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Atualizado: 53 minutos 3 segundos atrás

Remoção de ciclomotores cresce após novas regras do Contran; veja por que a fiscalização ficou mais rigorosa

qua, 22/07/2026 - 17:30
Por isso, especialistas recomendam que o consumidor verifique, antes da compra, como o modelo é classificado pelo fabricante e quais obrigações legais se aplicam à sua utilização. Foto: damrong8899 para Depositphotos

A entrada em vigor da fiscalização das novas regras para ciclomotores tem provocado uma mudança significativa no cenário da mobilidade urbana brasileira. Em diferentes estados, órgãos de trânsito e forças de segurança registram aumento no número de remoções de veículos que circulam de forma irregular, especialmente as chamadas “cinquentinhas” e alguns modelos elétricos que passaram a ser enquadrados como ciclomotores.

O crescimento das fiscalizações evidencia que muitos proprietários ainda desconhecem as exigências estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A principal consequência tem sido a remoção de veículos que deveriam estar registrados, licenciados e conduzidos por motoristas habilitados, mas continuam circulando como se estivessem dispensados dessas obrigações.

Mais do que aumentar a fiscalização, a regulamentação busca reduzir riscos nas vias e diferenciar, de forma mais clara, bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual e ciclomotores.

Por que aumentaram as remoções?

Desde 1º de janeiro de 2026, terminou o período de adaptação previsto pelo Contran e passou a valer a fiscalização integral das regras estabelecidas para os ciclomotores. Com isso, agentes de trânsito passaram a verificar com maior rigor se esses veículos atendem às exigências legais.

Entre as irregularidades mais comuns estão:

  • ausência de registro e licenciamento;
  • falta de placa de identificação;
  • condução sem CNH categoria A ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor);
  • circulação em locais proibidos, como ciclovias e calçadas;
  • ausência de equipamentos obrigatórios, como o capacete.

Quando essas infrações são constatadas, o veículo pode ser removido, além da aplicação das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O que é considerado um ciclomotor?

Uma das maiores dúvidas envolve a classificação dos veículos. Nem toda bicicleta elétrica ou patinete motorizado exige habilitação. Ou seja, a diferença está nas características técnicas definidas pelo Contran.

São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas equipados com motor de combustão de até 50 cilindradas ou motor elétrico com potência de até 4 kW e velocidade máxima de fabricação de até 50 km/h. Esses veículos passaram a exigir registro, emplacamento e habilitação.

Já as bicicletas elétricas com assistência ao pedal, sem acelerador e dentro dos limites previstos na regulamentação, continuam dispensadas de CNH e emplacamento.

O mesmo ocorre com a maior parte dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, como alguns patinetes elétricos, desde que atendam às especificações técnicas estabelecidas pelo Contran.

O objetivo é aumentar a segurança viária

Embora muitos proprietários enxerguem as novas exigências apenas como uma ampliação da burocracia, a regulamentação tem um objetivo claro: reduzir os riscos provocados pela circulação de veículos motorizados sem qualquer controle.

Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar ciclomotores trafegando em calçadas, ciclovias ou sendo conduzidos por pessoas sem qualquer formação para dirigir. Em muitos casos, esses veículos atingem velocidades incompatíveis com espaços destinados a pedestres e ciclistas.

Ao exigir habilitação, equipamentos de segurança e registro dos veículos, o Contran busca aproximar esses modelos das regras já aplicadas às motocicletas, garantindo maior proteção para todos os usuários das vias.

Quais infrações podem levar à remoção do veículo?

Dependendo da irregularidade constatada, o condutor pode responder por diferentes infrações previstas no CTB.

Entre as situações mais comuns estão:

  • conduzir veículo sem registro ou licenciamento, quando obrigatórios;
  • circular sem placa de identificação;
  • dirigir sem possuir a habilitação exigida;
  • trafegar em locais onde a circulação é proibida para ciclomotores;
  • conduzir ou transportar passageiro sem capacete, quando o equipamento é obrigatório.

Além das multas e da pontuação na CNH, algumas dessas infrações permitem a remoção do veículo até que a situação seja regularizada.

Antes de comprar, vale conferir a classificação do veículo

O avanço da mobilidade elétrica fez crescer a oferta de veículos visualmente semelhantes, mas sujeitos a regras completamente diferentes.

Por isso, especialistas recomendam que o consumidor verifique, antes da compra, como o modelo é classificado pelo fabricante e quais obrigações legais se aplicam à sua utilização.

Muitos proprietários acreditam estar adquirindo uma bicicleta elétrica quando, na realidade, o veículo se enquadra como ciclomotor e exige habilitação, registro e emplacamento.

Esse cuidado evita gastos inesperados, remoções e multas, além de contribuir para uma circulação mais segura.

À medida que a fiscalização se intensifica em todo o país, a tendência é que o número de remoções continue aumentando entre os veículos que permanecerem irregulares. A regularização, portanto, deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a ser uma medida essencial para garantir segurança jurídica e viária.

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Sono ao volante: 7 sinais de que você deve parar o carro imediatamente

qua, 22/07/2026 - 13:30
Bocejos frequentes, lapsos de memória e dificuldade para manter os olhos abertos podem indicar que é hora de parar. Foto: AndreyPopov para Depositphotos

O aumento do movimento nas rodovias durante férias, feriados prolongados e períodos de maior circulação de veículos levou a concessionária EPR Litoral Pioneiro a reforçar um alerta sobre um dos fatores mais associados aos acidentes graves: o sono ao volante. Segundo a empresa, dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) indicam que a fadiga e a sonolência estão relacionadas a cerca de 60% dos acidentes automobilísticos, comprometendo o tempo de reação e a capacidade de decisão dos motoristas.

De acordo com a Abramet, a fadiga está entre os principais fatores de risco em viagens longas, principalmente durante a madrugada. Nesses momentos, a redução da atenção e dos reflexos dificulta a resposta do condutor diante de situações inesperadas. Além disso, o cansaço interfere na percepção de profundidade, na avaliação de riscos e na coordenação motora fina, habilidades essenciais para uma condução segura.

O perigo do microssono

Um dos maiores riscos provocados pela fadiga é o chamado microssono, episódio em que o motorista adormece involuntariamente por poucos segundos, muitas vezes sem perceber.

Embora pareça um intervalo pequeno, ele pode ser suficiente para que o veículo percorra centenas de metros completamente sem controle, principalmente em rodovias, onde as velocidades são mais elevadas.

“O sono ao volante é um risco silencioso. Muitas vezes o motorista acredita que consegue seguir viagem normalmente, mas seus reflexos e sua capacidade de tomada de decisão já estão comprometidos. Em rodovias, poucos segundos de desatenção podem ser suficientes para provocar consequências graves”, alerta Paulo Linck, gerente de Operações da EPR Litoral Pioneiro.

O corpo costuma avisar antes

Especialistas explicam que o organismo normalmente emite sinais claros antes que o motorista adormeça ao volante. Reconhecer esses sintomas e interromper a viagem pode evitar acidentes.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • bocejos frequentes;
  • dificuldade para manter os olhos abertos;
  • sensação de peso nas pálpebras;
  • perda de concentração;
  • dificuldade para lembrar os últimos quilômetros percorridos;
  • lapsos de memória, como não se recordar do último pedágio ou da última curva;
  • necessidade constante de corrigir a trajetória do veículo.

Conforme especialistas, ignorar esses sinais aumenta significativamente o risco de acidentes, já que eles indicam que o cérebro começa a perder sua capacidade de manter o estado de alerta.

Há horários em que o risco aumenta

Outro aspecto destacado pela diretriz médica citada pela EPR é o papel do ritmo circadiano, o relógio biológico responsável por regular os períodos de sono e vigília.

Os acidentes relacionados à fadiga tendem a ocorrer com maior frequência em dois períodos do dia: entre 2h e 6h da madrugada e entre 14h e 16h, quando o organismo naturalmente reduz o nível de atenção.

Por isso, iniciar viagens longas nesses horários, especialmente após jornadas intensas de trabalho ou com poucas horas de sono, aumenta consideravelmente o risco de sonolência ao volante.

Cansaço e sonolência não são a mesma coisa

Embora muitas pessoas utilizem os termos como sinônimos, especialistas explicam que existe uma diferença importante entre cansaço físico e sonolência.

O cansaço pode ser aliviado temporariamente com pequenas pausas, alongamentos ou mudanças de posição. Já a sonolência representa uma necessidade fisiológica de dormir e não pode ser vencida apenas com força de vontade.

Quando o motorista começa a apresentar lapsos de memória de curto prazo, como não lembrar dos últimos quilômetros percorridos, isso pode indicar que o cérebro já entrou em um estágio crítico de fadiga, antecedendo episódios de microssono.

Como reduzir os riscos durante a viagem

Para diminuir as chances de acidentes relacionados ao sono, especialistas recomendam algumas medidas simples antes e durante o deslocamento:

  • dormir entre seis e oito horas antes de viajar;
  • realizar pausas a cada duas horas de direção ou entre 150 e 200 quilômetros percorridos;
  • manter-se hidratado;
  • optar por refeições leves antes de dirigir;
  • evitar iniciar viagens após jornadas prolongadas de trabalho;
  • verificar se medicamentos de uso contínuo podem causar sonolência;
  • revezar a direção sempre que houver outro condutor habilitado.

A EPR também alerta que estratégias como abrir as janelas, aumentar o volume da música ou consumir café e bebidas energéticas podem proporcionar apenas uma sensação momentânea de alerta, mas não substituem o descanso quando o organismo demonstra sinais de fadiga.

Estruturas de apoio incentivam pausas seguras

Além das orientações aos motoristas, a EPR Litoral Pioneiro destaca que disponibiliza estruturas para incentivar paradas durante as viagens. Nas rodovias sob sua administração, os usuários contam com 12 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), que oferecem locais adequados para descanso.

Os caminhoneiros que trafegam pelos Campos Gerais e pelo Norte Pioneiro do Paraná também podem utilizar o Ponto de Parada e Descanso (PPD), localizado no km 209 da PR-092, em Arapoti. O espaço dispõe de área de descanso, refeitório, sanitários, vestiários, bebedouros, internet e vigilância 24 horas.

De acordo com a concessionária, incluir pausas no planejamento da viagem é uma das formas mais eficazes de reduzir os riscos provocados pela fadiga e contribuir para um trânsito mais seguro.

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Detecção de acidentes: função do celular pode agilizar o socorro em colisões; veja como ativar

qua, 22/07/2026 - 08:15
As informações podem facilitar os primeiros atendimentos, especialmente quando a vítima não consegue se comunicar. Foto: photovs para Depositphotos

Em um acidente de trânsito grave, cada minuto pode fazer diferença para aumentar as chances de sobrevivência das vítimas. O que muita gente não sabe é que alguns smartphones possuem um recurso capaz de identificar colisões e capotamentos e acionar automaticamente os serviços de emergência caso o usuário não consiga responder. A ferramenta está disponível em modelos recentes de Android e iPhone e voltou a chamar a atenção após orientações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Embora ainda seja pouco conhecida por muitos brasileiros, a tecnologia representa um avanço importante na chamada segurança passiva digital. Em determinadas situações, ela pode reduzir o tempo entre o sinistro e o início do atendimento, especialmente quando os ocupantes ficam inconscientes ou impossibilitados de usar o telefone.

Por que os primeiros minutos são tão importantes?

No atendimento a vítimas de acidentes de trânsito, a rapidez no acionamento do resgate é um dos fatores que podem influenciar diretamente o desfecho da ocorrência. Quanto antes equipes especializadas chegam ao local, maiores são as possibilidades de estabilização da vítima e encaminhamento ao atendimento hospitalar.

O problema é que, em colisões de maior gravidade, nem sempre quem está envolvido consegue pedir socorro. Lesões, perda de consciência, dificuldade de movimentação ou mesmo o choque provocado pelo impacto podem impedir que a ligação seja feita.

É justamente nesse cenário que a detecção automática de acidentes pode fazer diferença. Ao perceber sinais compatíveis com uma colisão severa, o próprio aparelho inicia um protocolo de emergência, funcionando como uma camada adicional de proteção. Ainda assim, o recurso não substitui o acionamento do socorro por testemunhas nem dispensa os canais tradicionais de emergência.

Conforme o especialista em trânsito Celso Mariano, a tecnologia mostra como os dispositivos móveis passaram a integrar o conjunto de ferramentas voltadas à segurança viária.

“A tecnologia pode reduzir o tempo de resposta em situações críticas, mas seu maior valor está em complementar o atendimento de emergência. Ela não evita o acidente, porém pode contribuir para que o socorro chegue mais rapidamente quando a vítima não consegue pedir ajuda.”

Como funciona a detecção de acidentes

Apesar de parecer um recurso complexo, o funcionamento é baseado em sensores que já fazem parte dos smartphones mais modernos.

O sistema combina informações do acelerômetro, giroscópio, GPS, microfone e outros sensores internos para identificar padrões que indiquem um impacto de grande intensidade, como colisões frontais, laterais ou capotamentos.

Quando detecta um evento compatível com um acidente grave, o aparelho exibe um alerta na tela, emite sinais sonoros e vibra para verificar se o usuário está consciente.

Se não houver qualquer resposta dentro do tempo previsto, o smartphone pode ligar automaticamente para o serviço de emergência e compartilhar a localização da ocorrência, recurso que varia conforme o sistema operacional, o país e a disponibilidade do serviço.

Por utilizar diferentes parâmetros simultaneamente, a tecnologia busca reduzir falsos alarmes, embora isso não signifique que todos os acidentes serão detectados.

Como ativar o recurso no Android e no iPhone

A funcionalidade precisa estar habilitada para funcionar corretamente. O procedimento varia conforme o sistema operacional.

iPhone

Nos aparelhos compatíveis, basta acessar:

  • Ajustes;
  • SOS de Emergência;
  • ativar a opção Ligar após acidente grave.
Android

Nos dispositivos compatíveis com a ferramenta, o caminho normalmente é:

  • Configurações;
  • Segurança e emergência;
  • Detecção de acidentes.

Alguns fabricantes também oferecem recursos próprios de assistência ou concentram essas configurações no aplicativo Segurança Pessoal.

A PRF orienta que os usuários verifiquem se seus aparelhos possuem a funcionalidade e mantenham o recurso ativado.

Manter as informações de emergência atualizadas também faz diferença

Além da detecção automática de acidentes, especialistas recomendam cadastrar no celular informações que podem auxiliar as equipes de resgate.

Dados como contatos de emergência, tipo sanguíneo, alergias, doenças pré-existentes e medicamentos de uso contínuo costumam ficar disponíveis mesmo com o aparelho bloqueado, dependendo da configuração escolhida pelo usuário.

Essas informações podem facilitar os primeiros atendimentos, especialmente quando a vítima não consegue se comunicar.

De acordo com Mariano, esse é um cuidado simples que muitas pessoas deixam de adotar. “Assim como fazemos a manutenção do veículo, vale dedicar alguns minutos para configurar corretamente o celular. Em uma emergência, informações médicas e contatos atualizados podem agilizar decisões importantes durante o atendimento”, explica.

A tecnologia ajuda, mas não substitui os cuidados no trânsito

A evolução dos smartphones demonstra como a tecnologia vem ampliando seu papel na segurança viária. Recursos de chamada automática de emergência, compartilhamento de localização e detecção de acidentes podem reduzir o tempo de resposta após um sinistro, contribuindo para um atendimento mais rápido.

Entretanto, essas ferramentas possuem limitações. Elas dependem de aparelhos compatíveis, podem não identificar todos os tipos de colisão e não substituem o acionamento dos serviços de emergência por quem presencia o acidente.

Além disso, nenhuma inovação tecnológica é capaz de compensar comportamentos inseguros ao volante, como excesso de velocidade, distração com o próprio celular, consumo de álcool ou desrespeito às normas de circulação.

Por isso, a principal recomendação continua sendo investir na prevenção. E, como complemento, aproveitar os recursos tecnológicos disponíveis para aumentar a proteção em situações inesperadas. Afinal, em um acidente grave, alguns minutos podem representar uma diferença decisiva.

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Acidente de trânsito nas férias: saiba quais são os direitos de motoristas e passageiros

ter, 21/07/2026 - 17:30
Com mais veículos circulando, também cresce a preocupação com os sinistros de trânsito e suas consequências para motoristas e passageiros. Foto: Pavel1964 para Depositphotos

As férias escolares de julho costumam aumentar o movimento nas rodovias brasileiras. Com mais veículos circulando, também cresce a preocupação com os sinistros de trânsito e suas consequências para motoristas e passageiros. Além dos danos físicos e materiais, muitos envolvidos desconhecem que a legislação brasileira prevê o direito à reparação de diversos prejuízos decorrentes de um acidente.

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, em 2025, foram registrados mais de 72 mil sinistros nas rodovias federais, que deixaram milhares de pessoas feridas e mais de seis mil vítimas fatais. Diante desse cenário, conhecer os direitos garantidos pela legislação pode ser tão importante quanto adotar medidas de prevenção antes de viajar.

Indenização pode ir além dos danos ao veículo

Após um sinistro de trânsito, é comum que a primeira preocupação seja o conserto do veículo. No entanto, os prejuízos podem ir muito além dos danos materiais.

Dependendo das circunstâncias do caso e da comprovação da responsabilidade pelo acidente, a vítima pode ter direito à reparação de despesas médicas, custos com reabilitação, perda de renda em razão do afastamento do trabalho, além de indenizações por danos morais e danos estéticos.

Conforme o advogado Dr. Tony Santtana, muitas pessoas deixam de buscar esses direitos por falta de informação.

“Depois de um acidente, é comum que a preocupação fique concentrada nos danos ao veículo. No entanto, a legislação prevê a reparação integral dos prejuízos causados à vítima. Dependendo da situação, podem existir direitos relacionados a despesas médicas, perda de renda, danos morais e outros prejuízos que muitas vezes passam despercebidos”, explica.

Passageiros também podem buscar reparação

Um ponto pouco conhecido é que o direito à indenização não se restringe ao proprietário ou ao condutor do veículo.

Quando sofrem prejuízos em decorrência de um sinistro de trânsito, os passageiros também podem buscar a reparação dos danos, desde que sejam demonstrados os prejuízos sofridos e observadas as responsabilidades pelo acidente.

Isso inclui situações em que houve lesões, necessidade de tratamento médico, perda de capacidade para o trabalho ou outros impactos decorrentes da ocorrência.

Documentação pode fazer diferença

Para quem pretende buscar eventual reparação judicial, a preservação das provas é um dos fatores mais importantes.

De acordo com o especialista, fotografias do local do acidente, boletim de ocorrência, laudos médicos, comprovantes de despesas e demais documentos relacionados ao sinistro ajudam a comprovar tanto a dinâmica dos fatos quanto a extensão dos prejuízos sofridos.

Esses elementos podem ser decisivos durante a análise de um eventual pedido de indenização.

Informação também faz parte da segurança

Embora a prioridade de quem viaja seja evitar qualquer ocorrência no trânsito, conhecer os direitos garantidos pela legislação também faz parte do planejamento de uma viagem.

Em um período de maior movimentação nas rodovias, como as férias de julho, estar informado sobre as possibilidades de reparação previstas em lei pode ajudar motoristas e passageiros a enfrentar com mais segurança as consequências de um eventual sinistro.

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Mundo reduz mortes no trânsito em 21%, mas desafio está longe do fim, alerta OMS

ter, 21/07/2026 - 13:30
Apesar da redução global nas mortes no trânsito, a OMS alerta que ainda são necessárias ações mais intensas para cumprir a meta de reduzir os óbitos pela metade até 2030. Foto: Criação de IA

O número de mortes no trânsito caiu 21% em todo o mundo entre 2011 e 2025, mesmo com a entrada de mais de um bilhão de novos veículos em circulação. Apesar do avanço, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o ritmo da redução ainda não é suficiente para alcançar a meta que as Nações Unidas estabeleceu de reduzir pela metade as mortes e lesões graves no trânsito até 2030.

A OMS divulgou e apresentou os dados nesta semana durante a reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre segurança viária. Conforme a entidade, cerca de 1,16 milhão de pessoas morreram em acidentes de trânsito em 2025, contra aproximadamente 1,26 milhão em 2010.

Conforme o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os resultados mostram que políticas públicas voltadas à segurança no trânsito produzem efeitos concretos.

“Esse progresso mostra que a mudança é possível quando os países investem em sistemas seguros. Nos últimos 15 anos fizemos avanços reais na redução das mortes no trânsito, apesar do aumento da frota de veículos e das mudanças na forma como as pessoas se deslocam.”

Avanço foi desigual entre as regiões

Embora o cenário global seja positivo, o desempenho variou significativamente entre as regiões do mundo.

A Região Europeia registrou a maior redução nas mortes no trânsito, com queda de 36%. Já a região do Pacífico Ocidental reduziu os óbitos em 15%, enquanto o Sudeste Asiático apresentou diminuição de apenas 2%.

Nas Américas, a OMS afirma que não houve redução significativa no número de mortes no período analisado. Já a Região Africana registrou aumento de 17% nas fatalidades.

Motociclistas, pedestres e ciclistas continuam entre os mais vulneráveis

Outro ponto destacado pelo relatório é a crescente participação dos usuários mais vulneráveis nas estatísticas de mortes.

Mais da metade das vítimas fatais não estava dentro de um automóvel. Pedestres, ciclistas e, principalmente, motociclistas concentram uma parcela expressiva dos óbitos registrados em todo o mundo.

De acordo com a OMS, o número de motocicletas mais que triplicou entre 2011 e 2025, impulsionado, entre outros fatores, pela expansão dos serviços de entrega e transporte por aplicativos. Atualmente, os motociclistas representam quase um terço das mortes no trânsito em escala global.

Para Etienne Krug, diretor do Departamento de Determinantes da Saúde, Promoção da Saúde e Prevenção da OMS, esse cenário exige mudanças na forma como se planejam as cidades.

“Mais da metade de todas as mortes no trânsito envolve pessoas que nem sequer estavam em um carro. Quando as vias são projetadas como se apenas os motoristas importassem, esses usuários ficam perigosamente expostos.”

Nova declaração reforça compromisso dos países

Durante a Assembleia Geral da ONU, os países-membros aprovaram uma nova declaração voltada à segurança viária.

O documento prevê que os governos fortaleçam suas estratégias nacionais com metas mensuráveis, orçamento específico, melhoria dos sistemas de coleta de dados, fiscalização mais eficiente e padrões mais rigorosos para veículos, infraestrutura e legislação. Também reforça a adoção da abordagem conhecida como Sistema Seguro (Safe System), que parte do princípio de que erros humanos são inevitáveis e, por isso, o sistema viário deve ser projetado para evitar que esses erros resultem em mortes ou lesões graves.

Desafio continua até 2030

Embora a redução global represente um avanço importante, a OMS ressalta que ainda há um longo caminho para atingir a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A organização defende que ampliar investimentos em infraestrutura segura, veículos mais seguros, fiscalização, redução de velocidade e combate à direção sob efeito de álcool são medidas essenciais para acelerar a queda das mortes no trânsito e preservar vidas nos próximos anos.

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Conversão no trânsito: o erro que muitos condutores cometem sem perceber

ter, 21/07/2026 - 08:15
Um dos erros mais comuns na hora da conversão no trânsito é desrespeitar a preferência dos pedestres que já iniciaram a travessia. Foto: PinkBadger para Depositphotos

Virar à direita ou à esquerda faz parte das manobras mais comuns no trânsito. Por serem realizadas diariamente, muitos motoristas acabam executando essas conversões de forma automática, sem perceber que pequenos erros podem aumentar o risco de colisões e, em alguns casos, resultar em autuações.

A conversão é um dos momentos em que diferentes usuários da via dividem o mesmo espaço. Veículos, motociclistas, ciclistas e pedestres podem estar cruzando a trajetória do motorista ao mesmo tempo, o que exige atenção redobrada e respeito às regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Mais do que evitar multas, realizar a manobra corretamente contribui para um trânsito mais seguro e organizado.

O que é uma conversão?

No trânsito, conversão é a manobra utilizada para mudar a direção do veículo em um cruzamento ou acesso a outra via, seja à direita ou à esquerda.

Embora pareça simples, essa mudança de direção exige planejamento. O motorista deve observar a sinalização, posicionar corretamente o veículo, reduzir a velocidade, sinalizar a intenção de virar e verificar se há condições seguras para concluir a manobra.

Quando essas etapas são ignoradas, aumentam as chances de conflitos com outros veículos e com usuários mais vulneráveis, como pedestres e ciclistas.

Como fazer a conversão corretamente

Antes de iniciar a manobra, o condutor deve verificar a sinalização existente no local. Em algumas vias, há faixas exclusivas para conversão ou indicação obrigatória do sentido a ser seguido.

Também é fundamental acionar a seta com antecedência suficiente para informar aos demais usuários da via a intenção de mudar de direção.

Outro cuidado importante é posicionar o veículo na faixa adequada antes da conversão. Virar à direita partindo de uma faixa mais à esquerda — ou fazer o movimento inverso — pode surpreender outros motoristas e provocar colisões laterais.

Durante toda a manobra, o condutor deve reduzir a velocidade e observar a movimentação ao redor, especialmente a presença de motociclistas, ciclistas e pedestres.

Os erros mais comuns durante a conversão

Alguns comportamentos aumentam significativamente o risco de acidentes e ainda podem caracterizar infrações de trânsito.

Entre os erros mais frequentes estão:

  • realizar a conversão a partir da faixa errada;
  • deixar de sinalizar a manobra com antecedência;
  • invadir outra faixa durante a conversão;
  • mudar de direção sem observar motociclistas que circulam ao lado do veículo;
  • desrespeitar a preferência dos pedestres que já iniciaram a travessia;
  • fazer a conversão em locais onde a sinalização a proíbe.

Embora muitos desses erros pareçam pequenos, eles estão entre as principais causas de colisões em cruzamentos urbanos.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro

O CTB estabelece que o condutor deve executar a conversão observando a sinalização e adotando todos os cuidados necessários para preservar a segurança dos demais usuários da via.

Além disso, a legislação determina que o motorista sinalize previamente a intenção de mudar de direção e respeite as regras de circulação e preferência.

Também é importante lembrar que pedestres que atravessam regularmente a via têm prioridade de passagem. Ignorar essa preferência pode colocar vidas em risco e resultar em penalidades previstas na legislação.

Quando houver faixas específicas para conversão, elas devem ser respeitadas. Da mesma forma, conversões proibidas pela sinalização não podem ser realizadas, ainda que a via aparentemente esteja livre.

Por que essa manobra exige tanta atenção?

Ao contrário de um deslocamento em linha reta, a conversão reúne diferentes situações de risco em poucos segundos.

O motorista precisa acompanhar o trânsito à frente, verificar os retrovisores, observar os pontos cegos, identificar a presença de motocicletas, bicicletas e pedestres e, ao mesmo tempo, controlar a velocidade do veículo.

Essa combinação faz com que cruzamentos estejam entre os locais com maior potencial para ocorrência de sinistros, principalmente quando um dos condutores presume que terá prioridade ou inicia a manobra sem verificar todo o entorno.

Por isso, dirigir de forma preventiva faz toda a diferença.

Atenção aos usuários mais vulneráveis

Nos centros urbanos, é comum que motociclistas circulem entre as faixas de veículos e que ciclistas utilizem áreas próximas ao bordo da pista. Já os pedestres podem iniciar a travessia no momento em que o semáforo permite ou quando possuem prioridade prevista na sinalização.

Antes de concluir qualquer conversão, vale a pena fazer uma última conferência do ambiente ao redor. Esse cuidado leva apenas alguns segundos e pode evitar atropelamentos, colisões laterais e outros sinistros graves.

Mais do que cumprir o que determina a legislação, dirigir com atenção durante as conversões é uma atitude de respeito à vida e contribui para tornar o trânsito mais seguro para todos.

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O que muda na aposentadoria especial de motoristas após a decisão do STJ sobre atividade penosa

seg, 20/07/2026 - 17:33
Desde a Lei nº 9.032/1995, o enquadramento especial por categoria profissional deixou de ser automático, exigindo a comprovação efetiva das condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Foto: Divulgação

A recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a aposentadoria especial de motoristas, cobradores de ônibus e caminhoneiros começa a produzir efeitos práticos para trabalhadores do setor de transporte que buscam o reconhecimento de períodos especiais após 1995. Com a tese fixada no Tema 1.307, o exercício dessas atividades não gera direito automático ao benefício, mas pode ser enquadrado como especial quando houver comprovação, por perícia técnica individualizada, de exposição habitual e permanente a condições concretas de desgaste à saúde. 

A principal mudança está na segurança jurídica. Desde a Lei nº 9.032/1995, o enquadramento especial por categoria profissional deixou de ser automático, exigindo a comprovação efetiva das condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Com o julgamento do STJ, fica consolidado que a penosidade, entendida como uma rotina de trabalho marcada por desgaste físico ou mental acentuado, também pode ser considerada para fins previdenciários, desde que demonstrada no caso concreto.

Isso significa que motoristas, cobradores e caminhoneiros que trabalharam em condições especialmente desgastantes poderão buscar o reconhecimento do tempo especial, mas precisarão apresentar provas consistentes sobre a rotina exercida, as jornadas enfrentadas, os riscos da atividade e as condições ambientais e operacionais do trabalho.

“A decisão do STJ é importante porque reconhece que determinadas atividades podem causar desgaste intenso à saúde do trabalhador, mesmo quando esse desgaste não se limita aos agentes tradicionalmente classificados como insalubres. No entanto, a prova técnica será essencial. Cada histórico profissional deverá ser analisado de forma individualizada, considerando as condições reais em que o trabalho foi prestado”, explica a advogada Carmem Bosquê, do escritório Bosquê & Grieco Advogados Associados.

A especialista explica que, no caso desses profissionais, o pedido costuma envolver longas jornadas, necessidade constante de atenção, exposição a ruído, vibração, calor, risco de acidentes, vias precárias e situações de insegurança, como assaltos. Além disso, a atividade envolve permanente responsabilidade operacional e legal, já que motoristas profissionais estão sujeitos a autuações, multas, pontuação na CNH e outras penalidades previstas na legislação de trânsito, fatores que podem ampliar a pressão e o desgaste associados à rotina de trabalho.

Na prática, o que muda?

A decisão muda a forma como a atividade desses profissionais pode ser analisada pelo INSS. A partir da tese firmada, motoristas, cobradores e caminhoneiros passam a ter um parâmetro jurídico mais claro. Nesse sentido, o reconhecimento da atividade como especial pode permitir que esses períodos sejam utilizados para cumprir os requisitos da aposentadoria especial. Na regra mais comum, o benefício pode ser concedido após 25 anos de atividade especial, desde que comprovada a exposição habitual e permanente a condições prejudiciais à saúde e cumprida a carência mínima de 180 contribuições.

Para quem já contribuía antes da Reforma da Previdência de 2019, pode ser aplicada a regra de transição por pontos. No caso da atividade especial de 25 anos, são exigidos 86 pontos, resultado da soma da idade com o tempo de contribuição, além da comprovação do período mínimo de exposição especial.

Já para segurados enquadrados na regra permanente após a Reforma, além dos 25 anos de atividade especial, há exigência de idade mínima de 60 anos. Em todos os casos, o reconhecimento dependerá da análise das provas, da documentação apresentada e da perícia técnica individualizada.

O reconhecimento do tempo especial também pode beneficiar trabalhadores que não completaram todo o período necessário para a aposentadoria especial. Para atividades exercidas até a Reforma da Previdência, esse tempo pode ser convertido em tempo comum, aumentando o tempo total de contribuição e antecipando o acesso a outras modalidades de aposentadoria. Para períodos posteriores à Reforma, a conversão de tempo especial em comum deixou de ser permitida.

“A aposentadoria especial existe justamente para proteger trabalhadores expostos a condições que comprometem a saúde ou a integridade física ao longo do tempo. O julgamento do STJ amplia a segurança jurídica para que a penosidade seja analisada de forma adequada”, conclui a especialista.

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Tirar a CNH ficou mais fácil, mas aprender a dirigir continua sendo um desafio, alerta especialista

seg, 20/07/2026 - 13:30
Conhecimento, prática, metodologia e um bom instrutor continuam sendo fundamentais para formar condutores realmente preparados para o trânsito. Foto: Criação de IA

As recentes mudanças nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) reduziram algumas exigências do processo de formação de condutores. Apesar disso, quem acredita que aprender a dirigir ficou fácil pode estar se enganando. O alerta é do especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Mariano reconhece que o processo de obtenção da CNH passou por simplificações, mas faz um contraponto importante: a facilidade burocrática não elimina a complexidade de aprender a conduzir um veículo com segurança.

“Tirar carteira ficou mais fácil. É verdade. Mas aprender a dirigir continua sendo relativamente difícil”, afirma.

Muito além de conhecer as regras

Conforme o especialista, dirigir exige muito mais do que decorar placas de trânsito ou memorizar artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O futuro motorista precisa adquirir conhecimentos técnicos e desenvolver habilidades motoras que demandam tempo, prática e orientação adequada. “É preciso adquirir vários conhecimentos novos, em um bom curso teórico ou com muito autoestudo. Também é preciso desenvolver habilidades neuromotoras novas e específicas”, explica.

Para ilustrar essa dificuldade, Mariano compara o aprendizado da direção com outras atividades que exigem coordenação e repetição.

“É como aprender a andar de bicicleta, tricotar ou tocar um instrumento musical. E não me diga que é possível aprender qualquer uma dessas atividades bem, com apenas uma ou duas horinhas de dedicação”, alerta o especialista.

Na avaliação dele, algumas pessoas conseguem aprender mais rapidamente, mas isso não representa a realidade da maioria dos candidatos. “É o tipo de esforço que é relativamente fácil para alguns, mas sabidamente difícil para a maioria”, analisa.

Um ambiente adequado faz diferença

O especialista destaca que aprender a dirigir envolve controlar um veículo enquanto se toma decisões em um ambiente dinâmico, repleto de riscos e regras que muitas vezes são desconhecidas pelo candidato. “Imagine aprender a dirigir, controlar um veículo enquanto circula por aí, com regras que você nem imaginava que existiam e compartilhando, disputando espaço com vários outros veículos e pedestres”, diz.

Por isso, ele defende que o processo de aprendizagem deve ocorrer em condições que favoreçam a segurança e a formação consistente.

“Aprender isso pode ser muito crítico sem metodologia adequada, ambiente — e veículo — seguro e, claro, instrutor preparado.”

A observação ganha relevância em um momento em que as novas normas ampliaram as possibilidades de formação fora dos Centros de Formação de Condutores (CFCs), permitindo diferentes modelos de ensino, desde que cumpridos os requisitos legais.

Burocracia continua sendo obstáculo

Embora algumas etapas tenham sido flexibilizadas, Mariano afirma que a burocracia ainda representa um desafio para quem busca a primeira habilitação. “Tudo isso sem falar da paciência e dedicação necessários para enfrentar a burocracia, que continua sendo um obstáculo. Em certos pontos, até piorou com o novo sistema”, esclarece o especialista.

Desde a entrada em vigor das novas regras, diferentes estados brasileiros ainda passam por adaptações em seus sistemas, o que tem provocado dúvidas e, em alguns casos, dificuldades operacionais para candidatos e profissionais envolvidos no processo.

Primeira habilitação merece atenção

Ao final da mensagem, o especialista reforça que a primeira habilitação representa um momento único na formação do motorista e não deve ser encarada apenas como uma etapa burocrática.

“Não subestime o desafio de se habilitar, de verdade, como condutor de veículos. Primeira habilitação só acontece uma vez na vida: é preciso fazer bem feito”, conclui Mariano.

Para o especialista, independentemente das mudanças nas normas, a qualidade da formação continua sendo um dos fatores mais importantes para preparar condutores capazes de tomar decisões seguras e contribuir para um trânsito com menos acidentes.

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Quais infrações suspendem a CNH? Veja os casos em que a penalidade é imediata

seg, 20/07/2026 - 08:15
Todas as infrações citadas representam comportamentos que elevam significativamente o risco de sinistros graves. Foto: Syda_Productions para Depositphotos

Você sabia que é possível ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa mesmo sem atingir o limite de pontos? Embora muitos motoristas associem essa penalidade apenas ao acúmulo de infrações, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê diversas situações em que uma única conduta já pode resultar na abertura do processo de suspensão do direito de dirigir.

Essas infrações, conhecidas como autossuspensivas, são consideradas de alto potencial de risco para a segurança no trânsito. Por isso, além da multa e da pontuação correspondente, elas também preveem a aplicação da penalidade de suspensão da CNH, desde que seja concluído o processo administrativo com garantia de ampla defesa ao condutor.

Quando a CNH pode ser suspensa?

O artigo 261 do Código de Trânsito Brasileiro estabelece duas formas de aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir.

A primeira ocorre quando o condutor ultrapassa o limite de pontos permitido em um período de 12 meses.

A segunda acontece quando a própria infração já prevê a suspensão do direito de dirigir, independentemente da quantidade de pontos acumulados. É justamente essa hipótese que costuma gerar mais dúvidas entre os motoristas.

Quais infrações suspendem a CNH?

Entre as principais infrações que podem resultar na suspensão direta do direito de dirigir estão:

  • dirigir sob influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência;
  • recusar-se a realizar o teste do bafômetro, exame clínico ou outro procedimento previsto em lei;
  • disputar corrida (racha);
  • promover ou participar de eventos organizados em via pública sem autorização;
  • realizar manobras perigosas, como arrancadas bruscas, derrapagens ou frenagens com deslizamento de pneus;
  • utilizar veículo para interromper, restringir ou perturbar deliberadamente a circulação da via sem autorização;
  • forçar passagem entre veículos que transitam em sentidos opostos durante uma ultrapassagem;
  • transpor bloqueio policial sem autorização;
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor sem capacete ou transportar passageiro sem o equipamento obrigatório;
  • transportar criança em motocicleta em desacordo com as regras previstas no CTB;
  • conduzir motocicleta fazendo malabarismos ou equilibrando-se em apenas uma roda;
  • deixar de prestar socorro à vítima quando houver obrigação legal.

Em todas essas situações, além da multa e dos pontos previstos para cada infração, o órgão de trânsito poderá instaurar um processo administrativo para aplicação da suspensão da CNH.

A suspensão não acontece automaticamente

Um ponto importante é que a suspensão da CNH não ocorre no momento da autuação.

Após o registro da infração, o órgão responsável deve instaurar um processo administrativo específico. Durante esse procedimento, o condutor tem direito à ampla defesa e pode apresentar recursos nas etapas previstas pela legislação.

Somente após o encerramento desse processo e da decisão definitiva é que a penalidade passa a produzir efeitos.

O que essas infrações têm em comum?

De acordo com Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, as infrações autossuspensivas não foram escolhidas por acaso. Todas representam comportamentos que elevam significativamente o risco de sinistros graves.

“Muitos condutores acreditam que basta controlar a quantidade de pontos na carteira. Mas algumas infrações são consideradas tão perigosas que, sozinhas, já podem levar à suspensão do direito de dirigir. Isso demonstra que o objetivo da legislação é retirar temporariamente da direção quem adota comportamentos de alto risco”, diz.

Conforme Mariano, chama a atenção o fato de que a maioria dessas infrações decorre de decisões conscientes tomadas pelo motorista. “Dirigir sob efeito de álcool, participar de rachas, usar a motocicleta sem capacete ou forçar uma ultrapassagem são comportamentos que aumentam significativamente o risco de mortes e lesões no trânsito. Não são erros de interpretação da lei, mas escolhas que colocam em risco a vida de todos”, alerta.

O especialista também avalia que esse cenário deveria servir de reflexão em um momento em que o país vem flexibilizando aspectos da formação de condutores.

“Quando observamos quais são as condutas consideradas mais graves pelo próprio Código de Trânsito Brasileiro, fica evidente que elas estão diretamente ligadas ao comportamento do motorista. Por isso, causa preocupação ver a formação de novos condutores perder espaço justamente quando deveríamos investir mais em educação para o trânsito. Menos formação dificilmente produzirá mais segurança. Precisamos qualificar, e não simplificar, o processo de aprendizagem”

Mariano ressalta que a fiscalização é essencial, mas não substitui uma formação consistente. “A melhor infração é aquela que nunca acontece. Isso depende de fiscalização, mas principalmente de educação. Um bom processo de formação desenvolve percepção de risco, responsabilidade e respeito às normas muito antes de o condutor receber a primeira multa.”

O que acontece depois da suspensão?

Depois de cumprir o período de suspensão determinado pela autoridade de trânsito, o condutor somente poderá voltar a dirigir após concluir o curso de reciclagem para condutores infratores e ser aprovado na avaliação teórica prevista na legislação.

Já quem for flagrado dirigindo durante o período de suspensão poderá ter a CNH cassada, sendo obrigado a cumprir novo prazo legal antes de iniciar todo o processo de habilitação novamente.

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Vai viajar nas férias? Veja 7 cuidados antes de deixar o carro parado na garagem

dom, 19/07/2026 - 17:30
A exposição contínua ao sol, à chuva e às variações de temperatura pode acelerar o desgaste da pintura, ressecar borrachas e comprometer acabamentos externos. Foto: Y-Boychenko para Depositphotos

Quem vai aproveitar as férias de julho para viajar e pretende deixar o carro na garagem por vários dias deve tomar alguns cuidados antes de sair de casa. Embora os veículos modernos suportem períodos sem uso, a falta de alguns cuidados pode favorecer o desgaste de componentes, provocar falhas mecânicas e gerar transtornos quando chegar a hora de voltar a dirigir.

Conforme especialistas do Grupo Toriba, pequenas medidas preventivas ajudam a preservar o veículo durante ausências prolongadas e podem evitar gastos com manutenção.

“Muitos motoristas acreditam que deixar o carro parado na garagem por alguns dias não exige nenhum cuidado. No entanto, períodos prolongados sem uso podem afetar diferentes componentes do veículo. Algumas medidas preventivas antes da viagem ajudam a evitar transtornos no retorno”, afirma Rodrigo Faria, CEO do Grupo Toriba.

1. Deixar o carro exposto ao sol e à chuva

    Quando possível, o veículo deve permanecer em local coberto. A exposição contínua ao sol, à chuva e às variações de temperatura pode acelerar o desgaste da pintura, ressecar borrachas e comprometer acabamentos externos.

    2. Guardar o carro com pouco combustível

      Nos veículos movidos a combustão, deixar o tanque praticamente vazio durante um longo período sem uso não é recomendado.

      De acordo com os especialistas, a baixa quantidade de combustível pode favorecer a formação de umidade e prejudicar sua conservação. Antes de viagens prolongadas, o ideal é seguir as orientações do fabricante.

      3. Ignorar os cuidados com veículos eletrificados

        Quem possui um carro elétrico ou híbrido também precisa de atenção especial. Os fabricantes normalmente orientam que o veículo não permaneça por muito tempo com a bateria totalmente carregada nem completamente descarregada.

        Como as recomendações variam conforme o modelo, vale consultar o manual antes de deixar o automóvel parado.

        4. Não movimentar o veículo por semanas

          Longos períodos de imobilização podem afetar pneus e outros componentes. Caso a ausência seja prolongada, uma alternativa é pedir que uma pessoa de confiança movimente o veículo periodicamente, sempre que possível.

          5. Deixar de verificar atualizações do sistema

            Os carros mais modernos contam com aplicativos, conectividade remota e atualizações de software.

            Antes da viagem, vale conferir se há notificações pendentes ou alertas emitidos pelo sistema do veículo.

            6. Esquecer de calibrar os pneus

              Mesmo parado, o pneu perde pressão naturalmente. Por isso, antes de viajar, é importante calibrá-los conforme as especificações do fabricante. Permanecer semanas com pneus descalibrados pode provocar deformações e comprometer seu desempenho.

              7. Manter acessórios ligados

                Equipamentos como câmeras veiculares, carregadores e outros dispositivos conectados podem continuar consumindo energia mesmo com o veículo desligado.

                Antes de sair de férias, a recomendação é verificar se esses acessórios permanecem ligados para evitar a descarga da bateria.

                Tecnologia não substitui a manutenção preventiva

                De acordo com Faria, embora os veículos estejam cada vez mais conectados e equipados com tecnologias que auxiliam o motorista, os cuidados básicos continuam sendo indispensáveis.

                “Os automóveis incorporaram novas tecnologias e recursos de conectividade, mas os cuidados básicos continuam sendo fundamentais. Conhecer as recomendações do fabricante e adotar medidas preventivas ajuda a preservar o veículo e garante mais tranquilidade durante as férias”, explica.

                Adotar essas medidas simples antes de viajar pode evitar surpresas desagradáveis na volta e contribuir para que o veículo permaneça em boas condições mesmo após semanas sem utilização.

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                Veja como a ergonomia das viaturas pode ajudar policiais em serviço

                dom, 19/07/2026 - 13:30
                A disposição dos equipamentos e dos comandos dentro da viatura pode influenciar a segurança, o conforto e a eficiência dos policiais durante as operações. Foto: Claudio Almeida

                Durante muito tempo, a transformação de viaturas policiais esteve focada principalmente na instalação de equipamentos como sinalizadores, compartimentos, sistemas de comunicação e blindagem. Agora, uma nova tendência começa a ganhar espaço: a ergonomia, ou seja, projetar o interior das viaturas levando em consideração a rotina de trabalho dos policiais.

                A proposta é que a viatura deixe de ser apenas um meio de transporte e passe a funcionar como um ambiente de trabalho mais seguro, confortável e funcional. Inspirada em soluções já adotadas em outros países, essa abordagem incorpora conceitos de ergonomia, acessibilidade e organização do espaço interno para facilitar a atuação dos agentes durante o serviço.

                Conforme Jonatas Matos, presidente do Grupo Raytec, empresa especializada em transformação automotiva, o policial permanece embarcado por longos períodos e precisa acessar diversos equipamentos em situações que exigem rapidez.

                “O policial permanece embarcado por longos períodos, utiliza diversos equipamentos simultaneamente e precisa responder rapidamente a situações de emergência. Pensar a ergonomia da viatura significa aumentar a eficiência operacional, reduzir o desgaste físico e contribuir para uma atuação mais segura”, avalia.

                Organização da cabine pode reduzir distrações

                A preocupação com a ergonomia das viaturas acompanha uma tendência observada internacionalmente.

                Um estudo publicado em 2024 na revista científica Machines, intitulado Designing an Experimental Platform to Assess Ergonomic Factors and Distraction Index in Law Enforcement Vehicles during Mission-Based Routes, desenvolvido por pesquisadores do National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH), dos Estados Unidos, concluiu que o posicionamento inadequado dos equipamentos embarcados pode aumentar a distração dos policiais durante a condução, comprometendo a segurança operacional.

                Como resposta, os pesquisadores propõem que o desenvolvimento das viaturas passe a priorizar a chamada interface entre motorista e veículo (Driver-Vehicle Interface – DVI), considerando fatores como ergonomia, disposição dos comandos e facilidade de acesso aos equipamentos.

                De acordo com Jonatas Matos, essa mudança já influencia o desenvolvimento de novos projetos. “Essa tendência observada em outros países melhorou a percepção das fabricantes em relação ao posicionamento intuitivo dos comandos e melhor organização do espaço interno, melhorias que passaram a integrar os projetos desde a fase de engenharia”, compartilha.

                Engenharia voltada para quem utiliza a viatura

                Conforme o Grupo Raytec, a transformação automotiva vem incorporando soluções que combinam engenharia aplicada, resistência e funcionalidade para diferentes aplicações, como viaturas policiais, ambulâncias, veículos blindados, unidades refrigeradas, minibuses VIP e projetos especiais.

                A proposta é desenvolver veículos que atendam às exigências técnicas das corporações sem deixar de considerar as necessidades dos profissionais que permanecem longos períodos em operação.

                De acordo com o presidente da empresa, essa evolução representa uma mudança de conceito no setor. “A evolução da transformação automotiva passa por compreender que homem, missão e máquina precisam funcionar de forma integrada. Durante muito tempo, esse trabalho foi visto apenas como uma adaptação técnica do veículo. Hoje, ele precisa considerar também quem está por trás do volante. Uma viatura eficiente é aquela que permite ao policial atuar com mais segurança, conforto e agilidade. Quando conseguimos unir engenharia, tecnologia e ergonomia, entregamos um veículo que não apenas atende às especificações da corporação, mas também contribui para o desempenho e o bem-estar de quem está em operação todos os dias”, conclui.

                Ergonomia pode contribuir para a segurança operacional

                A organização dos comandos, a disposição dos equipamentos e a facilidade de acesso aos recursos utilizados durante o patrulhamento são fatores que vêm ganhando importância nos projetos de transformação de viaturas.

                A proposta é reduzir o desgaste físico dos policiais, minimizar distrações durante a condução e tornar o ambiente interno mais funcional para quem precisa tomar decisões rápidas em situações de emergência.

                Embora a incorporação de tecnologias continue sendo um aspecto importante na transformação veicular, a tendência observada no setor aponta para uma abordagem que considera também a experiência do profissional que utiliza a viatura diariamente.

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                Golpes na compra e venda de carros disparam: veja como não cair nas fraudes mais comuns

                dom, 19/07/2026 - 08:15
                Antes de comprar ou vender um veículo entre particulares, confira documentos, histórico do carro e desconfie de ofertas muito abaixo do mercado. Foto: Divulgação

                Comprar ou vender um veículo diretamente entre pessoas físicas pode representar economia, mas também exige atenção. Com o crescimento das negociações pela internet e o aquecimento do mercado de carros usados, aumentaram também os casos de fraudes envolvendo esse tipo de transação.

                Conforme a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o golpe da falsa venda foi a fraude mais comunicada pelos clientes às instituições financeiras brasileiras no primeiro semestre de 2025. Houve o registro de 174 mil ocorrências, um aumento de 314% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

                Nesse tipo de golpe, criminosos criam anúncios falsos, utilizam perfis em redes sociais ou se passam por vendedores para enganar compradores e vendedores durante negociações online.

                O cenário chama atenção também pelo volume de negócios realizados no país. Dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) mostram que mais de 15 milhões de veículos usados foram transferidos no Brasil em 2024, o maior volume registrado nos últimos anos. Com tantas negociações acontecendo diariamente, especialistas alertam que a informalidade ainda favorece a atuação de golpistas.

                Para Alan Ladeia, especialista no setor automotivo e CEO da Carflix, seria possível evitar muitos problemas se compradores e vendedores conhecessem melhor as etapas de uma negociação segura.

                “Quando a negociação acontece diretamente entre pessoas físicas, muitas vezes faltam mecanismos de verificação e etapas de segurança que ajudariam a evitar problemas. Por isso, é fundamental ter atenção redobrada com documentação, pagamentos e histórico do veículo”, afirma.

                De acordo com ele, muitos consumidores passaram a buscar alternativas que ofereçam maior segurança durante a negociação. “Hoje existem empresas e plataformas especializadas que ajudam a organizar esse processo, oferecendo checagem de dados, histórico do veículo e intermediação da negociação. Isso não elimina completamente os riscos, mas tende a trazer mais transparência e segurança para ambas as partes”, explica Ladeia.

                Golpes mais comuns na compra e venda de veículos

                Entre as fraudes mais frequentes estão os anúncios falsos, o chamado golpe do intermediário e a apresentação de comprovantes falsificados de pagamento.

                Embora cada golpe tenha características próprias, alguns cuidados podem reduzir significativamente os riscos durante a negociação.

                1. Desconfie de preços muito abaixo do mercado

                  Ofertas muito mais baratas do que a média praticada para determinado modelo costumam ser um dos principais sinais de alerta.

                  Conforme o especialista, golpistas utilizam preços extremamente atrativos para despertar o interesse da vítima e pressioná-la a fazer pagamentos antecipados antes mesmo de verificar a autenticidade do negócio.

                  Antes de fechar qualquer acordo, o ideal é comparar o valor com anúncios semelhantes, verificar a procedência da oferta e evitar transferências financeiras sem confirmar a legitimidade da negociação.

                  2. Evite negociações apenas pela internet

                    Sempre que possível, deve-se avaliar o veículo pessoalmente, e deve-se confirmar a identidade da outra parte antes da assinatura de documentos ou da realização de qualquer pagamento.

                    Também é recomendável marcar encontros em locais públicos, movimentados e durante o dia.

                    Segundo o especialista, falsos anúncios já foram utilizados para atrair vítimas para situações de risco, incluindo furtos, roubos e até sequestros.

                    Nesse contexto, utilizar empresas ou plataformas especializadas, que oferecem intermediação e verificação de dados, pode contribuir para tornar a negociação mais segura.

                    3. Consulte o histórico do veículo

                      Antes da compra, é importante levantar o histórico completo do automóvel.

                      A consulta permite verificar a existência de multas, débitos de IPVA, restrições administrativas ou judiciais, registros de passagem por leilão, histórico de sinistros, perda total e até indícios de adulteração.

                      Essas informações ajudam o comprador a conhecer a situação do veículo e evitam prejuízos futuros, já que algumas ocorrências podem reduzir o valor de mercado ou dificultar a transferência da propriedade.

                      4. Cuidado com o golpe do intermediário

                        O golpe do intermediário ocorre quando uma terceira pessoa se apresenta como responsável pela venda sem que o verdadeiro proprietário tenha conhecimento da negociação.

                        Nesse tipo de fraude, o criminoso copia um anúncio verdadeiro, republica o veículo por um preço menor e faz a intermediação entre comprador e vendedor, direcionando o pagamento para sua própria conta.

                        De acordo com o especialista, optar por plataformas reconhecidas, que realizam verificação de anúncios, conferência de identidade e acompanhamento da negociação, pode oferecer maior transparência e reduzir o risco desse tipo de fraude.

                        Atenção em todas as etapas da negociação

                        Independentemente de o negócio ocorrer presencialmente ou pela internet, especialistas reforçam que a atenção aos detalhes é um dos principais fatores para evitar prejuízos.

                        Verificar a documentação, analisar o histórico do veículo, desconfiar de ofertas muito vantajosas e confirmar a identidade da outra parte são medidas que ajudam a tornar a compra ou venda de um veículo usado mais segura.

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                        Pneus desgastados: veja os sinais que indicam a hora de fazer a substituição

                        sab, 18/07/2026 - 17:30
                        A integridade estrutural dos pneus não depende apenas da profundidade dos sulcos. Foto: Sergiy1975 para Depositphotos

                        Os pneus são os únicos componentes do veículo que permanecem em contato direto com o solo. Por isso, seu estado de conservação influencia diretamente a frenagem, a estabilidade e a dirigibilidade, especialmente em situações de emergência ou em pistas molhadas. Embora muitos motoristas acompanhem apenas o desgaste da banda de rodagem por meio do TWI (Tread Wear Indicator), outros sinais também podem indicar que chegou a hora de substituir os pneus.

                        Rachaduras, bolhas, deformações, vibrações durante a condução e perda de aderência são alguns dos indícios que merecem atenção. Conforme a DUNLOP Pneus, esses problemas podem comprometer a segurança antes mesmo de o pneu atingir o limite mínimo de desgaste indicado pelo TWI.

                        A integridade estrutural dos pneus não depende apenas da profundidade dos sulcos. Fatores como impactos contra buracos, envelhecimento natural da borracha e falta de manutenção também podem reduzir seu desempenho e aumentar os riscos durante a condução. “Muitos condutores olham apenas o TWI, mas diversos outros sinais revelam quando o pneu já não oferece a mesma segurança”, explica Fábio Torres Klabacher, gerente de Vendas e Marketing da DUNLOP.

                        “Identificar esses indícios com antecedência evita riscos e garante que o veículo continue ‘andando bem’ em qualquer condição.”

                        Rachaduras podem indicar envelhecimento da borracha

                        Um dos primeiros sinais que podem aparecer são as rachaduras nas laterais ou na banda de rodagem. Elas costumam surgir em razão do envelhecimento natural do pneu, da exposição prolongada ao sol, de mudanças bruscas de temperatura ou da falta de calibragem adequada. Quando presentes, podem indicar comprometimento da estrutura da borracha, aumentando o risco de falhas durante o uso.

                        Bolhas e deformações exigem atenção imediata

                        Outro sinal importante são as bolhas ou deformações visíveis. Esses danos normalmente são provocados por impactos contra buracos, guias ou outros obstáculos, que podem comprometer a estrutura interna do pneu. Nesses casos, o risco de estouro durante a condução aumenta significativamente, tornando recomendável a substituição e a avaliação por um profissional.

                        Desgaste irregular pode revelar problemas mecânicos

                        Nem sempre o desgaste acontece de forma uniforme. Quando determinadas áreas do pneu apresentam maior desgaste que outras, isso pode indicar problemas de alinhamento, balanceamento ou calibragem incorreta. Além de reduzir a vida útil do pneu, essa condição compromete a aderência ao solo e a estabilidade do veículo.

                        Vibrações ao dirigir não devem ser ignoradas

                        Perceber vibrações excessivas no volante ou no próprio veículo também pode ser um sinal de alerta. Esse comportamento pode estar relacionado a deformações nos pneus ou a falhas no balanceamento. Além de reduzir o conforto durante a condução, essas vibrações podem comprometer a segurança se não forem verificadas.

                        Perda de aderência aumenta o risco em dias de chuva

                        A condição dos pneus também faz diferença quando o piso está molhado. Com o desgaste, os sulcos perdem eficiência para escoar a água, reduzindo a aderência e aumentando o risco de aquaplanagem. Manter os pneus em boas condições é fundamental para preservar o controle do veículo em situações de chuva.

                        Manutenção preventiva ajuda a aumentar a segurança

                        Além da inspeção visual frequente, a recomendação é realizar a manutenção preventiva dos pneus periodicamente. Isso inclui manter a calibragem correta, fazer alinhamento e balanceamento quando necessário e respeitar a capacidade de carga e as especificações indicadas pelo fabricante do veículo.

                        A avaliação por profissionais especializados também é importante, principalmente antes de viagens longas ou após impactos severos contra buracos e obstáculos. Essa inspeção técnica pode identificar danos internos que nem sempre são perceptíveis a olho nu.

                        Como os pneus influenciam diretamente na frenagem, na estabilidade e no desempenho do veículo, realizar a substituição no momento adequado é uma medida importante para reduzir riscos e garantir viagens mais seguras.

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                        Alta temporada: cinco cuidados para alugar um carro sem imprevistos nas férias

                        sab, 18/07/2026 - 13:30
                        Segundo a Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (ABLA), o setor de locação ultrapassou 1,7 milhão de veículos, alcançando nível recorde. Foto: Divulgação

                        Os períodos de alta temporada concentram um maior número de pessoas viajando e, para muitas delas, o aluguel de carros se torna a opção ideal para chegar ao destino com mais autonomia. Segundo a Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (ABLA), o setor de locação ultrapassou 1,7 milhão de veículos, alcançando nível recorde. 

                        Com uma frota cada vez maior e o aumento da procura por viagens rodoviárias em períodos de férias, planejar a locação com antecedência pode fazer a diferença para uma experiência mais tranquila. Nesse cenário, a Unidas se destaca por sua ampla capilaridade no país e forte presença em aeroportos, com lojas dentro dos principais terminais, o que garante mais comodidade e agilidade já na chegada ao destino. 

                        E para quem deseja pegar a estrada nesta época do ano, a Unidas, uma das maiores empresas do setor de mobilidade no Brasil, separou cinco dicas que auxiliam no momento de alugar um veículo. Confira: 

                        1- Confira a documentação necessária 

                        Antes de alugar um veículo, reúna os documentos exigidos pela locadora. Apresente Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida e cartão de crédito nominal, que é utilizado para a caução. Para viagens internacionais, vale checar exigências adicionais, como a Permissão Internacional para Dirigir (PID). 

                        2- Escolha o tipo de veículo ideal para a viagem 

                        A locação de veículos é realizada por grupo ou categoria, e não por modelos específicos. Por isso, é fundamental avaliar o perfil da viagem antes da reserva. Carros compactos costumam ser mais indicados para uso urbano e trajetos curtos, enquanto SUVs e veículos maiores oferecem mais conforto em viagens longas, terrenos variados ou para quem viaja em grupo. 

                        3- Verifique as condições do seguro 

                        Antes de retirar o carro, é recomendado verificar quais proteções estão incluídas no contrato e se há necessidade de coberturas adicionais. As opções podem envolver proteção contra colisões, roubo e furto, danos a terceiros e assistência em caso de imprevistos. Na Unidas, as proteções incluem ainda cobertura para vidros e pneus, além dos planos completa e premium, que ampliam o nível de proteção e oferecem mais tranquilidade ao cliente durante a viagem. 

                        4- Reserve com antecedência e acompanhe ofertas

                        Na alta temporada, a demanda por veículos é maior, o que torna a reserva antecipada essencial para garantir disponibilidade e melhores condições. Além disso, cadastrar um e-mail para receber ofertas e promoções exclusivas pode ser uma boa alternativa tanto para quem aluga com frequência quanto para quem busca oportunidades pontuais. 

                        5- Verifique a qualidade do suporte da locadora em caso de sinistro

                        Além do processo de locação em si, é importante ter acesso a suporte especializado caso algum imprevisto aconteça durante a sua viagem, como um sinistro. Nessas situações, é comum ter dúvidas sobre como agir, mas com um atendimento ágil e humanizado, a locadora consegue direcionar o cliente para a melhor solução. Na Unidas, por exemplo, a comunicação de sinistros pode ser feita por WhatsApp de forma prática e segura.

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                        Bicicletas elétricas poderão ter cadastro nacional obrigatório e identificação individual

                        sab, 18/07/2026 - 08:15
                        O registro poderá contribuir para a produção de informações sobre a frota nacional de bicicletas elétricas. Foto: lzf para Depositphotos

                        O crescimento das bicicletas elétricas como alternativa de mobilidade urbana poderá levar à criação de um cadastro nacional específico para esses veículos. Em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL) 3.415/2026 propõe instituir o Registro Nacional de Bicicletas Elétricas (RENABE), além de tornar obrigatória a identificação individual das bicicletas elétricas que circulam em vias públicas.

                        De autoria do deputado Gilson Daniel (Pode-ES), a proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) com o objetivo de facilitar a identificação dos proprietários, apoiar a fiscalização, contribuir para a recuperação de bicicletas furtadas ou roubadas e permitir a responsabilização em casos de acidentes de trânsito.

                        Conforme a tramitação disponível na Câmara dos Deputados, o projeto aguarda despacho da Presidência para iniciar sua análise nas comissões.

                        Cadastro nacional não equivale ao registro de veículos automotores

                        Um dos principais pontos da proposta é a criação do RENABE, que funcionaria como um cadastro administrativo nacional das bicicletas elétricas.

                        De acordo com o texto, o registro teria caráter exclusivamente cadastral e reuniria informações sobre os veículos e seus proprietários, permitindo identificar a bicicleta em diferentes situações, como transferências de propriedade, comunicações de furto ou roubo e recuperação do bem.

                        O projeto deixa claro que esse cadastro não se confunde com o registro dos veículos automotores previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

                        Isso significa que, caso a proposta seja aprovada, as bicicletas elétricas continuariam dispensadas de licenciamento anual, emplacamento e emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

                        A administração do RENABE ficaria sob responsabilidade do órgão máximo executivo de trânsito da União, que também deverá integrar o sistema aos bancos de dados nacionais de trânsito e de segurança pública.

                        O que deverá constar no RENABE

                        Pela proposta, o cadastro deverá reunir, no mínimo:

                        • número nacional de identificação;
                        • dados do proprietário;
                        • fabricante, modelo e características da bicicleta elétrica;
                        • número de série ou outro identificador individual;
                        • histórico de transferências de propriedade;
                        • registros de furto, roubo, extravio e recuperação;
                        • situação cadastral.

                        O texto também determina que o acesso às informações observe as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

                        Identificação será obrigatória

                        Além do cadastro, o projeto estabelece que as bicicletas elétricas classificadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deverão possuir identificação individual.

                        Essa identificação poderá ser feita por meio de selo físico, dispositivo eletrônico inviolável ou tecnologia equivalente, conforme regulamentação futura do Contran.

                        Sempre que houver mudança de proprietário, a transferência também deverá ser comunicada ao RENABE, nos prazos e condições que vierem a ser definidos em regulamento.

                        Circular sem cadastro poderá gerar multa

                        Outra novidade prevista na proposta é a criação de uma infração específica no Código de Trânsito Brasileiro.

                        Caso a inscrição no RENABE e a identificação sejam obrigatórias, circular em via pública sem cumprir essas exigências passará a ser considerada infração média, sujeita à aplicação de multa.

                        O projeto também prevê a possibilidade de retenção da bicicleta elétrica, mas apenas quando a ausência da identificação impedir a verificação da propriedade ou da regularidade do cadastro.

                        De acordo com o texto, a medida administrativa deverá durar somente até que a identificação ou a regularização seja realizada.

                        Fabricantes e comerciantes também terão obrigações

                        A proposta atribui responsabilidades aos fabricantes, importadores, montadores e comerciantes.

                        Esses agentes deverão fornecer ao comprador todas as informações necessárias para o cadastramento da bicicleta elétrica no RENABE, incluindo o número de série ou outro identificador individual do veículo.

                        Caso a lei seja aprovada, os proprietários de bicicletas elétricas adquiridas antes de sua entrada em vigor terão prazo de 12 meses para realizar a inscrição no cadastro nacional.

                        Autor diz que proposta busca preencher lacuna na legislação

                        Na justificativa do projeto, o deputado Gilson Daniel afirma que a expansão das bicicletas elétricas representa um avanço para a mobilidade urbana sustentável. No entanto, entende que esse crescimento não foi acompanhado por mecanismos legais capazes de identificar seus proprietários quando esses veículos se envolvem em acidentes ou em práticas ilícitas.

                        Segundo o parlamentar, a ausência de identificação individual dificulta tanto a responsabilização civil quanto a recuperação de bicicletas furtadas ou roubadas.

                        Para ele, o RENABE surge como resposta a essa necessidade. “O objetivo é criar um cadastro destinado à segurança pública, à facilitação da responsabilização civil decorrente de acidentes de trânsito, à recuperação de bens e ao fortalecimento da fiscalização. Ou seja, sem submeter as bicicletas elétricas ao mesmo regime aplicado aos veículos automotores”, justifica.

                        Gilson Daniel também destaca que a proposta preserva a simplicidade desse meio de transporte.

                        “A solução proposta consiste na adoção da medida regulatória menos gravosa capaz de atender ao interesse público”, afirma na justificativa, ressaltando que o projeto cria apenas um cadastro administrativo nacional, sem exigir licenciamento ou emplacamento.

                        Ainda segundo o autor, o registro poderá contribuir para a produção de informações sobre a frota nacional de bicicletas elétricas. Dessa forma, fornecendo subsídios para o planejamento da mobilidade urbana e para o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas ao transporte sustentável.

                        O que acontece se o projeto for aprovado

                        O texto estabelece que o Poder Executivo terá prazo de 180 dias para regulamentar a futura lei. Assim, definindo, entre outros pontos, o modelo de identificação eletrônica, os procedimentos de inscrição, alteração e transferência no RENABE, além dos requisitos tecnológicos de integração dos sistemas.

                        A proposta também prevê que a lei entre em vigor 180 dias após sua publicação, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada.

                        Enquanto isso, o PL 3.415/2026 aguarda o início de sua tramitação na Câmara dos Deputados.

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                        CNH Digital: como ver e pagar multas pelo app

                        sex, 17/07/2026 - 17:30
                        Além da praticidade, a plataforma ajuda o motorista verificar pendências e conferir a validade da CNH, reduzindo o risco de perder prazos importantes. Foto: iStock/ andreswd

                        A CNH Digital deixou de ser apenas uma versão eletrônica da carteira de motorista. Integrada à Carteira Digital de Trânsito, agora chamada CNH do Brasil, ela reúne serviços que facilitam a rotina dos condutores, permitindo consultar documentos, acompanhar infrações e acessar informações importantes diretamente pelo celular. 

                        O aplicativo oficial também oferece acesso ao CRLV Digital, tornando desnecessário carregar versões impressas na maioria das situações.

                        Além da praticidade, a plataforma ajuda o motorista a acompanhar a situação da CNH do Brasil, verificar pendências e conferir a validade da CNH, reduzindo o risco de perder prazos importantes.

                        O que mudou no app da CNH Digital

                        Com as atualizações mais recentes, a Carteira Digital de Trânsito passou a concentrar diferentes serviços em um único ambiente. 

                        Hoje, além de apresentar a CNH Digital com a mesma validade jurídica do documento físico, o aplicativo também exibe informações sobre veículos registrados em nome do usuário bem como notificações relacionadas ao trânsito.

                        Outro avanço importante é a integração com serviços públicos, o que permite acompanhar a situação do motorista sem precisar acessar diferentes plataformas. 

                        Dessa forma, o aplicativo se tornou uma central de consulta para documentos e informações oficiais.

                        O aplicativo funciona em qualquer smartphone Android atualizado, incluindo modelos populares como o celular Samsung, por exemplo, sem exigir configurações adicionais para exibir a CNH Digital ou o CRLV.

                        Vale lembrar que a validade da versão digital acompanha a do documento físico. Ou seja, quando a validade da CNH expira, tanto a versão impressa quanto a digital precisam ser renovadas para continuarem válidas.

                        Como consultar e pagar multas pelo aplicativo

                        Entre os recursos mais úteis do app, está a consulta de infrações. Ou seja, o motorista pode verificar notificações, acompanhar o histórico de multas e, em alguns casos, realizar o pagamento das multas de trânsito pelo celular, tornando o processo mais rápido e prático.

                        Dependendo do órgão responsável pela autuação, também é possível aderir ao Sistema de Notificação Eletrônica (SNE), que pode oferecer descontos previstos em lei para pagamentos realizados dentro das condições estabelecidas.

                        Esses recursos ajudam o condutor a manter a situação regularizada e evitam surpresas relacionadas a débitos ou prazos perdidos.

                        CRLV Digital: o documento do veículo no mesmo lugar

                        Outro destaque da Carteira Digital de Trânsito é o acesso ao CRLV Digital. O documento eletrônico possui a mesma validade do licenciamento impresso e pode ser apresentado durante fiscalizações, desde que o licenciamento anual esteja regularizado.

                        Com isso, o motorista reúne em um único aplicativo a CNH Digital, o documento do veículo e as informações sobre infrações, simplificando o acesso aos principais serviços de trânsito.

                        Para uma busca exata assim como com maior praticidade no dia a dia, a plataforma oficial representa uma solução completa para acompanhar documentos, multas e a situação do veículo diretamente pelo celular.

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                        TCU coloca Senatran na mira e expõe falhas na gestão do trânsito brasileiro

                        sex, 17/07/2026 - 13:30
                        O principal plano do Brasil para reduzir mortes no trânsito está sob pressão. Foto: taciophilip para Depositphotos

                        O Tribunal de Contas da União (TCU) colocou a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) sob os holofotes ao concluir que o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) apresenta falhas importantes de gestão, coordenação e monitoramento que comprometem sua efetividade.

                        O diagnóstico foi apresentado em auditoria que avaliou a implementação da política nacional criada pela Lei nº 13.614/2018, cujo principal objetivo é reduzir em pelo menos 50% o índice de mortes no trânsito por 100 mil habitantes até 2030, tomando como referência os dados de 2020.

                        Conforme o próprio TCU, caso houvesse a implementação do plano de forma adequada, o Brasil poderia evitar aproximadamente 86 mil mortes entre 2021 e 2030, além de gerar uma economia estimada em R$ 260 bilhões.

                        Entretanto, a auditoria concluiu que ainda existem obstáculos significativos para que esses resultados sejam alcançados.

                        O que o TCU encontrou

                        A fiscalização concentrou-se na atuação da Senatran, responsável por coordenar, supervisionar bem como monitorar a execução do Pnatrans.

                        Em análise sobre o parecer, o engenheiro e especialista em segurança viária Paulo César Pêgas Ferreira destaca que o Tribunal identificou fragilidades na coordenação federativa, na gestão de riscos, no monitoramento, nos indicadores e na rastreabilidade dos recursos destinados à segurança viária.

                        Entre os principais achados está a baixa adesão dos entes federativos ao plano. Conforme os dados apresentados na auditoria, apenas 60 dos 5.570 municípios brasileiros registravam ações relacionadas ao Pnatrans, enquanto somente oito dos 27 Conselhos Estaduais de Trânsito (Cetrans) haviam encaminhado os relatórios previstos para 2025.

                        Outro ponto apontado pelo TCU é que a Senatran ainda não dispõe de instrumentos suficientes para induzir e verificar o cumprimento das obrigações previstas para estados e municípios, ou seja, o que dificulta a coordenação nacional da política pública.

                        Problemas na gestão e nos indicadores

                        Na avaliação resumida por Pêgas, a auditoria também revelou que o Pnatrans não possui um processo formal de gestão de riscos, capaz de identificar, avaliar e tratar situações que possam comprometer o alcance de seus objetivos.

                        Além disso, o Tribunal verificou limitações na qualidade, cobertura e padronização dos dados utilizados para acompanhar a segurança viária no país.

                        Outro aspecto destacado é que os indicadores atualmente empregados estão concentrados, em grande parte, na medição de atividades e produtos executados, sem demonstrar de maneira clara os efeitos concretos das ações sobre a redução de mortes e lesões no trânsito.

                        A auditoria também aponta limitações na capacidade institucional da Senatran, assim como dificuldades para consolidar informações sobre os recursos efetivamente destinados à segurança viária.

                        As determinações do Tribunal

                        Diante das fragilidades identificadas, o TCU determinou que a Senatran adote uma série de medidas para fortalecer a implementação do Pnatrans.

                        Entre elas está a criação, no prazo de até 360 dias, de um processo estruturado de gestão de riscos para o plano.

                        Também foi determinada a padronização nacional dos dados sobre sinistros de trânsito e o levantamento dos programas e recursos orçamentários relacionados à segurança viária.

                        Além das determinações, o Tribunal recomendou aperfeiçoamentos na coordenação do plano, no monitoramento dos resultados, na definição dos indicadores e na priorização dos fatores de risco e dos usuários mais vulneráveis do sistema viário.

                        Especialistas veem oportunidade para fortalecer o Pnatrans

                        Ao comentar o parecer, Paulo César Pêgas Ferreira afirmou que a decisão do TCU representa uma oportunidade para aprimorar a política nacional de segurança viária.

                        “Saudamos a iniciativa do TCU e aguardamos ansiosamente um reposicionamento da Senatran em prol de uma nova postura que seja efetiva, eficiente e eficaz para cumprir o que ela instituiu quando criou o Pnatrans.”

                        Pêgas também reforça que o Instituto Zero Morte para a Segurança em Transportes, do qual faz parte, defende uma meta ainda mais ambiciosa para o país. “Somos o Instituto Zero Morte para a Segurança em Transportes, para nós a meta é zero, porque TODAS as vidas realmente importam.”

                        Mais do que uma auditoria administrativa

                        Embora trate de aspectos de governança, planejamento e gestão pública, a auditoria do TCU tem reflexos diretos sobre a segurança viária brasileira.

                        O Pnatrans é o principal instrumento de coordenação da política nacional para redução de mortes e lesões no trânsito. Quando sua implementação encontra dificuldades para mobilizar estados e municípios, produzir indicadores confiáveis e acompanhar os resultados das ações desenvolvidas, a capacidade do país de planejar políticas públicas baseadas em evidências também fica comprometida.

                        As determinações do TCU e as recomendações apresentadas à Senatran indicam um caminho para corrigir essas fragilidades. Agora, a expectativa dos especialistas é que o diagnóstico produzido pelo órgão de controle resulte em mudanças concretas na condução do plano e fortaleça uma política pública que tem como objetivo preservar vidas nas ruas e rodovias brasileiras.

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                        Você sabe ler as placas das rodovias? Erros podem comprometer sua viagem

                        sex, 17/07/2026 - 08:15
                        A sinalização nas rodovias orienta, alerta e regulamenta a circulação. Saber interpretar corretamente as placas ajuda o motorista a antecipar decisões e viajar com mais segurança. Foto: Arquivo Tecnodata

                        O mês de julho, para uma parcela da população, é marcado pelas viagens de férias. E quem costuma viajar de carro sabe que basta um momento de distração para perder uma saída, entrar na pista errada ou deixar de perceber um alerta importante. Em rodovias, onde os veículos circulam em velocidades mais elevadas, interpretar corretamente as placas de sinalização é essencial para uma condução segura e tranquila.

                        Mais do que indicar destinos e distâncias, a sinalização rodoviária informa sobre mudanças nas condições da via, limites de velocidade, restrições, obras, áreas de risco e serviços disponíveis ao longo do trajeto. Saber “ler” essas informações corretamente permite ao condutor antecipar decisões e reduzir a chance de manobras bruscas ou inesperadas.

                        De acordo com especialistas em segurança viária, muitos problemas enfrentados nas estradas poderiam ser evitados se os motoristas prestassem mais atenção à sinalização e planejassem seus deslocamentos com antecedência.

                        As placas são organizadas para orientar o motorista

                        No Brasil, a sinalização viária segue padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), permitindo que motoristas de qualquer região consigam interpretar as mensagens com facilidade.

                        Nas rodovias, as placas costumam cumprir quatro funções principais:

                        • alertar sobre situações de risco à frente;
                        • regulamentar regras de circulação;
                        • orientar rotas, destinos e acessos;
                        • informar sobre serviços e pontos de interesse.

                        Cada uma delas possui formato, cores e símbolos específicos, facilitando o reconhecimento mesmo a distância.

                        Entenda o significado das cores

                        As cores das placas não são escolhidas por acaso. Elas ajudam o motorista a identificar rapidamente o tipo de informação apresentada.

                        Placas verdes

                        São as mais comuns nas rodovias e indicam orientação de destinos, cidades, acessos e distâncias.

                        Normalmente mostram:

                        • nome das cidades;
                        • número da rodovia;
                        • quilometragem até o destino;
                        • saídas e entroncamentos.
                        Placas azuis

                        Informam a existência de serviços úteis durante a viagem, como:

                        • postos de combustíveis;
                        • restaurantes;
                        • hospitais;
                        • hotéis;
                        • áreas de descanso;
                        • telefones de emergência.
                        Placas marrons

                        São destinadas à sinalização turística.

                        Indicam atrações históricas, parques, monumentos, mirantes, museus e outros pontos de interesse.

                        Placas amarelas

                        São placas de advertência.

                        Alertam sobre situações que exigem atenção redobrada, como:

                        • curvas acentuadas;
                        • declives;
                        • travessia de animais;
                        • ponte estreita;
                        • pista escorregadia;
                        • cruzamentos.

                        Ao visualizar esse tipo de sinalização, o motorista deve reduzir a velocidade e dirigir com maior cautela.

                        Placas vermelhas

                        Regulamentam regras obrigatórias.

                        Entre elas estão:

                        • proibição de ultrapassagem;
                        • sentido obrigatório;
                        • parada obrigatória;
                        • limites de circulação.

                        Seu descumprimento pode gerar infrações de trânsito.

                        A distância entre as placas também tem função

                        Nas rodovias, a sinalização normalmente aparece de forma progressiva. Primeiro surge um aviso indicando determinada situação. Depois, uma confirmação mais próxima do local e, em muitos casos, uma placa final identifica exatamente o ponto onde ocorre a mudança.

                        Esse sistema permite que o motorista tenha tempo suficiente para reduzir a velocidade, mudar de faixa ou preparar uma conversão sem realizar movimentos bruscos.

                        Por isso, deixar para decidir apenas quando a saída já está ao lado do veículo é um erro comum que aumenta o risco de colisões.

                        Evite mudar de faixa no último momento

                        Um dos comportamentos mais perigosos nas estradas ocorre quando o condutor percebe tarde demais que precisava acessar outra rodovia ou uma saída específica.

                        Nessas situações, alguns motoristas fazem mudanças repentinas de faixa ou até retornam de forma irregular, colocando outros usuários da via em risco.

                        Caso a saída seja perdida, a orientação é seguir até o próximo retorno permitido ou acesso disponível, mesmo que isso represente alguns quilômetros adicionais de viagem.

                        GPS ajuda, mas não substitui a sinalização

                        Os aplicativos de navegação se tornaram importantes aliados dos motoristas, porém não devem ser a única referência durante o percurso.

                        Alterações temporárias no trânsito, obras, desvios e mudanças na geometria da rodovia podem fazer com que a sinalização instalada na via apresente informações mais atualizadas do que aquelas disponíveis no aplicativo.

                        Além disso, depender exclusivamente das orientações por voz pode fazer o motorista deixar de observar advertências importantes relacionadas à segurança.

                        Atenção começa antes da viagem

                        Uma boa leitura da sinalização também depende de planejamento. Antes de pegar a estrada, vale conferir o trajeto, identificar os principais acessos e conhecer o número das rodovias que serão percorridas. Isso facilita a interpretação das placas durante a viagem e reduz a necessidade de decisões rápidas.

                        Também é importante evitar distrações ao volante, manter distância segura do veículo à frente e nunca utilizar o celular enquanto dirige para procurar informações sobre o caminho.

                        Interpretar corretamente as placas também é dirigir com segurança

                        Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a sinalização funciona como uma linguagem entre a via e o motorista.

                        De acordo com ele, quando o condutor compreende essa comunicação e reage com antecedência, consegue dirigir de forma mais previsível, reduzindo riscos para todos os usuários da rodovia. “Ignorar ou interpretar tardiamente uma placa pode resultar em manobras perigosas e aumentar significativamente a probabilidade de um sinistro”, explica.

                        Em viagens curtas ou longas, conhecer o significado da sinalização é uma habilidade tão importante quanto dominar o veículo.

                        “Afinal, cada placa instalada ao longo da rodovia tem o objetivo de orientar, organizar o trânsito e contribuir para que todos cheguem ao destino com mais segurança”, conclui.

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                        Cinco dicas para quem vai viajar com carro elétrico nas férias de julho

                        qui, 16/07/2026 - 17:30
                        Viajar com carros elétricos e híbridos deixou de ser novidade para se tornar uma alternativa cada vez mais prática e confortável. Foto: Divulgação Bamaq GWM

                        As férias de julho costumam aumentar o movimento nas rodovias e, para quem pretende viajar com um carro elétrico ou híbrido, o planejamento pode fazer diferença na experiência durante o percurso. Com a expansão da infraestrutura de recarga e a evolução dos veículos eletrificados, organizar a viagem antecipadamente ajuda a tornar o deslocamento mais prático e confortável.

                        Conforme Lucas Lana, gerente de pós-venda da Bamaq GWM, os recursos tecnológicos disponíveis atualmente permitem que os motoristas programem melhor o trajeto e utilizem a rede de recarga de forma mais eficiente.

                        “Hoje, o planejamento faz parte da própria viagem. Os sistemas inteligentes dos veículos e os aplicativos disponíveis permitem localizar eletropostos e programar as paradas com antecedência, proporcionando mais tranquilidade e conforto durante o percurso”, explica.

                        Para quem vai pegar a estrada nas próximas semanas, o especialista lista cinco recomendações que podem contribuir para uma viagem mais tranquila.

                        1. Faça um check-up antes de viajar

                        Antes de iniciar o percurso, vale verificar as condições gerais do veículo. Pneus calibrados, revisões em dia e os acessórios necessários para a recarga organizados ajudam a evitar imprevistos durante a viagem.

                        Essa conferência prévia também facilita o planejamento do deslocamento e permite aproveitar melhor o tempo na estrada.

                        2. Planeje o trajeto com antecedência

                        Uma das principais características das viagens com veículos eletrificados é a necessidade de incluir os pontos de recarga no roteiro.

                        Aplicativos especializados e os próprios sistemas de navegação dos veículos permitem identificar os eletropostos disponíveis ao longo do caminho, facilitando a definição das paradas e contribuindo para uma viagem mais organizada.

                        3. Prefira redes de recarga confiáveis

                        Outra orientação é utilizar eletropostos estruturados e equipamentos certificados.

                        De acordo com o especialista, optar por redes confiáveis contribui para uma experiência mais eficiente durante toda a viagem, reduzindo possíveis contratempos relacionados ao processo de recarga.

                        4. Aproveite a recarga para descansar

                        O tempo de recarga pode ser utilizado como uma oportunidade para fazer uma pausa durante a viagem.

                        Segundo Lucas Lana, esse momento pode coincidir com refeições, descanso ou atividades de lazer, tornando o deslocamento mais agradável para todos os ocupantes do veículo.

                        5. Conte com o suporte da concessionária

                        Em caso de dúvidas antes ou durante a viagem, o motorista também pode recorrer ao atendimento especializado da concessionária.

                        O suporte do pós-venda pode auxiliar na orientação sobre o veículo e contribuir para que se realize toda a experiência com mais segurança e conveniência.

                        Planejamento e tecnologia favorecem as viagens

                        Para o gerente de pós-venda da Bamaq GWM, a evolução dos veículos eletrificados e o crescimento da infraestrutura de recarga vêm tornando as viagens de longa distância cada vez mais acessíveis aos motoristas.

                        “A eletrificação trouxe uma nova forma de viajar. Hoje, conforto, tecnologia e planejamento caminham juntos. Com a expansão da infraestrutura de recarga no Brasil, o motorista pode percorrer longas distâncias com tranquilidade e aproveitar toda a experiência que os veículos eletrificados oferecem”, conclui Lucas Lana.

                        Embora o planejamento continue sendo parte importante da viagem, a combinação entre tecnologia embarcada, sistemas de navegação e a ampliação da rede de recarga tem contribuído para tornar os deslocamentos com veículos elétricos e híbridos cada vez mais práticos durante os períodos de maior movimento nas rodovias.

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                        Pessoa idosa no trânsito: autonomia deve ser preservada, mas segurança precisa vir em primeiro lugar

                        qui, 16/07/2026 - 13:30
                        A população brasileira está envelhecendo e o trânsito precisa acompanhar essa realidade. Foto: toa55 para Depositphotos

                        O Brasil está envelhecendo rapidamente e essa transformação também muda o perfil de quem utiliza as vias. Atualmente, milhões de pessoas com 60 anos ou mais continuam dirigindo, caminhando pelas cidades, utilizando o transporte coletivo e mantendo uma vida ativa. Nesse cenário, discutir segurança viária para esse público tornou-se uma necessidade.

                        A publicação da cartilha “Tecendo o Cuidar”, elaborada pela equipe de Serviço Social da 1ª Vara Especializada em Pessoas Idosas (VEPI), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), reforça justamente essa preocupação. O material reúne orientações sobre direitos, saúde, autonomia, convivência familiar e cuidados cotidianos que contribuem para um envelhecimento saudável. Embora não seja voltada especificamente ao trânsito, diversas recomendações dialogam diretamente com a mobilidade e a prevenção de sinistros.

                        Para o juiz auxiliar da 1ª Vara Especializada em Pessoas Idosas (VEPI), Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis, um dos objetivos da cartilha é justamente tornar essas informações acessíveis para toda a população.

                        “O material, de forma lúdica e a partir da utilização de ilustrações e de uma linguagem simples, permite uma maior compreensão para alcançar todas as pessoas que procuram a VEPI”, afirma o magistrado.

                        Conforme a cartilha, preservar a autonomia da pessoa idosa significa garantir qualidade de vida, sempre com respeito às suas capacidades e necessidades individuais. Esse princípio também deve orientar a participação desse público no trânsito.

                        Envelhecer não significa deixar de dirigir

                        Uma ideia equivocada ainda bastante comum é associar idade à incapacidade para dirigir. Na prática, não existe uma idade máxima para conduzir veículos no Brasil.

                        O Código de Trânsito Brasileiro exige apenas que os condutores sejam considerados aptos nos exames médicos realizados durante a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A avaliação leva em consideração aspectos como visão, audição, capacidade motora e condições cognitivas, permitindo identificar se o motorista reúne condições para continuar dirigindo com segurança.

                        Para o especialista e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, nuca deve-se usar a idade, isoladamente, como critério.

                        “Há pessoas de 80 anos plenamente aptas para dirigir e pessoas bem mais jovens que não apresentam condições seguras. O importante é que o motorista conheça seus próprios limites, mantenha os exames em dia e adapte sua condução às mudanças naturais do envelhecimento.”

                        De acordo com ele, preservar a autonomia da pessoa idosa também significa permitir que ela continue exercendo seu direito de ir e vir, desde que isso ocorra com responsabilidade.

                        O trânsito também precisa se adaptar

                        O envelhecimento da população exige mudanças que vão além do comportamento individual.

                        Calçadas acessíveis, faixas de pedestres bem sinalizadas, tempos semafóricos adequados para travessia, iluminação eficiente e respeito dos demais condutores fazem parte de uma mobilidade mais segura.

                        A própria cartilha lembra que garantir os direitos da pessoa idosa é responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e poder público. Esse compromisso também deve se refletir na forma como o trânsito é planejado e organizado.

                        Hábitos saudáveis também tornam o trânsito mais seguro

                        Entre as orientações apresentadas na cartilha estão práticas que ajudam a manter a autonomia e que também favorecem uma condução mais segura.

                        O material recomenda manter o cérebro ativo por meio de leitura, jogos de raciocínio, atividades culturais e convivência social, destacando que esses hábitos contribuem para preservar a memória e a autonomia.

                        Também são incentivadas atividades físicas regulares, como caminhadas, dança, hidroginástica, pilates e yoga, sempre respeitando as limitações individuais e com orientação médica quando necessário.

                        Outro ponto importante é a atenção à saúde mental. A cartilha orienta estimular a socialização, manter uma rotina adequada de sono e buscar apoio profissional diante de sinais como tristeza prolongada, confusão mental ou esquecimentos frequentes.

                        Todos esses fatores influenciam diretamente funções essenciais para uma condução segura, como atenção, tempo de reação, tomada de decisões e percepção do ambiente.

                        Dez cuidados para preservar a segurança da pessoa idosa no trânsito

                        Especialistas recomendam algumas medidas simples que podem fazer diferença no dia a dia:

                        • Faça exames periódicos de visão, audição e avaliação médica.
                        • Informe ao médico todos os medicamentos de uso contínuo e verifique se algum pode afetar a direção.
                        • Prefira dirigir durante o dia e em trajetos conhecidos.
                        • Evite conduzir veículos quando estiver cansado ou indisposto.
                        • Respeite seus próprios limites e não tenha receio de pedir ajuda quando necessário.
                        • Use sempre o cinto de segurança.
                        • Utilize calçados confortáveis e adequados para dirigir.
                        • Atravesse a via somente em locais seguros e sinalizados.
                        • Mantenha uma rotina de atividades físicas e estímulos cognitivos.
                        • Preserve sua autonomia, mas sempre priorizando a segurança.
                        Motoristas mais jovens também têm papel importante

                        A proteção da pessoa idosa no trânsito não depende apenas dela.

                        Quem dirige deve reduzir a velocidade em locais com grande circulação de idosos, respeitar o tempo de travessia nas faixas de pedestres, evitar ultrapassagens perigosas e agir com paciência em situações nas quais o deslocamento ocorra de forma mais lenta.

                        Pequenas atitudes de respeito podem evitar sinistros graves e contribuir para um ambiente mais seguro para todos.

                        Envelhecimento ativo também passa pela mobilidade

                        Ao lançar a cartilha “Tecendo o Cuidar”, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reforça uma mensagem que vai além dos aspectos jurídicos: envelhecer com dignidade significa preservar a autonomia, os direitos e a participação social da pessoa idosa.

                        Além das orientações voltadas à saúde física e mental, a publicação também reúne informações sobre direitos da pessoa idosa e apresenta os serviços públicos que integram a rede de proteção. Conforme o juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis, esse também é um dos objetivos do material.

                        “As pessoas idosas e seus familiares também podem obter informações sobre a rede de apoio fornecida pelo poder público, pelos órgãos municipais e estaduais. A cartilha fala sobre os Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREAS) e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Clínicas da Família, Centros Municipais de Saúde (CMS) e dos Centros de Atendimento de Atenção Psicossocial (CAPS). Além da própria Defensoria Pública e do Ministério Público, que ajuíza as medidas protetivas e as Ações Civis Públicas em prol das pessoas idosas”, destaca.

                        No trânsito, essa autonomia deve caminhar lado a lado com a segurança. Para especialistas, promover cidades mais acessíveis, incentivar hábitos saudáveis e respeitar as necessidades de quem envelhece são medidas fundamentais para garantir que a mobilidade continue sendo um instrumento de qualidade de vida e não um fator de risco.

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