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Atualizado: 33 minutos 12 segundos atrás

Problemas de saúde de motoristas contribuem para acidentes em estradas

dom, 15/09/2019 - 08:16
Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Problemas relacionados à saúde dos motoristas contribuíram para a ocorrência de cerca de 250 mil acidentes de trânsitos registrados em rodovias federais entre janeiro de 2014 e junho de 2019. A conclusão é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a partir de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo os especialistas da associação, as ocorrências deixaram um saldo de 12.449 mortos e 208.716 feridos. De acordo com a pesquisa, doenças orgânicas dos motoristas são responsáveis por cerca de 12% do total de acidentes de trânsito fatais. Como não foram contabilizados os casos registrados nos centros urbanos e rodovias estaduais, os números representam apenas uma mostra dos acidentes de trânsito cuja causa está, de certa forma, relacionada ao quadro geral de saúde dos condutores.

De acordo com o diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do Conselho Federal de Medicina (CFM), Antonio Meira Júnior, as seis principais causas de acidentes nas rodovias federais – falta de atenção; ingestão de álcool; sono ao volante; mal súbito; visão restrita ou ingestão de substâncias psicoativas – estão, em maior ou menor grau, relacionadas a problemas de saúde dos motoristas.

“A maioria dos acidentes não é incidental. Eles não acontecem por acaso e, na grande maioria, são passíveis de ser prevenidos. E uma das formas mais eficazes de prevenção é a realização periódica do exame de aptidão física e mental por um médico de tráfego apto a avaliar se o condutor tem alguma doença que possa influenciar na direção”, disse Meira ao apresentar o resultado da análise da base de dados da PRF.

Ainda segundo Meira, motoristas com doenças cardiovasculares, diabetes e epilepsia são os que mais devem estar atentos a eventuais prejuízos à capacidade de dirigir. Para a Abramet, as implicações dessas doenças podem comprometer a visão e a capacidade de prestar atenção, além de, eventualmente, provocarem comprometimento motor ou do raciocínio, além de distúrbios de sono.

Avaliação médica

A divulgação dos números reforça os argumentos da Abramet e de outras entidades, como a Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego, o Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Trânsito (Focotran) e a Associação Nacional dos Detrans (And), quanto à importância da adequada e periódica avaliação médica dos motoristas e de candidatos a obtenção de novas Carteiras Nacional de Habilitação (CNH).

“A realização do Exame de Aptidão Física e Mental é importante, pois caso o condutor tenha alguma comorbidade que possa prejudicar [sua capacidade de dirigir um veículo], o médico especialista em medicina de tráfego poderá diagnosticar sua inaptidão temporária ou definitiva para dirigir”, acrescentou Meira.

Ele criticou o Projeto de Lei 3.267/2019, que propõe várias mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como a ampliação da validade do Exame de Aptidão Física e Mental dos atuais cinco anos para dez anos e de três anos para cinco no caso de condutores com mais de 65 anos de idade. O projeto de autoria do Poder Executivo também propõe elevar o limite de pontos para a suspensão da CNH dos atuais 20 pontos anuais para 40 pontos e extingue a cobrança de multa para quem transporta crianças fora da cadeirinha.

“Achamos que a aprovação do projeto pode aumentar as tragédias no trânsito. Por isso, estamos colaborando com o Poder Público com estudos e com dados científicos. Na medicina não trabalhamos com achismos. É tudo baseado em evidências científicas”, disse Meira, assegurando que pesquisas apontam a importância do exame de aptidão.

De acordo ainda com Meira, os dados revelam que a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para crianças no banco traseiro dos veículos ajudou a reduzir o número de crianças mortas em acidentes.

Segundo o presidente da Abramet, Juarez Monteiro Molinari, representantes de várias entidades ligadas à Medicina do Tráfego estão percorrendo a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional para tentar sensibilizar o governo e parlamentares sobre o que classifica como “aspectos eleitoreiros” do projeto de lei.

“Já tivemos audiências com os ministérios da Saúde, da Previdência Social, da Infraestrutura e com membros de comissões parlamentares e apresentamos diversas estatísticas. Não somos contra a desburocratização dos procedimentos de obtenção da CNH, mas entendemos que, em primeiro lugar, está a vida dos cidadãos e com a redução dos índices de acidentes. Acidentes que vitimam principalmente jovens de 18 a 30 anos e causam prejuízos ao Sistema Único de Saúde [SUS] e para a Previdência Social”.

Molinari rebateu os argumentos de que o aumento do prazo de validade do exame médico é uma resposta para a demanda pelo barateamento dos custos de obtenção da CNH. “Essa redução de custo não traz benefícios para a comunidade. O custo do exame médico não chega a 5% do valor total da CNH. Há muitas outras coisas que a encarecem. Ampliar a validade do exame para dez anos é até compreensível para jovens até os 30 anos, mas, acima disso, é recomendável a revisão periódica.”

As informações são da Agência Brasil

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Ministério da Infraestrutura lança Campanha Nacional de Trânsito

sab, 14/09/2019 - 08:09
Lançamento da Campanha. Foto: Alberto Ruy/AESCOM

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, lançou em Brasília (DF), na última quinta-feira (12),  a Campanha Nacional do Trânsito. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Nacional de Transportes Terrestres (SNTT), e pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), tem por objetivo conscientizar motoristas, ciclistas e pedestres para ações que transformem o trânsito em um ambiente seguro. A cerimônia de lançamento contou com as presenças do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Jorge Oliveira, além de representantes de órgãos do Sistema Nacional do Trânsito, de associações e entidades privadas e parlamentares.

“O Governo Federal colocou o assunto de trânsito na pauta da sociedade e nos deu a oportunidade de discutir segurança e educação no trânsito. O debate foi provocado. Temos a motivação e o apoio do parlamento para transformarmos essa situação e para entregar à sociedade um trânsito menos cruel do que esse de hoje”, afirmou o ministro. “Que essa campanha traga a todos nós as reflexões e, principalmente, as atitudes, para que todos possamos ser agentes dessa transformação”, completou.

A campanha será veiculada pelos próximos meses em todo o país através de outdoors, bussdoors, cartazes, mobiliários urbanos e conteúdo para as redes sociais. Na próxima semana, a mobilização ganhará força com a Semana Nacional do Trânsito, celebrada entre os dias 18 e 25 de setembro. Prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a semana será celebrada com ações integradas entre a sociedade e o poder público – federal, estadual e municipal. O tema “No trânsito, dê sentido à vida” segue as diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) para redução de 50% dos índices de mortalidade no trânsito nos países membros.

O secretário de transportes terrestres, general Jamil Megid, explicou que, este ano, o foco das campanhas de trânsito será nos mais vulneráveis no trânsito: pedestres, ciclistas e motociclistas, e que a ideia é trabalhar o tema ao longo de todo o ano para que haja uma efetiva mudança de comportamento da população. “Precisamos reduzir as estatísticas de mortes e acidentes, e não há outro caminho senão o da educação. E essa transformação é um trabalho de toda a sociedade. É um trabalho que passa por cada um de nós”, disse.

Para o diretor do Denatran, Jerry Dias, a Semana Nacional de Trânsito é um momento de reflexão a respeito da necessidade de ações concretas que promovam a redução das mortes e lesões no trânsito. De acordo com Dias, dados do seguro DPVAT revelaram que, de 2008 a 2017, cerca de 500 mil pessoas perderam a vida no trânsito brasileiro e outras 3 milhões ficaram com algum tipo de invalidez permanente.

“É uma questão muito complexa, que deve ser considerada como um problema de saúde pública. Por isso, é necessária a construção de soluções por toda a sociedade. Cada pessoa deve entender que faz parte dessa solução, sendo mais cortês no trânsito e compreendendo que, no trânsito, o sentido é a vida”, afirmou.

Campanhas 2019 

A Semana Nacional do Trânsito faz parte da campanha educativa do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para 2019, prevista na Resolução nº 771/2019. Ela começou em maio deste ano e seguirá até abril de 2020. Durante todo este período, serão divulgadas campanhas com temas específicos para chamar a atenção da sociedade sobre o assunto.

A primeira grande ação aconteceu em maio, quando o Brasil inteiro se mobilizou para promover o Maio Amarelo. Em junho, as campanhas valorizaram as faixas para pedestres e o sinal de vida. Em julho, as iniciativas foram voltadas para a prevenção durante o período das férias escolares, e em agosto, o objetivo foi educar sobre o uso do celular por pedestres, ciclistas e de condutores.

Informações da Assessoria Especial de Comunicação Ministério da Infraestrutura

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Obrigatoriedade do extintor de incêndio em veículos é discutida no Senado

sex, 13/09/2019 - 08:15
O projeto inclui entre os equipamentos obrigatórios dos veículos o extintor de incêndio com carga de pó classe ABC. Foto: Divulgação.

A presença do extintor nos automóveis é essencial porque salva vidas, principalmente quando utilizado por outros motoristas solidários para debelar incêndios em acidentes que acabaram de ocorrer, evitando o agravamento dos cenários antes mesmo da chegada dos bombeiros. Mas impor a obrigação de um tipo específico do produto por lei federal é excessivo, pode ser considerado inconstitucional e cria reserva de mercado.

O dilema ficou evidente nas opiniões manifestadas por participantes da audiência pública da Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) que debateu, nesta quinta-feira (12), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 159/2017. O projeto inclui entre os equipamentos obrigatórios dos veículos o extintor de incêndio com carga de pó classe ABC.

Essa obrigação foi extinta em 2015 por resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), mas o deputado Moses Rodrigues (Cidadania-CE) avaliou ser importante retomá-la por lei. O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), relator da proposta, afirmou que deve apresentar seu relatório nos próximos dias. O projeto já teve parecer pela prejudicialidade aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Salvar vidas

Representantes das forças que lidam diretamente com os acidentes, como bombeiros e policiais, defenderam a aprovação da proposta. Para o diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Marcelo de Azevedo, os extintores integram os cinco pilares que os órgãos de trânsito usam para garantir segurança viária à população (engenharia, educação para o trânsito, fiscalização, legislação e segurança veicular, onde se encaixam os equipamentos). A falha em um dos pilares prejudica e sobrecarrega todo o resto, colocando vidas em risco, disse Azevedo.

O policial relatou que, em seus 15 anos de atividade da PRF, já perdeu as contas de quantas pessoas presas nas ferragens de um acidente foram salvas por motoristas que, solidários, usaram seus extintores para debelar o fogo dos carros acidentados, especialmente nos trechos de estradas distantes das cidades. Assim como viu outras tantas morrerem carbonizadas em incêndios que poderiam ter sido evitados com o uso de um extintor, frisou.

Chefe do Departamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Eduardo Mesquita informou que, de maio de 2018 a maio de 2019, foram 48.630 acidentes automobilísticos registrados só na capital federal, dos quais 1.421 envolveram incêndio, um número que “não se pode desprezar”.

Empregos

Além de salvar vidas, a obrigatoriedade do extintor nos veículos automotivos ainda fará bem à economia, avaliou Claudio Sachs, da Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos Contra Incêndio e Cilindros de Alta Pressão (Abiex). Segundo ele, considerando os números de 2015 (quando a obrigatoriedade se encerrou abruptamente, disse), o segmento poderá gerar 10 mil empregos diretos e outros 40 mil indiretos, além de incrementar a arrecadação em pelo menos R$ 280 milhões.

Sachs sugeriu ainda que a lei brasileira se harmonize com a do Mercosul, já que em países como Argentina e Chile os extintores são obrigatórios.

Inconstitucional

Voz dissonante na audiência, o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Carlos Eduardo Lemos, considerou impróprio aprovar uma lei federal para retomar a exigência do extintor. Isso deveria ser regulado por resolução do Conselho Nacional de Transito (Contran), como antes, e a obrigatoriedade fere o Código de Trânsito, a Constituição e o Código de Defesa do Consumidor, disse Lemos. Além disso, argumentou, a exigência não deveria ser engessada, impondo um tipo específico de extintor em lei sem considerar a evolução tecnológica.

— Parece injurídico, inconstitucional, pois contraria o artigo 170 [livre iniciativa]. Vejo vício de injuridicidade, por contrariar o direito de livre escolha do consumidor e o próprio Código de Trânsito, que fala que compete ao Contran regulamentar matérias específicas. Trazer um tipo específico de extintor ABC para uma lei parece impróprio, parece querer reservar mercado para fabricantes de um determinado produto — opinou.

Para Lemos, essa lei teria “consequências jurídicas inimagináveis”, e não há proporcionalidade em trazer tamanha obrigação para a legislação, sem considerar o consumidor.

O deputado Vermelho (PSD-PR), que se manifestou na audiência, lembrou que a obrigatoriedade não causa oneração excessiva à indústria automobilística nem à população, já que um extintor com validade de cinco anos custa R$ 20 e traz tanta oportunidade de segurança para a sociedade. Ele sugeriu que o segmento industrial e as forças de segurança abracem a causa e reforcem a necessidade da exigência.

O extintor ABC é indicado para apagar chamas em materiais sólidos, como plásticos, madeira, tecido (A); líquidos inflamáveis, como gasolina, álcool, diesel (B); e equipamentos elétricos energizados, como bateria e alternador (C).

Fonte: Agência Senado

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Blitz em Santos chama atenção para mortes de ciclistas no trânsito

sex, 13/09/2019 - 07:47
Foto: Divulgação Associação Brasileira de Ciclistas.

No próximo sábado, dia 14 de setembro, a Associação Brasileira de Ciclistas promoverá uma blitz, em Santos, no litoral de São Paulo. O evento faz parte do lançamento da Campanha Metropolitana dos Ciclistas com Tema: “MOTORISTA, EM CIMA DE UMA BICICLETA TEM UMA VIDA”.

No local, serão distribuídas folders para mobilizar e conscientizar a população sobre a necessidade de conduzir o veículo com mais responsabilidade.

De acordo com os organizadores, 33 ciclistas morreram na Baixada Santista, só nos seis primeiros meses de 2019. O material traz algumas dicas para os motoristas garantirem a segurança do ciclista no trânsito.

O objetivo principal é chamar a atenção dos condutores para a necessidade de manter 1,5m de distância entre o carro e a bicicleta, além da utilização do pisca-pisca para indicação de manobras. Outro ponto importante é não utilizar celular no trânsito e ter atenção nas ultrapassagens e conversões.

“Este tipo de ação é muito importante para lembrar aos motoristas sobre a necessidade de se conviver em harmonia com as bicicletas e com os pedestres. Toda a população precisa se mobilizar para que haja um bom convívio no trânsito. Estamos vivendo em uma realidade em que a bicicleta estará cada dia mais presente no nosso dia a dia”, diz Presidente da Associação Brasileira de Ciclistas 

O evento ocorrerá em Frente ao Shopping Miramar ,na Rua Floriano Peixoto 44 – no Gonzaga.

 

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Participe, ao vivo, do programa Tira-Dúvidas de trânsito!

qui, 12/09/2019 - 14:33

O especialista Celso Mariano e a jornalista Mariana Czerwonka respondem, ao vivo, as questões enviadas pelos internautas. O programa vai ao ar toda quinta-feira, às 14h30.

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Cancelada instalação da comissão sobre projeto que altera o Código de Trânsito Brasileiro

qui, 12/09/2019 - 08:03
O PL pretende aumentar a validade da CNH, mas fique atento que por enquanto nada mudou! Foto: Juliano Pedroso -Detran/PR

Um dos primeiros passos para o início das discussões sobre o PL 3267/19 que sugere profundas alterações ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) era para ter acontecido ontem, porém a reunião que previa a instalação da comissão especial foi cancelada.

O Portal do Trânsito entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados que não soube informar o motivo do cancelamento e disse que novas informações serão repassadas através da página da comissão especial, no site da Câmara.

A pauta da reunião era para definir, além da instalação oficial da Comissão, a eleição do Presidente e dos Vice-Presidentes.

De acordo com a Agência Câmara, ainda não há nova data para a instalação do colegiado. O PL 3267/19  

O PL 3267/19 é aquele que foi levado pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro à Câmara dos Deputados, no dia 04 de junho de 2019. Entre outras alterações, o Projeto pretende ampliar de cinco para 10 anos a validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e dobrar dos atuais 20 para 40 o limite de pontos para a suspensão do documento.

O Portal do Trânsito separou pontos importantes que podem sofrer modificações caso o Projeto de Lei seja aprovado pela Câmara. Suspensão da CNH

O PL aumentaria de 20 para 40 o número de pontos, no período de 12 meses, para que o condutor tenha o seu direito de dirigir suspenso.

Curso Preventivo de Reciclagem

O Curso Preventivo de Reciclagem continuaria existindo. Porém, de acordo com o texto do PL seria oferecido ao condutor que exerce atividade remunerada em veículo habilitado na categoria C, D e E sempre que, no período de um ano, atingisse 30 pontos. Hoje, essa possibilidade é oferecida para aqueles que atingem 14 pontos no período de um ano.

Transporte de crianças

O texto do PL traz para o CTB a previsão do transporte de crianças por dispositivos de retenção adaptados ao peso e a idade da criança. Hoje essa previsão está em Resolução. De acordo com o texto do PL, porém, a inobservância a essas regras seria punida apenas com advertência por escrito.

Luz baixa durante o dia

O PL pretende alterar a obrigatoriedade do uso de luz baixa em rodovias. Atualmente, ela é obrigatória em todas as rodovias. O novo texto propõe que a obrigatoriedade seja apenas em rodovias de pista simples. A outra mudança é que a infração passaria a ser leve e não haveria multa para quem fosse flagrado nessa situação, apenas o acréscimo de pontos na CNH.

Transporte remunerado de bens e pessoas em motocicletas

Nesse caso, o PL pretende rebaixar a categoria dessa infração. Hoje, realizar transporte remunerado de mercadorias em desacordo com o previsto CTB ou com as normas que regem a atividade profissional dos mototaxistas é infração grave, com multa de R$ 195,23. Se o PL for aprovado, essa infração passará a ser média, com multa de R$ 130,16 e retenção do veículo até regularização.

Viseira

Pelo texto do PL o Código de Trânsito Brasileiro passaria a prever a infração de trafegar sem viseira, ou com a viseira levantada separada da infração de trafegar sem capacete. De acordo com o PL a infração seria média, com multa de R$ 130,16. Atualmente o enquadramento é alvo de polêmica (você pode ver aqui).

Exame toxicológico

O PL enviado pelo Presidente planeja revogar o Art.148-A que estabelece que condutores das categorias C, D e E deverão submeter-se a exames toxicológicos para a habilitação e renovação da Carteira Nacional de Habilitação. Isso quer dizer que o exame toxicológico poderá não ser mais obrigatório na renovação da habilitação.

Cassação da CNH

O texto do PL pretende revogar a cassação da CNH no caso de condutor condenado por delito de trânsito.

Atribuições dos órgãos do SNT

O projeto de lei tem a intenção de dar poderes ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de uniformizar a interpretação e os procedimentos quanto à legislação de trânsito e determina a competência para o Denatran centralizar documentos eletrônicos de trânsito. Além disso, pretende acabar com a exclusividade dos Detrans de credenciar clínicas médicas para o exame obrigatório.

DRL

Conforme o PL, as luzes de rodagem diurna passariam a ser equipamento obrigatório nos veículos em circulação.

Temas específicos do processo de habilitação Exame de aptidão física e mental

Conforme o texto do PL, o exame de aptidão física e mental seria preliminar e renovável a cada cinco anos para as pessoas com idade superior a 65 anos e a cada dez anos, para pessoas com idade igual ou inferior a 65 anos. Hoje o tempo de renovação é a cada três anos na primeira situação e cinco anos na segunda.

Aulas noturnas

O PL pretende revogar também o §2º do Art. 158 que diz que parte da aprendizagem será obrigatoriamente realizada durante a noite. Se o projeto passar, não haverá mais a obrigatoriedade das aulas noturnas.

Reprovação em exames

Outro artigo que o PL pretende revogar é o Art.151 do CTB que diz que no caso de reprovação no exame escrito sobre legislação de trânsito ou de direção veicular, o candidato só poderá repetir o exame depois de decorridos quinze dias da divulgação do resultado.

IMPORTANTE: O PL ainda não começou a dar nem os primeiros passos na Câmara, e para ser votado e aprovado não há nenhum prazo. De acordo com especialistas, essa tramitação pode levar anos no Congresso Nacional.  Então, resumindo, nada disso ainda está valendo.

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Crie sua palestra para a Semana Nacional de Trânsito

qua, 11/09/2019 - 14:29

Palestras ministradas em seu CFC, para alunos, para futuros clientes ou abertos a comunidade, podem ser uma eficaz ferramenta de divulgação, contribuindo de forma contundente para passar o recado de que “aqui entendemos de trânsito, de mobilidade, de cidadania, de comportamento responsável, etc”. Além disso, quando um CFC oferece palestras, está dando uma importante contribuição para que as pessoas melhorem o comportamento no trânsito, o que é ótimo para a imagem da empresa, além de auxiliar efetivamente à sociedade por um trânsito melhor.

Muitos CFCs realizam ações externas, levando seus profissionais para escolas, igrejas, clubes, empresas, etc. Atuar além das portas da autoescola é uma ótima ideia do ponto de vista do marketing. E pode ser também bom para os negócios: alguns CFCs conseguem transformar palestras e “cursos livres” numa significativa fonte de renda alternativa.

Seja para um público interno – funcionários, alunos – ou externo, aqui vão dicas para facilitar o preparo de palestras. Vamos sugerir a montagem de uma palestra a partir de recursos disponibilizados aqui no Portal do Trânsito. Ou seja, tudo free!

Como estamos em setembro, vamos sugerir como tema a SNT – Semana Nacional de Trânsito 2019. O DENATRAN determinou como tema para a SNT deste ano “No trânsito o sentido é a vida”, com ênfase nos atores mais frágeis do trânsito: pedestres, ciclistas e motociclistas.

Receitinha básica

Defina o tema, defina o objetivo, selecione suas fontes e pesquise. Escolha os conteúdos, assinale pontos fortes para criar destaques, distribua a sequência das informações em função dos impactos que você pretende que o público tenha, defina o ponto alto e estabeleça uma conclusão impactante.

Estrutura da palestra

Uma vez definido o tema, neste caso a Semana Nacional de Trânsito, defina a justificativa, ou seja, porque este tema é importante, apresentando dados estatísticas, citando pensamentos e opiniões de autores, especialistas ou de autoridades da área. Em seguida, defina qual é a mensagem que você pretende levar para a sua audiência.

Ambientação

Estabelecer uma conexão entre o palestrante, o tema e o público é muito importante e pode ser decisivo para que, no final, as pessoas fiquem com a impressão de que aprenderam algo de útil e significativo para suas vidas. Se o tempo disponível e a infraestrutura permitirem, provoque a participação das pessoas já no início da palestra. Nada mais eficaz para integrar do que fazer as pessoas falarem. Mas cuidado: quando o assunto é trânsito todos têm uma história que consideram super importante para contar. Gerencie o tempo para não transformar sua palestra em um debate.

O público e o tema da palestra

O que, exatamente, aquele público tem a ver com o tema da palestra? Celso Mariano, experiente palestrante da área, comenta:

“todas as pessoas dão mais atenção aos assuntos que percebem ter a ver com suas vidas, ou seja, o segredo é encontrar estas relações e demonstrar para o público que eles estão inseridos na realidade que está sendo apresentado”.

Então o esforço de conhecer ao máximo possível o público que vai lhe ouvir, e estabelecer links que façam sentido, entre uma coisa e outra, é um segredinho que pode garantir o sucesso de qualquer aula, palestra ou curso. Fontes de pesquisa

O Portal do Trânsito publica diariamente duas ou três matérias inéditas. Leva ao ar semanalmente o Tira-dúvidas ao VIVO, pelo Facebook e, pelo menos, uma edição do CFC News. O número de matérias com informação, opinião e análise já publicadas, é enorme e, se considerarmos os textos dos colunistas, a dificuldade será escolher entre tantas referências. Se você acompanha o Portal, sabe que publicamos vídeos que estão no canal YouTube do Portal e também do Nós do Trânsito. Aproveite estes conteúdos audiovisuais tanto na fase de pesquisa quanto para incorporar links para exibir durante a sua palestra.

Faça uma lista de links obtidos a partir de pesquisas feitas no Portal. Utilize os menus e a ferramenta de busca.

Menus do Portal: os itens do menu funcionam como um filtro pré-programado para listar artigos de um determinado assunto. Neste caso, é bem fácil: a Semana Nacional de Trânsito é um dos menus do Portal do Trânsito.

Ferramenta de busca: estabelecer o próprio filtro para encontrar assuntos no Portal do Trânsito é extremamente útil. Embora a SNT seja um item de menu, pesquisar temas correlatos – neste caso, pedestres, ciclistas e motociclistas – pode ser muito útil para obter uma boa quantidade de dados. Vale uma pesquisa por estas palavras e também por outras que possam trazer informações pertinentes, como acidentes, estatísticas, campanhas, etc.

E se você é um feliz cliente da Tecnodata Educacional, tire o máximo proveito do enorme acervo de conteúdos das publicações Apostila, Condutor Nota 10 ou Transitare e dos conteúdos online dos respectivos portais do instrutor.

Informações locais

Para contextualizar a realidade local, convém fazer uma pesquisa complementar, conversando com pessoas que conheçam dados, fatos ou a cultura daquele público. Uma boa ideia é conversar com agentes de trânsito que atuam no local.

Leia atentamente cada uma das páginas selecionadas para depurar os conteúdos que mais têm a ver com os seus objetivos. Defina quais recursos você vai utilizar em sua palestra (textos, vídeos, fotos, lembretes para a sua exposição oral, dinâmicas, etc) e comece a organizar uma sequência inteligível do que você pretende expor para seus ouvintes.

Sequência

Ir do geral para o particular é um formato básico e didaticamente eficaz. Você pode começar a falar do Brasil e ir fechando o foco até chegar no seu estado ou município. Ou mais: a partir de uma contextualização global, chegar até o bairro onde a palestra será realizada. Esta sequência funciona bem e de forma confortável para a maioria dos ouvintes. Mas o caminho contrário também pode funcionar: partindo, por exemplo das estatísticas ou de alguma história importante na escola, empresa ou comunidade onde vive o público da palestra e ir expandindo, estabelecendo correlações deste caso inicial com o que acontece no município, estado, país e no mundo.

Ponto alto

Saber escolher qual será o ponto alto da palestra é de suma importância para aproveitar ao máximo a atenção do público. E é relativamente fácil  escolher o dado, a informação ou opinião que será esse destaque na sua palestra. Ele precisa estar ajustado ao público, ao objetivo da palestra e ao momento. Mas cuidado: se ainda assim, o que você escolheu como ponto alto lhe parecer pouco significativo, acrescente uma pergunta ou uma opinião contundente, sua ou de alguém respeitado da área.

Prepare uma conclusão impactante: pode ser uma nova pergunta instigante, como “E você, como será a sua SNT”?, ou uma afirmação sua (A SNT é uma oportunidade incrível para fazermos algo mais pelo trânsito. Faça como eu, saia da zona de conforto e fale sobre segurança no trânsito), ou de alguém respeitado na área (David Duarte Lima: sem educação, o trânsito não tem solução)

O poder das perguntas

Deixe questionamentos para provocar reflexão. Uma boa palestra deve levar reflexão para o público e não apenas informações. Mesmo quando o principal motivo é apresentar dados, as pessoas esperam ouvir uma opinião, seja do palestrante, seja de autores, pesquisadores, especialistas ou autoridades citados pelo palestrante. Mas a opinião que mais vai marcar a sua palestra é aquela que será formada na cabeça das pessoas, como resultado da exposição que você fez, dos dados, ideias, propostas apresentadas e, especialmente, por conta das boas perguntas que você fizer. Por isso fazer perguntas é tão importante.

Finalmente, quando o CFC realiza uma palestra, acaba criando e reforçando uma sensação muito boa nos seus proprietários e colaboradores, de que educar para o trânsito é uma missão maior do que os serviços prestados ordinariamente pela empresa CFC.

Reforça o profissionalismo de seus colaboradores que experimentam o compensador prazer de se sentirem úteis para a comunidade.

Os CFCs têm muito o que contribuir para um trânsito melhor, porque sabem muito, têm didática e gozam de respeito. Ou podem conquistá-lo facilmente, numa ação diferente da rotina, como uma palestra oferecida à comunidade. É simpático, útil e estrategicamente inteligente: quem aparece, é lembrado.

Mãos à obra! Sucesso na Semana Nacional de Trânsito do seu CFC!

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Setembro é o mês da Semana Nacional de Trânsito

qua, 11/09/2019 - 08:03
Foto: Divulgação.

Prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a Semana Nacional de Trânsito, é comemorada anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro. O objetivo da SNT é conscientizar a sociedade, com vistas à internalização de valores que contribuam para a criação de um ambiente favorável ao atendimento de seu compromisso com a “valorização da vida” focando o desenvolvimento de valores, posturas e atitudes, no sentido de garantir o direito de ir e vir dos cidadãos.

Todos os órgãos que compõe o Sistema Nacional de Trânsito são convocados a participar de ações que mobilizem a sociedade. O tema definido, pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), para o ano de 2019 é “NO TRÂNSITO, O SENTIDO É A VIDA”.

A ideia é envolver diretamente a sociedade nas ações e propor uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem por um trânsito mais seguro.

Para Eliane Pietsak, pedagoga e especialista em trânsito, o incentivo ao comportamento seguro e responsável de todos os envolvidos no trânsito é fundamental.

“Temos uma séria dificuldade de não sabermos nos colocar no lugar das outras pessoas, mas esta é a única maneira de entendermos a respeitarmos suas necessidades e direitos”, explica.

Ainda de acordo com a especialista, sempre que o resultado de nossas ações não seja aquele que gostaríamos que fosse, devemos parar e refletir. “Apesar da tendência que temos de culpar os outros é provável que os verdadeiros motivos estejam em nós mesmos”, conclui.

De acordo com o Contran, assim como no ano passado, a campanha deverá se estender por todo ano de 2019.

O Portal do Trânsito divulgará, em breve, a programação das principais capitais brasileiras. Campanha “Quem Faz o Trânsito Sou Eu”

O cenário do trânsito atual não é nada animador. Segundo dados do Ministério da Saúde morrem por ano mais de 35 mil brasileiros vítimas de acidentes. Este número, porém, pode ser muito maior, pois são contabilizados apenas aqueles que morrem no local do acidente. Especialistas estimam que esse número chegue a 50 mil brasileiros mortos no trânsito. A dor maior é das famílias que perdem parentes ou que têm que conviver com vítimas que ficam com sequelas graves.

Para mudar esta realidade ou pelo menos amenizá-la, a sociedade deve ser mobilizada, começando pelos órgãos que têm responsabilidade direta sobre o trânsito e estendendo-se para todos os cidadãos. Com base nessa afirmação, o Portal do Trânsito criou a Campanha “Quem Faz o Trânsito Sou Eu”, lançada na Semana Nacional de Trânsito de 2014.

O objetivo da campanha é mostrar que é possível mudar a realidade trágica do nosso trânsito, basta olhar para si mesmo e transformar pequenas atitudes no dia a dia erradicando comportamentos que levem a situações de risco.

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Segurança no trânsito depende do rigor da lei

ter, 10/09/2019 - 14:57
A percepção sobre a punição é ainda o fator de maior impacto na inibição dos comportamentos de risco no tráfego. Foto: Picspree

Enquanto o Congresso Federal debate possíveis mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/97), entre elas a de ampliação para o dobro dos pontos máximos permitidos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), de 20 para 40 na soma de infrações cometidas no período de um ano, especialistas de todo o mundo, reunidos recentemente no Canadá, concluíram que o rigor da legislação e fiscalização são ainda as medidas mais eficazes para redução de acidentes e mortes nas estradas. A informação é de Flavio Pechansky, professor titular do Departamento de Psiquiatria da UFRGS, diretor do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas da UFRGS, chefe do Serviço de Psiquiatria de Adição do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e coordenador do Centro Colaborador em Álcool e Drogas da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que retorna do exterior com atualidades para a programação do XIII Congresso Brasileiro de Medicina de Tráfego e II Congresso Brasileiro de Psicologia de Tráfego, que ocorrem de 12 a 14 de setembro, em Brasília.

Com painel marcado para o dia 14, às 10h, a respeito de álcool e drogas na direção, Pechansky destaca que a percepção sobre a punição é ainda o fator de maior impacto na inibição dos comportamentos de risco no tráfego.

“Saber-se vigiado, ter noção de que poderá ser pego, é fator que incide sobre os índices de segurança pontualmente, e isso é consenso entre especialistas, com base em evidências científicas no mundo todo”, afirma.

Para Pechansky, o CTB em vigor é bastante moderno: “nossa legislação acerca do consumo de álcool ao conduzir veículo, por exemplo, a tolerância zero, é mais rigorosa do que nos Estados Unidos, mas nossa capacidade de fiscalização não é. As pesquisas indicam que a eficácia é proporcional às ações mais sistemáticas de fiscalização, como as blitzes periódicas que, quando realizadas sistematicamente, apresentam índices claros de redução de ocorrências”, explica.

De acordo com Pechansky, não há evidências científicas, no mundo, de que essas flexibilizações surtam efeito sobre a segurança:

“pelo contrário, a difusão da ideia de que se enfrenta uma ‘indústria da multa’ é um tiro no pé, pois contribui para um relaxamento da responsabilidade dos condutores, ou seja, isso é um contrassenso, um retrocesso”.

Na programação do evento, Pechansky participa, ainda, como coordenador, da Conferência Internacional de Thomas G. Brown, professor do Departamento de Psiquiatria da McGill da  University, do Canadá, a respeito do tema, às 11h15min, do dia 14, e de debate sobre perspectivas tecnológicas para a prevenção do uso de drogas e promoção de segurança no trânsito, coordenado por Nathália Jacques, no dia 13, às 15h.

Programe-se

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) e a Associação Brasileira de Psicologia do Tráfego (Abrapsit) reúnem em Brasília, no Centro Internacional de Convenções no Brasil – CIBB, representantes do governo, deputados, senadores e especialistas em trânsito em um importante momento para contribuir efetivamente com as diretrizes em torno da segurança.

A abertura oficial terá palestra do historiador Leandro Karnal, que abordará A ética das relações humanas com o trânsito, das 8h30min às 10h.

Na sequência, terá lugar o painel PL 3267/19 – Um projeto que vai na direção ou na contramão da vida? Visão do Executivo e de Especialistas. Participam, Victor Pavarino, da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS/OMS) e Flávio Emir Adura, especialista em Medicina do tráfego. A mediação é de Geraldo Guttemberg Soares Júnior. O tema volta a ser debatido, à tarde, por deputados federais, com a moderação de Antonio Meira.                        

A programação completa do evento, você encontra aqui. Mais informações e inscrições pelo site www.congressoabramet.com.br.

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Atualizações sobre a Res.778/19 que altera o processo de habilitação

ter, 10/09/2019 - 08:18
O momento pede cautela, mas as incertezas não acabaram e essas decisões ainda podem afetar os Centros de Formação de Condutores no Brasil. Foto: Arquivo Tecnodata.

O processo de formação de condutores no Brasil terá novas regras a partir do dia 16 de setembro. A Res.778/19 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) entrará em vigor em meio a um cenário de incertezas. Para cumprir a missão de atualizar os profissionais que atuam em Centros de Formação de Condutores, o Portal do Trânsito destaca algumas delas.

Decisão do TRF4 atinge todo o estado do RS

Ao julgar recurso de Embargos de Declaração, o desembargador do TRF 4, Rogério Favreto, que é relator do processo, esclareceu que a decisão por ele antes proferida suspendendo a Resolução 778/19 abrange toda a categoria representada pelo Sindicato agravante (SINDICFC) no estado do Rio Grande do Sul, independentemente de filiação.

Isso que dizer que, a decisão de suspender a Res.778/19 é válida para TODOS OS CENTROS DE FORMAÇÃO DE CONDUTORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, conforme despacho que você pode acessar na íntegra, clicando aqui.

A suspensão pode valer para todo País

Além disso, o INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEGURANÇA VIÁRIA (ILASV) com base na decisão do TRF4, e em outros argumentos que você pode ler na íntegra aqui, propôs uma ação declaratória de nulidade com pedido de tutela provisória de urgência antecipada, para que a suspensão da Resolução 778/2019 do CONTRAN tenha eficácia NACIONAL e para que seja  reconhecida a nulidade da norma.

O que isso quer dizer? Que o momento pede cautela, mas as incertezas não acabaram e essas decisões ainda podem afetar os Centros de Formação de Condutores no Brasil. O Portal do Trânsito estará de olho em novas decisões e publicará qualquer nova modificação nessas normas. Comunicado Detran/SP sobre a 778/19

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP) publicou um Comunicado no Diário Oficial do Estado do dia 07/09, regulamentando a Resolução no Estado.

De acordo com o documento, apenas os processos de habilitação iniciados a partir de 16 de setembro de 2019 serão contemplados pela nova legislação. O comunicado diz ainda que a abertura de processo ocorre a partir da data de realização do exame de aptidão física e mental ou de avaliação psicológica (o que for realizado primeiro).

O comunicado do Detran/SP também esclarece que para adição de categoria “B” na CNH, não há mais a possibilidade de realização de aulas em simulador, uma vez que a Resolução 778/19 não aborda esse tema.

Já para obtenção da categoria “B”, o candidato que optar por realizar aulas no simulador de direção, terá subtraída a quantidade de aulas realizadas no equipamento (até o limite de cinco) das 20 horas/aula mínimas exigidas no processo.

Vale lembrar que esse é um Comunicado do Detran/SP e que só vale para o Estado. Outros Detrans, como é o caso do órgão do Rio Grande do Sul, já se posicionaram que as regras valerão para todos os serviços que estiverem abertos em 16 de setembro, quando entra em vigor o novo regramento do Conselho Nacional de Trânsito.

Essa regra, como já adiantamos em nossas Lives, vai variar de Detran para Detran. Sugerimos que os profissionais de CFC fiquem atentos às publicações e Portarias do Detran de seu estado para verificar como irá funcionar a norma. A Res.778/19 do Contran

Só para lembrar, a Res.778/19 tornou o uso do simulador facultativo, reduziu em cinco horas a carga horária para formação de condutores na categoria B (carro), alterou a quantidade de aulas noturnas obrigatórias e reduziu a carga horária para obtenção da ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores).

Veja os detalhes de tudo que vai mudar.

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CFC News: novidades sobre a 778/19 e multas por videomonitoramento

seg, 09/09/2019 - 17:40

A jornalista Mariana Czerwonka apresenta o CFC News com as principais notícias da semana.

Novidades sobre a Res.778/19

A Res.778/19 do Contran entra em vigor a partir de 16 de setembro, em meio a um cenário de incertezas. Vamos destacar algumas delas.

Decisão do TRF4 atinge todo o estado do RS

O Tribunal Regional Federal da 4º Região divulgou uma decisão que esclareceu que a suspensão da Resolução 778/19 abrange toda a categoria representada pelo SINDICFC no estado do RS, independentemente de filiação, ou seja, a decisão é válida para TODOS OS CENTROS DE HABILITAÇÃO DE CONDUTORES E AUTO E MOTO ESCOLAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL-RS.

A suspensão pode valer para todo País

O INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEGURANÇA VIÁRIA (ILSV) com base na decisão do TRF4 propôs uma ação declaratória de nulidade de resolução federal com pedido de tutela provisória de urgência antecipada, impondo a suspensão da eficácia, nacionalmente.

Comunicado Detran/SP sobre a 778/19

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP) publicou um Comunicado no dia 06/09, regulamentando a Resolução no Estado. De acordo com o documento, apenas os processos de habilitação iniciados a partir de 16 de setembro de 2019 serão contemplados pela nova legislação.

Multas por videomonitoramento

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão judicial que suspende, em todo o país, a aplicação de multas de trânsito com a utilização de equipamentos de videomonitoramento.

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O que é verdade e o que é fake sobre mudanças que ocorrerão no trânsito em setembro

seg, 09/09/2019 - 08:08
Foto: Picspree

Nunca se falou tanto sobre a legislação de trânsito no Brasil. Por um lado isso é bom, pois incentiva as pessoas a estudarem mais o assunto, por outro lado, muitas informações equivocadas acabam atrapalhando e criando muita confusão.

O exemplo mais recente, e que está criando muita polêmica, é sobre as mudanças que acontecerão a partir de 16 de setembro de 2019 e que irão impactar diretamente para quem vai tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Essas mudanças acontecerão porque entrará em vigor a Res.778/19 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que altera o processo de formação de condutores.

Junto com as informações verdadeiras, muitas notícias falsas estão criando confusão, misturando assuntos e contribuindo com o cenário de incertezas que está virando o trânsito brasileiro. Por esse motivo, o Portal do Trânsito esclarece o que vai mudar e o que continua como está.

Simulador deixa de ser obrigatório

VERDADE De acordo com a nova norma o uso do simulador para obtenção da categoria B não será mais obrigatório. Conforme a Resolução, o candidato poderá optar por realizar até 05 (cinco) horas/aula em simulador de direção veicular, desde que disponível no CFC, que deverão ser feitas previamente às aulas práticas em via pública.

A Resolução diz, ainda, que o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) deverá implementar procedimento de acompanhamento do uso de simulador no país, a fim de avaliar sua eficácia no processo de formação de condutores.

Redução de carga horária da aula noturna

VERDADE A exigência de aulas noturnas cairá para 1 hora/aula prática tanto para a categoria “A” (moto) quanto categoria “B” (carro). Antes era de 20% sobre o total da carga horária.   

Mudanças para tirar a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores)

VERDADE A habilitação para conduzir ciclomotor – veículo cuja cilindrada não excede 50cm3 e a velocidade não passa de 50km/h – também teve a carga horária obrigatória reduzida. Para obtenção ou adição da ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores) serão exigidas, no mínimo, 5 (cinco) horas/aula práticas.

Outra mudança é que nas aulas práticas para obtenção da ACC, o CFC poderá utilizar veículo próprio ou permitir que o candidato, voluntariamente, apresente veículo para realizá-las.

A Resolução ainda traz uma medida adicional para facilitar a obtenção da ACC nos 12 meses posteriores à publicação dessa norma (entre setembro de 2019 e setembro de 2020). Nesse período, os candidatos poderão realizar somente os exames, ou seja, poderão optar por não realizar as aulas. Em caso de reprovação na prova prática, o candidato deverá submeter-se às aulas práticas.

Mudança na carga horária do curso prático

VERDADE Com o uso facultativo do simulador, a carga horária prática para obtenção da categoria “B” volta a ser de, no mínimo, 20 horas/aula. Já para adição da categoria “B”, a carga horária do curso prático volta a ser de, no mínimo, 15 (quinze) horas/aula.

Validade da CNH vai aumentar para 10 anos

FAKE Nada mudará em relação à validade da CNH. O tempo de renovação permanece a cada três anos para as pessoas com idade superior a 65 anos e cinco anos para pessoas com idade igual ou inferior a 65 anos. Existe um Projeto de Lei proposto pelo Governo Federal, que pretende alterar essa validade, mas ele ainda não foi votado e não há prazo e, também, nenhuma certeza ainda que entrará em vigor.

Não vai ter mais multa para quem transportar criança sem cadeirinha

FAKE É obrigatório transportar crianças de até sete anos e meio em sistemas de retenção adequados para idade do passageiro. Quem não respeita essa regra está cometendo uma infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e acréscimo de 7 (sete) pontos na CNH. O texto do mesmo PL citado acima, proposto pelo Governo, traz para o CTB a previsão do transporte de crianças por dispositivos de retenção adaptados ao peso e a idade da criança. Hoje essa previsão está em Resolução. A triste novidade é a punição. De acordo com o texto do PL a inobservância a essas regras seria punida apenas com advertência por escrito.

Então a multa continua valendo, pois como citado acima, o PL ainda não foi votado e não há prazo e, também, nenhuma certeza que entrará em vigor. Aumentou o limite de pontos na CNH

FAKE Outra falsa informação que está circulando. Nada muda em setembro em relação a pontuação da CNH. Atualmente, o condutor poderá ter o seu direito de dirigir suspenso quando atingir 20 pontos ou mais no prontuário da CNH no período de 12 meses. O mesmo PL do Governo pretende aumentar esse limite para 40 pontos, mas como nos itens citados acima, a medida não tem prazo para entrar em vigor, pois deve tramitar no Congresso Nacional.

Para Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal, o importante é ter claro que, o trânsito não pode ser tratado como uma questão de gostos ou preferências.

“Este é um tema que exige análise e decisões técnicas. Informe-se! Evite as fake news e os debates superficiais. Projeto de Lei não é Lei, ou seja, não vale até que seja devidamente aprovado e sancionado. O momento pede atenção e presença cidadã”, conclui.

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Comissão aprova vagas específicas de estacionamento para clientes de farmácias

dom, 08/09/2019 - 08:16
Foto: Freeimages.com

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou proposta que permite que clientes estacionem nas proximidades de farmácias e drogarias, em vagas especificamente definidas e sinalizadas. O veículo deverá ficar com pisca-alerta ligado durante todo o período de estacionamento.

Trata-se do Projeto de Lei 2769/19, do deputado Hélio Costa (Republicanos-SC), que pretende alterar o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). O objetivo é facilitar o acesso às farmácias. Caberá ao órgão local de trânsito definir e sinalizar as vagas, preferencialmente diante dos estabelecimentos.

A proposta foi relatada pelo deputado Jorge Braz (Republicanos-RJ), que recomendou a aprovação. No mesmo parecer ele propôs a rejeição do PL 4046/19, que tramita em conjunto. Esse texto determina que o estacionamento diante de drogarias, hospitais e clínicas durará no máximo 10 minutos. Braz entende que a medida é de difícil fiscalização.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

As informações são da Agência Câmara

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Estresse no trânsito pode causar problemas capilares

dom, 08/09/2019 - 08:15
Foto: Divulgação.

Você já teve problemas enquanto estava dirigindo? Discussões, brigas, agressões…se você já deparou com algo parecido, é provável que tenha ficado estressado.

Imagina para quem dirige todos os dias e tem que lidar com todo esse incômodo no trânsito? Haja estresse!

Até agora você pode ter pensado que o estresse no trânsito parava por aí, mas ele pode te acompanhar mesmo quando não estiver dirigindo.

O estresse no trânsito tem causado problemas de saúde, inclusive capilares.

Como o trânsito tem sido um dos problemas mais recorrentes no cotidiano, o estresse tem se tornado diário e acabando com outro aspecto importante: autoestima.

Se você está passando problemas de queda de cabelo por causa do estresse no trânsito, precisa ler este conteúdo.

Quais os fatores no trânsito que causam problemas capilares?

A demora em uma via, ponte e estrada, tem estressado e até prejudicado os brasileiros em diversas situações. Além do estresse pelos congestionamentos no trânsito, tem o calor ou o frio, atraso para o local de trabalho ou reunião e muitos outros motivos que causam o estresse.

De acordo com o Detran/MS, os comportamentos de quem está dirigindo refletem como a pessoa é em outros ambientes sociais.

Mas por causa de tanta pressão e problemas com outros motoristas, muitos podem não conseguir equilibrar seus sentimentos, o que gera um grande estresse.

Quando o estresse no trânsito afeta o seu equilíbrio emocional, ele pode desencadear outros problemas genéticos ou doenças, que resultam na queda capilar.

Quais as doenças causadas pelo estresse no trânsito?

As doenças causadas pelo estresse no trânsito, formando um problema capilar são:

Alopécia ou areata: Como citado acima, essa doença aumenta a queda de cabelo em todas as partes do corpo que possuem fios capilares.

Essa doença faz com que grande parte do cabelo caia em certas áreas – principalmente na cabeça, onde a queda permite ver o couro cabeludo.

Mas o estresse no trânsito também pode causar:

  • Transtorno alimentar;

  • Depressão;

  • Insônia e outras.

Todas essas doenças prejudicam o organismo, sistema nervoso e sistema sanguíneo, que são áreas responsáveis por manter os fios nos devidos lugares.

Quais as consequências principais que o estresse causa no couro cabeludo?

As consequências principais do estresse no trânsito relacionado ao cabelo são:

  • Queda de cabelo;

  • Falta de brilho nos fios;

  • Minimização de fios capilares;

  • Cabelos curtos e frágeis.

O estresse não é o fator principal para a queda de cabelo, mas pode desencadear outras doenças que fazem os fios caírem.

Portanto, fique atento se os fios estão caindo mais que o normal e se o estresse no trânsito está te afetando mais do que deveria.

Qual procedimento fazer para acabar com problema capilar?

Um dos procedimentos mais procurados é o implante capilar, que é uma ótima alternativa para quem está perdendo os fios por causa do estresse.

A queda de cabelo, causada por estresse no trânsito, afeta autoestima. Caso isso não seja tratado, pode até levar a uma depressão.

O implante é feito com os seus fios capilares, sendo enxertados no couro cabeludo. Para que o processo seja duradouro, é necessário procurar um profissional – um dos especialistas mais conhecidos no Brasil é o Dr. Júlio Cesar Yoshimura.

Com o implante, a calvície causada pelo estresse é solucionada e, após a recuperação do procedimento, você vai voltar todas as suas atividades confiante e satisfeito.

Você sofre com o estresse no trânsito ou conhece alguém que esteja passando por isso? Compartilhe este conteúdo!

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MPF obtém sentença que suspende fiscalização e multas por videomonitoramento em todo o país

sab, 07/09/2019 - 08:18
Foto: Ascom MPF/CE

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão judicial que suspende, em todo o país, a aplicação de multas de trânsito com a utilização de equipamentos de videomonitoramento. Ao julgar ação movida pelo MPF no Ceará, a Justiça Federal considerou que o uso de câmeras capazes de registrar imagens do interior de veículos viola o direito à intimidade e à privacidade assegurado pela Constituição Federal. A decisão atinge “supostas infrações cometidas dentro dos veículos”, como ressalta a sentença.

Em 2017, o MPF ingressou com ação na Justiça quando a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania de Fortaleza (AMC) passou a utilizar câmeras de alta definição para fiscalizar o trânsito. Os equipamentos permitem filmagens com até 400 metros de distância e possuem zoom de até 20 vezes.

“O artigo 5º da Constituição considera invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando inclusive direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de violações a essas garantias”, destaca o procurador da República Oscar Costa Filho.

Na sentença da ação movida contra a AMC e a União, o juiz da 1ª Vara Federal, Luís Praxedes Vieira da Silva, determina que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) edite, em até 60 dias, resolução sobre o videomonitoramento com base na decisão judicial. O novo regramento terá validade para as regras de trânsito das três esferas de governo – federal, estadual e municipal.

Pela decisão, também não poderão ser apuradas por videomonitoramento as infrações que tenham sistema próprio de apuração, como avanço de sinal, excesso de velocidade ou de carga, por exemplo. Ficam suspensas ainda as aplicações de multas por infrações pela não utilização do farol baixo durante o dia, previsto na Lei 13.290/2016. Neste caso, a medida atinge infrações aferidas por videomonitoramento nas zonas urbanas, mesmo em trechos de rodovias federais ou estaduais. Há exceção para túneis, mesmo os iluminados.

As medidas determinadas pela Justiça Federal valem a partir da data de expedição da sentença – 5 de setembro de 2019. O direito de ressarcimento de multas aplicadas anteriormente depende de confirmação da sentença pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

Infrações que podem ser aplicadas pelo sistema de videomonitoramento

Ao julgar a ação movida pelo Ministério Publico Federal, o juiz destacou que há multas que podem ser aplicadas por videomonitoramento, desde que os trechos atingidos estejam devidamente sinalizados, avisando que naquele espaço há videomonitoramento. É o caso, por exemplo, de multas por estacionamento proibido, estacionamento em faixa de pedestre, estacionamento em fila dupla, trafegar na contramão de direção e fazer conversão proibida. Quanto às motocicletas, o não uso do capacete, não uso do visor, uso de chinelo de dedo, entre outras.

Todas as infrações por videomonitoramento não ressalvadas na decisão só poderão ser aplicadas com a descrição completa e detalhada da infração, para que o infrator saiba efetivamente o que infringiu, quando e onde, para que possa se defender, se assim desejar, sob pena de nulidade.

Número do processo para consulta na Justiça Federal:
0806871-88.2017.4.05.8100

As informações são da Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público Federal no Ceará

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Nos últimos dez anos, cerca de 200 mil pessoas morreram em acidentes envolvendo motos

sex, 06/09/2019 - 14:59
Conforme o relatório, nos últimos dez anos, mais de 2,3 milhões de vítimas foram indenizadas na condição de motoristas da motocicleta. Foto: Arquivo Tecnodata.

O número é assustador. A realidade, mais ainda. No período analisado, entre 2009 e 2018, o Seguro DPVAT pagou 3,2 milhões de indenizações às vítimas de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas e ciclomotores.

Deste total, quase 200 mil pessoas morreram nas ocorrências indenizadas. Outros 2,5 milhões de benefícios foram para vítimas que ficaram com algum tipo de invalidez permanente. As informações são da Seguradora Líder e constam no Boletim Especial Relatório Motocicletas e Ciclomotores Dez anos.

Ao comparar 2009 com o ano de 2018, os pagamentos feitos pelo Seguro DPVAT cresceram 28%. Mas, quando observadas apenas as ocorrências com motocicletas e ciclomotores, o aumento no mesmo período foi maior, saindo de cerca de 145 mil indenizações em 2009 para mais de 250 mil em 2018. Os casos de invalidez permanente são os que mais chamam atenção: cresceram 142% (2009 x 2018), de cerca de 76 mil indenizações pagas para mais de 185 mil.

Mapa

Atualmente, o Nordeste é a região que mais conta com vítimas indenizadas pelo Seguro DPVAT. Por outro lado, o estado de São Paulo lidera o ranking de acidentes com motos. Em dez anos, 344.134 indenizações foram pagas a vítimas de ocorrências com o veículo no estado, sendo 27.918 por morte.

Perfil das vítimas

Conforme o Boletim, nos últimos dez anos, mais de 2,3 milhões de vítimas foram indenizadas na condição de motoristas da motocicleta. Em 2018, eles representaram 68% de todas as indenizações pagas por ocorrências envolvendo motocicletas e as “cinquentinhas”. O percentual equivale a 170.123 sinistros. A maioria dos condutores (70%) ficou com algum tipo de invalidez permanente após o acidente, concentrando mais de 119 mil pagamentos. Em relação a 2009, houve um aumento de 125%.

Os pedestres são o segundo tipo de vítima que mais corre risco nos acidentes com veículos de duas rodas. De todas as indenizações pagas no ano passado por estas ocorrências, eles concentraram 53.120 (21%). Após ser atingida por uma moto, a maioria também ficou com algum tipo de sequela definitiva. Foram 46.058 sinistros pagos a pedestres vítimas de invalidez permanente. Quando comparado a 2009, o aumento foi de 254%.

As estatísticas por faixa etária seguem o mesmo comportamento quando são comparados os números de 2009 com 2018. Há dez anos, os jovens de 18 a 34 anos já eram a maioria atingida, com mais de 92 mil benefícios pagos. Só no ano passado, foram 130.365 indenizações pagas para essa faixa etária.

Causas

É comprovado que os motociclistas são bem mais vulneráveis que condutores de quaisquer outros veículos que trafegam nas ruas das cidades e nas rodovias. Muitos são os fatores que contribuem para aumentar as situações de risco, podendo comprometer a segurança. Além da imprudência, as condições de tempo, das vias danificadas e sinalização inadequada são condições que expõe esse usuário a graves acidentes.

De acordo com Eliane Piestak, especialista em trânsito e consultora do Portal, outra causa de acidente com motos é o excesso de velocidade.

“Além de ser uma exigência da lei, respeitar os limites das vias e sinalizar qualquer tipo de manobra com antecedência são condutas fundamentais para qualquer usuário do trânsito, ainda mais para os motociclistas, que estão muito expostos”, explica.

Outro comportamento comum à maioria absoluta dos motociclistas é trafegar nos corredores entre veículos, o que ainda é uma questão polêmica. Embora a prática tenha sido inicialmente proibida pelo artigo 56 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o trecho foi vetado.

Para Julyver Modesto de Araújo, mestre em Direito do Estado e comentarista do CTB Digital, esse veto, justifica a permissão do tráfego nos corredores.

”Como ele PROIBIRIA a condução de motocicletas nos corredores formados entre veículos, a falta de proibição equivale à permissão deste tipo de comportamento (o que é reforçado, inclusive, pelas razões de veto, em que se citou a agilidade da motocicleta como um de seus principais “benefícios”)”, explicou Araújo em entrevista ao Portal.

Julyver acredita também que não é ONDE se conduz a moto o problema, mas COMO se conduz.

“Existem diversos fatores que levam ao alto número de ocorrências de trânsito envolvendo motociclistas, principalmente pelo equilíbrio dinâmico, que exige que este veículo permaneça em movimento para se manter equilibrado. O problema é, principalmente, como se interagem os diversos atores do trânsito. Na minha opinião, mudanças repentinas de faixa, falta de sinalização de sua intenção, altas velocidades e falta de distância de segurança são fatores muito mais preponderantes do que a “utilização do corredor”, o que envolve também a condução de automóveis na via pública”, argumenta.

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Dormir ao volante está entre as principais causas de mortes no trânsito

sex, 06/09/2019 - 08:19

Paula Batista – 

Assessoria de Imprensa Perkons

Segundo a diretora científica da ABRAMET, Regina Margis, uma das consequências do sono de má qualidade é o acidente de trânsito. Foto: Picspree

Cerca de 42% dos acidentes de trânsito estão relacionados à sonolência. Essa é ainda uma das principais causas de mortes nas rodovias. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), com o alerta de que a falta de descanso compromete a direção em nível semelhante ao provocado pela ingestão de bebida alcoólica.

Pesquisa realizada pela Academia Brasileira de Neurologia, em conjunto com o Conselho Regional de Medicina e a ABRAMET, para a campanha “Não dê carona ao sono”, entrevistou quase 500 motoristas e concluiu que mais de 20% deles costumam dirigir com sono. Além disso, segundo o diretor de comunicação da ABRAMET, Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior, 18% dos acidentes são ocasionados pela fadiga dos motoristas.

Juntos,  sono e  cansaço representam alarmantes 60% dos acidentes de trânsito do país.

Segundo a diretora científica da ABRAMET, Regina Margis, uma das consequências do sono de má qualidade é o acidente de trânsito.

“São mais de duas décadas de estudos que mostram a relação entre o sono e os acidentes de trânsito. Em 2006, numa revisão sistemática, foi divulgado um estudo que mostrou, por exemplo, o quanto os indivíduos com apneia do sono apresentavam maior risco de se envolverem em acidentes de tráfego, e o tratamento adequado mostrou que eles voltaram a apresentar melhor resultado no desempenho de direção de veículos”, explica.

Na opinião de Luiz Gustavo Campos, especialista em trânsito e diretor da Perkons, estar alerta ao volante é essencial e pode salvar vidas, principalmente, tendo em vista que o tempo de frenagem, diante de uma situação em que ela é necessária, aumenta substancialmente com a desatenção.

“A cada dez leitos hospitalares ocupados no país, seis são para vítimas de trânsito. Assim, é preciso dizer o que parece óbvio: não pegue a estrada cansado ou sonolento. Descanse e siga viagem disposto e em segurança”, enfatiza.

 

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Tira-dúvidas ao vivo do Portal do Trânsito. Acompanhe!

qui, 05/09/2019 - 14:32

O especialista Celso Mariano e a jornalista Mariana Czerwonka tiram as dúvidas dos internautas sobre o tema trânsito. O programa vai ao ar todas as quintas-feiras, às 14h30, pelo Facebook. Acompanhe!

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Uso da seta não é opção! Veja como abordar esse assunto em sala de aula

qua, 04/09/2019 - 14:39
Foto: Pixabay.com

Todos nós que já passamos por um CFC, sabemos da importância de usar a luz indicadora de direção (a famosa seta) para sinalizar o que vamos fazer no trânsito. Já se falou sobre o uso da seta inúmeras vezes, entretanto, nunca é demais retornar ao assunto, até porque, quanto mais circulamos no trânsito, mais temos a certeza de que este tema é inesgotável.

Aposto que muitos Instrutores se perguntam onde estão falhando; será que os carros estão saindo das lojas e concessionárias sem esse elemento obrigatório? Será que gasta mais se ele for utilizado sempre?

Conte essa novidade aos seus alunos: NÃO aumenta o consumo de combustível, NÃO gasta a seta porque ela NÃO tem tempo de uso determinado, NÃO tem vida útil…incrível essa novidade não é mesmo? Compartilhe essa notícia de primeiríssima mão com seus alunos!

Todos nós sabemos que os Instrutores práticos, em todas as aulas, são extremamente rigorosos com relação ao uso do pisca-pisca (sim, existem muitos nomes para isso) para sinalizar conversões, saídas e mudanças de pista, ainda assim, depois de sair do CFC, ser aprovado nas famigeradas provas práticas, parece que os alunos são acometidos de amnésia, seletiva, é claro.

Outra novidade interessante para compartilhar com os alunos de CFC é que podem e devem usar a seta, mesmo estando sozinhos em ruas e avenidas, e até mesmo em estacionamentos de shoppings, supermercados, clínicas….incrível não é? Certamente vão gostar muito de saber disso!

Analisando o que foi pontuado acima, chegamos à conclusão que faz sentido usar a seta em todas as manobras: primeiro porque quem circula próximo, seja pedestre, sejam outros veículos, ficam sabendo para onde o veículo que está sinalizando irá. Segundo porque o CTB não faz distinção entre haver ou não veículos ou pedestres a quem sinalizar. Leia o que diz o CTB:

O Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.

Parágrafo único. Entende-se por deslocamento lateral a transposição de faixas, movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos.

E ainda temos indicado no Código, a infração referente a falta de sinalização:

Art.196. Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação:

Infração grave e penalidade multa

No exame prático é falta eliminatória, portanto: usar a seta para sinalizar não é opção, é exigência! Que tal uma dinâmica durante a aula teórica para fixar o uso da seta?

Vamos apresentar aqui um texto básico, usem a sua criatividade para criar outros.

Material:

– alunos sentados em círculo.

– vendas nos olhos de alguns alunos, alternando entre eles a venda, durante a história para que todos possam falar de sua experiência de se deslocar vendados.

Atividade:

O Instrutor deve explicar aos alunos que cada vez que usar a palavra direita, os alunos deverão se deslocar para a DIREITA, sentando-se na cadeira ao lado direito, quando disser a palavra ESQUERDA, e quando disser TEMPESTADE, os alunos trocam de lugar aleatoriamente. Os alunos que estão vendados, não deverão ser auxiliados pelos outros.

Segue o texto:

Vamos fazer uma viagem por uma linda estrada. O dia está lindo, com muito sol. Olhando pela janela do carro percebemos que as árvores balançam levemente para a DIREITA.

Avistamos uma cidade e observamos que há muitas árvores ao lado ESQUERDO do portal de entrada da cidade. Há também uma grande pedra do lado DIREITO. Olhando mais à frente, observamos que há muitas nuvens escuras, será que é uma TEMPESTADE?

Continuando a nossa viagem, olhamos lindos pássaros voando, outras árvores à DIREITA da estrada. Como estamos viajando a algum tempo, é melhor parar para descansar e fazer um lanche. Há uma placa a frente, indicando uma Lanchonete precisamos entrar no retorno à ESQUERDA e vamos para a lanchonete que fica na margem DIREITA da estrada. Precisamos ser rápidos pois a TEMPESTADE se aproxima.

Depois do breve descanso e de nos alimentar, seguimos viagem para tentar chegar com segurança ao nosso destino, antes da TEMPESTADE.

Conclusão

É importante fechar a dinâmica pedindo aos alunos que falem como foi a experiência, como se sentiram em ter que se movimentar com as vendas nos olhos? Como foi mais fácil de se deslocar: com ou sem a venda? Quem estava sem a venda, como se sentiu em ter que se desviar dos colegas que estavam vendados? Como é se deslocar no trânsito sem saber para onde o veículo da frente ou ao lado irá?

O uso da venda serve para mostrar que, quando não sinalizamos o que vamos fazer, para onde vamos, deixamos os outros integrantes do trânsito “às cegas”. Não é possível adivinhar o que o outro fará, para onde irá, se não sinalizar. No trânsito, não é tão simples assim como em uma história. Nem sempre temos a chance de remediar. Muitas vezes, nos deparamos com acidentes graves, absolutamente evitáveis se a sinalização fosse utilizada.

A segurança do trânsito está em nossas mãos e é nossa responsabilidade. Todos temos que fazer a nossa parte, usar a seta é simples e pode evitar muitos acidentes. Sinalize!

 

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Confira as dicas do Detran/SP para ficar “zen” na prova prática de direção

qua, 04/09/2019 - 08:13
Foto: Ministério das Cidades.

Para ajudar os candidatos prestes a passar pelo teste de direção, o Detran.SP realizou na última sexta-feira (30) a segunda transmissão ao vivo da série #PerguntaproDetran em parceria com o Hospital das Clínicas.

A convidada foi a psicóloga clínica Mariângela Savoia, do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. Na live “Zen na prova prática”, ela respondeu dúvidas dos internautas e deu várias dicas práticas para dominar a ansiedade na hora do exame e também depois, quando o motorista está habilitado e encara o trânsito.

Veja as principais dicas da profissional (o vídeo na íntegra, você encontra aqui) O que fazer para combater a ansiedade antes da prova prática?

“A ansiedade depende muito da expectativa da pessoa em relação à prova. Todos têm certo grau de ansiedade para fazer essa ou outra prova. É importante aceitar que não é como assistir a um filme comendo pipoca. Ou seja, é normal ficar um pouco nervoso. Uma dica é fazer alguns exercícios de respiração diafragmática e mentalizar cenas tranquilas.”

Há algum alimento específico para ajudar a relaxar?

“A recomendação é fazer uma alimentação leve. Nem pense em comer uma feijoada antes da prova. Não vai dar certo.”

Como dormir bem no dia anterior à prova?

“A dica é descansar e praticar atividades relaxantes no dia anterior. Atividades físicas leves podem ajudar. Meditação também. Exercícios muito intensos não são indicados, pois provocam estresse. E evite medicamentos com os quais não está acostumado.”

Como lidar com histórias negativas de outros candidatos?

“A tensão da espera e ouvir histórias de outros candidatos fazem parte do pacote. A dica é ter foco e esquecer o resto na hora em que entrar no carro. O melhor é não pensar no antes e no depois. É preciso prestar atenção, concentrar-se no presente, tentar deixar o que é do outro para o outro.”

Como colocar em prática o que aprendeu na hora da baliza?

“A baliza é um pesadelo comum na hora da prova prática. Fique atento à baliza, aos cavaletes e se preocupe em seguir as orientações do instrutor. A respiração diafragmática ajuda muito nesses momentos. É preciso contar dois para inspirar e quatro para expirar.”

Já fiz mais de 30 aulas extras e ainda não passei. O que eu faço?

“Esse é um caso em que é preciso avaliar o que a pessoa está errando. É o circuito, é a baliza? Ver o que passa na cabeça, qual é o medo e enfrentar. Às vezes, a indicação é fazer um treino específico para a fobia de dirigir.”

Há diferença entre o medo e a fobia?

“Sim, há diferença. O medo todo mundo tem ao longo da vida e ele faz com que nos preparemos para lidar com o perigo, com as dificuldades. Temer um animal feroz, por exemplo, é diferente de ter fobia de um gato. Sobre não passar na prova de direção prática, é normal ficar apreensivo. Mas isso passa a ser um problema na medida em que provoca um travamento.”

Como lidar com o pânico de dirigir mesmo após passar na prova?

“O pânico de dirigir tem várias vertentes. Há quem tenha medo de se perder, de atrapalhar o trânsito, de não conseguir dirigir entre os carros. Normalmente, o treino ocorre com alguém ao lado, mas, de repente, você está só. Existem programas específicos para a fobia de dirigir, baseados no aumento gradativo das dificuldades. Tive uma paciente que precisou superar o medo de subir a ladeira da alameda Ministro Rocha Azevedo, nos Jardins, em São Paulo. Foi o último degrau dela. É como uma escada. Outra paciente dava voltas no quarteirão enquanto a terapeuta esperava e, dia a dia, ficou mais segura.”

Como lidar com o medo específico de dirigir na estrada?

“Em geral, a estrada está ligada à velocidade. A dica é treinar com alguém que inspire confiança e pegar rodovias mais tranquilas. Mas a companhia não pode ser aquela pessoa tensa, que fica orientando a todo instante. Muitos têm dificuldades para dirigir justamente por causa de pessoas que exageram nas críticas.”

Parceria

“Zen na prova prática” foi a segunda transmissão realizada em parceria com Hospital das Clínicas e a Secretaria de Estado da Saúde. Na primeira live, “Cuidando da Coluna”, o médico Alexandre Fogaça Cristante, especialista em coluna do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC, deu dicas para os motoristas prevenirem dores e desgastes do sistema locomotor.

A próxima transmissão será sobre equipamentos de segurança para motociclistas e acidentes envolvendo essa categoria.

As informações são do Detran/SP

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