Notícias
Como obter residência no exterior por investimento: guia para brasileiros
A volatilidade econômica brasileira tem levado cada vez mais investidores a buscar alternativas no exterior. Com o real flutuando em torno de 5,5 BRL por dólar em maio de 2026 e controles de capital cada vez mais rigorosos, obter uma residência internacional tornou-se mais do que uma questão de prestígio.
Trata-se de segurança familiar, planejamento sucessório e liberdade de movimento global. Mas navegar pelas dezenas de programas disponíveis pode ser confuso sem orientação adequada.
Este guia detalha exatamente como brasileiros podem obter residência no exterior através de investimento, quais programas fazem mais sentido para o perfil brasileiro, e o que esperar do processo em 2026.
Por Que Brasileiros Buscam Residência no Exterior?Brasileiros de alto patrimônio líquido—tipicamente com mais de US$ 1 milhão investível—vêm dos setores financeiro, imobiliário e de commodities. Três motivações principais os impulsionam:
Otimização fiscal através de tratados de dupla tributação. Portugal, Canadá e Itália oferecem acordos que permitem planejamento tributário estratégico sem necessariamente perder a residência fiscal brasileira.
Segurança familiar em meio aos desafios fiscais do Brasil. Ter um plano B significa acesso a sistemas de saúde e educação de qualidade mundial, além de maior estabilidade política e econômica.
Mobilidade global para negócios e lazer. A maioria dos programas de residência eventualmente leva à cidadania, garantindo viagens sem visto para dezenas de países.
Apesar do crescimento de 2% projetado para a economia brasileira em 2026, as altas taxas de juros e controles de capital continuam empurrando investidores para fora. O Banco Central exige declarações detalhadas para saídas acima de R$ 100 mil, adicionando camadas de burocracia que tornam o planejamento antecipado essencial.
Principais Programas de Residência por Investimento para BrasileirosNem todos os programas de residência são criados iguais. Alguns exigem presença física mínima, outros são mais rápidos, e os requisitos de investimento variam drasticamente.
Programas Europeus: Acesso à União EuropeiaPortugal Golden Visa continua sendo o favorito entre brasileiros. Com investimentos a partir de €250.000 em fundos culturais ou de investimento, o programa oferece residência renovável de cinco anos com apenas sete dias de presença anual necessários.
As mudanças de 2026 tornaram o caminho para cidadania mais longo—agora são sete anos para brasileiros—e os benefícios fiscais do regime NHR foram alterados após 2024. Ainda assim, o idioma português e os laços culturais mantêm Portugal no topo.
O processamento leva de 6 a 12 meses, e o custo total com taxas e consultoria gira em torno de US$ 300 mil ou R$ 1,65 milhão.
Grécia Golden Visa oferece uma alternativa mais acessível, começando em €250.000 para imóveis ou investimentos em startups. Em áreas de alta demanda, o mínimo sobe para €800.000, mas não há requisito de permanência.
A residência é renovável a cada cinco anos, com processamento de 3 a 6 meses. O custo de vida é cerca de 25% menor que São Paulo, tornando-a atrativa para famílias buscando realocação real.
Itália Golden Visa atrai investidores com opções variadas—€250.000 em startups inovadoras, €500.000 em empresas estabelecidas, ou €2 milhões em títulos governamentais. A permissão inicial de dois anos é renovável, com cidadania possível após dez anos.
Espanha, Malta e Chipre completam as opções europeias populares, cada uma com nuances específicas em termos de investimento e requisitos de permanência.
Programas Fora da Europa: Diversificação EstratégicaEmirados Árabes Unidos Golden Visa ganhou popularidade dramática desde 2024. Com AED 2 milhões (cerca de US$ 545.000 ou R$ 3 milhões) em imóveis ou investimento público, investidores obtêm residência de 5 a 10 anos sem requisito de permanência mínima.
A grande atração? Zero imposto de renda pessoal. O processamento leva apenas 1 a 3 meses, e famílias podem ser incluídas. O voo de São Paulo leva 14 horas, e o custo de vida é comparável a grandes capitais brasileiras.
Estados Unidos EB-5 requer US$ 800.000 em áreas de emprego direcionadas (TEAs) através de centros regionais. Com taxas adicionais de cerca de US$ 80.000, o investimento total chega a US$ 880.000 ou R$ 4,84 milhões.
O processo é significativamente mais longo—24 a 60 meses—mas resulta em green card permanente. Para brasileiros com negócios nos EUA ou filhos estudando lá, faz sentido estratégico.
Turquia oferece o programa mais rápido: cidadania em 6 a 12 meses por US$ 400.000 em imóveis (com retenção obrigatória de três anos). Não é apenas residência—é passaporte completo.
Malásia MM2H e programas caribenhos como Antigua completam o leque de opções, embora tenham menos apelo para brasileiros devido à distância cultural e linguística.
Quanto Custa e Como Funciona o InvestimentoOs investimentos aprovados variam amplamente. Imóveis são populares—€250.000 em Portugal ou Grécia—mas fundos de investimento e títulos governamentais também qualificam.
O retorno sobre investimento (ROI) varia de 2% a 5% ao ano, mais valorização potencial de imóveis. Mas o verdadeiro valor está na mobilidade e segurança que proporcionam.
Brasileiros enfrentam desafios específicos. O Banco Central exige registro RDE-IED para saídas acima de R$ 100 mil, certidões negativas de tributos, e verificação policial. A taxa de câmbio atual de ~5,5 BRL/USD torna o planejamento financeiro crucial.
A verificação de origem de fundos (due diligence) leva de 3 a 6 meses. Pagamentos estruturam-se como soma única ou parcelados, com IVA e impostos adicionais de 10% a 20% dependendo do país.
Trabalhar com consultores especializados em soluções de segundo passaporte e residência reduz significativamente erros e atrasos. Empresas como Global Residence Index e Vancis Capital têm relacionamentos diretos com órgãos governamentais, acelerando aprovações.
Processo de Aplicação: O Que Você Precisa SaberO processo típico segue quatro etapas principais:
1. Pré-triagem de fundos e documentos—Antes de investir qualquer centavo, uma avaliação inicial identifica problemas potenciais. Isso economiza meses e previne rejeições.
2. Investimento e aplicação via embaixada—Uma vez aprovado o pré-screening, o investimento é realizado e a aplicação formal submetida. Traduções certificadas são obrigatórias para todos os documentos brasileiros.
3. Biometria e aprovação governamental—Dependendo do país, comparecimento pessoal pode ser necessário para biometria. O governo então processa a aplicação.
4. Emissão do cartão de residência—Após aprovação, o cartão de residência é emitido. Em alguns casos, deve ser coletado pessoalmente.
Os prazos variam: Portugal leva 6-12 meses, UAE 1-3 meses, EB-5 até 60 meses. Especificidades brasileiras—como certificados CPF e declarações financeiras—adicionam 1-2 meses ao processo.
Taxas de sucesso com consultores profissionais excedem 90%. Tentar navegar o processo sozinho geralmente resulta em atrasos custosos ou rejeições.
Comparando as Melhores OpçõesPara brasileiros, cinco programas se destacam:
Portugal lidera por compatibilidade cultural e linguística. Apesar da cidadania agora levar sete anos, o acesso à União Europeia e tratados fiscais mantêm seu apelo.
UAE vence em eficiência fiscal com 0% de imposto de renda pessoal. Processamento rápido e sem requisito de permanência atraem empresários.
Grécia oferece o melhor custo-benefício com custo de vida 25% menor que São Paulo e investimento mínimo competitivo.
Turquia é imbatível em velocidade—cidadania completa em menos de um ano. Ideal para quem precisa de mobilidade urgente.
Itália atrai famílias buscando qualidade de vida europeia com múltiplas opções de investimento e eventual cidadania italiana.
Cada programa atende necessidades diferentes. Portugal para laços culturais, UAE para otimização fiscal, Grécia para realocação acessível, Turquia para urgência, e Itália para estilo de vida.
Próximos PassosObter residência no exterior por investimento não é apenas transação financeira—é decisão estratégica de vida que afeta gerações futuras. Com programas europeus vendo aplicações dobradas em 2026 e thresholds de investimento provavelmente aumentando em 2027, agir agora faz sentido.
O ponto de partida? Avaliação profissional da situação individual. Patrimônio líquido, objetivos familiares, necessidades fiscais e planos de negócios ditam qual programa serve melhor.
Consultores especializados como Global Residence Index conduzem essa avaliação, gerenciam relacionamentos governamentais e navegam especificidades brasileiras—controles de capital, documentação do Banco Central, e verificação de fundos.
Com mais de 500 clientes atendidos e taxa de aprovação de 100%, sua abordagem cliente-primeiro garante que brasileiros obtenham residência de forma eficiente e compatível com regulamentações locais.
A mobilidade global não é mais luxo—é necessidade estratégica. E 2026 é o momento de agir antes que programas endureçam requisitos ou aumentem investimentos mínimos.
The post Como obter residência no exterior por investimento: guia para brasileiros appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Guia para iniciantes de ARC Raiders: como realmente aobreviver às suas primeiras 10 incursões
Você vai morrer. Muito. Essa é a realidade de ARC Raiders, e quanto mais cedo você aceitar isso, mais rápido começará a melhorar. Este não é um shooter comum onde o respawn é instantâneo e perder não significa nada.
Cada incursão em ARC Raiders é uma aposta. Você entra com equipamentos, saqueia o que puder, enfrenta robôs assassinos e outros jogadores, depois tenta extrair antes de perder tudo. Cometeu um erro? Aquele loadout personalizado que você passou horas montando? Foi embora para sempre.
A boa notícia é que as mortes ensinam mais do que as vitórias. Depois de ver novos jogadores repetindo os mesmos erros nos últimos meses, certos padrões começam a aparecer. Alguns erros custam apenas uma raid. Outros atrasam dias inteiros do seu progresso.
Este guia vai ajudar você a evitar a curva de aprendizado dolorosa e começar a extrair loot em vez de entregá-lo para jogadores mais experientes.
A Regra de Ouro: Nunca Arrisque o Que Você Não Pode PerderÉ aqui que a maioria dos iniciantes falha de forma espetacular.
Eles entram usando seus melhores equipamentos, são destruídos imediatamente por uma patrulha de robôs ARC e perdem tudo. Depois disso, voltam à estaca zero, grindando loadouts gratuitos só para recuperar o que já tinham antes.
ARC Raiders oferece duas opções de loadout: kits patrocinados e builds personalizadas. Os loadouts patrocinados são gratuitos, mas vêm com equipamentos básicos. Você não perde nada ao morrer porque aquele equipamento nunca foi realmente seu.
Já os loadouts personalizados funcionam ao contrário. Tudo o que você leva permanece com você ao extrair, mas morrer significa perda permanente. Aquela build experimental de arma que você teorizou? Primeiro ela precisa provar seu valor usando equipamentos patrocinados.
Use kits patrocinados nas suas primeiras vinte incursões, no mínimo. Aproveite esse tempo para aprender os mapas, identificar pontos de extração e entender como os robôs patrulham as áreas. O equipamento é mediano, mas funcional, e o conhecimento que você ganha vale mais do que qualquer arma.
Depois de conseguir extrair com sucesso cinco vezes seguidas, aí sim você estará pronto para arriscar equipamentos personalizados. Mesmo assim, comece com builds baratas. Guarde os itens premium para quando conhecer o jogo de ponta a ponta.
Movimento Mantém Você Vivo Mais do Que PrecisãoAs mortes acontecem rápido em ARC Raiders. Em um momento você está saqueando um contêiner; no seguinte, já está olhando para a tela de morte tentando entender o que aconteceu.
Boa mira importa, mas movimentação importa ainda mais. Jogadores que tratam isso como Call of Duty morrem o tempo todo porque ficam parados, correm sem parar ou fazem barulho suficiente para revelar sua localização.
Agachar deve ser o seu estado padrão. Isso reduz o volume dos passos e dificulta que você seja visto em áreas escuras. Sua velocidade diminui, mas sua taxa de sobrevivência sobe drasticamente. Deixe a corrida apenas para emergências.
Aprenda o ciclo: aparecer, atirar, se abaixar e reposicionar. Saia da cobertura, dê alguns tiros, volte imediatamente para trás da proteção e mude de ângulo. Permanecer no mesmo lugar é uma sentença de morte. Movimentos previsíveis matam ainda mais rápido.
Esquivas e rolamentos têm funções diferentes. Use a esquiva quando estiver preso em campo aberto e precisar alcançar cobertura rapidamente. O rolamento funciona melhor para reposicionamento atrás de objetos ou para quebrar a linha de visão em esquinas.
Vidros e portas são armadilhas sonoras. Quebrar vidro ou abrir portas com violência anuncia sua posição exata para qualquer pessoa próxima. Procure rotas alternativas ou atravesse esses locais de forma lenta e cuidadosa.
A mecânica de troca de ombro permite espiar cobertura pelos dois lados sem expor o corpo inteiro. Pratique trocar de ombro no meio dos combates. No começo parece estranho, mas salva sua vida depois que você domina a técnica.
Seus Primeiros Pontos de Habilidade Definem TudoA árvore de habilidades em ARC Raiders é permanente. Você pode resetar os pontos, mas isso custa recursos que provavelmente ainda não possui. Escolha errado e ficará preso com vantagens fracas enquanto outros jogadores giram em círculos ao seu redor.
A maioria dos iniciantes investe primeiro em bônus de dano. Parece lógico, mas geralmente dá errado porque você morre antes que o dano faça diferença. Primeiro você precisa sobreviver o suficiente para usar esses bônus.
Comece pela árvore Conditioning. “Survivor’s Stamina” regenera energia mais rápido quando sua vida está baixa, permitindo escapar quando a luta sai do controle. “Used to the Weight” reduz drasticamente o peso do escudo, permitindo movimentação mais rápida enquanto você continua protegido.
Depois, vá para Mobility. “Marathon Runner” reduz o custo de stamina ao correr, “Youthful Lungs” aumenta sua barra de stamina e “Calming Stroll” permite regenerar stamina enquanto anda. Essas três perks transformam você de um alvo lento em alguém capaz de realmente se movimentar pelo mapa.
A árvore Survival completa o pacote. “Looter’s Instincts” acelera bastante a busca em contêineres, “Broad Shoulders” aumenta o espaço do inventário e “Security Breach” libera acesso a contêineres raros que a maioria dos jogadores nem consegue abrir.
Percebe algo nessas escolhas? Nenhuma perk de dano. Isso vem depois, quando você parar de morrer para erros básicos.
Robôs Funcionam Diferente dos JogadoresOs robôs ARC não são inimigos comuns de IA. Eles possuem mecânicas de penetração de armadura que tornam sua escolha de arma extremamente importante.
Cada arma possui um atributo chamado ARC Armor Penetration. Armas de baixa penetração, como a Kettle, mal arranham a armadura dos robôs. Elas funcionam bem no PvP, mas são inúteis contra inimigos mecânicos. Já opções de alta penetração, como Ferro ou Hullcracker, destroem robôs com eficiência.
Iniciantes desperdiçam centenas de munições atirando em robôs com armas erradas e depois se perguntam por que nada morre. Verifique os atributos da arma antes de entrar em combate. Se a penetração for baixa, evite robôs completamente ou recue até encontrar equipamento melhor.
Robôs destruídos derrubam Ark drivers e pods. Esses itens são essenciais para missões e upgrades da bancada de trabalho. Não ignore lutas contra robôs por completo — apenas escolha suas batalhas e leve o equipamento adequado.
Alguns jogadores chegam até a usar ferramentas como Battlelog’s hack indetectável de Arc Raiders com ESP para localizar patrulhas de robôs valiosas à distância, embora confiar apenas em habilidade e conhecimento de mapa sempre traga melhores resultados no longo prazo.
Conhecimento de Mapa Vale Mais do Que Qualquer Outra CoisaARC Raiders possui quatro mapas principais com elementos gerados proceduralmente. Os spawns são aleatórios, mas pontos de extração e marcos importantes permanecem consistentes.
Cada morte deve ensinar algo sobre o mapa. Onde os jogadores costumam acampar? Quais prédios têm o melhor loot? Qual é a rota mais rápida entre o spawn e a extração?
Em Blue Gate, Pilgrim’s Peak frequentemente gera itens tecnológicos e elétricos. Ancient Fort é focado em tecnologia e loot do velho mundo. Saber disso antecipadamente economiza tempo vagando sem direção.
Os pontos de extração possuem características diferentes. Raider Hatches são comuns, mas deixam você vulnerável durante a animação de extração. Cargo Elevators oferecem mais cobertura, porém têm disponibilidade limitada. Airshafts podem ser disputados por múltiplos esquadrões ao mesmo tempo.
O tutorial permite saquear tudo sem pressão de tempo. Não tenha pressa para terminar. Explore cada canto, aprenda os padrões de spawn de itens e acumule recursos antes de entrar em raids reais.
Saqueie com Inteligência, Não com DesesperoCada contêiner pesquisado concede XP, esteja vazio ou cheio. Isso significa que verificar tudo ajuda na progressão mesmo quando você não encontra nada.
Dito isso, o espaço do inventário é limitado e gerenciamento de ruído importa bastante. Abrir vinte contêineres em trinta segundos cria uma bolha sonora que chama atenção. Equilibre exploração detalhada com velocidade e furtividade.
Priorize itens de missão e materiais de crafting em vez de armas aleatórias que você nem pretende usar. Ark drivers para quests, recursos raros para upgrades da bancada e apenas armas compatíveis com sua build.
Outros jogadores são contêineres de loot ambulantes. Uma única eliminação pode render mais equipamentos do que vasculhar dez prédios. Mas lembre-se: eles pensam exatamente a mesma coisa sobre você.
Considerações Finais Sobre Permanecer VivoARC Raiders pune agressividade e recompensa paciência. Os jogadores que extraem consistentemente não são necessariamente aqueles com a melhor mira ou os reflexos mais rápidos.
São aqueles que sabem quando lutar, quando se esconder e quando abandonar loot porque o risco não vale a recompensa. São jogadores que morreram vezes suficientes para reconhecer situações perigosas antes que elas saiam do controle.
Suas primeiras dez incursões vão parecer caóticas e esmagadoras. Você cometerá erros, perderá equipamentos que não deveria ter arriscado e talvez se pergunte se algum dia conseguirá extrair com sucesso. Isso é normal. Todo mundo passa por isso.
Por volta da raid vinte, padrões começam a surgir. Na raid cinquenta, você vai se perguntar como certas situações já pareceram difíceis algum dia. Continue usando kits patrocinados, acumule recursos lentamente e resista à tentação de apostar tudo em uma única incursão.
Os melhores raiders não são aqueles que nunca morrem.
São aqueles que aprendem com cada morte e passam a morrer cada vez menos.
The post Guia para iniciantes de ARC Raiders: como realmente aobreviver às suas primeiras 10 incursões appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Golpe do free flow explode no Brasil e já foram identificados mais de 400 sites falsos de pedágio
O avanço do sistema de pedágio eletrônico sem cancela, conhecido como free flow, também abriu espaço para um novo tipo de golpe ou fraude digital que vem preocupando especialistas em segurança e usuários das rodovias brasileiras.
Segundo levantamento da Kaspersky, mais de 400 sites falsos relacionados ao pagamento de pedágios eletrônicos foram identificados desde o início de 2026. O número representa uma escalada significativa do chamado “Golpe do Free Flow”, que utiliza páginas fraudulentas para enganar motoristas e desviar pagamentos via PIX.
Em fevereiro, a própria empresa já havia alertado sobre campanhas semelhantes envolvendo cerca de 50 domínios falsos. Agora, o esquema ganhou escala muito maior.
Como funciona o golpe do pedágio eletrônicoDe acordo com os pesquisadores, a fraude normalmente começa quando o motorista procura na internet formas de consultar ou quitar débitos de pedágio eletrônico.
Os criminosos utilizam anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais para atrair vítimas. Ao clicar nos links, o usuário é direcionado para páginas que imitam sistemas oficiais de pagamento.
Nesses sites, basta inserir a placa do veículo para que apareça um suposto débito pendente.
Para aumentar a credibilidade da fraude, os golpistas exibem informações reais do automóvel e cobram valores baixos, semelhantes aos praticados em pedágios legítimos.
A vítima, acreditando estar regularizando a situação, realiza o pagamento — geralmente por PIX.
No entanto, o dinheiro é transferido para contas de terceiros, conhecidas como “laranjas”, dificultando rastreamento e recuperação dos valores.
Crescimento rápido preocupa especialistasDe acordo com Fabio Assolini, pesquisador-chefe da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, o crescimento acelerado da fraude indica uma operação estruturada e altamente escalável.
“O que observamos no caso do Golpe do Free Flow é uma evolução rápida e estruturada da fraude digital. Em poucos meses, os criminosos passaram de dezenas para centenas de domínios falsos, o que indica uma operação altamente escalável e provavelmente automatizada.”
Ainda conforme o especialista, os criminosos aproveitam justamente o desconhecimento da população sobre novos sistemas digitais.
“Eles combinam engenharia social, uso de dados reais de veículos e anúncios patrocinados para aumentar a taxa de conversão dos golpes. Esse tipo de campanha tende a acompanhar a adoção de novos serviços digitais, explorando justamente momentos de transição e desconhecimento do público”, afirmou.
Free flow ainda gera dúvidas entre motoristasO sistema free flow vem sendo implantado gradualmente em rodovias brasileiras e substitui as tradicionais praças de pedágio por pórticos eletrônicos que identificam automaticamente os veículos em movimento.
No entanto, especialistas já alertavam para problemas relacionados à falta de padronização nacional, dificuldade de comunicação com usuários e proliferação de golpes digitais ligados ao pagamento das tarifas.
Além da confusão sobre prazos e formas de pagamento, muitos motoristas ainda desconhecem quais são os canais oficiais de cobrança utilizados pelas concessionárias.
Esse cenário acaba sendo explorado por criminosos.
Como se proteger do golpe do free flowA Kaspersky recomenda alguns cuidados para evitar cair nesse tipo de fraude:
- desconfiar de anúncios patrocinados relacionados a pagamento de pedágio;
- acessar diretamente os sites oficiais das concessionárias;
- verificar se o endereço eletrônico pertence realmente à empresa responsável pela rodovia;
- conferir os dados do recebedor antes de realizar pagamentos via PIX;
- evitar pagamentos destinados a pessoas físicas;
- utilizar soluções de segurança digital e antivírus nos dispositivos.
Especialistas também orientam que motoristas consultem exclusivamente os canais oficiais das concessionárias ou aplicativos reconhecidos para verificar cobranças relacionadas ao pedágio eletrônico.
The post Golpe do free flow explode no Brasil e já foram identificados mais de 400 sites falsos de pedágio appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Câmara aprova MP da renovação automática da CNH com volta de exames médicos obrigatórios
A Câmara dos Deputados aprovou ontem (7) a Medida Provisória 1.327/25, que cria a possibilidade de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), conhecido como cadastro positivo de condutores.
Apesar de o texto prever facilidades para condutores sem infrações, a proposta aprovada manteve a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental e da avaliação psicológica nos casos previstos em lei. A medida segue agora para análise do Senado Federal.
A proposta faz parte do conjunto de mudanças que o governo federal vem promovendo na legislação de trânsito e no sistema de habilitação brasileiro, com foco em digitalização, simplificação de processos e redução de custos administrativos.
Renovação automática valerá para motoristas sem infraçõesO benefício será destinado aos motoristas cadastrados no RNPC, programa criado para reconhecer condutores que não cometeram infrações sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses.
Atualmente, o cadastro positivo já prevê vantagens como descontos em pedágios, seguros, estacionamentos e tributos.
Com a aprovação da MP na Câmara, o sistema poderá também permitir a renovação automática da CNH para esses condutores.
O texto aprovado pelos deputados é a versão apresentada pelo senador Renan Filho, relator da comissão mista responsável pela análise da medida provisória.
Segundo o parecer aprovado, a proposta busca modernizar procedimentos ligados à habilitação de condutores no País.
“As mudanças representam um importante avanço no processo de modernização, racionalização e redução de custos associados ao sistema brasileiro de habilitação de condutores”, afirmou Renan Filho no relatório aprovado.
Exames médicos continuam obrigatóriosUm dos pontos que mais chamaram atenção durante a tramitação da MP foi a manutenção dos exames de aptidão física e mental para todos os condutores, além da avaliação psicológica nas situações já previstas pela legislação.
O texto determina ainda que os valores cobrados pelos exames deverão seguir preço único nacional, definido por órgão de trânsito da União.
Além disso, a atualização anual dos valores deverá considerar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A manutenção dos exames representa uma mudança importante em relação às discussões iniciais envolvendo a renovação automática da CNH, já que havia dúvidas sobre a possibilidade de dispensa dessas etapas.
Emissão da CNH ocorrerá em formato físico ou digitalA medida provisória aprovada também traz alterações relacionadas ao formato da Carteira Nacional de Habilitação.
Pela proposta, o condutor poderá escolher entre a emissão física ou digital do documento.
Hoje, a CNH Digital já está disponível em todo o País por meio de aplicativos oficiais, mas o texto reforça o direito de escolha do motorista em relação ao formato do documento.
Medida ainda precisa passar pelo SenadoComo a Câmara aprovou um texto com alterações em relação à versão original que o Poder Executivo enviou, a MP ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de seguir para sanção presidencial.
Caso se aprove o texto sem novas mudanças, as novas regras poderão ser incorporadas ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A proposta integra um cenário mais amplo de transformações recentes nas normas de trânsito e habilitação no Brasil, marcado por debates sobre simplificação de processos, digitalização de serviços e impactos dessas mudanças na formação e na fiscalização de condutores.
Com informações da Agência Câmara
The post Câmara aprova MP da renovação automática da CNH com volta de exames médicos obrigatórios appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Maio Amarelo 2026: por que “Enxergar o outro” virou tema da campanha
O Maio Amarelo 2026 chega neste ano com uma mensagem direta e necessária: enxergar o outro pode salvar vidas. Em um país ainda marcado por altos índices de mortes e lesões no trânsito, a campanha aposta em algo simples na teoria, mas cada vez mais raro na prática: atenção genuína ao próximo.
A escolha do tema não aconteceu por acaso. O trânsito brasileiro convive diariamente com pressa, distração, impaciência e excesso de individualismo. Em muitas situações, o problema não é falta de visão, e sim falta de percepção.
Motoristas veem a faixa, mas não param para o pedestre. Enxergam a moto, mas mudam de faixa mesmo assim. Notam a bicicleta, mas passam raspando. Sabem do limite de velocidade, mas aceleram porque acreditam que “não vai acontecer nada”.
O verdadeiro significado da campanhaQuando o Maio Amarelo fala em enxergar o outro, a proposta vai além do sentido literal. O foco está em reconhecer que o trânsito é coletivo e que toda decisão individual afeta terceiros.
Cada freada brusca, cada ultrapassagem indevida, cada mensagem respondida no celular e cada gesto agressivo podem atingir alguém que sequer participou daquela escolha.
Na prática, a campanha convida a uma mudança de postura:
- sair do modo automático;
- reduzir atitudes egoístas;
- antecipar riscos;
- respeitar vulneráveis;
- dirigir com empatia;
- compreender que chegar alguns minutos antes nunca vale uma vida.
Boa parte dos conflitos viários nasce da falsa sensação de prioridade absoluta. Muitos condutores se comportam como se os demais fossem obstáculos, e não pessoas.
Isso aparece em cenas comuns:
- veículo parado sobre faixa de pedestres;
- estacionamento em calçada;
- avanço para “fechar” cruzamento;
- buzina como intimidação;
- ultrapassagem perigosa para ganhar segundos;
- disputa de espaço com motociclistas;
- hostilidade contra ciclistas.
São comportamentos normalizados, mas que ajudam a explicar por que o trânsito segue tão violento.
O celular resume esse problemaSe existe um símbolo moderno da incapacidade de enxergar o outro, ele está na palma da mão. O uso do celular ao volante reúne distração visual, manual e mental.
Mesmo poucos segundos olhando para a tela podem impedir a percepção de:
- uma criança atravessando;
- uma moto surgindo no corredor;
- um veículo freando à frente;
- um semáforo fechando;
- um ciclista desviando de obstáculo.
Em muitos sinistros, o problema não foi falta de reflexo. Foi falta de atenção.
Quem mais sofre quando ninguém enxerga ninguémAs consequências recaem principalmente sobre os usuários mais vulneráveis do sistema viário.
PedestresDependem da prudência alheia para atravessar com segurança.
MotociclistasEstão mais expostos a colisões laterais, pontos cegos e fechadas.
CiclistasPrecisam dividir espaço com veículos maiores em ambiente muitas vezes hostil.
Idosos, crianças e PCDsExigem mais tempo, previsibilidade e respeito.
Celso Mariano: convivência também se aprendeConforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o tema de 2026 acerta ao tratar o trânsito como relação humana, e não apenas técnica de direção.
“Muita gente sabe acelerar, frear e estacionar, mas não aprendeu a conviver no trânsito. Segurança viária depende de perceber que há vidas ao redor o tempo todo”, afirma.
De acordo com ele, campanhas educativas precisam combater a cultura da pressa e da indiferença. “O maior erro é pensar apenas no próprio trajeto. Quando cada pessoa age assim, todos ficam em risco.”
Também cabe às cidades enxergar o cidadãoA mensagem vale igualmente para o poder público. Não basta pedir empatia do condutor se a infraestrutura ignora quem circula a pé, de bicicleta ou em transporte coletivo.
Enxergar o outro, na prática urbana, significa investir em:
- calçadas acessíveis;
- travessias seguras;
- velocidades compatíveis;
- sinalização eficiente;
- ciclovias conectadas;
- fiscalização consistente;
- desenho viário que reduza erros fatais.
O Maio Amarelo 2026 lembra que grandes transformações começam em atitudes pequenas: esperar, dar passagem, reduzir velocidade, guardar o celular, respeitar a travessia e conter a agressividade.
“No trânsito, enxergar o outro não é gentileza. É responsabilidade”, conclui Mariano.
The post Maio Amarelo 2026: por que “Enxergar o outro” virou tema da campanha appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
A fúria que mata: tragédia em BH expõe a negligência da saúde mental no trânsito brasileiro
A imagem de um soco que encerra uma vida em plena via pública de Belo Horizonte não é apenas o registro de um crime, mas também escancara o sintoma de uma crise comportamental que desafia a segurança viária. O episódio ocorre simultaneamente à abertura do Maio Amarelo, cujo tema deste ano pede que a sociedade desacelere. Para especialistas em psicologia do trânsito, o evento revela que o “jeitinho” e a impaciência escalaram para uma agressividade em que o veículo e as interações nas ruas tornaram-se válvulas de escape para conflitos internos. Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, 90% dos sinistros são provocados por comportamento ou falha humana.
Para a psicóloga e presidente da ACTRANS-MG, Adalgisa Lopes, o país paga hoje o preço de tratar a saúde mental como um fator secundário. Ela pontua que, para a maioria, a única avaliação psicológica ocorre ao tirar a CNH, o que cria um cenário de “laudo vitalício” que ignora a natureza dinâmica das emoções humanas.
“A nossa saúde mental pode mudar de um momento para o outro. Se ela está prejudicada, o foco e a capacidade de julgamento de risco somem, dando lugar à agressividade e à desobediência. O que vimos em Belo Horizonte foi o colapso do controle inibitório, a função cerebral que deveria frear comportamentos impulsivos em situações de estresse. Sem avaliações periódicas, estamos permitindo que motoristas emocionalmente instáveis assumam o volante todos os dias”, afirma Lopes.
Pesquisa realizada pela plataforma Preply apontou que 73,6% dos brasileiros relataram ter presenciado ou participado de agressões verbais no trânsito.Especialistas alertam que comportamentos agressivos, como ultrapassagens perigosas e brigas entre motoristas, aumentam significativamente o risco. O vice-presidente da entidade, Carlos Luiz Souza, destaca que a desatenção e a irritação, provocadas pela sobrecarga de tarefas e pelo tempo excessivo de deslocamento, transformam os motoristas em “bombas-relógio”. “O problema no trânsito é sempre ‘o outro’, mas a solução reside no autocontrole individual. A imprudência de terceiros é o maior motivo de irritação, mas reagir a provocações é o caminho mais curto para a tragédia. A recomendação técnica é clara: pratique a tolerância e a gentileza”, orienta Souza.
A diretora da ACTRANS-MG, Giovanna Varoni, reforça que o Maio Amarelo propõe uma mudança de ritmo que vai além da velocidade do velocímetro. Segundo ela, a mente sobrecarregada pelo excesso de informações e pela ansiedade, que aumenta em 20% as chances de acidentes, precisa aprender a se desconectar para preservar vidas.
“Desacelerar é um exercício de respeito à vida. Quando o condutor transforma o carro em uma extensão do próprio estado emocional para descarregar tensões, o risco de colisão ou de um conflito fatal é iminente. A segurança viária depende de políticas públicas que integrem o cuidado psicológico contínuo como pilar fundamental, e não apenas como um trâmite burocrático de uma única vez”, conclui Varoni.
A ciência do trânsito é enfática: fatores humanos são responsáveis por 90% dos sinistros no Brasil. Em um cenário em que a desatenção responde por parte do motivo de mortes, o monitoramento da saúde mental dos motoristas deixa de ser uma questão clínica para se tornar uma emergência de segurança pública.
The post A fúria que mata: tragédia em BH expõe a negligência da saúde mental no trânsito brasileiro appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Corredor de moto: permitido ou perigoso? Entenda o que a lei diz e por que especialistas fazem alerta
A cena é cotidiana nos grandes centros urbanos: trânsito lento, filas de veículos e motociclistas avançando entre os carros. Mas afinal, andar no chamado “corredor de moto” é permitido? A resposta não é tão simples quanto parece — e passa, principalmente, pelo comportamento do condutor.
Embora o Código de Trânsito Brasileiro não proíba expressamente essa prática, especialistas alertam: a forma como ela é realizada pode transformar uma situação comum em risco elevado de acidente — e até em infração.
O que a legislação realmente permiteDiferente do que muitos acreditam, não existe no Brasil uma regra que proíba o motociclista de circular entre veículos. O próprio material educativo da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) reconhece essa possibilidade, desde que sejam respeitados princípios básicos de segurança.
Na prática, isso significa que o motociclista deve manter distância lateral e frontal adequada, considerando fatores como velocidade da via, condições do trânsito e comportamento dos outros veículos.
Ou seja: não é a posição da moto entre os carros que define a irregularidade — é a forma como o condutor executa a manobra.
Quando o corredor deixa de ser permitidoO ponto crítico está no comportamento. A legislação é clara ao exigir condução segura em qualquer situação.
O próprio Código de Trânsito Brasileiro prevê, no artigo 192, infração grave para quem deixa de guardar distância de segurança lateral e frontal. Isso inclui situações típicas do corredor, como:
- passar “raspando” retrovisores;
- forçar espaço entre veículos;
- circular sem margem de escape;
- avançar enquanto o fluxo começa a ganhar velocidade.
Nesses casos, o problema não é estar no corredor — é transformar a manobra em risco.
Impacto direto na segurança viáriaA discussão sobre o corredor de moto vai além da legalidade. Trata-se de um tema diretamente ligado à segurança viária, especialmente em um país onde motociclistas estão entre as principais vítimas do trânsito.
De acordo com o especialista e diretor do Portal do Trânsito Celso Mariano, a prática exige um nível de atenção e responsabilidade muito maior do que muitos condutores imaginam.
“O corredor pode até contribuir para a fluidez do trânsito, mas ele cobra um preço alto quando é usado sem critério. A margem de erro é praticamente zero. Qualquer decisão equivocada vira sinistro de trânsito”, afirma.
Ele reforça que o problema está na banalização da prática. “Muitos motociclistas tratam o corredor como regra, quando na verdade deveria ser exceção e sempre condicionado à segurança. O risco aumenta muito quando há pressa ou excesso de confiança”, completa.
Fluidez do trânsito x risco de sinistrosUm dos argumentos mais comuns em defesa do corredor é o ganho de fluidez. De fato, a circulação de motos entre carros pode reduzir congestionamentos, especialmente em vias urbanas.
No entanto, esse benefício não pode ser analisado isoladamente.
Quando realizada sem critérios, a prática aumenta o risco de colisões laterais, quedas e acidentes envolvendo mudança de faixa — situações frequentes no trânsito urbano.
Além disso, há um fator comportamental importante: motoristas muitas vezes não esperam a passagem de motocicletas entre os veículos, o que amplia o risco de conflitos.
O que o motociclista deve considerar antes de usar o corredorPara reduzir riscos, o condutor precisa avaliar constantemente o cenário. Entre os pontos essenciais estão:
- velocidade do trânsito (quanto mais rápido, maior o risco);
- espaço disponível entre veículos;
- possibilidade de abertura de portas ou mudança de faixa;
- condições climáticas e visibilidade;
- atenção dos demais condutores.
Mais do que uma escolha de trajeto, o corredor exige leitura contínua do ambiente.
Mais do que permitido, precisa ser seguroO debate sobre o corredor de moto costuma girar em torno da pergunta “pode ou não pode”. Mas essa é apenas parte da discussão. Na prática, a questão mais importante é outra: em quais condições isso é seguro?
O especialista Celso Mariano resume bem esse ponto.
“No trânsito, não basta estar dentro da lei. É preciso agir de forma segura. E no caso do corredor, a diferença entre uma condução adequada e um acidente pode ser questão de centímetros.”
Um alerta para todos no trânsitoO corredor de moto não é apenas responsabilidade do motociclista. Motoristas também precisam estar atentos, evitar mudanças bruscas de faixa e sinalizar corretamente suas intenções.
A convivência segura no trânsito depende de comportamento coletivo — e não apenas de regras.
Em um cenário de alto número de sinistros envolvendo motos no Brasil, qualquer decisão no trânsito precisa ser pensada com foco na preservação da vida.
The post Corredor de moto: permitido ou perigoso? Entenda o que a lei diz e por que especialistas fazem alerta appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Congresso altera MP da renovação automática da CNH e volta com exame médico
A Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira o parecer da Medida Provisória 1.327/25, que altera regras relacionadas à Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto manteve boa parte da proposta original do governo, mas trouxe uma mudança importante: a retomada da exigência de exame de aptidão física e mental para renovação da habilitação.
A MP havia sido editada pelo governo federal prevendo a renovação automática da CNH para motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), o chamado Cadastro de Bom Condutor, sem necessidade de exames médico e psicológico.
No entanto, durante a tramitação no Congresso, o relator da matéria, o senador Renan Filho, acolheu parcialmente uma emenda apresentada pelo senador Dr. Hiran e decidiu manter a obrigatoriedade do exame médico na renovação da carteira.
Com isso, a renovação automática prevista no texto passa a dispensar apenas a realização da avaliação psicológica para os motoristas enquadrados nos critérios do RNPC.
Texto sofreu poucas alteraçõesApesar da mudança relacionada aos exames, a avaliação predominante entre especialistas é de que o relatório preservou quase integralmente a estrutura original da medida provisória.
De acordo com Julyver Modesto, especialista em legislação de trânsito, o relator praticamente manteve o texto enviado pelo governo.
“Quem acompanha o processo legislativo não se surpreendeu. O texto original estava consolidado, e o relator não abriu espaço para mudanças nem inclusões de outros assuntos”, afirmou o especialista em suas redes sociais.
Conforme o especialista, das 221 emendas apresentadas, praticamente todas foram rejeitadas.
“Jabutis” ficaram de foraAinda segundo Modesto, 98 emendas foram barradas por falta de pertinência temática, tentativa conhecida no Congresso como inclusão de “jabutis” — assuntos sem relação direta com a proposta principal.
“Tentaram aproveitar a MP para enfiar matérias completamente estranhas ao tema. A velha tática do jabuti: entra escondido num texto alheio, sem passar pelo processo legislativo regular”, explicou.
As demais emendas acabaram rejeitadas após análise de mérito pelo relator.
O que permanece na MPMesmo com a retomada do exame médico obrigatório, diversos pontos da proposta original foram mantidos. Entre eles:
- CNH física passa a ser opcional, permitindo ao motorista optar apenas pela versão digital;
- possibilidade de renovação simplificada para condutores inscritos no RNPC;
- dispensa da avaliação psicológica em determinados casos;
- criação de teto nacional para os valores de exames médicos e psicológicos, que a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) definirá, com reajuste anual pelo IPCA.
A MP também mantém medidas relacionadas à digitalização dos serviços de trânsito e à integração de sistemas ligados à habilitação.
Próximos passosCom a aprovação na Comissão Mista, o texto segue agora para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
A MP 1.327/25 perde validade em 19 de maio de 2026 caso não haja a aprovação pelo Congresso até essa data.
The post Congresso altera MP da renovação automática da CNH e volta com exame médico appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Uber permitirá pedir corrida direto pelo Claude sem abrir o aplicativo
A possibilidade de pedir uma corrida sem sequer abrir o aplicativo da Uber pode parecer apenas mais uma facilidade tecnológica. Mas, nos bastidores, a novidade revela uma mudança importante na forma como plataformas de mobilidade pretendem alcançar os usuários nos próximos anos.
A integração anunciada entre a Uber e o Claude — ferramenta de inteligência artificial da empresa Anthropic — permite que usuários consultem preços, estimem tempo de chegada e solicitem viagens diretamente dentro da conversa com a IA, sem precisar alternar entre aplicativos.
Na prática, a novidade encurta etapas do processo e leva o serviço para o ambiente em que o usuário já está tomando decisões. A funcionalidade utiliza os chamados connectors, sistema de integração do Claude com aplicativos e serviços externos.
A estratégia, porém, vai além da conveniência.
Disputa pelos canais digitaisO movimento mostra que empresas de transporte por aplicativo passaram a enxergar que depender exclusivamente do próprio app pode limitar alcance e competitividade.
Executivos da Uber já sinalizaram essa visão ao comentar a novidade. O CTO Praveen Neppalli Naga destacou o uso frequente das ferramentas da Anthropic pelos engenheiros da empresa. Já o vice-presidente de produto Amit Fulay resumiu a estratégia ao afirmar que a intenção é levar o serviço “para onde a decisão está sendo tomada”.
Ou seja: em vez de esperar que o usuário abra o aplicativo, a plataforma busca estar presente nos ambientes digitais onde a necessidade surge — seja em uma conversa com IA, em aplicativos parceiros ou até em plataformas de delivery.
Uber já vinha ampliando presença fora do próprio appEssa não é a primeira experiência da Uber com inteligência artificial generativa. Em 2025, a empresa já havia iniciado testes de integração com o OpenAI por meio do ChatGPT.
Além disso, no Brasil, a empresa também expandiu sua atuação ao integrar serviços ao iFood, reforçando uma tendência observada no setor de mobilidade: os aplicativos deixam de ser a única porta de entrada para os serviços.
Conforme Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo da empresa Machine, o cenário mostra uma disputa crescente por presença digital.
“A Uber entendeu muito bem que ganha o jogo quem tem os maiores e melhores canais de distribuição. O aplicativo Uber é um ótimo e gigantesco canal para eles distribuírem seus serviços, mas ela sabe que não é e nem pode ser o único e, por isso, vai fazendo parcerias como com as IAs generativas, com o iFood no Brasil e assim por diante”, destaca.
A Machine foi a responsável pelas informações e análise sobre a estratégia de distribuição adotada pelas plataformas.
Interior do país ainda depende de canais tradicionaisEnquanto gigantes da tecnologia apostam em IA e integração digital, aplicativos regionais continuam utilizando canais mais tradicionais para atender públicos que ainda têm dificuldade com aplicativos ou serviços online.
De acordo com Guahy, muitas empresas locais mantêm atendimento via telefone, WhatsApp e até estruturas físicas para solicitação de corridas.
“Aplicativos regionais seguem operando callcenter para atender um público que ainda não se digitalizou. É uma situação curiosa olhando de fora, mas as pessoas vão até a sede dessas empresas para solicitar um veículo.”
Ele cita como exemplo o aplicativo regional Cevi, do interior de São Paulo, que passou a oferecer totens e soluções semelhantes a “orelhões” em condomínios para permitir a solicitação de viagens 24 horas por dia.
O que muda para o usuárioPara o passageiro, a principal mudança é a redução de etapas até a contratação do serviço. Em vez de abrir o aplicativo, pesquisar endereço e confirmar dados manualmente, parte desse processo poderá acontecer de forma conversacional dentro de sistemas de IA.
A tendência acompanha um movimento mais amplo de integração entre mobilidade, inteligência artificial e plataformas digitais.
Ao mesmo tempo, especialistas apontam que o avanço dessas integrações também levanta debates sobre privacidade de dados, dependência de grandes ecossistemas tecnológicos e concentração de serviços em poucas plataformas digitais.
No fim, a corrida não é apenas pelo passageiro — mas pelo espaço digital onde ele toma suas decisões.
The post Uber permitirá pedir corrida direto pelo Claude sem abrir o aplicativo appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Maio Amarelo: vítimas de acidentes de trânsito têm até três anos para buscar indenização
Ninguém está preparado para lidar com as consequências de um acidente de trânsito. Em muitos casos, os prejuízos ultrapassam os danos materiais e passam a afetar diretamente a saúde, a renda e a rotina da vítima. Nesse sentido, o Maio Amarelo, campanha anual de conscientização sobre segurança no trânsito, reforça a importância da prevenção e orientação sobre como agir após um acidente e quais direitos podem ser reivindicados.
Quem tem o dever de indenizar?Quando um acidente acontece, a principal dúvida é quem deve responder pelos prejuízos. Conforme o especialista em Responsabilidade Civil, Dr. Luiz Heitor Boschirolli, do escritório Boschirolli e Gallio Advogados Associados, a regra geral está no Código Civil: “Quem causa dano a outra pessoa, por ação ou omissão, tem o dever de reparar.”
A responsabilidade é do motorista que causou o sinistro, mas há exceções. “Se você empresta seu carro para alguém e essa pessoa causa um acidente, você responde junto”, explica o especialista.
O dever também pode alcançar empregadores, empresas de transporte de passageiros, e o poder público.
“Em acidente ocorrido durante o horário de expediente, a responsabilidade pode ser do empregador. Se envolver ônibus, táxi ou aplicativo, a responsabilidade da empresa ou do prestador do serviço costuma ser mais rigorosa. E, se o problema estiver nas condições da via, podem responder o município, o estado ou a concessionária responsável”, esclarece.
Tipos de indenizaçãoOs acidentes de trânsito podem gerar diferentes tipos de indenização, conforme as consequências para a vítima ou a família. Em casos de óbito causado por outro motorista, os familiares podem ter direito a pensão mensal, reembolso de despesas com funeral e indenização por dano moral. “A lei e os tribunais reconhecem como beneficiários o cônjuge ou companheiro, os filhos menores, geralmente até os 25 anos, e os pais, quando dependiam financeiramente do filho falecido”, esclarece Dr. Luiz Heitor Boschirolli.
Quando o acidente deixa sequelas que afetam a capacidade de trabalho, também pode haver direito ao auxílio financeiro, conforme o grau de limitação. “Se a incapacidade for total, a pensão pode corresponder ao salário integral que a vítima recebia. Se for parcial, o valor é proporcional à redução da capacidade de trabalho”, explica o especialista. Trabalhadores autônomos, informais e trabalhadores domésticos também podem ter direito, desde que comprovem a perda da habilidade produtiva.
O dano moral envolve sofrimento e abalo emocional, em casos como internações, cirurgias, sequelas, dor crônica, limitações, trauma psicológico ou perda de familiar.
“Não existe uma tabela fixa para esse tipo de indenização. O juiz analisa cada caso, levando em conta a gravidade do ocorrido, a condição econômica das partes e o caráter pedagógico da indenização”, ressalta.
Já o dano estético ocorre quando há alteração permanente na aparência física, como cicatrizes, queimaduras visíveis, deformidades, amputações ou mudanças na postura e na forma de caminhar. “O primeiro compensa o sofrimento e o trauma. Já o dano estético compensa a marca externa, visível e permanente deixada pelo acidente”, explica Boschirolli.
Também podem ser cobrados danos emergentes, como conserto do veículo, despesas médicas, medicamentos, fisioterapia, transporte alternativo, cuidador, adaptações, próteses e equipamentos de reabilitação. “Tudo aquilo que saiu do bolso da vítima em razão do acidente pode ser cobrado, desde que seja comprovado”, afirma o advogado. Já os lucros cessantes correspondem ao que a vítima deixou de ganhar. Por isso, a orientação é guardar notas fiscais, recibos, prescrições médicas e comprovantes de transporte”, orienta.
Prazos para acionar a JustiçaEm acidentes de trânsito, o prazo varia conforme o caso. “A vítima tem, em regra, três anos para buscar indenização contra o causador do acidente. Esse prazo começa a contar da data do ocorrido”, destaca o advogado.
“Para acionar a seguradora do próprio veículo, o tempo costuma ser de um ano. Já em casos envolvendo falhas do poder público, como buracos na pista ou sinalização inadequada, o prazo pode ser de cinco anos”, completa.
Em caso de falecimento, os familiares também devem observar o prazo para pedir pensão e indenização por dano moral. Para indenizar menores de idade presentes no acidente, sem culpa, o prazo para buscar seus próprios direitos só começa a contar a partir dos 16 anos.
“Quanto mais cedo a pessoa procura orientação, mais fácil é reunir provas, documentos e construir um caso sólido”, finaliza Luiz Heitor Boschirolli.
The post Maio Amarelo: vítimas de acidentes de trânsito têm até três anos para buscar indenização appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Piso seco ou molhado: como a pista interfere nos pneus e na segurança ao volante
Quem dirige sabe que uma viagem pode começar sob sol forte e, poucos quilômetros depois, seguir sob chuva intensa. Essa alternância entre pista seca e molhada influencia diretamente o comportamento do veículo e exige atenção redobrada dos motoristas.
As condições do pavimento impactam aderência, estabilidade, frenagem e capacidade de controle. Nesse cenário, o estado dos pneus se torna fator decisivo para a segurança viária, já que eles representam o único ponto de contato entre o veículo e o solo.
Entender como o carro reage em diferentes superfícies ajuda a prevenir riscos e permite uma condução mais segura no dia a dia.
Em pista seca, aderência costuma ser maiorNo asfalto seco, os pneus tendem a ter maior área de contato com o solo. Isso favorece a aderência, melhora a estabilidade do veículo e contribui para frenagens mais eficientes. Mesmo em condições consideradas ideais, porém, o motorista não deve descuidar da manutenção.
Conforme Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone, em piso seco, o pneu trabalha com máxima aderência. “Já no molhado, ele precisa escoar a água para manter o contato com a pista. Se o pneu, único ponto de contato entre o veículo e o solo, não estiver em boas condições, essa capacidade é reduzida e o risco de perda de controle aumenta”, explica.
Além disso, temperaturas elevadas e longos deslocamentos podem acelerar o desgaste da borracha.
Calibragem correta evita desgaste e melhora desempenhoOutro cuidado importante em piso seco é a calibragem. Pressão inadequada pode comprometer estabilidade, aumentar consumo de combustível e gerar desgaste irregular.
De acordo com Ayala, a calibragem correta é fundamental em qualquer condição. “Em trajetos mais longos, o aquecimento natural do pneu aumenta, e qualquer variação de pressão fora do recomendado pode intensificar o desgaste e comprometer o desempenho”, diz.
A recomendação é verificar a pressão com os pneus frios, antes de rodar ou após pelo menos três horas com o veículo parado.
Pista molhada aumenta risco de aquaplanagemQuando a pista está molhada, o cenário muda de forma significativa. A água reduz a área de contato entre pneu e solo, aumenta a distância de frenagem e exige que os sulcos da banda de rodagem funcionem corretamente para escoar a lâmina d’água.
Se esses sulcos estiverem desgastados, cresce o risco de aquaplanagem — situação em que o pneu perde contato com a pista e o motorista pode perder o controle do veículo.
Conforme Ayala, os sulcos têm a função de escoar a água. “Quando estão desgastados, essa capacidade diminui e aumenta o risco de aquaplanagem, que é quando o pneu perde totalmente o contato com a pista”.
Quando trocar os pneus?O limite legal de desgaste no Brasil é de 1,6 mm, indicado pelas marcações TWI presentes nos pneus.
Ainda assim, a recomendação é acompanhar o estado da banda de rodagem regularmente e considerar a substituição antes de atingir esse nível, especialmente para quem trafega frequentemente em regiões chuvosas.
Mudanças rápidas exigem reação imediataUm erro comum é manter o mesmo ritmo de condução quando a pista muda repentinamente.
Ayala afirma que muitas vezes, o motorista inicia a viagem em pista seca e, ao longo do caminho, encontra trechos molhados.
“Essa mudança altera o comportamento do veículo e exige redução de velocidade, maior distância de segurança e atenção redobrada”, orienta.
De acordo com o especialista, ao sair de trecho seco para molhado, o ideal é:
- reduzir a velocidade;
- aumentar a distância do veículo à frente;
- evitar freadas bruscas;
- suavizar movimentos no volante;
- redobrar atenção à sinalização e curvas.
Independentemente do tempo, pneus bem cuidados aumentam segurança e eficiência do veículo. Entre os cuidados recomendados estão:
- verificar calibragem periodicamente;
- observar profundidade dos sulcos;
- fazer inspeção visual para cortes, bolhas e rachaduras;
- manter alinhamento e balanceamento em dia.
Em resumo, seja no piso seco ou molhado, dirigir com segurança começa no contato entre pneu e asfalto.
The post Piso seco ou molhado: como a pista interfere nos pneus e na segurança ao volante appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Chuva aumenta risco no trânsito: veja erros que podem causar multa e sinistros
Com a chegada do período chuvoso, o Detran Alagoas reforçou orientações aos condutores sobre a importância de adaptar a forma de dirigir em condições climáticas adversas. Segundo o órgão, chuva, pista molhada e baixa visibilidade aumentam o risco de sinistros de trânsito e exigem postura mais cautelosa ao volante.
A recomendação vale tanto para quem circula em áreas urbanas quanto para quem pega rodovias. Em dias chuvosos, fatores como pneus desgastados, iluminação ineficiente e equipamentos em mau estado também ampliam os riscos.
Reduzir a velocidade pode evitar sinistrosEntre os principais alertas do Detran está a necessidade de diminuir a velocidade e ampliar a distância do veículo à frente. Em pista molhada, o tempo de frenagem aumenta e qualquer reação brusca pode resultar em perda de controle.
A superintendente de Educação para o Trânsito e Formação de Condutores do órgão, Sonály Bastos, destacou a importância dessa mudança de comportamento.
“Em dias de chuva, é fundamental ajustar o comportamento ao volante. Reduzir a velocidade, manter distância segura e evitar manobras bruscas são atitudes que contribuem diretamente para a prevenção de sinistros. Todo cuidado é necessário quando se trata de trânsito, porque são vidas em jogo.”
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, deixar de manter distância de segurança lateral e frontal pode gerar infração grave, conforme o artigo 192. Já o artigo 220 também prevê penalidade para quem não reduz a velocidade em situações como chuva.
Aquaplanagem e alagamentos exigem atençãoOutro risco comum em dias de chuva é a aquaplanagem, quando uma lâmina de água se forma entre os pneus e o asfalto, fazendo o veículo perder aderência.
Nessas situações, freadas bruscas ou movimentos repentinos no volante podem agravar ainda mais o problema. A recomendação é reduzir a velocidade gradualmente e manter o controle da direção.
O Detran também orienta evitar atravessar áreas alagadas sempre que possível. Além do risco de pane mecânica, existe a possibilidade de ocorrer calço hidráulico, quando a água entra no motor e provoca danos severos.
Faróis acesos e equipamentos funcionandoManter o farol baixo aceso sob chuva ou em condições de baixa visibilidade também está entre os cuidados indicados. A medida ajuda o veículo a ser visto pelos demais usuários da via.
Segundo o CTB, deixar de manter o farol baixo aceso em chuva, neblina ou cerração configura infração média, prevista no artigo 250.
Além disso, o motorista deve verificar itens essenciais antes de sair de casa, como:
- limpadores de para-brisa;
- pneus em bom estado;
- sistema de iluminação;
- freios;
- nível dos fluidos;
- desembaçador, quando houver.
Conduzir veículo com equipamento obrigatório ineficiente ou inoperante também pode gerar penalidades.
Cuidado redobrado com pedestres e motociclistasEm dias de chuva, o comportamento de pedestres e motociclistas também muda. Muitas pessoas tentam correr para buscar abrigo, atravessam fora da faixa ou surgem repentinamente entre veículos estacionados.
Por isso, o condutor deve redobrar a atenção em cruzamentos, pontos de ônibus, escolas e áreas comerciais.
O órgão também lembra que usar o veículo para lançar água ou detritos sobre pedestres ou outros veículos é infração média, conforme o artigo 171 do CTB.
Como dirigir melhor na chuvaPara reduzir riscos, especialistas recomendam:
- diminuir a velocidade;
- aumentar a distância de segurança;
- evitar acelerações e freadas bruscas;
- ligar os faróis baixos;
- não usar celular ao volante;
- observar poças e áreas alagadas;
- revisar o veículo periodicamente.
Dirigir bem em pista seca não significa dirigir bem na chuva. Quando as condições mudam, o comportamento também precisa mudar.
As orientações do Detran Alagoas reforçam que pequenas atitudes, como reduzir a velocidade e manter atenção total, podem evitar colisões, atropelamentos e prejuízos. Em dias chuvosos, prudência continua sendo o melhor equipamento de segurança.
As informações são da Assessoria de Imprensa do Detran/AL
The post Chuva aumenta risco no trânsito: veja erros que podem causar multa e sinistros appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Vai tirar CNH? Comissão aprova mudança que pode afetar prova de habilitação no Brasil
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode alterar a formação de futuros condutores no Brasil. A proposta inclui noções teóricas sobre o uso de veículos com câmbio automático entre os exames exigidos para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O texto aprovado altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e determina que candidatos à habilitação tenham acesso a conhecimentos sobre a operação desse tipo de transmissão, cada vez mais presente na frota nacional. Mesmo que as aulas práticas continuem sendo feitas em carros com câmbio manual, o conteúdo teórico passará a integrar o processo de formação.
A regulamentação sobre como o tema será cobrado nas provas ficará a cargo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), caso a proposta avance e vire lei.
Crescimento dos veículos automáticosO parecer aprovado foi apresentado pelo relator, deputado Guilherme Uchoa (PSD-PE), favorável ao Projeto de Lei 3180/23, de autoria do deputado Jonas Donizette (PSB-SP).
Conforme o relator, a atualização acompanha uma mudança já percebida no mercado automotivo brasileiro, com aumento da oferta e da circulação de carros automáticos.
“A iniciativa contribui para o aperfeiçoamento da formação dos condutores, ampliando o conhecimento sobre o funcionamento e a operação desse tipo de transmissão, o que pode contribuir para a prevenção de acidentes decorrentes de imperícia ou desconhecimento das características específicas desses veículos”, reforçou o relator.
Na prática, o argumento central é que muitos condutores acabam tendo contato com carros automáticos após a habilitação, seja em veículos próprios, alugados, aplicativos ou automóveis de familiares, sem nunca terem recebido orientação formal sobre esse sistema.
Projeto rejeita restrições por tipo de câmbioDurante a análise, o relator optou por aprovar o texto principal e rejeitar duas propostas que tramitavam em conjunto: os PLs 1048/24 e 782/25.
Uma das sugestões previa restringir a permissão para dirigir conforme o tipo de veículo utilizado nas aulas práticas. Ou seja, quem aprendesse em carro automático teria limitação para conduzir apenas esse tipo de automóvel.
Para o relator, essa divisão não seria necessária. Na avaliação apresentada, incluir o conteúdo teórico já seria suficiente para atender à demanda de atualização, sem criar novas categorias ou restrições na CNH.
Esse ponto chama atenção porque em outros países existem modelos de habilitação diferenciados entre câmbio manual e automático. No Brasil, a proposta em discussão segue outro caminho: ampliar conhecimento sem alterar o documento do motorista.
O que pode mudar para quem vai tirar CNH?Se aprovada em definitivo, a proposta pode impactar principalmente candidatos em processo de primeira habilitação.
Entre os possíveis efeitos estão:
- inclusão de conteúdo sobre veículos automáticos no curso teórico;
- adaptação de materiais didáticos e simulados;
- atualização das provas aplicadas pelos órgãos de trânsito;
- orientação mais ampla sobre diferentes tecnologias veiculares.
Como a regulamentação dependerá do Contran, ainda não há definição sobre formato, número de questões ou profundidade do tema nas provas.
Próximos passos na CâmaraO projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Se aprovado nessa etapa, o texto seguirá para o Senado Federal. Para virar lei, é preciso que as duas Casas do Congresso Nacional aprovem a proposta.
Até lá, nada muda imediatamente no processo atual de obtenção da CNH.
Formação precisa acompanhar a evolução dos veículosA discussão reforça um debate cada vez mais presente no trânsito brasileiro: a necessidade de que a formação de condutores acompanhe as mudanças tecnológicas da frota.
Com o avanço de veículos automáticos, híbridos e elétricos, especialistas apontam que conhecer comandos, sistemas de condução e diferenças operacionais pode contribuir para escolhas mais seguras ao volante.
Por enquanto, a proposta segue em tramitação e ainda depende de novas etapas legislativas.
As informações são da Agência Câmara de Notícias
The post Vai tirar CNH? Comissão aprova mudança que pode afetar prova de habilitação no Brasil appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Câmara discute novas regras para veículos elétricos leves em audiência pública
O avanço dos veículos elétricos leves nas cidades brasileiras — como patinetes, bicicletas elétricas e scooters — já mobiliza o Congresso Nacional. Uma audiência pública deve reunir especialistas e autoridades para discutir regras mais claras para a circulação desses equipamentos, diante de um cenário de expansão acelerada e aumento das preocupações com a segurança viária.
O debate ocorre em um momento em que a micromobilidade deixa de ser tendência e passa a integrar, de forma definitiva, o cotidiano urbano. No entanto, a falta de padronização nas normas e a convivência com outros usuários do trânsito ainda geram conflitos e riscos.
Crescimento da micromobilidade expõe lacunas na legislaçãoA audiência foi solicitada pelo deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), com o objetivo de discutir medidas que garantam maior segurança no trânsito diante do crescimento do uso desses equipamentos.
De acordo com o parlamentar, a ausência de regras nacionais específicas e a expansão da frota têm gerado insegurança, colocando em risco diferentes usuários das vias.
“O aumento do uso desses veículos elétricos nas cidades tem levantado preocupações com a segurança no trânsito devido ao crescente número de acidentes fatais”, afirmou.
O alerta reforça um cenário já percebido em diversas cidades brasileiras: a popularização da micromobilidade ocorre mais rápido do que a capacidade de adaptação da infraestrutura e da legislação.
Onde esses veículos devem circular?Um dos principais pontos do debate é justamente a definição dos espaços de circulação. Hoje, na prática, veículos elétricos leves transitam em diferentes ambientes:
- ciclovias;
- ruas com tráfego de veículos;
- calçadas;
- áreas compartilhadas.
Essa diversidade de usos, muitas vezes sem regras claras, aumenta o risco de conflitos — principalmente com pedestres, que estão entre os mais vulneráveis.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o problema não está apenas no crescimento desses veículos, mas na falta de organização do sistema. “Esses equipamentos ampliam as possibilidades de mobilidade, mas o espaço viário brasileiro não foi redesenhado para essa convivência. Quando todos ocupam o mesmo lugar sem regras claras, o risco aumenta”, explica.
Segurança viária entra no centro da discussãoEmbora sejam vistos por muitos como alternativas sustentáveis e práticas, os veículos elétricos leves têm impacto direto na segurança do trânsito. Com velocidades que podem ultrapassar 20 km/h, esses equipamentos exigem atenção, controle e responsabilidade — especialmente em áreas de circulação compartilhada.
Além disso, a ausência de exigência de habilitação para conduzi-los contribui para outro problema: o desconhecimento das regras básicas de trânsito.
“Existe uma falsa sensação de segurança. Por serem menores e silenciosos, muitos usuários não percebem o risco real envolvido. Em um sinistro, a vulnerabilidade é muito alta”, alerta Celso Mariano.
Micromobilidade e convivência com usuários vulneráveisO crescimento da micromobilidade impacta diretamente a dinâmica entre diferentes perfis de usuários do trânsito. Pedestres, ciclistas e até motociclistas passam a dividir espaço com veículos que têm características próprias: são mais ágeis, silenciosos e, muitas vezes, imprevisíveis.
Esse cenário exige adaptação coletiva.
A convivência segura depende de atitudes como:
- redução de velocidade em áreas compartilhadas;
- respeito à prioridade de pedestres;
- previsibilidade nas manobras;
- atenção redobrada em cruzamentos.
Sem esses cuidados, o que poderia ser solução de mobilidade pode se transformar em novo fator de risco.
Regulamentação pode trazer mais segurança — mas não resolve tudoA audiência pública deve discutir caminhos para uma regulamentação mais clara e uniforme em todo o país. Entre os temas que devem entrar na pauta estão:
- limites de velocidade;
- locais permitidos para circulação;
- uso de equipamentos de segurança;
- classificação dos veículos;
- responsabilidades dos condutores.
No entanto, especialistas apontam que apenas criar regras não é suficiente. “A norma é fundamental, mas ela precisa vir acompanhada de educação e fiscalização. Sem isso, a regra existe no papel, mas não se traduz em segurança na prática”, destaca Celso Mariano.
O que está em jogo para o futuro do trânsitoO debate sobre veículos elétricos leves vai além da regulamentação. Ele reflete uma transformação mais ampla na mobilidade urbana. De um lado, há o potencial de reduzir congestionamentos e emissões. De outro, o desafio de garantir que essa transição não aumente o número de sinistros.
O Brasil já enfrenta dificuldades históricas na convivência entre diferentes modais — e a chegada da micromobilidade amplia essa complexidade.
Atenção redobrada enquanto regras não avançamEnquanto o Congresso discute possíveis mudanças, o uso desses veículos segue crescendo nas cidades brasileiras. Nesse cenário, a responsabilidade recai sobre todos os usuários do trânsito.
Motoristas precisam estar atentos a novos modais. Usuários de micromobilidade devem adotar comportamento seguro. E pedestres seguem sendo prioridade absoluta.
Mais do que uma tendência, a micromobilidade já é parte do trânsito — e exige uma adaptação urgente para que não se torne mais um fator de risco nas vias.
The post Câmara discute novas regras para veículos elétricos leves em audiência pública appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Agentes de trânsito podem ganhar nova carreira nacional e porte de arma; projeto avança no Senado
A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2.160/2023, que cria a Lei Geral dos Agentes de Trânsito e estabelece normas nacionais para a carreira desses profissionais. O texto também autoriza o porte de arma de fogo para agentes que atuem em atividades externas e ostensivas de fiscalização e patrulhamento viário.
A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O projeto, de autoria do deputado Nicoletti, busca unificar regras sobre regime jurídico, atribuições e prerrogativas da categoria em todo o país.
Porte de arma terá restriçõesO relator da proposta, senador Efraim Filho, apresentou emenda para limitar tanto o reconhecimento da natureza policial da carreira quanto o porte de arma apenas aos agentes que exerçam atividades externas e ostensivas.
A medida alcança profissionais envolvidos diretamente em:
- fiscalização ostensiva;
- policiamento de trânsito;
- patrulhamento viário.
De acordo com Efraim Filho, a restrição busca compatibilizar a proposta com as regras do Estatuto do Desarmamento.
“Apesar de considerarmos valorosa a previsão de porte de arma de fogo para os agentes de trânsito, é necessário limitar esse direito apenas àqueles servidores que exerçam atividades de forma ostensiva e externa, tendo em vista o caráter finalístico restritivo do Estatuto do Desarmamento”, argumentou o senador.
Além disso, o porte dependerá de formação em escolas de polícia e da existência de mecanismos internos de fiscalização e controle.
Projeto reconhece carreira típica de EstadoUm dos pontos centrais da proposta é o reconhecimento dos agentes de trânsito como integrantes de carreira típica de Estado.
Conforme o senador, a iniciativa traz segurança jurídica à categoria e impede a privatização de funções consideradas essenciais.
Pelo texto, os agentes passam a integrar formalmente os órgãos executivos de trânsito e rodoviários da União, estados, Distrito Federal e municípios.
Requisitos para ingresso na carreiraO projeto também estabelece critérios mínimos para ingresso na carreira, entre eles:
- nacionalidade brasileira;
- quitação eleitoral e militar;
- nível superior completo;
- idade mínima de 18 anos;
- aptidão física, mental e psicológica;
- CNH categoria B ou superior;
- idoneidade moral comprovada.
Outros requisitos poderão ser definidos pelos entes federativos.
Capacitação e atividades previstasA proposta determina ainda que os agentes deverão passar por capacitação específica, com conteúdo, carga horária e periodicidade regulamentados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Entre as atribuições previstas estão:
- patrulhamento viário;
- fiscalização de trânsito e transporte;
- lavratura de autos de infração;
- atendimento a sinistros;
- controle de tráfego;
- ações educativas;
- levantamento de dados para prevenção de acidentes.
O texto também permite participação dos agentes em operações integradas do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), quando requisitados.
Debate envolve segurança e estrutura da fiscalizaçãoA proposta avança em meio ao debate sobre o papel dos agentes de trânsito nas cidades e rodovias brasileiras.
Nos últimos anos, o aumento da violência urbana, das ocorrências em operações de fiscalização e das demandas ligadas à mobilidade intensificou discussões sobre estrutura, capacitação e segurança desses profissionais.
Ao mesmo tempo, especialistas apontam que mudanças envolvendo poder de polícia e porte de arma exigem discussão técnica ampla, especialmente pelos impactos sobre fiscalização de trânsito e segurança pública.
Texto ainda passará pela CCJApós aprovação na Comissão de Segurança Pública, o PL 2.160/2023 seguirá para análise da CCJ do Senado.
Se aprovado sem alterações, o texto poderá seguir para sanção presidencial. Caso haja mudanças, a proposta retorna à Câmara dos Deputados.
Com informações da Agência Senado
The post Agentes de trânsito podem ganhar nova carreira nacional e porte de arma; projeto avança no Senado appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Uso do celular ao volante reduz percepção do outro e ajuda a explicar milhares de acidentes no Brasil
Olhar uma mensagem “rapidinho”, atender uma ligação no viva-voz, responder no semáforo ou conferir a rota no aplicativo são atitudes normalizadas por muitos condutores. No entanto, por trás dessa aparente rotina inofensiva, está um dos comportamentos mais perigosos do trânsito contemporâneo: o uso do celular ao volante.
O tema do Maio Amarelo 2026 — “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas” — encontra no celular um obstáculo direto. Quando o motorista transfere parte da atenção para a tela, ele deixa de perceber o entorno com a qualidade necessária para dirigir com segurança. E isso significa enxergar menos quem está mais vulnerável: pedestres, ciclistas, motociclistas e até outros motoristas.
Não se trata apenas de desviar os olhos da pista. O celular reduz a capacidade mental de processar riscos, tomar decisões rápidas e antecipar movimentos inesperados.
Celular ao volante: infração comum e risco subestimadoMesmo com campanhas educativas e previsão legal no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o uso do celular ao dirigir ainda é tratado por parte da população como infração menor.
Na prática, segurar ou manusear o aparelho enquanto dirige é infração gravíssima, sujeita a multa e pontuação na CNH. Mas o problema vai além da penalidade: trata-se de comportamento diretamente associado a colisões evitáveis.
O motorista que usa o celular tende a:
- reagir mais lentamente;
- frear depois do necessário;
- sair da faixa sem perceber;
- ignorar sinalização;
- avançar travessias;
- não notar motos em aproximação;
- reduzir atenção em cruzamentos.
Em ambiente urbano, onde tudo muda em segundos, essa perda de percepção pode ser decisiva.
O cérebro não faz duas tarefas complexas ao mesmo tempoUma das crenças mais comuns entre condutores é: “eu consigo olhar e dirigir ao mesmo tempo”. Especialistas em comportamento no trânsito alertam que isso é uma ilusão.
Ao alternar atenção entre a via e a tela, o cérebro não executa plenamente as duas tarefas. Ele muda de foco rapidamente, perdendo qualidade em ambas.
O uso do celular gera três tipos principais de distração:
Distração visualQuando os olhos saem da via para ler ou digitar.
Distração manualQuando uma das mãos deixa o volante.
Distração cognitivaQuando a mente se concentra na conversa, áudio ou mensagem, mesmo que os olhos estejam à frente.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, esse terceiro fator costuma ser o mais ignorado.
“Muita gente acredita que basta manter os olhos na pista. Mas se a mente está em uma conversa ou mensagem, a percepção de risco já foi comprometida”, explica.
Quem paga o preço da distraçãoO uso do celular ao volante não ameaça apenas quem dirige. Muitas vezes, as principais vítimas estão fora do veículo.
PedestresUm pedestre que inicia travessia pode não ser percebido a tempo.
MotociclistasPelo tamanho menor do veículo, motos já exigem atenção ampliada. Com distração, ficam ainda mais vulneráveis.
CiclistasMudanças de direção e ultrapassagens exigem leitura precisa do espaço lateral.
Passageiros e demais motoristasFrenagens tardias e colisões traseiras afetam todos ao redor.
“Só no semáforo” também oferece riscoOutro hábito comum é usar o celular apenas parado no sinal vermelho. O problema é que muitos condutores permanecem distraídos na retomada do movimento, atrasam reação, arrancam sem observar travessias ou seguem olhando a tela após a abertura do semáforo.
Além disso, em grandes cidades, cruzamentos concentram pedestres, motos, ônibus e mudanças rápidas de fluxo — exatamente onde a atenção deveria ser máxima.
Como abandonar esse hábitoMudar esse comportamento exige estratégia prática, não apenas boa intenção.
Antes de sair:- programe GPS e rota;
- responda mensagens urgentes;
- ative modo silencioso ou foco.
- mantenha o aparelho fora do alcance imediato;
- ignore notificações;
- se precisar usar, pare em local seguro e permitido.
- reconheça que ninguém dirige melhor distraído;
- transforme o celular desligado em rotina de segurança.
O trânsito exige leitura constante do ambiente, empatia e reação rápida. Toda vez que o motorista escolhe a tela em vez da via, ele reduz sua capacidade de enxergar pessoas reais ao redor.
“No Maio Amarelo 2026, a mensagem é direta: salvar vidas pode começar com um gesto simples — guardar o celular antes de ligar o carro”, incentiva Mariano.
The post Uso do celular ao volante reduz percepção do outro e ajuda a explicar milhares de acidentes no Brasil appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Novo movimento critica Maio Amarelo e denuncia retrocessos no trânsito
Enquanto o Brasil inicia mais uma edição do Maio Amarelo, um novo movimento começa a ganhar espaço nas redes sociais e entre especialistas da área: o Maio Preto. A proposta surge como contraponto simbólico ao tradicional mês de conscientização e busca chamar atenção para o luto provocado pelas mortes no trânsito e para críticas à condução das políticas públicas do setor.
Ao contrário do Maio Amarelo, consolidado há anos por entidades e órgãos públicos com foco em campanhas educativas, o Maio Preto nasce de forma independente, principalmente nas redes sociais, com forte tom de denúncia. A cor preta representa luto pelas vítimas fatais e indignação diante de medidas consideradas insuficientes para enfrentar a violência viária.
Movimento critica retrocessos recentesEntre os nomes ligados à mobilização está o médico e especialista em trânsito Alysson Coimbra, que vem utilizando seus canais digitais para defender uma mudança de postura no país em relação à segurança viária.
Em uma de suas publicações recentes, Coimbra afirma que o trânsito brasileiro vive “uma das fases mais graves da história”, relacionando o cenário à fragilização de políticas preventivas e à falta de prioridade dada ao tema.
Em outro conteúdo, ele menciona que o trânsito “não suporta mais experiências predatórias”, em referência a decisões recentes que, segundo ele, podem comprometer a proteção à vida.
Embora as mensagens não citem apenas uma medida específica, o contexto inclui críticas à flexibilização do processo de formação de condutores, à redução de exigências educacionais e ao enfraquecimento de mecanismos tradicionalmente ligados à prevenção.
Debate vai além do comportamento individualO surgimento do Maio Preto também evidencia uma discussão crescente no setor: campanhas educativas são importantes, mas não bastam sozinhas.
Especialistas costumam lembrar que a segurança viária depende de um conjunto de fatores, como:
- formação sólida de condutores;
- fiscalização eficiente;
- infraestrutura segura;
- veículos em boas condições;
- atendimento rápido às vítimas;
- políticas públicas permanentes.
Na prática, o movimento sugere que concentrar o debate apenas em atitudes individuais pode esconder problemas estruturais que também influenciam diretamente os índices de sinistros.
Mortes no trânsito seguem como desafio nacionalO Brasil ainda convive com números elevados de mortes e feridos nas vias urbanas e rodovias. Apesar de campanhas sazonais ajudarem a ampliar a conscientização, especialistas defendem ações contínuas durante todo o ano.
Nesse contexto, o Maio Preto aparece como um alerta incômodo: para parte dos profissionais da área, não basta iluminar monumentos, distribuir laços ou repetir slogans se decisões práticas caminham em sentido contrário à proteção da vida.
O que esperar daqui para frenteAinda sem estrutura institucional nacional formalizada, o Maio Preto tende a funcionar como movimento de pressão e debate público. Mesmo nascente, ele já cumpre um papel relevante: recolocar em pauta a pergunta central da segurança viária brasileira.
O país está realmente tratando o trânsito como prioridade de saúde pública — ou apenas reagindo simbolicamente a um problema que continua matando diariamente?
The post Novo movimento critica Maio Amarelo e denuncia retrocessos no trânsito appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Exame prático de direção pode ser agendado com veículo próprio em SP
Desde o dia 1º de maio, candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no estado de São Paulo já podem agendar o exame prático de direção utilizando veículo próprio. A medida foi divulgada pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) em conformidade com a Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e passa a integrar oficialmente o processo de habilitação.
Na prática, a mudança amplia as opções para quem está em processo de obtenção da CNH. Agora, além dos veículos disponibilizados por Centros de Formação de Condutores, o candidato pode escolher utilizar um carro próprio para realizar a prova, desde que atenda aos requisitos exigidos.
O que muda para o candidatoConforme o Detran-SP, com a nova regra, o cidadão de qualquer município paulista ganha mais flexibilidade para definir não apenas a data do exame, mas também o veículo que será utilizado na avaliação prática. A iniciativa acompanha a tendência de modernização do processo de habilitação no país, com foco em ampliar o acesso e simplificar etapas.
Para utilizar um veículo próprio, é necessário que o automóvel esteja devidamente licenciado e em bom estado de conservação. Além disso, deve-se identificar o carro durante a prova com uma faixa branca removível, contendo a inscrição “autoescola” em cor preta. Essa faixa precisa ter 20 centímetros de largura e deve estar fixada ao longo da carroceria, à meia altura.
Alerta: ausência de duplo comando exige mais preparoEmbora a nova regra amplie as possibilidades para o candidato, especialistas em segurança viária alertam para um ponto crítico: o uso de veículos sem duplo comando de direção. Diferentemente dos carros de autoescola, que permitem ao instrutor ou examinador intervir rapidamente por meio de freio e embreagem adicionais, os veículos particulares não contam com esse recurso.
Na prática, isso significa que, em caso de erro durante a prova, não há possibilidade de correção imediata por parte de quem acompanha o exame. O risco aumenta especialmente em situações inesperadas, como falhas de controle do veículo, indecisões em cruzamentos ou dificuldades em manobras.
Por isso, a recomendação é que o candidato só opte por utilizar veículo próprio se estiver realmente preparado para conduzir com autonomia e segurança. O momento do exame exige domínio técnico, controle emocional e capacidade de tomada de decisão — fatores ainda mais relevantes quando não há suporte de intervenção direta.
Como fazer o agendamentoDe acordo com o órgão, o agendamento do exame prático com veículo próprio acontece diretamente no portal do Detran-SP, conforme a disponibilidade de vagas. Para confirmar a inscrição, o candidato deve efetuar o pagamento da taxa no valor de R$ 52,83.
A possibilidade passa a ser mais uma alternativa dentro do processo de habilitação, permitindo que o candidato escolha a opção que melhor se adapta à sua realidade.
Mudanças fazem parte de reformulação nacionalA adoção da medida em São Paulo alinha-se às diretrizes da Resolução nº 1.020/2025, que trouxe uma série de alterações no processo de formação de condutores em todo o país.
Desde a publicação da norma, em dezembro de 2025, o Detran-SP vem promovendo uma série de ajustes no modelo de habilitação. Entre as mudanças implementadas estão a redução de cerca de 40% nos custos dos exames médico e psicológico, a retirada da etapa obrigatória de baliza no exame prático e a permissão do uso de veículos com câmbio automático durante a prova.
Outras alterações incluem a adequação do sistema de avaliação com limite de 10 pontos no exame prático — com base em infrações de trânsito —, a ampliação da validade dos processos de habilitação e a diminuição da carga horária mínima de aulas práticas.
Também houve atualização do banco de questões da prova teórica, aumento do tempo máximo de realização para 60 minutos e redução do número de acertos necessários para aprovação, que passou de 21 para 20 questões corretas.
Respeito ao prazo de adaptaçãoPara garantir a implementação das novas regras, a Deliberação CETRAN-SP nº 10/2025 estabeleceu um prazo de até 180 dias, contados a partir de 10 de dezembro de 2025, para que os órgãos estaduais se adequassem às mudanças previstas na Resolução do Contran.
De acordo com o Detran-SP, respeitou-se integralmente o prazo, permitindo que se incorporasse as novas etapas de forma gradual ao sistema de habilitação no estado.
O que o cidadão precisa saberCom a possibilidade de usar veículo próprio no exame prático, o processo de obtenção da CNH passa a contar com mais opções. No entanto, essa flexibilidade vem acompanhada de maior responsabilidade por parte do candidato.
Estar preparado para conduzir sem auxílio de duplo comando, conhecer bem o veículo e dominar as regras de circulação são fatores essenciais para um bom desempenho — e, principalmente, para a segurança no trânsito desde o início da formação como condutor.
As informações completas, incluindo o passo a passo para o agendamento e os requisitos do veículo, estão disponíveis no portal oficial da CNH Paulista.
Com informações do Detran-SP
The post Exame prático de direção pode ser agendado com veículo próprio em SP appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Carro elétrico pega fogo? Especialista revela o que é mito e o que é verdade
O crescimento do setor de carro elétrico no Brasil e no mundo vem acompanhado de dúvidas, como se ele pega fogo facilmente,— e também de desinformação. Entre os temas mais recorrentes além dos riscos de incêndio estão: segurança em dias de chuva, possibilidade de explosões durante a recarga e até emissão de radiação.
Para esclarecer esses pontos, especialistas apontam que boa parte dessas preocupações não se sustenta diante das tecnologias atuais e das normas de segurança aplicadas à indústria automotiva.
Segundo Jones Poffo, engenheiro eletricista e CEO da P3 Engenharia, a percepção de risco está mais ligada à falta de informação do que a problemas reais dos veículos.
“Os carros elétricos são projetados com múltiplas camadas de segurança justamente para evitar situações críticas. Existe um nível de controle e monitoramento muito mais sofisticado do que nos veículos tradicionais”, afirma.
Carros elétricos pegam fogo com mais facilidade?Esse é um dos mitos mais difundidos. No entanto, estudos indicam o contrário. Levantamento do site Auto Insurance REZA aponta que o risco de incêndio em veículos movidos a gasolina pode ser até 60 vezes maior do que em modelos elétricos.
Conforme Poffo, isso ocorre porque combustíveis fósseis são altamente inflamáveis, enquanto os veículos elétricos utilizam baterias de íon-lítio com sistemas de proteção integrados.
Esses sistemas incluem controle térmico, sensores de monitoramento e desligamento automático em caso de colisões graves.
Há risco de explosão durante a recarga?Outro receio comum envolve o processo de carregamento. Conforme Poffo, tanto os veículos quanto as estações de recarga contam com mecanismos de segurança contra sobrecarga e superaquecimento.
De acordo com o especialista, a energia passa por diferentes camadas de proteção antes de chegar à bateria, que também possui monitoramento constante.
“Para que ocorra um problema mais grave, seria necessário um cenário muito específico, como falha de fabricação ou uso de equipamentos não certificados. Por isso, a recomendação é sempre utilizar carregadores homologados e infraestrutura adequada”, reforça.
Carros elétricos são seguros na chuva?A circulação em dias de chuva ou até em áreas alagadas também gera dúvidas entre motoristas. Nesse caso, não há risco adicional em comparação aos veículos a combustão.
Conforme Poffo, os componentes elétricos são selados e protegidos contra infiltrações, o que evita curtos-circuitos.
“Em situações de alagamento, os modelos elétricos podem apresentar vantagens. Como não possuem escapamento, eliminam o risco de entrada de água no sistema, algo que pode comprometer motores a combustão”, destaca.
Há emissão de gases ou substâncias tóxicas?Diferente dos veículos convencionais, carros elétricos não emitem poluentes durante o uso normal. As baterias são seladas e não liberam vapores no funcionamento cotidiano.
De acordo com Poffo, a emissão de substâncias tóxicas pode ocorrer apenas em situações raras, como incêndios que atingem diretamente a bateria.
“Quando o fogo atinge a bateria, há risco de emissão de substâncias tóxicas e a necessidade de técnicas mais específicas de combate. No entanto, por serem estruturas altamente seladas, a probabilidade de as chamas alcançarem essas baterias é muito baixa”, explica.
Carros elétricos emitem radiação?Outro mito recorrente envolve a suposta emissão de radiação prejudicial à saúde. Poffo explica que os veículos elétricos geram campos eletromagnéticos semelhantes aos de celulares e eletrodomésticos, mas em níveis seguros.
“Assim como celulares e eletrodomésticos, esses veículos geram campos eletromagnéticos, mas em níveis muito abaixo dos limites considerados nocivos por organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS)”, aponta.
Tecnologia e normas reforçam segurançaAntes de chegarem ao mercado, os carros elétricos passam por rigorosos testes e precisam atender a normas internacionais de segurança, incluindo padrões da Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE) e da Comissão Europeia.
Entre os sistemas embarcados, estão:
- corte automático de energia em colisões;
- monitoramento contínuo da bateria;
- proteção contra sobrecarga;
- controle térmico avançado.
Segundo Poffo, esses recursos tornam os veículos preparados para diferentes situações do dia a dia.
Cuidados aumentam segurança e durabilidadePara quem já utiliza ou pretende adquirir um carro elétrico, algumas práticas ajudam a garantir melhor desempenho e segurança:
- priorizar carga lenta sempre que possível;
- utilizar apenas carregadores certificados;
- evitar adaptações elétricas improvisadas;
- seguir as orientações do fabricante.
Para Poffo, a tecnologia dos veículos elétricos representa um avanço não apenas em eficiência, mas também em segurança.
“Os carros elétricos representam não só uma evolução em eficiência, mas também em segurança. Quando utilizados corretamente, são extremamente confiáveis e preparados para diferentes situações do dia a dia”, conclui.
The post Carro elétrico pega fogo? Especialista revela o que é mito e o que é verdade appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
CNH: comissão mista pode votar nesta terça MP sobre novas regras de renovação
A possibilidade de renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a necessidade de passar por todo o processo tradicional voltou ao centro do debate no Congresso Nacional. A comissão mista responsável por analisar o tema pode votar, amanhã (05/05), o parecer sobre a proposta que altera regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A medida faz parte da Medida Provisória 1.327/2025, que propõe mudanças significativas no sistema de habilitação no país, incluindo a renovação automática da CNH para motoristas que não cometeram infrações recentes.
que está em jogo na renovação automática da CNHA proposta permite que condutores com bom histórico — ou seja, sem multas ou infrações registradas — possam renovar a CNH de forma simplificada, sem a necessidade de cumprir todas as etapas atualmente exigidas.
Na prática, a medida busca premiar o chamado “bom motorista”, reduzindo burocracia e custos. Além disso, a MP também traz outras mudanças, como flexibilizações no processo de habilitação e ajustes na emissão do documento, inclusive com possibilidade de uso apenas digital.
A comissão mista, instalada em abril, é responsável por analisar o texto e apresentar um parecer que poderá ser votado tanto na Câmara quanto no Senado.
Por que essa mudança impacta o trânsitoEmbora a proposta tenha apelo de simplificação, ela levanta questionamentos importantes sobre segurança viária.
Hoje, a renovação da CNH envolve exames médicos obrigatórios — e, em alguns casos, avaliação psicológica — justamente para verificar se o condutor continua apto a dirigir. A retirada ou flexibilização desse controle pode reduzir a capacidade do sistema de identificar riscos, especialmente em um cenário de envelhecimento da população e aumento da frota.
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o debate não pode se limitar à conveniência administrativa.
“Quando se fala em renovação automática, é preciso lembrar que dirigir exige condições físicas e mentais atualizadas. A avaliação periódica não é burocracia — é um filtro de segurança”, afirma.
Mudanças fazem parte de um pacote maiorA proposta de renovação automática não está isolada. Ela integra um conjunto mais amplo de alterações no sistema de trânsito brasileiro, com foco em simplificação de processos e redução de custos.
A própria medida provisória altera dispositivos do CTB e recebeu dezenas de emendas parlamentares, o que indica que o texto ainda pode sofrer mudanças antes da aprovação final.
Além disso, o prazo de validade da MP já foi prorrogado, o que aumenta a pressão para votação nas próximas semanas.
O risco de simplificar demaisEspecialistas em segurança viária alertam que políticas voltadas apenas à desburocratização podem gerar efeitos colaterais no trânsito.
Na avaliação de Celso Mariano, é preciso equilíbrio entre acesso e segurança. “Facilitar o processo pode ser positivo, mas não pode significar abrir mão de mecanismos que ajudam a prevenir acidentes. O trânsito não perdoa falhas humanas — e o sistema precisa compensar isso com controle e formação adequada”, explica.
Ele também destaca que o histórico sem infrações não necessariamente reflete a real condição do condutor.
“Nem todo comportamento de risco é capturado por multas. A ausência de infrações não garante, por si só, que o motorista esteja apto a continuar dirigindo com segurança”, completa.
O que pode acontecer agoraCom a análise avançando na comissão mista, o próximo passo é a votação do parecer. Se aprovado, o texto segue para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Caso não seja votada dentro do prazo, a medida provisória perde validade.
Para o cidadão, isso significa que as regras da CNH podem mudar em breve — seja para simplificar a renovação, seja para alterar etapas do processo de habilitação.
O que está valendo no momentoA renovação automática é oferecida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e realizada por meio do aplicativo CNH do Brasil, disponível gratuitamente para celulares.
Para utilizar o serviço, o condutor também precisa aderir ao Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que concede o selo de “Bom Condutor”. Esse cadastro não é automático e o próprio motorista deve fazer no aplicativo.
Quem pode renovar a CNH automaticamenteO serviço está disponível apenas para motoristas que atendem a todos os seguintes requisitos:
- Não ter cometido infrações nos últimos 12 meses;
- Estar com a CNH vencida a partir de 1º de dezembro de 2025;
- Não possuir restrições médicas;
- Ter completado o prazo de validade do documento.
CNHs vencidas antes dessa data continuam seguindo o processo tradicional, com atendimento presencial.
The post CNH: comissão mista pode votar nesta terça MP sobre novas regras de renovação appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.