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Atualizado: 27 minutos 53 segundos atrás

PRF alerta para alta de 14% de mortes nas rodovias federais do Paraná em 2026

qua, 25/03/2026 - 07:57
O crescimento acumulado no intervalo de dois anos chega a 21,7%. Foto: Divulgação PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou aumento no número de mortes em acidentes nas rodovias federais do Paraná no primeiro bimestre de 2026. Nos dois primeiros meses do ano, 101 pessoas morreram em acidentes, contra 88 no mesmo período de 2025, uma elevação de 14,7%.

Na comparação dos três últimos primeiros bimestres, os dados indicam tendência de aumento nas mortes nas rodovias federais do Paraná. Em 2024, houve o registro de 83 mortes em acidentes. No mesmo período de 2025, o número subiu para 88. Já em 2026, foram contabilizadas 101 mortes. O crescimento acumulado no intervalo de dois anos chega a 21,7%, evidenciando a necessidade de maior atenção dos motoristas e adoção de comportamentos mais seguros ao dirigir nas rodovias federais do estado.

No mesmo intervalo, também houve crescimento no número de acidentes registrados.

Foram 1.190 ocorrências em 2026, ante 1.155 no primeiro bimestre do ano passado. Os acidentes com mortes passaram de 76 para 85 casos, enquanto o total de pessoas feridas subiu de 1.342 para 1.408.

Entre os tipos de acidente que resultaram em mortes, as colisões frontais continuam sendo o principal fator de letalidade nas rodovias federais do estado, respondendo por cerca de 27% dos casos. Entretanto, predominantemente são os atropelamentos que puxam a alta de mortes. No primeiro bimestre de 2025, nove pessoas morreram após serem atropeladas nas rodovias federais do Paraná e em 2026 esse número subiu para 16 mortes, um crescimento de 77,8%. O dado reforça a vulnerabilidade de pedestres nas rodovias, especialmente em trechos urbanos ou próximos a comunidades, onde travessias irregulares e circulação às margens da pista aumentam o risco de acidentes graves, principalmente em horários sem iluminação natural.

Diante desse cenário, a PRF reforça a importância de comportamentos seguros por parte dos motoristas.

Respeitar os limites de velocidade, evitar ultrapassagens em locais proibidos, não dirigir sob efeito de álcool e manter atenção constante ao trânsito são atitudes fundamentais para reduzir acidentes e preservar vidas nas rodovias.

Autuações 1º bimestreUltrapassagens proibidasExcesso de velocidadeEmbriaguez à direção20252.26677.39573020262.52193.917819

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Projeto pode liberar farol de LED em qualquer carro

qua, 25/03/2026 - 07:50
Hoje, a legislação brasileira não permite a substituição da lâmpada original por tecnologia diferente da prevista pelo fabricante. Foto: Photocreo para Depositphotos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode mudar uma regra conhecida por muitos motoristas: a proibição de trocar a lâmpada original do farol por outra tecnologia, como LED. A proposta permite a substituição, desde que se respeitem normas de segurança e certificação.

O texto aprovado é um substitutivo ao Projeto de Lei 1108/25 e prevê que a troca das lâmpadas originais por LED ou outras tecnologias certificadas será autorizada independentemente da idade do veículo, desde que os equipamentos tenham certificação do Inmetro e a instalação siga os padrões de segurança e regulagem definidos pelo Contran.

O que muda na prática

Hoje, a legislação brasileira não permite a substituição da lâmpada original por tecnologia diferente da prevista pelo fabricante, a não ser quando essa possibilidade está expressamente prevista no manual do veículo.

Na prática, isso significa que muitos motoristas que instalaram lâmpadas de LED em veículos com faróis projetados para lâmpadas halógenas, por exemplo, podem ser autuados, além de reprovação em inspeções veiculares quando elas existem.

Com a aprovação do projeto na comissão, a proposta é justamente permitir a modernização do sistema de iluminação, especialmente em veículos mais antigos.

O relator da proposta, deputado Zé Trovão (PL-SC), defendeu a mudança. Conforme ele, a atualização da tecnologia de iluminação pode trazer benefícios importantes.

“A autorização para modernização de sistemas de iluminação por tecnologia LED representa avanço que beneficia proprietários de veículos antigos, visto que essa tecnologia proporciona melhor visibilidade noturna e economia de energia”, afirmou o relator.

Segurança viária é ponto central

Embora o projeto autorize a substituição, o texto deixa claro que não será possível realizar a troca de qualquer forma. Será necessário cumprir requisitos técnicos, como certificação do Inmetro e regulagem adequada, para evitar problemas como ofuscamento de outros condutores — um dos principais riscos quando se instala o LED de forma irregular.

Esse é, inclusive, um dos principais argumentos técnicos para a restrição atual. Ou seja, faróis projetados para lâmpadas halógenas têm refletor e foco diferentes dos sistemas LED, e a simples troca da lâmpada pode prejudicar a visibilidade de outros motoristas e aumentar o risco de acidentes.

Por isso, caso a proposta avance, a regulamentação do Contran será fundamental para definir critérios técnicos. Além disso, garantir que a mudança não comprometa a segurança viária.

Próximos passos

O projeto ainda não virou lei. A proposta segue agora para análise, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, ainda precisará passar pelo Senado antes de entrar em vigor.

Ou seja, por enquanto, a regra continua a mesma. Não se permite a troca de lâmpadas por tecnologia diferente da original, salvo quando prevista pelo fabricante do veículo.

Com informações da Agência Câmara

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Páscoa na estrada: veja o que revisar no carro antes de viajar 

qua, 25/03/2026 - 07:00
Especialistas trazem dicas para garantir a segurança da família nas estradas durante o feriadão. Crédito: Divulgação / Freepik

Com a chegada do feriado da Páscoa, muitas famílias brasileiras se preparam para pegar a estrada e aproveitar alguns dias de descanso ao lado de parentes e amigos. Tradicionalmente marcada por encontros familiares e viagens, a data também exige atenção redobrada com a segurança no trânsito. A começar pela revisão do veículo antes de sair de casa.

Segundo especialistas da AutoZone Brasil, líder mundial no mercado de automotivos, realizar um check-up geral no carro antes de viajar pode evitar imprevistos, aumentar a segurança da família durante o trajeto e até prevenir gastos inesperados com manutenção emergencial.

“Em períodos de feriados prolongados, aumenta significativamente o fluxo de veículos nas rodovias. Uma revisão preventiva simples pode fazer toda a diferença para garantir uma viagem tranquila, especialmente quando toda a família está no carro”, explica o time da empresa.

A seguir, os especialistas listam alguns itens que não podem ficar de fora na revisão do veículo antes de pegar a estrada no feriadão da Páscoa:

1. Pneus e estepe 

Verificar o estado geral dos pneus é fundamental. Além de observar o desgaste da borracha, é importante checar a calibragem correta e confirmar se o estepe também está em boas condições de uso.

2. Nível do óleo do motor 

O óleo lubrificante é essencial para o bom funcionamento do motor. Antes de viajar, é importante conferir o nível e observar se já está próximo do momento da troca recomendada pelo fabricante.

3. Sistema de freios 

Pastilhas, discos e nível do fluido de freio devem ser avaliados. Qualquer ruído ou vibração ao frear pode indicar desgaste ou necessidade de manutenção.

4. Bateria 

A bateria é um dos itens mais esquecidos na revisão preventiva. Verificar carga, estado dos cabos e possíveis sinais de desgaste pode evitar que o carro não ligue durante a viagem.

5. Palhetas do limpador e reservatório de água 

Mesmo em períodos de clima mais seco, o limpador de para-brisa precisa estar em bom estado para garantir visibilidade em caso de chuva ou sujeira na pista.

6. Sistema de iluminação 

Faróis, lanternas, luz de freio e setas devem estar funcionando perfeitamente, já que são essenciais para a segurança, especialmente em viagens noturnas.

7. Sistema de arrefecimento do motor 

Conferir o nível do líquido do radiador e possíveis vazamentos ajuda a evitar o superaquecimento do motor durante trajetos mais longos.

Cuidados extras para quem viaja com crianças e carro cheio 

Quando o veículo está com todos os assentos ocupados e bagagem no porta-malas, alguns cuidados adicionais ajudam a garantir mais conforto e segurança na viagem:

  • Verificar a calibragem correta dos pneus, considerando o peso extra indicado no manual do veículo;
  • Conferir o funcionamento dos cintos de segurança em todos os assentos;
  • Garantir a instalação correta de cadeirinhas ou assentos infantis, quando necessário;
  • Organizar a bagagem no porta-malas, evitando objetos soltos dentro do carro;
  • Planejar paradas ao longo do trajeto, especialmente em viagens longas com crianças.

“A preparação do carro é parte fundamental do planejamento da viagem. Assim como escolher o destino e organizar a bagagem, dedicar alguns minutos para conferir os principais itens do veículo contribui para que toda a família viaje com mais tranquilidade e segurança”, reforça a AutoZone Brasil.

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Na estrada com estilo: o que levar na mala para uma viagem sem preocupação

qua, 25/03/2026 - 06:55
Ao escolher a mala certa, o viajante garante não apenas organização, mas também uma jornada mais confortável e sem imprevistos. Foto: robertprzybysz para Depositphotos

Viajar de ônibus é observar a paisagem em transição pela janela, colocar a leitura em dia, ouvir playlists especiais e transformar o caminho em parte da experiência. Para que tudo flua com leveza, escolher e entender as regras de bagagem é essencial para evitar qualquer dor de cabeça.

A praticidade tem guiado o comportamento dos viajantes modernos. Organizar a mala de forma consciente permite aproveitar cada etapa até o destino final. Em trechos rodoviários cada passageiro tem direito de despachar gratuitamente um item com até 30 kg no bagageiro. Esse peso é o ideal para portes médios ou grandes, desde que bem identificados. Dentro do ônibus é possível levar um volume de mão, que deve caber no compartimento superior ou sob a poltrona, sem comprometer o conforto e a circulação.

Modelos compactos com dimensões semelhantes às aceitas em voos, em torno de 55 cm de altura, costumam se adaptar melhor ao espaço interno. Mochilas estruturadas e bolsas maleáveis são ótimas escolhas.

Comodidade na bagagem

Independentemente do tempo de viagem, a mala de mão faz toda a diferença no conforto durante o trajeto. Elementos essenciais incluem documentos e objetos de valor, troca de roupa leve, itens de higiene pessoal, medicamentos de uso contínuo, garrafa de água e lanches rápidos, fones de ouvido, livro ou dispositivos eletrônicos. Ter esses itens por perto evita a necessidade de acessar a bagagem principal e torna a experiência mais prática e agradável.

País grande, variação de vestuário!

O destino faz toda a diferença ao arrumar o que levar, especialmente em um país como o Brasil. Para quem viaja para o Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo, peças leves e versáteis funcionam bem durante boa parte do ano. No entanto, um casaco é sempre bem-vindo, já que as temperaturas mudam ao longo do dia. Tecidos respiráveis, calçados confortáveis para caminhar e produções versáteis são alternativas excelentes.

Já para a Região Sul como ParanáSanta Catarina e Rio Grande do Sul, é importante considerar estações mais definidas e invernos rigorosos. Roupas térmicas, suéteres, peças estruturadas e até acessórios como cachecol e gorro são válidos dependendo da época. A dica é apostar em sobreposições, facilitando a adaptação à intensidade do clima.

Vantagens do ônibus: mais liberdade, menos restrições

Enquanto as viagens aéreas impõem limites rígidos de peso e tamanho, além de taxas para despacho, o rodoviário oferece regras mais flexíveis e inclusivas. É permitido levar itens maiores sem custos abusivos, o que traz mais tranquilidade ao passageiro. No ônibus não há necessidade de reduzir a mala ao mínimo por receio de cobranças. Viajar leve é uma decisão pessoal, baseada em praticidade, não uma exigência.

Ao escolher a mala certa, o viajante garante não apenas organização, mas também uma jornada mais confortável e sem imprevistos. As diretrizes que organizam essa dinâmica são estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que regulamenta os direitos e deveres nas viagens interestaduais, incluindo a franquia mínima.

Nesse cenário de modernização do transporte rodoviário, a wemobi representa uma nova geração do transporte rodoviário brasileiro, alinhada ao perfil de um público que valoriza praticidade, economia e planejamento inteligente.

Com proposta focada em democratizar o acesso às viagens de ônibus, a empresa oferece compra prática pelo site, consulta de horários, comparação de preços e informações claras sobre regras de embarque e bagagem. A experiência digital permite que o viajante organize toda a jornada em poucos cliques — da escolha do destino à seleção do assento — além de contar com canais de atendimento online e processos pensados para dar mais autonomia ao cliente.

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SP define regras para instalação de carregadores de carros elétricos em prédios

qua, 25/03/2026 - 05:30
Revisão da IT 41 define as normas para instalação de carregadores nas garagens. Foto: Imagem gerada por IA

O estado de São Paulo passou a contar com regras específicas para a instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em edifícios residenciais e comerciais. As novas normas foram publicadas nesta semana no Diário Oficial pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo e estabelecem critérios técnicos e de segurança para a instalação desses equipamentos nas garagens.

A atualização foi feita por meio da Portaria 003/970/2026, que revisa a Instrução Técnica 41 (IT-41), documento que trata de inspeção visual de instalações elétricas de baixa tensão.

Conforme o setor de eletromobilidade, a medida traz mais previsibilidade jurídica e segurança para a expansão da recarga de veículos elétricos em condomínios.

Regra teve debate por quase dois anos

A definição das normas ocorre após 23 meses de diálogo e debates técnicos envolvendo órgãos públicos, entidades do setor e representantes da construção civil.

O presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, Ricardo Bastos, afirmou que o novo regramento representa um avanço para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no estado.

“Foi um regramento moderno e prudente, que deu garantias legais à eletromobilidade e estabeleceu os requisitos técnicos necessários à segurança das operações de recarga elétrica nas garagens”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa também pode servir de referência para outros estados brasileiros.

“O Corpo de Bombeiros de São Paulo e o Governo do Estado estão de parabéns. O próximo passo agora é levar esse exemplo de modernidade e equilíbrio da nova legislação paulista a outros estados brasileiros e até a outros países da América Latina”, completou Bastos.

Normas complementam lei sancionada em fevereiro

A publicação da portaria ocorreu cerca de um mês após a sanção da Lei 18.403/2026, assinada pelo governador Tarcísio de Freitas.

A lei garante o direito de condôminos proprietários de veículos elétricos instalarem pontos de recarga em suas vagas de garagem, desde que respeitadas as normas técnicas e de segurança.

De acordo com a ABVE, a nova regulamentação técnica publicada pelos bombeiros complementa a legislação e estabelece parâmetros claros para as instalações.

Requisitos técnicos para os carregadores

A nova norma inclui dispositivos específicos para os chamados Sistemas de Abastecimento de Veículos Elétricos (SAVE).

De acordo com o texto, a responsabilidade pela instalação e garantia de funcionamento dos pontos de recarga será do responsável técnico ou da empresa instaladora. Ou seja, este deverá seguir normas técnicas brasileiras e internacionais.

Entre as principais exigências estão o cumprimento das seguintes normas:

  • NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão
  • NBR 17019 – Requisitos para alimentação de veículos elétricos
  • NBR IEC 61851-1 – Sistema de recarga condutiva para veículos elétricos

Nas áreas internas das edificações, será permitida apenas a utilização dos modos 3 e 4 de recarga, conforme definido pelas normas técnicas.

O texto também estabelece medidas de segurança para desligamento dos carregadores em garagens, além de padrões de sinalização dos locais onde os equipamentos estiverem instalados.

Questões ainda terão debate

Alguns temas mais sensíveis ficaram de fora da portaria e deverão acontecer discussões em novas consultas públicas.

Entre eles estão a possível obrigatoriedade de chuveiros automáticos (sprinklers), detectores e sistemas de exaustão de fumaça em edifícios que possuam carregadores elétricos.

Esses pontos deverão ter análise ao longo de 2026 e podem entrar em vigor no estado apenas a partir de 2027.

Debate ganhou dimensão nacional

A discussão sobre segurança na recarga de veículos elétricos em edifícios começou em 2024, quando o Corpo de Bombeiros paulista lançou uma consulta pública sobre o tema.

Posteriormente, o debate ganhou dimensão nacional com a criação de um grupo de estudos pela Ligabom, voltado à segurança e ao combate a incêndios envolvendo veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Durante o processo de elaboração da norma, a ABVE participou das discussões em conjunto com entidades do setor imobiliário e da construção civil, como o Secovi-SP e o Sinduscon-SP.

A expectativa é que a regulamentação contribua para expandir a infraestrutura de recarga elétrica com segurança. Assim, acompanhando o crescimento da frota de veículos elétricos no país.

Veja os documentos:

Portaria 003/970/2026

Lei 18.403/2026

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Carro próprio: 51% da Geração Z planeja compra até 2028

qua, 25/03/2026 - 05:25
Para muitos jovens, os usados e seminovos são a porta de entrada por terem preço mais acessível. Foto: Reprodução/Freepik

Ao contrário do que sugerem as tendências de desapego material das últimas décadas, o carro próprio continua no radar da juventude brasileira. Segundo um estudo recente da Localiza&Co, 51% da Geração Z (nascidos entre 1998 e 2009) planejam adquirir ou trocar de veículo nos próximos três anos. O índice supera significativamente o interesse das gerações anteriores, como a Geração Y (39%) e os Baby Boomers (20%), consolidando os mais jovens como os principais protagonistas do mercado automotivo até 2028.

Embora a posse de veículos seja atualmente menor entre os jovens, o desejo de compra é impulsionado por critérios práticos. Para a maioria dos brasileiros (75%), o preço continua sendo o fator de maior influência na hora da escolha, seguido de perto pelo consumo de combustível (51%).

O perfil de escolha, no entanto, varia drasticamente conforme a idade:
  • Geração Z: Foca em tecnologia de ponta e design atrativo.
  • Baby Boomers: Priorizam a sustentabilidade e o baixo custo de manutenção.
  • Geral: 30% ainda valorizam o fato de o carro ser “zero quilômetro”, enquanto 27,6% colocam a segurança como prioridade máxima.

Apesar do entusiasmo pela compra, a visão de futuro dos brasileiros é híbrida. Uma pesquisa recente mostra que, embora o interesse por veículos novos permaneça relevante, inclusive em buscas por modelos como carro Volvo zero km no Rio de Janeiro, a mobilidade urbana caminha para um cenário mais diversificado.

Para 62% dos entrevistados, o transporte público será o principal meio de locomoção nos próximos anos, seguido pelos carros de aplicativo (60%) e pelas bicicletas e carros elétricos (ambos com 43%). O carro próprio aparece apenas em quinto lugar nessa projeção de futuro (39%), evidenciando uma transição de mentalidade.

A pesquisa também aponta uma mudança estrutural no cotidiano: 51% da população prevê uma redução nos deslocamentos diários devido ao avanço do trabalho remoto. Além disso, a eletrificação da frota é vista como uma realidade próxima para 46% dos respondentes.

Na hora de decidir como sair de casa hoje, o brasileiro não busca apenas conforto, mas eficiência. A economia de tempo é o fator decisivo para 62% das pessoas.

Essa busca por precisão é nítida na Geração Z, onde 36,3% priorizam saber o horário exato de partida e chegada. Já entre os Baby Boomers, a pressa é maior: 48,1% escolhem o transporte baseado estritamente na capacidade de chegar mais rápido ao destino. 

O Grupo AB, referência no setor automotivo, listou orientações essenciais para quem está prestes a realizar a primeira compra. Antes de assinar o contrato, é preciso entender que a escolha vai muito além da estética: envolve estratégia financeira e análise técnica.

Carro novo, seminovo ou usado: qual a melhor opção?

No início da busca, o consumidor encontra muitas opções. Carros zero-quilômetro atraem pela novidade e garantia de fábrica, mas exigem investimento maior e sofrem forte desvalorização nos primeiros anos. Já os seminovos costumam oferecer melhor custo-benefício, pois já passaram pela maior parte da depreciação.

O mercado de usados: como evitar “ciladas”

Para muitos jovens, os usados e seminovos são a porta de entrada por terem preço mais acessível. A recomendação é priorizar veículos com baixa quilometragem e histórico transparente. Contar com avaliação especializada ajuda a evitar problemas e garante mais segurança na compra.

Custos fixos e variáveis: o que colocar na ponta do lápis?

Além do valor do carro, é preciso considerar despesas como IPVA, licenciamento, transferência e documentação. O seguro também pesa mais para motoristas jovens, podendo ser significativamente mais caro. Planejar esses custos evita surpresas no orçamento.

O que verificar na hora da compra?

A inspeção do veículo deve incluir lataria, pneus, freios e funcionamento de itens eletrônicos. Também é essencial analisar o histórico documental, como laudo cautelar, multas e débitos. Isso garante que o carro não tenha problemas ocultos ou restrições legais.

Planejamento financeiro e formas de pagamento

A escolha entre financiamento e consórcio depende da urgência do comprador. O financiamento permite adquirir o carro imediatamente, enquanto o consórcio é mais indicado para quem pode esperar. Oferecer uma entrada maior ajuda a reduzir juros e parcelas.

Apesar das novas formas de mobilidade, o carro próprio permanece como um símbolo de autonomia para os jovens. O planejamento rigoroso é o fator que diferencia uma compra por impulso de uma conquista sustentável.

Ao analisar custos e formas de pagamento, o motorista garante que sua primeira jornada seja marcada pela eficiência e pela segurança.

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Apesar da queda de 15% do roubo de cargas no Sudeste em 2025, RJ segue liderando; Nordeste consolida avanço

qua, 25/03/2026 - 05:07
Avanço dos roubos de alimentos, medicamentos e eletrônicos indica transição para cargas essenciais e de maior valor agregado. Foto: jonson para Depositphotos

Ao longo de 2025, houve uma mudança geográfica na distribuição dos prejuízos com roubo de carga no Brasil: a região Sudeste, que concentrava a maioria dos prejuízos (83,2%) durante 2024, viu sua participação cair para 68,1% em 2025. Apesar da queda de 15,1 pontos percentuais, ela segue como a região mais crítica.

Além disso, o Nordeste manteve participação praticamente estável (12,2% em 2024 para 12,8% em 2025), consolidando-se como a segunda região mais impactada pelo roubo de cargas e sinalizando que o risco estrutural permanece ativo.

Os dados, portanto, indicam um deslocamento geográfico do crime e demandam uma atenção imediata em rotas e operações antes consideradas de menor risco, uma vez que o Norte saltou de 0,9% para 11,2%, entre 2024 e 2025, entrando no terceiro lugar no ranking das regiões.

Os números são do relatório “Report nstech de Roubo de Cargas”, elaborado pela nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e uma das 5 maiores SaaS do Brasil. O estudo é baseado nas informações apuradas pelas gerenciadoras de risco BRK, Buonny e Opentech, que integram o ecossistema da companhia. 

Perfil dos roubos nas regiões mais afetadas

No Sudeste, as cargas fracionadas (47,4%) e alimentícias (27,1%) foram os principais alvos em 2025. E os estados de São Paulo e Rio de Janeiro dominam o cenário de risco, com 44,2% e 37% dos prejuízos na região, respectivamente, evidenciando que o problema está fortemente concentrado nos dois maiores hubs logísticos, industriais e consumidores do país.

Já no Nordeste, onde a criminalidade passou de pontual para estrutural, BA (28,4%), MA (24,7%) e PE (23,8%) somaram mais de 75% dos prejuízos regionais, indicando concentração em estados com forte circulação logística, grandes extensões rodoviárias e papel relevante no abastecimento inter-regional.

Por fim, no Norte, Pará (62,9% do total sinistrado) e Tocantins (37,1%) concentraram o prejuízo. Diferente de outras regiões, o risco no Norte é focado em cargas de altíssimo valor agregado. O segmento de eletrônicos representou 25,8% das perdas, higiene e limpeza (7,7%), e fracionados 7,4% dos prejuízos. 

Transição para ações mais direcionadas

A carga fracionada segue liderando o prejuízo total em 2025, porém apresentou leve queda na comparação com 2024, passando de 52,4% para 50,1%. Os dados sugerem uma possível transição do roubo de cargas mais genéricas e diversificadas para ações mais direcionadas.

Em segundo lugar, o segmento de alimentos ampliou sua participação de 20,1% para 26,5% (subindo 6,4 pontos). Em 2025, as cargas de maior valor agregado também tiveram participação relevante nos prejuízos. Eletrônicos cresceram de 6,7% para 7,2%, consolidando-se na terceira posição.

Outros segmentos como medicamentos, que mais que dobraram sua participação (indo de 1,8% para 3,9%), e o setor siderúrgico, com um aumento de 1,1% para 2,4%, também tiveram forte presença ao longo de 2025.

“A mudança de alvo em 2025 representa um ponto de atenção para o próximo ano. Segmentos tradicionais perderam espaço, possivelmente devido ao aumento da complexidade operacional e à maior adoção de tecnologias de rastreamento e bloqueio nessas áreas. Categorias historicamente visadas, como combustível, pneus e eletrodomésticos, apresentaram retração no mapa de prejuízos em 2025, dando abertura para o crescimento de outras como bens essenciais e cargas de alto valor”, analisa Maurício Ferreira, VP de Inteligência de Mercado da nstech. 

Estudo também detalha períodos mais perigosos, além de rotas e rodovias críticas

A noite continua sendo o período de maior risco (30,7%) para o transporte de cargas, com uma leve alta em relação a 2024. Além disso, em 2025, na distribuição dos prejuízos por período do dia, a redução mais significativa ocorreu na madrugada, que caiu de 28,4% para 24,1%. Na contramão, houve um aumento da criminalidade no período da manhã, no qual os prejuízos subiram de 19,7% para 22,4%.

“Esses números indicam uma mudança estratégica dos criminosos, que passaram a agir mais em horário comercial, quando o fluxo de veículos de carga se intensifica, em vez de se exporem apenas durante a noite. Em uma análise geral, o risco se tornou mais bem distribuído ao longo das 24 horas do dia. A diferença entre o período mais arriscado (noite, com 30,7%) e o menos arriscado (manhã, 22,4%) diminuiu. Isso sugere que não há mais um “horário seguro”, o que obriga as empresas a reforçarem seu estado de alerta durante toda a operação”, completa o especialista.

Outra mudança drástica observada em 2025 foi a queda do risco na segunda-feira, que despencou de 19,6% para 7,9%, deixando de ser o dia mais perigoso. Em seu lugar, a quinta-feira se consolidou como uma data crítica, saltando de 17,1% para 21,6%. Isso mostra uma reorganização completa da atuação dos criminosos, que agora focam em dias úteis (quartas e quintas-feiras).

Seguindo a linha de alerta durante toda a operação, o domingo registrou um aumento significativo de risco, passando de 9,6% para 13,4%. Isso quebra o paradigma de que os fins de semana são períodos de menor atividade criminosa e indica que as quadrilhas estão explorando as janelas de menor fiscalização e tráfego para agir.

Outro indicativo analisado foram o dos trechos urbanos, que mantiveram a liderança nos prejuízos por roubo de cargas em 2025, com destaque para RJ X RJ (23,9%), SP X SP (22,4%) e SP X RJ (17,2%) concentrando mais de 63% do total.

Em 2025, a BR-101 ultrapassou a BR-116, que foi a rodovia com maior concentração de prejuízos do país em 2024. Ainda que a liderança tenha se invertido, as duas rodovias se mantiveram como a principal zona de risco rodoviário do Brasil.

Novas rotas críticas interestaduais também chamam atenção no estudo: a BR-010 saltou de 1,1% para 5,2%, e a BR-153 mais do que dobrou sua relevância na distribuição dos prejuízos, passando de 3,4% para 7,3%. Isso acende o alerta para a atuação de criminosos em corredores logísticos estratégicos para o agronegócio e o abastecimento regional.

Os resultados do grupo acompanham a análise: a nstech apresentou uma taxa de sinistros evitados/recuperados superior a 70%, um recorde estabelecido em 2023 e sustentado desde então. Além disso, a taxa de sinistralidade (prejuízo final vs. valor gerenciado) atingiu o seu menor índice histórico com uma redução de 17% na comparação com 2024.

“Esses resultados são fruto de investimentos massivos em pessoas, processos e, principalmente, em tecnologia, dados e IA, agora consolidadas em nossa robusta rede integrada, a TNS. Nosso report revela como a inteligência de dados está redefinindo a segurança no transporte e como a prevenção eficaz exige inteligência contínua, leitura territorial refinada e capacidade de adaptação rápida”, finaliza o VP.
 

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O papel da tecnologia no trânsito moderno

qua, 25/03/2026 - 05:00
Foto: Zapad para Depositphotos

Nos últimos anos, a tecnologia tem desempenhado um papel crucial na transformação do trânsito urbano, promovendo melhorias significativas na segurança e na eficiência do transporte. Sistemas de monitoramento avançados, como câmeras de vigilância e sensores de tráfego, permitem que as autoridades identifiquem e resolvam rapidamente problemas nas vias, contribuindo para uma melhor gestão do fluxo de veículos.

Leia também: O Impacto da Inteligência Artificial no Futebol Rondoniense

Inteligência artificial e transporte

A inteligência artificial está revolucionando o setor de transporte, oferecendo soluções inovadoras para desafios antigos. Com a implementação de algoritmos avançados, é possível prever congestionamentos e sugerir rotas alternativas para os motoristas. Além disso, a IA está sendo utilizada para desenvolver veículos autônomos, que prometem reduzir acidentes causados por erro humano e aumentar a eficiência no uso das vias.

Projetos como Palpites Futebol, embora focados em outro setor, também demonstram como a tecnologia pode ser usada para antecipar resultados e melhorar a experiência do usuário.

O papel dos veículos elétricos

O crescimento dos veículos elétricos é outra tendência que está reformulando o trânsito urbano. Com uma crescente preocupação com o meio ambiente, muitos motoristas estão optando por carros elétricos, que não apenas reduzem a emissão de poluentes, mas também apresentam novas demandas para a infraestrutura viária, como a necessidade de pontos de recarga distribuídos de maneira estratégica.

Sustentabilidade e mobilidade urbana

A busca por soluções de transporte mais sustentáveis se tornou uma prioridade para muitas cidades ao redor do mundo. A integração de modais de transporte como bicicletas, ônibus elétricos e sistemas de compartilhamento de carros ajuda a reduzir a pegada de carbono e a melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos. As cidades estão cada vez mais investindo em ciclovias e em sistemas de transporte público eficientes para incentivar a população a deixar o carro em casa.

Desafios e oportunidades

Embora as inovações tecnológicas apresentem inúmeras oportunidades para o trânsito urbano, também trazem desafios que precisam ser enfrentados. A adaptação das infraestruturas existentes para acomodar novas tecnologias, o treinamento de profissionais para lidar com sistemas avançados e a garantia da segurança cibernética são apenas alguns dos obstáculos que as autoridades enfrentam.

A evolução tecnológica no trânsito continua a ser um campo em constante desenvolvimento, com potencial para transformar a maneira como nos deslocamos e interagimos com o espaço urbano. O futuro promete um trânsito mais inteligente, seguro e sustentável.

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Categoria B: projeto permite dirigir carros elétricos mais pesados

ter, 24/03/2026 - 13:30
Se a mudança for aprovada definitivamente, motoristas com CNH categoria B poderão dirigir carros elétricos maiores e mais pesados sem precisar mudar de categoria. Foto: tomwang para Depositphotos

Um projeto de lei aprovado na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados pode mudar uma regra importante da habilitação no Brasil: o limite de peso dos veículos que podem ser conduzidos por motoristas com CNH categoria B.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) permite que condutores da categoria B dirijam veículos com até 3.500 kg de peso bruto total. O Projeto de Lei 305/25, no entanto, autoriza que motoristas com essa categoria passem a dirigir veículos elétricos e híbridos de até 4.250 kg.

Por que o projeto aumenta o limite de peso

De acordo com o autor do projeto, deputado Pedro Aihara, a proposta tem como objetivo compensar o peso extra das baterias dos veículos elétricos, que normalmente são mais pesados do que os veículos movidos a combustão.

O relator do projeto, deputado Hugo Leal, incluiu no texto também os veículos híbridos com tração predominantemente elétrica.

“A própria justificativa do projeto menciona que veículos elétricos e híbridos superarão os movidos à combustão até 2030, demonstrando que ambas as tecnologias merecem tratamento isonômico”, afirmou o relator.

Na prática, a proposta não muda a categoria da CNH, mas amplia o tipo de veículo que poderá ser conduzido por quem já possui habilitação categoria B.

O que diz hoje a regra da categoria B

Hoje, a CNH categoria B permite que o motorista dirija:

  • Veículos com até 3.500 kg de peso bruto total
  • Veículos com capacidade para até 8 passageiros, além do motorista;
  • Reboque ou semirreboque, desde que dentro dos limites de peso.

Se o projeto virar lei, veículos elétricos e híbridos poderão ter limite maior de peso (4.250 kg), mas apenas nos casos definidos na regulamentação.

Projeto ainda não virou lei

Apesar de ter sido aprovado na Comissão de Viação e Transportes, o projeto ainda não está valendo. O texto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, além disso, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Somente após a aprovação final e a sanção presidencial a regra poderá entrar em vigor.

O que muda na prática

A proposta acompanha uma tendência mundial de adaptação da legislação à eletrificação da frota. Como as baterias aumentam o peso dos veículos, muitos modelos elétricos acabam ultrapassando o limite atual permitido para a categoria B, mesmo sendo veículos de passeio.

Se a mudança for aprovada definitivamente, motoristas com CNH categoria B poderão dirigir carros elétricos maiores e mais pesados sem precisar mudar de categoria, o que pode facilitar a expansão desse tipo de veículo no Brasil.

A discussão mostra que a legislação de trânsito começa a se adaptar às novas tecnologias. Ou seja, algo que deve se tornar cada vez mais comum nos próximos anos.

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Crianças no carro: erros comuns que colocam vidas em risco

ter, 24/03/2026 - 08:15
O comportamento do adulto ao volante também influencia diretamente a segurança. Foto: logoboom para Depositphotos

Transportar crianças no carro é uma das responsabilidades mais sensíveis do dia a dia no trânsito. Ainda assim, muitos riscos não estão ligados à imprudência explícita, mas a erros rotineiros, repetidos por pais, mães e responsáveis que acreditam estar fazendo “o básico”.

Um dos equívocos mais frequentes é tratar trajetos curtos como situações de menor risco. Ir até a escola, a padaria ou a casa de um parente costuma gerar a falsa sensação de segurança. No entanto, estatísticas e experiências práticas mostram que a maioria dos sinistros ocorre justamente em percursos cotidianos, onde a atenção tende a ser menor.

Outro erro comum é a improvisação.

Criança no colo, no banco da frente, sem cinto ou usando equipamentos inadequados para a idade e o porte físico ainda são cenas recorrentes. Mesmo quando não há impacto grave, uma freada brusca pode causar lesões sérias em crianças que não estão corretamente posicionadas.

Há também o problema da transição mal feita. Muitas famílias retiram a criança do assento adequado antes do tempo, por achar que ela “já cresceu” ou que o desconforto justifica a mudança. O corpo infantil, porém, tem características próprias, e o uso inadequado de cintos e bancos aumenta a chance de ferimentos no pescoço, tórax e abdômen.

O comportamento do adulto ao volante também influencia diretamente a segurança. Dirigir com pressa, distração ou estresse compromete a capacidade de antecipar riscos. Crianças são mais vulneráveis a movimentos bruscos, freadas repentinas e colisões de baixa intensidade.

Outro ponto pouco discutido é o ambiente interno do veículo. Objetos soltos, mochilas, garrafas e brinquedos podem se transformar em projéteis em caso de impacto. Mesmo em velocidades urbanas, esses itens representam risco real para ocupantes pequenos.

Além disso, há o fator emocional.

Crianças percebem tensão, discussões e agressividade no trânsito. Um adulto exaltado transmite insegurança e pode distrair-se ao tentar lidar com comportamentos infantis durante a condução.

Também é comum subestimar o impacto do calor dentro do veículo. Mesmo paradas rápidas, com o carro fechado, podem elevar a temperatura interna rapidamente, colocando a criança em situação de risco grave.

Garantir a segurança de crianças no carro não é apenas cumprir uma regra, mas adotar uma postura constante de cuidado. Envolve planejamento, atenção aos detalhes e disposição para rever hábitos.

No trânsito, o erro de um adulto raramente afeta apenas o adulto. Quando há crianças envolvidas, as consequências tendem a ser mais severas e irreversíveis. Por isso, cada escolha ao volante precisa considerar quem está no banco de trás — e a responsabilidade que isso representa.

Regras para o transporte de crianças no carro

Conforme a Resolução 819/21 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), para bebês de até um ano de idade ou de até 13kg, é obrigatório o uso do bebê conforto no banco traseiro. A criança deverá ser posicionada de costas para a direção, posição que preservará a coluna cervical do bebê de possíveis frenagens bruscas ou acidente de trânsito.

Crianças com idades de 1 a 4 anos ou peso de 9 a 18 kg passam a utilizar a cadeirinha.
O equipamento precisa estar no banco traseiro do veículo e deve estar voltado para a frente do veículo, na posição vertical. O cinto de segurança deve manter a cadeira fixada ao banco, enquanto o cinto da própria cadeira mantém a integridade dos pequenos.

Já entre 4 e 7 anos e meio ou com até 1,45 m de altura e peso entre 15 e 36 kg, a orientação é a utilização de um assento de elevação. Ele também se chama Booster. Ainda transportada no banco traseiro, a criança deverá fazer o uso do cinto de três pontos. Ele deve passar pelo centro do ombro, peito e sobre os quadris.

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Golpe da renovação automática da CNH: Detran alerta motoristas sobre sites falsos

seg, 23/03/2026 - 13:30
Detran alerta para sites falsos que cobram pela renovação automática da CNH. Foto: Detran/TO

Motoristas de todo o país precisam ficar atentos: golpistas estão usando a renovação automática da CNH para aplicar fraudes pela internet. O alerta é do Detran/TO, que identificou páginas falsas simulando o site do Governo Federal para enganar condutores e cobrar taxas indevidas.

O golpe começa, geralmente, quando o usuário pesquisa no navegador termos como “renovação automática CNH” ou “renovar CNH online”. Ao clicar em links patrocinados ou resultados falsos, a pessoa é direcionada para um site que imita a página oficial do governo. Lá, o condutor informa seus dados pessoais e, ao final, são geradas taxas falsas para a suposta renovação.

O problema é que, após o pagamento, o dinheiro vai para a conta dos golpistas — e a renovação da CNH não é realizada.

Renovação automática é gratuita

O que muita gente ainda não sabe é que a renovação automática da CNH é um serviço totalmente gratuito, oferecido pela Senatran por meio do aplicativo CNH do Brasil.

No entanto, nem todos os condutores têm direito ao serviço. Para utilizar a renovação automática, é necessário cumprir alguns critérios:

  • Não ter cometido infrações nos 12 meses anteriores ao vencimento da CNH e possuir o selo de bom condutor;
  • A CNH deve ter vencido a partir de 1º de dezembro de 2025;
  • O condutor deve ter obtido validade de 10 anos na CNH e não possuir restrições médicas.

Caso o motorista não atenda a esses requisitos, a renovação deve ser feita presencialmente no Detran, com cobrança das taxas assim como exames normalmente previstos.

Como identificar sites falsos

Uma das principais orientações dos órgãos de trânsito é verificar sempre o endereço do site antes de informar qualquer dado pessoal ou realizar pagamentos.

Sites oficiais de órgãos públicos sempre terminam em “.gov.br”. Endereços com finais como “.com”, “.org”, “.net” ou outras variações devem ser vistos com desconfiança, principalmente quando envolvem serviços e pagamentos.

Endereços oficiais:

Detran não cobra taxas por mensagem

Outro ponto importante: o Detran não entra em contato por WhatsApp, redes sociais, telefone ou e-mail para cobrar taxas ou enviar links para pagamento.

A comunicação oficial é feita pelos Correios ou por meio do aplicativo CNH do Brasil. Qualquer mensagem diferente disso deve ser encarada como suspeita.

Atenção redobrada para não cair em golpes

O alerta do Detran reforça uma realidade cada vez mais comum: golpes digitais envolvendo serviços de trânsito têm se tornado frequentes, principalmente quando envolvem serviços online, documentos e prazos.

Por isso, a principal recomendação é simples: antes de qualquer pagamento, confirme se o serviço realmente é pago e se o site é oficial.

Em muitos casos, como na renovação automática da CNH, o serviço é gratuito — e é justamente essa desinformação que os golpistas usam para enganar os condutores.

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Mais de 6 milhões de multas: veja ranking com as infrações mais cometidas no Brasil em 2026

seg, 23/03/2026 - 08:15
O ranking ajuda a revelar como os brasileiros se comportam no trânsito e onde estão os principais desafios. Foto: zorabc para Depositphotos

O excesso de velocidade segue como a infração de trânsito mais registrada no Brasil. Dados consolidados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2026, mostram que apenas a infração de dirigir até 20% acima do limite permitido ultrapassou 6,1 milhões de registros no período.

O número é significativamente superior ao das demais infrações e reforça uma tendência observada há anos na fiscalização brasileira: o desrespeito aos limites de velocidade continua sendo o comportamento irregular mais comum entre os condutores.

Ao todo, mais de 11 milhões de notificações de penalidade foram emitidas no país nos dois primeiros meses de 2026 considerando as infrações mais frequentes.

Para especialistas em segurança viária, o dado não surpreende — mas preocupa.

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a velocidade tem impacto direto na gravidade dos sinistros.

“A velocidade é um dos fatores que mais influenciam a gravidade dos acidentes. Pequenos aumentos já elevam muito o risco de morte ou de lesões graves. Por isso o controle de velocidade continua sendo uma das principais estratégias de segurança viária no mundo todo”, explica.

Ranking das infrações mais registradas no Brasil em 2026

Considerando os dados de janeiro e fevereiro, o ranking das infrações mais registradas no país mostra a predominância das irregularidades relacionadas à velocidade, mas também revela problemas recorrentes de comportamento e de regularização documental dos veículos.

1º Excesso de velocidade até 20% acima do limite

Art. 218, I do CTB

  • Jan: 3.184.531
  • Fev: 3.006.641
  • Total: 6.191.172
2º Excesso de velocidade entre 20% e 50% acima do limite

Art. 218, II do CTB

  • Jan: 512.017
  • Fev: 498.391
  • Total: 1.010.408
3º Avançar o sinal vermelho ou parada obrigatória

Art. 208 do CTB

  • Jan: 469.454
  • Fev: 412.651
  • Total: 882.105
4º Estacionar em desacordo com a sinalização

Art. 181 do CTB

  • Jan: 444.632
  • Fev: 365.019
  • Total: 809.651
5º Transitar em faixa ou pista de circulação exclusiva

Art. 184 do CTB

  • Jan: 367.167
  • Fev: 271.764
  • Total: 638.931
6º Manusear celular ao volante

Art. 252 do CTB

  • Jan: 316.483
  • Fev: 284.866
  • Total: 601.349
7º Não registrar a transferência do veículo em até 30 dias

Art. 233 do CTB

  • Jan: 261.155
  • Fev: 228.452
  • Total: 489.607
8º Conduzir veículo não devidamente licenciado

Art. 230, V do CTB

  • Jan: 254.454
  • Fev: 224.528
  • Total: 478.982
9º Excesso de velocidade acima de 50% do limite

Art. 218, III do CTB

  • Jan: 262.757
  • Fev: 210.973
  • Total: 473.730
10º Não usar cinto de segurança

Art. 167 do CTB

  • Jan: 204.009
  • Fev: 180.061
  • Total: 384.070
Velocidade concentra a maior parte das infrações

Quando somadas as três infrações relacionadas ao excesso de velocidade — até 20%, entre 20% e 50% e acima de 50% do limite — o total ultrapassa 7,6 milhões de registros em apenas dois meses.

Para Celso Mariano, isso mostra que o tema ainda precisa ser melhor compreendido pelos condutores.

“Muitos motoristas ainda enxergam o limite de velocidade como algo meramente punitivo, quando na verdade ele é definido com base na capacidade humana de suportar impactos e nas características da via. Respeitar o limite não é apenas evitar multa, é preservar vidas”, afirma.

Infrações administrativas também aparecem no ranking

Outro dado que chama atenção no levantamento é a presença de infrações relacionadas à documentação do veículo, e não diretamente à condução.

Entre elas estão:

  • não registrar a transferência do veículo em até 30 dias após a compra;
  • conduzir veículo não licenciado.

Somadas, essas duas infrações ultrapassam 968 mil registros apenas nos dois primeiros meses do ano.

De acordo com especialistas, isso indica que ainda há uma parcela significativa da frota circulando com pendências administrativas, o que pode gerar problemas tanto para os proprietários quanto para a fiscalização.

Queda de registros em fevereiro

A comparação entre os dois meses também revela uma tendência curiosa: todas as infrações do ranking apresentaram queda em fevereiro em relação a janeiro.

Entre os fatores que podem explicar a redução estão:

  • menor número de dias no mês;
  • diminuição das viagens de férias;
  • mudanças no fluxo urbano após o período de festas e férias escolares.

Mesmo assim, os números permanecem elevados e reforçam a necessidade de políticas contínuas de educação e fiscalização.

Um retrato do comportamento no trânsito

Para Celso Mariano, o ranking ajuda a revelar como os brasileiros se comportam no trânsito e onde estão os principais desafios.

“Esses dados mostram que ainda convivemos com problemas antigos: excesso de velocidade, desrespeito à sinalização e uso do celular ao volante. São condutas que aumentam significativamente o risco de acidentes e que precisam continuar sendo combatidas com fiscalização e educação”, conclui.

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Senado aprova criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito

dom, 22/03/2026 - 08:15
Apesar dos esforços de políticas públicas e campanhas de conscientização, os números da violência no trânsito ainda preocupam. Foto: Mitifotodeposit para Depositphotos

A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou a criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito, que deverá ser celebrado anualmente no terceiro domingo de novembro. A data coincide com o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, instituído pela Organização das Nações Unidas.

A proposta consta no Projeto de Lei 382/2026, que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial, caso não haja recurso para votação no plenário do Senado.

Data já é lembrada no Brasil

Embora o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito já seja lembrado no Brasil por entidades da sociedade civil, órgãos de trânsito e organizações ligadas à segurança viária, a data ainda não possui reconhecimento oficial no calendário nacional.

Com a aprovação do projeto, a data passará a ter institucionalização no país, reforçando ações de conscientização e mobilização social voltadas à prevenção de mortes e lesões no trânsito.

Data busca ampliar conscientização

O objetivo da iniciativa é fortalecer ações educativas e incentivar a participação da sociedade em iniciativas de prevenção.

Relator da proposta na comissão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou o caráter educativo da medida.

— Considero o projeto benéfico para o Brasil, porque nesse caso estaremos não apenas prestando uma homenagem às vítimas, mas dotando a sociedade civil e estimulando-a a atuar ativamente na prevenção de novos sinistros — afirmou o parlamentar.

Sistema Nacional de Trânsito deverá apoiar ações

O texto aprovado prevê ainda que entidades que integram o Sistema Nacional de Trânsito apoiem iniciativas relacionadas à data.

Isso inclui a realização de campanhas educativas, projetos e eventos de conscientização, utilizando recursos orçamentários próprios para promover atividades voltadas à segurança viária.

A proposta também altera o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, política instituída pela Lei 13.614/2018 que estabelece metas para reduzir a violência no trânsito no Brasil.

Entre os objetivos do plano está a redução de 50% das mortes no trânsito até 2030.

Dados reforçam gravidade do problema

Apesar dos esforços de políticas públicas e campanhas de conscientização, os números da violência no trânsito ainda preocupam.

Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que, apenas nas rodovias federais, houve o registro de 72.483 sinistros de trânsito em 2025.

Esses acidentes resultaram em 6.044 mortes, o que representa uma média de 199 acidentes e 16 mortes por dia nas estradas federais do país.

A criação de uma data nacional dedicada à memória das vítimas busca justamente reforçar a importância da mobilização social e das políticas públicas voltadas à redução desses números.

As informações são da Agência Senado

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Tirou a habilitação? Saiba os cuidados essenciais para manter o carro protegido desde o primeiro dia

sab, 21/03/2026 - 13:30
É preciso respeitar os prazos de troca de óleo, filtros e demais fluidos para evitar surpresas desagradáveis. Foto: Ensuper para Depositphotos

Em janeiro de 2026, entrou em vigor uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que alterou o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre as novidades, está a inclusão do conteúdo “Noções de mecânica básica” entre as exigências do Detran, que abrange conhecimentos práticos para manter o carro como a função do óleo do motor, a importância do fluido do sistema de arrefecimento, (comumente chamado de água do radiador), itens de segurança e verificações preventivas antes de dirigir. 

Segundo Arley Silva, gerente de engenharia e sucesso do cliente, da Promax Bardahl, marca especializada no desenvolvimento de aditivos, fluidos, graxas e lubrificantes automotivos, é essencial que novos motoristas criem hábitos simples de cuidado com o veículo.

“Se tem uma coisa que todo novo motorista deve aprender é verificar semanalmente o nível do óleo. Ele é extremamente importante para o motor, pois reduz o atrito, evita o desgaste e garante o funcionamento adequado. Rodar com óleo vencido é como correr uma maratona sem água”, afirma.
 

Outro ponto essencial é o sistema de arrefecimento.

Embora incorreto, ainda é comum que motoristas completem o radiador apenas com água, o que pode comprometer o funcionamento do veículo ao longo do tempo. “O aditivo é o que realmente protege o sistema contra ferrugem, corrosão e superaquecimento. A água sozinha não oferece essa proteção”, destaca. O uso do fluido correto ajuda a preservar mangueiras, bomba d’água e o próprio motor. 

Arley explica que mesmo que o carro aparente estar funcionando normalmente, o desgaste interno continua acontecendo, por isso é preciso respeitar os prazos de troca de óleo, filtros e demais fluidos para evitar surpresas desagradáveis. “Quando o problema aparece, geralmente o custo já é alto. Negligenciar a manutenção preventiva é economizar centavos hoje para pagar milhares amanhã”. 

A forma de dirigir influencia na durabilidade do veículo.

Acelerar logo após ligar o carro aumenta o desgaste, pois o lubrificante não circulou por todas as peças e o motor ainda não atingiu a temperatura ideal de trabalho. “É importante deixar o carro aquecer por alguns instantes e iniciar a condução com suavidade, evitando acelerações bruscas para preservar a vida útil das peças”, orienta. 

Por fim, checagens rápidas no dia a dia podem antecipar problemas e trazer mais segurança ao motorista iniciante. Observar pneus, luzes, possíveis vazamentos ou ruídos diferentes leva poucos minutos e pode evitar imprevistos.

“Cinco minutos de atenção por semana já fazem diferença. Cuidar do carro é como um check-up: quanto antes você identifica algo fora do normal, mais simples é resolver”, conclui.

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Radar só multaria acima de 20% do limite? PL quer mudar regra nacional de tolerância

sab, 21/03/2026 - 08:15
Organismos internacionais e entidades de segurança no trânsito apontam que o excesso de velocidade está entre os principais fatores de risco nas vias. Foto: joasouza para Depositphotos

Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados pode alterar significativamente a forma como o excesso de velocidade é autuado no Brasil. O PL 825/2026, apresentado pelo deputado Capitão Augusto (PL/SP), propõe estabelecer margem de tolerância fixa de 20% acima do limite da via para aplicação de multas registradas por equipamentos medidores de velocidade.

Hoje, as margens de tolerância são definidas por regulamentação do CONTRAN e variam aproximadamente entre 5% e 7%, dependendo da velocidade aferida. Se o projeto avançar, a regra passaria a constar diretamente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Como funcionaria a nova regra

O texto altera o artigo 218 do CTB para determinar que a autuação por excesso de velocidade só poderá ocorrer quando a velocidade medida ultrapassar em mais de 20% o limite máximo permitido para a via.

Na prática, isso significaria que:

  • em via de 60 km/h, a multa só ocorreria acima de 72 km/h;
  • em via de 80 km/h, acima de 96 km/h;
  • em rodovia de 100 km/h, acima de 120 km/h.

A proposta também estabelece que nenhum órgão de trânsito nem o próprio CONTRAN poderá fixar margem de tolerância inferior à prevista na lei.

Outro ponto previsto no projeto é que autuações realizadas com margens menores, após a eventual entrada em vigor da nova regra, seriam consideradas nulas de pleno direito.

Argumento: erros de medição e variações na condução

Na justificativa, o deputado afirma que as margens atuais podem ser excessivamente restritivas e gerar autuações consideradas injustas.

Ele argumenta que existem fatores técnicos e naturais que podem influenciar a velocidade registrada, como:

  • diferenças na calibragem dos velocímetros dos veículos, que podem apresentar erros de 5% a 10%;
  • oscilações naturais de velocidade em descidas ou curvas;
  • possíveis imprecisões nos próprios equipamentos de medição.

Segundo Capitão Augusto, o objetivo da proposta é “conferir maior segurança jurídica aos condutores brasileiros no que tange à fiscalização eletrônica da velocidade”, evitando punições em situações em que não haveria risco concreto à segurança viária.

Percepção social sobre radares

O parlamentar também afirma que a mudança poderia contribuir para reduzir críticas frequentes à fiscalização eletrônica.

Na justificativa, ele sustenta que a medida ajudaria a “reduzir a percepção negativa da população acerca da utilização dos radares como instrumento de arrecadação”, reforçando a confiança da sociedade nas normas de trânsito.

Especialistas lembram importância da fiscalização da velocidade

Apesar do debate proposto pelo projeto, especialistas em segurança viária alertam que a fiscalização da velocidade é uma das ferramentas mais importantes para reduzir mortes no trânsito.

Isso porque a velocidade é um dos fatores que mais influenciam a gravidade de sinistros. Pequenas variações no velocímetro podem representar grandes diferenças na energia liberada em uma colisão, aumentando significativamente o risco de ferimentos graves ou fatais.

Além disso, organismos internacionais e entidades de segurança no trânsito apontam que o excesso de velocidade está entre os principais fatores de risco nas vias, ao lado do consumo de álcool e do uso do celular ao volante.

Nesse contexto, utiliza-se a fiscalização eletrônica em diversos países — especialmente por meio de radares — como instrumento de prevenção. Dessa forma, ajudando a reduzir a velocidade média e a gravidade dos acidentes.

Próximos passos

O PL 825/2026 ainda passará pelas comissões da Câmara antes de eventual votação em plenário.

Caso avance, a proposta poderá abrir um novo debate sobre equilíbrio entre segurança viária e critérios técnicos de fiscalização. Além disso, percepção social sobre o uso de radares nas vias brasileiras.

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Tecnologia e cruzamento de dados podem reforçar combate ao transporte clandestino em SP

sex, 20/03/2026 - 13:30
Uma das principais vantagens da proposta é permitir que a fiscalização deixe de depender exclusivamente de operações presenciais nas rodovias. Foto: Divulgação / ARTESP

O uso de tecnologia e análise de dados pode se tornar um aliado importante no combate ao transporte clandestino de passageiros em São Paulo. Representantes da Agência de Transporte do Estado de São Paulo participaram nesta semana de uma apresentação técnica sobre uma ferramenta que promete ampliar a capacidade de fiscalização nas rodovias.

Trata-se do Sistema de Identificação de Transporte Irregular e Clandestino (SITIC), solução tecnológica que utiliza cruzamento de dados e monitoramento de veículos para identificar possíveis operações de transporte feitas fora da regulamentação.

A proposta foi apresentada na semana passada e busca tornar a fiscalização mais estratégica, utilizando inteligência de dados para detectar padrões de irregularidade.

Sistema cruza dados de pedágios e leitura de placas

A ferramenta foi desenvolvida pela empresa SV Tech e utiliza informações de diferentes fontes para identificar possíveis irregularidades no transporte de passageiros.

Entre os dados analisados estão registros de praças de pedágio, sistemas de leitura automática de placas (OCR) e bases regulatórias relacionadas ao transporte rodoviário.

Com o cruzamento dessas informações, o sistema consegue identificar inconsistências entre viagens declaradas e veículos efetivamente circulando nas rodovias, o que pode indicar atividade clandestina.

Crescimento do transporte irregular preocupa autoridades

O avanço da internet e das redes sociais tem facilitado a atuação de operadores clandestinos, que anunciam viagens por meio de sites e plataformas digitais, muitas vezes oferecendo preços significativamente mais baixos que os praticados pelo transporte regular.

Esse tipo de serviço, realizado fora das regras do sistema de transporte, normalmente não oferece garantias mínimas de segurança, fiscalização ou regularidade da operação.

Além disso, a prática também gera concorrência desleal com empresas autorizadas, que precisam cumprir exigências regulatórias, normas de segurança e obrigações legais.

Segundo o superintendente de Transportes Coletivos da Artesp, Felipe Freitas, iniciativas baseadas em tecnologia podem ajudar a enfrentar esse problema.

“Hoje o transporte clandestino representa um desafio importante. Iniciativas como essa contribuem para fortalecer a regulação, reduzir a informalidade e garantir mais segurança para quem utiliza o sistema”, afirmou.

Fiscalização mais inteligente

Uma das principais vantagens da proposta é permitir que a fiscalização deixe de depender exclusivamente de operações presenciais nas rodovias.

Com base na análise de dados, o sistema pode identificar padrões suspeitos de circulação, apontando rotas, horários e locais onde há maior probabilidade de atuação de transporte irregular.

Isso permitiria direcionar as equipes de fiscalização para pontos mais críticos, tornando as operações mais eficientes e estratégicas.

A expectativa é que ferramentas desse tipo ajudem a fortalecer a regulação do setor, reduzir a informalidade e ampliar a proteção dos passageiros que utilizam o transporte rodoviário no estado.

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Multa chegou, mas você não estava dirigindo? Saiba como indicar o real infrator da infração

sex, 20/03/2026 - 08:15
A indicação do condutor infrator é um direito, garantido pela legislação de trânsito, porém o procedimento exige responsabilidade. Foto: Divulgação Detran/MG

Receber uma notificação de infração de trânsito mesmo sem estar ao volante pode gerar dúvidas para muitos proprietários de veículos. Nesses casos, a legislação de trânsito brasileira prevê um procedimento específico: a indicação do real infrator, mecanismo que permite transferir os pontos da infração para o condutor que realmente estava dirigindo.

O Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) orienta que esse procedimento pode ser feito de forma digital ou presencial, desde que respeitado o prazo estabelecido na notificação de autuação.

A regra se aplica principalmente às infrações registradas sem abordagem do motorista, como ocorre em fiscalizações por radar ou câmeras de monitoramento.

Quando é possível indicar o real infrator

De acordo com o Detran-MG, quando uma infração é registrada sem que o condutor seja identificado no momento da autuação, o proprietário do veículo tem o direito de informar quem estava dirigindo.

Ao receber a notificação de autuação, o dono do veículo dispõe de 30 dias a partir da data de expedição da notificação para indicar o condutor responsável.

Após a análise e validação da informação pelo órgão de trânsito, os pontos decorrentes da infração passam a constar no prontuário do motorista indicado — e não na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do proprietário do veículo.

Procedimento pode ser feito pela internet

Nos últimos anos, o Detran-MG digitalizou parte dos serviços relacionados ao processo de indicação do condutor infrator, o que facilita o acesso do cidadão.

Uma das opções é realizar todo o procedimento pelo site do Detran-MG, utilizando login pelo sistema Gov.br. Após acessar a plataforma, o proprietário deve preencher o formulário eletrônico e anexar os documentos necessários digitalizados.

Outra possibilidade é utilizar o aplicativo CNH do Brasil. No app, o procedimento pode ser feito diretamente no menu “Infrações”.

O passo a passo é simples:

  1. acessar o menu “Infrações” no aplicativo;
  2. selecionar a autuação correspondente;
  3. clicar na opção “Real condutor”;
  4. informar o CPF da pessoa que estava dirigindo.

Depois dessa etapa, o condutor indicado precisa confirmar a indicação dentro do próprio aplicativo, validando a transferência da responsabilidade pela infração.

Procedimento também pode ser presencial

Para quem prefere realizar o processo de forma presencial ou por correspondência, o Detran-MG também disponibiliza essa alternativa.

Nesse caso, o proprietário deve acessar o site do órgão para gerar o Formulário de Identificação do Condutor Infrator (FICI). O documento precisa ser impresso, preenchido e assinado pelas partes envolvidas.

Depois disso, os documentos podem ser enviados pelos Correios ou entregues presencialmente na sede do Detran-MG, localizada na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

O endereço é:

Rodovia Papa João Paulo II, nº 4.001
Edifício Gerais – 1º andar
Serra Verde – Belo Horizonte (MG)
CEP: 31630-901

Atenção: procedimento exige responsabilidade

O Detran-MG alerta que a indicação do real infrator é um direito previsto na legislação de trânsito, mas deve ser feita com responsabilidade.

Informar uma pessoa que não estava dirigindo o veículo no momento da infração, utilizar dados de pessoas falecidas ou ainda participar de esquemas de compra e venda de pontos são práticas ilegais.

Essas situações podem caracterizar falsidade ideológica, crime previsto no artigo 299 do Código Penal.

Esse tipo de crime ocorre quando alguém insere ou faz inserir informação falsa em documento público ou particular com o objetivo de alterar a verdade dos fatos.

De acordo com a legislação brasileira, a pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa, quando o documento envolvido é público.

Por isso, a orientação dos órgãos de trânsito é que o procedimento seja utilizado apenas quando o proprietário realmente não era o condutor no momento da infração. Assim, garantindo que os pontos sejam atribuídos corretamente a quem cometeu a irregularidade.

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Deputados reagem a mudanças na CNH e defendem manutenção das autoescolas no Brasil

qui, 19/03/2026 - 13:30
A audiência pública evidenciou um ponto de convergência raro no cenário político: parlamentares de diferentes espectros ideológicos defendendo a necessidade de preservar critérios mínimos de qualidade na formação de motoristas. Foto: Rachid Waqued/Detran-MS

A flexibilização no processo de formação de condutores voltou ao centro do debate no Congresso Nacional. Durante audiência pública realizada ontem (18), deputados de diferentes partidos — tanto da base do governo quanto da oposição — defenderam a manutenção da obrigatoriedade das autoescolas (CFCs) para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O tema foi discutido no âmbito da comissão especial que analisa mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, incluindo o Projeto de Lei 8085/2014 e outras propostas que podem alterar profundamente o modelo atual de habilitação no país.

A audiência, que tratou da segurança viária, reuniu grande público e chegou a ocupar seis plenários da Câmara dos Deputados, com forte presença de profissionais do setor.

Críticas à flexibilização da formação de condutores

No centro das discussões está a Resolução Contran nº 1.020/2025, que abriu espaço para a atuação de instrutores autônomos e flexibilizou etapas do processo de habilitação.

A medida, defendida pelo governo como forma de reduzir custos e ampliar o acesso à CNH, tem sido alvo de críticas de parlamentares e especialistas que veem riscos à segurança viária e à qualidade da formação dos novos condutores.

Para esses grupos, a retirada ou flexibilização do papel dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) pode comprometer um dos pilares do sistema de trânsito: a preparação adequada do motorista antes de ir para as ruas.

Divergência com o governo e preocupação com impactos

O vice-líder do governo, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), divergiu da posição adotada pelo Ministério dos Transportes e manifestou preocupação com os impactos da medida.

Conforme ele, a flexibilização pode gerar consequências diretas não apenas na segurança viária, mas também no mercado de trabalho.

“Essa história de que o mercado se regula é falsa. Nós vamos ter consequências concretas com perda de vidas de pessoas”, afirmou o parlamentar, ao destacar que cerca de 300 mil empregos podem ser afetados.

Pressão para sustar resolução do Contran

Já o deputado Coronel Meira (PL-PE), que solicitou a audiência pública, defendeu a votação urgente do Projeto de Decreto Legislativo 1031/2025. Ele busca suspender os efeitos da resolução do Contran.

Segundo ele, o setor vive um momento crítico.

“A categoria está em uma encruzilhada”, afirmou, ao defender que a suspensão da norma é necessária para “salvar as autoescolas”. Além disso, permitir um debate mais aprofundado sobre temas como duplo comando, baliza e exames médicos e psicotécnicos.

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A deputada Geovania de Sá (PSDB-SC) também criticou as mudanças, alertando para o risco de precarização do ensino de trânsito.

“Durante 11 anos que estou nessa casa, eu nunca tinha visto uma audiência pública com tantas pessoas. Isso mostra a grande necessidade de rever essa injustiça social”, afirmou.

Na mesma linha, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) classificou o cenário atual como “esdrúxulo” e questionou a efetividade de modelos que reduzem a formação prática.

“Imaginar que você aprende a dirigir no simulador é não entender o que é dirigir”, disse.

Formação de condutores no centro da discussão

Para o especialista em trânsito Celso Mariano, a discussão não pode ignorar o papel pedagógico das autoescolas na formação de condutores.

“A formação de um motorista não é apenas técnica, é comportamental. As autoescolas estruturam esse processo, com metodologia, acompanhamento e responsabilidade. Reduzir isso a uma relação individual entre aluno e instrutor, sem critérios claros, pode comprometer a qualidade da formação e, consequentemente, a segurança no trânsito”, afirma.

O relator da comissão, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), informou que deve apresentar seu parecer na primeira quinzena de maio.

Ele também defendeu mudanças na gestão da formação de condutores, sugerindo a transferência da responsabilidade do Ministério dos Transportes para o Ministério da Educação.

Segundo o parlamentar, a pasta atualmente responsável não teria estrutura adequada para lidar com a dimensão educacional do tema.

Debate vai além do acesso à CNH

Embora o argumento da redução de custos e ampliação do acesso à CNH esteja presente nas propostas em análise, o debate no Congresso tem mostrado que a discussão vai além.

A audiência pública evidenciou um ponto de convergência raro no cenário político. Parlamentares de diferentes espectros ideológicos defendendo a necessidade de preservar critérios mínimos de qualidade na formação de motoristas.

O desfecho das discussões poderá redefinir o modelo de habilitação no Brasil. Ou seja, com impactos diretos não apenas para quem pretende tirar a CNH, mas para a segurança de todos que utilizam o trânsito.

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“Instrutor em menos de uma hora”: caso reacende debate sobre formação e segurança na CNH

qui, 19/03/2026 - 08:15
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece regras específicas para veículos utilizados em aprendizagem. Foto: Divulgação Sindauto-ES

Mudanças recentes no processo de formação de condutores voltaram a provocar debate no setor de trânsito. Um episódio envolvendo o credenciamento de um instrutor de trânsito em menos de uma hora reacendeu questionamentos sobre fiscalização, qualificação profissional e segurança no processo de habilitação.

A situação ganhou repercussão após um repórter da revista Quatro Rodas relatar que conseguiu se credenciar como instrutor autônomo por meio da plataforma do Governo Federal em menos de uma hora. Antes das mudanças recentes, a formação de instrutores de trânsito podia ultrapassar 180 horas de curso.

As alterações fazem parte das novas regras para formação de condutores previstas na Resolução Contran nº 1.020/2025, que buscou tornar o processo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais acessível.

O episódio, no entanto, levantou questionamentos dentro do setor sobre acontecerá a fiscalização da qualificação desses profissionais e das condições dos veículos utilizados nas aulas.

Debate sobre fiscalização e segurança

No Espírito Santo, o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores, Sindauto-ES, Gabriel Couzi, afirma que as mudanças podem gerar dúvidas jurídicas e operacionais, especialmente em relação aos veículos utilizados no processo de aprendizagem.

Conforme ele, a nova regulamentação abriu espaço para interpretações equivocadas sobre o uso de veículos particulares nas aulas e nos exames.

“A nova regulamentação permite o uso de carro particular para aulas e exame prático. No entanto, o Art. 154 do CTB não foi alterado e continua exigindo que veículos de aprendizagem sejam identificados com faixa específica e inscrição ‘AUTO-ESCOLA’, amarela para veículos fixos de CFC e branca removível para uso eventual. O que está acontecendo é uma interpretação equivocada de que o carro particular estaria dispensado de identificação. Isso não é verdade. A exigência continua válida e o descumprimento pode gerar autuação”, explica o presidente do Sindauto-ES.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece regras específicas para veículos utilizados em aprendizagem.

De acordo com o artigo 162 do CTB, conduzir veículo sem atender às exigências legais pode resultar em multa, retenção do veículo e outras penalidades administrativas.

“Candidato pode ser surpreendido em uma blitz”

Couzi também alerta que a ausência de fiscalização prévia sobre as condições do veículo pode gerar situações de risco para o próprio aluno.

“O candidato pode ser surpreendido em uma blitz. Não há fiscalização prévia da condição do veículo antes das aulas ou da prova. Tudo fica sujeito a abordagens aleatórias”, afirma.

De acordo com o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, um aprendiz que esteja conduzindo veículo não caracterizado como de aprendizagem pode ser autuado por infração gravíssima, mesmo que esteja acompanhado de instrutor e portando a Licença de Aprendizagem.

Além disso, o artigo 310 do CTB prevê responsabilização penal para quem permite, confia ou entrega a direção de veículo a pessoa não habilitada.

“Na prática, o aluno pode ser multado, o instrutor pode ser autuado criminalmente e o proprietário do veículo pode ser responsabilizado. Estamos falando de um efeito cascata que atinge diretamente os CFCs e os futuros condutores”, reforça Couzi.

Quem fiscaliza o instrutor autônomo?

Outro ponto levantado pelo setor diz respeito à fiscalização dos chamados instrutores autônomos, modalidade que passou a ser admitida pelas novas regras.

Para Couzi, o episódio envolvendo o repórter evidencia a necessidade de maior clareza sobre os mecanismos de controle e acompanhamento desses profissionais.

“O episódio envolvendo o repórter da Quatro Rodas mostra que o processo pode ser extremamente rápido. Mas não é possível confundir a rapidez com qualidade ou segurança. Quem garante que esse instrutor está plenamente apto? Quem acompanha a atuação dele no dia a dia?”, questiona.

Impactos no setor de autoescolas

No Espírito Santo, onde os Centros de Formação de Condutores operam sob regras rígidas de fiscalização, a preocupação também envolve a possibilidade de concorrência desigual entre CFCs e instrutores autônomos.

Conforme o Sindauto-ES, as mudanças podem afetar a credibilidade do processo de habilitação caso não haja mecanismos claros de controle.

“A intenção declarada do governo é reduzir custos da primeira CNH. Mas o que vemos é a transferência de responsabilidade para o candidato e uma fragilização dos mecanismos de controle. Segurança não pode ser tratada como detalhe”, afirma Couzi.

A entidade informou que continuará atuando institucionalmente para esclarecer os pontos da norma. Além disso, defende que haja definições mais claras sobre fiscalização, critérios técnicos e cumprimento das exigências previstas no CTB.

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Nova CNH: exame prático em SP passa a ter novas regras

qua, 18/03/2026 - 13:30
Com a mudança, a prova não tem mais faltas eliminatórias automáticas. Foto: Divulgação Detran/SP

O processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passou por mudanças em São Paulo. O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo informou que já atualizou o procedimento de avaliação dos exames práticos de direção para atender às regras previstas na Resolução Contran nº 1.020/2025.

A principal mudança é que a prova prática deixa de ter faltas eliminatórias automáticas. A partir de agora, a avaliação passa a utilizar um sistema de pontuação baseado em infrações de trânsito.

O novo modelo segue os critérios estabelecidos pelo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito.

Avaliação agora é feita por pontuação

Com o novo formato, as condutas observadas durante o exame passam a ser registradas como infrações de trânsito, aproximando a avaliação da realidade enfrentada pelos condutores nas vias.

Cada comportamento inadequado identificado pelo examinador gera uma pontuação específica, de acordo com a gravidade da infração:

  • 1 ponto: infração de natureza leve
  • 2 pontos: infração de natureza média
  • 4 pontos: infração de natureza grave
  • 6 pontos: infração de natureza gravíssima

Para passar no exame prático, o candidato não poderá ultrapassar o limite de 10 pontos.

Segundo o Detran-SP, o novo modelo busca garantir maior uniformidade nos critérios de avaliação, previsibilidade nos resultados e transparência para os candidatos.

Mudanças também no exame teórico

Além da prova prática, o Detran-SP também informou que atualizou o banco de questões utilizado nos exames teóricos de habilitação.

A partir de agora, o exame passa a utilizar o Banco Nacional de Questões, elaborado pela Senatran e adotado em todo o país.

A medida também atende às determinações da Resolução nº 1.020 do Contran, que prevê a padronização das avaliações teóricas para candidatos à CNH.

Banco nacional tem 1.500 questões

O novo banco para o exame teórico reúne cerca de 1.500 questões, que serão as mesmas em todo o território nacional.

Na prática, isso significa que, independentemente do estado onde o candidato realize a prova, as perguntas seguem o mesmo conjunto nacional de conteúdos.

Cada exame continua sendo composto por 30 questões, sendo necessário acertar pelo menos 20 para aprovação.

Conforme o Detran-SP, a seleção das perguntas ocorre de forma aleatória, garantindo variação nas provas aplicadas aos candidatos e reforçando a padronização do processo de avaliação em todo o país.

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