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Dirigir sem CNH em carro particular? Orientação atribuída à Senatran gera reação no setor de trânsito
Uma orientação administrativa atribuída à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) acendeu um sinal de alerta entre entidades ligadas à segurança viária e à formação de condutores em diferentes regiões do país. Conforme informações recebidas pelo Portal do Trânsito, uma circular recomenda que agentes de fiscalização deixem de autuar pessoas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que estejam conduzindo veículos particulares sob a alegação de estarem em “aulas práticas”, com base em diretrizes da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
A informação gerou reação imediata por ser considerada incompatível com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e com os próprios manuais que orientam a atuação da fiscalização. O entendimento predominante entre especialistas é de que o processo de aprendizagem da condução de veículos só pode ocorrer em veículos de aprendizagem, devidamente identificados, equipados com dispositivos de segurança e integrados ao sistema oficial de trânsito.
Questionamentos sobre legalidade e fiscalizaçãoO CTB é explícito ao classificar como infração gravíssima a condução de veículo por pessoa não habilitada e como crime a entrega da direção a quem não possui CNH. A legislação também estabelece que a aprendizagem deve ocorrer em veículos próprios para esse fim, identificados e preparados para a atividade.
Diante disso, a orientação atribuída à Senatran é vista com preocupação por representantes do setor, por sugerir que policiais rodoviários, policiais militares, guardas municipais e agentes de trânsito adotem uma postura permissiva nessas situações. Para críticos da medida, trata-se de um cenário no qual uma circular administrativa passaria a relativizar dispositivos legais que seguem plenamente vigentes.
O receio é que se fragilize a fiscalização e que se crie um precedente perigoso. Ou seja, de que condutas tipificadas em lei deixem de receber autuação por orientação administrativa, sem alteração formal do arcabouço legal.
“Normalização do risco”, avalia especialistaEm manifestação pública sobre o tema, o especialista Alysson Coimbra alertou para o que considera uma combinação de fatores de alto risco. São eles: pessoa sem CNH, conduzindo veículo particular, sem duplo comando, em via pública e, ainda assim, sob orientação para não receber autuação.
Para ele, esse conjunto não representa modernização do processo de formação de condutores, mas sim a normalização do risco no trânsito.
O especialista sustenta que lei não se altera por circular e que crime não se converte em regra administrativa. Em sua avaliação, iniciativas desse tipo tendem a ser questionadas judicialmente, com possível responsabilização de quem as subscreve.
Reação do setor e acionamento do MPFNo Ceará, o Sindicato das Autoescolas manifestou publicamente preocupação com a orientação. Para a entidade, a medida compromete a segurança viária. Além disso, expõe a sociedade a riscos desnecessários e coloca alunos e instrutores em um cenário de insegurança jurídica.
O sindicato avalia que permitir a condução de veículos por pessoas não habilitadas, mesmo sob o argumento de “aula prática”, significa afastar o processo de formação dos parâmetros legais e técnicos estabelecidos. Além disso, instrutores passariam a assumir responsabilidades elevadas sem respaldo normativo claro.
Diante da gravidade do tema, a entidade informou que acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que se analise a situação sob a ótica da legalidade e da proteção à coletividade.
“Estamos falando de um risco triplo: para a sociedade, que passa a conviver com pessoas não habilitadas dirigindo nas vias; para o aluno, que aprende fora das condições legais e seguras; e para o instrutor, que assume uma responsabilidade enorme sem qualquer respaldo jurídico. O treinamento não pode ser feito em veículos particulares, apenas em veículos de aprendizagem. O trânsito não comporta improvisos”, afirma Eliardo Martins, presidente do Sindicato das Autoescolas do Ceará.
Tema ganha dimensão nacionalEmbora a manifestação formal tenha partido de uma entidade estadual, o assunto rapidamente extrapolou o Ceará. Ele passou a ser tratado como um problema de alcance nacional. Profissionais da área destacam que a orientação, se confirmada, afeta diretamente a política pública de segurança viária em todo o país.
Em um contexto em que o trânsito brasileiro ainda figura entre as principais causas de mortes evitáveis, o setor avalia que qualquer mudança no modelo de aprendizagem precisa ocorrer dentro da legalidade. Assim como, com debate técnico, transparência e foco na preservação da vida.
Nota de apuraçãoO Portal do Trânsito recebeu as informações com preocupação e está realizando a apuração jornalística do caso. A reportagem entrou em contato com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para confirmar a veracidade da orientação mencionada. Além disso, solicitou esclarecimentos sobre seu conteúdo, alcance e fundamentação legal. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
A reportagem receberá atualização caso a Senatran se manifeste oficialmente.
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CNH sem baliza: mudança já vale em alguns estados e transforma a prova prática de direção
A prova prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) segue passando por alterações relevantes em diferentes estados do país. Uma delas chama atenção: a manobra de baliza deixou de ser exigida em parte dos exames práticos, abrindo espaço para questionamentos sobre critérios de avaliação e segurança viária.
A dispensa da baliza já foi confirmada oficialmente pelos Departamentos Estaduais de Trânsito de Amazonas, Espírito Santo, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Santa Catarina, a mudança está em fase de implementação. A orientação segue entendimento do Ministério dos Transportes, através da Resolução 1020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de que a exigência da manobra não é mais obrigatória em âmbito nacional, embora ainda falte a atualização do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular.
Enquanto isso, alguns estados optaram por manter o procedimento. Acre, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe informaram que continuam cobrando a baliza, alegando autonomia administrativa até a publicação do novo manual. De acordo com os próprios Detrans, essa situação é temporária e tende a ser uniformizada.
O que muda na prática sem a balizaNos estados que já adotaram a mudança, o exame prático passa a avaliar o candidato exclusivamente em percurso, sob acompanhamento do examinador de trânsito. A manobra de estacionamento paralelo à guia deixa de ser critério eliminatório, mas não significa, necessariamente, um exame mais simples.
Em nota, o Detran-SP esclareceu que o trajeto segue contemplando aspectos fundamentais da condução segura, como conversões à direita e à esquerda, uso correto das setas, parada obrigatória, respeito à sinalização e comportamento adequado no trânsito real. Ou seja, a avaliação passa a priorizar situações cotidianas de circulação urbana.
Mais tempo de prova e novos critérios de pontuaçãoNo Mato Grosso do Sul, por exemplo, a prova prática passou a ter tempo mínimo de 10 minutos, com exigência de uma série de manobras ao longo do percurso, incluindo conversões, retornos e estacionamentos laterais. O exame continua sendo realizado em vias públicas, urbanas ou rurais, pavimentadas ou não, com definição do local por sorteio em municípios com mais de uma área habilitada.
Outra mudança relevante está no sistema de pontuação. Antes, o candidato podia reprovar ao atingir três pontos. Com a nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito, os Detrans podem adotar um limite maior de pontuação, chegando a até 10 pontos, conforme regulamentação local.
Os erros agora seguem a mesma lógica das infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro:
- infração leve (1 ponto),
- média (2 pontos),
- grave (4 pontos) e
- gravíssima (6 pontos).
A resolução também abriu caminho para o uso de veículos com câmbio automático na prova prática. Essa mudança já está valendo em São Paulo.
De acordo com o Detran-SP, agora, candidatos que não necessitam de adaptação veicular poderão realizar o exame prático em carros automáticos, regularmente cadastrados. A medida reconhece a crescente presença desse tipo de veículo na frota brasileira e amplia as possibilidades para os candidatos, respeitando os critérios técnicos já adotados nos exames.
Por outro lado, os examinadores mantêm a prerrogativa de interromper o exame caso o candidato demonstre incapacidade técnica, instabilidade emocional ou comportamento incompatível com uma condução segura.
Em caso de reprovação, o candidato pode realizar novas tentativas sem limite, inclusive com possibilidade de reagendar uma segunda avaliação no mesmo dia, desde que haja disponibilidade, sem cobrança adicional de taxas.
Atenção às regras do seu estadoApesar das diretrizes nacionais, nem todas as mudanças já estão em vigor em todo o país. Os próprios órgãos de trânsito alertam que é preciso adaptar os sistemas e os procedimentos podem variar temporariamente.
Por isso, a recomendação é clara: antes de iniciar ou agendar o exame prático, o candidato deve consultar o Detran do seu estado para verificar quais regras estão efetivamente valendo.
As recentes alterações reacendem um debate central no trânsito brasileiro. Até que ponto flexibilizar etapas do exame contribui para ampliar o acesso à CNH sem comprometer a qualidade da formação e a segurança viária? Um tema que certamente continuará em pauta.
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Serviços de veículos do Detran-SP passam a dispensar vistoria em casos específicos; confira
O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) informa que, conforme a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº 941/2022, a apresentação de laudo de vistoria deixou de ser exigida em serviços de veículos específicos, desde que não haja transferência de propriedade, transferência de município ou alteração nas características do bem. A regra já está em vigor e representa menos uma etapa para o cidadão em situações determinadas.
A dispensa da vistoria se aplica aos seguintes serviços:
- Emissão de segunda via do CRV
- Conversão voluntária para o padrão Mercosul
- Cancelamento de intenção de venda
- Cancelamento de comunicação de venda
“Essa mudança elimina uma etapa desnecessária para o cidadão em situações em que não há qualquer alteração no veículo. É uma simplificação alinhada à norma do Contran, que reduz tempo, custo e deslocamentos, sem abrir mão da segurança do processo”, destaca Vinicius Novaes, diretor de Veículos Automotores do Detran-SP.
Quando a vistoria ainda é obrigatóriaA apresentação do laudo segue obrigatória nos serviços de Transferência de Propriedade, Transferência de Município ou Alteração de Dados.
O serviço “Solicitar Segunda Via do CRV com Vistoria de Outro Estado” também foi inativado, já que a regra do laudo não se aplica mais a esse tipo de pedido.
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Como o estresse muda a forma de dirigir — e nem percebemos
O estresse faz parte da vida moderna e, inevitavelmente, entra no carro junto com o motorista. Pressão no trabalho, problemas pessoais, cansaço acumulado e frustrações cotidianas moldam o estado emocional de quem dirige. O problema é que o estresse altera a forma de conduzir de maneira sutil, muitas vezes sem que o próprio motorista perceba.
Uma das primeiras mudanças provocadas pelo estresse é a redução da tolerância. Situações comuns do trânsito — como um semáforo fechado, um pedestre atravessando devagar ou um veículo hesitante — passam a gerar reações desproporcionais. Buzinas, gestos e acelerações surgem como respostas automáticas.
O estresse também compromete a atenção seletiva.O motorista passa a focar apenas no que considera obstáculo, ignorando sinais importantes ao redor. Isso reduz a capacidade de antecipar riscos e aumenta a chance de decisões impulsivas.
Outro efeito frequente é a perda da noção real de velocidade e distância. Motoristas estressados tendem a acelerar mais, aproximar-se demais do veículo à frente e assumir manobras com menor margem de segurança. A sensação subjetiva de urgência distorce a percepção do ambiente.
Há ainda impacto no processamento cognitivo. O cérebro sob estresse trabalha de forma mais reativa e menos analítica. Isso significa menos avaliação de consequências e mais respostas instintivas — um cenário perigoso no trânsito.
Muitos acreditam que dirigir ajuda a “esfriar a cabeça”. Em alguns casos, isso até pode acontecer. Mas, quando o estresse já está elevado, o trânsito costuma funcionar como amplificador, e não como válvula de escape.
O mais preocupante é que o motorista estressado raramente se reconhece assim. A irritação é normalizada, e o comportamento passa a ser visto como “jeito de dirigir”. Com o tempo, atitudes arriscadas se incorporam à rotina sem questionamento.
Reconhecer o próprio estadoAlém do risco de acidentes, o estresse ao volante gera desgaste físico e emocional. A condução deixa de ser uma atividade funcional e passa a ser fonte diária de tensão, afetando saúde, relacionamentos e bem-estar.
Reconhecer o próprio estado emocional é um passo fundamental. Pequenas atitudes — como reduzir expectativas, aceitar imprevistos, respirar antes de reagir e repensar horários — podem mudar significativamente a experiência ao dirigir.
No trânsito, não é apenas o veículo que precisa estar em condições adequadas. O motorista também precisa estar. Ignorar o impacto do estresse é abrir espaço para decisões que colocam todos em risco, mesmo quando não há intenção de errar.
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CNH do Brasil não é CNH gratuita: entenda a diferença
Desde que o governo federal passou a divulgar o chamado CNH do Brasil, uma dúvida se espalhou rapidamente entre candidatos à habilitação: afinal, a nova CNH é gratuita?
A resposta é direta e precisa: não.
A confusão acontece porque, ao mesmo tempo em que o país discute programas de CNH Social, baseados na gratuidade ou no subsídio do processo, também entrou em vigor um novo modelo de formação de condutores, criado a partir da Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito. Embora tratem do mesmo tema — tirar a CNH —, CNH Social e CNH do Brasil são coisas diferentes e têm objetivos completamente distintos.
Veja também Primeira Habilitação O preço de aprender a dirigir sem autoescola pode ser muito maior do que você imagina Notícias Mortes no trânsito têm alta no Brasil em 2024 e dados completos devem piorar cenário Carteira de Habilitação (CNH) Nova lei da CNH Social gera dúvidas: entenda o que é fato e o que é desinformação CNH do Brasil não é gratuita — e isso precisa ficar claroO CNH do Brasil não é um programa social e não garante gratuidade. O candidato continua arcando com aulas, exames e taxas. A promessa de “CNH mais acessível” está ligada à flexibilização do modelo, não ao financiamento público.
Reduzir custos por meio da redução ou reorganização de etapas não equivale a tornar o processo gratuito. E esse detalhe tem sido ignorado em boa parte da comunicação oficial e das redes sociais.
CNH Social é a única política que pode garantir CNH sem custoA CNH Social, por sua vez, é uma política pública de inclusão, voltada a pessoas de baixa renda, na qual o Estado assume parte ou todo o custo do processo. Ela não altera a formação, não muda carga horária nem critérios técnicos — apenas viabiliza financeiramente o acesso.
Se alguém obtém CNH sem pagar, isso acontece por meio da CNH Social, e não do CNH do Brasil.
Flexibilizar não é sinônimo de formar melhorÉ justamente nesse ponto que surgem as maiores críticas ao CNH do Brasil. Para o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, o problema não está na busca por eficiência. Está sim, na fragilização do processo formativo.
De acordo com ele, o novo modelo parte de uma lógica perigosa ao sugerir que a redução de etapas e a maior autonomia do candidato, por si só, resolveriam o problema do custo da CNH.
“Formação de condutores não é mercadoria. Não basta torná-la mais barata se isso comprometer o aprendizado e a segurança viária”, alerta.
Celso Mariano também chama atenção para o risco de se confundir política social com política de trânsito. “Inclusão social se faz com financiamento público, como ocorre na CNH Social. Já mudanças profundas na formação exigem debate técnico, avaliação de impacto e responsabilidade institucional. Misturar essas agendas é um erro”, avalia.
Uma confusão conveniente — mas tecnicamente frágilAo associar o CNH do Brasil à ideia de gratuidade, cria-se uma expectativa que não se sustenta na prática. Mais do que isso, essa confusão ajuda a neutralizar críticas legítimas ao novo modelo, ao envolvê-lo em um discurso social que ele, de fato, não é.
Para especialistas, o risco está em normalizar a ideia de que formar condutores pode ser simplificado sem consequências, quando o trânsito brasileiro já convive com índices elevados de mortes e lesões evitáveis.
O que o candidato precisa entender, sem rodeios- CNH do Brasil: novo modelo de formação, não é gratuita, vale para todos.
- CNH Social: política de inclusão, pode ser gratuita, depende do Estado e do perfil do candidato.
Se a promessa é “CNH sem custo”, o caminho é a CNH Social. Se a promessa é “CNH mais barata” por flexibilização, trata-se do CNH do Brasil — e isso merece análise crítica.
Informação correta também é segurança no trânsitoFormar condutores não é apenas reduzir custos ou acelerar processos. É preparar cidadãos para circular em um ambiente coletivo, complexo e de risco.
Por isso, esclarecer que CNH do Brasil não é CNH gratuita — e que o novo modelo levanta questionamentos técnicos importantes — é parte do papel do jornalismo especializado em trânsito.
O que preocupa os especialistas no CNH do BrasilPara o especialista em trânsito Celso Mariano, o maior risco do CNH do Brasil não está apenas no custo ou na forma como o modelo vem sendo divulgado, mas na lógica que sustenta a flexibilização do processo de formação.
Conforme ele, ao reduzir etapas, reorganizar cargas horárias e ampliar a autonomia do candidato sem um debate técnico aprofundado, o novo modelo coloca em segundo plano o papel pedagógico da formação. “Formar condutores não é apenas cumprir etapas burocráticas. É um processo educativo que exige acompanhamento, tempo e responsabilidade institucional”, alerta.
Celso também chama atenção para a confusão criada no discurso público. “Quando se mistura mudança estrutural na formação com políticas de inclusão social, como a CNH Social, o cidadão perde a referência do que está sendo oferecido. Inclusão se faz com financiamento público; formação exige critérios técnicos e foco na segurança viária”, afirma.
Na avaliação do especialista, o risco é que a promessa de uma CNH mais barata acabe naturalizando a ideia de que menos formação é aceitável. Ou seja, justamente em um país que ainda enfrenta altos índices de mortes e lesões no trânsito.
“Reduzir custos não pode significar reduzir preparo. O trânsito cobra caro quando o processo de formação falha.”
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Economia da mobilidade: seguros digitais e novos modelos de negócios
Os seguros digitais deixaram de ser apenas uma alternativa moderna para se tornarem uma peça central da economia da mobilidade, conectando tecnologia, comportamento do consumidor e novos modelos de negócios em um ecossistema cada vez mais dinâmico.
Nesse cenário, a forma como as pessoas se locomovem, compartilham veículos e contratam proteção mudou profundamente.
Nos últimos anos, o carro deixou de ser apenas um bem de posse para se tornar um serviço, um ativo compartilhado ou até uma fonte de renda.
Essa transformação abriu espaço para plataformas flexíveis, contratos sob demanda e soluções que dialogam diretamente com o usuário final.
É nesse contexto que surgem as seguradoras de carros online, que operam de forma mais transparente, com menos burocracia e foco total na experiência digital, acompanhando o ritmo acelerado da mobilidade contemporânea.
Por isso, mais do que proteger veículos, os seguros digitais passaram a proteger estilos de vida, rotinas urbanas e novas formas de consumo. Eles não apenas acompanham a economia da mobilidade, mas também ajudam a moldá-la.
Seguros digitais e a nova lógica da mobilidade urbanaOs seguros digitais acompanham a evolução da mobilidade urbana ao oferecer produtos mais flexíveis, personalizados e alinhados ao uso real dos veículos.
Em grandes centros, onde o carro já não é utilizado todos os dias, pagar por um seguro tradicional anual perdeu sentido para muitos consumidores.
Hoje, a lógica é simples: quanto menos você usa, menos você paga. Sensores, telemetria e aplicativos permitem que seguradoras entendam o comportamento do motorista em tempo real, ajustando preços, coberturas e benefícios.
No meio desse movimento, algo que se destaca são as melhores seguradoras de carros online, pois elas integram tecnologia, dados e atendimento ágil, criando relações mais próximas e transparentes com o cliente.
Essa proximidade permite ajustes rápidos de cobertura, contratos mais flexíveis e soluções pensadas para diferentes perfis de uso, acompanhando a velocidade com que os hábitos de mobilidade mudam nas cidades.
Além disso, a mobilidade urbana também se diversificou. Carros por assinatura, aluguel de curto prazo, caronas remuneradas e aplicativos de transporte exigem seguros que acompanhem essas novas realidades, algo que apenas modelos digitais conseguem entregar com eficiência.
Algumas das principais mudanças trazidas pelos seguros digitais na mobilidade incluem, por exemplo:
- Cobrança baseada no uso do veículo;
- Contratação, renovação e cancelamento 100% online;
- Personalização de coberturas em poucos cliques;
- Integração com apps de mobilidade e transporte,
- Resposta mais rápida em sinistros e assistências.
Esse novo modelo redefine o papel do seguro: de custo fixo para solução inteligente de proteção.
Novos modelos de negócios impulsionados pela mobilidade digitalA economia da mobilidade não transformou apenas o setor de seguros, mas também abriu espaço para novos modelos de negócios que antes não existiam.
Plataformas digitais, startups e empresas tradicionais reinventadas passaram a explorar nichos específicos, conectando mobilidade, tecnologia e serviços financeiros.
Nesse ambiente fértil, surgem oportunidades que dialogam diretamente com idéias de negócios online, especialmente aquelas baseadas em recorrência, dados e experiência do usuário.
Seguros sob demanda, proteção temporária para motoristas de aplicativos e planos personalizados para frotas compartilhadas são apenas alguns exemplos.
Por isso, empreendedores atentos perceberam que o seguro deixou de ser um produto isolado e passou a fazer parte de um ecossistema maior, que envolve mobilidade, logística, tecnologia e economia compartilhada.
Alguns modelos de negócios em destaque na economia da mobilidade incluem, por exemplo:
- Seguros pay-per-use (pague pelo que usar);
- Planos sob demanda para motoristas de app;
- Seguros integrados a plataformas de aluguel e assinatura;
- Proteção temporária para viagens específicas,
- Soluções B2B para frotas inteligentes.
Os seguros digitais só se tornaram viáveis graças ao avanço da tecnologia e à capacidade de coletar, interpretar e proteger dados com responsabilidade.
Machine learning, análise comportamental e Inteligência Artificial permitem avaliações de risco muito mais precisas do que os antigos modelos baseados apenas em perfil genérico.
Ao mesmo tempo, a transparência ganhou protagonismo. Afinal, aplicativos claros, contratos simplificados e comunicação direta aumentam a confiança do consumidor, que agora entende exatamente o que está contratando.
Sem dúvida, esse fator é decisivo em um mercado onde o usuário exige rapidez, clareza e autonomia.
O futuro da mobilidade passa pelos seguros digitaisOs seguros digitais representam muito mais do que uma evolução do setor segurador, pois são um reflexo direto de como a sociedade se move, consome e se relaciona com a tecnologia.
Afinal, à medida que a mobilidade se torna mais fluida, compartilhada e conectada, os seguros acompanham esse movimento com soluções inteligentes e adaptáveis.
No centro dessa transformação estão dados, experiência do usuário e modelos de negócios flexíveis, capazes de atender tanto grandes centros urbanos quanto novas demandas regionais.
Assim, a economia da mobilidade continuará evoluindo e os seguros digitais seguirão como protagonistas, conectando proteção, inovação e oportunidades de negócio em um único ecossistema.
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Operação Rodovida mantém reforço nas rodovias federais até o Carnaval
Mesmo com o encerramento dos deslocamentos intensos do Natal e do Ano Novo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém até o Carnaval as ações da Operação Rodovida, o maior programa de segurança viária do país. O objetivo é reduzir sinistros, mortes e feridos nas rodovias federais em um período que ainda concentra tráfego elevado, viagens de lazer, transporte de cargas e deslocamentos regionais.
A iniciativa combina fiscalização reforçada e ações educativas em trechos estratégicos das rodovias, buscando enfrentar um cenário que segue preocupante, especialmente para motociclistas — hoje o grupo mais vulnerável no trânsito brasileiro.
Motociclistas seguem liderando estatísticas de mortesNo balanço apresentado pela PRF no lançamento desta edição da Rodovida, os dados revelam que, em 2025, o número de condutores de motocicletas mortos em sinistros de trânsito nas rodovias federais foi 38% maior do que o total de óbitos de motoristas de automóveis.
As estatísticas mostram que o problema não é pontual. Em 2023, foram registradas 1.560 mortes de motociclistas; em 2024, o número subiu para 1.754. Já em 2025, considerando o período de janeiro a novembro, 1.594 motociclistas perderam a vida nas rodovias federais.
No mesmo intervalo, as mortes de condutores de automóveis ficaram abaixo desses números: 1.319 em 2023, 1.333 em 2024 e 1.151 em 2025 (janeiro a novembro).
Além da letalidade, também houve aumento no volume de ocorrências. De janeiro a novembro de 2025, a PRF contabilizou 29.317 sinistros de trânsito envolvendo motocicletas, contra 28.894 no mesmo período de 2024.
Comportamento do condutor é fator centralDe acordo com o levantamento da PRF, as principais causas dos sinistros com motocicletas em 2025 estão diretamente relacionadas à conduta dos condutores. A ausência de reação lidera o ranking, com 4.538 ocorrências, seguida pela reação tardia ou ineficiente (4.098) e por acessar a via sem observar a presença de outros veículos (3.860).
Outro dado que reforça a gravidade do cenário é a condução irregular. No mesmo período, mais de 32,5 milhões de pessoas eram proprietárias de motocicletas no país. No entanto, 17,2 milhões não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A, obrigatória para conduzir esse tipo de veículo.
O crescimento acelerado da frota também pressiona o sistema viário. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito indicam que, em outubro de 2024, o Brasil já somava 34,2 milhões de motocicletas em circulação. Ou seja, isso equivale a 28% de todos os veículos do país.
Rodovida segue até o CarnavalCriada em 2011, a Operação Rodovida foi transformada em programa de governo em 2021. Além disso, passou a integrar de forma permanente as ações de segurança viária em todo o país. Durante o período da operação, órgãos responsáveis pela fiscalização em vias urbanas e rurais atuam de forma coordenada para reduzir a violência no trânsito.
As metas estão alinhadas ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que segue as diretrizes da Organização das Nações Unidas. O compromisso é reduzir em pelo menos 50% o número de mortes no trânsito brasileiro até 2030.
Para a PRF, o reforço na fiscalização é essencial, mas a mudança de cenário depende, sobretudo, do comportamento dos condutores. O coordenador-geral de Segurança Viária da PRF, Jeferson Almeida, destaca que a atitude dos motociclistas é decisiva para reduzir a letalidade.
“É indispensável que os motociclistas estejam sempre atentos aos veículos e pessoas ao seu redor, e que sempre respeitem as normas de trânsito, como os limites de velocidade e as ultrapassagens em local permitido. Essas atitudes são importantes para reduzir a letalidade dos sinistros de trânsito envolvendo motociclistas no país.”
Com o Carnaval se aproximando, a Rodovida entra em uma fase decisiva. A expectativa da PRF é que a combinação de fiscalização contínua e conscientização ajude a evitar que estatísticas já tão elevadas se repitam nos próximos meses.
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Logística em 2026: 5 tendências que vão dominar o setor
O setor logístico brasileiro passa por uma evolução acelerada. Estimativas indicam que o mercado nacional deve movimentar cerca de US$ 111 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 140 bilhões até 2030, segundo levantamento da Mordor Intelligence, o que mostra um segmento cada vez mais estratégico para a economia e adepto às tecnologias. Esse cenário antecipa o que deve se consolidar em 2026: operações mais conectadas, inteligentes e sustentáveis, com empresas adotando tecnologias que aumentam eficiência e segurança.
“Nos últimos anos, vimos uma aceleração sem precedentes na digitalização das operações, desde a gestão de frotas, até o gerenciamento de armazéns e essa tendência tende a se aprofundar. Empresas que ainda operam processos manuais ou fragmentados correm o risco de perder competitividade”, afirma Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, startup de meios de pagamento com soluções completas para frota pesada.
Diante desse contexto, Seefeld aponta as 5 principais tendências que devem ganhar força na logística em 2026. Confira! 1. Gestão de frotas totalmente digital e integradaAs plataformas digitais para monitoramento e gestão de frotas devem se consolidar como padrão em 2026. Sistemas conectados permitem acompanhamento em tempo real de veículos, cargas e rotas, além de integrar dados financeiros, operacionais e de manutenção. Para empresas de transporte, essa adaptação significa redução de custos, otimização de rotas e mais previsibilidade de entregas.
2. IA e automaçãoO uso de inteligência artificial e automação se torna cada vez mais central na logística corporativa. Ferramentas de IA ajudam na previsão de demanda, otimização de rotas e manutenção preditiva, enquanto a automação agiliza processos repetitivos, reduz erros e aumenta a eficiência operacional. Empresas que adotarem essas soluções terão maior capacidade de decisão, produtividade e competitividade no mercado.
3. Sustentabilidade e logística verdeA pauta ESG passa a ocupar espaço central na operação de frotas e transporte de cargas. Soluções voltadas à redução de emissões de CO₂, otimização de consumo de combustível e monitoramento de impactos ambientais tornam-se diferenciais estratégicos. Além de atender à regulamentação e expectativas do mercado, a logística verde aumenta a competitividade de empresas que priorizam responsabilidade socioambiental.
4. Robótica aplicada à logísticaA robótica ganha protagonismo em armazéns, centros de distribuição e processos de carregamento e descarregamento. Robôs colaborativos e automatizados ajudam a reduzir custos, acelerar operações e minimizar erros humanos. Essa tecnologia, combinada com sistemas de gestão inteligentes, permite que grandes empresas consigam escalar operações de forma mais ágil e segura.
5. Logística colaborativa e plataformas integradasModelos de logística colaborativa e o uso de plataformas que conectam transportadoras, fornecedores e clientes prometem otimizar recursos e reduzir custos operacionais. O compartilhamento de informações, rotas e capacidade de carga favorece o aproveitamento máximo da frota e diminui o desperdício, criando uma cadeia mais eficiente e resiliente.
“O futuro da logística no Brasil é de integração, inteligência e responsabilidade. As empresas que conseguirem unir tecnologia, processos otimizados e visão estratégica estarão prontas para se diferenciar no mercado e capturar valor de forma consistente”, finaliza o CEO da TruckPag.
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Vai viajar? Confira os apps que ajudam no trânsito e no planejamento de rotas
Planejar uma viagem de carro nem sempre é fácil. Encontrar as melhores rotas, traçar o melhor roteiro para aproveitar o passeio ao máximo e, de preferência, fugir do trânsito e dos congestionamentos nas estradas são pontos que demandam cuidado, um pouco de conhecimento do trajeto e até mesmo sorte.
Porém, com o auxílio da tecnologia, esse planejamento fica muito mais fácil. Através de apps e demais ferramentas, é possível delinear o melhor caminho e saber até mesmo as condições da estrada em tempo real, do momento de saída de casa à chegada no destino.
Apps para planejamento de viagensAs vantagens na economia de tempo e dinheiro são evidentes. E um dos principais aliados nessa missão é o próprio Google Maps. A app possui rotas bem traçadas, estimativa de tempo de viagem, possibilidade de testar diferentes caminhos, bem como horários de chegada e saída, com atualização de trânsito, duração da viagem e distância percorrida.
O app permite ainda a visualização de rotas offline e até mesmo saber quantos são e qual é o valor estimado dos pedágios. Dessa forma, facilitando o planejamento financeiro da viagem. Outro aplicativo com funcionalidades parecidas e muito utilizado é o Waze.
Assim como o Maps, ele atualiza as rotas levando em conta o trânsito, blitz policiais, acidentes e até mesmo obras e buracos na pista. Contudo, sua comunidade é bem mais engajada e costuma sinalizar diversos problemas em tempo real, o que deixa a rota mais dinâmica. Radares e excesso de velocidade também são notificados pelo app.
Sendo assim, ambos são indispensáveis em questão de navegação GPS, embora a preferência possa variar de usuário para usuário. E, para não perder nada no caminho, apps como Google Viagens e TripAdvisor sugerem pontos de interesse, como restaurantes, pousadas e até mesmo pontos turísticos interessantes para uma parada.
Mais segurança e agilidade nas rodoviasNota-se logo que a tecnologia tem um papel cada vez mais fundamental nas estradas. Até mesmo o monitoramento do trânsito pelas autoridades tem ficado mais inteligente. O uso de inteligência artificial e sistemas de transporte inteligente auxilia na gestão das rodovias e detecta incidentes antes mesmo que aconteçam.
Sistemas como o Free Flow, já instalados em algumas rodovias, agilizam a trafegabilidade ao excluir a parada para pagamento do pedágio, dispensando igualmente o uso de tags e cabines de atendimento. Outro diferencial é que o trecho de entrada e saída do carro na rodovia é detectado, e o valor da tarifa é cobrado de maneira proporcional.
No mais, antes de qualquer viagem, é recomendado fazer uma revisão completa do veículo. Deve-se também respeitar todas as leis de trânsito e dirigir com cautela. Afinal, mesmo com a maior tecnologia disponível, o cuidado ao volante ainda é uma função humana, determinante para uma viagem segura e proveitosa.
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CNH vencida: quanto tempo o motorista pode dirigir e o que diz a lei
Uma dúvida muito comum entre motoristas brasileiros diz respeito ao prazo de validade da Carteira Nacional de Habilitação. Afinal, é possível dirigir com a CNH vencida? Se sim, por quanto tempo? E o que acontece se o condutor for abordado nesse período?
A legislação de trânsito trata esse tema de forma objetiva, mas ainda assim há muita desinformação — o que acaba levando motoristas a multas e penalidades evitáveis.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, a CNH possui prazo de validade definido conforme a idade do condutor. Após o vencimento, o motorista ainda pode dirigir por até 30 dias, sem que isso configure infração. Esse período funciona como uma tolerância legal para que o condutor providencie a renovação do documento.
Durante esses 30 dias, a CNH vencida continua sendo considerada válida para fins de fiscalização. Ou seja, se o motorista for abordado dentro desse prazo, não poderá ser autuado apenas pelo vencimento do documento.
Passado esse período, a situação muda completamente. Dirigir com a CNH vencida há mais de 30 dias é infração gravíssima, prevista no CTB. As penalidades incluem:
- Multa
- Sete pontos na CNH
- Retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado
É importante destacar que não existe tolerância além dos 30 dias, independentemente do motivo do atraso. Alegações como esquecimento, dificuldade de agendamento ou falta de tempo não afastam a infração.
Outro ponto que gera confusão é a diferença entre CNH vencida e CNH suspensa ou cassada. No caso da CNH vencida, o motorista ainda tem direito à renovação administrativa. Já nos casos de suspensão ou cassação, dirigir é infração gravíssima, sem qualquer período de tolerância.
Veja também Primeira Habilitação Vai tirar a CNH: exames agora têm preço máximo nacional e levantam desafios práticos Primeira Habilitação Por que os Detrans precisam de tempo para implementar as novas regras da CNH do Brasil Carteira de Habilitação (CNH) CNH do Brasil: renovação automática da CNH, redução de taxas e dispensa do documento físico Versão digitalCom a digitalização dos documentos, muitos motoristas acreditam que a CNH Digital dispensa atenção ao prazo de validade. Isso não é verdade. A versão digital reflete exatamente os mesmos dados da CNH física, incluindo a data de vencimento. Se estiver vencida no sistema, também estará irregular no aplicativo.
A renovação da CNH exige, em regra, exame de aptidão física e mental. Dependendo da idade e da categoria, pode haver exigência de avaliação psicológica e exame toxicológico. Os procedimentos variam conforme o Detran, mas o vencimento segue regra nacional.
Outro erro comum é confundir o prazo de validade da CNH com o prazo do CRLV. São documentos diferentes, com exigências e calendários distintos. Estar com o veículo licenciado não regulariza uma CNH vencida.
Manter a CNH dentro do prazo é uma obrigação básica, mas ainda assim frequentemente negligenciada. Com sistemas cada vez mais integrados, a fiscalização passou a identificar a irregularidade de forma imediata.
A melhor orientação é simples: não deixe para renovar a CNH depois do vencimento. Planejar-se evita multas, transtornos e o risco de ficar impedido de dirigir por uma falha administrativa facilmente evitável.
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Chuva e neblina: risco de sinistro
Com a chegada do período chuvoso e o aumento da incidência de neblina em diversas regiões do país, cresce também o número de sinistros de trânsito registrados nas rodovias e áreas urbanas. Chamamos atenção para a combinação de baixa visibilidade, pistas escorregadias e imprudência dos motoristas formando um cenário que potencializa acidentes graves, hospitalizações e mortes, além de gerar impactos econômicos significativos para o Estado e para as famílias das vítimas.
Visibilidade reduzida e pistas molhadas ampliam o perigo, segundo órgãos de trânsito, a chuva é responsável por aumentar de forma expressiva o risco de colisões. A água na pista reduz a aderência dos pneus, aumenta a distância de frenagem e pode provocar aquaplanagem, situação em que o motorista perde completamente o controle do veículo.
A neblina, por sua vez, diminui drasticamente a visibilidade, dificultando a percepção de distância e velocidade. Em rodovias, esse fenômeno é frequentemente associado a engavetamentos e colisões múltiplas.
Os sinistros registrados nesses períodos tendem a ser mais severos. Hospitais públicos relatam aumento de atendimentos relacionados a traumas, fraturas, lesões neurológicas e politraumatismos. Em muitos casos, as vítimas necessitam de internação prolongada, cirurgias complexas e reabilitação intensiva.
Além das lesões físicas e sequelas permanentes, a combinação de baixa visibilidade, pistas escorregadias e redução do tempo de reação cria um cenário propício para sinistros de trânsito, que resultam em danos materiais, lesões graves, hospitalizações prolongadas, sequelas permanentes e, em muitos casos, mortes evitáveis. Além do impacto humano devastador, esses eventos geram custos elevados para o Estado, para as famílias e para toda a sociedade.
A chuva aumenta a distância de frenagem, provoca aquaplanagem, diminui a visibilidade, especialmente à noite.Por sua vez, a neblina reduz drasticamente a visibilidade, dificulta a percepção de distância e velocidade, aumenta o risco de colisões múltiplas, especialmente em rodovias. Em consequência, colisões traseiras, saídas de pista, capotamentos, atropelamentos, já que pedestres e ciclistas quase não são visualizados nessas condições de mal tempo.
São comuns fraturas, traumatismos e lesões internas, queimaduras em casos de incêndio, amputações, danos permanentes, traumatismo cranioencefálico (TCE) que é uma das principais causas de sequelas graves.
Os sinistros de trânsito em condições climáticas adversas têm impacto direto no sistema de saúde. Hospitalizações, demandam recursos de alta complexidade, como UTI, cirurgias, reabilitação e sobrecarregam o sistema público.
Provocam lesões neurológicas, motoras e cognitivas, perda de mobilidade e dependência de cuidados contínuos.
É comum impacto psicológico profundo, como depressão e transtorno de estresse pós-traumático.
Muitas vezes ocorrem mortes no local do acidente, outras acontecem dias ou semanas após.
Os sinistros de trânsito geram custos expressivos para o Estado, famílias e sociedade.Dirigir sob chuva e neblina exige atenção redobrada, redução de velocidade e respeito às condições da via. Os sinistros ocorridos nesses períodos não são meros “acidentes”, mas eventos previsíveis e evitáveis por isso hoje chamamos de “Sinistros”. As consequências físicas, emocionais e econômicas atingem não apenas os envolvidos, mas toda a sociedade.
A prevenção, a educação no trânsito e a responsabilidade individual são as ferramentas mais eficazes para reduzir mortes e sequelas, preservando vidas e diminuindo os custos e sofrimento para o Estado e para as famílias.
Texto do Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
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CNH automática: a facilidade que pode custar vidas no trânsito
A promessa de simplificação trazida pela Medida Provisória 1327/2025, que prevê a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem o exame de aptidão física e mental, acendeu um alerta vermelho entre especialistas em medicina e psicologia do tráfego. O argumento central é contundente: ao extinguir a avaliação obrigatória, o Estado brasileiro troca a segurança científica pela “sorte”, ignorando que a saúde humana não é estática, mas um processo em constante mudança com impacto direto nos sinistros de trânsito.
“Muitas coisas mudam na nossa saúde física e mental em um período de cinco anos. Deduzir que o motorista está apto a dirigir em segurança expõe todos ao risco de acidentes e mortes”, resume Adalgisa Lopes, especialista em segurança viária e presidente da Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans-MG).
Veja também Carteira de Habilitação (CNH) Cadastro no RNPC: passo a passo para ter acesso à renovação automática da CNH Carteira de Habilitação (CNH) Mudanças na CNH ameaçam a segurança viária e podem custar milhões ao país Carteira de Habilitação (CNH) Renovação automática da CNH é risco sanitário: quando a estatística ignora a saúde, a vida entra em perigo Direção seguraA proposta do governo baseia-se na premissa de que, na ausência de infrações, o condutor permanece apto. Especialistas, porém, classificam a ideia como um erro lógico. “A aptidão é dinâmica e pode se alterar ao longo do tempo por doenças, agravos à saúde, uso de medicamentos ou eventos clínicos que comprometem capacidades físicas, mentais, sensoriais e cognitivas essenciais para a direção segura”, explica Adalgisa.
Conforme ela, a validade do exame existe justamente para acompanhar a evolução da saúde. “A avaliação pericial periódica não é burocracia; é prevenção com base em ciência. Presumir aptidão apenas pela falta de multas é falho. Um motorista pode não ter registros de infração porque dirige um carro em nome de uma empresa e ainda assim ser um risco constante devido a condições clínicas ocultas”, observa a especialista.
Riscos invisíveis e a “sentença de morte”Muitas condições graves, como demência, apneia do sono e crises convulsivas, não se detecta por radares ou agentes de trânsito, mas elevam drasticamente o risco de tragédias. Para Adalgisa, a medida representa uma negligência institucionalizada. “A renovação automática não é desburocratização, é uma sentença de morte anunciada. Estamos entregando o volante de máquinas de uma tonelada a pessoas que podem ter visão severamente comprometida ou doenças neurológicas silenciosas. Relativizar o ato médico é um risco concreto à sociedade”, afirma.
O fator comportamental e o estado de negaçãoA psicóloga especialista em trânsito Giovanna Varoni ressalta que o ser humano tem dificuldade em reconhecer o próprio declínio. Sem o exame, o condutor perde o único momento de reflexão técnica sobre suas capacidades.
“O motorista brasileiro, por medo de perder o direito de dirigir, tende a ocultar sintomas. O exame oferece um acolhimento técnico que a renovação automática jamais dará. Sem esse ‘olho clínico’, teremos motoristas circulando em estado de negação, sem consciência de que suas limitações físicas tornaram-se armas”, alerta Varoni.
O mito do modelo internacionalO governo frequentemente cita países desenvolvidos que utilizam a autodeclaração de saúde. No entanto, a realidade brasileira carece dos mecanismos de suporte desses países. Na Europa e nos Estados Unidos, vigora o “dever de notificação”: médicos particulares são obrigados por lei a informar as autoridades caso identifiquem que um paciente perdeu as condições de dirigir.
No Brasil, não há integração de dados entre o SUS, a saúde suplementar e o Detran. Sem essa rede de proteção e fiscalização, a autodeclaração torna-se, na prática, uma peça de ficção que deixa o trânsito à própria sorte.
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Detran muda regras do exame prático e amplia limite de pontos para reprovação
Uma nova portaria do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran/MS) altera de forma significativa as regras do exame prático de direção veicular no estado. Publicada no dia 20 de janeiro, a Portaria Detran-MS “N” nº 202 estabelece mudanças que afetam candidatos à Permissão para Dirigir (PPD), à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e também ao novo modelo de formação conhecido como CNH do Brasil.
As alterações entram em vigor a partir de 26 de janeiro de 2026 e seguem a lógica de transição trazida pela Conselho Nacional de Trânsito, que, por meio da Resolução nº 1.020/2025, redefiniu diretrizes do processo de formação e avaliação de condutores em todo o país.
Estados seguem com autonomia até publicação de manual nacionalA Resolução 1.020/2025 prevê a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, documento que deverá padronizar os critérios de avaliação prática em nível nacional. No entanto, enquanto esse manual não é publicado, os Departamentos Estaduais de Trânsito seguem autorizados a regulamentar seus próprios procedimentos.
É nesse contexto que o Detran-MS edita a nova portaria. Assim, ajustando o modelo de avaliação prática à nova lógica normativa e ampliando a margem de pontuação durante o exame.
Limite de pontos sobe de 3 para 10 no exame práticoUma das principais mudanças diz respeito ao limite de pontos que podem ser perdidos pelo candidato durante o exame prático. Pela regra anterior, estabelecida pela Resolução CONTRAN nº 789/2020, a reprovação ocorria quando o candidato ultrapassava 3 pontos, com faltas classificadas como leves (1 ponto), médias (2 pontos) ou graves (3 pontos).
Com a nova portaria, o teto de pontos passa a ser 10. Além disso, a classificação dos erros passa a seguir a mesma lógica das infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro. A pontuação fica definida da seguinte forma:
- Infração leve: 1 ponto
- Infração média: 2 pontos
- Infração grave: 4 pontos
- Infração gravíssima: 6 pontos
Na prática, isso amplia o número de falhas toleradas durante o exame, ao mesmo tempo em que reforça a gravidade de determinadas condutas. Especialmente aquelas enquadradas como infrações graves ou gravíssimas.
Baliza deixa de ser etapa obrigatóriaOutra mudança relevante é a retirada da prova de baliza como etapa obrigatória do exame prático. A partir da nova portaria, a avaliação do candidato passa a ocorrer exclusivamente em percurso, sob acompanhamento direto do examinador de trânsito do Detran.
A medida segue uma tendência observada em outras mudanças recentes no processo de formação de condutores. Elas priorizam a condução em situação real de tráfego, em detrimento de manobras específicas realizadas em ambiente controlado.
Veículos seguem com comando duplo; uso de veículo particular ainda terá regulamentaçãoEm relação aos veículos utilizados no exame prático, a portaria mantém, por enquanto, a exigência de comando duplo, padrão tradicionalmente adotado nos exames de direção.
Já a possibilidade de realização do exame em veículos particulares ainda depende da definição de critérios específicos de segurança, que estão em fase de regulamentação pelo Detran-MS. Esses critérios deverão estabelecer responsabilidades e condições tanto para o candidato quanto para o examinador.
Veja também Fiscalização e Legislação O papel do Contran e da Senatran: o que cada órgão faz no trânsito brasileiro Primeira Habilitação CNH do Brasil: o que muda para quem vai tirar a primeira habilitação em 2026? Primeira Habilitação “Proposta do governo para flexibilizar formação de condutores é uma bomba-relógio”, alerta especialista Mudanças refletem novo momento da formação de condutoresAs alterações promovidas pelo Detran-MS se inserem em um contexto mais amplo de flexibilização e reestruturação do processo de habilitação no Brasil, impulsionado pela Resolução 1.020/2025. Especialistas em trânsito têm alertado que essas mudanças exigem atenção redobrada quanto à qualidade da formação e à efetiva capacidade do candidato de conduzir com segurança, especialmente em um cenário de aumento de sinistros e vítimas no trânsito.
Enquanto não se publica o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, estados como Mato Grosso do Sul seguem ajustando seus procedimentos. Ou seja, isso pode resultar em diferenças relevantes entre os modelos de avaliação adotados no país.
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Quando o Estado recua, o trânsito mata: o fim das defesas e o aumento das vítimas
Ygor Valença *
A formação de condutores no Brasil foi, por muitos anos, uma referência. Saímos do modelo de “autoescola” e evoluímos para Centros de Formação de Condutores (CFCs), com regras mais técnicas, mais responsabilidade e mais compromisso com a vida.
Foram quase três décadas de aprimoramento contínuo. O curso teórico deixou de ser apenas 30 aulas e passou a ser estruturado em 45 horas/aula. Foi exigida a contratação de diretor de ensino com formação superior, responsável por planejar conteúdos, elaborar planos de curso e garantir padrão pedagógico.
A carga prática evoluiu de 15 para 20 aulas, e depois para 25, com previsão de aulas noturnas. Mesmo quando essas aulas foram substituídas por simuladores, os CFCs se adaptaram, investiram, se qualificaram e profissionalizaram o processo, acompanhando a evolução das normas e das exigências da sociedade.
Além disso, é impossível ignorar o desmonte na qualificação de quem ensina.Durante anos, nossos diretores e instrutores eram formados em cursos presenciais com mais de 270 horas/aula, somadas a 20 horas de estágio obrigatório supervisionado. Eram profissionais preparados, avaliados, e que ainda tinham a obrigação de realizar reciclagem a cada cinco anos, justamente para manter o padrão técnico e pedagógico que a formação de condutores exige.
Hoje, isso foi reduzido a um cenário absurdo: qualquer pessoa pode “virar instrutor” em um único dia, por meio de um curso EAD, sem o mesmo rigor, sem vivência prática e sem o mínimo controle de qualidade. Retiraram, inclusive, os exames psicopedagógicos que antes eram exigidos para atestar se o candidato tinha aptidão para atuar como educador no trânsito. E mais: antes, durante o curso, a própria banca avaliadora podia definir se aquele profissional estava apto para ser instrutor teórico, prático ou ambos.
Agora, em poucas horas, às vezes em menos de um dia, ele já sai “habilitado” para ensinar tudo.
Isso não é modernização. Isso é banalização da formação e um risco real para a segurança viária.
Agora, com uma simples canetada, por meio de uma resolução imposta de forma abrupta, todo esse setor foi jogado no caos. E não apenas os Centros de Formação: os próprios Detrans, que têm o dever legal de fiscalizar e organizar o processo, também foram colocados em uma situação de insegurança operacional e institucional.
O problema é que estamos diante de um discurso que, à primeira vista, parece “bonito” e popular: facilitar, baratear, ampliar o acesso.
Quem é contra isso? Só que a sociedade não percebeu o essencial: o que aconteceu, na prática, foi um retrocesso de quase 30 anos.Nós não estamos modernizando a formação. Estamos desmontando. Estão acabando com a lógica de Centro de Formação de Condutores e empurrando o Brasil de volta ao modelo antigo de “autoescola”, sem o mesmo nível de exigência, controle e estrutura. Não é desburocratização responsável. É populismo.
E o preço do populismo no trânsito sempre é pago com sangue.
Primeiro, o país já vem pagando a conta com a explosão de sinistros envolvendo motocicletas, impulsionada por aplicativos de entrega e transporte de passageiros, muitas vezes sem regulamentação adequada e com pressão por produtividade. Agora, o risco é ampliado: instrutores mal formados, estruturas frágeis e um ambiente perfeito para fraude e improviso, ensinando pessoas que ainda estão aprendendo a conduzir em um trânsito que já não comporta mais imprudência.
O Brasil precisava de mais fiscalização, mais capacitação e mais seriedade. Mas colocaram no lugar disso a “facilidade”, a brecha, o atalho. E quando se cria atalho na formação de condutores, o resultado não é liberdade: é insegurança, que gera mais imprudência que é hoje responsável por mais de 90% das mostres no trânsito.
Quando juntamos imprudência, imperícia e negligência estamos falando em 98% dos sinistros de trânsito no Brasil.E como se resolve isso? Imprimindo CNH e dando aos supostos 20 milhões de brasileiros que dirigem sem habilitação. Números do próprio governo.
Se hoje morrem mais de 7 pessoas vítimas de sinistros de moto por dia no Brasil, não seria por esse alto índice de condutores não habilitados? Mas aprender, multar e fiscalizar é impopular então a solução é banalizar a formação para formalizar esses informais ou melhor infratores.
As estatísticas não vão melhorar vão continuar a morrer 7 ou mais país de família por dia, mas agora eles estarão habilitados. Faz sentido isso para alguém?
A sociedade foi convencida por uma narrativa. Mas, tecnicamente, institucionalmente e humanamente, o que está acontecendo é um desmonte. E um país que retrocede 30 anos na formação de condutores não avança em mobilidade, ele aumenta o risco, a violência no trânsito e o custo social das tragédias que poderiam ser evitadas.
Fechemoa 2024 com o SUS gastando 449 milhões com vítimas de trânsito e com mais de 36 mil mortes no trânsito, reflitam:
- 36 mil em 12 meses.
- 3 mil por mês.
- 100 por dia.
- 4 por hora.
- 2 a cada 30min.
- 1 a cada 15min.
Isso mesmo em 15 minutos morre uma pessoa vítima da imprudência de um condutor sem preparo.
O que significa que ao acabar de ler essa matéria uma pessoa morreu, vamos rezar para nosso telefone não tocar e não ser um dos nossos. Pois estamos em guerra e as defesas foram todas retiradas. Agora é contar as vítimas e chorar os mortos.
Ygor Valença é ex-presidente da FENEAUTO, presidente do SindCFC-PE e coordenar da CPCFC Fecomércio-PE/CNC
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Detran publica nova portaria que regulamenta credenciamento e fiscalização de autoescolas e instrutores
O Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC) publicou nesta semana, no Diário Oficial do Estado (DOE), uma portaria que estabelece novas regras para o credenciamento, recredenciamento, funcionamento, fiscalização e descredenciamento das autoescolas e dos instrutores de trânsito vinculados às instituições no estado. A medida ajusta a legislação estadual à Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e tem como objetivo modernizar, padronizar e garantir maior segurança jurídica aos procedimentos de formação de condutores.
Assinada pela presidente do Detran/AC, Taynara Martins, a norma define que o credenciamento passa a ser condição indispensável para o exercício das atividades de ensino teórico-técnico e de prática de direção veicular. O ato deixa claro que o credenciamento não gera direito adquirido e pode ser suspenso ou revogado a qualquer tempo em caso de descumprimento das normas estabelecidas.
Principais pontosEntre os principais pontos, o normativo detalha os requisitos para o credenciamento inicial das autoescolas, que incluem extensa documentação dos proprietários, comprovação de regularidade fiscal, trabalhista e previdenciária, estrutura física adequada, acessibilidade, recursos didático-pedagógicos, frota de veículos regularizada e vistoria técnica realizada pelo Detran/AC. O processo de análise ficará a cargo da Divisão de Controle de Credenciados, com posterior apreciação da Corregedoria e decisão final da Presidência do órgão.
A portaria também regulamenta a renovação do credenciamento, que deverá ocorrer a cada cinco anos, mediante cumprimento de exigências documentais e ausência de penalidades graves. O pedido de recredenciamento deve ser protocolado com antecedência mínima de 30 dias do vencimento. Sob pena de bloqueio administrativo da autoescola e impedimento para abertura de novos registros de habilitação (Renach).
No que se refere aos instrutores de trânsito, o texto estabelece que o exercício da atividade depende de autorização prévia do Detran/AC, com validade de 12 meses. Ou seja, aplicando-se as mesmas regras previstas para instrutores autônomos. Será possível realizar a fiscalização a qualquer tempo, inclusive por meio de auditorias e apurações administrativas, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
A norma ainda define deveres, vedações e penalidades aplicáveis às autoescolas e instrutores. Nesse sentido, prevendo sanções que vão desde advertência até suspensão ou cancelamento do credenciamento em casos de irregularidades graves, fraude ou falsificação de documentos.
Também estão previstas regras específicas sobre veículos utilizados na formação de condutores, que devem ser identificados como de aprendizagem e atender às exigências do Código de Trânsito Brasileiro.
Limitação de autoescolasOutro ponto de destaque é a limitação do número de autoescolas por município, com base no número de eleitores. Assim, respeitando critérios diferenciados para a capital e o interior do estado, sem prejuízo aos credenciamentos já existentes.
Com a publicação da Portaria nº 49/2026, fica revogada a Portaria Detran nº 58/2022 e suas alterações. O novo regulamento entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado. Dessa forma, consolidando um marco normativo voltado ao fortalecimento da fiscalização, da qualidade do ensino e da segurança no processo de formação de condutores no Acre.
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Estado de SP tem recorde de operações contra alcoolemia, com crescimento de 125% em 2025
O fortalecimento das operações contra a alcoolemia no estado de São Paulo tem produzido resultados expressivos ao longo dos últimos anos. Na comparação entre 2025 e 2024, o número de operações cresceu 125% – passando de 565 para 1.273 – enquanto a quantidade de veículos abordados aumentou quase 95% (de 401,7 mil para 781,1 mil). Em uma perspectiva histórica, o volume de operações realizadas em 2025 é quase 14 vezes maior do que o registrado em 2021.
“O crescimento das operações em 2025 decorre principalmente de uma estratégia de integração institucional. Houve uma reorganização do planejamento e o fortalecimento das ações coordenadas com nossos parceiros, Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, que já possuem capilaridade territorial e presença permanente nas vias. Se trata de uma política pública mais inteligente, que passou a utilizar de forma integrada as estruturas já existentes. Quando o motorista percebe que a chance de fiscalização é real e constante, o comportamento tende a mudar”, explica Anderson Poddis, Diretor de Fiscalização de Trânsito do Detran-SP.
As operações contra alcoolemia são planejadas de forma estratégica, considerando os dados do Infosiga, plataforma que integra informações referentes a sinistros de trânsito – tanto nas cidades, quanto em rodovias, onde é possível abordar um número maior de veículos em menos tempo. Dirigir sob efeito de álcool é o segundo maior fator de sinistros e óbitos no trânsito, atrás apenas para o excesso de velocidade. “A legislação brasileira sobre alcoolemia é bastante rigorosa e reconhecida internacionalmente. O principal fator para a redução dos números é a combinação de fiscalização contínua, eficiente e bem distribuída no território com ações educativas”, complementa Poddis.
Para 2026, estão previstos avanços no uso de dados e inteligência para o planejamento das operações, maior integração com municípios por meio do SISTRAN-SP e ações educativas mais direcionadas a perfis de risco específicos. O objetivo é tornar a política de combate à alcoolemia cada vez mais eficiente, previsível e capaz de reduzir sinistros de trânsito e, consequentemente, salvar vidas.
Desde o início do ano, foram realizadas 46 operações contra alcoolemia no estado, ou seja, mais de uma operação por dia. No total, 30.341 veículos foram fiscalizados, resultando em 771 infrações por alcoolemia, sendo 665 recusas ao teste do bafômetro, 42 autuações por direção sob efeito de álcool, duas por embriaguez, além de outras duas recusas com crimes – quando o condutor está visivelmente embriagado aos olhos do agente de fiscalização e se recusa a fazer o teste de bafômetro.
Infrações por AlcoolemiaTanto dirigir sob efeito de álcool – quando o teste do etilômetro aponta o índice de até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido – quanto recusar-se a soprar o bafômetro são consideradas infrações gravíssimas, segundo os artigos 165 e 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), respectivamente.
Em ambos os casos, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e o condutor responde a processo de suspensão da carteira de habilitação. Se houver reincidência no período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, ou seja, no valor de R$ 5.869,40. Na autuação por direção sob efeito de álcool, quando há nova ocorrência durante o período de suspensão da CNH, além da multa em dobro, o motorista responderá ainda a processo administrativo que poderá culminar na cassação do seu direito de dirigir, se forem esgotados todos os meios de defesa. Nesta última situação, ele terá de reiniciar todo o processo de habilitação para voltar a dirigir – e somente após transcorrido o prazo de 24 meses depois da cassação.
Já os casos de embriaguez ao volante, quando os motoristas apresentam índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido no teste do etilômetro, são considerados crimes de trânsito. Os motoristas flagrados nessa situação, além de receberem a multa de R$ 2.934,70 e responderem ao processo de suspensão da CNH, são também conduzidos ao distrito policial. Se condenados, eles poderão cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”.
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Por que boa parte dos motoristas só entendem o CTB quando são multados?
Uma situação se repete com frequência no trânsito brasileiro: o motorista só procura entender o Código de Trânsito Brasileiro depois de receber uma multa. Antes disso, regras, artigos e resoluções parecem distantes da rotina. O CTB passa a existir, de fato, apenas quando gera impacto financeiro ou ameaça a CNH.
Esse comportamento revela uma falha estrutural na forma como o trânsito é aprendido e vivenciado no Brasil.
Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, avalia que o problema começa na formação inicial.
“O condutor aprende o suficiente para passar na prova. Depois disso, o CTB desaparece do cotidiano. Sem educação continuada, a lei vira surpresa”, afirma.
A legislação de trânsito é extensa e sofre alterações frequentes. No entanto, não há no Brasil uma cultura consolidada de atualização do condutor após a habilitação. O resultado é um distanciamento progressivo entre a norma e a prática diária.
Outro fator é a percepção de risco seletiva.Muitos condutores sabem, de forma genérica, que determinadas atitudes são proibidas, mas só buscam o detalhe legal quando a penalidade chega. A multa funciona como gatilho de interesse — ainda que tardio.
Conforme Celso Mariano, isso distorce o papel da lei. “Quando o CTB só aparece como punição, ele perde seu caráter educativo. A lei deveria orientar antes, não assustar depois”, destaca.
A comunicação institucional também contribui para esse cenário. Grande parte das campanhas se concentra em datas específicas, enquanto o cotidiano do trânsito segue sem orientação contínua. Além disso, a linguagem jurídica afasta o cidadão comum.
Esse distanciamento gera um ciclo problemático: o motorista não conhece bem a regra, comete a infração, sente-se injustiçado ao ser multado e passa a enxergar o sistema como inimigo, e não como instrumento de segurança.
Romper esse ciclo exige investimento em informação clara, acessível e permanente. O CTB precisa estar mais presente no dia a dia do cidadão, traduzido em situações reais e dúvidas práticas.
Enquanto a lei continuar sendo lembrada apenas no momento da penalidade, o trânsito seguirá reagindo aos erros — em vez de preveni-los.
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Os estados que mais buscam por blindagem de carros no Brasil
O Brasil é atualmente o maior produtor mundial de carros blindados, fabricando cerca de quatro vezes mais unidades do que o México, segundo colocado no ranking global. O setor movimenta aproximadamente R$ 3,5 bilhões por ano e deve crescer mais de 30% nos próximos dois anos, segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).
Esse cenário de expansão não se reflete apenas nas vendas, mas também no comportamento digital dos consumidores, que recorrem cada vez mais à internet para buscar informações sobre o serviço.
Ranking de estados com maior interesse por blindagem automotivaPara identificar onde a demanda por blindagem automotiva está mais concentrada no país, Emaster, referência na fabricação de elevadores automotivos no Brasil, realizou um levantamento com base nas buscas pelo termo “blindar carro quanto custa”, no período de novembro de 2025.
A metodologia considerou o volume proporcional de pesquisas em relação à população de cada estado, critérios que podem permitir uma comparação mais equilibrada entre regiões com diferentes densidades demográficas.
O ranking dos estados que mais demonstraram interesse pelo serviço é o seguinte:
A presença de estados do Sudeste e do Centro-Oeste já era esperada, devido a maior concentração de renda e frota de veículos. No entanto, o destaque de estados da região Norte indica que a busca por proteção veicular deixou de ser um fenômeno restrito aos grandes centros urbanos.
Neste contexto, o crescimento do mercado de blindagem pode estar diretamente ligado à sensação de insegurança, fator que influencia tanto consumidores finais quanto empresas com frotas próprias.
Do interesse online à execução do serviço nas oficinasO aumento nas buscas por informações sobre blindagem automotiva não se traduz automaticamente em capacidade instalada para atender a essa demanda. A execução do serviço exige preparo técnico, mão de obra especializada e, sobretudo, infraestrutura adequada.
A blindagem automotiva envolve modificações profundas na estrutura do veículo, o que demanda um ambiente de trabalho que permita acesso completo às diferentes partes do carro. Ainda, as oficinas que pretendem atuar nesse segmento precisam adaptar seus processos e equipamentos para garantir precisão, segurança e padronização.
Ademais, a indústria de blindagem civil no Brasil passou por um processo de profissionalização nos últimos anos, justamente para atender a um público mais amplo e exigente, o que elevou o nível técnico das operações.
Como funciona o processo de blindagem automotivaA blindagem automotiva é composta por várias etapas que exigem desmontagem parcial ou, em muitos casos, quase total do veículo. Esse processo inclui a retirada de portas, forros, vidros, bancos e componentes internos, além da aplicação de materiais balísticos em áreas estratégicas.
Entre as principais etapas do processo, destacam-se:
- desmontagem de partes estruturais e acabamento;
- aplicação de mantas e chapas balísticas;
- reforço de colunas, portas e teto;
- adequação do peso adicional do veículo;
- remontagem e testes de funcionamento.
Para que essas etapas sejam realizadas de forma adequada, o acesso ao chassi, às laterais e à parte inferior do carro é indispensável. É nesse ponto que o elevador automotivo se consolida como um recurso técnico essencial, permitindo que a equipe trabalhe com visão completa da estrutura do veículo.
O uso desse tipo de equipamento contribui diretamente para a segurança e a ergonomia dos profissionais, reduzindo esforços físicos excessivos e o risco de acidentes durante a instalação dos materiais balísticos.
Além disso, o elevador automotivo possibilita maior precisão na aplicação dos reforços estruturais, já que o veículo pode ser posicionado em altura adequada para inspeção, ajustes e fixação correta dos componentes.
Infraestrutura como fator decisivo para oficinas especializadasCom a expansão do mercado, oficinas que já decidiram investir em blindagem automotiva ou que estão em fase de preparação precisam considerar a infraestrutura como parte central do planejamento. A adoção de ferramentas adequadas impacta diretamente o tempo de execução dos serviços e a padronização dos processos.
Logo, o ranking dos estados que mais buscam por blindagem de carros indica que o interesse pelo serviço está cada vez mais distribuído pelo território nacional. Esse movimento amplia as oportunidades, mas também impõe desafios, especialmente para oficinas localizadas fora dos grandes centros.
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4 tendências logísticas para 2026
De acordo com dados da Business Research Insights, o mercado global de logística foi estimado em US$6,5 trilhões em 2025. A plataforma ainda projeta que o segmento irá alcançar um valor de cerca de US$10,444 trilhões em 2035. Acompanhando o setor, especialistas avaliam tendências e oportunidades para a logística e transporte em 2026. São elas:
- Integração entre o mundo físico e o digital:
O setor de transporte vive uma constante transformação. A digitalização, atrelada aos avanços tecnológicos, está remodelando a forma como o ecossistema logístico opera, trazendo mais eficiência, agilidade e precisão para toda a cadeia. Segundo dados do GitnuxReport 2025, 72 % das empresas de logística do mundo todo já adotaram IA para melhorar operações, relatando benefícios como aumento de eficiência e redução de tempo de entrega, ou seja, possibilitando resultados de venda e faturamento ainda mais expressivos para as companhias que as utilizam. Entretanto, mesmo com resultados positivos, ainda há muitos avanços a serem feitos, especialmente quando falamos da logística nacional.
André Pimenta, CEO da Motz, transportadora digital que conecta cargas e destinos facilitando a jornada da cadeia logística, reforça que essa evolução já é uma realidade em curso, mas que as companhias precisam estar atentas às necessidade especificas do setor, que ainda mescla processos já estabelecido com novas tecnologias – o que caracteriza o modelo de atuação que ele chama de figital. “É claro para o mercado o quanto a logística nacional tem a evoluir. E isso não acontecerá com soluções mirabolantes, mas sim ao calibrar o tradicional com o inovador, com foco em eficiência e resultados. Mais do que processos logísticos, o setor precisa se consolidar como um ecossistema integrado, que valoriza a automação e, ao mesmo tempo, o lado humano da operação. Para o próximo ano, soluções que usam o melhor dos dois mundos – físico e digital – sairão na frente. As organizações que conseguirem acompanhar essa evolução vão ter uma vantagem competitiva decisiva não só em 2026, mas também nos próximos anos”, afirma.
2. Modernização como motor da logística
No Brasil, o transporte de cargas tem acelerado a adoção de soluções inovadoras para tornar operações mais ágeis, seguras e eficientes. Nos últimos dois anos, os investimentos no setor cresceram 84%, saltando de R$ 34,3 bilhões, em 2022, para R$ 63 bilhões, em 2024, segundo o Instituto Brasil Logística (IBL). Entre os recursos que vêm ganhando espaço estão sistemas de roteirização inteligente, rastreamento em tempo real e veículos com condução assistida, que ajudam a reduzir perdas e a otimizar processos em toda a Cadeia.
AliceAna Paiva, diretora Comercial da Tragetta, marca de transporte de carga fracionada (LTL) do Grupo FEMSA no Brasil, acredita que esse movimento já é decisivo para a competitividade das empresas. “Tecnologias como rastreamento em tempo real e sistemas avançados de gestão são essenciais para minimizar perdas comuns, como o desperdício de produtos perecíveis ou atrasos. Ao incorporar esse tipo de inovação, conseguimos entregar mais segurança e eficiência em cada etapa da operação”, destaca.
3. Diferencial logístico por meio de rede de network
Em um cenário marcado por alta complexidade operacional, fragmentação de sistemas e pressão crescente por eficiência, a integração do setor passa a ser uma necessidade estratégica para toda a cadeia. É nesse contexto que a nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, lançou a Transportation Network System (TNS), uma rede logística integrada que conecta pessoas, processos, dados e tecnologias em tempo real. Ao unificar mais de 100 soluções em uma única plataforma, a TNS viabiliza uma operação verdadeiramente “phygital”, na qual informações do campo — como status de entrega, disponibilidade de veículos, riscos e eventos nas estradas — se integram de forma inteligente aos sistemas digitais de gestão, planejamento e tomada de decisão.
“A logística sempre foi física por natureza, mas agora ela passa a ser orientada por dados. A ideia de rede integrada é o que permite ganhar escala, previsibilidade e eficiência sem perder o fator humano, que continua sendo central na operação”, afirma Vasco Oliveira, CEO e fundador da nstech. Com o uso de agentes de IA, padronização de dados e integrações on e offline, a TNS amplia a visibilidade ponta a ponta da operação logística, melhora a previsibilidade, reduz riscos e custos e acelera decisões críticas.
4. Gestão de frotas totalmente digital e integrada
Segundo Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, startup de meios de pagamento com soluções completas para frota pesada, as plataformas digitais para monitoramento e gestão de frotas devem se consolidar como padrão em 2026. Sistemas conectados permitem acompanhamento em tempo real de veículos, cargas e rotas, além de integrar dados financeiros, operacionais e de manutenção. Para empresas de transporte, essa adaptação significa redução de custos, otimização de rotas e mais previsibilidade de entrega.
“O futuro da logística no Brasil é de integração, inteligência e responsabilidade. As empresas que conseguirem unir tecnologia, processos otimizados e visão estratégica estarão prontas para se diferenciar no mercado e capturar valor de forma consistente”, finaliza Seefeld.
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Bombeiros de MS alertam: atitudes simples ainda são decisivas para evitar acidentes de trânsito
Os sinistros de trânsito seguem entre as principais causas de acionamento dos serviços de emergência em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, o cenário não é diferente. Diante desse quadro, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul reforçou um alerta direto à população: grande parte dos acidentes atendidos diariamente poderia ser evitada com comportamentos básicos de segurança no trânsito.
A corporação divulgou uma lista com 10 orientações fundamentais voltadas a motoristas, motociclistas e demais usuários das vias. O objetivo é claro: preservar vidas, reduzir a gravidade dos acidentes e diminuir a sobrecarga dos atendimentos de emergência, que muitas vezes envolvem ocorrências previsíveis e evitáveis.
Segundo o CBMMS, excesso de velocidade, consumo de álcool, distrações e falhas humanas continuam sendo fatores recorrentes nos atendimentos realizados pelas equipes de resgate.
Velocidade e álcool seguem entre os principais riscosEntre os primeiros pontos destacados pelos Bombeiros está o respeito aos limites de velocidade. Trafegar acima do permitido reduz drasticamente o tempo de reação do condutor e amplia de forma significativa a gravidade das lesões em caso de colisão ou atropelamento.
Outro fator crítico é a condução sob efeito de álcool ou drogas. O CBMMS reforça que substâncias psicoativas comprometem reflexos, atenção e capacidade de tomada de decisão — combinação frequentemente presente em acidentes graves e fatais atendidos pela corporação.
Cinto de segurança e celular: erros que ainda custam vidasMesmo com ampla divulgação ao longo de décadas, o uso do cinto de segurança ainda não é adotado por todos. Os Bombeiros reforçam que o equipamento deve ser utilizado por todos os ocupantes do veículo, inclusive no banco traseiro, já que seu uso reduz significativamente o risco de morte e de lesões graves.
Outro comportamento recorrente nos atendimentos de emergência é o uso do celular ao volante. Distrações, ainda que por poucos segundos, são suficientes para provocar colisões, atropelamentos e saídas de pista, especialmente em áreas urbanas.
Respeito às regras e manutenção do veículoO CBMMS também chama atenção para a importância de respeitar a sinalização e as leis de trânsito. Placas, semáforos e faixas existem para organizar o fluxo e proteger não apenas motoristas, mas também ciclistas e pedestres — considerados os usuários mais vulneráveis do sistema viário.
Outra orientação de destaque é manter distância segura do veículo à frente. Essa conduta permite frenagens mais seguras e reduz significativamente o risco de colisões traseiras, um dos tipos de acidentes mais comuns nas cidades.
Além do comportamento do condutor, o estado do veículo também influencia diretamente na segurança. Os Bombeiros alertam para a necessidade de manutenção preventiva, com verificação periódica de freios, pneus, sistema de iluminação e direção.
Atenção redobrada e proteção aos mais vulneráveisCondições adversas, como chuva, neblina ou condução noturna, exigem cuidados extras. Nessas situações, o CBMMS orienta reduzir a velocidade e aumentar o nível de atenção, já que a visibilidade e a aderência da pista ficam comprometidas.
Outro ponto central das orientações é a proteção dos usuários mais vulneráveis do trânsito. Pedestres, ciclistas, motociclistas, crianças e idosos estão mais expostos a lesões graves em caso de acidente, o que exige postura defensiva por parte de quem conduz veículos motorizados.
Cansaço também é fator de riscoFechando a lista, o CBMMS alerta para um risco muitas vezes subestimado: o cansaço ao volante. Dirigir longas distâncias sem descanso pode provocar lapsos de atenção e até cochilos, com consequências potencialmente fatais.
Segurança é responsabilidade de todosAo divulgar as orientações, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul reforça que a segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada. Pequenas escolhas cotidianas — como reduzir a velocidade, respeitar regras e manter a atenção — podem representar a diferença entre chegar ao destino ou se tornar mais um número nas estatísticas de acidentes.
Em situações de emergência, a corporação orienta que a população acione imediatamente o telefone 193.
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