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Atualizado: 57 minutos 3 segundos atrás

Destaques CFC News: entra em vigor a Lei 13.855/19, Câmaras Temáticas do Contran, patinetes elétricos e PL 3781/19

seg, 07/10/2019 - 18:13

Celso Alves Mariano, especialista em trânsito,  apresenta o CFC News com as principais notícias da semana.

Lei 13.855/19

A Lei 13.855 publicada em 08/JUL/19, entrou em vigor. Ela altera a gravidade das infrações por transporte escolar não autorizado e por transporte remunerado irregular.

Câmaras Temáticas do Contran

A Portaria N º 4.282, de 1º de Outubro de 2019 tornou pública as listas com os nomes dos órgãos e entidades de trânsito, e dos segmentos da sociedade, que tiveram suas inscrições deferidas para participar do processo seletivo para composição das Câmaras Temáticas do Contran.

Evento sobre Patinetes elétricos

O objetivo do encontro, que acontecerá em Porto Alegre, é propor um espaço multidisciplinar de debate entre os principais atores envolvidos nesse novo modal de micro mobilidade: os patinetes elétricos compartilhados.

PL 3781/19

Informações sobre o PL de autoria do deputado General Peternelli (PSL/SP) que pretende liberar o candidato a treinar sem obrigatoriamente passar por um CFC. O Projeto está em início de tramitação e não há previsão para ser votado.

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Questão de prova: você está dirigindo sob forte neblina que impede sua visão. Como agir?

seg, 07/10/2019 - 08:18
Fenômenos climáticos podem interferir na segurança do trânsito. Foto: Arquivo Tecnodata.

Quem nunca se deparou com uma viagem em que estava correndo tudo bem e de repente surge uma forte neblina que impede a visão do condutor? Além de cair na prova do Detran, essa é uma situação que todos devem estar preparados para saber como agir.

De acordo com Eliane Pietsak, pedagoga especialista em trânsito, se não é possível enxergar a via, o ideal é parar o veículo em local seguro, fora da pista, esperando que a visibilidade melhore.

“Conduzir sob neblina exige muito cuidado e experiência. Acidentes que ocorrem nessas condições normalmente são gravíssimos e podem envolver diversos veículos”, explica.

A especialista lembra ainda que o pisca-alerta não deve ser usado com o veículo em movimento. “Conforme o CTB, o uso deve ser exclusivo em imobilizações ou situações de emergência ou ainda quando a regulamentação da via assim o determinar”, diz Pietsak.

A dica para os condutores é planejar a viagem e evitar os trechos e horários sujeitos à neblina. Condição adversa de tempo

Fenômenos climáticos podem interferir na segurança do trânsito, alterando as condições da via, diminuindo a capacidade visual do condutor e modificando padrões de condução e comportamento dos veículos, como a aderência dos pneus e a estabilidade.

Essas condições adversas de tempo podem se agravar rapidamente a ponto de impedir o deslocamento seguro.

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8 manias que todo mal condutor tem

dom, 06/10/2019 - 08:01

Escrito por: Andreia Silveira, copidesque no site SeguroAuto.org.

Foto: Divulgação.mal con

Ao trafegar pelas ruas e avenidas das cidades, com certeza você já se deparou com muitos condutores imprudentes. Porém, já se perguntou se você é tão bom dirigindo quanto pensa?

Embora tenha a CNH em mãos, isso não significa que todos estão aptos a dirigir, concorda? Veja aqui algumas manias que todo mal condutor tem e confira se você age desse jeito também!

Você sabe quais manias pode ter e que demonstra ser um mal condutor? Quando elas são percebidas em outras pessoas, fica fácil diagnosticar, não é mesmo?

Para você não ter algumas atitudes que prejudicam a condução do seu veículo, selecionamos aqui as manias mais comuns em todo mal condutor. Acompanhe!

  1. Não segurar direito o volante

Segurar com as duas mãos ao alto ou muito embaixo do volante é muito perigoso. Isso porque, se você estiver em uma situação de emergência, poderá facilmente perder o controle do seu carro. Ou seja, não conseguirá realizar uma manobra rápida, por não ter a dimensão necessária. Portanto, ao sentar-se, o condutor deve estender o braço acima do volante. Depois disso, imagine que no volante tenha um ponteiro de relógio. Você deve colocar as mãos na posição 10h10. Naturalmente em alguns momentos as mãos irão mudar de posição, mas nunca se deve segurar o volante por baixo.

  1. Ser pouco cuidadoso

Se você é confiante demais, o risco de acidentes é bem maior. Mesmo que não tenha sofrido algum acidente, continuar assim só será questão de tempo. Portanto, não seja agressivo, isso mostra que você é incompetente ao volante.

  1. Deixar de usar a seta

Se você não tem o hábito de usar a seta, em caso de colisão, não deve jogar a culpa apenas no outro condutor, concorda? Você pode até achar que está passando uma imagem de condutor autoconfiante, porém, na verdade se mostra ruim de volante.

  1. Dirigir em más condições de saúde

Desde um simples resfriado até condições piores de saúde podem influenciar o modo de dirigir! Um simples espirro pode comprometer a sua segurança no trânsito. Saiba que dirigir nessas condições diminui a sua reação, em caso de emergências.

  1. Manter o mesmo trajeto

Se você tem o hábito de seguir o mesmo caminho, diariamente, fique atento. Isso porque o seu cérebro pode acostumar e comprometer assim, a sua atenção. Portanto, opte por rotas alternativas. Isso também contribui contra possíveis sequestros e roubos.

  1. Não contar com proteção da seguradora

Alguns condutores acreditam que o seguro auto não vale a pena, até se envolver em acidentes ou o pneu furar no meio da estrada. Saiba que essa é uma proteção significativa e seu valor pode ser parcelado em várias vezes. Além de ser socorrido quando se está enfrentando enorme dor de cabeça, como caso de colisão, o condutor usufrui da possibilidade de carro reserva enquanto o veículo está na mecânica. Sem contar que os serviços de reparo e outros são custeados pela empresa. E mais! Se o carro for roubado, você será reembolsado, conforme tabela FIPE.

  1. Se envolver com uma música

Enquanto dirige, é comum que o condutor coloque uma música. Porém, além do perigo de trocar a faixa sem parar o veículo, muitos ainda se envolvem com determinada melodia. Ou seja, para alguns, cantar junto com a música faz com que sua atenção ao trânsito fique prejudicada. Com isso, o risco de acidentes é bem maior, já que os reflexos ao volante diminuem.

  1. Exceder o limite de velocidade

Ultrapassar o limite de velocidade lidera o ranking das infrações mais cometidas no Brasil. A velocidade inadequada reduz o tempo disponível para uma reação eficiente em caso de perigo.

Então, você possui uma ou mais dessas manias? Lembre-se de que cada um tem a obrigação de contribuir com um trânsito melhor!

 

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CCJ prevê que o Contran defina infrações para as quais será necessária comprovação

sab, 05/10/2019 - 13:32
Foto: Divulgação Perkons.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou o Projeto de Lei 8377/17, que cobra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) a definição das infrações de trânsito para as quais será necessária a comprovação, exclusiva ou complementar, por meio eletrônico ou químico, entre outros.

Como tramitava em caráter conclusivo, o texto, de autoria da deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), está aprovado pela Câmara dos Deputados e deve seguir agora para o Senado Federal, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário.

O relator, deputado Nicoletti (PSL-RR), recomendou a aprovação do texto na forma do substitutivo  elaborado pela Comissão de Viação e Transportes, que analisou o tema em 2018. O projeto original tratava do amplo direito à defesa.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB, Lei 9503/97) prevê que a declaração da autoridade ou do agente de trânsito já é suficiente para comprovar a infração.

As informações são da Agência Câmara

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Seguro DPVAT lança aplicativo que bloqueia chamadas e mensagens enquanto usuário dirige

sab, 05/10/2019 - 08:19
Foto: Divulgação DPVAT

Ligações, mensagens, selfies, redes sociais. Os smartphones estão presentes no dia a dia de muitos brasileiros com a importante tarefa de facilitar a comunicação. Porém, a utilização em determinados momentos pode trazer riscos. Um deles é o uso ao pilotar ou dirigir, conduta que impacta as estatísticas de acidentes de trânsito e já é considerada a oitava maior causa de mortes no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para contribuir com a mudança deste cenário, a Seguradora Líder lançou o aplicativo Modo Trânsito DPVAT, uma nova tecnologia que bloqueia o recebimento de ligações e mensagens enquanto o usuário dirige e envia recados automáticos às pessoas que fizerem contato.

O download é gratuito e está disponível apenas para Android. Em breve, a versão para iOS será lançada.

Com a nova plataforma digital, ao receber uma ligação ou mensagem, o aparelho envia, automaticamente, uma resposta. Se a tentativa de contato foi realizada por mensagem de texto ou ligação, o aplicativo retornará com um SMS.

Caso seja feita por WhatsApp, o app enviará uma mensagem automática pelo mesmo canal. A ferramenta conta com algumas opções de textos já prontos, como: “Estou dirigindo. Para garantir a minha segurança e de todos, respondo em breve”. Mas o motorista também pode personalizar as mensagens para contatos específicos e grupos de contatos, além de compartilhar automaticamente sua localização no momento do envio do alerta.

Como utilizar

Para utilizar a ferramenta, é necessário fazer o download no Google Play e efetuar o cadastro com um e-mail de login e criação de uma senha. Também estão disponíveis as opções de login por meio da conta do Facebook ou Google.

O próximo passo é configurar as respostas para os contatos do celular ou selecionar uma mensagem automática, assim como escolher as pessoas que receberão os recados. Na sequência, basta clicar em “Ativar” ao iniciar a viagem no veículo. Ao chegar ao destino, o motorista pode desativar o “Modo Trânsito” para que o celular volte a receber ligações e mensagens normalmente.

O aplicativo Modo Trânsito DPVAT ainda disponibiliza o link da landing page do Seguro DPVAT, na qual o usuário pode acessar mais informações sobre o benefício: https://estamosaquiparavoce.com.br/sobre-o-seguro-dpvat/.

O superintendente de Operações da Seguradora Líder, Arthur Froes, explica que o lançamento do aplicativo é mais uma iniciativa da companhia para contribuir com a diminuição das estatísticas de acidentes no país, que, segundo dados de 2018 da OMS, é o quinto com mais vítimas fatais no trânsito.

Ainda de acordo com o levantamento, a cada 24 segundos, uma pessoa morre durante o tráfego de veículos. De janeiro a junho deste ano, já foram pagas mais de 155 mil indenizações a vítimas de ocorrências em todo o Brasil pelo Seguro DPVAT.

“O uso do celular ao volante vem se tornando um hábito entre os motoristas, alcançando a terceira posição no ranking de principais causas de acidentes fatais no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). Além disso, apenas no primeiro semestre deste ano, o Seguro DPVAT pagou mais de 18 mil indenizações por mortes no trânsito. Com o Modo Trânsito DPVAT, portanto, a Seguradora Líder busca auxiliar os condutores a manterem o foco exclusivamente na direção, evitando distrações com o telefone e, consequentemente, diminuindo as ocorrências durante o tráfego de veículos”, afirma Arthur Froes.

As informações são da Seguradora Líder

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Portaria lista entidades que participarão do sorteio para composição das Câmaras Temáticas do Contran

sex, 04/10/2019 - 08:14
As Câmaras Temáticas oferecem sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos. Foto: Arquivo Tecnodata.

Foi publicada no Diário Oficial da União de ontem (03), a Portaria 4282/19 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que torna pública as listas com os nomes dos órgãos e entidades de trânsito, e dos segmentos da sociedade, que tiveram suas inscrições deferidas para participar do processo seletivo para composição das Câmaras Temáticas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para o mandato referente ao período de 2019 a 2021. Além disso, estabelece os procedimentos para o sorteio público.

Aos órgãos e entidades que tiveram suas inscrições indeferidas, o DENATRAN encaminhará, por e-mail, as razões de indeferimento. De acordo com a Portaria, estas que foram recusadas, poderão interpor recurso até o dia 10 de outubro de 2019.

Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, as Câmaras Temáticas, órgãos técnicos vinculados ao CONTRAN, são integradas por especialistas e têm como objetivo estudar e oferecer sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos para decisões daquele colegiado.

Para definir o preenchimento das vagas, o DENATRAN fará um sorteio no próximo dia 16 de outubro. Veja a lista das entidades pré-selecionadas, por Câmara Temática:

Câmara Temática de Assuntos Veiculares e Ambientais – CTAV

Câmara Temática de Engenharia de Tráfego e Sinalização de Trânsito – CTET

Câmara Temática de Educação e Saúde para o Trânsito – CTES

Câmara Temática de Esforço Legal – CTEL

Câmara Temática de Transporte Rodoviário – CTTR

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Tire suas dúvidas ao vivo! Participe

qui, 03/10/2019 - 14:46

Todas as quintas-feiras, às 14h30, o Portal do Trânsito realiza uma transmissão ao vivo, pelo Facebook, para responder as dúvidas dos internautas.

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Aplicativos passam a avisar sobre necessidade de recall de veículos

qui, 03/10/2019 - 08:15
Essas regras fazem parte de uma Portaria Interministerial que criou o Serviço de Notificação de Recall. Foto: Pixabay.com

A partir de agora, os alertas de recall estarão descritos nos serviços digitais de trânsito do Governo Federal: os aplicativos Carteira Digital de Trânsito (CDT), o Sistema de Notificação Eletrônica (SNE), além do Portal de Serviços do Governo Federal (Gov.br) e do site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os chamamentos também continuarão a ser realizados por meio de avisos na TV e no rádio ou por carta (remessa postal).

Essas regras fazem parte de uma Portaria Interministerial que criou o Serviço de Notificação de Recall e que foi assinada em junho pelos ministros da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro e da lnfraestrutura, Tarcísio Freitas.

Além do aviso pelos aplicativos, os  proprietários de automóveis que não atenderem à convocação de recall no prazo de um ano receberão um aviso que ficará inscrito no documento do carro  — o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

Após o proprietário informar que atendeu à convocação, o CRLV será expedido no próximo licenciamento do veículo sem a anotação.

Outra alteração é que as montadoras, ao terem conhecimento do problema apresentado pelos veículos, deverão comunicar imediatamente ao Denatran, que enviará comunicação ao proprietário, acompanhada de um “aviso de risco”.

Conforme o Denatran, em parte, a ineficiência das campanhas de recall se deve à dificuldade de o consumidor saber se seu veículo está entre os que tiveram o chassi informado nas campanhas.

O objetivo, com essas modificações, é aumentar o índice de atendimento das campanhas e consequentemente reduzir o risco de acidentes.

Segundo o Ministério da Justiça, entre 2014 e 2018, dos 9,5 milhões de automóveis envolvidos nos recalls, apenas 4,6 milhões passaram pelo conserto.

Outras formas de saber se o veículo tem recall

Para saber se o seu automóvel está na lista de um recall, os sites regionais do Procon contam com um banco de dados com todas as chamadas realizadas. O site do Denatran (https://portalservicos.denatran.serpro.gov.br/#/) também permite consultar o recall por montadora. Além disso, nas páginas das montadoras é possível obter acesso às informações sobre seu modelo, se for o caso.

 

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Instrutor de trânsito: dicas importantes para montar uma palestra de qualidade

qua, 02/10/2019 - 14:46
Capacitação de professores em Linhares/ES, 2014. Acervo Tecnodata Educacional e DETRAN/ES. Fotógrafo Jorge Júnior

Você já viu em nosso Portal, especificamente na seção “Para o seu CFC”, que palestras ministradas no CFC, para alunos, para futuros clientes ou abertos a comunidade, podem ser uma eficaz ferramenta de divulgação, contribuindo de forma contundente para passar o recado de que “aqui entendemos de trânsito, de mobilidade, de cidadania, de comportamento responsável, etc”.

Por esse motivo, este artigo dá sequência ao conteúdo publicado antes da SNT 2019, e detalha outros importantes aspectos do preparo e execução de uma boa palestra. Quem vai palestrar? Quem deve preparar a palestra?

Ambas as perguntas devem ter o mesmo nome como resposta. Claro que é possível uma segunda pessoa apresentar uma palestra elaborada por outro. Mas a chance de soar artificial e de comprometer o necessário envolvimento com o público, é enorme.

Sabe aquela história do bom dia, boa tarde ou boa noite? Dizem que um político pouco experiente pediu para que sua secretária escrevesse, às pressas, o discurso que ele iria fazer no próximo comício.

Na dúvida sobre o horário do discurso, prestativa que era, e preocupada em garantir o uso de seu texto qualquer que fosse o momento, ela escreveu no início de tudo: “Bom dia (ou Boa tarde, ou Boa noite – conforme a ocasião)…” A falta de sintonia entre redator e palestrante criou então um momento cômico e vexaminoso para o político, que em seu discurso pronunciou exatamente todas as palavras escritas no papel.

Ao som de “Bom dia, ou Boa tarde, ou Boa noite conforme a ocasião…”, o público deleitou-se em gargalhadas que estragaram o comício.

Na verdade, uma palestra não tem o rigor de um discurso político, mas como comunicação verbal predominante que é, guarda importante correlação com aquele formato. A principal semelhança é quanto à retórica do palestrante: não dá para disfarçar a falta de repertório e de eloquência na comunicação. Mas dá para pesquisar, estudar, treinar e aperfeiçoar a apresentação.

Então, nada melhor do que o próprio palestrante escrever texto-base, pois uma boa palestra começa na afinidade e no pleno domínio do conteúdo com o palestrante.

A eficiência geral da comunicação em uma palestra pode ser melhorada com o emprego de técnicas de organização dos assuntos, conforme abordado no artigo Crie sua palestra para a Semana Nacional de Trânsito (veja aqui)

O palestrante

Nem todas as boas palestras têm grandes nomes no convite. “Algumas das melhores palestras que assisti foram conduzidas por pessoas que não tinham grandes títulos no currículo ou mesmo grandes experiências na arte de palestrar. Logo entendi que, para funcionar, o que precisa acontecer é um bom momento de comunicação. E isso depende mais de acertar o tema e da abordagem do que de recursos sofisticados. Mas Steve Jobs nos ensinou que o supra-sumo desta arte, aquela união perfeita da mensagem com as ilustrações que ele tão bem fazia, não dispensa nem o bom comunicador, nem os bons recursos técnicos”,diz Celso Alves Mariano, Diretor do Portal do Trânsito e reconhecido palestrante na área de educação para a mobilidade.

Ou seja, esforço vale muito e pode compensar as limitações de um palestrante pouco experiente ou pouco conhecido.

Uma boa fala pode, de fato, ser realçada com imagens pertinentes e ilustrativas das ideias apresentadas. Mas normalmente há exageros que acabam por desvalorizar a oratória. Lembremos que, nas origens do que se entende pela arte da oratória, não se dispunha mais do que as palavras proferidas pelos oradores de outrora. Mesmo assim, dizem que os grandes filósofos gregos utilizavam imagens de apoio, rabiscando o chão com uma varinha.

Dispor somente da fala e conseguir obter um bom resultado, é talento de poucos. Um palestrante carismático e habilidoso pode conduzir uma conferência impactante apenas com palavras, frases, ritmo e entonações impactantes. Martin Luther King Junior, Mahatma Gandhi, Winston Churchill e Nelson Mandela, por exemplo, nunca dependeram de um powerpoint para darem seu recado às multidões.

Ok, você não é nenhum “Steve Jobs” (outro que figura em qualquer lista razoável de grandes oradores). Então, lembre-se de duas coisas: nunca dispense o apoio de uma boa apresentação de imagens (nem Jobs dispensava!), e ensaie sua palestraE algo que é sistematicamente desprezado, mas é super importante: a imagem do próprio palestrante. A voz, os gestos, a vestimenta, etc, tudo comunica e deve estar harmonizado com a mensagem que se pretende transmitir.

Cuidado com direitos autorias

Imagens, sejam gráficos, fotos, vídeos, charges ou desenhos, sempre têm um autor, um proprietário do conteúdo. Nem tudo o que você encontra na internet pode ser utilizado sem problemas. Certifique-se de utilizar apenas imagens de uso liberado. Ou obtenha autorização dos autores para utilizar estes conteúdos. O ideal é você mesmo produzir as imagens que vai utilizar.

Busque imagens free na internet: serviços especializados como o pixabay e o pexels disponibilizam um bom conteúdo royalty free que podem ser muito úteis para incrementar sua apresentação. E o Google, em sua enorme abrangência mundial, é certamente a maior fonte de pesquisa disponível. Mas atenção: para não utilizar material não autorizado, pesquise a palavra, clique no menu Imagens (logo abaixo da caixa de pesquisa), clique no Menu Ferramentas e depois em Direitos de Uso.

Cite suas fontes

O mesmo cuidado em relação aos autores e proprietários das imagens, vale para textos. Não tenha receio de dar o devido crédito para frases, ideias e dados que não são seus. Indicar os autores dos textos e das imagens que vc está utilizando em sua palestra passa para o público dois recados contundentes: que conteúdo intelectual tem valor e que você respeita quem o produz. Isso traz para você diversos créditos como honestidade, justiça, humildade e profissionalismo, além de chamar a atenção de forma positiva para o seu próprio trabalho intelectual.

Mais uma vez vai a dica do primeiro artigo desta série: utilize o conteúdo do Portal do Trânsito. Basta cita-lo como fonte.

Recursos técnicos: do flip-chart ao apresentador de slides

Flip-chart: fazer desenhos no chão é coisa do passado! Utilize o cavalete com folhas grandes já com palavras e desenhos ou vá escrevendo na medida em que o assunto avança. Parece propaganda de papelaria da década de 1970. Mas acredite, vale até hoje. Este é um recurso de baixa tecnologia que tem muitas vantagens (nem sempre aparentes): não requer computador, internet ou mesmo energia elétrica. A principal desvantagem é que não será bem visualizado em ambientes mal iluminados ou para grandes públicos.

Quadro negro/verde e giz, ou branco com canetas coloridas: podem produzir um resultado similar ao flip-chart, porém, demandando escrita na hora, “tela após tela”. também tem limitações quanto ao tamanho da audiência.

Apresentador de slides: as opções são muitas, pagas e gratuitas. Até mesmo o Evernote, conhecido software de anotações, possui um ótimo recurso para apresentações simples. O próprio formato PDF, pode ser uma boa opção. 

Aqui uma listinha com alguns dos mais populares softwares para prepara e apresentar slides: Powerpoint (https://www.office.com/), Open Office (http://www.openoffice.org/pt-br/), Br Office (https://pt-br.libreoffice.org/), Prezi (https://prezi.com/), Keynote (https://www.apple.com/br/keynote/ ou https://www.icloud.com/), Google Apresentações (https://www.google.com/slides/about/) e similares (Zoho, Slides, Microsoft Sway, Canva.com, Spark, SwipeSlidebean, Deckset, Emaze, Knovio

De todos o mais famoso, certamente é o PowerPoint, da Microsoft. Existe uma opção free, online que vale a pena conhecer: https://office.live.com/start/PowerPoint.aspx 

Não se esqueça: o aplicativo a ser utilizado, pode ser qualquer um, inclusive, nenhum. Isso mesmo. Uma boa palestra não depende do software apresentador de slides, mas sim do equilíbrio entre conteúdo e recursos visuais.

Prepare-se

Ensaie e cronometre sua apresentação para ter certeza que vai ocupar somente o tempo programado pela organização do evento. O ideal é que a execução da palestra fique dentro do programado. Nem mais, nem menos.

Cuidado com o excesso de confiança. Ele pode ser mais traiçoeiro do que uma real falta de habilidade com a palavra ou insegurança em público.

A insegurança de falar para o público pode ser um empecilho significativo para uma boa palestra. Por isso o adequado preparo é tão importante. E muitas vezes, ouvir a opinião dos mais experientes pode ajudar muito.

“A melhor e mais útil recomendação que já recebi foi, sem dúvida, a de que eu deveria, frente à insegurança, abrir o coração para a audiência”, diz Celso Mariano.

Nada substitui a experiência – não completamente – mas a capacidade de se mostrar autêntico para a audiência é fundamental. Mariano diz que é muito melhor um depoimento simples e verdadeiro sobre o que o palestrante ou professor pensa, do que belas telas, cores e sons de uma apresentação de slides que soe distante da realidade do público.

Recursos avançados e compatibilidade

Não subestime o poder da Lei de Murphy (Se uma coisa pode dar errado, vai dar!). O cuidado com formatos e compatibilidades é fundamental para evitar desastres. Palestrantes que contam com a sorte de que seu arsenal de ferramentas e recursos irão funcionar perfeitamente na hora exata, têm inúmeras histórias de stress de última hora e de eventos que não foram tão bons quanto poderiam ter sido.

“Mesmo depois de incontáveis horas em palestras, cursos, aulas e apresentações ao longo de mais de 30 anos, às vezes, descubro que não previ tudo o que podia falhar na hora. A tecnologia é ingrata, nos dá tantas alegrias e possibilidades, mas seguidamente parece ter vontade própria, e nos deixa na mão”, diz Celso Mariano. “Dedicar-se seriamente ao preparo da palestra, conferir e reconferir todos os recursos demandados, conhecer e testar tudo no local onde ocorrerá o evento, é o mínimo a ser feito. Ainda assim, esse esforço pode não prevenir tudo, mas dá uma boa margem de segurança”, afirma.

Lembre-se que o formato do vídeo que você selecionou para exibir no momento-chave da palestra, aquele compactador estranho utilizado na hora de exportar o vídeo e incorporar o filminho no powerpoint, pode não funcionar no computador disponível no local da palestra.

Vídeos: o poder dos vídeos é inquestionável. Mas convém lembrar que falhas no preparo que resultem em problemas no momento da execução podem quebrar o clima e acabar gerando uma indesejada dispersão da atenção das pessoas, Por isso, incorporar o vídeo no arquivo da apresentação de slides é sempre melhor do que salva-lo em uma pasta separada, ou colocar apenas um link para exibição online.

Prepare alternativas

Caso você não tenha previsto a impossibilidade de mostrar uma determinada foto, gráfico ou vídeo, que falhe “na hora H”, o nervosismo pode tomar conta de você, a distração toma conta da platéia e avaliações pouco favoráveis podem tomar conta do que poderia ter sido uma palestra memorável.

Não é à toa que citamos aqui recursos de baixa tecnologia, como o flip-chart. Já o uso de recursos online para incrementar e valorizar a palestra, são ótimos, mas precisa de internet! Convém confirmar antecipadamente a qualidade do acesso disponibilizado no local da palestra.

O acesso a recursos online pode ser fundamental para mostrar, por exemplo, aquele site do órgão público, que contém um recurso que você não consegue ou não pode incorporar na sua apresentação de slides.

Por fim, a recomendação de ouro: compatibilidade em tudo! Desde o tema escolhido, que deve ser harmonizado com o momento, o local e a realidade da audiência, até os recursos utilizados, que devem estar otimizados para tornar a mensagem mais clara e persuasiva.

Veja também:

https://portaldotransito.com.br/para-o-seu-cfc/cfc-de-sucesso/crie-sua-palestra-para-a-semana-nacional-de-transito/

https://portaldotransito.com.br/para-o-seu-cfc/cfc-de-sucesso/aproveitando-ao-maximo-os-equipamentos-de-projecao-disponiveis-no-cfc-2/

https://portaldotransito.com.br/para-o-seu-cfc/ensinando-a-aprender/tutorial-do-portal-do-transito-1/

https://portaldotransito.com.br/para-o-seu-cfc/cfc-de-sucesso/recursos-didaticos-gratis/

https://tecnodataeducacional.com.br/negocios/cfcs/

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Evento “Os Desafios da Regulamentação do Uso dos Patinetes Elétricos” será transmitido EAD

qua, 02/10/2019 - 08:15

OAB RS, por meio da sua Escola Superior de Advocacia (ESA RS), promove o evento “Os Desafios da Regulamentação do Uso dos Patinetes Elétricos”, que acontece dia 09 de outubro, em Porto Alegre.

O objetivo do encontro é propor um espaço multidisciplinar de debate entre os principais atores envolvidos nesse novo modal de micro mobilidade: os patinetes elétricos compartilhados.

De acordo com os organizadores, Poder Público, sociedade civil, empresas prestadoras do serviço, educadores e advocacia estarão prontos para debater, esse assunto que é pra lá de polêmico, pois afeta a vida não só dos usuários desse tipo de transporte, como também de todo cidadão que faz uso do espaço público das nossas cidades.

O diretor do Portal do Trânsito, Celso Alves Mariano, fará parte do Painel “A importância da Educação para o Trânsito para o sucesso do acolhimento, pela sociedade, da legislação que implementa novas tecnologias” junto com Diza Gonzaga, da ONG Vida Urgente e Felipe Diroit, jornalista da Rádio Gaúcha/RBS. O painel será mediado pela advogada Francielli Librelotto. O evento será gratuito e com transmissão EAD.

Serviço:

Data: 09 de Outubro de 2019 (quarta-feira)

Horário: 13h30 às 19h

Local: OAB/RS Cubo ESA

Endereço: Rua Manoelito de Ornellas, 55 – Porto Alegre – RS

Inscrições gratuitas e programação: http://bit.ly/30qp0ne

 

 

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Artigo: o que fazer se o meu veículo for clonado?

ter, 01/10/2019 - 14:18

*Daniel Menezes

Os caracteres das placas são exclusivos para cada veículo e o acompanham até a baixa do registro. Foto: Arquivo Portal do Trânsito.

Em Junho deste ano, recebi uma mensagem no WhatsApp, de um colega que dizia ter recebido “multas de trânsito” por exceder a velocidade permitida na via, avançar o sinal vermelho do semáforo e deixar de dar a preferência ao pedestre na faixa a ele destinada. Entretanto, o que chamou a atenção é que ele nunca havia ido a Minas Gerais, muito menos, de motocicleta. Dito isso, surgiu a pergunta: e se o veículo estiver clonado?

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN, de São Paulo, nos últimos três anos o número de veículos clonados triplicou. Segundo a revista “Quatro Rodas”, da editora Abril, em matéria publicada no dia 18 de Julho de 2019, no Estado do Rio de Janeiro e no Distrito Federal, a cada duas horas, um carro é clonado.

Segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o veículo clonado tem o seu conjunto alfanumérico da placa de identificação aplicado em outro. Já o veículo dublê ou Clone é aquele que possui as características – marca modelo, cor, dentre outras – do veículo clonado.

Convém ressaltar que “adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento” é crime (CP. art. 311).

Os caracteres das placas são exclusivos para cada veículo e o acompanham até a baixa do registro (CTB. art. 115, §1º). Como toda regra, no entanto, essa também comporta exceção. Isso porque, o CONTRAN, por meio da Resolução nº 670, de 2017, disciplinou o processo administrativo para troca de placas de identificação em caso de clonagem.

Quais as primeiras providências?

É extremamente importante que o proprietário do veículo vá registrar a ocorrência na delegacia de polícia. No entanto, se o proprietário estiver mentindo, deve saber que é crime (CP. art. 340).

Em seguida, deve-se elaborar um requerimento (art. 4º e 5º) – instruído com Xerox dos documentos referentes ao veículo, proprietário e às infrações de trânsito – a fim de dar início ao processo, acompanhado dos documentos que comprovem que o veículo foi clonado.

No curso do processo será inserida a restrição “suspeita de clonagem” no cadastro do veículo original, sendo facultada retirada da restrição a pedido do proprietário do veículo. Concluído o processo, será autorizado novo emplacamento.

E você, Leitor, já passou por isso?

* Daniel Menezes é Acadêmico de Direito.

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