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Prevenção, opinião e notícias de Trânsito.
Atualizado: 21 minutos 51 segundos atrás

Quinta-feira é dia de Tira-dúvidas no Portal do Trânsito. Acompanhe!

qui, 22/08/2019 - 15:56

A especialista Eliane Pietsak e a jornalista Mariana Czerwonka respondem, ao vivo, as questões enviadas pelos internautas. O programa vai ao ar toda quinta-feira, às 14h30.

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Sala de Visitas com David Duarte Lima: um papo sobre o momento atual do trânsito brasileiro

qui, 22/08/2019 - 08:10

O Diretor do Portal do Trânsito Celso Alves Mariano recebeu no Sala de Visitas o Professor Dr. David Duarte Lima, Presidente do IST – Instituto de Segurança de Trânsito, para um papo sobre o momento atual do trânsito brasileiro, os exemplos internacionais de aumento da segurança viária e sobre as melhorias possíveis para a nossa realidade.

Sobre o momento atual, David pondera que algumas das mudanças propostas pelo governo brasileiro são positivas. Diz que deve ser feito um esforço para termos uma maior proximidade da população, pois o que percebemos hoje é que tudo no trânsito parece ser contra o cidadão, como se tudo tivesse sido estruturado para multar e penalizar. O Presidente Bolsonaro, percebe isso, pondera.

David considera que, realmente, o nosso Código de Trânsito Brasileiro tem falhas e que, este momento de mudanças, gera incertezas para todos. Mas vê, nisso, oportunidades. Porém alerta que é preciso que os atores do trânsito tenham um papel maior de protagonismo. E se não assumirmos o nosso papel, a coisa pode desvirtuar, andar para o lado errado, alerta.

Celso lembrou do Projeto de Lei do Deputado Federal General Peternelli e a possibilidade de desobrigar o curso numa autoescola e com um instrutor, é um dos grandes responsáveis pelo momento de incertezas que estamos vivendo. Porém as reações são como se já estivesse tudo determinado, e não está.

Sobre as diferentes realidades que vemos em cada rincão brasileiro, Celso questiona se é possível termos uma uniformidade nacional, ser igual, ou teremos que tolerar diferenças entre os DETRANs? Isso é só uma questão de bom senso ou é uma questão de capacidade e inteligência administrativa?

David pondera que é preciso um conteúdo básico, mínimo, e o DENATRAN não tem conseguido fazer, e tem trabalhado muito pouco nesta linha. Ele falou das falhas dos órgãos na coordenação do trânsito e cita como exemplo as regras do CONTRAN, que não consegue lidar com as diferentes realidades das cidades brasileiras. Essa confusão é culpa dos órgãos de trânsito, cada um diz uma coisa e o cidadão fica sem entender nada. Ou seja, há muitas falhas, inclusive de comunicação.

Experiência internacional

No 8º minuto, Celso pergunta sobre a Espanha, que aspectos podem ser copiados ou podem nos inspirar?

David começa falando da Noruega, e conta que os noruegueses não são santos, para dizer que nós brasileiros, alegres e criativos, não somos os únicos malandros e espertos. Lá tem uma lei que prevê multa com base em fotos. Eles têm usado bonés de aba reta para se esconderem e inviabilizarem a identificação do condutor.

E considera que, de qualquer forma, estes países têm avançado na segurança do trânsito. Sobre a Espanha, David diz que, apesar de não terem adotado o conhecido programa europeu Visão Zero (zero mortos e zero feridos graves), obtiveram resultados ótimos. David cita Luis Montoro, da Universidade de Valência, que participou ativamente  do desenho deste programa, e que lhe disse que os latinos têm mesmo sangue quente e que precisamos de um programa que realmente engaje as pessoas, que haja sentimento e não apenas as questões técnicas.

Formação do Instrutor

No 11º minuto, David conta que os espanhóis investiram muito em mudanças viárias significativas e em uma formação dos condutores muito boa, com ênfase no rigor da formação do formador, ou seja, do instrutor. No processo de formação dos instrutores espanhóis, existe um bom material didático, e é preciso fazer um concurso denso, que tem 2 anos de duração.

David também fala da fiscalização espanhola, dizendo que lá não tem pegadinhas: eles avisam as população em quais vias e quando haverá fiscalização severa de velocidade. E tudo funciona muito bem: eles reduziram cerca de 80% na mortalidade e feridos graves em 10 anos, o que é uma melhora impressionante. David cita também Pero Navarro, diretor da DGT – Direção Geral de Trânsito, responsável pelo feito.

Aos 13 minutos, David afirma que o que a Espanha fez, é possível de ser feito no Brasil. E compara: na Espanha, morrem 3 a cada 100.000 habitantes a cada ano. Aqui, estamos na faixa de 20 mortos. No estado do Tocantins, que detém a maior taxa, é 40. São 350 mil feridos com invalidez permanente. Ele lamenta que temos é uma indústria de cadeiras de rodas, lembrando dos graves impactos nas famílias das vítimas de acidentes. David afirma que não há no Brasil, uma política efetiva de controle desta situação. E lembra o J. Pedro Correa: temos a bússola mas não sabemos o que fazer com ela.

O modelo brasileiro

No 16º minuto, a conversa foi sobre como formamos instrutores e condutores no Brasil. O nosso curso de formação de instrutores é muito simplificado em relação ao similar espanhol. Celso pergunta o quanto é importante a formação do instrutor?

David pondera que, se o instrutor não sabe ensinar, seu aluno não vai aprender bem. Ensinar a dirigir não é uma questão trivial. Não é fácil: dirigir um veículo exige mais de 1.500 sub-habilidades. Para dirigir, é preciso ficar ligado no ambiente que muda constantemente, numa dinâmica maluca.

Ele declara sua admiração aos instrutores, pela dificuldade que é dar aula, nestes casos. Para a aula prática, por exemplo, é necessário uma didática muito especial, de ensinar o aluno, sem que o aluno olhe para o professor. Ele precisa trabalhar com 2 coisas: a atenção do aluno, que deve ser orientada para o trânsito, não para o instrutor. E segundo, o instrutor deve orientar a visão de rastreamento do aluno. É um tipo de didática nada simples. Afinal, a “sala de aula” deste instrutor, anda. Para atender esta didática especial, o instrutor deve ter tido uma formação especial. Ele precisa treinar para conseguir desenvolver estas habilidades de preparo de seus alunos. Ele, comenta que os nossos instrutores não ganham o quanto mereceriam e trabalham muito.

A importância dos CFCs e dos instrutores

No 21º minuto David comenta sobre a importância do processo e formação de condutores. É evidente que é essencial, afirma. É preciso autoescolas. Num contexto onde morrem mais de 40 mil/ano, há mais de 1 milhão de feridos, sendo que 350 mil ficam com lesões irreversíveis, com sobre-peso na previdência e danos materiais, não resta dúvida que este é um tema prioritário. Isso sem falar nas pessoas feridas, que geram pesadas despesas, pois os politraumatizados podem gerar diárias de UTI de R$ 40 mil/dia, por exemplo. E ainda há o período de recuperação, que pode se prolongar por mais de um ano, dependendo do caso.

Oportunidades de melhora

Aos 23 minutos, Celso comenta que as mudanças a serem feitas não podem ocorrer de qualquer forma. David lembra que temos problemas em todas as partes do sistema, mas podemos melhorar. David fala sobre outras possibilidades como negócio para as autoescolas oferecerem outros produtos, além da primeira habilitação. E cita com exemplo cursos livres, independentes de legislação ou regramentos do DETRAN/DENATRAN, tipo Direção Defensiva para Idosos, direção econômica, etc.

Celso lembra do projeto CEFC, desenvolvido pelo Instituto Prevenir e Tecnodata Educacional (veja aqui).

No 28º minuto, Celso pondera que as adaptações são necessárias e que, independente do que vier a acontecer no regramento do trânsito brasileiro, os profissionais que têm as melhores chances de se dar bem, são, justamente, os profissionais que estão atuando hoje. David concorda e critica a postura dos DETRANs com as autoescolas, que diz sempre ter sido ruim.

Aos 32 minutos, David defende que a pessoa que melhor conhece as habilidades do candidato é o seu instrutor e que, por isso, uma parte da nota deveria vir dele. Outra vez, citando a Espanha e também a Bélgica, David conta as autoescolas são muito respeitadas e que a avaliação dos candidatos leva em conta o relatório emitido pelo instrutor.

Finalmente, David comenta que este período em que se pensa em grandes mudanças deve ser aproveitado para melhorar a autoescola e o processo de formação dos condutores.

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Veja o que muda na Primeira Habilitação a partir de setembro

qua, 21/08/2019 - 15:34
Simulador será facultativo a partir de 16 de setembro. Foto: Letícia Sielecki_DetranRS

O processo de formação de condutores no Brasil terá novas regras a partir do dia 16 de setembro. A Res.778/19 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), tornou o uso do simulador facultativo, reduziu em cinco horas a carga horária para formação de condutores na categoria B (carro), alterou a quantidade de aulas noturnas obrigatórias e reduziu a carga horária para obtenção da ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores).

Com a mudança, o candidato a primeira habilitação na categoria B terá que cumprir carga horária mínima de 20 aulas práticas (50 minutos cada).

Se preferir, o candidato poderá optar pelo uso do simulador, desde que disponível no Centro de Formação de Condutores (CFC). Nesse caso, poderão ser realizadas até cinco aulas no equipamento, complementadas por 15 horas de aula no veículo. Decisão dos DETRANs

Em reunião entre os Departamentos Estaduais de Trânsito na semana passada, em São Paulo, foi anunciada uma deliberação orientando que as novas regras deverão valer para todos os processos em andamento, não só para aqueles que começarem a partir de 16 de setembro, como era o entendimento inicial.  Essa informação foi divulgada pelo Detran/RS.

“Isso significa que os candidatos não precisam esperar até setembro para abrir o serviço de primeira habilitação ou adição de categoria B. Podem começar o processo antes e, quando chegar no dia 16, o sistema vai recalcular o número de horas faltantes já segundo o novo regramento ”, explicou o chefe da Divisão de Habilitação do DetranRS, Jonas Bays.

No entanto, essa decisão não parece ser unânime entre os Detrans. Segundo o Sindicato das Autoescolas de São Paulo, a diretoria de habilitação do Detran/SP informou que o regramento da nova legislação (diminuição da carga horária e aprendizagem noturna, simulador facultativo, etc) será aplicado apenas para os candidatos que iniciarem o processo de habilitação a partir de 16 de setembro de 2019.

Para Eliane Pietsak, que é especialista em trânsito, a conclusão a que se chega é que será mais uma norma que cada Detran agirá de uma maneira.

“Se o Contran não se posicionar oficialmente sobre o assunto, cada estado terá uma interpretação diferente da regra. Isso já acontece em outras situações, não é de se espantar”, explica.

Veja as mudanças detalhadas: Simulador

De acordo com a nova norma o uso do simulador para obtenção da categoria B não será mais obrigatório. Conforme a Resolução, o candidato poderá optar por realizar até 05 (cinco) horas/aula em simulador de direção veicular, desde que disponível no CFC, que deverão ser feitas previamente às aulas práticas em via pública.

A Resolução diz, ainda, que o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) deverá implementar procedimento de acompanhamento do uso de simulador no país, a fim de avaliar sua eficácia no processo de formação de condutores.

Aulas noturnas

A exigência de aulas noturnas cairá para 1 hora/aula prática tanto para a categoria “A” (moto) quanto categoria “B” (carro). Antes era de 20% sobre o total da carga horária.

Carga Horária do curso prático

Com o uso facultativo do simulador, a carga horária prática para obtenção da categoria “B” volta a ser de, no mínimo, 20 horas/aula. Já para adição da categoria “B”, a carga horária do curso prático volta a ser de, no mínimo, 15 (quinze) horas/aula.

Ciclomotores

A habilitação para conduzir ciclomotor – veículo cuja cilindrada não excede 50cm3 e a velocidade não passa de 50km/h – também teve a carga horária obrigatória reduzida. Para obtenção ou adição da ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores) serão exigidas, no mínimo, 5 (cinco) horas/aula práticas.

Outra mudança é que nas aulas práticas para obtenção da ACC, o CFC poderá utilizar veículo próprio ou permitir que o candidato, voluntariamente, apresente veículo para realizá-las.

A Resolução ainda traz uma medida adicional para facilitar a obtenção da ACC nos 12 meses posteriores à publicação dessa norma (entre setembro de 2019 e setembro de 2020). Nesse período, os candidatos poderão realizar somente os exames, ou seja, poderão optar por não realizar as aulas. Em caso de reprovação na prova prática, o candidato deverá submeter-se às aulas práticas.

Ainda tem dúvidas sobre a Resolução ou o processo de formação de condutores? Envie a sua questão através do formulário que está nesse link que responderemos durante as nossas Lives, que acontecem às quintas-feiras às 14h30.

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Na direção ou na contramão da vida?

qua, 21/08/2019 - 08:18

Faltando menos de um mês para o XIII Congresso Brasileiro de Medicina de Tráfego e II Congresso Brasileiro de Psicologia de Tráfego, a expectativa é de ampla repercussão. Marcados para 12 a 14 de setembro, em Brasília, os eventos chegam no momento em que se discute, na Câmara dos Deputados, mudanças polêmicas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/97), entre elas a de ampliação para o dobro dos pontos máximos permitidos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em um ano, de 20 para 40.

O Projeto de Lei 3267/19, que faz essas diversas alterações, foi entregue à Câmara pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro, onde está em análise por uma comissão especial. Entre outras medidas de flexibilização está a troca de multa por advertência para quem transportar criança sem a cadeirinha.

É nesse cenário que a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) e a Associação Brasileira de Psicologia do Tráfego (Abrapsit) trarão à capital federal, no Centro Internacional de Convenções no Brasil – CIBB,  representantes do governo, deputados, senadores e doutores especialistas em trânsito para debater o futuro do trânsito no Brasil nas áreas de prevenção de acidentes, avaliação de condutores, riscos para direção veicular, entre outros temas relevantes. Também estão previstos cursos, que terão lugar no dia 12, com ampla programação pré-congresso.

No dia 13, a abertura oficial terá palestra do historiador Leandro Karnal, que abordará A ética das relações humanas com o trânsito, das 8h30min às 10h.

Na sequência, ocorrerá o painel PL 3267/19 – Um projeto que vai na direção ou na contramão da vida? Visão do Executivo e de Especialistas. Participam, Victor Pavarino, o ministro da Saúde dr. Henrique Mandeta, e o dr. Flávio Emir Adura, especialista em Medicina de tráfego. A mediação será do dr. Geraldo Guttemberg Soares Júnior. O tema volta a ser debatido, à tarde, por deputados federais, com a moderação do dr. Antonio Meira.

No dia 14, um dos destaques da programação será o painel Os custos econômicos e sociais dos acidentes de trânsito no Brasil: perspectivas e soluções, que pode apontar com dados concretos a redução desses impactos a partir da adoção da legislação de trânsito em vigor, com a presença de especialistas de renome no país.

Inscrições

A manutenção e valorização do trabalho dos especialistas médicos e psicólogos de tráfego historicamente motiva a realização dos eventos. Esses profissionais, ao lado de pesquisadores, engenheiros, educadores, políticos e entidades ligadas ao segmento, fazem parte dos já inscritos para este evento. Ainda há vagas.

Mais informações e inscrições pelo site www.congressoabramet.com.br.

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Quer ganhar um kit com publicações da OPAS/OMS sobre saúde e segurança no trânsito? Participe do sorteio!

ter, 20/08/2019 - 14:37

O Portal do Trânsito irá sortear no dia 03 de outubro de 2019 dois kits com duas publicações da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) sobre saúde e segurança no trânsito.

A primeira delas, denominada “Trânsito: um olhar da saúde para o tema” foi elaborada por Victor Pavarino, que é consultor sobre segurança no trânsito da OPAS/OMS no Brasil, e segundo a sua apresentação, descreve o impacto global, regional e nacional dos traumatismos ocorridos no trânsito. Além disso, explora as causas dessas lesões e discute a evolução das abordagens da segurança viária a partir das incursões do setor saúde no tema.

A segunda publicação se chama “Salvar Vidas – Pacote de medidas técnicas para a segurança no trânsito” e foi desenvolvida para apoiar os responsáveis pelas decisões e os profissionais atuantes no campo da segurança no trânsito em seus esforços para obter uma redução significativa no número de mortes no trânsito em seus países.

O pacote tem como eixos fundamentais a gestão da velocidade, a liderança na segurança no trânsito, o projeto e a melhoria da infraestrutura, as normas de segurança veicular, o cumprimento das leis de trânsito e, por fim, a sobrevivência pós-acidente. Se implementados de forma integrada, esses componentes facilitam o alcance das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionadas à mobilidade segura e sustentável.

Para participar, basta preencher o formulário no link abaixo, e no corpo da mensagem escrever: “Eu quero concorrer ao sorteio das Publicações da OPAS/OMS”.

Lembre-se de preencher os dados corretamente, pois se faltarem informações ou o e-mail de validação voltar, a inscrição não é efetivada.

O sorteio ocorrerá, ao vivo, no dia 03 de outubro de 2019, durante o Programa Tira-Dúvidas, no canal do Portal no Facebook.

Para preencher o fomulário, clique aqui.

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Senador questiona na Justiça suspensão de radares móveis nas rodovias federais

ter, 20/08/2019 - 08:01
Foto: Arquivo Agência Brasil.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) recorreu à Justiça Federal contra a suspensão de radares móveis usados pela Polícia Rodoviária Federal. De acordo com o Senador, recentemente a própria Justiça determinou que o governo mantivesse os radares já instalados nas rodovias.

Ao citar, em entrevista à Rádio Senado, que mais de 50 mil pessoas morrem por ano e outras 400 mil ficam mutiladas ao custo de R$ 50 bilhões para os cofres públicos em decorrência de acidentes de trânsito, Fabiano Contarato acredita que o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) será novamente derrubado.

“Um dos únicos mecanismos de eficiência e de eficácia na redução do número de acidentes de trânsito, principalmente, em rodovias federais pelo excesso de velocidade, pela conduta imprudente do motorista, é o uso dos mecanismos dos radares. Se o presidente pensa que ele vai acabar com a chamada pseudoindústria de multas, ele vai construir uma indústria de mortes”, afirmou o Senador durante a entrevista.

Entenda

Na semana passada, foi publicado no Diário Oficial da União um Despacho do Presidente da República que suspendeu o uso de equipamentos medidores de velocidade estáticos, móveis e portáteis pela Polícia Rodoviária Federal até que o Ministério da Infraestrutura conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade nas estradas e rodovias federais.

Ainda conforme o Despacho, a decisão ocorre para evitar o desvirtuamento do caráter pedagógico e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos e equipamentos medidores de velocidade. A norma não cita os radares fixos.

Após a decisão, a PRF já determinou que todas as unidades estaduais no País recolham seus radares estáticos, móveis e portáteis das rodovias federais .

Estudos internacionais

O despacho do Presidente contraria estudos internacionais que indicam que o uso de equipamentos eletrônicos de fiscalização de velocidade é um aliado a redução de acidentes graves no trânsito.

Uma pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) atrela a fiscalização eletrônica à redução de 60% de óbitos e 30% de acidentes no trânsito.

A Organização Mundial de Saúde também recomenda no mundo todo o uso de medidores eletrônicos de velocidade como alternativa para a prevenção de acidentes de trânsito e redução da gravidade, no caso da ocorrência do evento.

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CFC News: suspensão de radares móveis, placa Mercosul e novas regras para 1º Habilitação

seg, 19/08/2019 - 18:00

A jornalista Mariana Czerwonka apresenta o CFC News com as principais notícias da semana.

Radares móveis

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) recorreu à Justiça Federal contra a suspensão de radares móveis usados pela Polícia Rodoviária Federal.

Placas Mercosul

No começo da próxima semana, mais precisamente no dia 27 de agosto entra em vigor a Resolução 780/19 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que traz alterações importantes no novo modelo de emplacamento.

Novas regras para Primeira Habilitação

Novas regras também entram em vigor em breve em relação ao processo de formação de condutores. A partir de 16 de setembro, a Res.778/19 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) torna o uso do simulador de direção facultativo, reduz em cinco horas a carga horária para formação de condutores na categoria B (carro), altera a quantidade de aulas noturnas obrigatórias e reduz a carga horária para obtenção da ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores).

Estatísticas

Relatório da Seguradora Líder indica queda de 12% nas indenizações pagas pelo DPVAT nos primeiros meses de 2019.

 

 

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No Dia do Ciclista, campanha alerta sobre uso seguro da bicicleta

seg, 19/08/2019 - 17:25
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A Campanha Bicicleta Segura, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), chama a atenção para o Dia do Ciclista, comemorado nesta segunda-feira (19). O presidente da Sbot, Moisés Cohen, disse que a campanha visa a orientar as pessoas na prevenção de lesões em acidentes envolvendo bicicletas. Somente no ano passado, 11.741 brasileiros foram internados por envolvimento em acidentes com bicicleta, gerando custo superior a R$ 14 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS), informou Cohen. A campanha será desenvolvida até o fim deste mês.

Ele lembrou que aumentou muito a prática do ciclismo nas grandes cidades, motivada pelo baixo custo, a  rapidez, praticidade, saúde e preocupação ambiental. Por outro lado, pelo fato de as cidades, em sua maioria, não terem estrutura para o ciclismo e também porque as pessoas não têm orientações para entender a bicicleta como um esporte, a atividade pode acabar trazendo problemas. O ciclista “deve estar paramentado, ou seja, com capacete, que é algo fundamental, e obedecer às regras”, disse o ortopedista.

Conscientização

“Acho que essa orientação, essa conscientização é importante, baseada no aumento das lesões que os ortopedistas têm encontrado”. Um trauma no crânio, como resultado de uma queda de bicicleta, por exemplo, pode representar risco para o ciclista. Moisés Cohen informou que as fraturas mais comuns quando o ciclista cai da bike são da clavícula, na região do ombro. “A articulação do ombro é aquela que é mais comprometida nas quedas. E a Sbot vive alertando para isso”.

Para evitar que fraturas e outras lesões aconteçam, a entidade recomenda que os ciclistas se protejam, tomem cuidado e andem em lugares adequados, com bicicletas também adequadas. “Acho que essa é uma campanha importante para a conscientização da população”, reforçou. A campanha é online e cada regional da Sbot tem liberdade para divulgá-la da forma que preferir.

Cohen alertou que não há no Brasil dados referentes a ciclistas que ficaram com sequelas irreparáveis e que, “muito provavelmente”, incluem traumas na cabeça, coluna, pernas e braços, que resultaram em afastamento do trabalho, perda da capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia e, até mesmo, pedalar.

Segundo a Sbot, a cada dois dias, pelo menos um ciclista internado em hospital público de São Paulo morre vítima de acidente de trânsito. As principais causas de acidentes são embriaguez de motoristas de automóvel, desrespeito às leis de trânsito e bicicletas no mesmo espaço que outros veículos.

Motoristas

A campanha não se prende apenas ao ciclista. O presidente da Sbot ressaltou que, indiretamente, a campanha é mais importante para o motorista de automóveis, ônibus e caminhões, porque os acidentes graves que ocorrem nas cidades são principalmente causados por esses condutores de veículos. Os acidentes são de grande monta e, geralmente, ocorrem à noite, vitimando em especial ciclistas que pedalam em grupo. “Você tem os dois lados: o lado da queda casual e o lado dos acidentes que trazem, geralmente, consequências muito mais sérias”.

A campanha visa a estimular a população a agir com cidadania e segurança. Entre as recomendações feitas pela Sbot aos ciclistas estão o respeito às leis de trânsito; o uso das ciclovias; o cuidado ao passar por carros estacionados; a circulação sempre do lado direito da via, próximo ao meio-fio e no mesmo sentido dos veículos. Além disso, respeito, atenção e prevenção são palavras-chave para quem usa a bicicleta diariamente, lembra a entidade.

As dicas de segurança incluem equipamentos (usar sempre capacete, luvas e óculos); iluminação (usar sempre luz branca na frente e vermelha atrás); velocidade (andar em uma velocidade compatível à via); não ultrapassar o sinal vermelho; usar sempre calçados fechados para pedalar; e seguir a orientação ergonômica para evitar possíveis problemas no joelho.

Dia do Ciclista

O Dia do Ciclista é celebrado em 19 de agosto e homenageia o biólogo Pedro Davison, que morreu atropelado em 2006, em Brasília, aos 25 anos de idade, enquanto pedalava no Eixão Sul, via expressa da capital federal, que é fechada ao tráfego de veículos aos domingos para se transformar em área de lazer. A data entrou no calendário oficial do país. Sua aprovação tem o objetivo de estimular o uso da bicicleta, a cidadania e a mobilidade sustentável e plural, além de criar novas oportunidades para promover a educação para a paz no trânsito.

As informações são da Agência Brasil

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Artigo: Como ensinar trânsito para crianças?

seg, 19/08/2019 - 08:16
Foto: Freeimages.com

A Educação para o Trânsito não é disciplina, de acordo com a Legislação vigente, tanto de Trânsito como de Educação propriamente dita. Os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) tratam a Educação para o Trânsito como um tema local, dentro dos temas transversais e assim devem ser abordados dentro das escolas.

Para a implementação da Educação para o Trânsito nas escolas devem ser programadas as ações na proposta pedagógica levando em conta as fases do desenvolvimento das crianças, observando-as e respeitando as suas diferenças individuais.

Muitas escolas propõem atividades no contraturno, o que é interessante, porém, o ideal é que as crianças possam ter esse trabalho incorporado como tema transversal uma vez que os temas atuam como eixo unificador em torno do qual organizam-se as disciplinas, devendo ser trabalhados de modo coordenado e não como assunto descontextualizado nas aulas. Utilizar o tema trânsito no dia a dia em sala de aula, dá muito mais significado a ele.

A questão prioritária na Educação para o Trânsito deve ser sempre a percepção de riscos. A criança deve ser capaz de entender e diferenciar as situações de risco das situações seguras. Essas atividades, seja no contraturno, ou em horário normal de aulas, devem ter como foco, conscientizar as crianças de que são PEDESTRES, PASSAGEIROS DE VEÍCULOS e CICLISTAS e não condutores de veículos.

A grande maioria das atividades desenvolvidas em escolinhas de trânsito e escolas de ensino regular, desenvolve atividades em que as crianças conduzem veículos: de brinquedo ou de pequeno porte, com baixa velocidade. Mas não levam em consideração que muitas delas sequer sabem usar a faixa de segurança e que outras nem sabem o que é uma faixa!

As crianças devem aprender a atravessar a rua, aprender que devem permanecer na cadeirinha ou assento de elevação, que não devem andar de motocicleta antes dos 7 anos de idade, não devem se sentar no banco da frente de um veículo antes de completar 10 anos, devem permanecer o tempo todo sentadas quando estiverem dentro de um veículo em movimento e o porquê disso tudo…há muito o que se trabalhar antes de se colocar uma criança atrás do volante de um carro, ainda que por brincadeira!

Fazendo uma analogia com o nosso dia a dia, colocar uma criança atrás do volante de um carro parece o mesmo que querer que um bebê corra antes mesmo de estar pronto para se sentar. Não se pode radicalizar, contudo, devemos nos lembrar de que tudo que é aprendido na infância é base para todo o desenvolvimento posterior das crianças que precisam nesta fase, desenvolver o autoconceito e valores como ética e cidadania. Quando a criança observa um comportamento errado passa a repetir aquilo pois ainda não consegue refletir se aquela ação é certa ou errada. O melhor a se fazer, neste caso é trabalhar com conceitos de percepção de risco e prevenção de acidentes.

Educar crianças para o trânsito, é muito mais que pensar nelas como futuros condutores, é pensar nelas como PEDESTRES e CIDADÃOS, muito melhores do que somos e, desta forma, ter a esperança de um trânsito mais humano um dia.

Para saber mais

A Tecnodata Educacional dispõe de materiais para desenvolver projetos de Educação para o Trânsito em escolas: da Educação Infantil até o Ensino Médio.

– No Educando Crianças para o Trânsito, voltado para Educação Infantil ao 5º do Ensino Fundamental, as situações de risco e segurança são apresentadas através de vídeos onde o desenvolvimento da percepção de risco é feito através da interação das crianças com personagens das histórias, e não como meros expectadores. Participam respondendo as perguntas feitas pelos personagens das histórias e recebem o feedback.

 

Educação de Trânsito para Crianças

Projetos realizados

* Eliane Pietsak é pedagoga, especialista em trânsito, e atualmente é colaboradora da Tecnodata Educacional.

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Proposta impede pena alternativa para motorista bêbado, em caso de morte

dom, 18/08/2019 - 08:39
Foto: Freeimages.com

O Projeto de Lei (PL) 600/2019, do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), pretende estabelecer uma punição mais rigorosa para o condenado por causar acidentes no trânsito. Os motoristas condenados por homicídio culposo e lesão corporal culposa no trânsito, quando estiverem sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que cause dependência, não poderão ter a pena privativa de liberdade (prisão) trocada pela restritiva de direitos (alternativas).

Segundo Contarato, apesar de ter aumentado as penas para condutores condenados, a Lei 13.546, de 2017 tem levado juízes a aplicarem as chamadas “condutas culposas”, em vez de impor a punição dolosa, ou punição por dolo eventual (quando há intenção ou quando a pessoa assume os riscos de determinada conduta), o que, na prática, torna mais leve a punição do infrator.

O relator, senador Marcos do Val (Cidadania-ES), concorda com a iniciativa.

“Queremos que referidos autores passem ao menos um período mínimo na prisão, como um preso comum, ainda que no regime semiaberto ou aberto. A prisão tem um evidente potencial dissuasório e não vemos por que não a utilizar, quando necessário”, argumentou.

O tema é controverso. O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) apresentou voto em separado pedindo a rejeição do projeto. Segundo Pacheco, ideia semelhante aplicada à lei de drogas já foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, afeta o direito constitucional à individualidade da pena, ou seja, que o juiz possa decidir a pena adequada a cada condenado.

As informações são da Agência Senado

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Cinco aplicativos para ajudar no trânsito

sab, 17/08/2019 - 14:27
Foto: Divulgação.

Você já saiu de casa em cima da hora, se deparou com um trânsito caótico e acabou perdendo um compromisso importante? Com as mudanças frequentes no trânsito, é comum que esses problemas aconteçam.

Mas se você não quer perder mais nenhum compromisso ou se estressar no trânsito, estamos aqui para te ajudar. Para isso, fizemos uma lista com cinco aplicativos que te ajudam no trânsito e podem evitar que você se estresse só sair de casa.

Quer saber mais sobre como cada um pode te ajudar no trânsito? Continue a leitura! 1. Google Maps

Um dos aplicativos mais conhecidos para ajudar no trânsito é o Google Maps. Ele funciona em 4G ou 5G.

Esse aplicativo, disponível para ser usado em navegadores, iOS e Android, permite que você crie rotas e tenha informações importantes do seu trajeto.

Além dele ser em Português e gratuito, ele mostra o tempo que você vai gastar do seu ponto de partida até o final – seja de carro, a pé, de bicicleta ou transporte público.

Um outro ponto positivo é que o Google Maps mostra os pontos críticos, moderados e leves do trânsito para a sua rota.

2. Waze

Se você tem o costume de se locomover pela cidade de carro, provavelmente já ouviu falar no Waze. Ele pode ser usado também em iOS, Android, navegadores, BlackBerry e Windows Phone.

Ele funciona praticamente como o Google Maps e te mostra uma rota com a distância até o local que deseja ir e o tempo que vai gastar para chegar.

A vantagem de usar o Waze é que ele possui mais informações sobre o trânsito. Alguns desses dados são:

  • Engarrafamentos;

  • Acidentes;

  • Perigos na pista e outros.

3. Moovit

Enquanto o Waze é voltado para motoristas, o Moovit é para você que depende do transporte público. Esse aplicativo funciona para viagens de metrô, trem e ônibus no Rio de Janeiro e São Paulo. Você pode usar em Windows Phone, iOS e Android para planejar as suas viagens e definir a melhor rota.

No Moovit, você inclui o seu ponto de partida e qual é o seu destino. Ao fazer isso, o app vai te mostrar algumas opções de rotas e qual o tempo de cada uma.

Clicando nelas, você consegue montar melhor o seu plano de viagem, se livrando do trânsito e sabendo o local exato em que o seu transporte público está.

4. Estacione

Se você dirige, com certeza já teve problemas para estacionar – esse é um dos pesadelos dos motoristas. Mas o Estacione veio para mudar isso e te ajudar a não perder tempo no trânsito tentando achar uma vaga.

Com esse app, você usa o seu GPS e ele te mostra os estacionamentos próximos de você, além de trazer também informações sobre cada local.

O Estacione não funciona para encontrar vagas em ruas, o objetivo dele é apenas mostrar os estabelecimentos cadastrados.

5. MapLink

Esse app está disponível para 23 cidades do Brasil, em iOS, Windows 8 e Android. Ele é ótimo para quem não gosta do Waze.

Usando o MapLink, você terá acesso a informações do trânsito de cada rua ou rodovia em tempo real.

Você pode conferir essas informações por meio das notícias e de câmeras. Alguns dos dados que eles disponibilizam são:

  • Acidentes;

  • Obras;

  • Rodízios;

  • Fluxo de trânsito.

E então, já escolheu qual aplicativo vai baixar para evitar o estresse no trânsito? Tem alguma outra recomendação? Deixe um comentário!

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Como identificar se o amortecedor é recondicionado

sab, 17/08/2019 - 08:12
O recondicionamento dos amortecedores não é uma prática, recomendada. Foto: Pixabay.com

Quando a vida útil dos amortecedores chega ao fim, seja por tempo de uso ou desgaste prematuro provocado por impactos sucessivos, como buracos na pista, as peças devem ser trocadas por outras, de preferência, as quatro, ou pelos menos, os pares.  O recondicionamento dos amortecedores não é uma prática, recomendada porque não devolve o desempenho e estabilidade ao veículo porque à peça que já está usada. Segundo Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da Nakata, não é possível e nem viável fazer a substituição de todos os itens internos dos amortecedores, como válvulas, pistão, tubo de pressão, entre outros, porque essas peças não são comercializadas no mercado separadamente.

Quando perdem a eficiência, os amortecedores, que são itens de segurança, devem ser substituídos por outros novos. O recondicionamento nada mais é que um processo da troca do fluido hidráulico que não atende às altas temperaturas, sem falar nos outros componentes internos da peça que estão desgastados e perderam a eficiência. Além disso, é feito um furo do corpo do amortecedor para escoar. Com este procedimento, todas as partículas geradas pela broca vão para o interior da peça, e em pouquíssimo tempo de uso todos os componentes internos, que já estavam com a vida útil comprometida e terão o desgaste acelerado.

Os amortecedores são fabricados para suportarem temperaturas acima 110ºC graus.

“Para isso, os fabricantes desenvolvem e submetem as peças a testes contínuos, seguindo padrões de qualidade e especificações das montadoras. No caso dos recondicionados, é feita apenas a troca do fluido hidráulico que não atende às exigências de eficiência para garantir desempenho em altas temperaturas, sendo, na maioria das vezes, apenas pintados para ficarem com aspecto de novo. “No caso do amortecedor estrutural que, além da função de amortecimento, também sustenta o peso do próprio veículo porque é montado na carroceria do veículo fazendo a ligação com a roda, não há no mercado teste que garante que identifique como estão as suas condições. O melhor a fazer é seguir rigorosamente a orientação do fabricante do veículo. Só ele conhece como ninguém o veículo que produziu”, revela.

A principal dica para identificar se houve recondicionamento na peça é ver se o logotipo do fabricante está raspado. Este sinal é um dos mais característicos. Outra forma de verificar é rodar com o veículo com o amortecedor quente, pois vai apresentar instabilidade em curvas e fazer ruído na suspensão.  Quando o amortecedor está frio pode não apresentar esses problemas e quando aquece, após rodar 20 minutos, começam a aparecer sinais de desgaste novamente. Isso acontece porque o fluido hidráulico colocado no recondicionamento não é adequado para esta finalidade, bem como as peças internas já perderam a vida útil, além de provocar desgaste em outras peças da suspensão, como batentes coxins, molas e batentes.

Comercializados como opção mais barata que os amortecedores novos, os recondicionados não oferecem as mesmas condições de desempenho e segurança da peça nova. Se os amortecedores pudessem ser reaproveitados, os fabricantes fariam o processo de remanufatura, assim como existe com outros componentes do carro.

“No caso dos amortecedores, somente a substituição por produto novo vai garantir a eficiência”, explica Silva.

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Sala de Visitas: Bike Anjo e desafios da ciclomobilidade

sex, 16/08/2019 - 13:53

Neste programa Sala de Visitas o nosso Diretor Celso Alves Mariano recebe no estúdio do Portal do Trânsito, o Diretor do Centec e Articulador Bike Anjo, Pedro Arruda. O papo é sobre bicicletas, o mais badalado, discutido, criticado e, ao mesmo tempo, elogiado modal de transporte dos últimos tempos.

Números recentemente publicados dão conta de que o Paraná é o terceiro estado mais violento quando o assunto é acidente de trânsito envolvendo ciclistas. Celso e Pedro, que são colegas na Câmara Setorial de Trânsito da Associação Comercial do Paraná, abordam nesta conversa os diversos aspectos do universo da bicicleta em nosso país.

Como lidar com quem não gosta dos ciclistas?

No 4º minuto do vídeo, Celso pergunta sobre como se deve lidar com os outros usuários do trânsito que consideram a presença dos ciclistas nas vias um incômodo. Pedro tem uma larga experiência como ciclista e também como estudioso do trânsito e essa vivência baliza a análise que ele fez sobre a situação.

Investimentos para a ciclomobilidade

Os investimentos por parte da parte pública estão ocorrendo bem?

É sabido que “basta investir em infraestrutura adequada, que os ciclistas virão”.

Mas o que aconteceu recentemente em cidades como Curitiba e São Paulo “quebrou” uma tendência que parecia irrefreável, após as mudanças de administração nas duas cidades. Ao contrário do que acontece com automóveis, os acidentes com bike estão acontecendo mais em áreas desestruturadas (com carros e nas áreas estruturadas). Pedro cita o caso da Avenida Sete de Setembro de Curitiba, cuja faixa para ciclistas instalada em 2017 (veja aqui) contribuiu muito para a ciclomobilidade.

Ciclistas vítimas da violência do trânsito

No 10º minuto, Celso e Pedro comentam sobre dados que colocam o estado do Paraná como um dos que mais faz vitimas ciclistas. Esses dados fogem completamente do que era esperado: quanto mais ciclistas, menos acidentes, segundo o padrão verificado até então. Celso conta sobre entrevista recente na RICTV (assista aqui).

Estímulos É preciso estimular e conscientizar sobre o uso de bicicletas, ou isso ocorre naturalmente? A partir do 15ª minuto, Pedro faz uma análise sobre as políticas e metodologias pensadas, estudadas e aplicadas para a ciclomobilidade. Educação

A partir do 18ª minuto o assunto gira em torno dos desafios de se educar para a cultura da bicicleta. Pedro conta do seu trabalho no Centec, na formação de condutores, em que se esforça para preparar os novos instrutores para a mobilidade vista de forma mais ampla, considerando os pedestres e todos os modais do trânsito.

Futuro para as bikes e o fenômeno patinetes

No minuto 22ª Celso faz para Pedro a pergunta que todos os convidados do Sala de Visitas respondem: qual é o futuro do trânsito? Pedro fala sobre a febre dos patinetes de aluguel, analisando os impactos disso na mobilidade e a necessidade de um adequado preparo de todos, para estas novas realidades.

Acesse os artigos da Coluna Ciclo Iguaçú

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Tira-dúvidas de trânsito ao vivo. Acompanhe agora!

qui, 15/08/2019 - 14:33

Todas as quintas-feiras, às 14h30, o Portal do Trânsito realiza uma transmissão ao vivo, pelo Fwacebook, para responder as dúvidas dos internautas.

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Bolsonaro determina suspensão de radares móveis em rodovias federais

qui, 15/08/2019 - 09:16
Foto: Divulgação PRF.

O Despacho do Presidente da República foi publicado hoje no Diário Oficial da União e suspende o uso de equipamentos medidores de velocidade estáticos, móveis e portáteis pela Polícia Rodoviária Federal até que o Ministério da Infraestrutura conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade nas estradas e rodovias federais.

Ainda de acordo com o Despacho, a decisão ocorre para evitar o desvirtuamento do caráter pedagógico e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos e equipamentos medidores de velocidade.

A norma não cita os radares fixos e reacende a polêmica discussão sobre o uso de equipamentos eletrônicos para fiscalização de velocidade.

Para Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal, a medida pode ser desastrosa.

“A intenção de rever os critérios que nortearam a instalação dos atuais radares, é válida, compreensível e justificável. Mas ela deveria ser feita mantendo os equipamentos em funcionamento, até que uma possível realocação, incremento ou diminuição de radares aconteça. Os condutores tendem a ouvir isso como uma liberação dos limites de velocidade. E os perigos do excesso de velocidade estão aí, como um dos mais importantes fatores contribuintes de acidentes, independente de nossos mandos e desmandos no setor. O efeito pode ser, literalmente, desastroso”, justifica.

Excesso de velocidade

Um dos problemas mais graves no trânsito brasileiro é o excesso de velocidade. Essa é a causa de uma em cada três mortes por acidentes de trânsito em todo o mundo.

“A velocidade inadequada reduz o tempo disponível para uma reação eficiente em caso de perigo. Em alta velocidade, muitas vezes não há tempo suficiente para evitar um acidente”, explica Celso Mariano, especialista e diretor do Portal.

Uma pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) atrela a fiscalização eletrônica à redução de 60% de óbitos e 30% de acidentes no trânsito.

A Organização Mundial de Saúde também recomenda no mundo todo o uso de medidores eletrônicos de velocidade como alternativa para a prevenção de acidentes de trânsito e redução da gravidade, no caso da ocorrência do evento.

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Relatório indica queda de 12% nas indenizações pagas pelo DPVAT nos primeiros meses de 2019

qui, 15/08/2019 - 08:17
Outro padrão que também vem se repetindo ao longo dos últimos anos é o fato que a motocicleta representou a maior parte das indenizações pagas. Foto: Arquivo Tecnodata.

A Seguradora Líder, responsável pela operação do Seguro DPVAT, pagou 155.032 indenizações nos seis primeiros meses de 2019, 12% a menos do que no mesmo período de 2018, quando foram registradas 176.852 indenizações totais.

Nesse período de 2019, os casos de invalidez representaram a maioria dos benefícios pagos, 66%, o correspondente a 103.068 indenizações. Os dados são da última edição do Boletim Estatístico da Seguradora Líder.

Entre janeiro e junho desse ano, os casos de reembolso de despesas médico-hospitalares (DAMS) registraram aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com 33.123 indenizações pagas. Já os casos de morte registraram redução de 6% em relação ao mesmo período de 2018, com 18.841 indenizações pagas, representando menor participação na quantidade de indenizações em relação às demais coberturas.

Perfil das vítimas

Mantendo o mesmo comportamento dos meses anteriores, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas do sexo masculino. A faixa etária mais atingida no período foi de 18 a 34 anos, representando 46% do total das indenizações pagas, o que corresponde a cerca de 72 mil indenizações.

Outro padrão que também vem se repetindo ao longo dos últimos anos é o fato que a motocicleta representou a maior parte das indenizações pagas, 77%, apesar de representar apenas 27% da frota nacional de veículos.

Nesse período, a região Nordeste concentrou a maioria das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT (31%), embora sua frota seja a 3ª maior do País (17% dos veículos), atrás das regiões Sudeste (49% da frota nacional) e Sul (19% da frota nacional).

Outro dado importante é que a maior incidência de acidentes indenizados ocorreu no período do anoitecer, entre 17h e 19h59, representando 22% dos benefícios pagos. O índice foi seguido pelo horário da tarde, que registrou 19% das indenizações no semestre.

Para conferir outros dados relativos às indenizações pagas pelo Seguro DPVAT de janeiro a junho de 2019, clique aqui para conferir a íntegra da edição do Boletim Estatístico da Seguradora Líder.

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Pensamento positivo: uma mensagem de ânimo para os CFCs

qua, 14/08/2019 - 14:36

Além de ajudar na saúde e no bem-estar, pensar de forma positiva pode ser decisivo para a vida profissional e para o sucesso empresarial.

Mas é claro que é preciso cuidado com devaneios irresponsáveis. Atitude otimista faz bem, mas ninguém terá seus boletos quitados só com pensamentos positivos. É preciso sonhar de olhos abertos! E agir de forma inteligente, adequada com as circunstâncias.

Muitas pessoas acreditam, intuitivamente, ou por filosofia de vida, que pensar que vai dar certo, ajuda a dar certo. No geral a ciência, no seu mais legítimo papel, desconfia de tudo o que carece de comprovação pelo método científico. Mas é razoavelmente aceito mesmo pelo mais cético cientista, que o pensamento positivo ajuda. Pessoas com disposição para ver o lado positivo da vida tendem a cuidar mais da saúde, a praticar exercícios e se alimentar melhor. E essa é uma ajudinha que pode fazer toda a diferença, pois este condicionamento trazido pelo otimismo, coloca a pessoa em melhores condições de usufruir de seus talentos naturais e de adquirir com mais facilidade novas habilidades. Acreditar é preciso.

Por outro lado, pensar negativamente, além de não ajudar em nada, pode atrapalhar. E muito. Uma recente matéria na Revista Superinteressante tratou do tema, demonstrando os aspectos culturais e científicos da questão. Vale a leitura (clique aqui)

O copo meio cheio

Nestes tempos de tantas incertezas quanto ao futuro do trânsito no Brasil, há que se ter uma visão otimista das coisas. Não que isso vá, por si só, resolver os desafios que precisarão ser vencidos, mas esse posicionamento favorece a pessoa, ou a empresa, que vai enfrentar as tempestades que estão por vir.

É preciso lucidez para não se deixar levar por impressões superficiais ou contaminação de quem só vê “o copo meio vazio”.

Contam que um vendedor foi desafiado a vender sapatos. Até aí tudo bem, pois ele era um bom vendedor e já tinha experiência com a venda de calçados. Mas quando soube que era para vender na África, justamente em alguns dos países mais pobres daquele continente, ele desanimou, previu o fracasso e desistiu. Ficou triste consigo mesmo pela decisão, mas um pensamento havia lhe tomado a mente: “na África ninguém usa sapato. Eles gostam de andar descalços. Não dá para vender sapatos num lugar assim”. Um segundo vendedor, então, recebeu o mesmo desafio. Mesmo perfil, mesma experiência e mesma surpresa. Na África? Mas lá ninguém usa sapatos, foi o pensamento que lhe ocorreu. E logo uma voz interna direcionou sua inspiração: que oportunidade incrível! Lá existe um mercado gigante para se vender calçados, pois quase ninguém tem sapatos.

O primeiro candidato a vendedor viu a metade vazia do copo. O segundo, viu a metade cheia. O mesmo copo, a mesma água, a mesma situação, a mesma África. Contam que este segundo candidato tornou-se um dos maiores vendedores de calçados naquele país africano. Não vendeu para todos, claro. Afinal, havia mesmo uma dificuldade no uso de calçados, por conta da cultura local. Mas muitos gostaram, se interessaram e compraram. E aquela “metade cheia do copo”, percebida com perspicácia e otimismo, foi a base de uma história sólida de sucesso.

Receitinha:
  1. Mapeie as verdadeiras ameaças: cuidado com fake news e opiniões tendenciosas.

  2. Toda crise traz oportunidades: pense nisso seriamente (e com otimismo).

  3. Invista em autoconhecimento: conhecer suas capacidades e limites é crucial para qualquer batalha.

  4. Aprimore talentos e capacidades. Não existe sorte tal qual nos contam as crenças populares: sorte é o encontro da oportunidade com a preparação. Mantenha-se preparado!

  5. Integralidade: empresas são pessoas jurídicas. O termo pessoa, aqui, precisa ser compreendido como uma  personalidade separada das pessoas físicas. Pessoas jurídicas têm vida própria. Mas nunca esqueça que pessoas jurídicas só existem, de fato, por conta do time de pessoas físicas que a compõe. A empresas que mantém seus colaboradores cientes e alinhados com os propósitos de sua atividade-fim, têm mais chances de sucesso.

  6. Conheça profundamente o seu mercado: isso nem sempre é fácil, mas é indispensável. Um bom marceneiro entende de árvores, de machados, serras, furadeiras, plainas, pregos e parafusos. Mas também de selantes, tintas, cores, polimento e montagem. E ainda de compra, embalagem, transporte, instalação, marketing, venda, cobrança e de pós-venda. Ufa! Não tem mágica: ou faz tudo muito bem feito, ou fica de fora.

Xô desânimo

O desânimo não só deve, como precisa ser combatido. Encarar desafios grandes, requer dois requisitos básicos: ter recursos e conseguir acessá-los. Ser otimista não aumenta seus recursos, mas permite acesso aos que você tem, além de proporcionar um ambiente favorável para que se desenvolva ou adquira novos recursos.

A diferença entre empresas de conseguem superar desafios, muitas vezes está na capacidade de conseguir acessar e usar bem o que já tem. Não em ter recursos extraordinários e incomuns.

Super poderes muitas vezes são apenas uma visão grosseira de ações simples e inteligentes, de pessoas e empresas que conseguiram se manter equilibradas em momentos difíceis. O nome deste equilíbrio, nestes casos, é otimismo.

Futuro

Mesmo em um meio completamente regulamentado, como é o trânsito, mudanças acontecem. Aliás, nosso país é campeão de instabilidade nas regras, particularmente no trânsito. Até o momento, 35 leis alteraram o CTB. E estamos na casa da 780ª resolução do CONTRAN. Em 1998 quando o atual Código entrou em vigor uma mudança profunda aconteceu no processo de formação de condutores. Não foi fácil para as autoescolas, àquela época, se adaptarem. Algumas fecharam, novas surgiram, e muitas modificações precisaram ser feitas por quem decidiu ficar no mercado. Estamos às vésperas de modificações que, potencialmente, trarão grande impacto no setor.

É preciso estar preparado. E tem melhores chances aqueles que encararem o que está por vir, de forma confiante e otimista.

Confiante, especialmente, de que pode dar conta do que está por vir, porque, afinal, estamos falando de um profissional da educação para o trânsito, de uma empresa de educação para o trânsito.

Otimismo porque o pensamento positivo é necessário ingrediente para se conseguir acessar os próprios talentos e aí, então, poder atuar com confiança e determinação.

Em palestra no Sindaerj – Sindicato dos CFCs do Rio de Janeiro, em 06/07/19, o Diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional Celso Alves Mariano falou sobre o futuro da formação de condutores e deixou uma mensagem de ânimo para instrutores e proprietários de CFC presentes no evento.

Resumidamente, Mariano disse que saber exatamente como será o futuro, é mesmo impossível. Mas o que é essencial para chegar lá apto, dá para saber agora: preparo das pessoas, com atualização técnica constante, definição clara de que tipo de profissional/ empresa se pretende ser. E o mais importante: qualquer que seja o desafio no futuro do trânsito, não há ninguém mais preparado, hoje, do que os profissionais e empresas com experiência na área. Só de considerar isso, já dá para sentir sentir um certo ânimo, considera Mariano.

Muitos proprietários de CFCs e profissionais da área nem têm muita consciência de que enfrentaram e sobreviveram a todas as etapas anteriores, com inúmeros desafios – o que não foi nada fácil. Tudo o que os DETRANs passaram a exigir, foi atendido. E chegaram até aqui com um histórico poucas vezes vivenciado por outros setores, bem menos tumultuados que o setor de formação de condutores, diz Mariano.

O vídeo da transmissão vivo está no Facebook. Clique aqui para assistir.

Então, seja por filosofia de vida, por crença religiosa ou por referenciais científicos, mantenha a si próprio e sua empresa, no time dos que pensam positivamente.

 

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Enfraquecimento das regras de trânsito serão mais prejudiciais às crianças

qua, 14/08/2019 - 08:03

Assessoria de Imprensa Perkons

por Paula Batista

O uso dos dispositivos de retenção, como a cadeirinha, reduziu em 24% o número de internações de crianças vítimas do trânsito. Foto: Pixabay.

As crianças estão entre as principais vítimas dos acidentes de trânsito no Brasil. Em julho, a ONG Criança Segura divulgou uma análise feita pela entidade a partir dos dados registrados pelo DATASUS nos últimos 16 anos. Segundo a entidade o trânsito é o tipo de acidente que mais tira a vida de crianças e adolescentes até 14 anos no país, resultando em 1.190 mortes. Afogamento (954) e sufocação (777) completam o triste ranking do período.

Algumas medidas são essenciais para aumentar a segurança dos pequenos e prevenir mortes em casos de sinistros em ruas e vias. É o caso do uso da cadeirinha. Nesse sentido, em 27 de maio de 2008 entrou em vigor a resolução 277 do Contran, que determina o uso de dispositivos específicos para transportar bebês e crianças conforme a idade. Desde então, transportá-los em descumprimento à resolução passou a ser considerada uma infração gravíssima, de acordo com o artigo 168 do CTB.

Depois de uma década em vigor, o transporte correto ajudou a diminuir o número de óbitos na infância decorrentes do trânsito. É o que mostra um estudo do Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Na década anterior à imposição das cadeirinhas (2008), em média 944 crianças menores de 10 anos ocupantes de veículos eram internadas todos os anos. Nos dez anos seguintes, essa média baixou para 719, o que representa uma redução de 24%.

“Estes equipamentos foram projetados para dar mais segurança aos usuários em casos de colisão ou de desaceleração repentina. Conforme mostram os números, eles têm sido fundamentais para salvar milhares de vidas ao longo destes anos”, destacou Mauro Ribeiro, vice-presidente do CFM.

Em relação aos óbitos, a entidade analisou os dados do Ministério da Saúde, e observou que, antes da Resolução, em média, 37 crianças morriam por ano em decorrência da gravidade dos acidentes de trânsito. Ao longo da última década, no entanto, baixou para 25, tendo sido registrado no último ano da série 18 episódios desta natureza.

Segundo Luciana Rodrigues, presidente da SBP, de 1996 a 2017, o Brasil registrou 6.363 óbitos de crianças menores de dez anos dentro de algum tipo de veículo automotor. Mais da metade desses casos (53%) envolviam crianças entre zero e quatro anos de idade. A médica pediatra diz que o uso de dispositivos de transporte, quando utilizados corretamente, reduz em até 70% o risco de morte em caso de colisão.

Prevenção

Na opinião de Luiz Gustavo Campos, especialista em trânsito e diretor da Perkons, a prevenção de acidentes – que passa pela conscientização e pela educação – precisa ser priorizada.

“90% dos acidentes de trânsito poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção. Ou seja, ainda hoje milhares crianças perdem sua vida por razões que poderiam ser evitadas. É importante que os condutores e a sociedade de modo geral entendam que a direção defensiva, o transporte responsável e as leis de trânsito ajudam a salvar vidas”, comenta.

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DER-SP lança aplicativo para consulta de multas e indicação de condutor infrator

ter, 13/08/2019 - 15:45
Foto: Divulgação.

O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) lançou na última segunda-feira (12) o “DER Online”, aplicativo que permite a consulta de multas cometidas nas rodovias estaduais de São Paulo, além de indicação do condutor infrator e acompanhamento de processos de Penalidade de Advertência por Escrito, Defesa da Autuação e Recurso Administrativo.

A ferramenta, disponibilizada gratuitamente, tem como objetivo facilitar a comunicação entre o órgão autuador e proprietários de veículos, condutores e empresas de transporte.

Para utilizar o aplicativo e consultar as multas, o cidadão deve ter em mãos o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) do veículo. Já para indicação do condutor infrator é necessário possuir informações como: a placa e o número do Auto de Infração de Trânsito (AIT), o número, data de validade e o estado de emissão da CNH do indicado. Além disso, é preciso enviar uma foto da CNH e do formulário que foi preenchido e assinado.

O DER-Online já está disponível para download na Apple Store e no Google Play. Se tiver dúvidas, o condutor pode ainda entrar em contato diretamente com o DER/SP através do telefone (11) 3311-1718 ou pelo site do órgão, clicando aqui.

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Autoescolas deverão ter veículo adaptado para formar condutores com deficiência

ter, 13/08/2019 - 08:12
Para facilitar o cumprimento da exigência, a proposta isenta os centros de formação de condutores do pagamento de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição dos veículos adaptados. Foto: Sílvio Rocha/Prefeitura de Aracaju.

Autoescolas brasileiras com mais de dez veículos deverão ter pelo menos um deles adaptado para a formação de condutores com deficiência. É o que determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) 195/2011, aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH) na quinta-feira (8). O texto segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde recebe decisão terminativa (se não houver recurso, segue direto para a Câmara dos Deputados).

Segundo o autor, senador Ciro Nogueira (PP-PI), a iniciativa é importante porque as pessoas com deficiência precisam de veículos adaptados para aprender a dirigir, mas há escassez de autoescolas aptas a ensiná-los, pela falta desses automóveis.

Para facilitar o cumprimento da exigência, a proposta também isenta os Centros de Formação de Condutores (CFCs) do pagamento de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição dos veículos adaptados. Quem não cumprir as determinações está sujeito a advertência, suspensão e até cancelamento da autorização para o exercício da atividade. Regulamento após a aprovação da proposta irá definir as punições.

O relator, senador Acir Gurgazc (PDT-RO), apresentou texto alternativo, modificando trechos da proposta original que mencionava apenas a deficiência física. Para Acir, restringir o tipo de deficiência limitaria o alcance da norma que poderá beneficiar pessoas com outras deficiências.

“É o caso, por exemplo, das pessoas com deficiência auditiva, que já podem ter adaptações que favoreçam sua consciência situacional do trânsito, como sistemas que convertem sinais sonoros específicos em alertas luminosos”, argumenta no relatório.

O substitutivo também traz outras alterações, como a eliminação da menção ao Conselho Nacional de Trânsito na determinação das punições, já que cabe ao Poder Executivo disciplinar o funcionamento de seus órgãos. E , em vez de alterar o Código de Trânsito Brasileiro, modificou o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015).

A lei entra em vigor 100 dias após sua sanção. A isenção do IPI só será possível no ano seguinte à aprovação do Orçamento da União com a estimativa de renúncia fiscal.

As informações são da Agência Senado

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