de serra, aclives e declives exigem ainda mais dos sistemas de frenagem, tornando a revisão preventiva indispensável.

Manutenção preventiva deve entrar no planejamento da viagem

Especialistas defendem que a revisão do veículo precisa ser tratada como parte do planejamento de qualquer deslocamento, especialmente em viagens longas e períodos de feriado.

Itens que merecem atenção incluem:

  • sistema de freios;
  • pneus e calibragem;
  • suspensão;
  • iluminação;
  • direção;
  • fluidos e óleo;
  • documentação e equipamentos obrigatórios.

Segundo Kosters, a manutenção vai além de uma exigência técnica.

“Não é uma questão técnica apenas, é uma decisão de segurança”, completa.

Por que esse debate importa

Acidentes provocados por falhas mecânicas costumam ser evitáveis. Quando envolvem veículos de carga, as consequências podem ser devastadoras para motoristas, passageiros e demais usuários da via.

O caso registrado no Paraná reforça que segurança no trânsito depende também de responsabilidade com a manutenção. Em muitos casos, uma revisão feita no momento certo pode evitar perdas irreparáveis.

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Vai comprar capacete? Nova regra muda vendas no Brasil a partir de 2026

seg, 27/04/2026 - 08:15
Até a entrada definitiva da exigência, o ideal é que consumidores passem a incluir a certificação como critério central de compra. Foto: PetroSeniv para Depositphotos

Quem pretende comprar capacete novo para moto no Brasil precisará prestar atenção a uma novidade importante a partir de julho de 2026. Produtos comercializados no país deverão trazer o novo selo digital de conformidade do Inmetro, com QR Code para consulta imediata. A medida busca dificultar fraudes e ampliar a segurança de motociclistas e passageiros.

Embora a mudança não obrigue quem já possui capacete regularizado a trocá-lo, ela altera o momento da compra: o consumidor passa a ter mais ferramentas para verificar se o equipamento realmente atende às exigências técnicas.

Por que o novo selo interessa ao trânsito?

Capacete não é acessório estético. É equipamento de proteção essencial e, em muitos acidentes, pode representar a diferença entre lesões leves e consequências graves.

Quando produtos falsificados ou sem certificação entram no mercado, o risco cresce. Em uma colisão, materiais inferiores, travas frágeis ou estrutura inadequada podem falhar justamente quando mais se precisa deles.

Para Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a mudança vai além da burocracia. “Quando o consumidor consegue confirmar a procedência do capacete de forma simples, o mercado ilegal perde espaço e a segurança viária ganha”, avalia.

Ele acrescenta: “No trânsito, não basta usar capacete. É preciso usar um capacete confiável.”

O que muda na prática a partir de julho de 2026

Com a nova etapa da regulamentação, capacetes novos vendidos no varejo deverão estar identificados com o selo digital, substituindo gradualmente o modelo tradicional impresso.

Entre as principais mudanças estão:

  • presença de QR Code no selo;
  • possibilidade de consulta por celular;
  • rastreabilidade maior do produto;
  • mais dificuldade para falsificações simples;
  • reforço na fiscalização.

De acordo com informações divulgadas sobre a norma, fabricantes e importadores já passaram por fases anteriores de adaptação, enquanto o comércio terá prazo até 30 de junho de 2026 para vender estoques dentro da transição. Depois disso, a exigência passa a valer plenamente.

Quem já tem capacete precisa trocar?

Não. A mudança está relacionada principalmente à comercialização de novos produtos.

Ou seja: quem já possui capacete regular, dentro das condições adequadas de uso e conservação, não precisará substituí-lo apenas por causa do novo selo. O foco está em evitar que novos equipamentos irregulares continuem chegando ao consumidor.

Como verificar um capacete antes da compra

A recomendação é simples: antes de pagar, confira o selo e faça a leitura do QR Code com o celular, quando disponível.

Além disso, vale observar:

  • acabamento geral do produto;
  • sistema de fecho;
  • viseira e mecanismos;
  • etiqueta de fabricação;
  • nota fiscal;
  • compra em loja confiável.

Desconfie de preços muito abaixo do mercado, ausência de embalagem adequada ou vendedores que não informam origem do produto.

Segurança viária começa antes de ligar a moto

No Brasil, motociclistas seguem entre os usuários mais vulneráveis do sistema viário. Por isso, qualquer avanço ligado à qualidade de equipamentos de proteção tem impacto coletivo.

Celso Mariano destaca que muitas escolhas erradas acontecem por economia imediata.

“Às vezes a pessoa compara apenas preço, quando deveria comparar proteção. O barato pode sair caríssimo em um sinistro.”

O que o motociclista deve fazer agora

Até a entrada definitiva da exigência, o ideal é que consumidores passem a incluir a certificação como critério central de compra. Design, cor e conforto importam, mas segurança vem primeiro.

Também é importante lembrar que capacete vencido, rachado, que sofreu impacto forte ou está com cinta danificada pode perder eficiência, mesmo que tenha sido certificado originalmente.

No fim das contas, o novo selo digital representa uma mensagem clara: no trânsito moderno, tecnologia também pode salvar vidas.

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Mais que locomoção: por que o transporte público é decisivo para a vida nas cidades

dom, 26/04/2026 - 13:30
São 2.231.752 bilhetes eletrônicos ativos administrados pela Guarupass. Foto: Divulgação

Presente diariamente na rotina de milhões de brasileiros, o transporte público vai muito além do deslocamento entre casa e destino. Ônibus, metrôs, trens e outros modais coletivos cumprem papel estratégico ao conectar a população ao trabalho, à educação, aos serviços de saúde, ao comércio e ao lazer.

Em um cenário de crescimento urbano e desafios de mobilidade, especialistas apontam que fortalecer o transporte coletivo é uma medida decisiva para tornar as cidades mais acessíveis, eficientes e sustentáveis.

Transporte coletivo conecta pessoas a direitos básicos

Para grande parte da população, especialmente nos grandes centros urbanos, o transporte público representa a principal porta de acesso a serviços essenciais.

Sem uma rede eficiente, milhões de pessoas enfrentam dificuldades para chegar ao emprego, frequentar escolas e universidades, comparecer a consultas médicas ou acessar oportunidades de renda e qualificação.

Em escala global, o setor também tem enorme relevância. Segundo a União Internacional de Transportes Públicos, o transporte coletivo registra dezenas de bilhões de viagens por ano em todo o mundo e segue em recuperação, aproximando-se dos níveis anteriores à pandemia, quando eram contabilizadas cerca de 60 bilhões de viagens anuais.

Queda de passageiros no Brasil preocupa o setor

Apesar da importância social e econômica, o transporte coletivo por ônibus perdeu passageiros no Brasil na última década.

De acordo com o Anuário NTU 2023-2024, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o número de passageiros no transporte coletivo por ônibus caiu 44,1% nos últimos dez anos.

Mesmo com essa retração, em regiões metropolitanas densamente povoadas, como a de São Paulo, o transporte público segue como principal meio de deslocamento para grande parte da população.

Caso de Guarulhos mostra peso do sistema

Na cidade de Guarulhos, essa dependência aparece nos números da bilhetagem eletrônica. Segundo a Guarupass, são 2.231.752 bilhetes eletrônicos ativos administrados pelo sistema.

Além de facilitar o embarque e trazer mais praticidade ao usuário, a bilhetagem eletrônica contribui para a organização da operação e para o planejamento do sistema de transporte.

Menos carros, menos trânsito e menos poluição

Outro ponto central do transporte coletivo está no impacto ambiental e viário.

Conforme a NTU, um único ônibus pode substituir até 40 carros nas vias. Isso significa menos congestionamentos, menor emissão de poluentes e uso mais racional do espaço urbano — tema cada vez mais relevante diante da crise climática e da saturação viária em grandes cidades.

Ao priorizar corredores exclusivos, integração tarifária e renovação de frota, cidades podem aumentar a eficiência do sistema e reduzir problemas históricos de mobilidade.

Papel social vai além da operação

O transporte público também pode exercer função social importante dentro das comunidades.

Empresas associadas à Guarupass, como a Viação Campo dos Ouros, desenvolvem iniciativas voltadas à população.

Entre elas está o projeto “Natal de Ouro”, com entrega de brinquedos para crianças. E. também, o “Natal Solidário”, focado na arrecadação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade, centros sociais e instituições beneficentes.

As ações reforçam que sistemas de mobilidade também podem contribuir para fortalecer vínculos comunitários e ampliar redes de apoio social.

Mobilidade urbana depende de integração

De acordo com Márcio Pacheco, diretor executivo da Guarupass, quando o transporte coletivo opera de forma articulada, os benefícios ultrapassam a mobilidade.

“Quando o transporte público funciona de forma integrada, ele não apenas leva as pessoas de um ponto a outro, mas também amplia o acesso a oportunidades e fortalece o papel social das cidades”, destaca Márcio Pacheco, diretor executivo da Guarupass.

Por que o tema importa

Discutir transporte público é discutir acesso a direitos, produtividade urbana, segurança viária e qualidade de vida. Em cidades cada vez mais populosas, investir em sistemas eficientes, acessíveis e sustentáveis pode ser determinante para reduzir desigualdades. Além disso, melhorar a vida de milhões de brasileiros.

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Multa do antigo dono pode deixar de ser problema para comprador

dom, 26/04/2026 - 08:15
O Projeto de Lei 3.509/2024 já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Foto: Nopphon1987 para Depositphotos

O Senado começou a analisar um projeto de lei que pode mudar uma situação comum e problemática para quem compra um veículo usado: ter que pagar multas cometidas pelo antigo proprietário.

O Projeto de Lei 3.509/2024, que a Câmara dos Deputados já aprovou, altera o Código de Trânsito Brasileiro para deixar claro que infrações cometidas antes da transferência do veículo, mas lançadas com atraso no sistema, não poderão ser atribuídas ao novo dono.

Multas lançadas depois da transferência geram dor de cabeça

Hoje, uma situação relativamente comum ocorre quando o antigo proprietário comete a infração, mas o sistema só registra a multa depois que o novo dono já transferiu o veículo.

Nesses casos, muitas vezes a multa acaba vinculada ao novo proprietário, que precisa recorrer para provar que não era o responsável pelo veículo no momento da infração.

A proposta pretende justamente evitar esse tipo de situação, ou seja, deixando claro na lei que a responsabilidade deve ser de quem cometeu a infração, e não de quem comprou o veículo depois.

Regra também vale para empresas

O projeto também prevê como devem funcionar os casos em que o veículo estiver em nome de empresa.

Nos casos de arrendamento mercantil (leasing) ou financiamento com garantia do veículo (alienação fiduciária), a multa deverá ser cobrada da pessoa que estava utilizando o veículo no momento da infração.

Ou seja, a responsabilidade continua sendo do condutor ou do responsável pelo veículo no momento da infração, e não necessariamente do proprietário formal.

Projeto ainda precisa passar pelo Senado

O projeto já teve aprovação na Câmara dos Deputados e agora está em análise no Senado. Se aprovado, seguirá para sanção presidencial e, só depois disso, passa a valer.

A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro e pode trazer mais segurança jurídica para quem compra veículo usado, especialmente em casos de multas registradas com atraso nos sistemas de trânsito.

As informações são da Agência Câmara

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São Paulo cria plano para reduzir mortes no trânsito pela metade até 2030

sab, 25/04/2026 - 13:30
Um dos principais pontos do novo plano é a mudança de abordagem sobre as ocorrências nas vias. Foto: Divulgação Governo de SP

O Governo de São Paulo oficializou nesta semana o Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), iniciativa que pretende reduzir em 50% o número de mortes no trânsito até 2030. A medida foi instituída por decreto assinado pelo governador Tarcísio de Freitas e publicada no Diário Oficial na última quarta-feira (22).

De acordo com o governo paulista, a expectativa é salvar cerca de 19 mil vidas nos próximos anos por meio de ações coordenadas entre diferentes órgãos públicos e municípios. O plano também segue metas internacionais ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), voltadas à redução de fatalidades no trânsito.

A iniciativa representa um novo direcionamento para a segurança viária no estado mais populoso do país e pode impactar diretamente a vida de milhões de condutores, pedestres, ciclistas e motociclistas.

Mudança de conceito: de acidentes para sinistros de trânsito

Um dos principais pontos do novo plano é a mudança de abordagem sobre as ocorrências nas vias. O governo paulista passa a adotar oficialmente o termo sinistros de trânsito, em substituição à palavra acidente.

A mudança reforça a ideia de que colisões, atropelamentos e demais ocorrências viárias não são eventos inevitáveis, mas situações que podem ser prevenidas com planejamento, educação, fiscalização e infraestrutura adequada.

O PSV-SP também se apoia em dois conceitos amplamente utilizados em políticas modernas de mobilidade urbana:

  • Visão Zero, que considera inaceitável qualquer morte no trânsito;
  • Sistema Seguro, que defende responsabilidade compartilhada entre poder público, condutores e demais usuários das vias.

Na prática, isso significa reconhecer que erros humanos acontecem, mas que o sistema viário precisa ser estruturado para evitar que esses erros resultem em mortes ou lesões graves.

O que prevê o plano de segurança viária de São Paulo

O plano reúne uma série de ações que deverão ser implementadas gradualmente até 2035. Entre as principais medidas previstas estão:

  • melhoria da infraestrutura viária com foco em segurança;
  • uso de tecnologia para reforçar a fiscalização;
  • fortalecimento do atendimento às vítimas;
  • incentivo permanente à educação para o trânsito;
  • ampliação do uso de dados para orientar decisões públicas.

Essas medidas podem incluir, por exemplo, intervenções em pontos críticos, monitoramento mais eficiente e políticas públicas baseadas em estatísticas reais sobre ocorrências nas vias.

Atenção especial aos usuários mais vulneráveis

O plano paulista também prevê prioridade para grupos mais expostos aos riscos no trânsito, especialmente os motociclistas, que atualmente representam parcela significativa das vítimas fatais e feridos graves.

Além deles, ações de proteção também tendem a beneficiar pedestres, ciclistas e demais usuários vulneráveis, que geralmente sofrem consequências mais severas em colisões urbanas.

Esse enfoque acompanha uma tendência internacional de priorizar quem está mais desprotegido no sistema viário.

Municípios terão apoio técnico do Estado

Outro eixo importante do PSV-SP é o suporte técnico aos municípios paulistas para que criem seus próprios planos locais de segurança viária.

A proposta é integrar as estratégias municipais a uma política estadual mais ampla, permitindo ações coordenadas e metas conjuntas.

Também está prevista a criação de observatórios municipais de trânsito, que atuarão em conjunto com o observatório estadual para acompanhar indicadores, mapear riscos e medir resultados.

Na prática, isso pode ajudar cidades de diferentes portes a tomar decisões mais eficientes com base em dados concretos.

Comitê gestor vai acompanhar resultados

O decreto ainda institui um Comitê Gestor responsável por monitorar a execução do plano.

O grupo terá representantes de áreas como:

  • saúde;
  • educação;
  • segurança pública;
  • transporte.

Entre as atribuições do comitê estão avaliar resultados, propor ajustes e garantir integração entre os diversos órgãos envolvidos.

Considera-se essa governança intersetorial fundamental em políticas de segurança viária, já que o trânsito envolve fatores humanos, urbanos, sanitários e de fiscalização.

Implementação ocorrerá em três fases

O governo estadual informou que a execução do plano ocorrerá em etapas:

Curto prazo (até 2027)
Organização da gestão e início de projetos prioritários.

Médio prazo (até 2030)
Expansão das ações para atingir a meta de reduzir mortes pela metade.

Longo prazo (até 2035)
Consolidação das políticas públicas e busca por reconhecimento como referência nacional e internacional.

Por que isso importa

O lançamento do Plano de Segurança Viária marca a primeira estratégia estadual específica para o tema em São Paulo. Em um cenário de altos índices de mortes e lesões no trânsito em todo o país, medidas estruturadas e permanentes tendem a ter impacto direto na preservação de vidas.

Ao combinar planejamento, integração entre órgãos públicos e foco na prevenção, o estado busca tornar ruas e rodovias paulistas mais seguras para todos os usuários.

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PL quer mudar valor das multas e regra dos radares

sab, 25/04/2026 - 08:15
A proposta reúne dois temas que costumam gerar debate: o valor das multas e o papel dos radares. Foto: PantherMediaSeller para Depositphotos

Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados pode mudar dois pontos sensíveis da fiscalização de trânsito no Brasil: o valor das multas e a forma como os radares são utilizados.

O PL 1558/2026, apresentado pelo deputado Kim Kataguiri (União/SP), propõe reduzir o valor das multas de acordo com a renda do motorista e também proibir expressamente o uso de radares escondidos ou sem sinalização.

A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e traz mudanças que podem impactar diretamente milhões de condutores.

Desconto nas multas conforme a renda

O projeto prevê que motoristas com renda mensal de até quatro salários mínimos possam solicitar redução no valor das multas, mediante comprovação.

Os descontos seriam progressivos:

  • 30% para quem ganha entre 3 e 4 salários mínimos;
  • 40% para renda entre 2 e 3 salários mínimos;
  • 50% para quem ganha até 2 salários mínimos ou está inscrito no CadÚnico.

A redução também poderia ser aplicada a multas agravadas por fator multiplicador.

Conforme o texto, o benefício dependeria de requerimento do infrator e comprovação documental da renda.

Argumento: multa pesa diferente para cada cidadão

Na justificativa, o deputado afirma que o modelo atual ignora diferenças econômicas entre os motoristas. Segundo ele, a proposta busca aplicar o princípio da igualdade material, já que uma mesma multa pode ter impactos muito distintos dependendo da renda.

O parlamentar também argumenta que penalidades elevadas podem se tornar impagáveis para parte da população, levando à inadimplência e até à circulação irregular de veículos.

Projeto reforça proibição de radares escondidos

Outro ponto do projeto trata da fiscalização eletrônica.

O texto determina que a instalação de radares e medidores de velocidade deve ocorrer em locais visíveis, vedando expressamente o uso de equipamentos de forma:

  • oculta;
  • camuflada;
  • dissimulada;
  • sem sinalização prévia.

Caso não se cumpra a regra, o projeto prevê a nulidade da multa aplicada.

Mas esse ponto já tem regulamentação hoje.

Atualmente, normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) já exigem que a fiscalização eletrônica seja ostensiva e sinalizada, proibindo o uso de radares escondidos.

Na prática, o que o projeto faz é levar essa regra para dentro do próprio CTB, dando força de lei ao que hoje está previsto em resolução.

Na justificativa, o autor afirma que a fiscalização deve ter caráter educativo e não funcionar como “armadilha” para o condutor.

Debate: justiça social x segurança viária

A proposta reúne dois temas que costumam gerar debate: o valor das multas e o papel dos radares.

Por um lado, o projeto defende maior proporcionalidade nas penalidades e mais transparência na fiscalização. Por outro, especialistas em segurança viária alertam que o controle de velocidade é uma das principais ferramentas para reduzir acidentes graves e mortes no trânsito.

Além disso, o valor da multa tem função dissuasória — ou seja, deve desestimular comportamentos de risco. Mudanças nesse modelo costumam levantar discussões sobre o equilíbrio entre justiça social, eficácia da punição e segurança viária.

Próximos passos

O PL 1558/2026 ainda passará pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.

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Abril Verde e a evolução da segurança no transporte brasileiro

sex, 24/04/2026 - 13:30
Foto: Divulgação: Acervo FuMTran

O movimento “Abril Verde” é celebrado durante todo o mês de abril, com o objetivo de promover a reflexão, a conscientização e a ação em prol da Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Em 2026, o Tribunal Superior do Trabalho adota o tema “Trabalho mais saudável e seguro para todos”, ressaltando a interconexão entre saúde física e mental no ambiente de trabalho e enfatizando a importância de combater os riscos psicossociais.

O setor de transportes enfrenta desafios de segurança mais complexos. Historicamente, é uma área de alto risco, abrangendo desde a condução de veículos pesados em longas jornadas e a movimentação de cargas complexas até as atividades logísticas de armazenagem e distribuição. Com base em dados de 2025 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT), houve o registro de 72.483 ocorrências nas rodovias federais brasileiras. Sendo 19.000 envolvendo caminhões, o que representa uma proporção de um a cada quatro acidentes nessas vias.

Antonio Luiz Leite, presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), ressalta que o histórico de ocorrências com profissionais do transporte foi fundamental para a formação das atuais normas de segurança do trabalho para a categoria.

“Embora não esteja vinculada a um único grande acidente, a legislação atual é fruto de um histórico consistente de ocorrências, amplamente documentadas ao longo dos anos”, afirma Antonio.

Lei do Descanso

A implementação da legislação sobre a jornada e o descanso dos motoristas profissionais, formalizada na Lei nº 13.103/2015 (conhecida como Lei do Motorista), é um exemplo dessa evolução histórica. Além disso, a crescente demanda por um controle mais rigoroso e segurança operacional impulsionou o aprimoramento das exigências de rastreamento e gerenciamento de risco no transporte de cargas, refletindo a necessidade de resposta ao aumento de ocorrências.

A iniciativa “Abril Verde” foi estabelecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2003, dedicando o mês de abril à conscientização e o dia 28 de abril ao Dia Mundial de Saúde e Segurança no Trabalho. A escolha da data homenageia as 78 vítimas de um acidente na mina de carvão de Farmington, Estados Unidos, em 1969. No Brasil, o “Abril Verde” começou em 2014 com a missão de ampliar o debate e as ações de prevenção contra acidentes e doenças ocupacionais, além de integrar, de maneira efetiva, a pauta da egurança na rotina e na cultura de todas as empresas nacionais, independentemente do setor.

Para o presidente da FuMTran, ações como o “Abril Verde” são essenciais para manter viva a memória das vítimas de acidentes de trabalho. Além disso, elas promovem uma cultura de segurança mais forte no setor de transportes, visando evitar a repetição de erros anteriores. “O ‘Abril Verde’ reforça o fato de que a evolução das normas de segurança está diretamente ligada à análise de eventos críticos. No transporte, especialmente ao longo do século XX, o aumento da circulação de cargas e passageiros expôs riscos que exigiram respostas regulatórias e operacionais mais estruturadas. A memória permite compreender como acidentes influenciaram mudanças institucionais. Além disso, registrar esses processos ajuda a entender como a segurança passou de uma prática pontual para um componente operacional essencial”, comenta.

Futuro do transporte

De acordo com o presidente da FuMTran, o registro histórico das ações implementadas no presente será fundamental para a elaboração das futuras diretrizes de segurança no transporte.

“A FuMTran atua preservando registros que permitem analisar a evolução das práticas de segurança no transporte brasileiro. Ao documentar trajetórias, mudanças regulatórias e contextos operacionais, nós contribuímos para que o setor compreenda como a segurança foi incorporada ao longo do tempo e por que ela deve ser tratada como um elemento estratégico e permanente”, conclui Antonio Luiz Leite.

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Tecnologia avança nas rodovias, mas erro humano ainda explica a maioria das mortes

sex, 24/04/2026 - 08:15
Apesar da redução nas fatalidades, 78% das mortes registradas nas rodovias em 2025 envolveram vítimas consideradas mais vulneráveis no trânsito. Foto: Divulgação Arteris

Mesmo com a redução no número de mortes e acidentes, o trânsito nas rodovias ainda apresenta um grande desafio: o comportamento dos usuários. É o que mostram dados divulgados pela concessionária Arteris, que administra cerca de 3.200 quilômetros de rodovias nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

De acordo com o levantamento, o número de mortes nas rodovias administradas pela empresa caiu 11,8% no último ano, passando de 585 para 516 óbitos. O total de acidentes também apresentou queda de 6,4%, passando de 33.402 registros para 31.273 ocorrências.

Apesar da redução, um dado chama a atenção: a maioria das vítimas fatais ainda é formada por usuários mais vulneráveis ou por pessoas que não utilizavam itens básicos de segurança.

Vítimas vulneráveis ainda são maioria

Conforme os dados da Arteris, 78% das mortes registradas nas rodovias administradas pela concessionária envolveram vítimas consideradas mais vulneráveis no trânsito. Do total, 31% eram pedestres e ciclistas, 31% motociclistas e 16% pessoas que estavam sem cinto de segurança.

Na prática, isso significa que grande parte das mortes poderia ser evitada com atitudes simples, como respeitar os limites de velocidade, manter distância segura, usar o cinto e dirigir com atenção.

Engenharia e tecnologia ajudam, mas não resolvem tudo

A redução no número de acidentes nas rodovias administradas pela concessionária está relacionada a uma combinação de fatores, como melhorias de engenharia, monitoramento por câmeras, uso de inteligência artificial para identificar comportamentos de risco, reforço operacional em períodos de maior movimento e campanhas educativas.

Segundo Marcelo Sato Mizusaki, superintendente de Núcleo de Operações da Arteris, a estrutura e o monitoramento ajudam a reduzir riscos, mas não substituem a responsabilidade dos usuários.

“Nossas equipes estão preparadas, mas a segurança é uma via de mão dupla e o motorista também precisa assumir seu papel, respeitando os limites de velocidade, usando o cinto de segurança e mantendo o foco total na condução. Um segundo de distração ou uma manobra arriscada pode impactar todo o esforço preventivo que realizamos 24 horas por dia”, afirmou.

Para o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, os dados mostram justamente isso: a tecnologia ajuda, mas o comportamento ainda é decisivo.

“A engenharia e a tecnologia evoluíram muito nos últimos anos e ajudam a reduzir acidentes, mas o comportamento humano ainda é o elo mais frágil da segurança viária. Enquanto as pessoas continuarem assumindo riscos, os números não vão zerar. Respeitar a velocidade, usar o cinto e manter a atenção ainda são as atitudes que mais salvam vidas.”

Feriados prolongados acendem alerta para 2026

Outro ponto de atenção é o calendário de 2026, que terá vários feriados prolongados ao longo do ano. Ou seja, isso deve aumentar o fluxo de veículos nas rodovias em diversos períodos.

Historicamente, feriados prolongados concentram aumento no número de acidentes, principalmente por fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, dirigir com sono ou cansaço e uso do celular ao volante.

Por isso, especialistas reforçam que viajar com segurança depende muito mais do comportamento do motorista do que das condições da rodovia.

O que os dados mostram sobre os acidentes

A análise dos tipos de acidentes também ajuda a entender o comportamento dos condutores. Entre as ocorrências mais comuns nas rodovias administradas pela Arteris estão:

  • Choque contra objeto fixo: geralmente relacionado à perda de controle do veículo, excesso de velocidade ou sono ao volante.
  • Colisão traseira: normalmente causada por distração, uso do celular ou falta de distância segura.
  • Colisão lateral ou transversal: associada a ultrapassagens indevidas, conversões proibidas ou falhas de observação.

Ou seja, em grande parte das situações, o acidente não acontece por falha da via, mas por falha humana.

Segurança no trânsito ainda depende das escolhas

A redução no número de mortes mostra que investimentos em engenharia, fiscalização e tecnologia são importantes e trazem resultados. Mas os números também deixam claro que ainda há um longo caminho pela frente — e esse caminho passa, principalmente, pela mudança de comportamento.

Respeitar limites de velocidade, usar o cinto de segurança, não usar o celular ao volante, manter distância segura e ter paciência são atitudes simples, mas que continuam sendo as que mais salvam vidas.

No trânsito, a tecnologia ajuda, a engenharia protege, a fiscalização orienta — mas, no fim, a decisão que evita ou provoca um acidente ainda está nas mãos de cada pessoa.

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Pequenas discussões no trânsito podem escalar para violência extrema: o que está por trás desse comportamento

qui, 23/04/2026 - 13:30
A psicologia também aponta que o carro pode funcionar como uma espécie de “extensão do eu”, o que intensifica a percepção de ataque. Foto: Divulgação

Casos recentes de violência no trânsito, como a morte de um motorista após uma discussão em Sorocaba (SP), reacendem o alerta para um fenômeno cada vez mais frequente nas cidades brasileiras: conflitos cotidianos que rapidamente evoluem para agressões graves. Em um ambiente já marcado por estresse, pressa e sobrecarga emocional, situações aparentemente banais podem funcionar como gatilhos para reações desproporcionais. 

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que episódios de violência interpessoal têm crescido em contextos urbanos, muitas vezes associados a conflitos impulsivos. Já estudos da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) apontam que comportamentos agressivos ao volante, como xingamentos, perseguições e ameaças, são mais comuns entre motoristas sob altos níveis de estresse e fadiga.  

Tensões acumuladas

Para a psicóloga Dra. Andrea Beltran, o trânsito funciona como um espaço onde tensões emocionais acumuladas encontram uma via de descarga.

“O trânsito é um ambiente que reúne pressa, sensação de anonimato e baixa consequência imediata. Isso faz com que muitas pessoas se sintam mais autorizadas a agir de forma impulsiva, especialmente quando já estão emocionalmente sobrecarregadas”, explica. 

De acordo com a especialista, pequenas frustrações, como uma fechada, uma buzina ou uma disputa por espaço, podem ser interpretadas de forma amplificada. “Não é apenas sobre o evento em si. Muitas vezes, a reação exagerada está ligada a conteúdos emocionais acumulados, que encontram naquele momento uma oportunidade de expressão”, afirma. 

Esse processo está diretamente relacionado à dificuldade de regulação emocional e à baixa tolerância à frustração, características cada vez mais presentes na vida contemporânea. “Vivemos em uma cultura que estimula respostas imediatas e pouco espaço para elaboração emocional. Isso reduz a capacidade de lidar com contratempos e aumenta a tendência a reagir de forma explosiva”, diz a Dra. 

Na prática, isso significa que o motorista não reage apenas ao outro, mas ao que aquele outro representa simbolicamente naquele momento, desrespeito, invasão, ameaça ou injustiça. “Quando a pessoa não consegue diferenciar o fato concreto da carga emocional que projeta na situação, qualquer conflito pode ganhar proporções muito maiores do que realmente tem”, pontua. 

A psicologia também aponta que o carro pode funcionar como uma espécie de “extensão do eu”, o que intensifica a percepção de ataque. “É possível sentir uma simples fechada como uma agressão pessoal. E, sem recursos internos para elaborar essa sensação, a resposta tende a ser imediata e, muitas vezes, violenta”, explica. 

Outro fator relevante é o efeito de desinibição provocado pelo ambiente.

Dentro do veículo, há uma sensação de proteção e distanciamento que reduz o freio social. “O anonimato relativo e a ausência de contato direto favorecem comportamentos que talvez não acontecessem em outras situações sociais”, afirma a especialista.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de desenvolver maior consciência emocional no cotidiano. “Aprender a reconhecer os próprios limites, identificar sinais de irritação e criar pequenas pausas antes de reagir são estratégias fundamentais para evitar escaladas de conflito”, orienta Dra. Andrea.

Mais do que um problema de trânsito, esses episódios refletem dificuldades emocionais mais amplas.

“Quando uma discussão banal termina em violência extrema, isso indica que há um acúmulo psíquico que não está sendo elaborado. O trânsito apenas revela algo que já estava em ebulição”, conclui.

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Série da Netflix reacende debate: como funciona o transporte de produtos radioativos no Brasil

qui, 23/04/2026 - 08:15
Existem normas técnicas e exigências operacionais voltadas à redução de riscos e ao aumento da segurança nesse tipo de operação. Foto: Banco de imagens

A repercussão da série Emergência Radioativa, da Netflix, voltou a chamar atenção para um tema pouco conhecido da população: como acontece o transporte de produtos radioativos no Brasil. A produção revisita o acidente radiológico de Goiânia, em 1987, considerado um dos mais graves do mundo, e reacende discussões sobre controle, manuseio e segurança envolvendo substâncias perigosas.

O episódio deixou quatro mortes diretas, centenas de pessoas contaminadas e milhares impactadas direta e indiretamente pelo Césio-137. O caso se tornou um marco para mudanças regulatórias no país e influenciou diretamente a forma como o Brasil passou a tratar operações envolvendo materiais radioativos.

Conforme a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), atualmente esse tipo de transporte segue rígidos padrões técnicos e operacionais, com fiscalização e normas específicas.

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Um ano após o acidente, foi publicado o Decreto nº 96.044, que estabeleceu diretrizes mais claras para o transporte de produtos perigosos no país.

Desde então, o Brasil estruturou um conjunto mais rigoroso de regras, com normas técnicas e exigências operacionais voltadas à redução de riscos e ao aumento da segurança nas operações logísticas envolvendo materiais sensíveis.

De acordo com Eduardo Leal, secretário executivo da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos, trata-se de uma atividade altamente controlada.

“O transporte de produtos radioativos é uma atividade altamente controlada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que estabelece normas rigorosas para garantir a segurança. Trata-se de uma operação especializada, que exige cumprimento técnico em todas as etapas e integração com regras de outros órgãos, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, afirma Leal.

Quais exigências existem no transporte

Conforme a entidade, o modelo atual envolve uma série de critérios técnicos obrigatórios para reduzir riscos durante deslocamentos.

Entre eles estão:

  • classificação correta dos materiais transportados;
  • padrões específicos de acondicionamento;
  • rotulagem adequada;
  • rastreabilidade da carga;
  • definição de protocolos operacionais;
  • integração entre transportadores, embarcadores e órgãos reguladores.

Essas medidas buscam evitar falhas humanas, acidentes operacionais e exposição indevida a materiais perigosos.

Leal reforça que o caso de Goiânia mostrou os riscos da ausência de controle técnico.

“O episódio em Goiânia evidenciou, de forma dramática, os riscos associados à falta de controle, informação e preparo técnico no manuseio de substâncias perigosas”, explica o executivo.

Onde materiais radioativos são usados

Apesar de muitas pessoas associarem radioatividade apenas a acidentes, esses materiais têm uso amplo em setores estratégicos e essenciais para a sociedade.

Na saúde, por exemplo, são utilizados em exames de diagnóstico por imagem, como cintilografias, além de tratamentos como radioterapia no combate ao câncer.

Na indústria, aparecem em processos de medição de densidade, controle de qualidade, inspeção de soldas e estruturas metálicas, além da esterilização de produtos.

Já na pesquisa científica e na agricultura, ajudam no desenvolvimento de tecnologias, estudos laboratoriais e controle de pragas.

Cultura de segurança permanente

A ABTLP afirma que atua para fortalecer um ambiente operacional seguro, promovendo integração entre empresas, profissionais e órgãos públicos.

De acordo com a entidade, treinamentos, simulados e disseminação de boas práticas fazem parte da rotina do setor, especialmente em atividades que exigem alto nível de controle técnico.

“A ABTLP promove a conscientização por meio de treinamentos, simulados e da disseminação de boas práticas, além de atuar de forma integrada com órgãos reguladores, como a ANTT, no aprimoramento contínuo das normas do setor. Nosso foco é fortalecer a cultura de segurança e a corresponsabilidade em toda a cadeia do transporte de produtos perigosos, envolvendo empresas, motoristas, embarcadores e demais agentes”, conclui Leal.

Por que o tema importa ao cidadão

Embora distante da rotina da maioria das pessoas, o transporte seguro de produtos radioativos impacta diretamente áreas essenciais como saúde, indústria e pesquisa. Também reforça a importância de fiscalização, qualificação profissional e cumprimento rigoroso das normas em operações que envolvem risco elevado.

Casos históricos como o de Goiânia mostram que prevenção, informação e controle técnico continuam sendo os principais pilares para evitar novas tragédias.

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Pesquisa Ipsos: 72% defendem leis de trânsito mais rigorosas

qua, 22/04/2026 - 13:30
A preocupação é maior para aqueles que vivem numa área urbana (57%), em comparação com áreas rurais (51%) e suburbanas (52%). Foto: VIVOOO para Depositphotos

A nova edição do Relatório de Mobilidade da Ipsos, que ouviu pessoas em 31 países para entender como as escolhas de mobilidade moldam as nossas sociedades, revela que 72% dos brasileiros apoiam leis de trânsito mais rigorosas para melhorar a segurança rodoviária (66% na média global). O levantamento mostra também que, do total de entrevistados, em média 55% estão preocupados com a segurança rodoviária na sua área local. A preocupação é maior para aqueles que vivem numa área urbana (57%), em comparação com áreas rurais (51%) e suburbanas (52%).

Sobre o apoio a limites de velocidade mais baixos para diminuir a probabilidade de acidentes e a gravidade das lesões, as opiniões se dividem: nas áreas residenciais, as pessoas ficam felizes por haver limites de velocidade mais baixos (em média, 70% apoiam), mas quando se trata de vias expressas ou autoestradas, o apoio global cai para 56% a favor de um limite de velocidade mais baixo e, em 12 países, recebe apenas apoio minoritário.

Há, ainda, uma divisão entre homens e mulheres. Em todas as gerações, as mulheres são mais propensas do que os homens a apoiar limites de velocidade mais baixos nas autoestradas. A diferença no apoio entre homens e mulheres é maior entre os Baby Boomers, com 61% das mulheres a favor e apenas 47% dos homens.

Dependência do carro

O Mobility Report 2026 destaca que a dependência do automóvel particular continua a ser uma realidade global. Ou seja, no Brasil, 33% dos entrevistados dizem ser impossível viver sem um carro. Globalmente, em média 43% dos motoristas dizem o mesmo, percepção que é ainda mais forte em países como os Estados Unidos, onde 65% dos entrevistados compartilham da opinião.

Os dados, por sua vez, mostram que o desejo de conduzir um automóvel vai além da necessidade: 49% dos entrevistados brasileiros dizem que poderiam viver sem o seu veículo, mas preferem tê-lo (43% na média global), e em 22 dos 31 países pesquisados, as pessoas dizem que conduzir é o seu meio de transporte favorito.

“Isto vai além da utilidade – as pessoas genuinamente gostam de conduzir”, diz a Diretora de Opinião Pública e Política da Ipsos-Ipec, Patrícia Pavanelli.

“Existe um profundo apego emocional e lealdade à posse de um veículo pessoal, o que oferece a oportunidade de explorar os aspetos experienciais/emocionais da posse de um carro no design, marketing e na mensagem da marca”, completa. 

O local onde as pessoas vivem desempenha um papel importante em suas escolhas: seis em cada dez (60%) habitantes da área rural dizem que viver sem carro é impossível, enquanto 46% dos suburbanos e 37% dos da área urbana dizem o mesmo.

Entre os mais jovens e aqueles com baixos rendimentos, há mais variação. Para as pessoas com baixos rendimentos, a probabilidade de escolherem o seu carro (24%) como meio de transporte favorito é a mesma que escolherem o transporte público (24%) e caminhar (23%). Ainda que a Geração Z prefira o seu próprio carro para se deslocar (26%), como outras gerações, ela é muito mais propensa a gostar de transporte público (22%) em comparação com outras faixas etárias (Baby Boomers 14%, Geração X 16% e Millennials 15%).

Metodologia

A pesquisa foi realizada pela lpsos em 31 países, por meio de sua plataforma online Global Advisor e, na Índia, em sua plataforma IndiaBus, entre sexta-feira, 21 de novembro e sexta-feira, 5 de dezembro de 2025.

A lpsos entrevistou um total de 23.722 adultos com 18 anos ou mais na Índia, de 18 a 74 anos no Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, de 20 a 74 anos na Tailândia, de 21 a 74 anos na Indonésia e Singapura, e de 16 a 74 anos em todos os outros países.

No Brasil, a amostra consiste em aproximadamente 1.000 indivíduos. Os dados são ponderados para que a composição da amostra de cada país reflita melhor o perfil demográfico da população adulta, de acordo com os dados do censo mais recente.

Calcula-se a precisão das pesquisas on-line da Ipsos usando um intervalo de credibilidade, sendo que uma pesquisa com N=1.000 tem uma margem de erro de +/- 3,5 pontos percentuais e uma pesquisa com N=500 tem uma margem de erro de +/- 5,0 pontos percentuais. Para mais informações sobre o uso de intervalos de credibilidade pela Ipsos, visite o site da Ipsos.

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Jovens de 16 anos podem ganhar permissão para dirigir sob supervisão; proposta gera debate

qua, 22/04/2026 - 08:15
A discussão envolve diferentes aspectos, como segurança viária, responsabilidade legal e qualidade da formação dos futuros condutores. Foto: martinan para Depositphotos

A possibilidade de permitir que jovens de 16 anos dirijam com supervisão voltou ao centro do debate na Câmara dos Deputados. A proposta foi discutida em comissão especial que analisa mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e surge como alternativa à redução da idade mínima para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Durante a reunião, especialistas apresentaram sugestões para a criação de uma permissão temporária, com regras específicas e acompanhamento obrigatório de um responsável habilitado. A ideia é permitir que adolescentes iniciem um processo de formação no trânsito, sem exercer plenamente o direito de dirigir.

Proposta prevê formação supervisionada

A representante da Associação de Trânsito do Estado de Santa Catarina (Atraesc), Yomara Ribeiro, defendeu que a condução por adolescentes ocorra exclusivamente com supervisão de pais ou responsáveis.

“A permissão deve exigir carga horária teórica ampliada, prática supervisionada e registrada, avaliação psicológica contínua e acompanhamento de responsável habilitado”, afirmou Yomara.

Conforme ela, o modelo permitiria que o jovem participasse de um processo educativo mais estruturado, com foco na formação e na responsabilidade, antes da habilitação definitiva.

Riscos legais e responsabilidade em debate

O tema, no entanto, levanta questionamentos jurídicos. O deputado Luiz Carlos Busato (União-RS) alertou para possíveis conflitos com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), especialmente em relação à responsabilização em caso de acidentes.

Mesmo assim, o parlamentar demonstrou concordância com a ideia de uma permissão provisória para jovens de 16 e 17 anos, desde que acompanhados por um responsável.

De acordo com ele, o período serviria como uma etapa de avaliação: caso o adolescente demonstre capacidade e não se envolva em acidentes, poderia avançar para a habilitação definitiva.

Restrições e limites para adolescentes

Entre as propostas apresentadas, estão restrições específicas para esse público. O especialista em medicina de trânsito Alberto Sabbag defendeu que a permissão inclua limites claros.

As sugestões incluem proibição de dirigir em vias rápidas, restrição à condução no período noturno e impedimento de transportar passageiros menores de 18 anos.

A intenção, de acordo com os especialistas, é reduzir riscos e adaptar a experiência de direção à realidade e ao nível de maturidade dos adolescentes.

Realidade já existente no país

Outro ponto levantado no debate foi o fato de que muitos jovens já têm contato com veículos antes mesmo da idade legal para dirigir.

De acordo com o presidente da Associação dos Centros de Formação de Condutores de São Paulo (Acesp), Matheus Martins, 27% dos jovens entre 15 e 18 anos já tiveram esse tipo de experiência.

Para o relator da comissão especial, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), essa realidade reforça a necessidade de regulamentação.

“A proposta não é dar carteira de motorista a jovens de 16 anos, mas uma permissão para dirigir com acompanhamento de um adulto. Haverá limites de horários, vias e velocidade, para garantir a educação no trânsito”, disse.

Conforme ele, a proposta busca organizar uma prática que já ocorre de forma informal, estabelecendo regras e foco educativo.

Debate envolve formação e segurança viária

O relator também destacou que estudos indicam maior capacidade de aprendizado aos 16 anos do que aos 25, argumento utilizado para defender o início antecipado da formação.

A discussão, no entanto, envolve diferentes aspectos, como segurança viária, responsabilidade legal e qualidade da formação dos futuros condutores.

A proposta segue em análise na Câmara dos Deputados e deve continuar gerando debates entre especialistas, parlamentares e representantes do setor de trânsito.

Com informações da Agência Câmara

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Off-road sem mitos: o que é verdade sobre a prática que cresce no Brasil

ter, 21/04/2026 - 13:30
Foto: Divulgação

Por muito tempo, o off-road foi associado a risco, impacto ambiental e a um universo restrito a pilotos experientes. Mas esse cenário vem mudando. Impulsionada pela evolução tecnológica dos veículos e pela diversificação de usos, do lazer ao agronegócio, a prática cresce no Brasil e começa a se distanciar dos estereótipos que foram criados no passado.

Globalmente, o mercado de veículos off-road segue em expansão e deve ultrapassar os US$ 20 bilhões até o fim da década, segundo a Mordor Intelligence. No país, o avanço acompanha uma tendência clara: a busca por experiências ao ar livre com amigos e familiares e soluções eficientes para mobilidade em terrenos desafiadores.

Para quem está dentro desse universo, o maior desafio hoje não é o terreno, mas sim a percepção.

“Existe uma ideia muito distante da realidade. Muita gente ainda acha que off-road é algo extremamente perigoso ou exclusivo para profissionais, mas isso mudou muito com a evolução dos veículos”, afirma Fernado Alves, Country Manager da operação BRP no Brasil.

Mito ou verdade? O que ainda se entende errado sobre o off-road  “Off-road é perigoso” — MITO

A associação imediata entre off-road e risco ainda é comum, mas não reflete o estágio atual do segmento. Sistemas de tração inteligente, suspensão de alta performance e melhor distribuição de peso tornaram os veículos mais estáveis e previsíveis, mesmo em terrenos desafiadores. “Hoje, o equipamento ajuda muito o piloto. Claro que exige responsabilidade, mas a tecnologia trouxe muito mais controle, inclusive para quem está começando”, explica Fernando. Além disso, a popularização de trilhas guiadas e experiências monitoradas tem ampliado o acesso de iniciantes com mais segurança, além de contribuir na formação de condução.

“Off-road prejudica o meio ambiente” — MITO (quando praticado de forma responsável)

Outro ponto frequentemente questionado é o impacto ambiental. Na prática, o off-road organizado segue regras claras e utiliza trilhas autorizadas e já consolidadas, evitando a abertura de novos caminhos e reduzindo danos ao ambiente. Eventos e comunidades do setor também vêm investindo em ações educativas e práticas sustentáveis. “Quem vive o off-road entende que preservar o ambiente é essencial. A experiência depende diretamente disso”, afirma Fernando.

“Off-road é só para profissionais” — MITO

A evolução dos veículos ampliou significativamente o acesso à prática. Hoje, existem modelos pensados para diferentes níveis de experiência, desde iniciantes até pilotos mais avançados. Essa diversidade permite que novos públicos experimentem o off-road de forma gradual, muitas vezes com suporte de grupos ou experiências guiadas.

“Off-road é só lazer” — MITO

Talvez a maior mudança esteja justamente aqui. O off-road deixou de ser exclusivamente uma atividade de aventura e passou a ter também um papel funcional, especialmente no campo. Quadriciclos (ATVs) e UTVs são hoje ferramentas importantes em propriedades rurais, auxiliando no transporte, na logística e no deslocamento em áreas de difícil acesso. Modelos utilitários recreativos, como a linha Outlander, da Can-Am, são projetados para enfrentar rotinas intensas, com capacidade de transportar cargas, rebocar equipamentos e manter desempenho em terrenos irregulares, como lama, areia ou trilhas fechadas.

“Os veículos são feitos para usos diferentes” — VERDADE

Um dos principais fatores por trás da transformação do setor é a especialização dos veículos. De um lado, estão os modelos utilitários recreativos, voltados para trabalho pesado e uso em ambientes exigentes, como fazendas e áreas remotas. De outro, os modelos esportivos, da Can-Am, desenvolvidos para trilhas técnicas e terrenos extremos, com foco em potência, agilidade e controle.

“São propostas diferentes. Tem o veículo que resolve o dia a dia no campo e o que entrega performance na trilha. O off-road hoje atende perfis muito variados”, resume o executivo.

Além disso, essas comunidades mais distantes acabam sendo beneficiadas pelos novos acessos, presença e investimentos de turistas além de oferecer uma nova oportunidade profissional pra essa comunidade.

Uma prática mais próxima do que parece

Com a combinação de tecnologia, acessibilidade e novas aplicações, o off-road se reposiciona. Deixa de ser uma atividade de nicho e passa a dialogar com públicos diversos, de produtores rurais a iniciantes em busca de novas experiências. Seria legal dar uma dica sobre as operadoras que já oferecem isso pro iniciante em lugares diversos no Brasil, como a Sertões Experience (CE), Somos Adventure (RS), Leão da Montanha (SC) e Rox Motors (SP). “Quando a pessoa conhece de perto, e de forma responsável, percebe que muitos desses mitos não fazem sentido. O off-road hoje é muito mais democrático do que parece”, conclui Alves.

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O que você faz no trânsito pode salvar vidas: alerta marca o Dia Mundial da Paz no Trânsito

ter, 21/04/2026 - 08:15
O trabalho do Detran/TO voltado à infraestrutura, educação e fiscalização de trânsito tem surtido efeitos positivos na segurança viária. Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

Celebrado em 21 de abril, o Dia Mundial da Paz no Trânsito propõe uma reflexão que vai além de uma data simbólica: o papel de cada cidadão na redução da violência viária. Em um país onde os sinistros de trânsito ainda representam um grave problema de saúde pública, a mudança de comportamento individual segue como um dos principais caminhos para salvar vidas.

No Brasil, o tema ganha relevância diante de um cenário persistente de mortes e lesões no trânsito, que impactam diretamente famílias, o sistema de saúde e a economia. Nesse contexto, iniciativas estaduais ajudam a reforçar a mensagem de que a segurança viária depende de ações contínuas e integradas.

É o caso do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), que utiliza a data para ampliar o debate e incentivar atitudes mais responsáveis entre condutores, pedestres e ciclistas.

Responsabilidade compartilhada no trânsito

A principal mensagem do Dia Mundial da Paz no Trânsito é clara: não existe solução isolada. A segurança nas vias depende da soma de comportamentos conscientes de todos os usuários.

Conforme o presidente do Detran/TO, Hercy Filho, essa responsabilidade é coletiva e começa nas escolhas do dia a dia.

“O dia 21 de abril nasce com o intuito de reforçar que a paz no trânsito é responsabilidade de todos, a partir de comportamentos responsáveis. Cada condutor, pedestre e ciclista tem um papel na promoção da paz no trânsito”, frisa o titular da pasta.

Além da conscientização, o órgão destaca que atua em três frentes principais: infraestrutura, educação e fiscalização. Entre as ações estão projetos de sinalização em municípios, campanhas educativas e operações para coibir infrações.

Falha humana ainda é o principal fator de risco

O alerta não é apenas local. Dados globais mostram a dimensão do problema: os sinistros de trânsito causam cerca de 1,19 milhão de mortes por ano no mundo, sendo a principal causa de morte entre jovens de 5 a 29 anos.

No Brasil, assim como em outros países, a falha humana segue como o principal fator associado aos sinistros. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), muitas dessas ocorrências estão relacionadas a comportamentos que desrespeitam a legislação e poderiam ser evitados.

Isso inclui excesso de velocidade, desatenção, consumo de álcool e o não uso de dispositivos de segurança — fatores que continuam presentes na rotina das vias brasileiras.

Pequenas decisões que fazem grande diferença

Se por um lado os números preocupam, por outro, exemplos do cotidiano mostram que atitudes simples podem reduzir riscos e tornar o trânsito mais seguro.

O estudante de Direito Guilherme Costa decidiu assumir a direção da família após perceber limitações de saúde do pai.

“Meu pai já completou 70 anos e me preocupou muito a segurança dele no trânsito, em decorrência da idade, já que, junto dela, vieram problemas na visão e um medo por causa de um histórico familiar complexo. Por isso, sentei com minha mãe e meu pai e pedi para que eu e meu irmão tivéssemos a habilitação. Então, assumimos a missão de levá-los aos lugares, a fim de evitar que eles ficassem expostos às violências do trânsito. Em rodovias, eu assumo o controle da direção, tendo sempre em mente chegarmos ao nosso destino em segurança”, relata o estudante.

Já a enfermeira Eduarda Pinho destaca como a rotina intensa exige planejamento e prudência. “Eu ando muito em diversos setores de Araguaína, já que visito diversos pacientes para atendimento de saúde. Isso somado a levar e buscar minha filha na escola, além de resolver coisas pessoais. É uma rotina extremamente agitada que exigiu de mim mais prudência e responsabilidade no trânsito. Sempre busco sair mais cedo de casa e transitar pelas vias menos movimentadas. Minha filha vai na cadeirinha no banco de trás. O uso do cinto é indispensável. Fico atenta às sinalizações e aos limites de velocidade da via”, relata a enfermeira.

Os relatos reforçam uma ideia central da segurança viária: decisões individuais têm impacto coletivo.

Resultados positivos, mas desafio permanece

No Tocantins, os dados mais recentes indicam avanço. Houve redução de 10,82% nos sinistros de trânsito nos três primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior — passando de 1.238 para 1.104 registros.

Apesar disso, o cenário ainda exige atenção. A redução, embora importante, não elimina o problema — e reforça a necessidade de manter políticas públicas e, principalmente, o engajamento da população.

Atitudes simples que salvam vidas

Mais do que uma data no calendário, o Dia Mundial da Paz no Trânsito funciona como um lembrete prático para escolhas seguras no dia a dia. Entre elas:

  • Respeitar limites de velocidade e a sinalização, especialmente à noite;
  • Nunca dirigir após consumir bebida alcoólica;
  • Utilizar sempre cinto de segurança e capacete;
  • Realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e com segurança.

Em um país onde o trânsito ainda mata e fere milhares de pessoas todos os anos, a construção de um ambiente mais seguro passa, inevitavelmente, por uma pergunta simples — mas decisiva: que atitudes você adota ao circular pelas vias?

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Uber altera código de confirmação de viagens; veja o que muda

seg, 20/04/2026 - 13:30
O uso de códigos para confirmação de viagens é uma prática usada como forma de reduzir erros de embarque e evitar situações de risco. Foto: prykhodov para Depositphotos

A Uber anunciou uma mudança no sistema de verificação de viagens no aplicativo que pode impactar diretamente a rotina de usuários e motoristas. A plataforma passa a adotar um código fixo de quatro dígitos para confirmação das corridas, substituindo o modelo anterior, em que a sequência mudava a cada viagem.

A funcionalidade é opcional e pode ser ativada tanto por passageiros quanto por motoristas. A lógica continua a mesma: o usuário informa o código ao motorista antes do início da corrida, garantindo que ambos estão na viagem correta.

O que muda na prática

Até agora, o aplicativo gerava um código diferente para cada corrida, o que exigia que o passageiro consultasse o celular a cada embarque.

Com o novo modelo, o código permanece o mesmo em todas as viagens, eliminando a necessidade de memorizar uma nova sequência a cada solicitação. A implementação da mudança começa nos próximos dias.

A ferramenta foi pensada especialmente para situações com maior fluxo de pessoas, como:

  • aeroportos;
  • rodoviárias;
  • saídas de eventos;
  • locais com grande aglomeração.

Nesses cenários, a identificação correta do veículo e do passageiro é um dos principais desafios.

Segurança continua sendo o foco

Conforme a empresa, a mudança busca facilitar o processo sem reduzir o nível de segurança da verificação.

“O Código Fixo melhora a experiência do usuário sem comprometer a segurança. Entendemos que nossos usuários enfrentam situações em que o tempo é precioso — quando a bateria do celular está acabando após já ter solicitado a corrida ou quando querem minimizar o tempo parado dentro do veículo para comunicar o código”, afirma Araceli Almeida, head de Operações de Segurança da Uber no Brasil.

Personalização do código

O sistema gera automaticamente o primeiro código, mas o usuário pode alterá-lo sempre que quiser. A plataforma orienta evitar combinações fáceis de adivinhar e não permite sequências simples, como “1234” ou “0000”.

Também é possível configurar o uso do código:

  • para todas as viagens;
  • apenas em determinados horários, como à noite.

Mesmo que o passageiro não tenha ativado o recurso, o motorista pode exigir a verificação antes de iniciar a corrida, caso tenha a funcionalidade habilitada.

Ferramenta se soma a outras medidas de segurança

O uso de códigos para confirmação de viagens já é uma prática adotada por aplicativos de mobilidade como forma de reduzir erros de embarque e evitar situações de risco.

A adoção de um código fixo reforça essa estratégia, principalmente em locais com grande circulação de pessoas, onde é mais fácil confundir veículos ou passageiros.

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Renovação automática da CNH: veja como funciona e quem pode usar o serviço

seg, 20/04/2026 - 08:15
Os condutores que desejarem o documento físico após a renovação da CNH no aplicativo devem fazer o processo de solicitação de 2ª via do documento. Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

A possibilidade de renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de forma automática ainda gera dúvidas entre os condutores. O processo, que já está disponível por meio de sistema nacional, tem regras específicas e não se aplica a todos os motoristas.

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), a renovação automática é voltada a condutores com histórico de respeito às leis de trânsito e direção responsável, mas depende do cumprimento de uma série de critérios.

CNH do Brasil

A renovação automática é oferecida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e realizada por meio do aplicativo CNH do Brasil, disponível gratuitamente para celulares.

Para utilizar o serviço, o condutor também precisa aderir ao Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que concede o selo de “Bom Condutor”. Esse cadastro não é automático e o próprio motorista deve fazer no aplicativo.

Quem pode renovar a CNH automaticamente

De acordo com o Detran/TO, o serviço está disponível apenas para motoristas que atendem a todos os seguintes requisitos:

  • Não ter cometido infrações nos últimos 12 meses;
  • Estar com a CNH vencida a partir de 1º de dezembro de 2025;
  • Não possuir restrições médicas;
  • Ter completado o prazo de validade do documento.

CNHs vencidas antes dessa data continuam seguindo o processo tradicional, com atendimento presencial.

Exame toxicológico continua exigido

A automatização não elimina outras exigências previstas na legislação. O exame toxicológico segue obrigatório para condutores das categorias C, D e E.

O Detran/TO reforça que o exame deve estar válido, mesmo para motoristas que não exercem atividade remunerada. No estado, mais de 30 mil exames vencem em 2026.

Idade interfere no processo

O uso da renovação automática também depende da idade do condutor:

  • A partir dos 50 anos, é possível utilizar o serviço apenas uma vez;
  • A partir dos 70 anos, deve-se fazer a renovação obrigatoriamente de forma presencial.
Prazo para conclusão

Após a solicitação, o sistema pode levar de 10 a 20 dias para concluir o processo. A orientação é acompanhar a atualização diretamente pelo aplicativo CNH do Brasil.

CNH digital e documento físico

Na renovação automática, atualiza-se apenas a versão digital da CNH. Para obter o documento físico, é necessário solicitar a segunda via junto ao Detran.

No Tocantins, é possível fazer o pedido através do aplicativo Detran TO Fácil, mediante pagamento de taxa. Após a solicitação, a retirada do documento ocorre presencialmente na unidade do órgão.

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Peça barata pode sair cara: 5 cuidados essenciais na manutenção dos veículos para evitar riscos e prejuízos

dom, 19/04/2026 - 13:30
Foto: Divulgação

Na hora de fazer a manutenção do carro ou caminhão, escolher a peça mais barata pode parecer uma boa decisão, mas o risco de prejuízo e até de acidentes faz esse cálculo mudar rapidamente. Com a grande variedade de autopeças disponíveis no mercado brasileiro, especialistas alertam que nem todos os produtos oferecem o mesmo nível de qualidade, segurança e durabilidade. Dados reforçam a dimensão do problema. Levantamentos da Polícia Rodoviária Federal indicam que a falta de manutenção adequada está relacionada a cerca de 30% dos acidentes nas rodovias brasileiras, evidenciando o impacto direto na segurança viária.

Esse cenário é acompanhado por empresas globais do setor, como a thyssenkrupp Springs & Stabilizers, que atua no desenvolvimento de componentes de suspensão e observa uma crescente complexidade na manutenção veicular. A diversificação da frota no Brasil com mais modelos, tecnologias e veículos importados, ampliou os desafios na escolha de peças confiáveis.

Hoje, o mercado de reposição reúne desde fabricantes que fornecem para montadoras até importadores, recondicionadores bem como produtos de origem desconhecida.

Na prática, isso significa que peças aparentemente iguais podem apresentar diferenças relevantes nos materiais, na tecnologia e na durabilidade.

Em componentes visíveis, como lanternas, os sinais de baixa qualidade aparecem com o tempo: desbotamento, trincas e infiltração. Já em sistemas mecânicos, como freios e suspensão, os problemas podem ser mais graves e difíceis de identificar, incluindo perda de estabilidade, aumento da distância de frenagem e desgaste prematuro de outras peças.

Para reduzir riscos, especialistas da thyssenkrupp Springs & Stabilizers recomendam atenção a alguns pontos básicos na hora da manutenção.  Veja cinco cuidados essenciais:
  1. Desconfie de preços muito baixos: valores muito abaixo da média do mercado podem indicar uso de materiais inferiores, processos de fabricação menos rigorosos ou até peças fora de especificação. No curto prazo, a economia pode parecer vantajosa, mas a menor durabilidade e o risco de falhas acabam gerando custos maiores com novas trocas e até danos a outros componentes do veículo. 
  2. Verifique a procedência da peça: priorizar fabricantes reconhecidos e produtos com certificação é fundamental para garantir qualidade, segurança e compatibilidade com o veículo. Peças de origem confiável seguem padrões técnicos e passam por testes que asseguram desempenho adequado, especialmente em sistemas críticos como freios e suspensão. 
  3. Fique atento aos sinais do veículo: ruídos incomuns, vibrações, perda de estabilidade, aumento da distância de frenagem e desgaste irregular dos pneus são indícios claros de que algo não vai bem. Ignorar esses sinais pode agravar o problema e comprometer não apenas o desempenho, mas também a segurança durante a condução. 
  4. Não adie a manutenção preventiva: revisões periódicas permitem identificar desgastes naturais antes que se tornem falhas graves. A manutenção preventiva tende a ser mais simples, rápida e barata do que a corretiva — além de reduzir significativamente o risco de panes inesperadas e acidentes. 
  5. Procure oficinas e profissionais qualificados: a escolha da oficina é tão importante quanto a da peça. Profissionais capacitados garantem diagnóstico correto, instalação adequada e uso das ferramentas certas, evitando erros que podem comprometer o funcionamento do veículo e a vida útil dos componentes.
Itens como amortecedores exemplificam bem esse cuidado.

Responsáveis por manter o contato dos pneus com o solo assim como controlar as oscilações do veículo, eles impactam diretamente a segurança e o conforto. Quando desgastados, podem comprometer a dirigibilidade e aumentar o risco em situações de emergência.

Nesse sentido, marcas globais ganham espaço ao oferecer produtos com maior controle de qualidade e tecnologia embarcada. A thyssenkrupp Springs & Stabilizers, por exemplo, distribui no Brasil amortecedores da Bilstein, com certificação e foco em desempenho e segurança.

Com veículos cada vez mais tecnológicos, a manutenção deixa de ser apenas uma questão de economia imediata e passa a ser decisiva para evitar prejuízos maiores e garantir a segurança de motoristas, passageiros e cargas.

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Auditoria do TCU aponta falhas no Pnatrans e reforça necessidade de melhorar gestão para reduzir mortes no trânsito

dom, 19/04/2026 - 08:15
Foto: Divulgação PRF

Uma reunião realizada nesta semana colocou em evidência desafios importantes para a redução de mortes no trânsito no Brasil. O encontro, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), discutiu os resultados de uma auditoria operacional sobre o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

A reunião contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que contribuiu com análises técnicas a partir da sua atuação nas rodovias federais.

Fragilidades na gestão e no monitoramento

Durante o encontro, o TCU apresentou os principais achados da auditoria, que apontam problemas estruturais na condução do plano. Entre os pontos destacados estão fragilidades na governança, dificuldades na coordenação entre diferentes níveis de governo e limitações nos mecanismos de monitoramento das ações.

Na prática, isso indica que, embora o Pnatrans exista como política pública, ainda há desafios relevantes para garantir sua efetividade e o cumprimento das metas de redução da letalidade no trânsito.

As análises também reforçam a necessidade de aprimorar instrumentos de gestão, com foco em resultados concretos — especialmente na diminuição de mortes e lesões.

Integração entre órgãos é o caminho

Outro ponto debatido foi a importância da atuação conjunta dos órgãos que integram o Sistema Nacional de Trânsito.

Durante a reunião, a PRF destacou sua experiência na execução de ações voltadas à segurança viária, reforçando que a integração entre instituições é essencial para ampliar o alcance das medidas e melhorar os resultados.

Esse alinhamento entre órgãos federais, estaduais e municipais é considerado estratégico para enfrentar um problema complexo como a violência no trânsito, que envolve múltiplos fatores — desde comportamento dos condutores até fiscalização e infraestrutura.

Papel do TCU no acompanhamento das políticas públicas

A auditoria conduzida pelo TCU faz parte de um esforço de avaliação das políticas públicas voltadas à segurança viária no país.

O objetivo é identificar falhas, propor melhorias e contribuir para que as ações tenham maior efetividade, especialmente em um cenário em que os números de mortes no trânsito seguem sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil.

Segurança viária: necessidade de avanços estruturais

A discussão reforça que, além de campanhas e fiscalização, a redução de mortes no trânsito depende de uma gestão mais eficiente. Assim, baseada em dados, integração institucional e monitoramento contínuo.

Nesse contexto, o Pnatrans segue como uma ferramenta central. No entanto, ele ainda precisa avançar em aspectos estruturais para cumprir plenamente seu papel de orientar políticas públicas capazes de salvar vidas.

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Por que dirigir hoje exige mais estratégia do que habilidade

sab, 18/04/2026 - 13:30
Estratégia ao dirigir. Foto: Fxquadro para Freepik

Você já aplica estratégia ao dirigir no seu dia a dia? Durante muito tempo, dirigir bem era praticamente sinônimo de saber controlar o carro. Fazer baliza, trocar marcha no tempo certo, manter atenção no trânsito… isso era o suficiente.

Mas, se você parar para observar o cenário atual, vai perceber que essa lógica mudou bastante.

Hoje, dirigir não é mais só uma habilidade técnica. É quase um exercício constante de tomada de decisão e isso tem muito mais a ver com o contexto ao redor do que com o volante em si.

Estratégia ao dirigir: o trânsito ficou mais imprevisível e não é só impressão

A estratégia ao dirigir garante mais segurança e economia em cada trajeto.

Não é raro ouvir alguém dizendo que o trânsito está mais “caótico” do que antes. Na prática, essa percepção faz todo sentido.

O aumento do número de veículos, a diversidade de perfis de motoristas e até o uso constante de aplicativos durante a condução tornaram o trânsito menos previsível.

Afinal, não estamos lidando apenas com regras, mas também com comportamentos. E isso tem a capacidade de mudar completamente a forma como conduzimos o veículo, exigindo mais estratégia ao dirigir no dia a dia.

Hoje, antecipar situações se tornou quase mais importante do que reagir a elas e aquela “atenção básica” já não é mais suficiente para evitar problemas.

O carro deixou de ser só um meio de transporte

Outro ponto interessante é como o papel do carro mudou na vida das pessoas.

Para muita gente, ele continua sendo essencial para o deslocamento diário. Além disso, passou a representar investimento, patrimônio e até ferramenta de trabalho em alguns casos.

Por exemplo, motoristas de aplicativo, entregadores e profissionais autônomos dependem diretamente do veículo para gerar renda. Isso aumenta a responsabilidade envolvida em cada decisão relacionada ao carro, reforçando a importância da estratégia ao dirigir.

Desse modo, não se trata mais apenas de somente dirigir, mas de cuidar de algo que impacta diretamente a estabilidade financeira.

Estratégia ao dirigir: prevenir sempre em vez de remediar

Esse cenário mais complexo trouxe uma mudança silenciosa no comportamento dos motoristas.

Se antes muita gente só pensava em soluções depois que algo dava errado, hoje cresce a preocupação em evitar problemas antes que eles aconteçam, um dos pilares da estratégia ao dirigir.

Isso aparece de várias formas: revisões mais frequentes, atenção redobrada na direção e maior interesse em proteção veicular.

Nesse contexto, algumas soluções passaram a ganhar espaço, como escolher contratar o melhor seguro online para carros, por exemplo. Afinal, as seguradoras oferecem praticidade em um momento em que ninguém quer perder tempo com processos complicados.

E a lógica é bem simples: se dá para resolver algo importante de forma rápida e segura, porque deixar para depois?

Informação mudou o jeito de escolher

Outro fator que influencia bastante esse novo comportamento é o acesso à informação.

Hoje, antes de tomar qualquer decisão, a maioria das pessoas pesquisa, compara preços, lê avaliações, tenta entender exatamente o que está contratando. Isso vale para quase tudo e com seguros não é diferente.

É por isso que alguns termos deixaram de ser novidade e passaram a fazer parte da rotina de quem busca soluções mais práticas e transparentes como, por exemplo, o seguro automotivo online, por ser algo totalmente alinhado com a estratégia ao dirigir.

O consumidor atual não quer apenas contratar, ele quer entender, quer saber o que está incluso, quais são as condições e principalmente se aquilo realmente faz sentido para a sua realidade.

Dirigir também envolve gestão de risco

Talvez esse seja o ponto mais interessante de toda essa transformação: de certa forma, dirigir hoje envolve gerenciar riscos o tempo todo, o que sempre exige uma boa estratégia ao dirigir.

Risco de acidentes, de imprevistos mecânicos, de danos causados por terceiro… tudo isso faz parte do cenário.

Mesmo tendo toda a cautela do mundo, nem sempre é possível evitar situações inesperadas. Por isso, a forma como cada pessoa se prepara para lidar com esses riscos faz toda a diferença.

Alguns preferem não pensar muito sobre isso e preferem “evitar gastos”, enquanto outros adotam uma postura mais estratégica, buscando alternativas que tragam mais tranquilidade no dia a dia.

De fato, nenhuma dessas abordagens está necessariamente errada, mas é inegável que o contexto atual favorece muito quem prefere se antecipar.

Pequenas decisões que geram grandes impactos

Uma coisa curiosa é que, na maioria das vezes, não são as grandes escolhas que fazem a maior diferença na experiência de dirigir todos os dias. São as pequenas decisões.

Aqui, podemos incluir decisões como: escolher sair cinco minutos mais cedo para evitar pressa, manter uma distância segura, revisar o carro antes de uma viagem e até pesquisar melhor antes de contratar um serviço, tudo isso faz parte de uma boa estratégia ao dirigir.

Esses pontos podem parecer simples demais, mas possuem um impacto enorme no longo prazo.

É exatamente esse conjunto de pequenas atitudes que define se dirigir será uma experiência tranquila ou estressante.

Estratégia ao dirigir: o trânsito como reflexo do comportamento coletivo

Existe ainda um outro ponto que vale a reflexão. O trânsito não é apenas um conjunto de regras, mas um reflexo direto do comportamento das pessoas.

Se mais motoristas estão distraídos, o risco aumenta. Se mais pessoas estão com pressa, o ambiente fica mais tenso. E se há menos paciência, surgem mais conflitos.

Portanto, dirigir bem hoje também envolve entender o outro. Não dá para pensar apenas na própria condução. É preciso considerar o contexto coletivo. Novamente, isso exige mais estratégia do que técnica.

Independentemente do que o futuro esteja reservando para a experiência da direção, uma coisa é clara: por enquanto, dirigir deixou de ser apenas uma habilidade mecânica.

Hoje, é uma combinação complexa de atenção, planejamento, responsabilidade e escolhas mais conscientes. Sem dúvida, tudo isso exige uma boa estratégia ao dirigir.

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Patinetes elétricos: PL pretende definir onde eles poderão circular

sab, 18/04/2026 - 08:15
PL 1550/2026 propõe proibir patinetes elétricos no leito das vias e restringir circulação a ciclovias, ciclofaixas e áreas regulamentadas. Foto: HectorPertuz para Depositphotos

O uso de patinetes elétricos e outros equipamentos de mobilidade individual cresce rapidamente nas cidades brasileiras — mas ainda sem regras claras em nível nacional. Um projeto em análise na Câmara dos Deputados quer mudar esse cenário.

O PL 1550/2026, apresentado pelo deputado Fernando Rodolfo (PL/PE), propõe incluir no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) regras específicas para a circulação de equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos.

O ponto central da proposta é direto: esses equipamentos ficariam proibidos de circular no leito carroçável das vias destinadas a veículos automotores.

Onde os patinetes poderiam circular

Pelo texto, a circulação passaria a ser permitida apenas em locais considerados mais seguros, como:

  • ciclovias e ciclofaixas;
  • vias locais, desde que haja regulamentação municipal;
  • áreas de uso compartilhado devidamente sinalizadas.

A proposta também deixa claro que caberá aos municípios definir regras complementares, como limites de velocidade, locais autorizados e exigências de segurança.

Fim da circulação no meio dos carros

Hoje, um dos principais pontos de conflito no trânsito urbano envolve justamente a presença de patinetes e equipamentos similares em vias com tráfego de veículos.

Na justificativa do projeto, o autor afirma que a convivência entre veículos maiores e mais rápidos e equipamentos leves “expõe seus usuários a elevado risco de acidentes”, além de gerar insegurança para motoristas, motociclistas e pedestres.

Conforme ele, a ausência de regras claras tem contribuído para o uso desordenado desses equipamentos e para o aumento da sensação de desorganização no trânsito.

Regras nacionais, mas com adaptação local

O projeto reconhece que muitas cidades já criaram suas próprias regras, mas aponta que há falta de uniformidade.

Na justificativa, o deputado afirma que essa regulamentação fragmentada gera interpretações diferentes e insegurança jurídica. Por isso, a proposta estabelece diretrizes nacionais, mas preserva a autonomia dos municípios.

A ideia é que cada cidade possa adaptar pontos como:

  • velocidade máxima;
  • locais específicos de circulação;
  • exigências de segurança para os usuários.
Não é proibição total

Apesar do impacto da medida, o projeto não propõe o fim dos patinetes elétricos.

Na justificativa, Fernando Rodolfo destaca que o objetivo é organizar o uso, e não impedir a circulação. De acordo com ele, a proposta busca direcionar esses equipamentos para espaços mais seguros e adequados.

O parlamentar afirma que a iniciativa pretende “equilibrar inovação e segurança”, permitindo o uso da micromobilidade sem colocar em risco usuários e demais participantes do trânsito.

Debate sobre mobilidade e segurança

O avanço dos patinetes elétricos e de outros meios de micromobilidade tem provocado discussões em várias cidades brasileiras, especialmente após o aumento de acidentes e conflitos entre diferentes usuários das vias.

O projeto surge nesse contexto e reacende o debate sobre como integrar novas formas de deslocamento ao sistema de trânsito de forma segura.

O PL 1550/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.

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