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Atualizado: 24 minutos 29 segundos atrás

PL cria programa nacional para combater rachas em vias públicas

sab, 31/01/2026 - 08:15
Para efeitos legais, o projeto define corrida ilegal como qualquer disputa de velocidade ou demonstração de manobra entre veículos em via pública sem autorização. Foto: arvydele.gmail.com para Depositphotos

A Câmara dos Deputados analisa o PL 7235/2025, de autoria do deputado Amom Mandel (Cidadania/AM), que institui o Programa Nacional de Prevenção e Combate às Corridas Ilegais em Vias Públicas. A proposta busca enfrentar de forma estruturada a prática dos chamados “rachas”, associada a disputas de velocidade, manobras perigosas e encontros clandestinos de veículos em áreas urbanas.

O texto parte de um diagnóstico conhecido dos órgãos de trânsito: a combinação de alta velocidade, exibição de manobras e ambientes urbanos vulneráveis aumenta significativamente o risco de colisões graves, ferimentos e mortes. O projeto sustenta que a simples criminalização não tem sido suficiente para conter o problema e propõe uma resposta integrada, envolvendo fiscalização, engenharia viária, educação e punição.

O que o PL considera “racha” e manobra perigosa

Para efeitos legais, o projeto define corrida ilegal como qualquer disputa de velocidade ou demonstração de manobra entre veículos em via pública sem autorização. Entram nesse conceito práticas como arrancadas bruscas, derrapagens, “cavalos-de-pau” e outras manobras executadas com finalidade de competição ou exibição.

Outro conceito central é o de ponto de risco: vias ou trechos identificados com recorrência de corridas ilegais ou de acidentes associados a essa prática. A identificação desses pontos orientaria ações específicas de fiscalização e intervenção urbana.

Fiscalização com tecnologia e ações integradas

O PL determina que órgãos federais, estaduais e municipais atuem de forma coordenada no combate aos “rachas”. Entre as medidas previstas estão:

  • instalação de radares, câmeras com reconhecimento automático de placas e sensores de velocidade;
  • reforço da iluminação pública em vias consideradas críticas;
  • operações conjuntas entre polícias, guardas municipais e agentes de trânsito.

A proposta reconhece que muitos eventos são organizados e divulgados por meio de redes sociais e aplicativos, o que exige resposta mais ágil e integração entre fiscalização de trânsito e forças de segurança.

Campanhas educativas e reeducação de infratores

Além da repressão, o texto prevê campanhas educativas permanentes, com difusão em escolas, redes sociais e autoescolas. O objetivo é alertar sobre os riscos reais das corridas ilegais, as consequências para terceiros e as penalidades administrativas e criminais.

Para os condutores flagrados, o projeto lista um conjunto de sanções que inclui multa gravíssima, apreensão do veículo, suspensão ou cassação temporária da CNH e participação obrigatória em curso de reeducação no trânsito. Os valores e prazos específicos dependeriam de regulamentação posterior.

Responsabilização de organizadores e incentivadores

Um dos pontos que amplia o alcance do projeto é a responsabilização de terceiros que organizem, financiem, convoquem ou incentivem “rachas”, incluindo promotores, influenciadores ou patrocinadores. Nesses casos, a conduta passa a ser considerada infração grave, sujeita a sanções administrativas ou criminais.

A medida busca atingir a cadeia de incentivo à prática, indo além do condutor flagrado e alcançando quem promove ou dá visibilidade aos eventos.

Engenharia de tráfego e financiamento

Estados e municípios ficam autorizados a adotar medidas de engenharia de tráfego nos pontos de risco. Como, por exemplo, redutores físicos de velocidade, áreas de escape e remodelação viária, com o objetivo de desestimular disputas ilegais.

O financiamento do programa poderá ocorrer por meio de convênios da União com estados e municípios. Assim, utilizando recursos orçamentários próprios, multas arrecadadas e cooperação com organismos internacionais voltados à segurança viária.

Próximos passos

Caso aprovado, o projeto prevê que o Poder Executivo regulamente a lei em até 120 dias após sua publicação. A iniciativa se soma a outros debates em curso sobre fiscalização, cultura de risco e o papel do Estado na promoção de um trânsito mais seguro.

A análise agora fica a cargo da Câmara dos Deputados, onde o PL 7235/2025 deverá tramitar pelas comissões antes de seguir para votação.

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Sindirepa-PR encerra campanha Revisão Premiada com foco em manutenção preventiva e fortalecimento das oficinas

sex, 30/01/2026 - 18:00
O evento reuniu patrocinadores, proprietários de oficinas associadas e alguns dos ganhadores da Revisão Premiada. Foto: Luiz Henrique Ribeiro dos Santos

O Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná (Sindirepa-PR) encerrou a 1ª edição da campanha Revisão Premiada, realizada entre 1º de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. A ação integrou o Natal de Prêmios da Associação Comercial do Paraná (ACP) e teve como objetivo estimular a manutenção preventiva, valorizar as oficinas associadas e conscientizar os motoristas sobre a importância da segurança veicular. A campanha contou com apoio do Sistema Fiep e do Sebrae.

O encerramento ocorreu na semana passada, durante um jantar realizado no restaurante Madalosso, em Curitiba. O evento reuniu patrocinadores, proprietários de oficinas associadas e alguns dos ganhadores da Revisão Premiada, marcando o fechamento oficial da ação e o reconhecimento aos participantes.

Ao longo da campanha, participaram 52 oficinas associadas em Curitiba e na Região Metropolitana. Foram realizados mais de 4 mil atendimentos e cadastrados cerca de 65 mil cupons. Os números reforçam a adesão do público e o alcance da iniciativa. Ao final, houve o sorteio de mais de 110 prêmios, entre eles um carro Volkswagen Tera, zero quilômetro.

O prêmio principal foi entregue à Sandra Mara de Souza durante o evento de encerramento. Ela participou da campanha ao realizar a manutenção preventiva do veículo em uma oficina associada ao Sindirepa-PR.

Para o presidente do Sindirepa-PR, Sandro Cruppeizaki, o balanço da campanha é positivo. Segundo ele, a Revisão Premiada cumpre um papel estratégico ao aproximar o consumidor das oficinas e reforçar a cultura da manutenção preventiva.

“A campanha reforça que a oficina é parte essencial da segurança no trânsito, incentivando as pessoas a procurarem o reparador antes de pegar a estrada”, afirma.

Apoio de entidades e patrocinadores impulsiona ação no setor automotivo

A ação contou com o apoio de parceiros que contribuíram para a realização da campanha e para a premiação dos participantes. Para Cássio André Dresch, subdiretor da Diretriz Feiras e Eventos, organizadora da Autopar e patrocinadora da campanha, a Revisão Premiada posiciona o Paraná como referência em iniciativas que valorizam a manutenção preventiva e o setor de reparação automotiva.

Edilso Campos, gerente de Desenvolvimento de Negócios do Sicredi-PR, uma das instituições patrocinadoras, avalia que a Revisão Premiada vai além da premiação ao consumidor. Conforme ele, a iniciativa contribui para a segurança no trânsito e está alinhada ao compromisso do Sicredi com o desenvolvimento da comunidade associada.

O apoio do Sistema Fiep também foi destacado por Evaldo Kosters, 1º diretor financeiro da entidade e diretor do Sindirepa-PR. Para ele, a campanha fortalece a indústria de reparação de veículos, atividade essencial de agregação de valor.

“Ao incentivar a manutenção preventiva, a iniciativa contribui para a segurança e a fluidez do trânsito, além de apoiar o desenvolvimento do setor e o bem-estar da população”, diz.

Já Cesar Ricetti, diretor técnico do Sebrae/PR, afirma que a parceria foi fundamental para aproximar ainda mais a entidade do setor de reparação automotiva. Segundo ele, a campanha apresentou resultados concretos para os negócios e fortaleceu a relação do Sindirepa-PR com as oficinas associadas e com a população. Para Ricetti, a ação ampliou a visibilidade do sindicato e das oficinas e gerou impacto positivo para os empresários.

O presidente do Sindirepa-PR conta ainda que a Revisão Premiada já se consolidou como uma das principais ações do calendário da entidade. A expectativa é de que outras edições se realizem, ampliando o alcance da campanha e fortalecendo ainda mais o setor de reparação automotiva no Paraná.

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Novo exame prático da CNH: como funciona o Manual que padroniza o teste em todo o país

sex, 30/01/2026 - 13:30
Teoricamente o exame de direção veicular passa a ocorrer dentro de um modelo único em todo o território nacional. Foto: Divulgação Detran/PR

O exame prático para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil passa a contar com um novo modelo nacional de avaliação. O Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV) estabelece critérios únicos para todo o país, com regras detalhadas, padronização de procedimentos e um sistema de pontuação baseado nas infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A proposta do manual é reduzir desigualdades regionais, aumentar a transparência do processo e aproximar o exame prático da realidade enfrentada diariamente pelos condutores já habilitados. Com isso, o candidato deixa de ser avaliado apenas por manobras isoladas e passa a ser observado de forma contínua, ao longo de todo o percurso em via pública.

Avaliação por pontos, como no trânsito real

Uma das principais mudanças trazidas pelo MBEDV é a lógica de avaliação. O candidato inicia o exame com zero ponto e passa a acumular pontuação conforme as infrações cometidas durante a condução do veículo.

A pontuação segue a mesma hierarquia do CTB:

  • Infrações leves: peso 1
  • Infrações médias: peso 2
  • Infrações graves: peso 4
  • Infrações gravíssimas: peso 6

Ao final do exame, a soma das infrações não pode ultrapassar 10 pontos. Caso esse limite seja excedido, o candidato é considerado reprovado. O modelo busca tornar o processo mais objetivo, reduzindo interpretações subjetivas e ampliando a previsibilidade do resultado.

O que é avaliado no exame prático

O exame de direção veicular deve ocorrer obrigatoriamente em via pública, em percurso previamente definido pelo órgão de trânsito responsável. Durante todo o trajeto, avalia-se o candidato quanto ao respeito às normas de circulação, conduta segura, domínio do veículo e comportamento no trânsito.

O manual detalha, de forma minuciosa, os requisitos para o início do exame, que incluem:

  • condições adequadas do veículo;
  • aptidão física, mental e comportamental do candidato;
  • uso de equipamentos obrigatórios;
  • condições climáticas seguras para a realização da prova.

Caso não se atenda algum desses requisitos, o exame não pode começar.

Fichas de procedimento: o que pontua e o que não pontua

O MBEDV é estruturado a partir de fichas de procedimento, que descrevem cada infração possível durante o exame. Nessas fichas constam:

  • o artigo do CTB correspondente;
  • as categorias de habilitação atingidas;
  • a gravidade e o peso da infração;
  • exemplos de condutas que pontuam;
  • situações que não configuram infração;
  • orientações claras para o examinador.

Infrações como dirigir sem atenção, ameaçar pedestres ou outros veículos, forçar ultrapassagem, não manter distância de segurança, transitar na contramão, desobedecer ordens do examinador ou avançar sobre calçadas e faixas de pedestres estão expressamente previstas, com critérios objetivos para caracterização.

O manual também diferencia imperícia de conduta intencional. Em diversas situações, a pontuação depende da intencionalidade do ato, especialmente nas infrações mais graves e gravíssimas.

Comissão examinadora e papel do examinador

Não é um único agente que faz a avaliação. O MBEDV determina que a condução do exame prático ocorra por uma Comissão de Exame de Direção Veicular, composta por três membros, sendo que pelo menos um deles deve possuir habilitação igual ou superior à categoria pretendida pelo candidato.

Os examinadores têm deveres claramente definidos: agir com urbanidade, imparcialidade, rigor técnico e absoluto respeito aos princípios da administração pública. Veda-se qualquer conduta privilegiada, discriminatória ou fora dos critérios normativos.

O manual também prevê penalidades para examinadores, que podem variar de advertência à suspensão ou cancelamento da designação, em casos de irregularidades graves.

Quando será possível interromper o exame

Será possível interromper o exame prático sem atribuição de nota quando:

  • o candidato demonstra incapacidade técnica reiterada;
  • há instabilidade emocional incompatível com a avaliação;
  • ocorre situação que configure eliminação imediata.

Tentativas de fraude, desrespeito, desacato ou comportamento agressivo também podem gerar penalidades mais severas, incluindo suspensão do direito de realizar novo exame por até seis meses ou até o cancelamento do processo de habilitação.

Um novo paradigma para a formação de condutores

Com a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), o exame prático da CNH passa a ter base em critérios nacionais padronizados, detalhados em normas e fichas de procedimento que reproduzem, no contexto da avaliação, as infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

O novo modelo estabelece regras objetivas para a atuação da comissão examinadora, define previamente o peso das infrações e explicita, artigo por artigo, as condutas que devem ou não ser pontuadas durante o exame. A avaliação deixa de se apoiar em listas genéricas de falhas e passa a seguir um sistema de pontuação acumulativa, com limite máximo permitido para aprovação.

Para candidatos, instrutores, autoescolas e órgãos de trânsito, o MBEDV passa a ser a principal referência normativa para a realização do exame prático, servindo como guia tanto para a condução da prova quanto para a verificação do resultado final. O manual também formaliza procedimentos para interrupção do exame, aplicação de penalidades e responsabilidades dos examinadores.

Com isso, o exame de direção veicular passa a ocorrer dentro de um modelo único em todo o território nacional, com regras previamente estabelecidas e de conhecimento público, conforme descrito no próprio manual.

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O que acontece se o proprietário não indicar o real condutor da infração

sex, 30/01/2026 - 08:15
A indicação do real condutor não é uma punição, mas um direito e um dever previsto em lei. Foto: belchonock para Depositphotos

Receber uma multa de trânsito nem sempre significa que o proprietário do veículo era quem estava dirigindo no momento da infração. Em carros compartilhados, veículos de empresa ou até mesmo no uso familiar, é comum que outra pessoa esteja ao volante. Para essas situações, a legislação brasileira prevê a indicação do real condutor, um procedimento simples, mas frequentemente ignorado.

O problema é que deixar de fazer essa indicação pode gerar consequências financeiras e administrativas relevantes.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, quando uma infração é cometida, o órgão de trânsito identifica inicialmente o veículo, e não o condutor. Por isso, a notificação é enviada ao proprietário, que passa a ter a responsabilidade de informar quem conduzia o veículo naquele momento, caso não fosse ele.

Prazos

Esse prazo para indicação do real condutor vem especificado na Notificação de Autuação. Geralmente, varia entre 15 e 30 dias, dependendo do órgão autuador. A indicação pode ser feita de forma digital ou presencial, conforme o sistema disponível.

Se o proprietário não indicar o real condutor dentro do prazo, a legislação presume que ele era o responsável pela infração. Nesse caso, os pontos são lançados diretamente em sua CNH, mesmo que ele não estivesse dirigindo.

A situação se agrava quando o veículo está registrado em nome de pessoa jurídica. Nesses casos, a não indicação do condutor gera a chamada multa por não identificação do condutor, conhecida como NIC. Ou seja, se o condutor não for identificado, será mantido o valor da multa original e será lavrada nova multa, cujo valor será igual a duas vezes o da multa originária.

Veja também CFCs Proposta “CNH mais barata” é classificada como manobra política e ameaça à segurança viária, apontam especialistas CFCs Entidade internacional alerta para risco de retrocesso na formação de condutores no Brasil Documentação Detran explica como transferir pontos da CNH e indicar o Real Infrator Muitos proprietários acreditam que pagar a multa resolve o problema.

No entanto, o pagamento não substitui a indicação do condutor. Se a infração for de natureza pontuável, os pontos serão atribuídos ao proprietário se a indicação não for feita.

Outro erro comum é tentar indicar o condutor fora do prazo. Após o encerramento do período legal, o sistema não aceita mais a alteração, salvo em raríssimas situações judiciais. Isso reforça a importância de atenção às notificações recebidas.

A indicação do real condutor não é uma punição, mas um direito e um dever previsto em lei. Ela garante que a penalidade seja aplicada a quem realmente cometeu a infração, preservando o histórico do proprietário que não estava ao volante.

Ignorar esse procedimento pode resultar em acúmulo indevido de pontos, risco de suspensão da CNH e custos financeiros desnecessários. Em um sistema cada vez mais digital e integrado, acompanhar notificações e prazos deixou de ser detalhe e passou a ser parte essencial da vida do motorista.

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Detran-PR também vai tirar a exigência de baliza no processo de habilitação

qui, 29/01/2026 - 16:00
Numa amostragem dos últimos 300 testes aplicados na 1ª Ciretran do Paraná, em Curitiba, a baliza representou 90,6% das reprovações. Foto: Detran

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PR) vai atualizar os procedimentos do teste prático de direção para a primeira habilitação, com um novo foco nas habilidades dos candidatos. A principal novidade é o fim da exigência da baliza. Uma portaria vai definir as novas regras em todo o Paraná.

“Nós estamos revolucionando o processo de habilitação no Paraná, reduzindo os custos e as taxas, desburocratizando as etapas, mas sempre com a responsabilidade e transparência, garantindo a segurança no trânsito”, afirma o diretor-presidente do Detran-PR, Santin Roveda.

Essa atualização muda o foco do teste para a habilidade no trânsito e comportamento defensivo dos condutores em formação. Ou seja, os itens avaliados serão o respeito à sinalização e à preferencial, boa circulação e controle do veículo (desenvolvimento, aceleração e frenagem), utilização correta da seta e dos itens de segurança, entre outros.

“A baliza, por exemplo, exige uma habilidade específica, que muitas vezes depende mais de prática ao longo do tempo do que de preparo inicial. Não é razoável reprovar um candidato que demonstra pleno domínio do veículo em circulação, respeito às regras e comportamento defensivo, apenas porque não executou perfeitamente uma manobra que, na vida real, o próprio cidadão pode escolher não realizar”, explica Roveda.

“Se o motorista não se sente seguro para estacionar em determinado espaço, ele pode simplesmente optar por outra vaga. Isso não retira sua capacidade de dirigir com segurança nas ruas, que é o que efetivamente protege vidas”, complementa.

Com o novo foco, o teste de baliza será dispensado.

A expectativa é que o índice de reprovação caia com a medida. Numa amostragem dos últimos 300 testes aplicados na 1ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) do Paraná, em Curitiba, a baliza representou 90,6% das reprovações, com candidatos precisando de até quatro retestes. Ao todo, o índice de reprovação é de 50%.

“Os dados mostram que atualmente os maiores responsáveis por sinistros de trânsito são o excesso de velocidade, uso de celular e alcoolemia, ou seja, não é o estacionamento o grande problema que temos que enfrentar, com outras estratégias mais inteligentes, para aumentar a segurança viária”, completa Roveda.

Outras mudanças

Desde o início de janeiro, motoristas que se enquadram nos critérios de bom condutor – cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores e sem registro de pontos na CNH nos últimos 12 meses – podem ter a habilitação renovada automaticamente, sem custos, com emissão gratuita da CNH Digital. A renovação automática não se aplica a condutores com 70 anos ou mais e, assim como, para motoristas a partir de 50 anos, é possível utilizar apenas uma vez.

No exame teórico, o tempo de prova teve ampliação de 50 para 60 minutos. Além disso, com adequações para candidatos com dislexia, TDAH ou TEA, e redução do número mínimo de acertos. O Detran-PR trabalha na sincronização com o novo banco nacional de questões, prevista para as próximas semanas.

As aulas práticas também passaram por mudanças, com redução da carga horária mínima e a autorização para que as autoescolas do Paraná já ofertem o curso no novo formato. Além disso, está prevista a possibilidade de contratação de instrutores de trânsito autônomos para as categorias A e B, ampliando as opções disponíveis aos candidatos.

Entre outras alterações, já se implementou o fim do prazo máximo de 12 meses para a conclusão do processo de habilitação. O Detran-PR também trabalha para permitir que candidatos aprovados possam optar exclusivamente pela CNH Digital gratuita, tornando facultativa a emissão do documento impresso.

As informações são da AEN

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Volta às aulas pressiona trânsito nas cidades e acende alerta para a segurança do transporte escolar

qui, 29/01/2026 - 13:30
A CNM destaca que a segurança no transporte de estudantes começa pela frota. Foto: Divulgação (arquivo) Prefeitura de Curitiba

O início de 2026 impõe um desafio logístico relevante às administrações municipais brasileiras. Com o fim gradual das férias de janeiro, o fluxo de veículos volta a crescer nas vias urbanas e rurais, pressionando a infraestrutura viária e exigindo atuação antecipada dos gestores de trânsito e transporte. A volta às aulas é o ponto mais sensível desse período, mas não deve ser encarado como um evento isolado. Para a gestão pública, trata-se do primeiro grande teste do calendário anual de mobilidade.

Diante desse cenário, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou um conjunto de orientações voltadas às prefeituras, com foco na segurança viária, na operação do transporte escolar e no ordenamento do tráfego local. As recomendações buscam apoiar os gestores não apenas no início do ano letivo, mas também ao longo de datas críticas do calendário, como Carnaval, feriados prolongados e períodos de férias.

Quer ser um motorista de transporte escolar? Clique aqui! Conforme a entidade, janeiro deve ser tratado como um mês estratégico.

Antes mesmo do Carnaval — que em 2026 ocorre em fevereiro — já se observa um aumento expressivo na circulação de veículos. Dados apontam que, durante o período de férias, os sinistros de trânsito costumam crescer, em média, 20%. Esse contexto se torna ainda mais sensível com a retomada das aulas, quando o transporte escolar municipal passa a operar em plena capacidade, muitas vezes com apoio do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate).

A CNM destaca que a segurança no transporte de estudantes começa pela frota. A vistoria semestral obrigatória dos veículos escolares deve ser rigorosamente cumprida, com atenção especial aos itens de segurança, como tacógrafos, cintos de segurança, pneus e condições gerais de manutenção. Além de evitar sanções administrativas, esse cuidado é essencial para garantir a integridade física de crianças e adolescentes que dependem diariamente desse serviço.

No entanto, a orientação vai além dos veículos. A entidade chama atenção para a necessidade de revisar o ordenamento viário no entorno das escolas. Medidas como reforço na pintura das faixas de pedestres, revisão da sinalização vertical e horizontal, poda de vegetação e limpeza das vias de acesso contribuem diretamente para a redução de riscos. “Receber os estudantes com um ambiente viário mais organizado e previsível é uma medida simples, mas de grande impacto na segurança”, reforça a CNM.

Direcionamentos para o início do ano

Entre as recomendações práticas, a Confederação sugere que os municípios iniciem o ano com um controle mais rigoroso do trânsito local, priorizando a fiscalização dos veículos de transporte escolar. A instituição de um cronograma de inspeções ainda em janeiro e a exigência de atualização dos cursos específicos de formação dos condutores são medidas consideradas fundamentais. Garantir a segurança nos deslocamentos até a escola, segundo a entidade, é um cuidado que beneficia toda a comunidade e reforça a responsabilidade do poder público com a proteção das crianças.

Calendário estratégico de mobilidade

Para auxiliar no planejamento anual, a CNM também sintetizou os principais temas que devem orientar as políticas municipais de trânsito e transporte ao longo de 2026. No primeiro bimestre, além do retorno às aulas, o Carnaval demanda atenção redobrada à segurança viária, em integração com as ações de segurança pública e com o reforço da operação do transporte coletivo e escolar.

Em março, o foco recomendado é a segurança dos motociclistas. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), as motocicletas já respondem por cerca de 40% das mortes no trânsito no país. O número reforça a urgência de políticas específicas de prevenção de sinistros, fiscalização e ordenamento voltadas aos veículos de duas rodas.

Abril, marcado pela Páscoa, exige atenção especial ao aumento do fluxo em áreas comerciais e rodovias. A CNM recomenda a adoção de medidas de moderação do tráfego local, como estratégias de Urbanismo Tático, implantação de Áreas Calmas e Zonas 30, especialmente em regiões de grande circulação de pedestres. Em maio, o destaque é o Maio Amarelo, principal mobilização nacional pela segurança viária, que em 2026 traz como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. O período é visto como uma oportunidade para ampliar ações educativas e de conscientização junto à população.

No mês de junho, a atenção se volta à Lei Seca e às festas regionais, com reforço das fiscalizações e campanhas educativas voltadas ao combate à embriaguez ao volante, comportamento que segue entre os principais fatores de risco em períodos festivos.

Segundo semestre: prevenção contínua

O segundo semestre mantém o desafio da prevenção. Julho, mês de férias escolares, exige cuidado especial com motoristas profissionais, aumento do tráfego em rodovias e estradas vicinais, além da gestão do sono e da segurança das frotas de carga. Em agosto, a pauta recomendada é a mobilidade ativa, com foco em pedestres, ciclistas, acessibilidade e transporte sustentável.

Setembro, durante a Semana Nacional de Trânsito, é um momento estratégico para discutir inovações, novas tecnologias e a atualização do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob). Em outubro, o olhar se volta novamente às crianças no trânsito, com a integração da educação para o trânsito à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas redes municipais de ensino. Novembro, por sua vez, dedica-se à memória e à prevenção, com reflexões sobre o custo social dos sinistros e o fortalecimento da análise de dados para embasar políticas públicas mais eficazes.

O ano se encerra em dezembro, período marcado por férias, aumento do fluxo nas rodovias e festas de fim de ano. A CNM recomenda atenção redobrada à segurança viária, ao mesmo tempo em que os municípios realizam o fechamento de balanços e o planejamento para 2027, incluindo a revisão orçamentária. A entidade informa que segue acompanhando as resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e dos demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito.

Suporte técnico aos municípios

A Confederação Nacional de Municípios reforça que oferece suporte técnico permanente para auxiliar as prefeituras no planejamento, na organização e na execução de políticas de transporte, trânsito e mobilidade urbana ao longo de 2026. Gestores que necessitarem de orientações adicionais podem entrar em contato com a área de Transporte e Mobilidade da CNM pelo telefone (61) 2101-6031 ou pelo e-mail transito@cnm.org.br.

As informações são da Confederação Nacional dos Municípios

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Renovação automática da CNH chega ao STF após questionamento sobre riscos à segurança viária

qui, 29/01/2026 - 13:30
A ação no STF não questiona apenas um procedimento específico, mas o princípio por trás da mudança: a ideia de que bom comportamento passado no trânsito substituiria avaliações técnicas de aptidão. Foto: Kamila Nascimento/Detran-MT

A decisão de permitir a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para condutores sem infrações recentes passou a ser analisada pelo Judiciário. A Abrapsit – Associação Brasileira de Psicologia do Tráfego ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra dispositivos da Medida Provisória nº 1.327/25, que dispensaram a realização de exames médicos e psicológicos em determinadas renovações do documento.

Distribuída ao ministro Flávio Dino, a ADI nº 7.924 questiona especificamente a regra que beneficiou condutores inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Na prática, a medida permitiu que motoristas considerados “bons condutores” renovassem a habilitação de forma automática, sem passar por avaliações periódicas de aptidão física e mental — exigências historicamente previstas na legislação de trânsito brasileira.

Acesse aqui o Processo: ADIn 7.924 O que está em debate no STF

O ponto central do questionamento é a dispensa dos exames de saúde obrigatórios, mesmo em renovações. Para a Abrapsit, a mudança representa um risco concreto à segurança viária ao romper com um dos pilares do processo de habilitação: a verificação periódica das condições físicas, cognitivas e psicológicas do condutor.

Na ação, a entidade sustenta que o simples histórico recente sem infrações não é suficiente para garantir que o motorista esteja apto a conduzir um veículo. Alterações no estado de saúde podem ocorrer de forma silenciosa e progressiva, especialmente em condutores mais velhos ou com doenças crônicas, tornando os exames um instrumento essencial de prevenção de sinistros.

Avaliação médica não é punição, é prevenção

Do ponto de vista técnico, a avaliação médica e psicológica não tem caráter punitivo, mas preventivo. Ela existe para identificar, por exemplo, problemas de visão, reflexos comprometidos, uso de medicamentos que afetam a capacidade de dirigir, alterações cognitivas ou transtornos psicológicos que possam interferir na tomada de decisão no trânsito.

Ao eliminar essa etapa para um grupo de condutores, a medida provisória criou, segundo a associação, uma ruptura perigosa no sistema de segurança viária. O risco não estaria apenas em quem renova automaticamente, mas em todos os usuários das vias — motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Possibilidade de fraudes preocupa especialistas

Outro ponto levantado na ação diz respeito à fragilidade do critério adotado para a renovação automática. Como a regra se baseia na inexistência de infrações recentes, a Abrapsit alerta para a possibilidade de fraudes, como a transferência indevida de multas para terceiros, prática já conhecida no sistema de trânsito.

Esse tipo de distorção permitiria que condutores mantivessem artificialmente o cadastro positivo, mesmo sem cumprir integralmente as regras, apenas para garantir a renovação automática da CNH. Para a entidade, a ausência de exames amplia ainda mais esse risco, pois elimina uma camada adicional de controle.

Impacto imediato e números expressivos

Na petição apresentada ao STF, a associação destaca o impacto imediato da norma. Dados do Ministério dos Transportes, incluídos no processo, indicam que somente na primeira semana de vigência da medida provisória, mais de 323 mil condutores renovaram a CNH de forma automática, sem qualquer avaliação médica ou psicológica.

Esse volume chama atenção não apenas pelo número, mas pela velocidade com que a regra foi absorvida pelo sistema. Conforme os críticos da medida, trata-se de uma mudança estrutural feita sem o devido debate técnico e social, especialmente em um país que ainda convive com índices elevados de mortes e feridos no trânsito.

Segurança viária x simplificação administrativa

O caso reacende um debate recorrente no trânsito brasileiro: até que ponto a simplificação de processos pode avançar sem comprometer a segurança? Embora a desburocratização seja um objetivo legítimo da administração pública, especialistas alertam que o trânsito é uma área sensível, onde decisões administrativas têm impacto direto na preservação da vida.

A ação no STF não questiona apenas um procedimento específico, mas o princípio por trás da mudança: a ideia de que bom comportamento passado no trânsito substituiria avaliações técnicas de aptidão. Para a Abrapsit, esses elementos não são equivalentes e não deveriam ser tratados como tal.

O que pode acontecer a partir de agora

Com a ação em análise, caberá ao Supremo avaliar se a dispensa dos exames viola princípios constitucionais, como o direito à vida e à segurança. Caso seja concedida uma liminar, os efeitos da renovação automática podem ser suspensos até o julgamento final do mérito.

Enquanto isso, o tema segue gerando debate entre especialistas em trânsito, profissionais da saúde, entidades representativas e órgãos do Sistema Nacional de Trânsito. O desfecho da ação poderá definir não apenas o futuro da regra questionada, mas também os limites das mudanças na política de habilitação de condutores no Brasil.

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Detran/TO qualifica agentes de trânsito com curso de atualização sobre a Lei Seca

qui, 29/01/2026 - 13:00
O curso tem o objetivo de aprimorar os conhecimentos dos agentes de trânsito e torná-los mais qualificados durante a execução das operações de fiscalização e segurança no trânsito – Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), tem realizado um curso de atualização sobre o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) voltado aos agentes de trânsito do Detran/TO, com foco na Lei Seca. O curso é ministrado pelo coordenador do Fórum da Lei Seca Nacional, Walmero Costa, que tem debatido sobre as mudanças na legislação e os procedimentos técnicos e legais de abordagem em blitzes repressivas.

Já foram contemplados com o curso, os profissionais de todos os polos de fiscalização do órgão no estado e tem o objetivo de aprimorar os conhecimentos dos agentes de trânsito e torná-los mais qualificados durante a execução das operações de fiscalização e segurança no trânsito.

Além de tratar das mudanças legislativas, o curso tem colocado em pauta o uso correto do etilômetro, equipamento usado para detectar a quantidade de álcool no organismo dos condutores. Os agentes realizarão nesta quinta-feira, 29, uma blitz, em Palmas, como parte prática e de finalização do curso.

O gerente de fiscalização e segurança do Detran/TO, Enildo Leite, destaca que o curso irá garantir maior eficiência nas operações.

“Este curso tem nos proporcionado várias instruções e conceitos sobre a Lei Seca. São tratados os procedimentos adotados pelos agentes de trânsito, desde a teoria até a prática. Essa capacitação irá garantir que possamos executar nosso trabalho da forma mais assertiva possível e que isso venha a refletir no trânsito, contribuindo para a redução dos altos índices de sinistros e mortes envolvendo a ingestão de bebida alcoólica”, destaca o gerente.

O presidente do Detran/TO, Hercy Filho, reforça que o curso é símbolo do compromisso do órgão no combate ao crime de embriaguez ao volante e com a promoção da segurança viária no estado.

“Dirigir sob o efeito de álcool é um problema que aflige o Tocantins em diversas esferas, seja na saúde, infraestrutura ou segurança. É um empecilho que tem causado tragédias irreversíveis em nosso estado. Nós estamos aqui para orientar e transformar essa realidade. O Detran Tocantins tem se mantido ativo nessa questão de não permitir que a pessoa que consuma bebida alcoólica assuma a direção do veículo e, caso o faça, seja responsabilizada pelos danos causados”, reforça o titular da pasta.

Participaram também do curso, a Polícia Militar do Tocantins (PMTO) e A Polícia Civil (PC).

Fortalecimento do combate à alcoolemia e à embriaguez

A capacitação tem feito parte do projeto de fortalecimento das ações de combate à direção veicular sob influência de álcool realizadas pelo Detran/TO. O órgão conta com um novo sistema digital para gestão de infrações de trânsito, garantindo maior eficiência na atuação de combate às infrações e crimes de trânsito, em especial à embriaguez e à alcoolemia.

O sistema representou um avanço importante para o órgão, uma vez que agora os autos são feitos digitalmente, o que agiliza a autuação, reduz erros e fortalece a atuação do órgão.

Qual a diferença entre alcoolemia e embriaguez?

A partir da concentração de álcool detectada no organismo humano, o condutor pode ser enquadrado nas infrações por alcoolemia ou no crime de embriaguez.

Até 0,33 mg/L de teor alcoólico detectado no organismo do condutor, a situação se configura como alcoolemia, sendo uma infração de trânsito de natureza gravíssima. Concentração de álcool igual ou superior a 0,34 mg/L configura embriaguez, considerada crime de trânsito, tipificado pelo artigo 306 do CTB.

Além do teste do bafômetro, a embriaguez também pode ser constatada por sinais de alteração da capacidade psicomotora. Como, por exemplo: dificuldade para ficar de pé; fala arrastada; hálito etílico; olhos vermelhos; agressividade; e falta de memória.

Texto de Ascom Detran/TO

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Governo de Minas amplia serviços de trânsito digitais no MG App e no Portal MG

qui, 29/01/2026 - 12:00
Seplag-MG / Divulgação

Governo de Minas ampliou a disponibilidade de serviços de trânsito digital no MG App e no Portal MG, reforçando a modernização do atendimento ao cidadão. As novas funcionalidades tornam os processos mais ágeis e seguros e reduzem a necessidade de deslocamentos presenciais.

Entre as novidades estão a digitalização completa do primeiro emplacamento, a transferência digital de veículo para o comprador pessoa jurídica, com integração com os cartórios, o cancelamento do comunicado de venda e da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPVe), além da nova ficha de cadastro simplificando ainda mais a transferência digital de veículos.

O primeiro emplacamento digital, antes disponível apenas para frotistas, agora atende ao cidadão pessoa física. O novo fluxo automatizado centraliza informações, elimina etapas manuais e garante mais transparência e segurança jurídica ao processo.

Já a transferência digital de veículo para o comprador pessoa jurídica passa a ser realizada em módulo específico no Portal MG, integrado aos cartórios de notas, reduzindo o uso de documentos físicos. O cancelamento do comunicado de venda é da ATPVe pode ser solicitado diretamente no portal ou no MG App, sem necessidade de reconhecimento de firma em cartório.

A nova ficha de cadastro permite resolver, de forma 100% digital, situações de transferências de propriedade de veículos que antes exigiam apresentação de documentação física em atendimento presencial, como comodato, compropriedade, determinação judicial, reserva de domínio, veículos de coleção ou aluguel e isenção do IPVA.

Segundo a superintendente de Transformação de Serviços de Trânsito, a ampliação dos serviços digitais representa um avanço na modernização da gestão do trânsito. “A digitalização reduz burocracias, aumenta a segurança dos processos e oferece mais comodidade à população”, destaca Caroliny Aparecida Silva de Miranda.

Tecnologia integrada

A solução tecnológica para digitalização dos serviços foi desenvolvida pela Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge), que integrou sistemas estaduais e bases nacionais, garantindo segurança e rastreabilidade.

“Atuamos como centralizadora tecnológica, garantindo que o dado trafegue com segurança entre o cidadão e os sistemas de controle de veículos”, afirma o supervisor do projeto na Prodemge, Hugo Moreira.

Resultados

Em 2025, mais de 429 mil atendimentos de trânsito foram realizados totalmente on-line. Atualmente, cerca de 93% das etapas dos serviços estão digitalizadas, com mais de 350 procedimentos disponíveis no Portal Cidadão. Em 2025, Minas Gerais registrou aproximadamente 250 mil primeiros emplacamentos de pessoas físicas.

A iniciativa envolve atuação integrada do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MG), da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) e da Prodemge, reforçando a estratégia do Governo de Minas de ampliar a eficiência e melhorar a experiência do cidadão nos serviços públicos digitais.

As informações são da Agência Minas

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Projeto estabelece pena de prisão para quem reincidir em barulho excessivo de veículos

qui, 29/01/2026 - 11:15
O autor do projeto, deputado argumenta que a medida busca combater práticas que comprometem a ordem pública e o meio ambiente sonoro nos centros urbanos. Foto: RasulovS para Depositphoto

O Projeto de Lei 4573/25 tipifica como contravenção penal a reincidência na condução de veículos com modificações que aumentem o barulho ou ruído, como o uso de descarga livre ou silenciadores adulterados. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê apenas infrações administrativas para esses casos.

Pela proposta, o motorista que for flagrado cometendo a mesma infração no período de 12 meses poderá ser punido com prisão simples ou multa de R$ 1 mil. Em caso de nova reincidência, o valor da multa será dobrado.

Resposta mais firme

De acordo com o autor do projeto, deputado Kim Kataguiri (União-SP), a medida busca combater práticas que comprometem a ordem pública e o meio ambiente sonoro nos centros urbanos.

Conforme o parlamentar, a mudança fortalece a fiscalização contra condutores que ignoram as punições administrativas atuais.

“O Código de Trânsito Brasileiro já prevê penalidade administrativa para tais situações. No entanto, a reincidência demonstra elevado grau de desrespeito às normas e impõe ao Estado a necessidade de resposta mais firme”, disse.

O texto também deixa claro que qualquer equipamento instalado, desinstalado ou alterado com o objetivo de aumentar o ruído do veículo configura infração.

Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Administração e Serviço Público; Viação e Transportes; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Ou seja, para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

As informações são da Agência Câmara de Notícias

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Eleições 2026: Mobilidade é política de Estado e começa pelos trilhos

qui, 29/01/2026 - 11:10
Segundo especialista, às vésperas das eleições de 2026, ainda tratamos os trilhos como uma ambição distante. Foto: Gudella para Depositphotos

*Por Ana Patrizia Lira, diretora-presidente da ANPTrilhos

As cidades crescem, os carros se acumulam nas ruas, o tempo escorre pelos retrovisores. E o Brasil segue empurrando a mobilidade urbana para amanhã. Às vésperas das eleições de 2026, ainda tratamos os trilhos como uma ambição distante, quando eles deveriam ser o ponto de partida para um futuro melhor.

É tempo de fazer a pergunta necessária. Como um país que pretende ser competitivo, inclusivo e sustentável continua adiando decisões estratégicas sobre sua mobilidade? O futuro já não cabe nas velhas soluções. Ele exige visão de longo prazo, políticas de Estado e coragem para mudar prioridades. E isso, inevitavelmente, começa pelos trilhos.

A discussão já está posta.

O Congresso avança no Novo Marco Regulatório do Transporte Público, que precisa ser encarado como prioridade nacional para modernizar regras, dar segurança jurídica, atrair investimentos e criar condições reais para expansão da malha de metrôs, trens e VLTs. Mas marco regulatório sozinho não entrega transformação. Mas marco regulatório, sozinho, não entrega transformação. Ele precisa vir acompanhado de incentivos concretos para novos investimentos e do reforço aos projetos já existentes, para que um plano não permaneça no papel e se converta em obras, serviços e expansão real da oferta. Isso só é possível quando há uma Política de Financiamento do Transporte Coletivo capaz de garantir previsibilidade, estabilidade e continuidade ao longo do tempo. É esse tipo de política que permite planejar a longo prazo, contratar, investir, modernizar sistemas e ampliar redes, como fazem países que, de fato, conseguiram democratizar sua mobilidade e torná-la sustentável.

Na França, por exemplo, a criação das Autoridades Metropolitanas de Transporte (AOM) reorganizou competências, integrou regiões inteiras e garantiu governança unificada para decisões estratégicas. Segundo dados do Ministère de la Transition Écologique e da Île-de-France Mobilités, o modelo permitiu ampliar a oferta de transporte coletivo em mais de 30% na região metropolitana de Paris nos últimos 15 anos, ao mesmo tempo em que fortaleceu a integração tarifária e operacional entre metrôs, trens, bondes e ônibus.

Esse avanço foi viabilizado por mecanismos estáveis de financiamento, como o versement mobilité, uma contribuição paga por empresas com mais de 11 funcionários. Hoje, essa fonte responde por cerca de 45% do financiamento do transporte público na Île-de-France, garantindo previsibilidade para expansão de linhas, renovação de material rodante e investimentos contínuos em qualidade e sustentabilidade.

Outros países também mostram caminhos inspiradores.

Luxemburgo tornou-se, em 2020, o primeiro país do mundo a oferecer transporte público totalmente gratuito em todo o território nacional. Mas a gratuidade não veio sozinha, ela foi acompanhada de priorização política e investimentos reais na qualidade do serviço. Segundo o Ministério da Mobilidade e Obras Públicas de Luxemburgo, a medida foi sustentada por um orçamento permanente dedicado à mobilidade e acompanhada da ampliação dos investimentos em infraestrutura ferroviária, modernização dos sistemas e aumento da oferta. O resultado foi um crescimento de cerca de 23% na demanda por transporte coletivo nos dois primeiros anos, reforçando que tarifa zero só funciona quando vem associada a qualidade, capacidade e planejamento de longo prazo.

O sistema é financiado por receitas fiscais gerais, sustentado por um orçamento permanente dedicado à mobilidade, evidência de que, quando o transporte é prioridade, o financiamento deixa de ser circunstancial e passa a ser estrutural.

Já Portugal adotou uma estratégia complementar. Por meio do Fundo Ambiental, o país tem direcionado recursos para a modernização e descarbonização dos transportes públicos. Segundo dados do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, Portugal destinou mais de € 1 bilhão nos últimos anos para a renovação de frotas, eletrificação, melhoria da eficiência energética e expansão de sistemas ferroviários urbanos. Em valores atuais, isso equivale a cerca de R$ 5,5 bilhões. Considerando a escala do país , com pouco mais de 10 milhões de habitantes e um PIB aproximadamente oito vezes menor que o brasileiro, esse esforço representaria, em termos proporcionais, investimentos da ordem de dezenas de bilhões de reais no contexto do Brasil.

O dado mostra que a transição para uma mobilidade mais limpa não ocorre por discursos, mas por decisões orçamentárias consistentes e contínuas. Como resultado, o setor de transportes tem registrado reduções progressivas nas emissões de gases de efeito estufa, alinhando mobilidade urbana à política climática nacional.

O ponto em comum entre esses modelos é que financiamento estável cria planejamento; planejamento cria expansão; e expansão cria cidadania.

O Brasil está diante dessa oportunidade. A recém-criada Política Nacional do Transporte Ferroviário de Passageiros aponta caminhos para conectar regiões, estimular polos produtivos e reduzir deslocamentos de longa distância baseados em modos de maior emissão. No âmbito do planejamento de longo prazo, o Plano Estratégico de Longo Prazo do Transporte (PELT) destaca os trilhos como infraestrutura essencial para a integração nacional e o desenvolvimento sustentável. Nos estados, iniciativas como o SP nos Trilhos, em São Paulo, demonstram que, quando há planejamento, coordenação e fontes de financiamento mais claras, é possível tirar projetos do papel, ampliar redes e modernizar serviços. Já o Plano Estratégico da Mobilidade Urbana sobre Trilhos, construído de forma colaborativa entre setor público, privado e especialistas, traz diretrizes objetivas para ampliar capacidade, qualificar serviços e inserir os trilhos no centro de uma agenda moderna de mobilidade sustentável.

Mas tudo isso depende de escolhas políticas.

Depende de líderes que compreendam que trilhos não são apenas infraestrutura. São vetores de desenvolvimento, inclusão, competitividade e qualidade de vida.

Portanto, deixo aqui minha provocação: quem quer governar o Brasil precisa parar de prometer soluções paliativas e assumir compromissos estruturantes. O eleitorado brasileiro, que depende de transporte público todos os dias, merece candidatos que, não apenas falem a sério sobre mobilidade, mas atuem. Que tratem trilhos não como promessa futurista, mas como política pública essencial, estratégica e urgente.

O Brasil que queremos só chegará ao destino certo se escolhermos, finalmente, o caminho dos trilhos.

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Relatório DHL: logística reversa deixa de ser um centro de custos para se tornar uma vantagem competitiva

qui, 29/01/2026 - 11:10
Foto: Divulgação

Concluída a temporada de pico das compras de fim de ano, a indústria logística global entrou na “temporada de devoluções”. Essa fase da cadeia de suprimentos do e-commerce desempenha um papel cada vez mais relevante. Nos últimos anos, as devoluções deixaram de ser apenas um custo administrativo para se tornarem um diferencial estratégico para a experiência de compra. Com base no Relatório de Tendências de E-Commerce 2025 da DHL e em dados operacionais recentes, os ‘vencedores’ do comércio global já não são aqueles que tentam eliminar as devoluções, mas sim os que dominam o ciclo de valor. 

Essa abordagem é um pilar fundamental da Estratégia 2030 da DHL, que aproveita a rede global do Grupo e suas diversas capacidades para oferecer soluções logísticas de e-commerce completas, eficientes e sustentáveis em um mercado digital em crescimento. Como as devoluções fazem parte desse processo e hoje são uma demanda inevitável do consumidor, o foco do setor se deslocou para quem consegue gerenciá-las de forma mais eficiente e sustentável. 

As devoluções no mercado de moda já não são uma nota de rodapé; em alguns segmentos, são o próprio modelo de negócio. O hábito do consumidor de pedir vários tamanhos ou cores (conhecido como bracketing) está impulsionando taxas médias de devolução acima de 50%. Em categorias de alta sensibilidade, como vestidos femininos, as taxas de devolução podem chegar a quase 90%, segundo um relatório do IHL Group sobre bracketing

Quando as devoluções são tão frequentes, o resultado financeiro e o perfil de sustentabilidade de uma marca dependem fortemente da infraestrutura do provedor de logística reversa.

A DHL enfrenta esse desafio por meio de um compromisso robusto com operações mais sustentáveis, utilizando 42 mil veículos elétricos em nível global e uma ampla rede de aproximadamente 170 mil pontos de acesso. Ao oferecer pontos de entrega “fora de casa”, a DHL reduz a distância física percorrida por uma devolução e maximiza a conveniência para o cliente. Esse esforço é complementado pela solução de devolução sem etiqueta da DHL, que permite aos consumidores devolver itens usando apenas um código QR, reduzindo o desperdício de papel e atendendo às expectativas de compradores nativos digitais, como a Geração Z. 

Esse volume também gera o que os especialistas chamam de “bolsa de valor invisível”: um valor estimado de US$ 62,5 bilhões em receitas potenciais globais que permanecem inexploradas todos os anos. Esse número representa a oportunidade de ganho perdida quando produtos devolvidos são tratados como descarte em vez de ativos. Por meio de inspeção sistemática, recondicionamento e revenda, as empresas podem recuperar um valor significativo que, de outra forma, seria destinado a processos de descarte de baixo valor. Por exemplo, nos Estados Unidos, a National Retail Federation (NRF) estima que as devoluções do varejo atingiram US$ 890 bilhões em 2024, o que está impulsionando uma reavaliação da resiliência da cadeia de suprimentos por parte de muitos varejistas. 

A América Latina não fica atrás: o comércio eletrônico na região alcançou aproximadamente US$ 162,24 bilhões em 2024 e, segundo a Deloitte, a taxa de devoluções pode variar entre 20% e 40%, dependendo da temporada. Isso representa um valor potencial de devoluções que pode variar entre US$ 32,4 bilhões e US$ 64,9 bilhões por ano. 

Persistência no abandono do carrinho de compras (Click to Quit)

Os dados do Relatório de Tendências da DHL eCommerce mostram ainda que um processo de devolução sem atritos é um fator-chave para a conversão. 79% dos compradores on-line abandonarão uma compra se a política de devoluções não atender às suas expectativas. Além disso, embora as empresas frequentemente culpem os “danos no transporte”, os compradores apontam de forma consistente que as verdadeiras causas da onda de devoluções são tamanhos incorretos (54%) e baixa qualidade do produto (55%). 

Pablo Ciano, CEO da DHL eCommerce: “As devoluções agora são uma expectativa inevitável. Os dados mostram que os consumidores buscam uma experiência ‘híbrida’: comprar on-line, mas devolver por meio de uma densa rede de lockers ou pontos de atendimento. Estamos respondendo a essa demanda com cerca de 170.000 pontos de acesso em toda a Europa e soluções digitais como as devoluções sem etiqueta, preferidas por 32% dos compradores da Geração Z. Isso não apenas agrega conveniência, como também contribui diretamente para o nosso objetivo de reduzir as distâncias de transporte.” 

Para explorar todos os principais achados dos Relatórios de Tendências da DHL eCommerce, visite: www.dhl.com/reports

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Negligência na manutenção impacta custos e segurança no trânsito

qui, 29/01/2026 - 11:08
Na maioria dos casos, os problemas não surgem de forma repentina. Foto: Envato

Ruídos ignorados, revisões adiadas e a falsa sensação de que “o carro está funcionando bem” ainda fazem parte da rotina de muitos motoristas. O problema é que esse comportamento está diretamente ligado ao surgimento de falhas graves, panes inesperadas e custos elevados com consertos emergenciais. Na maioria dos casos, os problemas não surgem de forma repentina, mas são consequência direta da falta de manutenção preventiva adequada. 

Esse comportamento é reforçado por dados recentes do setor. Uma pesquisa apurada pela Webmotors mostra que, mesmo afirmando manter a manutenção em dia, 54% dos motoristas só decide levar o carro para revisão quando percebem um barulho estranho ou algum comportamento fora do normal. Ou seja, a ação preventiva acaba sendo substituída por uma resposta tardia ao problema.

Para Elias dos Santos, mecânico de manutenção industrial com 19 anos de atuação em montadoras de automóveis, os motoristas ainda subestimam a prevenção.

“Grande parte das falhas mecânicas não acontece de uma hora para outra. Elas se desenvolvem aos poucos e dão sinais claros, mas só são percebidas quando o dano já está instalado”, explica. 

Na prática, muitos condutores procuram a oficina apenas quando o veículo apresenta um problema evidente.

Esse modelo corretivo, além de mais caro, aumenta o risco de acidentes, compromete a confiabilidade do carro e reduz sua vida útil. “A manutenção preventiva não é trocar peça que já quebrou. É evitar que ela quebre”, destaca. 

Ele informa que a manutenção preventiva vai além do calendário de revisões e dos checklists padronizados. Diferente da revisão anual, baseada em prazos fixos de tempo ou quilometragem, ela considera o comportamento real do veículo, o tipo de uso, as condições de rodagem e os sinais apresentados no dia a dia. Essa abordagem permite identificar desgastes de forma antecipada, reduz custos, melhora o desempenho do carro e garante mais segurança ao motorista, especialmente em viagens e períodos de uso intenso. 

Conforme o especialista, existem indícios comuns de que o carro precisa de atenção e que as pessoas costumam ignorar no dia a dia, mas que indicam desgaste progressivo:

  • Ruídos diferentes do habitual
  • Vibrações fora do padrão
  • Resposta mais lenta do motor
  • Aumento no consumo de combustível
  • Luzes de alerta no painel

“Quando esses alertas são negligenciados, o que poderia ser resolvido com um ajuste simples acaba se transformando em uma falha grave, com impacto direto no bolso e na segurança do motorista”, afirma.

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Poker no Brasil: regras, mãos e dicas para jogar

qui, 29/01/2026 - 10:55

O poker é um jogo de cartas que combina estratégia, análise e blefe. Cada partida envolve de 2 a 10 jogadores competindo por fichas, tentando formar a melhor combinação de cinco cartas. Na partida, os participantes fazem rodadas de apostas com base no valor de suas mãos, podendo passar (fold), pagar (call) ou aumentar (raise) a aposta dos demais. Um dos aspectos marcantes do poker é o blefe – apostar forte mesmo sem ter uma boa mão, para fazer o oponente desistir. Por isso, o poker é considerado um esporte da mente, exigindo leitura de adversários e habilidade matemática.

O poker se tornou muito popular em todo o mundo, atraindo celebridades como Ronaldo e Neymar Jr.

No Brasil, o poker ganhou popularidade nos últimos anos, tanto em clubes presenciais quanto em jogos online. Os torneios mundiais, como o World Series of Poker (WSOP), têm destaque internacional e atraem competidores brasileiros. Tradicionalmente visto como jogo de azar, hoje o poker é largamente reconhecido como jogo de habilidade, já que, no longo prazo, a vitória depende mais da estratégia do jogador do que da sorte das cartas.

Regras básicas e classificação de mãos

Uma partida típica de poker segue estas etapas: depois de distribuídas as cartas, ocorrem rodadas de aposta intercaladas com a revelação de cartas comunitárias (no Texas Hold’em, por exemplo, são o flop, o turn e o river). O objetivo é formar a melhor mão de cinco cartas entre as sete disponíveis (suas duas cartas fechadas mais as cinco comunitárias). As mãos são classificadas de acordo com a sua raridade e valor no jogo. Em ordem decrescente, as principais combinações são:

  • Royal Flush (Sequência Real): A melhor mão do poker, formada por ás, rei, dama, valete e 10 do mesmo naipe (todos os naipes iguais).
  • Straight Flush (Sequência de mesmo naipe): Cinco cartas em sequência num mesmo naipe, mas não do 10 ao Ás.
  • Quadra (Four of a Kind): Quatro cartas do mesmo valor (por exemplo, quatro ases).
  • Full House: Um trio (trinca) e um par juntos (por exemplo, três reis e dois 5).
  • Flush: Cinco cartas do mesmo naipe, não necessariamente em sequência.
  • Sequência (Straight): Cinco cartas em sequência, mas de naipes mistos.
  • Trinca (Three of a Kind): Três cartas iguais, mais duas cartas quaisquer.
  • Dois Pares: Duas cartas de um valor, duas de outro valor, e uma carta diferente.
  • Par: Duas cartas do mesmo valor, mais três cartas quaisquer.
  • Carta Alta: Quando nenhuma das combinações acima é formada, ganha quem tiver a carta mais alta no conjunto.

Além das combinações de cartas, o poker envolve conceitos como blinds (apostas obrigatórias, como o big blind e o small blind), check (optar por não apostar mas continuar na mão) e all-in (apostar todas as fichas). Aprender os nomes e a hierarquia das mãos é essencial para começar a jogar. Por exemplo, saber identificar uma trinca, dois pares ou um par médio já ajuda a tomar decisões nas apostas.

Principais variantes do poker

Existem várias modalidades de poker, cada uma com regras específicas, mas todas seguem a mesma mecânica básica de apostas e formação de mãos. Entre as variantes mais populares estão:

  • Texas Hold’em: Cada jogador recebe 2 cartas fechadas (hole cards) e compartilha 5 cartas comunitárias na mesa. É a modalidade mais jogada em torneios e cassinos.
  • Omaha Hold’em: Semelhante ao Texas Hold’em, mas cada jogador recebe 4 cartas fechadas e deve usar exatamente 2 delas com 3 das 5 comunitárias.
  • Five Card Draw (poker fechado): Cada jogador recebe 5 cartas fechadas, podem trocar cartas uma vez, e depois fazem apostas. Muito comum em partidas informais.
  • Seven Card Stud: Os jogadores recebem 7 cartas no total (algumas fechadas, algumas abertas), não há cartas comunitárias. Muito popular antes da era dos jogos online.

Cada variante exige estratégias adaptadas: no Hold’em, por exemplo, a posição na mesa é crucial, enquanto no Draw o controle da troca de cartas é determinante. No geral, todas as modalidades enfatizam o poker de conhecimento das combinações, gerenciamento de fichas e observação do comportamento dos oponentes.

Poker online e comunidade brasileira

Com a popularização da internet, o poker migrou com força para plataformas digitais. Hoje, é possível jogar pelo computador ou smartphone em salas de poker online, onde você encontra mesas virtuais com jogadores de todo o mundo. Nessas plataformas, os jogadores podem participar de torneios ou mesas cash em ambiente seguro, praticando sem sair de casa. Há opções gratuitas (apostas fictícias) para iniciantes experimentarem o jogo sem risco financeiro.

Você pode ter a experiência de jogar poker sem sair da sua casa

No Brasil, o poker é bastante popular entre entusiastas. Existem campeonatos nacionais (como o BSOP) e ligas amadoras onde muitos brasileiros competem por prêmios. Além disso, comunidades e fóruns online ajudam novos jogadores a aprender táticas e jargões. Jogar poker envolve também etiqueta e responsabilidade: manter a calma após perdas, saber quando desistir e jogar sempre dentro do próprio limite financeiro.

Para quem está começando no poker, é essencial conhecer as regras e mãos: estudar as combinações de cartas até memorizá-las ajuda a tomar decisões mais rápidas e eficazes durante o jogo. Praticar em jogos gratuitos também é uma excelente forma de adquirir familiaridade com a dinâmica das apostas, sem correr riscos financeiros. Observar os adversários é igualmente importante, pois identificar padrões de comportamento e reações pode ajudar a detectar possíveis blefes. Outro ponto fundamental é o gerenciamento de banca: é necessário definir um orçamento de fichas para cada sessão e manter-se fiel a ele, evitando perdas desnecessárias. Por fim, ter paciência é uma virtude no poker — nem toda mão merece ser jogada, e saber desistir quando as chances são desfavoráveis faz parte da estratégia de qualquer jogador experiente.

Em resumo, o poker é um jogo desafiante e divertido, que estimula o raciocínio e a leitura dos oponentes. Com prática e estudo, é possível desenvolver habilidades importantes dentro e fora do jogo. Seja jogado presencialmente ou online, o poker continua cativando novos jogadores pelo mundo – inclusive no Brasil – por sua combinação única de sorte, estratégia e inteligência social.

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Posso fazer a prova da CNH em carro automático? Estados começam a liberar a mudança

qui, 29/01/2026 - 08:15
O candidato que pretende realizar a prova prática deve consultar o Detran do seu estado para verificar se a utilização de veículos automáticos já está autorizada. Foto: everyonensk para Depositphotos

A prova prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passa por um processo grande de mudanças no Brasil. Entre as alterações que começam a ganhar corpo nos estados está a liberação do uso de veículos com câmbio automático durante o exame de direção, uma possibilidade que até pouco tempo era restrita a casos específicos, como candidatos com necessidade de adaptação veicular.

São Paulo e Espírito Santo já formalizaram a adoção da medida, alinhando seus procedimentos às diretrizes mais recentes do Conselho Nacional de Trânsito. A tendência é que outros estados avancem no mesmo sentido à medida que atualizam normas internas e sistemas operacionais.

São Paulo: prova prática em carro automático já está autorizada

Em São Paulo, o Detran-SP anunciou oficialmente a autorização para que candidatos realizem o exame prático de direção em veículos com câmbio automático. A medida vale para candidatos que não necessitam de adaptação veicular e desde que os veículos estejam regularmente cadastrados.

Segundo o órgão, a decisão leva em conta a crescente presença de automóveis automáticos na frota brasileira, ampliando as opções para os candidatos sem alterar os critérios técnicos já aplicados na avaliação. A mudança veio acompanhada da retirada definitiva da etapa de baliza, concentrando o exame na condução em circulação real.

O Detran paulista esclarece que o percurso do exame prático segue o modelo já adotado, incluindo conversões à direita e à esquerda, uso correto da seta, parada em local permitido e condução segura em condições normais de trânsito. Ou seja, apesar da modernização dos meios, o foco permanece no comportamento do condutor e no respeito às regras de circulação.

A liberação do carro automático faz parte de um pacote mais amplo de adequações do estado às normas federais sobre habilitação, que também envolvem mudanças no exame teórico, no formato do curso e na redução de custos de etapas obrigatórias.

Espírito Santo: liberação do uso de veículos automáticos

No Espírito Santo, o Detran-ES também confirmou a liberação do uso de veículos automáticos na prova prática. A decisão veio após a publicação de uma portaria complementar à resolução federal que trata do exame de direção.

Além de extinguir as manobras de baliza e ladeira, o Detran-ES esclareceu que não há restrição quanto ao tipo de câmbio do veículo, desde que ele esteja adequado à categoria, com documentação em dia e em bom estado de conservação.

O órgão reforça que a Resolução nº 1.020/2025 do Contran não define o tipo de veículo a ser utilizado no exame prático, o que abre margem para que automóveis automáticos sejam aceitos sem necessidade de autorização especial. Conforme informações oficiais, é possível utilizar qualquer veículo que atenda às regras de circulação na avaliação.

O Detran capixaba também destacou que a medida segue o mesmo entendimento adotado em São Paulo, reconhecendo a mudança no perfil da frota e a necessidade de atualizar os procedimentos de avaliação.

O que muda — e o que não muda — para o candidato

Apesar da liberação do carro automático, os órgãos de trânsito deixam claro que a exigência de condução segura permanece a mesma. O examinador continua avaliando domínio do veículo, atenção ao ambiente viário, respeito à sinalização e tomada de decisões adequadas durante o percurso.

A diferença central está no meio utilizado para essa avaliação. Em vez de obrigar o candidato a realizar o exame em um veículo com câmbio manual, o foco passa a ser a capacidade de conduzir com segurança o tipo de automóvel que já faz parte da realidade do trânsito brasileiro.

Outro ponto importante é que a liberação do câmbio automático não cria, neste momento, uma CNH com restrição automática, nos estados que adotaram a medida. A habilitação continua válida para condução de veículos da categoria correspondente, conforme as regras vigentes.

Contexto nacional ainda é desigual

Embora São Paulo e Espírito Santo já tenham avançado, a situação ainda não é uniforme no país. Cada Detran precisa editar normas próprias, adequar sistemas e orientar examinadores antes de implementar oficialmente as mudanças.

Por isso, o candidato que pretende realizar a prova prática deve consultar o Detran do seu estado para verificar se a utilização de veículos automáticos já está autorizada e quais são os critérios exigidos.

As mudanças fazem parte de um conjunto maior de alterações nas regras de formação e habilitação de condutores no Brasil. Elas incluem flexibilizações no processo de aprendizagem e revisão de etapas consideradas burocráticas. O impacto dessas medidas na segurança viária ainda deverá ser acompanhado de perto pelos órgãos de trânsito.

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Volta das férias: DNIT reforça cuidados para um retorno seguro no trânsito

qua, 28/01/2026 - 18:00
Para ajudar motoristas a reduzirem riscos e evitarem imprevistos, algumas medidas simples fazem toda a diferença antes e durante a viagem de volta. Foto: poliki para Depositphotos

O fim das férias marca o reencontro com a rotina, o trabalho e os compromissos do dia a dia. Esse retorno costuma despertar sentimentos mistos: de um lado, a melancolia por deixar para trás os dias de descanso; de outro, a expectativa de recomeço, de novos projetos e planos para o ano que se inicia.

No trânsito, porém, esse momento vai além do simbolismo. Pegar a estrada sozinho ou com a família representa um compromisso direto com a própria vida e com a segurança de todos os ocupantes do veículo. Por isso, o retorno das férias deve ser feito com cautela, planejamento e respeito às leis de trânsito.

Para ajudar motoristas a reduzirem riscos e evitarem imprevistos, algumas medidas simples fazem toda a diferença antes e durante a viagem de volta. As dicas e orientações são de Diego Ramos, analista de infraestrutura de transportes do DNIT.

Revisão do veículo é o primeiro passo

Antes de iniciar o trajeto, é fundamental verificar as condições gerais do veículo. Freios, pneus, nível de óleo e de água, motor, filtros, sistema elétrico e escapamento devem estar em perfeito funcionamento.

“Uma revisão preventiva reduz significativamente o risco de falhas mecânicas durante a viagem”, afirma o especialista.

Cinto de segurança é obrigatório para todos

Nenhum veículo deve sair antes que todos os ocupantes estejam devidamente protegidos. O uso do cinto de segurança é indispensável, inclusive no banco traseiro. No caso de crianças, é obrigatório utilizar os dispositivos adequados, como bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação, conforme a idade, altura e peso.

Respeito aos limites de velocidade e à sinalização

A pressa para chegar em casa não pode se sobrepor à segurança. Respeitar os limites de velocidade da via e toda a sinalização de trânsito — placas indicativas, informativas e regulamentares — é uma das principais formas de evitar sinistros.

Atenção às condições climáticas e ao horário da viagem

Sempre que possível, evite dirigir à noite ou sob condições climáticas adversas. Em caso de chuva forte, o mais seguro é interromper a viagem e aguardar em um local apropriado, como um posto de combustível, até que as condições melhorem — especialmente em vias pouco conhecidas pelo condutor.

Nada de álcool ou substâncias que alterem a consciência

Antes de assumir o volante, o motorista não deve consumir bebidas alcoólicas nem qualquer substância que comprometa a atenção, os reflexos ou a capacidade de decisão.

“Dirigir sob efeito de álcool continua sendo uma das principais causas de acidentes graves nas rodovias brasileiras”, alerta Ramos.

Planejamento do trajeto ajuda a evitar imprevistos

Salvar o percurso previamente em um aplicativo de GPS é uma medida simples, mas eficaz. Dessa forma, mesmo que falte conexão com a internet em algum trecho da viagem, o motorista consegue seguir o trajeto com mais tranquilidade.

Direção defensiva é responsabilidade compartilhada

Prudência, respeito e empatia são pilares da direção defensiva. No trânsito, cada decisão impacta não apenas quem está ao volante, mas todos que compartilham a via. Adotar uma postura responsável contribui para um retorno mais seguro para todos.

Ao seguir essas orientações do especialista, a viagem de volta tende a ocorrer sem contratempos ou riscos desnecessários.

“Assim, o que fica na bagagem são apenas as boas lembranças das férias, as histórias para contar e a certeza de que a vida segue seu curso — com novos sonhos, planos e oportunidades pela frente”, conclui.

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O que o painel do carro tenta avisar e quase ninguém leva a sério

qua, 28/01/2026 - 13:30
O hábito de ignorar avisos do painel costuma estar ligado à rotina e à pressa. Foto: arvydele.gmail.com para Depositphotos

O painel do veículo é uma das principais formas de comunicação entre o carro e o motorista. Ainda assim, muitos condutores ignoram luzes de advertência ou seguem dirigindo acreditando que “dá para resolver depois”. O problema é que esses avisos raramente surgem por acaso e, quando desconsiderados, podem evoluir para falhas graves.

Algumas luzes indicam apenas funcionamento normal do sistema ao ligar o veículo, mas outras sinalizam problemas que exigem atenção imediata. O desafio é que nem todos os motoristas sabem diferenciar uma situação da outra.

A luz do óleo, por exemplo, é uma das mais críticas. Quando permanece acesa com o motor em funcionamento, indica falta de lubrificação adequada. Continuar dirigindo nessa condição pode causar danos severos ao motor em poucos minutos.

Já a luz da bateria não significa, necessariamente, que a bateria acabou.

Ela pode indicar falha no alternador ou no sistema de carga. Ignorar esse aviso pode resultar em pane elétrica repentina, deixando o veículo imobilizado.

A luz do freio também merece atenção especial. Em alguns casos, indica apenas freio de estacionamento acionado. Em outros, aponta nível baixo de fluido ou falha no sistema de frenagem, situação que compromete diretamente a segurança.

Outro aviso frequentemente negligenciado é o da temperatura do motor. Superaquecimento pode causar empenamento de peças e danos irreversíveis. Muitos motoristas continuam rodando por alguns quilômetros “até chegar em casa”, agravando o problema.

Há ainda luzes relacionadas a sistemas eletrônicos, como controle de estabilidade e airbag. Embora o veículo continue andando, esses sistemas deixam de atuar corretamente, reduzindo a proteção em situações de emergência.

O hábito de ignorar avisos do painel costuma estar ligado à rotina e à pressa. O motorista acredita que, se o carro ainda anda, o problema não é urgente. Essa lógica, porém, costuma resultar em custos maiores e riscos desnecessários.

Consultar o manual do veículo é uma prática simples e pouco adotada. Nele, estão descritos os significados de cada símbolo e as orientações básicas de como agir. Em caso de dúvida, procurar assistência técnica é sempre a decisão mais segura.

O painel não está ali para assustar, mas para alertar antes que algo grave aconteça. Aprender a interpretar esses sinais e agir com rapidez é uma forma simples de prevenir panes, acidentes e gastos elevados.

No trânsito, atenção não se resume ao que acontece fora do carro. Ouvir o que o próprio veículo tenta avisar também faz parte de dirigir com responsabilidade.

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Brasil registra 37.150 mortes no trânsito em 2024 e perde avanços conquistados na última década

qua, 28/01/2026 - 08:15
Ao atingir 37.150 mortes em 2024, o Brasil praticamente anula os avanços conquistados ao longo da década passada. Foto: joasouza para Depositphotos

O Brasil fechou 2024 com 37.150 mortes causadas por sinistros de trânsito, segundo dados consolidados do Ministério da Saúde. O número representa não apenas um aumento em relação a 2023, mas um retrocesso histórico, ao recolocar o país próximo aos patamares mais altos da última década.

Após anos de queda consistente entre 2015 e 2019, quando o Brasil conseguiu reduzir significativamente as mortes no trânsito, a tendência se inverteu. Desde 2020, os óbitos voltaram a crescer ano após ano — e 2024 marca o ponto mais alto desse novo ciclo de alta.

Motociclistas seguem como principais vítimas

A distribuição das mortes em 2024 reforça um padrão já conhecido, mas cada vez mais grave. Os motociclistas continuam liderando com ampla margem:

  • Motociclistas: 15.459
  • Ocupantes de automóveis: 7.511
  • Pedestres: 5.682
  • Ciclistas: 1.549
  • Veículos pesados/ônibus: 1.222
  • Outros: 5.344

Mais de quatro em cada dez vítimas pertencem a grupos mais vulneráveis no trânsito, especialmente motociclistas, pedestres e ciclistas.

Alta nas mortes ocorre em meio à flexibilização da formação de condutores

De acordo com especialistas, é preciso analisar os números à luz do contexto atual. O aumento das mortes ocorre justamente em um período marcado por discussões e mudanças nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com redução de exigências e foco quase exclusivo na ampliação do acesso.

Conforme Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito & Mobilidade, os dados de 2024 acendem um sinal de alerta.

“Não é possível tratar a formação de condutores apenas como uma etapa burocrática. Quando o país começa a desmontar critérios técnicos, enfraquecer processos formativos e relativizar a importância da educação no trânsito, o reflexo aparece nas estatísticas”, afirma.

Ele ressalta que ampliar o acesso à CNH é um objetivo legítimo, mas que não pode ocorrer à custa da segurança coletiva. “O Brasil já provou, entre 2015 e 2019, que é possível reduzir mortes. O que estamos vendo agora é o abandono dessa lógica, substituída por soluções simplistas”, critica.

Educação estruturada e decisões técnicas ficaram pelo caminho

Celso Mariano também aponta que campanhas isoladas não compensam a ausência de políticas permanentes. “Campanhas são importantes, mas passageiras. O que salva vidas é educação continuada, fiscalização inteligente e decisões técnicas nos órgãos de trânsito. Quando isso é substituído por improviso ou conveniência política, o custo é humano”, alerta.

Um retrocesso que é preciso enfrentar

Ao atingir 37.150 mortes em 2024, o Brasil praticamente anula os avanços conquistados ao longo da década passada. O dado não é apenas estatístico: ele revela uma mudança de rumo que exige revisão urgente de políticas públicas, especialmente em um país que já assumiu compromissos internacionais de redução da violência no trânsito.

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Paraná bate recorde histórico de pagamentos à vista do IPVA em 2026

ter, 27/01/2026 - 18:00
Além do aumento nos pagamentos, a frota de veículos tributados pelo IPVA no Paraná ficou mais nova em 2026. Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O estado do Paraná registrou em 2026 um marco histórico na arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). De acordo com dados da Secretaria da Fazenda (Sefa) e da Receita Estadual, este ano foi o maior volume de pagamentos à vista já registrado no Estado. Ao todo, cerca de 1,36 milhão de veículos já quitou o imposto em parcela única, o que corresponde a 32,6% da frota de 4,2 milhões de veículos tributados.

Recorde

A nível de comparação, em 2025 houve o registro de um pagamento à vista de 27,2%, o que equivale a 1,10 milhão de veículos. Era o recorde até então. Já em 2024, o percentual de veículos que quitaram o imposto à vista ficou na faixa de 24,0%, equivalente a 1,13 milhão de veículos.

Em valores, o número corresponde a aproximadamente R$ 1,72 bilhão (37%) dos R$ 4,6 bilhões lançados em 2026. Além disso, cerca de 3,4 milhões de contribuintes foram beneficiados pela redução de 1,9% da alíquota. Esse fator contribuiu para o aumento da adesão ao pagamento antecipado.

“Este recorde histórico de pagamentos à vista demonstra a conscientização do contribuinte e o impacto positivo da alíquota reduzida. É um resultado que fortalece as finanças do Estado e garante recursos para investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, afirmou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.

O pagamento à vista não está necessariamente vinculado ao desconto de 6%, já que, mesmo após o fim do prazo para ter direito ao benefício, os contribuintes ainda podem optar pela quitação integral do imposto. Para o exercício de 2026, a estimativa de arrecadação do IPVA é de R$ 4,54 bilhões.

Reflexo do IPVA mais barato 

Além do aumento nos pagamentos, a frota de veículos tributados pelo IPVA no Paraná ficou mais nova em 2026. Segundo dados, o número de veículos com até cinco anos de fabricação teve um aumento expressivo em relação a 2025. Foi um crescimento de mais de 131 mil veículos, indicando que mais paranaenses conseguiram trocar ou adquirir carros mais novos, movimento associado à redução do IPVA.

Entre 2025 e 2026, a quantidade de veículos nessa faixa de fabricação passou de 736 mil para 868 mil. Ou seja, o que representa uma alta de 17,9%. Esse foi, disparado, o maior avanço entre todas as faixas da frota tributada. No total, a frota tributada pelo IPVA no Paraná cresceu 1,5%, passando de 4.079.020 veículos em 2025 para 4.140.092 em 2026.

Redução histórica

A nova alíquota do IPVA foi sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no dia 23 de setembro, em Curitiba. Assim, reduzindo o imposto de 3,5% para 1,9% do valor venal de automóveis, motocicletas e caminhonetes. A medida representa queda de 45% no valor do imposto por ano. A alíquota diferenciada não altera a cobrança para veículos especiais, como ônibus, caminhões, utilitários de carga, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV), que seguem tributados em 1%.

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O que o motorista precisa saber antes de comprar um carro usado

ter, 27/01/2026 - 13:30
Um dos primeiros erros está em focar apenas na aparência. Foto: vurbanskaya para Depositphotos

Comprar um carro usado é uma escolha comum para muitos brasileiros, seja pelo preço mais acessível, seja pela possibilidade de adquirir um modelo melhor equipado. No entanto, essa decisão também envolve riscos que nem sempre são percebidos no momento da negociação. Grande parte dos problemas enfrentados após a compra poderia ser evitada com atenção a detalhes básicos, que costumam passar despercebidos pela pressa ou pela empolgação.

Um dos primeiros erros está em focar apenas na aparência. Pintura brilhante, interior limpo e bom estado visual ajudam na venda, mas não garantem que o veículo esteja em boas condições mecânicas ou documentais. Problemas estruturais, histórico de sinistro ou manutenção negligenciada não aparecem em uma avaliação superficial.

Histórico

Outro ponto crítico é não verificar o histórico do veículo. Consultar registros de roubo, furto, sinistro, restrições administrativas ou financeiras é fundamental antes de fechar negócio. Muitos compradores só descobrem pendências depois de já terem pago parte ou todo o valor.

A vistoria cautelar, quando disponível, costuma ser vista como custo extra, mas funciona como investimento em segurança. Ela pode identificar indícios de colisões graves, adulterações ou problemas estruturais que comprometem a segurança do veículo.

Na parte mecânica, confiar apenas na palavra do vendedor é um risco. Sempre que possível, levar o carro a um mecânico de confiança antes da compra ajuda a identificar desgaste excessivo, vazamentos, ruídos e falhas que podem gerar despesas elevadas logo após a aquisição.

Outro erro comum é ignorar os custos futuros. Ou seja, seguro, manutenção, consumo de combustível e peças de reposição variam muito entre modelos. Um carro aparentemente barato pode se tornar caro no dia a dia se esses fatores não forem considerados.

Documentação

A documentação merece atenção redobrada. Débitos de IPVA, multas pendentes e atraso no licenciamento podem impedir a transferência do veículo. Além disso, deixar a transferência “para depois” é uma das principais causas de dor de cabeça para compradores e vendedores.

Em negociações entre particulares, o cuidado deve ser ainda maior. É importante formalizar a transação corretamente, guardar comprovantes e acompanhar o processo até a efetiva emissão do documento em nome do novo proprietário.

Há também o fator emocional. Muitas compras, por exemplo, são feitas por impulso, motivadas por oportunidade aparente ou necessidade imediata. A pressa costuma ser inimiga de boas decisões, especialmente quando envolve valores altos e compromissos de longo prazo.

Comprar um carro usado não precisa ser um problema, mas exige atenção, planejamento e informação. Avaliar com calma, questionar, verificar assim como comparar são atitudes que protegem o consumidor e evitam frustrações.

No trânsito e na vida, boas escolhas começam antes de ligar o motor. E, no caso do carro usado, o cuidado na compra faz toda a diferença depois.

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