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Esteja onde seus pés estão: um guia para uma viagem consciente
Você já voltou de férias tão esperadas apenas para sentir que a experiência toda foi um borrão ou rascunho? Você tem as fotos e os recibos, mas a sensação real de estar lá parece ter escorregado por entre seus dedos. Na psicologia, isso é frequentemente chamado de “borrão de férias”. Acontece quando nossos corpos estão em um lugar novo e bonito, mas nossas mentes estão em outro lugar inteiramente — geralmente se preocupando com o próximo voo, checando e-mails de trabalho ou imaginando se nossas postagens nas redes sociais estão boas o suficiente. Para realmente chegar a um destino, devemos aprender a ancorar nossa consciência no momento atual.
O Borrão de Férias e por que ele aconteceA principal razão pela qual lutamos para permanecer presentes é a “armadilha do planejamento”. Como viajar envolve muita logística, nossos cérebros permanecem em modo de alerta máximo, olhando constantemente para o relógio ou para o mapa. Quando você está saboreando uma refeição local deliciosa, mas pensando na reserva do museu que tem daqui a duas horas, você não está realmente sentindo o gosto da comida. Seu cérebro está vivendo no futuro.
Outro culpado é o “efeito lente”. Quando contemplamos um pôr do sol deslumbrante primordialmente através da tela de um celular, criamos uma distância psicológica entre nós e o mundo. Tornamo-nos diretores de um filme em vez de participantes de uma experiência. O objetivo da viagem consciente é deixar de “colecionar lugares” como troféus para realmente “habitar momentos”. Trata-se de garantir que sua mente esteja onde seus pés estão.
Maneiras simples de aterrizar em seu corpoPara impedir que sua mente “viaje no tempo”, use seu corpo como âncora constante. Um hábito poderoso é a regra dos “Primeiros Cinco Minutos”: sempre que entrar em um novo espaço, passe esse tempo em silêncio total. Evite o telefone; simplesmente fique parado e deixe seus sentidos processarem o local. Isso permite que seu sistema nervoso perceba que você chegou oficialmente. Para quem busca suporte extra, muitos viajantes afirmam que o the Liven app funciona perfeitamente, oferecendo exercícios rápidos que ajudam a manter esse foco. Você também pode usar a respiração para se aterrar: faça três inspirações lentas para sinalizar ao cérebro que você está seguro. Reforce isso percebendo detalhes físicos, como a temperatura do ar. Essas sensações puxam seus pensamentos das nuvens de volta para o presente.
Envolvendo seus cinco sentidosNossos sentidos oferecem a rota mais rápida para o presente. Se sua mente estiver presa em preocupações, tente um exercício de aterramento sensorial: nomeie cinco coisas que você vê, quatro que ouve e três que sente. Esse engajamento forçado traz seu cérebro de volta ao ambiente.
Potencialize isso praticando uma “hora sem câmera”. Ao explorar sem a intenção de documentar, você percebe detalhes sutis — o jogo de luz em um edifício ou a textura do pavimento. Essa observação pura constrói memórias mais profundas do que qualquer arquivo digital. Aplique esse foco às refeições, identificando temperos e texturas específicos em vez de rolar a tela do celular. Transformar o jantar em um ato meditativo torna a experiência muito mais rica, garantindo que você realmente habite cada momento da sua jornada.
Gerenciando a ansiedade do “próximo passo”Uma das partes mais difíceis de viajar é o impulso de ser sempre “produtivo”. Sentimos que temos que ver tudo para fazer o dinheiro valer a pena. Essa ansiedade do “o que vem a seguir?” é a inimiga da presença. Para combater isso, tente um jejum de informações. Guarde seus mapas e guias por uma hora e apenas caminhe. Permita-se ser guiado pela curiosidade em vez de um cronograma.
Aprender a ficar bem com o “fazer nada” é uma habilidade vital de viagem. Se encontrar um banco bonito com vista para um rio, tudo bem apenas sentar lá por trinta minutos sem um plano. Você não precisa estar em movimento para estar viajando. Se uma cidade agitada parecer esmagadora, use o foco em “uma janela”. Escolha um detalhe específico para observar — como um artista de rua ou a maneira como as nuvens se movem — e deixe o resto do ruído desaparecer ao fundo.
Criando memórias profundas através da presençaAs melhores lembranças são as memórias claras que carregamos em nossas cabeças. Você pode fortalecê-las tirando uma “foto mental”. Olhe para uma cena que você ama, feche os olhos e tente recordar cada detalhe que acabou de ver. Quando abrir os olhos novamente, provavelmente notará coisas que perdeu da primeira vez.
Ao final do dia, tente fazer um diário consciente. Em vez de escrever uma longa lista de tudo o que fez, anote um sentimento específico ou um cheiro único do dia. Isso ajuda seu cérebro a arquivar a experiência de forma significativa. Por fim, faça um exercício de gratidão. Reconheça um momento em que você se sentiu completamente presente. Isso reforça o hábito e ensina ao seu cérebro que estar presente é recompensador.
O presente do agoraA presença é a lembrança definitiva porque é a única coisa que faz uma viagem parecer real. As memórias mais nítidas não são as que capturamos na câmera, mas as que criamos com nossa atenção total. Você não viajou todo esse caminho para passar o tempo todo em outro lugar em sua mente.
Ao praticar essas dicas simples por apenas alguns minutos ao dia, você pode quebrar o “borrão de férias”. Você descobrirá que voltará para casa sentindo-se mais revigorado porque realmente viveu suas experiências, em vez de apenas observá-las à distância. Viajar é um presente para seus sentidos e para sua alma, mas apenas se você estiver lá para recebê-lo. Lembre-se, a jornada está acontecendo agora mesmo — não a perca.
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Acidentes e mortes no trânsito caem no RS no início de 2026 após ações de fiscalização e campanhas
As ações de fiscalização e campanhas educativas desenvolvidas pelo DetranRS têm contribuído para a redução de acidentes e mortes no trânsito no Rio Grande do Sul no início de 2026. Dados do primeiro trimestre mostram queda tanto nas ocorrências fatais quanto no número de vítimas, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com o órgão, entre janeiro e março de 2026 houve redução de 15,4% nos acidentes fatais e queda de 13,5% no número de mortes. No período, houve o registro de 324 acidentes fatais, contra 383 no mesmo intervalo de 2025. Já o número de vítimas caiu de 428 para 370.
Os dados indicam uma tendência de redução que, segundo o DetranRS, está associada à intensificação de ações de educação para o trânsito e de fiscalização em diferentes regiões do estado.
Fiscalização reforçada e operações sazonaisEntre as iniciativas destacadas está a Operação Verão Total, que mobilizou todo o efetivo de agentes de trânsito do DetranRS no litoral gaúcho. Durante o período, as equipes atuaram de forma permanente em ações como a Balada Segura, voltadas principalmente aos veranistas.
A estratégia busca coibir comportamentos de risco e aumentar a percepção de fiscalização, especialmente em períodos de maior fluxo de veículos.
Educação para o trânsito amplia alcanceAlém da fiscalização, o DetranRS também investiu na ampliação de ações educativas. No último ano, houve aumento de 50% no número de pessoas alcançadas pelas capacitações promovidas pela Escola Pública de Trânsito.
Os programas têm como público docentes, estudantes do Ensino Fundamental e Médio, profissionais credenciados ao órgão e representantes de prefeituras municipais. Em 2025, 6.800 pessoas participaram dessas atividades de formação.
A proposta é atuar na mudança de comportamento dos usuários das vias, reforçando a importância de atitudes seguras no trânsito.
Campanhas de conscientização ganham destaqueNa área de comunicação, o DetranRS desenvolveu nove campanhas de conscientização ao longo de 2025, com investimento total de R$ 25 milhões. No primeiro trimestre de 2026, o destaque é a campanha “Na Estrada, o salva-vidas é você”, voltada ao período de veraneio.
Outra iniciativa recente foi a campanha “A vida é mais urgente do que qualquer mensagem”, que aborda o uso do celular ao volante. A ação foi premiada no Salão ARP (Associação Rio-Grandense de Propaganda), recebendo medalha de ouro na categoria Criatividade.
O órgão também segue veiculando a campanha “Volte bem – você tem muita vida pela frente”, especialmente durante os feriados prolongados do primeiro semestre.
Experiências educativas em eventosO DetranRS também tem ampliado sua presença em eventos e feiras, levando atividades interativas ao público. No South Summit Brazil, apresentou um simulador de direção que demonstrava os efeitos do álcool e do uso do celular ao volante.
Durante o festival Planeta Atlântida, em janeiro, foi disponibilizado transporte gratuito com o “Ônibus Salva-Vidas da Galera”. Além disso, o órgão tem levado o teste educativo do etilômetro (bafômetro) a eventos, como ocorreu na Expointer de 2025.
Essas ações buscam aproximar o tema da segurança viária do cotidiano das pessoas, utilizando experiências práticas para sensibilizar o público.
Objetivo é consolidar redução e avançarPara a diretora-geral-adjunta do DetranRS, Isabel Friski, o trabalho conjunto é fundamental para os resultados.
“O DetranRS vem se aproximando cada vez mais do público gaúcho para dialogar sobre trânsito, seja em eventos, campanhas, ações educativas e de fiscalização, com a importante parceria dos demais órgãos que compõem o Sistema Estadual de Trânsito. Os números de 2026 apresentam reduções relevantes, as quais buscamos consolidar, perseguindo o índice zero de mortes no trânsito”, explica.
A meta, segundo o órgão, é manter a tendência de queda e avançar na redução de vítimas, reforçando a integração entre educação, fiscalização e comunicação como pilares da segurança no trânsito.
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Maio Amarelo 2026 quer mudar um hábito que coloca vidas em risco
Maio começa novamente com um convite urgente à reflexão coletiva. O Maio Amarelo 2026 chega com o tema oficial “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.” A mensagem resume um dos maiores desafios da mobilidade moderna: em meio à pressa, distrações e individualismo, milhões de pessoas deixaram de perceber que o trânsito é, antes de tudo, um espaço de convivência humana.
Mais do que uma campanha simbólica, o movimento propõe mudança de comportamento. Ver o outro no trânsito significa reconhecer vulnerabilidades, antecipar riscos e agir com responsabilidade. Significa entender que atrás de cada volante, guidão, capacete ou faixa de pedestres existe uma pessoa.
O Portal do Trânsito apoia mais uma vez a iniciativa e acompanhará durante todo o mês ações educativas, debates e conteúdos voltados à segurança no trânsito e à valorização da vida.
O que é o Maio AmareloO Maio Amarelo é um movimento de conscientização para redução de mortes e lesões no trânsito. A proposta mobiliza poder público, empresas, escolas, entidades técnicas e sociedade civil em torno de ações educativas e preventivas.
A cor amarela foi escolhida por representar atenção e advertência na sinalização viária. O mês de maio remete ao período em que a Organização das Nações Unidas lançou a Década de Ação pela Segurança no Trânsito, impulsionando iniciativas em diversos países.
Maio Amarelo no Brasil: de campanha pontual a debate permanenteNos primeiros anos, muitas ações se concentravam em eventos presenciais, iluminação de prédios públicos e distribuição de materiais educativos. Com o tempo, o debate amadureceu.
Hoje, falar em educação no trânsito envolve discutir desenho urbano, fiscalização inteligente, velocidade segura, mobilidade ativa, acessibilidade, saúde pública e comportamento humano.
Mesmo assim, o Brasil ainda convive com números preocupantes de mortes e feridos em sinistros viários todos os anos, o que mantém a urgência da campanha.
O que significa “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”O slogan de 2026 vai além da visão física. “Enxergar o outro” significa perceber a presença, os limites e os direitos de quem divide as vias.
Na prática, isso envolve atitudes simples:
- reduzir a velocidade perto de escolas e faixas de pedestres;
- manter distância segura de motociclistas e ciclistas;
- sinalizar manobras;
- não usar celular ao volante;
- respeitar idosos em travessias;
- facilitar deslocamentos de pessoas com deficiência;
- dirigir sem transformar a rua em disputa.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a mensagem acerta no centro do problema atual.
“Boa parte dos conflitos no trânsito nasce quando alguém age como se estivesse sozinho. O trânsito só funciona quando percebemos que nossas escolhas afetam diretamente a vida de outras pessoas”, afirma.
Invisibilidade no trânsito: quando a distração vira riscoMuitos sinistros acontecem não por imprudência extrema, mas por pequenos momentos de invisibilidade social.
É o motorista que olha o celular e não vê o pedestre iniciando a travessia. Também é quem abre a porta do carro sem observar o ciclista. Além disso, o condutor apressado que muda de faixa sem notar a motocicleta. Assim como, quem ignora o tempo maior de travessia de um idoso.
Em cidades cada vez mais aceleradas, a desatenção ganhou novos aliados: notificações, telas, ansiedade e excesso de estímulos.
Por isso, o tema do Maio Amarelo 2026 conversa diretamente com a vida urbana contemporânea.
Pedestres, ciclistas e motociclistas precisam ser vistosOs usuários mais vulneráveis do sistema viário costumam pagar o preço mais alto quando alguém falha.
PedestresToda travessia depende da atitude de quem dirige. Reduzir velocidade e respeitar a preferência legal salva vidas.
CiclistasBicicletas ocupam menos espaço, poluem menos e ajudam a cidade. Ainda assim, muitos ciclistas enfrentam ultrapassagens perigosas e hostilidade.
MotociclistasMotocicletas estão mais expostas e podem ficar em pontos cegos dos veículos. Checagem de retrovisores e previsibilidade são essenciais.
MicromobilidadeUsuários de patinetes elétricos, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos passaram a fazer parte da rotina urbana. Por serem menores e silenciosos, muitas vezes deixam de ser percebidos por motoristas e até pedestres. Respeitar áreas de circulação, reduzir conflitos e observar antes de virar ou abrir portas ajuda a evitar sinistros.
Idosos, crianças e PCDs exigem atenção redobradaNem todas as pessoas circulam no mesmo ritmo ou nas mesmas condições. Idosos podem demandar mais tempo de reação e travessia. Crianças têm percepção limitada de risco e comportamento imprevisível. Pessoas com deficiência enfrentam obstáculos físicos e atitudinais diariamente.
Enxergar o outro também significa adaptar a própria conduta à necessidade alheia.
O papel de motoristas, empresas, escolas e poder públicoA transformação depende de todos.
MotoristasDirigir com calma, sem celular, sem agressividade e respeitando limites.
EmpresasTreinar frotas, estimular direção segura e cuidar da saúde ocupacional de condutores profissionais.
EscolasInserir cidadania e mobilidade segura desde cedo.
Poder públicoPlanejar cidades mais humanas, melhorar sinalização, calçadas, fiscalização e transporte coletivo.
Como participar do Maio Amarelo 2026Qualquer pessoa pode integrar o movimento:
- compartilhar conteúdo educativo confiável;
- promover palestras e rodas de conversa;
- revisar hábitos ao dirigir;
- incentivar deslocamentos seguros;
- apoiar ações locais em escolas e empresas;
- usar o mês para mudar condutas permanentes.
O principal gesto, porém, é diário: sair de casa disposto a conviver.
Um mês amarelo, uma responsabilidade do ano inteiroCampanhas são importantes porque chamam atenção. Mas a verdadeira mudança acontece no cotidiano, no semáforo, na esquina, no estacionamento, na rodovia e na faixa de pedestres.
Quando alguém desacelera para permitir a travessia, dá espaço ao ciclista ou guarda o celular antes de dirigir, o tema de 2026 deixa de ser slogan e vira prática.
O Portal do Trânsito reforça seu apoio ao movimento e seguirá divulgando conteúdos de utilidade pública ao longo do mês.
“Porque ninguém circula sozinho. E, no trânsito, enxergar o outro pode realmente salvar vidas”, finaliza Celso Mariano.
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1º de Maio: quem vai viajar ou sair na cidade precisa atenção a estes riscos no trânsito
O feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalhador, costuma movimentar rodovias, ruas e áreas de lazer em diversas cidades brasileiras. Para muita gente, é a oportunidade de viajar, visitar familiares ou descansar. Para outros, o período será aproveitado no próprio município, com deslocamentos curtos, encontros e atividades urbanas. Em ambos os casos, alguns cuidados podem fazer diferença para a segurança no trânsito.
Datas de maior fluxo geralmente exigem mais atenção de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. O aumento da circulação, aliado à pressa, distrações e mudanças na rotina, pode elevar o risco de colisões e outros sinistros.
Mais do que evitar multas ou congestionamentos, a recomendação é pensar no deslocamento como parte do feriado. Planejamento, paciência e escolhas responsáveis ajudam a proteger vidas.
Quem vai viajar: planejamento começa antes de sairPara quem pretende pegar estrada no feriado de 1º de Maio, o ideal é organizar a viagem com antecedência. Isso inclui definir horários de saída, verificar rotas alternativas e acompanhar as condições do tempo.
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), sair nos horários de pico pode significar longas filas, estresse e maior desgaste físico. Sempre que possível, vale considerar momentos de menor movimento.
Outro ponto importante é checar a documentação obrigatória do veículo e do condutor. CNH válida e licenciamento em dia evitam transtornos durante o trajeto.
Revisão do veículo pode evitar problemasAntes de viajar, uma rápida verificação mecânica pode prevenir panes e situações perigosas. Itens essenciais incluem:
- pneus e estepe em boas condições;
- freios;
- luzes e setas;
- limpadores de para-brisa;
- nível de óleo e água;
- bateria;
- combustível suficiente para o trajeto inicial.
Em caso de viagens mais longas, a manutenção preventiva é ainda mais recomendada.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, segurança começa antes de ligar o carro.
“Mais do que cumprir regras, o trânsito exige compreensão de risco e responsabilidade coletiva”, explica.
Durante a viagem, pressa é inimiga da segurançaNas rodovias, excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e uso do celular ao volante seguem entre os comportamentos mais perigosos.
Mesmo em trajetos conhecidos, o motorista deve respeitar limites de velocidade, manter distância segura do veículo à frente e sinalizar todas as manobras.
Também é importante fazer pausas em viagens longas. Cansaço e sonolência reduzem reflexos e aumentam o risco de erros.
Se houver consumo de bebida alcoólica, a orientação é simples e direta: não dirigir.
Motociclistas precisam redobrar atençãoEm feriados, muitos motociclistas aproveitam para viajar ou circular mais pela cidade. O cuidado com equipamentos de proteção e direção defensiva é fundamental.
Capacete afivelado corretamente, viseira adequada e roupas visíveis ajudam na segurança. Nas rodovias, é importante evitar pontos cegos de caminhões e carros.
Quem vai ficar na cidade também precisa se cuidarNem só as estradas exigem atenção. Nas cidades, feriados costumam alterar o comportamento do trânsito. Algumas vias ficam vazias, o que pode estimular excesso de velocidade. Outras regiões, como parques, centros comerciais e áreas gastronômicas, recebem maior movimento. Esse cenário pede cautela extra.
Motoristas devem respeitar faixas de pedestres, reduzir velocidade em áreas com lazer e observar ciclistas e motociclistas. Pedestres também precisam evitar distrações com celular ao atravessar ruas e usar locais seguros para travessia.
Atenção às crianças e idososCom famílias reunidas e atividades externas, cresce a circulação de crianças e idosos em ruas e calçadas. Esses públicos exigem atenção redobrada.
Crianças podem agir de forma imprevisível perto da via. Já idosos podem demandar mais tempo para travessia. Reduzir velocidade em áreas residenciais e locais movimentados é medida simples e eficaz.
Transporte por aplicativo e táxis exigem embarque seguroQuem vai sair sem dirigir pode optar por táxis ou aplicativos. Nesse caso, a recomendação é solicitar embarque em locais seguros, fora da pista de rolamento e sem bloquear cruzamentos.
Entrar ou sair do veículo em fila dupla ou no meio da rua aumenta riscos para todos.
O feriado acaba, a responsabilidade nãoSeja em uma viagem longa ou em deslocamentos curtos pela cidade, a lógica é a mesma: pequenas escolhas influenciam diretamente a segurança.
“Planejar o trajeto, respeitar regras e agir com empatia ajudam a tornar o feriado mais tranquilo e sem ocorrências graves. No trânsito, descanso também combina com prudência”, conclui Mariano.
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Free flow: entenda o que deu errado no pedágio sem cancela
lightpoet para Depositphotos
O sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow surgiu com uma promessa atraente: eliminar praças de pedágio tradicionais, acabar com filas, reduzir frenagens bruscas e tornar as viagens mais rápidas. Na teoria, a proposta representa um avanço importante para a mobilidade rodoviária.
Na prática, porém, a implantação no Brasil gerou um problema de grandes proporções: milhões de motoristas foram multados por não pagar a tarifa no prazo, muitos deles alegando desconhecimento sobre como funcionava a cobrança.
Diante da repercussão, o governo federal anunciou a suspensão de cerca de 3,4 milhões de multas e abriu um período de transição de 200 dias para regularização dos débitos sem penalidade. A decisão contou com participação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão responsável por normatizar regras de trânsito no país.
Mas afinal, o que aconteceu? E por que um sistema considerado moderno entrou em crise logo no início?
O que é o free flowNo modelo free flow, o motorista não para em cabines nem encontra cancelas. A cobrança é feita por pórticos instalados sobre a rodovia, equipados com câmeras e sensores capazes de identificar a placa do veículo ou dispositivos eletrônicos como TAGs.
De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o sistema traz vantagens como:
- mais fluidez no trânsito;
- redução de filas em feriados e horários de pico;
- menor emissão de poluentes;
- diminuição de colisões próximas a praças de pedágio;
- cobrança mais moderna e eficiente.
Esses benefícios são reais e já aparecem em países que adotaram o modelo de forma estruturada.
O que deu errado no BrasilEspecialistas apontam que o principal problema não foi a tecnologia em si, mas a forma como ela foi implantada.
Falta de sistema único nacionalEm diversos países onde o free flow funciona bem, o usuário encontra uma plataforma nacional integrada para consultar passagens e pagar tarifas.
No Brasil, a realidade é diferente. Há dezenas de concessionárias administrando rodovias, cada uma com canais próprios, aplicativos próprios e regras operacionais distintas.
Para o motorista comum, isso significa dificuldade para descobrir:
- por qual rodovia passou
- qual empresa administra o trecho
- quanto deve pagar
- onde pagar
- prazo de vencimento
Quando um sistema novo gera milhões de autuações rapidamente, o sinal de alerta se acende.
Embora o pagamento da tarifa seja obrigação do usuário, o volume de penalidades indica que houve falhas de comunicação, ausência de padronização e pouca clareza ao cidadão.
Em vez de experiência simples, muitos motoristas relataram surpresa ao receber multa semanas depois da viagem.
Crescimento de golpes digitaisOutro efeito colateral foi o surgimento de sites falsos e tentativas de golpe envolvendo supostas cobranças de pedágio eletrônico.
Com múltiplos canais e desconhecimento generalizado, criminosos passaram a explorar a confusão para tentar roubar senhas, dados pessoais e pagamentos indevidos.
Esse cenário reforça a importância de plataformas oficiais unificadas.
O que muda agoraCom a suspensão anunciada, multas ligadas ao não pagamento do free flow ficam temporariamente interrompidas.
Durante 200 dias, o motorista poderá regularizar tarifas vencidas sem sofrer penalidade de trânsito.
Além disso, o governo promete centralizar informações em ambiente digital oficial, vinculado ao aplicativo da CNH, para facilitar consultas e pagamentos.
A expectativa é permitir que o condutor visualize em um só lugar:
- débitos pendentes;
- rodovias utilizadas;
- vencimentos;
- formas de pagamento.
Sim. A suspensão é temporária.
Encerrado o período de adaptação, a penalidade volta a valer para quem deixar de pagar no prazo definido.
Hoje, a infração relacionada ao não pagamento do pedágio eletrônico prevê multa e pontos na CNH.
O debate sobre dinheiro das multasOutro ponto que entrou na discussão é o uso de recursos arrecadados com multas de trânsito em mecanismos ligados ao equilíbrio econômico de concessões rodoviárias, tema previsto em alterações legislativas recentes.
Críticos questionam se valores originados de penalidades aplicadas ao cidadão deveriam beneficiar contratos privados. Já defensores argumentam que a medida ajuda a sustentar a viabilidade do sistema rodoviário concedido.
O tema ainda tende a gerar debate jurídico e político.
O que o motorista deve fazer agora Verifique se passou por trecho com free flowNem sempre há praça física. Em muitos casos, apenas pórticos sobre a via.
Consulte canais oficiaisEvite links recebidos por mensagens ou redes sociais.
Guarde comprovantesPagamentos podem ser úteis em pedidos de restituição ou revisão.
Atenção ao volanteJamais tente consultar cobranças enquanto dirige.
O futuro do free flow no BrasilO sistema tem potencial para melhorar o trânsito rodoviário brasileiro, especialmente em regiões congestionadas e corredores logísticos.
Mas tecnologia sem simplicidade costuma gerar resistência. O desafio agora será transformar um modelo que nasceu com promessa de modernização em um serviço claro, confiável e nacionalmente padronizado.
Se isso não acontecer, o free flow continuará sendo lembrado menos pela inovação e mais pela enxurrada de multas.
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Maio Amarelo 2026 já tem tema definido: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”
O Movimento Maio Amarelo 2026 já tem tema oficial definido. O Observatório Nacional de Segurança Viária anunciou que a 13ª edição da campanha terá como mensagem central: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.”
A escolha do tema reforça uma discussão cada vez mais urgente nas cidades brasileiras: a necessidade de tornar o trânsito mais humano, seguro e atento à presença de todos os usuários das vias. Em um cenário marcado pelo crescimento da frota de motocicletas, aumento dos deslocamentos urbanos e alta vulnerabilidade de pedestres e ciclistas, a campanha propõe um olhar mais cuidadoso sobre o coletivo.
Mais do que uma frase de impacto, o slogan de 2026 traz um recado direto: perceber o outro no trânsito pode evitar sinistros, lesões graves e mortes.
Tema do Maio Amarelo 2026 mira comportamento no trânsitoDe acordo com o Observatório, a definição da campanha deste ano nasce de um desafio cotidiano: muitos condutores ainda dirigem como se estivessem sozinhos na via, ignorando a presença e os riscos enfrentados por quem está ao redor.
Na prática, “enxergar o outro” significa atitudes simples, mas decisivas, como:
- respeitar a distância lateral de motociclistas e ciclistas;
- reduzir a velocidade em áreas urbanas;
- dar preferência ao pedestre na faixa;
- usar seta e retrovisores com atenção;
- evitar distrações ao volante, como celular;
- compreender limitações de idosos, crianças e pessoas com deficiência.
A campanha também chama atenção para a convivência entre diferentes modais de transporte, realidade cada vez mais presente nos centros urbanos brasileiros.
Motociclistas no centro do debateO Maio Amarelo 2026 chega em um momento delicado para a segurança viária no país. As motocicletas ganharam protagonismo na mobilidade urbana, seja para trabalho, entregas, deslocamentos rápidos ou alternativa ao transporte público.
Ao mesmo tempo, motociclistas seguem entre os grupos mais expostos a lesões graves e mortes no trânsito. A menor proteção física do veículo, somada à imprudência de parte dos condutores e à falta de percepção de risco de outros motoristas, amplia a vulnerabilidade.
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, campanhas educativas continuam essenciais para mudar comportamentos.
“Mais do que cumprir regras, o trânsito exige compreensão de risco e responsabilidade coletiva. Quando o condutor percebe que divide a via com pessoas reais, decisões mudam e vidas podem ser preservadas”, explica.
Abertura nacional será em BrasíliaO lançamento oficial do Maio Amarelo 2026 contará com cerimônia nacional em Brasília, reunindo autoridades, especialistas e representantes do setor de transporte.
O evento é promovido pelo Observatório Nacional de Segurança Viária em parceria com o Ministério dos Transportes, por meio da Senatran, além do Sistema Transporte, que reúne CNT, SEST SENAT e ITL.
Cerimônia de Abertura Nacional do Maio Amarelo 2026:
- Data: 29 de abril de 2026
- Horário: 9h (horário de Brasília)
- Local: Auditório CNT – Confederação Nacional do Transporte
Criado para chamar atenção da sociedade para os altos índices de mortes e feridos no trânsito, o Maio Amarelo se consolidou como uma das principais mobilizações de segurança viária do país.
Durante todo o mês, órgãos públicos, empresas, escolas, entidades e concessionárias costumam promover ações educativas, blitze orientativas, palestras e campanhas de conscientização.
Em 2026, o foco em “enxergar o outro” dialoga diretamente com um problema atual: a desumanização no trânsito. Em meio à pressa, estresse e distrações, muitos esquecem que cada veículo, bicicleta ou pedestre representa uma pessoa.
Recuperar essa percepção pode ser um passo decisivo para reduzir conflitos e salvar vidas.
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Porte de arma para agentes de trânsito avança no Senado e segue para nova etapa
A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei 2.160/2023, que cria uma legislação nacional para os agentes de trânsito e autoriza o porte de arma de fogo para parte desses profissionais. O texto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senador Efraim Filho. O projeto é de autoria do deputado Nicoletti.
Se aprovado em definitivo, o texto poderá impactar a estrutura dos órgãos de trânsito estaduais e municipais ao estabelecer regras nacionais para ingresso na carreira, atribuições funcionais e prerrogativas desses servidores.
Porte de arma será restrito a atividades externas e ostensivasUm dos principais pontos do projeto é a autorização para porte de arma de fogo aos agentes de trânsito. No entanto, o relator apresentou emenda para restringir esse direito apenas aos profissionais que exerçam atividades externas e ostensivas.
Na prática, a medida alcançaria agentes envolvidos diretamente com fiscalização em vias públicas, policiamento de trânsito e patrulhamento viário.
Além disso, o texto prevê que a autorização dependerá de formação em escolas de polícia, bem como da existência de mecanismos internos de fiscalização e controle.
Conforme o relator, a limitação busca compatibilizar a proposta com as regras do Estatuto do Desarmamento.
“Apesar de considerarmos valorosa a previsão de porte de arma de fogo para os agentes de trânsito, é necessário limitar esse direito apenas àqueles servidores que exerçam atividades de forma ostensiva e externa, tendo em vista o caráter finalístico restritivo do Estatuto do Desarmamento”, argumentou Efraim Filho.
Projeto cria Lei Geral dos Agentes de TrânsitoAlém da discussão sobre armamento, o PL 2.160/2023 institui a chamada Lei Geral dos Agentes de Trânsito, reunindo diretrizes nacionais para a carreira.
Pelo texto, o agente de trânsito passa a ser reconhecido como servidor público de carreira típica de Estado, integrante dos órgãos executivos de trânsito e rodoviários dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Entre as funções previstas estão:
- patrulhamento viário;
- educação para o trânsito;
- operação viária;
- fiscalização de trânsito e transporte;
- exercício do poder de polícia de trânsito;
- atendimento a sinistros;
- levantamento de dados para estatísticas e prevenção.
A proposta também informa que a nova lei não interfere nas atribuições das Guardas Municipais, já disciplinadas por legislação própria.
Requisitos para ingresso na carreiraO projeto estabelece exigências mínimas para quem desejar ingressar na carreira de agente de trânsito. Entre elas:
- nacionalidade brasileira;
- gozo dos direitos políticos;
- quitação eleitoral e militar;
- nível superior completo;
- idade mínima de 18 anos;
- aptidão física, mental e psicológica;
- CNH ou Permissão para Dirigir categoria B ou superior;
- idoneidade moral comprovada.
Outros requisitos poderão ser definidos por leis estaduais ou municipais, conforme o ente federativo responsável.
Capacitação e atividade de riscoO texto determina ainda que o exercício da função dependerá de capacitação específica, com matriz curricular, carga horária mínima e periodicidade a serem regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Outro ponto previsto é o reconhecimento de que se considera as atividades dos agentes de trânsito de risco permanente e inerentes ao cargo.
O que acontece agoraApós aprovação na Comissão de Segurança Pública, o projeto passará pela CCJ do Senado. Se houver aprovação sem mudanças relevantes, a proposta poderá seguir para sanção presidencial. Caso haja alteração, poderá retornar à Câmara dos Deputados.
A tramitação é acompanhada por órgãos de trânsito e entidades ligadas à segurança viária, já que o texto trata tanto da valorização profissional quanto do uso de arma de fogo em atividades de fiscalização nas ruas.
Com informações da Agência Senado
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Chuva e pista lisa aumentam risco de acidentes no outono: erros simples ainda colocam motoristas em perigo
Com a chegada do outono e a mudança no padrão climático em diversas regiões do Brasil, aumentam os episódios de chuva, pista molhada, neblina e queda de temperatura. Para quem dirige, essa combinação exige atenção redobrada. Mesmo precipitações leves podem transformar trajetos comuns em situações de risco, especialmente quando o motorista mantém hábitos inadequados ao volante.
Todos os anos, períodos chuvosos elevam a ocorrência de colisões traseiras, saídas de pista, aquaplanagem e atropelamentos. Em muitos casos, o problema não está apenas no clima, mas na dificuldade de adaptação do condutor às novas condições da via.
Por que a pista molhada muda tudoQuando a água se acumula sobre o asfalto, o atrito entre pneu e solo diminui. Isso significa:
- maior distância de frenagem;
- menos aderência em curvas;
- risco de derrapagem;
- dificuldade em manobras rápidas;
- menor controle do veículo.
Nos primeiros minutos de chuva, o perigo costuma ser ainda maior. Poeira, óleo e resíduos acumulados no pavimento se misturam à água, formando uma superfície escorregadia.
Os erros mais comuns nesta época do ano 1. Frear em cima da horaMuitos condutores mantêm a mesma distância do veículo à frente usada em pista seca. O resultado pode ser colisão traseira.
2. Rodar com pneus desgastadosSulcos rasos dificultam o escoamento da água e aumentam risco de aquaplanagem.
3. Excesso de velocidadeMesmo dentro do limite da via, pode ser necessário reduzir a velocidade em chuva intensa.
4. Faróis apagadosEm chuva, neblina ou baixa visibilidade, ser visto é tão importante quanto enxergar.
5. Uso do celularEm clima adverso, qualquer distração se torna ainda mais perigosa.
O que diz a legislaçãoO Código de Trânsito Brasileiro exige que o condutor dirija com atenção e cuidados indispensáveis à segurança. Isso inclui adaptar a condução às condições climáticas e da via.
Também é dever do motorista manter o veículo em condições seguras, especialmente:
- pneus
- limpadores de para-brisa
- sistema de iluminação
- freios
- desembaçadores
Negligenciar manutenção pode gerar infrações e aumentar a responsabilidade em caso de acidente.
Como dirigir com mais segurança na chuva Reduza a velocidade gradualmenteEvite frenagens bruscas e movimentos secos no volante.
Aumente a distância do carro da frenteMais espaço significa mais tempo para reagir.
Use farol baixo quando necessárioAjuda na visibilidade e na percepção dos demais usuários.
Evite poças grandesElas podem esconder buracos ou causar perda de controle.
Se aquaplanar, mantenha calmaTire o pé do acelerador e segure o volante com firmeza, sem frear bruscamente.
Pedestres e motociclistas sofrem ainda maisEm dias chuvosos, usuários vulneráveis enfrentam riscos adicionais.
Pedestres têm menor visibilidade e atravessam com piso escorregadio. Motociclistas lidam com perda de aderência e menor estabilidade.
De acordo com o especialista Celso Mariano, dirigir na chuva exige mudança de mentalidade: não basta saber conduzir, é preciso saber adaptar a condução ao ambiente.
Outono exige prudência, não pressaA rotina não muda quando começa a chover, mas a via muda. E ignorar isso cobra caro. Muitos acidentes poderiam ser evitados com atitudes simples: sair mais cedo, revisar o carro e reduzir a velocidade.
No trânsito, o clima pode ser imprevisível. A responsabilidade, não.
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Free flow: veja como vai funcionar o pedágio eletrônico após suspensão de 3,4 milhões de multas
Motoristas que circulam por rodovias com pedágio eletrônico no sistema free flow terão novas regras nos próximos meses. O governo federal anunciou a suspensão de cerca de 3,4 milhões de multas aplicadas por falta de pagamento da tarifa e abriu prazo de 200 dias para regularização dos débitos sem penalidade. A medida foi formalizada com participação do Conselho Nacional de Trânsito, responsável por normatizar o sistema nacional de trânsito.
Além disso, motoristas que já quitaram multas poderão pedir devolução do dinheiro, em procedimento que ainda será detalhado oficialmente pelo governo. A mudança tenta corrigir um problema que se espalhou desde a implantação do modelo: milhares de condutores não conseguiam identificar onde pagar, quanto pagar ou qual empresa era responsável pela cobrança.
O que muda imediatamenteCom a nova regra, multas relacionadas ao não pagamento no free flow ficam suspensas temporariamente. Durante 200 dias, o condutor poderá quitar a tarifa pendente sem receber multa e sem pontos na CNH. O pedágio continua sendo devido, mas a punição administrativa fica interrompida no período de transição.
Na prática, trata-se de uma janela para regularização enquanto o sistema passa por ajustes.
Como será o sistema daqui para frente 1. Pedágio continua valendoÉ importante separar duas coisas: multa e tarifa. A suspensão anunciada vale para penalidades de trânsito. O valor do pedágio referente ao trecho utilizado continua obrigatório. Quem passa pelo pórtico eletrônico segue devendo a tarifa correspondente.
2. Cobranças devem ficar centralizadasHoje, muitos motoristas precisam acessar sites diferentes de concessionárias para descobrir débitos pendentes. A proposta do governo é integrar essas informações ao aplicativo oficial da CNH, concentrando dados de passagem e pagamento em um único ambiente digital. A expectativa é reduzir esquecimentos e facilitar a consulta.
3. Depois do prazo, penalidades retornamEncerrados os 200 dias, o sistema sancionador volta a funcionar normalmente para quem não quitar a tarifa dentro do prazo legal.
Atualmente, a infração por não pagamento do pedágio eletrônico é considerada grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Como pedir devolução do dinheiro da multaUm dos pontos que mais interessam aos motoristas é a restituição dos valores já pagos. Conforme informações divulgadas nesta terça-feira, quem quitou multa aplicada no sistema free flow poderá solicitar ressarcimento por meio de processo administrativo que será aberto pelo governo federal e pelos órgãos responsáveis. O Ministério dos Transportes informou que haverá divulgação ampla sobre como fazer o pedido.
A tendência é que o procedimento envolva:
- identificação do motorista ou proprietário do veículo;
- comprovante de pagamento da multa;
- dados do auto de infração;
- documentos pessoais;
- eventual comprovação da tarifa de pedágio paga ou regularizada.
Os detalhes operacionais ainda dependem de regulamentação.
Quanto pode ser devolvidoEstimativas apontam que o total de multas já quitadas e passíveis de devolução pode chegar a R$ 93 milhões apenas em autuações já pagas dentro do sistema federal. Isso mostra a dimensão do problema enfrentado desde o início da implantação do free flow.
O que o motorista deve fazer agora Verifique se você passou por rodovias com free flowO sistema já existe em diferentes estados e tende a se expandir.
Guarde comprovantesRecibos de multas pagas, tarifas quitadas e consultas realizadas podem ser importantes para restituição.
Acompanhe canais oficiaisO governo ainda divulgará os procedimentos formais para devolução de valores.
Não use celular dirigindoSe precisar consultar cobrança ou aplicativo, faça isso somente com o veículo parado em local seguro.
Impacto para o trânsitoO free flow tem potencial positivo: reduz filas, elimina frenagens bruscas em praças de pedágio e melhora a fluidez rodoviária.
Por outro lado, quando a cobrança não é clara, surgem insegurança, distração e sensação de punição inesperada. O desafio agora será transformar a tecnologia em serviço simples e transparente para o motorista.
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Free flow: governo suspende multas de pedágio sem cancela e abre prazo para regularização
O governo federal deve oficializar nesta terça-feira (28) uma medida aguardada por milhares de condutores: a suspensão temporária das multas aplicadas a motoristas que não pagaram tarifas no sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow. A decisão envolve também os pontos lançados na CNH e cria um período de transição para regularização dos débitos.
Na prática, o tema vai além da cobrança de pedágio. Ele expõe um desafio crescente no trânsito brasileiro: a velocidade com que novas tecnologias são implantadas nem sempre acompanha a capacidade de compreensão do usuário.
Conforme informações divulgadas por diferentes veículos, cerca de 3 milhões de autuações já teriam sido registradas no país em rodovias federais e estaduais que utilizam o modelo.
O que muda para o motoristaA proposta prevê um prazo de aproximadamente 200 dias para que condutores quitem os valores de pedágio em aberto. Durante esse período, as multas por inadimplência ficariam suspensas.
Hoje, deixar de pagar a tarifa dentro do prazo pode gerar infração de trânsito com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
Também há expectativa de mecanismos para revisão de penalidades já aplicadas, inclusive possibilidade de restituição em alguns casos, conforme relatos publicados nesta semana.
O que é o free flowO free flow elimina as tradicionais praças de pedágio com cancela. Em vez de parar o veículo, o motorista passa por pórticos equipados com câmeras e sensores, que identificam placa ou TAG eletrônica. Depois disso, a cobrança é feita digitalmente.
A promessa é positiva: mais fluidez, menos filas, redução de emissões e viagens mais rápidas. Mas a experiência prática mostrou outro problema: muitos condutores simplesmente não entenderam que precisavam pagar depois da passagem.
Quando inovação vira armadilhaPara o especialista Celso Mariano, a modernização do sistema viário é necessária, mas não pode transferir toda a responsabilidade ao cidadão sem comunicação eficiente.
“Tecnologia boa é aquela que simplifica a vida do usuário. Quando ela exige que o motorista descubra sozinho como funciona, o risco de erro aumenta”, avalia.
De acordo com ele, a lógica educativa deve prevalecer antes da punição. “Se milhões foram multados em pouco tempo, o problema não está apenas no comportamento das pessoas. É sinal de que houve falha de implantação, sinalização ou informação”, afirma.
Segurança viária também entra na discussãoEmbora o tema pareça apenas financeiro, ele também impacta a segurança no trânsito. Em sistemas antigos, muitos motoristas reduziam bruscamente perto das cabines. O free flow tende a reduzir esse risco.
Por outro lado, quando o usuário fica inseguro sobre cobrança, localização de pórticos ou consulta de débitos, cria-se distração posterior: uso do celular na direção, buscas em aplicativos e atenção dividida durante a viagem.
Ou seja, modernizar a rodovia sem orientar adequadamente o condutor pode gerar novos riscos.
O que o motorista deve fazer agoraMesmo com a suspensão anunciada, especialistas recomendam cautela:
Verifique se passou por trecho com free flowNem todo pedágio eletrônico tem praça física. Em muitos casos, há apenas estruturas suspensas sobre a pista.
Consulte débitos pendentesSites de concessionárias, aplicativos oficiais e sistemas públicos podem concentrar cobranças, dependendo da rodovia.
Guarde comprovantesPagamentos realizados e consultas registradas podem ser importantes caso haja revisão de autuações.
Use TAG se viaja com frequênciaEm muitos casos, a cobrança automática reduz esquecimentos e simplifica o processo.
Debate deve continuarA suspensão das multas resolve parte do problema imediato, mas abre uma discussão maior: como equilibrar inovação, arrecadação, praticidade e respeito ao cidadão.
Para Celso Mariano, o aprendizado precisa ser institucional.
“O trânsito brasileiro precisa evoluir, mas toda mudança deve ser compreensível. Não basta trocar a cancela por câmera. É preciso garantir que o motorista saiba exatamente o que fazer.”
O caso do free flow mostra que modernizar o sistema rodoviário não significa apenas instalar equipamentos. Significa comunicar bem, educar melhor e punir somente quando houver clareza total das regras.
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Maioria dos brasileiros apoia toxicológico para tirar CNH de carro e moto, diz pesquisa
Uma pesquisa de opinião divulgada no último domingo (26) pela Agência Brasil indica que a maioria da população brasileira é favorável à exigência do exame toxicológico para quem pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B, destinadas a motocicletas e automóveis. Conforme o levantamento, 86% dos entrevistados apoiam a medida.
O estudo foi encomendado pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox) e realizado pelo Instituto Ipsos-Ipec. Ao todo, foram ouvidas 2 mil pessoas em 129 municípios brasileiros. Os resultados foram divulgados na última sexta-feira (24).
A discussão interessa diretamente milhões de brasileiros que pretendem conquistar a primeira habilitação, especialmente jovens e trabalhadores que dependem da CNH para mobilidade e geração de renda.
O que muda para quem quer tirar CNHAtualmente, já se exige o exame toxicológico de condutores habilitados nas categorias C, D e E, utilizadas para caminhões, ônibus, vans e veículos com reboque. A proposta amplia essa obrigação também para candidatos às categorias A e B, voltadas a motos e carros de passeio.
Na prática, se houver a implementação da exigência, futuros condutores precisariam apresentar resultado negativo no exame para concluir o processo de habilitação.
A categoria A permite conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores. Já a categoria B se destina a automóveis, utilitários e caminhonetes.
Apoio aparece em todas as regiõesDe acordo com a pesquisa, o apoio à medida aparece de forma consistente em todas as regiões do país. O registro dos maiores índices aconteceu no Norte e Centro-Oeste, com 88%, seguidos do Nordeste, com 87%. Sudeste e Sul registraram 84% de aprovação.
O levantamento também apontou respaldo semelhante entre diferentes perfis sociais:
- Mulheres: 87%
- Homens: 85%
- Ensino superior: 91%
- Ensino médio: 88%
- Ensino fundamental: 81%
Entre as faixas etárias, os maiores índices favoráveis aparecem entre pessoas de 25 a 34 anos (88%) e de 35 a 44 anos (87%).
Segurança pública também entra no debateAlém da questão viária, o estudo mostra que 68% dos entrevistados acreditam que a exigência do exame toxicológico para obtenção da CNH A e B pode contribuir para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado.
Esse dado reforça que o debate em torno da medida extrapola o processo de habilitação e envolve temas como segurança pública, fiscalização e políticas preventivas.
Lei existe, mas aplicação ainda depende de definiçãoA inclusão da exigência no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ocorreu pela Lei nº 15.153/2025, em vigor desde dezembro do ano passado. Apesar disso, a aplicação prática ainda não começou em todo o país.
Conforme o Ministério dos Transportes, o tema segue em análise na Câmara Temática de Saúde para o Trânsito (CTST), que avalia como acontecerá a implementação da regra.
Ou seja: embora a previsão legal exista, ainda restam definições operacionais importantes, como procedimentos, integração com os Detrans e cronograma nacional.
O que o cidadão precisa acompanharPara quem pretende iniciar o processo de habilitação em 2026, o cenário exige atenção. Como a regulamentação ainda está em estudo, candidatos devem acompanhar informações oficiais dos órgãos de trânsito para saber se haverá mudança imediata nas exigências.
Caso a regra avance, o exame toxicológico poderá representar uma nova etapa no custo e no planejamento para tirar a CNH. Ao mesmo tempo, defensores da medida argumentam que a exigência amplia o controle preventivo e pode contribuir para a segurança no trânsito.
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Tragédia no Paraná expõe risco silencioso nas estradas: veículos circulando sem manutenção
Um grave acidente registrado na véspera do feriado de Tiradentes, no Paraná, voltou a chamar atenção para um problema recorrente nas estradas brasileiras: veículos circulando sem condições adequadas de segurança. A ocorrência envolveu um caminhão sem freios, que atingiu uma van e resultou na morte de um adolescente de 15 anos.
O caso reacende o alerta para a importância da manutenção veicular preventiva, especialmente em rodovias de alto fluxo, onde falhas mecânicas podem transformar situações comuns em tragédias.
Especialistas destacam que itens como freios, pneus e suspensão estão diretamente ligados à capacidade de reação do condutor e ao controle do veículo em momentos críticos.
Caminhão sem freios evidencia risco evitávelConforme informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal no Paraná, o caminhão envolvido no acidente foi autuado após a ocorrência.
Para o diretor do Sindirepa-PR, Evaldo Kosters, o episódio vai além de um caso isolado.
“É mais um sinistro envolvendo veículos de carga com problemas no sistema de frenagem. Isso acontece porque muita gente prefere apostar na sorte e ainda encara a manutenção veicular como um item desnecessário. Nas rodovias, um veículo sem condições adequadas pode transformar uma situação comum em um acidente grave, como mostram as estatísticas”, analisa.
A declaração reforça uma preocupação constante no setor automotivo: a negligência com revisões básicas ainda é comum entre proprietários e operadores de frota.
Falhas mecânicas aumentam gravidade dos acidentesEmbora o Paraná tenha registrado redução de 2,3% no número de mortes em rodovias federais em 2025, acidentes graves continuam acontecendo no estado.
Na avaliação de especialistas, muitos desses casos estão associados a fatores evitáveis, como desgaste de componentes essenciais, manutenção atrasada ou circulação de veículos sem condições técnicas adequadas.
Evaldo Kosters destaca que a melhora nos indicadores não elimina o problema estrutural.
“A diminuição no número de mortes é importante, mas não muda o fato de que ainda estamos falando de acidentes que, em muitos casos, poderiam ser evitados. Quando a gente olha para manutenção, estamos falando de itens básicos, como freios, pneus, suspensão, que impactam diretamente na capacidade de resposta do veículo. Na estrada, qualquer falha vira risco real, e muitas vezes com consequências graves”, pontua.
Mais de 30% da frota circula com deficiência de manutençãoLevantamentos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que mais de 30% da frota brasileira circula com algum tipo de deficiência de manutenção.
Esse cenário preocupa porque defeitos mecânicos costumam aparecer justamente em situações críticas, como:
- frenagens de emergência;
- descidas de serra;
- ultrapassagens;
- pistas molhadas;
- trechos com trânsito intenso;
- longas viagens rodoviárias.
Quando isso ocorre com veículos pesados, como caminhões e carretas, o potencial destrutivo tende a ser ainda maior.
BR-277 e BR-376 exigem atenção redobradaNo Paraná, o problema ganha dimensão maior em corredores logísticos estratégicos como a BR-277 e a BR-376.
Nessas vias, o grande volume de caminhões, ônibus e veículos leves aumenta o impacto de qualquer falha mecânica. Um problema em freios ou pneus pode gerar colisões em sequência, bloqueios totais e vítimas graves.
Trechos de serra, aclives e declives exigem ainda mais dos sistemas de frenagem, tornando a revisão preventiva indispensável.
Manutenção preventiva deve entrar no planejamento da viagemEspecialistas defendem que a revisão do veículo precisa ser tratada como parte do planejamento de qualquer deslocamento, especialmente em viagens longas e períodos de feriado.
Itens que merecem atenção incluem:
- sistema de freios;
- pneus e calibragem;
- suspensão;
- iluminação;
- direção;
- fluidos e óleo;
- documentação e equipamentos obrigatórios.
Segundo Kosters, a manutenção vai além de uma exigência técnica.
“Não é uma questão técnica apenas, é uma decisão de segurança”, completa.
Por que esse debate importaAcidentes provocados por falhas mecânicas costumam ser evitáveis. Quando envolvem veículos de carga, as consequências podem ser devastadoras para motoristas, passageiros e demais usuários da via.
O caso registrado no Paraná reforça que segurança no trânsito depende também de responsabilidade com a manutenção. Em muitos casos, uma revisão feita no momento certo pode evitar perdas irreparáveis.
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Vai comprar capacete? Nova regra muda vendas no Brasil a partir de 2026
Quem pretende comprar capacete novo para moto no Brasil precisará prestar atenção a uma novidade importante a partir de julho de 2026. Produtos comercializados no país deverão trazer o novo selo digital de conformidade do Inmetro, com QR Code para consulta imediata. A medida busca dificultar fraudes e ampliar a segurança de motociclistas e passageiros.
Embora a mudança não obrigue quem já possui capacete regularizado a trocá-lo, ela altera o momento da compra: o consumidor passa a ter mais ferramentas para verificar se o equipamento realmente atende às exigências técnicas.
Por que o novo selo interessa ao trânsito?Capacete não é acessório estético. É equipamento de proteção essencial e, em muitos acidentes, pode representar a diferença entre lesões leves e consequências graves.
Quando produtos falsificados ou sem certificação entram no mercado, o risco cresce. Em uma colisão, materiais inferiores, travas frágeis ou estrutura inadequada podem falhar justamente quando mais se precisa deles.
Para Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a mudança vai além da burocracia. “Quando o consumidor consegue confirmar a procedência do capacete de forma simples, o mercado ilegal perde espaço e a segurança viária ganha”, avalia.
Ele acrescenta: “No trânsito, não basta usar capacete. É preciso usar um capacete confiável.”
O que muda na prática a partir de julho de 2026Com a nova etapa da regulamentação, capacetes novos vendidos no varejo deverão estar identificados com o selo digital, substituindo gradualmente o modelo tradicional impresso.
Entre as principais mudanças estão:
- presença de QR Code no selo;
- possibilidade de consulta por celular;
- rastreabilidade maior do produto;
- mais dificuldade para falsificações simples;
- reforço na fiscalização.
De acordo com informações divulgadas sobre a norma, fabricantes e importadores já passaram por fases anteriores de adaptação, enquanto o comércio terá prazo até 30 de junho de 2026 para vender estoques dentro da transição. Depois disso, a exigência passa a valer plenamente.
Quem já tem capacete precisa trocar?Não. A mudança está relacionada principalmente à comercialização de novos produtos.
Ou seja: quem já possui capacete regular, dentro das condições adequadas de uso e conservação, não precisará substituí-lo apenas por causa do novo selo. O foco está em evitar que novos equipamentos irregulares continuem chegando ao consumidor.
Como verificar um capacete antes da compraA recomendação é simples: antes de pagar, confira o selo e faça a leitura do QR Code com o celular, quando disponível.
Além disso, vale observar:
- acabamento geral do produto;
- sistema de fecho;
- viseira e mecanismos;
- etiqueta de fabricação;
- nota fiscal;
- compra em loja confiável.
Desconfie de preços muito abaixo do mercado, ausência de embalagem adequada ou vendedores que não informam origem do produto.
Segurança viária começa antes de ligar a motoNo Brasil, motociclistas seguem entre os usuários mais vulneráveis do sistema viário. Por isso, qualquer avanço ligado à qualidade de equipamentos de proteção tem impacto coletivo.
Celso Mariano destaca que muitas escolhas erradas acontecem por economia imediata.
“Às vezes a pessoa compara apenas preço, quando deveria comparar proteção. O barato pode sair caríssimo em um sinistro.”
O que o motociclista deve fazer agoraAté a entrada definitiva da exigência, o ideal é que consumidores passem a incluir a certificação como critério central de compra. Design, cor e conforto importam, mas segurança vem primeiro.
Também é importante lembrar que capacete vencido, rachado, que sofreu impacto forte ou está com cinta danificada pode perder eficiência, mesmo que tenha sido certificado originalmente.
No fim das contas, o novo selo digital representa uma mensagem clara: no trânsito moderno, tecnologia também pode salvar vidas.
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Mais que locomoção: por que o transporte público é decisivo para a vida nas cidades
Presente diariamente na rotina de milhões de brasileiros, o transporte público vai muito além do deslocamento entre casa e destino. Ônibus, metrôs, trens e outros modais coletivos cumprem papel estratégico ao conectar a população ao trabalho, à educação, aos serviços de saúde, ao comércio e ao lazer.
Em um cenário de crescimento urbano e desafios de mobilidade, especialistas apontam que fortalecer o transporte coletivo é uma medida decisiva para tornar as cidades mais acessíveis, eficientes e sustentáveis.
Transporte coletivo conecta pessoas a direitos básicosPara grande parte da população, especialmente nos grandes centros urbanos, o transporte público representa a principal porta de acesso a serviços essenciais.
Sem uma rede eficiente, milhões de pessoas enfrentam dificuldades para chegar ao emprego, frequentar escolas e universidades, comparecer a consultas médicas ou acessar oportunidades de renda e qualificação.
Em escala global, o setor também tem enorme relevância. Segundo a União Internacional de Transportes Públicos, o transporte coletivo registra dezenas de bilhões de viagens por ano em todo o mundo e segue em recuperação, aproximando-se dos níveis anteriores à pandemia, quando eram contabilizadas cerca de 60 bilhões de viagens anuais.
Queda de passageiros no Brasil preocupa o setorApesar da importância social e econômica, o transporte coletivo por ônibus perdeu passageiros no Brasil na última década.
De acordo com o Anuário NTU 2023-2024, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o número de passageiros no transporte coletivo por ônibus caiu 44,1% nos últimos dez anos.
Mesmo com essa retração, em regiões metropolitanas densamente povoadas, como a de São Paulo, o transporte público segue como principal meio de deslocamento para grande parte da população.
Caso de Guarulhos mostra peso do sistemaNa cidade de Guarulhos, essa dependência aparece nos números da bilhetagem eletrônica. Segundo a Guarupass, são 2.231.752 bilhetes eletrônicos ativos administrados pelo sistema.
Além de facilitar o embarque e trazer mais praticidade ao usuário, a bilhetagem eletrônica contribui para a organização da operação e para o planejamento do sistema de transporte.
Menos carros, menos trânsito e menos poluiçãoOutro ponto central do transporte coletivo está no impacto ambiental e viário.
Conforme a NTU, um único ônibus pode substituir até 40 carros nas vias. Isso significa menos congestionamentos, menor emissão de poluentes e uso mais racional do espaço urbano — tema cada vez mais relevante diante da crise climática e da saturação viária em grandes cidades.
Ao priorizar corredores exclusivos, integração tarifária e renovação de frota, cidades podem aumentar a eficiência do sistema e reduzir problemas históricos de mobilidade.
Papel social vai além da operaçãoO transporte público também pode exercer função social importante dentro das comunidades.
Empresas associadas à Guarupass, como a Viação Campo dos Ouros, desenvolvem iniciativas voltadas à população.
Entre elas está o projeto “Natal de Ouro”, com entrega de brinquedos para crianças. E. também, o “Natal Solidário”, focado na arrecadação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade, centros sociais e instituições beneficentes.
As ações reforçam que sistemas de mobilidade também podem contribuir para fortalecer vínculos comunitários e ampliar redes de apoio social.
Mobilidade urbana depende de integraçãoDe acordo com Márcio Pacheco, diretor executivo da Guarupass, quando o transporte coletivo opera de forma articulada, os benefícios ultrapassam a mobilidade.
“Quando o transporte público funciona de forma integrada, ele não apenas leva as pessoas de um ponto a outro, mas também amplia o acesso a oportunidades e fortalece o papel social das cidades”, destaca Márcio Pacheco, diretor executivo da Guarupass.
Por que o tema importaDiscutir transporte público é discutir acesso a direitos, produtividade urbana, segurança viária e qualidade de vida. Em cidades cada vez mais populosas, investir em sistemas eficientes, acessíveis e sustentáveis pode ser determinante para reduzir desigualdades. Além disso, melhorar a vida de milhões de brasileiros.
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Multa do antigo dono pode deixar de ser problema para comprador
O Senado começou a analisar um projeto de lei que pode mudar uma situação comum e problemática para quem compra um veículo usado: ter que pagar multas cometidas pelo antigo proprietário.
O Projeto de Lei 3.509/2024, que a Câmara dos Deputados já aprovou, altera o Código de Trânsito Brasileiro para deixar claro que infrações cometidas antes da transferência do veículo, mas lançadas com atraso no sistema, não poderão ser atribuídas ao novo dono.
Multas lançadas depois da transferência geram dor de cabeçaHoje, uma situação relativamente comum ocorre quando o antigo proprietário comete a infração, mas o sistema só registra a multa depois que o novo dono já transferiu o veículo.
Nesses casos, muitas vezes a multa acaba vinculada ao novo proprietário, que precisa recorrer para provar que não era o responsável pelo veículo no momento da infração.
A proposta pretende justamente evitar esse tipo de situação, ou seja, deixando claro na lei que a responsabilidade deve ser de quem cometeu a infração, e não de quem comprou o veículo depois.
Regra também vale para empresasO projeto também prevê como devem funcionar os casos em que o veículo estiver em nome de empresa.
Nos casos de arrendamento mercantil (leasing) ou financiamento com garantia do veículo (alienação fiduciária), a multa deverá ser cobrada da pessoa que estava utilizando o veículo no momento da infração.
Ou seja, a responsabilidade continua sendo do condutor ou do responsável pelo veículo no momento da infração, e não necessariamente do proprietário formal.
Projeto ainda precisa passar pelo SenadoO projeto já teve aprovação na Câmara dos Deputados e agora está em análise no Senado. Se aprovado, seguirá para sanção presidencial e, só depois disso, passa a valer.
A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro e pode trazer mais segurança jurídica para quem compra veículo usado, especialmente em casos de multas registradas com atraso nos sistemas de trânsito.
As informações são da Agência Câmara
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São Paulo cria plano para reduzir mortes no trânsito pela metade até 2030
O Governo de São Paulo oficializou nesta semana o Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), iniciativa que pretende reduzir em 50% o número de mortes no trânsito até 2030. A medida foi instituída por decreto assinado pelo governador Tarcísio de Freitas e publicada no Diário Oficial na última quarta-feira (22).
De acordo com o governo paulista, a expectativa é salvar cerca de 19 mil vidas nos próximos anos por meio de ações coordenadas entre diferentes órgãos públicos e municípios. O plano também segue metas internacionais ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), voltadas à redução de fatalidades no trânsito.
A iniciativa representa um novo direcionamento para a segurança viária no estado mais populoso do país e pode impactar diretamente a vida de milhões de condutores, pedestres, ciclistas e motociclistas.
Mudança de conceito: de acidentes para sinistros de trânsitoUm dos principais pontos do novo plano é a mudança de abordagem sobre as ocorrências nas vias. O governo paulista passa a adotar oficialmente o termo sinistros de trânsito, em substituição à palavra acidente.
A mudança reforça a ideia de que colisões, atropelamentos e demais ocorrências viárias não são eventos inevitáveis, mas situações que podem ser prevenidas com planejamento, educação, fiscalização e infraestrutura adequada.
O PSV-SP também se apoia em dois conceitos amplamente utilizados em políticas modernas de mobilidade urbana:
- Visão Zero, que considera inaceitável qualquer morte no trânsito;
- Sistema Seguro, que defende responsabilidade compartilhada entre poder público, condutores e demais usuários das vias.
Na prática, isso significa reconhecer que erros humanos acontecem, mas que o sistema viário precisa ser estruturado para evitar que esses erros resultem em mortes ou lesões graves.
O que prevê o plano de segurança viária de São PauloO plano reúne uma série de ações que deverão ser implementadas gradualmente até 2035. Entre as principais medidas previstas estão:
- melhoria da infraestrutura viária com foco em segurança;
- uso de tecnologia para reforçar a fiscalização;
- fortalecimento do atendimento às vítimas;
- incentivo permanente à educação para o trânsito;
- ampliação do uso de dados para orientar decisões públicas.
Essas medidas podem incluir, por exemplo, intervenções em pontos críticos, monitoramento mais eficiente e políticas públicas baseadas em estatísticas reais sobre ocorrências nas vias.
Atenção especial aos usuários mais vulneráveisO plano paulista também prevê prioridade para grupos mais expostos aos riscos no trânsito, especialmente os motociclistas, que atualmente representam parcela significativa das vítimas fatais e feridos graves.
Além deles, ações de proteção também tendem a beneficiar pedestres, ciclistas e demais usuários vulneráveis, que geralmente sofrem consequências mais severas em colisões urbanas.
Esse enfoque acompanha uma tendência internacional de priorizar quem está mais desprotegido no sistema viário.
Municípios terão apoio técnico do EstadoOutro eixo importante do PSV-SP é o suporte técnico aos municípios paulistas para que criem seus próprios planos locais de segurança viária.
A proposta é integrar as estratégias municipais a uma política estadual mais ampla, permitindo ações coordenadas e metas conjuntas.
Também está prevista a criação de observatórios municipais de trânsito, que atuarão em conjunto com o observatório estadual para acompanhar indicadores, mapear riscos e medir resultados.
Na prática, isso pode ajudar cidades de diferentes portes a tomar decisões mais eficientes com base em dados concretos.
Comitê gestor vai acompanhar resultadosO decreto ainda institui um Comitê Gestor responsável por monitorar a execução do plano.
O grupo terá representantes de áreas como:
- saúde;
- educação;
- segurança pública;
- transporte.
Entre as atribuições do comitê estão avaliar resultados, propor ajustes e garantir integração entre os diversos órgãos envolvidos.
Considera-se essa governança intersetorial fundamental em políticas de segurança viária, já que o trânsito envolve fatores humanos, urbanos, sanitários e de fiscalização.
Implementação ocorrerá em três fasesO governo estadual informou que a execução do plano ocorrerá em etapas:
Curto prazo (até 2027)
Organização da gestão e início de projetos prioritários.
Médio prazo (até 2030)
Expansão das ações para atingir a meta de reduzir mortes pela metade.
Longo prazo (até 2035)
Consolidação das políticas públicas e busca por reconhecimento como referência nacional e internacional.
O lançamento do Plano de Segurança Viária marca a primeira estratégia estadual específica para o tema em São Paulo. Em um cenário de altos índices de mortes e lesões no trânsito em todo o país, medidas estruturadas e permanentes tendem a ter impacto direto na preservação de vidas.
Ao combinar planejamento, integração entre órgãos públicos e foco na prevenção, o estado busca tornar ruas e rodovias paulistas mais seguras para todos os usuários.
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PL quer mudar valor das multas e regra dos radares
Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados pode mudar dois pontos sensíveis da fiscalização de trânsito no Brasil: o valor das multas e a forma como os radares são utilizados.
O PL 1558/2026, apresentado pelo deputado Kim Kataguiri (União/SP), propõe reduzir o valor das multas de acordo com a renda do motorista e também proibir expressamente o uso de radares escondidos ou sem sinalização.
A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e traz mudanças que podem impactar diretamente milhões de condutores.
Desconto nas multas conforme a rendaO projeto prevê que motoristas com renda mensal de até quatro salários mínimos possam solicitar redução no valor das multas, mediante comprovação.
Os descontos seriam progressivos:
- 30% para quem ganha entre 3 e 4 salários mínimos;
- 40% para renda entre 2 e 3 salários mínimos;
- 50% para quem ganha até 2 salários mínimos ou está inscrito no CadÚnico.
A redução também poderia ser aplicada a multas agravadas por fator multiplicador.
Conforme o texto, o benefício dependeria de requerimento do infrator e comprovação documental da renda.
Argumento: multa pesa diferente para cada cidadãoNa justificativa, o deputado afirma que o modelo atual ignora diferenças econômicas entre os motoristas. Segundo ele, a proposta busca aplicar o princípio da igualdade material, já que uma mesma multa pode ter impactos muito distintos dependendo da renda.
O parlamentar também argumenta que penalidades elevadas podem se tornar impagáveis para parte da população, levando à inadimplência e até à circulação irregular de veículos.
Projeto reforça proibição de radares escondidosOutro ponto do projeto trata da fiscalização eletrônica.
O texto determina que a instalação de radares e medidores de velocidade deve ocorrer em locais visíveis, vedando expressamente o uso de equipamentos de forma:
- oculta;
- camuflada;
- dissimulada;
- sem sinalização prévia.
Caso não se cumpra a regra, o projeto prevê a nulidade da multa aplicada.
Mas esse ponto já tem regulamentação hoje.Atualmente, normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) já exigem que a fiscalização eletrônica seja ostensiva e sinalizada, proibindo o uso de radares escondidos.
Na prática, o que o projeto faz é levar essa regra para dentro do próprio CTB, dando força de lei ao que hoje está previsto em resolução.
Na justificativa, o autor afirma que a fiscalização deve ter caráter educativo e não funcionar como “armadilha” para o condutor.
Debate: justiça social x segurança viáriaA proposta reúne dois temas que costumam gerar debate: o valor das multas e o papel dos radares.
Por um lado, o projeto defende maior proporcionalidade nas penalidades e mais transparência na fiscalização. Por outro, especialistas em segurança viária alertam que o controle de velocidade é uma das principais ferramentas para reduzir acidentes graves e mortes no trânsito.
Além disso, o valor da multa tem função dissuasória — ou seja, deve desestimular comportamentos de risco. Mudanças nesse modelo costumam levantar discussões sobre o equilíbrio entre justiça social, eficácia da punição e segurança viária.
Próximos passosO PL 1558/2026 ainda passará pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.
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Abril Verde e a evolução da segurança no transporte brasileiro
O movimento “Abril Verde” é celebrado durante todo o mês de abril, com o objetivo de promover a reflexão, a conscientização e a ação em prol da Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Em 2026, o Tribunal Superior do Trabalho adota o tema “Trabalho mais saudável e seguro para todos”, ressaltando a interconexão entre saúde física e mental no ambiente de trabalho e enfatizando a importância de combater os riscos psicossociais.
O setor de transportes enfrenta desafios de segurança mais complexos. Historicamente, é uma área de alto risco, abrangendo desde a condução de veículos pesados em longas jornadas e a movimentação de cargas complexas até as atividades logísticas de armazenagem e distribuição. Com base em dados de 2025 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT), houve o registro de 72.483 ocorrências nas rodovias federais brasileiras. Sendo 19.000 envolvendo caminhões, o que representa uma proporção de um a cada quatro acidentes nessas vias.
Antonio Luiz Leite, presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), ressalta que o histórico de ocorrências com profissionais do transporte foi fundamental para a formação das atuais normas de segurança do trabalho para a categoria.
“Embora não esteja vinculada a um único grande acidente, a legislação atual é fruto de um histórico consistente de ocorrências, amplamente documentadas ao longo dos anos”, afirma Antonio.
Lei do DescansoA implementação da legislação sobre a jornada e o descanso dos motoristas profissionais, formalizada na Lei nº 13.103/2015 (conhecida como Lei do Motorista), é um exemplo dessa evolução histórica. Além disso, a crescente demanda por um controle mais rigoroso e segurança operacional impulsionou o aprimoramento das exigências de rastreamento e gerenciamento de risco no transporte de cargas, refletindo a necessidade de resposta ao aumento de ocorrências.
A iniciativa “Abril Verde” foi estabelecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2003, dedicando o mês de abril à conscientização e o dia 28 de abril ao Dia Mundial de Saúde e Segurança no Trabalho. A escolha da data homenageia as 78 vítimas de um acidente na mina de carvão de Farmington, Estados Unidos, em 1969. No Brasil, o “Abril Verde” começou em 2014 com a missão de ampliar o debate e as ações de prevenção contra acidentes e doenças ocupacionais, além de integrar, de maneira efetiva, a pauta da egurança na rotina e na cultura de todas as empresas nacionais, independentemente do setor.
Para o presidente da FuMTran, ações como o “Abril Verde” são essenciais para manter viva a memória das vítimas de acidentes de trabalho. Além disso, elas promovem uma cultura de segurança mais forte no setor de transportes, visando evitar a repetição de erros anteriores. “O ‘Abril Verde’ reforça o fato de que a evolução das normas de segurança está diretamente ligada à análise de eventos críticos. No transporte, especialmente ao longo do século XX, o aumento da circulação de cargas e passageiros expôs riscos que exigiram respostas regulatórias e operacionais mais estruturadas. A memória permite compreender como acidentes influenciaram mudanças institucionais. Além disso, registrar esses processos ajuda a entender como a segurança passou de uma prática pontual para um componente operacional essencial”, comenta.
De acordo com o presidente da FuMTran, o registro histórico das ações implementadas no presente será fundamental para a elaboração das futuras diretrizes de segurança no transporte.
“A FuMTran atua preservando registros que permitem analisar a evolução das práticas de segurança no transporte brasileiro. Ao documentar trajetórias, mudanças regulatórias e contextos operacionais, nós contribuímos para que o setor compreenda como a segurança foi incorporada ao longo do tempo e por que ela deve ser tratada como um elemento estratégico e permanente”, conclui Antonio Luiz Leite.
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Tecnologia avança nas rodovias, mas erro humano ainda explica a maioria das mortes
Mesmo com a redução no número de mortes e acidentes, o trânsito nas rodovias ainda apresenta um grande desafio: o comportamento dos usuários. É o que mostram dados divulgados pela concessionária Arteris, que administra cerca de 3.200 quilômetros de rodovias nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.
De acordo com o levantamento, o número de mortes nas rodovias administradas pela empresa caiu 11,8% no último ano, passando de 585 para 516 óbitos. O total de acidentes também apresentou queda de 6,4%, passando de 33.402 registros para 31.273 ocorrências.
Apesar da redução, um dado chama a atenção: a maioria das vítimas fatais ainda é formada por usuários mais vulneráveis ou por pessoas que não utilizavam itens básicos de segurança.
Vítimas vulneráveis ainda são maioriaConforme os dados da Arteris, 78% das mortes registradas nas rodovias administradas pela concessionária envolveram vítimas consideradas mais vulneráveis no trânsito. Do total, 31% eram pedestres e ciclistas, 31% motociclistas e 16% pessoas que estavam sem cinto de segurança.
Na prática, isso significa que grande parte das mortes poderia ser evitada com atitudes simples, como respeitar os limites de velocidade, manter distância segura, usar o cinto e dirigir com atenção.
Engenharia e tecnologia ajudam, mas não resolvem tudoA redução no número de acidentes nas rodovias administradas pela concessionária está relacionada a uma combinação de fatores, como melhorias de engenharia, monitoramento por câmeras, uso de inteligência artificial para identificar comportamentos de risco, reforço operacional em períodos de maior movimento e campanhas educativas.
Segundo Marcelo Sato Mizusaki, superintendente de Núcleo de Operações da Arteris, a estrutura e o monitoramento ajudam a reduzir riscos, mas não substituem a responsabilidade dos usuários.
“Nossas equipes estão preparadas, mas a segurança é uma via de mão dupla e o motorista também precisa assumir seu papel, respeitando os limites de velocidade, usando o cinto de segurança e mantendo o foco total na condução. Um segundo de distração ou uma manobra arriscada pode impactar todo o esforço preventivo que realizamos 24 horas por dia”, afirmou.
Para o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, os dados mostram justamente isso: a tecnologia ajuda, mas o comportamento ainda é decisivo.
“A engenharia e a tecnologia evoluíram muito nos últimos anos e ajudam a reduzir acidentes, mas o comportamento humano ainda é o elo mais frágil da segurança viária. Enquanto as pessoas continuarem assumindo riscos, os números não vão zerar. Respeitar a velocidade, usar o cinto e manter a atenção ainda são as atitudes que mais salvam vidas.”
Feriados prolongados acendem alerta para 2026Outro ponto de atenção é o calendário de 2026, que terá vários feriados prolongados ao longo do ano. Ou seja, isso deve aumentar o fluxo de veículos nas rodovias em diversos períodos.
Historicamente, feriados prolongados concentram aumento no número de acidentes, principalmente por fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, dirigir com sono ou cansaço e uso do celular ao volante.
Por isso, especialistas reforçam que viajar com segurança depende muito mais do comportamento do motorista do que das condições da rodovia.
O que os dados mostram sobre os acidentesA análise dos tipos de acidentes também ajuda a entender o comportamento dos condutores. Entre as ocorrências mais comuns nas rodovias administradas pela Arteris estão:
- Choque contra objeto fixo: geralmente relacionado à perda de controle do veículo, excesso de velocidade ou sono ao volante.
- Colisão traseira: normalmente causada por distração, uso do celular ou falta de distância segura.
- Colisão lateral ou transversal: associada a ultrapassagens indevidas, conversões proibidas ou falhas de observação.
Ou seja, em grande parte das situações, o acidente não acontece por falha da via, mas por falha humana.
Segurança no trânsito ainda depende das escolhasA redução no número de mortes mostra que investimentos em engenharia, fiscalização e tecnologia são importantes e trazem resultados. Mas os números também deixam claro que ainda há um longo caminho pela frente — e esse caminho passa, principalmente, pela mudança de comportamento.
Respeitar limites de velocidade, usar o cinto de segurança, não usar o celular ao volante, manter distância segura e ter paciência são atitudes simples, mas que continuam sendo as que mais salvam vidas.
No trânsito, a tecnologia ajuda, a engenharia protege, a fiscalização orienta — mas, no fim, a decisão que evita ou provoca um acidente ainda está nas mãos de cada pessoa.
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Pequenas discussões no trânsito podem escalar para violência extrema: o que está por trás desse comportamento
Casos recentes de violência no trânsito, como a morte de um motorista após uma discussão em Sorocaba (SP), reacendem o alerta para um fenômeno cada vez mais frequente nas cidades brasileiras: conflitos cotidianos que rapidamente evoluem para agressões graves. Em um ambiente já marcado por estresse, pressa e sobrecarga emocional, situações aparentemente banais podem funcionar como gatilhos para reações desproporcionais.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que episódios de violência interpessoal têm crescido em contextos urbanos, muitas vezes associados a conflitos impulsivos. Já estudos da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) apontam que comportamentos agressivos ao volante, como xingamentos, perseguições e ameaças, são mais comuns entre motoristas sob altos níveis de estresse e fadiga.
Tensões acumuladasPara a psicóloga Dra. Andrea Beltran, o trânsito funciona como um espaço onde tensões emocionais acumuladas encontram uma via de descarga.
“O trânsito é um ambiente que reúne pressa, sensação de anonimato e baixa consequência imediata. Isso faz com que muitas pessoas se sintam mais autorizadas a agir de forma impulsiva, especialmente quando já estão emocionalmente sobrecarregadas”, explica.
De acordo com a especialista, pequenas frustrações, como uma fechada, uma buzina ou uma disputa por espaço, podem ser interpretadas de forma amplificada. “Não é apenas sobre o evento em si. Muitas vezes, a reação exagerada está ligada a conteúdos emocionais acumulados, que encontram naquele momento uma oportunidade de expressão”, afirma.
Esse processo está diretamente relacionado à dificuldade de regulação emocional e à baixa tolerância à frustração, características cada vez mais presentes na vida contemporânea. “Vivemos em uma cultura que estimula respostas imediatas e pouco espaço para elaboração emocional. Isso reduz a capacidade de lidar com contratempos e aumenta a tendência a reagir de forma explosiva”, diz a Dra.
Na prática, isso significa que o motorista não reage apenas ao outro, mas ao que aquele outro representa simbolicamente naquele momento, desrespeito, invasão, ameaça ou injustiça. “Quando a pessoa não consegue diferenciar o fato concreto da carga emocional que projeta na situação, qualquer conflito pode ganhar proporções muito maiores do que realmente tem”, pontua.
A psicologia também aponta que o carro pode funcionar como uma espécie de “extensão do eu”, o que intensifica a percepção de ataque. “É possível sentir uma simples fechada como uma agressão pessoal. E, sem recursos internos para elaborar essa sensação, a resposta tende a ser imediata e, muitas vezes, violenta”, explica.
Outro fator relevante é o efeito de desinibição provocado pelo ambiente.Dentro do veículo, há uma sensação de proteção e distanciamento que reduz o freio social. “O anonimato relativo e a ausência de contato direto favorecem comportamentos que talvez não acontecessem em outras situações sociais”, afirma a especialista.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de desenvolver maior consciência emocional no cotidiano. “Aprender a reconhecer os próprios limites, identificar sinais de irritação e criar pequenas pausas antes de reagir são estratégias fundamentais para evitar escaladas de conflito”, orienta Dra. Andrea.
Mais do que um problema de trânsito, esses episódios refletem dificuldades emocionais mais amplas.
“Quando uma discussão banal termina em violência extrema, isso indica que há um acúmulo psíquico que não está sendo elaborado. O trânsito apenas revela algo que já estava em ebulição”, conclui.
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