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Atualizado: 29 minutos 39 segundos atrás

Nem todo calçado é permitido na moto; veja o que diz o CTB

qui, 06/08/2026 - 08:15
Um calçado que escorrega facilmente ou pode sair do pé durante a condução compromete a pilotagem justamente nos momentos em que o motociclista mais precisa de controle. Foto: criação de IA

Capacete afivelado, documentação em dia e atenção ao trânsito costumam ser as principais preocupações dos motociclistas antes de sair de casa. Mas existe outro detalhe que também pode fazer diferença durante uma fiscalização e, principalmente, na segurança da pilotagem: o calçado.

Embora muitas pessoas associem a regra apenas ao uso de chinelos, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não proíbe um modelo específico. A legislação estabelece que o condutor não deve dirigir utilizando calçado que não se firme aos pés ou que comprometa o acionamento seguro dos comandos do veículo.

Na prática, isso significa que alguns tipos de calçados podem gerar autuação e, mais importante, aumentar o risco de sinistros de trânsito.

O que diz o CTB

O artigo 252, inciso IV, do Código de Trânsito Brasileiro considera infração dirigir veículo utilizando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais.

A infração é de natureza média, sujeita à multa de R$ 130,16 e ao registro de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Embora a redação faça referência aos pedais, a regra também é aplicada aos motociclistas, já que os pés são utilizados para acionar comandos essenciais da motocicleta, como o freio traseiro e a troca de marchas.

Por que alguns calçados representam risco?

O objetivo da legislação não é estabelecer um padrão estético para quem dirige ou pilota. A preocupação é garantir que o condutor consiga acionar todos os comandos do veículo com precisão e segurança.

No caso das motocicletas, um calçado que escorrega facilmente ou pode sair do pé durante a condução compromete a pilotagem justamente nos momentos em que o motociclista mais precisa de controle, como em uma frenagem de emergência, uma redução de marcha ou uma manobra para desviar de um obstáculo.

Além disso, em caso de queda, os pés estão entre as partes do corpo mais expostas a impactos.

Quais calçados exigem mais atenção?

O exemplo mais conhecido é o chinelo, mas ele não é o único. Também merecem atenção modelos que não ficam firmes nos pés ou que podem dificultar o controle da motocicleta, como:

  • tamancos;
  • rasteirinhas sem fixação no calcanhar;
  • calçados muito largos ou instáveis.

Já tênis, botas e sapatos fechados costumam oferecer maior firmeza e proteção durante a pilotagem.

Mais do que cumprir a legislação, optar por um calçado adequado melhora o controle da motocicleta e reduz riscos em situações inesperadas.

E pilotar descalço?

Essa é outra dúvida frequente. Ao contrário do que muitos imaginam, o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito orienta que a infração está relacionada ao uso de calçado inadequado, e não ao fato de o condutor estar descalço.

Assim, a simples ausência de calçado, por si só, não caracteriza a infração prevista no artigo 252 do CTB.

Isso não significa, porém, que pilotar descalço seja uma prática recomendável.

Sem qualquer proteção, os pés ficam mais vulneráveis a impactos, queimaduras provocadas por partes quentes da motocicleta e lesões em caso de queda.

Segurança deve vir antes da multa

Para Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, a escolha do calçado deve ser encarada como parte da pilotagem segura.

“A legislação não foi criada para determinar qual calçado o motociclista deve usar, mas para garantir que ele consiga controlar a moto com segurança. Se o calçado pode escapar do pé ou dificultar o acionamento dos comandos, ele deixa de ser apenas uma questão de conforto e passa a representar um risco”, alerta.

Conforme ele, o motociclista deve pensar no calçado da mesma forma que pensa no capacete: como um equipamento que contribui para reduzir riscos durante a condução.

Pequenos cuidados fazem diferença

No dia a dia, é comum que muitos motociclistas utilizem a moto apenas para deslocamentos curtos e acabem deixando de lado alguns cuidados por acreditarem que “é logo ali”.

De acordo com Mariano, no entanto, a duração do trajeto não altera os riscos envolvidos na pilotagem.

“Escolher um calçado firme, utilizar os equipamentos de proteção e manter a atenção durante todo o percurso são atitudes simples que ajudam a evitar sinistros e tornam a condução mais segura. Mais do que evitar uma multa, a escolha do calçado adequado pode fazer diferença justamente no momento em que o motociclista mais precisar controlar a moto”, conclui.

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Agosto Vermelho alerta: quase duas pessoas por dia são vítimas de acidentes com a rede elétrica no Brasil

qua, 05/08/2026 - 17:30
252 brasileiros perderam a vida em acidentes envolvendo a rede elétrica em 2025. Foto: criação de IA

Agosto é o mês em que o Brasil acende um alerta para um risco presente nas ruas, nas obras, no campo e até dentro de casa. A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) promove mais uma edição do Agosto Vermelho, movimento nacional de conscientização sobre os perigos envolvendo a rede elétrica e a importância da prevenção.  

O alerta se sustenta por números que continuam preocupando. A Abradee divulgou um levantamento nacional que aponta que houve o registro de 703 acidentes envolvendo a rede létrica no país em 2025, o equivalente a quase duas ocorrências por dia. Embora o número de mortes tenha apresentado redução em relação ao ano anterior, 252 pessoas perderam a vida em acidentes relacionados à eletricidade.  

Conforme a diretora de comunicação e sustentabilidade da Abradee, Cristina Garambone, mais do que estatísticas, os dados representam histórias interrompidas, famílias impactadas e situações que, em grande parte dos casos, poderiam ser evitadas com informação e comportamentos seguros.  

“A energia está presente em praticamente todos os momentos da nossa vida. Por isso, a informação continua sendo uma das ferramentas mais importantes para reduzir acidentes e preservar vidas. Segurança deve vir sempre em primeiro lugar”, afirma. 

Entre as principais causas dos acidentes registrados estão, por exemplo, atividades da construção civil, operações com equipamentos próximos à rede elétrica, cabos energizados no solo, ligações clandestinas e furto de cabos. A construção civil segue liderando as estatísticas nacionais, com 227 ocorrências e 68 mortes registradas em 2025. 

Um risco invisível

Diferentemente de outros tipos de acidentes, a eletricidade muitas vezes não apresenta sinais aparentes de perigo. Por isso, especialistas alertam para a importância de respeitar distâncias de segurança da rede elétrica, evitar improvisos em instalações, não se aproximar de cabos caídos e redobrar os cuidados durante obras, reformas e atividades próximas à rede.  

“O Agosto Vermelho é um convite para que a sociedade pare por alguns instantes e reflita sobre atitudes simples que podem salvar vidas. Quando falamos de segurança elétrica, estamos falando de pessoas”, reforça Cristina Garambone.

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Brasileiros que viajam ao Paraguai também podem ser alvo do golpe da falsa multa de trânsito

qua, 05/08/2026 - 13:30
Adotar cuidados no ambiente digital ajuda a evitar prejuízos financeiros e o uso indevido de dados pessoais. Foto: jopstock para Depositphotos

Viajar de carro ao Paraguai para fazer compras, turismo ou negócios faz parte da rotina de milhares de brasileiros, especialmente nos estados da região Sul. No entanto, um alerta emitido pela Prefeitura de Ciudad del Este chama a atenção para um golpe que pode atingir justamente quem circula pelas ruas da cidade: o envio de falsas multas de trânsito por mensagem de celular.

Conforme a administração municipal, criminosos estão encaminhando mensagens de texto (SMS) informando que o motorista teria cometido uma infração de trânsito no Paraguai. O texto inclui um link para consulta da suposta multa ou para o pagamento imediato do débito.

A prefeitura esclareceu que essas mensagens são fraudulentas e reforçou que não utiliza esse tipo de comunicação para notificar condutores.

Como funciona o golpe

A fraude utiliza uma estratégia já conhecida em diversos países: criar uma falsa sensação de urgência para levar a vítima a agir rapidamente.

Nas mensagens, os golpistas simulam comunicações oficiais da Polícia Municipal de Trânsito de Ciudad del Este, informando a existência de uma multa pendente e oferecendo um link para regularizar a situação.

Ao clicar, o motorista pode ser direcionado para páginas falsas que imitam sites oficiais e têm como objetivo obter dados pessoais, informações bancárias ou pagamentos indevidos.

Prefeitura orienta motoristas a desconfiar

Em comunicado oficial, a Prefeitura de Ciudad del Este reforçou que não envia notificações de multas por SMS nem solicita pagamentos por links enviados por mensagem.

O município informou ainda que qualquer pagamento relacionado a multas municipais deve ser realizado apenas pelos canais oficiais e nos locais autorizados para atendimento ao cidadão.

A recomendação é simples: quem receber esse tipo de mensagem deve ignorá-la, não clicar nos links e jamais fornecer informações pessoais ou financeiras.

Brasileiros precisam redobrar a atenção

Embora o alerta tenha sido emitido pelas autoridades paraguaias, a orientação também vale para brasileiros que costumam atravessar a fronteira de carro.

Muitos visitantes desconhecem como funciona a fiscalização de trânsito no país vizinho. Ao receber uma mensagem informando uma suposta infração, é natural que o motorista fique em dúvida e considere a possibilidade de ter cometido alguma irregularidade durante a viagem.

É justamente essa incerteza que os criminosos tentam explorar para convencer a vítima a acessar links fraudulentos ou realizar pagamentos indevidos.

Golpe é semelhante ao aplicado no Brasil

A falsa multa de trânsito não é uma novidade para os brasileiros. Nos últimos anos, golpes semelhantes passaram a ser enviados por SMS, e-mail e aplicativos de mensagens utilizando indevidamente nomes de órgãos de trânsito para dar aparência de legitimidade às cobranças.

Em muitos casos, as mensagens informam que o motorista possui uma infração pendente, ameaça aplicar penalidades mais severas em caso de atraso e direciona a vítima para páginas falsas.

Por isso, especialistas em segurança digital orientam que qualquer comunicação relacionada a multas seja confirmada exclusivamente pelos canais oficiais do órgão responsável.

Como identificar uma falsa multa

Algumas características costumam aparecer nesse tipo de fraude:

  • mensagens com tom de urgência ou ameaça de penalidades;
  • links para pagamento imediato;
  • solicitação de dados pessoais ou bancários;
  • remetentes desconhecidos ou sem identificação oficial;
  • erros de linguagem ou endereços eletrônicos suspeitos.

Ao identificar qualquer um desses sinais, o mais seguro é interromper o contato e verificar a informação diretamente junto ao órgão de trânsito competente.

O que fazer se receber uma mensagem suspeita

Caso receba uma suposta notificação de multa durante ou após uma viagem ao Paraguai, a recomendação é não agir por impulso.

Antes de qualquer pagamento, confirme se a comunicação realmente foi emitida pela autoridade responsável. Em caso de dúvida, procure atendimento pelos canais oficiais da Prefeitura de Ciudad del Este ou do órgão de trânsito competente.

Também é importante evitar compartilhar dados pessoais, números de documentos, senhas ou informações bancárias por meio de links recebidos em mensagens.

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Inteligência artificial pode multar motoristas? Entenda como funciona a nova fiscalização

qua, 05/08/2026 - 08:15
Câmeras com inteligência artificial ampliam a fiscalização de trânsito, mas a aplicação da multa continua dependendo da análise da autoridade competente. Foto: nirutdps para Depositphotos

A presença da inteligência artificial (IA) no trânsito brasileiro é cada vez maior. Sistemas capazes de analisar imagens em tempo real passaram a integrar a fiscalização em diversas rodovias e vias urbanas, ampliando a capacidade de identificar comportamentos de risco e possíveis infrações.

Com isso, surgiu uma dúvida entre muitos motoristas: afinal, a inteligência artificial pode aplicar multas automaticamente?

A resposta é não. Embora a tecnologia seja capaz de detectar indícios de irregularidades com rapidez e precisão, a autuação continua dependendo da análise e da validação por um agente da autoridade de trânsito. Em outras palavras, a IA funciona como uma ferramenta de apoio à fiscalização, e não como substituta da atuação humana.

Como funciona a fiscalização com inteligência artificial?

Os sistemas utilizam câmeras de alta resolução e algoritmos treinados para reconhecer padrões de comportamento associados a infrações de trânsito.

Ao analisar continuamente as imagens captadas nas vias, a inteligência artificial consegue identificar situações que merecem atenção, como um motorista aparentemente utilizando o celular ou um ocupante do veículo sem o cinto de segurança.

Quando o sistema detecta uma possível irregularidade, ele gera um alerta e separa as imagens para posterior análise.

Essa tecnologia permite que milhares de veículos sejam monitorados simultaneamente, tornando a fiscalização mais eficiente e aumentando a capacidade de identificar condutas que colocam a segurança viária em risco.

A inteligência artificial não aplica multas

Apesar dos avanços tecnológicos, a inteligência artificial não possui competência legal para autuar um condutor.

No Brasil, o auto de infração continua sendo um ato administrativo vinculado à autoridade de trânsito, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Na prática, a IA atua como uma ferramenta de triagem. Ela identifica possíveis infrações e apresenta os registros para análise. Somente após essa verificação é que a autoridade competente poderá confirmar a irregularidade e dar continuidade ao processo de autuação, quando for o caso.

Essa etapa é importante justamente para reduzir o risco de erros e garantir que a penalidade seja aplicada apenas quando houver elementos suficientes para caracterizar a infração.

Quais infrações a tecnologia consegue identificar?

Os sistemas de inteligência artificial vêm sendo treinados para reconhecer diferentes comportamentos considerados de risco.

Entre as infrações que já podem ser identificadas por algumas dessas tecnologias estão:

  • uso do celular durante a condução do veículo;
  • motorista sem o cinto de segurança;
  • passageiros sem o cinto de segurança;
  • outras condutas que possam ser reconhecidas pelos sistemas utilizados pelos órgãos de fiscalização.

À medida que a tecnologia evolui, novas funcionalidades podem ser incorporadas, sempre respeitando os procedimentos previstos na legislação.

Quais infrações ainda dependem da abordagem presencial?

Embora a inteligência artificial tenha ampliado a capacidade de fiscalização, nem todas as infrações podem ser constatadas apenas por câmeras e sistemas automatizados.

Em diversas situações, a presença do agente de trânsito continua sendo indispensável para verificar a ocorrência da infração ou realizar procedimentos previstos na legislação.

Entre os principais exemplos estão:

  • Embriaguez ao volante: exige a realização dos procedimentos legais, como o teste do etilômetro (bafômetro) ou a constatação de sinais de alteração da capacidade psicomotora, conforme previsto na legislação.
  • Recusa ao teste do bafômetro: depende da abordagem do condutor para que o exame seja oferecido.
  • Condições físicas ou psicológicas do motorista: situações como mal súbito, sonolência ou outros fatores que comprometam a capacidade de dirigir exigem avaliação presencial.
  • Fiscalização de documentos: embora alguns sistemas permitam consultas eletrônicas, determinadas verificações ainda dependem da abordagem do veículo e da conferência realizada pelo agente.
  • Outras infrações que exigem constatação direta: algumas condutas previstas no CTB somente é possível confirmar mediante fiscalização presencial, de acordo com o procedimento estabelecido para cada caso.

Na prática, a inteligência artificial amplia a capacidade de monitoramento e auxilia os órgãos de trânsito na identificação de possíveis irregularidades. No entanto, ela não substitui completamente a atuação dos agentes, que continuam exercendo um papel fundamental na fiscalização e na correta aplicação da legislação.

A inteligência artificial pode cometer erros?

Como qualquer tecnologia baseada em reconhecimento de imagens, os sistemas de inteligência artificial também estão sujeitos a limitações.

Condições de iluminação, reflexos, objetos no interior do veículo e até o posicionamento dos ocupantes podem influenciar a interpretação das imagens.

É justamente por esse motivo que a análise humana continua sendo uma etapa essencial do processo.

A revisão por um agente da autoridade de trânsito ajuda a evitar autuações indevidas e garante maior segurança jurídica para o procedimento.

O que muda para os motoristas?

Mesmo sem substituir a atuação dos agentes, a inteligência artificial representa uma mudança importante na fiscalização de trânsito.

Com maior capacidade de processamento, esses sistemas conseguem monitorar um volume muito maior de veículos ao longo do dia, inclusive em períodos noturnos e em locais onde nem sempre seria possível manter equipes de fiscalização de forma permanente.

Na prática, isso significa que infrações antes mais difíceis de serem identificadas, como o uso do celular ao volante ou a falta do cinto de segurança, passam a ter maior probabilidade de serem detectadas.

Mais do que aumentar o número de autuações, a expectativa é que a tecnologia tenha um efeito preventivo, estimulando os motoristas a adotarem comportamentos mais seguros.

Tecnologia e segurança viária

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a incorporação da inteligência artificial à fiscalização faz parte de um movimento maior de modernização da gestão do trânsito.

“Quando utilizada de forma responsável e dentro dos limites estabelecidos pela legislação, a tecnologia pode contribuir para tornar a fiscalização mais eficiente, ampliar a capacidade de monitoramento e direcionar a atuação dos agentes para situações que realmente exigem intervenção”, explica.

De acordo com ele, isso é especialmente importante em um cenário em que o uso do celular ao volante e o não uso do cinto de segurança continuam entre as condutas que mais colocam vidas em risco. “Para os motoristas, a principal mensagem permanece a mesma: independentemente de haver um agente na via ou uma câmera equipada com inteligência artificial, respeitar as normas de trânsito continua sendo a melhor forma de evitar multas e, principalmente, reduzir o risco de sinistros”, conclui.

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Waze vai alertar sobre escolas em rodovias federais

ter, 04/08/2026 - 17:30
O recurso tende a beneficiar especialmente os motoristas profissionais. Foto: criação de IA

O Waze começou a disponibilizar um novo recurso voltado à segurança viária nas rodovias federais. Em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o aplicativo passa a emitir alertas automáticos quando o motorista se aproxima de escolas localizadas às margens das BRs. A medida tem como objetivo estimular a redução da velocidade em pontos considerados mais sensíveis e ampliar a proteção dos estudantes durante os horários de entrada e saída das aulas.

A funcionalidade integra o programa Waze for Cities e utiliza dados de geolocalização das instituições de ensino combinados com estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre ocorrências registradas nas rodovias. Com base nesse cruzamento de informações, o sistema identifica áreas prioritárias e envia notificações visuais e sonoras antes da chegada ao perímetro escolar.

Nesta primeira etapa, o monitoramento contempla 279 escolas participantes do programa Conexão DNIT, distribuídas em 98 municípios brasileiros.

O governo federal prevê ampliar gradualmente o mapeamento ao longo de 2026, incorporando novas unidades públicas e privadas. As informações também deverão orientar futuras intervenções de engenharia, como implantação de passarelas, reforço da sinalização, melhorias na iluminação e instalação de redutores de velocidade.

Conforme o presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), entidade patronal que representa mais de 5 mil profissionais especializados no transporte de veículos zero quilômetro em todo o país, José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, a novidade amplia a capacidade de antecipação dos condutores em locais onde pequenas variações de velocidade podem fazer diferença.

“Quem conduz um veículo de grande porte precisa trabalhar sempre com antecedência. Em muitos trechos, a movimentação de estudantes só é percebida quando o caminhão já está muito próximo da escola. Um aviso prévio permite reduzir a velocidade de forma progressiva, sem manobras bruscas, e torna a passagem por esses locais mais segura para todos.”

Boizinho ressalta, porém, que ferramentas digitais devem complementar as intervenções físicas previstas para esses pontos. “O alerta no aplicativo é um apoio importante para quem está ao volante, mas ele não substitui passarelas, sinalização adequada, iluminação e fiscalização. A redução dos acidentes depende da combinação entre tecnologia, infraestrutura e conscientização de todos os usuários das rodovias.”

De acordo com a avaliação do diretor regional do Sinaceg, Márcio Galdino, o recurso tende a beneficiar especialmente os motoristas profissionais. Ou seja, aqueles que percorrem longas distâncias e enfrentam diferentes condições de tráfego ao longo da jornada.

“O caminhoneiro toma decisões continuamente durante uma viagem. Receber uma informação antecipada sobre uma área escolar permite adaptar a condução de maneira gradual, preservando a estabilidade do conjunto e reduzindo os riscos tanto para os pedestres quanto para os demais veículos. É uma solução simples, mas que pode contribuir para evitar ocorrências graves.”

O transporte rodoviário responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no Brasil, o que torna a segurança nas estradas um dos principais desafios da logística nacional. Na avaliação do Sinaceg, iniciativas que ampliam a previsibilidade para os condutores representam um avanço, sobretudo quando associadas à modernização da infraestrutura e ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção de acidentes.

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Velocidade média pode virar multa no Brasil? Entenda como funciona o sistema

ter, 04/08/2026 - 12:00
O objetivo não é fazer o motorista frear apenas diante de um radar, mas estimular uma condução segura durante todo o percurso. Foto: jarous para Depositphotos

Um sistema capaz de calcular a velocidade média dos veículos entre dois pontos de uma rodovia voltou ao centro das discussões sobre segurança viária no Brasil. A tecnologia, que já vem sendo utilizada em caráter educativo e para monitoramento de trechos perigosos, revelou recentemente que muitos motoristas reduzem a velocidade apenas ao passar por radares e voltam a acelerar logo depois.

Apesar disso, ainda não é possível autuar os condutores com base nesse cálculo. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê que a infração por excesso de velocidade seja constatada por equipamento medidor no momento da passagem do veículo. Para que a velocidade média possa gerar multas, será necessária uma mudança na legislação.

O assunto voltou à pauta após experiências realizadas em rodovias federais e reacendeu um debate antigo: seria mais eficiente fiscalizar a velocidade em um único ponto ou ao longo de todo o percurso?

A tecnologia já existe

Embora o tema tenha ganhado destaque recentemente, a tecnologia utilizada para calcular a velocidade média não é novidade.

Conforme o Portal do Trânsito mostrou em reportagem publicada anteriormente, muitos dos equipamentos atualmente utilizados nas rodovias já possuem capacidade técnica para registrar a passagem dos veículos em diferentes pontos e calcular a velocidade desenvolvida durante determinado trecho. O que impede a aplicação de multas não é uma limitação tecnológica, mas a ausência de previsão legal para esse tipo de fiscalização.

Hoje, os dados são utilizados para monitoramento, estudos sobre o comportamento dos condutores e ações educativas voltadas à segurança viária.

Como funciona o sistema?

O princípio é relativamente simples. Ao passar pelo primeiro ponto de monitoramento, o veículo tem sua placa identificada pelo sistema. O mesmo procedimento ocorre no segundo ponto de controle.

Conhecendo a distância entre os equipamentos e o tempo gasto para percorrer esse trecho, o sistema calcula a velocidade média desenvolvida pelo veículo.

Diferentemente do radar convencional, que registra a velocidade em um único instante, esse método permite verificar o comportamento do motorista durante todo o percurso monitorado.

O comportamento dos motoristas chamou atenção

Foi justamente esse tipo de monitoramento que revelou um dado preocupante em um trecho da BR-050, próximo a Uberaba (MG).

Segundo a concessionária responsável pela rodovia, aproximadamente 1,5 mil veículos ultrapassaram o limite de velocidade ao passar por um dos radares no primeiro semestre de 2026.

No entanto, quando se analisou a velocidade média entre dois equipamentos instalados a cerca de 11 quilômetros de distância, o número de ocorrências foi 66 vezes maior.

Os dados indicam que muitos motoristas diminuem a velocidade apenas nos locais onde sabem que existe fiscalização eletrônica, retomando velocidades superiores ao limite logo em seguida.

Além da BR-050, a tecnologia também passou a ser utilizada para monitoramento em trechos da Ponte Rio-Niterói, principalmente durante o período noturno.

Por que esse sistema ainda não gera multas?

Atualmente, a legislação brasileira não permite que se use a velocidade média para autuar motoristas.

Pelas regras em vigor,deve-se constatar a infração por excesso de velocidade por equipamento medidor no momento da passagem do veículo.

Isso significa que, embora o sistema consiga demonstrar que um motorista percorreu determinado trecho acima da velocidade permitida, essa informação ainda não possui validade para aplicação de penalidades administrativas.

No Congresso Nacional, entretanto, já existem propostas que discutem a possibilidade de alterar essa realidade.

Outros países já utilizam esse modelo

A fiscalização por velocidade média está longe de ser uma novidade no cenário internacional. Países europeus utilizam esse tipo de tecnologia há vários anos, especialmente em trechos com elevado índice de acidentes, túneis e rodovias onde se busca incentivar o respeito contínuo aos limites de velocidade.

Nesses locais, o objetivo não é fazer o motorista frear apenas diante de um radar, mas estimular uma condução segura durante todo o percurso.

O foco é mudar o comportamento, não apenas aplicar multas

O estudo realizado na BR-050 reforça uma constatação antiga dos especialistas em segurança viária: a simples presença de um radar costuma provocar uma redução momentânea da velocidade, mas nem sempre modifica o comportamento do motorista ao longo da viagem.

A proposta da fiscalização por velocidade média parte justamente da lógica inversa. Em vez de avaliar apenas um ponto da rodovia, busca incentivar o respeito permanente aos limites estabelecidos para aquele trecho.

Independentemente de uma futura mudança na legislação, a discussão reforça um aspecto importante da segurança viária: reduzir a velocidade apenas diante do radar não torna a viagem mais segura. O que efetivamente reduz o risco de sinistros é manter uma velocidade compatível com as condições da via durante todo o percurso.

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Carro com limitador de velocidade? Entenda a proposta em discussão na Europa

ter, 04/08/2026 - 08:15
Não há qualquer proposta semelhante em discussão no Brasil neste momento. Foto: criação de IA

Um carro que decide, sozinho, qual a velocidade máxima permitida em cada trecho da via pode parecer cenário de ficção científica, mas essa possibilidade está sendo discutida na Europa. A Comissão Europeia avalia, ainda em caráter exploratório, uma evolução dos atuais sistemas de assistência à velocidade que poderia reduzir automaticamente a velocidade do veículo sempre que o limite da via fosse ultrapassado.

A proposta ainda não se transformou em legislação e, até o momento, não há uma decisão para tornar esse recurso obrigatório. Ainda assim, o tema tem despertado debates entre especialistas, fabricantes e motoristas sobre até que ponto a tecnologia deve interferir na condução do veículo.

Como funcionaria esse sistema?

A ideia parte de uma tecnologia que já existe em muitos veículos vendidos na Europa: o Intelligent Speed Assistance (ISA), ou Assistente Inteligente de Velocidade.

Hoje, esse sistema utiliza câmeras capazes de identificar placas de velocidade e cruza essas informações com dados do GPS e de mapas digitais. Quando o motorista ultrapassa o limite permitido, o veículo pode emitir alertas sonoros, visuais ou até oferecer resistência no acelerador. Entretanto, o condutor continua podendo acelerar caso considere necessário.

A proposta em discussão seria um passo além. Em vez de apenas alertar, o sistema passaria a reduzir automaticamente a velocidade do veículo, impedindo que ele ultrapassasse o limite estabelecido para a via. Conforme reportagens internacionais, essa possibilidade vem sendo debatida para uma eventual aplicação em veículos novos a partir de 2030, mas ainda não existe um projeto definitivo nem uma decisão oficial nesse sentido.

O sistema já existe, mas funciona de outra forma

Desde 2024, os veículos novos comercializados na União Europeia devem contar com sistemas de assistência inteligente de velocidade, conforme o Regulamento Geral de Segurança Veicular. Em julho de 2026, novas exigências de segurança também passaram a valer para veículos novos vendidos no bloco.

No modelo atualmente exigido, porém, o motorista continua tendo a palavra final. O sistema auxilia na observação dos limites de velocidade, mas não impede que o condutor acelere quando julgar necessário.

É justamente essa possibilidade de intervenção humana que diferencia a tecnologia atual da proposta que está sendo discutida.

Benefícios e desafios

A velocidade excessiva está entre os principais fatores associados aos sinistros de trânsito em todo o mundo. Por isso, tecnologias capazes de auxiliar os motoristas no cumprimento dos limites são vistas como importantes aliadas da segurança viária.

Estudos sobre os sistemas ISA indicam que eles podem contribuir para reduzir a velocidade média dos veículos e melhorar o respeito aos limites estabelecidos nas vias.

Por outro lado, um sistema que passe a controlar automaticamente a velocidade também levanta questionamentos.

Um dos principais desafios é a confiabilidade das informações utilizadas pelo veículo. Placas encobertas, sinalização inadequada, obras temporárias, mapas desatualizados e até falhas na leitura das câmeras podem levar o sistema a interpretar incorretamente o limite de velocidade da via.

Outro ponto discutido é como o veículo reagiria em situações excepcionais, nas quais o motorista precise acelerar momentaneamente para evitar um risco, como durante uma ultrapassagem ou uma manobra de emergência.

O que isso tem a ver com o Brasil?

Não há qualquer proposta semelhante em discussão no Brasil neste momento. Ainda assim, o tema merece atenção porque muitas tecnologias de assistência à condução chegam ao mercado brasileiro após serem adotadas inicialmente na Europa e em outros mercados internacionais.

Recursos como frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa, alerta de fadiga e reconhecimento de placas de trânsito já equipam diversos modelos vendidos no país, principalmente em veículos de categorias superiores.

À medida que essas tecnologias se tornam mais comuns e seus custos diminuem, a tendência é que também passem a integrar veículos mais acessíveis.

Tecnologia ajuda, mas não substitui o motorista

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, independentemente dos avanços tecnológicos, nenhum sistema elimina a responsabilidade do condutor.

“Os assistentes eletrônicos são desenvolvidos para reduzir riscos e auxiliar na condução, mas continuam dependendo de infraestrutura adequada, sinalização correta e da atenção do motorista para funcionarem de maneira eficiente”, explica.

Enquanto a proposta europeia segue em fase de discussão, o debate reforça uma tendência observada na indústria automotiva: os veículos estão cada vez mais conectados, inteligentes e capazes de auxiliar na prevenção de sinistros.

Para Mariano, o desafio será encontrar o equilíbrio entre a automação e a autonomia do condutor, preservando tanto a segurança quanto a capacidade de decisão em situações inesperadas.

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SBOT-PR mobiliza motociclistas para pesquisa sobre o trânsito

seg, 03/08/2026 - 17:30
O objetivo é fortalecer ações de prevenção e contribuir para a redução dos acidentes de trânsito, um dos principais problemas de saúde pública do país. Foto: contact@vladispas.ro para Depositphotos

Como parte da mobilização nacional promovida pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), a Regional Paraná (SBOT-PR) está incentivando motociclistas de todo o estado a participarem da Pesquisa Nacional sobre o Comportamento dos Motociclistas, iniciativa que busca reunir informações sobre hábitos, desafios e percepções de quem utiliza a motocicleta no dia a dia. O objetivo é fortalecer ações de prevenção e contribuir para a redução dos acidentes de trânsito, um dos principais problemas de saúde pública do país.

A campanha ganha ainda mais relevância diante dos números observados pelos ortopedistas brasileiros. Conforme levantamento realizado pela SBOT com especialistas que atuam no atendimento a vítimas de acidentes, 64% dos pacientes atendidos são motociclistas, enquanto 26% são passageiros e 10% pedestres. Entre os motociclistas acidentados, 34% ficam com sequelas permanentes, e 40% têm entre 20 e 29 anos, evidenciando o impacto dos acidentes justamente sobre a população economicamente ativa.

Conforme o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Paraná (SBOT-PR), Dr. Thiago Sampaio Busato, a participação dos motociclistas é fundamental para ampliar o conhecimento sobre a realidade do trânsito e orientar futuras ações de prevenção.

“A SBOT Nacional desenvolveu essa pesquisa para compreender melhor o comportamento dos motociclistas e subsidiar campanhas cada vez mais efetivas. Como Regional Paraná, estamos mobilizando os condutores do nosso estado para que participem dessa iniciativa. Quanto maior a participação, mais representativo será o diagnóstico e maior será nossa capacidade de contribuir com estratégias voltadas à segurança no trânsito e à redução dos acidentes”, destaca.

O público-alvo da pesquisa são motociclistas de todo o país.

A SBOT-PR também convida centrais de distribuição, empresas de entregas, associações, sindicatos da categoria, motofretistas, mototaxistas, assim como demais instituições ligadas ao setor a compartilharem o questionário e ampliarem o alcance da campanha.

É possível responder a pesquisa até o dia 14 de agosto, por meio do link: bit.ly/motoparana.

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PRF multa 280 motoristas todos os dias por descumprir Lei do Descanso 

seg, 03/08/2026 - 13:30
PRF durante fiscalização em rodovia federal. Foto: Divulgação PRF

Nos primeiros seis meses de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) autuou 50.484 motoristas por descumprimento à Lei do Descanso nas rodovias federais brasileiras. O número caiu 12,5% frente aos 57.738 flagrantes do mesmo período de 2025, mas a aparente melhora engana. Conforme dados da PRF, a fiscalização recuou de forma ainda mais expressiva: os comandos operacionais passaram de 18.276 para 14.778, uma retração de 19,14%. 

“Quando se cruza o volume de multas com o de operações realizadas, vemos que a taxa de autuação por comando subiu de 3,16 para 3,42 infrações por abordagem. Ou seja, a cada vez que a PRF vai a campo, encontra mais motoristas dirigindo além do limite legal de horas ao volante”, observa Adalgisa Lopes, especialista em segurança viária e presidente da Actrans.

Por dia, quase 280 motoristas foram autuados por violação à Lei do Descanso nas rodovias federais do país.

Parte do problema está na falta de infraestrutura para que os caminhoneiros descansem. São apenas 139 Pontos de Parada e Descanso certificados em todo o território nacional, distribuídos em 22 estados e ao longo de 37 rodovias, para uma malha rodoviária federal de 75,8 mil quilômetros, segundo dados da PRF. Há vastos trechos onde o motorista simplesmente não encontra um lugar seguro para estacionar e dormir. Quando a escolha é entre parar no acostamento de uma rodovia escura e deserta, sob risco de roubo, ou seguir adiante custe o que custar, muitos condutores preferem arriscar a própria vida e a de terceiros a perder a carga ou o prazo de entrega.

Para Adalgisa, o problema assume contornos ainda mais graves quando se olha para o tipo de veículo envolvido. Caminhoneiros conduzem máquinas com mais de seis toneladas. Motoristas de ônibus carregam dezenas de vidas em uma única viagem. Quando um condutor exausto perde o controle de um desses veículos, a energia liberada no impacto é proporcional ao tamanho e peso do veículo. 

“90% dos acidentes de trânsito têm causas em fatores humanos, e a fadiga figura entre os principais gatilhos dessas falhas. O cansaço é o organismo dizendo que seus sistemas estão entrando em colapso. Ele destrói a capacidade de julgamento e afeta o córtex pré-frontal, responsável pela avaliação de riscos e pela tomada de decisões”, afirma. “O motorista perde a noção do próprio limite, acredita que aguenta mais uma hora quando suas funções cognitivas já estão severamente degradadas. A percepção de risco fica distorcida, a tolerância à frustração diminui, e surgem irritabilidade e impulsividade. Isso aumenta consideravelmente o risco de acidentes.”

Impacto da restrição de sono 

Giovana Varonni, especialista em Psicologia do Trânsito da Actrans, detalha o que acontece na mente de um condutor privado de sono. Segundo ela, permanecer acordado por 19 horas seguidas gera uma degradação do desempenho psicomotor equivalente a uma alcoolemia de 0,05%. Vinte e quatro horas sem dormir equivalem a 0,10%, patamar que configura crime de trânsito no Brasil.

De acordo com o especialista, o cérebro exausto ativa mecanismos de defesa involuntários, como o microssono, que dura de um a cinco segundos. Nesse intervalo, o motorista pode estar de olhos abertos, mas está clinicamente dormindo. A 80 quilômetros por hora, quatro segundos de microssono significam quase 90 metros percorridos sem nenhum controle do veículo.

Varonni descreve também o fenômeno da hipnose da estrada: a condução prolongada em pistas monótonas induz a um estado de dissociação em que o motorista executa os movimentos de forma automática, mas a mente está desconectada do ambiente. O resultado é a chamada cegueira por desatenção, em que o condutor olha para a pista, mas o cérebro não processa o que está à sua frente.

Retrato nacional

Os três estados com maior número de autuações no primeiro semestre de 2026 refletem a geografia da pressão logística brasileira. A Bahia lidera com 5.049 infrações, seguida por Minas Gerais com 4.256 e Mato Grosso com 4.183. Bahia e Minas são estados de trânsito obrigatório que conectam as regiões Sul e Sudeste ao Nordeste, com rodovias de pista simples, relevo sinuoso e longas distâncias que desgastam fisicamente o condutor. Mato Grosso registrou o único aumento entre os três estados, com as autuações crescendo 8,34% em relação ao mesmo período de 2025. Como principal polo do agronegócio, o estado vive uma pressão sazonal intensa durante o escoamento de safras, com prazos de entrega que empurram os motoristas para além dos limites legais de jornada.

O que prevê a Lei do Descanso

A Lei nº 13.103, conhecida como Lei do Descanso, estabelece que a cada cinco horas e meia seguidas ao volante o motorista profissional deve fazer uma parada de 30 minutos, além de uma parada obrigatória de uma hora para alimentação durante a jornada. A cada 24 horas, o condutor precisa descansar 11 horas e apenas oito horas podem ser ininterruptas na direção. Entre duas viagens, há um intervalo diário mínimo de 11 horas, que pode ser adiado apenas se ficar demonstrado que o motorista estava buscando alcançar um local que oferecesse segurança e atendimento adequado.

O controle desse tempo é responsabilidade do próprio motorista, que deve registrar as informações em um diário de bordo quando o veículo não dispuser de um registrador mecânico ou eletrônico. A lei se aplica tanto a motoristas de caminhões quanto a condutores de ônibus, e tem como objetivo garantir que se intercale o tempo de direção com períodos adequados de repouso, protegendo a saúde do condutor e a segurança nas rodovias.

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7 situações em que a prova prática da CNH pode nem começar

seg, 03/08/2026 - 08:15
Examinador verifica se candidato, veículo e condições de segurança atendem aos requisitos para o início da prova prática da CNH. Foto: criação de IA

Quem está se preparando para conquistar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) costuma concentrar os estudos nas manobras e nas regras de circulação. No entanto, um detalhe pouco conhecido pode colocar tudo a perder antes mesmo de o veículo sair do lugar: em algumas situações, a prova prática simplesmente não pode começar.

O novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), padroniza os exames práticos em todo o país e estabelece uma série de requisitos que precisam ser cumpridos pelo candidato, pelo veículo e até pelas condições climáticas para que a avaliação seja realizada com segurança. O objetivo é tornar o processo mais uniforme, transparente e alinhado à realidade do trânsito brasileiro.

As mudanças fazem parte da Resolução Contran nº 1.020/2025, considerada uma das maiores reformas no processo de habilitação dos últimos anos. Ao mesmo tempo em que o novo modelo de exame busca aproximar a avaliação da realidade do trânsito, a norma flexibilizou significativamente a formação de condutores ao reduzir a carga horária mínima obrigatória de aulas práticas, que passou de 20 horas/aula para apenas duas horas/aula antes da realização da prova, desde que cumpridos os demais requisitos previstos na regulamentação.

Para vários especialistas em segurança viária ouvidos pelo Portal do Trânsito, essa mudança gera preocupação, já que competências como percepção de riscos, direção defensiva e tomada de decisões seguras costumam ser desenvolvidas ao longo de um processo de aprendizagem mais amplo, e não apenas durante a preparação para o exame.

Antes mesmo de demonstrar suas habilidades ao volante, portanto, o candidato precisa cumprir uma série de exigências previstas no MBEDV. Confira sete situações em que a prova prática pode nem começar.

1. Comparecer usando chinelo ou outro calçado inadequado

    O manual determina que o candidato deve utilizar calçados que fiquem firmemente presos aos pés e permitam o acionamento seguro dos pedais. O uso de chinelos ou outros calçados inadequados impede a realização da prova prática.

    2. Esquecer os óculos, aparelho auditivo ou outro dispositivo obrigatório

      Quem possui restrição registrada no exame de aptidão física e mental deve utilizar os dispositivos indicados, como lentes corretivas, aparelho auditivo ou próteses. Sem eles, o exame não poderá ser iniciado.

      3. Apresentar sinais de embriaguez ou uso de substâncias psicoativas

        O candidato deve estar em plenas condições físicas e mentais para dirigir. Caso haja indícios de consumo de álcool ou outras substâncias que comprometam a condução, a avaliação não será realizada.

        4. Não apresentar condições emocionais para realizar a prova

          É natural sentir ansiedade antes do exame. No entanto, quando o nervosismo evolui para uma instabilidade emocional evidente ou um comportamento incompatível com a realização da avaliação, o MBEDV prevê que o exame seja suspenso ou nem mesmo iniciado.

          5. O veículo não oferecer condições de segurança

            O veículo utilizado na prova também precisa atender aos requisitos previstos na legislação. Problemas em itens como sistema de freios, pneus, iluminação ou documentação podem impedir a realização do exame.

            6. O veículo não ter combustível ou autonomia suficiente

              Um detalhe que passa despercebido por muitos candidatos: o veículo precisa ter combustível — ou autonomia, no caso dos elétricos — suficiente para realizar todo o percurso previsto para o exame. Caso contrário, a avaliação não poderá começar.

              7. Chuva intensa ou outras condições climáticas colocarem a segurança em risco

                Se houver chuva forte, granizo, enchentes, ventos intensos ou qualquer condição climática que comprometa a condução segura, cabe ao examinador decidir pelo adiamento da prova prática.

                E se a prova já tiver começado?

                O MBEDV também prevê situações em que o exame pode ser interrompido antes do fim do percurso. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o candidato demonstra incapacidade técnica para continuar dirigindo com segurança, apresenta instabilidade emocional durante a avaliação ou pratica alguma conduta que leve à eliminação imediata. Nesses casos, o exame é encerrado e o motivo da interrupção deve ser registrado formalmente pela comissão examinadora.

                Mais do que chegar ao exame, é preciso estar preparado

                Para o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, o novo manual traz um avanço importante ao aproximar a prova prática das situações que o futuro condutor encontrará no dia a dia. No entanto, ele alerta que isso torna ainda mais necessária uma formação consistente.

                “Quanto mais o exame busca avaliar situações reais do trânsito, mais evidente fica que o candidato precisa chegar preparado. Não basta decorar um percurso ou aprender apenas o necessário para passar na prova. É preciso desenvolver competências que serão utilizadas durante toda a vida como condutor”, afirma.

                Conforme Mariano, essa discussão ganha ainda mais relevância após as mudanças promovidas pela Resolução Contran nº 1.020/2025.

                “A habilitação deveria ser o resultado de um processo de formação, e não apenas uma etapa burocrática. A redução da carga horária mínima obrigatória aumenta a responsabilidade do próprio candidato em buscar uma formação mais completa. A autoescola continua sendo o ambiente mais adequado para desenvolver percepção de riscos, direção defensiva e comportamento seguro no trânsito”, destaca.

                Na avaliação do especialista, o verdadeiro desafio não é apenas conseguir iniciar ou concluir a prova prática, mas sair dela preparado para enfrentar as situações que encontrará quando estiver sozinho ao volante.

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                Quando enxergar o outro se torna urgente

                dom, 02/08/2026 - 17:00
                Humanizar o trânsito exige empatia, educação e visão coletiva. Foto: criação de IA

                Por Rafael Lourenço*

                O Brasil vive um paradoxo sobre duas rodas. Ao mesmo tempo em que a motocicleta se consolida como ferramenta de mobilidade, trabalho e acesso à renda para milhões de brasileiros, crescem também os sinistros envolvendo motociclistas. 

                Segundo dados da Fenabrave, a previsão é que sejam comercializadas 2,4 milhões de motos em 2026, um aumento de 10% em relação a 2025. Esse volume deve se somar às mais de 37 milhões de motocicletas e motonetas em circulação no País, refletindo uma transformação importante na mobilidade urbana brasileira. 

                Se, por um lado, esse crescimento representa acesso, praticidade e oportunidade de geração de renda, por outro também acende um alerta.

                As ocorrências envolvendo motociclistas nas cidades vêm aumentando de forma preocupante. Em São Paulo, por exemplo, os sinistros com motos cresceram quase 20% em 2024 na comparação com 2023, segundo dados do Infosiga. 

                A combinação de diversos fatores como jornadas extensas, trânsito intenso e a falta de infraestrutura adequada criam um ambiente de risco constante. Em muitas cidades brasileiras, o motociclista passou a ocupar um papel central na dinâmica urbana, mas ainda segue invisível em boa parte das discussões sobre mobilidade e segurança viária. Não por acaso, o tema do Maio Amarelo do Observatório Nacional de Segurança Viária neste ano foi: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.” E talvez neste momento o maior desafio esteja justamente em ampliar o significado desse “enxergar”. 

                Enxergar o outro no trânsito é compreender que todos compartilham o mesmo espaço urbano — motociclistas, motoristas, ciclistas e pedestres — e que a segurança depende da forma como cada um se relaciona com o outro nas ruas.

                Os sinistros não acontecem por acaso. Eles são resultado de uma combinação de fatores. Há espaço para melhoria em diversas frentes como redução da velocidade de pilotagem, infraestrutura, formação do motociclista, imprudência dos condutores e na consistência das políticas públicas. 

                Esse esforço de conscientização também ganha força com iniciativas voltadas especificamente à proteção dos motociclistas.

                A Semana Nacional de Prevenção a Acidentes com Motociclistas busca conscientizar a sociedade sobre os riscos e a importância da segurança no trânsito para quem utiliza motocicletas. Realizada anualmente em julho, a iniciativa reforça a necessidade de manter o tema em evidência e estimular ações permanentes de prevenção e educação no trânsito. Por isso, empresas do setor, poder público, fabricantes, empregadores e condutores precisam assumir uma responsabilidade conjunta nessa transformação. Segurança viária não pode se resumir a ações em campanhas pontuais. Precisa ser um compromisso contínuo, sustentado por educação, conscientização, investimento e planejamento urbano. 

                Na Yamaha, entendemos a segurança viária dessa forma. Investimos em iniciativas permanentes de conscientização, cursos de pilotagem, treinamentos para mulheres, palestras educativas e ações voltadas à proteção de colaboradores que utilizam motocicletas diariamente. Neste ano, por exemplo, iniciamos a entrega de kits de segurança para funcionários da fábrica em Manaus e ampliamos as ações de treinamento do Yamaha Riding Academy em diferentes regiões do País. Mas é importante reconhecer que ainda estamos longe do ideal. Nenhuma empresa, sozinha, conseguirá mudar esse cenário. 

                A boa notícia é que a tecnologia começa a abrir caminhos promissores. O mercado vem avançando no desenvolvimento de sistemas de frenagem ABS mais inteligentes, controle de tração, sensores de ponto cego, iluminação adaptativa e estudos com inteligência artificial voltados à prevenção de colisões. Ainda assim, tecnologia sem consciência não basta. 

                Humanizar o trânsito exige empatia, educação e visão coletiva. Exige enxergar o motociclista não como estatística ou obstáculo, mas como alguém que compartilha o mesmo espaço urbano que nós, que sustenta uma família e que quer voltar para casa em segurança. 

                *Rafael Lourenço é gerente de Relações Institucionais da Yamaha Brasil

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                Programa Despoluir ultrapassa 5,3 milhões de avaliações ambientais em veículos a diesel

                dom, 02/08/2026 - 13:30
                O Despoluir disponibiliza, sem custos para os empresários do transporte, serviços técnicos especializados que contribuem para a melhoria do desempenho ambiental e operacional das frotas. Foto: Virrage Images para Depositphotos

                O Programa Despoluir, iniciativa do Sistema Transporte voltada à redução das emissões de poluentes do transporte rodoviário, ultrapassou a marca de 5,3 milhões de avaliações ambientais realizadas em veículos movidos a diesel em todo o Brasil. O número coincide com os 19 anos de atuação do programa, criado em 18 de julho de 2007, e evidencia a dimensão do monitoramento ambiental realizado junto à frota de caminhões e ônibus do país.

                Ao longo de quase duas décadas, o programa ampliou sua atuação e passou a combinar avaliações ambientais, orientação técnica aos transportadores e o uso de inteligência de dados para apoiar decisões das empresas e contribuir com políticas públicas voltadas à sustentabilidade do transporte.

                Monitoramento ambiental alcança todo o país

                Criado para reduzir as emissões atmosféricas dos veículos pesados, o Despoluir se consolidou como um dos principais programas de monitoramento ambiental do setor de transporte rodoviário.

                Atualmente, a iniciativa está presente em todos os estados brasileiros por meio de uma rede formada por 24 federações do transporte e 115 unidades de atendimento. As equipes realizam os serviços diretamente em empresas transportadoras, terminais de carga e rodovias, facilitando o acesso dos transportadores às avaliações técnicas.

                Somente em 2025, o programa realizou 434,2 mil avaliações ambientais em mais de 232 mil veículos movidos a diesel. Nesse período, foram atendidos 12.208 transportadores, entre empresas e caminhoneiros autônomos.

                Desde sua criação, o Despoluir já prestou atendimento a mais de 27 mil empresas transportadoras e 28 mil transportadores autônomos em todo o país.

                Avaliações ajudam a reduzir emissões e melhorar a eficiência

                Entre os principais serviços oferecidos gratuitamente está a Avaliação Veicular Ambiental (AVA), que mede a emissão de poluentes dos veículos a diesel por meio de equipamentos específicos.

                Além de identificar possíveis irregularidades na combustão, a avaliação orienta os transportadores sobre ajustes que podem contribuir para reduzir a emissão de poluentes. E, assim, melhorar a eficiência energética dos veículos e diminuir o consumo de combustível.

                O programa também realiza a Avaliação da Qualidade do Diesel (AQD), que verifica se o combustível utilizado atende aos padrões previstos na legislação. A análise permite identificar contaminações que podem provocar falhas mecânicas e contribuir para o aumento das emissões.

                Desde a implementação do serviço, o Despoluir já analisou 3.705 amostras de diesel. Desse total, 86% correspondiam ao diesel S-10, combustível com menor teor de enxofre e menor impacto ambiental.

                Orientação técnica beneficia empresas e caminhoneiros

                Além do monitoramento das emissões, o programa utiliza os resultados das avaliações para orientar ações corretivas e incentivar a manutenção preventiva das frotas.

                Conforme o Sistema Transporte, essas medidas contribuem para melhorar a eficiência operacional dos veículos. Além disso, reduzir gastos com combustível e estimular boas práticas ambientais entre empresas transportadoras e caminhoneiros autônomos.

                O objetivo é combinar ganhos econômicos para os transportadores com benefícios ambientais, por meio da redução das emissões e do incentivo ao uso de combustíveis mais limpos.

                Dados passam a apoiar decisões e políticas públicas

                Após reunir milhões de avaliações ao longo de 19 anos, o Despoluir entra em uma nova etapa. Agora, voltada ao aproveitamento das informações produzidas durante esse período.

                O programa está investindo na integração de sistemas, digitalização de processos, automação de análises e ampliação do uso de ferramentas de Business Intelligence (BI). O objetivo é transformar a base de dados em inteligência para empresas, entidades do setor e gestores públicos.

                De acordo com a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, esse é um dos principais avanços da iniciativa.

                “Ao longo de 19 anos, o Despoluir construiu uma base técnica única sobre a operação da frota pesada brasileira. Hoje, essas informações vão além do monitoramento ambiental. Elas apoiam estudos da CNT, ampliam o conhecimento sobre o comportamento dos veículos em circulação e ajudam empresas e gestores a tomar decisões mais eficientes”, explica.

                Segundo Nicole Goulart, a modernização tecnológica permitirá ampliar a contribuição do programa para a competitividade e a sustentabilidade do transporte rodoviário. “Queremos transformar milhões de dados produzidos ao longo desses anos em conhecimento que contribua para uma gestão mais eficiente das frotas. Além disso, para a formulação de políticas públicas e para o avanço da agenda de sustentabilidade do transporte.”

                Entre as iniciativas previstas para essa nova fase estão a integração das bases de dados, o fortalecimento do uso de ferramentas de BI, a automação de processos e o desenvolvimento de novas soluções digitais para ampliar o aproveitamento das informações obtidas nas avaliações ambientais.

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                Quase metade dos impactos em acidentes de moto atinge o rosto; veja o alerta dos bombeiros

                dom, 02/08/2026 - 08:15
                Os números de acidentes envolvendo motos evidenciam a dimensão do problema. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

                O uso correto dos equipamentos de proteção continua sendo uma das principais medidas para reduzir a gravidade dos acidentes envolvendo motociclistas. Em um alerta divulgado durante as ações do Dia do Motociclista, celebrado no começo da semana, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro reforçou a importância do capacete fechado e da condução defensiva como formas de preservar vidas.

                As orientações foram divulgadas pela corporação e repercutidas pela Agência Brasil, que destacou o aumento das ocorrências envolvendo motocicletas atendidas pelos bombeiros fluminenses.

                Os números ajudam a dimensionar o problema. Entre 1º de janeiro e 26 de julho de 2026, o Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para atender 21.657 colisões envolvendo motocicletas em todo o estado.

                Colisões entre motos e carros lideram atendimentos

                Conforme a corporação, 16.202 ocorrências corresponderam a colisões entre motocicletas e automóveis. Além disso, os bombeiros atenderam 10.127 quedas de motocicletas e 1.858 atropelamentos provocados por motos no mesmo período. Também houve o registro de acidentes envolvendo caminhões, ônibus, bicicletas, postes, muros, trens, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e outros obstáculos.

                De acordo com os dados do Corpo de Bombeiros, os motociclistas estão entre as principais vítimas das ocorrências de trânsito atendidas diariamente. As motos representam aproximadamente 74,4% do total dos acidentes de trânsito registrados pela corporação.

                Capacete fechado oferece maior proteção

                Entre as principais recomendações está o uso do capacete fechado, corretamente afivelado.

                Segundo o Corpo de Bombeiros, embora o modelo aberto seja frequentemente escolhido por oferecer maior ventilação e menor custo, estudos indicam que cerca de 45% dos impactos em acidentes com motocicletas atingem a região do rosto e do queixo.

                Por possuir uma estrutura frontal de proteção, o capacete fechado consegue absorver parte da energia da colisão, reduzindo o risco de lesões graves na face.

                De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, a escolha do equipamento pode fazer diferença no desfecho de um acidente.

                “O capacete fechado não é apenas estético, é engenharia de proteção. A proteção do queixo absorve o impacto e garante que você volte para casa com mais segurança.”

                Conforme o oficial, apesar de o capacete aberto proporcionar maior ventilação, ele deixa uma das regiões mais vulneráveis da cabeça completamente exposta em caso de queda ou colisão.

                Equipamentos certificados e condução defensiva

                Além da escolha do capacete, a corporação orienta os motociclistas a utilizarem apenas equipamentos certificados pelo Inmetro e manterem a jugular corretamente ajustada.

                Os bombeiros também reforçam a importância da condução defensiva, respeitando os limites de velocidade, a sinalização e as condições da via.

                De acordo com a corporação, a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficiente para reduzir acidentes e minimizar suas consequências.

                O alerta ganha ainda mais relevância diante do crescimento da participação das motocicletas no trânsito brasileiro. E, além disso, do elevado número de ocorrências envolvendo esse tipo de veículo. Nesse cenário, atitudes simples, como utilizar corretamente os equipamentos de proteção e adotar uma condução prudente, podem contribuir para reduzir a gravidade das lesões e aumentar a segurança de motociclistas e demais usuários das vias.

                Com informações da Agência Brasil

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                Frio exige colocar mais ar nos pneus? Entenda como a temperatura afeta a calibragem

                sab, 01/08/2026 - 17:30
                A queda da temperatura reduz naturalmente a pressão dos pneus, mas a calibragem deve seguir sempre a recomendação do fabricante. Foto: Divulgação/Bransales Pneus

                Com a chegada das temperaturas mais baixas, uma dúvida costuma surgir entre os motoristas: é preciso colocar mais ar nos pneus durante o inverno? A resposta é não. Embora o frio reduza naturalmente a pressão interna dos pneus, isso não significa que seja necessário ultrapassar a calibragem recomendada pelo fabricante do veículo.

                O que muda, segundo especialistas, é a necessidade de acompanhar a pressão com mais frequência para garantir que ela permaneça dentro do valor indicado.

                De acordo com João Gonsales, vice-presidente da Bransales Pneus, a queda da temperatura faz com que a pressão do ar diminua naturalmente, o que pode deixar os pneus abaixo da especificação caso a calibragem não seja verificada regularmente.

                “É comum que a pressão diminua nos dias mais frios. O importante é repor essa perda seguindo sempre a especificação do fabricante do veículo, sem exagerar na quantidade de ar.”

                Por que a calibragem é importante?

                Rodar com pneus abaixo da pressão recomendada pode comprometer o comportamento do veículo e aumentar os custos para o motorista.

                Conforme os especialistas, a pressão inadequada aumenta o consumo de combustível, acelera o desgaste da banda de rodagem e reduz a eficiência da área de contato do pneu com o solo, já que ela deixa de trabalhar da forma projetada.

                Além disso, manter a calibragem correta contribui para uma condução mais estável e para o melhor desempenho do conjunto.

                Como fazer a medição corretamente

                Outro cuidado importante é realizar a calibragem nas condições adequadas.

                De acordo com Helmut Buss, técnico em Garantia da Bransales Pneus, a verificação deve ser feita com frequência. “A verificação deve ser feita sempre com os pneus frios, antes de iniciar a viagem ou após o veículo permanecer parado por algumas horas. Assim, a medição reflete a pressão real.”

                A recomendação é conferir a pressão pelo menos uma vez por semana ou, no máximo, a cada 15 dias.

                Benefícios da calibragem correta

                Além de contribuir para a segurança, manter os pneus na pressão indicada pode gerar economia ao longo do tempo.

                Conforme João Gonsales, uma calibragem adequada melhora a dirigibilidade, favorece o desgaste uniforme dos pneus, reduz o consumo de combustível e aumenta a vida útil do produto.

                “Uma calibragem correta melhora a dirigibilidade, favorece o desgaste uniforme dos pneus, ajuda na economia de combustível e aumenta a vida útil do produto. São poucos minutos que podem evitar custos e riscos maiores.”

                Cinco cuidados com os pneus durante o frio

                Com a queda das temperaturas, especialistas recomendam alguns cuidados simples para manter os pneus em boas condições:

                • Verifique a calibragem semanalmente ou, no máximo, a cada 15 dias.
                • Faça a medição sempre com os pneus frios.
                • Respeite a pressão indicada pelo fabricante do veículo.
                • Aproveite a calibragem para observar o estado geral dos pneus.
                • Não aumente a pressão acima do recomendado apenas porque a temperatura caiu.

                Manter esses cuidados ajuda a preservar o desempenho dos pneus e contribui para uma condução mais segura durante os meses de inverno.

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                Rastreador, bloqueio remoto e alarmes inteligentes: o que vale a pena para proteger o carro  

                sab, 01/08/2026 - 13:30
                Investir em recursos de segurança deixou de ser apenas um diferencial para se tornar uma medida preventiva. Foto: Oficina Grupo T-Line (Divulgação)

                Mesmo em queda, os roubos e furtos de veículos continuam fazendo milhares de vítimas e figurando entre as principais preocupações dos motoristas paulistas. Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que, entre janeiro e abril de 2026, o estado registrou 4.355 roubos de veículos, uma redução de 37% em relação ao mesmo período do ano passado, e 19.998 furtos, queda de 11,3%. Na capital e na Grande São Paulo, embora a tendência também seja de redução, ainda são contabilizados, em média, cerca de 120 casos por dia, somando as duas modalidades de crime.

                Diante desse cenário, investir em recursos de segurança deixou de ser apenas um diferencial para se tornar uma medida preventiva. A combinação de dispositivos eletrônicos e mecânicos eleva o nível de proteção do veículo, dificulta a atuação dos criminosos e pode contribuir para a localização e recuperação do automóvel em caso de ocorrência. 

                Segundo Denis Slwczuk, gerente geral de pós-vendas do Grupo T-Line, um dos mais tradicionais grupos de concessionárias do Brasil, a segurança atualmente depende da combinação de diferentes soluções.

                “Os sistemas evoluíram muito nos últimos anos. Hoje é possível monitorar o veículo em tempo real, bloquear seu funcionamento à distância e até receber alertas instantâneos pelo celular em caso de movimentação suspeita. Quanto maior a integração entre esses recursos, maior tende a ser o nível de proteção”, explica.

                Entre as principais alternativas disponíveis no mercado estão os rastreadores via GPS, que permitem localizar o veículo em tempo real e agilizar sua recuperação em caso de furto ou roubo. “Muitos modelos contam ainda com bloqueio remoto, recurso que impede o funcionamento do motor após autorização da central de monitoramento ou do proprietário, sempre seguindo critérios de segurança”, afirma o especialista.

                Outra solução bastante utilizada são os alarmes inteligentes.

                Diferentemente dos modelos tradicionais, é possível integrá-los a aplicativos de celular, enviando notificações imediatas quando se violam portas, porta-malas ou vidros. Alguns equipamentos também identificam tentativas de reboque, levantamento por guincho ou movimentação sem a chave presencial. “As travas antifurto continuam sendo importantes aliadas. Dispositivos instalados no volante, pedal e câmbio representam uma barreira física que dificulta a ação rápida dos criminosos, principalmente nos furtos de oportunidade, em que o tempo costuma ser determinante”, ressalta Denis.

                A proteção também pode estar nos vidros. As películas de segurança, conhecidas como antivandalismo, recebem uma camada mais resistente que ajuda a manter o vidro íntegro após impactos. Além de dificultarem a quebra, retardam o acesso ao interior do veículo e ajudam a proteger objetos deixados na cabine.

                Outra tecnologia que vem ganhando espaço é a autenticação eletrônica do motorista. Alguns sistemas exigem senha, cartão de proximidade ou identificação por aplicativo antes de liberar a partida, mesmo que alguém tenha acesso à chave do veículo. Nos modelos mais novos, muitos fabricantes ainda oferecem serviços conectados que permitem acompanhar a localização do automóvel, verificar seu status, receber alertas de movimentação e acionar assistências diretamente pelo smartphone.

                A tecnologia é uma aliada importante na proteção do veículo, mas sua eficácia é potencializada quando vem acompanhada de hábitos preventivos. Nesse sentido, Denis ressalta que nenhum equipamento dispensa os cuidados do motorista.

                “Estacionar em locais iluminados, evitar deixar objetos à vista, conferir se portas e vidros estão realmente travados e nunca abandonar a chave dentro do veículo continuam sendo atitudes fundamentais. A tecnologia funciona melhor quando faz parte de um conjunto de cuidados.” 

                O especialista também recomenda optar por equipamentos homologados e instalados por profissionais qualificados. “Uma instalação inadequada pode comprometer tanto a eficiência dos dispositivos quanto os sistemas eletrônicos do próprio veículo. O ideal é buscar orientação em concessionárias ou empresas especializadas para identificar quais recursos fazem mais sentido para cada perfil de uso”, finaliza o especialista do Grupo T-Line.

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                Projeto amplia direitos de táxis e carros de aplicativo no trânsito

                sab, 01/08/2026 - 08:15
                Faixa exclusiva de ônibus em Curitiba. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

                Motoristas de táxi e de transporte por aplicativo poderão ganhar novas regras para embarque, desembarque e circulação nas cidades brasileiras. É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 1.992/2026, apresentado pelo deputado federal Vanderlan Alves (Solidariedade-CE), que propõe alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

                A proposta busca disciplinar o direito de parada desses veículos quando estiverem prestando serviço aos passageiros e autorizar, mediante regulamentação, a utilização de faixas exclusivas destinadas ao transporte coletivo.

                De acordo com o texto, o objetivo é adaptar a legislação às transformações ocorridas na mobilidade urbana, especialmente após a expansão dos serviços de transporte por aplicativo, mantendo também o reconhecimento da importância dos táxis no deslocamento diário da população.

                O que o projeto propõe

                A proposta estabelece duas mudanças principais.

                A primeira consiste em assegurar aos veículos de transporte público individual, como os táxis, e aos veículos de transporte remunerado privado individual de passageiros, como os utilizados em plataformas digitais, o direito de realizar paradas para embarque e desembarque de passageiros quando estiverem efetivamente prestando o serviço.

                A segunda é permitir que esses veículos utilizem faixas exclusivas destinadas ao transporte coletivo, desde que essa utilização seja regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e respeite critérios técnicos, de segurança viária e de interesse público.

                Conforme o projeto, essas garantias passam a integrar expressamente o Código de Trânsito Brasileiro.

                Direito de parada dependerá de regulamentação

                O texto altera o artigo 29 do CTB para incluir táxis e veículos de transporte remunerado privado individual entre os veículos prestadores de serviços de utilidade pública quando estiverem realizando transporte de passageiros.

                Com isso, o projeto prevê que se assegure o direito de livre parada para embarque e desembarque, com observação das regras que o Contran deverá definir.

                Ao mesmo tempo, estabelece que essas paradas somente poderão ocorrer quando não comprometerem a segurança do trânsito, a fluidez da via ou a sinalização existente no local.

                Outra alteração prevista é no artigo 184 do CTB, que trata das infrações relacionadas ao trânsito em faixas e vias com circulação regulamentada. Pela proposta, as restrições previstas nesse dispositivo não se aplicariam aos veículos contemplados pelo projeto quando estiverem efetivamente transportando passageiros e respeitarem a regulamentação futura.

                Uso das faixas exclusivas terá regras específicas

                Embora autorize a utilização das faixas exclusivas por táxis e veículos de aplicativo, o projeto deixa claro que essa possibilidade dependerá de regulamentação.

                A proposta atribui ao Contran a definição das condições, limites e horários para utilização dessas faixas, além dos requisitos operacionais, tecnológicos e dos critérios de fiscalização necessários para a implementação da medida.

                Também caberá ao órgão estabelecer parâmetros relacionados à segurança viária assim como à preservação da prioridade do transporte coletivo urbano.

                Além disso, o texto determina que a utilização das faixas exclusivas pelos veículos de transporte individual:

                • não poderá prejudicar a prioridade estrutural do transporte coletivo;
                • deverá respeitar as políticas locais de mobilidade urbana;
                • poderá ser restringida pela autoridade de trânsito responsável pela via, desde que exista justificativa técnica.
                Justificativa destaca mudanças na mobilidade urbana

                Na justificativa do projeto, o deputado Vanderlan Alves afirma que a legislação de trânsito precisa acompanhar a evolução dos meios de transporte nas cidades.

                De acordo com o parlamentar, a consolidação dos serviços de transporte por aplicativo e a permanência da relevância social dos táxis exigem um tratamento legal compatível com a realidade atual dos deslocamentos urbanos.

                O autor sustenta que garantir o direito de parada pode ampliar a acessibilidade, a segurança e a comodidade dos usuários, principalmente de pessoas com mobilidade reduzida, idosos e pessoas com deficiência, permitindo embarque e desembarque mais próximos do destino.

                De acordo com a justificativa, a medida também tende a tornar o serviço mais eficiente para todos os passageiros que utilizam diariamente essas modalidades de transporte.

                Redução do tempo de deslocamento é um dos argumentos

                Outro ponto apresentado pelo autor diz respeito ao uso das faixas exclusivas. Na justificativa, o deputado argumenta que a autorização poderá contribuir para reduzir o tempo de deslocamento em grandes centros urbanos, beneficiando milhões de usuários e produzindo impactos positivos na produtividade e na qualidade de vida.

                Ao defender a proposta, Vanderlan Alves ressalta que ela não retira a prioridade do transporte coletivo.

                Conforme ele, o projeto condiciona o uso das faixas exclusivas à observância de critérios técnicos, de segurança viária e de interesse público, além de preservar a possibilidade de restrições determinadas pelas autoridades locais de trânsito.

                Para o parlamentar, trata-se de um modelo que busca conciliar a melhoria da mobilidade urbana com a preservação das políticas municipais de transporte.

                Regulamentação e entrada em vigor

                Caso o Congresso Nacional aprove a proposta e ela vire lei, caberá ao Contran regulamentar as condições para aplicação das novas regras. Além disso, o texto prevê que a futura lei entre em vigor 120 dias após sua publicação oficial.

                Até o momento, o PL 1.992/2026 aguarda despacho da Presidência da Câmara dos Deputados para iniciar sua tramitação legislativa.

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                Trocar o carro pela bicicleta pode aumentar a expectativa de vida, aponta estudo

                sex, 31/07/2026 - 17:30
                Embora o estudo destaque os benefícios do uso da bicicleta para a saúde e a longevidade, a adoção desse meio de transporte também depende da existência de infraestrutura adequada. Foto: Divulgação_ Vetter Empreendimentos

                A bicicleta vem conquistando cada vez mais espaço como alternativa de mobilidade urbana e, além de contribuir para deslocamentos mais sustentáveis, também pode trazer benefícios importantes para a saúde. Um estudo publicado na revista científica Environmental Health Perspectives estimou que substituir o carro pela bicicleta nos deslocamentos diários pode representar um ganho de três a 14 meses na expectativa de vida, principalmente pelos efeitos positivos da prática regular de atividade física.

                Os resultados reforçam uma tendência que vem sendo observada em diferentes pesquisas ao redor do mundo: a mobilidade ativa, que inclui deslocamentos realizados de bicicleta ou a pé, está diretamente relacionada à melhoria da qualidade de vida e à prevenção de diversos problemas de saúde.

                Ao mesmo tempo, essa mudança de comportamento começa a influenciar outros setores, como o mercado imobiliário, que passa a incorporar soluções voltadas ao incentivo do uso da bicicleta nos empreendimentos residenciais.

                Estudos reforçam os benefícios da bicicleta para a saúde

                Além da pesquisa publicada na Environmental Health Perspectives, outros estudos também apontam resultados positivos associados ao hábito de pedalar.

                Uma pesquisa conduzida durante dez anos pela Universidade de Tsukuba, no Japão, acompanhou pessoas idosas e identificou menor risco de necessidade de cuidados ao longo do tempo, além de redução no risco de mortalidade entre aqueles que utilizavam a bicicleta.

                Na Escócia, pesquisadores da Universidade de Glasgow acompanharam mais de 82 mil trabalhadores por quase duas décadas. O estudo associou o deslocamento diário de bicicleta a um menor risco de morte por diferentes causas, redução nas hospitalizações e menor probabilidade de utilização de medicamentos relacionados à saúde mental.

                Os resultados reforçam a importância da atividade física incorporada à rotina diária, especialmente quando ela acontece durante os deslocamentos.

                Mercado imobiliário passa a incentivar a mobilidade ativa

                A valorização da mobilidade ativa também começa a aparecer em novos empreendimentos residenciais. No litoral norte de Santa Catarina, a incorporadora Vetter Empreendimentos mantém um programa de bicicletas compartilhadas para moradores, chamado Bike Community.

                De acordo com a empresa, a iniciativa já disponibilizou mais de 120 bicicletas e atende mais de 2 mil clientes. O programa prevê bicicletas compartilhadas em todos os empreendimentos da incorporadora, incluindo os mais antigos, com manutenção vitalícia realizada pela própria empresa.

                Conforme Maicon Oliveira, sócio e diretor comercial e de operações da Vetter Empreendimentos, a proposta é transformar a bicicleta em um serviço permanente oferecido aos moradores.

                “Saúde e qualidade de vida entraram de vez na conta de quem escolhe onde morar. Quando colocamos bicicletas em todos os empreendimentos, inclusive os antigos, e assumimos a manutenção de forma vitalícia, deixamos de tratar isso como um benefício pontual e passamos a oferecer um serviço permanente. O morador não recebe apenas um equipamento. Ele recebe a garantia de que aquela estrutura vai continuar disponível e funcionando”, afirma Maicon Oliveira.

                Segundo a incorporadora, as bicicletas estão disponíveis desde o primeiro empreendimento entregue no litoral catarinense e é possível utilizá-las para deslocamentos curtos, lazer, prática de atividade física ou para facilitar o acesso à orla.

                A empresa também informa que o programa foi levado às centrais de vendas assim como faz parte da estratégia de incentivar hábitos relacionados ao bem-estar e ao uso cotidiano da cidade.

                Mudança de hábitos influencia novos projetos

                Para a Vetter, cidades como Penha e Balneário Piçarras apresentam características que favorecem o uso da bicicleta, como deslocamentos de curta distância e proximidade com a praia.

                Na avaliação da incorporadora, fatores como mobilidade ativa, facilidade de circulação e conexão com o entorno passaram a integrar a percepção de valor dos imóveis, juntamente com características tradicionais, como planta, metragem e áreas de lazer.

                Maicon Oliveira afirma que a proposta também busca manter o relacionamento com os moradores após a entrega dos empreendimentos. “O Bike Community ajuda a manter viva a relação com o cliente depois da entrega do empreendimento. A bicicleta é um dos elementos dessa comunidade que estamos construindo, com benefícios, serviços e itens exclusivos para quem faz parte do universo Vetter. É uma forma de ampliar a experiência do morador e reforçar a conexão dele com a marca”, conclui Maicon Oliveira.

                Embora o estudo destaque os benefícios do uso da bicicleta para a saúde e a longevidade, a adoção desse meio de transporte também depende da existência de infraestrutura adequada, como ciclovias, ciclofaixas e espaços seguros para circulação e estacionamento. Considera-se o incentivo à mobilidade ativa um dos caminhos para promover cidades mais saudáveis, reduzir a dependência do automóvel e estimular hábitos que podem trazer ganhos tanto para a qualidade de vida quanto para a saúde da população.

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                Motoristas profissionais: veja 3 estratégias que fazem diferença na segurança do dia a dia

                sex, 31/07/2026 - 13:30
                Neste Mês do Motorista, vale lembrar que segurança no trânsito vai muito além da habilidade ao volante. Foto: criação de IA

                Quem trabalha ao volante sabe que dirigir é apenas uma parte da profissão. Longas jornadas, mudanças climáticas, trânsito intenso, pressão por prazos e as condições das rodovias fazem parte da rotina de caminhoneiros, motoristas de ônibus, condutores de frotas e tantos outros profissionais que passam horas nas estradas e vias urbanas.

                No Mês do Motorista, a reflexão vai além da homenagem. Também é uma oportunidade para discutir medidas capazes de tornar essa atividade mais segura. Afinal, reduzir riscos no trânsito depende não apenas da atenção do condutor, mas também de uma série de estratégias adotadas por empresas, gestores de frota e pelos próprios profissionais.

                A seguir, confira três iniciativas que contribuem diretamente para aumentar a segurança de quem vive da direção.

                1. Combater a fadiga é uma das medidas mais importantes

                  O cansaço continua sendo um dos principais inimigos da segurança viária. A fadiga reduz a concentração, aumenta o tempo de reação e pode provocar episódios de microssono, situação em que o motorista adormece por poucos segundos sem perceber.

                  Para quem dirige profissionalmente, respeitar os períodos de descanso previstos na legislação e planejar adequadamente as jornadas é fundamental. Empresas também têm papel importante ao organizar escalas realistas, evitando que a pressão por prazos incentive jornadas excessivas.

                  Além das pausas, alimentação adequada, hidratação e noites de sono de qualidade ajudam a manter a atenção durante a condução.

                  2. Veículo em boas condições faz parte da segurança

                    A prevenção também passa pela manutenção. Pneus desgastados, freios com problemas, iluminação deficiente ou suspensão comprometida podem transformar uma situação simples em um acidente grave.

                    Por isso, inspeções periódicas e manutenção preventiva são fundamentais para reduzir falhas mecânicas durante as viagens.

                    Outro aliado é a tecnologia embarcada. Sistemas de assistência ao motorista, monitoramento da frota, controle eletrônico de estabilidade, frenagem automática de emergência e alertas de mudança involuntária de faixa, quando presentes no veículo, funcionam como recursos adicionais para minimizar riscos. Embora não substituam a atenção do condutor, esses equipamentos podem contribuir para evitar acidentes ou reduzir suas consequências.

                    3. Capacitação contínua fortalece uma cultura de segurança

                      A experiência ao volante é valiosa, mas não elimina a necessidade de atualização constante. Treinamentos periódicos de direção defensiva, reciclagens, orientações sobre condução econômica e cursos voltados para novas tecnologias ajudam o motorista a lidar melhor com situações de risco e com as mudanças constantes na legislação e nos veículos.

                      Da mesma forma, empresas que promovem uma cultura de segurança incentivam seus profissionais a comunicar problemas mecânicos, interromper a viagem quando houver condições inseguras e adotar boas práticas sem receio de sofrer punições por eventuais atrasos motivados pela preservação da vida.

                      Segurança é responsabilidade compartilhada

                      Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, embora o motorista profissional esteja diariamente exposto aos desafios do trânsito, a segurança não depende exclusivamente dele. “Empresas, embarcadores, gestores de frota, fabricantes de veículos e o poder público também têm responsabilidade na criação de condições que permitam uma condução mais segura”, afirma.

                      Para ele, investir em planejamento das operações, manutenção adequada dos veículos, tecnologias de apoio e capacitação contínua representa um ganho para todos: reduz acidentes, preserva vidas, melhora as condições de trabalho e torna o transporte mais eficiente.

                      “Neste Mês do Motorista, mais do que reconhecer a importância desses profissionais, o momento também convida à reflexão sobre como transformar as estradas e cidades em ambientes mais seguros para quem passa boa parte da vida atrás do volante”, conclui.

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                      Mortes no trânsito avançam pelo quinto ano seguido no Brasil, aponta análise do ONSV

                      sex, 31/07/2026 - 08:15
                      Motociclistas concentraram o maior número de mortes no trânsito em 2024, segundo análise do ONSV baseada em dados do DATASUS. Foto: criação de IA

                      Em meio à Semana Nacional de Prevenção a Sinistros com Motociclistas, realizada de 26 de julho a 1º de agosto, uma nova análise chama atenção para o agravamento da violência no trânsito brasileiro. O Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, o quinto aumento anual consecutivo e o maior crescimento percentual observado em 22 anos.

                      Os números fazem parte do estudo “Dados Consolidados de Óbitos no Trânsito Brasileiro – 2024”, divulgado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) com base nos dados atualizados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, disponibilizados pelo DATASUS, do Ministério da Saúde.

                      O trabalho foi realizado por Jorge Tiago Bastos, membro do Conselho Deliberativo do ONSV e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em conjunto com Ana Beatriz da Silva Marques, pesquisadora da universidade e do Observatório. Os pesquisadores atuaram na organização, avaliação e interpretação das informações que compõem o panorama inicial apresentado pela instituição.

                      A divulgação ocorre durante a Semana Nacional de Prevenção a Sinistros com Motociclistas, instituída pela Lei nº 15.006/2024. A mobilização busca ampliar a conscientização e estimular ações voltadas à redução das mortes e lesões graves envolvendo motociclistas, grupo que novamente aparece como o mais atingido pela violência no trânsito.

                      Maior crescimento anual desde 2002

                      O total de mortes passou de 34.881, em 2023, para 37.150, em 2024, o que representa 2.269 vidas perdidas a mais em apenas um ano.

                      A elevação de 6,5% foi a maior registrada desde 2002, quando o crescimento havia chegado a 7,3%. O resultado também colocou o país no maior patamar de fatalidades no trânsito desde 2016.

                      A série histórica recente mostra que as mortes vêm aumentando sucessivamente:

                      • 2019: 31.945 mortes;
                      • 2020: 32.716 mortes;
                      • 2021: 33.813 mortes;
                      • 2022: 33.894 mortes;
                      • 2023: 34.881 mortes;
                      • 2024: 37.150 mortes.

                      De acordo com a análise do Observatório, o avanço rompe a tendência de estabilização registrada em alguns períodos anteriores e evidencia fragilidades estruturais e comportamentais do trânsito brasileiro.

                      Os resultados reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas, fiscalização, educação para o trânsito e investimentos em infraestrutura capaz de proteger especialmente os usuários mais vulneráveis.

                      Motociclistas concentram o maior impacto

                      O crescimento mais expressivo em números absolutos ocorreu entre os ocupantes de motocicletas. Foram 15.459 mortes em 2024, contra 13.477 no ano anterior.

                      A diferença representa 1.982 mortes a mais e um crescimento de 14,7% em apenas um ano. Os motociclistas corresponderam a aproximadamente 42% de todas as vítimas fatais do trânsito brasileiro em 2024.

                      O recorte por sexo torna o cenário ainda mais preocupante. Somente os motociclistas do sexo masculino somaram 13.497 mortes, o equivalente a 37,1% de todos os óbitos no trânsito registrados no país.

                      O dado reforça a importância de ações específicas para esse público, especialmente diante da expansão do uso da motocicleta como meio de deslocamento e ferramenta de trabalho.

                      Mortes também avançaram entre ocupantes de caminhões e ônibus

                      Embora o maior impacto tenha ocorrido entre motociclistas, a análise identificou crescimentos percentuais elevados entre ocupantes de outros veículos.

                      As mortes de ocupantes de caminhões aumentaram 30,2%, enquanto os óbitos entre ocupantes de ônibus cresceram 28,3%.

                      Os resultados apontam desafios adicionais relacionados ao transporte de cargas e passageiros e indicam a necessidade de avaliar fatores como condições das vias, jornadas de trabalho, manutenção dos veículos, fiscalização e formação profissional.

                      Alta atingiu quase todo o país

                      O aumento das mortes foi observado na maior parte das Unidades da Federação. As exceções foram o Rio de Janeiro, que apresentou redução de 35%, e Roraima, com queda de 9,7%. O Distrito Federal manteve estabilidade.

                      Os maiores aumentos proporcionais foram registrados no:

                      • Acre: 52,7%;
                      • Amazonas: 28,5%;
                      • Alagoas: 22,8%;
                      • Sergipe: 20,4%.

                      Na divisão regional, o Norte apresentou o maior avanço, com crescimento de 15,7%. Em seguida aparecem o Nordeste, com 11,6%, o Sul, com 6%, e o Centro-Oeste, com 5,9%.

                      A Região Sudeste foi a única a registrar redução, ainda que pequena, de 0,8%.

                      As diferenças entre estados e regiões demonstram que a violência no trânsito não se distribui de forma uniforme pelo território nacional. Por isso, além de estratégias nacionais, o enfrentamento exige políticas adaptadas às características da frota, da infraestrutura e dos deslocamentos em cada localidade.

                      Crescimento entre crianças acende alerta

                      A mortalidade avançou em praticamente todas as faixas etárias. A única exceção foi o grupo de crianças entre 10 e 14 anos, que apresentou redução de 2,9%.

                      Entre os aumentos mais expressivos está o registrado entre crianças menores de 1 ano, com alta de 17%. Na faixa de 5 a 9 anos, o crescimento chegou a 11,5%.

                      Considerando o grupo de crianças de 0 a 9 anos, o avanço foi de 10,5%.

                      Os números reforçam a importância do uso correto dos dispositivos de retenção, do transporte seguro de crianças e da responsabilidade dos adultos, já que os menores dependem diretamente das decisões tomadas pelos condutores e responsáveis.

                      Mortes de idosos aumentaram 8,6%

                      Outro grupo vulnerável que apresentou crescimento foi o das pessoas com 60 anos ou mais. Entre os idosos, as mortes no trânsito avançaram 8,6%.

                      O envelhecimento da população brasileira amplia a necessidade de vias, calçadas, travessias e sistemas de transporte mais seguros e acessíveis.

                      Pessoas idosas podem apresentar maior fragilidade física em caso de atropelamentos e colisões. Além disso, fatores como tempo de travessia, visibilidade, iluminação e condições das calçadas podem aumentar sua exposição ao risco.

                      Dados devem orientar ações de prevenção

                      A análise apresentada pelo Observatório vai além da divulgação dos números oficiais. O estudo organiza e interpreta os dados do DATASUS para identificar tendências, grupos mais atingidos e regiões que exigem atenção prioritária.

                      Os resultados mostram que o crescimento das mortes no trânsito não está concentrado em um único grupo ou local. Motociclistas, crianças, idosos e ocupantes de veículos de transporte de carga e passageiros aparecem entre os públicos afetados pelo avanço da mortalidade.

                      No entanto, o peso dos motociclistas nas estatísticas torna esse grupo uma prioridade incontornável para qualquer estratégia nacional de segurança viária.

                      Durante a Semana Nacional de Prevenção a Sinistros com Motociclistas, os dados reforçam que campanhas pontuais precisam estar acompanhadas de medidas permanentes, como fiscalização, formação adequada dos condutores, infraestrutura segura, atendimento rápido às vítimas e políticas públicas baseadas em evidências.

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                      Entre mais de 8 mil participantes, motorista mineiro conquista o título de melhor do Brasil

                      qui, 30/07/2026 - 17:30
                      Final do Motorista Série A reuniu os 20 melhores participantes entre mais de 8 mil inscritos e premiou excelência em saúde, qualificação, gestão e condução segura. Foto: Divulgação Sest/Senat

                      O motorista Elton Mendes Maia Júnior, da Via Group, de Lavras (MG), conquistou o título de melhor motorista profissional do Brasil na edição 2025/2026 do Motorista Série A. A decisão ocorreu no último sábado (25), em Cabo de Santo Agostinho (PE), reunindo os 20 finalistas com melhor desempenho entre mais de 8 mil participantes de todo o país.

                      Mais do que avaliar habilidades ao volante, a competição analisou, durante um ano, aspectos como condução segura, qualificação profissional, gestão, saúde física e mental, reconhecendo profissionais que se destacaram em diferentes dimensões da atividade.

                      Competição avaliou muito além da direção

                      Três grandes eixos estruturaram o Motorista Série A: especialização profissional, mercado e gestão e saúde e bem-estar.

                      Ao longo do programa, os participantes passaram por diagnósticos de saúde, avaliações técnicas, acompanhamento do desempenho na condução dos veículos e atividades de capacitação promovidas pelo SEST SENAT.

                      Após as etapas de desenvolvimento e as seletivas regionais, os 20 motoristas mais bem classificados avançaram para a fase nacional, realizada em Pernambuco. Antes da prova decisiva, os finalistas conheceram, durante dois dias, o caminhão e a pista da avaliação prática.

                      A última etapa aconteceu com um caminhão-tanque biarticulado cedido pela Transpedrosa, empresa parceira do SEST SENAT desde a criação do programa. A nota obtida nessa prova foi somada ao desempenho acumulado durante todo o processo para definir os vencedores.

                      Conheça os três primeiros colocados

                      O pódio da edição 2025/2026 ficou assim:

                      • 1º lugar: Elton Mendes Maia Júnior, da Via Group, de Lavras (MG), que recebeu um automóvel zero-quilômetro.
                      • 2º lugar: Vanderley Farias Braga, da Lima Transportes, de Fortaleza (CE), premiado com uma motocicleta.
                      • 3º lugar: Thiago dos Santos Souza, da Amaggi Exportação e Importação Ltda., de Lucas do Rio Verde (MT), também premiado com uma motocicleta.

                      Todos os finalistas receberam certificados e foram homenageados pelos familiares durante a cerimônia de encerramento.

                      Campeão destaca evolução profissional

                      Para Elton Mendes Maia Júnior, a principal conquista foi a transformação na forma de exercer a profissão.

                      “Ao longo do programa, fomos evoluindo na forma de conduzir e de cuidar da saúde física e mental. A gente deixa de ser apenas motorista e passa a ser exemplo para a família e para quem convive conosco no trânsito.”

                      O segundo colocado, Vanderley Farias Braga, também ressaltou o reconhecimento proporcionado pela iniciativa. “Em 27 anos de profissão, eu nunca tive tanta valorização quanto hoje.”

                      Programa busca valorizar a profissão

                      Durante a cerimônia, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, afirmou que o objetivo do Motorista Série A é reconhecer o trabalho dos motoristas profissionais e contribuir para tornar a carreira mais atrativa.

                      Segundo ele, o setor enfrenta dificuldades para contratar profissionais qualificados e iniciativas desse tipo ajudam a fortalecer a imagem da categoria. “A gente quer valorizar quem dirige com segurança, quem cuida da saúde e quem ajuda a mover o Brasil.”

                      Vander Costa também destacou o papel desempenhado pelos motoristas na economia e na mobilidade do país. “São pessoas que transportam cargas, levam passageiros, fazem os produtos chegarem aos supermercados e às casas das famílias brasileiras. São profissionais de valor.”

                      Saúde, tecnologia e qualificação fizeram parte da avaliação

                      A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, ressaltou que cerca de 2 mil dos mais de 8 mil inscritos nunca haviam frequentado uma unidade da instituição e passaram a conhecer os serviços oferecidos. “Essa também foi uma oportunidade de mostrar que estamos presentes em mais de 170 Unidades em todo o país oferecendo saúde, qualidade de vida e educação profissional.”

                      Já o diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, explicou que cada finalista passou por 31 etapas de avaliação, que incluíram recursos como telemetria e indicadores de desempenho para analisar tanto a condução segura quanto aspectos relacionados à saúde.

                      “A gente não faz uma competição para que um seja melhor do que o outro. A gente faz uma competição para que ele, no futuro seja, melhor do que si mesmo. Por isso, o programa é integrado.”

                      O vice-presidente da CNT e presidente do Conselho Regional do SEST SENAT em Pernambuco, Eudo Laranjeiras, também destacou a importância dos profissionais do transporte. “Mais de 70% das cargas e dos passageiros são transportados por vocês. Só de estarem aqui, todos já são vencedores.”

                      Família também participou da conquista

                      Um dos diferenciais da etapa nacional foi a participação das famílias dos finalistas. Enquanto os motoristas realizavam as provas e atividades técnicas, seus familiares acompanharam a programação paralela organizada pelo evento.

                      Segundo Vander Costa, a iniciativa buscou reconhecer também aqueles que compartilham a rotina dos profissionais do transporte. “Queríamos trazer as famílias para mostrar que mover o transporte e mover o Brasil é uma profissão digna, que merece reconhecimento.”

                      Nicole Goulart explicou que essa proposta foi pensada desde a criação do programa.

                      “Quando pensamos na viagem como parte da premiação, percebemos que não fazia sentido reconhecer esses profissionais e deixá-los longe da família mais uma vez. Eles já passam muito tempo viajando por causa da profissão. Então, decidimos que essa conquista também precisava ser vivida ao lado de quem faz parte da trajetória deles.”

                      Para Thiago dos Santos Souza, terceiro colocado da competição, a oportunidade de dividir o momento com a família foi o maior prêmio. “A maior premiação, para mim, foi trazer minha família para cá. Minha mãe realizou o sonho de conhecer o mar pela primeira vez graças ao SEST SENAT.”

                      Além de reconhecer o desempenho técnico dos participantes, o Motorista Série A busca estimular a qualificação profissional, a condução segura e o cuidado com a saúde, aspectos considerados essenciais para a valorização dos motoristas profissionais e para um transporte cada vez mais seguro.

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