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Carnaval aumenta acidentes de trânsito no Brasil e pressiona o SUS
O Carnaval é um dos períodos mais críticos do ano para a segurança viária no Brasil. A combinação de deslocamentos intensos, consumo de álcool, privação de sono e comportamentos de risco ao volante provoca um aumento expressivo nos sinistros de trânsito — e os reflexos vão muito além das ruas e estradas, atingindo diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS).
Levantamentos de entidades médicas e de segurança viária indicam que, durante o feriado prolongado, os atendimentos por acidentes de trânsito crescem entre 20% e 30% em relação à média de outros períodos do ano. A maior parte dos casos envolve condutores que misturam direção e álcool, prática que segue entre as principais causas de mortes e ferimentos graves no trânsito brasileiro.
Dados consolidados pela Observatório Nacional de Segurança Viária mostram que, entre 2021 e 2023, o uso de álcool ou outras substâncias psicoativas esteve associado, em média, a mais de 16 sinistros por dia durante o Carnaval, índice cerca de 25% superior ao observado em dias comuns. Os números ajudam a dimensionar o impacto do feriado não apenas na mobilidade, mas também na saúde pública.
Feriado prolongado, risco ampliadoEspecialistas alertam que o aumento dos acidentes no Carnaval não está ligado a um único fator, mas a um conjunto de condições que se somam e ampliam o risco. Viagens longas, muitas vezes para locais desconhecidos, condução noturna, calor excessivo e mudanças na rotina de descanso criam um cenário propício para falhas humanas.
Conforme Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito & Mobilidade, o problema está na falsa sensação de que o feriado “suspende” as regras do trânsito.
“O Carnaval não muda as leis da física nem os limites do corpo humano. Pelo contrário: é justamente quando estamos mais cansados, desidratados ou sob efeito de álcool que a margem para erro diminui drasticamente. O trânsito fica mais perigoso porque o condutor passa a dirigir em condições piores do que o normal”, explica.
Além da alcoolemia, fatores como excesso de velocidade, uso do celular ao volante, fadiga e sono insuficiente aparecem de forma recorrente nos registros de ocorrências graves. O resultado é um aumento não apenas no número de sinistros, mas também na gravidade das lesões. Ou seja, especialmente entre motociclistas, ocupantes de veículos sem cinto de segurança e pedestres.
Pressão direta sobre o SUSO crescimento dos acidentes durante o Carnaval se traduz em sobrecarga imediata para os hospitais públicos. São eles que concentram a maior parte do atendimento a vítimas de trauma no país. Internações prolongadas, cirurgias complexas e ocupação de leitos de UTI passam a disputar espaço com atendimentos de outras doenças graves.
De acordo com especialistas da área da saúde, vítimas de sinistros de trânsito costumam demandar recursos de alto custo. Como, por exemplo, procedimentos ortopédicos, neurocirúrgicos e longos períodos de reabilitação. Isso gera um efeito em cascata: cirurgias eletivas são adiadas, filas aumentam e equipes trabalham sob pressão máxima.
Celso Mariano reforça que esse impacto raramente é percebido pelo cidadão no momento da decisão de dirigir após beber ou acelerar além do permitido.
“Cada escolha insegura no trânsito tem um custo coletivo. Não é só o risco individual. É um leito ocupado por semanas, uma equipe mobilizada, um recurso público que deixa de atender outra urgência. O Carnaval escancara como o trânsito também é uma questão de saúde pública”, destaca.
Prevenção começa antes da festaApesar do cenário preocupante, especialistas são unânimes ao afirmar que é possível evitar a maioria dos acidentes com medidas simples e planejamento. A principal delas segue sendo clara e inequívoca: álcool e direção não combinam.
Planejar o retorno da festa, utilizar transporte por aplicativo, táxi ou motorista da vez, respeitar os limites de velocidade e dormir adequadamente antes de pegar a estrada são atitudes básicas, mas decisivas. Também é fundamental evitar o uso do celular ao volante e adotar uma condução defensiva, especialmente em vias com grande circulação de pedestres.
No verão, período marcado por chuvas intensas em várias regiões do país, cuidados adicionais são indispensáveis. Reduzir a velocidade, manter distância segura assim como revisar o veículo antes de viajar — com atenção especial a pneus, freios e limpadores de para-brisa — ajuda a reduzir riscos.
Pedestres e ciclistas também precisam redobrar a atenção durante o Carnaval. Ou seja, optando por roupas claras ou refletivas, respeitando a sinalização e atravessando as vias apenas em locais apropriados.
Como reforça Celso Mariano, o espírito da festa não pode se sobrepor à responsabilidade.
“Celebrar faz parte do Carnaval, mas voltar para casa em segurança precisa ser prioridade absoluta. No trânsito, não existe improviso sem consequência”, conclui.
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CNH Social: Paraná abre inscrições para 4 mil vagas de habilitação gratuita
O sonho de tirar a carteira de habilitação de forma gratuita agora é realidade no Paraná. O Governo do Estado, por meio do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), abriu nesta quinta-feira (12) as inscrições para o primeiro edital do programa CNH Social , que concede gratuitamente aulas de condução de veículos e isenta os candidatos de todas as taxas relativas aos exames e testes teóricos e práticos.
Serão 4 mil vagas para paranaenses com renda familiar de até três salários mínimos na modalidade “Habilita”, voltada para a primeira habilitação nas categorias A (motos) ou B (carros), nos 399 municípios do Paraná distribuídas em 5 macrorregiões: Curitiba, Guarapuava, Londrina, Maringá e Cascavel. As inscrições podem ser realizadas até o dia 14 de março no site do programa www.cnhsocial.detran.pr.gov.br, onde também está disponível o edital com mais informações sobre o processo.
“É um sonho se tornando realidade, tanto para nós, do Governo do Paraná, que tivemos a iniciativa para a mudança da lei, mas principalmente para aqueles que por muito tempo não tinham condições de tirar uma CNH, e agora vão poder fazer de forma 100% gratuita. Isso com certeza vai fazer toda a diferença para os que vão em busca de se qualificar ou do seu primeiro emprego”, disse o diretor-presidente do Detran-PR, Santin Roveda.
Por meio do portal do programa, desenvolvido pela Celepar, o candidato poderá acompanhar toda a sua jornada, desde o início com as aulas, passando pela biometria e exames, até finalizar com os testes e emissão do documento digital e físico. Para os candidatos que optarem pela categoria “B” (carros), ao final do processo a carteira já virá com a observação EAR (Exerce Atividade Remunerada), o que facilita a vida dos que pretendem usar o veículo para trabalho.
Como vai funcionarO candidato seleciona o município de residência e o sistema distribui de forma aleatória para uma das autoescolas parceiras e clínicas credenciadas na própria localidade. Estão previstas a reserva de 10% das vagas para estudantes da rede pública estadual, que atendem os critérios de rendimento e frequência, 10% das vagas para mulheres, e 5% das vagas para pessoas com deficiência (PCDs).
Roveda explica que o programa já está atualizado com as alterações no processo de habilitação realizadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
“Em tempo recorde, conseguimos tanto adaptar o programa quanto implementar as diversas mudanças previstas na resolução e na medida provisória. Apesar de as novas regras exigirem apenas 2h/aula de carga horária de aulas práticas, pelo CNH Social vamos garantir o mínimo de 10h/aula, com direito a mais 5h/aula em caso de reprovação no teste, para garantir a efetividade desta importante política pública”, completou.
Para participar será preciso comprovar renda familiar de até três salários mínimos, residir no Paraná há pelo menos 12 meses e no município onde haverá a concessão do benefício. Além disso, é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Não poderão participar pessoas que tenham algum tipo de restrição do direito de dirigir (habilitação suspensa ou cassada). A publicação da lista com a homologação final dos aprovados deverá ocorrer em 31 de março, no site do programa.
AutoescolasTambém está aberto, desde terça-feira (10), o edital de chamamento para os Centro de Formação de Condutores serem parceiros do programa. As autoescolas interessadas devem estar cadastradas no Sistema de Gestão de Obras, Materiais e Serviços (GMS), na Central de Segurança do e-Protocolo e apresentar a documentação necessária nos prazos previstos no edital, disponível AQUI, onde também é possível obter mais informações.
As informações são da Agência Estadual de Notícias
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Radar CNT do Transporte aponta redução de pontos críticos nas rodovias brasileiras
O número de pontos críticos, nas rodovias brasileiras, apresentou queda em 2025, de acordo com o Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2025. Elaborado a partir da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, o estudo registrou 2.146 ocorrências em todo o país, o que representa uma redução de 12,3% em relação a 2024, quando foram identificados 2.446 pontos.
Os pontos críticos correspondem a situações graves da infraestrutura rodoviária que comprometem a segurança dos usuários e interferem diretamente no fluxo do tráfego. A diminuição observada neste ano reforça a percepção de que os investimentos recentes começam a produzir efeitos positivos na conservação das estradas.
ProblemasOs buracos grandes seguem como o principal problema mapeado, com 1.716 registros, o equivalente a mais de 80% do total. Apesar da predominância, o volume é inferior ao verificado na edição anterior da Pesquisa, o que indica avanço no tratamento dos defeitos de pavimento.
Também se observou redução em outras ocorrências de alto risco, como erosões na pista, que somaram 248 registros, e quedas de barreiras, com 82 casos. Esses problemas costumam afetar trechos com maior fragilidade estrutural e risco geotécnico.
Na análise da geometria das vias, a Pesquisa CNT de Rodovias identificou 57 pontes estreitas, que permanecem como gargalos de capacidade e segurança, especialmente para o transporte de cargas. O levantamento também registrou uma ponte caída, ocorrência pontual, porém com elevado impacto logístico.
Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, a tendência de queda, ainda que gradual, sinaliza uma mudança de cenário.
“A redução no número de pontos críticos é um indicativo de que os investimentos começam a reverter um problema que se manteve por muitos anos nas rodovias brasileiras”, afirma.
A CNT disponibiliza um painel interativo com o georreferenciamento de todas as ocorrências identificadas no estudo. A ferramenta permite consultas detalhadas por tipo de ponto crítico e localização e é possível acessar em cnt.org.br/painel-ponto-critico
As informações são da Agência CNT Transporte Atual
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Brasil registra mais de 10 milhões de multas em rodovias federais em 2025 e atinge novo recorde histórico
O Brasil fechou 2025 com um número que chama atenção e impõe reflexão: mais de 10 milhões de multas aplicadas em rodovias federais, o maior volume desde o início da série histórica, em 2007. Os dados revelam não apenas um recorde estatístico, mas um retrato preocupante do comportamento de parte dos condutores nas estradas do país — especialmente quando o excesso de velocidade domina, com larga vantagem, o ranking das infrações.
Levantamento do Setor de Estatística Operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que 10.277.088 autuações foram registradas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. Em termos práticos, isso equivale a 27.397 infrações por dia, 1.141 por hora e cerca de 19 por minuto. O total supera inclusive 2024, que já havia estabelecido o maior índice até então.
Excesso de velocidade segue como principal infraçãoO excesso de velocidade aparece no topo do ranking, mantendo um padrão observado nos últimos anos, mas agora em patamares ainda mais elevados. A infração de transitar até 20% acima do limite permitido somou 6.170.111 registros, representando a maioria absoluta das autuações. Em segundo lugar, estão os motoristas flagrados entre 20% e 50% acima da velocidade máxima, com 985.967 multas.
Outras infrações recorrentes incluem veículos sem licenciamento, ultrapassagens em locais proibidos, desobediência às ordens de agentes de trânsito, além de problemas relacionados à conservação do veículo e equipamentos obrigatórios. O conjunto desses dados reforça um cenário já conhecido pelos especialistas em segurança viária: não se trata de um único problema, mas de um conjunto de condutas de risco que se repetem diariamente.
De acordo com Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, o excesso de velocidade não é apenas uma infração isolada.
“Velocidade é um multiplicador de risco. Quando o condutor decide acelerar além do permitido, ele reduz drasticamente o tempo de reação, aumenta a gravidade dos sinistros e transforma pequenos erros em consequências fatais”, afirma.
BR-101 lidera ranking de autuações no paísEntre as rodovias federais, a BR-101 lidera com folga o ranking nacional de infrações. A via, que se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, registrou 2.740.305 multas em 2025. Na sequência aparece a BR-116 (Presidente Dutra), com 2.519.257 autuações, e, em terceiro lugar, a BR-381 (Fernão Dias), com 577.619 registros.
Completam a lista das dez rodovias mais autuadas as BRs 153, 163, 364, 040, 277, 376 e 386, distribuídas por diferentes regiões do país. Em comum, essas rodovias concentram alto fluxo de veículos, trechos urbanos e interurbanos, intenso transporte de cargas e histórico de fiscalização eletrônica.
Conforme Celso Mariano, os números não devem ser analisados de forma simplista. “Rodovias com maior volume de tráfego e mais fiscalização naturalmente registram mais autuações. Mas isso não invalida o alerta: se há tanta multa, é porque há muito desrespeito às regras básicas de circulação”, pontua.
Fiscalização arrecada ou previne?O recorde reacende um debate antigo no trânsito brasileiro: a fiscalização estaria focada apenas na arrecadação? Para especialistas, essa leitura ignora dados fundamentais. Países que reduziram mortes no trânsito fizeram isso com combinação de fiscalização consistente, engenharia viária e educação — e não com a ausência de controle.
“O radar não multa ninguém sozinho. Quem gera a multa é o comportamento do condutor”, reforça Celso Mariano. “A fiscalização é uma resposta do Estado a um risco coletivo. Sem controle, o trânsito vira território da lei do mais forte.”
Ainda assim, o especialista destaca que a fiscalização precisa caminhar junto de transparência, sinalização adequada e políticas educativas contínuas, sob risco de perder credibilidade social.
Formação de condutores e cultura de riscoOs números de 2025 também dialogam diretamente com um debate que vem ganhando força no Brasil: a flexibilização do processo de formação de condutores. Para o Portal do Trânsito, é impossível dissociar o aumento de infrações de uma cultura que tolera atalhos, reduz exigências e trata a habilitação como mera formalidade burocrática.
“Quando se enfraquece a formação, o trânsito sente. O condutor mal preparado tende a errar mais, a assumir riscos desnecessários e a repetir comportamentos perigosos”, alerta Celso Mariano. “O trânsito não perdoa improviso.”
Um sinal de alerta para 2026O recorde de mais de 10 milhões de multas em rodovias federais em 2025 deve ser lido como um sinal de alerta, não apenas como estatística. Ele aponta para a urgência de políticas públicas integradas, que tratem o trânsito como questão de saúde pública, com foco na preservação de vidas.
Enquanto o Brasil segue debatendo mudanças em regras, exames e formação, os números das estradas mostram que o desafio central continua sendo o comportamento humano. E, como reforçam os especialistas, sem educação consistente e fiscalização responsável, o próximo recorde pode ser ainda mais preocupante — não apenas em multas, mas em vítimas.
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AMMA oferece suporte, cuidado e desenvolvimento para mulheres do setor automotivo
A AMMA inicia 2026 com um movimento que não pretende soar mais alto — pretende chegar mais fundo. O anúncio do primeiro ciclo de parcerias institucionais nasce da leitura atenta das necessidades reais das mulheres que vivem o setor automotivo por dentro: profissionais que equilibram múltiplos papéis, enfrentam barreiras estruturais e, muitas vezes, constroem seus caminhos com pouca rede de apoio. Para elas, a AMMA apresenta alianças pensadas para ampliar cuidado, suporte e desenvolvimento.
Neste bloco inicial, quatro organizações passam a compor o ecossistema da AMMA: Grupo FBN, ampliando o acesso a soluções de saúde e proteção; AlmeidaNascimento Advocacia, oferecendo suporte jurídico claro e acessível; Judi Cantarin Assessoria de Negócios, trazendo consultoria em gestão, sustentabilidade, processos e formação técnica; e Ultracar Tecnologia, disponibilizando sistemas de gestão que profissionalizam e organizam a rotina das oficinas.
Essas parcerias chegam para entregar respostas práticas — e não apenas promessas. A partir delas, a AMMA fortalece uma rede de apoio que contempla áreas muitas vezes negligenciadas no cotidiano das mulheres do mercado. Entre os benefícios oferecidos, destacam-se: orientação jurídica contínua, acesso facilitado a cuidados de saúde, treinamentos técnicos especializados, consultorias em gestão e sustentabilidade, melhorias operacionais para oficinas, tecnologia aplicada ao dia a dia, organização de processos, apoio em conformidade ambiental, atendimento prioritário, descontos exclusivos, material educativo, e formação profissional em temas essenciais para o setor.
Cada parceira assume uma função complementar nesse ecossistema.O Grupo FBN apoia o cuidado com saúde e bem-estar, área crítica para mulheres que carregam múltiplas jornadas. A AlmeidaNascimento fortalece decisões jurídicas e empresariais com orientação segura e acessível. A consultoria de Judi Cantarin aproxima as associadas de práticas modernas de gestão e conformidade que elevam a operação das oficinas. A Ultracar leva tecnologia para dentro dos negócios, organizando processos, melhorando o fluxo de trabalho e trazendo clareza estratégica.
O impacto dessas entregas vai além do benefício imediato. Ele cria condições para que as associadas tomem decisões com mais segurança, planejem seus negócios com mais informação, organizem suas rotinas com mais eficiência e encontrem suporte onde antes havia improviso. Esse é o tipo de estrutura que transforma o cotidiano — silenciosamente, mas de forma profunda.
É fundamental destacar: essas são as quatro primeiras parcerias.A AMMA já está em processo de seleção de novas empresas e especialistas para ampliar ainda mais essa rede de apoio, priorizando áreas como saúde emocional, desenvolvimento humano, estilo e presença profissional, gestão de carreira, educação continuada e novas trilhas técnicas. O objetivo é construir, com curadoria rigorosa, um conjunto de entregas que acompanhe a complexidade do que é ser mulher no setor.
Esse trabalho, conduzido com cuidado e responsabilidade, reflete o compromisso que sustenta a AMMA desde sua criação: oferecer caminhos possíveis, ferramentas práticas e um ambiente em que as mulheres possam se desenvolver com autonomia, apoio e equilíbrio. Não se trata de construir atalhos — trata-se de construir base.
Assim, a AMMA inicia o ano reafirmando seu papel: criar, expandir e fortalecer uma estrutura que permita às mulheres do mercado automotivo avançarem com verdade, com suporte e com pertencimento.
Uma construção contínua, feita de escolhas responsáveis e parcerias que entregam valor real — exatamente como o setor merece, e como as mulheres que o movem precisam.
Texto: AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Setor Automotivo
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SETCEPAR avalia impactos da CNH do Brasil no Transporte Rodoviário de Cargas
A implementação do programa CNH do Brasil, novo modelo nacional de habilitação em vigor desde dezembro de 2025, trouxe mudanças importantes no processo de obtenção das categorias C, D e E. A iniciativa prevê cursos teóricos online gratuitos, redução da carga horária prática e possibilidade de atuação de instrutores autônomos, o que pode reduzir significativamente o custo da habilitação e ampliar o acesso de novos profissionais ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a medida representa um avanço relevante, mas exige atenção do setor.
“A CNH do Brasil é um passo importante para facilitar o acesso às categorias profissionais e ajudar a enfrentar a escassez de motoristas. No entanto, esse movimento precisa vir acompanhado de capacitação adequada, para que o aumento no número de habilitados não comprometa a segurança nas estradas e a qualidade das operações”, afirma.
A falta de motoristas qualificados é um dos principais gargalos do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país.De acordo com Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados em 2025 com base no fechamento mais recente, menos de 10% dos vínculos formais de motoristas de caminhão no Brasil são ocupados por profissionais com até 29 anos, evidenciando a dificuldade de renovação da mão de obra no setor. Com a CNH do Brasil, o número de motoristas habilitados tende a crescer, o que reforça a necessidade de treinamento adequado para a atuação no Transporte Rodoviário de Cargas.
Conforme o instrutor técnico do SETCEPAR, Cláudio Ferreira, a capacitação complementar é um fator decisivo para a efetividade da iniciativa no setor.
“É fundamental que as empresas recebam esses motoristas recém-habilitados e ofereçam treinamentos que reflitam a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas. Sem essa preparação prática e técnica, há risco de aumento de sinistros, impacto nas operações e até elevação do custo das apólices de seguro”, explica.
Kasnodzei reforça o papel da entidade nesse processo. “O governo está correto em ampliar o acesso à habilitação, mas o setor também precisa assumir sua responsabilidade. O SETCEPAR está à disposição para contribuir com capacitação técnica, formação complementar e ações de conscientização, fortalecendo a segurança, a profissionalização e a sustentabilidade do Transporte Rodoviário de Cargas”, conclui.
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Vai mudar de categoria da CNH? Entenda as novas regras
As mudanças recentes no processo de habilitação no Brasil também alcançaram quem pretende mudar de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em vigor desde 2025, as novas regras alteram etapas da formação e da avaliação prática para condutores que desejam avançar para as categorias C, D e E, voltadas à condução de veículos de maior porte e responsabilidade.
As alterações foram estabelecidas pela Contran, por meio da Resolução nº 1.020/25, e regulamentadas pela Senatran, com a Portaria nº 923/25. O novo modelo simplifica procedimentos e reduz exigências formativas, o que reacendeu o debate sobre qualidade da formação, preparo técnico e segurança no trânsito.
Etapas mais objetivas, formação mais curtaCom as novas normas, a mudança de categoria passou a ter um fluxo mais direto, com etapas formalmente descritas: realização de exames obrigatórios, curso prático especializado, prova prática de direção e emissão da nova CNH.
Exigências como o exame toxicológico foram mantidas, com as mesmas regras já aplicadas anteriormente. A principal mudança, no entanto, está na redução da carga horária mínima de formação prática, especialmente sensível quando se trata de veículos de grande porte.
Redução da carga horária levanta alertaPelas regras anteriores, definidas pela Resolução nº 789/20 do Contran, o candidato à mudança de categoria precisava cumprir no mínimo 20 horas-aula de direção veicular. Com a nova regulamentação, esse número foi reduzido para 10 horas-aula.
Embora a medida torne o processo mais rápido e menos oneroso, especialistas em trânsito e educação viária alertam que a redução do tempo de formação pode ser insuficiente para desenvolver competências essenciais exigidas nas categorias C, D e E.
Esses veículos demandam domínio técnico avançado, leitura apurada de risco, tomada de decisão sob pressão e experiência supervisionada em situações reais de tráfego.
Prova prática mais permissivaOutro ponto que gera preocupação é a mudança no critério de avaliação do exame prático. Assim como ocorreu na categoria B, os candidatos às categorias C, D e E passam a ser avaliados pelo sistema de pontuação previsto no Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular.
Nesse modelo, o candidato inicia a prova com zero ponto e, a cada erro cometido, soma pontos conforme a gravidade da infração. Para ser aprovado, é permitido atingir até 10 pontos.
Na prática, isso significa que o candidato pode cometer uma infração gravíssima e outra grave, ou até duas infrações médias, e ainda assim ser considerado apto. Entre as situações possíveis dentro desse limite estão, por exemplo:
- Avançar sinal vermelho ou desrespeitar placa de parada obrigatória (infração gravíssima – 6 pontos no exame);
- Transitar até 20% acima da velocidade máxima permitida (infração média – 2 pontos no exame);
- Utilizar calçado inadequado ou fones de ouvido ao dirigir (infração média – 2 pontos no exame);
- Subir no meio-fio (infração gravíssima – 6 pontos no exame) e realizar conversão em local proibido (infração grave – 4 pontos no exame).
A flexibilização das exigências ocorre em um contexto no qual o Brasil ainda enfrenta índices elevados de sinistros de trânsito. Ou seja, especialmente envolvendo veículos de carga e transporte coletivo. Para críticos do novo modelo, permitir aprovação mesmo diante de falhas graves pode fragilizar o processo de avaliação. Além disso, reduzir a capacidade do exame prático de identificar condutores efetivamente preparados.
O debate não é apenas sobre custo ou agilidade, mas sobre qual é o nível mínimo aceitável de preparo para quem assume a condução de veículos que transportam cargas pesadas ou passageiros, com impacto direto na segurança de todos que circulam pelas vias.
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