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Atualizado: 18 minutos 33 segundos atrás

Nova prova da CNH de moto começa a valer em SP; entenda as mudanças

ter, 28/07/2026 - 13:30
Para os candidatos, a principal orientação é investir em uma preparação voltada para a condução segura. Foto: joasouza para Depositphotos

Os candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A já começam a encontrar um novo formato de exame prático em São Paulo. O Detran-SP adaptou a avaliação às regras previstas na Resolução Contran nº 1.020/2025, que reformulou o processo de habilitação em todo o país. Entre as mudanças está a adoção de um modelo de avaliação mais próximo das situações enfrentadas pelos motociclistas no dia a dia, reduzindo a ênfase em manobras realizadas exclusivamente em circuito fechado.

A mudança tem despertado dúvidas entre candidatos e instrutores, principalmente sobre o grau de dificuldade do novo exame. No entanto, a proposta não é tornar a prova mais fácil, mas avaliar competências que realmente serão exigidas quando o motociclista estiver circulando pelas vias.

O que muda na prova prática

O novo modelo adotado pelo Detran-SP segue as diretrizes do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

A principal mudança é que o exame passa a utilizar um sistema de pontuação baseado em infrações de trânsito. Durante a avaliação, as ocorrências registradas pelo examinador recebem pontuação de acordo com sua gravidade — leve, média, grave ou gravíssima. O candidato será aprovado desde que não ultrapasse o limite previsto nas novas regras.

Além disso, o exame deixa de concentrar sua avaliação em exercícios específicos de um circuito e busca verificar se o candidato demonstra condições de conduzir a motocicleta de forma segura em situações semelhantes às encontradas no trânsito.

Conforme o Detran-SP, o objetivo é tornar a avaliação mais compatível com a realidade enfrentada pelos futuros condutores após a obtenção da habilitação.

A prova ficou mais fácil?

Apesar de alguns elementos tradicionais do percurso deixarem de ter o mesmo protagonismo, a mudança não representa uma redução da exigência técnica.

Na prática, o candidato continua precisando demonstrar domínio da motocicleta, equilíbrio, coordenação dos comandos, respeito às regras de circulação e capacidade de tomar decisões seguras durante a condução.

A diferença é que a avaliação passa a privilegiar habilidades que fazem parte da rotina de quem conduz uma motocicleta, em vez de focar apenas na execução de manobras previamente treinadas.

Isso significa que memorizar um circuito específico tende a ser menos importante do que demonstrar preparo para enfrentar situações reais de trânsito.

Quais habilidades continuam sendo avaliadas?

Mesmo com as mudanças, diversos aspectos permanecem fundamentais para a aprovação no exame.

Entre eles estão:

  • controle da motocicleta;
  • uso correto dos comandos;
  • respeito à sinalização;
  • posicionamento adequado na via;
  • realização segura de curvas e frenagens;
  • atenção ao ambiente ao redor;
  • tomada de decisões durante a condução.

Essas competências fazem parte da condução segura e continuam sendo essenciais para que o candidato demonstre condições de obter a habilitação.

Mudança segue regras nacionais

Embora São Paulo tenha sido um dos estados a implementar o novo modelo de avaliação, as alterações decorrem da Resolução Contran nº 1.020/2025, que estabeleceu novas diretrizes para o processo de formação de condutores em todo o país.

Além da reformulação do exame prático, a norma também trouxe mudanças para o exame teórico, com a utilização do Banco Nacional de Questões (BNQ), e criou novas possibilidades para a organização do processo de aprendizagem, cuja implementação depende da adaptação dos Detrans.

Por isso, a adoção das novas regras pode ocorrer em momentos diferentes entre os estados.

Formação continua sendo decisiva

As mudanças no exame acontecem em um momento em que os motociclistas representam a maior parcela das vítimas fatais no trânsito brasileiro. Esse cenário reforça a importância de um processo de formação capaz de preparar os futuros condutores para reconhecer riscos, agir preventivamente e adotar comportamentos seguros desde o início da vida como motociclistas.

Mais do que avaliar a execução de manobras, o novo modelo busca verificar se o candidato demonstra conhecimentos e habilidades compatíveis com os desafios que encontrará ao conduzir uma motocicleta nas vias.

O que muda para quem vai fazer a prova?

Para os candidatos, a principal orientação é investir em uma preparação voltada para a condução segura, e não apenas para a memorização do percurso do exame.

Compreender as normas de circulação, desenvolver boa percepção de risco, praticar técnicas de condução defensiva e manter atenção constante durante toda a avaliação tendem a ser fatores cada vez mais importantes no novo modelo.

A atualização do exame reflete uma tendência de aproximar o processo de habilitação da realidade do trânsito. O objetivo é que a prova avalie não apenas a capacidade de controlar a motocicleta, mas também o preparo do futuro condutor para enfrentar, com segurança e responsabilidade, as situações que encontrará após receber a CNH.

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Brasil registra um veículo roubado ou furtado a cada dois minutos, aponta Anuário da Segurança Pública

ter, 28/07/2026 - 08:15
Um veículo foi roubado ou furtado a cada dois minutos no Brasil em 2025. Apesar da queda nos índices, o país ainda registrou mais de 308 mil ocorrências no ano. Foto: criação de IA

Embora os indicadores de criminalidade relacionados aos veículos tenham apresentado melhora em 2025, o problema continua longe de ser pequeno. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que o Brasil registrou 308.440 ocorrências de roubo e furto de veículos ao longo do ano passado. Na prática, isso significa que, em média, um veículo foi roubado ou furtado a cada 1 minuto e 42 segundos no país.

Em números diários, foram aproximadamente 845 ocorrências por dia, ou cerca de 35 por hora. Apesar do volume ainda expressivo, o levantamento aponta uma redução de 14,3% na taxa nacional em comparação com 2024, indicando uma tendência positiva que, no entanto, ainda exige atenção das autoridades e dos proprietários de veículos.

Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de segurança e outros órgãos oficiais.

Queda foi maior nos roubos do que nos furtos

O levantamento mostra que a redução foi mais significativa nos casos de roubo de veículos, modalidade em que há violência ou grave ameaça contra a vítima.

Em 2025, foram registrados 104.491 roubos, contra 126.358 no ano anterior. A taxa passou de 101,9 para 80,9 ocorrências por 100 mil veículos, representando uma queda de 20,6%.

Já os furtos de veículos, quando não há contato direto entre o criminoso e o proprietário, também diminuíram, mas em ritmo menor. Foram 203.949 ocorrências em 2025, frente a 219.145 em 2024. A taxa caiu de 176,8 para 158 casos por 100 mil veículos, redução de 10,6%.

Na prática, cerca de dois terços de todos os registros de subtração de veículos no país em 2025 foram classificados como furto.

Rio de Janeiro lidera ranking proporcional

Ao analisar a incidência proporcional à frota de veículos — indicador considerado mais adequado para comparar estados com tamanhos diferentes — o Rio de Janeiro permanece com a maior taxa do país.

Confira os estados com maiores índices de roubo e furto de veículos em 2025: EstadoOcorrências por 100 mil veículosRio de Janeiro516,8Pernambuco476,5Paraíba349,1São Paulo318,0Acre310,7Bahia292,6Maranhão290,4

Mesmo liderando o ranking, o Rio de Janeiro apresentou redução de 14,6% na taxa em relação ao ano anterior. Pernambuco também registrou queda, de 6,5%.

Vale destacar que esse indicador mede a quantidade de ocorrências em relação ao tamanho da frota de veículos de cada estado, permitindo comparações mais precisas do que os números absolutos.

São Paulo concentra maior número de ocorrências

Quando o critério passa a ser o volume total de registros, o cenário muda completamente. Os estados com maior número de roubos e furtos de veículos em 2025 foram:

  1. São Paulo – 112.358 ocorrências;
  2. Rio de Janeiro – 42.725;
  3. Minas Gerais – 27.611;
  4. Pernambuco – 18.704;
  5. Bahia – 16.715.

Sozinho, São Paulo concentrou aproximadamente 36% de todas as ocorrências registradas no país. No entanto, devido à grande quantidade de veículos registrados no estado, ele ocupa apenas a quarta posição quando analisada a taxa por 100 mil veículos.

Essa diferença mostra por que especialistas recomendam utilizar indicadores proporcionais para avaliar o risco de cada região.

Dois estados seguiram na contramão

Embora a tendência nacional tenha sido de queda, nem todos os estados acompanharam esse movimento. A Paraíba e o Acre registraram aumento nas taxas de roubo e furto de veículos em 2025.

Na Paraíba, a taxa passou de 302,2 para 349,1 ocorrências por 100 mil veículos, crescimento de 15,5%. O avanço foi impulsionado principalmente pelos roubos, que aumentaram 24,2% em relação ao ano anterior.

Já no Acre, a taxa subiu de 271,6 para 310,7, alta de 14,4%. No estado, cresceram tanto os roubos quanto os furtos de veículos.

Redução é positiva, mas não elimina os riscos

Os números mostram que o cenário brasileiro evoluiu em relação ao ano anterior, mas também deixam claro que o roubo e o furto de veículos continuam afetando milhares de motoristas todos os meses.

Por isso, além do trabalho das forças de segurança, especialistas recomendam que os proprietários adotem medidas preventivas no dia a dia, como:

  • estacionar em locais iluminados e movimentados;
  • evitar deixar objetos de valor expostos dentro do veículo;
  • conferir se portas e vidros ficaram totalmente fechados;
  • utilizar dispositivos de rastreamento, quando possível;
  • manter atenção redobrada ao estacionar ou desembarcar em locais pouco movimentados.

Em caso de roubo, a principal orientação continua sendo não reagir, preservando a integridade física.

Depois da ocorrência, o motorista deve comunicar imediatamente as autoridades policiais, registrar o boletim de ocorrência e informar a seguradora e a empresa de rastreamento, caso o veículo possua esses serviços.

Os dados do Anuário mostram que, apesar da redução observada em 2025, o Brasil ainda convive com uma média de centenas de veículos roubados ou furtados diariamente, reforçando a importância tanto das políticas públicas de segurança quanto da adoção de medidas preventivas pelos próprios condutores.

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Como funcionam os semáforos inteligentes que estão reduzindo o trânsito em São Paulo

seg, 27/07/2026 - 17:30
Tecnologia já modernizou 1.677 cruzamentos e integra ações para melhorar a circulação viária na cidade. Foto: Divulgação Prefeitura de São Paulo

Os semáforos inteligentes vêm ganhando espaço como uma das principais ferramentas para melhorar a fluidez do trânsito nas grandes cidades. Em São Paulo, a tecnologia já foi implantada em 1.677 cruzamentos e, segundo a Prefeitura, contribuiu para reduzir em 12,16% os índices de lentidão nas regiões atendidas, além de aumentar em 5,72% a capacidade de circulação de veículos.

Diferentemente dos semáforos convencionais, que operam com tempos programados previamente, o novo sistema acompanha o fluxo de veículos em tempo real e ajusta automaticamente o tempo de abertura e fechamento dos sinais conforme a demanda de cada cruzamento. O objetivo é reduzir filas, evitar paradas desnecessárias e tornar os deslocamentos mais eficientes.

Embora a iniciativa seja aplicada na capital paulista, ela mostra como a tecnologia pode contribuir para melhorar a mobilidade urbana em outras cidades brasileiras que enfrentam congestionamentos frequentes.

Como funciona um semáforo inteligente?

O sistema utilizado em São Paulo é o SCATS (Sydney Coordinated Adaptive Traffic System), tecnologia desenvolvida para monitorar continuamente o comportamento do trânsito.

Por meio de sensores e equipamentos instalados nos cruzamentos, o sistema identifica o volume de veículos em circulação e altera automaticamente os ciclos semafóricos sempre que necessário. Assim, uma via com maior fluxo pode receber mais tempo de sinal verde, enquanto outra com menor movimento não permanece aberta além do necessário.

Além da operação automática, equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acompanham o funcionamento dos equipamentos em tempo real a partir do Centro de Controle.

Quando ocorrem acidentes, manifestações, interdições ou falhas nos equipamentos, os operadores podem intervir imediatamente na programação dos semáforos para adaptar a operação às condições do momento, buscando preservar a fluidez e a segurança viária. O monitoramento também permite identificar falhas rapidamente e, em alguns casos, corrigi-las de forma remota.

Resultados já aparecem em diferentes regiões

Conforme a Prefeitura de São Paulo, os benefícios da tecnologia foram observados em todas as macrorregiões avaliadas pela CET.

Os melhores resultados ocorreram nas zonas Sudeste e Leste, onde a capacidade de circulação aumentou 12,05% e a lentidão caiu 26,04%.

Em alguns corredores viários, os números foram ainda mais expressivos. Na Avenida Indianópolis, por exemplo, a lentidão diminuiu 66,2%, enquanto o fluxo de veículos cresceu 5%. Já na Avenida Paes de Barros, a redução dos congestionamentos chegou a 57,1%, acompanhada de aumento de 16,7% na circulação de veículos. Também foram registradas reduções nas filas da Rua dos Trilhos (50%), da Avenida dos Bandeirantes (29%) e da Avenida Salim Farah Maluf (22,6%).

Expansão continua

O programa de modernização segue em andamento. De acordo com a Prefeitura, 1.677 cruzamentos já receberam os novos equipamentos. Outros 217 estão em fase final de implantação e 689 tiveram seus projetos executivos aprovados. A meta é chegar a 2.583 cruzamentos inteligentes em toda a cidade. O investimento previsto é de R$ 725,5 milhões.

A maior concentração da tecnologia está atualmente nas áreas das subprefeituras da Sé, Vila Mariana, Pinheiros, Lapa, Ipiranga, Mooca e Santo Amaro.

Tecnologia pode contribuir para um trânsito mais eficiente

O uso de sistemas inteligentes de controle semafórico é uma tendência em diversas cidades do mundo por permitir que a operação acompanhe as mudanças do trânsito ao longo do dia.

Ao adaptar automaticamente os tempos dos sinais conforme a demanda, a tecnologia busca reduzir congestionamentos, melhorar a circulação dos veículos e diminuir períodos de espera desnecessários nos cruzamentos.

Para os motoristas, isso pode representar viagens mais rápidas e previsíveis. Já para os órgãos responsáveis pela gestão do trânsito, o monitoramento em tempo real amplia a capacidade de resposta diante de ocorrências que afetam a mobilidade urbana, contribuindo para uma operação mais eficiente do sistema viário.

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Ruído do trânsito pode estar associado a maior risco de Parkinson, aponta estudo

seg, 27/07/2026 - 13:30
Morar próximo a vias com intenso fluxo de veículos pode estar associado a um maior risco de diagnóstico da doença de Parkinson, segundo estudo publicado no JAMA Neurology. Foto: Criação de IA

O barulho constante do trânsito pode representar mais do que um incômodo para quem vive próximo a vias movimentadas. Um estudo publicado na revista científica JAMA Neurology encontrou uma associação entre a exposição prolongada ao ruído do tráfego rodoviário e um maior risco de diagnóstico da doença de Parkinson.

A pesquisa acompanhou mais de 3 milhões de adultos na Dinamarca durante quase duas décadas e avaliou a exposição ao ruído nas residências dos participantes. Os resultados mostraram que pessoas expostas a níveis mais elevados de barulho apresentaram um aumento modesto, mas estatisticamente significativo, no risco de desenvolver a doença.

Os autores, porém, fazem um alerta importante: o estudo é observacional e identifica apenas uma associação estatística entre os fatores analisados. Isso significa que os resultados não permitem afirmar que o ruído do trânsito seja a causa da doença de Parkinson.

O que os pesquisadores descobriram

O estudo analisou adultos com 40 anos ou mais que não tinham diagnóstico prévio de Parkinson e estimou os níveis de ruído provocados pelo tráfego nas residências dos participantes ao longo dos anos.

Após considerar outros fatores que poderiam influenciar os resultados, como poluição do ar, características socioeconômicas e presença de áreas verdes, os pesquisadores observaram que maiores níveis de exposição ao ruído estiveram associados a um risco mais elevado de diagnóstico da doença.

Conforme a pesquisa, para cada aumento de aproximadamente 11 decibéis no lado da residência mais exposto ao trânsito, houve um aumento de cerca de 3% no risco de diagnóstico de Parkinson.

Quando foi analisado o lado mais silencioso da residência, um aumento de aproximadamente 9 decibéis esteve associado a um crescimento de cerca de 4% nesse risco.

Embora os percentuais individuais sejam considerados pequenos, os pesquisadores destacam que a exposição ao ruído do trânsito atinge milhões de pessoas, o que pode representar um impacto relevante do ponto de vista da saúde pública.

Um lado silencioso da casa pode fazer diferença

Um dos achados que chamou a atenção dos pesquisadores foi a influência da chamada “fachada silenciosa” das residências.

As casas que apresentavam pelo menos um lado significativamente menos exposto ao ruído — com diferença de 10 decibéis ou mais em relação à fachada voltada para o trânsito — apresentaram um efeito protetor entre moradores submetidos aos níveis mais elevados de barulho.

Os autores sugerem que ambientes mais silenciosos podem favorecer um sono de melhor qualidade e reduzir parte dos efeitos provocados pela exposição contínua ao ruído, embora esse mecanismo ainda precise ser melhor compreendido.

Como o barulho pode afetar a saúde?

O estudo não investigou diretamente os mecanismos biológicos envolvidos, mas apresenta algumas hipóteses discutidas pela literatura científica.

Entre elas estão a interrupção do sono causada pelo ruído constante e a ativação prolongada das respostas de estresse do organismo. Esses fatores podem favorecer processos inflamatórios e de estresse oxidativo, frequentemente estudados por sua relação com doenças neurodegenerativas.

No entanto, os pesquisadores ressaltam que essas hipóteses ainda precisam ser confirmadas por novos estudos.

Pesquisa não comprova causa e efeito

Apesar da repercussão dos resultados, especialistas destacam que é preciso interpretá-los com cautela.

Por se tratar de um estudo observacional, não é possível afirmar que o ruído do trânsito provoque a doença de Parkinson. Pesquisas desse tipo identificam relações estatísticas entre fatores ambientais e determinadas doenças, mas não conseguem estabelecer uma relação causal definitiva.

Ainda assim, o grande número de participantes, o longo período de acompanhamento e o controle de diversos fatores ambientais tornam os resultados relevantes para ampliar o conhecimento sobre possíveis fatores de risco relacionados à doença.

Poluição sonora ganha atenção

O estudo reforça um tema que vem recebendo cada vez mais atenção da comunidade científica: os impactos da poluição sonora na saúde.

Embora se aponte frequentemente a poluição do ar como um dos principais problemas ambientais relacionados ao trânsito, os pesquisadores defendem que o ruído também merece atenção nas políticas públicas voltadas ao planejamento urbano e à qualidade de vida.

Em editorial publicado juntamente com o estudo, especialistas destacam que compreender melhor o papel dos fatores ambientais poderá contribuir para estratégias futuras de prevenção da doença de Parkinson.

Enquanto novas pesquisas buscam esclarecer essa relação, o trabalho amplia o debate sobre um problema presente na rotina de milhões de pessoas que vivem em áreas com intenso fluxo de veículos.

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CNH em 2026: as mudanças que realmente fazem diferença para motoristas; veja o que está valendo

seg, 27/07/2026 - 08:15
As mudanças na legislação de trânsito costumam despertar grande interesse dos motoristas, mas também favorecem a circulação de informações incompletas ou desatualizadas. Foto: criação de IA

A legislação de trânsito passou por diversas alterações ao longo de 2026, modificando procedimentos relacionados à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), à fiscalização e aos serviços oferecidos aos condutores. Algumas mudanças ampliaram o uso de ferramentas digitais, outras criaram novas exigências para quem pretende dirigir e também houve alterações que ainda geram dúvidas entre os motoristas.

Mais do que conhecer as novidades, é importante entender como elas afetam a rotina de quem dirige e quais cuidados continuam sendo necessários para evitar multas, suspensão do direito de dirigir ou problemas na renovação do documento.

Renovação automática existe, mas não elimina os exames obrigatórios

Uma das mudanças que mais chamou atenção foi a criação da chamada renovação automática da CNH. O nome, porém, levou muitos motoristas a acreditar que o documento passaria a ser renovado sem qualquer avaliação médica e isso chegou a valer por um tempo. Mas depois da tramitação da Medida Provisória, o processo não se sustentou. E, agora, os exames voltaram a valer.

A legislação passou a permitir que o processo seja iniciado e concluído de forma digital para os condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), desde que atendam aos requisitos previstos em lei. Entretanto, permanecem obrigatórios os exames de aptidão física e mental e, quando exigida pela legislação, também a avaliação psicológica.

Ou seja, a principal novidade está na simplificação do procedimento administrativo, e não na dispensa das avaliações que verificam se o motorista continua apto para dirigir.

Exame toxicológico passou a alcançar novos condutores

Outra alteração importante diz respeito ao exame toxicológico. Até pouco tempo, a exigência era voltada principalmente aos motoristas das categorias C, D e E. Em 2026, entretanto, a obrigatoriedade também passou a alcançar os candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, conforme a legislação federal aprovada neste ano.

A medida ampliou o alcance do exame e tornou esse procedimento parte da realidade de milhares de brasileiros que pretendem obter a primeira CNH.

Para os condutores profissionais das categorias C, D e E, permanecem válidas as exigências de realização periódica do exame dentro dos prazos legais, cuja ausência pode resultar em infração gravíssima.

Documento digital ganha ainda mais espaço

A Carteira Digital de Trânsito (CDT), agora chamada CNH do Brasil, consolidou-se como o principal meio de acesso à CNH.

Pelo aplicativo oficial, o motorista pode consultar o documento, acompanhar infrações, acessar notificações, verificar informações do veículo e utilizar diversos serviços sem necessidade de comparecimento presencial ao órgão de trânsito.

Apesar disso, quem preferir ainda pode solicitar a emissão da versão física da habilitação, conforme as regras estabelecidas pelo Detran de cada estado.

Regras sobre validade da CNH continuam as mesmas

Embora muitas pessoas tenham acreditado que os prazos de validade mudariam novamente em 2026, as regras permanecem inalteradas.

Atualmente, a renovação ocorre em intervalos diferentes conforme a idade do motorista:

  • até 49 anos: validade de até 10 anos;
  • entre 50 e 69 anos: validade de até 5 anos;
  • a partir de 70 anos: validade de até 3 anos.

Esses prazos podem ser reduzidos por decisão médica quando houver necessidade de acompanhamento mais frequente das condições de saúde do condutor.

Limite de pontos exige atenção às infrações gravíssimas

Outro aspecto que continua gerando dúvidas é o sistema de pontuação da CNH. O limite para suspensão do direito de dirigir permanece variável conforme a quantidade de infrações gravíssimas cometidas em um período de 12 meses:

  • até 40 pontos quando não houver infração gravíssima;
  • até 30 pontos quando houver uma infração gravíssima;
  • até 20 pontos quando forem registradas duas ou mais infrações gravíssimas.

Na prática, isso significa que não basta acompanhar apenas o número total de pontos. A natureza das infrações também influencia diretamente o risco de suspensão da habilitação.

Conhecer as regras também faz parte da segurança viária

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, as mudanças na legislação de trânsito costumam despertar grande interesse dos motoristas, mas também favorecem a circulação de informações incompletas ou desatualizadas.

“Por isso, acompanhar as alterações oficiais e compreender exatamente o que mudou ajuda a evitar interpretações equivocadas e reduz o risco de irregularidades durante fiscalizações”, explica.

De acordo com o especialista, além de cumprir uma obrigação legal, manter a documentação em dia, realizar os exames exigidos e conhecer as regras vigentes contribui para que o sistema de trânsito funcione de forma mais segura para todos os usuários das vias.

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O que faz uma bicicleta durar anos? Especialista explica os cuidados que aumentam a vida útil da bike

dom, 26/07/2026 - 17:30
A manutenção adequada melhora o desempenho, aumenta a segurança e evita a substituição precoce de peças. Foto: Divulgação

Uma bicicleta bem cuidada pode acompanhar o ciclista por muitos anos. No entanto, pequenos erros do dia a dia, como deixar a corrente sem lubrificação, guardar a bike exposta ao tempo ou ignorar revisões preventivas, podem reduzir significativamente a vida útil dos componentes e aumentar os custos com manutenção.  

Com o crescimento do mercado de bicicletas no Brasil e o aumento do número de pessoas que utilizam a bike para lazer, esporte e mobilidade, especialistas reforçam que preservar o equipamento vai muito além da estética. A manutenção adequada melhora o desempenho, aumenta a segurança e evita a substituição precoce de peças. 

Segundo David Peterle, CEO da Oggi Bikes, a durabilidade da bicicleta começa antes mesmo do primeiro pedal.

“Muitas pessoas pensam apenas no preço na hora da compra, mas a escolha do modelo correto faz toda a diferença. Uma bicicleta compatível com o tipo de uso do ciclista tende a sofrer menos desgaste, exigir menos manutenção e proporcionar uma experiência muito melhor ao longo dos anos”, afirma. 

Limpeza vai muito além da aparência 

Após pedalar em trilhas, estradas de terra ou até mesmo em dias de chuva, a limpeza da bicicleta deve fazer parte da rotina. Poeira, barro e resíduos aceleram o desgaste da transmissão, dos rolamentos e de outros componentes mecânicos. “O ideal é fazer uma limpeza sempre que houver acúmulo de sujeira, utilizando produtos específicos para bicicletas. Jatos de alta pressão devem ser evitados porque podem remover a lubrificação interna dos rolamentos e comprometer componentes importantes”, orienta Peterle.

Corrente bem lubrificada faz diferença 

Entre todos os itens da bicicleta, poucos sofrem tanto desgaste quanto a corrente. Uma lubrificação inadequada aumenta o atrito, reduz a eficiência da pedalada e acelera o desgaste da transmissão.

A recomendação é utilizar lubrificantes específicos para bicicletas, escolhendo produtos adequados para condições secas ou úmidas. Antes de reaplicar o lubrificante, é importante remover resíduos antigos para evitar o acúmulo de sujeira. “Uma corrente bem cuidada preserva não apenas ela própria, mas também cassete, coroas e câmbio. É um cuidado simples que pode evitar gastos muito maiores no futuro”, explica o executivo. 

Calibragem correta evita desgaste prematuro 

Rodar com pneus abaixo ou acima da pressão recomendada compromete tanto o desempenho quanto a durabilidade da bicicleta. Além de aumentar o risco de furos, pneus mal calibrados exigem mais esforço do ciclista, desgastam a banda de rodagem de maneira irregular e podem afetar rodas e suspensão. “O ideal é verificar a calibragem antes dos pedais, respeitando sempre a pressão indicada para o modelo do pneu e o peso do ciclista. É um hábito rápido que melhora conforto, rendimento e segurança”, afirma Peterle.

Revisão preventiva custa menos do que trocar peças

Assim como acontece com um automóvel, a bicicleta também precisa de revisões periódicas. Freios, transmissão, suspensão, rolamentos e cabos devem ser inspecionados regularmente para identificar desgastes antes que eles comprometam outros componentes.

Segundo Peterle, muitas das manutenções mais caras poderiam ser evitadas com inspeções preventivas. “Esperar aparecer um problema costuma sair mais caro. Pequenos ajustes feitos no momento certo preservam a bicicleta, aumentam a segurança e evitam que o desgaste de uma peça acabe comprometendo outras”, destaca. 

Armazenamento também influencia

Outro cuidado frequentemente negligenciado é a forma como a bicicleta é guardada. Exposição prolongada ao sol, chuva e umidade acelera a oxidação de componentes metálicos e reduz a vida útil de pneus, selins e manoplas. Sempre que possível, a recomendação é armazenar a bicicleta em ambientes cobertos, secos e protegidos da exposição direta ao clima.  

A qualidade da bicicleta também faz diferença 

Além da manutenção, a escolha de uma bicicleta construída com componentes compatíveis com o uso pretendido influencia diretamente sua durabilidade.

“Uma boa bicicleta não é necessariamente a mais cara, mas aquela desenvolvida para atender ao perfil de quem vai utilizá-la. Quando o ciclista escolhe um modelo adequado para seu tipo de pedal e mantém uma rotina básica de manutenção, a bicicleta pode oferecer muitos anos de uso com excelente desempenho. Cuidar da bike é também preservar o investimento feito nela”, conclui Peterle.

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Veículos premium exigem cuidados especiais com a suspensão; veja os motivos

dom, 26/07/2026 - 13:30
Entre os componentes mais importantes da suspensão estão os amortecedores, ajudando a controlar os movimentos das molas e manter o contato constante dos pneus com o solo, além de contribuir para o conforto e a estabilidade da condução. Foto: Divulgação

Os veículos premium costumam oferecer mais conforto, estabilidade e precisão na condução graças a sistemas de suspensão mais sofisticados. No entanto, essas tecnologias também exigem atenção redobrada com a manutenção para preservar as características originais do veículo e evitar perda de desempenho ao longo do tempo.

Responsável por absorver as irregularidades do piso e manter os pneus em contato constante com o solo, a suspensão exerce influência direta na dirigibilidade, na estabilidade e até mesmo na segurança. Por isso, especialistas alertam que a manutenção preventiva é ainda mais importante em modelos de luxo e de alta performance, cujos componentes trabalham com tolerâncias mais precisas.

Suspensão influencia conforto, estabilidade e dirigibilidade

Conforme especialistas da thyssenkrupp Springs & Stabilizers, fabricante global de molas e barras estabilizadoras para a indústria automotiva, os sistemas de suspensão utilizados em veículos premium são desenvolvidos para proporcionar respostas mais precisas ao volante, maior estabilidade e melhor capacidade de absorção das irregularidades do piso.

Esse conjunto contribui para uma condução mais refinada, mas também requer inspeções periódicas e o cumprimento das recomendações estabelecidas pela montadora.

“À medida que as tecnologias automotivas evoluem, os sistemas de suspensão assumem um papel cada vez mais relevante na entrega das características de condução esperadas pelos clientes. A manutenção desses sistemas de acordo com as recomendações do fabricante ajuda a preservar o conforto, a dirigibilidade e o desempenho geral do veículo”, explicam os especialistas.

Buracos e pavimento irregular aceleram o desgaste

Mesmo os sistemas mais modernos não estão imunes às condições das vias brasileiras. De acordo com a thyssenkrupp Springs & Stabilizers, a circulação frequente por ruas e rodovias com buracos, valetas, lombadas e pavimentação irregular pode acelerar o desgaste dos componentes da suspensão, especialmente dos amortecedores.

Por esse motivo, a recomendação é realizar inspeções periódicas em oficinas qualificadas, sempre seguindo os intervalos e procedimentos previstos pelo fabricante do veículo.

A manutenção preventiva pode identificar desgastes antes que eles comprometam o funcionamento do conjunto ou provoquem alterações perceptíveis na condução.

Amortecedores têm papel fundamental

Entre os principais componentes da suspensão estão os amortecedores, responsáveis por controlar os movimentos das molas, manter o contato dos pneus com o solo e contribuir para o conforto e a estabilidade durante a condução.

Quando chega o momento da substituição, especialistas recomendam utilizar componentes que atendam às especificações técnicas previstas para o veículo, preservando as características originais de dirigibilidade.

A thyssenkrupp Springs & Stabilizers informa que distribui no mercado brasileiro os amortecedores Bilstein, utilizados em diversas aplicações premium e de alta performance. De acordo com a empresa, as linhas B4 e B6 são comercializadas por sua operação de aftermarket.

Cuidados ajudam a preservar o desempenho do veículo

Para prolongar a vida útil da suspensão e manter a experiência de condução esperada em veículos premium, os especialistas recomendam alguns cuidados básicos:

  • realizar inspeções periódicas conforme as orientações da montadora;
  • verificar regularmente o alinhamento e o balanceamento;
  • manter os pneus sempre calibrados corretamente;
  • evitar impactos severos contra buracos, valetas e guias;
  • investigar rapidamente qualquer ruído ou mudança no comportamento do veículo;
  • utilizar componentes que atendam às especificações técnicas e aos padrões de qualidade adequados.
Manutenção também contribui para a segurança

Embora seja frequentemente associada ao conforto, a suspensão desempenha um papel importante também na estabilidade do veículo e na capacidade de manter os pneus em contato com o pavimento, especialmente em curvas, frenagens e desvios de obstáculos.

Por isso, acompanhar o estado dos componentes e realizar a manutenção preventiva conforme as recomendações do fabricante ajuda a preservar não apenas a experiência de condução, mas também o desempenho do veículo e seu valor ao longo dos anos.

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Cordialidade e direção defensiva são vitais para a segurança viária

dom, 26/07/2026 - 08:15
Especialistas reforçam como a cordialidade e a direção defensiva podem tornar o trânsito mais seguro para todos. Foto: belchonok para Depositphotos

O Dia do Motorista, que foi celebrado ontem, 25 de julho, é um convite para refletir sobre um aspecto que vai além da habilidade ao volante: o comportamento dos condutores no trânsito. Em um cenário marcado por congestionamentos cada vez mais frequentes e níveis elevados de estresse, especialistas alertam que a cordialidade e a direção defensiva são fundamentais para prevenir conflitos e acidentes.

O trânsito das grandes cidades brasileiras tem se tornado um dos principais fatores de estresse da população. Longos congestionamentos, atrasos, buzinas e a rotina corrida acabam criando um ambiente propício para a impaciência e os conflitos entre motoristas. Em casos extremos, desentendimentos iniciados por situações aparentemente simples podem evoluir para agressões físicas e até tragédias.

É possível observar a dimensão desse desafio nos números. Conforme o TomTom Traffic Index 2025, levantamento global que monitora as condições de tráfego em centenas de cidades ao redor do mundo, os motoristas brasileiros passam, em média, dezenas de horas por ano presos em congestionamentos.

Curitiba lidera o ranking nacional, com 135 horas perdidas anualmente no trânsito.

Na sequência aparecem São Paulo, com 132 horas, Recife e Belo Horizonte, ambas com 130 horas. Os dados evidenciam que o problema não está restrito aos maiores centros urbanos do país, mas afeta cidades de diferentes regiões, impactando a rotina, a produtividade e até mesmo o bem-estar emocional dos motoristas.

Em um cenário marcado por deslocamentos cada vez mais longos e desgastantes, especialistas alertam que o estresse acumulado durante a condução pode contribuir para comportamentos impulsivos, discussões e atitudes de risco no trânsito.

Por isso, a cordialidade, a empatia e a prática da direção defensiva tornam-se elementos fundamentais para promover um ambiente mais seguro e harmonioso para todos os usuários das vias. Afinal, o trânsito é um ambiente coletivo, onde as decisões individuais impactam diretamente a segurança e o bem-estar de todos.

Pequenos gestos de cordialidade podem contribuir para reduzir situações de conflito e tornar a convivência mais harmoniosa nas ruas e estradas. Respeitar a vez de outro motorista em uma conversão, permitir uma mudança de faixa quando possível ou sinalizar corretamente as manobras são atitudes simples que ajudam a tornar o fluxo mais previsível e seguro.

Da mesma forma, evitar reações impulsivas diante de fechadas, erros de outros condutores ou momentos de congestionamento pode impedir que situações corriqueiras evoluam para discussões e comportamentos de risco.

A direção defensiva também está diretamente relacionada ao controle emocional.

Embora seja frequentemente associada a técnicas de condução, ela envolve a capacidade de manter a calma diante de situações adversas e tomar decisões conscientes mesmo sob pressão. Ignorar provocações, não disputar espaço nas vias e evitar responder a atitudes agressivas são comportamentos que contribuem para a redução de acidentes e para a preservação da segurança de todos os envolvidos.

Além disso, a condução preventiva exige atenção constante ao ambiente ao redor do veículo. Manter uma distância segura do carro à frente oferece mais tempo para reação em situações inesperadas, enquanto a observação contínua do comportamento dos demais usuários da via permite antecipar possíveis riscos. Ações como identificar uma mudança brusca de faixa, prever uma frenagem repentina ou perceber a distração de outro motorista ajudam a reduzir a probabilidade de colisões e tornam os deslocamentos mais tranquilos.

Em um contexto em que milhões de brasileiros passam horas diariamente enfrentando congestionamentos, cultivar a paciência e adotar práticas de direção defensiva tornam-se atitudes essenciais para transformar o trânsito em um ambiente mais seguro, respeitoso e eficiente para todos.

“Quando falamos em segurança viária, é comum que a atenção esteja voltada para a manutenção do veículo, mas o comportamento do motorista também exerce um papel decisivo. A direção defensiva começa pela capacidade de manter a calma, respeitar os demais usuários da via e antecipar situações de risco”, afirma Fábio Torres, gerente de Marketing e Vendas da Dunlop Pneus.

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O maior risco nas estradas não é a imprudência, mas o cansaço que ninguém vê

sab, 25/07/2026 - 17:30
Foto: adriaticphoto para Depositphotos

Quando se fala em acidentes nas estradas brasileiras, a explicação costuma ser quase automática: imprudência. Excesso de velocidade, uso do celular ao volante, ultrapassagens perigosas ou desrespeito à sinalização aparecem, frequentemente, como os principais responsáveis pelas tragédias que ocorrem diariamente no país.

Embora esses fatores sejam, de fato, relevantes, concentrar todo o debate apenas no comportamento do motorista nos impede de enxergar um dos maiores riscos presentes nas operações de transporte: a fadiga.

O cansaço ao volante ainda é um problema silencioso, subestimado e, muitas vezes, invisível. Diferentemente de uma infração de trânsito, ele nem sempre deixa evidências claras. Mas, seus efeitos são conhecidos como por exemplo redução da atenção, aumento do tempo de reação, lapsos de memória, dificuldades na tomada de decisão e, nos casos mais graves, episódios de sono involuntário. 

Em uma operação logística cada vez mais pressionada por prazos curtos, crescimento do comércio eletrônico, congestionamentos e longas jornadas, ignorar a fadiga deixou de ser apenas uma falha operacional.

Tornou-se um risco estratégico.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a privação de sono compromete capacidades cognitivas de forma semelhante ao consumo de álcool. Em outras palavras, um motorista extremamente cansado pode apresentar níveis de atenção comparáveis aos de alguém que não deveria estar dirigindo.

Ainda assim, a gestão da fadiga permanece fora da prioridade de muitas empresas. Isso acontece porque, historicamente, a segurança viária foi construída sob uma lógica reativa de agir após o acidente, investigar as causas e corrigir processos posteriormente. Hoje, a tecnologia permite uma mudança de paradigma.

Com ferramentas de vídeo-telemetria, análise comportamental e monitoramento em tempo real, já é possível identificar padrões que indicam risco elevado de fadiga antes que um incidente aconteça. Cruzamentos com contextos adicionais como tempo contínuo de direção, horários recorrentes de sonolência, oscilações no padrão de condução, frenagens bruscas e redução na atenção podem revelar situações críticas que exigem intervenção imediata.

Mas tecnologia, sozinha, não resolve o problema.

É necessário que empresas, gestores de frota e embarcadores incorporem a fadiga como uma variável central da gestão operacional. Isso significa revisar escalas, planejar jornadas de forma mais inteligente, criar políticas efetivas de descanso e utilizar dados para apoiar decisões, e não apenas para fiscalizar motoristas.

A discussão sobre segurança no trânsito precisa evoluir. Acidentes não são resultado exclusivo de escolhas individuais equivocadas. Muitas vezes, eles refletem falhas de planejamento, pressão excessiva por produtividade e ausência de mecanismos capazes de antecipar riscos.

O maior perigo nas estradas brasileiras pode não ser a imprudência que todos enxergam, mas o cansaço que ninguém vê. E se já somos capazes de identificar esse risco antes que ele provoque uma tragédia, deixar de agir passa a ser uma escolha, e não uma limitação técnica.

*Rony Neri é diretor-executivo da Platform Science na América Latina. Formado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual de Londrina, possui especialização em Gestão de Negócios e Liderança pelo IESB/FIEP, além de MBAs em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas e em Executive Business Management pela Swiss School of Business and Management. O executivo coleciona passagens por empresas de tecnologia como Unilab, Senior Sistemas e Guenka Software.

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Etanol ou gasolina? Saiba o que considerar antes de abastecer o veículo

sab, 25/07/2026 - 13:30
Além do preço na bomba, rendimento e tipo de uso do veículo devem ser considerados na hora de escolher entre etanol e gasolina. Foto: Divulgação

Escolher entre etanol e gasolina ainda gera dúvidas para muitos motoristas. Embora o preço seja um dos principais fatores levados em conta na hora de abastecer, a decisão também envolve rendimento, autonomia e até o perfil de uso do veículo.

Em um cenário de constantes variações nos preços dos combustíveis, conhecer as características de cada opção pode ajudar o consumidor a fazer uma escolha mais adequada às suas necessidades.

Os preços dos combustíveis variam de acordo com a região do país. Como exemplo, levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao período de 28 de junho a 4 de julho, aponta que, no Ceará, o preço médio do etanol hidratado foi de R$ 4,99. No mesmo período, a gasolina comum foi comercializada, em média, por R$ 6,84, enquanto a gasolina aditivada chegou a R$ 7,00.

Quais são as diferenças entre etanol e gasolina?

O etanol é um biocombustível produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar. Entre suas características está a alta octanagem, que contribui para uma queima eficiente no motor. Além disso, é considerado uma alternativa mais sustentável por emitir menos poluentes em comparação com a gasolina.

Por outro lado, sua menor densidade energética faz com que o veículo percorra uma distância menor utilizando a mesma quantidade de combustível.

Já a gasolina é derivada do petróleo e possui maior densidade energética, proporcionando maior autonomia ao veículo. Em contrapartida, apresenta maior emissão de gases de efeito estufa quando comparada ao etanol.

A regra dos 70% ajuda na escolha

Para facilitar a decisão, muitos motoristas utilizam uma conta simples. Como regra geral, o etanol tende a ser mais vantajoso quando custa até 70% do valor da gasolina. Para fazer o cálculo, basta multiplicar o preço da gasolina por 0,70.

Se o valor do etanol for igual ou inferior ao resultado obtido, ele costuma oferecer melhor custo-benefício. Caso ultrapasse esse limite, a gasolina tende a ser a opção mais econômica.

O perfil de uso também faz diferença

Apesar de o cálculo servir como referência, ele não deve ser o único critério para decidir qual combustível utilizar.

Conforme Antônio José Costa, assessor de assuntos econômicos do Sindipostos-CE, é importante considerar também a forma como o veículo é utilizado no dia a dia.

“O consumidor pode calcular como ponto de partida, mas ainda é importante observar o rendimento do carro, o tipo de trajeto a ser percorrido e a frequência de abastecimento. Para quem roda mais ou faz viagens demoradas, a gasolina tende a compensar. Avaliar esses fatores é o que garante uma decisão mais eficiente”, explica.

Assim, além de comparar os preços no posto de combustível, o motorista deve levar em conta aspectos como a autonomia do veículo, a rotina de deslocamentos e a frequência com que costuma abastecer.

A escolha depende de cada motorista

Embora exista uma referência de preço que ajude na comparação entre etanol e gasolina, a decisão mais econômica varia de acordo com as características do veículo e o perfil de utilização.

Analisar o custo do combustível, o rendimento e o tipo de percurso realizado pode ajudar o motorista a encontrar a alternativa mais adequada para cada abastecimento.

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Dia do Motorista: pressão, trânsito e jornadas longas aumentam a exposição dos motoristas aos riscos psicossociais no trabalho

sab, 25/07/2026 - 08:15
O setor de transporte apresentou os piores resultados nos domínios analisados, tornando-se o segmento com maior nível de exposição aos fatores de estresse ocupacional. Foto: Virrage Images para Depositphotos

Longas jornadas, pressão por horários, trânsito intenso e pouca previsibilidade fazem parte da rotina de milhares de motoristas. No Dia do Motorista, celebrado em 25 de julho, especialistas chamam atenção para um aspecto que tem ganhado cada vez mais relevância dentro das empresas: os riscos psicossociais enfrentados por esses profissionais assim como seus impactos na saúde mental, na segurança e na produtividade.

Um levantamento realizado com 245 empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) revelou um retrato preocupante desses fatores. A pesquisa, considerada a primeira do país a reunir e publicar dados globais sobre riscos psicossociais no ambiente de trabalho, aponta o setor de transportes como o mais vulnerável entre todos os segmentos avaliados.

Conduzido pela Aventus Ocupacional com base na metodologia internacional HSE-IT, o estudo avaliou empresas dos setores de serviços (50%), comércio (19%), transportes (17%) e indústria (14%). O setor de transporte apresentou os piores resultados nos domínios analisados, tornando-se o segmento com maior nível de exposição aos fatores de estresse ocupacional.

Mais de 70% dos trabalhadores avaliados nesse setor são motoristas de fretados e transporte escolar, profissionais que convivem diariamente com jornadas fragmentadas, longos períodos ao volante, pressão pelo cumprimento de horários e o isolamento característico da função.

Conforme o médico do trabalho Dr. Marco Aurélio Bussacarini, especialista em Medicina Ocupacional e CEO da Aventus Ocupacional, esses fatores vão além do desconforto e representam riscos concretos à saúde dos trabalhadores e ao próprio funcionamento das empresas.

“Quando falamos em motoristas, não estamos tratando apenas de um profissional que permanece muitas horas sentado. Estamos falando de pessoas submetidas diariamente a alta carga de atenção, responsabilidade constante, pressão por horários, trânsito imprevisível e, muitas vezes, pouca autonomia sobre sua rotina. Esse conjunto de fatores favorece o desgaste emocional e aumenta significativamente os riscos psicossociais”, afirma.

Impactos vão além da saúde mental

Além do adoecimento psicológico, especialistas alertam que o estresse crônico e a fadiga podem comprometer diretamente a segurança no trânsito. Dificuldade de concentração, irritabilidade, redução da capacidade de tomada de decisão e aumento da probabilidade de erros estão entre as consequências mais frequentes.

De acordo com o especialista Dr. Marco, a natureza da profissão também dificulta a adoção de hábitos saudáveis. Horários irregulares, alimentação inadequada e poucas oportunidades para pausas e descanso. Além disso, a permanência prolongada em ambientes de alta tensão contribuem para o agravamento do quadro ao longo do tempo.

NR-1 amplia responsabilidade das empresas

A discussão ganha ainda mais relevância após a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir das empresas a identificação, avaliação e gerenciamento dos riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho.

Na prática, organizações dos mais diversos setores precisam demonstrar tecnicamente como monitoram fatores relacionados ao estresse ocupacional bem como quais medidas adotam para reduzir o adoecimento dos trabalhadores.

Para Bussacarini, isso representa uma mudança importante na forma como se trata a saúde ocupacional. “Durante muito tempo, questões como estresse, pressão e sobrecarga eram encaradas como parte natural da profissão. Hoje sabemos que esses fatores podem ser identificados, avaliados e prevenidos. A gestão dos riscos psicossociais deixou de ser apenas uma ação de bem-estar e passou a fazer parte da estratégia de prevenção, segurança e conformidade das empresas”, afirma.

O especialista destaca que, no caso dos motoristas, investir na prevenção significa não apenas proteger a saúde dos profissionais, mas também contribuir para operações mais seguras, redução de afastamentos, menor rotatividade e melhoria da qualidade dos serviços prestados.

“Quando a empresa compreende os fatores que geram desgaste e atua para reduzi-los, ela protege o trabalhador, melhora o desempenho operacional e fortalece a segurança de toda a cadeia de transporte”, conclui.

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Estudo projeta expansão da rede de transporte coletivo de Curitiba para 206 km

sex, 24/07/2026 - 17:30
O estudo busca fortalecer a política nacional de mobilidade urbana. Foto: Luiz Costa/Prefeitura de Curitiba

A Região Metropolitana de Curitiba poderá ampliar significativamente sua rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade nas próximas décadas. É o que aponta o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério das Cidades, que projeta a expansão da malha de 114 quilômetros para 206 quilômetros.

Conforme o levantamento, a ampliação poderá ser viabilizada por sete projetos que incluem a implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), metrô e a implantação e extensão de corredores de ônibus do tipo BRT (Bus Rapid Transit). O estudo estima investimentos entre R$ 11,73 bilhões e R$ 22,74 bilhões, com potencial para atender cerca de 915,2 mil passageiros por dia.

Além do aumento da capacidade do sistema, o estudo projeta impactos positivos para a mobilidade urbana da capital paranaense, como, por exemplo, redução de 24% no tempo médio de deslocamento da população e a possibilidade de evitar cerca de 1.065 vítimas de sinistros de trânsito por ano.

Estudo reúne projetos para transformar o transporte coletivo

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana é resultado de um trabalho desenvolvido entre 2024 e 2026 pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades. A iniciativa reúne diagnósticos, propostas e projetos voltados à expansão e qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade em 21 regiões metropolitanas brasileiras.

A consolidação de todas as informações estão no portal Mobilidade Brasil, que reúne os projetos previstos para cada região estudada.

“O ENMU reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Banco de dados reúne 187 projetos em todo o país

O relatório final do estudo apresenta um banco de dados composto por 187 projetos de mobilidade urbana, que somam mais de 3 mil quilômetros de infraestrutura voltada ao transporte coletivo, incluindo metrôs, BRTs, trens urbanos e sistemas de VLT.

Cada proposta foi analisada com base em mais de 100 indicadores técnicos, operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos. Entre os critérios avaliados estão a demanda prevista, o investimento necessário, os impactos ambientais, a redução de emissões de gases de efeito estufa, os benefícios para a segurança viária e o potencial de embarques diários.

Benefícios previstos vão além da mobilidade

De acordo com o levantamento, caso se implemente todos os projetos previstos para as 21 regiões metropolitanas, os impactos poderão ir além da melhoria do transporte público.

A expectativa é evitar cerca de 27 mil vítimas de sinistros de trânsito por ano, reduzir em aproximadamente 3 milhões de toneladas anuais as emissões de dióxido de carbono (CO₂), diminuir em 11% o custo das viagens e reduzir em 16% o tempo médio de deslocamento da população.

O estudo também estima benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões, além do potencial de mobilizar mais de 1 milhão de empregos e estimular a demanda por até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 veículos metroferroviários.

Planejamento para os próximos 30 anos

A elaboração do ENMU ocorreu considerando projeções populacionais assim como de demanda para um horizonte de 30 anos. O objetivo é oferecer subsídios técnicos para que estados e municípios possam planejar sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis.

De acordo com o Ministério das Cidades, o estudo busca fortalecer a política nacional de mobilidade urbana e servir como ferramenta para apoiar a estruturação de projetos capazes de melhorar os deslocamentos diários da população, ampliar o acesso ao emprego, à educação, à saúde e a outros serviços essenciais, além de contribuir para a redução das desigualdades urbanas.

Embora apresente um cenário de potencial expansão, o levantamento não representa a execução imediata das obras. Os projetos ainda dependem de planejamento, definição de prioridades, disponibilidade de recursos e das etapas técnicas e administrativas necessárias para que possam sair do papel.

Com informações da Agência BNDES de Notícias

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Autopropelido, bicicleta elétrica ou ciclomotor? Saiba as diferenças e as regras de circulação

sex, 24/07/2026 - 13:30
O crescimento da mobilidade elétrica acompanha a busca por alternativas que reduzam o tempo gasto nos deslocamentos. Foto: Dmyrto_Z para Depositphotos

Com o crescimento da mobilidade elétrica nas cidades brasileiras, veículos como bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclomotores passaram a fazer parte da rotina de milhares de pessoas. Apesar da popularidade, ainda é comum haver dúvidas sobre as diferenças entre essas categorias e as regras que cada uma deve seguir.

A regulamentação mais recente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) trouxe critérios técnicos para identificar cada tipo de veículo, estabelecendo limites de potência, velocidade e características construtivas que influenciam diretamente onde eles podem circular e quais exigências legais precisam cumprir.

Conforme a fabricante Watts, entender essas diferenças é fundamental para que o consumidor escolha o veículo mais adequado às suas necessidades e utilize o equipamento de forma correta.

O que é um veículo autopropelido?

Os veículos autopropelidos são destinados principalmente aos deslocamentos urbanos de curta distância e possuem características técnicas específicas.

Entre elas estão:

  • acelerador;
  • potência máxima de até 1.000 watts;
  • velocidade limitada a 32 km/h;
  • distância entre eixos de até 1,30 metro.

Na prática, esses veículos oferecem maior autonomia para deslocamentos urbanos, dispensando esforço físico constante e priorizando praticidade no dia a dia.

Como funciona a bicicleta elétrica?

As bicicletas elétricas também utilizam motor elétrico, mas sua principal característica é o pedal assistido, em que o motor auxilia o ciclista durante a pedalada.

Alguns modelos também possuem acelerador, mas continuam sendo destinados ao uso em deslocamentos urbanos de curta e média distância.

De acordo com a Watts, esse tipo de veículo combina conforto e praticidade para quem busca uma alternativa ao automóvel nos deslocamentos diários.

Ciclomotor segue regras diferentes

Já os ciclomotores pertencem a uma categoria distinta e possuem regras mais próximas das motocicletas.

Dependendo das características do veículo, podem ser exigidos:

  • habilitação;
  • emplacamento;
  • registro;
  • cumprimento das normas específicas de circulação.

Por isso, antes da compra, é importante verificar em qual categoria o modelo se enquadra.

O que diz a regulamentação

A Resolução Contran nº 996/2023 estabeleceu critérios técnicos para diferenciar os veículos de micromobilidade e trouxe mais segurança jurídica para fabricantes, consumidores e órgãos de fiscalização.

Entre os parâmetros definidos para autopropelidos e bicicletas elétricas estão:

  • potência máxima de até 1.000 W;
  • velocidade limitada a 32 km/h;
  • distância entre eixos de até 1,30 metro;
  • regras específicas de circulação conforme a categoria do veículo.

Conforme a Watts, a regulamentação facilita a compreensão sobre os diferentes modelos disponíveis no mercado e reduz as dúvidas de quem pretende adotar a mobilidade elétrica.

“A regulamentação ajuda o consumidor a entender melhor o produto que está comprando e como ele se encaixa na sua rotina. Isso acelera a adoção de soluções mais inteligentes para o deslocamento urbano”, comenta Rodrigo Gomes, porta-voz da Watts.

Micromobilidade ganha espaço nas cidades

O crescimento da mobilidade elétrica acompanha a busca por alternativas que reduzam o tempo gasto nos deslocamentos, o custo de transporte e a dependência do automóvel em trajetos urbanos.

Nesse cenário, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos vêm conquistando espaço como opções para percursos curtos, especialmente em cidades que investem em ciclovias e infraestrutura voltada à mobilidade ativa.

A tendência, segundo a empresa, é que a regulamentação contribua para ampliar a adoção desses modais, oferecendo mais segurança aos usuários e maior clareza sobre os direitos e deveres de cada categoria.

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Vai tirar a primeira CNH? Economizar na formação pode sair caro, diz especialista

sex, 24/07/2026 - 08:15
Com as mudanças nas regras da CNH, Celso Mariano faz um alerta aos futuros motoristas: aprender a dirigir vai muito além de passar nas provas. Foto: criação de IA

As mudanças recentes nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tornaram o processo mais flexível e, em alguns casos, mais acessível financeiramente. No entanto, para quem pretende conquistar a primeira habilitação, o menor custo não deve ser o principal critério na hora de escolher como aprender a dirigir.

Esse é o alerta feito pelo especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional. Em um vídeo direcionado aos jovens que estão iniciando o processo de habilitação, ele reforça que aprender a dirigir vai muito além de obter a aprovação nos exames exigidos pelos órgãos de trânsito.

“Eu quero falar com você que pretende tirar a CNH, que precisa da CNH. Você deve ter ouvido falar que muitas coisas mudaram nos últimos meses, que ficou mais acessível, mais barato, mais fácil tirar a CNH.”

Conforme Mariano, embora realmente tenham ocorrido mudanças importantes no processo de habilitação — e outras ainda estejam previstas —, o aspecto mais importante continua sendo a qualidade da formação recebida antes de assumir o volante. “O mais importante de tudo é você saber que esse preparo antes de chegar na CNH é fundamental para que a tua nova competência, de saber dirigir, não seja uma dor de cabeça maior do que já será, naturalmente.”

Aprender a dirigir exige muito mais do que passar na prova

Para o especialista, conduzir um veículo é apenas uma parte do aprendizado. O verdadeiro desafio é compreender como funciona o sistema de trânsito e desenvolver a capacidade de tomar decisões seguras em situações reais. “Dirigir não é fácil. Você tem que aprender, além de conduzir o veículo, a se movimentar e se integrar no sistema de trânsito. Isso vai exigir de você muitos conhecimentos.”

Mariano lembra que nem tudo o que um motorista precisará saber será cobrado nas avaliações oficiais.

“Alguns não serão exigidos na avaliação teórica nem na avaliação prática, mas com certeza o trânsito vai exigir isso de ti.”

Na prática, isso significa que obter a aprovação nos exames não garante, por si só, que o novo condutor esteja preparado para enfrentar situações comuns nas ruas e rodovias.

Preço baixo pode sair caro

Diante das mudanças recentes na formação de condutores, Celso Mariano faz um alerta para quem pretende escolher o processo de habilitação considerando apenas o custo. “Não subestime a importância de se preparar bem. E para se preparar bem, não olhe apenas para preço e facilidades. Pode ser uma armadilha.”

Segundo ele, a decisão deve levar em conta principalmente a qualidade do ensino oferecido. “Olhe para aquilo que realmente é importante: um condutor bem preparado faz uma boa primeira habilitação, e basta. Procure um bom CFC, uma boa autoescola.”

Embora a regulamentação atual permita novos formatos de aprendizagem, Mariano destaca que o candidato deve avaliar se o ambiente de ensino oferece metodologia adequada, orientação segura e acompanhamento qualificado durante o processo.

Formação influencia toda a vida do motorista

O especialista também chama a atenção para as consequências de uma formação deficiente. Maus hábitos adquiridos no início da vida como motorista tendem a permanecer por muitos anos e podem aumentar o risco de acidentes.

“Quem não aprende direito pela primeira vez passa a vida inteira se batendo.”

Além disso, ele ressalta que a economia obtida durante o processo de habilitação pode ser insignificante diante dos prejuízos causados por erros na condução. “No caso do trânsito, a falta de conhecimentos e habilidades adequadas pode custar muito mais caro do que os trocos economizados na formação.”

Uma decisão que acompanha o motorista por toda a vida

Ao concluir a mensagem, Mariano reforça que a primeira habilitação representa uma etapa única na vida de qualquer motorista e merece ser encarada como um investimento em segurança.

“Primeira Habilitação só acontece uma vez na vida: é preciso fazer bem feito.”

Em um cenário de mudanças na legislação, a orientação do especialista é que os futuros condutores não confundam simplificação do processo com redução da necessidade de aprendizado. Independentemente das novas regras, dirigir continua exigindo conhecimento, responsabilidade e preparo para conviver de forma segura com todos os usuários das vias.

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Comissão aprova projeto que obriga envio de foto da infração na notificação de multa de trânsito

qui, 23/07/2026 - 17:30
Projeto aprovado em comissão da Câmara quer tornar obrigatória a inclusão da imagem da infração nas notificações de multa registradas por equipamentos eletrônicos. Foto: PhanuwatNandee para Depositphotos

Motoristas poderão receber mais informações ao serem notificados por uma infração de trânsito registrada por equipamentos eletrônicos. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a inclusão da foto da infração nas notificações enviadas aos condutores, sempre que a autuação for comprovada por equipamento audiovisual.

A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e busca ampliar a transparência no processo de fiscalização, facilitando a identificação da infração e o exercício do direito de defesa pelos proprietários dos veículos.

O que muda

O texto aprovado determina que a imagem capturada pelo equipamento eletrônico acompanhe tanto a notificação de autuação quanto a notificação de penalidade, quando a infração tiver sido registrada por meio de sistemas audiovisuais.

Hoje, o CTB já autoriza que equipamentos eletrônicos e audiovisuais sejam utilizados para comprovar infrações de trânsito. No entanto, a legislação não obriga que a fotografia ou imagem da infração seja enviada ao motorista junto com a notificação.

Conforme o relator da proposta, deputado AJ Albuquerque (PP-CE), a medida aperfeiçoa a legislação de trânsito. Durante a análise do projeto, ele apresentou uma emenda para ampliar a exigência também à notificação de penalidade, e não apenas à autuação.

Objetivo é dar mais transparência

Autor do projeto, o deputado Danilo Forte (PP-CE) argumenta que a ausência de comprovação visual imediata pode gerar insegurança jurídica e dificultar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa pelo cidadão.

Com a mudança, o motorista passaria a receber, junto com a notificação, a imagem que fundamentou a autuação, tornando mais simples verificar as circunstâncias da infração e, se for o caso, apresentar recurso administrativo.

Projeto ainda não virou lei

Apesar da aprovação na Comissão de Viação e Transportes, a proposta ainda não altera as notificações de multa.

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Se aprovado, seguirá para votação no Senado Federal. Somente depois de aprovado pelas duas Casas e sancionado pela Presidência da República poderá entrar em vigor.

Até lá, continuam valendo as regras atuais previstas no Código de Trânsito Brasileiro para as notificações de infrações registradas por equipamentos eletrônicos.

Com informações são da Agência Câmara

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Professor da USP explica como tecnologia brasileira de frenagem automática pode aumentar a segurança no trânsito

qui, 23/07/2026 - 13:30
Sistema desenvolvido no Brasil utiliza radar e câmera para detectar obstáculos e acionar automaticamente os freios, aumentando a segurança durante a condução. Foto: LanaStock para Depositphotos

Uma tecnologia desenvolvida no Brasil promete reforçar a segurança dos veículos e reduzir acidentes provocados por distração ao volante. Trata-se de um sistema de frenagem automática de emergência que utiliza radar e câmera para identificar obstáculos à frente do veículo e acionar os freios quando detecta risco de colisão e o motorista não reage a tempo. A expectativa é que esse tipo de equipamento passe a integrar todos os veículos fabricados no país a partir de 1º de janeiro de 2029.

Conhecido internacionalmente como Automatic Emergency Braking (AEB), o recurso faz parte dos chamados Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS), conjunto de tecnologias que auxiliam a condução e têm como principal objetivo reduzir acidentes causados por falhas humanas.

Conforme o professor Marcelo Augusto Leal Alves, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), a frenagem automática representa mais um passo na evolução da automação veicular e já é adotada em diversos países, especialmente na Europa.

Como funciona a frenagem automática

O sistema combina informações obtidas por um radar e por uma câmera instalada no veículo. Enquanto o radar mede a distância e a velocidade dos objetos à frente, a câmera identifica o tipo de obstáculo, como outro veículo, um pedestre ou qualquer elemento presente na via. Essas informações são processadas em tempo real por um software, que calcula o risco de colisão e, quando necessário, aciona automaticamente os freios.

De acordo com Marcelo Alves, a tecnologia foi desenvolvida justamente para atuar em situações nas quais o motorista demora a reagir.

“Em uma situação típica de trânsito, em que os veículos andam e param constantemente, o motorista pode se distrair e não perceber que o carro à frente freou. O sistema evita esse tipo de colisão traseira, que, embora muitas vezes não seja grave, provoca prejuízos materiais e contribui para aumentar os congestionamentos. Ele também pode impedir que o veículo atinja um pedestre ou um obstáculo que tenha surgido na pista”, explica.

Tecnologia poderá se tornar obrigatória

A adoção da frenagem automática acompanha um movimento internacional de incorporação de sistemas eletrônicos voltados à segurança veicular.

No Brasil, a previsão é que o equipamento passe a integrar os veículos produzidos no país a partir de 1º de janeiro de 2029, conforme resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além da frenagem automática, os sistemas ADAS podem incluir recursos como assistência de permanência em faixa, monitoramento de obstáculos e outros dispositivos capazes de auxiliar o motorista durante a condução.

Desenvolvimento nacional busca ampliar o acesso à tecnologia

O projeto é desenvolvido pelo Senai Park de Suape, em Pernambuco, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Brasília (UnB) e as montadoras Volkswagen e Stellantis. A iniciativa busca criar uma tecnologia nacional capaz de reduzir a dependência de equipamentos importados assim como ampliar a competitividade da indústria automotiva brasileira.

Segundo Marcelo Alves, embora a tecnologia ainda apresente custo elevado, a tendência é que esse valor diminua à medida que a produção em escala avance, repetindo o que ocorreu com outros equipamentos de segurança, como o airbag.

Tecnologia complementa, mas não substitui o motorista

Apesar dos avanços proporcionados pelos sistemas de assistência à condução, especialistas destacam que eles não eliminam a responsabilidade do condutor.

A frenagem automática funciona como uma camada adicional de segurança, capaz de reduzir as consequências de distrações ou falhas de percepção, mas continua dependendo da atenção do motorista para que a condução seja realizada de forma segura.

Com a evolução da eletrônica embarcada, recursos antes restritos a veículos de categorias superiores começam a ganhar espaço no mercado e podem representar um importante avanço para a redução de acidentes nos próximos anos.

Com informações do Jornal da USP

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Bicicleta elétrica ou ciclomotor? PM alerta para regras que muitos condutores ainda desconhecem

qui, 23/07/2026 - 08:15
PM alerta que conhecer a classificação correta evita infrações e aumenta a segurança no trânsito. Foto: halfpoint para Depositphotos

O aumento da circulação de bicicletas elétricas e outros veículos elétricos de pequeno porte tem gerado dúvidas entre os usuários sobre quais regras de trânsito devem ser seguidas. Em Vilhena (RO), o crescimento dos atendimentos envolvendo esses veículos levou a Polícia Militar de Rondônia (PMRO) a reforçar orientações sobre a legislação que regulamenta a circulação desses modais. Lembrando que as regras são nacionais, então valem em todo país.

De acordo com a corporação, a principal referência é a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece critérios para diferenciar bicicletas elétricas, equipamentos autopropelidos e ciclomotores. A correta classificação do veículo é fundamental para determinar se há necessidade de habilitação, registro e emplacamento.

O que caracteriza uma bicicleta elétrica?

De acordo com a orientação da PMRO, muitas dúvidas surgem em relação à potência dos veículos. No entanto, o principal critério para a classificação não é apenas a potência, mas também a forma de funcionamento e a velocidade máxima.

Para ser considerada uma bicicleta elétrica, o veículo deve ter velocidade máxima de até 32 km/h e funcionar exclusivamente por meio de pedal assistido, ou seja, o motor elétrico só entra em ação quando o usuário está pedalando. Além disso, não pode possuir acelerador de punho nem qualquer outro dispositivo manual de controle de potência.

Quando essas características deixam de ser atendidas, o enquadramento legal muda.

Quando a bicicleta passa a ser considerada ciclomotor?

A PMRO explica que veículos equipados com acelerador manual ou que ultrapassem os limites estabelecidos pela regulamentação deixam de ser classificados como bicicletas elétricas ou equipamentos autopropelidos. Nesses casos, podem ser enquadrados como ciclomotores, motonetas ou motocicletas, conforme suas características técnicas.

Essa distinção é importante porque altera diretamente as exigências legais para circulação.

CNH e emplacamento: quando são obrigatórios?

A exigência de habilitação varia conforme a categoria do veículo.

No caso das bicicletas elétricas e dos equipamentos autopropelidos, não há exigência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nem de Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Esses veículos também estão dispensados de registro, licenciamento e emplacamento.

Já os ciclomotores exigem obrigatoriamente que o condutor possua ACC ou CNH na categoria A. Além disso, esses veículos devem ser registrados e emplacados para circular regularmente nas vias públicas.

Equipamentos obrigatórios para circulação

A legislação também estabelece requisitos mínimos de segurança para cada categoria. Nos equipamentos autopropelidos, são obrigatórios o indicador ou limitador eletrônico de velocidade, campainha e sistema de sinalização noturna dianteira, traseira e lateral.

Para as bicicletas elétricas, além do indicador ou limitador eletrônico de velocidade e da campainha, é necessário possuir espelho retrovisor do lado esquerdo, pneus em condições adequadas de segurança e sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e também nos pedais.

Embora não seja obrigatório, a Polícia Militar recomenda o uso de capacete para ciclistas, colete retrorrefletivo e luvas de proteção. O objetivo é reduzir a gravidade das lesões em caso de quedas ou colisões.

Transporte de passageiros exige cuidados

Outro ponto destacado pela corporação diz respeito ao transporte de passageiros. A PMRO alerta que é proibido transportar crianças no quadro da bicicleta elétrica. Quando houver transporte de passageiro, o veículo deve possuir assento adequado, apoios para os pés e dispositivos que permitam ao ocupante se segurar com segurança durante o deslocamento. Além disso, a carga total transportada não pode ultrapassar a capacidade máxima definida pelo fabricante.

Atenção às regras evita problemas e aumenta a segurança

Com a popularização dos veículos elétricos de pequeno porte, cresce também a necessidade de que os usuários conheçam as normas aplicáveis a cada tipo de equipamento.

Conforme a PMRO, o respeito às especificações técnicas e às regras de circulação contribui para a prevenção de acidentes. Além disso, para uma convivência mais segura entre todos os usuários das vias.

A orientação é que os condutores verifiquem atentamente as características do veículo antes da compra e mantenham atenção constante durante a circulação no trânsito urbano.

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Remoção de ciclomotores cresce após novas regras do Contran; veja por que a fiscalização ficou mais rigorosa

qua, 22/07/2026 - 17:30
Por isso, especialistas recomendam que o consumidor verifique, antes da compra, como o modelo é classificado pelo fabricante e quais obrigações legais se aplicam à sua utilização. Foto: damrong8899 para Depositphotos

A entrada em vigor da fiscalização das novas regras para ciclomotores tem provocado uma mudança significativa no cenário da mobilidade urbana brasileira. Em diferentes estados, órgãos de trânsito e forças de segurança registram aumento no número de remoções de veículos que circulam de forma irregular, especialmente as chamadas “cinquentinhas” e alguns modelos elétricos que passaram a ser enquadrados como ciclomotores.

O crescimento das fiscalizações evidencia que muitos proprietários ainda desconhecem as exigências estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A principal consequência tem sido a remoção de veículos que deveriam estar registrados, licenciados e conduzidos por motoristas habilitados, mas continuam circulando como se estivessem dispensados dessas obrigações.

Mais do que aumentar a fiscalização, a regulamentação busca reduzir riscos nas vias e diferenciar, de forma mais clara, bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual e ciclomotores.

Por que aumentaram as remoções?

Desde 1º de janeiro de 2026, terminou o período de adaptação previsto pelo Contran e passou a valer a fiscalização integral das regras estabelecidas para os ciclomotores. Com isso, agentes de trânsito passaram a verificar com maior rigor se esses veículos atendem às exigências legais.

Entre as irregularidades mais comuns estão:

  • ausência de registro e licenciamento;
  • falta de placa de identificação;
  • condução sem CNH categoria A ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor);
  • circulação em locais proibidos, como ciclovias e calçadas;
  • ausência de equipamentos obrigatórios, como o capacete.

Quando essas infrações são constatadas, o veículo pode ser removido, além da aplicação das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O que é considerado um ciclomotor?

Uma das maiores dúvidas envolve a classificação dos veículos. Nem toda bicicleta elétrica ou patinete motorizado exige habilitação. Ou seja, a diferença está nas características técnicas definidas pelo Contran.

São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas equipados com motor de combustão de até 50 cilindradas ou motor elétrico com potência de até 4 kW e velocidade máxima de fabricação de até 50 km/h. Esses veículos passaram a exigir registro, emplacamento e habilitação.

Já as bicicletas elétricas com assistência ao pedal, sem acelerador e dentro dos limites previstos na regulamentação, continuam dispensadas de CNH e emplacamento.

O mesmo ocorre com a maior parte dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, como alguns patinetes elétricos, desde que atendam às especificações técnicas estabelecidas pelo Contran.

O objetivo é aumentar a segurança viária

Embora muitos proprietários enxerguem as novas exigências apenas como uma ampliação da burocracia, a regulamentação tem um objetivo claro: reduzir os riscos provocados pela circulação de veículos motorizados sem qualquer controle.

Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar ciclomotores trafegando em calçadas, ciclovias ou sendo conduzidos por pessoas sem qualquer formação para dirigir. Em muitos casos, esses veículos atingem velocidades incompatíveis com espaços destinados a pedestres e ciclistas.

Ao exigir habilitação, equipamentos de segurança e registro dos veículos, o Contran busca aproximar esses modelos das regras já aplicadas às motocicletas, garantindo maior proteção para todos os usuários das vias.

Quais infrações podem levar à remoção do veículo?

Dependendo da irregularidade constatada, o condutor pode responder por diferentes infrações previstas no CTB.

Entre as situações mais comuns estão:

  • conduzir veículo sem registro ou licenciamento, quando obrigatórios;
  • circular sem placa de identificação;
  • dirigir sem possuir a habilitação exigida;
  • trafegar em locais onde a circulação é proibida para ciclomotores;
  • conduzir ou transportar passageiro sem capacete, quando o equipamento é obrigatório.

Além das multas e da pontuação na CNH, algumas dessas infrações permitem a remoção do veículo até que a situação seja regularizada.

Antes de comprar, vale conferir a classificação do veículo

O avanço da mobilidade elétrica fez crescer a oferta de veículos visualmente semelhantes, mas sujeitos a regras completamente diferentes.

Por isso, especialistas recomendam que o consumidor verifique, antes da compra, como o modelo é classificado pelo fabricante e quais obrigações legais se aplicam à sua utilização.

Muitos proprietários acreditam estar adquirindo uma bicicleta elétrica quando, na realidade, o veículo se enquadra como ciclomotor e exige habilitação, registro e emplacamento.

Esse cuidado evita gastos inesperados, remoções e multas, além de contribuir para uma circulação mais segura.

À medida que a fiscalização se intensifica em todo o país, a tendência é que o número de remoções continue aumentando entre os veículos que permanecerem irregulares. A regularização, portanto, deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a ser uma medida essencial para garantir segurança jurídica e viária.

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Sono ao volante: 7 sinais de que você deve parar o carro imediatamente

qua, 22/07/2026 - 13:30
Bocejos frequentes, lapsos de memória e dificuldade para manter os olhos abertos podem indicar que é hora de parar. Foto: AndreyPopov para Depositphotos

O aumento do movimento nas rodovias durante férias, feriados prolongados e períodos de maior circulação de veículos levou a concessionária EPR Litoral Pioneiro a reforçar um alerta sobre um dos fatores mais associados aos acidentes graves: o sono ao volante. Segundo a empresa, dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) indicam que a fadiga e a sonolência estão relacionadas a cerca de 60% dos acidentes automobilísticos, comprometendo o tempo de reação e a capacidade de decisão dos motoristas.

De acordo com a Abramet, a fadiga está entre os principais fatores de risco em viagens longas, principalmente durante a madrugada. Nesses momentos, a redução da atenção e dos reflexos dificulta a resposta do condutor diante de situações inesperadas. Além disso, o cansaço interfere na percepção de profundidade, na avaliação de riscos e na coordenação motora fina, habilidades essenciais para uma condução segura.

O perigo do microssono

Um dos maiores riscos provocados pela fadiga é o chamado microssono, episódio em que o motorista adormece involuntariamente por poucos segundos, muitas vezes sem perceber.

Embora pareça um intervalo pequeno, ele pode ser suficiente para que o veículo percorra centenas de metros completamente sem controle, principalmente em rodovias, onde as velocidades são mais elevadas.

“O sono ao volante é um risco silencioso. Muitas vezes o motorista acredita que consegue seguir viagem normalmente, mas seus reflexos e sua capacidade de tomada de decisão já estão comprometidos. Em rodovias, poucos segundos de desatenção podem ser suficientes para provocar consequências graves”, alerta Paulo Linck, gerente de Operações da EPR Litoral Pioneiro.

O corpo costuma avisar antes

Especialistas explicam que o organismo normalmente emite sinais claros antes que o motorista adormeça ao volante. Reconhecer esses sintomas e interromper a viagem pode evitar acidentes.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • bocejos frequentes;
  • dificuldade para manter os olhos abertos;
  • sensação de peso nas pálpebras;
  • perda de concentração;
  • dificuldade para lembrar os últimos quilômetros percorridos;
  • lapsos de memória, como não se recordar do último pedágio ou da última curva;
  • necessidade constante de corrigir a trajetória do veículo.

Conforme especialistas, ignorar esses sinais aumenta significativamente o risco de acidentes, já que eles indicam que o cérebro começa a perder sua capacidade de manter o estado de alerta.

Há horários em que o risco aumenta

Outro aspecto destacado pela diretriz médica citada pela EPR é o papel do ritmo circadiano, o relógio biológico responsável por regular os períodos de sono e vigília.

Os acidentes relacionados à fadiga tendem a ocorrer com maior frequência em dois períodos do dia: entre 2h e 6h da madrugada e entre 14h e 16h, quando o organismo naturalmente reduz o nível de atenção.

Por isso, iniciar viagens longas nesses horários, especialmente após jornadas intensas de trabalho ou com poucas horas de sono, aumenta consideravelmente o risco de sonolência ao volante.

Cansaço e sonolência não são a mesma coisa

Embora muitas pessoas utilizem os termos como sinônimos, especialistas explicam que existe uma diferença importante entre cansaço físico e sonolência.

O cansaço pode ser aliviado temporariamente com pequenas pausas, alongamentos ou mudanças de posição. Já a sonolência representa uma necessidade fisiológica de dormir e não pode ser vencida apenas com força de vontade.

Quando o motorista começa a apresentar lapsos de memória de curto prazo, como não lembrar dos últimos quilômetros percorridos, isso pode indicar que o cérebro já entrou em um estágio crítico de fadiga, antecedendo episódios de microssono.

Como reduzir os riscos durante a viagem

Para diminuir as chances de acidentes relacionados ao sono, especialistas recomendam algumas medidas simples antes e durante o deslocamento:

  • dormir entre seis e oito horas antes de viajar;
  • realizar pausas a cada duas horas de direção ou entre 150 e 200 quilômetros percorridos;
  • manter-se hidratado;
  • optar por refeições leves antes de dirigir;
  • evitar iniciar viagens após jornadas prolongadas de trabalho;
  • verificar se medicamentos de uso contínuo podem causar sonolência;
  • revezar a direção sempre que houver outro condutor habilitado.

A EPR também alerta que estratégias como abrir as janelas, aumentar o volume da música ou consumir café e bebidas energéticas podem proporcionar apenas uma sensação momentânea de alerta, mas não substituem o descanso quando o organismo demonstra sinais de fadiga.

Estruturas de apoio incentivam pausas seguras

Além das orientações aos motoristas, a EPR Litoral Pioneiro destaca que disponibiliza estruturas para incentivar paradas durante as viagens. Nas rodovias sob sua administração, os usuários contam com 12 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), que oferecem locais adequados para descanso.

Os caminhoneiros que trafegam pelos Campos Gerais e pelo Norte Pioneiro do Paraná também podem utilizar o Ponto de Parada e Descanso (PPD), localizado no km 209 da PR-092, em Arapoti. O espaço dispõe de área de descanso, refeitório, sanitários, vestiários, bebedouros, internet e vigilância 24 horas.

De acordo com a concessionária, incluir pausas no planejamento da viagem é uma das formas mais eficazes de reduzir os riscos provocados pela fadiga e contribuir para um trânsito mais seguro.

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Detecção de acidentes: função do celular pode agilizar o socorro em colisões; veja como ativar

qua, 22/07/2026 - 08:15
As informações podem facilitar os primeiros atendimentos, especialmente quando a vítima não consegue se comunicar. Foto: photovs para Depositphotos

Em um acidente de trânsito grave, cada minuto pode fazer diferença para aumentar as chances de sobrevivência das vítimas. O que muita gente não sabe é que alguns smartphones possuem um recurso capaz de identificar colisões e capotamentos e acionar automaticamente os serviços de emergência caso o usuário não consiga responder. A ferramenta está disponível em modelos recentes de Android e iPhone e voltou a chamar a atenção após orientações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Embora ainda seja pouco conhecida por muitos brasileiros, a tecnologia representa um avanço importante na chamada segurança passiva digital. Em determinadas situações, ela pode reduzir o tempo entre o sinistro e o início do atendimento, especialmente quando os ocupantes ficam inconscientes ou impossibilitados de usar o telefone.

Por que os primeiros minutos são tão importantes?

No atendimento a vítimas de acidentes de trânsito, a rapidez no acionamento do resgate é um dos fatores que podem influenciar diretamente o desfecho da ocorrência. Quanto antes equipes especializadas chegam ao local, maiores são as possibilidades de estabilização da vítima e encaminhamento ao atendimento hospitalar.

O problema é que, em colisões de maior gravidade, nem sempre quem está envolvido consegue pedir socorro. Lesões, perda de consciência, dificuldade de movimentação ou mesmo o choque provocado pelo impacto podem impedir que a ligação seja feita.

É justamente nesse cenário que a detecção automática de acidentes pode fazer diferença. Ao perceber sinais compatíveis com uma colisão severa, o próprio aparelho inicia um protocolo de emergência, funcionando como uma camada adicional de proteção. Ainda assim, o recurso não substitui o acionamento do socorro por testemunhas nem dispensa os canais tradicionais de emergência.

Conforme o especialista em trânsito Celso Mariano, a tecnologia mostra como os dispositivos móveis passaram a integrar o conjunto de ferramentas voltadas à segurança viária.

“A tecnologia pode reduzir o tempo de resposta em situações críticas, mas seu maior valor está em complementar o atendimento de emergência. Ela não evita o acidente, porém pode contribuir para que o socorro chegue mais rapidamente quando a vítima não consegue pedir ajuda.”

Como funciona a detecção de acidentes

Apesar de parecer um recurso complexo, o funcionamento é baseado em sensores que já fazem parte dos smartphones mais modernos.

O sistema combina informações do acelerômetro, giroscópio, GPS, microfone e outros sensores internos para identificar padrões que indiquem um impacto de grande intensidade, como colisões frontais, laterais ou capotamentos.

Quando detecta um evento compatível com um acidente grave, o aparelho exibe um alerta na tela, emite sinais sonoros e vibra para verificar se o usuário está consciente.

Se não houver qualquer resposta dentro do tempo previsto, o smartphone pode ligar automaticamente para o serviço de emergência e compartilhar a localização da ocorrência, recurso que varia conforme o sistema operacional, o país e a disponibilidade do serviço.

Por utilizar diferentes parâmetros simultaneamente, a tecnologia busca reduzir falsos alarmes, embora isso não signifique que todos os acidentes serão detectados.

Como ativar o recurso no Android e no iPhone

A funcionalidade precisa estar habilitada para funcionar corretamente. O procedimento varia conforme o sistema operacional.

iPhone

Nos aparelhos compatíveis, basta acessar:

  • Ajustes;
  • SOS de Emergência;
  • ativar a opção Ligar após acidente grave.
Android

Nos dispositivos compatíveis com a ferramenta, o caminho normalmente é:

  • Configurações;
  • Segurança e emergência;
  • Detecção de acidentes.

Alguns fabricantes também oferecem recursos próprios de assistência ou concentram essas configurações no aplicativo Segurança Pessoal.

A PRF orienta que os usuários verifiquem se seus aparelhos possuem a funcionalidade e mantenham o recurso ativado.

Manter as informações de emergência atualizadas também faz diferença

Além da detecção automática de acidentes, especialistas recomendam cadastrar no celular informações que podem auxiliar as equipes de resgate.

Dados como contatos de emergência, tipo sanguíneo, alergias, doenças pré-existentes e medicamentos de uso contínuo costumam ficar disponíveis mesmo com o aparelho bloqueado, dependendo da configuração escolhida pelo usuário.

Essas informações podem facilitar os primeiros atendimentos, especialmente quando a vítima não consegue se comunicar.

De acordo com Mariano, esse é um cuidado simples que muitas pessoas deixam de adotar. “Assim como fazemos a manutenção do veículo, vale dedicar alguns minutos para configurar corretamente o celular. Em uma emergência, informações médicas e contatos atualizados podem agilizar decisões importantes durante o atendimento”, explica.

A tecnologia ajuda, mas não substitui os cuidados no trânsito

A evolução dos smartphones demonstra como a tecnologia vem ampliando seu papel na segurança viária. Recursos de chamada automática de emergência, compartilhamento de localização e detecção de acidentes podem reduzir o tempo de resposta após um sinistro, contribuindo para um atendimento mais rápido.

Entretanto, essas ferramentas possuem limitações. Elas dependem de aparelhos compatíveis, podem não identificar todos os tipos de colisão e não substituem o acionamento dos serviços de emergência por quem presencia o acidente.

Além disso, nenhuma inovação tecnológica é capaz de compensar comportamentos inseguros ao volante, como excesso de velocidade, distração com o próprio celular, consumo de álcool ou desrespeito às normas de circulação.

Por isso, a principal recomendação continua sendo investir na prevenção. E, como complemento, aproveitar os recursos tecnológicos disponíveis para aumentar a proteção em situações inesperadas. Afinal, em um acidente grave, alguns minutos podem representar uma diferença decisiva.

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