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Atualizado: 19 segundos atrás

Comissão aprova fim dos pontos na CNH por infração na Zona Azul; entenda o que pode mudar

seg, 06/07/2026 - 17:30
Projeto aprovado em comissão da Câmara mantém a multa por estacionamento irregular na Zona Azul, mas pode acabar com os cinco pontos na CNH. A proposta ainda precisa passar por outras etapas antes de virar lei. Foto: Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista/BA

Motoristas que estacionarem de forma irregular em vagas de estacionamento rotativo pago, conhecidas como Zona Azul em diversas cidades brasileiras, poderão deixar de receber pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A mudança foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e ainda precisa avançar na tramitação para entrar em vigor.

O texto aprovado mantém a aplicação da multa por estacionamento irregular, mas retira a penalidade de cinco pontos na CNH e também impede a remoção do veículo nessas situações. A proposta altera as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) apenas para as infrações relacionadas ao estacionamento rotativo pago.

Como funciona hoje

Atualmente, estacionar em desacordo com a regulamentação das vagas de estacionamento rotativo é considerado uma infração grave.

Nesses casos, o motorista está sujeito à multa de R$ 195,23, ao registro de cinco pontos na CNH e à remoção do veículo, conforme as regras vigentes do CTB.

Caso o projeto seja transformado em lei, a multa continuará sendo aplicada. No entanto, a pontuação deixará de ser registrada na carteira de habilitação e o veículo não poderá ser removido por esse motivo.

Mudança vale apenas para a Zona Azul

O parecer aprovado pelo colegiado foi apresentado pelo deputado Zé Trovão, relator do Projeto de Lei 2816/2025 e de uma proposta apensada.

Conforme o substitutivo aprovado, a retirada da pontuação será restrita às infrações relacionadas ao estacionamento rotativo pago.

Outras condutas previstas no mesmo artigo do CTB, como estacionar em vagas destinadas a idosos, pessoas com deficiência, ambulâncias, táxis ou outras áreas especiais, continuarão sujeitas à multa e à pontuação na CNH por impactarem diretamente a segurança e a fluidez do trânsito.

Relator considera punição desproporcional

Ao defender a proposta, o relator argumentou que a penalidade atualmente aplicada aos motoristas que descumprem as regras da Zona Azul é desproporcional quando comparada a infrações que oferecem maior risco à segurança viária.

De acordo com ele, o sistema de pontos deve priorizar condutas que representem ameaça à vida e à segurança dos usuários das vias.

O parlamentar também destacou que a mudança pode beneficiar especialmente motoristas profissionais, que permanecem mais tempo no trânsito e, consequentemente, estão mais expostos ao acúmulo de pontos na habilitação.

Projeto ainda não altera a legislação

Apesar da aprovação na Comissão de Viação e Transportes, a proposta ainda não muda as regras para os motoristas.

O texto seguirá para análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado, ainda precisará passar pelo Senado Federal antes de seguir para sanção presidencial. Somente após a conclusão desse processo a mudança poderá entrar em vigor.

Enquanto isso, permanecem válidas as regras atuais do Código de Trânsito Brasileiro para quem estacionar irregularmente em vagas de Zona Azul.

Com informações da Agência Câmara

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Pesquisadora derruba mito de que biocombustíveis competem com a produção de alimentos

seg, 06/07/2026 - 13:30
Em 2025, o Brasil produziu aproximadamente 37 bilhões de litros de etanol combustível e quase 10 bilhões de litros de biodiesel. Foto: Criada por IA

A ideia de que a produção de biocombustíveis necessariamente ameaça a segurança alimentar global, uma das críticas mais recorrentes ao setor, especialmente no debate europeu, não encontra respaldo nos dados científicos disponíveis. É o que afirma a professora Glaucia Mendes Souza, titular da Universidade de São Paulo (USP) e líder da Força-Tarefa de Biocombustíveis para a Descarbonização do Transporte da IEA Bioenergy (Programa de Cooperação Tecnológica de Bioenergia da Agência Internacional de Energia), em entrevista ao podcast Conexão MBCBrasil – A Mobilidade em Pauta. “A bioenergia não é um jogo de soma zero. Um time não teve que perder para o outro ganhar”, disse a pesquisadora.

“O discurso da competição entre alimentos e bioenergia é muito simplista. O mais acertado é falarmos em food and fuel.” 

A afirmação é sustentada por evidências científicas robustas.

Uma meta-análise internacional abrangendo 224 artigos sobre o tema concluiu que não existe correlação estatística entre a produção de biocombustíveis usando culturas comestíveis ou não comestíveis, e a segurança alimentar. Segundo a pesquisadora, quando há algum efeito sobre preços, ele ocorre majoritariamente em países desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, ou não há impacto ou o acesso ao alimento melhora. 

O caso brasileiro é citado pela professora como a evidência mais contundente. Nos 50 anos do Proálcool, o Brasil passou de importador a um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, ao mesmo tempo em que consolidou o programa de etanol e implementou o Código Florestal. “Dá para fazer as três coisas ao mesmo tempo”, afirmou Glaucia Mendes Souza, referindo-se à produção de bioenergia, expansão da agricultura e preservação ambiental.

Conforme José Eduardo Luzzi, presidente do Conselho do Instituto MBCBrasil, os dados falam por si.

“Em 2025, o Brasil produziu aproximadamente 37 bilhões de litros de etanol combustível e quase 10 bilhões de litros de biodiesel, reduzindo significativamente as emissões de CO₂ pela substituição, respectivamente, da gasolina e do diesel fóssil.” 

Luzzi também destacou que 65% da mata nativa brasileira é preservada e que há uma estimativa de cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas no país com potencial de uso para expansão da bioenergia e da produção de alimentos, sem necessidade de desmatamento.

A pesquisadora aponta ainda uma dimensão frequentemente ignorada no debate, de que a principal causa da fome no mundo não é a escassez de alimentos, mas a falta de renda para adquiri-los e a falta de acesso à energia para conservá-los. “A fome no mundo não é causada pela produção de biocombustíveis”, afirmou a professora. “Comunidades sem energia elétrica têm dificuldades de armazenamento de alimentos. A produção de biocombustíveis também leva bioenergia para esses locais.”

Nesse sentido, a bioenergia contribui em duas frentes simultâneas, ao gerar renda nas regiões produtoras, ampliando o poder aquisitivo de populações rurais, e ao oferecer acesso a energia onde redes elétricas convencionais não chegam.

Legislação brasileira como modelo global

Do ponto de vista regulatório, o Brasil também avança. O RenovaBio, programa nacional de biocombustíveis vinculado ao Código Florestal, é citado pela professora como um exemplo internacional de política pública que une descarbonização e proteção ambiental. “Quem é certificado, produzindo biocombustível sem desmatamento, ganha CBIOs, créditos de descarbonização negociados na Bolsa de Valores”, explicou Glaucia Mendes Souza.

“Os registros do CAR incluem imagens de satélite. Dá para saber que não foi desmatada a área.” 

É possível obter a expansão da produção, de acordo com estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), sem ampliar a área agrícola, por meio de milho de segunda safra, aumento de produtividade, uso de pastagens degradadas e melhor aproveitamento de resíduos. O potencial projetado é de adicionar cerca de 24 bilhões de litros de etanol.

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CNH cassada x CNH suspensa: entenda as diferenças

seg, 06/07/2026 - 08:15
Dirigir sob efeito de álcool é uma infração que leva a suspensão direta da CNH. Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

Receber uma notificação do órgão de trânsito informando a suspensão ou a cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) costuma gerar muitas dúvidas entre os motoristas. Afinal, ambas impedem o condutor de dirigir, mas possuem causas, consequências e procedimentos bastante distintos.

Na prática, a suspensão é uma penalidade temporária. Já a cassação é considerada a sanção administrativa mais severa prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pois faz com que o motorista perca o direito de dirigir e tenha que passar por um novo processo de habilitação após cumprir o período determinado pela legislação.

Entender essa diferença é importante para evitar desinformação e compreender os direitos e deveres previstos no processo administrativo de trânsito.

Suspensão da CNH: quando ela acontece?

A suspensão do direito de dirigir está prevista no artigo 261 do CTB e pode ocorrer em duas situações.

A primeira é quando o motorista atinge o limite de pontos na CNH dentro do período de 12 meses, observando as regras de pontuação estabelecidas pela legislação.

A segunda ocorre quando o condutor comete uma infração autossuspensiva, ou seja, uma infração que, por si só, já prevê a suspensão da habilitação, independentemente da quantidade de pontos acumulados.

Entre os exemplos estão dirigir sob influência de álcool, recusar-se a realizar o teste do etilômetro, disputar corrida em via pública, promover manobras perigosas e exceder em mais de 50% a velocidade máxima permitida, entre outras situações previstas no CTB.

Durante o período de suspensão, o motorista não pode conduzir qualquer veículo automotor. Após cumprir a penalidade e realizar o curso de reciclagem, poderá voltar a dirigir.

Conforme o especialista em trânsito Celso Mariano, a suspensão tem caráter educativo.

“A suspensão busca interromper temporariamente o direito de dirigir para que o condutor reflita sobre sua conduta e atualize seus conhecimentos de trânsito antes de voltar às vias”, explica.

Quando a CNH pode ser cassada?

A cassação está prevista no artigo 263 do Código de Trânsito Brasileiro e possui hipóteses específicas de aplicação.

Uma das situações mais conhecidas ocorre quando o motorista é flagrado dirigindo durante o período em que sua CNH está suspensa.

Outra hipótese é a reincidência, no prazo de 12 meses, em determinadas infrações gravíssimas previstas pela legislação. Entre elas estão entregar ou permitir a direção a pessoa não habilitada, dirigir veículo para categoria diferente da habilitação, participar de competições não autorizadas em vias públicas e realizar manobras perigosas, entre outras condutas descritas no CTB.

A cassação também pode decorrer de condenação judicial por crime de trânsito, nos casos previstos em lei.

De acordo com Celso Mariano, muitos motoristas confundem a cassação com o simples acúmulo de multas. “Existe a falsa ideia de que basta receber muitas multas para perder definitivamente a CNH. Na verdade, a cassação depende de situações específicas previstas na legislação e sempre ocorre dentro de um processo administrativo ou por determinação judicial, quando for o caso”, diz.

O que muda para o motorista?

A principal diferença entre as duas penalidades está na forma de recuperar o direito de dirigir.

Na suspensão, o condutor permanece sem dirigir pelo período estabelecido na penalidade. Depois disso, realiza o curso de reciclagem e, cumpridas as exigências legais, pode voltar a conduzir veículos.

Na cassação, o cenário é bem diferente. O motorista fica impedido de dirigir por dois anos. Encerrado esse prazo, não basta solicitar a devolução da CNH. Será necessário iniciar um novo processo de habilitação, passando novamente pelos exames exigidos para obtenção da carteira de motorista.

O motorista pode recorrer?

Sim. Tanto a suspensão quanto a cassação dependem da instauração de processo administrativo, garantindo ao condutor o direito à ampla defesa e ao contraditório.

O motorista pode apresentar defesa prévia e recursos nas instâncias administrativas previstas na legislação. Somente após o encerramento definitivo do processo é que a penalidade passa a produzir efeitos, respeitadas as regras aplicáveis a cada caso.

Por isso, acompanhar as notificações enviadas pelos órgãos de trânsito é fundamental para não perder prazos importantes.

Quadro comparativo: suspensão x cassação Suspensão da CNHCassação da CNHPenalidade temporáriaPenalidade mais severa prevista no CTBO motorista fica proibido de dirigir durante o período da penalidadeO motorista perde o direito de dirigir por dois anosPode ocorrer por excesso de pontos ou infração autossuspensivaOcorre apenas nas hipóteses previstas no artigo 263 do CTBExige curso de reciclagem para recuperar o direito de dirigirExige novo processo de habilitação após cumprir o prazo legalA CNH continua válida, mas o direito de dirigir fica suspensoA habilitação é cassada e deixa de produzir efeitos Respeitar a legislação continua sendo a melhor prevenção

As penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro têm como objetivo proteger a segurança viária e desestimular comportamentos de risco.

Enquanto a suspensão busca afastar temporariamente o motorista da direção para que ele reflita sobre sua conduta, a cassação é reservada para situações consideradas mais graves ou para condutores que descumprem penalidades já impostas.

Para Celso Mariano, compreender essas diferenças também ajuda o cidadão a conhecer melhor seus direitos e deveres.

“Mais importante do que saber como recuperar a habilitação é adotar uma postura preventiva no trânsito. O respeito às normas reduz o risco de penalidades e, principalmente, contribui para preservar vidas”, orienta.

A orientação é que os condutores acompanhem regularmente a situação da CNH junto ao Detran do seu estado, mantenham o endereço atualizado para receber notificações e adotem uma condução responsável, evitando infrações que possam comprometer o direito de dirigir.

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Dia do Motorista: Setcemg convida motoristas a compartilharem histórias e lições da profissão em campanha

dom, 05/07/2026 - 17:00
A ação tem como objetivo reconhecer o papel dos profissionais que movimentam o transporte rodoviário de cargas e inspirar as novas gerações que chegam ao setor. Foto: Kesu01 para Depositphotos

Todos os dias, milhares de motoristas percorrem estradas que ligam cidades, abastecem empresas e garantem o funcionamento da economia brasileira. Ao longo dessas viagens, acumulam aprendizados sobre segurança, responsabilidade, superação e convivência. Para dar voz a essas histórias, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) lança a campanha “Lições da Estrada”, iniciativa que convida motoristas a compartilharem, em vídeo, os ensinamentos construídos ao longo da profissão. A ação integra a programação especial do Dia do Motorista, celebrado em 25 de julho, e tem como objetivo reconhecer o papel dos profissionais que movimentam o transporte rodoviário de cargas e inspirar as novas gerações que chegam ao setor.

O presidente do Setcemg, Antonio Luis da Silva Junior, a campanha quer destacar um patrimônio muitas vezes invisível, o conhecimento adquirido por quem passa grande parte da vida nas estradas.

“Com a campanha, queremos reconhecer esses profissionais e mostrar que o futuro do transporte também se constrói a partir das lições de quem vive essa realidade todos os dias”, afirma.

Cada empresa associada poderá indicar até dois motoristas para participar da campanha.

Os profissionais deverão gravar um vídeo de até um minuto respondendo, de forma espontânea, quais foram as principais lições que aprenderam na estrada e quais conselhos deixariam para os futuros motoristas.

Os vídeos deverão ser gravados em formato vertical e podem ser feitos em frente ao caminhão, na empresa ou em qualquer ambiente onde o motorista se sinta confortável. O material será utilizado na programação especial preparada pelo Setcemg para homenagear os profissionais do transporte rodoviário de cargas.

“São profissionais que enfrentam desafios diariamente e desempenham um papel essencial para o desenvolvimento do país”, afirma o presidente do Setcemg.

Antonio Luis complementa que dar espaço para que os próprios motoristas contem suas histórias é uma forma de valorizar a profissão e aproximar a sociedade da realidade vivida nas estradas.

Como participar

Os vídeos devem ter até 1 minuto de duração, ser gravados em formato vertical, ser feitos em frente ao caminhão, na empresa ou em outro local de preferência do motorista.

Os materiais devem ser enviados até 17 de julho para o e-mail marketing@setcemg.org.br .

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Comissão aprova despacho gratuito de cadeirinhas infantis em voos e cria regras para locadoras

dom, 05/07/2026 - 13:30
Viajar com crianças pode ficar mais fácil. Projeto aprovado em comissão da Câmara garante despacho gratuito de cadeirinhas infantis em voos e cria novas regras para locadoras de veículos. Foto:
gromaler para Depositphotos

Famílias que viajam com crianças podem ganhar mais facilidade para cumprir as regras de segurança no transporte infantil. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que obriga as companhias aéreas a permitirem o despacho gratuito de dispositivos de retenção infantil, como cadeirinhas e assentos de elevação, além de criar novas regras para a oferta desses equipamentos por locadoras de veículos.

A proposta busca reduzir obstáculos para que pais e responsáveis utilizem os equipamentos exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente durante viagens que envolvem deslocamentos aéreos e aluguel de veículos.

Cadeirinha poderá ser despachada gratuitamente

Pelo texto aprovado, cada criança transportada terá direito ao despacho gratuito de um dispositivo de retenção infantil em voos comerciais. O benefício valerá para cadeirinhas, assentos de elevação e outros equipamentos utilizados para o transporte seguro de crianças em automóveis.

A medida não substituirá a franquia regular de bagagem nem afetará outros itens que já podem ser transportados gratuitamente pelas famílias, como carrinhos de bebê e bebês-conforto.

Conforme a relatora da proposta, deputada Helena Lima, a iniciativa facilita o cumprimento das normas de trânsito relacionadas à proteção das crianças.

“A proposta ajuda a cumprir a lei sobre o uso de cadeirinhas, porque garante que o transporte do equipamento no trecho aéreo seja gratuito e seguro.”

Para utilizar o benefício, o responsável deverá comprovar, no momento do check-in, que a idade da criança exige o uso do dispositivo de retenção, conforme as regras previstas no CTB. As companhias aéreas poderão estabelecer critérios técnicos para o acondicionamento dos equipamentos durante o transporte.

Locadoras terão de informar preços com transparência

O projeto também trata da oferta de cadeirinhas e assentos infantis pelas locadoras de veículos.

A versão original previa que esses equipamentos fossem disponibilizados gratuitamente. No entanto, o texto aprovado permite a cobrança pelo acessório, desde que os preços sejam informados de forma clara no momento da reserva.

Além disso, a proposta proíbe a venda casada, garantindo ao consumidor o direito de escolher entre levar seu próprio equipamento ou contratar o acessório oferecido pela locadora.

De acordo com a relatora, a mudança busca equilibrar a proteção das crianças com a viabilidade econômica das empresas do setor.

Equipamentos deverão atender normas de segurança

O texto estabelece que os dispositivos fornecidos pelas locadoras deverão seguir os padrões de segurança definidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e estar em condições adequadas de uso.

Outra exigência prevê que equipamentos envolvidos em acidentes de trânsito sejam descartados, evitando que voltem a ser utilizados sem garantia de segurança.

A responsabilidade pela conservação da cadeirinha durante o período de locação ficará a cargo do cliente, conforme as condições previstas em contrato.

Segurança infantil continua sendo obrigatória

A proposta reforça uma regra já existente no trânsito brasileiro: o uso de dispositivos de retenção infantil é obrigatório para crianças transportadas em veículos, conforme critérios de idade, peso e altura definidos pela legislação.

Especialistas em segurança viária apontam que a utilização correta das cadeirinhas reduz significativamente o risco de mortes e lesões graves em caso de colisões.

Ao facilitar o transporte desses equipamentos durante viagens e trazer mais transparência para sua locação, o projeto busca ampliar as condições para que as famílias cumpram as exigências legais e transportem crianças com mais segurança.

Próximos passos

O projeto ainda não virou lei. Ou seja, a proposta seguirá para análise das comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois disso, ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Com informações da Agência Câmara

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Brasil entra em campo e o trânsito também: como torcer sem colocar vidas em risco

dom, 05/07/2026 - 08:15
Em dias de jogo do Brasil na Copa, a recomendação é planejar os deslocamentos e manter a atenção no trânsito. Foto: Criada por IA

Hoje tem jogo do Brasil novamente e quando a Seleção entra em campo em uma Copa do Mundo, não é apenas o futebol que movimenta o país. Bares lotam, empresas flexibilizam horários, famílias se reúnem e milhares de pessoas saem de casa para assistir à partida ou comemorar o resultado (esperamos!). Toda essa mudança de comportamento também se reflete no trânsito.

Embora seja comum observar redução no movimento durante o horário do jogo, os momentos que antecedem o apito inicial e, principalmente, logo após o término da partida costumam concentrar deslocamentos simultâneos. Dependendo do resultado, também aumentam as celebrações nas ruas, buzinaços e, infelizmente, situações de risco envolvendo motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Por isso, especialistas em segurança viária alertam que a empolgação com o futebol não pode fazer com que regras básicas de trânsito sejam deixadas de lado.

Antes de qualquer coisa, planeje como vai voltar para casa

Para quem pretende assistir ao jogo em bares, restaurantes ou eventos públicos, o planejamento começa antes mesmo da partida.

Caso haja consumo de bebidas alcoólicas, a orientação continua sendo a mesma durante todo o ano: quem bebe não dirige. O ideal é definir previamente quem será o motorista da rodada, utilizar transporte por aplicativo, táxi ou transporte coletivo, ou até optar por assistir ao jogo próximo de casa.

Além da questão legal, dirigir sob efeito de álcool reduz os reflexos, prejudica a percepção de risco e aumenta significativamente a probabilidade de sinistros graves.

Vale lembrar que a chamada Lei Seca prevê tolerância zero para o consumo de álcool por condutores, além de multa elevada, suspensão do direito de dirigir e outras consequências administrativas e criminais, dependendo da situação.

O perigo também está na euforia

Mesmo quem não consumiu bebida alcoólica pode colocar a segurança em risco durante as comemorações.

Buzinar de forma excessiva, colocar o corpo para fora do veículo, transportar passageiros na carroceria de caminhonetes, dirigir em comboios desorganizados ou desrespeitar sinais de trânsito são comportamentos que costumam aparecer em grandes celebrações e aumentam o risco de ocorrências.

Outro ponto de atenção é a distração. Muitos motoristas acabam utilizando o celular para gravar vídeos, fazer transmissões ao vivo ou responder mensagens enquanto dirigem, prática proibida pela legislação brasileira e que compromete a atenção ao volante.

Pedestres e motociclistas exigem atenção redobrada

Dias de grandes eventos esportivos também alteram a dinâmica das cidades. Em regiões com bares e locais de transmissão das partidas, é comum haver maior circulação de pedestres atravessando vias, muitas vezes fora da faixa ou em locais com pouca iluminação.

Ao mesmo tempo, motociclistas que realizam entregas ou trabalham com transporte de passageiros continuam circulando normalmente para atender ao aumento da demanda.

Essa combinação exige ainda mais cautela dos condutores, especialmente em cruzamentos, áreas comerciais e vias próximas aos locais de concentração de torcedores.

Mudanças na rotina das cidades

Diversas empresas costumam flexibilizar o expediente em dias de jogos da Seleção, enquanto órgãos públicos e instituições de ensino podem adotar horários especiais. Com isso, há uma redistribuição dos horários de pico, concentrando deslocamentos antes da partida e logo após o encerramento. Hoje isso será um pouco diferente pois é domingo.

Embora essa alteração possa reduzir congestionamentos durante os 90 minutos de jogo, ela também cria momentos de maior intensidade no trânsito em curtos períodos.

Por isso, quem precisa dirigir deve sair com antecedência, evitar pressa e considerar possíveis mudanças no fluxo viário.

Futebol e responsabilidade podem jogar no mesmo time

Para o especialista em trânsito Celso Mariano, grandes eventos esportivos são momentos de celebração coletiva, mas não podem servir de justificativa para comportamentos inseguros.

De acordo com ele, a emoção do jogo termina quando o árbitro apita o fim da partida, mas as consequências de uma decisão irresponsável no trânsito podem permanecer por toda a vida. A melhor comemoração é aquela que permite que todos cheguem em casa em segurança.

“A recomendação vale para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Respeitar a sinalização, evitar distrações, não dirigir após consumir bebida alcoólica e agir com paciência continuam sendo atitudes capazes de prevenir sinistros, independentemente do placar”, orienta Mariano.

Em um país apaixonado por futebol, a vitória mais importante continua sendo preservar vidas. Afinal, comemorar um gol faz parte da festa; voltar para casa em segurança deve ser a prioridade de todos.

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Trânsito mata mais do que muita guerra e o Brasil ainda chama isso de acidente

sab, 04/07/2026 - 17:30
Somente em 2025, mais de 6 mil pessoas morreram em rodovias federais e foram registrados mais de 72 mil sinistros. Foto: willbrasil21 para Depositphotos

*Paulo Buriti

Mais de 6 mil mortes em rodovias federais em 2025. Mais de 72 mil sinistros em um único ano. O Brasil segue figurando entre os países com maior índice de mortalidade no trânsito do mundo. Quando olhamos para realidades como as do Japão, da Suécia e da Noruega, que reduziram suas mortes nas estradas em cerca de 50%, uma pergunta fica no ar: o que eles enxergam que nós ainda nos recusamos a ver?

A resposta, por mais incômoda que seja, passa por uma escolha simples: esses países decidiram que morrer no trânsito não é normal. Nós ainda achamos que é.

Existe uma ideia enraizada na nossa sociedade de que tragédias no trânsito são meras fatalidades, algo que sempre aconteceu, sempre vai acontecer e que só nos resta lamentar. Essa mentalidade é um dos maiores obstáculos para a prevenção. Quando normalizamos o absurdo, deixamos de cobrar soluções. 

Criar o Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito é um gesto simbólico importante, mas símbolos sem atitude perdem o sentido rapidamente. O Brasil não precisa de mais uma data no calendário; precisa de uma mudança real de postura.

O problema não está na lei

Dirigir alcoolizado, usar o celular ao volante ou realizar ultrapassagens proibidas já são condutas previstas e punidas pela legislação brasileira. O verdadeiro problema é que boa parte dos infratores acredita que dificilmente será fiscalizada. Nossa legislação não é fraca. O que falta é fiscalização consistente, capaz de transformar comportamento em vez de apenas punir quem foi flagrado ocasionalmente.

Os países que conseguiram reduzir drasticamente as mortes no trânsito não criaram leis revolucionárias. Eles tornaram a fiscalização inevitável, utilizando tecnologia para ampliar a capacidade de prevenção e tornar a gestão do trânsito mais inteligente.

Hoje, sistemas equipados com inteligência artificial conseguem identificar em tempo real comportamentos de risco como uso do celular ao volante, mudanças bruscas de faixa, distrações, excesso de velocidade e outras condutas perigosas. A lógica é simples: agir antes da tragédia, e não apenas contabilizar suas consequências.

Essa evolução também chegou à gestão de frotas. Soluções modernas de videotelemetria permitem acompanhar não apenas o veículo, mas o comportamento do condutor e as condições da operação. O resultado é mais controle, mais segurança e uma redução significativa de acidentes, perdas operacionais e interrupções logísticas.

A fadiga que ninguém quer ver

Entre as principais causas de acidentes graves nas rodovias brasileiras está uma das mais negligenciadas: a fadiga. Motoristas submetidos a jornadas excessivas frequentemente enfrentam longos períodos ao volante sob pressão por produtividade e prazos cada vez mais apertados. Embora a legislação determine períodos obrigatórios de descanso, a realidade das estradas mostra que o esgotamento ainda faz parte da rotina de muitos profissionais do transporte.

Quando um veículo de carga ou um ônibus se envolve em um acidente provocado por sonolência, dificilmente estamos diante de uma fatalidade. Na maioria das vezes, existe uma falha de gestão por trás da ocorrência. O descanso não pode ser tratado como obstáculo à operação, mas como um dos pilares da segurança viária.

A boa notícia é que a tecnologia já oferece respostas concretas para esse problema. Sistemas de visão computacional e videotelemetria conseguem identificar sinais de fadiga, distração e perda de atenção por meio da análise do comportamento do motorista, emitindo alertas em tempo real antes que o risco se transforme em acidente. Fechamento prolongado dos olhos, movimentos repetitivos da cabeça, bocejos frequentes e mudanças no padrão de condução são alguns dos sinais que já podem ser detectados por essas ferramentas.

O desafio atual deixou de ser tecnológico.

As soluções existem, apresentam resultados comprovados e já são utilizadas por empresas comprometidas com a segurança viária. O que falta é ampliar sua adoção e aproximar o conhecimento técnico do setor privado das políticas públicas de trânsito. Empresas que já conseguem reduzir acidentes por meio da prevenção raramente são chamadas para contribuir na construção de estratégias públicas de segurança.

Não faz sentido manter soluções capazes de prevenir acidentes restritas a uma parcela do mercado enquanto milhares de vidas continuam sendo perdidas todos os anos nas estradas brasileiras.

Cada morte no trânsito tem uma causa identificável: uma decisão adiada, uma fiscalização insuficiente ou uma medida preventiva que deixou de ser adotada. Não estamos falando de azar. Estamos falando de escolhas.

O Brasil já possui dados, tecnologia e legislação para enfrentar esse problema. Falta tratá-lo como o que realmente é: uma emergência de saúde pública. Planos, datas e campanhas de conscientização só salvam vidas quando se transformam em ações concretas.

Enquanto a mudança permanecer apenas no discurso, continuaremos assistindo ao crescimento de números que poderiam estar diminuindo. E mais famílias continuarão aprendendo sobre segurança viária da forma mais dolorosa possível.

*Paulo Buriti é gerente corporativo da Corpvs, empresa especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial.

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Pesquisa da FEI cria “modelo de alerta precoce” para apoiar a gestão de obras públicas

sab, 04/07/2026 - 13:30
Os pesquisadores mapearam que 87% das obras paralisadas dão sinais de falhas de gestão com antecedência. Foto: Criada por IA

Um modelo analítico foi desenvolvido no país para funcionar como um sistema de previsão e gestão de obras públicas. A ferramenta foi criada pelos pesquisadores Marco Antonio Portugal e Gabriela Scur dentro do Programa de Pós-Graduação em Administração do Centro Universitário FEI, instituição reconhecida por seu pioneirismo ao criar o primeiro curso de Administração do Brasil e da América Latina. O objetivo do projeto é orientar prefeituras, ministérios federais e órgãos de fiscalização a identificarem riscos em contratos de infraestrutura antes da paralisação formal das obras.

Na prática, o produto entregue pela pesquisa também funciona como uma matriz de desempate para o gestor público, para priorizar o orçamento, e a retomada de obras paralisadas. O modelo combina dados financeiros e indicadores sociais, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município e as metas de sustentabilidade da ONU (ODS) e gera uma classificação de criticidade, indicando quais obras devem ser priorizadas.

Para desenvolver o modelo de alerta, os pesquisadores utilizaram uma base de dados do Tribunal de Contas da União (TCU) com mais de 46 mil contratos.

A análise dessa base revelou que 86,98% dos contratos apresentaram ao menos um sinal objetivo de atraso, estagnação ou desequilíbrio físico-financeiro, reforçando a importância do monitoramento preventivo.

A pesquisadora Gabriela Scur, professora de Administração da FEI, explica: “O senso comum costuma atribuir a paralisação de obras apenas à falta de recursos, mas a pesquisa mostra que falhas de governança, coordenação e gestão contratual também são determinantes. Desenvolvemos uma matriz de monitoramento preventivo para apoiar gestores públicos na identificação de sinais de risco antes que a paralisação da obra se consolide.”

Ao transformar dados complexos em uma matriz de apoio à decisão, o estudo da FEI foi desenhado para ser aplicado de forma prática por prefeituras, ministérios e Tribunais de Contas na gestão de obras públicas.

A implementação do modelo permite que os agentes atuem de forma preventiva, orientada a riscos e baseada em evidências, corrigindo os rumos dos contratos em andamento. Com essa abordagem técnica e padronizada, a instituição busca contribuir diretamente para a eficiência das políticas públicas, garantindo maior transparência e reduzindo desperdícios de recursos públicos no país.

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Estepe fino pode acabar nos carros novos? PL quer proibir modelo temporário no Brasil

sab, 04/07/2026 - 08:15
A proposta determina que os automóveis saiam de fábrica com roda e pneu de especificações equivalentes às originais do veículo. Foto: belchonock para Depositphotos

O PL 1396/2026, apresentado pelo deputado Pastor Gil (PL/MA), propõe proibir a comercialização de veículos novos equipados com estepe temporário, estepe fino ou de uso limitado. A proposta determina que os automóveis saiam de fábrica com roda e pneu de especificações equivalentes às originais do veículo.

Na prática, o projeto mira modelos conhecidos popularmente como “estepe fino” ou “donut”, cada vez mais comuns em veículos novos.

O que o projeto exige

Pelo texto, todos os veículos automotores novos vendidos no país deverão ter:

  • estepe com mesmas dimensões dos pneus originais;
  • mesma capacidade de carga;
  • índice de velocidade equivalente;
  • compatibilidade técnica integral com o conjunto original.

A regra se aplicaria a:

  • carros de passeio;
  • SUVs;
  • picapes;
  • utilitários;
  • veículos comerciais leves;
  • demais automotores destinados às vias públicas.
Por que o estepe fino entrou na mira

Na justificativa, o autor afirma que o estepe temporário representa risco à segurança por ter largura menor, menor área de contato com o solo e limitação de velocidade.

Conforme o parlamentar, esse tipo de equipamento pode alterar o comportamento dinâmico do veículo, afetando:

  • estabilidade;
  • frenagem;
  • tração;
  • distribuição de carga.

No texto, ele sustenta que o modelo temporário “não mantém as características originais de estabilidade, frenagem, tração e distribuição de carga do veículo”.

Debate técnico envolve uso emergencial

Apesar das críticas presentes no projeto, o tema costuma gerar debate técnico no setor automotivo.

Os estepes temporários foram desenvolvidos para uso emergencial e por curta distância, permitindo que o motorista chegue com segurança até um ponto de reparo, desde que respeite velocidade máxima e orientações do fabricante.

Montadoras adotam esse modelo por razões como:

  • redução de peso;
  • ganho de espaço no porta-malas;
  • eficiência energética;
  • adequação de projeto.

Especialistas lembram que, quando utilizado corretamente e dentro das limitações previstas, o equipamento tem função específica de emergência — e não substitui o pneu original para uso contínuo.

Realidade brasileira pesa no debate

O autor argumenta que a realidade viária brasileira exige cautela adicional.

Na justificativa, o deputado cita longas distâncias entre cidades, rodovias extensas, regiões rurais e áreas sem assistência rápida, fatores que poderiam tornar o estepe temporário menos adequado em determinadas situações.

Esse ponto tende a ganhar força no debate legislativo, especialmente para motoristas que trafegam longos trechos em estrada.

Penalidades previstas

Se aprovado, o projeto prevê sanções para fabricantes, importadores ou comerciantes que descumprirem a regra, como:

  • multa administrativa;
  • suspensão da comercialização do modelo irregular;
  • obrigação de substituição gratuita do estepe;
  • responsabilização com base no Código de Defesa do Consumidor.

O texto também considera a ausência de estepe integral como possível vício do produto.

Próximos passos

O PL 1396/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.

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Vai assistir ao jogo do Brasil no domingo? Veja dicas para usar apps de transporte com mais segurança

sex, 03/07/2026 - 17:15
Vai assistir ao jogo do Brasil fora de casa? Antes de chamar um carro por aplicativo, confira os dados da corrida, utilize os recursos de segurança e, se consumir bebida alcoólica, prefira voltar de carro para casa. Foto: myronstandret para Depositphotos

Quem pretende usar aplicativos de transporte para assistir ao jogo do Brasil neste domingo (5) deve redobrar a atenção antes e durante a viagem. Com o aumento da movimentação em bares, restaurantes e locais de transmissão da partida, adotar alguns cuidados pode contribuir para um deslocamento mais seguro e evitar transtornos.

A 99 reuniu orientações para que os usuários utilizem os recursos de segurança disponíveis no aplicativo e façam o embarque de forma mais tranquila.

Confira as informações da corrida antes de embarcar

Uma das principais recomendações é escolher um ponto de embarque seguro e, sempre que possível, evitar locais com grande concentração de pessoas.

Antes de entrar no veículo, o passageiro deve conferir se o nome do motorista, a foto, a placa e o modelo do veículo correspondem às informações exibidas no aplicativo.

Outra ferramenta importante é o Código de Verificação, que gera uma sequência numérica exclusiva para cada viagem. O embarque só é iniciado após o passageiro informar esse código ao motorista parceiro.

Também é importante nunca aceitar corridas oferecidas fora da plataforma, já que, nesse caso, os recursos de segurança do aplicativo deixam de estar disponíveis.

Prefira pagamentos pelo aplicativo

Na hora de pagar a corrida, a plataforma recomenda dar preferência aos meios de pagamento digitais disponíveis no aplicativo.

Quem optar por dinheiro ou cartão físico deve conferir atentamente o valor informado na maquininha e o troco recebido.

Respeito também faz parte da viagem

Além da segurança, a empresa reforça a importância do respeito entre passageiros e motoristas.

Quem consumir bebidas alcoólicas antes ou durante o jogo deve evitar comportamentos que possam causar transtornos durante a viagem, como sujar o veículo ou colocar em risco a própria segurança.

Conforme a 99, situações como vômito ou derramamento de alimentos e bebidas podem gerar cobrança de taxa de limpeza.

Mulheres contam com recursos específicos

A plataforma também informa que possui ferramentas voltadas à proteção das mulheres.

Entre elas estão os sistemas automatizados Pítia e Athena, que identificam situações de maior vulnerabilidade e podem direcionar passageiras para motoristas mulheres ou parceiros com melhor avaliação, além de enviar orientações adicionais aos condutores.

Já as motoristas parceiras contam com o Botão 99Mulher, recurso que permite receber chamadas apenas de passageiras.

Depois de beber, prefira voltar de carro

Para quem utilizar o serviço 99Moto para chegar ao local da partida, a recomendação muda na volta.

Caso tenha consumido bebida alcoólica ou qualquer substância que possa reduzir o equilíbrio ou a atenção, o ideal é optar por uma corrida de carro.

De acordo com a empresa, além de proporcionar mais conforto, a escolha ajuda a reduzir o risco de quedas e outros acidentes durante o deslocamento de retorno.

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Brasileiros perdem mais de 130 horas por ano no trânsito e mudam a forma de escolher onde morar

sex, 03/07/2026 - 13:30
O tempo perdido no trânsito está mudando a forma como muitas pessoas escolhem onde morar. Imóveis próximos a serviços, comércio e opções de mobilidade ganham cada vez mais espaço na decisão de compra. Foto: Divulgação

Passar horas preso no trânsito deixou de ser apenas um incômodo diário e passou a influenciar uma decisão importante: onde morar. Com congestionamentos cada vez mais frequentes nas grandes e médias cidades, a localização dos imóveis ganhou ainda mais peso para quem busca reduzir o tempo gasto nos deslocamentos e melhorar a qualidade de vida.

Segundo o TomTom Traffic Index 2025, os motoristas brasileiros passam mais de 130 horas por ano parados no trânsito durante os horários de pico. O equivalente a mais de cinco dias inteiros perdidos em congestionamentos.

Esse cenário ajuda a explicar uma mudança observada no mercado imobiliário: cresce o interesse por imóveis localizados próximos ao trabalho, escolas, comércio, serviços e alternativas de mobilidade.

Localização ganha importância

A busca por praticidade aparece também em levantamento da ABRAINC, realizado em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.

De acordo com a pesquisa, 65% dos compradores afirmam que pagariam acima da média por um imóvel bem localizado, evidenciando que a proximidade de serviços essenciais passou a ser um dos principais critérios na decisão de compra.

Na prática, isso significa reduzir a dependência do carro para atividades do dia a dia, como levar os filhos à escola, ir ao supermercado, realizar consultas médicas ou acessar opções de lazer.

Mobilidade influencia o mercado imobiliário

Para especialistas do setor, a mobilidade urbana passou a fazer parte do conceito de qualidade de vida.

Conforme Clóvis de Albuquerque Filho, diretor comercial da Procave, a localização interfere diretamente na rotina das famílias.

“Um imóvel bem localizado permite que o morador reduza deslocamentos e tenha acesso mais fácil aos serviços que usa todos os dias. Poder levar o filho à escola a pé, ir ao shopping, ao mercado, a uma consulta médica ou a um restaurante sem depender de grandes trajetos muda a relação da família com o imóvel.”

O executivo destaca ainda que empreendimentos próximos a centros comerciais e empresariais tendem a oferecer maior praticidade para quem trabalha e utiliza diversos serviços diariamente.

Menos tempo no trânsito, mais qualidade de vida

Especialistas apontam que a redução do tempo gasto nos deslocamentos produz reflexos que vão além da economia de combustível.

Percursos menores podem representar mais tempo disponível para lazer, convivência familiar, atividade física e descanso, além de diminuir o estresse provocado pelos congestionamentos.

Nesse contexto, bairros que oferecem boa infraestrutura urbana, comércio diversificado e facilidade de deslocamento tornam-se cada vez mais valorizados.

Empreendimentos acompanham essa tendência

O setor da construção civil também vem adaptando seus projetos a esse novo perfil de consumidor.

Além de priorizar localizações próximas a serviços e equipamentos urbanos, muitos empreendimentos passaram a investir em áreas compartilhadas, espaços para bicicletas, coworkings e ambientes de convivência que complementam a rotina dos moradores.

De acordo com a Procave, um exemplo desse conceito é o Space Soul, em Itajaí (SC), empreendimento localizado na região central da cidade, próximo a centros comerciais, serviços de saúde, supermercados, restaurantes e ao ferry boat que faz a ligação com Navegantes, onde está localizado o aeroporto da região.

Crescimento das cidades amplia o desafio

Para Clóvis de Albuquerque Filho, o crescimento das cidades reforça ainda mais a importância da localização.

“Itajaí vive um ciclo de crescimento econômico, imobiliário e populacional muito forte, e isso naturalmente aumenta a pressão sobre a mobilidade urbana. Quando uma cidade cresce, os deslocamentos passam a pesar mais na rotina das famílias. Por isso, imóveis em regiões centrais e já consolidadas ganham relevância, especialmente quando permitem que o morador resolva parte importante da rotina sem depender de grandes deslocamentos.”

À medida que os congestionamentos se tornam parte da rotina urbana, morar perto do trabalho, dos serviços e das opções de transporte deixa de ser apenas um diferencial e passa a representar uma estratégia para recuperar tempo, reduzir deslocamentos e tornar o dia a dia mais prático.

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Permissão para Dirigir pode passar a valer por dois anos

sex, 03/07/2026 - 08:15
Processo para obtenção da CNH – Foto por: Mayke Toscano/Detran-MT

As regras para motoristas recém-habilitados poderão passar por mudanças caso seja aprovado o Projeto de Lei (PL) 1.701/2026, apresentado pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC). A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para criar regras específicas destinadas aos condutores habilitados por modelo simplificado, ampliar o prazo da Permissão para Dirigir (PPD), endurecer penalidades e exigir curso de reciclagem presencial em determinadas situações.

De acordo com a proposta, o período da Permissão para Dirigir deixaria de ser de um ano e passaria para dois anos. Durante esse intervalo, os condutores abrangidos pelas novas regras ficariam sujeitos a critérios mais rigorosos para permanecer no sistema de habilitação.

Permissão para Dirigir passaria a valer por dois anos

Uma das principais alterações previstas no projeto é a ampliação do período da Permissão para Dirigir.

Pela proposta, o prazo passaria de um para dois anos, permitindo, de acordo com o autor, um período maior de avaliação do comportamento do motorista em situações reais de trânsito antes da obtenção definitiva da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Na justificativa, o deputado afirma que a medida busca proporcionar uma aferição mais consistente da aptidão do condutor para uma condução segura.

Regras mais rígidas para habilitação por modelo simplificado

O texto cria regras específicas para os condutores habilitados por modelo simplificado, instituído pela Resolução 1020/25 do Contran.

Durante o período da Permissão para Dirigir, esses motoristas poderão ter a CNH cassada imediatamente caso cometam infração grave ou gravíssima.

Além disso, o projeto estabelece que, nessa hipótese, o condutor somente poderá solicitar nova habilitação após o prazo mínimo de três meses e desde que conclua um curso de reciclagem.

Curso de reciclagem deverá ser presencial

Outra mudança prevista é a obrigatoriedade de realização presencial do curso de reciclagem.

O projeto determina que o treinamento:

  • aconteça exclusivamente na modalidade presencial;
  • tenha carga horária mínima de 30 horas-aula;
  • seja ministrado por Centro de Formação de Condutores (CFC) devidamente homologado pelos órgãos competentes.

A exigência se aplicaria aos condutores que tiverem a habilitação cassada nas condições previstas pela proposta.

Recursos não suspenderiam a penalidade

O projeto também modifica a forma de aplicação das penalidades nesses casos. Pela proposta, a apresentação de recurso administrativo contra a penalidade não terá efeito suspensivo.

Na prática, isso significa que o direito de dirigir permanecerá suspenso até que a autoridade competente profira decisão definitiva sobre o recurso.

Autor defende maior rigor para novos motoristas

Na justificativa, o deputado Zé Trovão afirma que o projeto busca aprimorar a segurança no trânsito por meio do aperfeiçoamento das regras aplicáveis aos motoristas recém-habilitados. Ou seja, especialmente aqueles que ingressarem no sistema por meio de modelos simplificados de habilitação.

De acordo com o parlamentar, embora a flexibilização dos processos de habilitação possa ampliar o acesso à condução de veículos, ela deve ser acompanhada de medidas que garantam formação adequada e maior responsabilização dos condutores.

O autor argumenta que um período maior de Permissão para Dirigir permitirá acompanhar de forma mais efetiva o comportamento do motorista antes da emissão da habilitação definitiva.

Além disso, sustenta que a cassação imediata da CNH em caso de infrações graves ou gravíssimas durante esse período tem caráter preventivo e pedagógico. O objetivo é desestimular condutas consideradas de maior risco.

Reciclagem reforçaria caráter educativo

Outro ponto destacado na justificativa é a exigência do curso presencial de reciclagem.

Para Zé Trovão, a medida fortalece a dimensão educativa da política pública de trânsito ao assegurar que o condutor somente retorne ao sistema após passar por um processo formativo mais robusto e supervisionado.

O parlamentar também afirma que impedir o efeito suspensivo dos recursos administrativos busca priorizar a proteção da coletividade, evitando que motoristas considerados potencialmente perigosos permaneçam conduzindo veículos enquanto aguardam o julgamento definitivo da penalidade.

Na avaliação do autor, a proposta procura equilibrar o acesso à habilitação com mecanismos de responsabilidade e segurança, contribuindo para fortalecer o sistema de trânsito nacional.

O que acontece com a aprovação do projeto

Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional e posteriormente sancionada, as alterações passarão a integrar o Código de Trânsito Brasileiro.

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Home office reduz congestionamentos? Queda de 70% no trânsito de São Paulo reacende debate sobre trabalho híbrido

qui, 02/07/2026 - 17:30
A redução de quase 70% nos congestionamentos em São Paulo durante o jogo da Seleção reforçou o debate sobre como modelos de trabalho mais flexíveis podem influenciar a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos trabalhadores. Foto: xload para Depositphotos

Uma coincidência entre futebol e mobilidade urbana chamou a atenção nesta semana. Com o jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, muitas empresas flexibilizaram o expediente ou adotaram o home office, e o reflexo apareceu rapidamente nas ruas de São Paulo.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a capital registrou 122 quilômetros de congestionamento durante a manhã — uma redução de quase 70% em relação à segunda-feira anterior, quando haviam sido contabilizados 421 quilômetros de lentidão no mesmo horário.

Embora a mudança tenha sido pontual, os números reacenderam uma discussão que vem ganhando espaço desde a pandemia: até que ponto modelos de trabalho mais flexíveis podem contribuir para reduzir congestionamentos, melhorar a mobilidade urbana e aumentar a qualidade de vida dos trabalhadores?

Um estudo nacional da WeWork, realizado com 2.500 trabalhadores brasileiros em parceria com a Offerwise, ajuda a explicar por que um único dia de trabalho remoto pode produzir efeitos tão perceptíveis no trânsito das grandes cidades.

O presencial voltou, mas nem todos querem esse modelo

A pesquisa mostra que o retorno aos escritórios já é uma realidade consolidada. Atualmente, 63% dos profissionais trabalham de forma totalmente presencial, enquanto os modelos híbrido e remoto representam uma parcela menor da força de trabalho. Além disso, entre quem atua presencialmente, 79% seguem políticas definidas pelas empresas, demonstrando que a volta ao escritório deixou de ser uma fase de transição e passou a integrar a estratégia organizacional de muitas companhias.

Por outro lado, quando os trabalhadores são questionados sobre o formato que preferem, o cenário muda significativamente.

Apenas quatro em cada dez afirmam que escolheriam o trabalho totalmente presencial. Os demais optariam por alguma modalidade mais flexível: cerca de 30% preferem o modelo híbrido e outros 30% escolheriam trabalhar remotamente. Na prática, seis em cada dez profissionais demonstram preferência por um formato que não exige presença diária no escritório.

Esse descompasso entre o modelo adotado pelas empresas e a preferência dos trabalhadores ajuda a entender por que alterações pontuais na rotina corporativa podem produzir impactos relevantes no trânsito das grandes cidades.

O deslocamento pesa na decisão

Boa parte dessa preferência está diretamente ligada à mobilidade. Entre as principais desvantagens apontadas pelos entrevistados em relação ao trabalho presencial, 65% citam o tempo gasto nos deslocamentos. Outros 53% mencionam o custo do transporte, enquanto 43% afirmam perder tempo que seria possível dedicar à vida pessoal. Também aparecem entre as preocupações a redução do tempo de descanso, a insegurança durante os deslocamentos e a maior exposição a doenças.

Os resultados dialogam diretamente com o que se observou em São Paulo durante a partida da Seleção. Menos pessoas precisaram se deslocar ao mesmo tempo, reduzindo a demanda sobre o sistema viário e diminuindo significativamente os congestionamentos.

Embora um único dia não seja suficiente para estabelecer uma relação definitiva entre trabalho remoto e melhoria da mobilidade, ele funciona como um exemplo prático de como pequenas mudanças na distribuição dos deslocamentos podem influenciar o trânsito em grandes centros urbanos.

Nem tudo favorece o trabalho remoto

Ao mesmo tempo em que reduz deslocamentos, o home office também apresenta desafios.

O levantamento mostra que o ambiente presencial continua sendo valorizado por favorecer a integração entre equipes, fortalecer relacionamentos profissionais, facilitar a comunicação e ampliar a percepção de produtividade. Para muitos profissionais, o escritório continua exercendo um papel importante na construção de vínculos e na colaboração entre colegas.

Já se associa o trabalho remoto principalmente à economia de tempo, maior flexibilidade de horários, redução de custos e melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Em contrapartida, os entrevistados também apontam riscos como isolamento profissional, dificuldades de colaboração, perda do senso de pertencimento e impactos na saúde mental.

Esses resultados reforçam que a discussão deixou de ser uma disputa entre trabalho presencial e remoto.

O desafio é encontrar equilíbrio

De acordo com a pesquisa, o mercado ainda busca um modelo capaz de equilibrar produtividade, colaboração e qualidade de vida.

Quatro em cada dez trabalhadores aumentaram a frequência de idas ao escritório em relação ao ano passado, enquanto outros quatro em cada dez mantiveram a rotina sem alterações. O cenário indica que empresas e profissionais ainda estão ajustando suas políticas de trabalho.

O próprio estudo conclui que o futuro do trabalho não passa pela escolha exclusiva entre escritório ou home office, mas pela construção de modelos híbridos que conciliem os benefícios da interação presencial com a flexibilidade desejada pelos trabalhadores.

No caso da mobilidade urbana, episódios como o registrado durante o jogo da Seleção reforçam que políticas de flexibilização da jornada — mesmo quando adotadas de forma ocasional — podem contribuir para distribuir melhor os deslocamentos ao longo do dia, reduzindo congestionamentos e seus impactos sobre a qualidade de vida da população.

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Esses comportamentos ao volante podem anteceder um acidente sem que o motorista perceba

qui, 02/07/2026 - 13:30
Fadiga, uso do celular, excesso de velocidade e ultrapassagens perigosas estão entre os principais comportamentos que antecedem acidentes nas rodovias. Identificar esses sinais pode fazer a diferença para uma viagem mais segura. Foto: snvv para Depositphotos

Nem todo sinistro de trânsito acontece de forma imprevisível. Em muitos casos, há comportamentos e situações que aumentam gradualmente o risco de acidentes antes mesmo de qualquer colisão ocorrer.

Conforme especialistas em segurança no transporte, identificar esses sinais precocemente é uma das estratégias mais eficazes para prevenir ocorrências, especialmente nas rodovias, onde as consequências costumam ser mais graves.

Para Rebeca Ludovico, diretora de Vendas da Platform Science para o Brasil e América Latina, a prevenção depende cada vez mais da capacidade de reconhecer comportamentos inseguros antes que eles resultem em acidentes.

“Hoje já é possível detectar diversos sinais que antecedem um acidente, desde indícios de fadiga até momentos de distração ao volante. A tecnologia permite que esses comportamentos sejam identificados em tempo real, possibilitando uma intervenção imediata e reduzindo significativamente os riscos nas operações de transporte”, afirma.

A especialista destaca que a segurança viária não depende apenas das condições das rodovias ou dos veículos. O comportamento do motorista também exerce papel decisivo na prevenção de sinistros.

1. Fadiga e sonolência ao volante

    O cansaço continua entre os fatores que mais preocupam especialistas em segurança viária.

    O problema é que a fadiga costuma surgir de forma gradual, fazendo com que muitos motoristas não percebam a redução da atenção.

    Entre os principais sinais estão:

    • bocejos frequentes;
    • piscadas prolongadas;
    • dificuldade para manter velocidade constante;
    • pequenas saídas da faixa de rolamento seguidas de correções bruscas.

    De acordo com Ludovico, esses indícios não devem ser ignorados. “Quando o motorista apresenta micro-sonos ou demora mais para reagir a situações da via, o risco de acidente aumenta de forma exponencial. São sinais que não devem ser ignorados e ao detectar eles logo de cara, ajudariam reduzir o número de acidentes”, explica.

    Ao perceber esses sintomas, a orientação é interromper a viagem em um local seguro e descansar antes de continuar o percurso.

    2. Uso do celular e outras distrações

      Olhar rapidamente para o celular pode parecer um hábito inofensivo, mas representa um dos principais fatores de risco nas rodovias.

      Segundo a especialista, responder mensagens, verificar notificações ou realizar chamadas faz com que o motorista deixe de observar a via por tempo suficiente para comprometer sua capacidade de reação.

      Além do telefone, outras distrações também aumentam o risco, como:

      • ajustar equipamentos do veículo;
      • procurar objetos dentro da cabine;
      • desviar o olhar da pista por períodos prolongados.

      A recomendação é manter toda a atenção voltada à condução durante o trajeto.

      3. Excesso de velocidade

        Mais do que ultrapassar o limite permitido, dirigir em velocidade incompatível com as condições da rodovia também representa um comportamento de risco.

        Em situações de chuva, neblina, baixa visibilidade ou trânsito intenso, reduzir a velocidade é fundamental para manter distância segura dos demais veículos e ampliar o tempo de reação diante de imprevistos.

        A velocidade adequada deve considerar não apenas a sinalização da via, mas também as condições do ambiente.

        4. Ultrapassagens em locais inadequados

          Ultrapassagens realizadas em trechos de pista simples ou com pouca visibilidade continuam entre as principais causas de colisões frontais graves.

          De acordo com o a especialista, esse comportamento muitas vezes está relacionado à pressa para cumprir horários ou ao excesso de confiança do condutor.

          Nessas situações, um erro de cálculo sobre a velocidade do veículo que trafega no sentido contrário pode resultar em acidentes de alta gravidade.

          Prevenção começa antes do acidente

          Para Rebeca Ludovico, um dos principais desafios da gestão da segurança é atuar antes que o sinistro aconteça.

          “Quando a empresa consegue identificar padrões de comportamento antes que eles resultem em um acidente, ela transforma a gestão de segurança em uma ação preventiva, e não apenas corretiva. Esse é o caminho para reduzir sinistros, proteger vidas e aumentar a eficiência das operações”, orienta.

          Embora o monitoramento por tecnologia seja cada vez mais utilizado pelas empresas de transporte, a especialista ressalta que a mudança de comportamento dos próprios motoristas continua sendo um dos pilares para tornar as rodovias mais seguras.

          Pequenas atitudes, como respeitar os limites do próprio corpo, evitar distrações e dirigir de forma defensiva, continuam sendo as medidas mais eficazes para reduzir o risco de acidentes e preservar vidas.

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          Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito passa a integrar oficialmente o CTB

          qui, 02/07/2026 - 10:41
          Com a Lei nº 15.452/2026, a data passa a integrar oficialmente o Código de Trânsito Brasileiro. Foto: PM-SE

          O Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito, já celebrado há anos em diversos países, passa a integrar oficialmente o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A mudança foi estabelecida pela Lei nº 15.452/2026, sancionada pelo presidente da República e publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira (1º).

          A norma acrescenta o artigo 326-C ao CTB e define que a data será lembrada anualmente no terceiro domingo de novembro. A novidade, portanto, não é a criação da data, mas sua incorporação formal à legislação brasileira de trânsito.

          Data já existia internacionalmente

          O Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito é uma mobilização reconhecida internacionalmente. Em 2005, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) convidou os países-membros a reconhecerem o terceiro domingo de novembro como data dedicada à memória das vítimas do trânsito.

          Com a Lei nº 15.452/2026, o Brasil passa a alinhar oficialmente o CTB a essa mobilização internacional.

          Por que a inclusão no CTB importa

          A incorporação da data ao Código de Trânsito Brasileiro fortalece o espaço institucional para campanhas, ações educativas, homenagens e debates sobre segurança viária.

          Mais do que uma lembrança simbólica, a data reforça a necessidade de discutir os impactos humanos, sociais e econômicos dos sinistros de trânsito e de ampliar políticas públicas voltadas à preservação da vida.

          Origem da proposta

          Conforme a Agência Senado, a lei teve origem no PLS 267/2008, apresentado pelo então senador Gerson Camata. O texto teve aprovação no Senado, seguiu para a Câmara dos Deputados como PL 7.801/2010 e, após aprovação, recebeu a sanção presidencial.

          Fatores de risco no trânsito

          A ONU destaca cinco fatores de risco no trânsito: não uso de cinto de segurança, capacete e dispositivos de retenção para crianças; consumo de álcool por motoristas; excesso de velocidade; e falta de infraestrutura adequada.

          Desses fatores, grande parte está diretamente relacionada ao comportamento dos usuários das vias, o que reforça a importância de campanhas permanentes de conscientização.

          Memória e prevenção

          Ao inserir a data no CTB, o Brasil reconhece oficialmente a importância de homenagear vítimas. Além disso, apoiar familiares e sobreviventes e manter viva a discussão sobre prevenção.

          A mobilização no terceiro domingo de novembro deve servir como um chamado para que poder público, entidades, especialistas e sociedade reforcem o compromisso com um trânsito mais seguro.

          Com informações da Agência Senado

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          CNH vencida? Veja quem pode continuar dirigindo até setembro e como fica a renovação

          qui, 02/07/2026 - 08:15
          CNHs vencidas fora do prazo estipulado devem ser renovadas normalmente – Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

          Motoristas que estão com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida ou próxima do vencimento ainda têm dúvidas sobre as mudanças nas regras de renovação do documento. Em comunicado, o Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) esclareceu como funciona o período de transição criado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para adaptação dos sistemas que permitirão a renovação automática da CNH.

          As alterações decorrem da Deliberação Contran nº 278/2026. Ela foi editada para que os Detrans e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) realizem ajustes em seus sistemas e no aplicativo CNH do Brasil.

          CNHs vencidas continuam válidas até setembro

          De acordo com o Detran/TO, as CNHs com vencimento entre 5 de junho e 8 de setembro de 2026 permanecem válidas até 9 de setembro de 2026.

          Durante esse período, os condutores abrangidos pela prorrogação podem continuar dirigindo normalmente, sem serem autuados por portar documento vencido.

          Após 9 de setembro, os motoristas que atenderem aos requisitos da renovação automática poderão utilizar o novo serviço. Quem não preencher as exigências deverá renovar a CNH pelo procedimento presencial.

          Prorrogação não significa renovação automática

          O Detran faz um alerta importante: a prorrogação do prazo de validade da CNH não significa que todas as habilitações serão renovadas automaticamente.

          Conforme o órgão, os motoristas devem acompanhar as informações divulgadas pelos Detrans e pela Senatran. Dessa forma, podem verificar quando o serviço será disponibilizado e se atendem aos requisitos previstos na legislação.

          Também permanecem obrigados ao procedimento presencial os condutores cujas CNHs venceram fora do período compreendido entre 5 de junho e 8 de setembro de 2026.

          Exames médicos voltam na renovação automática

          Outra mudança diz respeito aos exames de aptidão física e mental. Nesse sentido, o Detran/TO informa que eles voltarão a ser obrigatórios na renovação automática da CNH quando o serviço for retomado, a partir de 9 de setembro de 2026.

          A exigência foi restabelecida pela Lei nº 15.428/2026, que manteve os exames médicos como etapa obrigatória mesmo para quem utilizar o novo sistema digital de renovação.

          Quem poderá utilizar a renovação automática

          Além dos exames médicos, os motoristas deverão cumprir uma série de requisitos para utilizar a renovação automática da CNH:

          • não ter cometido infrações que gerem pontuação nos 12 meses anteriores ao vencimento da CNH assim como possuir o selo de Bom Condutor;
          • estar inscrito no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC);
          • possuir CNH vencida a partir de 1º de dezembro de 2025;
          • ter até 69 anos de idade;
          • entre 50 e 69 anos, a renovação automática poderá ser utilizada apenas uma vez;
          • condutores com 70 anos ou mais deverão renovar a CNH presencialmente.

          Quem não atender a qualquer um desses critérios continuará realizando o procedimento tradicional nos Detrans.

          Como fica o exame toxicológico

          O Detran também esclarece que nada muda em relação ao exame toxicológico.

          Para as categorias C, D e E, o exame continua obrigatório na renovação da CNH, inclusive para quem utilizar a renovação automática, devendo ser renovado a cada dois anos e meio.

          Já para as categorias A e B, o exame toxicológico permanece exigido apenas para quem inicia o processo de primeira habilitação, conforme previsto na Lei nº 15.153/2025. Após a emissão da CNH, ele não é exigido nas renovações dessas categorias.

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          Uber Mulher é expandido para todo o Brasil; veja como funciona o recurso

          qua, 01/07/2026 - 18:30
          A Uber ampliou para todo o Brasil o recurso Uber Mulher, que permite às passageiras priorizar viagens com motoristas mulheres. A funcionalidade chega em três modalidades e já está disponível nacionalmente. Foto: pikselstock para Depositphotos

          A Uber anunciou nesta semana a expansão nacional do Uber Mulher, recurso que permite às usuárias priorizarem viagens realizadas por motoristas mulheres. A funcionalidade, que já estava disponível em algumas capitais, passa agora a atender todo o Brasil.

          De acordo com a plataforma, o objetivo é ampliar as opções de conforto e segurança para mulheres durante as viagens, respeitando a disponibilidade de motoristas parceiras em cada cidade.

          Como funciona o Uber Mulher

          A novidade chega em três modalidades diferentes, que poderão variar de acordo com a oferta de motoristas e a demanda de cada município.

          Uber Mulher

          Na tela inicial do aplicativo, as usuárias poderão selecionar a opção Uber Mulher para solicitar uma viagem imediatamente.

          Ao escolher essa modalidade, o aplicativo tentará encontrar uma motorista parceira para realizar a corrida.

          Caso o tempo de espera seja elevado, a usuária poderá optar por continuar aguardando ou aceitar o redirecionamento da viagem para o motorista disponível mais próximo.

          Preferência por motorista mulher

          Outra possibilidade é ativar, nas configurações do aplicativo, a Preferência das Mulheres.

          Com essa opção habilitada, a Uber dará prioridade ao envio da solicitação para uma motorista mulher nas viagens da categoria UberX.

          A empresa ressalta, no entanto, que essa configuração não garante a realização de todas as viagens por motoristas mulheres, já que isso depende da disponibilidade de parceiras na região.

          Se o tempo estimado de espera for muito alto, a solicitação poderá ser encaminhada automaticamente para outro motorista.

          Agendamento de viagens

          O recurso também foi integrado ao Uber Reserve, serviço que permite agendar viagens com antecedência mínima de 30 minutos.

          Nesse caso, as usuárias poderão selecionar a opção Reserve Uber Mulher no momento da programação da corrida.

          Recurso também atende adolescentes

          De acordo com a Uber, as três modalidades também estarão disponíveis para usuários do Uber Conta Teens, modalidade destinada a adolescentes entre 12 e 17 anos.

          Essa categoria permite o acompanhamento da viagem em tempo real pelos responsáveis e já conta com recursos de segurança ativados automaticamente.

          Expansão para todo o país

          De acordo com Silvia Penna, diretora-geral da Uber no Brasil, a ampliação do recurso atende a uma demanda frequente das usuárias da plataforma.

          “Com essa expansão, conseguimos trazer essa novidade, que é um pedido constante das nossas usuárias, para todo o Brasil. Após os primeiros lançamentos, entendemos que oferecer três modalidades proporciona uma experiência positiva para motoristas e passageiras no uso desse recurso. Esse é mais um avanço do nosso compromisso com as mulheres, que passa também pelo aprimoramento das nossas ferramentas de segurança, além do investimento constante em educação para os nossos parceiros e usuários homens”, explica.

          Iniciativa começou em 2019

          A empresa lembra que, em 2019, lançou o recurso U-Elas, que permite às motoristas mulheres receberem chamadas exclusivamente de passageiras.

          Segundo a Uber, desde então o número de motoristas parceiras cresceu cerca de 160%, embora elas ainda representem aproximadamente 8% da base de motoristas da plataforma no Brasil.

          Além da expansão do Uber Mulher, a empresa afirma que mantém ações voltadas à prevenção da violência contra as mulheres, incluindo parcerias com organizações especializadas, produção de conteúdos educativos, campanhas de conscientização e iniciativas de apoio às usuárias e motoristas.

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          BNDES e Ministério das Cidades lançam estudo para orientar investimentos em mobilidade urbana no Brasil

          qua, 01/07/2026 - 16:46
          BNDES e Ministério das Cidades lançam Estudo Nacional de Mobilidade Urbana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

          O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades lançaram nesta quarta-feira (1º) o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), iniciativa que pretende orientar o planejamento dos investimentos em transporte público nas principais regiões metropolitanas brasileiras pelos próximos 30 anos.

          Desenvolvido em parceria entre os dois órgãos e outras instituições, o levantamento reúne projetos de mobilidade urbana de média e alta capacidade e deverá servir de base para a elaboração de uma Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana, voltada à melhoria da oferta de transporte coletivo no país.

          Planejamento de longo prazo

          O estudo estruturou uma carteira de projetos de transporte coletivo a partir de projeções de crescimento populacional e de demanda por deslocamentos para um horizonte de aproximadamente 30 anos.

          Além de identificar as necessidades futuras das regiões metropolitanas, o trabalho reúne boas práticas e critérios técnicos para orientar a priorização de investimentos em sistemas como metrôs, trens urbanos, veículos leves sobre trilhos (VLTs), corredores exclusivos de ônibus e outras soluções de transporte de média e alta capacidade.

          Objetivo é apoiar políticas públicas

          Conforme o Ministério das Cidades, o ENMU deverá subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à mobilidade urbana e auxiliar União, estados e municípios na definição de prioridades para novos investimentos.

          Durante o lançamento, também foram apresentados os resultados do estudo, os próximos passos para a implementação da estratégia e a discussão sobre o primeiro ciclo de projetos previstos.

          Mobilidade como fator de qualidade de vida

          A iniciativa parte do entendimento de que a mobilidade urbana vai além do deslocamento das pessoas e influencia diretamente aspectos como qualidade de vida, acesso ao trabalho, educação, saúde e desenvolvimento econômico.

          Ao identificar as necessidades futuras das principais regiões metropolitanas, o estudo busca oferecer uma base técnica para decisões relacionadas à expansão da infraestrutura de transporte coletivo.

          Carteira de projetos para as regiões metropolitanas

          O ENMU contempla propostas voltadas às principais regiões metropolitanas do país e reúne informações que poderão orientar futuras contratações de estudos, estruturação de projetos e definição de modelos de financiamento para obras de mobilidade urbana.

          As informações produzidas pelo estudo serão públicas e disponibilizadas para consulta, permitindo que gestores, especialistas e a sociedade acompanhem as propostas elaboradas para o setor.

          Próximos passos

          Com a conclusão do estudo, o governo federal pretende utilizar os dados como referência para a construção da Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana e para orientar futuros investimentos em transporte coletivo nas principais cidades brasileiras.

          Os resultados do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), além dos relatórios técnicos e informações sobre os projetos analisados, estão disponíveis na plataforma oficial criada pelo BNDES para divulgar o trabalho. É possível consultar o conteúdo no portal Mobilidade Brasil, que reúne dados, estudos e materiais sobre a iniciativa.

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          Contran atualiza regras para veículos removidos

          qua, 01/07/2026 - 12:30
          Contran atualiza as regras para remoção, guarda, liberação e leilão de veículos. Foto: Divulgação PRF

          Os procedimentos envolvendo veículos removidos por infrações de trânsito passaram por uma ampla atualização. Publicada no Diário Oficial da União, a Resolução Contran nº 1.025/2026 substitui a Resolução nº 623/2016 e estabelece novas regras para a remoção, guarda, liberação e leilão desses veículos, com o objetivo de modernizar e padronizar os procedimentos adotados pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT).

          A norma reúne em um único regulamento diretrizes que tratam desde a remoção do veículo até sua destinação final, incluindo a liberação ao proprietário ou, quando cabível, a alienação por meio de leilão. Entre as principais novidades estão a obrigatoriedade dos leilões eletrônicos, regras mais claras sobre prazos, um novo regime sancionatório para empresas credenciadas e a regulamentação da chamada guarda monitorada, modelo conhecido como “pátio virtual”, já utilizado em projetos-piloto em algumas cidades brasileiras.

          Embora as mudanças sejam vistas como um avanço na modernização dos processos, especialistas apontam que parte da regulamentação poderá gerar discussões jurídicas sobre a distribuição de competências entre a União e os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito.

          O que muda com a nova resolução

          A Resolução nº 1.025/2026 regulamenta a aplicação da medida administrativa de remoção prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e atualiza as regras para os serviços de remoção, guarda, custódia, liberação e leilão de veículos.

          Na prática, a norma busca uniformizar procedimentos que, até então, apresentavam diferenças entre estados e municípios, além de trazer mais segurança jurídica para os órgãos responsáveis pela gestão dos pátios.

          Entre as principais mudanças estão:

          • obrigatoriedade da realização de leilões por meio eletrônico;
          • definição mais clara dos procedimentos administrativos e dos prazos;
          • regulamentação nacional da guarda monitorada de veículos (“pátio virtual”);
          • atualização das responsabilidades das empresas credenciadas para remoção e custódia;
          • criação de um novo regime de sanções para prestadores de serviço;
          • padronização dos procedimentos de liberação e alienação dos veículos removidos.

          Outro objetivo da resolução é reduzir o tempo de permanência dos veículos nos depósitos, problema que há anos sobrecarrega os pátios públicos e gera custos elevados para a administração.

          Leilão eletrônico é uma das principais novidades

          Entre os pontos de maior destaque está a obrigatoriedade do leilão eletrônico para a venda dos veículos que não forem retirados pelos proprietários dentro dos prazos previstos em lei.

          A medida busca ampliar a transparência do processo, facilitar a participação de interessados de diferentes regiões e aumentar a competitividade dos certames, além de tornar mais eficiente a destinação dos veículos recolhidos.

          A resolução também disciplina procedimentos relacionados à desvinculação de débitos e à regularização dos veículos arrematados, tornando essas etapas mais padronizadas em todo o país.

          Guarda monitorada passa a ter regulamentação nacional

          Outra inovação importante é a regulamentação da chamada guarda monitorada, popularmente conhecida como “pátio virtual”.

          Nesse modelo, o veículo removido permanece sob responsabilidade do órgão de trânsito, mas pode ser armazenado em locais previamente monitorados e controlados eletronicamente, permitindo maior controle sobre a custódia e reduzindo a necessidade de grandes áreas físicas para armazenamento.

          A expectativa é que o modelo contribua para uma gestão mais eficiente dos veículos removidos, principalmente em municípios que enfrentam dificuldades com a capacidade dos pátios convencionais.

          Especialista vê avanços, mas alerta para possível conflito de competências

          Conforme o especialista em trânsito Julyver Modesto, a nova resolução traz diversos avanços operacionais, principalmente pela modernização dos procedimentos e pela regulamentação de práticas que já vinham sendo adotadas em algumas localidades.

          No entanto, ele chama atenção para um aspecto que considera preocupante: a ampliação das atribuições da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

          De acordo com Modesto, o próprio CTB estabelece que a competência para remover um veículo pertence ao órgão com circunscrição sobre a via.

          “O artigo 271 do CTB é claro: a competência para remover o veículo é do órgão com circunscrição sobre a via. E, por decorrência lógica e procedimental, quem remove e custodia é quem deve promover a alienação”, explica.

          Na avaliação do especialista, a interpretação conjunta dos artigos 271 e 328 do CTB indica que a condução de todo o procedimento deve permanecer sob responsabilidade do órgão que realizou a remoção.

          Entretanto, a nova resolução atribui à Senatran funções relacionadas à homologação das plataformas eletrônicas de leilão, à desvinculação de débitos e à governança de diversas etapas do processo.

          Para Modesto, esse ponto pode gerar questionamentos quanto aos limites do poder regulamentar do Contran. “A lei não transferiu essa competência executiva à União. Ainda assim, a nova resolução centraliza na Senatran a homologação de toda plataforma eletrônica de leilão, a desvinculação de débitos e a governança de todo o procedimento, por meio de resolução do Contran, um ato normativo subordinado à lei”, afirma.

          Debate pode ir além dos leilões

          Na visão do especialista, essa não é uma discussão isolada. Ele lembra que situações semelhantes já ocorreram em outras mudanças recentes promovidas no âmbito do Sistema Nacional de Trânsito, como na reformulação das regras para formação de condutores e na consulta pública sobre a transferência eletrônica de propriedade de veículos.

          Para Modesto, há um movimento de centralização administrativa que os órgãos estaduais, municipais e rodoviários devem acompanhar.

          “É um padrão. E ele merece atenção de todos nós que atuamos no Sistema Nacional de Trânsito — não só dos Detrans, mas de municípios e órgãos rodoviários igualmente atingidos”, alerta.

          O que muda para os proprietários?

          Para quem teve ou vier a ter um veículo removido, a principal consequência da nova resolução é a adoção de procedimentos mais padronizados em todo o país.

          A expectativa é que a digitalização dos processos, a definição mais clara das etapas administrativas e a regulamentação da guarda monitorada tragam maior transparência, reduzam o tempo de permanência dos veículos nos depósitos e tornem mais ágeis tanto a liberação quanto a destinação daqueles que não forem reclamados pelos proprietários.

          Ao mesmo tempo, a discussão sobre os limites das competências entre União, estados e municípios deverá acompanhar a implementação da norma, especialmente em relação às atribuições conferidas à Senatran.

          Com a entrada em vigor da Resolução Contran nº 1.025/2026, os órgãos executivos de trânsito terão de adequar seus procedimentos às novas exigências. A modernização das regras representa um passo importante para tornar a gestão dos veículos removidos mais eficiente, mas o debate jurídico sobre a distribuição de competências dentro do Sistema Nacional de Trânsito ainda promete novos capítulos.

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          Golpe da multa de trânsito: como saber se a notificação é verdadeira e evitar fraudes

          qua, 01/07/2026 - 08:15
          A verificação pode ser feita por meio do aplicativo CNH do Brasil. Foto: Renato Beiruth/Detran-AC

          Receber uma mensagem informando a existência de uma multa de trânsito é suficiente para deixar qualquer motorista em alerta. Afinal, além do pagamento da penalidade, uma infração pode significar pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e outras consequências. É justamente esse senso de urgência que criminosos têm explorado para aplicar golpes cada vez mais sofisticados.

          O crescimento desse tipo de golpe tem levado autoridades de trânsito a reforçarem os alertas aos motoristas sobre a importância de verificar a autenticidade das notificações de infrações. A orientação é simples, mas fundamental: antes de efetuar qualquer pagamento ou fornecer informações pessoais, confirme se a autuação realmente existe por meio dos canais oficiais do órgão responsável.

          Com a digitalização dos serviços de trânsito, criminosos passaram a explorar a facilidade de comunicação por SMS, e-mail e aplicativos de mensagens para enviar falsas notificações em nome de órgãos públicos. O objetivo é levar a vítima a acessar links maliciosos, pagar boletos fraudulentos ou fornecer dados pessoais e bancários que podem ser utilizados em novas fraudes.

          Mais do que causar prejuízo financeiro, essas fraudes colocam em risco informações sensíveis dos cidadãos e comprometem a confiança nos serviços digitais oferecidos pelos órgãos de trânsito.

          Por que esse golpe preocupa?

          A digitalização dos serviços públicos facilitou a vida dos motoristas. Hoje é possível consultar multas, emitir documentos e acompanhar processos relacionados ao veículo sem sair de casa.

          No entanto, essa praticidade também abriu espaço para criminosos criarem golpes que imitam comunicações oficiais. Muitas vezes, as mensagens utilizam logotipos de órgãos públicos, linguagem semelhante à das notificações verdadeiras e links que aparentam ser confiáveis.

          Em alguns casos, o objetivo é convencer o motorista a pagar uma falsa multa. Em outros, a intenção é obter dados pessoais, senhas bancárias ou códigos de autenticação que podem ser utilizados em novas fraudes.

          Por isso, o primeiro cuidado deve ser sempre desconfiar de mensagens que pressionam por uma ação imediata, especialmente quando incluem links para pagamento ou solicitação de informações pessoais.

          Como verificar se uma multa realmente existe

          Sempre que houver dúvida sobre uma possível infração, o motorista deve ignorar os links recebidos por mensagens e fazer a consulta diretamente nos canais oficiais.

          No Brasil, a verificação pode ser feita por meio do aplicativo CNH do Brasil, a antiga Carteira Digital de Trânsito (CDT), dos portais oficiais dos Detrans estaduais ou dos sistemas dos próprios órgãos responsáveis pela autuação, como departamentos de estradas, prefeituras e demais autoridades de trânsito.

          Caso exista uma infração registrada, o sistema apresentará informações como data, horário, local da ocorrência, enquadramento legal e situação do processo.

          Se a notificação recebida não corresponder às informações disponíveis nos sistemas oficiais, há grande possibilidade de se tratar de uma tentativa de golpe.

          Quais são os sinais de uma notificação falsa?

          Embora os criminosos estejam aperfeiçoando as fraudes, alguns indícios ajudam a identificar mensagens suspeitas.

          Entre os principais sinais estão:

          • pedidos de pagamento com urgência;
          • links encurtados ou endereços eletrônicos desconhecidos;
          • erros de ortografia ou formatação;
          • solicitação de dados bancários, senhas ou códigos de verificação;
          • ameaças de bloqueio imediato da CNH ou do veículo caso o pagamento não seja realizado rapidamente.

          Mesmo quando a mensagem parece convincente, a recomendação continua sendo a mesma: interromper qualquer procedimento e consultar diretamente os canais oficiais.

          Como se proteger desse tipo de fraude

          Adotar alguns cuidados simples pode evitar prejuízos.

          O motorista deve:

          • consultar multas apenas pelos aplicativos e sites oficiais;
          • digitar manualmente o endereço do órgão de trânsito no navegador, em vez de acessar links enviados por terceiros;
          • nunca informar senhas ou códigos recebidos por SMS;
          • verificar se o endereço eletrônico pertence realmente ao órgão público;
          • desconfiar de mensagens que utilizam tom de ameaça para forçar um pagamento imediato.

          Também é importante manter familiares, especialmente idosos, informados sobre esse tipo de golpe, já que criminosos costumam explorar justamente a falta de familiaridade com os serviços digitais.

          Segurança no trânsito também passa pela segurança digital

          Quando se fala em segurança viária, normalmente o debate está relacionado ao comportamento do condutor, à fiscalização e ao cumprimento das leis de trânsito. No entanto, à medida que os serviços públicos se tornam cada vez mais digitais, proteger os motoristas contra fraudes também passa a fazer parte desse cenário.

          Golpes envolvendo falsas multas podem gerar prejuízos financeiros, exposição de dados pessoais e até dificuldades para resolver problemas criados pelos próprios criminosos.

          Esse é um desafio enfrentado por diferentes países e reforça uma orientação que vale para qualquer motorista: antes de pagar uma multa ou fornecer qualquer informação, confirme a existência da infração exclusivamente pelos canais oficiais.

          Alguns minutos de verificação podem evitar perdas financeiras e impedir que um simples susto se transforme em um problema muito maior.

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