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Atualizado: 29 minutos 2 segundos atrás

Ergonomia ao volante: o ajuste que melhora a direção e aumenta a segurança nas estradas

qui, 26/03/2026 - 07:35
Imagem Divulgação Dunlop

Dirigir bem não é só uma questão de experiência ou reflexos rápidos. Muitas vezes, o verdadeiro controle da sua viagem começa antes mesmo de você dar a partida: na forma como você se posiciona no carro. A ergonomia ao volante é a sua melhor amiga para garantir segurança e conforto, seja no trânsito pesado do dia a dia ou naquela viagem longa com a família. Ajustar a postura melhora a sua visão, diminui o cansaço e te deixa pronto para reagir a qualquer imprevisto.

E o melhor: são ajustes rápidos que mudam tudo. Leia o conteúdo da Dunlop Pneus.

Por que a ergonomia influencia diretamente a segurança?

Se você dirige muito afastado do volante, com o banco “deitado” ou os espelhos mal posicionados, seu corpo paga a conta com tensão muscular. Logo vêm as dores, o desconforto e, o mais perigoso: a distração.

E não para por aí. Uma postura ruim atrapalha o seu tempo de resposta em emergências e pode até diminuir a eficácia de itens vitais do veículo, como o cinto de segurança e os airbags. Ou seja: dirigir cansado é dirigir com postura inadequada controle.

Pensando nisso, nós da Dunlop, como aquele parceiro que entende do seu carro, separamos as dicas essenciais para você encontrar a posição perfeita e dirigir com segurança e inteligência.

Banco: a base para o controle total

Tudo começa aqui. Regular a distância é o primeiro passo: você precisa conseguir pressionar fundo o pedal da embreagem (ou do freio, nos automáticos) sem esticar a perna toda. O joelho tem que ficar um pouco flexionado para garantir força e agilidade na pisada.

O encosto deve apoiar totalmente as costas. Aquela posição muito inclinada pode parecer relaxante, mas prejudica o seu controle e aumenta rapidamente o cansaço.

A altura do banco também é chave: você precisa enxergar o painel com facilidade e ter uma visão clara por cima do capô, esta ação também irá beneficiar sua região do pescoço, evitando dores. Quanto melhor você enxerga a rua, mais rápido antecipa os riscos.

Volante: reflexos rápidos e braços descansados

Nada de braços totalmente esticados! Ao segurar o volante, seus cotovelos devem ficar levemente dobrados.

O teste de ouro: Encoste os punhos na parte de cima do volante sem afastar as costas do banco. Se você conseguiu fazer isso, a distância está ótima. Esse pequeno detalhe faz toda a diferença se você precisar desviar de um obstáculo repentino ou dar uma freada brusca.

Espelhos: visibilidade é prevenção

Espelho bom é espelho bem posicionado. O retrovisor interno precisa enquadrar o máximo possível do vidro de trás.

Já nos laterais, a regra é fugir do ponto cego: ajuste-os até que você veja apenas uma “lasquinha” bem fina da lateral do seu próprio carro. Assim, você ganha um campo de visão muito mais amplo e não precisa ficar virando o pescoço toda hora para trocar de faixa.

Apoio de cabeça: proteção que muitos ignoram

Muita gente acha que é um item de conforto para “encostar”, mas o apoio de cabeça é um equipamento de segurança seríssimo. Ele precisa ficar na altura do centro da sua cabeça, e não no pescoço. Em uma batida na traseira (o famoso “engavetamento” urbano), esse detalhe evita lesões cervicais graves.

Cinto de segurança: ajuste certo faz diferença

O cinto deve ficar firme ao corpo, mas um detalhe que muitos motoristas esquecem de conferir é a regulagem de altura na coluna do carro. O ajuste perfeito faz com que a faixa superior passe exatamente pelo meio do seu ombro (sobre a clavícula) e cruze o centro do peito.

Se o ajuste estiver muito alto, o cinto pode incomodar ou até machucar o pescoço em uma freada brusca. Se estiver muito baixo, a faixa pode escorregar pelo braço no momento de um impacto e não segurar o seu corpo como deveria. Já a parte de baixo deve passar sempre sobre os ossos do quadril, nunca na barriga.

Além de salvar vidas e atuar em conjunto com os airbags, um cinto ajustado na altura certa “veste” você no banco, deixando a sua postura muito mais estável e confiante para manobrar.

Conforto reduz fadiga e aumenta atenção

Fadiga não é só sono. Ombros tensos e pernas esticadas gastam a energia do seu corpo, roubam a sua atenção e transformam um trajeto simples em um sacrifício. Com a ergonomia certa, você dirige mais leve, reduz o estresse e foca no que importa.

Ergonomia é um hábito de direção inteligente

O Ajuste ergonômico correto leva menos de um minuto, mas é o que separa uma direção comum de uma direção totalmente adequada e segura. Crie esse hábito antes de sair da garagem.

Dica para andar bem: Para destinos longos, a cada 2 horas de trajeto, pare 10 minutos, alongue seus braços e pernas, esta ação melhora a sua circulação sanguínea, ficar sentado por muito tempo reduz o nosso fluxo sanguíneo, principalmente nas pernas. O alongamento ativa a circulação e evita inchaço e sensação de formigamento, além de prevenir tensões musculares, contraturas e dores lombares.

E lembre-se: do mesmo jeito que a ergonomia te dá o controle dentro da cabine, a nossa tecnologia te dá a aderência e a tranquilidade lá fora. Quem tem Dunlop, anda bem — porque conta com a segurança e o conforto da escolha inteligente em cada quilômetro rodado.

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Números de ocorrências nas rodovias brasileiras reforçam relevância da IA para a segurança viária

qui, 26/03/2026 - 07:00
Foto: Divulgação

As rodovias federais brasileiras registraram 13.228 sinistros e 1.172 mortes entre os dias 18 de dezembro de 2025 e 22 de fevereiro de 2026, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O detalhamento do período revela que 3.149 ocorrências (23,8% do total) envolveram veículos de carga e responderam por 43,9% das vítimas fatais contabilizadas no recorte.

Os dados fazem parte do balanço da edição mais recente da Operação Rodovida, considerada a maior ação integrada de segurança viária do país. Nesse contexto, a PRF contabilizou 1,2 milhão de flagrantes por excesso de velocidade e 9,6 mil registros de uso de celular ao volante, além de 2.157 ocorrências de saídas da pista envolvendo veículos de carga. 

Para gestores de frota, os números chamam atenção não só pelo volume de sinistros, mas também pela recorrência de condutas e situações de risco que antecedem ocorrências graves.

É nesse ponto que a tecnologia pode ajudar a identificar padrões de comportamento e orientar intervenções na rotina da operação, em especial quando a inteligência artificial é combinada à análise de dados.

De acordo com Neil Cawse, fundador e CEO da Geotab, empresa líder global em gestão de frotas, ativos e veículos conectados, a IA, quando integrada a recursos de telemetria, permite cruzar múltiplas variáveis – do comportamento ao volante às condições do trajeto – para transformar registros isolados em leitura estruturada. “A IA deixou de ser apenas apoio técnico e passou a executar tarefas concretas nas empresas. No transporte, ela ajuda a transformar dados em orientação prática, indicando quais padrões se repetem e o que merece atenção prioritária”, afirmou.

Evento

Cawse defendeu essa visão no Geotab Connect 2026, evento global da empresa realizado em fevereiro, em Las Vegas (EUA). Durante sua apresentação, o executivo destacou que o ponto de virada para o setor de transporte não está em acumular mais informação, mas em garantir que ela seja confiável, acionável e incorporada à rotina da gestão, permitindo que a IA classifique e priorize eventos críticos e dê suporte a decisões mais consistentes, em um setor que tende a se transformar em ritmo acelerado.

“Os próximos cinco anos devem trazer mais mudanças do que os últimos 25”, declarou o fundador e CEO da Geotab, na ocasião.

Durante o Geotab Connect, a companhia também apresentou os desdobramentos desse direcionamento estratégico para o Brasil ao anunciar a ampliação de sua oferta de videotelemetria no país, com a chegada ao mercado nacional do GO Focus Plus, solução que passará a integrar o portfólio local ainda neste ano.

Na prática, a videotelemetria consiste no uso de câmeras embarcadas (dash cams) conectadas ao sistema de telemetria do veículo.

A sincronização das imagens ocorre com informações como velocidade, localização e alertas de condução, acrescentando contexto visual a esses registros técnicos e permitindo, assim, que se analise imagens e dados em conjunto na apuração de ocorrências.

No caso do GO Focus Plus, a solução combina câmera veicular e recursos avançados de IA para monitorar eventos em tempo real e emitir alertas de voz na cabine, com orientação ao motorista no momento do evento. Envia-se os registros para a plataforma MyGeotab, onde o gestor de frotas pode visualizar assim como filtrar as ocorrências por prioridade. A solução busca apoiar uma cultura de condução preventiva ao permitir a leitura de situações de risco, como distração ao volante (incluindo uso de celular), fadiga, desvios de faixa, acelerações e frenagens bruscas, e contribuir para uma gestão mais estruturada desses eventos na rotina da frota.

No contexto brasileiro, onde os dados oficiais mostram uma concentração relevante de ocorrências envolvendo veículos de carga, a incorporação dessa camada analítica à rotina das frotas tende a ganhar peso. Para Eduardo Canicoba, vice-presidente da Geotab Brasil, o desafio não está apenas em reagir a cada ocorrência, mas em estruturar processos e usar as informações geradas pelos veículos para identificar padrões e orientar intervenções de forma consistente.

“Na gestão de frotas, o uso de dados e IA transforma a segurança viária em um pilar de performance: em vez de apenas reagir a ocorrências, a operação antecipa padrões, direciona ações e padroniza respostas com mais eficácia e menos improviso. Ao mesmo tempo, essa inteligência melhora a eficiência do dia a dia, reduzindo custos, desperdícios e tempo de parada. Isso se traduz em mais produtividade e rentabilidade para o negócio”, conclui o executivo.

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Tecnologia promete reduzir custos e aumentar a segurança nas estradas

qui, 26/03/2026 - 06:59
O uso da tecnologia para ganho de performance nas empresas com frotas já é um caminho sem volta. Foto: Freepik

Um relatório desenvolvido pela StartUs Insights, empresa austríaca de pesquisas que ajuda a identificar novas oportunidades em diversos setores, traçou um panorama detalhado sobre a Indústria de Gestão de Frotas e quais tecnologias estão moldando o setor globalmente.

De acordo com o texto, o segmento mantém uma taxa de crescimento anual de 2,07% e está sendo marcado por uma enxurrada de inovações. Para dar uma dimensão desse momento, no último ano cerca de 3.300 patentes foram registradas por 927 requerentes em todo o mundo.

A taxa de crescimento anual de patentes é de 9,96% e indica um avanço consistente em áreas como análise da saúde de veículos, estruturas de automação, otimização de energia e camadas de comunicação para veículos conectados.

Os EUA lideram a lista com mais de 1.170 patentes, seguidos pelo Japão, com mais de 460.

O estudo é categórico ao apontar que rastreamento de frotas, monitoramento em tempo real, plataformas de dados de transporte e o uso intensivo de Inteligência Artificial na gestão estão entre as principais soluções que lideram os aportes de investimento, impulsionam a evolução do setor e orientam as tendências para 2026 e para os próximos anos.

Segundo Oswaldo Estrela Junior, responsável pela implementação de IA da Gestran, desenvolvedora de sistemas para gestão de frotas, o uso da tecnologia para ganho de performance nas empresas com frotas já é um caminho sem volta. Mais do que apoiar as tarefas do dia a dia, o momento atual marca uma virada: a IA passa a interpretar comportamentos, identificar padrões e munir o gestor para a tomada de decisões mais assertivas.

Um exemplo é a própria Gestran, que integra ao seu software dados de rastreamento e está se preparando para receber informações de telemetria. Tudo via APIs, conectando informações do caminhão, do motorista e da operação em um único ambiente.

Esses dados são capturados diretamente do veículo, são capturados através do rastreador do caminhão.

Como ilustração, esse modelo permite identificar condições dos veículos e até mesmo variações anormais de consumo de combustível e, assim, desvios de rota, excesso de velocidade, frenagens bruscas e outros indicadores críticos em tempo real, reforçando segurança, controle e previsibilidade.

Outro exemplo prático dessa evolução está na utilização da plataforma para leitura automática de dados fiscais e operacionais, eliminando processos manuais. Ou seja, quando uma nota fiscal de abastecimento chega ao sistema, a IA identifica automaticamente o veículo, o motorista, o consumo e o preço, registrando essas informações de forma integrada. A partir desse cruzamento, o software compara os dados com outros veículos da mesma frota, gera rankings de desempenho, identifica veículos mais eficientes, motoristas com menor consumo e aponta oportunidades de melhoria.

O mesmo ocorre quando o sistema captura automaticamente um PDF recebido por e-mail, como uma conta de energia, identifica o tipo de documento e realiza o lançamento automático no sistema para pagamento. A lógica se estende à gestão documental, com a digitalização dos documentos dos veículos e das carteiras de habilitação dos motoristas, além do envio de alertas automáticos de vencimento, reduzindo riscos operacionais, jurídicos e garantindo maior controle da frota.

“Estamos desenvolvendo um upgrade em nosso sistema que facilita o acesso às informações e às análises da plataforma. A proposta é permitir que o gestor consulte os dados na palma da mão, diretamente pelo WhatsApp, de forma simples e rápida, onde estiver. A funcionalidade está em fase de testes e é capaz de fornecer dados em tempo real e relatórios operacionais, como, por exemplo, identificar quais veículos apresentaram não conformidades em checklists, retornando as informações diretamente do sistema”, afirma Oswaldo.

IA no transporte

Para o especialista, o mercado segue avançando com foco em previsibilidade, que se consolida como um dos maiores diferenciais competitivos impulsionados pela Inteligência Artificial.

“Funciona assim: a partir do cruzamento de dados como idade do veículo, histórico de manutenções preventivas e condições de operação, a IA passa a estimar a probabilidade de falhas futuras, permitindo decisões antecipadas e redução de riscos”, diz o responsável pela IA da Gestran. Uma demonstração clara desse avanço está na gestão de pneus, historicamente baseada na experiência – o “feeling” – de alguns profissionais.

Com o apoio da Inteligência Artificial, torna-se possível cruzar dados reais da operação, analisar tipo de carga, rota e condições de terreno (como estradas de terra, asfalto ou ambientes severos, a exemplo de operações em mineradoras) e indicar qual é o pneu mais adequado para cada aplicação, além de estimar se o equipamento instalado em um caminhão suporta as exigências da próxima viagem.

“Imagine receber um alerta informando que seu pneu pode não aguentar a próxima viagem, permitindo uma assistência antecipada e o envio desse aviso via WhatsApp, evitando transtornos, custos maiores, perda de tempo e garantindo a entrega da carga”, afirma.

O técnico alerta que é importante ter em mente que a adoção de soluções baseadas em Inteligência Artificial exige uma arquitetura tecnológica robusta, com atenção permanente à segurança da informação, à conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e ao controle rigoroso de acesso aos dados. “Por isso, a escolha do parceiro tecnológico é um fator fundamental”, diz Oswaldo. 

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Presidente do Brasil expressa preocupação com apostas em jogos online

qui, 26/03/2026 - 06:55
Foto: GaudiLab para Depositphotos

Em seu discurso do dia 7 de março, voltado para o Dia da Mulher, o Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com os jogos de aposta online. Mais especificamente, ele demonstrou interesse em incentivar uma lei que proíba a atividade, deixando apenas as apostas esportivas legalizadas no país.

Segundo o Presidente, não faz sentido que os jogos de cassino online estejam permitidos enquanto os físicos são proibidos. Eles foram recentemente aprovados em 2025, junto com as apostas esportivas, nas plataformas licenciadas no Brasil.

Embora esse tenha sido apenas um comunicado e não o início do trâmite de uma alteração à atual lei, a fala do Presidente acende uma discussão no mercado. O maior impacto pode ser para as plataformas licenciadas, como as que são listadas em sites de comparação como o casino.com Brasil.

O cenário atual dos jogos de aposta online no Brasil

Desde 2025, as plataformas que obtiveram uma licença paga com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda podem oferecer apostas online. Isso inclui não só as apostas esportivas, mas também jogos de cassino online graças à adição deles ao texto da lei pelo deputado federal Adolfo Viana (PSDB-BA).

Eles podem ser jogados regularmente em qualquer plataforma que tenha a licença oficial. Isso significa que ela foi aprovada como segura e justa, assim como os jogos cumprem requisitos como retorno médio aceitável e pagamentos proporcionais fixos.

A segurança das apostas online e o jogo responsável

O discurso do Presidente Lula foca não tanto no motivo de termos cassinos online e não físicos, mas sim no efeito deletério que a prática teve em algumas famílias. Há relatos de famílias endividadas e sofrendo consequências graves do vício.

Vieram, porém, novas portarias e regras sendo estipuladas para combater o comportamento de risco. As plataformas licenciadas oferecem ferramentas de limitação para ajustar valores máximos nas apostas, depósitos e perdas, e defini-los passou a ser obrigatório. Além disso, há ferramentas para exclusão ou pausa da conta.

O uso indevido de benefícios como o Bolsa-Família para apostas também foi coibido, além de as próprias plataformas poderem tomar atitudes quanto a comportamentos de risco. Há também discussões sobre a conexão das bases de dados para que esses comportamentos notados em uma plataforma afetem também outros cadastros.

Esse debate também dialoga com uma realidade observada no trânsito brasileiro. O endividamento e os problemas financeiros estão entre os fatores que aumentam o estresse, a ansiedade e a sobrecarga de trabalho, especialmente entre motoristas profissionais, como caminhoneiros, motoristas de aplicativo e entregadores. Especialistas em segurança viária alertam que a pressão financeira e o cansaço estão diretamente relacionados ao aumento do risco de sinistros, já que podem levar a jornadas excessivas, distração e tomada de decisões inadequadas ao volante. Por isso, discutir jogo responsável e educação financeira também é, de certa forma, discutir segurança no trânsito.

Mesmo diante desse cenário, é claro que ainda vemos relatos, seja por ser um sistema que possui falhas ou por ainda estar em recente implementação.

A fala do Presidente e o mercado

A fala do Presidente Lula carrega preocupações sociais que se validam diante de histórias que aparecem repetidas vezes em noticiários e relatos pessoais  em redes sociais. Para o mercado, no entanto, é um sinal vermelho.

Pouco após o aumento do imposto sobre a receita das operadoras ter aumentado de 12% para 15%, com aumento progressivo para 18% nos próximos anos, aparece outra incerteza para as empresas que operam o setor.

Com a regularização, essas empresas tiveram que pagar pela licença, se adequar às regras de responsabilidade e trazer sua operação local na forma de sede em território nacional. A geração de empregos e a maior arrecadação pelo governo foram impactos positivos diretos dessa transição.

Vale lembrar que ainda há plataformas ilegais em operação, com novas surgindo a cada momento, e que ainda captam jogadores sem que respeitem qualquer regra de jogo responsável. É possível que as recentes mudanças impactem negativamente as que operam legalmente e abra margem para que as ilegais se sobressaiam.

Os jogos de cassino no Brasil e seu futuro

Embora preocupante para o mercado operador e um alerta geral, a fala do Presidente Lula ainda não representa nenhuma ação factual. Na verdade, enquanto tramita o projeto de aprovação dos cassinos físicos, não se vê de fato uma ameaça à sua disponibilidade de forma legal.

Pode ser que as empresas consigam contornar o clima de insatisfação aplicando bem as limitações e observando melhor quem são os usuários. Embora vá de encontro ao interesse de receita, agora há um cenário de dúvida que as obrigam a ter mais cuidado. O cassino representa boa parte da receita dessas operadoras, mesmo com as apostas esportivas.

Embora exija um exercício de futurologia, não há como negar que a recente regularização está sob risco de fortes alterações. O mercado aguarda os próximos movimentos, que podem não vir, mas deixaram uma marca tão forte quanto o aumento do imposto sobre as apostas.

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7 de maio pode se tornar o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito

qua, 25/03/2026 - 13:30
Lembrar as vítimas é também lembrar que o trânsito é um espaço coletivo e que escolhas individuais podem ter consequências irreversíveis. Foto: robgoebel1@gmail.com para Depositphotos

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito, a ser lembrado anualmente em 7 de maio. A proposta, de autoria do senador Fabiano Contarato, segue agora para sanção presidencial.

O objetivo da criação da data é promover a conscientização da sociedade sobre a violência no trânsito e reconhecer a memória das vítimas e o impacto dos sinistros de trânsito nas famílias brasileiras.

Conforme o senador, a criação da data representa um reconhecimento oficial do problema e da necessidade de mudança de comportamento.

“Tenho orgulho de dizer que aprovamos minha iniciativa que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito. É o Estado reconhecendo a memória das vítimas e firmando um compromisso permanente com a responsabilidade e a segurança no trânsito em todo o Brasil”, afirmou.

Violência no trânsito é uma epidemia silenciosa

O Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, número superior ao de 2023 e o maior patamar desde 2016, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Além das mortes, centenas de milhares de pessoas ficam com sequelas permanentes todos os anos, o que gera impactos sociais, emocionais e econômicos.

De acordo com Contarato, a proposta também nasce da experiência dele na área de trânsito. “Durante 14 anos vi de perto a dor das famílias que perderam entes queridos em acidentes, uma verdadeira epidemia silenciosa que atinge todo o país. Por isso, me dediquei a transformar essa dor em ação”, destacou o senador.

Os sinistros de trânsito também geram impacto econômico expressivo, com custos anuais que ultrapassam R$ 50 bilhões, além de sobrecarregarem o sistema de saúde.

Por que 7 de maio

A escolha da data remete a um dos casos mais emblemáticos de violência no trânsito no Brasil. Em 7 de maio de 2009, em Curitiba, o então deputado estadual Fernando Carli Filho, dirigindo embriagado, em excesso de velocidade e com a carteira de habilitação cassada, provocou um acidente que matou os jovens Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida.

O caso teve grande repercussão nacional e tornou-se simbólico no debate sobre impunidade em crimes de trânsito no Brasil.

A criação da data, portanto, também tem um caráter simbólico: lembrar que muitas mortes no trânsito não são “acidentes”, mas consequências de decisões irresponsáveis, como dirigir sob efeito de álcool, em alta velocidade ou desrespeitando a lei.

Brasil já tem uma data mundial de memória às vítimas

Atualmente, já existe o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, lembrado todos os anos no terceiro domingo de novembro e reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data é dedicada a homenagear as vítimas e seus familiares e também a agradecer o trabalho de equipes de resgate, saúde e segurança que atuam nas ocorrências de trânsito.

A criação de uma data nacional, portanto, não substitui a data mundial, mas reforça a importância do tema no contexto brasileiro, onde os números de mortes e feridos no trânsito ainda são altos.

Memória para mudar o futuro

Especialistas em segurança viária defendem que datas como essa têm papel importante porque ajudam a manter o tema em evidência e estimulam campanhas educativas, debates e políticas públicas voltadas à redução de mortes e lesões no trânsito.

Mais do que uma homenagem, a proposta pretende provocar reflexão. Isso porque grande parte das mortes no trânsito é evitável e está diretamente relacionada ao comportamento humano.

Lembrar as vítimas é também lembrar que o trânsito é um espaço coletivo e que escolhas individuais — como beber e dirigir, usar o celular ao volante ou exceder a velocidade — podem ter consequências irreversíveis.

Se sancionada, a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito deve reforçar uma mensagem essencial: a segurança no trânsito não depende apenas de fiscalização ou de leis mais rígidas, mas principalmente de responsabilidade e de uma mudança de cultura por parte de toda a sociedade.

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Brasil registra 7 multas por minuto por uso de celular ao volante em 2026

qua, 25/03/2026 - 08:15
Reduzir esse tipo de comportamento depende não apenas de fiscalização, mas também de mudança de atitude. Foto: bilanol.i.ua para Depositphotos

O uso do celular ao volante continua sendo um dos comportamentos de risco mais comuns no trânsito brasileiro. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que, apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, 601.349 motoristas foram multados por uso de celular enquanto dirigiam no Brasil.

Na prática, isso significa que o país registra, em média, 7 multas por minuto por esse tipo de infração.

Os números colocam o uso do celular ao volante entre as infrações mais registradas do país, ocupando a 6ª posição no ranking nacional de multas.

Existem duas infrações diferentes relacionadas ao celular

Muita gente não sabe, mas o Código de Trânsito Brasileiro prevê duas infrações diferentes relacionadas ao uso do celular ao volante:

Falar ao celular enquanto dirige

Infração média
Penalidade: multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH.

Manusear o celular enquanto dirige

Infração gravíssima
Penalidade: multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH.

A infração que aparece no ranking entre as mais registradas do país é a de manusear o celular, que é considerada mais grave porque o motorista tira uma das mãos do volante e desvia a atenção da via.

De acordo com especialistas, muitos motoristas ainda confundem as duas situações ou acreditam que apenas enviar mensagens gera multa, quando na verdade qualquer manuseio do aparelho já caracteriza infração gravíssima — como mexer em aplicativos, redes sociais ou digitar no GPS.

O tamanho do problema em números

Os dados de janeiro e fevereiro de 2026 mostram a dimensão do problema:

  • Janeiro: 316.483 multas
  • Fevereiro: 284.866 multas
  • Total em dois meses: 601.349 multas

Isso representa, em média:

  • 10.190 multas por dia
  • 424 multas por hora
  • 7 multas por minuto

Para especialistas, os números indicam que, apesar das campanhas educativas e da fiscalização, o comportamento ainda é comum entre os condutores brasileiros.

Distração ao volante aumenta risco de acidentes

Conforme Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, o celular compromete a atenção do motorista e pode provocar um tipo de distração extremamente perigosa.

“O celular tira a atenção do motorista e provoca um tipo de distração muito perigosa, porque envolve visão, pensamento e, muitas vezes, as mãos. O condutor passa a dirigir sem perceber completamente o que está acontecendo ao redor”, explica.

Enviar mensagens, utilizar redes sociais ou mesmo mexer no GPS enquanto dirige faz com que o condutor passe vários segundos olhando para o aparelho, tempo suficiente para que uma situação de risco se forme.

“Às vezes o motorista acredita que é só uma olhada rápida, mas em poucos segundos um veículo pode percorrer dezenas de metros. Se surgir um pedestre, um ciclista ou um veículo freando à frente, pode não haver tempo para reagir”, alerta Mariano.

Um comportamento que ainda precisa mudar

O uso do celular ao volante aparece com frequência entre as infrações mais registradas no país, ao lado de excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho — comportamentos que também estão diretamente associados a sinistros graves.

Os dados mostram que, mesmo com penalidades mais severas e campanhas de conscientização, centenas de milhares de motoristas continuam sendo flagrados cometendo a infração todos os meses.

Para especialistas, reduzir esse tipo de comportamento depende não apenas de fiscalização, mas também de mudança de atitude.

“O trânsito exige atenção o tempo todo. Qualquer distração pode ter consequências graves. Não é só uma multa, é uma questão de segurança”, conclui Celso Mariano.

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PRF alerta para alta de 14% de mortes nas rodovias federais do Paraná em 2026

qua, 25/03/2026 - 07:57
O crescimento acumulado no intervalo de dois anos chega a 21,7%. Foto: Divulgação PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou aumento no número de mortes em acidentes nas rodovias federais do Paraná no primeiro bimestre de 2026. Nos dois primeiros meses do ano, 101 pessoas morreram em acidentes, contra 88 no mesmo período de 2025, uma elevação de 14,7%.

Na comparação dos três últimos primeiros bimestres, os dados indicam tendência de aumento nas mortes nas rodovias federais do Paraná. Em 2024, houve o registro de 83 mortes em acidentes. No mesmo período de 2025, o número subiu para 88. Já em 2026, foram contabilizadas 101 mortes. O crescimento acumulado no intervalo de dois anos chega a 21,7%, evidenciando a necessidade de maior atenção dos motoristas e adoção de comportamentos mais seguros ao dirigir nas rodovias federais do estado.

No mesmo intervalo, também houve crescimento no número de acidentes registrados.

Foram 1.190 ocorrências em 2026, ante 1.155 no primeiro bimestre do ano passado. Os acidentes com mortes passaram de 76 para 85 casos, enquanto o total de pessoas feridas subiu de 1.342 para 1.408.

Entre os tipos de acidente que resultaram em mortes, as colisões frontais continuam sendo o principal fator de letalidade nas rodovias federais do estado, respondendo por cerca de 27% dos casos. Entretanto, predominantemente são os atropelamentos que puxam a alta de mortes. No primeiro bimestre de 2025, nove pessoas morreram após serem atropeladas nas rodovias federais do Paraná e em 2026 esse número subiu para 16 mortes, um crescimento de 77,8%. O dado reforça a vulnerabilidade de pedestres nas rodovias, especialmente em trechos urbanos ou próximos a comunidades, onde travessias irregulares e circulação às margens da pista aumentam o risco de acidentes graves, principalmente em horários sem iluminação natural.

Diante desse cenário, a PRF reforça a importância de comportamentos seguros por parte dos motoristas.

Respeitar os limites de velocidade, evitar ultrapassagens em locais proibidos, não dirigir sob efeito de álcool e manter atenção constante ao trânsito são atitudes fundamentais para reduzir acidentes e preservar vidas nas rodovias.

Autuações 1º bimestreUltrapassagens proibidasExcesso de velocidadeEmbriaguez à direção20252.26677.39573020262.52193.917819

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Projeto pode liberar farol de LED em qualquer carro

qua, 25/03/2026 - 07:50
Hoje, a legislação brasileira não permite a substituição da lâmpada original por tecnologia diferente da prevista pelo fabricante. Foto: Photocreo para Depositphotos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode mudar uma regra conhecida por muitos motoristas: a proibição de trocar a lâmpada original do farol por outra tecnologia, como LED. A proposta permite a substituição, desde que se respeitem normas de segurança e certificação.

O texto aprovado é um substitutivo ao Projeto de Lei 1108/25 e prevê que a troca das lâmpadas originais por LED ou outras tecnologias certificadas será autorizada independentemente da idade do veículo, desde que os equipamentos tenham certificação do Inmetro e a instalação siga os padrões de segurança e regulagem definidos pelo Contran.

O que muda na prática

Hoje, a legislação brasileira não permite a substituição da lâmpada original por tecnologia diferente da prevista pelo fabricante, a não ser quando essa possibilidade está expressamente prevista no manual do veículo.

Na prática, isso significa que muitos motoristas que instalaram lâmpadas de LED em veículos com faróis projetados para lâmpadas halógenas, por exemplo, podem ser autuados, além de reprovação em inspeções veiculares quando elas existem.

Com a aprovação do projeto na comissão, a proposta é justamente permitir a modernização do sistema de iluminação, especialmente em veículos mais antigos.

O relator da proposta, deputado Zé Trovão (PL-SC), defendeu a mudança. Conforme ele, a atualização da tecnologia de iluminação pode trazer benefícios importantes.

“A autorização para modernização de sistemas de iluminação por tecnologia LED representa avanço que beneficia proprietários de veículos antigos, visto que essa tecnologia proporciona melhor visibilidade noturna e economia de energia”, afirmou o relator.

Segurança viária é ponto central

Embora o projeto autorize a substituição, o texto deixa claro que não será possível realizar a troca de qualquer forma. Será necessário cumprir requisitos técnicos, como certificação do Inmetro e regulagem adequada, para evitar problemas como ofuscamento de outros condutores — um dos principais riscos quando se instala o LED de forma irregular.

Esse é, inclusive, um dos principais argumentos técnicos para a restrição atual. Ou seja, faróis projetados para lâmpadas halógenas têm refletor e foco diferentes dos sistemas LED, e a simples troca da lâmpada pode prejudicar a visibilidade de outros motoristas e aumentar o risco de acidentes.

Por isso, caso a proposta avance, a regulamentação do Contran será fundamental para definir critérios técnicos. Além disso, garantir que a mudança não comprometa a segurança viária.

Próximos passos

O projeto ainda não virou lei. A proposta segue agora para análise, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, ainda precisará passar pelo Senado antes de entrar em vigor.

Ou seja, por enquanto, a regra continua a mesma. Não se permite a troca de lâmpadas por tecnologia diferente da original, salvo quando prevista pelo fabricante do veículo.

Com informações da Agência Câmara

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Páscoa na estrada: veja o que revisar no carro antes de viajar 

qua, 25/03/2026 - 07:00
Especialistas trazem dicas para garantir a segurança da família nas estradas durante o feriadão. Crédito: Divulgação / Freepik

Com a chegada do feriado da Páscoa, muitas famílias brasileiras se preparam para pegar a estrada e aproveitar alguns dias de descanso ao lado de parentes e amigos. Tradicionalmente marcada por encontros familiares e viagens, a data também exige atenção redobrada com a segurança no trânsito. A começar pela revisão do veículo antes de sair de casa.

Segundo especialistas da AutoZone Brasil, líder mundial no mercado de automotivos, realizar um check-up geral no carro antes de viajar pode evitar imprevistos, aumentar a segurança da família durante o trajeto e até prevenir gastos inesperados com manutenção emergencial.

“Em períodos de feriados prolongados, aumenta significativamente o fluxo de veículos nas rodovias. Uma revisão preventiva simples pode fazer toda a diferença para garantir uma viagem tranquila, especialmente quando toda a família está no carro”, explica o time da empresa.

A seguir, os especialistas listam alguns itens que não podem ficar de fora na revisão do veículo antes de pegar a estrada no feriadão da Páscoa:

1. Pneus e estepe 

Verificar o estado geral dos pneus é fundamental. Além de observar o desgaste da borracha, é importante checar a calibragem correta e confirmar se o estepe também está em boas condições de uso.

2. Nível do óleo do motor 

O óleo lubrificante é essencial para o bom funcionamento do motor. Antes de viajar, é importante conferir o nível e observar se já está próximo do momento da troca recomendada pelo fabricante.

3. Sistema de freios 

Pastilhas, discos e nível do fluido de freio devem ser avaliados. Qualquer ruído ou vibração ao frear pode indicar desgaste ou necessidade de manutenção.

4. Bateria 

A bateria é um dos itens mais esquecidos na revisão preventiva. Verificar carga, estado dos cabos e possíveis sinais de desgaste pode evitar que o carro não ligue durante a viagem.

5. Palhetas do limpador e reservatório de água 

Mesmo em períodos de clima mais seco, o limpador de para-brisa precisa estar em bom estado para garantir visibilidade em caso de chuva ou sujeira na pista.

6. Sistema de iluminação 

Faróis, lanternas, luz de freio e setas devem estar funcionando perfeitamente, já que são essenciais para a segurança, especialmente em viagens noturnas.

7. Sistema de arrefecimento do motor 

Conferir o nível do líquido do radiador e possíveis vazamentos ajuda a evitar o superaquecimento do motor durante trajetos mais longos.

Cuidados extras para quem viaja com crianças e carro cheio 

Quando o veículo está com todos os assentos ocupados e bagagem no porta-malas, alguns cuidados adicionais ajudam a garantir mais conforto e segurança na viagem:

  • Verificar a calibragem correta dos pneus, considerando o peso extra indicado no manual do veículo;
  • Conferir o funcionamento dos cintos de segurança em todos os assentos;
  • Garantir a instalação correta de cadeirinhas ou assentos infantis, quando necessário;
  • Organizar a bagagem no porta-malas, evitando objetos soltos dentro do carro;
  • Planejar paradas ao longo do trajeto, especialmente em viagens longas com crianças.

“A preparação do carro é parte fundamental do planejamento da viagem. Assim como escolher o destino e organizar a bagagem, dedicar alguns minutos para conferir os principais itens do veículo contribui para que toda a família viaje com mais tranquilidade e segurança”, reforça a AutoZone Brasil.

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Na estrada com estilo: o que levar na mala para uma viagem sem preocupação

qua, 25/03/2026 - 06:55
Ao escolher a mala certa, o viajante garante não apenas organização, mas também uma jornada mais confortável e sem imprevistos. Foto: robertprzybysz para Depositphotos

Viajar de ônibus é observar a paisagem em transição pela janela, colocar a leitura em dia, ouvir playlists especiais e transformar o caminho em parte da experiência. Para que tudo flua com leveza, escolher e entender as regras de bagagem é essencial para evitar qualquer dor de cabeça.

A praticidade tem guiado o comportamento dos viajantes modernos. Organizar a mala de forma consciente permite aproveitar cada etapa até o destino final. Em trechos rodoviários cada passageiro tem direito de despachar gratuitamente um item com até 30 kg no bagageiro. Esse peso é o ideal para portes médios ou grandes, desde que bem identificados. Dentro do ônibus é possível levar um volume de mão, que deve caber no compartimento superior ou sob a poltrona, sem comprometer o conforto e a circulação.

Modelos compactos com dimensões semelhantes às aceitas em voos, em torno de 55 cm de altura, costumam se adaptar melhor ao espaço interno. Mochilas estruturadas e bolsas maleáveis são ótimas escolhas.

Comodidade na bagagem

Independentemente do tempo de viagem, a mala de mão faz toda a diferença no conforto durante o trajeto. Elementos essenciais incluem documentos e objetos de valor, troca de roupa leve, itens de higiene pessoal, medicamentos de uso contínuo, garrafa de água e lanches rápidos, fones de ouvido, livro ou dispositivos eletrônicos. Ter esses itens por perto evita a necessidade de acessar a bagagem principal e torna a experiência mais prática e agradável.

País grande, variação de vestuário!

O destino faz toda a diferença ao arrumar o que levar, especialmente em um país como o Brasil. Para quem viaja para o Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo, peças leves e versáteis funcionam bem durante boa parte do ano. No entanto, um casaco é sempre bem-vindo, já que as temperaturas mudam ao longo do dia. Tecidos respiráveis, calçados confortáveis para caminhar e produções versáteis são alternativas excelentes.

Já para a Região Sul como ParanáSanta Catarina e Rio Grande do Sul, é importante considerar estações mais definidas e invernos rigorosos. Roupas térmicas, suéteres, peças estruturadas e até acessórios como cachecol e gorro são válidos dependendo da época. A dica é apostar em sobreposições, facilitando a adaptação à intensidade do clima.

Vantagens do ônibus: mais liberdade, menos restrições

Enquanto as viagens aéreas impõem limites rígidos de peso e tamanho, além de taxas para despacho, o rodoviário oferece regras mais flexíveis e inclusivas. É permitido levar itens maiores sem custos abusivos, o que traz mais tranquilidade ao passageiro. No ônibus não há necessidade de reduzir a mala ao mínimo por receio de cobranças. Viajar leve é uma decisão pessoal, baseada em praticidade, não uma exigência.

Ao escolher a mala certa, o viajante garante não apenas organização, mas também uma jornada mais confortável e sem imprevistos. As diretrizes que organizam essa dinâmica são estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que regulamenta os direitos e deveres nas viagens interestaduais, incluindo a franquia mínima.

Nesse cenário de modernização do transporte rodoviário, a wemobi representa uma nova geração do transporte rodoviário brasileiro, alinhada ao perfil de um público que valoriza praticidade, economia e planejamento inteligente.

Com proposta focada em democratizar o acesso às viagens de ônibus, a empresa oferece compra prática pelo site, consulta de horários, comparação de preços e informações claras sobre regras de embarque e bagagem. A experiência digital permite que o viajante organize toda a jornada em poucos cliques — da escolha do destino à seleção do assento — além de contar com canais de atendimento online e processos pensados para dar mais autonomia ao cliente.

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SP define regras para instalação de carregadores de carros elétricos em prédios

qua, 25/03/2026 - 05:30
Revisão da IT 41 define as normas para instalação de carregadores nas garagens. Foto: Imagem gerada por IA

O estado de São Paulo passou a contar com regras específicas para a instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em edifícios residenciais e comerciais. As novas normas foram publicadas nesta semana no Diário Oficial pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo e estabelecem critérios técnicos e de segurança para a instalação desses equipamentos nas garagens.

A atualização foi feita por meio da Portaria 003/970/2026, que revisa a Instrução Técnica 41 (IT-41), documento que trata de inspeção visual de instalações elétricas de baixa tensão.

Conforme o setor de eletromobilidade, a medida traz mais previsibilidade jurídica e segurança para a expansão da recarga de veículos elétricos em condomínios.

Regra teve debate por quase dois anos

A definição das normas ocorre após 23 meses de diálogo e debates técnicos envolvendo órgãos públicos, entidades do setor e representantes da construção civil.

O presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, Ricardo Bastos, afirmou que o novo regramento representa um avanço para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no estado.

“Foi um regramento moderno e prudente, que deu garantias legais à eletromobilidade e estabeleceu os requisitos técnicos necessários à segurança das operações de recarga elétrica nas garagens”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa também pode servir de referência para outros estados brasileiros.

“O Corpo de Bombeiros de São Paulo e o Governo do Estado estão de parabéns. O próximo passo agora é levar esse exemplo de modernidade e equilíbrio da nova legislação paulista a outros estados brasileiros e até a outros países da América Latina”, completou Bastos.

Normas complementam lei sancionada em fevereiro

A publicação da portaria ocorreu cerca de um mês após a sanção da Lei 18.403/2026, assinada pelo governador Tarcísio de Freitas.

A lei garante o direito de condôminos proprietários de veículos elétricos instalarem pontos de recarga em suas vagas de garagem, desde que respeitadas as normas técnicas e de segurança.

De acordo com a ABVE, a nova regulamentação técnica publicada pelos bombeiros complementa a legislação e estabelece parâmetros claros para as instalações.

Requisitos técnicos para os carregadores

A nova norma inclui dispositivos específicos para os chamados Sistemas de Abastecimento de Veículos Elétricos (SAVE).

De acordo com o texto, a responsabilidade pela instalação e garantia de funcionamento dos pontos de recarga será do responsável técnico ou da empresa instaladora. Ou seja, este deverá seguir normas técnicas brasileiras e internacionais.

Entre as principais exigências estão o cumprimento das seguintes normas:

  • NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão
  • NBR 17019 – Requisitos para alimentação de veículos elétricos
  • NBR IEC 61851-1 – Sistema de recarga condutiva para veículos elétricos

Nas áreas internas das edificações, será permitida apenas a utilização dos modos 3 e 4 de recarga, conforme definido pelas normas técnicas.

O texto também estabelece medidas de segurança para desligamento dos carregadores em garagens, além de padrões de sinalização dos locais onde os equipamentos estiverem instalados.

Questões ainda terão debate

Alguns temas mais sensíveis ficaram de fora da portaria e deverão acontecer discussões em novas consultas públicas.

Entre eles estão a possível obrigatoriedade de chuveiros automáticos (sprinklers), detectores e sistemas de exaustão de fumaça em edifícios que possuam carregadores elétricos.

Esses pontos deverão ter análise ao longo de 2026 e podem entrar em vigor no estado apenas a partir de 2027.

Debate ganhou dimensão nacional

A discussão sobre segurança na recarga de veículos elétricos em edifícios começou em 2024, quando o Corpo de Bombeiros paulista lançou uma consulta pública sobre o tema.

Posteriormente, o debate ganhou dimensão nacional com a criação de um grupo de estudos pela Ligabom, voltado à segurança e ao combate a incêndios envolvendo veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Durante o processo de elaboração da norma, a ABVE participou das discussões em conjunto com entidades do setor imobiliário e da construção civil, como o Secovi-SP e o Sinduscon-SP.

A expectativa é que a regulamentação contribua para expandir a infraestrutura de recarga elétrica com segurança. Assim, acompanhando o crescimento da frota de veículos elétricos no país.

Veja os documentos:

Portaria 003/970/2026

Lei 18.403/2026

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Carro próprio: 51% da Geração Z planeja compra até 2028

qua, 25/03/2026 - 05:25
Para muitos jovens, os usados e seminovos são a porta de entrada por terem preço mais acessível. Foto: Reprodução/Freepik

Ao contrário do que sugerem as tendências de desapego material das últimas décadas, o carro próprio continua no radar da juventude brasileira. Segundo um estudo recente da Localiza&Co, 51% da Geração Z (nascidos entre 1998 e 2009) planejam adquirir ou trocar de veículo nos próximos três anos. O índice supera significativamente o interesse das gerações anteriores, como a Geração Y (39%) e os Baby Boomers (20%), consolidando os mais jovens como os principais protagonistas do mercado automotivo até 2028.

Embora a posse de veículos seja atualmente menor entre os jovens, o desejo de compra é impulsionado por critérios práticos. Para a maioria dos brasileiros (75%), o preço continua sendo o fator de maior influência na hora da escolha, seguido de perto pelo consumo de combustível (51%).

O perfil de escolha, no entanto, varia drasticamente conforme a idade:
  • Geração Z: Foca em tecnologia de ponta e design atrativo.
  • Baby Boomers: Priorizam a sustentabilidade e o baixo custo de manutenção.
  • Geral: 30% ainda valorizam o fato de o carro ser “zero quilômetro”, enquanto 27,6% colocam a segurança como prioridade máxima.

Apesar do entusiasmo pela compra, a visão de futuro dos brasileiros é híbrida. Uma pesquisa recente mostra que, embora o interesse por veículos novos permaneça relevante, inclusive em buscas por modelos como carro Volvo zero km no Rio de Janeiro, a mobilidade urbana caminha para um cenário mais diversificado.

Para 62% dos entrevistados, o transporte público será o principal meio de locomoção nos próximos anos, seguido pelos carros de aplicativo (60%) e pelas bicicletas e carros elétricos (ambos com 43%). O carro próprio aparece apenas em quinto lugar nessa projeção de futuro (39%), evidenciando uma transição de mentalidade.

A pesquisa também aponta uma mudança estrutural no cotidiano: 51% da população prevê uma redução nos deslocamentos diários devido ao avanço do trabalho remoto. Além disso, a eletrificação da frota é vista como uma realidade próxima para 46% dos respondentes.

Na hora de decidir como sair de casa hoje, o brasileiro não busca apenas conforto, mas eficiência. A economia de tempo é o fator decisivo para 62% das pessoas.

Essa busca por precisão é nítida na Geração Z, onde 36,3% priorizam saber o horário exato de partida e chegada. Já entre os Baby Boomers, a pressa é maior: 48,1% escolhem o transporte baseado estritamente na capacidade de chegar mais rápido ao destino. 

O Grupo AB, referência no setor automotivo, listou orientações essenciais para quem está prestes a realizar a primeira compra. Antes de assinar o contrato, é preciso entender que a escolha vai muito além da estética: envolve estratégia financeira e análise técnica.

Carro novo, seminovo ou usado: qual a melhor opção?

No início da busca, o consumidor encontra muitas opções. Carros zero-quilômetro atraem pela novidade e garantia de fábrica, mas exigem investimento maior e sofrem forte desvalorização nos primeiros anos. Já os seminovos costumam oferecer melhor custo-benefício, pois já passaram pela maior parte da depreciação.

O mercado de usados: como evitar “ciladas”

Para muitos jovens, os usados e seminovos são a porta de entrada por terem preço mais acessível. A recomendação é priorizar veículos com baixa quilometragem e histórico transparente. Contar com avaliação especializada ajuda a evitar problemas e garante mais segurança na compra.

Custos fixos e variáveis: o que colocar na ponta do lápis?

Além do valor do carro, é preciso considerar despesas como IPVA, licenciamento, transferência e documentação. O seguro também pesa mais para motoristas jovens, podendo ser significativamente mais caro. Planejar esses custos evita surpresas no orçamento.

O que verificar na hora da compra?

A inspeção do veículo deve incluir lataria, pneus, freios e funcionamento de itens eletrônicos. Também é essencial analisar o histórico documental, como laudo cautelar, multas e débitos. Isso garante que o carro não tenha problemas ocultos ou restrições legais.

Planejamento financeiro e formas de pagamento

A escolha entre financiamento e consórcio depende da urgência do comprador. O financiamento permite adquirir o carro imediatamente, enquanto o consórcio é mais indicado para quem pode esperar. Oferecer uma entrada maior ajuda a reduzir juros e parcelas.

Apesar das novas formas de mobilidade, o carro próprio permanece como um símbolo de autonomia para os jovens. O planejamento rigoroso é o fator que diferencia uma compra por impulso de uma conquista sustentável.

Ao analisar custos e formas de pagamento, o motorista garante que sua primeira jornada seja marcada pela eficiência e pela segurança.

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Apesar da queda de 15% do roubo de cargas no Sudeste em 2025, RJ segue liderando; Nordeste consolida avanço

qua, 25/03/2026 - 05:07
Avanço dos roubos de alimentos, medicamentos e eletrônicos indica transição para cargas essenciais e de maior valor agregado. Foto: jonson para Depositphotos

Ao longo de 2025, houve uma mudança geográfica na distribuição dos prejuízos com roubo de carga no Brasil: a região Sudeste, que concentrava a maioria dos prejuízos (83,2%) durante 2024, viu sua participação cair para 68,1% em 2025. Apesar da queda de 15,1 pontos percentuais, ela segue como a região mais crítica.

Além disso, o Nordeste manteve participação praticamente estável (12,2% em 2024 para 12,8% em 2025), consolidando-se como a segunda região mais impactada pelo roubo de cargas e sinalizando que o risco estrutural permanece ativo.

Os dados, portanto, indicam um deslocamento geográfico do crime e demandam uma atenção imediata em rotas e operações antes consideradas de menor risco, uma vez que o Norte saltou de 0,9% para 11,2%, entre 2024 e 2025, entrando no terceiro lugar no ranking das regiões.

Os números são do relatório “Report nstech de Roubo de Cargas”, elaborado pela nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e uma das 5 maiores SaaS do Brasil. O estudo é baseado nas informações apuradas pelas gerenciadoras de risco BRK, Buonny e Opentech, que integram o ecossistema da companhia. 

Perfil dos roubos nas regiões mais afetadas

No Sudeste, as cargas fracionadas (47,4%) e alimentícias (27,1%) foram os principais alvos em 2025. E os estados de São Paulo e Rio de Janeiro dominam o cenário de risco, com 44,2% e 37% dos prejuízos na região, respectivamente, evidenciando que o problema está fortemente concentrado nos dois maiores hubs logísticos, industriais e consumidores do país.

Já no Nordeste, onde a criminalidade passou de pontual para estrutural, BA (28,4%), MA (24,7%) e PE (23,8%) somaram mais de 75% dos prejuízos regionais, indicando concentração em estados com forte circulação logística, grandes extensões rodoviárias e papel relevante no abastecimento inter-regional.

Por fim, no Norte, Pará (62,9% do total sinistrado) e Tocantins (37,1%) concentraram o prejuízo. Diferente de outras regiões, o risco no Norte é focado em cargas de altíssimo valor agregado. O segmento de eletrônicos representou 25,8% das perdas, higiene e limpeza (7,7%), e fracionados 7,4% dos prejuízos. 

Transição para ações mais direcionadas

A carga fracionada segue liderando o prejuízo total em 2025, porém apresentou leve queda na comparação com 2024, passando de 52,4% para 50,1%. Os dados sugerem uma possível transição do roubo de cargas mais genéricas e diversificadas para ações mais direcionadas.

Em segundo lugar, o segmento de alimentos ampliou sua participação de 20,1% para 26,5% (subindo 6,4 pontos). Em 2025, as cargas de maior valor agregado também tiveram participação relevante nos prejuízos. Eletrônicos cresceram de 6,7% para 7,2%, consolidando-se na terceira posição.

Outros segmentos como medicamentos, que mais que dobraram sua participação (indo de 1,8% para 3,9%), e o setor siderúrgico, com um aumento de 1,1% para 2,4%, também tiveram forte presença ao longo de 2025.

“A mudança de alvo em 2025 representa um ponto de atenção para o próximo ano. Segmentos tradicionais perderam espaço, possivelmente devido ao aumento da complexidade operacional e à maior adoção de tecnologias de rastreamento e bloqueio nessas áreas. Categorias historicamente visadas, como combustível, pneus e eletrodomésticos, apresentaram retração no mapa de prejuízos em 2025, dando abertura para o crescimento de outras como bens essenciais e cargas de alto valor”, analisa Maurício Ferreira, VP de Inteligência de Mercado da nstech. 

Estudo também detalha períodos mais perigosos, além de rotas e rodovias críticas

A noite continua sendo o período de maior risco (30,7%) para o transporte de cargas, com uma leve alta em relação a 2024. Além disso, em 2025, na distribuição dos prejuízos por período do dia, a redução mais significativa ocorreu na madrugada, que caiu de 28,4% para 24,1%. Na contramão, houve um aumento da criminalidade no período da manhã, no qual os prejuízos subiram de 19,7% para 22,4%.

“Esses números indicam uma mudança estratégica dos criminosos, que passaram a agir mais em horário comercial, quando o fluxo de veículos de carga se intensifica, em vez de se exporem apenas durante a noite. Em uma análise geral, o risco se tornou mais bem distribuído ao longo das 24 horas do dia. A diferença entre o período mais arriscado (noite, com 30,7%) e o menos arriscado (manhã, 22,4%) diminuiu. Isso sugere que não há mais um “horário seguro”, o que obriga as empresas a reforçarem seu estado de alerta durante toda a operação”, completa o especialista.

Outra mudança drástica observada em 2025 foi a queda do risco na segunda-feira, que despencou de 19,6% para 7,9%, deixando de ser o dia mais perigoso. Em seu lugar, a quinta-feira se consolidou como uma data crítica, saltando de 17,1% para 21,6%. Isso mostra uma reorganização completa da atuação dos criminosos, que agora focam em dias úteis (quartas e quintas-feiras).

Seguindo a linha de alerta durante toda a operação, o domingo registrou um aumento significativo de risco, passando de 9,6% para 13,4%. Isso quebra o paradigma de que os fins de semana são períodos de menor atividade criminosa e indica que as quadrilhas estão explorando as janelas de menor fiscalização e tráfego para agir.

Outro indicativo analisado foram o dos trechos urbanos, que mantiveram a liderança nos prejuízos por roubo de cargas em 2025, com destaque para RJ X RJ (23,9%), SP X SP (22,4%) e SP X RJ (17,2%) concentrando mais de 63% do total.

Em 2025, a BR-101 ultrapassou a BR-116, que foi a rodovia com maior concentração de prejuízos do país em 2024. Ainda que a liderança tenha se invertido, as duas rodovias se mantiveram como a principal zona de risco rodoviário do Brasil.

Novas rotas críticas interestaduais também chamam atenção no estudo: a BR-010 saltou de 1,1% para 5,2%, e a BR-153 mais do que dobrou sua relevância na distribuição dos prejuízos, passando de 3,4% para 7,3%. Isso acende o alerta para a atuação de criminosos em corredores logísticos estratégicos para o agronegócio e o abastecimento regional.

Os resultados do grupo acompanham a análise: a nstech apresentou uma taxa de sinistros evitados/recuperados superior a 70%, um recorde estabelecido em 2023 e sustentado desde então. Além disso, a taxa de sinistralidade (prejuízo final vs. valor gerenciado) atingiu o seu menor índice histórico com uma redução de 17% na comparação com 2024.

“Esses resultados são fruto de investimentos massivos em pessoas, processos e, principalmente, em tecnologia, dados e IA, agora consolidadas em nossa robusta rede integrada, a TNS. Nosso report revela como a inteligência de dados está redefinindo a segurança no transporte e como a prevenção eficaz exige inteligência contínua, leitura territorial refinada e capacidade de adaptação rápida”, finaliza o VP.
 

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O papel da tecnologia no trânsito moderno

qua, 25/03/2026 - 05:00
Foto: Zapad para Depositphotos

Nos últimos anos, a tecnologia tem desempenhado um papel crucial na transformação do trânsito urbano, promovendo melhorias significativas na segurança e na eficiência do transporte. Sistemas de monitoramento avançados, como câmeras de vigilância e sensores de tráfego, permitem que as autoridades identifiquem e resolvam rapidamente problemas nas vias, contribuindo para uma melhor gestão do fluxo de veículos.

Leia também: O Impacto da Inteligência Artificial no Futebol Rondoniense

Inteligência artificial e transporte

A inteligência artificial está revolucionando o setor de transporte, oferecendo soluções inovadoras para desafios antigos. Com a implementação de algoritmos avançados, é possível prever congestionamentos e sugerir rotas alternativas para os motoristas. Além disso, a IA está sendo utilizada para desenvolver veículos autônomos, que prometem reduzir acidentes causados por erro humano e aumentar a eficiência no uso das vias.

Projetos como Palpites Futebol, embora focados em outro setor, também demonstram como a tecnologia pode ser usada para antecipar resultados e melhorar a experiência do usuário.

O papel dos veículos elétricos

O crescimento dos veículos elétricos é outra tendência que está reformulando o trânsito urbano. Com uma crescente preocupação com o meio ambiente, muitos motoristas estão optando por carros elétricos, que não apenas reduzem a emissão de poluentes, mas também apresentam novas demandas para a infraestrutura viária, como a necessidade de pontos de recarga distribuídos de maneira estratégica.

Sustentabilidade e mobilidade urbana

A busca por soluções de transporte mais sustentáveis se tornou uma prioridade para muitas cidades ao redor do mundo. A integração de modais de transporte como bicicletas, ônibus elétricos e sistemas de compartilhamento de carros ajuda a reduzir a pegada de carbono e a melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos. As cidades estão cada vez mais investindo em ciclovias e em sistemas de transporte público eficientes para incentivar a população a deixar o carro em casa.

Desafios e oportunidades

Embora as inovações tecnológicas apresentem inúmeras oportunidades para o trânsito urbano, também trazem desafios que precisam ser enfrentados. A adaptação das infraestruturas existentes para acomodar novas tecnologias, o treinamento de profissionais para lidar com sistemas avançados e a garantia da segurança cibernética são apenas alguns dos obstáculos que as autoridades enfrentam.

A evolução tecnológica no trânsito continua a ser um campo em constante desenvolvimento, com potencial para transformar a maneira como nos deslocamos e interagimos com o espaço urbano. O futuro promete um trânsito mais inteligente, seguro e sustentável.

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Categoria B: projeto permite dirigir carros elétricos mais pesados

ter, 24/03/2026 - 13:30
Se a mudança for aprovada definitivamente, motoristas com CNH categoria B poderão dirigir carros elétricos maiores e mais pesados sem precisar mudar de categoria. Foto: tomwang para Depositphotos

Um projeto de lei aprovado na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados pode mudar uma regra importante da habilitação no Brasil: o limite de peso dos veículos que podem ser conduzidos por motoristas com CNH categoria B.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) permite que condutores da categoria B dirijam veículos com até 3.500 kg de peso bruto total. O Projeto de Lei 305/25, no entanto, autoriza que motoristas com essa categoria passem a dirigir veículos elétricos e híbridos de até 4.250 kg.

Por que o projeto aumenta o limite de peso

De acordo com o autor do projeto, deputado Pedro Aihara, a proposta tem como objetivo compensar o peso extra das baterias dos veículos elétricos, que normalmente são mais pesados do que os veículos movidos a combustão.

O relator do projeto, deputado Hugo Leal, incluiu no texto também os veículos híbridos com tração predominantemente elétrica.

“A própria justificativa do projeto menciona que veículos elétricos e híbridos superarão os movidos à combustão até 2030, demonstrando que ambas as tecnologias merecem tratamento isonômico”, afirmou o relator.

Na prática, a proposta não muda a categoria da CNH, mas amplia o tipo de veículo que poderá ser conduzido por quem já possui habilitação categoria B.

O que diz hoje a regra da categoria B

Hoje, a CNH categoria B permite que o motorista dirija:

  • Veículos com até 3.500 kg de peso bruto total
  • Veículos com capacidade para até 8 passageiros, além do motorista;
  • Reboque ou semirreboque, desde que dentro dos limites de peso.

Se o projeto virar lei, veículos elétricos e híbridos poderão ter limite maior de peso (4.250 kg), mas apenas nos casos definidos na regulamentação.

Projeto ainda não virou lei

Apesar de ter sido aprovado na Comissão de Viação e Transportes, o projeto ainda não está valendo. O texto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, além disso, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Somente após a aprovação final e a sanção presidencial a regra poderá entrar em vigor.

O que muda na prática

A proposta acompanha uma tendência mundial de adaptação da legislação à eletrificação da frota. Como as baterias aumentam o peso dos veículos, muitos modelos elétricos acabam ultrapassando o limite atual permitido para a categoria B, mesmo sendo veículos de passeio.

Se a mudança for aprovada definitivamente, motoristas com CNH categoria B poderão dirigir carros elétricos maiores e mais pesados sem precisar mudar de categoria, o que pode facilitar a expansão desse tipo de veículo no Brasil.

A discussão mostra que a legislação de trânsito começa a se adaptar às novas tecnologias. Ou seja, algo que deve se tornar cada vez mais comum nos próximos anos.

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Crianças no carro: erros comuns que colocam vidas em risco

ter, 24/03/2026 - 08:15
O comportamento do adulto ao volante também influencia diretamente a segurança. Foto: logoboom para Depositphotos

Transportar crianças no carro é uma das responsabilidades mais sensíveis do dia a dia no trânsito. Ainda assim, muitos riscos não estão ligados à imprudência explícita, mas a erros rotineiros, repetidos por pais, mães e responsáveis que acreditam estar fazendo “o básico”.

Um dos equívocos mais frequentes é tratar trajetos curtos como situações de menor risco. Ir até a escola, a padaria ou a casa de um parente costuma gerar a falsa sensação de segurança. No entanto, estatísticas e experiências práticas mostram que a maioria dos sinistros ocorre justamente em percursos cotidianos, onde a atenção tende a ser menor.

Outro erro comum é a improvisação.

Criança no colo, no banco da frente, sem cinto ou usando equipamentos inadequados para a idade e o porte físico ainda são cenas recorrentes. Mesmo quando não há impacto grave, uma freada brusca pode causar lesões sérias em crianças que não estão corretamente posicionadas.

Há também o problema da transição mal feita. Muitas famílias retiram a criança do assento adequado antes do tempo, por achar que ela “já cresceu” ou que o desconforto justifica a mudança. O corpo infantil, porém, tem características próprias, e o uso inadequado de cintos e bancos aumenta a chance de ferimentos no pescoço, tórax e abdômen.

O comportamento do adulto ao volante também influencia diretamente a segurança. Dirigir com pressa, distração ou estresse compromete a capacidade de antecipar riscos. Crianças são mais vulneráveis a movimentos bruscos, freadas repentinas e colisões de baixa intensidade.

Outro ponto pouco discutido é o ambiente interno do veículo. Objetos soltos, mochilas, garrafas e brinquedos podem se transformar em projéteis em caso de impacto. Mesmo em velocidades urbanas, esses itens representam risco real para ocupantes pequenos.

Além disso, há o fator emocional.

Crianças percebem tensão, discussões e agressividade no trânsito. Um adulto exaltado transmite insegurança e pode distrair-se ao tentar lidar com comportamentos infantis durante a condução.

Também é comum subestimar o impacto do calor dentro do veículo. Mesmo paradas rápidas, com o carro fechado, podem elevar a temperatura interna rapidamente, colocando a criança em situação de risco grave.

Garantir a segurança de crianças no carro não é apenas cumprir uma regra, mas adotar uma postura constante de cuidado. Envolve planejamento, atenção aos detalhes e disposição para rever hábitos.

No trânsito, o erro de um adulto raramente afeta apenas o adulto. Quando há crianças envolvidas, as consequências tendem a ser mais severas e irreversíveis. Por isso, cada escolha ao volante precisa considerar quem está no banco de trás — e a responsabilidade que isso representa.

Regras para o transporte de crianças no carro

Conforme a Resolução 819/21 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), para bebês de até um ano de idade ou de até 13kg, é obrigatório o uso do bebê conforto no banco traseiro. A criança deverá ser posicionada de costas para a direção, posição que preservará a coluna cervical do bebê de possíveis frenagens bruscas ou acidente de trânsito.

Crianças com idades de 1 a 4 anos ou peso de 9 a 18 kg passam a utilizar a cadeirinha.
O equipamento precisa estar no banco traseiro do veículo e deve estar voltado para a frente do veículo, na posição vertical. O cinto de segurança deve manter a cadeira fixada ao banco, enquanto o cinto da própria cadeira mantém a integridade dos pequenos.

Já entre 4 e 7 anos e meio ou com até 1,45 m de altura e peso entre 15 e 36 kg, a orientação é a utilização de um assento de elevação. Ele também se chama Booster. Ainda transportada no banco traseiro, a criança deverá fazer o uso do cinto de três pontos. Ele deve passar pelo centro do ombro, peito e sobre os quadris.

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Golpe da renovação automática da CNH: Detran alerta motoristas sobre sites falsos

seg, 23/03/2026 - 13:30
Detran alerta para sites falsos que cobram pela renovação automática da CNH. Foto: Detran/TO

Motoristas de todo o país precisam ficar atentos: golpistas estão usando a renovação automática da CNH para aplicar fraudes pela internet. O alerta é do Detran/TO, que identificou páginas falsas simulando o site do Governo Federal para enganar condutores e cobrar taxas indevidas.

O golpe começa, geralmente, quando o usuário pesquisa no navegador termos como “renovação automática CNH” ou “renovar CNH online”. Ao clicar em links patrocinados ou resultados falsos, a pessoa é direcionada para um site que imita a página oficial do governo. Lá, o condutor informa seus dados pessoais e, ao final, são geradas taxas falsas para a suposta renovação.

O problema é que, após o pagamento, o dinheiro vai para a conta dos golpistas — e a renovação da CNH não é realizada.

Renovação automática é gratuita

O que muita gente ainda não sabe é que a renovação automática da CNH é um serviço totalmente gratuito, oferecido pela Senatran por meio do aplicativo CNH do Brasil.

No entanto, nem todos os condutores têm direito ao serviço. Para utilizar a renovação automática, é necessário cumprir alguns critérios:

  • Não ter cometido infrações nos 12 meses anteriores ao vencimento da CNH e possuir o selo de bom condutor;
  • A CNH deve ter vencido a partir de 1º de dezembro de 2025;
  • O condutor deve ter obtido validade de 10 anos na CNH e não possuir restrições médicas.

Caso o motorista não atenda a esses requisitos, a renovação deve ser feita presencialmente no Detran, com cobrança das taxas assim como exames normalmente previstos.

Como identificar sites falsos

Uma das principais orientações dos órgãos de trânsito é verificar sempre o endereço do site antes de informar qualquer dado pessoal ou realizar pagamentos.

Sites oficiais de órgãos públicos sempre terminam em “.gov.br”. Endereços com finais como “.com”, “.org”, “.net” ou outras variações devem ser vistos com desconfiança, principalmente quando envolvem serviços e pagamentos.

Endereços oficiais:

Detran não cobra taxas por mensagem

Outro ponto importante: o Detran não entra em contato por WhatsApp, redes sociais, telefone ou e-mail para cobrar taxas ou enviar links para pagamento.

A comunicação oficial é feita pelos Correios ou por meio do aplicativo CNH do Brasil. Qualquer mensagem diferente disso deve ser encarada como suspeita.

Atenção redobrada para não cair em golpes

O alerta do Detran reforça uma realidade cada vez mais comum: golpes digitais envolvendo serviços de trânsito têm se tornado frequentes, principalmente quando envolvem serviços online, documentos e prazos.

Por isso, a principal recomendação é simples: antes de qualquer pagamento, confirme se o serviço realmente é pago e se o site é oficial.

Em muitos casos, como na renovação automática da CNH, o serviço é gratuito — e é justamente essa desinformação que os golpistas usam para enganar os condutores.

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Mais de 6 milhões de multas: veja ranking com as infrações mais cometidas no Brasil em 2026

seg, 23/03/2026 - 08:15
O ranking ajuda a revelar como os brasileiros se comportam no trânsito e onde estão os principais desafios. Foto: zorabc para Depositphotos

O excesso de velocidade segue como a infração de trânsito mais registrada no Brasil. Dados consolidados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2026, mostram que apenas a infração de dirigir até 20% acima do limite permitido ultrapassou 6,1 milhões de registros no período.

O número é significativamente superior ao das demais infrações e reforça uma tendência observada há anos na fiscalização brasileira: o desrespeito aos limites de velocidade continua sendo o comportamento irregular mais comum entre os condutores.

Ao todo, mais de 11 milhões de notificações de penalidade foram emitidas no país nos dois primeiros meses de 2026 considerando as infrações mais frequentes.

Para especialistas em segurança viária, o dado não surpreende — mas preocupa.

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a velocidade tem impacto direto na gravidade dos sinistros.

“A velocidade é um dos fatores que mais influenciam a gravidade dos acidentes. Pequenos aumentos já elevam muito o risco de morte ou de lesões graves. Por isso o controle de velocidade continua sendo uma das principais estratégias de segurança viária no mundo todo”, explica.

Ranking das infrações mais registradas no Brasil em 2026

Considerando os dados de janeiro e fevereiro, o ranking das infrações mais registradas no país mostra a predominância das irregularidades relacionadas à velocidade, mas também revela problemas recorrentes de comportamento e de regularização documental dos veículos.

1º Excesso de velocidade até 20% acima do limite

Art. 218, I do CTB

  • Jan: 3.184.531
  • Fev: 3.006.641
  • Total: 6.191.172
2º Excesso de velocidade entre 20% e 50% acima do limite

Art. 218, II do CTB

  • Jan: 512.017
  • Fev: 498.391
  • Total: 1.010.408
3º Avançar o sinal vermelho ou parada obrigatória

Art. 208 do CTB

  • Jan: 469.454
  • Fev: 412.651
  • Total: 882.105
4º Estacionar em desacordo com a sinalização

Art. 181 do CTB

  • Jan: 444.632
  • Fev: 365.019
  • Total: 809.651
5º Transitar em faixa ou pista de circulação exclusiva

Art. 184 do CTB

  • Jan: 367.167
  • Fev: 271.764
  • Total: 638.931
6º Manusear celular ao volante

Art. 252 do CTB

  • Jan: 316.483
  • Fev: 284.866
  • Total: 601.349
7º Não registrar a transferência do veículo em até 30 dias

Art. 233 do CTB

  • Jan: 261.155
  • Fev: 228.452
  • Total: 489.607
8º Conduzir veículo não devidamente licenciado

Art. 230, V do CTB

  • Jan: 254.454
  • Fev: 224.528
  • Total: 478.982
9º Excesso de velocidade acima de 50% do limite

Art. 218, III do CTB

  • Jan: 262.757
  • Fev: 210.973
  • Total: 473.730
10º Não usar cinto de segurança

Art. 167 do CTB

  • Jan: 204.009
  • Fev: 180.061
  • Total: 384.070
Velocidade concentra a maior parte das infrações

Quando somadas as três infrações relacionadas ao excesso de velocidade — até 20%, entre 20% e 50% e acima de 50% do limite — o total ultrapassa 7,6 milhões de registros em apenas dois meses.

Para Celso Mariano, isso mostra que o tema ainda precisa ser melhor compreendido pelos condutores.

“Muitos motoristas ainda enxergam o limite de velocidade como algo meramente punitivo, quando na verdade ele é definido com base na capacidade humana de suportar impactos e nas características da via. Respeitar o limite não é apenas evitar multa, é preservar vidas”, afirma.

Infrações administrativas também aparecem no ranking

Outro dado que chama atenção no levantamento é a presença de infrações relacionadas à documentação do veículo, e não diretamente à condução.

Entre elas estão:

  • não registrar a transferência do veículo em até 30 dias após a compra;
  • conduzir veículo não licenciado.

Somadas, essas duas infrações ultrapassam 968 mil registros apenas nos dois primeiros meses do ano.

De acordo com especialistas, isso indica que ainda há uma parcela significativa da frota circulando com pendências administrativas, o que pode gerar problemas tanto para os proprietários quanto para a fiscalização.

Queda de registros em fevereiro

A comparação entre os dois meses também revela uma tendência curiosa: todas as infrações do ranking apresentaram queda em fevereiro em relação a janeiro.

Entre os fatores que podem explicar a redução estão:

  • menor número de dias no mês;
  • diminuição das viagens de férias;
  • mudanças no fluxo urbano após o período de festas e férias escolares.

Mesmo assim, os números permanecem elevados e reforçam a necessidade de políticas contínuas de educação e fiscalização.

Um retrato do comportamento no trânsito

Para Celso Mariano, o ranking ajuda a revelar como os brasileiros se comportam no trânsito e onde estão os principais desafios.

“Esses dados mostram que ainda convivemos com problemas antigos: excesso de velocidade, desrespeito à sinalização e uso do celular ao volante. São condutas que aumentam significativamente o risco de acidentes e que precisam continuar sendo combatidas com fiscalização e educação”, conclui.

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Senado aprova criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito

dom, 22/03/2026 - 08:15
Apesar dos esforços de políticas públicas e campanhas de conscientização, os números da violência no trânsito ainda preocupam. Foto: Mitifotodeposit para Depositphotos

A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou a criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito, que deverá ser celebrado anualmente no terceiro domingo de novembro. A data coincide com o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, instituído pela Organização das Nações Unidas.

A proposta consta no Projeto de Lei 382/2026, que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial, caso não haja recurso para votação no plenário do Senado.

Data já é lembrada no Brasil

Embora o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito já seja lembrado no Brasil por entidades da sociedade civil, órgãos de trânsito e organizações ligadas à segurança viária, a data ainda não possui reconhecimento oficial no calendário nacional.

Com a aprovação do projeto, a data passará a ter institucionalização no país, reforçando ações de conscientização e mobilização social voltadas à prevenção de mortes e lesões no trânsito.

Data busca ampliar conscientização

O objetivo da iniciativa é fortalecer ações educativas e incentivar a participação da sociedade em iniciativas de prevenção.

Relator da proposta na comissão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou o caráter educativo da medida.

— Considero o projeto benéfico para o Brasil, porque nesse caso estaremos não apenas prestando uma homenagem às vítimas, mas dotando a sociedade civil e estimulando-a a atuar ativamente na prevenção de novos sinistros — afirmou o parlamentar.

Sistema Nacional de Trânsito deverá apoiar ações

O texto aprovado prevê ainda que entidades que integram o Sistema Nacional de Trânsito apoiem iniciativas relacionadas à data.

Isso inclui a realização de campanhas educativas, projetos e eventos de conscientização, utilizando recursos orçamentários próprios para promover atividades voltadas à segurança viária.

A proposta também altera o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, política instituída pela Lei 13.614/2018 que estabelece metas para reduzir a violência no trânsito no Brasil.

Entre os objetivos do plano está a redução de 50% das mortes no trânsito até 2030.

Dados reforçam gravidade do problema

Apesar dos esforços de políticas públicas e campanhas de conscientização, os números da violência no trânsito ainda preocupam.

Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que, apenas nas rodovias federais, houve o registro de 72.483 sinistros de trânsito em 2025.

Esses acidentes resultaram em 6.044 mortes, o que representa uma média de 199 acidentes e 16 mortes por dia nas estradas federais do país.

A criação de uma data nacional dedicada à memória das vítimas busca justamente reforçar a importância da mobilização social e das políticas públicas voltadas à redução desses números.

As informações são da Agência Senado

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Tirou a habilitação? Saiba os cuidados essenciais para manter o carro protegido desde o primeiro dia

sab, 21/03/2026 - 13:30
É preciso respeitar os prazos de troca de óleo, filtros e demais fluidos para evitar surpresas desagradáveis. Foto: Ensuper para Depositphotos

Em janeiro de 2026, entrou em vigor uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que alterou o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre as novidades, está a inclusão do conteúdo “Noções de mecânica básica” entre as exigências do Detran, que abrange conhecimentos práticos para manter o carro como a função do óleo do motor, a importância do fluido do sistema de arrefecimento, (comumente chamado de água do radiador), itens de segurança e verificações preventivas antes de dirigir. 

Segundo Arley Silva, gerente de engenharia e sucesso do cliente, da Promax Bardahl, marca especializada no desenvolvimento de aditivos, fluidos, graxas e lubrificantes automotivos, é essencial que novos motoristas criem hábitos simples de cuidado com o veículo.

“Se tem uma coisa que todo novo motorista deve aprender é verificar semanalmente o nível do óleo. Ele é extremamente importante para o motor, pois reduz o atrito, evita o desgaste e garante o funcionamento adequado. Rodar com óleo vencido é como correr uma maratona sem água”, afirma.
 

Outro ponto essencial é o sistema de arrefecimento.

Embora incorreto, ainda é comum que motoristas completem o radiador apenas com água, o que pode comprometer o funcionamento do veículo ao longo do tempo. “O aditivo é o que realmente protege o sistema contra ferrugem, corrosão e superaquecimento. A água sozinha não oferece essa proteção”, destaca. O uso do fluido correto ajuda a preservar mangueiras, bomba d’água e o próprio motor. 

Arley explica que mesmo que o carro aparente estar funcionando normalmente, o desgaste interno continua acontecendo, por isso é preciso respeitar os prazos de troca de óleo, filtros e demais fluidos para evitar surpresas desagradáveis. “Quando o problema aparece, geralmente o custo já é alto. Negligenciar a manutenção preventiva é economizar centavos hoje para pagar milhares amanhã”. 

A forma de dirigir influencia na durabilidade do veículo.

Acelerar logo após ligar o carro aumenta o desgaste, pois o lubrificante não circulou por todas as peças e o motor ainda não atingiu a temperatura ideal de trabalho. “É importante deixar o carro aquecer por alguns instantes e iniciar a condução com suavidade, evitando acelerações bruscas para preservar a vida útil das peças”, orienta. 

Por fim, checagens rápidas no dia a dia podem antecipar problemas e trazer mais segurança ao motorista iniciante. Observar pneus, luzes, possíveis vazamentos ou ruídos diferentes leva poucos minutos e pode evitar imprevistos.

“Cinco minutos de atenção por semana já fazem diferença. Cuidar do carro é como um check-up: quanto antes você identifica algo fora do normal, mais simples é resolver”, conclui.

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