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Motociclistas profissionais de SP terão até 2 anos para fazer curso obrigatório sem levar multa
Motociclistas profissionais de São Paulo terão um prazo de até dois anos para cumprir a exigência de curso especializado e prova teórica para o exercício de atividade remunerada, sem risco de multa durante esse período. A decisão foi regulamentada pelo Conselho Estadual de Trânsito de São Paulo (CETRAN-SP) dentro das ações do programa Mão na Roda.
Na prática, isso significa que, durante esse prazo, a fiscalização será educativa e orientativa, sem aplicação de penalidades relacionadas à falta do curso obrigatório para motofretistas e mototaxistas. A cobrança continuará existindo, mas o objetivo, neste primeiro momento, será orientar e permitir que os profissionais tenham tempo para se regularizar.
A exigência do curso não é nova. Ela já está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e em normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que determinam a realização de curso especializado e aprovação em prova teórica para quem exerce atividade remunerada com motocicleta.
Fiscalização continua para outras irregularidadesÉ importante destacar que a fiscalização não deixa de existir. O que muda é apenas a forma como se tratará a exigência do curso especializado nesse período de adaptação.
Infrações relacionadas a outros itens continuam sendo fiscalizadas normalmente, como:
- Pneus em mau estado de conservação;
- Problemas no sistema de iluminação;
- Documentação irregular;
- Restrições na CNH;
- Irregularidades na motocicleta.
Ou seja, o prazo de dois anos vale apenas para a exigência do curso e da prova teórica.
Curso e prova serão gratuitosUm dos principais pontos do programa Mão na Roda é justamente garantir que os motociclistas profissionais tenham acesso gratuito à regularização. O Governo de São Paulo vai oferecer:
- Curso obrigatório gratuito;
- Prova teórica gratuita;
- Emissão gratuita da CNH digital.
Segundo o governo paulista, a economia pode chegar a cerca de R$ 400 por trabalhador.
O curso será oferecido de forma online pela Escola Pública de Trânsito, com carga horária de 30 horas, e poderá ser feito pelo celular ou computador, o que permite que o profissional faça a capacitação sem precisar parar de trabalhar.
Mudança de lógica: primeiro estruturar, depois punirA medida representa uma mudança importante na forma de implementação da lei. Em vez de começar pela punição, o Estado optou por estruturar o acesso ao curso e à prova antes de iniciar a fiscalização punitiva.
Segundo o presidente do CETRAN-SP, Frederico Arantes, a decisão está alinhada ao Plano de Segurança Viária do Estado e tem como foco a proteção dos usuários mais vulneráveis do trânsito, como os motociclistas.
De acordo com dados do Infosiga, São Paulo registrou redução de 10% no número de óbitos no primeiro trimestre deste ano, resultado atribuído a ações de planejamento e segurança viária.
Profissionalização e segurançaA exigência de curso para motofretistas e mototaxistas tem como objetivo aumentar a segurança desses profissionais, que estão entre os que mais se envolvem em sinistros de trânsito no Brasil.
Mais do que uma exigência burocrática, a formação busca preparar o motociclista para situações de risco, direção defensiva, transporte de cargas e passageiros, além de legislação específica para quem trabalha com a motocicleta.
Nesse sentido, dar prazo e oferecer o curso gratuitamente pode ser uma forma mais eficaz de garantir o cumprimento da lei e melhorar a segurança, sem retirar imediatamente a fonte de renda de quem ainda não conseguiu se regularizar.
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CNH 2026: o que o novo modelo realmente retirou da formação de condutores
A promessa de tornar o processo de habilitação mais acessível, moderno e menos burocrático tem sido o principal argumento do governo federal para defender as mudanças implementadas a partir da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). No discurso oficial, a flexibilização teria como objetivo reduzir custos, ampliar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e incorporar novas tecnologias ao processo de formação.
Na prática, porém, o que se observa é um cenário bem diferente do prometido. O processo de habilitação não ficou mais barato. Ele foi desmontado, perdeu etapas importantes e passou a entregar menos formação ao futuro condutor, sem redução proporcional de custos. Ou seja, o candidato paga praticamente o mesmo — ou até mais — por um processo mais enxuto e menos robusto.
Menos horas práticas: o núcleo da aprendizagem foi encolhidoA formação prática sempre foi o eixo central da aprendizagem do condutor. É nesse momento que o aluno desenvolve percepção de risco, coordenação, tomada de decisão, leitura do ambiente viário e convivência com outros usuários da via.
Com o novo modelo, houve redução da exigência mínima de aulas práticas, quando comparada às regras anteriores. Embora o governo argumente que o candidato pode realizar aulas adicionais, especialistas alertam que o problema está no padrão estabelecido.
Quando o mínimo exigido diminui, o nível médio de formação também cai. Em um país onde o custo da CNH pesa no orçamento familiar, a tendência é que o candidato contrate apenas o pacote mínimo, ainda que ele não seja suficiente para uma formação segura.
O resultado é um paradoxo: menos aulas, menos aprendizado e nenhuma garantia de economia real para quem busca a habilitação.
Ensino teórico esvaziado e cada vez mais distanteOutro ponto sensível está no ensino teórico. O novo modelo ampliou o uso de aulas remotas, plataformas automatizadas e conteúdos terceirizados, reduzindo o vínculo entre aluno, instrutor e autoescola.
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, essa mudança compromete o caráter educativo do processo.
“Tecnologia é ferramenta, não método. O problema é quando o ensino teórico deixa de formar e passa apenas a cumprir carga horária. Isso empobrece o processo e não reduz o custo final de forma significativa para o candidato”, afirma.
De acordo com ele, o que se observa é um deslocamento de custos: menos investimento pedagógico e mais dependência de soluções externas, que nem sempre resultam em um processo mais barato ou mais eficiente.
Menos formação, mesmo preço — ou custo maiorUm dos aspectos mais críticos do novo modelo é justamente a relação entre custo e entrega. Ao reduzir etapas presenciais, horas práticas e exigências pedagógicas, criou-se a expectativa de que o processo ficaria mais barato. Isso, porém, não se confirmou de forma estrutural.
O que mudou foi a composição do serviço. O candidato passa a pagar por um processo mais simplificado, com menos acompanhamento e menor carga formativa. Em alguns casos, para alcançar um nível mínimo de segurança, ele precisa contratar aulas extras, elevando o custo final.
Na prática, o processo não foi barateado; ele foi empobrecido. Atualização e cursos especializados enfraquecidosAs mudanças também atingiram cursos especializados e de atualização, que historicamente funcionavam como instrumentos de reciclagem e aperfeiçoamento técnico. O novo regramento enfraqueceu a lógica da formação continuada, justamente em um trânsito cada vez mais complexo, com novos modais, tecnologias e conflitos viários.
Menos exigência de atualização significa condutores menos preparados para realidades mais desafiadoras, sem que isso represente economia relevante para o sistema.
Da formação à simples emissão da CNHO conjunto das alterações aponta para uma inversão perigosa de lógica: o foco deixa de ser a formação consistente e passa a ser a facilitação administrativa.
“O sistema parece mais preocupado em emitir CNHs do que em formar condutores. E o custo disso não aparece na taxa paga hoje, mas amanhã, nos sinistros, nas vítimas e na sobrecarga do sistema de saúde”, alerta Celso Mariano.
O risco invisível da flexibilizaçãoModernizar é necessário. Simplificar processos burocráticos também. Mas flexibilizar não pode significar desmontar a formação.
Ao reduzir horas práticas, esvaziar o ensino teórico presencial, enfraquecer a atualização contínua e entregar menos conteúdo por um custo que permanece alto, o novo modelo corre o risco de habilitar sem formar.
E no trânsito, essa escolha não é neutra. Ela se traduz em comportamentos inseguros, erros evitáveis e consequências que custam muito mais caro do que qualquer taxa de habilitação.
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Vendas de motos crescem quase 10% em fevereiro de 2026
Sobre duas rodas, a economia brasileira parece ter encontrado um atalho para desviar da crise. Enquanto outros setores ainda buscam estabilidade no cenário de 2026, o mercado de motocicletas acelerou o passo, registrando 171.508 novos emplacamentos em fevereiro. O volume representa uma alta de 9,97% em relação ao mesmo mês do ano passado, consolidando o veículo não apenas como transporte, mas como motor da microeconomia nacional.
DadosEmbora o balanço mensal tenha mostrado uma leve retração de 3,93% em comparação a janeiro de 2026, o dado é visto com otimismo pelo setor. A queda absoluta é explicada pela logística do calendário: fevereiro teve apenas 17 dias úteis, contra 21 do mês anterior. Na prática, a média de emplacamentos por dia aumentou, indicando que o apetite do consumidor continua em expansão. No acumulado do primeiro bimestre, o salto é ainda mais impressionante, com um crescimento de 13,68% sobre o mesmo período de 2025, sinalizando que o segmento caminha a passos largos para um novo recorde histórico.
O mês de fevereiro foi marcado por contrastes acentuados entre as fabricantes. No campo dos destaques positivos, a Mottu apresentou um crescimento exponencial de 63%, impulsionada pela demanda de locação para serviços, seguida pela Dafra, que avançou 7%. Por outro lado, o mês foi de retração para marcas como a Triumph, que recuou 25%, além de quedas registradas pela Bajaj (-15%), Royal Enfield (-14%), Yamaha (-11%) e Shineray (-9%).
No topo da pirâmide, a hierarquia das montadoras permanece consolidada sob o domínio das gigantes tradicionais.A Honda segue isolada na liderança absoluta, detendo 65% de participação de mercado no acumulado do ano. A Yamaha aparece em segundo lugar com 14% de share, enquanto a Shineray ocupa a terceira posição com 7%. Juntas, essas marcas ditam o ritmo de um setor que se tornou a alternativa preferencial de mobilidade e renda para milhões de brasileiros.
Pensando em ajudar na melhor escolha em 2026, o Grupo AB, referência no setor automotivo, listou os principais critérios para você não errar na hora da aquisição. Seja para quem busca a versatilidade urbana ou para o entusiasta que procura uma Harley-Davidson zero km no Rio de Janeiro, a análise detalha o custo-benefício e as tecnologias de segurança mais recentes do mercado.
Veja como escolher a moto ideal de acordo com seu estilo! Defina qual motocicleta será utilizadaO primeiro passo é entender como a moto será usada. Seja para mobilidade urbana, trabalho ou lazer, cada finalidade exige características específicas, como economia, conforto ou desempenho.
Pesquise os modelos de motoConhecer os tipos de motos é essencial para acertar na escolha. Scooters são práticas para o dia a dia, esportivas focam em performance, trail oferecem versatilidade, enquanto custom e touring priorizam estilo e conforto em viagens.
Calcule os gastos comuns da motoO valor de compra não é o único fator. Manutenção, consumo, peças, seguro e impostos devem ser considerados, pois variam de acordo com o modelo e impactam o custo total ao longo do tempo.
Faça um test-rideExperimentar a moto antes da compra faz diferença. Avaliar ergonomia, peso e dirigibilidade na prática ajuda a garantir mais segurança e satisfação na escolha.
O cenário positivo traçado pelos números de fevereiro reforça que a motocicleta deixou de ser um artigo de conveniência para se tornar um pilar da economia brasileira. Em um mercado cada vez mais diversificado, a orientação correta é o diferencial que separa um investimento seguro de uma escolha impulsiva.
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PRF alerta para irregularidades no uso do Arla 32 em caminhões e ônibus
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem intensificado as orientações ao setor de transporte sobre o funcionamento correto dos sistemas de controle de emissões em veículos movidos a diesel. O foco está principalmente no uso adequado do Arla 32, reagente químico essencial para reduzir a emissão de poluentes em caminhões e ônibus mais modernos.
Conforme a corporação, fiscalizações realizadas nas rodovias federais têm identificado uma série de irregularidades relacionadas ao sistema responsável por reduzir gases nocivos ao meio ambiente. Entre os problemas mais comuns estão adulterações no equipamento, intervenções indevidas e falhas provocadas por falta de manutenção.
Essas práticas, além de comprometerem o controle ambiental, podem gerar infrações administrativas, danos mecânicos ao veículo e até enquadramento por crime ambiental, dependendo da situação.
O que é o Arla 32O Arla 32 é um agente redutor líquido composto por ureia de alta pureza e água desmineralizada. Ele é utilizado em veículos equipados com o sistema conhecido como Redução Catalítica Seletiva (SCR), tecnologia que passou a ser adotada para atender às normas ambientais mais rigorosas aplicadas aos motores a diesel.
Nesse sistema, o produto é injetado no escapamento do veículo e reage com os gases gerados pelo motor. A reação química transforma os óxidos de nitrogênio (NOx) — poluentes altamente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente — em substâncias menos nocivas, como nitrogênio e vapor de água.
Quando o sistema funciona corretamente, é possível reduzir a emissão desses poluentes de forma significativa, contribuindo para melhorar a qualidade do ar, especialmente em áreas com grande circulação de veículos pesados.
Irregularidades ainda são comunsApesar da obrigatoriedade do sistema em grande parte da frota de caminhões e ônibus produzidos nos últimos anos, a PRF alerta que ainda são frequentes as tentativas de burlar o funcionamento do equipamento.
Entre as irregularidades identificadas nas fiscalizações estão:
- bloqueio ou desativação do sistema de injeção do Arla 32;
- instalação de dispositivos eletrônicos para simular o funcionamento do equipamento;
- retirada de componentes do sistema de controle de emissões;
- uso inadequado ou ausência do reagente.
Além de aumentar significativamente a emissão de poluentes, essas práticas podem comprometer o funcionamento do veículo e, além disso, gerar custos elevados de manutenção.
Falta de manutenção também gera problemasOutro ponto de atenção destacado pelas autoridades é a falta de manutenção adequada dos sistemas de controle de emissões.
Sensores, catalisadores e componentes eletrônicos que fazem parte do sistema SCR são sensíveis e exigem funcionamento correto para garantir a eficiência na redução de poluentes.
Quando há falhas nesses componentes ou utilização de reagentes fora do padrão de qualidade, o sistema pode apresentar alertas no painel do veículo, redução de potência e outras restrições de funcionamento.
Fiscalização deve aumentarDe acordo com a PRF, as orientações fazem parte de um conjunto de ações voltadas a ampliar o conhecimento de transportadoras e motoristas profissionais sobre as exigências técnicas e legais relacionadas ao controle de emissões.
A expectativa é que se reforce a fiscalização desse tipo de irregularidade nas rodovias federais ao longo de 2026, com foco tanto na preservação ambiental quanto no cumprimento da legislação.
Por isso, a recomendação é que empresas e condutores mantenham os sistemas de controle de poluentes em pleno funcionamento, utilizem Arla 32 de procedência confiável e realizem a manutenção preventiva dos veículos.
Além de evitar autuações, essas medidas contribuem para reduzir o impacto ambiental do transporte rodoviário assim como garantir o desempenho adequado dos veículos a diesel.
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NTC&Logística divulga levantamento e aponta queda no roubo de cargas em 2025
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), entidade que há mais de duas décadas monitora e analisa o roubo de cargas no Brasil, divulgou seu levantamento anual sobre o tema. Referência nacional desde 1998, a entidade consolida dados e contribui ativamente para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à segurança no Transporte Rodoviário de Cargas.
De acordo com o estudo, em 2025 foram registradas 8.570 ocorrências, representando uma redução de 16,7% em relação a 2024.
Apesar da queda, o impacto financeiro permanece elevado.O prejuízo direto estimado chega a aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão ao considerar os efeitos indiretos, como aumento de custos operacionais, seguros e impacto no preço final dos produtos.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, os dados reforçam a importância da continuidade das ações conjuntas, mas evidenciam que a superação do problema está longe – ainda que haja avanços importantes no campo institucional e legislativo.
“A redução registrada ao longo dos últimos anos demonstra que o trabalho conjunto entre setor produtivo e poder público tem gerado resultados. Ao mesmo tempo, evoluímos em pautas importantes, fruto de um trabalho consistente de articulação e construção técnica. Um dos pontos centrais para reduzir o roubo de cargas é o combate à receptação, que sustenta economicamente esse tipo de crime. E vemos, agora, um avanço concreto nesse sentido com a sanção da Lei nº 15.358/2026, que institui o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, fortalecendo o enfrentamento das estruturas criminosas e ampliando os mecanismos de punição e investigação. Essa é uma medida importante para dar mais segurança a quem atua dentro da legalidade. Ainda assim, o cenário segue preocupante e exige atenção permanente, com ações estruturadas e integradas em todo o país” – enfatiza Rebuzzi.
O levantamento mostra ainda que o crime segue concentrado em regiões estratégicas do país. O Sudeste responde por 86,8% das ocorrências, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo, que concentram a maior parte dos registros nacionais.
Além da concentração geográfica, o estudo aponta uma evolução no perfil das ações criminosas.As quadrilhas têm priorizado cargas de alta liquidez – como alimentos, combustíveis, medicamentos e eletrônicos – e adotado estratégias mais sofisticadas, como interceptações em movimento, abordagens durante entregas e atuação em áreas urbanas e corredores logísticos.
O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, destaca que o cenário atual exige uma resposta ainda mais coordenada. “Mesmo com a redução no volume de ocorrências, o crime vem se tornando cada vez mais sofisticado. As organizações criminosas atuam de forma estruturada e com inteligência, o que exige do setor e das autoridades uma resposta igualmente integrada, com uso de tecnologia, informação e cooperação contínua.”
O roubo de cargas é um problema que ultrapassa a esfera criminal, impactando a competitividade do Transporte Rodoviário de Cargas, a previsibilidade logística e o custo Brasil. No levantamento, também se evidencia desafios estruturais, como a fragmentação de dados e a necessidade de maior integração entre os sistemas de segurança pública.
Nesse contexto, a entidade reafirma seu papel histórico e institucional no enfrentamento do problema, priorizando a produção de estudos, articulação com autoridades e promoção de iniciativas voltadas à segurança logística no país.
“Nosso compromisso é seguir contribuindo com dados, inteligência e articulação institucional. O enfrentamento do roubo de cargas passa por uma visão sistêmica, que envolve toda a cadeia logística e, principalmente, o combate às estruturas que financiam essa atividade criminosa”, conclui Rebuzzi.
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Motoristas de carros elétricos podem ter tempo máximo para usar vagas de recarga
Com o crescimento da frota de veículos elétricos no Brasil, o uso das vagas destinadas à recarga começa a entrar no radar da legislação de trânsito. Um projeto em análise na Câmara dos Deputados propõe estabelecer regras para evitar que esses espaços fiquem ocupados além do necessário.
O PL 801/2026, apresentado pelo deputado Marcos Soares (União/RJ), altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para disciplinar a permanência de veículos em vagas públicas destinadas à recarga de carros elétricos e híbridos plug-in. A proposta também cria uma infração específica para ocupação indevida dessas vagas.
A ideia central é garantir rotatividade no uso da infraestrutura de recarga, que ainda tem limitações em muitas cidades.
Permanência só durante o carregamentoPelo texto do projeto, o veículo poderá permanecer na vaga enquanto o processo de recarga estiver em andamento. Após a conclusão do carregamento, o motorista terá até 15 minutos para retirar o veículo.
Caso se ultrapasse esse prazo, a conduta será uma infração de natureza grave, sujeita a multa e remoção do veículo.
Além disso, a proposta estabelece que, 30 minutos após o término da recarga, a remoção do veículo deverá ocorrer obrigatoriamente.
Para isso, o projeto inclui um novo inciso no artigo 181 do CTB, que trata das infrações relacionadas ao estacionamento irregular.
Rotatividade também em estacionamentos privadosO texto também prevê regras para estacionamentos de uso coletivo ou privado que disponibilizem pontos de recarga.
Esses estabelecimentos deverão adotar mecanismos de rotatividade, garantindo que a vaga seja liberada após o carregamento, respeitando critérios de razoabilidade e uso eficiente da infraestrutura.
Lacuna na legislação atualNa justificativa do projeto, o deputado argumenta que o Código de Trânsito Brasileiro ainda não trata diretamente da permanência indevida em vagas destinadas à recarga de veículos elétricos.
Segundo ele, essa ausência de previsão legal acaba dificultando a fiscalização e permite que veículos permaneçam ocupando essas vagas mesmo após o fim da recarga.
No texto da justificativa, o parlamentar afirma que a utilização prolongada dessas vagas “compromete a eficiência do sistema e restringe o acesso de outros condutores que necessitam do serviço”.
Ele também defende que a medida pode estimular que se realize recargas mais longas em estações privadas, residenciais ou comerciais, liberando as vagas públicas para uso rotativo.
Infraestrutura de recarga ainda tem limitesA proposta surge em um momento de expansão gradual da mobilidade elétrica no país. Apesar do crescimento nas vendas de veículos eletrificados, ainda se considera a rede de recarga pública pequena em muitas regiões.
Nesse cenário, especialistas apontam que a gestão eficiente dessas vagas tende a ganhar importância, especialmente em áreas urbanas com maior circulação de veículos elétricos.
O PL 801/2026 ainda passará pelas comissões temáticas da Câmara antes de eventual votação.
Se aprovado, o projeto poderá criar uma regra nacional para o uso das vagas públicas de recarga. Assim, acompanhando a evolução da mobilidade elétrica e estabelecendo limites para garantir que a infraestrutura seja compartilhada entre os usuários.
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Caminhoneiros podem se vacinar contra a gripe de forma gratuita
O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística de Minas Gerais (Setcemg) alerta para a importância da vacinação contra a gripe, especialmente entre os caminhoneiros, que fazem parte do grupo prioritário da campanha nacional de imunização.
Devido à rotina intensa e contato frequente com diferentes regiões e pessoas, esses profissionais estão mais expostos a vírus respiratórios, como o da influenza. A imunização é fundamental não apenas para a proteção, mas também para reduzir o risco de complicações causadas pela gripe.
AdesãoPara o presidente do Setcemg, Antonio Luis da Silva Junior, a adesão à campanha é essencial para todo o setor.
“Os caminhoneiros desempenham um papel estratégico para o país, e cuidar da saúde desses profissionais é essencial. A vacinação é uma medida simples, segura e fundamental para prevenir doenças”, destaca.
O Setcemg reforça que a vacina contra a gripe é gratuita e está disponível nos postos de saúde para os grupos prioritários. A entidade orienta que os caminhoneiros procurem a unidade de saúde mais próxima e mantenham a caderneta de vacinação atualizada.
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Detran reforça orientações para reduzir sinistros com motociclistas
Os motociclistas seguem entre os usuários mais expostos aos riscos no trânsito brasileiro — e os números ajudam a explicar o alerta. Em Minas Gerais, eles já representam cerca de 25% dos condutores registrados, somando mais de 2,2 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, estão envolvidos em uma parcela significativa dos sinistros com vítimas.
Diante desse cenário, o Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) intensificou ações educativas voltadas a esse público e reforça um ponto essencial: comportamentos simples podem fazer a diferença entre a vida e a morte no trânsito.
De acordo com dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram registrados mais de 47,8 mil acidentes com motociclistas no estado. Desse total, cerca de 7,1 mil tiveram lesões graves ou fatais. A principal causa presumida? Um fator recorrente nas estatísticas brasileiras: a falta de atenção.
Vulnerabilidade exige mais do que habilidadeAo contrário dos ocupantes de veículos fechados, motociclistas contam com proteção estrutural praticamente inexistente. Isso significa que qualquer erro — próprio ou de terceiros — pode ter consequências muito mais severas.
Por isso, especialistas em segurança viária costumam reforçar que, para quem pilota, não basta dominar a motocicleta. É preciso desenvolver uma postura ativa de autoproteção, antecipando riscos e adotando uma condução defensiva em tempo integral.
Nesse contexto, o Detran-MG destaca que imprudência, negligência e desatenção ainda figuram entre as principais causas dos sinistros envolvendo motos, reforçando a necessidade de investimento contínuo em educação para o trânsito.
Educação como ferramenta de prevençãoSegundo o órgão, a segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada — mas, no caso dos motociclistas, a margem para erro é menor. Por isso, atitudes como respeitar a legislação, manter atenção constante e adotar comportamentos seguros são fundamentais.
“O comportamento no trânsito impacta diretamente os índices de acidentes. Pequenas mudanças de hábito no dia a dia podem ser determinantes para evitar ocorrências graves”, reforça o Detran-MG.
Além das campanhas, o órgão também oferece ações educativas direcionadas, como palestras voltadas a empresas que atuam com motofretistas e associações de motociclistas. A iniciativa busca ampliar a conscientização e promover um trânsito mais seguro e humano.
10 atitudes que podem salvar a vida do motociclistaEm meio a um cenário preocupante, algumas medidas continuam sendo essenciais — e muitas vezes negligenciadas no dia a dia. Veja as principais orientações reforçadas pelo Detran-MG:
- Use capacete certificado e sempre afivelado
- Utilize equipamentos de proteção (luvas, botas e jaqueta)
- Respeite os limites de velocidade
- Mantenha distância segura dos demais veículos
- Evite trafegar nos pontos cegos
- Reduza a velocidade em cruzamentos
- Realize manutenção preventiva regularmente
- Evite o uso do celular durante a pilotagem
- Pratique a direção defensiva
- Nunca pilote sob efeito de álcool, drogas ou com sono
Embora os dados sejam de Minas Gerais, o cenário reflete uma realidade nacional: motociclistas seguem como um dos grupos mais vulneráveis no trânsito.
E, nesse contexto, a combinação entre educação, fiscalização e mudança de comportamento continua sendo o caminho mais eficaz para reduzir mortes e lesões graves.
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Depois da flexibilização da CNH, Congresso volta a discutir como o Brasil forma condutores
A recente flexibilização nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que trouxeram alterações ao processo de formação de condutores, voltaram a colocar em debate um tema central para a segurança viária: como o Brasil deve formar seus motoristas. O assunto foi discutido ontem na Câmara dos Deputados por especialistas e parlamentares, que defenderam a necessidade de uma formação mais completa, com foco no comportamento e na percepção de riscos no trânsito — e não apenas no ensino de regras e técnicas de direção.
O debate ocorreu na comissão especial que analisa o Projeto de Lei 8085/14 e outras propostas que tratam de mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Relator da comissão, o deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) levantou uma questão que norteou a discussão: como inserir, já no início da formação dos novos condutores, o conceito de “Visão Zero”, estratégia internacional de segurança viária que parte do princípio de que nenhuma morte no trânsito é aceitável.
“O atual processo de formação brasileiro contribui para essas metas ou é um entrave? Como inserir o conceito de Visão Zero já no primeiro dia de aula do candidato à CNH?”, questionou o parlamentar.
Comportamento é a principal causa dos sinistrosEspecialistas que participaram do debate destacaram que a maioria dos sinistros de trânsito está relacionada ao comportamento humano. Paulo Guimarães, do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), afirmou que o modelo brasileiro ainda prioriza habilidades mecânicas e deixa em segundo plano a formação comportamental do condutor.
Conforme ele, o comportamento dos motoristas está por trás das mais de 37 mil mortes registradas todos os anos no trânsito brasileiro. Para o especialista, o conceito de Visão Zero deve ser trabalhado desde cedo, inclusive no ambiente escolar. “Mais do que decorar placas, as crianças devem aprender conceitos de cidadania, responsabilidade e respeito ao próximo”, afirmou.
O professor da Universidade de Brasília (UnB) Paulo César da Silva reforçou esse entendimento ao afirmar que o comportamento dos condutores está presente em cerca de 90% das ocorrências de trânsito. Ele defendeu que o processo de habilitação seja mais rigoroso e que o trânsito seja entendido como um ambiente social, onde as escolhas individuais impactam toda a coletividade.
“A banalização da vida não se dá só no trânsito. Nossa sociedade banaliza a vida, a cidadania e o respeito ao outro”, alertou.
De acordo com o professor, a formação precisa considerar a forma como as pessoas se comportam no ambiente viário. “Existe uma relação entre o aspecto comportamental e o aspecto ambiental. Esse é um princípio a se adotar em qualquer processo de formação”, explicou.
Formação para o trânsito pode começar na escolaOutra proposta discutida durante o encontro foi a inclusão de conteúdos mais técnicos sobre trânsito no ensino médio. O vice-presidente do Instituto Nacional de Projetos para Trânsito e Segurança (Inprotran), Francisco Garonce, defendeu que se trate a formação para o trânsito como um conhecimento técnico e prático, preparando o jovem antes mesmo do processo de habilitação.
De acordo com ele, é necessário desenvolver habilidades reais de percepção de risco. “As regras de trânsito não são naturais do ser humano; é preciso ensiná-las para que o jovem desenvolva habilidades reais de percepção de riscos”, explicou.
Garonce também criticou a visão de que os Centros de Formação de Condutores funcionam apenas como uma etapa burocrática para obtenção da CNH, e não como parte fundamental da formação do motorista.
Debate ocorre após mudanças nas regras da CNHA discussão sobre a formação de condutores acontece em um momento de mudanças importantes no processo de habilitação no Brasil. Em 2026, entraram em vigor novas regras com a Resolução nº 1.020/25 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que trouxeram alterações como a possibilidade de curso teórico em formato digital, flexibilização da obrigatoriedade de autoescolas, mudanças na carga de aulas práticas e ampliação da digitalização de serviços.
Durante o debate, a presidente da Associação de Trânsito de Santa Catarina (Atraesc), Yomara Ribeiro, criticou a flexibilização do processo de formação bem como afirmou que a medida pode trazer riscos à segurança viária. Para ela, retirar a intermediação das autoescolas e dos instrutores credenciados pode transferir ao próprio aluno uma responsabilidade que exige acompanhamento técnico.
“Qual é o tipo de trânsito que nós queremos: um trânsito mais barato ou mais seguro?”, questionou.
Proposta de um plano nacional de formaçãoO presidente da Federação Nacional das Autoescolas, Ygor Valença, defendeu a criação de um Plano Nacional de Formação de Condutores para padronizar o ensino em todo o país assim como evitar que se definam mudanças estruturais apenas por decisões políticas.
Ele também sugeriu que o processo de formação passe a avaliar efetivamente as habilidades do futuro motorista, em vez de apenas contabilizar a carga horária de aulas. “Carga horária, com 20, 40 horas, é ruim para o cidadão, ninguém quer. Agora, se eu coloco um checklist para que ele comprove o que ele faz, eu estou preparando uma pessoa para ser motorista”, afirmou.
Que motorista o Brasil quer formar?A discussão sobre a formação de condutores vai além do processo para obter a CNH. Trata-se, na prática, de definir que tipo de motorista o Brasil quer formar e, consequentemente, que tipo de trânsito o país quer ter no futuro.
Especialistas defendem que, sem uma formação sólida, com foco em comportamento, percepção de risco e responsabilidade, dificilmente o país conseguirá reduzir de forma consistente as mortes e lesões no trânsito.
Com informações da Agência Câmara
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Acidente de trânsito sem vítimas: o que fazer para evitar multa e transtornos
Envolver-se em um acidente de trânsito sem vítimas é uma situação comum nas cidades brasileiras e, ainda assim, cercada de dúvidas. Muitos motoristas acreditam que devem permanecer no local aguardando a chegada de uma viatura de trânsito, mesmo quando há apenas danos materiais. No entanto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece procedimentos claros para esses casos.
De acordo com a legislação, quando não há feridos, a prioridade deve ser garantir a fluidez do trânsito e a segurança da via, evitando novos riscos e autuações desnecessárias.
“Acidente” ou “sinistro”: o que diz a leiO CTB passou a adotar oficialmente o termo “sinistro de trânsito”, em substituição à palavra “acidente”. A mudança reflete o entendimento de que grande parte das ocorrências no trânsito não é fruto do acaso, mas de comportamentos evitáveis, como imprudência, desatenção ou desrespeito às normas.
O uso do termo já está incorporado aos documentos oficiais, registros de ocorrência e comunicações dos órgãos de trânsito em todo o país.
Sinistro sem vítimas: registre e libere a viaQuando a colisão resulta apenas em danos materiais, o motorista não deve permanecer parado na via, especialmente se o veículo ainda puder ser movimentado com segurança. O procedimento correto é:
- Retirar os veículos da pista para não obstruir o tráfego;
- Registrar a ocorrência de forma eletrônica, por meio dos canais oficiais disponibilizados pelos órgãos de trânsito ou pelas plataformas integradas de registro;
- Preencher corretamente os dados dos veículos e as informações do ocorrido.
A presença de agentes de trânsito no local, nesses casos, não é obrigatória. O acionamento de viatura é reservado, prioritariamente, para ocorrências com vítimas.
Veículo parado na via pode gerar multaUm erro frequente é deixar os veículos exatamente no ponto da colisão para “comprovar” o ocorrido. Além de desnecessária, essa atitude pode gerar penalidade.
O artigo 178 do Código de Trânsito Brasileiro é claro: deixar o veículo imobilizado na via, quando não há vítimas e ele pode ser removido, configura infração, por comprometer a fluidez e a segurança do trânsito. Nessas situações, o condutor está sujeito à autuação.
E quando há vítimas?O procedimento muda completamente quando o sinistro envolve pessoas feridas. Nesses casos, o órgão de trânsito deve ser acionado imediatamente para o envio de viatura e para o registro da ocorrência no local.
Cabe ressaltar que os agentes de trânsito não avaliam culpa nem a gravidade clínica das lesões. O papel do órgão é garantir a segurança da via, organizar o tráfego e registrar formalmente os fatos.
Atenção às informações prestadasOutro ponto importante é a responsabilidade sobre as informações fornecidas no registro da ocorrência. Declarar dados falsos em documento público é crime, assim como fraudes relacionadas a seguros. Deve-se fazer o preenchimento com atenção, clareza e veracidade.
Educação no trânsito segue como prioridadeOs sinistros sem vítimas representam grande parte das ocorrências registradas diariamente no Brasil. A orientação correta aos condutores, aliada a campanhas educativas, é uma das estratégias adotadas pelos órgãos de trânsito para reduzir conflitos viários, especialmente aqueles que envolvem motociclistas, grupo que concentra parcela significativa dos sinistros no país.
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SP cria pacote que zera custos de cursos e provas para motociclistas e motoristas profissionais
O Governo de São Paulo lançou um pacote de medidas voltado a motociclistas e motoristas profissionais que prevê gratuidade em cursos obrigatórios, provas e emissão da CNH digital. A iniciativa, chamada de “Mão na Roda”, pretende reduzir custos para quem trabalha com o veículo e, ao mesmo tempo, ampliar a qualificação desses profissionais.
De acordo com o governo paulista, será possível beneficiar cerca de 3,5 milhões de pessoas pelas medidas, que incluem cursos especializados e exames exigidos pela legislação federal para o exercício de atividades como motofrete e mototáxi.
A proposta é transformar uma exigência legal — o curso especializado e a aprovação em prova para o exercício da atividade profissional — em um serviço gratuito. Na prática, conforme o governo, a medida representa uma economia de aproximadamente R$ 390 para o condutor profissional, considerando curso, prova e emissão da CNH digital sem custo.
“Estamos tirando o peso do custo de quem trabalha e colocando o Estado como facilitador. É mais acesso, mais dignidade e mais segurança para quem move São Paulo todos os dias”, afirmou o presidente do Detran-SP, Eduardo Aggio.
Foco em motociclistas profissionaisA iniciativa tem como foco principal os motociclistas profissionais, que estão entre os usuários mais vulneráveis no trânsito e utilizam o veículo como instrumento de trabalho e renda.
A avaliação do governo paulista é que, ao reduzir custos e ampliar o acesso à qualificação, o programa pode contribuir para a formação desses profissionais, melhorar as condições de trabalho e aumentar a segurança viária.
O programa também está alinhado ao Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo, que deve estabelecer metas de redução de mortes no trânsito com base em conceitos como o Sistema Seguro e a Visão Zero, abordagem que considera inaceitável qualquer morte no trânsito.
“Além de elevar a qualificação, o Mão na Roda representa uma mudança de lógica na política pública. Em vez de criar obstáculos financeiros ou impor uma lógica punitiva, o Estado passa a oferecer condições reais para que o trabalhador se adeque com segurança, previsibilidade e apoio. Teremos diversas ações educativas e de conscientização para garantir que o foco esteja sempre na melhoria da segurança de todos, e não na punição de quem usa o seu veículo para tirar o sustento”, disse Aggio.
Implementação será gradualDe acordo com o governo de São Paulo, a implementação das medidas ocorrerá de forma gradual. A ideia é que os profissionais tenham tempo para se adequar às exigências antes do início de eventual fiscalização, criando um período de transição.
O lançamento do portal com as informações sobre o programa acontecerá nos próximos dias e reunirá orientações sobre cursos, provas e emissão da CNH digital gratuita para os profissionais que exercem atividade remunerada com veículo.
Outras medidas para motociclistasO novo pacote se soma a outra iniciativa anunciada pelo governo paulista em 2026, que concedeu isenção de IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas no estado. De acordo com o governo, a medida beneficia milhões de proprietários de motocicletas. Além disso, tem como objetivo reduzir custos para quem utiliza o veículo como meio de trabalho e transporte.
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Consultar a situação do veículo pela internet ajuda a evitar multas, dívidas e problemas com o licenciamento
Manter a documentação do veículo em dia é uma das principais responsabilidades do proprietário, mas muita gente só descobre pendências quando já está com o licenciamento atrasado ou até impedido de emitir o CRLV. Para evitar esse tipo de situação, o Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) orienta os motoristas a utilizarem a consulta online da situação do veículo, disponível gratuitamente pela internet.
O serviço permite verificar débitos, multas, restrições e pendências de licenciamento de forma rápida, segura e sem a necessidade de ir até uma unidade de atendimento presencial.
O que é possível consultarPor meio da consulta, o proprietário pode acessar um relatório completo com a situação do veículo. Entre as informações disponíveis estão:
- Pendências do licenciamento anual
- Multas e autuações registradas
- Restrições administrativas
- Restrições financeiras
- Informações sobre recall
- Situação do pagamento do IPVA
- Situação da Taxa de Renovação do Licenciamento Anual (TRLAV)
Essas informações são importantes porque qualquer pendência pode impedir a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), documento obrigatório para circulação.
Como fazer a consultaPara realizar a consulta, o procedimento é simples e totalmente digital:
- Acessar o site do Detran do estado onde o veículo está registrado.
- Procurar a área de Veículos.
- Clicar em “Consultar a situação do veículo”.
- Fazer login com a conta gov.br.
- Informar os dados do veículo.
Após esse processo, o sistema gera um relatório com a situação atual do veículo.
Consulta evita surpresas e problemas no licenciamentoA principal recomendação é que os proprietários façam consultas periódicas, principalmente antes do vencimento do licenciamento. Isso porque, além de débitos, o sistema também permite verificar se há multas com prazo para defesa ou recurso, o que pode evitar prejuízos e perda de prazos.
Circular com o veículo sem o CRLV em dia é infração gravíssima, gera multa, pontos na CNH e remoção do veículo.
Serviço também ajuda quem vai comprar veículo usadoA consulta da situação do veículo também é uma ferramenta importante para quem pretende comprar um carro usado. Antes de fechar negócio, o ideal é verificar se existem débitos, restrições ou irregularidades que possam gerar problemas futuros para o novo proprietário.
Nesse caso, a orientação é que o comprador peça ao vendedor para acessar o relatório e apresentar a situação do veículo, garantindo mais segurança na negociação.
No trânsito, informação também é uma forma de prevenção. Consultar a situação do veículo regularmente pode evitar multas, dívidas inesperadas e até a apreensão do veículo por documentação irregular.
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Lei cria selo para identificar carros que transportam pessoas com autismo
Uma nova lei sancionada no Estado do Rio de Janeiro pretende chamar a atenção para um problema pouco discutido no trânsito: o impacto do ruído em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A Lei 11.133/26 autoriza o governo estadual a fornecer adesivos de identificação para veículos que transportam pessoas com autismo, com o objetivo de orientar outros motoristas a evitarem ruídos sonoros próximos a esses carros.
A norma, de autoria original do deputado Fred Pacheco, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo governo estadual e publicada no Diário Oficial no dia 20 de março. O fornecimento do selo ocorrerá gratuitamente.
Objetivo é alertar outros motoristasA proposta é que o adesivo funcione como um alerta visual para que outros condutores evitem buzinar, utilizar som em alto volume, trafegar com escapamento adulterado ou produzir ruídos excessivos próximos ao veículo identificado. Isso porque pessoas com TEA podem apresentar sensibilidade auditiva, e sons intensos podem provocar crises, ansiedade ou mal-estar.
De acordo com o autor da lei, cerca de 90% das pessoas com autismo apresentam algum tipo de sensibilidade sonora.
“Essas medidas visam a promover a inclusão social e a segurança dessas pessoas, sensibilizando a população e incentivando a colaboração de todos para criar um ambiente mais acolhedor e seguro”, afirmou o deputado Fred Pacheco.
Como solicitar o seloPara obter a identificação veicular, o interessado ou o responsável deverá comparecer ao órgão competente com a documentação necessária que comprove a condição de pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Após o cadastro, deve-se colocar a credencial no vidro traseiro do veículo.
A lei prevê ainda que os materiais adesivos, orientações aos motoristas e campanhas de conscientização poderão ser fornecidos pela Subsecretaria de Cuidados Especiais do Estado do Rio de Janeiro ou pelos municípios, em parceria com o Detran-RJ.
Um ponto importante é que o selo não concede nenhum benefício ou prioridade no trânsito. A proposta tem caráter exclusivamente educativo e de conscientização.
Um tema que também envolve educação para o trânsitoA criação de sinalizações e campanhas educativas voltadas a públicos específicos faz parte de uma abordagem mais moderna da segurança viária. Ela leva em consideração as características e vulnerabilidades das pessoas, e não apenas as regras de circulação.
Nesse contexto, especialistas em segurança viária defendem que deve-se pensar o trânsito como um ambiente coletivo. Nele, atitudes individuais — como buzinar ou produzir ruído excessivo — podem impactar diretamente a saúde e o bem-estar de outras pessoas.
A identificação dos veículos que transportam pessoas com autismo, portanto, não tem o objetivo de criar privilégios, mas sim de estimular empatia, respeito e convivência mais segura e humana no trânsito.
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Rodovias que perdoam
Por João Castelhano *
Uma ponte, um desvio de trajetória e um erro que não teve segunda chance. Em fevereiro, um motorista morreu após perder o controle da direção na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), entre Itaí e Paranapanema (SP). O acidente aconteceu enquanto passava pela ponte localizada no quilômetro 273 da pista, e ele acabou caindo com o carro dentro do rio. O caso não é isolado e está longo de ser uma exceção. De acordo com dados da Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transporte da Fundação Dom Cabral (PILT/FDC), o Brasil registrou mais de 53 mil acidentes em rodovias federais em 2025. Segundo o levantamento, 4.799 pessoas morreram e outras 15.098 ficaram gravemente feridas ao longo do ano passado.
Quando um erro humano termina em morte, a pergunta não deveria ser apenas o que aconteceu, mas o que a estrada poderia ter feito para evitar. Essa abordagem moderna de engenharia viária se chama rodovias que perdoam. Ela entende que os acidentes não ocorrem por acaso, mas resultam de uma cadeia de eventos que pode ser prevista e mitigada.
Basicamente, trata-se de vias projetadas com infraestrutura inteligente para prevenir colisões ou reduzir drasticamente a gravidade dos impactos, evitando que as falhas humanas resultem em mortes ou lesões graves. A ideia central é que a via, em vez de punir o erro do condutor, adote elementos preventivos e de contenção para proteger a vida do motorista. Esse tipo de rodovia não evita a falha humana, mas impede que ela seja fatal e dá uma segunda chance aos usuários.
Principais elementos das rodovias que perdoamUm dos principais elementos das rodovias que perdoam é a segurança passiva. Isso inclui principalmente equipamentos que reduzem danos após a perda de controle da direção, como barreiras de concreto do tipo New Jersey, defensas metálicas, barreiras flexíveis, atenuadores de impacto e dispositivos de contenção. Eles ajudam a desacelerar e redirecionar os veículos, evitando que eles saiam da pista ou se choquem contra obstáculos rígidos. Esses elementos são estrategicamente instalados em pontos críticos e locais com alto risco de colisão, visando proteger os condutores. As zonas livres de obstáculos são outro elemento importante e consistem em áreas laterais à pista de rolamento sem árvores, postes, rochas taludes críticos ou terrenos intransitáveis. Elas são projetadas para serem transpassáveis para veículos desgovernados, e permitem que o motorista retome o controle ou pare com segurança.
A infraestrutura preventiva também faz parte dessa estratégia.Um bom exemplo disso é a sinalização eficiente para melhorar a percepção da via e reduzir acidentes causados por desatenção ou fadiga na direção. Além disso, é possível usar faixas sonoras para alertar motoristas sonolentos que eles estão invadindo o acostamento. Elas funcionam através de ranhuras, ondulações ou pinturas no asfalto que geram trepidação e ruído intenso quando os pneus do veículo passam sobre elas, chamando a atenção do condutor para que ele retorne à pista. As áreas de escape de escape são extremamente úteis em regiões serranas para parar veículos pesados, como caminhões sem freio, e impedir acidentes graves.
Essas pistas laterais são feitas com materiais como argila expandida ou brita e funcionam como rampas de desaceleração, reduzindo a velocidade com segurança e evitando colisões fatais.
O mais interessante é que a implementação dessas tecnologias não exige necessariamente grandes intervenções das rodovias, podendo ser aplicada com pequenas modificações pontuais. Alguns estudos estimam que é possível resolver uma grande parte dos problemas de segurança com um aumento de apenas 7% no orçamento. São soluções de baixo custo e rápido retorno, com potencial para salvar até 2.500 vidas e prevenir 45 mil feridos em apenas três anos de acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).
Implementação no Brasil e no mundoO conceito das rodovias que perdoam não é recente e a primeira iniciativa desse tipo surgiu na década de 60, nos Países Baixos. Na época, eles tornaram as vias mais largas e com traçados mais retilíneos para reduzir o número de mortes nas rodovias. Pouco tempo depois, os Estados Unidos também adotaram medidas de segurança viária e publicaram o relatório Highway Design and Operational Practices Related to Highway Safety, o primeiro documento oficial focado nos elementos perigosos presentes nas estradas e sugeriu o tratamento adequado para muitos deles. A iniciativa foi ampliada na Suécia, em 1997, e até hoje o país é uma das principais referências no assunto e conta uma das menores taxas de mortalidade no trânsito no mundo.
No Brasil, o conceito foi introduzido pela norma ABNT NBR 15486, publicada em 2007 e revisada em 2016, que estabelece um conjunto de orientações para a segurança viária e para a instalação de dispositivos de contenção. Atualmente, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) defende que os erros humanos são inevitáveis e, portanto, os projetistas das rodovias devem considerá-los como parte do processo de planejamento. A entidade promove a metodologia Rodovias que Perdoam – Brasil (RQP-BR) centrada na premissa de que o design da via deve perdoar o erro do condutor, aumentando a segurança com custos relativamente baixos.
* João Castelhano é Engenheiro civil, projetista de sinalização e EPS
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Ergonomia ao volante: o ajuste que melhora a direção e aumenta a segurança nas estradas
Dirigir bem não é só uma questão de experiência ou reflexos rápidos. Muitas vezes, o verdadeiro controle da sua viagem começa antes mesmo de você dar a partida: na forma como você se posiciona no carro. A ergonomia ao volante é a sua melhor amiga para garantir segurança e conforto, seja no trânsito pesado do dia a dia ou naquela viagem longa com a família. Ajustar a postura melhora a sua visão, diminui o cansaço e te deixa pronto para reagir a qualquer imprevisto.
E o melhor: são ajustes rápidos que mudam tudo. Leia o conteúdo da Dunlop Pneus.
Por que a ergonomia influencia diretamente a segurança?Se você dirige muito afastado do volante, com o banco “deitado” ou os espelhos mal posicionados, seu corpo paga a conta com tensão muscular. Logo vêm as dores, o desconforto e, o mais perigoso: a distração.
E não para por aí. Uma postura ruim atrapalha o seu tempo de resposta em emergências e pode até diminuir a eficácia de itens vitais do veículo, como o cinto de segurança e os airbags. Ou seja: dirigir cansado é dirigir com postura inadequada controle.
Pensando nisso, nós da Dunlop, como aquele parceiro que entende do seu carro, separamos as dicas essenciais para você encontrar a posição perfeita e dirigir com segurança e inteligência.
Banco: a base para o controle totalTudo começa aqui. Regular a distância é o primeiro passo: você precisa conseguir pressionar fundo o pedal da embreagem (ou do freio, nos automáticos) sem esticar a perna toda. O joelho tem que ficar um pouco flexionado para garantir força e agilidade na pisada.
O encosto deve apoiar totalmente as costas. Aquela posição muito inclinada pode parecer relaxante, mas prejudica o seu controle e aumenta rapidamente o cansaço.
A altura do banco também é chave: você precisa enxergar o painel com facilidade e ter uma visão clara por cima do capô, esta ação também irá beneficiar sua região do pescoço, evitando dores. Quanto melhor você enxerga a rua, mais rápido antecipa os riscos.
Volante: reflexos rápidos e braços descansadosNada de braços totalmente esticados! Ao segurar o volante, seus cotovelos devem ficar levemente dobrados.
O teste de ouro: Encoste os punhos na parte de cima do volante sem afastar as costas do banco. Se você conseguiu fazer isso, a distância está ótima. Esse pequeno detalhe faz toda a diferença se você precisar desviar de um obstáculo repentino ou dar uma freada brusca.
Espelhos: visibilidade é prevençãoEspelho bom é espelho bem posicionado. O retrovisor interno precisa enquadrar o máximo possível do vidro de trás.
Já nos laterais, a regra é fugir do ponto cego: ajuste-os até que você veja apenas uma “lasquinha” bem fina da lateral do seu próprio carro. Assim, você ganha um campo de visão muito mais amplo e não precisa ficar virando o pescoço toda hora para trocar de faixa.
Apoio de cabeça: proteção que muitos ignoramMuita gente acha que é um item de conforto para “encostar”, mas o apoio de cabeça é um equipamento de segurança seríssimo. Ele precisa ficar na altura do centro da sua cabeça, e não no pescoço. Em uma batida na traseira (o famoso “engavetamento” urbano), esse detalhe evita lesões cervicais graves.
Cinto de segurança: ajuste certo faz diferençaO cinto deve ficar firme ao corpo, mas um detalhe que muitos motoristas esquecem de conferir é a regulagem de altura na coluna do carro. O ajuste perfeito faz com que a faixa superior passe exatamente pelo meio do seu ombro (sobre a clavícula) e cruze o centro do peito.
Se o ajuste estiver muito alto, o cinto pode incomodar ou até machucar o pescoço em uma freada brusca. Se estiver muito baixo, a faixa pode escorregar pelo braço no momento de um impacto e não segurar o seu corpo como deveria. Já a parte de baixo deve passar sempre sobre os ossos do quadril, nunca na barriga.
Além de salvar vidas e atuar em conjunto com os airbags, um cinto ajustado na altura certa “veste” você no banco, deixando a sua postura muito mais estável e confiante para manobrar.
Conforto reduz fadiga e aumenta atençãoFadiga não é só sono. Ombros tensos e pernas esticadas gastam a energia do seu corpo, roubam a sua atenção e transformam um trajeto simples em um sacrifício. Com a ergonomia certa, você dirige mais leve, reduz o estresse e foca no que importa.
Ergonomia é um hábito de direção inteligenteO Ajuste ergonômico correto leva menos de um minuto, mas é o que separa uma direção comum de uma direção totalmente adequada e segura. Crie esse hábito antes de sair da garagem.
Dica para andar bem: Para destinos longos, a cada 2 horas de trajeto, pare 10 minutos, alongue seus braços e pernas, esta ação melhora a sua circulação sanguínea, ficar sentado por muito tempo reduz o nosso fluxo sanguíneo, principalmente nas pernas. O alongamento ativa a circulação e evita inchaço e sensação de formigamento, além de prevenir tensões musculares, contraturas e dores lombares.
E lembre-se: do mesmo jeito que a ergonomia te dá o controle dentro da cabine, a nossa tecnologia te dá a aderência e a tranquilidade lá fora. Quem tem Dunlop, anda bem — porque conta com a segurança e o conforto da escolha inteligente em cada quilômetro rodado.
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Números de ocorrências nas rodovias brasileiras reforçam relevância da IA para a segurança viária
As rodovias federais brasileiras registraram 13.228 sinistros e 1.172 mortes entre os dias 18 de dezembro de 2025 e 22 de fevereiro de 2026, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O detalhamento do período revela que 3.149 ocorrências (23,8% do total) envolveram veículos de carga e responderam por 43,9% das vítimas fatais contabilizadas no recorte.
Os dados fazem parte do balanço da edição mais recente da Operação Rodovida, considerada a maior ação integrada de segurança viária do país. Nesse contexto, a PRF contabilizou 1,2 milhão de flagrantes por excesso de velocidade e 9,6 mil registros de uso de celular ao volante, além de 2.157 ocorrências de saídas da pista envolvendo veículos de carga.
Para gestores de frota, os números chamam atenção não só pelo volume de sinistros, mas também pela recorrência de condutas e situações de risco que antecedem ocorrências graves.É nesse ponto que a tecnologia pode ajudar a identificar padrões de comportamento e orientar intervenções na rotina da operação, em especial quando a inteligência artificial é combinada à análise de dados.
De acordo com Neil Cawse, fundador e CEO da Geotab, empresa líder global em gestão de frotas, ativos e veículos conectados, a IA, quando integrada a recursos de telemetria, permite cruzar múltiplas variáveis – do comportamento ao volante às condições do trajeto – para transformar registros isolados em leitura estruturada. “A IA deixou de ser apenas apoio técnico e passou a executar tarefas concretas nas empresas. No transporte, ela ajuda a transformar dados em orientação prática, indicando quais padrões se repetem e o que merece atenção prioritária”, afirmou.
EventoCawse defendeu essa visão no Geotab Connect 2026, evento global da empresa realizado em fevereiro, em Las Vegas (EUA). Durante sua apresentação, o executivo destacou que o ponto de virada para o setor de transporte não está em acumular mais informação, mas em garantir que ela seja confiável, acionável e incorporada à rotina da gestão, permitindo que a IA classifique e priorize eventos críticos e dê suporte a decisões mais consistentes, em um setor que tende a se transformar em ritmo acelerado.
“Os próximos cinco anos devem trazer mais mudanças do que os últimos 25”, declarou o fundador e CEO da Geotab, na ocasião.
Durante o Geotab Connect, a companhia também apresentou os desdobramentos desse direcionamento estratégico para o Brasil ao anunciar a ampliação de sua oferta de videotelemetria no país, com a chegada ao mercado nacional do GO Focus Plus, solução que passará a integrar o portfólio local ainda neste ano.
Na prática, a videotelemetria consiste no uso de câmeras embarcadas (dash cams) conectadas ao sistema de telemetria do veículo.A sincronização das imagens ocorre com informações como velocidade, localização e alertas de condução, acrescentando contexto visual a esses registros técnicos e permitindo, assim, que se analise imagens e dados em conjunto na apuração de ocorrências.
No caso do GO Focus Plus, a solução combina câmera veicular e recursos avançados de IA para monitorar eventos em tempo real e emitir alertas de voz na cabine, com orientação ao motorista no momento do evento. Envia-se os registros para a plataforma MyGeotab, onde o gestor de frotas pode visualizar assim como filtrar as ocorrências por prioridade. A solução busca apoiar uma cultura de condução preventiva ao permitir a leitura de situações de risco, como distração ao volante (incluindo uso de celular), fadiga, desvios de faixa, acelerações e frenagens bruscas, e contribuir para uma gestão mais estruturada desses eventos na rotina da frota.
No contexto brasileiro, onde os dados oficiais mostram uma concentração relevante de ocorrências envolvendo veículos de carga, a incorporação dessa camada analítica à rotina das frotas tende a ganhar peso. Para Eduardo Canicoba, vice-presidente da Geotab Brasil, o desafio não está apenas em reagir a cada ocorrência, mas em estruturar processos e usar as informações geradas pelos veículos para identificar padrões e orientar intervenções de forma consistente.
“Na gestão de frotas, o uso de dados e IA transforma a segurança viária em um pilar de performance: em vez de apenas reagir a ocorrências, a operação antecipa padrões, direciona ações e padroniza respostas com mais eficácia e menos improviso. Ao mesmo tempo, essa inteligência melhora a eficiência do dia a dia, reduzindo custos, desperdícios e tempo de parada. Isso se traduz em mais produtividade e rentabilidade para o negócio”, conclui o executivo.
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Tecnologia promete reduzir custos e aumentar a segurança nas estradas
Um relatório desenvolvido pela StartUs Insights, empresa austríaca de pesquisas que ajuda a identificar novas oportunidades em diversos setores, traçou um panorama detalhado sobre a Indústria de Gestão de Frotas e quais tecnologias estão moldando o setor globalmente.
De acordo com o texto, o segmento mantém uma taxa de crescimento anual de 2,07% e está sendo marcado por uma enxurrada de inovações. Para dar uma dimensão desse momento, no último ano cerca de 3.300 patentes foram registradas por 927 requerentes em todo o mundo.
A taxa de crescimento anual de patentes é de 9,96% e indica um avanço consistente em áreas como análise da saúde de veículos, estruturas de automação, otimização de energia e camadas de comunicação para veículos conectados.
Os EUA lideram a lista com mais de 1.170 patentes, seguidos pelo Japão, com mais de 460.O estudo é categórico ao apontar que rastreamento de frotas, monitoramento em tempo real, plataformas de dados de transporte e o uso intensivo de Inteligência Artificial na gestão estão entre as principais soluções que lideram os aportes de investimento, impulsionam a evolução do setor e orientam as tendências para 2026 e para os próximos anos.
Segundo Oswaldo Estrela Junior, responsável pela implementação de IA da Gestran, desenvolvedora de sistemas para gestão de frotas, o uso da tecnologia para ganho de performance nas empresas com frotas já é um caminho sem volta. Mais do que apoiar as tarefas do dia a dia, o momento atual marca uma virada: a IA passa a interpretar comportamentos, identificar padrões e munir o gestor para a tomada de decisões mais assertivas.
Um exemplo é a própria Gestran, que integra ao seu software dados de rastreamento e está se preparando para receber informações de telemetria. Tudo via APIs, conectando informações do caminhão, do motorista e da operação em um único ambiente.
Esses dados são capturados diretamente do veículo, são capturados através do rastreador do caminhão.Como ilustração, esse modelo permite identificar condições dos veículos e até mesmo variações anormais de consumo de combustível e, assim, desvios de rota, excesso de velocidade, frenagens bruscas e outros indicadores críticos em tempo real, reforçando segurança, controle e previsibilidade.
Outro exemplo prático dessa evolução está na utilização da plataforma para leitura automática de dados fiscais e operacionais, eliminando processos manuais. Ou seja, quando uma nota fiscal de abastecimento chega ao sistema, a IA identifica automaticamente o veículo, o motorista, o consumo e o preço, registrando essas informações de forma integrada. A partir desse cruzamento, o software compara os dados com outros veículos da mesma frota, gera rankings de desempenho, identifica veículos mais eficientes, motoristas com menor consumo e aponta oportunidades de melhoria.
O mesmo ocorre quando o sistema captura automaticamente um PDF recebido por e-mail, como uma conta de energia, identifica o tipo de documento e realiza o lançamento automático no sistema para pagamento. A lógica se estende à gestão documental, com a digitalização dos documentos dos veículos e das carteiras de habilitação dos motoristas, além do envio de alertas automáticos de vencimento, reduzindo riscos operacionais, jurídicos e garantindo maior controle da frota.
“Estamos desenvolvendo um upgrade em nosso sistema que facilita o acesso às informações e às análises da plataforma. A proposta é permitir que o gestor consulte os dados na palma da mão, diretamente pelo WhatsApp, de forma simples e rápida, onde estiver. A funcionalidade está em fase de testes e é capaz de fornecer dados em tempo real e relatórios operacionais, como, por exemplo, identificar quais veículos apresentaram não conformidades em checklists, retornando as informações diretamente do sistema”, afirma Oswaldo.
IA no transportePara o especialista, o mercado segue avançando com foco em previsibilidade, que se consolida como um dos maiores diferenciais competitivos impulsionados pela Inteligência Artificial.
“Funciona assim: a partir do cruzamento de dados como idade do veículo, histórico de manutenções preventivas e condições de operação, a IA passa a estimar a probabilidade de falhas futuras, permitindo decisões antecipadas e redução de riscos”, diz o responsável pela IA da Gestran. Uma demonstração clara desse avanço está na gestão de pneus, historicamente baseada na experiência – o “feeling” – de alguns profissionais.
Com o apoio da Inteligência Artificial, torna-se possível cruzar dados reais da operação, analisar tipo de carga, rota e condições de terreno (como estradas de terra, asfalto ou ambientes severos, a exemplo de operações em mineradoras) e indicar qual é o pneu mais adequado para cada aplicação, além de estimar se o equipamento instalado em um caminhão suporta as exigências da próxima viagem.
“Imagine receber um alerta informando que seu pneu pode não aguentar a próxima viagem, permitindo uma assistência antecipada e o envio desse aviso via WhatsApp, evitando transtornos, custos maiores, perda de tempo e garantindo a entrega da carga”, afirma.
O técnico alerta que é importante ter em mente que a adoção de soluções baseadas em Inteligência Artificial exige uma arquitetura tecnológica robusta, com atenção permanente à segurança da informação, à conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e ao controle rigoroso de acesso aos dados. “Por isso, a escolha do parceiro tecnológico é um fator fundamental”, diz Oswaldo.
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Presidente do Brasil expressa preocupação com apostas em jogos online
Em seu discurso do dia 7 de março, voltado para o Dia da Mulher, o Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com os jogos de aposta online. Mais especificamente, ele demonstrou interesse em incentivar uma lei que proíba a atividade, deixando apenas as apostas esportivas legalizadas no país.
Segundo o Presidente, não faz sentido que os jogos de cassino online estejam permitidos enquanto os físicos são proibidos. Eles foram recentemente aprovados em 2025, junto com as apostas esportivas, nas plataformas licenciadas no Brasil.
Embora esse tenha sido apenas um comunicado e não o início do trâmite de uma alteração à atual lei, a fala do Presidente acende uma discussão no mercado. O maior impacto pode ser para as plataformas licenciadas, como as que são listadas em sites de comparação como o casino.com Brasil.
O cenário atual dos jogos de aposta online no BrasilDesde 2025, as plataformas que obtiveram uma licença paga com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda podem oferecer apostas online. Isso inclui não só as apostas esportivas, mas também jogos de cassino online graças à adição deles ao texto da lei pelo deputado federal Adolfo Viana (PSDB-BA).
Eles podem ser jogados regularmente em qualquer plataforma que tenha a licença oficial. Isso significa que ela foi aprovada como segura e justa, assim como os jogos cumprem requisitos como retorno médio aceitável e pagamentos proporcionais fixos.
A segurança das apostas online e o jogo responsávelO discurso do Presidente Lula foca não tanto no motivo de termos cassinos online e não físicos, mas sim no efeito deletério que a prática teve em algumas famílias. Há relatos de famílias endividadas e sofrendo consequências graves do vício.
Vieram, porém, novas portarias e regras sendo estipuladas para combater o comportamento de risco. As plataformas licenciadas oferecem ferramentas de limitação para ajustar valores máximos nas apostas, depósitos e perdas, e defini-los passou a ser obrigatório. Além disso, há ferramentas para exclusão ou pausa da conta.
O uso indevido de benefícios como o Bolsa-Família para apostas também foi coibido, além de as próprias plataformas poderem tomar atitudes quanto a comportamentos de risco. Há também discussões sobre a conexão das bases de dados para que esses comportamentos notados em uma plataforma afetem também outros cadastros.
Esse debate também dialoga com uma realidade observada no trânsito brasileiro. O endividamento e os problemas financeiros estão entre os fatores que aumentam o estresse, a ansiedade e a sobrecarga de trabalho, especialmente entre motoristas profissionais, como caminhoneiros, motoristas de aplicativo e entregadores. Especialistas em segurança viária alertam que a pressão financeira e o cansaço estão diretamente relacionados ao aumento do risco de sinistros, já que podem levar a jornadas excessivas, distração e tomada de decisões inadequadas ao volante. Por isso, discutir jogo responsável e educação financeira também é, de certa forma, discutir segurança no trânsito.
Mesmo diante desse cenário, é claro que ainda vemos relatos, seja por ser um sistema que possui falhas ou por ainda estar em recente implementação.
A fala do Presidente e o mercadoA fala do Presidente Lula carrega preocupações sociais que se validam diante de histórias que aparecem repetidas vezes em noticiários e relatos pessoais em redes sociais. Para o mercado, no entanto, é um sinal vermelho.
Pouco após o aumento do imposto sobre a receita das operadoras ter aumentado de 12% para 15%, com aumento progressivo para 18% nos próximos anos, aparece outra incerteza para as empresas que operam o setor.
Com a regularização, essas empresas tiveram que pagar pela licença, se adequar às regras de responsabilidade e trazer sua operação local na forma de sede em território nacional. A geração de empregos e a maior arrecadação pelo governo foram impactos positivos diretos dessa transição.
Vale lembrar que ainda há plataformas ilegais em operação, com novas surgindo a cada momento, e que ainda captam jogadores sem que respeitem qualquer regra de jogo responsável. É possível que as recentes mudanças impactem negativamente as que operam legalmente e abra margem para que as ilegais se sobressaiam.
Os jogos de cassino no Brasil e seu futuroEmbora preocupante para o mercado operador e um alerta geral, a fala do Presidente Lula ainda não representa nenhuma ação factual. Na verdade, enquanto tramita o projeto de aprovação dos cassinos físicos, não se vê de fato uma ameaça à sua disponibilidade de forma legal.
Pode ser que as empresas consigam contornar o clima de insatisfação aplicando bem as limitações e observando melhor quem são os usuários. Embora vá de encontro ao interesse de receita, agora há um cenário de dúvida que as obrigam a ter mais cuidado. O cassino representa boa parte da receita dessas operadoras, mesmo com as apostas esportivas.
Embora exija um exercício de futurologia, não há como negar que a recente regularização está sob risco de fortes alterações. O mercado aguarda os próximos movimentos, que podem não vir, mas deixaram uma marca tão forte quanto o aumento do imposto sobre as apostas.
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7 de maio pode se tornar o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito, a ser lembrado anualmente em 7 de maio. A proposta, de autoria do senador Fabiano Contarato, segue agora para sanção presidencial.
O objetivo da criação da data é promover a conscientização da sociedade sobre a violência no trânsito e reconhecer a memória das vítimas e o impacto dos sinistros de trânsito nas famílias brasileiras.
Conforme o senador, a criação da data representa um reconhecimento oficial do problema e da necessidade de mudança de comportamento.
“Tenho orgulho de dizer que aprovamos minha iniciativa que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito. É o Estado reconhecendo a memória das vítimas e firmando um compromisso permanente com a responsabilidade e a segurança no trânsito em todo o Brasil”, afirmou.
Violência no trânsito é uma epidemia silenciosaO Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, número superior ao de 2023 e o maior patamar desde 2016, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Além das mortes, centenas de milhares de pessoas ficam com sequelas permanentes todos os anos, o que gera impactos sociais, emocionais e econômicos.
De acordo com Contarato, a proposta também nasce da experiência dele na área de trânsito. “Durante 14 anos vi de perto a dor das famílias que perderam entes queridos em acidentes, uma verdadeira epidemia silenciosa que atinge todo o país. Por isso, me dediquei a transformar essa dor em ação”, destacou o senador.
Os sinistros de trânsito também geram impacto econômico expressivo, com custos anuais que ultrapassam R$ 50 bilhões, além de sobrecarregarem o sistema de saúde.
Por que 7 de maioA escolha da data remete a um dos casos mais emblemáticos de violência no trânsito no Brasil. Em 7 de maio de 2009, em Curitiba, o então deputado estadual Fernando Carli Filho, dirigindo embriagado, em excesso de velocidade e com a carteira de habilitação cassada, provocou um acidente que matou os jovens Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida.
O caso teve grande repercussão nacional e tornou-se simbólico no debate sobre impunidade em crimes de trânsito no Brasil.
A criação da data, portanto, também tem um caráter simbólico: lembrar que muitas mortes no trânsito não são “acidentes”, mas consequências de decisões irresponsáveis, como dirigir sob efeito de álcool, em alta velocidade ou desrespeitando a lei.
Brasil já tem uma data mundial de memória às vítimasAtualmente, já existe o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, lembrado todos os anos no terceiro domingo de novembro e reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data é dedicada a homenagear as vítimas e seus familiares e também a agradecer o trabalho de equipes de resgate, saúde e segurança que atuam nas ocorrências de trânsito.
A criação de uma data nacional, portanto, não substitui a data mundial, mas reforça a importância do tema no contexto brasileiro, onde os números de mortes e feridos no trânsito ainda são altos.
Memória para mudar o futuroEspecialistas em segurança viária defendem que datas como essa têm papel importante porque ajudam a manter o tema em evidência e estimulam campanhas educativas, debates e políticas públicas voltadas à redução de mortes e lesões no trânsito.
Mais do que uma homenagem, a proposta pretende provocar reflexão. Isso porque grande parte das mortes no trânsito é evitável e está diretamente relacionada ao comportamento humano.
Lembrar as vítimas é também lembrar que o trânsito é um espaço coletivo e que escolhas individuais — como beber e dirigir, usar o celular ao volante ou exceder a velocidade — podem ter consequências irreversíveis.
Se sancionada, a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito deve reforçar uma mensagem essencial: a segurança no trânsito não depende apenas de fiscalização ou de leis mais rígidas, mas principalmente de responsabilidade e de uma mudança de cultura por parte de toda a sociedade.
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Brasil registra 7 multas por minuto por uso de celular ao volante em 2026
O uso do celular ao volante continua sendo um dos comportamentos de risco mais comuns no trânsito brasileiro. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que, apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, 601.349 motoristas foram multados por uso de celular enquanto dirigiam no Brasil.
Na prática, isso significa que o país registra, em média, 7 multas por minuto por esse tipo de infração.
Os números colocam o uso do celular ao volante entre as infrações mais registradas do país, ocupando a 6ª posição no ranking nacional de multas.
Existem duas infrações diferentes relacionadas ao celularMuita gente não sabe, mas o Código de Trânsito Brasileiro prevê duas infrações diferentes relacionadas ao uso do celular ao volante:
Falar ao celular enquanto dirigeInfração média
Penalidade: multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH.
Infração gravíssima
Penalidade: multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH.
A infração que aparece no ranking entre as mais registradas do país é a de manusear o celular, que é considerada mais grave porque o motorista tira uma das mãos do volante e desvia a atenção da via.
De acordo com especialistas, muitos motoristas ainda confundem as duas situações ou acreditam que apenas enviar mensagens gera multa, quando na verdade qualquer manuseio do aparelho já caracteriza infração gravíssima — como mexer em aplicativos, redes sociais ou digitar no GPS.
O tamanho do problema em númerosOs dados de janeiro e fevereiro de 2026 mostram a dimensão do problema:
- Janeiro: 316.483 multas
- Fevereiro: 284.866 multas
- Total em dois meses: 601.349 multas
Isso representa, em média:
- 10.190 multas por dia
- 424 multas por hora
- 7 multas por minuto
Para especialistas, os números indicam que, apesar das campanhas educativas e da fiscalização, o comportamento ainda é comum entre os condutores brasileiros.
Distração ao volante aumenta risco de acidentesConforme Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, o celular compromete a atenção do motorista e pode provocar um tipo de distração extremamente perigosa.
“O celular tira a atenção do motorista e provoca um tipo de distração muito perigosa, porque envolve visão, pensamento e, muitas vezes, as mãos. O condutor passa a dirigir sem perceber completamente o que está acontecendo ao redor”, explica.
Enviar mensagens, utilizar redes sociais ou mesmo mexer no GPS enquanto dirige faz com que o condutor passe vários segundos olhando para o aparelho, tempo suficiente para que uma situação de risco se forme.
“Às vezes o motorista acredita que é só uma olhada rápida, mas em poucos segundos um veículo pode percorrer dezenas de metros. Se surgir um pedestre, um ciclista ou um veículo freando à frente, pode não haver tempo para reagir”, alerta Mariano.
Um comportamento que ainda precisa mudarO uso do celular ao volante aparece com frequência entre as infrações mais registradas no país, ao lado de excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho — comportamentos que também estão diretamente associados a sinistros graves.
Os dados mostram que, mesmo com penalidades mais severas e campanhas de conscientização, centenas de milhares de motoristas continuam sendo flagrados cometendo a infração todos os meses.
Para especialistas, reduzir esse tipo de comportamento depende não apenas de fiscalização, mas também de mudança de atitude.
“O trânsito exige atenção o tempo todo. Qualquer distração pode ter consequências graves. Não é só uma multa, é uma questão de segurança”, conclui Celso Mariano.
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