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Novo movimento critica Maio Amarelo e denuncia retrocessos no trânsito
Enquanto o Brasil inicia mais uma edição do Maio Amarelo, um novo movimento começa a ganhar espaço nas redes sociais e entre especialistas da área: o Maio Preto. A proposta surge como contraponto simbólico ao tradicional mês de conscientização e busca chamar atenção para o luto provocado pelas mortes no trânsito e para críticas à condução das políticas públicas do setor.
Ao contrário do Maio Amarelo, consolidado há anos por entidades e órgãos públicos com foco em campanhas educativas, o Maio Preto nasce de forma independente, principalmente nas redes sociais, com forte tom de denúncia. A cor preta representa luto pelas vítimas fatais e indignação diante de medidas consideradas insuficientes para enfrentar a violência viária.
Movimento critica retrocessos recentesEntre os nomes ligados à mobilização está o médico e especialista em trânsito Alysson Coimbra, que vem utilizando seus canais digitais para defender uma mudança de postura no país em relação à segurança viária.
Em uma de suas publicações recentes, Coimbra afirma que o trânsito brasileiro vive “uma das fases mais graves da história”, relacionando o cenário à fragilização de políticas preventivas e à falta de prioridade dada ao tema.
Em outro conteúdo, ele menciona que o trânsito “não suporta mais experiências predatórias”, em referência a decisões recentes que, segundo ele, podem comprometer a proteção à vida.
Embora as mensagens não citem apenas uma medida específica, o contexto inclui críticas à flexibilização do processo de formação de condutores, à redução de exigências educacionais e ao enfraquecimento de mecanismos tradicionalmente ligados à prevenção.
Debate vai além do comportamento individualO surgimento do Maio Preto também evidencia uma discussão crescente no setor: campanhas educativas são importantes, mas não bastam sozinhas.
Especialistas costumam lembrar que a segurança viária depende de um conjunto de fatores, como:
- formação sólida de condutores;
- fiscalização eficiente;
- infraestrutura segura;
- veículos em boas condições;
- atendimento rápido às vítimas;
- políticas públicas permanentes.
Na prática, o movimento sugere que concentrar o debate apenas em atitudes individuais pode esconder problemas estruturais que também influenciam diretamente os índices de sinistros.
Mortes no trânsito seguem como desafio nacionalO Brasil ainda convive com números elevados de mortes e feridos nas vias urbanas e rodovias. Apesar de campanhas sazonais ajudarem a ampliar a conscientização, especialistas defendem ações contínuas durante todo o ano.
Nesse contexto, o Maio Preto aparece como um alerta incômodo: para parte dos profissionais da área, não basta iluminar monumentos, distribuir laços ou repetir slogans se decisões práticas caminham em sentido contrário à proteção da vida.
O que esperar daqui para frenteAinda sem estrutura institucional nacional formalizada, o Maio Preto tende a funcionar como movimento de pressão e debate público. Mesmo nascente, ele já cumpre um papel relevante: recolocar em pauta a pergunta central da segurança viária brasileira.
O país está realmente tratando o trânsito como prioridade de saúde pública — ou apenas reagindo simbolicamente a um problema que continua matando diariamente?
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Exame prático de direção pode ser agendado com veículo próprio em SP
Desde o dia 1º de maio, candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no estado de São Paulo já podem agendar o exame prático de direção utilizando veículo próprio. A medida foi divulgada pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) em conformidade com a Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e passa a integrar oficialmente o processo de habilitação.
Na prática, a mudança amplia as opções para quem está em processo de obtenção da CNH. Agora, além dos veículos disponibilizados por Centros de Formação de Condutores, o candidato pode escolher utilizar um carro próprio para realizar a prova, desde que atenda aos requisitos exigidos.
O que muda para o candidatoConforme o Detran-SP, com a nova regra, o cidadão de qualquer município paulista ganha mais flexibilidade para definir não apenas a data do exame, mas também o veículo que será utilizado na avaliação prática. A iniciativa acompanha a tendência de modernização do processo de habilitação no país, com foco em ampliar o acesso e simplificar etapas.
Para utilizar um veículo próprio, é necessário que o automóvel esteja devidamente licenciado e em bom estado de conservação. Além disso, deve-se identificar o carro durante a prova com uma faixa branca removível, contendo a inscrição “autoescola” em cor preta. Essa faixa precisa ter 20 centímetros de largura e deve estar fixada ao longo da carroceria, à meia altura.
Alerta: ausência de duplo comando exige mais preparoEmbora a nova regra amplie as possibilidades para o candidato, especialistas em segurança viária alertam para um ponto crítico: o uso de veículos sem duplo comando de direção. Diferentemente dos carros de autoescola, que permitem ao instrutor ou examinador intervir rapidamente por meio de freio e embreagem adicionais, os veículos particulares não contam com esse recurso.
Na prática, isso significa que, em caso de erro durante a prova, não há possibilidade de correção imediata por parte de quem acompanha o exame. O risco aumenta especialmente em situações inesperadas, como falhas de controle do veículo, indecisões em cruzamentos ou dificuldades em manobras.
Por isso, a recomendação é que o candidato só opte por utilizar veículo próprio se estiver realmente preparado para conduzir com autonomia e segurança. O momento do exame exige domínio técnico, controle emocional e capacidade de tomada de decisão — fatores ainda mais relevantes quando não há suporte de intervenção direta.
Como fazer o agendamentoDe acordo com o órgão, o agendamento do exame prático com veículo próprio acontece diretamente no portal do Detran-SP, conforme a disponibilidade de vagas. Para confirmar a inscrição, o candidato deve efetuar o pagamento da taxa no valor de R$ 52,83.
A possibilidade passa a ser mais uma alternativa dentro do processo de habilitação, permitindo que o candidato escolha a opção que melhor se adapta à sua realidade.
Mudanças fazem parte de reformulação nacionalA adoção da medida em São Paulo alinha-se às diretrizes da Resolução nº 1.020/2025, que trouxe uma série de alterações no processo de formação de condutores em todo o país.
Desde a publicação da norma, em dezembro de 2025, o Detran-SP vem promovendo uma série de ajustes no modelo de habilitação. Entre as mudanças implementadas estão a redução de cerca de 40% nos custos dos exames médico e psicológico, a retirada da etapa obrigatória de baliza no exame prático e a permissão do uso de veículos com câmbio automático durante a prova.
Outras alterações incluem a adequação do sistema de avaliação com limite de 10 pontos no exame prático — com base em infrações de trânsito —, a ampliação da validade dos processos de habilitação e a diminuição da carga horária mínima de aulas práticas.
Também houve atualização do banco de questões da prova teórica, aumento do tempo máximo de realização para 60 minutos e redução do número de acertos necessários para aprovação, que passou de 21 para 20 questões corretas.
Respeito ao prazo de adaptaçãoPara garantir a implementação das novas regras, a Deliberação CETRAN-SP nº 10/2025 estabeleceu um prazo de até 180 dias, contados a partir de 10 de dezembro de 2025, para que os órgãos estaduais se adequassem às mudanças previstas na Resolução do Contran.
De acordo com o Detran-SP, respeitou-se integralmente o prazo, permitindo que se incorporasse as novas etapas de forma gradual ao sistema de habilitação no estado.
O que o cidadão precisa saberCom a possibilidade de usar veículo próprio no exame prático, o processo de obtenção da CNH passa a contar com mais opções. No entanto, essa flexibilidade vem acompanhada de maior responsabilidade por parte do candidato.
Estar preparado para conduzir sem auxílio de duplo comando, conhecer bem o veículo e dominar as regras de circulação são fatores essenciais para um bom desempenho — e, principalmente, para a segurança no trânsito desde o início da formação como condutor.
As informações completas, incluindo o passo a passo para o agendamento e os requisitos do veículo, estão disponíveis no portal oficial da CNH Paulista.
Com informações do Detran-SP
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Carro elétrico pega fogo? Especialista revela o que é mito e o que é verdade
O crescimento do setor de carro elétrico no Brasil e no mundo vem acompanhado de dúvidas, como se ele pega fogo facilmente,— e também de desinformação. Entre os temas mais recorrentes além dos riscos de incêndio estão: segurança em dias de chuva, possibilidade de explosões durante a recarga e até emissão de radiação.
Para esclarecer esses pontos, especialistas apontam que boa parte dessas preocupações não se sustenta diante das tecnologias atuais e das normas de segurança aplicadas à indústria automotiva.
Segundo Jones Poffo, engenheiro eletricista e CEO da P3 Engenharia, a percepção de risco está mais ligada à falta de informação do que a problemas reais dos veículos.
“Os carros elétricos são projetados com múltiplas camadas de segurança justamente para evitar situações críticas. Existe um nível de controle e monitoramento muito mais sofisticado do que nos veículos tradicionais”, afirma.
Carros elétricos pegam fogo com mais facilidade?Esse é um dos mitos mais difundidos. No entanto, estudos indicam o contrário. Levantamento do site Auto Insurance REZA aponta que o risco de incêndio em veículos movidos a gasolina pode ser até 60 vezes maior do que em modelos elétricos.
Conforme Poffo, isso ocorre porque combustíveis fósseis são altamente inflamáveis, enquanto os veículos elétricos utilizam baterias de íon-lítio com sistemas de proteção integrados.
Esses sistemas incluem controle térmico, sensores de monitoramento e desligamento automático em caso de colisões graves.
Há risco de explosão durante a recarga?Outro receio comum envolve o processo de carregamento. Conforme Poffo, tanto os veículos quanto as estações de recarga contam com mecanismos de segurança contra sobrecarga e superaquecimento.
De acordo com o especialista, a energia passa por diferentes camadas de proteção antes de chegar à bateria, que também possui monitoramento constante.
“Para que ocorra um problema mais grave, seria necessário um cenário muito específico, como falha de fabricação ou uso de equipamentos não certificados. Por isso, a recomendação é sempre utilizar carregadores homologados e infraestrutura adequada”, reforça.
Carros elétricos são seguros na chuva?A circulação em dias de chuva ou até em áreas alagadas também gera dúvidas entre motoristas. Nesse caso, não há risco adicional em comparação aos veículos a combustão.
Conforme Poffo, os componentes elétricos são selados e protegidos contra infiltrações, o que evita curtos-circuitos.
“Em situações de alagamento, os modelos elétricos podem apresentar vantagens. Como não possuem escapamento, eliminam o risco de entrada de água no sistema, algo que pode comprometer motores a combustão”, destaca.
Há emissão de gases ou substâncias tóxicas?Diferente dos veículos convencionais, carros elétricos não emitem poluentes durante o uso normal. As baterias são seladas e não liberam vapores no funcionamento cotidiano.
De acordo com Poffo, a emissão de substâncias tóxicas pode ocorrer apenas em situações raras, como incêndios que atingem diretamente a bateria.
“Quando o fogo atinge a bateria, há risco de emissão de substâncias tóxicas e a necessidade de técnicas mais específicas de combate. No entanto, por serem estruturas altamente seladas, a probabilidade de as chamas alcançarem essas baterias é muito baixa”, explica.
Carros elétricos emitem radiação?Outro mito recorrente envolve a suposta emissão de radiação prejudicial à saúde. Poffo explica que os veículos elétricos geram campos eletromagnéticos semelhantes aos de celulares e eletrodomésticos, mas em níveis seguros.
“Assim como celulares e eletrodomésticos, esses veículos geram campos eletromagnéticos, mas em níveis muito abaixo dos limites considerados nocivos por organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS)”, aponta.
Tecnologia e normas reforçam segurançaAntes de chegarem ao mercado, os carros elétricos passam por rigorosos testes e precisam atender a normas internacionais de segurança, incluindo padrões da Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE) e da Comissão Europeia.
Entre os sistemas embarcados, estão:
- corte automático de energia em colisões;
- monitoramento contínuo da bateria;
- proteção contra sobrecarga;
- controle térmico avançado.
Segundo Poffo, esses recursos tornam os veículos preparados para diferentes situações do dia a dia.
Cuidados aumentam segurança e durabilidadePara quem já utiliza ou pretende adquirir um carro elétrico, algumas práticas ajudam a garantir melhor desempenho e segurança:
- priorizar carga lenta sempre que possível;
- utilizar apenas carregadores certificados;
- evitar adaptações elétricas improvisadas;
- seguir as orientações do fabricante.
Para Poffo, a tecnologia dos veículos elétricos representa um avanço não apenas em eficiência, mas também em segurança.
“Os carros elétricos representam não só uma evolução em eficiência, mas também em segurança. Quando utilizados corretamente, são extremamente confiáveis e preparados para diferentes situações do dia a dia”, conclui.
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CNH: comissão mista pode votar nesta terça MP sobre novas regras de renovação
A possibilidade de renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a necessidade de passar por todo o processo tradicional voltou ao centro do debate no Congresso Nacional. A comissão mista responsável por analisar o tema pode votar, amanhã (05/05), o parecer sobre a proposta que altera regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A medida faz parte da Medida Provisória 1.327/2025, que propõe mudanças significativas no sistema de habilitação no país, incluindo a renovação automática da CNH para motoristas que não cometeram infrações recentes.
que está em jogo na renovação automática da CNHA proposta permite que condutores com bom histórico — ou seja, sem multas ou infrações registradas — possam renovar a CNH de forma simplificada, sem a necessidade de cumprir todas as etapas atualmente exigidas.
Na prática, a medida busca premiar o chamado “bom motorista”, reduzindo burocracia e custos. Além disso, a MP também traz outras mudanças, como flexibilizações no processo de habilitação e ajustes na emissão do documento, inclusive com possibilidade de uso apenas digital.
A comissão mista, instalada em abril, é responsável por analisar o texto e apresentar um parecer que poderá ser votado tanto na Câmara quanto no Senado.
Por que essa mudança impacta o trânsitoEmbora a proposta tenha apelo de simplificação, ela levanta questionamentos importantes sobre segurança viária.
Hoje, a renovação da CNH envolve exames médicos obrigatórios — e, em alguns casos, avaliação psicológica — justamente para verificar se o condutor continua apto a dirigir. A retirada ou flexibilização desse controle pode reduzir a capacidade do sistema de identificar riscos, especialmente em um cenário de envelhecimento da população e aumento da frota.
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o debate não pode se limitar à conveniência administrativa.
“Quando se fala em renovação automática, é preciso lembrar que dirigir exige condições físicas e mentais atualizadas. A avaliação periódica não é burocracia — é um filtro de segurança”, afirma.
Mudanças fazem parte de um pacote maiorA proposta de renovação automática não está isolada. Ela integra um conjunto mais amplo de alterações no sistema de trânsito brasileiro, com foco em simplificação de processos e redução de custos.
A própria medida provisória altera dispositivos do CTB e recebeu dezenas de emendas parlamentares, o que indica que o texto ainda pode sofrer mudanças antes da aprovação final.
Além disso, o prazo de validade da MP já foi prorrogado, o que aumenta a pressão para votação nas próximas semanas.
O risco de simplificar demaisEspecialistas em segurança viária alertam que políticas voltadas apenas à desburocratização podem gerar efeitos colaterais no trânsito.
Na avaliação de Celso Mariano, é preciso equilíbrio entre acesso e segurança. “Facilitar o processo pode ser positivo, mas não pode significar abrir mão de mecanismos que ajudam a prevenir acidentes. O trânsito não perdoa falhas humanas — e o sistema precisa compensar isso com controle e formação adequada”, explica.
Ele também destaca que o histórico sem infrações não necessariamente reflete a real condição do condutor.
“Nem todo comportamento de risco é capturado por multas. A ausência de infrações não garante, por si só, que o motorista esteja apto a continuar dirigindo com segurança”, completa.
O que pode acontecer agoraCom a análise avançando na comissão mista, o próximo passo é a votação do parecer. Se aprovado, o texto segue para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Caso não seja votada dentro do prazo, a medida provisória perde validade.
Para o cidadão, isso significa que as regras da CNH podem mudar em breve — seja para simplificar a renovação, seja para alterar etapas do processo de habilitação.
O que está valendo no momentoA renovação automática é oferecida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e realizada por meio do aplicativo CNH do Brasil, disponível gratuitamente para celulares.
Para utilizar o serviço, o condutor também precisa aderir ao Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que concede o selo de “Bom Condutor”. Esse cadastro não é automático e o próprio motorista deve fazer no aplicativo.
Quem pode renovar a CNH automaticamenteO serviço está disponível apenas para motoristas que atendem a todos os seguintes requisitos:
- Não ter cometido infrações nos últimos 12 meses;
- Estar com a CNH vencida a partir de 1º de dezembro de 2025;
- Não possuir restrições médicas;
- Ter completado o prazo de validade do documento.
CNHs vencidas antes dessa data continuam seguindo o processo tradicional, com atendimento presencial.
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Motociclistas invisíveis no trânsito: por que tantos sinistros ainda acontecem no Brasil
O tema do Maio Amarelo 2026 — “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas” — dialoga diretamente com um dos retratos mais preocupantes da mobilidade brasileira: a alta mortalidade envolvendo motociclistas. Cada vez mais presentes no trânsito urbano e nas rodovias, as motos ganharam espaço como alternativa econômica, ferramenta de trabalho e solução para deslocamentos rápidos. Ao mesmo tempo, seguem entre as principais vítimas dos sinistros de trânsito.
Dados consolidados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024. Desse total, 15.459 eram motociclistas, o maior grupo entre todas as categorias de vítimas. Isso significa que cerca de quatro em cada dez mortes no trânsito no país envolveram pessoas em motocicletas.
Os números reforçam que o problema é complexo e não pode ser explicado por uma única causa. Infraestrutura deficiente, excesso de velocidade, falhas de fiscalização, comportamento de risco e convivência ruim entre modais ajudam a compor esse cenário.
A invisibilidade da moto é real, mas não explica tudoEspecialistas em segurança viária reconhecem que muitos condutores de carros, ônibus e caminhões deixam de perceber a aproximação das motos em tempo hábil. Mudanças bruscas de faixa, conversões sem atenção e ponto cego seguem entre causas recorrentes de colisões.
Entre os fatores ligados aos demais veículos estão:
- troca de faixa sem checagem adequada;
- conversões sem seta ou sem atenção ao retrovisor;
- uso do celular ao volante;
- abertura de portas sem olhar;
- subestimação da velocidade da motocicleta;
- distância lateral insuficiente.
Mas responsabilizar apenas outros condutores seria simplificar um problema que também envolve parte dos próprios motociclistas.
Quando o motociclista também assume riscosA rotina urbana, especialmente em grandes cidades, mostra que muitos motociclistas circulam sob pressão de tempo, produtividade e pressa. Em alguns casos, isso se traduz em comportamentos perigosos que elevam o risco de quedas e colisões.
Entre eles:
- excesso de velocidade;
- costurar entre veículos;
- circular em corredores com alta velocidade;
- ultrapassagens arriscadas;
- avanço de sinal vermelho;
- frenagens bruscas;
- condução sem equipamentos adequados;
- desrespeito à sinalização.
Em setores como entregas rápidas, por exemplo, o modelo de remuneração pode incentivar correria e decisões arriscadas no trânsito.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o debate precisa ser equilibrado.
“Não existe solução baseada em culpar apenas um grupo. O motociclista precisa ser respeitado, mas também precisa adotar condução segura. O trânsito exige responsabilidade compartilhada”, explica.
Vulnerabilidade física amplia consequênciasMesmo quando o erro inicial parte de outro veículo ou do próprio motociclista, as consequências para quem está na moto costumam ser mais graves. Diferentemente do carro, a motocicleta não oferece carroceria protetora, cintos ou airbags.
Por isso, impactos relativamente comuns no ambiente urbano podem gerar:
- fraturas graves;
- traumatismos;
- incapacidade temporária ou permanente;
- mortes.
A redução das mortes passa por ações combinadas para:
Motoristas de outros veículos- checar retrovisores e ponto cego;
- sinalizar manobras;
- respeitar distância lateral;
- evitar distrações ao volante.
- reduzir velocidade;
- evitar manobras agressivas;
- respeitar sinalização;
- usar capacete corretamente afivelado;
- manter pneus e freios em bom estado;
- pilotar de forma previsível.
- engenharia viária segura;
- pavimento de qualidade;
- campanhas educativas permanentes;
- fiscalização inteligente;
- políticas específicas para mobilidade por moto.
Enxergar o outro, como propõe o Maio Amarelo, vale para todos: motorista que precisa notar a moto ao lado, motociclista que deve reconhecer limites de risco e poder público que precisa enxergar a gravidade da crise.
“Salvar vidas no trânsito depende menos de disputa entre categorias e mais de responsabilidade coletiva”, finaliza Celso Mariano.
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Aditivos automotivos funcionam? Especialista explica mitos e verdades sobre uso no carro
Os aditivos automotivos estão cada vez mais presentes em postos de combustíveis e lojas especializadas, mas ainda geram dúvidas entre motoristas. Afinal, eles realmente funcionam? Podem causar danos ao motor? Valem a pena mesmo para quem já abastece com gasolina aditivada?
Segundo especialistas do setor, esses produtos podem contribuir para a manutenção preventiva e para o desempenho do veículo quando utilizados corretamente. No entanto, escolher o produto errado ou usar sem orientação pode comprometer os resultados esperados.
Para esclarecer os principais pontos sobre o tema, Arley Silva, Gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, comenta os mitos mais comuns envolvendo aditivos automotivos.
Aditivo serve só para resolver problema?Uma das crenças mais frequentes entre motoristas é a de que aditivos para combustível só devem ser usados quando o carro já apresenta falhas, perda de potência ou dificuldades na aceleração.
Segundo o especialista, essa ideia está equivocada.
“Um dos mitos mais comuns é a crença de que o aditivo de combustível, por exemplo, serve apenas para corrigir problemas já existentes, como falhas na aceleração ou perda de potência. Na prática, sua principal função é preventiva. O produto atua na preservação do sistema de alimentação, evitando a carbonização em válvulas e bicos injetores, além de combater a oxidação do combustível e a corrosão interna”, afirma.
Na prática, isso significa que o uso adequado pode ajudar a manter o sistema limpo e preservar o funcionamento do motor ao longo do tempo.
Todo aditivo é igual? Não.Outro erro comum é acreditar que todos os aditivos automotivos têm a mesma finalidade. De acordo com as informações divulgadas, existem produtos específicos para diferentes sistemas do veículo.
Entre eles estão:
- aditivos para limpeza do sistema de combustível
- aditivos para proteção do sistema de arrefecimento
- aditivos voltados à melhoria das propriedades do óleo lubrificante
Por isso, a escolha correta é fundamental. Cada produto possui aplicação específica, e o uso inadequado pode reduzir a eficácia esperada.
Gasolina aditivada substitui aditivo de frasco?Muitos condutores também questionam se vale a pena usar aditivo vendido em frasco quando já abastecem com gasolina aditivada.
Segundo o especialista, os dois produtos não são necessariamente equivalentes.
“Embora o combustível aditivado contenha agentes de limpeza, a concentração presente nos produtos de prateleira, famoso aditivo de “frasquinho”, é mais elevada e formulada para promover uma limpeza mais profunda e contínua, contribuindo para que o motor opere no seu nível máximo de eficiência”, informa.
Ou seja, o combustível aditivado já contém componentes de limpeza, mas produtos específicos podem ter formulação mais concentrada.
Aditivo pode soltar sujeira e entupir?Esse é outro receio comum entre proprietários de veículos mais antigos ou com manutenção irregular.
Segundo Arley Silva, essa situação não é regra geral.
“Existe um mito de que o aditivo pode ‘soltar sujeira’ e provocar entupimentos. Na verdade, isso pode ocorrer somente em casos muito críticos e em motores que passaram longos períodos sem manutenção adequada”, pontua.
Isso reforça a importância de não deixar revisões básicas para depois. Quando o veículo passa muito tempo sem manutenção, diversos componentes podem acumular resíduos.
Radiador e óleo também exigem atençãoA manutenção preventiva não envolve apenas o combustível. Sistemas como arrefecimento e lubrificação também exigem cuidados.
De acordo com o especialista:
“Aditivos para radiador são essenciais para evitar que a água ferva ou o líquido congele em ambientes muito frios, além de prevenir a corrosão. Já os aditivos para óleo reduzem o atrito entre as peças, contribuindo para maior durabilidade, especialmente no momento da partida, quando o desgaste tende a ser mais intenso”.
Esses sistemas são fundamentais para o funcionamento seguro e eficiente do veículo. Falhas neles podem causar superaquecimento, desgaste prematuro e aumento dos custos de manutenção.
Antes de usar, consulte orientação técnicaApesar dos possíveis benefícios, especialistas alertam que o uso de qualquer produto automotivo deve seguir recomendações adequadas.
“Antes de utilizar qualquer produto automotivo, a recomendação é buscar orientação técnica e seguir as instruções do fabricante. Esse cuidado é essencial para garantir que os aditivos cumpram sua função de forma eficaz e segura”, conclui.
Para o motorista, a principal mensagem é simples: aditivo automotivo não é solução milagrosa, nem substitui manutenção periódica. Quando aplicado corretamente e no produto certo, pode ser um aliado importante na conservação do veículo.
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Cuidados com os pneus aumentam segurança, reduzem consumo e evitam gastos no carro
Muitos motoristas se preocupam com motor, óleo e freios, mas acabam deixando de lado um item fundamental para a segurança viária: os pneus. Responsáveis por sustentar o veículo e representar o único ponto de contato direto com o solo, eles influenciam diretamente a estabilidade, a frenagem, o consumo de combustível e o conforto ao dirigir.
Por isso, manter os pneus em boas condições vai muito além da estética ou da durabilidade. Trata-se de uma medida preventiva importante para reduzir riscos no trânsito e evitar despesas inesperadas com manutenção.
Conforme Fabio Torres Klabacher, gerente de Vendas e Marketing da Dunlop Pneus, “o cuidado com os pneus é um dos pilares da segurança. É uma ação simples, mas que reduz riscos, melhora o desempenho do carro e traz economia real para o motorista”.
Por que os pneus merecem atenção constanteNas ruas e rodovias brasileiras, os veículos enfrentam buracos, irregularidades no asfalto, chuva intensa, calor e longos deslocamentos. Tudo isso acelera o desgaste natural dos pneus e exige acompanhamento frequente.
Quando estão mal calibrados, desalinhados ou excessivamente gastos, os pneus podem comprometer a dirigibilidade e aumentar a distância de frenagem. Em pistas molhadas, o risco é ainda maior.
Além da segurança, pneus em más condições também elevam o consumo de combustível e podem provocar desgaste prematuro de outros componentes da suspensão e direção. Veja as orientações da Dunlop.
Cuidados essenciais com os pneus Calibragem corretaA calibragem deve ser feita ao menos uma vez por semana, sempre com os pneus frios e seguindo a recomendação do fabricante do veículo.
Rodar com pressão abaixo ou acima do indicado pode causar desgaste irregular, piorar a dirigibilidade e aumentar o consumo de combustível.
Alinhamento da direçãoO alinhamento é importante para manter o carro em trajetória correta e preservar o desgaste uniforme dos pneus.
A verificação é recomendada especialmente após impactos em buracos, guias ou obstáculos.
Balanceamento das rodasVibrações no volante podem indicar necessidade de balanceamento. O serviço ajuda a distribuir o peso de forma uniforme, melhora o conforto ao dirigir e evita desgastes prematuros.
Rodízio dos pneusFazer o rodízio periodicamente contribui para equilibrar o desgaste entre pneus dianteiros e traseiros, aumentando a vida útil do conjunto.
Atenção ao estado de conservaçãoOutro ponto essencial é acompanhar a profundidade dos sulcos. Pneus muito desgastados perdem capacidade de aderência, especialmente em pistas molhadas.
Nessas situações, aumenta o risco de aquaplanagem, quando o veículo perde contato com o solo por causa da água acumulada na pista.
Além disso, uma inspeção visual frequente pode identificar problemas como:
- cortes na lateral;
- bolhas;
- rachaduras;
- objetos presos na borracha;
- desgaste irregular.
Ao perceber qualquer alteração, o ideal é buscar avaliação especializada o quanto antes.
O jeito de dirigir também interfereNem sempre o desgaste dos pneus está ligado apenas ao tempo de uso. A forma de condução faz grande diferença.
Acelerações bruscas, freadas intensas, curvas agressivas e excesso de carga reduzem a vida útil dos pneus e podem antecipar a necessidade de troca.
Adotar uma condução mais suave e preventiva ajuda a preservar o veículo como um todo.
Economia começa no contato com o soloEm tempos de combustível caro e manutenção automotiva cada vez mais custosa, cuidar dos pneus pode representar economia real no orçamento.
Pequenas atitudes de rotina, como calibrar corretamente e verificar o estado da borracha, ajudam a reduzir gastos e aumentam a segurança de todos no trânsito.
Afinal, quando o assunto é prevenção, muitos problemas começam no chão — e é possível evitá-los com atenção simples e periódica.
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Óleo do câmbio não é vitalício: quando trocar o fluido de transmissão e sinais de problema
Muitos motoristas ainda acreditam que o óleo do câmbio dura para sempre e não precisa de manutenção. No entanto, especialistas alertam que essa interpretação pode causar falhas mecânicas, perda de desempenho e até reparos de alto custo no veículo.
Diferente do óleo do motor, cuja troca costuma fazer parte da rotina de manutenção preventiva, o fluido de transmissão ainda gera dúvidas entre condutores. Isso acontece porque, em muitos casos, os manuais do veículo trazem informações menos objetivas sobre inspeção e substituição.
Conforme Wellington Santos, Técnico em Implantação de Tecnologia da Castrol, o termo “vitalício” não significa que o fluido nunca precise ser trocado.
“O termo vitalício não significa ‘nunca trocar’. Significa que, dentro de um cenário ideal, o fluido atenderia à vida projetada da transmissão. Como o uso real raramente é o ideal, inspeções e trocas preventivas são a melhor proteção contra desgaste e reparos caros”, afirma.
Uso severo acelera desgaste do fluidoNo trânsito urbano, especialmente em grandes cidades como São Paulo, o veículo enfrenta para-e-anda constante, congestionamentos, arrancadas frequentes e variações térmicas. Esse tipo de uso pode acelerar o desgaste do fluido de transmissão.
De acordo com o especialista, nessas condições o produto pode perder aditivos, oxidar e deixar de oferecer a lubrificação adequada e o controle de atrito necessário para o bom funcionamento do câmbio.
As consequências podem incluir:
- trancos nas trocas de marcha;
- patinação nas arrancadas;
- ruídos durante aceleração;
- superaquecimento do sistema;
- perda de rendimento do veículo.
Para o motorista, isso significa menor conforto ao dirigir e aumento do risco de danos mecânicos mais caros no futuro.
Manual do veículo deve ser a principal referênciaConforme a orientação apresentada, o primeiro passo para saber quando trocar o fluido de transmissão é consultar o manual do proprietário.
É nele que as montadoras informam:
- quando fazer inspeções;
- em quais condições o prazo pode ser reduzido;
- qual especificação correta do fluido;
- procedimentos recomendados de manutenção.
Seguir essas orientações ajuda a preservar a vida útil da transmissão e evita o uso de produtos inadequados.
Tipos de câmbio exigem cuidados específicosNem todo câmbio funciona da mesma forma. Por isso, o tipo de fluido também varia conforme o sistema utilizado no veículo.
O especialista destaca que transmissões CVT e de dupla embreagem DCT exigem requisitos ainda mais específicos.
Nesses casos, a compatibilidade do fluido se torna um fator crítico. Utilizar um produto incorreto pode alterar o comportamento das trocas e acelerar o desgaste interno.
“Cada projeto de câmbio, seja ele automático convencional, CVT ou DCT, demanda química e aditivação sob medida. Fluido errado pode até funcionar por um tempo, mas altera o comportamento de troca e acelera o desgaste. O barato sai caro”, explica Wellington Santos.
Sinais de alerta no câmbioAlém da manutenção periódica, o motorista deve ficar atento a sintomas que indicam necessidade de avaliação técnica.
Entre os principais sinais estão:
- demora para engatar marchas;
- vibrações em velocidade constante;
- ruídos anormais;
- perda de desempenho;
- funcionamento irregular em frio ou calor.
Também pode ser feita uma checagem visual da cor, odor e presença de partículas no fluido. Ainda assim, o especialista ressalta que aparência sozinha não basta para definir a necessidade de troca.
Isso porque, mesmo com coloração aparentemente normal, o produto pode já ter perdido propriedades importantes, como resistência térmica e controle de atrito.
Manutenção preventiva evita gastos maioresQuando o fluido está em boas condições, a transmissão tende a operar com mais suavidade, menor desgaste interno e desempenho mais consistente.
Após a substituição correta, sinais positivos podem incluir:
- trocas de marcha mais suaves;
- redução de ruídos;
- funcionamento mais estável;
- melhor resposta do veículo.
Para o motorista, a principal mensagem é clara: esperar o câmbio apresentar falhas pode sair muito mais caro do que realizar inspeções preventivas no prazo correto.
Em um componente complexo e caro como a transmissão, a manutenção preventiva continua sendo a escolha mais segura para o bolso e para a durabilidade do veículo.
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Trabalhar com moto pode ficar mais fácil: projeto quer retirar exigências
As regras para trabalhar com mototáxi e motofrete no Brasil podem mudar — e a proposta já começa a gerar questionamentos no campo da segurança viária. Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pretende flexibilizar exigências atualmente consideradas básicas para o exercício dessas atividades.
O PL 1419/2026, apresentado pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL/SP), altera a Lei nº 12.009/2009 e reduz os requisitos para o transporte remunerado de passageiros e mercadorias com motocicletas.
A proposta amplia o acesso ao trabalho, mas também reacende um debate recorrente: até que ponto é possível flexibilizar sem comprometer a segurança?
O que mudaria na práticaHoje, para atuar como mototaxista ou motofretista, a legislação exige:
- idade mínima de 21 anos;
- pelo menos 2 anos de habilitação na categoria A;
- aprovação em curso especializado obrigatório.
O projeto eliminaria essas exigências. Com isso, bastaria:
- ser penalmente imputável;
- possuir CNH ou Permissão para Dirigir na categoria A.
Na prática, isso abre espaço para que condutores a partir de 18 anos e recém-habilitados ingressem imediatamente nessas atividades profissionais.
Argumento: acesso ao trabalhoNa justificativa, o autor afirma que as exigências atuais criam barreiras desproporcionais.
Conforme o deputado, critérios como idade mínima e tempo de habilitação não garantem, por si só, maior aptidão.
Ele defende que a proposta busca “remover barreiras legais desproporcionais ao exercício das atividades de mototáxi e motofrete” e ampliar oportunidades de renda.
O texto também aponta que o curso obrigatório representa custo e burocracia, podendo ser mantido como prática recomendada, mas não como exigência legal.
Motociclistas estão entre os mais vulneráveis no trânsitoApesar do argumento econômico, os dados de segurança viária acendem um alerta importante.
No Brasil, motociclistas estão entre as principais vítimas de acidentes de trânsito. Levantamentos de bases oficiais como o Datasus indicam que, ano após ano, as mortes envolvendo motos representam uma parcela significativa dos óbitos no trânsito, com destaque para jovens adultos.
Além disso, dados de órgãos federais mostram que os motociclistas concentram grande parte das internações hospitalares por acidentes de trânsito, especialmente em áreas urbanas.
Esse cenário se explica por fatores como:
- maior exposição física (sem proteção estrutural do veículo);
- maior presença em deslocamentos intensos, como entregas;
- convivência direta com veículos maiores e mais rápidos.
Nesse contexto, exigências como tempo mínimo de habilitação e cursos específicos foram historicamente adotadas com o objetivo de preparar melhor o condutor para situações de risco típicas da atividade profissional.
A retirada dessas exigências, embora facilite o acesso ao mercado, pode ser interpretada por especialistas como uma redução de filtros mínimos de qualificação.
Isso não significa, necessariamente, aumento automático de acidentes, mas levanta um ponto relevante: o setor de transporte por motocicleta já opera em um ambiente de risco elevado.
Equilíbrio entre renda e segurançaO projeto se insere em um debate mais amplo sobre o futuro do trabalho e a flexibilização de regras para atividades de renda imediata, como entregas e transporte por aplicativo.
Por um lado, há a necessidade de ampliar oportunidades de trabalho. Por outro, permanece o desafio de garantir que essa expansão não ocorra às custas da segurança viária.
Próximos passosO PL 1419/2026 ainda passará pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.
Se aprovado, poderá alterar significativamente o acesso às atividades de mototáxi e motofrete no Brasil — ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de discutir qualificação, risco e proteção dos motociclistas no trânsito.
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Esteja onde seus pés estão: um guia para uma viagem consciente
Você já voltou de férias tão esperadas apenas para sentir que a experiência toda foi um borrão ou rascunho? Você tem as fotos e os recibos, mas a sensação real de estar lá parece ter escorregado por entre seus dedos. Na psicologia, isso é frequentemente chamado de “borrão de férias”. Acontece quando nossos corpos estão em um lugar novo e bonito, mas nossas mentes estão em outro lugar inteiramente — geralmente se preocupando com o próximo voo, checando e-mails de trabalho ou imaginando se nossas postagens nas redes sociais estão boas o suficiente. Para realmente chegar a um destino, devemos aprender a ancorar nossa consciência no momento atual.
O Borrão de Férias e por que ele aconteceA principal razão pela qual lutamos para permanecer presentes é a “armadilha do planejamento”. Como viajar envolve muita logística, nossos cérebros permanecem em modo de alerta máximo, olhando constantemente para o relógio ou para o mapa. Quando você está saboreando uma refeição local deliciosa, mas pensando na reserva do museu que tem daqui a duas horas, você não está realmente sentindo o gosto da comida. Seu cérebro está vivendo no futuro.
Outro culpado é o “efeito lente”. Quando contemplamos um pôr do sol deslumbrante primordialmente através da tela de um celular, criamos uma distância psicológica entre nós e o mundo. Tornamo-nos diretores de um filme em vez de participantes de uma experiência. O objetivo da viagem consciente é deixar de “colecionar lugares” como troféus para realmente “habitar momentos”. Trata-se de garantir que sua mente esteja onde seus pés estão.
Maneiras simples de aterrizar em seu corpoPara impedir que sua mente “viaje no tempo”, use seu corpo como âncora constante. Um hábito poderoso é a regra dos “Primeiros Cinco Minutos”: sempre que entrar em um novo espaço, passe esse tempo em silêncio total. Evite o telefone; simplesmente fique parado e deixe seus sentidos processarem o local. Isso permite que seu sistema nervoso perceba que você chegou oficialmente. Para quem busca suporte extra, muitos viajantes afirmam que o the Liven app funciona perfeitamente, oferecendo exercícios rápidos que ajudam a manter esse foco. Você também pode usar a respiração para se aterrar: faça três inspirações lentas para sinalizar ao cérebro que você está seguro. Reforce isso percebendo detalhes físicos, como a temperatura do ar. Essas sensações puxam seus pensamentos das nuvens de volta para o presente.
Envolvendo seus cinco sentidosNossos sentidos oferecem a rota mais rápida para o presente. Se sua mente estiver presa em preocupações, tente um exercício de aterramento sensorial: nomeie cinco coisas que você vê, quatro que ouve e três que sente. Esse engajamento forçado traz seu cérebro de volta ao ambiente.
Potencialize isso praticando uma “hora sem câmera”. Ao explorar sem a intenção de documentar, você percebe detalhes sutis — o jogo de luz em um edifício ou a textura do pavimento. Essa observação pura constrói memórias mais profundas do que qualquer arquivo digital. Aplique esse foco às refeições, identificando temperos e texturas específicos em vez de rolar a tela do celular. Transformar o jantar em um ato meditativo torna a experiência muito mais rica, garantindo que você realmente habite cada momento da sua jornada.
Gerenciando a ansiedade do “próximo passo”Uma das partes mais difíceis de viajar é o impulso de ser sempre “produtivo”. Sentimos que temos que ver tudo para fazer o dinheiro valer a pena. Essa ansiedade do “o que vem a seguir?” é a inimiga da presença. Para combater isso, tente um jejum de informações. Guarde seus mapas e guias por uma hora e apenas caminhe. Permita-se ser guiado pela curiosidade em vez de um cronograma.
Aprender a ficar bem com o “fazer nada” é uma habilidade vital de viagem. Se encontrar um banco bonito com vista para um rio, tudo bem apenas sentar lá por trinta minutos sem um plano. Você não precisa estar em movimento para estar viajando. Se uma cidade agitada parecer esmagadora, use o foco em “uma janela”. Escolha um detalhe específico para observar — como um artista de rua ou a maneira como as nuvens se movem — e deixe o resto do ruído desaparecer ao fundo.
Criando memórias profundas através da presençaAs melhores lembranças são as memórias claras que carregamos em nossas cabeças. Você pode fortalecê-las tirando uma “foto mental”. Olhe para uma cena que você ama, feche os olhos e tente recordar cada detalhe que acabou de ver. Quando abrir os olhos novamente, provavelmente notará coisas que perdeu da primeira vez.
Ao final do dia, tente fazer um diário consciente. Em vez de escrever uma longa lista de tudo o que fez, anote um sentimento específico ou um cheiro único do dia. Isso ajuda seu cérebro a arquivar a experiência de forma significativa. Por fim, faça um exercício de gratidão. Reconheça um momento em que você se sentiu completamente presente. Isso reforça o hábito e ensina ao seu cérebro que estar presente é recompensador.
O presente do agoraA presença é a lembrança definitiva porque é a única coisa que faz uma viagem parecer real. As memórias mais nítidas não são as que capturamos na câmera, mas as que criamos com nossa atenção total. Você não viajou todo esse caminho para passar o tempo todo em outro lugar em sua mente.
Ao praticar essas dicas simples por apenas alguns minutos ao dia, você pode quebrar o “borrão de férias”. Você descobrirá que voltará para casa sentindo-se mais revigorado porque realmente viveu suas experiências, em vez de apenas observá-las à distância. Viajar é um presente para seus sentidos e para sua alma, mas apenas se você estiver lá para recebê-lo. Lembre-se, a jornada está acontecendo agora mesmo — não a perca.
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Acidentes e mortes no trânsito caem no RS no início de 2026 após ações de fiscalização e campanhas
As ações de fiscalização e campanhas educativas desenvolvidas pelo DetranRS têm contribuído para a redução de acidentes e mortes no trânsito no Rio Grande do Sul no início de 2026. Dados do primeiro trimestre mostram queda tanto nas ocorrências fatais quanto no número de vítimas, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com o órgão, entre janeiro e março de 2026 houve redução de 15,4% nos acidentes fatais e queda de 13,5% no número de mortes. No período, houve o registro de 324 acidentes fatais, contra 383 no mesmo intervalo de 2025. Já o número de vítimas caiu de 428 para 370.
Os dados indicam uma tendência de redução que, segundo o DetranRS, está associada à intensificação de ações de educação para o trânsito e de fiscalização em diferentes regiões do estado.
Fiscalização reforçada e operações sazonaisEntre as iniciativas destacadas está a Operação Verão Total, que mobilizou todo o efetivo de agentes de trânsito do DetranRS no litoral gaúcho. Durante o período, as equipes atuaram de forma permanente em ações como a Balada Segura, voltadas principalmente aos veranistas.
A estratégia busca coibir comportamentos de risco e aumentar a percepção de fiscalização, especialmente em períodos de maior fluxo de veículos.
Educação para o trânsito amplia alcanceAlém da fiscalização, o DetranRS também investiu na ampliação de ações educativas. No último ano, houve aumento de 50% no número de pessoas alcançadas pelas capacitações promovidas pela Escola Pública de Trânsito.
Os programas têm como público docentes, estudantes do Ensino Fundamental e Médio, profissionais credenciados ao órgão e representantes de prefeituras municipais. Em 2025, 6.800 pessoas participaram dessas atividades de formação.
A proposta é atuar na mudança de comportamento dos usuários das vias, reforçando a importância de atitudes seguras no trânsito.
Campanhas de conscientização ganham destaqueNa área de comunicação, o DetranRS desenvolveu nove campanhas de conscientização ao longo de 2025, com investimento total de R$ 25 milhões. No primeiro trimestre de 2026, o destaque é a campanha “Na Estrada, o salva-vidas é você”, voltada ao período de veraneio.
Outra iniciativa recente foi a campanha “A vida é mais urgente do que qualquer mensagem”, que aborda o uso do celular ao volante. A ação foi premiada no Salão ARP (Associação Rio-Grandense de Propaganda), recebendo medalha de ouro na categoria Criatividade.
O órgão também segue veiculando a campanha “Volte bem – você tem muita vida pela frente”, especialmente durante os feriados prolongados do primeiro semestre.
Experiências educativas em eventosO DetranRS também tem ampliado sua presença em eventos e feiras, levando atividades interativas ao público. No South Summit Brazil, apresentou um simulador de direção que demonstrava os efeitos do álcool e do uso do celular ao volante.
Durante o festival Planeta Atlântida, em janeiro, foi disponibilizado transporte gratuito com o “Ônibus Salva-Vidas da Galera”. Além disso, o órgão tem levado o teste educativo do etilômetro (bafômetro) a eventos, como ocorreu na Expointer de 2025.
Essas ações buscam aproximar o tema da segurança viária do cotidiano das pessoas, utilizando experiências práticas para sensibilizar o público.
Objetivo é consolidar redução e avançarPara a diretora-geral-adjunta do DetranRS, Isabel Friski, o trabalho conjunto é fundamental para os resultados.
“O DetranRS vem se aproximando cada vez mais do público gaúcho para dialogar sobre trânsito, seja em eventos, campanhas, ações educativas e de fiscalização, com a importante parceria dos demais órgãos que compõem o Sistema Estadual de Trânsito. Os números de 2026 apresentam reduções relevantes, as quais buscamos consolidar, perseguindo o índice zero de mortes no trânsito”, explica.
A meta, segundo o órgão, é manter a tendência de queda e avançar na redução de vítimas, reforçando a integração entre educação, fiscalização e comunicação como pilares da segurança no trânsito.
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Maio Amarelo 2026 quer mudar um hábito que coloca vidas em risco
Maio começa novamente com um convite urgente à reflexão coletiva. O Maio Amarelo 2026 chega com o tema oficial “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.” A mensagem resume um dos maiores desafios da mobilidade moderna: em meio à pressa, distrações e individualismo, milhões de pessoas deixaram de perceber que o trânsito é, antes de tudo, um espaço de convivência humana.
Mais do que uma campanha simbólica, o movimento propõe mudança de comportamento. Ver o outro no trânsito significa reconhecer vulnerabilidades, antecipar riscos e agir com responsabilidade. Significa entender que atrás de cada volante, guidão, capacete ou faixa de pedestres existe uma pessoa.
O Portal do Trânsito apoia mais uma vez a iniciativa e acompanhará durante todo o mês ações educativas, debates e conteúdos voltados à segurança no trânsito e à valorização da vida.
O que é o Maio AmareloO Maio Amarelo é um movimento de conscientização para redução de mortes e lesões no trânsito. A proposta mobiliza poder público, empresas, escolas, entidades técnicas e sociedade civil em torno de ações educativas e preventivas.
A cor amarela foi escolhida por representar atenção e advertência na sinalização viária. O mês de maio remete ao período em que a Organização das Nações Unidas lançou a Década de Ação pela Segurança no Trânsito, impulsionando iniciativas em diversos países.
Maio Amarelo no Brasil: de campanha pontual a debate permanenteNos primeiros anos, muitas ações se concentravam em eventos presenciais, iluminação de prédios públicos e distribuição de materiais educativos. Com o tempo, o debate amadureceu.
Hoje, falar em educação no trânsito envolve discutir desenho urbano, fiscalização inteligente, velocidade segura, mobilidade ativa, acessibilidade, saúde pública e comportamento humano.
Mesmo assim, o Brasil ainda convive com números preocupantes de mortes e feridos em sinistros viários todos os anos, o que mantém a urgência da campanha.
O que significa “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”O slogan de 2026 vai além da visão física. “Enxergar o outro” significa perceber a presença, os limites e os direitos de quem divide as vias.
Na prática, isso envolve atitudes simples:
- reduzir a velocidade perto de escolas e faixas de pedestres;
- manter distância segura de motociclistas e ciclistas;
- sinalizar manobras;
- não usar celular ao volante;
- respeitar idosos em travessias;
- facilitar deslocamentos de pessoas com deficiência;
- dirigir sem transformar a rua em disputa.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a mensagem acerta no centro do problema atual.
“Boa parte dos conflitos no trânsito nasce quando alguém age como se estivesse sozinho. O trânsito só funciona quando percebemos que nossas escolhas afetam diretamente a vida de outras pessoas”, afirma.
Invisibilidade no trânsito: quando a distração vira riscoMuitos sinistros acontecem não por imprudência extrema, mas por pequenos momentos de invisibilidade social.
É o motorista que olha o celular e não vê o pedestre iniciando a travessia. Também é quem abre a porta do carro sem observar o ciclista. Além disso, o condutor apressado que muda de faixa sem notar a motocicleta. Assim como, quem ignora o tempo maior de travessia de um idoso.
Em cidades cada vez mais aceleradas, a desatenção ganhou novos aliados: notificações, telas, ansiedade e excesso de estímulos.
Por isso, o tema do Maio Amarelo 2026 conversa diretamente com a vida urbana contemporânea.
Pedestres, ciclistas e motociclistas precisam ser vistosOs usuários mais vulneráveis do sistema viário costumam pagar o preço mais alto quando alguém falha.
PedestresToda travessia depende da atitude de quem dirige. Reduzir velocidade e respeitar a preferência legal salva vidas.
CiclistasBicicletas ocupam menos espaço, poluem menos e ajudam a cidade. Ainda assim, muitos ciclistas enfrentam ultrapassagens perigosas e hostilidade.
MotociclistasMotocicletas estão mais expostas e podem ficar em pontos cegos dos veículos. Checagem de retrovisores e previsibilidade são essenciais.
MicromobilidadeUsuários de patinetes elétricos, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos passaram a fazer parte da rotina urbana. Por serem menores e silenciosos, muitas vezes deixam de ser percebidos por motoristas e até pedestres. Respeitar áreas de circulação, reduzir conflitos e observar antes de virar ou abrir portas ajuda a evitar sinistros.
Idosos, crianças e PCDs exigem atenção redobradaNem todas as pessoas circulam no mesmo ritmo ou nas mesmas condições. Idosos podem demandar mais tempo de reação e travessia. Crianças têm percepção limitada de risco e comportamento imprevisível. Pessoas com deficiência enfrentam obstáculos físicos e atitudinais diariamente.
Enxergar o outro também significa adaptar a própria conduta à necessidade alheia.
O papel de motoristas, empresas, escolas e poder públicoA transformação depende de todos.
MotoristasDirigir com calma, sem celular, sem agressividade e respeitando limites.
EmpresasTreinar frotas, estimular direção segura e cuidar da saúde ocupacional de condutores profissionais.
EscolasInserir cidadania e mobilidade segura desde cedo.
Poder públicoPlanejar cidades mais humanas, melhorar sinalização, calçadas, fiscalização e transporte coletivo.
Como participar do Maio Amarelo 2026Qualquer pessoa pode integrar o movimento:
- compartilhar conteúdo educativo confiável;
- promover palestras e rodas de conversa;
- revisar hábitos ao dirigir;
- incentivar deslocamentos seguros;
- apoiar ações locais em escolas e empresas;
- usar o mês para mudar condutas permanentes.
O principal gesto, porém, é diário: sair de casa disposto a conviver.
Um mês amarelo, uma responsabilidade do ano inteiroCampanhas são importantes porque chamam atenção. Mas a verdadeira mudança acontece no cotidiano, no semáforo, na esquina, no estacionamento, na rodovia e na faixa de pedestres.
Quando alguém desacelera para permitir a travessia, dá espaço ao ciclista ou guarda o celular antes de dirigir, o tema de 2026 deixa de ser slogan e vira prática.
O Portal do Trânsito reforça seu apoio ao movimento e seguirá divulgando conteúdos de utilidade pública ao longo do mês.
“Porque ninguém circula sozinho. E, no trânsito, enxergar o outro pode realmente salvar vidas”, finaliza Celso Mariano.
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1º de Maio: quem vai viajar ou sair na cidade precisa atenção a estes riscos no trânsito
O feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalhador, costuma movimentar rodovias, ruas e áreas de lazer em diversas cidades brasileiras. Para muita gente, é a oportunidade de viajar, visitar familiares ou descansar. Para outros, o período será aproveitado no próprio município, com deslocamentos curtos, encontros e atividades urbanas. Em ambos os casos, alguns cuidados podem fazer diferença para a segurança no trânsito.
Datas de maior fluxo geralmente exigem mais atenção de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. O aumento da circulação, aliado à pressa, distrações e mudanças na rotina, pode elevar o risco de colisões e outros sinistros.
Mais do que evitar multas ou congestionamentos, a recomendação é pensar no deslocamento como parte do feriado. Planejamento, paciência e escolhas responsáveis ajudam a proteger vidas.
Quem vai viajar: planejamento começa antes de sairPara quem pretende pegar estrada no feriado de 1º de Maio, o ideal é organizar a viagem com antecedência. Isso inclui definir horários de saída, verificar rotas alternativas e acompanhar as condições do tempo.
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), sair nos horários de pico pode significar longas filas, estresse e maior desgaste físico. Sempre que possível, vale considerar momentos de menor movimento.
Outro ponto importante é checar a documentação obrigatória do veículo e do condutor. CNH válida e licenciamento em dia evitam transtornos durante o trajeto.
Revisão do veículo pode evitar problemasAntes de viajar, uma rápida verificação mecânica pode prevenir panes e situações perigosas. Itens essenciais incluem:
- pneus e estepe em boas condições;
- freios;
- luzes e setas;
- limpadores de para-brisa;
- nível de óleo e água;
- bateria;
- combustível suficiente para o trajeto inicial.
Em caso de viagens mais longas, a manutenção preventiva é ainda mais recomendada.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, segurança começa antes de ligar o carro.
“Mais do que cumprir regras, o trânsito exige compreensão de risco e responsabilidade coletiva”, explica.
Durante a viagem, pressa é inimiga da segurançaNas rodovias, excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e uso do celular ao volante seguem entre os comportamentos mais perigosos.
Mesmo em trajetos conhecidos, o motorista deve respeitar limites de velocidade, manter distância segura do veículo à frente e sinalizar todas as manobras.
Também é importante fazer pausas em viagens longas. Cansaço e sonolência reduzem reflexos e aumentam o risco de erros.
Se houver consumo de bebida alcoólica, a orientação é simples e direta: não dirigir.
Motociclistas precisam redobrar atençãoEm feriados, muitos motociclistas aproveitam para viajar ou circular mais pela cidade. O cuidado com equipamentos de proteção e direção defensiva é fundamental.
Capacete afivelado corretamente, viseira adequada e roupas visíveis ajudam na segurança. Nas rodovias, é importante evitar pontos cegos de caminhões e carros.
Quem vai ficar na cidade também precisa se cuidarNem só as estradas exigem atenção. Nas cidades, feriados costumam alterar o comportamento do trânsito. Algumas vias ficam vazias, o que pode estimular excesso de velocidade. Outras regiões, como parques, centros comerciais e áreas gastronômicas, recebem maior movimento. Esse cenário pede cautela extra.
Motoristas devem respeitar faixas de pedestres, reduzir velocidade em áreas com lazer e observar ciclistas e motociclistas. Pedestres também precisam evitar distrações com celular ao atravessar ruas e usar locais seguros para travessia.
Atenção às crianças e idososCom famílias reunidas e atividades externas, cresce a circulação de crianças e idosos em ruas e calçadas. Esses públicos exigem atenção redobrada.
Crianças podem agir de forma imprevisível perto da via. Já idosos podem demandar mais tempo para travessia. Reduzir velocidade em áreas residenciais e locais movimentados é medida simples e eficaz.
Transporte por aplicativo e táxis exigem embarque seguroQuem vai sair sem dirigir pode optar por táxis ou aplicativos. Nesse caso, a recomendação é solicitar embarque em locais seguros, fora da pista de rolamento e sem bloquear cruzamentos.
Entrar ou sair do veículo em fila dupla ou no meio da rua aumenta riscos para todos.
O feriado acaba, a responsabilidade nãoSeja em uma viagem longa ou em deslocamentos curtos pela cidade, a lógica é a mesma: pequenas escolhas influenciam diretamente a segurança.
“Planejar o trajeto, respeitar regras e agir com empatia ajudam a tornar o feriado mais tranquilo e sem ocorrências graves. No trânsito, descanso também combina com prudência”, conclui Mariano.
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Free flow: entenda o que deu errado no pedágio sem cancela
lightpoet para Depositphotos
O sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow surgiu com uma promessa atraente: eliminar praças de pedágio tradicionais, acabar com filas, reduzir frenagens bruscas e tornar as viagens mais rápidas. Na teoria, a proposta representa um avanço importante para a mobilidade rodoviária.
Na prática, porém, a implantação no Brasil gerou um problema de grandes proporções: milhões de motoristas foram multados por não pagar a tarifa no prazo, muitos deles alegando desconhecimento sobre como funcionava a cobrança.
Diante da repercussão, o governo federal anunciou a suspensão de cerca de 3,4 milhões de multas e abriu um período de transição de 200 dias para regularização dos débitos sem penalidade. A decisão contou com participação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão responsável por normatizar regras de trânsito no país.
Mas afinal, o que aconteceu? E por que um sistema considerado moderno entrou em crise logo no início?
O que é o free flowNo modelo free flow, o motorista não para em cabines nem encontra cancelas. A cobrança é feita por pórticos instalados sobre a rodovia, equipados com câmeras e sensores capazes de identificar a placa do veículo ou dispositivos eletrônicos como TAGs.
De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o sistema traz vantagens como:
- mais fluidez no trânsito;
- redução de filas em feriados e horários de pico;
- menor emissão de poluentes;
- diminuição de colisões próximas a praças de pedágio;
- cobrança mais moderna e eficiente.
Esses benefícios são reais e já aparecem em países que adotaram o modelo de forma estruturada.
O que deu errado no BrasilEspecialistas apontam que o principal problema não foi a tecnologia em si, mas a forma como ela foi implantada.
Falta de sistema único nacionalEm diversos países onde o free flow funciona bem, o usuário encontra uma plataforma nacional integrada para consultar passagens e pagar tarifas.
No Brasil, a realidade é diferente. Há dezenas de concessionárias administrando rodovias, cada uma com canais próprios, aplicativos próprios e regras operacionais distintas.
Para o motorista comum, isso significa dificuldade para descobrir:
- por qual rodovia passou
- qual empresa administra o trecho
- quanto deve pagar
- onde pagar
- prazo de vencimento
Quando um sistema novo gera milhões de autuações rapidamente, o sinal de alerta se acende.
Embora o pagamento da tarifa seja obrigação do usuário, o volume de penalidades indica que houve falhas de comunicação, ausência de padronização e pouca clareza ao cidadão.
Em vez de experiência simples, muitos motoristas relataram surpresa ao receber multa semanas depois da viagem.
Crescimento de golpes digitaisOutro efeito colateral foi o surgimento de sites falsos e tentativas de golpe envolvendo supostas cobranças de pedágio eletrônico.
Com múltiplos canais e desconhecimento generalizado, criminosos passaram a explorar a confusão para tentar roubar senhas, dados pessoais e pagamentos indevidos.
Esse cenário reforça a importância de plataformas oficiais unificadas.
O que muda agoraCom a suspensão anunciada, multas ligadas ao não pagamento do free flow ficam temporariamente interrompidas.
Durante 200 dias, o motorista poderá regularizar tarifas vencidas sem sofrer penalidade de trânsito.
Além disso, o governo promete centralizar informações em ambiente digital oficial, vinculado ao aplicativo da CNH, para facilitar consultas e pagamentos.
A expectativa é permitir que o condutor visualize em um só lugar:
- débitos pendentes;
- rodovias utilizadas;
- vencimentos;
- formas de pagamento.
Sim. A suspensão é temporária.
Encerrado o período de adaptação, a penalidade volta a valer para quem deixar de pagar no prazo definido.
Hoje, a infração relacionada ao não pagamento do pedágio eletrônico prevê multa e pontos na CNH.
O debate sobre dinheiro das multasOutro ponto que entrou na discussão é o uso de recursos arrecadados com multas de trânsito em mecanismos ligados ao equilíbrio econômico de concessões rodoviárias, tema previsto em alterações legislativas recentes.
Críticos questionam se valores originados de penalidades aplicadas ao cidadão deveriam beneficiar contratos privados. Já defensores argumentam que a medida ajuda a sustentar a viabilidade do sistema rodoviário concedido.
O tema ainda tende a gerar debate jurídico e político.
O que o motorista deve fazer agora Verifique se passou por trecho com free flowNem sempre há praça física. Em muitos casos, apenas pórticos sobre a via.
Consulte canais oficiaisEvite links recebidos por mensagens ou redes sociais.
Guarde comprovantesPagamentos podem ser úteis em pedidos de restituição ou revisão.
Atenção ao volanteJamais tente consultar cobranças enquanto dirige.
O futuro do free flow no BrasilO sistema tem potencial para melhorar o trânsito rodoviário brasileiro, especialmente em regiões congestionadas e corredores logísticos.
Mas tecnologia sem simplicidade costuma gerar resistência. O desafio agora será transformar um modelo que nasceu com promessa de modernização em um serviço claro, confiável e nacionalmente padronizado.
Se isso não acontecer, o free flow continuará sendo lembrado menos pela inovação e mais pela enxurrada de multas.
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Maio Amarelo 2026 já tem tema definido: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”
O Movimento Maio Amarelo 2026 já tem tema oficial definido. O Observatório Nacional de Segurança Viária anunciou que a 13ª edição da campanha terá como mensagem central: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.”
A escolha do tema reforça uma discussão cada vez mais urgente nas cidades brasileiras: a necessidade de tornar o trânsito mais humano, seguro e atento à presença de todos os usuários das vias. Em um cenário marcado pelo crescimento da frota de motocicletas, aumento dos deslocamentos urbanos e alta vulnerabilidade de pedestres e ciclistas, a campanha propõe um olhar mais cuidadoso sobre o coletivo.
Mais do que uma frase de impacto, o slogan de 2026 traz um recado direto: perceber o outro no trânsito pode evitar sinistros, lesões graves e mortes.
Tema do Maio Amarelo 2026 mira comportamento no trânsitoDe acordo com o Observatório, a definição da campanha deste ano nasce de um desafio cotidiano: muitos condutores ainda dirigem como se estivessem sozinhos na via, ignorando a presença e os riscos enfrentados por quem está ao redor.
Na prática, “enxergar o outro” significa atitudes simples, mas decisivas, como:
- respeitar a distância lateral de motociclistas e ciclistas;
- reduzir a velocidade em áreas urbanas;
- dar preferência ao pedestre na faixa;
- usar seta e retrovisores com atenção;
- evitar distrações ao volante, como celular;
- compreender limitações de idosos, crianças e pessoas com deficiência.
A campanha também chama atenção para a convivência entre diferentes modais de transporte, realidade cada vez mais presente nos centros urbanos brasileiros.
Motociclistas no centro do debateO Maio Amarelo 2026 chega em um momento delicado para a segurança viária no país. As motocicletas ganharam protagonismo na mobilidade urbana, seja para trabalho, entregas, deslocamentos rápidos ou alternativa ao transporte público.
Ao mesmo tempo, motociclistas seguem entre os grupos mais expostos a lesões graves e mortes no trânsito. A menor proteção física do veículo, somada à imprudência de parte dos condutores e à falta de percepção de risco de outros motoristas, amplia a vulnerabilidade.
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, campanhas educativas continuam essenciais para mudar comportamentos.
“Mais do que cumprir regras, o trânsito exige compreensão de risco e responsabilidade coletiva. Quando o condutor percebe que divide a via com pessoas reais, decisões mudam e vidas podem ser preservadas”, explica.
Abertura nacional será em BrasíliaO lançamento oficial do Maio Amarelo 2026 contará com cerimônia nacional em Brasília, reunindo autoridades, especialistas e representantes do setor de transporte.
O evento é promovido pelo Observatório Nacional de Segurança Viária em parceria com o Ministério dos Transportes, por meio da Senatran, além do Sistema Transporte, que reúne CNT, SEST SENAT e ITL.
Cerimônia de Abertura Nacional do Maio Amarelo 2026:
- Data: 29 de abril de 2026
- Horário: 9h (horário de Brasília)
- Local: Auditório CNT – Confederação Nacional do Transporte
Criado para chamar atenção da sociedade para os altos índices de mortes e feridos no trânsito, o Maio Amarelo se consolidou como uma das principais mobilizações de segurança viária do país.
Durante todo o mês, órgãos públicos, empresas, escolas, entidades e concessionárias costumam promover ações educativas, blitze orientativas, palestras e campanhas de conscientização.
Em 2026, o foco em “enxergar o outro” dialoga diretamente com um problema atual: a desumanização no trânsito. Em meio à pressa, estresse e distrações, muitos esquecem que cada veículo, bicicleta ou pedestre representa uma pessoa.
Recuperar essa percepção pode ser um passo decisivo para reduzir conflitos e salvar vidas.
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Porte de arma para agentes de trânsito avança no Senado e segue para nova etapa
A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei 2.160/2023, que cria uma legislação nacional para os agentes de trânsito e autoriza o porte de arma de fogo para parte desses profissionais. O texto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senador Efraim Filho. O projeto é de autoria do deputado Nicoletti.
Se aprovado em definitivo, o texto poderá impactar a estrutura dos órgãos de trânsito estaduais e municipais ao estabelecer regras nacionais para ingresso na carreira, atribuições funcionais e prerrogativas desses servidores.
Porte de arma será restrito a atividades externas e ostensivasUm dos principais pontos do projeto é a autorização para porte de arma de fogo aos agentes de trânsito. No entanto, o relator apresentou emenda para restringir esse direito apenas aos profissionais que exerçam atividades externas e ostensivas.
Na prática, a medida alcançaria agentes envolvidos diretamente com fiscalização em vias públicas, policiamento de trânsito e patrulhamento viário.
Além disso, o texto prevê que a autorização dependerá de formação em escolas de polícia, bem como da existência de mecanismos internos de fiscalização e controle.
Conforme o relator, a limitação busca compatibilizar a proposta com as regras do Estatuto do Desarmamento.
“Apesar de considerarmos valorosa a previsão de porte de arma de fogo para os agentes de trânsito, é necessário limitar esse direito apenas àqueles servidores que exerçam atividades de forma ostensiva e externa, tendo em vista o caráter finalístico restritivo do Estatuto do Desarmamento”, argumentou Efraim Filho.
Projeto cria Lei Geral dos Agentes de TrânsitoAlém da discussão sobre armamento, o PL 2.160/2023 institui a chamada Lei Geral dos Agentes de Trânsito, reunindo diretrizes nacionais para a carreira.
Pelo texto, o agente de trânsito passa a ser reconhecido como servidor público de carreira típica de Estado, integrante dos órgãos executivos de trânsito e rodoviários dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Entre as funções previstas estão:
- patrulhamento viário;
- educação para o trânsito;
- operação viária;
- fiscalização de trânsito e transporte;
- exercício do poder de polícia de trânsito;
- atendimento a sinistros;
- levantamento de dados para estatísticas e prevenção.
A proposta também informa que a nova lei não interfere nas atribuições das Guardas Municipais, já disciplinadas por legislação própria.
Requisitos para ingresso na carreiraO projeto estabelece exigências mínimas para quem desejar ingressar na carreira de agente de trânsito. Entre elas:
- nacionalidade brasileira;
- gozo dos direitos políticos;
- quitação eleitoral e militar;
- nível superior completo;
- idade mínima de 18 anos;
- aptidão física, mental e psicológica;
- CNH ou Permissão para Dirigir categoria B ou superior;
- idoneidade moral comprovada.
Outros requisitos poderão ser definidos por leis estaduais ou municipais, conforme o ente federativo responsável.
Capacitação e atividade de riscoO texto determina ainda que o exercício da função dependerá de capacitação específica, com matriz curricular, carga horária mínima e periodicidade a serem regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Outro ponto previsto é o reconhecimento de que se considera as atividades dos agentes de trânsito de risco permanente e inerentes ao cargo.
O que acontece agoraApós aprovação na Comissão de Segurança Pública, o projeto passará pela CCJ do Senado. Se houver aprovação sem mudanças relevantes, a proposta poderá seguir para sanção presidencial. Caso haja alteração, poderá retornar à Câmara dos Deputados.
A tramitação é acompanhada por órgãos de trânsito e entidades ligadas à segurança viária, já que o texto trata tanto da valorização profissional quanto do uso de arma de fogo em atividades de fiscalização nas ruas.
Com informações da Agência Senado
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Chuva e pista lisa aumentam risco de acidentes no outono: erros simples ainda colocam motoristas em perigo
Com a chegada do outono e a mudança no padrão climático em diversas regiões do Brasil, aumentam os episódios de chuva, pista molhada, neblina e queda de temperatura. Para quem dirige, essa combinação exige atenção redobrada. Mesmo precipitações leves podem transformar trajetos comuns em situações de risco, especialmente quando o motorista mantém hábitos inadequados ao volante.
Todos os anos, períodos chuvosos elevam a ocorrência de colisões traseiras, saídas de pista, aquaplanagem e atropelamentos. Em muitos casos, o problema não está apenas no clima, mas na dificuldade de adaptação do condutor às novas condições da via.
Por que a pista molhada muda tudoQuando a água se acumula sobre o asfalto, o atrito entre pneu e solo diminui. Isso significa:
- maior distância de frenagem;
- menos aderência em curvas;
- risco de derrapagem;
- dificuldade em manobras rápidas;
- menor controle do veículo.
Nos primeiros minutos de chuva, o perigo costuma ser ainda maior. Poeira, óleo e resíduos acumulados no pavimento se misturam à água, formando uma superfície escorregadia.
Os erros mais comuns nesta época do ano 1. Frear em cima da horaMuitos condutores mantêm a mesma distância do veículo à frente usada em pista seca. O resultado pode ser colisão traseira.
2. Rodar com pneus desgastadosSulcos rasos dificultam o escoamento da água e aumentam risco de aquaplanagem.
3. Excesso de velocidadeMesmo dentro do limite da via, pode ser necessário reduzir a velocidade em chuva intensa.
4. Faróis apagadosEm chuva, neblina ou baixa visibilidade, ser visto é tão importante quanto enxergar.
5. Uso do celularEm clima adverso, qualquer distração se torna ainda mais perigosa.
O que diz a legislaçãoO Código de Trânsito Brasileiro exige que o condutor dirija com atenção e cuidados indispensáveis à segurança. Isso inclui adaptar a condução às condições climáticas e da via.
Também é dever do motorista manter o veículo em condições seguras, especialmente:
- pneus
- limpadores de para-brisa
- sistema de iluminação
- freios
- desembaçadores
Negligenciar manutenção pode gerar infrações e aumentar a responsabilidade em caso de acidente.
Como dirigir com mais segurança na chuva Reduza a velocidade gradualmenteEvite frenagens bruscas e movimentos secos no volante.
Aumente a distância do carro da frenteMais espaço significa mais tempo para reagir.
Use farol baixo quando necessárioAjuda na visibilidade e na percepção dos demais usuários.
Evite poças grandesElas podem esconder buracos ou causar perda de controle.
Se aquaplanar, mantenha calmaTire o pé do acelerador e segure o volante com firmeza, sem frear bruscamente.
Pedestres e motociclistas sofrem ainda maisEm dias chuvosos, usuários vulneráveis enfrentam riscos adicionais.
Pedestres têm menor visibilidade e atravessam com piso escorregadio. Motociclistas lidam com perda de aderência e menor estabilidade.
De acordo com o especialista Celso Mariano, dirigir na chuva exige mudança de mentalidade: não basta saber conduzir, é preciso saber adaptar a condução ao ambiente.
Outono exige prudência, não pressaA rotina não muda quando começa a chover, mas a via muda. E ignorar isso cobra caro. Muitos acidentes poderiam ser evitados com atitudes simples: sair mais cedo, revisar o carro e reduzir a velocidade.
No trânsito, o clima pode ser imprevisível. A responsabilidade, não.
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Free flow: veja como vai funcionar o pedágio eletrônico após suspensão de 3,4 milhões de multas
Motoristas que circulam por rodovias com pedágio eletrônico no sistema free flow terão novas regras nos próximos meses. O governo federal anunciou a suspensão de cerca de 3,4 milhões de multas aplicadas por falta de pagamento da tarifa e abriu prazo de 200 dias para regularização dos débitos sem penalidade. A medida foi formalizada com participação do Conselho Nacional de Trânsito, responsável por normatizar o sistema nacional de trânsito.
Além disso, motoristas que já quitaram multas poderão pedir devolução do dinheiro, em procedimento que ainda será detalhado oficialmente pelo governo. A mudança tenta corrigir um problema que se espalhou desde a implantação do modelo: milhares de condutores não conseguiam identificar onde pagar, quanto pagar ou qual empresa era responsável pela cobrança.
O que muda imediatamenteCom a nova regra, multas relacionadas ao não pagamento no free flow ficam suspensas temporariamente. Durante 200 dias, o condutor poderá quitar a tarifa pendente sem receber multa e sem pontos na CNH. O pedágio continua sendo devido, mas a punição administrativa fica interrompida no período de transição.
Na prática, trata-se de uma janela para regularização enquanto o sistema passa por ajustes.
Como será o sistema daqui para frente 1. Pedágio continua valendoÉ importante separar duas coisas: multa e tarifa. A suspensão anunciada vale para penalidades de trânsito. O valor do pedágio referente ao trecho utilizado continua obrigatório. Quem passa pelo pórtico eletrônico segue devendo a tarifa correspondente.
2. Cobranças devem ficar centralizadasHoje, muitos motoristas precisam acessar sites diferentes de concessionárias para descobrir débitos pendentes. A proposta do governo é integrar essas informações ao aplicativo oficial da CNH, concentrando dados de passagem e pagamento em um único ambiente digital. A expectativa é reduzir esquecimentos e facilitar a consulta.
3. Depois do prazo, penalidades retornamEncerrados os 200 dias, o sistema sancionador volta a funcionar normalmente para quem não quitar a tarifa dentro do prazo legal.
Atualmente, a infração por não pagamento do pedágio eletrônico é considerada grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Como pedir devolução do dinheiro da multaUm dos pontos que mais interessam aos motoristas é a restituição dos valores já pagos. Conforme informações divulgadas nesta terça-feira, quem quitou multa aplicada no sistema free flow poderá solicitar ressarcimento por meio de processo administrativo que será aberto pelo governo federal e pelos órgãos responsáveis. O Ministério dos Transportes informou que haverá divulgação ampla sobre como fazer o pedido.
A tendência é que o procedimento envolva:
- identificação do motorista ou proprietário do veículo;
- comprovante de pagamento da multa;
- dados do auto de infração;
- documentos pessoais;
- eventual comprovação da tarifa de pedágio paga ou regularizada.
Os detalhes operacionais ainda dependem de regulamentação.
Quanto pode ser devolvidoEstimativas apontam que o total de multas já quitadas e passíveis de devolução pode chegar a R$ 93 milhões apenas em autuações já pagas dentro do sistema federal. Isso mostra a dimensão do problema enfrentado desde o início da implantação do free flow.
O que o motorista deve fazer agora Verifique se você passou por rodovias com free flowO sistema já existe em diferentes estados e tende a se expandir.
Guarde comprovantesRecibos de multas pagas, tarifas quitadas e consultas realizadas podem ser importantes para restituição.
Acompanhe canais oficiaisO governo ainda divulgará os procedimentos formais para devolução de valores.
Não use celular dirigindoSe precisar consultar cobrança ou aplicativo, faça isso somente com o veículo parado em local seguro.
Impacto para o trânsitoO free flow tem potencial positivo: reduz filas, elimina frenagens bruscas em praças de pedágio e melhora a fluidez rodoviária.
Por outro lado, quando a cobrança não é clara, surgem insegurança, distração e sensação de punição inesperada. O desafio agora será transformar a tecnologia em serviço simples e transparente para o motorista.
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Free flow: governo suspende multas de pedágio sem cancela e abre prazo para regularização
O governo federal deve oficializar nesta terça-feira (28) uma medida aguardada por milhares de condutores: a suspensão temporária das multas aplicadas a motoristas que não pagaram tarifas no sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow. A decisão envolve também os pontos lançados na CNH e cria um período de transição para regularização dos débitos.
Na prática, o tema vai além da cobrança de pedágio. Ele expõe um desafio crescente no trânsito brasileiro: a velocidade com que novas tecnologias são implantadas nem sempre acompanha a capacidade de compreensão do usuário.
Conforme informações divulgadas por diferentes veículos, cerca de 3 milhões de autuações já teriam sido registradas no país em rodovias federais e estaduais que utilizam o modelo.
O que muda para o motoristaA proposta prevê um prazo de aproximadamente 200 dias para que condutores quitem os valores de pedágio em aberto. Durante esse período, as multas por inadimplência ficariam suspensas.
Hoje, deixar de pagar a tarifa dentro do prazo pode gerar infração de trânsito com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
Também há expectativa de mecanismos para revisão de penalidades já aplicadas, inclusive possibilidade de restituição em alguns casos, conforme relatos publicados nesta semana.
O que é o free flowO free flow elimina as tradicionais praças de pedágio com cancela. Em vez de parar o veículo, o motorista passa por pórticos equipados com câmeras e sensores, que identificam placa ou TAG eletrônica. Depois disso, a cobrança é feita digitalmente.
A promessa é positiva: mais fluidez, menos filas, redução de emissões e viagens mais rápidas. Mas a experiência prática mostrou outro problema: muitos condutores simplesmente não entenderam que precisavam pagar depois da passagem.
Quando inovação vira armadilhaPara o especialista Celso Mariano, a modernização do sistema viário é necessária, mas não pode transferir toda a responsabilidade ao cidadão sem comunicação eficiente.
“Tecnologia boa é aquela que simplifica a vida do usuário. Quando ela exige que o motorista descubra sozinho como funciona, o risco de erro aumenta”, avalia.
De acordo com ele, a lógica educativa deve prevalecer antes da punição. “Se milhões foram multados em pouco tempo, o problema não está apenas no comportamento das pessoas. É sinal de que houve falha de implantação, sinalização ou informação”, afirma.
Segurança viária também entra na discussãoEmbora o tema pareça apenas financeiro, ele também impacta a segurança no trânsito. Em sistemas antigos, muitos motoristas reduziam bruscamente perto das cabines. O free flow tende a reduzir esse risco.
Por outro lado, quando o usuário fica inseguro sobre cobrança, localização de pórticos ou consulta de débitos, cria-se distração posterior: uso do celular na direção, buscas em aplicativos e atenção dividida durante a viagem.
Ou seja, modernizar a rodovia sem orientar adequadamente o condutor pode gerar novos riscos.
O que o motorista deve fazer agoraMesmo com a suspensão anunciada, especialistas recomendam cautela:
Verifique se passou por trecho com free flowNem todo pedágio eletrônico tem praça física. Em muitos casos, há apenas estruturas suspensas sobre a pista.
Consulte débitos pendentesSites de concessionárias, aplicativos oficiais e sistemas públicos podem concentrar cobranças, dependendo da rodovia.
Guarde comprovantesPagamentos realizados e consultas registradas podem ser importantes caso haja revisão de autuações.
Use TAG se viaja com frequênciaEm muitos casos, a cobrança automática reduz esquecimentos e simplifica o processo.
Debate deve continuarA suspensão das multas resolve parte do problema imediato, mas abre uma discussão maior: como equilibrar inovação, arrecadação, praticidade e respeito ao cidadão.
Para Celso Mariano, o aprendizado precisa ser institucional.
“O trânsito brasileiro precisa evoluir, mas toda mudança deve ser compreensível. Não basta trocar a cancela por câmera. É preciso garantir que o motorista saiba exatamente o que fazer.”
O caso do free flow mostra que modernizar o sistema rodoviário não significa apenas instalar equipamentos. Significa comunicar bem, educar melhor e punir somente quando houver clareza total das regras.
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Maioria dos brasileiros apoia toxicológico para tirar CNH de carro e moto, diz pesquisa
Uma pesquisa de opinião divulgada no último domingo (26) pela Agência Brasil indica que a maioria da população brasileira é favorável à exigência do exame toxicológico para quem pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B, destinadas a motocicletas e automóveis. Conforme o levantamento, 86% dos entrevistados apoiam a medida.
O estudo foi encomendado pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox) e realizado pelo Instituto Ipsos-Ipec. Ao todo, foram ouvidas 2 mil pessoas em 129 municípios brasileiros. Os resultados foram divulgados na última sexta-feira (24).
A discussão interessa diretamente milhões de brasileiros que pretendem conquistar a primeira habilitação, especialmente jovens e trabalhadores que dependem da CNH para mobilidade e geração de renda.
O que muda para quem quer tirar CNHAtualmente, já se exige o exame toxicológico de condutores habilitados nas categorias C, D e E, utilizadas para caminhões, ônibus, vans e veículos com reboque. A proposta amplia essa obrigação também para candidatos às categorias A e B, voltadas a motos e carros de passeio.
Na prática, se houver a implementação da exigência, futuros condutores precisariam apresentar resultado negativo no exame para concluir o processo de habilitação.
A categoria A permite conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores. Já a categoria B se destina a automóveis, utilitários e caminhonetes.
Apoio aparece em todas as regiõesDe acordo com a pesquisa, o apoio à medida aparece de forma consistente em todas as regiões do país. O registro dos maiores índices aconteceu no Norte e Centro-Oeste, com 88%, seguidos do Nordeste, com 87%. Sudeste e Sul registraram 84% de aprovação.
O levantamento também apontou respaldo semelhante entre diferentes perfis sociais:
- Mulheres: 87%
- Homens: 85%
- Ensino superior: 91%
- Ensino médio: 88%
- Ensino fundamental: 81%
Entre as faixas etárias, os maiores índices favoráveis aparecem entre pessoas de 25 a 34 anos (88%) e de 35 a 44 anos (87%).
Segurança pública também entra no debateAlém da questão viária, o estudo mostra que 68% dos entrevistados acreditam que a exigência do exame toxicológico para obtenção da CNH A e B pode contribuir para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado.
Esse dado reforça que o debate em torno da medida extrapola o processo de habilitação e envolve temas como segurança pública, fiscalização e políticas preventivas.
Lei existe, mas aplicação ainda depende de definiçãoA inclusão da exigência no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ocorreu pela Lei nº 15.153/2025, em vigor desde dezembro do ano passado. Apesar disso, a aplicação prática ainda não começou em todo o país.
Conforme o Ministério dos Transportes, o tema segue em análise na Câmara Temática de Saúde para o Trânsito (CTST), que avalia como acontecerá a implementação da regra.
Ou seja: embora a previsão legal exista, ainda restam definições operacionais importantes, como procedimentos, integração com os Detrans e cronograma nacional.
O que o cidadão precisa acompanharPara quem pretende iniciar o processo de habilitação em 2026, o cenário exige atenção. Como a regulamentação ainda está em estudo, candidatos devem acompanhar informações oficiais dos órgãos de trânsito para saber se haverá mudança imediata nas exigências.
Caso a regra avance, o exame toxicológico poderá representar uma nova etapa no custo e no planejamento para tirar a CNH. Ao mesmo tempo, defensores da medida argumentam que a exigência amplia o controle preventivo e pode contribuir para a segurança no trânsito.
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