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Comissão da Câmara pode votar relatório que reúne 270 propostas de mudanças no CTB
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) poderá dar um passo importante nesta quarta-feira (10). O colegiado tem na pauta a apresentação, discussão e votação do parecer do relator, deputado federal Aureo Ribeiro, responsável por consolidar 270 propostas de alteração na legislação de trânsito em um único relatório.
A reunião está marcada para as 14 horas e representa uma etapa decisiva dos trabalhos da comissão, criada para discutir uma ampla atualização do CTB. Entre os temas em debate estão a formação de condutores, regras para exames médicos, psicológicos e toxicológicos, segurança viária, fiscalização eletrônica, limites de velocidade, pedágio eletrônico no sistema free flow e normas para circulação de veículos de mobilidade elétrica leve, como bicicletas elétricas, patinetes e equipamentos semelhantes.
Revisão ampla da legislação de trânsitoO relatório é resultado de meses de debates realizados pela comissão especial que analisa o Projeto de Lei 8085/2014 e propostas apensadas. Ao todo, o colegiado avaliou centenas de sugestões que tratam de diferentes aspectos da mobilidade e da segurança viária.
A expectativa em torno da votação é grande porque a proposta pode impactar diretamente temas que afetam milhões de condutores brasileiros, desde o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até as regras de circulação nas vias urbanas e rodovias.
Nos últimos meses, a comissão promoveu audiências públicas para discutir diversos assuntos relacionados à atualização do Código de Trânsito. Entre os temas debatidos estiveram a segurança viária, a integração entre órgãos de fiscalização e a necessidade de modernização da legislação diante das novas formas de mobilidade que surgiram nos últimos anos.
Formação de condutores está entre os temas centraisUm dos assuntos que têm recebido atenção especial da comissão é a formação de novos condutores. O tema ganhou destaque em diferentes audiências realizadas ao longo dos trabalhos e pode resultar em alterações importantes nas regras de habilitação.
A discussão ocorre em um momento de intenso debate nacional sobre os modelos de formação de motoristas. Além disso, sobre o papel dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e as exigências para obtenção da CNH.
Além disso, a comissão também vem analisando propostas relacionadas à realização de exames médicos, psicológicos e toxicológicos, assuntos que têm gerado discussões frequentes no Congresso Nacional nos últimos anos.
Mobilidade elétrica e fiscalização também estão em pautaOutro ponto relevante da revisão é a regulamentação da circulação de equipamentos de mobilidade elétrica leve. O crescimento do uso de bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos semelhantes tem provocado debates sobre segurança, fiscalização e convivência com pedestres e demais usuários das vias.
Também estão entre os temas analisados pela comissão questões relacionadas aos radares móveis, aos limites de velocidade e ao sistema de pedágio eletrônico free flow. Esse é o modelo que elimina praças físicas de cobrança e permite a identificação automática dos veículos.
Próximos passosCaso a comissão especial aprove o parecer, o texto seguirá sua tramitação legislativa conforme as regras aplicáveis ao projeto. O relatório representa uma das mais amplas tentativas de atualização do Código de Trânsito Brasileiro desde as reformas promovidas nos últimos anos.
A comissão tem como presidente o deputado federal Coronel Meira e como vice-presidentes os deputados federais Fausto Pinato, Jorge Goetten e Maria do Rosário.
As informações são da Agência Câmara
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Nova lei mantém nome, mas renovação automática da CNH não será como anunciada
A sanção da Lei nº 15.428/2026 trouxe de volta ao debate um tema que vem gerando dúvidas desde a edição da Medida Provisória (MP) 1.327/2025: afinal, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vai realmente acontecer? A resposta exige uma análise mais cuidadosa do texto aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Isso porque, embora a nova legislação e a divulgação oficial do Governo Federal continuem utilizando a expressão “renovação automática da CNH”, o modelo que entrou em vigor ficou diferente daquele anunciado quando a proposta foi apresentada, em dezembro de 2025.
O motivo é simples: os exames de aptidão física e mental, que haviam sido dispensados na proposta original para determinados condutores, voltaram a ser obrigatórios durante a tramitação da matéria no Congresso.
Na prática, isso significa que a renovação continuará exigindo uma avaliação individual do motorista para verificar se ele permanece apto a dirigir.
O que previa a proposta original?Quando editou a MP 1.327/2025, o Governo Federal apresentou a renovação automática da CNH como um dos principais benefícios destinados aos participantes do Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), conhecido como Cadastro Positivo de Condutores.
A ideia era utilizar a integração de sistemas e o aplicativo “CNH do Brasil” para simplificar o processo de renovação.
Pela proposta original, condutores que atendessem aos critérios estabelecidos poderiam renovar a habilitação sem a necessidade dos exames atualmente exigidos.
Foi justamente essa possibilidade que chamou a atenção da população e dominou boa parte da cobertura da imprensa na época.
O que mudou durante a tramitação?Ao analisar a proposta, deputados e senadores passaram a discutir um aspecto considerado fundamental para a segurança viária: a renovação da CNH não serve apenas para atualizar um documento.
Ela também funciona como um mecanismo de verificação periódica das condições físicas e mentais dos condutores.
Por esse motivo, o Congresso decidiu restabelecer a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental. A mudança foi mantida no texto final sancionado pelo governo.
Dessa forma, ainda que se possa realizae parte dos procedimentos administrativos possa ser realizada digitalmente, a comprovação da aptidão do motorista continuará sendo exigida.
Então por que a lei continua falando em renovação automática?É justamente esse ponto que tem gerado confusão entre muitos motoristas. Nos comunicados oficiais divulgados após a sanção da lei, o Governo Federal continua afirmando que a norma permite a renovação automática da CNH para condutores sem infrações sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses.
Ao mesmo tempo, o próprio material informa que o Congresso restabeleceu a obrigatoriedade do exame médico.
Para o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, a manutenção da expressão pode levar parte da população a interpretar a mudança de forma equivocada.
“Quando a medida foi anunciada, a ideia transmitida era de uma renovação sem necessidade de novas avaliações. Com a volta dos exames médicos, o cenário muda. O processo pode até se tornar mais digital e menos burocrático, mas continua dependendo da comprovação de que o condutor está apto a dirigir”, explica.
Conforme ele, é importante diferenciar digitalização de automatização. “Automatizar procedimentos administrativos é uma coisa. Eliminar a avaliação periódica das condições do motorista é outra completamente diferente. A segurança viária exige que exista algum mecanismo capaz de verificar se a pessoa continua reunindo condições para conduzir um veículo”, afirma.
Exame médico não é apenas burocraciaUm dos principais argumentos utilizados para a retomada dos exames durante a tramitação da proposta foi justamente a função preventiva dessas avaliações.
Ao longo dos anos, um condutor pode desenvolver condições que afetam diretamente sua capacidade de dirigir.
Problemas de visão, limitações motoras, doenças neurológicas, alterações cognitivas e até o uso de determinados medicamentos podem comprometer a condução segura de um veículo.
É durante o processo de renovação que essas situações podem ser identificadas e avaliadas.
Para Celso Mariano, esse é um aspecto que não pode ser ignorado em nome da simplificação administrativa.
“A renovação da CNH não existe apenas para emitir um novo documento. Ela também é um momento de verificação das condições do condutor. Isso tem impacto direto na segurança do próprio motorista e de todos os demais usuários das vias”, destaca.
O que muda na prática para os motoristas?A nova lei deve trazer avanços na digitalização do processo de renovação da CNH. Ou seja, a tendência é que procedimentos administrativos sejam simplificados, que haja maior integração entre bancos de dados e que mais etapas possam ser realizadas por meios eletrônicos.
No entanto, a principal mudança anunciada quando a MP foi editada — a possibilidade de renovar a CNH sem passar por exames de aptidão — deixou de existir.
Por isso, especialistas avaliam que a legislação aprovada está mais próxima de uma renovação digital e simplificada do que de uma renovação automática propriamente dita.
Em outras palavras, o nome foi mantido. Mas o elemento que tornou a proposta conhecida nacionalmente acabou ficando pelo caminho durante a tramitação no Congresso.
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Detran alerta para golpe da CNH gratuita e orienta motoristas a redobrarem atenção
A promessa de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) gratuitamente tem sido usada por criminosos para atrair vítimas em um novo golpe que circula nas redes sociais. O alerta foi emitido pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), que identificou casos de usuários induzidos a realizar cadastros em plataformas falsas e, posteriormente, pressionados a pagar supostas taxas para ter acesso ao benefício.
Conforme o órgão, os golpistas utilizam páginas que simulam programas oficiais relacionados à CNH gratuita. Após o cadastro, as vítimas passam a receber mensagens direcionando para ambientes que reproduzem a identidade visual de portais governamentais, com cobranças indevidas e solicitações de informações pessoais.
Vítima desconfiou ao verificar endereço do siteUma das pessoas que procurou o Detran-GO após identificar a tentativa de fraude foi A.L. Ela relata que encontrou uma página em rede social que anunciava a oferta de CNH gratuita e decidiu realizar a inscrição.
Pouco depois, começou a receber mensagens informando que seria necessário efetuar pagamentos para dar continuidade ao processo e garantir o suposto benefício.
Ao analisar os dados da página, percebeu um detalhe que chamou sua atenção: apesar de o visual ser muito semelhante ao de plataformas oficiais, o endereço exibido na barra do navegador era diferente.
A partir dessa desconfiança, ela procurou o Detran-GO para confirmar a situação.
De acordo com o relato, outras pessoas que também realizaram o cadastro chegaram a desembolsar valores de até R$ 800 acreditando que estavam participando de um programa legítimo, mas nunca receberam o benefício prometido.
Criminosos exploram temas em evidênciaDe acordo com o diretor de Tecnologia da Informação do Detran-GO, Fabiano Bueno, os golpistas costumam adaptar suas estratégias aos assuntos que estão em destaque e despertam maior interesse da população.
“Eles criam golpes a partir daquilo que está sendo mais buscado nas redes, visando um maior número de vítimas”, pontua.
Segundo o órgão, os criminosos desenvolvem plataformas falsas que reproduzem a aparência dos serviços oficiais. Ao acessar esses ambientes, o cidadão pode ser induzido a fornecer dados pessoais e bancários. Em alguns casos, também são emitidos boletos ou cobranças indevidas, configurando fraude.
Como acessar serviços de forma seguraO Detran-GO reforça que não realiza cobranças por meio de aplicativos desconhecidos ou sites não oficiais.
Por isso, a recomendação é que os cidadãos evitem acessar links patrocinados e sempre verifiquem cuidadosamente o endereço eletrônico antes de fornecer qualquer informação ou efetuar pagamentos.
Para serviços relacionados à habilitação, o acesso deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais disponibilizados pelo governo e pelo Detran-GO.
Em caso de dúvidas sobre procedimentos, cobranças ou programas relacionados à CNH, a orientação é buscar atendimento diretamente junto ao órgão antes de concluir qualquer pagamento.
Cuidados para não cair em golpesO Detran-GO também divulgou uma série de orientações para ajudar a população a identificar possíveis fraudes envolvendo a CNH gratuita e outros serviços de trânsito.
Entre as recomendações estão:
- Desconfiar de promessas de descontos excessivos ou gratuidades;
- Evitar clicar em links patrocinados encontrados em mecanismos de busca ou redes sociais;
- Não utilizar aplicativos desconhecidos ou com nomes genéricos;
- Acessar apenas canais oficiais dos órgãos de trânsito e plataformas governamentais;
- Nunca fornecer dados pessoais ou bancários em páginas suspeitas;
- Desconfiar de cobranças inesperadas durante qualquer processo;
- Procurar atendimento oficial em caso de dúvida antes de efetuar pagamentos.
A tentativa de golpe identificada pelo Detran-GO reforça a importância de conferir cuidadosamente os endereços dos sites acessados e desconfiar de ofertas que exijam pagamentos não previstos inicialmente.
Com a crescente digitalização dos serviços públicos, criminosos têm investido em páginas cada vez mais parecidas com as oficiais para enganar usuários desatentos. Por isso, verificar a autenticidade do endereço eletrônico e buscar informações diretamente nos canais oficiais continuam sendo medidas fundamentais para evitar prejuízos financeiros e o uso indevido de dados pessoais.
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Metade das rodovias públicas brasileiras não “perdoa” erros e pode agravar acidentes, aponta CNT
O erro humano continua presente na maioria dos sinistros de trânsito, mas a infraestrutura viária tem papel decisivo para determinar se uma falha resultará apenas em um susto ou em uma tragédia. É o que mostra a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, que revelou um dado preocupante: metade das rodovias públicas brasileiras avaliadas apresenta baixa capacidade de reduzir a gravidade das consequências dos acidentes.
O levantamento, atualizado com dados de 2025, utiliza o chamado Índice de Perdão, indicador desenvolvido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) para avaliar o quanto as características físicas de uma rodovia ajudam a proteger os usuários quando um sinistro acontece.
Na prática, o conceito parte de uma premissa cada vez mais adotada pelas políticas modernas de segurança viária: pessoas cometem erros, mas a infraestrutura deve ser capaz de minimizar as consequências desses erros e evitar mortes e lesões graves.
Os dados do novo Anuário da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também mostram que o erro humano continua existindo, mas a infraestrutura muitas vezes define o tamanho da tragédia. Em um sistema viário que ainda não é tolerante ao erro, falhas como distração, reação tardia ou ultrapassagens indevidas frequentemente terminam em colisões graves e mortes, aponta o Anuário.
O que são as chamadas “rodovias que perdoam”?O conceito de “rodovias que perdoam” é utilizado internacionalmente para descrever estradas projetadas ou adaptadas para reduzir os danos causados por acidentes. A avaliação considera elementos como defensas metálicas, barreiras de concreto, acostamentos adequados, áreas livres de obstáculos, atenuadores de impacto e outros dispositivos de segurança passiva.
Quanto melhor a presença e a qualidade desses recursos, maior é a capacidade da rodovia de proteger os ocupantes dos veículos em situações críticas, como saídas de pista, colisões ou capotamentos.
De acordo com a CNT, o Índice de Perdão não mede a ocorrência de acidentes, mas sim o potencial da infraestrutura para evitar que eles tenham consequências mais graves.
Rodovias públicas apresentam os piores resultadosEntre os trechos administrados pelo poder público, 50% da extensão analisada — equivalente a 42.052 quilômetros — foi classificada com Baixo Índice de Perdão. Isso significa que essas vias possuem menor capacidade de proteger os usuários quando ocorre um sinistro.
O dado chama ainda mais atenção quando comparado aos trechos considerados mais seguros. Apenas 4,8% das rodovias públicas avaliadas alcançaram classificação de Alto Índice de Perdão.
Segundo a CNT, houve inclusive redução desse percentual em relação ao levantamento anterior, indicando um cenário de deterioração ou insuficiência de investimentos voltados à segurança passiva das rodovias públicas.
Concessões apresentam cenário opostoO estudo também evidencia uma diferença significativa entre os modelos de gestão das rodovias brasileiras.
Enquanto metade da malha pública avaliada apresenta baixo potencial de proteção aos usuários, nas rodovias concedidas o cenário é praticamente inverso. Segundo a CNT, 62% dos trechos administrados pela iniciativa privada foram classificados com Alto Índice de Perdão. Apenas 2,4% receberam classificação de Baixo Perdão.
Embora o levantamento não atribua diretamente essa diferença ao modelo de gestão, os resultados reforçam uma constatação recorrente em estudos sobre infraestrutura rodoviária: investimentos contínuos em segurança viária costumam refletir diretamente na proteção dos usuários.
Infraestrutura também salva vidasA divulgação do estudo ocorre em um momento em que o Brasil busca reduzir os índices de mortalidade no trânsito por meio de ações previstas na Política Nacional de Trânsito e em iniciativas alinhadas ao conceito de Sistema Seguro.
Essa abordagem reconhece que falhas humanas sempre existirão. Por isso, além da educação, fiscalização e melhorias nos veículos, a infraestrutura precisa atuar como uma camada adicional de proteção.
Quando uma rodovia possui acostamentos adequados, barreiras de contenção bem instaladas, sinalização eficiente e áreas de escape livres de obstáculos, aumenta a chance de que um erro de condução não termine em morte.
A lógica é simples: um motorista pode errar, mas a estrada não deveria transformar esse erro em uma sentença fatal.
Debate vai além da imprudênciaOs dados divulgados pela CNT ajudam a ampliar uma discussão frequentemente limitada ao comportamento dos condutores. Embora fatores como excesso de velocidade, distração, ultrapassagens indevidas e consumo de álcool continuem entre as principais causas dos sinistros, especialistas em segurança viária defendem que deve-se analisar a infraestrutura como parte da solução.
O Painel CNT de Rodovias que Perdoam reforça justamente essa visão. Mais do que apontar falhas na malha rodoviária, o levantamento mostra que investir em infraestrutura segura não é apenas uma questão de mobilidade ou logística, mas uma estratégia de preservação da vida.
Em um país que ainda registra milhares de mortes no trânsito todos os anos, a capacidade das rodovias de reduzir a gravidade dos acidentes pode representar a diferença entre voltar para casa ou entrar para as estatísticas.
Com informações da Agência CNT Transporte Atual
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Gasolina com mais etanol pode aumentar consumo e exigir atenção dos motoristas
A gasolina vendida nos postos brasileiros poderá ter ainda mais etanol nos próximos meses. Atualmente, o combustível comercializado no país contém 30% de etanol anidro, percentual que pode subir para 32%, caso a mudança seja aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Conforme o Ministério de Minas e Energia, a proposta busca reduzir a emissão de poluentes, diminuir a dependência de importações e até baratear o litro da gasolina em cerca de R$ 0,20. Apesar disso, especialistas alertam que a alteração também pode trazer impactos no consumo, no desempenho dos veículos e na manutenção automotiva.
Mais etanol pode significar menor rendimentoDe acordo com especialistas, o principal efeito percebido pelos motoristas tende a ser a redução da autonomia do veículo.
Isso acontece porque o etanol possui menor poder calorífico em comparação à gasolina, exigindo maior quantidade de combustível para gerar a mesma energia no motor.
“O carro vai acabar rodando menos quilômetros por litro. Com mais álcool na mistura, o consumo sobe progressivamente”, explica Cláudio Santos, CEO da Blumo Mecânica Automotiva.
Na prática, isso significa que o motorista poderá precisar abastecer com maior frequência, especialmente em trajetos longos ou no uso diário intenso.
Componentes podem sofrer desgaste maiorAlém do impacto no consumo, o aumento do percentual de etanol também pode acelerar o desgaste de alguns componentes do veículo.
De acordo com Santos, o etanol tende a absorver mais umidade, favorecendo processos de corrosão e formação de resíduos no sistema de combustível.
“O etanol absorve mais umidade, o que favorece a corrosão, a formação de resíduos e até o entupimento dos bicos injetores”, explica.
A recomendação é que os motoristas mantenham as revisões em dia e observem sinais como falhas no funcionamento, perda de potência, dificuldade na partida ou aumento excessivo no consumo.
Veículos flex devem sentir menos impactoNos carros flex, a adaptação ao aumento do etanol tende a acontecer de forma automática.
Conforme o especialista, os sistemas eletrônicos desses veículos conseguem identificar a proporção de etanol presente no combustível e ajustam o funcionamento do motor conforme a necessidade. “Os sistemas eletrônicos conseguem identificar a quantidade de etanol presente no combustível e ajustam o funcionamento do motor. Nesses casos, o condutor tende a perceber pouca diferença”, aponta o CEO.
Mesmo assim, especialistas recomendam atenção ao comportamento do veículo, principalmente durante os primeiros meses após eventual mudança na composição da gasolina.
Carros somente a gasolina exigem cuidado maiorO cenário muda para veículos movidos exclusivamente a gasolina, especialmente modelos antigos ou importados.
Esses motores, segundo especialistas, não foram projetados para operar com índices tão elevados de etanol na mistura, o que pode afetar mangueiras, borrachas, vedações e outros componentes do sistema de alimentação.
Motocicletas também entram no grupo que exige atenção especial. Como possuem motores menores e mais sensíveis, alterações no combustível podem provocar falhas, perda de desempenho e aumento da necessidade de manutenção preventiva.
Motoristas devem observar sinais do veículoEspecialistas recomendam que os condutores fiquem atentos a qualquer alteração no funcionamento do veículo após o abastecimento.
Ruídos diferentes, perda de rendimento, aumento excessivo do consumo e dificuldades na partida podem indicar necessidade de avaliação mecânica.
“De qualquer forma, é importante que o motorista preste atenção ao comportamento do veículo. Ao perceber qualquer alteração no funcionamento, deve procurar um especialista para evitar problemas maiores”, finaliza Cláudio Santos.
Proposta do E32 ainda aguarda aprovaçãoO chamado E32 — gasolina com 32% de etanol anidro — ainda não entrou em vigor oficialmente.
A proposta está em análise no Governo Federal e deve ser apreciada pelo Conselho Nacional de Política Energética ainda neste semestre.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, testes técnicos realizados anteriormente já indicavam viabilidade para ampliação da mistura, inclusive durante os estudos que resultaram na aprovação do E30 no ano passado.
Caso a mudança seja confirmada, o Brasil passará a adotar um dos maiores percentuais de etanol misturado à gasolina no mundo, ampliando o debate sobre impactos econômicos, ambientais e também sobre o comportamento dos veículos nas ruas e estradas brasileiras.
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Pequenos cuidados com os pneus podem evitar gastos altos e melhorar a segurança
A manutenção preventiva dos pneus pode fazer diferença não apenas na segurança do trânsito, mas também no bolso do motorista. Cuidados simples como calibragem correta, alinhamento, balanceamento e rodízio ajudam a evitar desgaste irregular dos pneus, melhorar a dirigibilidade e até reduzir o consumo de combustível, segundo orientações divulgadas pela Bridgestone.
De acordo com a empresa, a falta de manutenção adequada pode acelerar o desgaste dos pneus, provocar trocas prematuras e comprometer a estabilidade do veículo, aumentando riscos no trânsito.
“A manutenção preventiva ajuda o pneu a trabalhar da forma correta. Quando isso acontece, o desgaste é mais uniforme, a dirigibilidade melhora e o motorista evita trocas prematuras”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Calibragem influencia segurança e consumoEntre os principais cuidados recomendados está a calibragem correta. Conforme a Bridgestone, pneus descalibrados aumentam o esforço necessário para movimentar o veículo, o que impacta diretamente o consumo de combustível.
Além disso, a pressão inadequada favorece o desgaste irregular dos pneus, reduzindo sua vida útil e comprometendo o desempenho do automóvel. “Rodar com pneus descalibrados faz o veículo exigir mais esforço para se movimentar. Além de reduzir a vida útil dos pneus, isso impacta diretamente o consumo de combustível”, explica Ayala.
A recomendação é que a calibragem seja verificada semanalmente, sempre com os pneus frios e seguindo a pressão indicada pelo fabricante do veículo.
Alinhamento e balanceamento ajudam na estabilidadeOutro ponto destacado pela Bridgestone é a importância do alinhamento e do balanceamento para manter a estabilidade e o conforto na condução.
Segundo a empresa, esses procedimentos ajudam a evitar desgaste irregular e melhoram a dirigibilidade do veículo, principalmente em velocidades mais altas ou em vias com irregularidades.
“Além de evitarem desgaste irregular, esses procedimentos ajudam a garantir estabilidade, conforto na condução e melhor dirigibilidade”, destaca Ayala.
A orientação é realizar alinhamento e balanceamento aproximadamente a cada 10 mil quilômetros ou sempre que surgirem sinais como vibração no volante, desgaste irregular dos pneus ou impactos em buracos e obstáculos.
Rodízio pode aumentar a vida útil dos pneusO rodízio periódico também aparece entre os cuidados considerados importantes para prolongar a durabilidade dos pneus.
Isso ocorre porque os eixos do veículo sofrem desgastes diferentes durante o uso. Sem o rodízio, alguns pneus podem se desgastar mais rapidamente do que outros. “Cada eixo do veículo sofre desgastes diferentes ao longo do uso. O rodízio ajuda a equilibrar esse desgaste e prolonga a durabilidade dos pneus”, afirma o especialista.
Segundo a Bridgestone, o procedimento deve seguir as orientações do fabricante do veículo, respeitando o tipo de pneu e as condições de utilização.
Prevenção evita gastos maioresAlém da questão da segurança viária, a empresa reforça que a manutenção preventiva pode representar economia a longo prazo. Isso porque pequenos cuidados ajudam a evitar danos mais graves, reduzindo a necessidade de substituições antecipadas.
“Muitas vezes, pequenos cuidados evitam danos mais sérios e aumentam significativamente a vida útil dos pneus. Segurança e economia caminham juntas”, reforça Ayala.
Cuidados recomendados com os pneusA Bridgestone orienta os motoristas a adotarem algumas práticas preventivas para aumentar a vida útil dos pneus e melhorar a segurança na condução:
- verificar a calibragem semanalmente, sempre com os pneus frios;
- realizar alinhamento e balanceamento periodicamente;
- fazer o rodízio conforme recomendação técnica;
- evitar impactos em buracos, guias e obstáculos;
- observar sinais como vibração, ruídos ou desgaste irregular.
Segundo a empresa, a manutenção adequada ajuda não apenas a preservar os pneus, mas também a melhorar a eficiência do veículo e contribuir para uma condução mais segura no trânsito.
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Motoristas seguem usando celular ao volante e número de multas dispara no trânsito
O uso do celular ao volante continua entre os principais comportamentos de risco no trânsito brasileiro e os números recentes reforçam a preocupação com a distração durante a condução. Apenas na capital paulista, mais de 127 mil infrações relacionadas ao uso do telefone celular ao volante foram registradas, segundo levantamento divulgado pelo portal Mundo do Automóvel para PCD.
Os dados mostram que, apesar das campanhas educativas e da fiscalização, muitos motoristas ainda insistem em utilizar o aparelho enquanto dirigem, prática que compromete a atenção e aumenta significativamente o risco de sinistros.
Entre as infrações registradas, dirigir segurando o celular aparece como a ocorrência mais frequente, com 68.587 autuações. O número representa crescimento de 20% no período analisado.
Na sequência aparecem os casos de motoristas digitando no aparelho celular, que somaram 50.802 infrações.
Já as autuações envolvendo condutores falando ao telefone chegaram a 8.501 registros, com aumento de 5%.
Os números reforçam que diferentes formas de uso do celular continuam presentes no cotidiano do trânsito urbano.
Distração ao volante amplia risco de sinistrosO uso do telefone celular durante a condução é considerado uma das principais causas de distração no trânsito.
Mesmo em ações aparentemente rápidas, como ler mensagens, atender chamadas ou consultar aplicativos, o motorista reduz sua capacidade de reação e deixa de perceber riscos ao redor do veículo.
A preocupação aumenta especialmente em ambientes urbanos, onde há grande circulação de motociclistas, ciclistas, pedestres e usuários vulneráveis da mobilidade.
Além da infração prevista na legislação de trânsito, o comportamento também está diretamente associado ao aumento do risco de colisões e atropelamentos.
Goiânia também registra milhares de autuaçõesO cenário observado em São Paulo se repete em outras cidades brasileiras. Segundo dados da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), Goiânia registrou 40.077 infrações relacionadas ao uso de celular ao volante ao longo de 2025.
Em 2026, até o dia 15 de março, já havia a contabilização de 5.667 autuações.
Os números indicam que o problema permanece recorrente mesmo diante do aumento das campanhas de conscientização e das ações de fiscalização.
Maio Amarelo reforça importância da atenção no trânsitoA discussão ganha ainda mais relevância após o Maio Amarelo, que neste ano trouxe como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.
A campanha buscou chamar atenção para comportamentos de risco e incentivar atitudes mais responsáveis no trânsito, especialmente diante da vulnerabilidade crescente de motociclistas nas cidades brasileiras.
O tema também reforçou a necessidade de empatia e atenção constante durante a condução.
Em situações de distração causadas pelo celular, por exemplo, o motorista pode deixar de perceber uma travessia de pedestres, uma frenagem brusca à frente ou a aproximação de motociclistas nos corredores urbanos.
Tecnologia e organização veicular entram no debateAlém das ações do poder público, empresas do setor automotivo e de serviços digitais também têm buscado associar tecnologia e conscientização no trânsito.
A Zapay afirma atuar na simplificação do acesso a informações sobre multas, débitos e licenciamento veicular, facilitando a regularização documental dos motoristas.
Segundo a empresa, o objetivo é contribuir para um trânsito mais organizado e estimular comportamentos mais responsáveis no cotidiano.
O debate sobre segurança viária, no entanto, vai além da regularização de documentos e envolve principalmente mudança de comportamento dos condutores.
Especialistas em trânsito alertam frequentemente que a distração ao volante pode ser tão perigosa quanto outras condutas de risco, especialmente em vias urbanas movimentadas.
Os números recentes mostram que, apesar das campanhas educativas, o uso do celular durante a direção continua sendo um dos principais desafios para a segurança no trânsito brasileiro.
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Deputada quer criar o Dia da Advocacia de Trânsito
Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados pretende incluir no calendário oficial brasileiro uma nova data ligada ao trânsito e à mobilidade urbana.
O PL 1239/2026, apresentado pela deputada Rosana Valle (PL/SP), cria o Dia Nacional da Advocacia de Trânsito, a ser celebrado anualmente em 22 de setembro.
Conforme a autora, o objetivo é reconhecer o papel técnico, jurídico e institucional de profissionais especializados em legislação de trânsito.
O que é a advocacia de trânsitoA chamada advocacia de trânsito reúne profissionais que atuam em temas como:
- recursos de multas e penalidades;
- processos de suspensão ou cassação da CNH;
- defesa administrativa e judicial;
- consultoria para empresas de transporte;
- análise de normas e regulamentações do setor.
Na justificativa, a deputada afirma que a área vem ganhando relevância no contexto da mobilidade urbana, da segurança viária e da proteção de garantias constitucionais.
Por que 22 de setembroA data escolhida coincide com o Dia Mundial Sem Carro e está inserida na Semana Nacional de Trânsito, realizada entre 18 e 25 de setembro.
De acordo com o projeto, essa ligação simbólica busca aproximar o reconhecimento profissional de debates já existentes sobre:
- mobilidade sustentável;
- segurança viária;
- uso racional do espaço urbano;
- trânsito mais humano e eficiente.
O texto vai além da criação de uma data comemorativa. O projeto também prevê que o poder público possa firmar convênios com entidades da área para:
- campanhas educativas;
- seminários;
- capacitação técnica;
- debates sobre políticas públicas.
Além disso, propõe mecanismos de consulta pública para que entidades representativas da advocacia de trânsito possam participar de discussões sobre leis, resoluções e normas que impactem o Sistema Nacional de Trânsito.
Debate sobre novas datas comemorativasProjetos que criam dias nacionais costumam dividir opiniões no Congresso.
Defensores argumentam que essas datas ajudam a dar visibilidade a temas relevantes e estimulam debates públicos. Críticos costumam questionar o excesso de datas simbólicas e a efetividade prática dessas medidas.
No caso desta proposta, a autora sustenta que o reconhecimento fortalece uma área técnica que atua na defesa de direitos e no aperfeiçoamento das políticas públicas de trânsito.
Na justificativa, a deputada afirma que a medida pode contribuir para um trânsito mais “seguro, humano e democrático”.
Próximos passosO PL 1239/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.
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Nova lei mantém exame médico e muda renovação automática da CNH
A sanção da Lei nº 15.428/2026, publicada nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da União, encerra a tramitação da Medida Provisória (MP) 1.327/2025 e confirma uma mudança importante para os motoristas brasileiros: a chamada renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não deve acontecer da forma como foi inicialmente apresentada pelo governo federal.
Quando a MP foi editada, um dos principais destaques divulgados era a possibilidade de que determinados condutores pudessem renovar a habilitação de forma automática por meio do aplicativo “CNH do Brasil”. Ou seja, sem a necessidade de realizar exames presenciais. A proposta foi apresentada como uma medida de modernização, desburocratização e ampliação dos benefícios para os participantes do Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).
No entanto, durante a tramitação no Congresso Nacional, parlamentares alteraram um dos pontos centrais da proposta: os exames de aptidão física e mental voltaram a ser obrigatórios.
Com isso, embora a legislação e o governo federal mantenham a expressão “renovação automática da CNH”, o modelo aprovado ficou bem diferente daquele que motivou a criação da medida.
O que previa a proposta original?A MP 1.327/2025 surgiu com a promessa de simplificar a renovação da CNH para os chamados bons condutores.
A ideia era aproveitar a integração de bases de dados e os recursos digitais do aplicativo “CNH do Brasil” para automatizar etapas do processo. Na prática, o condutor que atendesse aos requisitos estabelecidos poderia ter a habilitação renovada sem passar pelos exames atualmente exigidos.
Foi justamente essa possibilidade que gerou repercussão nacional. Afinal, pela primeira vez se discutia a renovação da CNH sem a necessidade de uma nova avaliação da aptidão do motorista.
O que mudou no Congresso?A discussão da proposta trouxe à tona uma questão considerada fundamental por especialistas em trânsito e por parlamentares: a renovação da CNH não serve apenas para atualizar um documento.
Ela também existe para verificar se o condutor continua apto a dirigir.
Por essa razão, o Congresso decidiu restabelecer a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental, entendimento que foi mantido no texto sancionado pelo presidente da República.
A decisão alterou significativamente a proposta original.
Se antes a renovação poderia ocorrer sem qualquer reavaliação médica, agora o motorista continuará precisando comprovar suas condições para conduzir um veículo.
Um nome que já não traduz a realidadeEmbora a nova lei preserve a expressão “renovação automática da CNH”, a principal característica que justificava essa denominação deixou de existir.
Quando a medida foi anunciada, a renovação automática estava diretamente associada à dispensa dos exames médicos e à realização integral do procedimento por meios digitais.
Com a volta das avaliações obrigatórias, a renovação continua dependendo de uma etapa presencial e de uma análise individual das condições do condutor.
Na prática, o que a nova legislação cria é um processo potencialmente mais digital e simplificado, mas não uma renovação automática no sentido que foi amplamente divulgado quando a MP foi editada.
Por que os exames continuam sendo importantes?A decisão do Congresso também recolocou em evidência o papel dos exames médicos dentro do processo de renovação da CNH.
Frequentemente vistos apenas como uma exigência burocrática, eles cumprem uma função essencial para a segurança viária.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, ao longo dos anos, um motorista pode desenvolver condições que afetam sua capacidade de dirigir, muitas vezes sem perceber.
“Problemas de visão, limitações motoras, doenças neurológicas, alterações cognitivas e até o uso de determinados medicamentos podem comprometer a condução segura”, explica.
Ainda conforme o especialista, a renovação periódica da habilitação permite justamente avaliar essas condições e verificar se o condutor continua apto para permanecer ao volante.
Nesse sentido, a manutenção dos exames foi defendida durante a tramitação da proposta como uma importante medida de segurança viária. Afinal, a avaliação periódica das condições físicas e mentais do condutor não protege apenas o próprio motorista, mas também os demais usuários das vias.
O que muda para o motorista?Para a maioria dos condutores, o impacto prático da nova lei será diferente da expectativa criada quando a MP foi anunciada.
Os exames médicos continuam obrigatórios e permanecerão como uma etapa necessária da renovação da habilitação.
As mudanças devem ocorrer principalmente na parte administrativa do processo, com maior integração tecnológica, uso de sistemas digitais e possibilidade de automatização de procedimentos burocráticos.
Ou seja, o cidadão poderá encontrar um processo mais moderno e digitalizado, mas continuará precisando comprovar que reúne condições físicas e mentais para dirigir.
Modernização sem abrir mão da segurançaA trajetória da MP 1.327 mostra que existe consenso sobre a necessidade de modernizar os serviços públicos relacionados ao trânsito. Ferramentas digitais, integração de dados e redução de burocracias podem trazer benefícios importantes para os condutores e para a administração pública.
Ao mesmo tempo, a tramitação da proposta demonstrou que há limites para essa simplificação quando estão em jogo aspectos diretamente relacionados à segurança viária.
Ao restabelecer os exames de aptidão física e mental, o Congresso sinalizou que a renovação da CNH deve continuar cumprindo sua função principal: verificar periodicamente se o motorista permanece apto para dirigir.
Por isso, embora a lei tenha preservado o nome “renovação automática”, o modelo que saiu do Congresso e foi sancionado pelo governo está muito mais próximo de uma renovação digital e simplificada do que da renovação automática originalmente apresentada aos brasileiros.
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Dia Mundial do Meio Ambiente reforça avanço da descarbonização no transporte de cargas
Durante décadas, a eficiência no transporte rodoviário de cargas esteve associada principalmente a prazo, custo e capacidade de entrega. Agora, um novo fator passou a ocupar espaço estratégico nas decisões das empresas do setor: a sustentabilidade. Celebrado nesta sexta-feira (5), o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça um movimento que já ganha força na logística brasileira, impulsionado pela necessidade de reduzir emissões, atender novas exigências de mercado e responder às crescentes demandas por responsabilidade ambiental.
Responsável por mais de 60% do transporte de cargas no Brasil, o modal rodoviário também figura entre os principais emissores de gases de efeito estufa da cadeia produtiva nacional. O cenário fez com que sustentabilidade deixasse de ser apenas um discurso institucional e passasse a impactar diretamente contratos, financiamentos, competitividade e permanência no mercado.
No centro dessa mudança, empresas vêm apostando em soluções que combinam eficiência operacional, inovação tecnológica e redução de impactos ambientais. Frotas com menor emissão de poluentes, uso de inteligência artificial, telemetria, roteirização inteligente, combustíveis alternativos e gestão de emissões já começam a fazer parte da rotina de transportadoras e operadores logísticos.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Antonio Luis da Silva Junior, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a necessidade de o setor avançar em uma agenda ambiental conectada à realidade econômica do transporte brasileiro. Segundo ele, a pauta da sustentabilidade deixou de ser tendência futura e passou a integrar o presente das operações logísticas.
“O transporte rodoviário tem consciência da sua responsabilidade ambiental e vem buscando alternativas para reduzir impactos sem comprometer a eficiência das operações. Hoje, sustentabilidade e competitividade caminham juntas. Quem não acompanhar essa transformação corre o risco de perder mercado, contratos e acesso a crédito”, afirma.
A pressão vem de diferentes frentes.Grandes embarcadores passaram a exigir inventários de emissões, metas ambientais e indicadores ESG de seus parceiros logísticos. Instituições financeiras também incorporaram critérios socioambientais em análises de crédito e concessão de financiamento. Na prática, reduzir emissões passou a influenciar diretamente a saúde financeira e a capacidade competitiva das empresas.
De acordo com o assessor jurídico-ambiental do Setcemg, Walter Cerqueira, o Brasil ainda vive uma fase de transição no processo de descarbonização do transporte rodoviário. “As soluções adotadas até hoje são mais incrementais do que disruptivas. Há avanços importantes, mas ainda existem gargalos estruturais que dificultam uma transformação mais acelerada”, avalia.
Entre os avanços já incorporados pelo setor, Walter destaca a ampliação da mistura de biodiesel na matriz energética do transporte. Apesar dos ganhos ambientais, ele ressalta que o setor também aponta desafios relacionados à qualidade do combustível e ao impacto sobre manutenção e durabilidade dos veículos. “A gente reconhece a importância do biodiesel para a redução das emissões. No entanto, também existe uma preocupação crescente com os custos operacionais, desgaste de peças e manutenção das frotas”, explica.
Além do biodiesel, outras alternativas começam a ganhar espaço no transporte rodoviário, como diesel verde, biometano e eletrificação. O uso do gás metano aparece principalmente em operações de frota cativa, nas quais as empresas conseguem maior previsibilidade de abastecimento e controle logístico. Já a eletrificação do transporte de longa distância ainda enfrenta obstáculos importantes. Como, por exemplo, o alto custo da tecnologia, baixa disponibilidade de infraestrutura de recarga nas rodovias e rede limitada de assistência técnica especializada.
Eficiência operacional impulsiona logística mais sustentávelÀ medida que o setor de transporte avança na agenda ambiental, a tecnologia vem assumindo papel central na redução das emissões e no aumento da eficiência logística. Mesmo com a substituição total da frota ainda distante da realidade brasileira, empresas já apostam em inteligência artificial, telemetria, roteirização inteligente e veículos menos poluentes para reduzir impactos ambientais e otimizar custos operacionais.
Segundo o CEO da Zero Carbon, Felipe Marçal, sustentabilidade e eficiência deixaram de caminhar separadas. “No Brasil, as soluções mais eficientes são aquelas que reduzem emissão enquanto melhoram a performance financeira da operação”, afirma. A empresa investe em frota elétrica para entregas urbanas, veículos Euro 6, energia renovável certificada e centros de distribuição estrategicamente posicionados para reduzir viagens vazias e ampliar a ocupação dos veículos.
A combinação entre tecnologia e gestão inteligente já apresenta resultados concretos. Em operações otimizadas, a empresa registrou redução de até 50% nas emissões de CO₂ em determinadas rotas. Em um projeto voltado ao setor de mineração, mais de 120 toneladas de carbono foram compensadas em apenas um mês.
Descarbonização ainda esbarra em desafios estruturaisApesar dos avanços, a transição sustentável no transporte rodoviário enfrenta obstáculos importantes. Para o assessor jurídico do Setcemg, um dos principais entraves está na própria estrutura do setor. Ou seja, hoje ela é altamente pulverizada e formada majoritariamente por pequenos transportadores e autônomos. “Discutir transição energética sem criar mecanismos que permitam a participação dos pequenos transportadores é uma das principais questões que o Brasil precisa enfrentar”, alerta. Segundo ele, a descarbonização precisa ocorrer de forma gradual e equilibrada, evitando aumento excessivo dos custos do frete e perda de competitividade para empresas menores.
Além disso, o avanço regulatório ainda é insuficiente para atender às demandas do transporte de cargas. Embora programas como o Rota 2030 e a Lei do Combustível do Futuro representem avanços importantes, ainda faltam incentivos específicos para renovação de frota, eletrificação do transporte de longa distância e melhoria da infraestrutura rodoviária.
“A melhoria das estradas também reduz emissões e aumenta a eficiência das operações”, afirma.
ESG deixa de ser tendência e passa a ser exigência de mercadoNo cenário atual, adiar práticas ambientais já representa risco operacional e financeiro para as transportadoras. Além das penalidades previstas em lei para danos ambientais, cresce a pressão de embarcadores, investidores e instituições financeiras por metas ambientais e inventários de emissões. Empresas que não se adaptarem às exigências ESG podem enfrentar dificuldades na renovação de contratos e no acesso a crédito. “O ESG funciona como uma corrente, quando a empresa principal muda seu posicionamento, toda a cadeia passa a ser pressionada a se adequar”, explica Walter.
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o setor de logística mostra que a sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso institucional para se tornar um fator estratégico de competitividade. Entre inovação tecnológica, eficiência operacional e pressão regulatória, a redução das emissões já passa a definir quais empresas estarão preparadas para o futuro do transporte no Brasil.
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4 métodos para se proteger contra roubo remoto de carros
A inovação dos carros com sistema de entrada sem chave trouxe muita conveniência para os usuários, mas também abriu as portas para os crimes cibernéticos. Atualmente, em vez de forçar as fechaduras ou quebrar os vidros, os ladrões têm utilizado controles remotos ou outras ferramentas eletrônicas para roubar os veículos. Entender como esses métodos de roubo funcionam é o primeiro passo para proteger seu carro.
Aqui estão quatro maneiras eficazes de reduzir o risco desses golpes.
1. Proteger contas e aplicativos do carroMuitos veículos modernos estão conectados a aplicativos móveis que permitem funcionalidades como travamento ou partida do motor de modo remoto. Infelizmente, esses programas têm sido alvos cada vez mais comuns dos criminosos, sobretudo por causa do uso de conexões Wi-Fi públicas, que aumentam a possibilidade de exposição de dados.
É por isso que é importante evitar o uso de aplicativos do tipo em redes não seguras, como no Wi-Fi de aeroportos ou hotéis. Uma alternativa, caso seja necessário usar dessas conexões, é protegê-las com uma rede virtual privada (VPN). Mas é preciso atenção: nem todas as VPNs são iguais, e provavelmente a melhor VPN será uma paga, e não a gratuita que você encontrou num site suspeito.
2. Bloquear sinais de controle remotoUma das técnicas mais comuns usadas por ladrões é o ataque de retransmissão. Com amplificadores de sinal, os criminosos capturam a comunicação entre um veículo e seu controle remoto. O sinal amplificado engana o veículo, fazendo-o acreditar que a chave está por perto, o que permite o destravamento das portas e ignição do motor.
Uma defesa simples, porém eficaz, é guardar o controle remoto da chave dentro de um estojo com revestimento metálico quando não estiver em uso, já que isso bloqueia a transmissão de sinais de rádio. Alguns veículos também permitem que os proprietários desativem completamente o sinal da chave sem fio quando estacionados, o que pode reduzir ainda mais a exposição.
3. Usar dispositivos antifurto visíveisEmbora os métodos de roubo modernos sejam altamente tecnológicos, os dispositivos de segurança tradicionais ainda são importantes. Como destacou recentemente o aeroporto de Goiânia, travas de volante, de roda e de pedal criam obstáculos adicionais que dificultam a ação dos ladrões e atraem a atenção.
Criminosos geralmente preferem roubos rápidos e discretos. Se o seu veículo parecer mais difícil de roubar do que outros nas proximidades, eles certamente vão procurar um alvo mais fácil.
4. Instalar rastreamento GPS e alertas de movimentoMesmo com medidas preventivas, roubos ainda podem acontecer. Para remediar a situação, a instalação de rastreadores GPS pode ser essencial por aumentar as chances de recuperar o veículo.
Sistemas de rastreamento modernos enviam alertas quando movimentos suspeitos são detectados, como tentativas de reboque ou atividades inesperadas no veículo. Alguns dispositivos também fornecem atualizações de localização em tempo real, ajudando proprietários e autoridades a responderem mais rapidamente.
Combinar e vencerEnquanto os criminosos inventam novas técnicas de roubo remoto de carros, a melhor defesa dos usuários é investir em múltiplas medidas de segurança concomitantes. Ao usar aplicativos seguros, tomar cuidado das chaves eletrônicas, manter dispositivos antifurto visíveis e monitorar por GPS, eles poderão aumentar a dificuldade do roubo e, assim, dissuadir os criminosos de atacarem.
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Micromobilidade avança no Brasil, mas cidades ainda não acompanham mudança no trânsito
A micromobilidade já faz parte da rotina de muitas cidades brasileiras. Bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos autopropelidos se consolidaram como alternativa para trajetos curtos, integração com transporte público e redução do uso do carro.
O crescimento desses modais responde a problemas reais, como congestionamentos, custo elevado de deslocamento e busca por opções mais sustentáveis. No entanto, a expansão ocorreu mais rápido do que a adaptação urbana.
Hoje, muitos usuários enfrentam um dilema diário: circular entre carros e ônibus em vias perigosas ou dividir espaço com pedestres em calçadas. Isso revela um problema central: cidades ainda são planejadas prioritariamente para veículos maiores, e não para deslocamentos leves e compartilhados.
Falta estrutura e informaçãoA legislação brasileira já traz regras para bicicletas elétricas, ciclomotores e autopropelidos, com critérios diferentes para cada categoria. O problema é que boa parte da população desconhece essas diferenças.
Na prática, isso gera confusão entre usuários, comércio e fiscalização. Há veículos vendidos como bicicleta, mas que se enquadram em outra categoria, além de circulação irregular em áreas inadequadas.
Sem informação clara, aumentam riscos e conflitos.
Usuários vulneráveis no centro do debateQuem utiliza micromobilidade tem pouca proteção física e está exposto a quedas, colisões laterais, buracos e imprudência de terceiros. Ao mesmo tempo, também pode colocar pedestres em risco quando circula em calçadas ou em alta velocidade em áreas compartilhadas.
Por isso, o debate exige equilíbrio: proteger quem usa esses modais sem ignorar a segurança de quem anda a pé.
Maio Amarelo reforça necessidade de convivênciaO Maio Amarelo 2026 ajuda a trazer visibilidade ao tema ao defender respeito entre todos os usuários das vias. No caso da micromobilidade, enxergar o outro significa reconhecer que o trânsito mudou — e que as cidades precisam mudar também.
O que precisa avançarCelso Alves Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, aponta cinco medidas prioritárias:
- ciclovias e rotas conectadas;
- velocidades urbanas compatíveis;
- fiscalização orientativa;
- educação para todos os modais;
- integração com transporte público.
A micromobilidade pode reduzir congestionamentos, emissões e dependência do carro. Mas, sem planejamento, também pode ampliar disputas por espaço e insegurança.
“Mais do que discutir patinetes ou bicicletas elétricas, o Brasil precisa decidir se quer cidades preparadas para o futuro ou presas a um modelo centrado apenas no automóvel”, conclui Mariano.
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Jogar lixo pela janela do carro pode causar acidentes e render multa, alerta concessionária
O hábito de jogar lixo pela janela do veículo, muitas vezes visto como algo sem importância, continua representando riscos para a segurança viária e para o meio ambiente. Durante a Semana do Meio Ambiente, a Concessionária SPMAR reforça o alerta sobre os perigos do descarte irregular de resíduos nas rodovias e lembra que a prática também é passível de multa prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Responsável por cerca de 100 quilômetros dos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, a concessionária chama a atenção para situações que podem surgir a partir de um simples objeto lançado para fora do veículo.
Conforme a gerência de Meio Ambiente da SPMAR, os riscos vão muito além da sujeira acumulada às margens das estradas.
“Um objeto lançado pela janela pode obrigar o carro de trás a realizar uma manobra brusca para desviar. Um pedaço de comida pode atrair um animal para o centro da via, gerando uma condição de perigo para quem trafega. Da mesma forma, pedaços de lixo abandonadas na via podem prejudicar o escoamento da água de chuva podendo gerar aquaplanagem aos veículos, situações que representam sérios riscos a vida dos motoristas”, alerta a gerente de Meio Ambiente da Concessionária SPMAR.
Como o lixo pode comprometer a segurança viáriaNas rodovias, qualquer objeto descartado inadequadamente pode se transformar em um obstáculo inesperado. Garrafas plásticas, latas, embalagens, restos de alimentos e outros resíduos podem provocar reações rápidas dos condutores, aumentando o risco de colisões e saídas de pista.
Além disso, o descarte de alimentos às margens das estradas pode atrair animais para a pista, criando situações de perigo para motoristas, motociclistas e demais usuários da via.
Outro problema apontado pela concessionária está relacionado ao sistema de drenagem. Resíduos acumulados podem dificultar o escoamento da água da chuva, favorecendo o acúmulo de água na pista e aumentando o risco de aquaplanagem, especialmente durante períodos de chuva intensa.
Impactos também atingem o meio ambienteOs prejuízos não se limitam à segurança no trânsito. O descarte irregular de resíduos compromete a preservação ambiental e exige um trabalho contínuo de limpeza ao longo das rodovias.
De acordo com a SPMAR, nos últimos cinco anos foram recolhidas e encaminhadas para reciclagem 581 toneladas de pneus inteiros e de ressolagem, 147 toneladas de metais, 118 toneladas de papel e 52 toneladas de madeira.
O volume total desses materiais equivale, em peso, a aproximadamente 600 carros populares empilhados.
Os números ajudam a dimensionar a quantidade de resíduos abandonados nas vias bem como a necessidade de equipes permanentes para minimizar os impactos causados pelo descarte inadequado.
Risco de incêndios preocupaOutro efeito do lixo jogado nas rodovias é a possibilidade de incêndios em áreas de vegetação próximas às pistas.
Bitucas de cigarro descartadas pela janela e até mesmo latas de alumínio abandonadas em locais com vegetação seca podem contribuir para o surgimento de focos de incêndio, especialmente em períodos de estiagem e altas temperaturas.
Para enfrentar esse cenário, a concessionária informa que mantém diariamente mais de 40 profissionais atuando nos serviços de limpeza e conservação da rodovia.
Ainda de acordo com a gerência de Meio Ambiente da empresa, a conscientização dos usuários é fundamental para reduzir o problema.
“É fundamental que a população entenda que o lixo tem lugar certo para ser descartado e não é na rodovia. Além de comprometer o meio ambiente, o descarte irregular coloca em risco a vida de motoristas e pedestres. Nosso trabalho de limpeza é constante, mas precisamos da colaboração de todos para reduzir esse problema”, reforça.
Jogar lixo pela janela gera multaAlém dos riscos para a segurança e para o meio ambiente, o comportamento pode resultar em penalidade de trânsito.
Conforme previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro, arremessar ou abandonar objetos na via é uma infração de natureza média. A penalidade é multa de R$ 130,16 assim como o registro de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A regra busca justamente coibir uma prática que, apesar de aparentemente simples, pode gerar consequências graves para quem utiliza as rodovias.
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CNT critica flexibilização de regras para motofretistas
A retirada da obrigatoriedade de cursos especializados para motofretistas e mototaxistas, prevista na Medida Provisória 1.360/2026, voltou a ampliar o debate sobre segurança viária, qualificação profissional e o aumento da violência no trânsito brasileiro. Em posicionamento divulgado na semana passada, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirmou que considera “essencial” a preservação de mecanismos de capacitação técnica para profissionais que atuam no transporte remunerado em motocicletas.
De acordo com a entidade, a flexibilização prevista pela medida ocorre justamente em um momento de agravamento dos índices de mortes no trânsito, especialmente entre motociclistas. Esse é o grupo que figura entre os mais vulneráveis do sistema viário brasileiro.
A CNT avalia com preocupação os dispositivos da MP que retiram a obrigatoriedade do curso especializado para motofretistas e mototaxistas. Para a entidade, a formação específica vai além de uma exigência administrativa. Ela representa uma política pública diretamente relacionada à prevenção de sinistros e à preservação da vida.
“A formação especializada dos profissionais que atuam nesse segmento constitui um instrumento importante de prevenção de acidentes, condução defensiva, gerenciamento de riscos e conscientização sobre responsabilidade no trânsito”, afirmou a entidade.
Ainda conforme o posicionamento divulgado, a qualificação técnica “não deve ser tratada como exigência burocrática”, mas como uma ferramenta de segurança operacional em atividades consideradas de alto risco.
Flexibilização reacende debate sobre formação de condutoresA discussão ocorre em meio a um cenário mais amplo de mudanças recentes na regulamentação da formação e da atuação profissional no trânsito brasileiro. Nos últimos anos, diferentes propostas de flexibilização envolvendo exigências para condutores têm gerado debates entre especialistas, entidades do setor e representantes ligados à segurança viária.
No caso específico dos motociclistas profissionais, o tema ganha ainda mais relevância devido à crescente participação das motos na mobilidade urbana e nas atividades econômicas, especialmente em serviços de entrega e transporte individual.
O avanço das plataformas digitais e o crescimento do trabalho por aplicativos fizeram aumentar significativamente o número de motociclistas circulando diariamente nas cidades brasileiras. Ao mesmo tempo, especialistas apontam que a exposição prolongada ao trânsito intenso, jornadas extensas e pressão por produtividade elevam os riscos enfrentados por esses profissionais.
Para a CNT, simplificar regras não pode significar redução de requisitos mínimos de segurança.
“A CNT reconhece a importância de iniciativas voltadas à simplificação regulatória e à ampliação de oportunidades econômicas. No entanto, entende que medidas de modernização normativa devem preservar requisitos mínimos de segurança e capacitação profissional em atividades de alto risco”, destacou a entidade.
Mortes de motociclistas preocupam autoridades e especialistasO posicionamento da CNT também se apoia no crescimento da letalidade no trânsito brasileiro. Dados do Ministério da Saúde citados pela entidade mostram que o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, o maior número desde 2016.
Os números envolvendo motociclistas chamam atenção de forma especial. De acordo com a confederação, apenas na Região Nordeste, 6.116 ocupantes de motocicletas morreram em sinistros de trânsito em 2024. O volume é 60% superior ao registrado na Região Sudeste.
Além disso, nas regiões Norte e Nordeste, mais da metade das vítimas fatais do trânsito estava em motocicletas.
O cenário reforça uma preocupação recorrente de especialistas em segurança viária. Embora a motocicleta tenha se consolidado como importante instrumento de mobilidade e geração de renda, principalmente em regiões periféricas e cidades médias, os motociclistas continuam entre os usuários mais expostos à gravidade dos sinistros.
Curso especializado é visto como ferramenta de prevençãoAtualmente, os cursos especializados para motofretistas e mototaxistas incluem conteúdos relacionados à condução defensiva, legislação de trânsito, gerenciamento de riscos, comportamento seguro e responsabilidade profissional.
Entidades do setor defendem que esse tipo de formação ajuda a preparar os profissionais para situações críticas enfrentadas diariamente no trânsito urbano. Dessa forma, contribuindo para decisões mais seguras e para a redução de comportamentos de risco.
Na avaliação da CNT, retirar a exigência obrigatória da capacitação pode representar um enfraquecimento de políticas preventivas justamente em um dos segmentos mais vulneráveis da mobilidade brasileira.
O debate sobre a MP 1.360/2026 ainda deve avançar no Congresso Nacional, onde parlamentares poderão manter, alterar ou rejeitar os dispositivos relacionados às exigências para atuação de motofretistas e mototaxistas.
Enquanto isso, a discussão reacende um tema cada vez mais presente nas políticas públicas de trânsito: até que ponto a simplificação regulatória pode ocorrer sem comprometer a segurança viária e a formação adequada dos profissionais que circulam diariamente nas ruas e rodovias do país.
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Detran lista as 10 principais consequências de se dirigir com carga acima do limite permitido
Se você é caminhoneiro ou usa seu carro para transportar diversos objetos e equipamentos, provavelmente já sabe que transitar com o veículo acima do peso permitido é infração de trânsito. Com pontos na habilitação e retenção do veículo, o peso não é sentido apenas no automóvel, mas também no bolso, pois a cada 200 kg de peso extra, é cobrada uma taxa adicional pela conduta, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Porém, o Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), chama a atenção dos condutores para além das penalidades e aponta as 10 principais consequências de dirigir acima do peso. Tal prática traz inúmeros impactos à infraestrutura viária, aumenta os gastos com manutenção e combustível e afeta negativamente o desempenho da viagem.
Além desses fatores, o excesso de peso representa um risco maior à vida do condutor e dos passageiros, pois diminui a capacidade de aceleração do veículo e reduz o tempo de resposta ou de desvio de algum obstáculo na pista.
1. PenalidadesO artigo 231 do CTB estabelece que qualquer veículo que transitar com excesso de peso está sujeito às seguintes penalidades:
- Pontuação: quatro pontos na carteira;
- Multa: R$ 130,16;
- Retenção do automóvel: o veículo fica retido até que outro seja apresentado para transportar a carga excedente, ou o condutor pode apenas descarregar o excesso no local.
Multa acrescida
Além da taxa de R$ 130,16, o condutor é cobrado por um custo adicional a cada 200 kg de peso extra, conforme o inciso IV do art. 231 do CTB:
Peso excedente (em kg) Acréscimo cobrado (em R$)
- Até 600 kg acima do peso – R$ 5,32
- Entre 601 kg e 800 kg – R$ 10,64
- De 801 kg a 1.000 kg – R$ 21,28
- De 1.001 kg a 3.000 kg – R$ 31,92
- De 3.001 kg a 5.000 kg – R$ 42,56
- Acima de 5.000 kg – R$ 53,20
Todo veículo possui peças e componentes com especificações técnicas determinadas que levam em consideração o peso máximo para o transporte de cargas. Ao transitar com peso além do estabelecido, o condutor exige um esforço maior do veículo, o que leva ao comprometimento da mecânica e da estrutura.
Nesses casos, o peso excedente superaquece os freios e compromete a integridade dos pneus, do chassi, dos engates e do próprio implemento.
Ao negligenciar os limites de peso do veículo, o condutor terá que arcar com altos gastos de manutenção.
3. Velocidade do caminhão e tempo de respostaO veículo foi projetado para suportar uma quantidade máxima de carga preestabelecida. Isso significa que, ao exceder tal limite, o motor e os demais componentes têm sua capacidade de acelerar, frear ou desviar de algo no trânsito (como um obstáculo) drasticamente reduzida.
4. Danos à qualidade das viasAs consequências do excesso de peso também trazem à tona o impacto às estradas, comprometendo a sua qualidade. O excesso de peso é responsável por estragos no asfalto de forma exponencial, conforme diz a Lei da Quarta Potência — uma regra básica fundamentada em testes rodoviários. Nela, o dano causado à estrutura do pavimento se eleva na proporção da potência da carga do eixo.
Isso significa que, quando um veículo transita com o dobro do próprio peso, o estrago à via é 16 vezes maior em comparação com um carro que trafega dentro do limite permitido. Isso leva ao surgimento de buracos nas vias e acrescenta mais um fator de impacto à estrutura do veículo, principalmente aos pneus.
5. Gasto com combustívelTransportar carga em excesso faz com que o veículo precise manter maiores rotações para movimentar o peso, o que o faz sair da faixa ideal de eficiência energética. Ao sair dessa faixa, o consumo de combustível aumenta na tentativa de conseguir um ganho pequeno de velocidade ou até mesmo para reduzi-la.
6. Tombamento da carga e do veículoA carga excedente compromete a dirigibilidade de diversas formas, em especial na execução de curvas e de manobras mais delicadas. Seja para frear ou acelerar, essa situação pode provocar desequilíbrios e acarretar o tombamento do veículo. Esse perigo se torna ainda mais provável quando a curva é fechada e a velocidade é alta.
7. Risco de sinistros fataisJuntos, a redução do tempo de reação, os danos às vias e a chance de tombamento elevam consideravelmente a possibilidade de ocorrência de um sinistro fatal no trânsito.
A estrutura do veículo e os equipamentos de segurança foram projetados para aguentar uma determinada quantidade de força.
Com a carga excedente, essa força gera uma energia superior à que o veículo suporta e compromete a integridade e a segurança do condutor.
8. Torna o trânsito mais lentoO sobrepeso da carga dificulta o aumento de velocidade do veículo, tornando o trânsito mais lento. Isso se intensifica uma vez que a maioria das pistas é simples, com poucos trechos de ultrapassagem segura e permitida, impedindo que outros veículos acelerem. A lentidão se torna ainda mais presente quando os motoristas tentam desviar de buracos nas vias, diminuindo a área de trafegabilidade.
9. Reduz o tempo de vida útil do veículoCom diversos desgastes acentuados, trocas de peças e esforços extremos dos componentes, ocorre a deterioração das estruturas mecânicas e a depreciação do veículo, acelerando o fim do seu tempo de vida útil.
10. Emissão de gases poluentesO excesso de peso traz outra consequência, muitas vezes silenciosa: o aumento da emissão de gases poluentes. Como a carga excedente exige um maior consumo de combustível, esse motor acaba produzindo e liberando muito mais gases provenientes da queima na atmosfera.
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Exame toxicológico passa a ser exigido na primeira habilitação para carros e motos; entenda o que muda
Desde a última segunda-feira (1º), os candidatos que iniciam o processo para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B, que permitem conduzir motocicletas e automóveis, precisam realizar exame toxicológico no Paraná. A medida decorre da Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e ampliou a exigência que, até então, era aplicada apenas a condutores das categorias C, D e E.
No Paraná, a nova regra já está sendo aplicada pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR) para todos os processos iniciados a partir de 1º de junho. Já os candidatos que deram entrada na primeira habilitação antes dessa data permanecem submetidos às regras anteriores e não precisam realizar o exame para concluir o processo.
A mudança deve ser implementada gradualmente em todo o país, uma vez que a legislação federal já está em vigor.
Quem precisa fazer o exame?A exigência vale para candidatos à primeira habilitação das categorias A e B, ou seja, para quem está tirando a CNH pela primeira vez para conduzir motocicletas ou automóveis.
De acordo com as regras em vigor, o exame deverá ser realizado antes da conclusão do processo de habilitação e somente em laboratórios credenciados pelos órgãos de trânsito.
No caso do Paraná, é possível consultar a relação dos laboratórios no portal oficial do Detran/PR.
Para seguir com o processo, o resultado deve ser negativo para as substâncias pesquisadas pelo exame.
Como funciona o exame toxicológico?O exame toxicológico exigido para a CNH é conhecido como teste de larga janela de detecção. Diferentemente dos exames de sangue ou urina, ele permite identificar o consumo de determinadas substâncias por um período muito mais amplo.
A coleta acontece, preferencialmente, por meio de fios de cabelo retirados próximos à raiz. Quando não há quantidade suficiente de cabelo, é possível utilizar pelos de outras partes do corpo.
O objetivo é detectar o uso de drogas ilícitas e outras substâncias psicoativas que possam comprometer a capacidade de dirigir com segurança.
Entre as substâncias normalmente identificadas estão:
- maconha;
- cocaína;
- anfetaminas;
- metanfetaminas;
- opioides;
- rebites e estimulantes semelhantes.
A principal característica desse tipo de exame é a capacidade de apontar o consumo ocorrido em até 90 dias antes da coleta.
O que diz a nova lei?A obrigatoriedade surgiu durante a tramitação do projeto que deu origem à Lei nº 15.153/2025. Inicialmente, a proposta tinha outro foco, mas acabou recebendo uma emenda que ampliou a exigência do exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação.
A justificativa apresentada pelos defensores da medida é reforçar a segurança viária, assim como, criar um mecanismo de prevenção ao uso de drogas por futuros condutores.
A legislação também determina que os recursos arrecadados com multas de trânsito possam ser utilizados em programas voltados à formação de condutores de baixa renda, incluindo iniciativas de CNH Social.
Objetivo é aumentar a segurança no trânsitoDe acordo com o especialista em trânsito Celso Mariano, diretor da Tecnodata Educacional e do Portal do Trânsito, a medida tem caráter preventivo. Ela busca reduzir os riscos associados ao consumo de substâncias ilícitas por pessoas que pretendem obter a habilitação. “O exame é válido apenas se for realizado em laboratório credenciado. Além disso, é preciso apresentar resultado negativo para que o candidato possa continuar o processo”, explica.
Conforme ele, um dos diferenciais do teste é justamente sua capacidade de identificar o consumo de drogas mesmo meses antes da coleta. “Trata-se de um exame de larga janela de detecção, capaz de identificar substâncias consumidas até 90 dias antes da realização do teste”, destaca.
Celso Mariano também lembra que a mudança não afeta quem já havia iniciado o processo de habilitação antes da entrada em vigor da nova regra. “Quem deu entrada no processo anteriormente não precisará fazer o exame. A obrigatoriedade vale apenas para os candidatos que iniciaram o procedimento a partir de 1º de junho”, esclarece.
De acordo com o especialista, o propósito da legislação é claro.
“O objetivo da lei é coibir o consumo de substâncias ilícitas ou, pelo menos, dificultar que usuários dessas drogas tenham acesso ao volante”, afirma.
Medida ainda gera debatesDesde o Congresso Nacional aprovou a proposta, a ampliação do exame toxicológico para as categorias A e B tem provocado discussões. Entre os pontos debatidos estão os custos adicionais para os candidatos, a efetividade da medida na prevenção de sinistros e a capacidade do exame de identificar consumo recente ou eventual de determinadas substâncias.
Por outro lado, defensores da exigência argumentam que o teste representa uma ferramenta importante para reforçar a responsabilidade dos futuros motoristas e motociclistas antes mesmo da obtenção da CNH.
Independentemente das divergências, a nova regra já está valendo. Ou seja, ela passa a fazer parte das etapas obrigatórias da primeira habilitação em todo o território nacional.
Com isso, candidatos que pretendem iniciar o processo para obter a CNH devem ficar atentos às novas exigências.
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Corpus Christi: especialistas dão 6 dicas para viajar com segurança no feriadão
Com a chegada do feriadão de Corpus Christi e das temperaturas mais baixas, muitos motoristas devem pegar as estradas e viajar em todo o Brasil nos próximos dias. O aumento no fluxo de veículos, aliado às condições típicas do inverno, como neblina, chuva e frio intenso em algumas regiões, exige atenção redobrada dos condutores — especialmente em relação à manutenção preventiva dos veículos.
De acordo com estimativas das concessionárias, apenas as rodovias concedidas do estado de São Paulo devem receber mais de 16 milhões de veículos durante o feriado prolongado. Em diversos trechos federais, o movimento também costuma crescer significativamente em comparação aos dias normais.
Nesse cenário, uma revisão básica antes de viajar pode fazer diferença tanto para a segurança quanto para evitar imprevistos e gastos inesperados durante o trajeto.
Especialistas da AutoZone Brasil reuniram seis orientações consideradas fundamentais para quem pretende viajar durante o período de frio.
“Em períodos frios, alguns componentes do veículo sofrem mais desgaste ou podem apresentar falhas com maior facilidade. Uma revisão preventiva simples faz diferença tanto na segurança quanto no conforto da viagem”, comunica a companhia.
Bateria merece atenção especial no frioEntre os itens que mais sofrem impacto das baixas temperaturas está a bateria. O frio exige mais esforço do sistema elétrico, especialmente nas partidas pela manhã.
Dificuldade para ligar o veículo, falhas elétricas ou oscilações podem indicar necessidade de avaliação antes da viagem. Ignorar esses sinais pode aumentar o risco de panes em deslocamentos longos.
Pneus descalibrados aumentam riscosOutro ponto importante é a calibragem dos pneus. Com a queda da temperatura, a pressão interna pode sofrer alterações, comprometendo estabilidade, frenagem e consumo de combustível.
Além disso, pneus em más condições elevam o risco de aquaplanagem em pistas molhadas, situação comum durante o inverno em várias regiões do país.
Visibilidade precisa ser prioridadeNo período mais frio do ano, situações como neblina, chuva e vidros embaçados se tornam mais frequentes. Por isso, sistemas ligados à visibilidade precisam funcionar corretamente.
A recomendação inclui verificar:
- ar-condicionado e desembaçador;
- faróis e lanternas;
- luzes de freio;
- setas;
- palhetas do limpador de para-brisa;
- reservatório de água do limpador.
Conforme os especialistas, palhetas ressecadas ou iluminação deficiente podem comprometer seriamente a segurança durante viagens noturnas ou em condições climáticas adversas.
Óleo e arrefecimento também exigem revisãoOs especialistas também orientam os motoristas a conferirem os níveis de óleo, fluidos e o sistema de arrefecimento do veículo antes de sair para a estrada.
O sistema de arrefecimento é responsável por manter a temperatura ideal do motor mesmo em dias frios. Já óleo e demais fluidos em níveis inadequados podem provocar desgaste prematuro e até falhas mecânicas.
Manutenção preventiva pode evitar transtornosDe acordo com a AutoZone Brasil, muitos problemas registrados nas rodovias durante feriados prolongados poderiam ser evitados com verificações simples feitas antes da viagem.
Além de aumentar a segurança, a manutenção preventiva ajuda a reduzir o risco de panes mecânicas, atrasos e despesas inesperadas durante o deslocamento.
“Pequenos cuidados ajudam a evitar panes, gastos inesperados e situações de risco. A manutenção preventiva é sempre mais econômica e segura do que resolver um problema no meio da estrada”, reforça o time da AutoZone Brasil.
Durante períodos de grande movimentação nas rodovias, especialistas em segurança viária também recomendam planejamento da viagem, pausas para descanso e atenção redobrada às condições climáticas, especialmente em regiões sujeitas à neblina e chuva intensa no inverno.
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Atlas da Violência liga alta de mortes no trânsito à precarização do trabalho por aplicativos
A motocicleta deixou de ser apenas um meio de transporte para se tornar ferramenta de sobrevivência econômica de milhões de brasileiros — e essa transformação já aparece nas estatísticas da violência no trânsito. O alerta está no Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que relaciona o crescimento das mortes de motociclistas à expansão da economia de aplicativos e à precarização do trabalho urbano.
Conforme o levantamento, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024. As motocicletas estiveram envolvidas em 41,6% desses óbitos. Entre 2019 e 2024, as mortes em sinistros com motos cresceram 38%, passando de 11.182 para 15.459 vítimas fatais. Para os pesquisadores, fatores como jornadas extensas, pressão por produtividade e ausência de proteção social transformaram trabalhadores de aplicativos em um dos grupos mais expostos ao risco letal no cotidiano urbano.
O relatório mostra que a dinâmica da mobilidade urbana brasileira mudou profundamente nos últimos anos. Em muitas cidades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, a motocicleta passou a ocupar papel central tanto no deslocamento quanto na geração de renda.
A moto como ferramenta de trabalhoO Atlas da Violência destaca que a expansão da economia de aplicativos consolidou a motocicleta como instrumento de trabalho e sobrevivência econômica para parcelas vulneráveis da população. O fenômeno se intensificou especialmente após a ampliação dos serviços de entrega e transporte individual mediados por plataformas digitais.
Com menor custo em comparação ao automóvel e maior facilidade de circulação nos centros urbanos, a moto se tornou alternativa rápida para quem busca renda imediata. O problema, segundo os pesquisadores, é que o aumento do tempo de exposição ao trânsito acaba ampliando também o risco de envolvimento em sinistros graves e fatais.
O estudo chama atenção para fatores que passaram a fazer parte da rotina de muitos motociclistas:
- pressão por entregas rápidas;
- longas jornadas de trabalho;
- necessidade de realizar maior número de corridas;
- fadiga física e mental;
- circulação constante em ambientes urbanos de alto risco.
Embora o Atlas não responsabilize diretamente os aplicativos pelas mortes, o documento aponta que a lógica de produtividade e a precarização das relações de trabalho alteraram o perfil da mortalidade viária brasileira.
Segurança viária passa também pelas condições de trabalhoPara especialistas em trânsito, os números mostram que a discussão sobre segurança de motociclistas precisa ultrapassar a ideia de imprudência individual.
“O trânsito começa a refletir uma lógica de trabalho em que parar significa ganhar menos. Isso cria um ambiente de pressa permanente, em que o motociclista muitas vezes troca descanso, alimentação e até segurança por produtividade”, analisa Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito.
De acordo com ele, o crescimento da mortalidade entre motociclistas não pode ser observado isoladamente. É preciso considerar as transformações recentes da mobilidade urbana e das relações de trabalho. “Hoje muitos motociclistas passam 10, 12 horas expostos ao trânsito diariamente. É diferente do uso ocasional da moto. Estamos falando de pessoas que vivem dentro de um ambiente de risco durante praticamente o dia inteiro”, explica.
O especialista destaca ainda que a vulnerabilidade física do motociclista amplia as consequências de qualquer falha no sistema viário. “Quando você soma pressão por tempo, cansaço, vias inseguras, tráfego intenso e um veículo que oferece pouca proteção ao corpo humano, o resultado aparece nas estatísticas de mortes”, afirma.
Regiões Norte e Nordeste concentram cenário mais críticoO Atlas da Violência aponta que as regiões Norte e Nordeste concentram alguns dos cenários mais preocupantes do país quando o assunto é mortalidade de motociclistas.
No Piauí, por exemplo, as motocicletas estiveram envolvidas em 72,7% das mortes no trânsito registradas em 2024, índice muito acima da média nacional.
O estudo relaciona esse cenário ao crescimento do uso da motocicleta como principal ferramenta de trabalho e mobilidade em estados com menor cobertura de transporte público e maior presença da informalidade.
Além da questão econômica, especialistas apontam que o cenário é agravado por uma combinação de fatores, como infraestrutura viária precária, ausência de espaços seguros para circulação e fiscalização insuficiente. Além disso, crescimento acelerado da frota e a própria vulnerabilidade física do motociclista em caso de sinistros.
Debate deve envolver formação, infraestrutura e prevençãoO relatório também reforça que o enfrentamento da violência no trânsito exige políticas públicas integradas. A discussão envolve educação, infraestrutura segura, planejamento urbano, fiscalização e condições de trabalho.
Para Mariano, o debate precisa considerar que o trânsito brasileiro mudou rapidamente, mas as políticas públicas nem sempre acompanharam essa transformação. “A motocicleta cresceu muito mais rápido do que a capacidade das cidades de absorver esse aumento com segurança. Em muitos locais, faltam infraestrutura adequada, planejamento e políticas voltadas especificamente para quem trabalha sobre duas rodas”, avalia.
O especialista também chama atenção para a necessidade de qualificação permanente dos condutores profissionais. Além disso, para os impactos das recentes flexibilizações regulatórias no processo de formação de condutores.
“Quando a moto vira instrumento de sustento, a formação deixa de ser apenas uma exigência burocrática. Ela passa a ser ferramenta de proteção à vida”, conclui.
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Rodovias que matam
Por Adalgisa Lopes*
A colisão entre o ônibus e o caminhão na BR-251 não foi um acidente. Acidentes são inevitáveis; tragédias evitáveis são escolhas. Oito pessoas morreram e dez ficaram feridas em Santa Cruz de Salinas porque o poder público falhou simultaneamente em duas frentes: recusa em construir rodovias que perdoam erros humanos e abandono de uma política pública que integre medicina, psicologia e engenharia na prevenção de mortes no trânsito.
Minas Gerais, pela sua geografia, concentra a fórmula perfeita para o desastre. Tem a maior malha rodoviária do país, boa parte dela com pistas simples, curvas sinuosas, longos trechos sem acostamento e grande fluxo de carga. Essa geometria é exatamente o que eleva o risco de colisões frontais, o tipo de acidente mais letal. A BR-251 é o exemplo vivo dessa sentença de morte.
A ciência é clara ao demonstrar que 90% dos sinistros de trânsito são provocados por fatores humanos, como imprudência, desatenção, agressividade, sono e mal súbito.
Medicina e Psicologia do Trânsito são as principais armas para reduzir essas ocorrências.As avaliações psicológicas funcionam como barreiras que identificam problemas como ansiedade, imprudência, comportamentos agressivos, déficits de concentração, incapacidade de avaliar riscos e alterações emocionais, condições que elevam exponencialmente a probabilidade de erros fatais. Mas o Estado não as implementa regularmente para motoristas. Pelo contrário, pretende flexibilizar regras mínimas de segurança viária sob o pretexto eleitoreiro da desburocratização.
Da engenharia de tráfego vem o conceito de “rodovias que perdoam”, que implementa medidas de segurança desde a projeção até a sinalização para minimizar a gravidade dos sinistros. Não estamos falando de obras faraônicas e caras.
Um acostamento bem construído permite que um motorista que perca o controle recupere a estabilidade sem colidir frontalmente com um veículo vindo na mão contrária.
Barreiras metálicas separam as mãos de tráfego em pistas simples e reduzem drasticamente as colisões frontais. Curvas com raios adequados à velocidade permitida, pavimento em bom estado, sinalização redundante, placas de advertência, linhas de pintura visíveis e marcadores de curva reduzem erros de percepção.
Rodovias que perdoam não deixam margem para dúvida. Elas estão ali para minimizar os impactos dos erros humanos.
Mas, no Brasil, menos de 20% da malha rodoviária implementa corretamente esse conceito.As rodovias concedidas, que seguem padrões mais rigorosos de infraestrutura, apresentam 62,5% de alto perdão. Isso não é falta de conhecimento técnico. É falta de prioridade orçamentária. Há uma resistência estrutural em investir em prevenção, justamente o que faz diferença na preservação de vidas.
Enquanto o governo federal e Minas Gerais—que foi berço da Psicologia do Trânsito na década de 1970—continuarem construindo rodovias que punem cada erro com morte, continuaremos perdendo oito pessoas por vez. A segurança viária não é responsabilidade de um setor. Não é apenas do motorista, do engenheiro, do psicólogo ou do médico. É responsabilidade do poder público integrar essas disciplinas em uma política pública coerente. Medicina, psicologia e engenharia já sabem trabalhar juntas. O que falta é o Estado decidir que isso importa.
O comportamento humano muda. A infraestrutura precisa perdoar. As avaliações precisam ser frequentes. Enquanto esses três pilares não convergirem em uma política pública integrada, continuaremos perdendo oito pessoas por vez em trechos de pista simples.
*Adalgisa Lopes é especialista em segurança viária, psicóloga do Trânsito e presidente da Associação de Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans)
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Guia prático para dirigir com segurança sob condições adversas
Dirigir sob chuva intensa, neblina ou em pistas escorregadias exige muito mais do que cautela. Nessas situações, fatores como baixa visibilidade, perda de aderência e aumento da distância de frenagem podem transformar pequenos erros em situações graves no trânsito. Informações divulgadas pela Dunlop Pneus alertam que a condução segura em condições adversas começa antes mesmo de o motorista ligar o veículo.
Conforme a empresa, condições adversas não envolvem apenas chuva ou neblina. Buracos na pista, sinalização precária e trechos perigosos também interferem diretamente na capacidade de controle do veículo e na percepção do condutor. Nesse cenário, a direção defensiva e a manutenção preventiva ganham ainda mais importância.
Manutenção do veículo influencia diretamente na segurançaDe acordo com a Dunlop, o primeiro passo para reduzir riscos em situações críticas é garantir que o veículo esteja em boas condições de uso. Pneus, freios, faróis e limpadores de para-brisa estão entre os itens que mais impactam a segurança em dias de chuva ou baixa visibilidade.
O gerente de Vendas e Marketing da Dunlop Pneus, Fábio Torres Klabacher, destaca que os pneus têm papel fundamental na aderência do veículo, especialmente em pistas molhadas.
“Pneus em bom estado, com sulcos adequados e calibragem correta, são fundamentais para garantir a aderência, especialmente em pistas molhadas. Limpadores e faróis desempenham papel decisivo na visibilidade — tanto para enxergar quanto para ser visto. A segurança é uma escolha que começa antes mesmo de ligar o motor.”
A empresa também orienta os motoristas a planejarem previamente o trajeto, utilizando aplicativos e verificando pontos críticos da rota. A medida pode ajudar a evitar áreas de maior risco e permitir decisões mais seguras durante o deslocamento.
Velocidade menor pode evitar sinistrosOutro ponto destacado pela Dunlop é a necessidade de reduzir a velocidade em condições adversas. Com menos aderência entre o pneu e o asfalto, o veículo leva mais tempo para responder aos comandos e precisa de uma distância maior para parar completamente.
Além disso, manter distância segura do veículo da frente se torna ainda mais importante em chuva intensa ou neblina. A recomendação é ampliar esse espaço para reduzir o risco de colisões causadas por freadas bruscas ou perda de controle.
Esses cuidados fazem parte dos princípios da direção defensiva, estratégia que busca antecipar riscos e adaptar a condução às condições da via e do ambiente.
Uso correto dos faróis faz diferençaA visibilidade reduzida é um dos principais desafios enfrentados pelos motoristas em situações adversas. Conforme a Dunlop, utilizar corretamente os faróis ajuda tanto na percepção da pista quanto na sinalização do veículo para os demais usuários da via.
Entre as orientações estão:
- utilizar o farol baixo durante chuva ou neblina, inclusive durante o dia;
- evitar o uso do farol alto em neblina, já que a luz refletida pode piorar a visibilidade;
- manter os vidros limpos e desembaçados;
- utilizar luzes específicas de neblina, quando o veículo possuir esse recurso.
A atenção deve ser redobrada também durante a noite, quando o ofuscamento provocado por outros veículos pode comprometer a visão do motorista.
Aquaplanagem exige calma do motoristaEm pistas molhadas, um dos riscos mais perigosos é a aquaplanagem — situação em que os pneus perdem contato com o asfalto por causa do acúmulo de água. Nesses casos, reações impulsivas podem agravar ainda mais a perda de controle.
Fábio Torres Klabacher explica que frear imediatamente é justamente o erro que deve ser evitado.
“O impulso natural é frear — mas é exatamente o que não se deve fazer. O caminho é manter a calma, retirar o pé do acelerador, firmar o volante e aguardar que os pneus retomem o contato com a pista. Em condições adversas, o motorista precisa estar 100% focado na condução.”
Em alguns casos, a melhor decisão é pararAs orientações divulgadas pela Dunlop também reforçam que determinadas situações exigem decisões mais conservadoras por parte do motorista. Em alagamentos, por exemplo, a recomendação é evitar atravessar trechos onde o nível da água ultrapasse metade da roda do veículo.
Já em situações de neblina intensa, quando a visibilidade fica praticamente comprometida, interromper a viagem pode ser a alternativa mais segura. O ideal é procurar um local adequado fora da pista e aguardar melhores condições para seguir viagem.
De acordo com a empresa, todos esses cuidados fazem parte de uma postura preventiva no trânsito. A ideia é reduzir a exposição a riscos e aumentar a capacidade de reação diante de imprevistos.
The post Guia prático para dirigir com segurança sob condições adversas appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.